15 de novembro

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15 de novembro

  1. 1. Jorge Marcos de Oliveira1 O processo histórico em que se desenvolveu o fim do regime monárquico brasileiro e a ascensão da ordem republicana no Brasil perpassa por uma série de transformações em que visualizamos a chegada dos militares ao poder. De fato, a proposta de um regime republicano já vivia uma longa história manifestada em diferentes revoltas (As Inconfidências – Mineira e Baiana; na Confederação do Equador, Revolução Praieira). A proclamação da República “aconteceu em decorrência da crisedo poder imperial, ascensão de novas correntes de pensamento político e interesse dedeterminados grupos sociais. Aos fins do Segundo Reinado, o governo de Dom Pedro IIenfrentou esse quadro de tensões responsável pela queda da monarquia”. 2 Além disto, o Brasil na segunda metade do século XIX vivenciava umprocesso de industrialização e o crescimento da cafeicultura enquanto fatores demudança socioeconômica. As classes médias urbanas e os cafeicultores do Oestepaulista buscavam ampliar sua participação política através de uma nova forma degoverno. Ao mesmo tempo, os militares que saíram vitoriosos da Guerra do Paraguai seaproximaram do pensamento positivista, defensor de um governo republicanocentralizado.3 Além dessa demanda por transformação política, devemos também destacarcomo a campanha abolicionista começou a divulgar uma forte propaganda contra oregime monárquico. Some a isto a campanha republicana, principalmente após a décadade 1870, quando ocorre a fundação do Partido Republicano. O Partido Republicano se divida em duas correntes principais: osevolucionistas, que admitiam que a proclamação era inevitável, não justificando umaluta armada, e os revolucionários, que defendiam a possibilidade de que se pegasse emarmas para conquistá-la, com mobilização popular e reformas sociais e econômicas. 4 Para muitos abolicionistas, “o fim da monarquia era uma opção viável paramuitos daqueles que combatiam a mão de obra escrava 5 (...) intelectuais, militares e osórgãos de imprensa defendiam a abolição como uma necessidade primordial dentro doprocesso de modernização socioeconômica do país.6 Muitos associavam o atraso do país a manutenção da escravidão e ao regimemonárquico. Nesse contexto que assistimos o crescimento da campanha republicana.1 Professor e funcionário da Biblioteca Clodomir Silva2 http://www.mundoeducacao.com.br/historiadobrasil/proclamacao-republica.htm. Por Rainer Gonçalves Sousa3 http://www.brasilescola.com/historiab/proclamacaodarepublica.htm. Por Rainer Sousa - Graduado em História e da Equipe Brasil Escola4 Ver http://www.universitario.com.br/noticias/n.php?i=59875 http://www.brasilescola.com/historiab/proclamacaodarepublica.htm. Por Rainer Sousa - Graduado em História e da Equipe Brasil Escola6 http://www.mundoeducacao.com.br/historiadobrasil/proclamacao-republica.htm. Por Rainer Gonçalves Sousa
  2. 2. Vale ressaltar que, dentro as Américas, o Brasil era o único país que não eraRepublicano. Difundiu-se muito uma expressão – “somos da americana e queremos serrepublicanos”. As bases políticas do Império ruíram por completo quando Isabel que,ocupando interinamente o Trono, sanciona a Lei João Alfredo, mais conhecida por LeiÁurea. Os mais tradicionais e conservadores setores da sociedade brasileira começa aperceber a incompetência do regime monárquico de atender seus interesses A Igreja, setor de grande influência ideológica, também passou a engrossara fila daqueles que maldiziam o poder imperial. Tudo isso devido à crise nas relaçõesentre os clérigos e Dom Pedro II. Naquela época, de acordo com a constituição do país,a Igreja era subordinada ao Estado por meio do regime de padroado e do beneplácito.Através destes mecanismos o Imperador interferia na vida interna da igreja no Brasil. Oclima esquentou quando a Igreja, através da Bula Sílabas (1864), resolveu proibir aparticipação de clérigos na maçonaria. Diante de tal proibição, Dom Pedro II,utilizando-se do Padroado, não permite que tal proibição fosse cumprida no Brasil. Adesobediência à ordem imperial por parte e alguns membros da igreja, levou a puniçãodesde clérigos. A punição desagradou profundamente setores da igreja. O imperador foideclarado inimigo da igreja e do cristianismo. É preciso ainda assinalar a importância da Guerra do Paraguai (1865-1870).Guerra do Paraguai, que começou em 1865. No conflito, o exército brasileiro seconsolidou e sua vitória deu prestígio e reconhecimento as Forças Armadas. No entanto,esse reconhecimento não se estendia ao campo político, onde os militares continuaramcomo coadjuvantes no cenário nacional. Descontentes com a situação passamgradualmente a apoiar movimentos republicanos e abolicionistas.7 Diante da queda inevitável, a monarquia, em uma última tentativa de sobrevivência, formou um último gabinete – era o Gabinete Ouro Preto. Ouro Preto propôs uma reforma de ordem política, social e econômica, inspirada na escola democrática. Porém essa reforma era limitada e não agradou nem aos monarquistas nem aos republicanos. Os republicanos estavam convictos de que a derrubada do governose fazia necessária. Francisco Glicério, Quintino Bocaiúva, Aristides Lobo 8, BenjaminConstant, Major Sólon e Rui Barbosa conseguiram o apoio de Deodoro que era líder noExército na época, mas que sofreu diversas frustrações ao longo de sua carreira. 9 Asreformas do chamado Gabinete Ouro Preto chegaram tarde demais. Conclui SOUZA: “o golpe militar promovido em 15 de novembro de 1889foi reafirmado com a proclamação civil de integrantes do Partido Republicano, naCâmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. Ao contrário do que aparentou, aproclamação foi consequência de um governo que não mais possuía base de sustentaçãopolítica e não contou com intensa participação popular. Conforme salientado pelo7 http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/pwdtcomemorativas/default.php?reg=4&p_secao=198 É difícil encontrar um texto sobre a Proclamação da República no Brasil que não cite a afirmação de Aristides Lobo, no Diário Popular de São Paulo, de que “o povo assistiu àquilo bestializado”. Essa versão foi relida pelos enaltecedores da Revolução de 1930, que não descuidaram da forma republicana, mas realçaram a exclusão social, o militarismo e o estrangeirismo da fórmula implantada em 1889.9 http://historiandonanet07.wordpress.com/2010/11/15/a-proclamacao-da-republica/
  3. 3. ministro Aristides Lobo, a proclamação ocorreu às vistas de um povo que assistiu tudode forma bestializada”.10 Neste dia 15 de Novembro, quando a República Brasileira comemora seus123 anos, a data/ o feriado, merece uma reflexão e a convicção nos valores republicanosde respeito às leis, o respeito ao bem público, acima do interesse privado e o sentido daresponsabilidade no exercício do poder. A proclamação da republica não passou e uma parada militar. Veja comoJussara de Barros descreve o acontecido: No dia 15 de novembro de 1889, ao passar pela Praça da Aclamação, o Marechal, com espada em punho, declarou que a partir daquela data o país seria uma república.11 Como convencer Deodoro da Fonseca, um monarquista convicto dederrubar a monarquia? É conhecido o boato de que, quando Dom Pedro II foiinformado, em Petrópolis, do golpe, decidiu voltar ao Rio de Janeiro e substituiu OuroPreto por Gaspar Silveira Martins, um desafeto político de Deodoro da Fonseca desde aépoca do Rio Grande do Sul. Diante disto, Deodoro aderiu à causa republicana e tornou-se seu agente principal. Coube a José do Patrocínio redigiu a proclamação oficial da República dosEstados Unidos do Brasil, que foi aprovada, à noite, na Câmara Municipal do MunicípioNeutro, sem votação. O texto foi para as gráficas de jornais que apoiavam a causa e sóno dia seguinte (16 de novembro) anunciou-se ao povo a mudança do regime.10 http://www.brasilescola.com/historiab/proclamacaodarepublica.htm. por Rainer Sousa - Graduado em História e da Equipe Brasil Escola11 http://www.brasilescola.com/datacomemorativas/dia-da-proclamacao-da-republica.htm. Por Jussara de Barros. Graduada em Pedagogia. Equipe Brasil Escola.

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