11º Fórum Internacional de Softwares Livres - FISL



            O 11º Fórum Internacional de Software Livre – FISL 11 – ...
A EBM Vitor Miguel de Souza reformulou o seu Projeto Político Pedagógico para melhor se
adequar ao Projeto UCA.

         ...
itens devem ser dialogados na comunidade escolar sobre o UCA, tais como: como é a escola?,
Que problemas de infra-estrutur...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Artigo 11º Fórum Internacional de Softwares Livres

858 visualizações

Publicada em

0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
858
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
10
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
1
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Artigo 11º Fórum Internacional de Softwares Livres

  1. 1. 11º Fórum Internacional de Softwares Livres - FISL O 11º Fórum Internacional de Software Livre – FISL 11 – aconteceu nos dias 21 à 24/07/10, na PUCRGS, em Porto Alegre. Este evento de tecnologia reuniu várias comunidades de software livre do mundo e puderam participar de oficinas, workshops, assistirem palestras, conhecer grupo de usuários e interagir com pessoas de várias partes do mundo que trabalham e acreditam nesta ideia. Da EBM Vitor Miguel de Souza estiveram presentes Ricardo Paz (Diretor), Cícero Farias (Prof. Ciências), Jociane Araujo Peres da Luz (Profª. L Portuguesa), Marilene Faria B (Fonoaudióloga – Sala Multi-Meios), Wladson (Prof. Geografia). Ainda, estiveram presentes, representando a PMF, Roberta (NTM) e Tatiana (Profª L Portuguesa). Os presentes acima se inteiraram melhor sobre o Projeto UCA – Um Computador por Aluno. Este projeto tem por objetivos a revolução educacional, a inclusão digital e o adensamento da cadeia produtiva, ou seja, propõem mudanças de paradigmas educacionais, permite a utilização do laptop tanto na escola quanto em casa via acesso escolar e o desenvolvimento e produção de equipamentos periféricos. O Projeto teve a sua 1ª Fase implantada em 2008 como um projeto piloto do MEC e financiado pelo BID. As cidades privilegiadas foram: Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), Palmas (TO), Piraí (RJ), Brasília (DF), sendo escolhida apenas uma escola em cada uma delas. Os modelos de laptops utilizados foram: Classmate (Intel), XO (OLPC) e Móbilis (Encore). A 2ª Fase (2009/2010), o Projeto preocupou-se mais com a infra-estrutura física e lógica, treinamento de professores e pesquisa. O Plano Piloto Nacional previa que 300 escolas brasileiras com até 500 alunos fossem atendidos. Durante toda esta fase até o momento o Projeto UCA enfrentou algumas intempéries, tais como: conseguir chegar ao valor de R$ 100,00 cada laptop, problemas com licitações, isenção de ICMS para laptops educacionais, financiamento para o Projeto e a própria Lei. A MP nº 472 (15/12/09), Resolução nº 147 (21/01/10) e a Lei nº 12249 (14/06/10) estão por favorecer melhor as ideias do UCA. Várias escolas no Brasil já foram contempladas com o Projeto UCA. Atualmente, em Florianópolis, está em fase de implantação na EBM Vitor Miguel de Souza. Os professores receberão 150 horas de Curso de Formação divididas em cinco módulos. Assim que a Escola receber todos os laptops para os seus alunos, esses poderão utilizá-los para suas pesquisas, atividades escolares, meio de comunicação escolar, experimentos e registros pedagógicos.
  2. 2. A EBM Vitor Miguel de Souza reformulou o seu Projeto Político Pedagógico para melhor se adequar ao Projeto UCA. Segundo a palestrante – Profª Drª Léa Fagundes – o conhecimento deve ser livre e, por isso, deve ser iniciado desde a infância. A escrita é uma forma de conhecimento e ela é particular. Com a imprensa esta particularidade se abriu para novos caminhos. A educação passa da linguagem oral para a escrita também. O que antes os currículos escolares definiam as habilidades pessoais dos educantes, com o aumento populacional, novos critérios educacionais surgem. A educação muda, suas formas de ensinar e aprender também. Do mesmo modo a tecnologia: de Galileu até os dias atuais os recursos tecnológicos mudaram. Hoje, o conhecimento se dá de forma mais rápida, ou seja, o que aprendemos de um jeito agora, dentro de pouco tempo se registra e se transforma de outra maneira. Nesse sentido o uso adequado do laptop é uma das ferramentas tecnológicas que podem contribuir para a aprendizagem do aluno. A palestrante Drª Patrícia Behling Scäfer (formação em Comunicação Social) disse em seu discurso que o laptop pode servir para prova diagnóstica de escrita e compreensão de leitura. Isto posto, porque o aluno, por meio de atividades nele, com editor de texto, publicação e postagens em blogs ou em outros sites efetiva o uso da língua com sentido interacional, ou seja, a aplicação efetiva do código escrito. O aluno ainda pode trabalhar com os gêneros textuais, fazer processo de leitura, interpretação e compreensão do que vê e do que lê. Ainda o computador propicia comunicação com interlocutores diversos em diferentes tempos e espaços partindo par a prática do código e desejo de comunicação eficiente. O computador, para ela, é uma forma de domínio da língua uma vez que a pessoa pode ter acesso ao conhecimento, cultura, informação e praticar a competência lingüística. Para a Drª Roseli de Deus Lopes (formação em Engenharia Elétrica) – atuante no Laboratório de Sistemas Integráveis da Escola Politécnica da USP – e que assessora o Projeto UCA na EMEF Ernani Silva Bruno (SP/SP), a escola que for se utilizar de um computador por aluno deve ter preocupação com a estrutura de rede sem-fio, deve contar com profissionais capacitados da área tecnológica para apoiá-los, professores devem ter curso de formação em horário coletivo, deve haver a existência de monitores escolares e estes também com curso de formação e orientação voltados para eles, o projeto deve ser rediscutido anualmente ou, antes caso haja necessidade. Em relação à frequência de uso do laptop em aula deve depender a autonomia do professor, pois esse é um dos instrumentos de avaliação metodológica. Como experiência de Pré-Piloto do Projeto UCA, alunos convidados da EEEF Luciana de Abreu (Porto Alegre/RS) disseram que as aulas melhoraram muito e se tornaram mais interessantes. O relacionamento com outros colegas e professores também melhorou. O professor chega à sala de aula e coloca a pauta no quadro. Os alunos se organizam para fazer as suas tarefas. São eles que escolhem os temas do projeto, fazem o mapa conceitual, pesquisam, experimentam, registram e socializam. Também, resolvem seus próprios conflitos entre si. As atividades não são feitas só no laptop; o uso do laptop não é o tempo inteiro, utilizam cadernos e se utilizam de livros. Podem ir de uma sala à outra para trocarem experiências. Nessa escola, professores reformularam o currículo. A Coordenadora Pedagógica desta escola disse que alguns
  3. 3. itens devem ser dialogados na comunidade escolar sobre o UCA, tais como: como é a escola?, Que problemas de infra-estrutura foram detectados para a implantação operacional do projeto (tomadas, estrutura elétrica, segurança no prédio, disposição do ambiente escolar, mesas, cadeiras, etc.)?, Quais foram as alternativas encontradas?, Como foi a inserção do laptop (tipo de computador, número de laptops, estado de uso ao final do projeto, número de laptops/alunos/professores)?, Como o laptop foi utilizado?, Quais foram os desafios da gestão?, Quais os pontos fortes do modelo de laptop para o aluno?, O que os professores acharam de seu uso? Ainda, segundo alguns professores desta escola, os projetos devem ser desenvolvidos em sala de aula composta por grupos de trabalhos em projetos diferentes. O professor é o orientador do trabalho e discute-os com os pesquisadores (alunos). Os alunos devem trazer o material com que vão trabalhar. Para eles, o computador é uma fonte de integração uma vez que os alunos se envolverão com diversos recursos tecnológicos; auto-estima de alunos, pais, professores e escola; meio de socialização, pois os alunos apresentarão o seu trabalho. Na EEEF Dom Alano (Palmas/TO), a experiência do Projeto UCA foi trazida pela Profª Maria Elisabette Brisola Brito Prado. Nessa escola, as aulas tiveram que ser realizadas em blocos de 2 horas cada disciplina. O professor, ao chegar à sala de aula, deve colocar a pauta e explicá-la no intuito de clarificar as intenções pedagógicas, porém o aluno tem autonomia para organizar o seu projeto, desenvolvimento de investigação e exercícios de co-autoria. A escola precisa de um aluno-monitor para que a parceria do projeto se desenvolva melhor. Nessa escola houve a reelaboração do Projeto Político Pedagógico Escolar. A professora disse, ainda, que as escolas precisam ficar atentas para fazer parcerias entre as diversas instâncias (professores, coordenadores, diretores, profissionais do NTE, Secretarias de Educação, Universidades, empresas públicas e privadas, etc.).

×