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ÇAPRESENTAÇÃO
Para tentar minimizar esses problemas e ter um ganho de tempo foi
desenvolvido o GUIA PRÁTICO DO VESTIBULA...
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SUMÁRIO
CIÊNCIASNATURAISEMATEMÁTICA
BIOLOGIA
Reino Plantae, Vegetalia ou Metaphyta ........................................
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A Crise de 1929............................................................................................................
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BIOLOGIA
Bruno Dantralves
Neste último módulo finalizamos com o estudo dos
vegetais, animais e os vírus. Lembre-se que a ...
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Nas briófitas, a fase haplóide (gametófito) é mais longa e
complexa que a fase diplóide (esporófito) que é
dependente do ga...
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BIOLOGIA
Agora vamos comentar as estruturas que os compõe.
• Raiz – É responsável pela fixação do vegetal e absorção
de s...
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• Colênquima – É formado por células vivas com paredes
celulares espessas conferindo sustentação ao vegetal,
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BIOLOGIA
IV. FILO DOS PLATELMINTOS
CARACTERÍSTICAS
• Vermes de corpo achatado, em forma de fita;
triblásticos (ecto, mes...
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VIII. FILO DOS MOLUSCOS
CARACTERÍSTICAS
• Animais de corpo mole e viscoso, com ou sem concha.
São triblásticos e celoma...
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BIOLOGIA
V. Mamíferos: mais desenvolvidos; pele com glândulas
sudoríparas e pelos. Coração com quatro cavidades,
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Os vírus de vegetais são constituídos de RNA e não
apresentam envoltório. Ex.: o mosaico do tabaco pode causar
manchas ...
VAMOS REVISAR.
• Androceu, órgão reprodutor masculino, é formado
pelos estames, constituídos pelo filete, conectivo e
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Anotações:
ANELÍDEOS ARTRÓPODOS MOLUSCOS CELENTERADOS
Triblásticos e celomados Triblásticos e celomados Triblásticos e cel...
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FÍSICA
Nosso último assunto. Introdução a eletricidade.
Aproveite os dias que faltam para revisar pelos resumos.
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CORPO ELETRIZADO: n° prótons ≠ n° elétrons
• Positivamente: n° prótons > n° elétrons
• Negativamente: n° prótons < n° e...
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FÍSICA
É por este motivo que durante uma tempestade ficamos
protegidos dentro do carro dos efeitos provocados pelas
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Observe que ao final do processo os corpos ficam
eletrizados com cargas de sinais contrários.
OBSERVAÇÃO
Ascargaselétrica...
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FÍSICA
09. CORRENTE ELÉTRICA
Já sabemos que um condutor metálico possui uma grande
quantidade de elétrons livres que se...
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b) EfeitoMagnético
Toda corrente elétrica gera um campo magnético. Quanto
maior a intensidade da corrente, maior a inte...
Processos de eletrização
• Atrito
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Lei de Coulomb - Força Elétrica
Campo Elétrico (E)
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Daniela Leite
Éhora de fechar com chave de ouro. Dê todo gás agora na
reta final. Lembre-se, revisar nunca é de...
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substância, a partir de seus elementos constituintes
na forma mais estável, 25°C e 1atm.
b) Entalpia de combustão: é a ...
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QQUÍMICA
FATORESQUEINFLUENCIAMAVELOCIDADEDAREAÇÃO
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de contato, m...
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reversíveis à medida que o produto vai sendo formado, ele
vai sendo também consumido (degradados), formando-se
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H+
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POTENCIAL DE ELETRODO
Vimos que na pilha de Daniel, o fluxo de elétrons vai,
espontaneamente, da lâmina de zinc...
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• Quando diminui a temperatura, a reação se desloca
no sentido exotérmico.
Leideaçãodasmassas(LeideGuldberg-Waage)–A
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MATEMÁTICA
Maurício Barreto (Tio Chico)
Parceiros, neste módulo iniciaremos com o estudo da
análise combinatória e vere...
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PERMUTAÇÃO
A permutação de n elementos dados a toda sucessão de n
termos formada com os n elementos dados.
Todo problem...
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MATEMÁTICA
Agora partiremos para mais um tipo de modelo matemático
chamado de arranjo.
ARRANJO
São agrupamentos formado...
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NOÇÕES DE ESTATÍSTICA
Outro tópico cada vez mais presente em provas de
vestibulares e concursos são as noções de estatí...
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  3. 3. 3 ÇAPRESENTAÇÃO Para tentar minimizar esses problemas e ter um ganho de tempo foi desenvolvido o GUIA PRÁTICO DO VESTIBULAR E ENEM, que traz através de uma linguagem simples e ilustrada os principais assuntos de Ciências da Natureza, Ciências Humana, Linguagens, Literatura, Redação e Matemática. Elaborado por professores experientes e inovadores de escolas e cursos pré-vestibulares tem um novo conceito de conteúdo, formatado com uma visão jovem e objetiva para que você revise de forma rápida os principais assuntos. O GUIA PRÁTICO é um manual prático, ilustrado com dicas, macetes, resumos e questões resolvidas, que ajudarão você a se dar bem na hora da prova! Leve sua Coleção GUIA PRÁTICO no dia da prova e estude pelos resumos. Boa Sorte!!! Prof. Bruno Dantralves COORDENADOR DE CONTEÚDO Caro aluno, O Vestibular e o ENEM são momentos de decisão e expectativa para mais de 5 milhões de jovens em todo o Brasil. É uma corrida para garantir a tão sonhada vaga na universidade e o início da busca por um futuro melhor. Mas a quantidade de informações, fórmulas, aulas e simulados deixam os jovens apreensivos e ansiosos, sem contar a pressão familiar. Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 3Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 3 11/09/09 20:1211/09/09 20:12
  4. 4. 4 SUMÁRIO CIÊNCIASNATURAISEMATEMÁTICA BIOLOGIA Reino Plantae, Vegetalia ou Metaphyta ..................................................................................................... 6 Os Vegetais Inferiores ............................................................................................................................ 6 Vegetais Intermediários ......................................................................................................................... 6 Semelhanças Entre Briófitas e Pteridófitas....................................................................................................7 Vegetais Superiores ...............................................................................................................................7 Verticilos............................................................................................................................................. 8 Zoologia ............................................................................................................................................. 9 Filo Protozõa........................................................................................................................................ 9 Filo das Esponjas ou Poríferos ................................................................................................................. 10 Filo dos Celenterados ou Cnidários ........................................................................................................... 10 Filo dos Platelmintos ............................................................................................................................ 10 Filo dos Asquelmintos ou Nematelmintos ...................................................................................................10 Filo dos Anelídeos ............................................................................................................................... 11 Filo dos Artrópodes .............................................................................................................................. 11 Filo dos Moluscos................................................................................................................................. 11 Filo dos Equinodermos .......................................................................................................................... 12 Filo Chordata....................................................................................................................................... 12 Virologia............................................................................................................................................ 12 Vamos Revisar!? .................................................................................................................................. 14 FÍSICA Introdução à Eletricidade ....................................................................................................................... 16 Introdução – A Carga Elétrica................................................................................................................... 16 Corpo Neutro/Corpo Eletrizado ................................................................................................................ 16 Quantidade de Carga de um Corpo (Q) ....................................................................................................... 17 Princípios da Eletricidade....................................................................................................................... 17 Condutores e Isolantes .......................................................................................................................... 17 Processos de Eletrização ........................................................................................................................ 18 Lei de Coulomb – Força Elétrica................................................................................................................ 19 O Campo Elétrico.................................................................................................................................. 19 Corrente Elétrica..................................................................................................................................20 Resistência Elétrica (R) .........................................................................................................................20 Noções de Eletromagnetismo.................................................................................................................. 21 Magnetismo........................................................................................................................................ 21 Eletromagnetismo................................................................................................................................ 21 Vamos Revisar!? ..................................................................................................................................22 QUÍMICA Termoquímica......................................................................................................................................24 Lei de Hess.........................................................................................................................................24 Agora Vamos Estudar as Classificações das Entalpias (Calor de Reação) .............................................................24 Cinética Química ..................................................................................................................................25 Equilíbrio Químico................................................................................................................................26 Deslocamento de Equilíbrio .................................................................................................................... 27 Equilíbrio Iônico .................................................................................................................................. 27 Eletroquímica......................................................................................................................................28 Pilhas................................................................................................................................................29 Pilha Seca ..........................................................................................................................................30 Pilha Alcalina ......................................................................................................................................30 Bateria de Automóvel............................................................................................................................30 Vamos Revisar!? .................................................................................................................................. 31 MATEMÁTICA Fatorial (!) .........................................................................................................................................32 Princípio Fundamental de Contagem – PFC..................................................................................................32 Permutação ........................................................................................................................................33 Arranjo ..............................................................................................................................................34 Combinação........................................................................................................................................34 Noções de Estatística ............................................................................................................................35 Média Aritmética..................................................................................................................................35 Moda ................................................................................................................................................35 Mediana ............................................................................................................................................35 Noções de Matemática Financeira.............................................................................................................37 O Que é o Juro? .................................................................................................................................... 37 Capitalização Simples............................................................................................................................ 37 Aumentos e Descontos ..........................................................................................................................38 Capitalização Composta .........................................................................................................................38 Vamos Revisar!? ..................................................................................................................................39 CIÊNCIASHUMANAS,PORTUGUÊS,REDAÇÃOELITERATURA HISTÓRIA GERAL O Período Entre Guerras ............................................................................................................................ 42 O American Way Of Life (Estilo Americano De Vida).......................................................................................... 42 Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 4Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 4 11/09/09 20:1211/09/09 20:12
  5. 5. 5 A Crise de 1929....................................................................................................................................... 42 O Que Foi o Crack da Bolsa de Valores?.......................................................................................................... 42 O New Deal ............................................................................................................................................ 42 Enquanto Isso na Alemanha e na Itália…....................................................................................................... 43 Mas, o Que Foi o Totalitarismo?................................................................................................................... 43 Estados Totalitários – Nazismo e Fascismo ..................................................................................................... 43 A Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945)...................................................................................................... 43 Mas, Quais Foram as Causas Desse Conflito? ..................................................................................................44 Fases da Guerra ......................................................................................................................................44 Mas, o Que Acontecia na Ásia Nesse Momento? .............................................................................................. 45 Consequências da Guerra .......................................................................................................................... 45 A Descolonização da África e da Ásia ............................................................................................................46 Os Principais Acontecimentos do Século XX....................................................................................................46 A Independência da Índia..........................................................................................................................46 A Guerra do Vietnã (1961 – 1975).................................................................................................................46 O Conflito Entre Israel e Palestinos .............................................................................................................. 47 A Revolução Chinesa ................................................................................................................................ 47 A Revolução Cubana................................................................................................................................. 47 O Fim da URSS ........................................................................................................................................50 O Governo Brejnev (1964 a 1982) ................................................................................................................50 O Governo de Gorbatchev (1982 a 1991)........................................................................................................50 HISTÓRIA DO BRASIL Estado Novo (1937-1944).......................................................................................................................52 O Fim do Estado Novo............................................................................................................................52 O Queremismo.....................................................................................................................................53 Governo Dutra (1946-1951) ....................................................................................................................53 Governo de Getúlio Vargas (1951-1954).....................................................................................................53 Juscelino Kubitschek (1956-1961)............................................................................................................54 Jânio Quadros (1961).............................................................................................................................54 João Goulart (1961-1964).......................................................................................................................54 Ditadura Militar (1964-1985)..................................................................................................................55 GEOGRAFIA As Regiões Administrativas.....................................................................................................................56 A Região Sul........................................................................................................................................56 A Região Sudeste .................................................................................................................................58 O Nordeste .........................................................................................................................................59 O Centro Oeste..................................................................................................................................... 61 Região Norte.......................................................................................................................................62 LÍNGUA PORTUGUESA Compreensão (ou Intelecção) e Interpretação de Textos.................................................................................64 Dicas Iniciais.......................................................................................................................................64 Observar Atentamente o Título..............................................................................................................64 Observar Atentamente o Autor e/ou a Fonte.............................................................................................65 Ler o Texto Duas Vezes ........................................................................................................................65 Tipos de Questões de Interpretação........................................................................................................65 Texto Um............................................................................................................................................65 Texto Dois ..........................................................................................................................................66 Texto Três...........................................................................................................................................67 Texto Quatro........................................................................................................................................67 Texto Cinco .........................................................................................................................................68 Armadilhas da Interpretação ...................................................................................................................68 Análise Textual ....................................................................................................................................68 REDAÇÃO Notícias Ortográficas.............................................................................................................................70 Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa ............................................................................................ 71 Hífen ................................................................................................................................................ 72 Português do Brasil – Português de Portugal ...............................................................................................76 Dicas Retiradas do Fórum Correio Web, Sobre a PRF em 22/01/07.....................................................................79 Os 10 Mandamentos Para Uma Boa Redação ................................................................................................ 81 LITERATURA E Aí Galera, Vamos de Olho no Futuro dar uma Espiada nas Vanguardas! .............................................................82 Vamos ao Modernismo...........................................................................................................................82 Manuel Bandeira (1886 – 1968, Recife – PE)...............................................................................................83 Oswald de Andrade (1890 – 1954, São Paulo-SP)..........................................................................................83 Mário de Andrade (1893 – 1945, São Paulo-SP) ...........................................................................................84 Segunda Geração do Modernismo!............................................................................................................84 Carlos Drummond de Andrade (MG, 1902 – Rj, 1987).....................................................................................84 Cecília Meireles (1901 – 1964 / RJ)...........................................................................................................85 Vinícius de Moraes (1913 – 1980 / RJ) .......................................................................................................85 Terceira Fase do Modernismo ..................................................................................................................85 QUESTÕESCOMENTADAS..............................................................................................89 Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 5Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 5 11/09/09 20:1211/09/09 20:12
  6. 6. 6 BIOLOGIA Bruno Dantralves Neste último módulo finalizamos com o estudo dos vegetais, animais e os vírus. Lembre-se que a estratégia é fundamental para garantir a vitória. Boa sorte na prova! Neste caderno estudaremos os vegetais, animais e os vírus. REINO PLANTAE, VEGETALIA OU METAPHYTA • VEGETAIS INFERIORES – Compreendem as algas. • VEGETAIS INTERMEDIÁRIOS – Compreendem as briófitas e pteridófitas. • VEGETAIS SUPERIORES – Compreendem as gimnospermas e angiospermas. OS VEGETAIS INFERIORES Podem apresentar reprodução assexuada, sexuada ou metagênese. • Clorofíceas (algas verdes) – Organismos aquáticos que podem ser unicelulares (formam o fitoplâncton) ou pluricelulares. • Feofíceas (algas pardas) – Organismos pluricelulares predominantemente marinhos, cujo corpo (talo) se organiza em rizóides, caulóides e filóides. • rodofíceas (algas vermelhas) – São organismos pluricelulares, bentônicos, predominantemente marinhos. Agora vamos nos deter ao estudo dos vegetais intermediários e superiores. VEGETAIS INTERMEDIÁRIOS Briófitas (musgos, hepáticas e antóceros) e pteridófitas (samambaias, licopódios, cavalinhas). Eles dependem da água para a reprodução e apresentam metagênese com meiose espórica. Nunca produzem flores, frutos e sementes (criptógamos). O órgão reprodutor feminino é o arquegônio (produz a oosfera) e o masculino é o anterídio (produz anterozóides). UFBA 2008 (1ª FASE) / Questão 29 Proposição VERDADEIRA. Por ser superficial e pouco ramificado diminui a área da raiz em contato com o solo seco, diminuindo a perda de água. E por possuir um elevado poder osmótico pode absorve rapidamente a água quando presente. (02) Um sistema radical superficial e pouco ramificado e com elevado poder osmótico são aspectos característicos da vegetação da caatinga. Nas briófitas, o gametófito é desenvolvido e duradouro e o esporófito é reduzido e dependente do gametófito, enquanto nas pteridófitas, o gametófito (prótalo) é reduzido e transitório e o esporófito é o vegetal desenvolvido, complexo e duradouro. Em ambos, o esporófito e gametófito são verdes e independentes. Nas gimnospermas e angiospermas o esporófito é o vegetal desenvolvido e o gametófito (saco embrionário e tubo polínico) é reduzido e dependente do esporófito. Para conquistar o ambiente terrestre, as plantas tiveram que desenvolver raízes para obter água e minerais do solo, além da cutícula para evitar a transpiração excessiva. Os estômatos possibilitaram as trocas gasosas e o tecido de sustentação possibilitou o crescimento. Já o xilema e floema garantiram a distribuição da seiva bruta (água e minerais) e da seiva elaborada (carboidratos). Também os vegetais se tornaram independentes da água para a reprodução. Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 6Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 6 11/09/09 20:1211/09/09 20:12
  7. 7. 7 Nas briófitas, a fase haplóide (gametófito) é mais longa e complexa que a fase diplóide (esporófito) que é dependente do gametófito. Nas pteridófitas ocorre inversão com o esporófito mais complexo e com vida mais longa que o gametófito, que é simples e transitório. Aspteridófitassãoasprimeirasplantastraqueófitas(apresenta vasoscondutoresdeseiva-floemaexilema).Oesporófito, plantapropriamentedita,apresentaraiz,cauleefolhas diferenciados.Naparteinferiordasfolhasformam-seossoros, essesesporângiosformamosesporosqueaogerminaroriginam oprótalo,gametófitoquecontemosanterídiosearquegônios, osquaisoriginamosgametasquesãodependentesdaágua paraafecundaçãoeirãoproduzirumnovoesporófito. SEMELHANÇAS ENTRE BRIÓFITAS E PTERIDÓFITAS Apresentam metagênese, com órgãos reprodutores formados por arquegônio e anterídios. Não apresentam flores, frutos e sementes, e dependem da água para fecundação. Preferem ambientes úmidos e sombreados. VEGETAIS SUPERIORES Nas Gimnospermas (pinheiros) a planta propriamente dita é o esporófito (2n), nele encontramos os cones (estróbilos) masculino - microstróbilo e feminino - megastróbilo. Os microstróbilos formam os microesporângios que, por meiose, forma os micrósporos que origina o gametófito, grão de pólen (formado por célula geradora e do tubo ou vegetal). Os megastróbilos formam os megasporângios que é chamado de óvulo, onde uma célula sofre meiose formando quatro células, três se degeneram e uma origina o megásporo funcional (n). As Angiospermas são fanerógamas e espermatófitas que produzem frutos envolvendo as sementes (frutíferas). Está dividida em monocotiledôneas e dicotiledôneas. O gametófito (fase haplóide) se mostra ainda mais reduzido nas gimnospermas e angiospermas, nas quais os gametófito masculino (tubo polínico ou microprótalo) contém 3 núcleos e o gametófito feminino (saco embrionário ou megaprótalo) contém 8 núcleos. As briófitas são avasculares, pois não apresentam vasos condutores de seiva e por isso crescem pouco. Com a evolução dos vegetais observamos uma acentuada redução do gametófito (haplóide) e um aumento na complexidade e dominância do esporófito (diplóide). As gimnospermas são as primeiras plantas produtoras de flores (fanerógamas) e de sementes (espermatófitas). >> FIQUE ATENTO As pteridófitas eram dominantes no período carbonífero, alcançavam ate 40m de altura e originaram o carvão mineral e petróleo, utilizado hoje como combustível. >> FIQUE ATENTO Nasgimnospermasasementeénua,semproteçãodosfrutos. Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 7Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 7 11/09/09 20:1211/09/09 20:12
  8. 8. 8 BIOLOGIA Agora vamos comentar as estruturas que os compõe. • Raiz – É responsável pela fixação do vegetal e absorção de seiva bruta (água e sais minerais). • Caule – Sustenta folhas, flores e frutos e transporta as seivas. • Folha – Realiza fotossíntese. É formado por: • Flor – É o aparelho reprodutor das angiospermas, pode apresentar: VERTICILOS: a) Protetores: • Cálice – formado por folhas verdes clorofiladas (sépalas). • Corola – formado por folhas modificadas e coloridas (pétalas). • Perianto – conjunto formado pelo cálice e corola. b) Reprodutores: • Androceu – É formado pelos estames (microsporófilos), constituídos pelo filete, conectivo e antera. Na antera encontramos os sacos polínicos, responsáveis pela formação do grão de pólen (gameta masculino). Observe abaixo o esquema explicativo. • Gineceu – É formado pelos carpelos (pistilo ou macrosporófilo) e organizam em estigma, estilete e ovário. O estigma produz substância viscosa, possibilitando a aderência do grão de pólen e sua posterior germinação com formação do tubo polínico. No interior do ovário pode conter um ou vários óvulos, onde se forma a oosfera (gameta feminino). c) Brácteas – folhas modificadas que protegem a flor. O megasporângio possui uma célula volumosa que se divide por meiose originando quatro megásporos. Porém, apenas um germina e seu núcleo sofre três mitoses consecutivas originando oito células que vão organizar o saco embrionário (gametófito feminino), onde uma dessas células é a oosfera (gameta feminino) e dois núcleos polares que após fecundados originam o tecido de reserva (endosperma), além de outras células que se degeneram. A fecundação das flores é compreendida em três etapas: • Polinização – Corresponde ao transporte do pólen da antera ao estigma. O pólen pode ser transportado pelo vento ou animais. • Formação do tubo polínico – A membrana interna se alonga percorrendo o estilete conduzindo os anterozóides em direção ao óvulo. • Fecundação – Consiste na fusão do anterozóide com a oosfera, formando o zigoto que originara o embrião da semente. A germinação consiste na saída da planta jovem (plântula) do interior da semente. Agora vamos conhecer alguns hormônios vegetais. • Auxinas (AIA) – São produzidos nas regiões de crescimento (os meristemas apicais do caule e UFBA 2007 (1ª FASE) / Questão 11 Proposição VERDADEIRA. As angiospermas são as únicas frutíferas e essa estrutura possibilita a dispersão das sementes por animais. (02) O fruto é uma aquisição privilegiada das angiospermas, constituindo uma estratégia de dispersão da espécie. Após a fecundação, o óvulo se desenvolve em semente e o ovário fecundado originará o fruto. Alguns vegetais podem se reproduzir assexuadamente através da estaquia, mergulhia, alporquia e enxertia. Perigônio é o termo utilizado quando o cálice e a corola apresentam a mesma forma e cor, recebendo essas folhas o nome de tépalas. >> FIQUE ATENTO O fruto serve para proteger a semente e possibilitar a sua dispersão. Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 8Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 8 11/09/09 20:1211/09/09 20:12
  9. 9. 9 • Colênquima – É formado por células vivas com paredes celulares espessas conferindo sustentação ao vegetal, essas células podem sofrer lignificação se transformando em esclerênquima, principal tecido de sustentação em plantas com crescimento primário; ele é formado por esclereídeos ou fibras. • Floema ou líber – Conduz seiva elaborada. • Xilema ou lenho – Transporta seiva bruta, exerce função de sustentação em plantas com crescimento secundário. Os meristemas primários são originados de células embrionárias, já os secundários surgem da desdiferenciação de outras células. Os primários são: • Protoderme – Origina a epiderme. • Meristema fundamental – Origina o parênquima. • Procâmbio – Origina o sistema vascular. Os meristemas secundários possibilitam crescimento em espessura nas gmnospermas e dicotiledôneas, são eles: • Felogênio – Produz o súber ou felema e o feloderme, ambos compreendem a periderme. • Câmbio interfascicular – Produz xilema e floema. ZOOLOGIA I. FILO PROTOZÕA CARACTERÍSTICAS • São seres unicelulares eucariontes. Possuem vida livre, são parasitas ou comensais. • Respiração: os parasitas são anaeróbicos e os comensais de vida livre são aeróbicos. PRINCIPAIS DOENÇAS CAUSADAS POR PROTOZOÁRIOS. raiz), nas folhas, frutos e sementes. Estimula mitoses promovendo o crescimento. • Giberelinas – São produzidas em meristemas, sementes imaturas e frutos. Provoca o alongamento do caule, folhas e frutos e a germinação de sementes. • Citocininas – São produzidas na raiz. Promovem a divisão celular, a germinação e aumento do metabolismo. • Etileno – É um gás que pode estimular o início da floração e amadurecimento dos frutos. O fotoperiodismo corresponde ao tempo de iluminação que é requerido pelo vegetal. As plantas de dias longos necessitam de maior quantidade de luz para formar flores e frutos, enquanto as de dias curtos requerem menor intensidade luminosa. Assim como os animais, os vegetais também são compostos por vários tecidos, originados de células meristemáticas (totipotentes). • Epiderme – Tecido de proteção. • Parênquima clorofiliano ou clorênquima – é responsável pela fotossíntese. Para se conservar por mais tempo um fruto deve deixá-lo em baixas temperaturas e com elevadas taxas de CO2 para inibir a produção de etileno. À medida que a folha envelhece, a concentração de AIA diminui, provocando a abscisão (queda). CUIDADO Enquanto o caule é estimulado por maiores concentrações e AIA, a raiz é estimulada por menores concentrações. >> FIQUE ATENTO Aplicando-se AIA e giberelina em flores, estimula o desenvolvimento do ovário em frutos mesmo que não ocorra a fecundação (partenocarpia). ESPÉCIE / DOENÇA SINTOMAS TRANSMISSÃO PROFILAXIA E. histolítica (amebíase) Úlceras intestinais, diarréia. Ingestão de cistos eliminados com as fezes Águatratada, instalações sanitárias, lavar alimentos T. cruzi (Chagas) Lesões no miocárdio Fezes do barbeiro através de lesões na pele Habitação e uso de inseticidas para o barbeiro Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 9Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 9 11/09/09 20:1211/09/09 20:12
  10. 10. 10 BIOLOGIA IV. FILO DOS PLATELMINTOS CARACTERÍSTICAS • Vermes de corpo achatado, em forma de fita; triblásticos (ecto, meso e endoderma), acelomados (não possui cavidade onde se alojam órgãos). • Aquáticos ou terrestres, parasitas ou vida livre. CLASSES: a) Turbelária – planárias. Apresentam vida livre. b) Trematódea – Schistosoma mansoni e fasciola hepática, parasitas. c) Cestódia – tênias. São parasitas. Tubo digestivo ausente; absorve os nutrientes pela epiderme. Apresenta o escolex (cabeça) com ventosas para fixação e corpo formado por vários anéis (proglótides). V. FILO DOS ASQUELMINTOS OU NEMATELMINTOS CARACTERÍSTICAS • Verme de corpo cilíndrico; triploblásticos, pseudo- celomados; dióicos com dimorfismo sexual . • Vida livre em ambiente terrestre ou aquático, podendo ser parasitas de plantas e animais. • Ascaridíase: doença causada pelo verme Ascaris lumbricoides. • Amarelão: doença causada pelo verme Ancylostoma duodenale. Os vermes adultos se alojam no intestino provocando hemorragias. II. FILO DAS ESPONJAS OU PORÍFEROS CARACTERÍSTICAS • São animais metazoários (pluricelulares); não formam tecidos. São ricos em poros (poríferos), sendo aquáticos marinhos ou de água doce. III. FILO DOS CELENTERADOS OU CNIDÁRIOS CARACTERÍSTICAS • São metazoários, formam tecidos. Possuem dois folhetos embrionários (ectoderma e endoderma) e mesogléia. • São aquáticos marinhos (bentônicos) ou vivem em colônias fixas (pólipos). Quando estão livres se locomovem (medusa). • Reprodução: por metagênese – Alternância de gerações sexuada e assexuada. T. gambiensis (doença do sono) Lesões meningo- encefálicas Picada da mosca (Glossina) Uso de inseticidas L.brasiliensis (leishmaniose) Feridas nos rostos, braços e pernas Picadado mosquitopalha (Phlebotomus) Uso de inseticidas, evitar água empoçada T.vaginalis (tricomoniase) Vaginite, uretrite e corrimento Relação sexual e objetos contaminados Evitar relações sexuaiseuso deroupas intimas Giardia (giardíase) Dores intestinais e diarréia Ingestão de cistos eliminados com as fezes A mesma profilaxia da amebíase Giardia (giardíase) sim não sim São os primeiros animais a apresentar arco-reflexo simples, pois possuem célula nervosa. >> FIQUE ATENTO Primeiros com tubo digestivo completo (boca e ânus). UFBA 2009 (1ª FASE) / Questão 19 Proposição FALSA. Para completar o ciclo de vida o Schistosoma mansoni precisa de um hospedeiro intermediário (caramujo) que libera as cercarias na água e estas penetram ativamente na pele. (01) O tratamento inadequado da água pode levar à ingestão de ovos de Schistosoma mansoni, contaminando o homem sem a necessidade de um hospedeiro intermediário. Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 10Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 10 11/09/09 20:1211/09/09 20:12
  11. 11. 11 VIII. FILO DOS MOLUSCOS CARACTERÍSTICAS • Animais de corpo mole e viscoso, com ou sem concha. São triblásticos e celomados (possui cavidade onde se alojam os órgãos). Vejamos as principais classes: a) Gastrópodos: possui rádula e concha univalve (caracóis) ou ausentes (lesmas). b) Bivalvos: maioria marinhos e concha bivalve, sem rádula, brânquias para a respiração e captura de alimento (ostras). c) Cefalópodos: marinhos, com olhos desenvolvidos e pés em forma de tentáculos partindo da cabeça (polvos e lulas). • Elefantíase ou filaríase: doença causada pelo verme Wuchereria bancrofti. Os vermes se alojam nos vasos linfáticos de diversos órgãos, dificultando o escoamento da linfa, provocando hipertrofia destes. VI. FILO DOS ANELÍDEOS CARACTERÍSTICAS • Animais de corpo cilíndrico, segmentado em anéis (metâmeros), triblásticos e celomados. Vejamos as classes que compreendem esse filo. a) Oligoquetos – Poucas cerdas (minhocas). Terrestres e dulcícolas, monóicos, fecundação externa e cruzada, desenvolvimento direto. b) Poliquetos – muitas cerdas (nereida). Maioria marinhos, dióicos, fecundação externa, desenvolvimento indireto (larva trocófora). c) Hirudina – sem cerdas (sanguessuga). Terrestresouaquáticos,monóicos,desenvolvimentodireto. VII. FILO DOS ARTRÓPODES CARACTERÍSTICAS Estão presentes em todos os ambientes, apresentando o maior número de espécies. • São animais de patas articuladas, tripoblásticos, celomados, com corpo segmentado, simetria bilateral e exoesqueleto quitinoso ou calcário. ESPÉCIE / DOENÇA SINTOMAS TRANSMISSÃO PROFILAXIA A. lumbricóide (ascaridíase) Bronquite, cólicas, obstrução intestinal Via oral pela ingestão de ovos Higiene pessoal e uso de sanitários A. duodenali (ancilostomose ou amarelão) Feridas intestinais, diarréia, anemia Penetração das larvas rabditóides pela pele Uso de calçados e sanitários A. braziliensis (dermatite) Coceira e infecção da pele Penetração das larvas “migrans” pela pele Evitar o contato com areia contaminada W. bancrofti (elefantíase) Inchaço nas pernas, seios e escroto Picada do pernilongo Culéx Se proteger do inseto e destruí-lo O. vermiculares (enterobiose ou oxiurose) Coceira anal e distúrbios intestinais Ingestão de ovos Higiene pessoal, tratar o alimento. CLASSES ARACHNIDA INSECTA Exemplos Aranha, escorpião e carrapato Formiga, abelha, gafanhoto Corpo Cefalotórax e abdômen Cabeça, tórax e abdômen Patas Quatro pares Três pares Antenas Ausentes Um par Respiração Traquéia ou filotraquéia Traquéia Excreção Glândulas coxais e tubos de Malpighi Tubos de Malpighi Habitat Terrestres Terrestres CRUSTÁCEA CHILOPODA DIPLOPODA Camarão, siri, lagosta Lacraia Piolho de cobra Cefalotorax e abdômen Cabeça e corpo Cabeça, tórax e corpo variável Um par por segmento Dois pares por segmento Dois pares Um par Um par Brânquia Traquéia Traquéia Glândulas verdes Tubos de Malpighi Tubos de Malpighi Aquáticos Terrestres Terrestres Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 11Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 11 11/09/09 20:1211/09/09 20:12
  12. 12. 12 BIOLOGIA V. Mamíferos: mais desenvolvidos; pele com glândulas sudoríparas e pelos. Coração com quatro cavidades, não ocorre mistura de sangue. Agora passaremos ao estudo dos vírus VIROLOGIA Os vírus são parasitas intracelular obrigatórios, pois só apresentam característica de ser vivo, como a reprodução, quando estão de dentro de uma célula. Fora da célula se cristalizam, comportando–se como seres inanimados. Eles utilizam a maquinaria biossintética da célula hospedeira, pois não possuem orgânulos nem enzimas para a síntese de seus constituintes (proteínas, ácido nucléico). Por não possuírem metabolismo próprio, eles parasitam células para ter acesso a substâncias orgânicas que necessitam (aminoácidos, ATP, nucleotídeos, carboidratos), além da maquinaria enzimática celular para a construção de novos vírus. Eles podem possuir DNA e/ou RNA envolvido por uma cápsula protéica chamada de capsídio. Os ácidos nucléicos contém as informações características de cada vírus. A especificidade viral é determinada pelas proteínas do capsídeo ou envoltório viral que possui afinidade com proteínas encontradas na membrana de determinadas células, possibilitando o vírus infectar um tipo de célula específico. É muito importante entender que os vírus possuem ação antigênica, pois quando presentes no organismo atuam como antígenos, estimulando as defesas e propiciando a formação de anticorpos. Os vírus podem ser classificados de acordo com o tipo de ácido nucléico em: • Vírus com DNA – Ex.: bacteriófago - infectam bactérias. • Vírus com RNA – Ex.: a influenza que causa a gripe, infectando a mucosa do aparelho respiratório. • Vírus com RNA e transcriptase reversa (retrovírus) – possuem a transcriptase reversa (enzima que produz DNA a partir de um molde de RNA). Ex.: HIV que infecta células do sistema imunológico causando a AIDS. O HIV possui 2 moléculas de RNA, além de uma transcriptase reversa, e uma integrase que promove a integração do DNA viral ao DNA humano. Também se observa um folheto lipídico envolvendo o capsídio. RNA viral t.reversa – DNA – transcreve – RNAm traduz – Proteínas virais. IX. FILO DOS EQUINODERMOS CARACTERÍSTICAS • São exclusivamente marinhos, apresentam pele com espinhos. São triblásticos, celomados, com simetria radiada. Animais de vida livre, predadores ou detritívoros com corpo sem cabeça, não segmentado. Conheça as classes que pertencem a esse filo. a) Equinóide: (ouriços), corpo bojudo com espinhos grandes e móveis. b) Asteróide: (estrela), corpo em forma de estrela com 5 ou mais braços com espinhos pequenos. c) Crinóide: (lírio), corpo em forma de estrela com braços sem espinhos. d) Holoturóide: (pepino), corpo cilíndrico sem braços e espinhos. e) Ofiuróide: (serpente), corpo estrelado com disco central e espinhos nos braços. FILO CHORDATA CARACTERÍSTICAS • Notocorda, fendas branquiais, triblásticos, celomados, simetria bilateral, corpo segmentado, deuterostômios. CRANIADOS (SUBFILO VERTEBRADOS) I. Peixes: corpo revestido por escamas, respiração branquial (alguns pulmonados), sistema circulatório fechado, coração com 2 cavidades (aurícula e ventrículo), circulação simples, onde passa sangue venoso. Cartilaginosos (condrictes) e ósseos (osteíctes). II. Anfíbios: pele lisa, sem escamas, rica em glândulas que a mantém úmida, possibilitando a respiração. Esqueleto ósseo com musculatura desenvolvida. Coração com 2 aurículas e 1 ventrículo; circulação dupla e incompleta (mistura o sangue venoso com o arterial). III. Répteis: pele seca queratinizada, impermeável e sem glândulas. As cobras não possuem membros. Coração com quatro cavidades mais ocorre mistura de sangue venoso e arterial com exceção dos Crocodilianos. IV. Aves: corpo coberto com penas, ossos pneumáticos e ossos ocos para facilitar o vôo. Coração com quatro cavidades, não ocorre mistura de sangue. Único invertebrado deuterostômio (com o blastóporo originando o ânus). Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 12Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 12 11/09/09 20:1211/09/09 20:12
  13. 13. 13 Os vírus de vegetais são constituídos de RNA e não apresentam envoltório. Ex.: o mosaico do tabaco pode causar manchas verde-clara ou amarela nas folhas ou em todo o vegetal. A transmissão dos vírus das plantas ocorre por meio de um vetor – inseto, fungo, verme nematódeo; a ação antrópica (do homem) também possibilita a transmissão. Agora vamos estudar a reprodução viral, lembrem-se que os vírus não se reproduzem fora da célula. Os bacteriófagos podem manifestar dois ciclos reprodutivos. • O Ciclo lisogênico – vírus temperado ou não virulento. Não destrói a célula; o material genético está inativo e não altera o metabolismo da célula hospedeira. As células lisogênicas podem, a partir de agentes químicos, físicos ou mutações, sofrer indução (torna-se lítica). Quando o vírus está inativo dentro da célula dizemos que está latente e quando fora da célula cristalizado. • O Ciclo lítico – vírus virulento. As células infectadas morrem devido a lise (ruptura) que sofrem por causa da atividade do vírus. Agora vamos analisar a reprodução de um dos vírus mais perigosos da humaninade. O HIV tem afinidade por linfócitos que apresentam em sua membrana um complexo protéico CD4. Essas células são responsáveis por regular e controlar o sistema imunológico. Após o reconhecimento viral, o invólucro se funde a membrana celular liberando o nucleocapsídeo no citoplasma da célula de defesa. Há evidências de que alguns tipos de câncer humano são causados por vírus. Por exemplo, o vírus da hepatite B parece causar câncer de fígado; o HPV está relacionado ao câncer de colo de útero. Provavelmente esses vírus ativam oncogênes (genes envolvidos na regulação da divisão celular) e as células começam a se comportar de maneira patológica, aumentando a frequência de suas mitoses e formando tumores. Como os vírus apresentam especificidade não é normal vírus de animais infectar vegetais. >> FIQUE ATENTO Os vírus parasitam para poder reproduzir, devido a ausência de um metabolismo próprio. >> COMENTÁRIOS Não se esqueça. Por não possuir metabolismo, antibióticos não possuem ação sobre os vírus, sendo usados no combate a doenças causadas por bactérias. No combate a doenças virais se utilizam coquetéis com inibidores enzimáticos capazes de inibir a célula de produzir as partículas virais ou inibir as enzimas virais. Anotações: Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 13Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 13 11/09/09 20:1211/09/09 20:12
  14. 14. VAMOS REVISAR. • Androceu, órgão reprodutor masculino, é formado pelos estames, constituídos pelo filete, conectivo e antera (saco polínico). Hormônios vegetais – auxinas, giberelinas, citocininas. Células meristemáticas são células vegetais que podem originar outros ticos celulares (totipotentes). Meristemas primários – protoderme, meristema fundamental e procâmbio. Meristemas secundários – felogênio e cambio interfascicular. Tecidos de sustentação – colênquima, esclerênquima, xilema. Floema ou líber – conduz seiva elaborada. Xilema ou lenho – transporta seiva bruta. Vírus – parasita intracelular obrigatório, não possui metabolismo próprio. Especificidade viral – capacidade do vírus parasitar tipos específicos de células. Capsídio – envoltório protéico que protege o DNA viral. Vírus latente – inativo dentro da célula. Vírus cristalizado – inativo, fora da célula. Requisitos para o ambiente terrestre – raiz, cutícula, estômato, xilema e floema e tubo polínico. Dependência da água para reprodução – briófitas e pteridófitas Nas briófitas o gametófito é desenvolvido e duradouro e o esporófito é reduzido e dependente do gametófito, enquanto nas pteridófitas o gametófito (prótalo) é reduzido e transitório e o esporófito é o vegetal desenvolvido, complexo e duradouro. • Nas gminospermas e angiospermas o esporófito é o vegetal desenvolvido e o gametófito (saco embrionário e tubo polínico) é reduzido e dependente do esporófito. • Oórgãoreprodutorfemininoéoarquegônio(produza oosfera)eomasculinoéoanterídio(produzanterozóides). • As pteridófitas são os primeiros vegetais a apresentar vasos condutores de seiva (floema e xilema), sendo traqueófitas. Gimnospermas - produzem flores (fanerógamas) e sementes (espermatófitas). Angiospermas - são fanerógamas e espermatófitas que produzem frutos. • Gineceu, órgão reprodutor feminino, é formado pelos carpelos e organizam em estigma, estilete e ovário. ESPONJAS CELENTERADOS PLATELMINTOS NEMATELMINTOS DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO Diblásticos acelomados Triblásticos acelomados Triblásticos, acelomados Triblásticos, pseudocelomados TUBO DIGESTIVO Ausente. Digestão intracelular em coanócitos e amebócitos. Ausente. Digestão extracelular (cnidoblasto) e intracelular (gastroderma). Ausente ou incompleto (sem ânus) Completo, não possui estômago. SISTEMA NERVOSO Ausente Difuso na mesogléia Inicio de cefalização com gânglios cerebrais e cordões longitudinais Gânglios cerebrais e cordões longitudinais SISTEMA EXCRETOR Ausente (por difusão) Ausente. Material lançado na cavidade gastrovascular saindo pela boca. Células flama Metanefrídios ÓRGÃOS REPRODUTORES Ausente. Reprodução assexuada por brotamento e sexuada Ausente. Reprodução por metagênese (alternância de geração sexuada e assexuada). Presentes. Sexos separados (monóicos) schistosoma e hermafroditas (dióicos) Tênia e planária. Presente SISTEMA CIRCULATÓRIO Ausente. A água com nutrientes circula pelo ósculo. Ausente. A água com nutrientes circula pela cavidade gastrovascular Ausente Ausente SISTEMA RESPIRATÓRIO Ausente (distribuição por difusão). Respiração aeróbia. Ausente (por difusão). Respiração aeróbia. Ausente Ausente. Respiração cutânea ÓRGÃOS DE LOCOMOÇÃO Ausente (séssil) ausente Ausente. Ausente >>BIOLOGIAVamos Revisar 14 Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 14Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 14 11/09/09 20:1211/09/09 20:12
  15. 15. Anotações: ANELÍDEOS ARTRÓPODOS MOLUSCOS CELENTERADOS Triblásticos e celomados Triblásticos e celomados Triblásticos e celomados. Triblásticos, celomados e deuterostómios Completo, com papo e moela. São protostómios. Completo, com estomago e glândulas anexas Completo. Os bivalves não apresentam aparelho mastigador (rádula). Completo, podendo apresentar glândulas digestivas e aparelho mastigador formado por dentes (lanterna de Aristóteles). Gânglios cerebrais e cordão ventral Ganglionar; com órgãos sensoriais. Ganglionar. Pouco desenvolvido. Com células sensitivas na ponta dos braços. Nefrídios Tubos de Malpighi e glândulas verdes Metanefrídios (rins rudimentares). Ausente, Excretas eliminadas pelos pódios do sistema ambulacral Presente Presente Presente. Sexos separados ou hermafroditas. Presente. Maioria dióico com fecundação externa e desenvolvimento indireto. Presente, circulação fechada com “corações laterais” e sangue com pigmentos respiratórios. Presente, circulação aberta ou lacunar. Presente. Circulação aberta com exceção dos polvos e lulas. Ausente. Sem vasos; nos canais celômicos circula um liquido incolor. Ausente na maioria. Cutânea ou por brânquias modificadas. Presente, traqueal e branquial Respiração cutânea, pulmonar e branquial. Pelos pódios ou pequenas brânquias Presente Presente, com articulações Sistema esquelético ausente. Pés ambulacrais 15 Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 15Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 15 11/09/09 20:1211/09/09 20:12
  16. 16. 16 FÍSICA Nosso último assunto. Introdução a eletricidade. Aproveite os dias que faltam para revisar pelos resumos. Marcelo Albuquerque (Fininho) INTRODUÇÃOÀELETRICIDADE 01. INTRODUÇÃO – A CARGA ELÉTRICA A eletricidade é o ramo da física que estuda o comportamento das cargas elétricas. A carga elétrica é uma propriedade intrínseca da matéria associada a algumas partículas elementares. A unidade de medida de carga elétrica, no SI, é o couloumb (C). É comum utilizarmos alguns submúltiplos do Coulomb. • Carga elétrica elementar (e) – Experiências revelam que um próton, bem como um elétron, possui uma quantidade de carga igual a 1,6 x 10-19 C da quantidade de carga de um elétron ou de um próton. Esta se chama de carga elétrica elementar (e). 02. CORPO NEUTRO/CORPO ELETRIZADO Um corpo (ou átomo) em seu estado normal possui quantidades iguais de cargas elétricas positivas e negativas sendo, portanto, considerado um corpo neutro. Em caso de desequilíbrio de cargas, dizemos que o corpo encontra-se eletrizado. OBSERVAÇÕES Para que um corpo fique eletrizado, alteramos sua quantidade de elétrons, pois os prótons estão situados no núcleo dos átomos, logo só podem ser manipulados através de processos especiais. Todo corpo eletrizado neutraliza no momento que entra em contato com a Terra. Observe o esquema abaixo: CORPO NEUTRO: n° prótons = n° elétrons Os prótons e elétrons são considerados portadores de cargas elétricas. Por convenção, os prótons são dotados de cargas positivas e os elétrons de cargas negativas. Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 16Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 16 11/09/09 20:1211/09/09 20:12
  17. 17. 17 CORPO ELETRIZADO: n° prótons ≠ n° elétrons • Positivamente: n° prótons > n° elétrons • Negativamente: n° prótons < n° elétrons 03. QUANTIDADE DE CARGA DE UM CORPO (Q) É a quantidade de cargas em excesso de um corpo. 1 portador de carga em excesso → 1 x 1,6 x 10-19 C 2 portadores de carga em excesso → 2 x 1,6 x 10-19 C 3 portadores de carga em excesso → 3 x 1,6 x 10-19 C n portadores de carga em excesso → n x 1,6 x 10-19 C Assim, se quisermos calcular a quantidade de cargas em excesso de um corpo, basta multiplicar o número de portadores em excesso pela carga elementar (e). 04. PRINCÍPIOS DA ELETRICIDADE a) Atração e repulsão • Corpos eletrizados com cargas de sinais contrários se atraem. • Corpos carregados com cargas de mesmo sinal se repelem. Se atritarmos um bastão de vidro, por alguns segundos, com um pedaço de lã, verificamos que este é capaz de atrair pedacinhos de papel supostamente neutros. b) Conservação de cargas A soma algébrica das quantidades de carga é sempre constante. No exemplo abaixo os corpos trocaram cargas, mas a soma algébrica não se alterou. CONDUTORES E ISOLANTES Dizemos que um corpo é um bom condutor elétrico quando é dotado de grande quantidade de portadores de carga que são facilmente movimentáveis. São eles: • Elétrons livres (nos metais em geral). • Íons nas soluções eletrolíticas. • Íons e elétrons livres nos gases ionizados. Já o isolante elétrico é um corpo no qual os portadores de carga encontram dificuldade para se movimentarem. São exemplos de isolantes: o ar atmosférico, borracha, vidro, seda etc. Corpos eletrizados atraem corpos neutros. ÍON: átomo eletrizado • ÍON CÁTION (+): perde elétrons (eletrizado positivamente). • ÍON ÂNION (-): ganha elétrons (eletrizado positivamente). CUIDADO O termo “carga elétrica puntiforme” refere-se a um corpo eletrizado que possui dimensões desprezíveis em relação a outro(s) corpo(s) eletrizado(s). Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 17Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 17 11/09/09 20:1211/09/09 20:12
  18. 18. 18 FÍSICA É por este motivo que durante uma tempestade ficamos protegidos dentro do carro dos efeitos provocados pelas descargas elétricas (“blindagem eletrostática”). 06. PROCESSOS DE ELETRIZAÇÃO Existem três maneiras de eletrizar um corpo. Vejamos quais são elas. a) Eletrizaçãoporatrito:Consisteemesfregardoiscorpos inicialmenteneutroseconstituídosdesubstâncias diferentes.Issosedeveaofatodoscorposteremdiferentes tendênciasaganharelétrons.Observeoexemplo: Ao final do processo, os corpos ficam eletrizados com cargas de mesmo módulo, porém de sinais contrários. b) Eletrização por contato – Consiste na transferência de portadores móveis quando um corpo eletrizado entra em contato com um corpo neutro no intuito de eletrizá-lo. Após a eletrização por contato, os corpos ficam eletrizados com cargas de mesmo sinal. • Eletrização por indução – Este é o único processo no qual os corpos envolvidos (indutor e induzido) não se tocam. Vejamos as etapas do processo de eletrização por indução de uma esfera. FDC Resolução. Trata-sedeumcontatosucessivoentrecorposidênticos. 1°contato(IVeI) 3Q 2 3Q 4 0 + = 2 2°contato(IVeII) Q 4 3Q 4 Q 2 + = 2 3°contato(IVeIII) Q 4 Q 2 + = 0 2 Gabarito: letraE. Três esferas metálicas idênticas I, II e III estão penduradas em um suporte por fios isolantes e eletricamente carregadas com cargas indicadas no esquema. A esfera IV, idêntica às demais, também indicada no esquema, está inicialmente neutra e adaptada a um cabo isolante. A esfera com cabo isolante é movimentada de modo a tocar, sucessivamente, nas esferas I, II e III. Após o ultimo toque, a carga da esfera IV é: a) Q b) 3Q/4 c) Q/2 d) Q/4 e) nula I II III IV Q 4 -Q 2 3Q 2 Em um condutor eletrizado em equilíbrio eletrostático, as cargas em excesso sempre se distribuem na superfície externa. Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 18Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 18 11/09/09 20:1211/09/09 20:12
  19. 19. 19 Observe que ao final do processo os corpos ficam eletrizados com cargas de sinais contrários. OBSERVAÇÃO Ascargaselétricasdistribuídasnasuperfícieexternadeum condutortêmatendênciadeseacumularnasregiõespontiagudas (“Poderdaspontas”).Poressemotivo,ospára-raiospossuem, emsuasextremidades,hastesdotadasdepontas. 07. LEI DE COULOMB – FORÇA ELÉTRICA Considere duas partículas eletrizadas com cargas Q e q separadas por uma distância d. Podemos dizer que a força elétrica (repulsão ou atração) é diretamente proporcional ao produto do módulo das cargas das partículas e inversamente proporcional à distância que separa os seus centros. A constante K é chamada constante eletrostática que depende do meio em que as partículas estão imersas. Sua unidade no SI é o N.m2 / C2 . 08. O CAMPO ELÉTRICO Um corpo carregado “cria” uma região de influência denominada campo elétrico que lhe possibilita interagir com outras cargas. Assim, dizemos que toda carga elétrica puntiforme (q) imersa num campo elétrico (E) sofre ação de uma força elétrica (F). F = q . E → E = F / q Usando a definição, conclui-se que a unidade do campo elétrico, no SI, é o N/C. Através do sinal da carga fonte (Q), identifica-se num ponto do espaço o sentido do campo elétrico (E) representado através de linhas de campo. OBSERVAÇÃO CAMPO ELÉTRICO UNIFORME Região do espaço delimitada entre duas placas paralelas carregadas com cargas de mesmo módulo e sentidos contrários onde o vetor campo elétrico é constante. Os capacitores são aparelhos que acumulam energia em um campo elétrico uniforme para disparar o flash das máquinas fotográficas. F = K. Q . q d2 A carga elétrica puntiforme (q) é também chamada de carga de prova. As fontes do campo elétrico (E) são corpos eletrizados chamados de cargas fonte (Q). As forças elétricas entre duas partículas constituem um par ação e reação. Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 19Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 19 11/09/09 20:1211/09/09 20:12
  20. 20. 20 FÍSICA 09. CORRENTE ELÉTRICA Já sabemos que um condutor metálico possui uma grande quantidade de elétrons livres que se movimentam desordenadamente. Quando ligamos uma pilha (gerador) aos terminais de um fio condutor, estes elétrons livres recebem uma certa quantidade de energia e passam a se movimentar de maneira parcialmente ordenada. É o que chamamos de corrente elétrica. Observe o esquema de um circuito simplificado. • Diferençadepotencial(U) Podemos observar na figura acima que a pilha possui uma indicação que corresponde a 1,5 V. Significa dizer que 1 C de carga recebe uma energia de 1,5 J para ser transportada ao longo do circuito. A diferença de potencial, no SI, é expressa em joules por coulomb (J/C). Essa unidade recebe o nome de volt (V). • Intensidadedacorrenteelétrica(i) A intensidade da corrente elétrica é definida como a quantidade de carga (Q) que atravessa uma seção de um condutor por unidade de tempo. Pela definição, conclui-se que a unidade da intensidade da corrente elétrica, no SI, é expressa em C/s, também chamada de ampère (A). Quando dizemos que a intensidade de uma corrente elétrica é igual a 4 A, significa que em cada 1 s, uma quantidade de carga igual a 4 C passa por uma seção do condutor. RESISTÊNCIA ELÉTRICA (R) Numa corrente elétrica, os elétrons livres colidem com outros elétrons e também com átomos que constituem a estrutura cristalina do condutor, logo encontram resistência, à sua passagem ao longo do meio condutor. Para calcularmos a resistência elétrica basta dividirmos a tensão (U) entre os terminais de um condutor pela intensidade da corrente que o percorre (i). ALGUNS EFEITOS DA CORRENTE ELÉTRICA a) EfeitoJoule Quando colocamos a mão sobre um fio isolado por onde passa corrente elétrica, percebemos que o mesmo esquenta. Em geral, os dispositivos que proporcionam esse aquecimento são dotados de resistência como, por exemplo, o chuveiro elétrico. O efeito térmico produzido pela corrente elétrica chama-se efeito joule. i = Q ∆t R = U i Aplicada uma mesma tensão (U) a condutores diferentes, a resistência elétrica (R) é inversamente proporcional à intensidade da corrente que os percorre (i). A diferença de potencial é também chamada de tensão ou voltagem. Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 20Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 20 11/09/09 20:1211/09/09 20:12
  21. 21. 21 b) EfeitoMagnético Toda corrente elétrica gera um campo magnético. Quanto maior a intensidade da corrente, maior a intensidade do campo magnético. Os disjuntores são dispositivos que protegem os circuitos elétricos contra problemas causados por sobrecargas de corrente elétrica. Quando a intensidade da corrente supera um certo valor desejado, a chave magnética desliga automaticamente. NOÇÕESDEELETROMAGNETISMO MAGNETISMO Quando aproximamos um ímã de pequenos objetos metálicos notamos que os objetos são atraídos. Isso acontece porque o ímã possui uma região de influência denominada campo magnético, assim como as massas – campo gravitacional e as cargas elétricas - campo elétrico. Observa-se também que certas partes do ímã conseguem atrair objetos com maior intensidade. Essas partes são chamadas polos de um ímã. A Terra se comporta como um grande imã, possuindo um imenso campo magnético que serve de proteção contra certas radiações provenientes do Sol. • Abússola – Trata-se de um instrumento de localização formado basicamente por uma agulha imantada, apoiada de modo a poder girar livremente. O pólo norte (expresso por N) é aquele que aponta para o norte geográfico (sul magnético). ELETROMAGNETISMO O físico dinamarquês H. Oersted provou que cargas elétricas em movimento dão origem a um campo magnético. Para comprovar essa ideia, basta aproximarmos uma bússola de um fio por onde passa uma corrente elétrica. Iremos observar que a agulha sofre desvios. • OEletroímã – Para obter um eleroímã basta enrolarmos um pedaço de fio a um núcleo de ferro (Ex.: prego). Submetendo o fio a uma diferença de potencial, o mesmo é percorrido por uma corrente elétrica, que consequentemente irá gerar um campo magnético na região próxima a essa espira. A intensidade do campo magnético criado pelo eletroímã, bem como a distância que ele atingirá dependerão da intensidade da corrente aplicada e do número de voltas da espira. Com base neste princípio é possível criar inúmeros dispositivos elétricos, incluindo motores, cabeçotes de leitura/gravação para discos rígidos e toca-fitas, alto-falantes etc. • Polos magnéticos de mesmo nome se repelem. • Polos magnéticos de nomes diferentes se atraem. Anotações: Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 21Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 21 11/09/09 20:1211/09/09 20:12
  22. 22. Processos de eletrização • Atrito • Contato • Indução Lei de Coulomb - Força Elétrica Campo Elétrico (E) Intensidade da Corrente Elétrica (i) Resistência Elétrica (R) Carga Elementar (e) e = + 1,6 x 10-19 C (um próton) e = - 1,6 x 10-19 C (um elétron) Quantidade de Carga em Excesso (Q) n → n° de portadores de carga em excesso Corpo Neutro: n° prótons = n° de elétrons Corpo Eletrizado: n° prótons ≠ n° de elétrons Eletrizado Positivamente: n° prótons > n° de elétrons Eletrizado Negativamente: n° prótons < n° de elétrons Anotações: Q = n.e F = K. Q . q d2 E = F / q i = Q ∆t R = U i 22 >>FÍSICAVamos Revisar Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 22Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 22 11/09/09 20:1211/09/09 20:12
  23. 23. Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 23Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 23 11/09/09 20:1211/09/09 20:12
  24. 24. 24 QQUÍMICA Daniela Leite Éhora de fechar com chave de ouro. Dê todo gás agora na reta final. Lembre-se, revisar nunca é demais. TERMOQUÍMICA É a parte da química que estuda as trocas de calor que ocorrem durante a formação de uma reação química. • Reação endotérmica: é aquela que só ocorre com absorção de calor (neste caso a quantidade de calor absorvido para realizar a reação é maior que o liberado). • Reação exotérmica: é aquela que ocorre com liberação de calor (a quantidade de calor liberado é maior que o inicialmente absorvido para realizar a reação). ENTALPIA DE UMA SUBSTÂNCIA (H) É a quantidade de energia (calor) armazenada em cada substância. VARIAÇÃO DE ENTALPIA (∆H) Mede a variação de calor que ocorre em uma reação química. É calculado pela fórmula: ∆H = H produtos – H reagentes ∆H > 0 → Reação endotérmica ∆H < 0 → Reação exotérmica LEI DE HESS É também conhecida como “Lei do estado final e inicial”. Esse cientista percebeu que a variação de entalpia envolvida em uma reação química depende somente do seu estado inicial e final, não importando o caminho da reação, desde que a pressão e a temperatura do sistema sejam iguais nos estados inicial e final. AGORA VAMOS ESTUDAR AS CLASSIFICAÇÕES DAS ENTALPIAS (CALOR DE REAÇÃO) a) Entalpia de formação: é a variação de entalpia (∆H) associada à reação de síntese de 1 mol da >> FIQUE ATENTO A energia não pode ser criada nem destruída, apenas transformada. Esse fato é também conhecido como princípio da conservação da energia. Nas reações exotérmicas a energia dos produtos é menor que a dos reagentes, pois uma parte da energia dos reagentes foi liberada. Quando vier uma equação pedindo para calcular a variação de entalpia final, basta somar as entalpias intermediárias. ΔHf = ΔH1 + ΔH2 Nas reações endotérmicas, a energia dos produtos é maior que a dos reagentes, pois os reagentes absorvem energia para se transformar nos produtos. CUIDADO A entalpia depende do estado físico das substâncias e seu estado alotrópico. Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 24Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 24 11/09/09 20:1211/09/09 20:12
  25. 25. 25 substância, a partir de seus elementos constituintes na forma mais estável, 25°C e 1atm. b) Entalpia de combustão: é a variação de entalpia (∆H) associada à combvustão de 1 mol da substância, estando os participantes da reação a 25°C e 1atm (estado padrão). c) Entalpia de ligação: é a energia absorvida (processo endotérmico) por um sistema gasoso, a 25°C e 1atm, para que sejam quebradas 1 mol de ligação entre dois átomos. CINÉTICA QUÍMICA É a parte da química que estuda a velocidade das reações e os fatores que a modificam. Calculamos a velocidade média de consumo dos reagentes e a velocidade média de formação dos produtos pela fórmula: Vm = ∆C ∆T ∆C: variação da concentração da substância. ∆T: Intervalo de duração do tempo. São necessárias duas condições primárias para que ocorra uma reação. Os reagentes têm que ficar o mais próximo possível. É por isso que os reagentes sólidos devem ser triturados ou postos em solução para reagir melhor, eles devem obedecer a teoria das colisões tais como: 1. As moléculas se chocam entre si com muita frequência e uma orientação apropriada é que elas não devem se chocar de raspão, mas sim de frente. 2. As moléculas devem se chocar com energia suficiente para reagir. CATALISADORES São substâncias que aumentam a velocidade da reação, eles agem diminuindo a “energia de ativação”. UFBA 2007 (1ª FASE) / Questão 21 Proposição FALSA. 2 mol de C4H10 libera 2873,3kJ o que quer dizer que 2 x 58g = 96g da queima desse gás libera 2873,3 Kj. (64) A equação química 2C4H10(g) + 13CO2(l) 8CO2(g) + 10H2O(l), ƒHo = 2873,3kJ, que representa a combustão total do gás butano, evidencia que a energia liberada na queima de 58,1g desse gás é igual a 2873,3kJ. A entalpia de uma substância simples na forma mais estável, a 25°C e 1atm é igual a ZERO. CUIDADO As concentrações dos reagentes e dos produtos modificam-se com o tempo em uma reação química. >> FIQUE ATENTO A energia mínima necessária para iniciar uma reação chama-se “ENERGIA DE ATIVAÇÃO”. A velocidade da reação depende da ENERGIA DE ATIVAÇÃO. Aquelas reações que precisam de uma energia de ativação maior são as que demoram mais para ocorrer, pois precisam de mais energia para iniciar. >> FIQUE ATENTO As reações explosivas, aquelas que ocorrem muito rápido, possuem baixa energia de ativação. Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 25Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 25 11/09/09 20:1211/09/09 20:12
  26. 26. 26 QQUÍMICA FATORESQUEINFLUENCIAMAVELOCIDADEDAREAÇÃO • Superfície de contato → Quanto maior for a superfície de contato, maior será a velocidade da reação. Ex. 1: Se colocarmos um cubo de mármore para reagir, observaremos que a reação ocorrerá apenas na superfície. Agora se dividirmos esse cubo em pedacinhos menores, veremos que a superfície de contato desse sólido aumentará, aumentando também a velocidade da reação. Ex. 2: Isso ocorre também com um comprimido efervescente que se dissolve melhor quando quebrado, pois aumenta a superfície de contato entre o comprimido e o reagente que, neste caso, é a água. Ex. 3: Para acender um fogo, primeiro coloca lascas de lenha para que, depois seja colocado as toras. Ex. 4: O bombril enferruja muito mais do que uma lâmina de ferro, isso ocorre porque a superfície de contato do ferro em forma de bombril é bem maior, fazendo com que a reação entre o ferro e o oxigênio seja mais rápida. • Pressão → Se tiver reagentes gasosos, quando há um aumento na pressão, a velocidade da reação também aumenta. (aumenta o número de choques). • Concentração dos reagentes → Quando aumenta a concentração dos reagentes, aumenta-se também a velocidade da reação, porque existe mais moléculas para se chocar. • Temperatura → A velocidade da reação aumenta quando aumenta a temperatura, pois as moléculas terão maior energia cinética, que é uma energia de movimentação, aumentando o número de choques. LEI DE AÇÃO DAS MASSAS (LEI DE GULDBERG-WAAGE) A velocidade de uma reação é diretamente proporcional ao produto das concentrações molares dos reagentes elevados aos respectivos coeficientes estequiométricos. aX(g) + bY(g) → cZ(g) Para achar a velocidade da reação, basta usar essa fórmula: V = K [X]a . [Y]b Ex.: 2SO2(g) + O2(g) → 2SO3(g) Resposta: V= K [SO2]2 . [O2]1 ORDEM DA REAÇÃO: As reações podem ser classificadas como de ordem zero, primeira ordem, segunda ordem e terceira ordem. A ordem de uma reação é identificada através da soma dos expoentes das concentrações na equação de velocidade. Ordem = soma dos expoentes = 2 + 1 = 3. Logo, a reação é de terceira ordem. EQUILÍBRIO QUÍMICO Em uma reação química, os produtos vão sendo consumidos para que haja a formação dos reagentes. As reações são O catalisador não altera o ΔH, a única influência que ele tem em uma reação química é na velocidade da reação, por isso ele não interfere no equilíbrio da reação. Esses fatores influenciam na velocidade da reação, porque fazem com que aumente o número de choques entre as moléculas favorecendo o acontecimento das reações e aumentando assim sua velocidade. CUIDADO Algumas reações ocorrem em etapa. Neste caso, a velocidade da reação é determinada pela etapa mais lenta. Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 26Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 26 11/09/09 20:1211/09/09 20:12
  27. 27. 27 reversíveis à medida que o produto vai sendo formado, ele vai sendo também consumido (degradados), formando-se os reagentes. Equilíbrio químico só ocorre em uma reação reversível na qual a velocidade da reação direta é igual a velocidade da reação inversa. • Velocidade direta: é a velocidade de formação dos produtos. • Velocidade inversa: é a velocidade de formação dos reagentes. O equilíbrio é calculado através de uma constante. A constante de equilíbrio só é influenciada pela variação da temperatura K = P/ R. Isso quer dizer que quando aumenta o produto, a constante aumenta, e quando aumenta o reagente, a constante diminui. DESLOCAMENTO DE EQUILÍBRIO Quando se altera um dos fatores que influencia um equilíbrio, este se desloca de modo a anular a ação aplicada. Fatores que modificam o deslocamento do equilíbrio: 1 2A(g) + B(g) ↔ C(g) + D(g), ∆H > 0 2 CONCENTRAÇÃO Quando adiciona uma substância A ou B, o equilíbrio será deslocado no sentido 1, fazendo com que essa substância seja consumida, mantendo assim o equilíbrio. Quando diminui C ou D, o equilíbrio será deslocado no sentido 1, fazendo com que haja maior formação dos produtos. PRESSÃO Ela só influência gases. Para entender melhor, você precisa saber que quando há uma diminuição do número de mols (quantidade de moléculas) na reação, consequentemente, há uma diminuição na pressão do gás. Quando aumenta a pressão, o equilíbrio será deslocado para o lado em que tenha o menor número de mols, no caso, sentido 1. Volume dos produtos = 2 + 1= 3 Volume dos reagentes = 1 + 1 = 2 TEMPERATURA Quando aumenta a temperatura, o equilíbrio se desloca no sentido da reação que produz um abaixamento da temperatura, portanto, no sentido da reação endotérmico (reação que absorve calor, havendo um abaixamento na temperatura). CUIDADO Substâncias sólidas não participam da expressão da constante de equilíbrio. >> FIQUE ATENTO Quando existir substâncias gasosas em uma reação, a constante de equilíbrio pode ser expressa em função das pressões parciais. A pressão de um gás é inversamente proporcional ao volume, porque ao colocarmos uma quantidade de gás em um recipiente e comprimi- lo, esse gás vai diminuindo seu volume e teremos uma maior quantidade de choques entre as moléculas, fazendo com que haja uma maior pressão no sistema. Verifica-se que em uma reação, a velocidade direta (V1) vai diminuindo, assim como a velocidade inversa (V2) vai aumentando com o tempo. Depois de certo tempo, as velocidades se igualam e as concentrações permanecem constantes. Quando ocorre isso, dizemos que a reação entrou em equilíbrio. Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 27Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 27 11/09/09 20:1211/09/09 20:12
  28. 28. 28 QQUÍMICA Quandodiminuiatemperatura,favoreceosentidoexotérmico. Sentido 1 → endotérmico Sentido 2 ← exotérmico EQUILÍBRIO IÔNICO (Ki) É o equilíbrio químico que ocorre entre os íons, ou seja, é o equilíbrio que ocorre quando uma substância é adicionada a uma solução aquosa, liberando íons, essa substância pode ser um ácido ou uma base, já que eles liberam íons em solução aquosa. PRODUTO DE SOLUBILIDADE (Kps) É o produto entre os íons que se dissociaram. Ele é definido como sendo: BA(s) ↔ B+ (aq) + A- (aq) Kps = [B+ ] [A- ] PRODUTO IÔNICO DA ÁGUA (Kw) A água pura sempre está ionizada em pequenas quantidades. A temperatura ambiente, observa-se que o Kw é igual a 10-14 , a adição de um ácido ou uma base na água desloca o equilíbrio, alterando as concentrações dos íons H+ e OH- , porém a igualdade permanece. [ H+ ] . [OH- ] = 10-14 Como é inconveniente trabalhar com valores muito pequenos (potência negativa). Então, o cientista Sueco, Sorensen, sugeriu medir a acidez e basicidade das soluções por uma escala logarítmica chamada de escala de pH e pOH. Por definição: pH = -log[ H+ ] pOH = -log[OH- ] pH + pOH = 14 ELETROQUÍMICA ELETRÓLISE É uma reação química de oxirredução que não é espontânea, pois ela ocorre quando existe uma passagem de uma corrente elétrica provocando a reação. A eletrólise é um processo não espontâneo. Ela pode ocorrer na ausência de água (eletrólise ígnea) e na presença de água. Vamos aprender: ELETRÓLISE ÍGNEA É realizado com um composto iônico o qual recebe o nome de eletrólito, esse composto é fundido (derretido) ficando líquido. Neste caso, não existe a presença da água. O Equilíbrio iônico ocorre igualmente ao molecular, a única diferença é que, nesse equilíbrio, as constantes tem nomes: • Quando a substância que está participando do equilíbrio é um ácido, a constante pode ser referida como Ka . • Quando essa substância for uma base, essa constante pode se chamar de Kb. CUIDADO Quanto maior for o Ka e Kb, mais fortes serão, respectivamente, o ácido e a base. >> FIQUE ATENTO pH antes do 7 são ácidos, e depois são básicos. Quando uma reação for endotérmica no sentido direto, será exotérmica no sentido inverso. Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 28Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 28 11/09/09 20:1211/09/09 20:12
  29. 29. 29 ELETRÓLISE AQUOSA Já neste caso, temos que considerar a presença dos íons H+ e OH- provenientes da ionização da água, que apesar da pequena quantidade, influenciam na eletrólise. Nesse tipo de eletrólise, existe uma competição entre os íons da água e os íons do eletrólito. Agora vamos falar sobre a parte mais importante da “Eletrólise” que é a ordem de prioridade dos íons. É através dessa ordem que sabemos como será feito a reação de oxirredução originária da eletrólise. PRIORIDADES DOS ÍONS DOS ELETRODOS • O cátion H+ da água tem prioridade sobre os cátions de metais alcalinos, alcalino-terrosos e Al3+ . • O ânion OH- da água tem prioridade sobre os ânions oxigenados (NO3- , SO42- , etc) e F- . LEI DE FARADAY A massa do elemento eletrolisado é diretamente proporcional a carga que atravessa a solução. Ex.: Mg2+ + 2e- → Mg (s) 1 mol de Mg ————— 2 mols de elétrons ou 24 g de Mg ————— 2 mols de elétrons Q = i. t Q = força em Colombs I = corrente elétrica em Ãmperes t = tempo em segundo PILHAS É um dispositivo capaz de gerar uma corrente elétrica através de uma reação de oxi-redução (ocorre uma transferência de elétrons de um reagente para outro), essa reação ocorre espontaneamente. Zn0 (s) + Cu2+ (aq) → Zn2+ (aq) + Cu0 (s) Observe que na pilha usamos uma transferência eletrônica indireta, ou seja, não existe o contato direto entre o oxidante e o redutor. Por isso, as substâncias estão separadas, a transferência de elétrons é feita por um fio (circuito externo). CONVENÇÃO DA PILHA: • Polo negativo: é o eletrodo que fornece elétrons ao circuito externo. • Polo positivo: é o eletrodo que recebe elétrons do circuito externo. CUIDADO Esse é um assunto que costuma cair frequentemente na UFBA, por isso requer uma maior atenção. CUIDADO 1moldeelétrons=6,02.1023 elétrons=1Faraday=96500C Quando se coloca uma lâmina de Zinco metálico (Zn0 ) numa solução aquosa de sulfato de cobre II (CuSO4), ocorre uma reação de oxirredução. >> FIQUE ATENTO É uma reação oposta a que ocorre com a eletrólise. Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 29Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 29 11/09/09 20:1211/09/09 20:12
  30. 30. 30 QQUÍMICA POTENCIAL DE ELETRODO Vimos que na pilha de Daniel, o fluxo de elétrons vai, espontaneamente, da lâmina de zinco para a lâmina de cobre. Isso ocorre porque o zinco possui uma maior tendência em perder elétrons do que o cobre. Na prática é bastante útil conhecer o potencial de um conjunto. Por essa razão foi feito uma tabela de potencial de eletrodo, tomando o hidrogênio como eletrodo padrão como valor de zero a 25°C, pressão de 1 atm e solução 1M de íons H+ . PILHA SECA PILHA ALCALINA O esquema geral dessa pilha é praticamente o mesmo de uma pilha seca. A diferença mais importante é que no lugar do cloreto de amônio, NH4Cl, na parte externa, usa-se hidróxido de potássio, KOH. BATERIA DE AUTOMÓVEL >> FIQUE ATENTO O cálculo da diferença de potencial (ddp ou ∆E°) pode ser feito através dos potenciais de oxidação ou redução. Quanto maior for o potencial de oxidação, maior será a tendência do elemento em perder elétrons e quanto maior o potencial de redução, maior sua tendência em ganhar elétrons. Observe que ambos os potenciais possuem o mesmo valor numérico em módulo (pode observar que um é negativo e o outro é positivo). UFBA 2007 (1ª FASE) / Questão 21 Proposição VERDADEIRA. No ânodo (polo negativo ocorre a oxidação de chumbo metálico a chumbo 2+ ). E no cátodo (polo positivo) ocorre a redução do chumbo 4+ a chumbo 2+ ). (16) A reação global de uma bateria de automóvel, representada pela equação química Pb(s) + PbO2(s) + 2HSO4 - (aq) + 2H3O+ (aq) → 2PbSO4(s) + 4H2O(l), mostra que o chumbo é o polo negativo da bateria. Semicélula ou semicela (ou meia pilha) significa metade da célula eletroquímica; equivale a cada um dos conjuntos da pilha. Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 30Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 30 11/09/09 20:1211/09/09 20:12
  31. 31. 31 • Quando diminui a temperatura, a reação se desloca no sentido exotérmico. Leideaçãodasmassas(LeideGuldberg-Waage)–A velocidadedeumareaçãoédiretamenteproporcional aoprodutodasconcentraçõesmolaresdosreagentes elevadosaosrespectivoscoeficientesestequiométricos. aX(g) + bY(g) → cZ(g): V = K [ X]a . [Y]b Deslocamento de equilíbrio é influenciado pela: concentração, pressão, temperatura. Equilíbrio iônico (Ki) – Ocorre quando uma substância é adicionada a uma solução aquosa, liberando íons. • Quando a substância que está participando do equilíbrio é um ácido, a constante pode ser referida como Ka . • Quando essa substância for uma base, essa constante pode se chamar de Kb. Produto de solubilidade (Kps) BA(s) ↔ B+ (aq) + A- (aq) → Kps = [B+ ] [A- ] Produto iônico da água (Kw) [H+ ] . [OH- ] = 10-14 → pH + pOH = 14 Eletroquímica Eletrólise: corrente elétrica provocando uma reação. Ela pode ocorrer na ausência de água (Eletrolise Ígnea) e na presença de água. • O cátion H+ da água tem prioridade sobre os cátions de metais alcalinos, alcalinos-terroso e Al3+. • O ânion OH- da água tem prioridade sobre os ânions oxigenados (NO3-, SO42- etc) e F. Lei de Faraday – 1mol de elétrons = 6,02.1023 elétrons = 1 Faraday = 96500C. Pilhas – É um dispositivo capaz de gerar uma corrente elétrica através de uma reação de oxi-redução. • Polo negativo: é o eletrodo que fornece elétrons ao circuito externo. • Polo positivo: é o eletrodo que recebe elétrons do circuito externo. Ocálculodadiferençadepotencial(ddpou∆E°)podeser feitoatravésdospotenciaisdeoxidaçãoouredução. Termoquímica – Troca de calor. • Reação endotérmica: é aquela que absorve calor. • Reação exotérmica: é aquela que libera calor. Entalpia de uma sustância (H) é a energia armazenada em cada substância. Variação de entalpia (∆H) - ∆H = H produtos – H reagentes. ∆H >0 → Reação endotérmica ∆H <0 → Reação exotérmica Lei de Hess – A variação de entalpia envolvida em uma reação depende somente do seu estado inicial e final, não importando o caminho da reação. Tipos de Entalpias – Entalpia de formação, Entalpia de combustão, Entalpia de ligação. Cinética Química – Velocidade das reações. Fatores que modificam a velocidade: As moléculas devem possuir energia suficiente para formar um complexo ativado e colidir com orientação apropriada. Energia de Ativação – A energia mínima necessária para iniciar uma reação. Catalisadores – São substâncias que aumentam a velocidade da reação. Fatores que influenciam a velocidade da reação – Superfície de contato, pressão, concentração dos reagentes, temperatura, • Se adiciona reagente, o equilíbrio vai para o sentido dos produtos. • Se adiciona produto, o equilíbrio vai para o sentido dos reagentes. • Se retira produto, o equilíbrio se desloca para a formação dos produtos. • Se retira reagentes, o equilíbrio se desloca para a formação dos reagentes. • Quando aumenta a pressão, o equilíbrio será deslocado para o lado em que tenha o menor número de mols. • Quando aumenta da temperatura, a reação se desloca no sentido endotérmico. 31 >> QUÍMICAVamos Revisar Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 31Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 31 11/09/09 20:1211/09/09 20:12
  32. 32. 32 MATEMÁTICA Maurício Barreto (Tio Chico) Parceiros, neste módulo iniciaremos com o estudo da análise combinatória e veremos que ela está totalmente embasada no princípio fundamental de contagem, além de contar com uma ferramenta que muito falicilitará seus cálculos, o chamado de fatorial. Olá, amigo leitor, neste fascículo iniciaremos com o estudo da análise combinatória e veremos que ele está totalmente embasada no princípio fundamental de contagem, além de contar com uma ferramenta que muito falicilitará seus cálculos chamada de fatorial. FATORIAL (!) O fatorial de um número é uma multiplicação decrescente desse número até o zero, observe: 6! = 6.5.4.3.2.1 = 720 3! = 3.2.1 = 6 De uma maneira mais formal, o fatorial de um número natural será igual a: n! = n.(n - 1).(n - 2).(n - 3)…3.2.1 Ah, não podemos esquecer das seguintes convenções: 0! = 1 e 1! = 1 O fatorial de zero será igual a 1, pois 1! = (1 – 1)! . 1 = 0! . 1. Como todo número multiplicado por 1 é ele mesmo podemos dizer que 1 = 0!, assim, provamos que o fatorial de zero é 1. PRINCÍPIO FUNDAMENTAL DE CONTAGEM – PFC Se a ocorrência de um evento se dá em n etapas diferentes, sendo cada etapa independente e sucessiva uma das outras, o total de possibilidades desse evento é igual ao produto das possibilidades de cada etapa. Vamos ver o seguinte problema: Um time de futebol possui camisas em três cores diferentes e shorts em duas cores distintas. De quantas maneiras o uniforme desse time pode ser escolhido para entrar em campo, sabendo que cada uniforme é composto por uma camisa e um short? Resolução: o número de maneiras para se escolher uma camisa é igual a 3, já o número de maneiras de escolher um short é igual a 2. Daí, o total de maneiras de se escolher esse uniforme é 3x2=6. Agora, amigo leitor, saiba que existem alguns modelos matemáticos que podem facilitar o seu princípio de contagem, são eles: • Permutação (anagramas simples e com elementos repetidos) • Arranjo • Combinação Agora chegou a hora de conhecermos detalhadamente cada modelo de princípio de contagem. Para simplificar seus cálculos, em alguns modelos matemáticos poderemos travar o fatorial a qualquer momento, de acordo com a sua conveniência, para serem feitas possíveis simplificações. Como podemos ver: = = 101.100.99 = 999900 101! 98! 101.100.99.98! 98! = = 8! 9! 8! 9.8! 1 9 Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 32Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 32 11/09/09 20:1211/09/09 20:12
  33. 33. 33 PERMUTAÇÃO A permutação de n elementos dados a toda sucessão de n termos formada com os n elementos dados. Todo problema onde apenas a ordem em que os elementos aparecem distingue os agrupamentos é empregado o conceito de permutação. Definimos por permutação a expressão: Pn = n! onde n é total de letras da palavra. EXEMPLO: Calcular o número de anagramas da palavra QUADRO. Podemos notar que na palavra citada não existem elementos repetidos e que nos anagramas são palavras formadas pelas mesmas letras, daí será uma permutação de seis letras. P6 = 5.4.3.2.1 = 720 O amigo pré-vestibulando pode estar com uma formiguinha na cabeça pensando: “e quando a palavra em questão apresentar repetição de letras nela, o que fazer?” Muita calma nessa hora, pois já temos um modelo prontinho para você aqui, essa abordagem já é clássica e chama-se permutação com elementos repetidos. Nesse caso, deve-se observar quais os elementos que se repetem e quantas vezes eles aparecem no total. Pn a,b,c = n! a!.b!.c! Onde a, b, c é o número de repetições de cada letra na palavra. EXEMPLO: Quantos anagramas têm a palavra BANANA? Resolução: Observe que a letra A aparece 3 vezes na palavra e a letra N aparece 2 vezes, logo teremos: P6 3,2 = 6! 3!.2! P6 3,2 = 60 A palavra BANANA possui 60 anagramas. UFBA 2003 (1ª FASE) / Questão 09 Resolução Vamos observar a figura em questão. Basta entender que os pares de vértices não consecutivos formam as diagonais do prisma e de cada vértice parte duas diagonais. Bom, agora analisando a figura veremos que a diagonal que vai de B para F é a mesma que vai de F para B, logo cada diagonal é contada duas vezes. Como a figura tem seis vértices, teremos que o número de diagonais do prisma será = 6 6.2 2 Calcule o número de pares de vértices não consecutivos que se pode obter num prisma triangular. D A B C F E UFBA 2002 (1ª FASE) / Questão 06 Proposição VERDADEIRA. O deslocamento do carro só pode ocorrer nos sentidos indicados na figura e para ir de A até B ele terá de percorrer 5 segmentos, sendo sempre três segmentos para a direita e dois segmentos para baixo. Agora veja como fica fácil definir o modelo matemático a ser seguido: Trata-se de um agrupamento de 5 segmentos, sendo que 3 se repetem para a direita e 2 se repetem para baixo, logo é uma permutação com elementos repetidos. Aplicando no modelo teremos: Nafiguraaolado,cadaquadrado representaumquarteirãodeum condomínio,eemcadacruzamento deruasindicadoporumx,foi instaladoimsemáforo,excetoemA eB.Umcarrodesloca-sedeAatéB, obedecendoasseguintescondições: • O trajeto deve ser formado por segmentos de reta ligando pontos de cruzamentos consecutivos; • Cada segmento só pode ser percorrido num dos dois sentidos indicados pelas setas na figura; • O tempo fasto para percorrer cada segmento é de 2 minutos; • Cada semáforo, após ligado, funciona alternando apenas os sinais verde e vermelho, que ficam acesos por períodos de 3 e 2 minutos, respectivamente; • O carro pára em cada semáforo que estiver fechado e parte no exato instante em que este abrir. Com base nessas inforações, é correto afirmar: (01) Existem 10 trajetos possíveis Ax x x x x x x x x x x xB P5 3,2 = = = = = 10 5! 3!.2! 5.4.3! 3!.2.1 5.4 2 20 2 Permutação é tipo de agrupamento de elementos distintos em que todos os elementos participam. Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 33Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 33 11/09/09 20:1211/09/09 20:12
  34. 34. 34 MATEMÁTICA Agora partiremos para mais um tipo de modelo matemático chamado de arranjo. ARRANJO São agrupamentos formados com p elementos, (p < n) de forma que os p elementos sejam distintos entre si pela ordem ou pela espécie. An, P = n! (n - P)! Onde n é o total de elementos e p é o tamanho do agrupamento. EXEMPLO: Quantos números com dois algarismos distintos podemos formar como os elementos 1, 2, 4, 7 e 9? Para formar números de dois algarismos devemos selecionar um algarismo para a dezena e um para a unidade. Para verificar se a ordem é importante devemos formar um agrupamento e depois invertê-lo. Se a mudança mudar o agrupamento é porque a ordem é importante, caso contrário a ordem não importa. , = 53 5 dezena 3 unidade , = 35 3 dezena 5 unidade Observe que quando invertemos a ordem dos elementos, o agrupamento assume um valor diferente, logo a ordem é importante. A questão é um arranjo. n = 5 (total de elementos: 1, 3, 4, 5 e 7) p = 2 (tamanho do agrupamento) A5, 2 = 5! (5 - 2)! A5, 2 = s5! 3! A5, 2 = 20 COMBINAÇÃO Outro modelo matemático de grande importância na análise combinatória é a combinação. Dado um conjunto A com n elementos distintos, chama-se combinação dos n elementos de A, tomados p a p, a qualquer subconjunto de A formado por K elementos (não importa a ordem). C p n = n! p!.(n - p)! n: Total de elementos p: Tamanho do agrupamento EXEMPLO: Quantos sabores de sucos podem ser oferecidos se dispomos apenas das seguintes frutas: acerola, limão, graviola, laranja e maracujá, sabendo que cada suco deve conter exatamente três frutas? Resolução: Devemos formar um agrupamento e inverter a ordem para saber se a ordem é importante. Faremos um suco com acerola, limão e graviola. Agora faremos outro suco com graviola, limão e acerola. Quando se inverteu a ordem das frutas o paladar do seu suco mudou? Claro que não, logo a ordem das frutas no preparo do suco não é importante. A questão é de combinação. n = 5 (total de elementos: acerola, caju, mamão, laranja e maracujá) p = 3 (tamanho do agrupamento) C 3 5 = 5! 3!.(5 - 3)! C 3 5 = 5! 3!.(5 - 3)! C 3 5 = 5! 3!.2! C 3 5 = 10 Arranjo é o tipo de agrupamento de elementos distintos que se diferenciam tanto pela natureza quanto pela ordem de seus elementos, ou seja, A ORDEM É IMPORTANTE. Tipo de agrupamento de elementos distintos que se diferenciam apenas pela natureza de seus elementos, ou seja, A ORDEM NÃO É IMPORTANTE. Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 34Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 34 11/09/09 20:1211/09/09 20:12
  35. 35. 35 NOÇÕES DE ESTATÍSTICA Outro tópico cada vez mais presente em provas de vestibulares e concursos são as noções de estatística. Vocêveráqueestasnoçõesseconcentramnasprincipaismedidas estatísticasdetendênciacentral(médiaaritmética,modae mediana)enaprincipalmedidadedispersão(desvio-padrão). MÉDIA ARITMÉTICA Começaremos com as medidas de tendência central e com a mais popular dessas medidas: a média aritmética ( x ). Ao longo de sua vida escolar você se acostumou a calcular essa medida exatamente como ela é feita, veja: • Quandovocêfaziaumtesteeumaprova,paratiraramédia aritméticavocêsomavaosdoisvaloresedividiapor2. • Quando você fazia um teste, um trabalho e uma prova, você somava as três notas e dividia por 3. Pois é exatamente isso que bancas elaboradoras de provas esperam de você, a noção exata de média aritmética. Então, vamos formalizar: xn = x1 + x2 + … + xn n onde n é o número total de valores envolvidos. MODA Entende-se por moda como sendo o valor mais frequente numa coleção de dados. Exemplo: Qual a moda em cada série de dados? a) 2, 3, 5, 5, 5, 5, 6, 7, 7, 9. A moda será o valor mais frequente , logo Mo = 5. b) 2, 2, 3, 3, 3, 3, 3, 4, 5, 5, 5, 6, 6, 7, 7, 7, 7, 7, 8, 8, 9, 9. Neste caso, existem dois vaores que apresentam maior frequência que é o número 3 e o número 7 que aparecem cinco vezes na distribuição, logo a moda será os dois valores citados Mo=3 e Mo=7. MEDIANA É a medida de posição que divide uma série de dados , previamente colocados em ordem, em duas partes iguais. Antes de se calcular a mediana de uma série deve-se sempre tomar o cuidado de colocar os valores em ordem crescente ou decrescente e calcular o valor da posição que a mediana ocupa (Pmd). O número de termos da série é determinístico para a determinação da mediana. Veremos então os casos que podem acontecer: >> FIQUE ATENTO Se uma série de dados possuir apenas uma moda, a série é chamada de unimodal, se possuir duas modas, a série é chamada de bimodal e assim sucessivamente. >> CURIOSIDADE Muita gente pergunta se a moda estatística tem a ver com a moda de roupas, seria isso uma bobagem? Claro que não! Para você ter uma ideia, imagine você passando pelas ruas de Salvador e observando as roupas que as garotas estão usando na parte inferior do corpo... Suponha que feita as anotações das 100 primeiras peças de roupas observadas, você tenha contado: 75 minissaias, 10 shorts e 15 calças. A peça de roupa mais observada por você foi a minissaia, logo minissaia está na moda. UFBA 2003 (1ª FASE) / Questão 08 Proposição FALSA. Veremos agora como a superdica é importante na resolução de questões que envolvem média. Devemos a princípio calcular os valores do lucro para os três primeiros meses do ano. L(1) = 39.1 - 3.12 = 39 - 3 = 36, então o lucro é de R$ 36.000,00. L(2) = 39.2 - 3.22 = 78 - 12 = 66 , então o lucro é de R$ 36.000,00. Veja que se R$ 66.000,00 é a média, então a sequência deve ser uma P.A.. Sendo uma P.A., a diferença entre os termos deve ser constante, a diferença entre L(1) e L(2) é de 30, então a diferença entre entre L(2) e L(3) também deve ser 30, daí se L(3) = 96.000,00 então R$ 66.000,00 será a média aritmética. L(3) = 39.3 - 3.32 = 117 - 27 = 90 . Como L(3) ≠ 96,L(2) não é a média aritmética. O lucro de uma empresa, em função dos meses de janeiro a dezembro do ano 2001, é dado, em milhares de reais, pela fórmula L(n) = 39n - 3n2 , n ϵ {1, 2, ...,12}, em que os números naturais n, variando de 1 a 12, correspondem, respectivamente, aos meses de janeiro a dezembro. Com base nessas informações, pode-se afirmar: (16) O lucro médio nos três primeiros meses foi de R$ 66.000,00. Para a média aritmética de três termos, previamente colocados em ordem crescente, ser o termo central, essa sequência de valores deve formar uma progressão aritmética. Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 35Guia_Pratico_MOD_06_finalizado.indd 35 11/09/09 20:1211/09/09 20:12

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