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O marketing estratégico pode ser definido como o planejamento macro, que
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O marketing inicialmente buscava atender as necessidades e criar desejos nos
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Trabalha ações de marketing adaptadas e planejadas para os meios digitais,
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CONCLUSÃO
Diante do exposto, concluiu-se que é possível e pertinente adaptar conceitos e
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REFERÊNCIAS
AAKER, David A. Marcas Gerenciando o Valor das Marcas. São Paulo, Negócio
Editora, 1998.
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LEITE, Quézia de Alcantara Guimarães. A importância da Comunicação Interna
nas Organizações. 2006. Disponível em:
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Artigo Científico - Implementação do Marketing no CCS da PMSC

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A temática essencial deste estudo é trazer um novo olhar para o CCS da PMSC, através de novos conceitos e ferramentas de marketing. Este artigo tem como objetivo mostrar a importância do marketing para a corporação, com o intuito de trazer novas ideias e experiências que possam auxiliar a fortalecer, ainda mais, a marca e imagem da PMSC, através de uma comunicação construtiva do conhecimento, trazendo subsídio para os gestores do CCS no processo continuado e imprescindível de se ter uma gestão fortalecida, com uma equipe qualificada e orientada multidisciplinarmente. Concluiu-se com a importância de se ter um Centro de Comunicação Social atento as mudanças, estruturada e sistematizada para garantir o retorno, a inovação, a integração, a cooperação e a aproximação, na busca pela excelência desta fundamental e importante instituição, chamada Polícia Militar de Santa Catarina.

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Artigo Científico - Implementação do Marketing no CCS da PMSC

  1. 1. 1 UCAM – UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES JORGE LUIS SEDREZ MENDES IMPLEMENTAÇÃO DO MARKETING NO CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA POLÍCIA MILITAR DE SANTA CATARINA FLORIANÓPOLIS - SC JULHO/2015
  2. 2. 2 UCAM – UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES JORGE LUIS SEDREZ MENDES IMPLANTAÇÃO DO MARKETING NO CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA POLÍCIA MILITAR DE SANTA CATARINA Artigo Científico Apresentado à Universidade Candido Mendes - UCAM, como requisito parcial para a obtenção do título de Especialista em MBA Executivo em Gestão de Negócios e Marketing. FLORIANÓPOLIS - SC JULHO/2015
  3. 3. 3 IMPLANTAÇÃO DO MARKETING NO CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA POLÍCIA MILITAR DE SANTA CATARINA JORGE LUIS SEDREZ MENDES1 RESUMO A temática essencial deste estudo é trazer um novo olhar para o Centro de Comunicação Social (CCS) da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), através de novos conceitos e ferramentas de marketing. Este artigo tem como objetivo mostrar a importância do marketing para a corporação, onde se busca o embasamento na pesquisa bibliográfica de vários autores renomados, somados ao conhecimento profissional adquirido pelo autor, que atuou em várias empresas na área de marketing e comercial. Foi procurado mostrar a importância da visão do marketing, que atua de forma holística e integrada, com o intuito de trazer novas ideias e auxiliar a fortalecer, ainda mais, a marca e imagem da PMSC, através de uma comunicação construtiva do conhecimento, trazendo subsídio para os gestores do CCS no processo continuado e imprescindível, nos dias atuais, de se ter uma gestão fortalecida, com uma equipe qualificada e orientada multidisciplinarmente. Concluiu-se com a importância de se ter um Centro de Comunicação Social atento as mudanças, estruturada e sistematizada para garantir o retorno, a inovação, a integração, a cooperação e a aproximação, na busca pela excelência desta fundamental e importante instituição, chamada Polícia Militar. Palavras-chave: Comunicação. Marketing. Visão Holística. Administração. INTRODUÇÃO O presente artigo cientifico tem como objetivo mostrar alguns conceitos, ferramentas e ações de marketing que podem agregar conhecimento ao Centro de Comunicação Social, e valor a imagem da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), sendo esta uma disciplina estratégica para as mais diversas organizações. Neste sentido foi buscado dividir, para facilitar o entendimento e auxiliar na estruturação, o marketing em quatro áreas específicas que nortearam o projeto:  Marketing Estratégico  Endomarketing  Marketing de Relacionamento  Marketing Digital 1 Formado em Administração com Habilitação em Marketing, pós graduado em Comunicação Integrada de Marketing e graduando em Direito. Possui vários cursos de capacitação e informática, inglês avançado, espanhol básico e alemão iniciante. Atuou mais de 10 anos como gestor na iniciativa privada. Policial militar desde 2011, hoje trabalha como profissional de marketing no Centro de Comunicação Social da PMSC.
  4. 4. 4 Todo novo conhecimento contraído, cientifico ou empírico, deve ser administrado e gerido, para se buscar seu devido retorno e aplicação, seja tangível ou intangível, objetivo ou subjetivo, direto ou indireto. O tema conhecimento absorve descrições, hipóteses, conceitos, teorias, princípios e procedimentos que são úteis ou verdadeiros. Quando uma corporação incorpora os conceitos e os conhecimentos do marketing, ela tende a diminuir os gastos, otimizar recursos e ter uma melhor relação “custo x benefício”, pois, o marketing busca integrar, interagir e se relacionar com todo o seu público, interno e externo, atento ao cenário e aos interesses de uma organização. Precisamos atualizar nossa forma de pensar e ver o mundo, sendo o marketing uma importante ferramenta para inovar, repensar, recriar, reduzir, reutilizar e reciclar. Segundo Silveira (2005, pag. 21), “as decisões de uma administração estratégica e científica naturalmente encontram-se sustentadas em fatos e dados, investigados metodologicamente, analisados de forma criteriosa e, principalmente, repensado nossos modelos e buscando continuamente uma compreensão maior da realidade”. Trazemos a visão do marketing holístico, onde o “papa” do marketing, Philip Kotler, explica o termo em sua obra Administração de Marketing, pela importância de se conseguir, além de saber, olhar uma instituição como um todo, ou seja, por vários ângulos. A visão holística reconhece toda a amplitude de uma organização, suas interdependências e seus efeitos, através de uma perspectiva abrangente e integrada, que busca identificar tendências, descobrir oportunidades, mapear riscos e desenvolver análises estratégicas, através de planos de ações. Em pleno século XXI é impensável que ainda existam organizações alheias ao poder do marketing, e os valiosos resultados que esta magnífica ferramenta gerencial pode trazer. Neste contexto, o propósito primordial deste estudo foi trazer conceitos e sugestões para abranger, de forma técnica e profissional, o assessoramento e o auxílio ao Centro de Comunicação Social (CCS) da PMSC, que subsidiarão o CCS na gestão do conhecimento e inovação. Para alcançar os objetivos propostos, utilizou-se como recurso metodológico, a pesquisa bibliográfica, realizada a partir da análise pormenorizada de materiais já publicados na literatura e artigos científicos. Os autores usados como referência no fundamentado das ideias e concepções foram: Kotler (2012), Torres (2009), Shimp (2005) e Silveira (2005).
  5. 5. 5 DESENVOLVIMENTO Atualmente, falar que o público alvo de uma instituição está cada vez mais exigente, atento e cobrando de forma pragmática e inflexível, não é mistério e nem novidade para ninguém, muito menos para os gestores das organizações. Desta forma, o marketing ganha cada vez mais importância e atenção dentro das corporações, por ser ele um dos responsáveis, dentre outras atribuições, pelas estratégias de relacionamento e comunicação. A American Marketing Association, instituição referência mundial no tema, conceitua marketing como uma função organizacional e um conjunto de processos que envolve a criação, a comunicação e a entrega de valor para os clientes, bem como, a administração do relacionamento com eles, de modo que beneficie a organização e seu público interessado. Para se ter uma administração de marketing eficaz e efetiva é necessário planejamento, controle, estrutura, coerência e concisão nas ações. Kotler e Keller (2007, p. 04) afirmam que “administração de marketing é a arte e a ciência da escolha de mercados-alvos e da captação, manutenção e fidelização de clientes por meio da criação, da entrega e da comunicação de um valor superior para o cliente”. Assim, conhecer as pessoas, suas necessidades e se relacionar com elas, torna-se fundamental para a eficiência na gestão de marketing estratégico. Na concepção de Ogden (2002, p. 04) o processo de gerenciamento de marketing é “um fluxo de etapas claramente definido e ordenado, conduzido para assegurar que todas as funções do marketing sejam executadas e integradas para fornecer um plano de marketing da mais alta qualidade e o mais eficaz possível”. Um conceito usado até muito pouco tempo atrás para definir o marketing era que o mesmo satisfazia as necessidade dos clientes, hoje já se tem outra definição e dimensão, pois o marketing precisa superar as expectativas dos clientes, sendo totalmente possível e viável trabalhar ações de marketing adaptadas e planejadas para uma instituição, de fundamental importância para o desenvolvimento da sociedade, como a PMSC. As organizações precisam buscar se adaptar e entender como se adequar a um ambiente voltado para o marketing, onde, cada vez mais, se exige uma abordagem
  6. 6. 6 completa e coerente. E, para que isso ocorra, o marketing holístico ganha cada vez mais força. Kotler e Keller (2007, p. 15) falam: O marketing holístico pode ser visto como o desenvolvimento, o projeto, e a implementação de programas, processos e atividades de marketing, com o reconhecimento da amplitude e das interdependências de seus efeitos. Ele reconhece que no marketing ‘tudo é importante’ – o consumidor, os funcionários, outras empresas e a concorrência, assim como a sociedade como um todo – e que muitas vezes se faz necessária uma perspectiva abrangente e integrada. Os profissionais de marketing devem lidar com uma variedade de questões e certifica-se de que as decisões em uma área são coerentes com as decisões em outras. Uma das funções do profissional de marketing, segundo Kotler e Keller (2007, p. 17), “é delinear as atividades de marketing, montando estratégias e programas de marketing totalmente integrados na comunicação, buscando a valorização junto aos consumidores”. O marketing visa, dentre outros fatores, o aumento do valor da marca, a fidelização, a integração, além de blindar a imagem da organização. Kotler e Keller (2007, p. 18) mencionam sobre os temas fundamentais do marketing integrado: “muitas atividades de marketing diferentes são empregadas para comunicar e entregar valor e todas as atividades de marketing são coordenadas de modo que seus efeitos conjuntos sejam maximizados”. Ou seja, as atividades de marketing dependem direta, ou indiretamente, de outros setores das instituições, sendo preciso uma comunicação integrada, preocupada em diferenciar o tipo de linguagem para o mais variado público-alvo. Por mais clichê que a famosa frase “a propaganda é a alma do negócio” possa ser, ela é verdadeira. Quando nos referimos à propaganda, não estamos nos referindo apenas a veiculação da imagem da empresa nos tradicionais canais de comunicação como revistas, televisão, rádios ou outdoors, mas sim ao conceito mais amplo de marketing, como, por exemplo, o posicionamento da marca, o fortalecimento da imagem, a criação de uma identidade para a empresa, segmentação, fidelização e elaboração de um planejamento de marketing estratégico. A proposta de implantação do marketing, didaticamente e conceitualmente, será dividido em: Marketing Estratégico, Endomarketing, Marketing de Relacionamento e Marketing Digital. Esta divisão facilitará na aplicação estruturada dos novos conceitos e ferramentas, que, para alcançar uma plena eficácia, eficiência e efetividade, devem trabalhar de forma integrada e coesa.
  7. 7. 7 Marketing Estratégico O marketing estratégico pode ser definido como o planejamento macro, que incluem conceitos, ações e ferramentas integradas, realizado por uma gestão orientada para o marketing. As estratégias de marketing geralmente baseiam os estudos do planejamento de marketing nas variáveis controláveis e variáveis incontroláveis. Resumidamente, as variáveis controláveis são aquelas, na maioria internas, que se tem domínio, já as incontroláveis se dividem em forças macroambiente e microambiente, ou seja, forças externas que influenciam nas tomadas de decisões. A essência do marketing estratégico é assegurar que as atividades de marketing adaptem-se às mudanças de forma efetiva. Observamos ao longo dos anos a expansão de alguns setores específicos, sua decadência e ascensão de outros. Essa dinâmica pode ser explicada pela visão míope que alguns empresários têm dos seus negócios e mais precisamente em relação ao marketing. Segundo Theodore Levitt (1972), a razão para o desenvolvimento ser ameaçado, retardado ou detido não é porque o mercado está saturado, mas sim, porque as organizações não se preocupam com o cliente, com o marketing, voltando- se essencialmente para as vendas, o que vem confirmar a confusão feita por parte da alta administração. Reafirmando, essencial não é pensar que o marketing deve estar voltado para as vendas, ou seja, converter bens em dinheiro, mas sim fazer o caminho inverso, preocupar primeiramente com as necessidades do cliente e, partindo delas, converter em objeto físico ou satisfação e não impor ao cliente o seu produto. Nesse sentido, para colaborar com o caminho que as organizações precisam seguir, encontramos a gestão estratégica de marketing como fator essencial para elevar as organizações ao topo e sua manutenção. Muitas vezes o marketing estratégico é tratado como a comunicação corporativa, que é a comunicação macro da empresa, segundo Dias (2006, p. 240) a comunicação corporativa é a forma que a empresa usa para se “comunicar com seu público e que consiste em diversos elementos, como marcas, produtos e serviços, divulgações pela mídia, anúncios de propaganda, patrocínios, eventos, relatórios, balanços financeiros, página na Internet, entre outros”, sendo os clientes,
  8. 8. 8 distribuidores, empregados, fornecedores, concorrentes, investidores, acionistas, governo, comunidades e imprensa os principais públicos que acompanham com interesse as empresas. Como o ambiente é dinâmico e situações novas surgem a cada instante, cabe ao marketing estratégico a função de acompanhar as tendências sociais, políticas, econômicas e culturais, para que a instituição possa criar uma imagem concisa e positiva para seu público. Dias (2006, p. 241) afirma que cabe a comunicação corporativa “aproveitar as oportunidades ou criar situações adequadas para que as empresas possam se comunicar de maneira mais eficaz, entender e capitalizar o interesse das audiências e escolher a melhor combinação possível de canais de comunicação”. Para Shimp (2005, p. 39) tem uma tendência bem distinta nos últimos anos em direção a uma prática que é chamada de comunicação integrada de marketing, ou simplesmente CIM. Essa nova tendência é uma das mais importantes desenvolvidas pelo marketing. Antigamente, as empresas quase sempre lidavam com os meios de comunicação de forma separada, “enquanto que a filosofia atual de marketing sustenta que a integração é absolutamente imperativa para o sucesso”. O profissional de marketing que conseguir coordenar o mix de comunicação de forma homogênea e rigorosa terá um grande destaque em relação aos outros profissionais. Shimp afirma que “a razão básica para comunicação integrada de marketing é que ela se constituirá na única vantagem competitiva sustentável das organizações nos próximos anos”. Kotler e Keller (2007, p. 556) citam que a Amercian Association of Advertising Agencies, associação norte-americana de agências de propaganda, define CIM como: Um conceito de planejamento de comunicação de marketing que reconhece o valor agregado de um plano abrangente, capaz de avaliar os papéis estratégicos de uma série de disciplinas da comunicação – propaganda geral, resposta direta, promoção de vendas e relações públicas, por exemplo – e combiná-las para oferecer clareza, coerência e impacto máximo nas comunicações por meio de mensagem integradas com coesão. As propostas que serão apresentada para o Marketing Estratégico do CCS englobarão o marketing institucional, branding (marca e imagem), além do planejamento de marketing, que trabalhará planos de ações, projetos, organograma, fluxograma, etc.
  9. 9. 9 Endomarketing Endomarketing é o marketing voltado para dentro das empresas, ou seja, o foco principal de atuação são os colaboradores e os setores, que busca criar valores para servir cada vez melhor o cliente. Mas para que isso ocorra, tem que haver comprometimento entre os funcionários para com a empresa, e vice-versa. Bekin (1995, p. 02) fala que “o comprometimento implica a adesão de valores e objetivos da empresa por meio do Endomarketing e pressupõem o trabalho em equipe, num contexto marcado pela cooperação e integração dos vários setores da empresa”. O endomarketing melhora o nível de comunicação da empresa com seus funcionários, em todos os níveis, integrando os mesmos com a empresa. Uma empresa não sobrevive apenas com uma pessoa ou departamento, mas sim em um conjunto homogêneo, que tem de estar com o mesmo pensamento organizacional e conseguir passar isso ao cliente. Basicamente, “vender” a marca da empresa para os colaboradores é o papel do endomarketing, pois o marketing não se deve fazer apenas externamente, mas internamente também, afinal, os funcionários devem ser os primeiros clientes a serem conquistados na empresa. Tão importante quanto as estratégias externas, temos como relevante as estratégias de comunicação, formação e motivação internas para empresas de qualquer porte. Estratégias de Comunicação: toda empresa precisa ter uma comunicação eficiente com os seus empregados. É a partir dessa comunicação que a empresa fica em contato com tudo que gira ao seu redor e se a influência está de maneira favorável ou não. Estratégias de Motivação: trata-se de um tema bastante polêmico no meio intelectual, por isso mesmo, várias teorias existem exclusivamente para explicá-la dentro de vários contextos. Cada modelo têm o seu posicionamento, sendo os modelos: Tradicional, das Relações Humanas e dos Recursos Humano. Estratégias de Formação: no sentido usado em administração, treinamento envolve a transmissão de conhecimentos específicos relativos ao trabalho, atitudes frente aos aspectos da organização, da tarefa e do ambiente e desenvolvimento de habilidades. As propostas para trabalhar o endomarketing são: criar canais de comunicação como intranet, mailing, comunidades, informativo; café com o comandante, pesquisa de clima, eventos, benefícios e premiações.
  10. 10. 10 Marketing de Relacionamento O marketing inicialmente buscava atender as necessidades e criar desejos nos consumidores, mas, hoje em dia, o marketing, através do relacionamento, busca ouvir suas demandas e entendê-las, antes de atendê-las. O marketing de relacionamento começou a ganhar força na década de 90, invertendo e fazendo as empresas reverem a forma de atender seus clientes. Pois, o marketing buscava atender as necessidades e criar desejos nos consumidores, mas hoje em dia, o marketing, através do relacionamento, busca ouvir suas demandas e entendê-las, antes de atendê-las. Marketing de relacionamento além de construir e sustentar os relacionamentos, faz a integração e aproximação dos clientes com as empresas, buscando garantir a satisfação contínua e reforço nas ações das organizações. Os clientes precisam ser ouvidos, identificados, reconhecidos, comunicados e as empresas devem interagir, conversar e atender seu público alvo, buscando à satisfação plena dos mesmos. Existem diversas ferramentas que podem ser utilizadas para atingir os objetivos propostos pelo marketing de relacionamento, como criação de banco de dados, pesquisas, marketing digital, eventos, etc. Conseguir fidelizar os clientes, ajudará no posicionamento da marca e no marketing espontâneo. O objetivo do marketing relacional é criar e manter sólidos relacionamentos com o público alvo. Vale lembrar que um cliente antigo, devidamente fidelizado e satisfeito, não gera custos, porém, um novo consumidor gera altos investimentos ao marketing. Segundo algumas pesquisas, ganhar um novo cliente é até oito vezes mais caro, que manter e fidelizar um cliente antigo. O gerenciamento nas relações com os clientes e público alvo é essencial, pois se eles estiverem acesso e satisfeitos com o atendimento da entidade tendem a se aproximar e virarem parceiros, interagindo, seguindo e divulgando as ações e a marca da instituição. Se relacionar com o mais variado público é fundamental, por isso as propostas iniciais são: campanhas, eventos e projetos; criar ferramentas para fortalecer e consolidar o relacionamento com o vário público; marketing digital e endomarketing, pois os conceitos se interligam e se completam.
  11. 11. 11 Marketing Digital Trabalha ações de marketing adaptadas e planejadas para os meios digitais, sendo hoje uma poderosa ferramenta de comunicação e interação. O marketing digital pode ser explicado como ações de marketing adaptadas e pensadas para os meios digitais, podem se utilizar da internet ou outros meios digitais para divulgar e comercializar seus produtos, conquistar novos clientes e melhorar a sua rede de relacionamentos. Basicamente busca obter, na Internet e meios digitais, a mesma eficiência do chamado marketing tradicional, aquele que se baseia nos 4Ps, além de potencializar os efeitos do marketing e da comunicação. Nos dias de hoje, o marketing digital é uma poderosa ferramenta da comunicação, pois através dele é possível interagir e diminuir certas barreiras entre empresas e clientes. A essência em sua operacionalização normalmente são os canais, meios e ferramentas digitais. As empresas precisam quebrar certos paradigmas e ter a consciência da importância da Internet, sabendo como operar o marketing digital, buscando os benefícios desta poderosa ferramenta. Em sua obra, Torres (2009, p. 45), explica: Quando você ouve falar de marketing digital, publicidade on-line, marketing web, publicidade na Internet ou quaisquer outras composições criativas que se possa fazer dessas palavras, estamos falando em utilizar efetivamente a Internet como uma ferramenta de marketing, envolvendo comunicação, publicidade, propaganda e todo o arsenal de estratégias e conceitos já conhecidos na teoria do marketing. Muitas pessoas pensam que enviar e-mail marketing, criar um site ou blog, ter uma fanpage, já é fazer marketing digital. O conceito de marketing digital vai muito além disso, pois são ações planejadas e estratégicas de comunicação e marketing, que envolve as mais variadas ações e meio digitais para divulgar e comercializar produtos, serviços e benefícios, além de ajudar a conquistar e fidelizar clientes e melhorar a rede de relacionamentos. O marketing digital engloba interação, conteúdo, informação, agilidade, aproximação, integração entre on e off, pessoas, bem como suas histórias e desejos, relacionamentos e necessidades a serem atendidas. Para fortalecer o trabalho do marketing digital as propostas são: mídias sociais; trabalhar os conceitos de marketing espontâneo, viral, de conteúdo; portal PMSC (site), mobile (responsividade), pesquisa, informação, conteúdo e marketing viral e espontâneo.
  12. 12. 12 CONCLUSÃO Diante do exposto, concluiu-se que é possível e pertinente adaptar conceitos e ferramentas de marketing para a PMSC. O marketing facilita para que ações estratégicas sejam criadas, repensadas e reinventadas para manter o fluxo de informação e demanda da comunicação de forma cooperada e integrada, garantindo que a instituição se mantenha, cada vez mais, sólida e constante durante os próximos anos. Para manter uma empresa oxigenada é preciso trabalhar o marketing, buscando a inovação e interação contínua, através de expertise, visão holística, metas, planejamento e conhecimento técnico. O poder do marketing está por toda parte e afeta, profundamente, nossas vidas todos os dias. Desta forma, o marketing também tem a função estratégica de auxiliar e assessorar na gestão do conhecimento e nas tomadas de decisões de qualquer instituição. Dentro do CCS, o marketing tem se tornado uma ferramenta cada vez mais explorada e consolidada, apoiando nas diversas ações de comunicação, solenidades e eventos da corporação, além de contribuir com o fortalecimento da marca e imagem da PMSC, que busca, continuamente, ser uma instituição inovadora e moderna, na busca por uma Segurança Pública de excelência para Santa Catarina. Um bom exemplo da utilização do marketing na instituição, de forma eficiente e com resultados, foi o sucesso absoluto e a repercussão, inclusive com matérias nacionais e internacionais, do marketing viral e espontâneo causado pela plotagem de uma BMW, como viatura, em uma exposição de viaturas, comemorativas aos 180 anos da PMSC, que fazia referência ao passado, com viaturas antigas, e ao futuro, com a BMW, realizada no mês de maio, deste ano, no Continente Park Shopping, em São José (SC). A implantação plena do Marketing no CCS é perfeitamente aplicável e adaptável, pois a Polícia Militar exerce um serviço primordial pra a sociedade, sendo preciso, cada vez mais, otimizar e aprimorar sua comunicação e interação com os mais variados públicos, pois nos dias atuais isto é um fator essencial e de fundamental importância para qualquer instituição. A expansão das atividades da corporação, a abrangência e a necessidade de aproximação com o diversificado público alvo, a implementação de ações de marketing, a absorção de novas demandas, a filosofia de polícia comunitária e proximidade com o cidadão, a rapidez e o volume das informações, a importância social da instituição, a necessidade de fortalecimento
  13. 13. 13 continuo da imagem, a constante inovação nos meios de comunicação, justificam por si só está implementação do marketing no CCS. O estudo sobre conceitos de comunicação e marketing aplicáveis no CCS foram buscados pelo autor nos melhores doutrinadores para a sustentação teórica. Como o composto de marketing, bem como conceitos e técnicas, são extremamente amplos, buscou-se os mais adequados conceitos para que a instituição possa aplicar em sua comunicação, considerando que a mesma não visa lucro, mas busca igualmente posicionamento e retorno. O retorno que a Polícia Militar busca pode ser traduzido na ampliação da sensação de segurança, pois a segurança é o principal serviço que a instituição presta, além da aproximação em todos os níveis da sociedade. Já o posicionamento que o CCS pode trabalhar, tem ligação com o principal serviço prestado pela Polícia Militar, a confiança. É preciso fazer com que a sociedade confie, plenamente e incontestavelmente, no serviço prestado pela Polícia Militar: a segurança, servindo e protegendo toda a população catarinense. A proposta de implantação do marketing visa ampliar as ações de comunicação e relacionamento, bem como trazer novas ideias e inovações, além de possibilitar a aplicação de novos conceitos e ferramentas, na otimização dos resultados e na agilidade nas informações e ações. A importância desta proposta se justifica pelo mais amplo mix de marketing, também conhecido como composto de marketing, que abrange as mais diferenciadas ferramentas de marketing e comunicação, bem como o conceito de Comunicação Integrada de Marketing, além do aumento na demanda de comunicação, adequação aos novos meios de comunicação, necessidade do fortalecimento da imagem e marca da PMSC. Para se desenvolver um modelo de marketing aplicável na PMSC, chegou-se à conclusão de que era preciso implantar e executar novos conceitos de marketing e comunicação. Sendo que a proposta de implantação do marketing, didaticamente e conceitualmente, foi dividida em: Marketing Estratégico, Endomarketing, Marketing de Relacionamento e Marketing Digital. Esta divisão busca facilitar na aplicação estruturada dos novos conceitos e ferramentas, que, para alcançar uma plena eficácia, eficiência e efetividade, devem trabalhar de forma cooperada, integrada, inovadora e coesa. Estes quatros conceitos serão trabalhados e melhorados diariamente, com implantação gradual e mediante a necessidade e disponibilidade dos gestores do CCS.
  14. 14. 14 REFERÊNCIAS AAKER, David A. Marcas Gerenciando o Valor das Marcas. São Paulo, Negócio Editora, 1998. ALVES, Joemar Braga. Gestão de Clientes. Rio de Janeiro, Qualitymark, 2004. ANGELO, Cláudio Felisoni de; SILVEIRA, José Augusto Giesbrecht de. Varejo Competitivo. São Paulo, Atlas, 2001. BEKIN, Saul Faingaus. Conversando Sobre Endomarketing. São Paulo, Makron Books do Brasil Editora, 1995. BLESSA, Regina. Merchandising no Ponto de Venda. São Paulo, Atlas, 2003. CABRINO, Thiago. A excelência: O Ponto-de-vendas. 2002. Disponível em: http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos.htm - Acessado em: 12/10/2012 CAROPRESO, Percival. Laboratório de Marketing. São Paulo, Nobel, 1997. COLZANI, Valdir Francisco. Guia para Redação do Trabalho Científico. Curitiba, Juará Editora, 2003. COSTA, Antonio R.; TALARICO, Edison de Gomes. Marketing Promocional. São Paulo, Atlas, 1996. DANTAS, Edmundo Brandão. Telemarketing A Chama para o Futuro. São Paulo, Atlas, 2000. DI FELICE, Massimo. Do Público para as Redes. São Caetano so Sul, Difusão, 2008. DIAS, Sérgio Roberto. Marketing estratégia e valor. São Paulo, Saraiva, 2006. DIAS, Sérgio Roberto. Gestão de Marketing. São Paulo, Saraiva, 2003. FURBINO, Marizete. Comunicação é tudo. 2007. Disponível em: http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos.htm - Acessado em: 12/10/2007 GABRIEL, Martha. Marketing na Era Digital. SÃO PAULO: Novatec, 2010. HUNT, Tara. O poder das Redes Sociais. SÃO PAULO: Gente, 2010. KARSAKLIAN, Eliane. Comportamento do Consumidor. SÃO PAULO: Atlas, 2004. KELLER Kevin Lane. Gestão Estratégica de Marca. São Paulo, Prentice Hall, 2006. KOTLER, Philip; KELLER Kevin Lane. Administração de Marketing. 14. Ed. São Paulo, Prentice Hall, 2012. KOTLER, Philip; KELLER Kevin Lane. Administração de Marketing. 12. Ed. São Paulo, Prentice Hall, 2007. LAS CASAS, Alexandre Luiz. Administração de Vendas. São Paulo, Atlas, 2005.
  15. 15. 15 LEITE, Quézia de Alcantara Guimarães. A importância da Comunicação Interna nas Organizações. 2006. Disponível em: http://www.universia.com.br/html/materia.htm - Acessado em: 12/10/2013. LEVITT, Theodore. Miopia em Marketing. Revista Expansão. N.2 fev./1972. LEVY, Michael, Ph. D. Administração de Varejo, São Paulo, Atlas, 2000. MALHOTRA, Naresh K. Pesquisa de Marketing. São Paulo, Bookman, 2002. McHATTON, Robert J. Telemarketing Total. São Paulo, McGraw Hill, 1990. MEGIDO, José Luiz Tejon. Administração Estratégica de Vendas. São Paulo, Atlas, 2002. OGDEN, James R. Comunicação Integrada de Marketing. São Paulo, Prentice Hall, 2002. PARENTE, Juracy. Varejo no Brasil. São Paulo, Atlas, 2000. PANCRAZIO, Paulino Da San. Promoção de Vendas. São Paulo, Futura, 2000. ROESCH, Sylvia Maria de Azevedo. Projetos de Estágio e de Pesquisa em Administração. 2. Ed. São Paulo, Atlas S/A, 1999. SAMARA, Beatriz Santos; MORSHC, Marco Aurélio. Comportamento do Consumidor. São Paulo, Prentice Hall, 2005. SILVEIRA, José Luiz Gonçalves da. Gestão do Conhecimento para segurança pública e defesa do cidadão. FLORIANÓPOLIS: Obra Jurídica, 2005. SHIMP, Terence A. Propaganda e Promoção. 5. Ed. São Paulo, Bookman, 2005. SOLOMON, Michael R. Comportamento do Consumidor. São Paulo, Bookman, 2005. TELLES, André. A Revolução das Mídias Sociais. São Paulo, M. Books, 2010. TORRES, Cláudio. A Bíblia do Marketing Digital. São Paulo, Novatec, 2009. TAVARES, Fred, A Marca: Uma breve análise de seus Conceitos e suas Reflexões. 2007. Disponível em: http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos.htm - Acessado em: 17/03/2014.

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