BETH-SHALOM www.Beth-Shalom.com.br Abril de 2008 • Ano 30 • Nº 4 • R$ 3,50
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[...]. Bem-aventurados todos os que
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O fato de que o Filho de Deus já
existia antes de Sua encar...
Desde os escritos de Isaías 53 no século 8 a.C.
até o século 11 d.C., todos os comentaristas judeus
acreditavam que este t...
exaltada, ele é punido e humilhado
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Agora a cegueira espiritual de Is-
rael não surpreende. Isaías...
com a sociedade em que vive. Para reintegrar-se à so-
ciedade, ele precisa primeiramente pagar seu débito,
ser encarcerado...
O fluxo de turistas que visitam
a Terra Santa decresceu continua-
mente nos últimos anos. Mas ago-
ra chegam notícias anim...
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Revista mensal sobre profecia bíblica, vida cristã, Israel e o Oriente Médio e notícias internacionais comentadas sob uma perspectiva bíblica. Entenda como o que ocorre no Oriente Médio afeta sua vida e o futuro de todos nós.

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Revista Notícias de Israel - Abril de 2008 - Ano 30 - Nº 4

  1. 1. BETH-SHALOM www.Beth-Shalom.com.br Abril de 2008 • Ano 30 • Nº 4 • R$ 3,50
  2. 2. É uma publicação mensal da ““OObbrraa MMiissssiioonnáárriiaa CChhaammaaddaa ddaa MMeeiiaa--NNooiittee”” com licença da ““VVeerreeiinn ffüürr BBiibbeellssttuuddiiuumm iinn IIssrraaeell,, BBeetthh--SShhaalloomm”” (Associação Beth-Shalom para Estudo Bíblico em Israel), da Suíça. AAddmmiinniissttrraaççããoo ee IImmpprreessssããoo:: Rua Erechim, 978 • Bairro Nonoai 90830-000 • Porto Alegre/RS • Brasil Fone: (51) 3241-5050 Fax: (51) 3249-7385 E-mail: mail@chamada.com.br wwwwww..cchhaammaaddaa..ccoomm..bbrr EEnnddeerreeççoo PPoossttaall:: Caixa Postal, 1688 90001-970 • PORTO ALEGRE/RS • Brasil FFuunnddaaddoorr:: Dr. Wim Malgo (1922 - 1992) CCoonnsseellhhoo DDiirreettoorr:: Dieter Steiger, Ingo Haake, Markus Steiger, Reinoldo Federolf EEddiittoorr ee DDiirreettoorr RReessppoonnssáávveell:: Ingo Haake DDiiaaggrraammaaççããoo && AArrttee:: Émerson Hoffmann Assinatura - anual ............................ 31,50 - semestral ....................... 19,00 Exemplar Avulso ................................. 3,50 Exterior: Assin. anual (Via Aérea)... US$ 35.00 EEddiiççõõeess IInntteerrnnaacciioonnaaiiss A revista “Notícias de Israel” é publicada também em espanhol, inglês, alemão, holandês e francês. As opiniões expressas nos artigos assinados são de responsabilidade dos autores. INPI nº 040614 Registro nº 50 do Cartório Especial OO oobbjjeettiivvoo ddaa AAssssoocciiaaççããoo BBeetthh--SShhaalloomm ppaarraa EEssttuuddoo BBííbblliiccoo eemm IIssrraaeell éé ddeessppeerrttaarr ee ffoommeennttaarr eennttrree ooss ccrriissttããooss oo aammoorr ppeelloo EEssttaaddoo ddee IIssrraaeell ee ppeellooss jjuuddeeuuss.. Ela demonstra o amor de Jesus pelo Seu povo de maneira prática, através da realização de projetos sociais e de auxílio a Israel. Além disso, promove também CCoonnggrreessssooss ssoobbrree aa PPaallaavvrraa PPrrooffééttiiccaa eemm JJeerruussaalléémm e vviiaaggeennss, com a intenção de levar maior número possível de peregrinos cristãos a Israel, onde mantém a Casa de Hóspedes “Beth-Shalom” (no monte Carmelo, em Haifa). ISRAEL Notícias de 20 4 Prezados Amigos de Israel HHOORRIIZZOONNTTEE • Recorde: mais turistas estrangeiros - 20 • Menors imigração desde 1989 - 20 índice 5 A Preparação de Israel 10 Deus de Jacó, Deus de Israel (2ª Parte) 16 Isaías 53 e o Messias de Israel (1ª Parte)
  3. 3. 44 Notícias de Israel, abril de 2008 Têm surgido tensões entre grupos judeus e o Vaticano. O assunto em questão é o texto da oração oficial da missa da Sexta-Feira Santa na igreja católica. O papa tinha-se comprometido a retirar do texto expressões ofensivas aos judeus como “trevas” e “cegueira”. Essa decisão se explica pela preocupação da igreja católica em melhorar seu relacionamento com Israel e os judeus. Por trás existe naturalmente um certo interesse “político”, uma vez que a igreja católica, por sua presença na Terra Santa, está empenhada em cultivar uma boa convivência com Israel. Nesse contexto, existe todo um esforço por um comportamento “politicamente correto”. Assim impõe-se a pergunta: até que ponto o “politicamente correto” pode influenciar as verdades das Sagradas Escrituras. Por exemplo, já houve exigências de grupos judeus de modificar certas declarações do Novo Testamento, o que jamais deve acontecer! Esses pontos de atrito obviamente estão sempre presentes de forma subjacente por ocasião dos assim chamados diálogos inter- religiosos. Eles podem ser varridos para debaixo do tapete para dar lugar apenas aos itens sobre os quais existe unanimidade, o que hoje tem sido a tendência geral nesses diálogos. Porém, então não se trata mais de discussões eminentemente religiosas. Esses diálogos somente fazem sentido quando ambos os lados conseguem defender sinceramente e sem ressalvas todas as suas convicções de fé. Essa prática deveria ser óbvia nos tempos de hoje. Mas, justamente no campo da religião parece que são esquecidos todos os valores democráticos, como, por exemplo, a liberdade de opinião. Nos encontros das diferentes religiões e credos exige-se cada vez mais que não haja tentativas de ganhar os membros de outros grupos religiosos. Em última análise, porém, essa postura é antidemocrática, pois assim o indivíduo é tutelado e lhe é negado o direito de decidir por si mesmo o que acha certo ou errado. Verdadeiros diálogos inter-religiosos deveriam permitir que cada lado expusesse sua visão sem ser ameaçado ou difamado. É compreensível que a questão da mudança de religião é um tema sensível em Israel. Justamente aqui deverá ser criada agora uma instituição voltada para a conversão ao judaísmo, já que aproximadamente 300.000 dos novos imigrantes que chegaram ao país nos últimos anos não são judeus. Além destes, anualmente algumas centenas de pessoas que vivem em Israel se convertem ao judaísmo. Esses fatos não sofrem objeções, pois vivemos em uma sociedade democrática. Mas o mesmo princípio de tolerância deveria ser aplicado quando acontece o inverso, o que infelizmente nem sempre ocorre. De qualquer forma, justamente em nossa época, somos conclamados a defender clara e inequivocamente as nossas convicções de fé. Desta vez saúdo com um cordial “Shalom Aleichem” (A paz seja convosco), palavras com que Jesus saudou Seus discípulos após a ressurreição. FFrreeddii WWiinnkklleerr
  4. 4. 55Notícias de Israel, abril de 2008 como Abraão tinha de passar por um período de preparação (como vimos na edição passa- da), também os seus descen- dentes, a quem Deus chamou de “Israel”, tinham de passar por um processo preparatório. De fato, neste exato momen- to, eles estão sendo prepara- dos de muitas maneiras para diversas finalidades, mas, em especial, para se encontrarem com Aquele a quem crucifica- ram. Esse encontro marcará o momento de sua salvação co- letiva. Antes de se tornar uma nação, o povo de Israel teve que servir por 400 anos como escravo no Egito. Mas isso não foi tudo. Eles ainda tive- ram que vaguear, aparente- mente sem direção, por mais 40 anos no deserto. Por várias vezes, sofreram juízos discipli- nares de Deus durante sua pe- regrinação rumo à “terra que mana leite e mel”, a Terra Pro- metida. Isso tudo fazia parte do processo pelo qual passa- ram para se tornarem uma na- ção que, por fim, cumpriria o propósito de Deus. Deus não cumpriu, naquela época, todas as promessas que outrora fizera a Israel. Aquela promessa original, feita a Abraão – a saber, “de ti farei uma grande nação, e te aben- çoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bên- ção! Abençoarei os que te abençoarem e amaldi- çoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão bendi- tas todas as famílias da terra” (Gênesis 12.2-3) – somente se cumpriu em termos espirituais. Is- so está comprovado em Gálatas 3.7-8: “Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão. Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos”. Quando lemos, por exemplo, os detalhes descritos no texto de Deuteronômio 15.6, te- mos a certeza de que a promessa ainda não se cumpriu na íntegra: “Pois o SENHOR, teu Deus, te abençoará, como te tem dito; assim, emprestarás a muitas nações, mas não tomarás empréstimos; e dominarás muitas nações, porém elas não te dominarão”. Todavia, tão certo co- mo a primeira parte já tem se cumprido, ma- nifesta na criação de Sua Igreja, a última par- te da promessa também há de se cumprir no devido tempo. A atual condição de Israel não muda os decretos eternos de Deus. Por exemplo, “Porque tu és povo santo ao SE- NHOR, teu Deus; o SENHOR, teu Deus, te escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de to- dos os povos que há sobre a ter- ra” (Deuteronômio 7.6). Os ju- deus são um povo santo, a despeito de sua presente con- dição. Para ser sincero, con- sidero deplorável a situação de Israel na atualidade, particu- larmente do ponto de vista moral. Entretanto, Deus os escolheu como Seu povo de propriedade exclusiva e tal realidade não pode ser altera- da por ninguém neste mun- do, nem mesmo pelo próprio diabo. Os israelitas não apenas são especiais, mas estão acima “de todos os povos que há sobre a terra” (v. 7.6b). Será que es- sa profecia se cumprirá mes- mo? Claro que sim! Israel, no presente momento, passa por um processo de preparação que se estenderá até que Deus cumpra todo o propósito que determinou para o Seu povo. Assim
  5. 5. Os Inimigos de Israel Então, deveríamos entender me- lhor a razão pela qual o mundo in- teiro rejeita Israel – alguns declara- damente, enquanto outros, de for- ma secreta. Não se pode negar que Israel se encontra sozinho quanto às promessas referentes à Terra Prometida. Nenhuma nação do mundo concorda em reconhecer oficialmente as fronteiras de Israel segundo os limites estabelecidos na Bíblia. Além disso, nenhuma nação sequer aprova a soberania de Israel sobre a sua própria capital, a cidade de Jerusalém. Desde o primeiro dia em que foi fundado o atual Estado de Is- rael até a presente data, os gritos de ordem e clamores pela violenta destruição de Israel ecoam de mo- do enfático e ininterrupto por to- do o Oriente Médio. Eis alguns exemplos: 2006 – O presidente do Irã de- clarou: “Israel tem que ser varrido do mapa”. Muitos líderes internacionais reagiram oportunamente, com indig- nação e horror, a essa declaração. Todavia, não houve nada além des- sas manifestações verbais. No entan- to, essas trágicas declarações não são novidade nenhuma no mundo Árabe-Islâmico. 2005 – O líder da Irmandade Muçulmana do Egito, Muhammad Mehdi Akef, disse: “Eu declarei que não reconheceremos a existência de Israel, por tratar-se de uma entidade estranha à região. Esperamos que es- se câncer seja eliminado em breve”. 2005 – O líder da Autoridade Palestina, xeique Ibrahim Mudeiris, afirmou: “Os judeus são um vírus que se assemelha ao vírus da AIDS. Um dia haverá alívio e tudo ficará livre dos judeus. Ouçam o Profeta Mao- mé, quando lhes fala acerca do triste fim que aguarda os judeus. As pe- dras e as árvores vão clamar para que os muçulmanos matem cada ju- deu”. 2001 – O ex-presidente iraniano, Hashemi Rafsanjani declarou: “O dia em que o mundo islâmico estiver de- vidamente equipado com as mesmas armas que Israel tem à sua disposi- ção, a estratégia do colonialismo chegará a um impasse, porque se uma bomba atômica for utilizada, não sobrará nada em Israel”. 1993 – O chefe da Organização Para a Libertação da Palestina (OLP), Yasser Arafat revelou: “Já que não podemos derrotar Israel numa guer- ra, procuramos fazer isso por etapas. Tomaremos todo e qualquer território da Palestina que pudermos; em segui- da, estabeleceremos nossa soberania naquele território e o utilizaremos co- mo um trampolim para conquistar ou- tros. Quando chegar a hora certa, conseguiremos o apoio das nações árabes para que se unam a nós nu- ma investida final contra Israel” [Obs: Isso foi dito no mesmo dia da cerimônia de assinatura do Acordo de Oslo]. 1980 – O chefe da OLP, Yasser Arafat, definiu: “Para nós, a paz sig- nifica a destruição de Israel. Estamos nos preparando para uma guerra to- tal; uma guerra que perdurará por gerações”. 1967 – O então presidente do Iraque, Abdar-Rahman Aref, afirmou: “A existência de Israel é um erro que precisa ser corrigido. O alvo definido é varrer Israel do mapa”. 1959 – O presidente do Egito, Gamal Abdel Nasser, se pronunciou: “Neste lugar, em nome do povo das Repúblicas Árabes Unidas, eu procla- mo que desta vez nós exterminare- mos Israel”. 1954 – O rei Saud da Arábia Saudita declarou: “Se necessário, as nações árabes deviam sacrificar 10 milhões de pessoas do total de 50 milhões da sua população, para ani- quilar Israel. Israel é para o mundo 66 Notícias de Israel, abril de 2008 Nenhuma nação do mundo concorda em reconhecer oficialmente as fronteiras de Israel segundo os limites estabelecidos na Bíblia.
  6. 6. Árabe aquilo que um câncer é para o corpo humano”. 1948 – O secretário-geral da Li- ga Árabe, general Azzam Pasha, re- velou: “Esta será uma guerra de ex- termínio e um célebre massacre que será lembrado por muito tempo, co- mo hoje nos lembramos dos Massa- cres Mongóis e das Cruzadas”. Exemplos de declarações como as que foram citadas não têm fim. O re- gistro histórico comprova que a aver- são pelos judeus e por Israel, bem co- mo o desejo de exterminá-los, não desapareceram após a formalização dos tratados de paz com o Egito e a Jordânia, nem com o processo de paz estabelecido pelo Tratado de Os- lo, nem com a instituição da Autori- dade Palestina, nem, ainda, com a concessão de terras por parte de Is- rael ou outra coisa qualquer. Na ver- dade aconteceu exatamente o opos- to: a rejeição de Israel por parte do povo Árabe-Muçulmano se dissemi- nou pelo mundo inteiro. Até mesmo no distinto ambiente acadêmico dos Estados Unidos, professores como o falecido Edward Said, da Universida- de de Columbia, e Tony Judt, da Uni- versidade de Nova York, abraçaram a idéia de desinstalar Israel (Extraído de Zionist Organization of America, da autoria de Morton A. Klein e Dr. Daniel Mandel). Não é de se admirar que o diabo tenha profundo interesse de se infil- trar em todas as nações da terra pa- ra insuflar em cada povo a noção de que é superior. Considere o que o diabo foi capaz de fazer na Alema- nha, sob a liderança de Adolf Hi- tler, quando chamou o povo ale- mão de “raça superior”. Satanás queria superar os judeus. Hitler tentou fazer exatamente isso: ani- quilar a raça judaica. Satanás age nos bastidores das nações deste mundo. A Preparação Para o Nascimento do Messias Outro elemento muito impor- tante do processo de preparação é a vinda do próprio Senhor Jesus Cris- to. Os profetas predisseram que Ele viria ao mundo e descreveram cer- tos sinais que ocorreriam antes de Sua vinda. Daniel, no capítulo 9, profetizou sobre a época exata da morte do Messias; Isaías predisse que Ele nasceria de uma virgem; e Miquéias identificou Belém da Ju- déia como a localização geográfica onde aconteceria o nascimento do Messias. Houve outra profecia, predita cerca de 1450 anos antes do nasci- mento de Cristo, que dizia: “O SE- NHOR, teu Deus, te suscitará um pro- feta do meio de ti, de teus irmãos, se- melhante a mim; a ele ouvirás” (Deuteronômio 18.15). O profeta Miquéias predisse que Belém seria o local exato do nasci- mento do Messias nas seguintes pa- lavras: “E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de mi- lhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Miquéias 5.2). Em Isaías 7.14 encontramos esta predi- ção: “Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conce- berá e dará à luz um filho e lhe cha- mará Emanuel”. Essa profecia foi registrada em 740 a.C. Preparativos tiveram que ser fei- tos até mesmo naqueles momentos que antecederam imediatamente o nascimento de Cristo. José e Maria moravam em Nazaré, mas, segundo a profecia bíblica, Jesus tinha de nascer em Belém. Portanto, para que essa profecia se cumprisse era necessário que a família se deslocas- se para Belém. Todas as pessoas, tanto homens quanto mulheres, que viviam dentro dos limites do Império Romano foram intimadas a voltar ao lugar de seu nascimento a fim de serem recenseadas. Isso sig- nifica que houve uma movimenta- ção em todo o Império Romano pa- ra que Jesus pudesse nascer em Be- lém! No ano 700 a.C. o profeta Isaías apresentou, de antemão, os deta- lhes de que o Messias seria despre- zado, rejeitado e morto: “Por juízo 77Notícias de Israel, abril de 2008 Considere o que o diabo foi capaz de fazer na Alemanha, sob a liderança de Adolf Hitler, quando chamou o povo alemão de “raça superior”. Satanás queria superar os judeus. Hitler tentou fazer exatamente isso: aniquilar a raça judaica.
  7. 7. opressor foi arrebatado, e de sua linha- gem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por cau- sa da transgressão do meu povo, foi ele ferido” (Isaías 53.8). Quando estudamos com mais atenção esse texto profético, ficamos impressionados com os detalhes, in- clusive sobre o lugar em que Ele foi sepultado: “Designaram-lhe a sepultu- ra com os perversos, mas com o rico es- teve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca” (Isaías 53.9). Jesus morreu entre dois criminosos (i.e., “perver- sos”) e foi sepultado no túmulo que pertencia a um homem rico. Tudo se Cumpriu! Temos à nossa disposição uma enorme quantidade de textos das Es- crituras que documentam o cumpri- mento da profecia bíblica. Por exem- plo, em Mateus 1.22-23 está escrito: “Ora, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta: Eis que a vir- gem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco)”. Não muito tempo depois que o menino nasceu, a família de José te- ve que fugir para o Egito: “E lá ficou até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor, por intermédio do profeta: Do Egito chamei o meu Filho” (Mateus 2.15). Em seu livro, o profeta Jeremias predisse a matança dos inocentes em Belém: “Vendo-se iludido pelos magos, enfureceu-se Herodes grande- mente e mandou matar todos os meni- nos de Belém e de todos os seus arredo- res, de dois anos para baixo, conforme o tempo do qual com precisão se infor- mara dos magos. Então, se cumpriu o que fora dito por intermédio do profeta Jeremias...” (Mateus 2.16-17). Jesus foi criado e cresceu na ci- dade de Nazaré: “E foi habitar numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito por intermé- dio dos profetas: Ele será chamado Nazareno” (Mateus 2.23). Esses poucos versículos compro- vam que as profecias registradas no Antigo Testamento se cumpriram no Novo Testamento. Tudo isso faz parte do plano de Deus para a salvação do homem e esse plano re- quer tempo para se cumprir. A Época do Recenseamento A virgem grávida morava em Nazaré, não em Belém. Porém, na- queles dias o imperador César Au- gusto decretou o recenseamento ou recadastramento de todos os cida- dãos romanos: “Naqueles dias, foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a população do império para re- censear-se. Este, o primeiro recensea- mento, foi feito quando Quirino era go- vernador da Síria. Todos iam alistar- se, cada um à sua própria cidade. José também subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, para a Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém, por ser ele da casa e família de Davi, a fim de alis- tar-se com Maria, sua esposa, que es- tava grávida. Estando eles ali, aconte- ceu completarem-se-lhe os dias, e ela deu à luz o seu filho primogênito, en- faixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria” (Lucas 2.1-7). Crendo na Palavra Profética O Novo Testamento confirma que as autoridades religiosas de Je- rusalém criam no cumprimento da profecia bíblica. Quando os magos do Oriente perguntaram sobre o Rei dos judeus, os líderes religiosos citaram as Escrituras Proféticas: “E perguntavam: Onde está o recém-nas- cido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo [...] Em Belém da Judéia, responderam eles, porque assim está es- crito por intermédio do profeta: E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar a meu povo, Israel” (Mateus 2.2,5-6). Eles, de fato, criam nas Escritu- ras, mas não no seu cumprimento imediato. Se cressem, teriam ido a Belém com o intuito de adorar o Menino. Contudo, os religiosos que tinham a seu encargo o serviço do templo e o cumprimento da Lei 88 Notícias de Israel, abril de 2008 “E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Miquéias 5.2).
  8. 8. mantinham um relacionamento con- veniente e interesseiro com a autori- dade política de Roma. Eles acha- vam que o rei dos judeus ainda não estava em cena, porque, em sua con- cepção, um rei só podia ser oficial- mente reconhecido pelo governo ro- mano. Além do mais, eles já tinham um governante, o rei Herodes. Se Je- sus fosse o Rei, haveria um conflito. Uma Nação em Risco Percebe-se a manifestação desse conflito durante o ministério de Je- sus. Na passagem de João 11.47-48 lemos o seguinte testemunho: “En- tão, os principais sacerdotes e os fari- seus convocaram o Sinédrio; e disse- ram: Que estamos fazendo, uma vez que este homem opera muitos sinais? Se o deixarmos assim, todos crerão ne- le; depois, virão os romanos e tomarão não só o nosso lugar, mas a própria nação”. O sumo sacerdote e os fari- seus tinham receio de perder seu lugar. Dessa forma, percebemos que alguém pode até crer nas Escri- turas, mas se não crê no seu cum- primento imediato, também não entenderá seu significado. A rejei- ção de Jesus, na qualidade de Mes- sias de Israel, fazia parte do proces- so de preparação. Mais tarde, o apóstolo Paulo es- clareceu: “Pergunto, pois: porventu- ra, tropeçaram para que caíssem? De modo nenhum! Mas, pela sua trans- gressão, veio a salvação aos gentios, para pô-los em ciúmes” (Romanos 11.11). No versículo 28 ele escre- veu: “Quanto ao evangelho, são eles inimigos por vossa causa; quanto, po- rém, à eleição, amados por causa dos patriarcas”. O plano de Deus para a salvação nacional de Israel teve que ser colocado temporariamente em estado de espera por uma razão, a saber: para que os gentios pudes- sem ser salvos. Tiago explica essa realidade em Atos 15.13-18: “Depois que eles terminaram, falou Tiago, dizendo: Irmãos, atentai nas minhas pala- vras: expôs Simão como Deus, primeiramente, vi- sitou os gentios, a fim de constituir dentre eles um povo para o seu nome. Conferem com isto as pa- lavras dos profetas, como está escrito: Cumpridas estas coisas, voltarei e reedificarei o tabernáculo caído de Davi; e, levan- tando-o de suas ruínas, restaura-lo-ei. Para que os demais homens bus- quem o Senhor, e também todos os gentios sobre os quais tem sido invoca- do o meu nome, diz o Senhor, que faz estas coisas conhecidas desde séculos”. À luz desses fatos e de muitos outros, fazemos bem em analisar as Escrituras com muita cautela, sem nos deixarmos influenciar por um cronograma humano. Em outras palavras, a Igreja formada dentre os gentios chegará ao seu número completo no devido tempo. Depois disso, a Igreja será arrebatada do planeta Terra, o diabo e seus anjos serão expulsos do céu para a terra, a Grande Tribulação se concretiza- rá e, por fim, a nação de Israel será salva. (extraído do novo livro Prepa- ração Para a Marca da Besta) 99Notícias de Israel, abril de 2008 “E lá ficou até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor, por intermédio do profeta: Do Egito chamei o meu Filho” (Mateus 2.15). O plano de Deus para a salvação nacional de Israel teve que ser colocado temporariamente em estado de espera por uma razão, a saber: para que os gentios pudessem ser salvos. Pedidos: 0300 789.5152 www.Chamada.com.br
  9. 9. Na primeira parte deste artigo, comentamos que o único Deus ver- dadeiro, o Criador do Universo e de tudo que nele existe – o Deus da Bíblia – ligou Seu nome a Israel e atrelou Sua integridade a essa na- ção. Entretanto, muitos evangéli- cos, inclusive líderes bem conheci- dos, insistem em dizer que Israel não tem mais importância para Deus e que foi cortado por haver rejeitado a Cristo, tendo sido subs- tituído pela Igreja. Existem até al- guns grupos (não só entre os defen- sores da supremacia branca ou membros de seitas, como os obsti- nados seguidores de Herbert W. Armstrong hoje em dia), que insis- tem na ridícula teoria de que as “Dez Tribos Perdidas” de Israel emigraram para as Ilhas Britânicas e, portanto, todos os descendentes de britânicos são os verdadeiros ju- deus de hoje. Alguns chegam até a dizer que todas as “etnias brancas” constituem os verdadeiros judeus – como se não só a Inglaterra mas também toda a Europa e a Rússia fossem terras desabitadas antes que esses remanescentes das “Dez Tri- bos Perdidas” se estabelecessem ali. Já provamos que as dez tribos le- vadas para a Assíria (2 Rs 17.6-23) não foram “perdidas”, mas com- põem a maior parte dos que hoje são chamados de judeus (veja 2 Cr 34,35). Israel não foi cortado, mui- to pelo contrário. Na verdade, exis- tem centenas de profecias que pre- vêem a importância do papel de Is- rael nos eventos mundiais que ocorrerão nos últimos dias, o ata- que do mundo inteiro contra essa nação no Armagedom, seu salva- mento pelo Messias e sua gloriosa restauração final no Reino Milenar. Também não existe em qualquer lugar da Escritura alguma referên- cia a Israel que possa ser interpreta- da como sendo as Ilhas Britânicas ou o povo britânico, e muito menos como “etnias brancas”! A maioria das mais de 2.000 re- ferências bíblicas a Israel ou aos is- raelitas, assim como as milhares de profecias (já cumpridas ou não), di- zem respeito à terra histórica de Is- rael no Oriente Médio, cujas fron- teiras são claramente descritas (Gn 15.18-21), ou ao povo que viveu ali por quase 2.300 anos, depois foi es- palhado sob castigo divino, e será finalmente trazido de volta por Deus, de modo que nenhum indiví- duo de etnia judaica seja deixado fora de Israel (Ez 39.27-29). Sabemos quem são os judeus de hoje pelos testes de DNA. O Israeli Immigration Liaison Bureau – a se- 1100 Notícias de Israel, abril de 2008
  10. 10. cretaria ligada ao Departamento de Imigração de Israel que verifica a autenticidade da ancestralidade ju- daica dos imigrantes – exige testes de DNA sempre que há alguma dú- vida a respeito de algum candidato. Esses testes dariam resultado nega- tivo se fossem aplicados à média das pessoas de origem britânica. Is- so prova que o britânico-israelismo é uma idéia totalmente absurda. Nenhum outro grupo étnico que te- nha perdido sua própria terra e sido espalhado pelo mundo por mais de 2.000 anos manteve ou poderia manter sua identidade genética co- mo os judeus mantiveram. Não é importante saber quem é americano, alemão, árabe, grego, etc. Mas é vital saber quem é judeu. Por quê? Cerca de 70% das páginas da Bíblia são usadas para contar a história de Israel e profetizar seu fu- turo: sua rebelião contínua e impe- nitente em relação a Deus; seu cas- tigo relutante, tantas vezes adiado, mas finalmente severo (e o pior ain- da está por vir); a dispersão mun- dial dos judeus; seu retorno de to- das as partes do mundo para sua própria terra nos Últimos Tempos; centenas de profecias sobre o papel- chave que Israel desempenha nos assuntos mundiais hoje em dia; o grande juízo que aguarda essa na- ção (Jeremias 30.7), quando dois terços de todos os judeus da terra serão mortos (Zacarias 13.8,9); e sua restauração final sob o reinado do Messias (Zacarias 12-14). Sem dúvida, Israel é o assunto principal da Santa Palavra de Deus. Portan- to, estar enganado a respeito de Is- rael é estar enganado sobre quase tudo o que há na Bíblia. Aquele que é chamado de “o Deus de Israel” mais de 203 vezes na Bíblia jurou por uma aliança perpétua que Israel (três vezes cha- mado de “menina” do seu olho – Dt 32.10; Lm 2.18 e Zc 2.8) jamais deixará de existir como nação: “Não temas [...] ó Israel; [...] darei cabo de todas as nações entre as quais te espa- lhei; de ti, porém, não darei cabo, mas castigar-te-ei em justa medida e de to- do não te inocentarei” (Jeremias 30.10,11). “Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que esta cidade [Jerusa- lém] será reedificada [...] jamais será desarraigada ou destruída” (Jeremias 31.38-40). A linguagem não pode- ria ser mais clara, não só aqui como em toda a Santa Palavra de Deus. Essas e centenas de outras pro- messas que Deus fez a Israel e que estão registradas na Escritura con- trariam de forma contundente os que ensinam que a igreja substituiu Israel, como, por exemplo, Hank Hanegraaff, D. James Kennedy, R.C. Sproul e outros. “Assim diz o SENHOR, que dá o sol para a luz do dia e as leis fixas à lua e às estrelas para a luz da noite [...]. Se falharem estas leis fixas diante de mim, diz o SENHOR, deixará também a descen- dência de Israel de ser uma nação diante de mim para sempre” (Jeremias 31.35,36); “Enquanto durar a terra, não deixará de haver [...] dia e noite” (Gênesis 8.22); “Eis que eu os congre- garei de todas as terras, para onde os lancei na minha ira [...]; tornarei a trazê-los a este lugar [Israel] e farei que nele habitem seguramente. Eles se- rão o meu povo, e eu serei o seu Deus [...] assim lhes trarei todo o bem que lhes estou prometendo” (Jeremias 32.37-42). Israel falhou no cumprimento de seu chamado para ser exemplo de santidade na dedicação a Deus diante do mundo (Levítico 20.20- 24; Deuteronômio 6.4,5; 7.6; etc.). Embora existam muitos israelitas crentes, alguns até entre os milita- res, hoje a nação de Israel como um todo é tão ímpia e atéia quanto os Estados Unidos e o resto do mun- do. O “povo escolhido” por Deus, 1111Notícias de Israel, abril de 2008 Nenhum outro grupo étnico que tenha perdido sua própria terra e sido espalhado pelo mundo por mais de 2.000 anos manteve ou poderia manter sua identidade genética como os judeus mantiveram.
  11. 11. que vive novamente na Terra Pro- metida, em cumprimento de muitas profecias bíblicas específicas, recu- sa-se a honrar em seu viver diário o Deus de seus antepassados que os levou para lá. Mesmo diante de to- da a situação difícil relacionada com a Faixa de Gaza e o Líbano, a grande maioria dos israelitas confia em sua própria força e determina- ção, em vez de confiar no Único que pode protegê-los e que prome- teu fazer isso. A vitória do pequeno Israel em todas as guerras, e contrariando to- das as probabilidades, é reconhecida por muita gente dentro das Forças de Defesa de Israel (IDF) como um fato absolutamente sem explicação. Nas palestras motivacionais que os oficiais militares fazem para os re- crutas, eles geralmente contam fatos impressionantes que testemunharam em guerras passadas, mas raramente fazem qualquer insinuação de que possa ter havido uma intervenção di- vina, mesmo quando não existe ne- nhuma outra explicação possível. Is- rael como nação ainda não foi humi- lhada ao ponto de reconhecer o que o salmista profetizou: “Não fosse o SENHOR, que esteve ao nosso lado, Is- rael que o diga [...], quando os homens se levantaram contra nós, e nos teriam engolido vivos [...] Bendito o SENHOR, que não nos deu por presa aos dentes deles. [...] O nosso socorro está em o nome do SENHOR, criador do céu e da terra” (Salmo 124.1,2,6,8). Porém, no Armagedom essa profecia se tor- nará realidade para todos os que so- breviverem. Já a Grã-Bretanha, juntamente com os Estados Unidos, estará en- tre “todas as nações” que Deus reu- nirá e destruirá no Armagedom (Jr 30.11; Jl 3.2; Zc 12.9,14.2, etc.) por causa do modo como maltrata- ram Israel e, especialmente, por te- rem repartido sua terra. De fato, a Grã-Bretanha teve um papel decisi- vo em todo o processo de roubar a terra de Israel e entregar a maior parte dela aos árabes em troca de petróleo. A Grã-Bretanha e os Esta- dos Unidos traíram Israel muitas vezes, e tanto o Departamento de Estado americano quanto o Serviço de Relações Exteriores britânico se opuseram a Israel desde o início, como documentamos em O Dia do Juízo! Só esses fatos já provam a falsidade do israelismo britânico. Mas por que Deus ajuda fiel- mente a um Israel incrédulo? Ele deixa seus motivos bem claros para Israel desde o início: “[...] porque o SENHOR vos amava e, para guardar o juramento que fizera a vossos pais, o SENHOR vos tirou com mão poderosa e vos resgatou da casa da servidão, do poder de Faraó, rei do Egito” (Deute- ronômio 7.8). Como comentamos na primeira parte deste artigo, com referência à restauração e bênção fi- nal de Israel (que Deus prometeu através do Messias), o Deus de Is- rael declara: “Assim diz o SENHOR Deus: Não é por amor de vós que eu faço isto, ó casa de Israel, mas pelo meu santo nome, que profanastes entre as nações para onde fostes. [...] En- vergonhai-vos e confundi-vos por cau- sa dos vossos caminhos, ó casa de Is- rael. [...] Eu, o SENHOR, o disse e o farei” (Ezequiel 36.22,32,36, etc.). Apesar do desprezo com que Israel atualmente o trata, “o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó” (Êxodo 3.15,16 e dez outras passagens da Bíblia) está cumprindo as promessas que fez àqueles pa- triarcas, através de seus descenden- tes – e está chegando o dia em que todo o povo de Israel que sobrevi- ver ao Armagedom crerá. A maioria dos judeus do mundo inteiro ainda espera a primeira vinda do Messias, sem se aperceber de que Ele já veio e foi rejeitado e crucifica- do. Jesus alertou os judeus: “Eu vim em nome de meu Pai, e não me rece- beis; se outro vier em seu próprio nome, certamente, o recebereis” (João 5.43). Infelizmente, será preciso vir o Ar- magedom para que os judeus sobre- viventes se arrependam, busquem ao 1122 Notícias de Israel, abril de 2008 “Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que esta cidade [Jerusalém] será reedificada [...] jamais será desarraigada ou destruída” (Jeremias 31.38-40). Na foto: Jerusalém coberta de neve.
  12. 12. Deus de Israel e recebam Aquele que vem em nome de Seu Pai. Deus declara que, durante o maior perío- do de aflição já enfrentado por Is- rael, aquela terça parte dos judeus que Ele manterá viva “pelo fogo, [...] [purificada] como se purifica a prata, e [...] [provada] como se prova o ouro; ela invocará o meu nome, e eu a ouvi- rei” (Zacarias 13.8,9). Quando eles virem com seus próprios olhos o Messias vindo em seu socorro, e descobrirem para sua vergonha quem Ele é, “[...] o pran- tearão como quem pranteia por um unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito. [...] será grande o pranto em Jerusalém [...]” (Zacarias 12.10-14, ARC). Por que tamanha tristeza ao serem salvos pelo Mes- sias? O Deus de Israel afirma: “olharão para mim, a quem traspassa- ram” (Zacarias 12.10 ARC)! No Armagedom, quando Javé vier para salvar, Ele se revelará co- mo Aquele que Israel traspassou! Traspassou?! Quando e como Israel poderia traspassar Aquele que disse a Moisés “homem nenhum verá a mi- nha face e viverá” (Êxodo 33.20)? Deus, um “Espírito” (João 4.24), não pode ser traspassado – mas o Messias que veio como homem po- deria. Jesus, que cumpriu todas as profecias messiânicas, foi traspassa- do na cruz. Mas por que Ele foi crucificado? Por ter afirmado que era Deus (João 10.30-33)! Javé está falando na primeira pessoa, porém parece que existem duas pessoas envolvidas: “[...] olha- rão para mim, a quem traspassaram; e o prantearão [...]”. Este o parece ser outra pessoa – mas tem que ser Javé também! Javé são duas pessoas? Na verdade, Ele afirma ser três em um! Veja só isso: “Não falei em segredo desde o princípio; desde o tempo em que isso vem acontecendo, tenho estado lá [...]” (Isaías 48.16). Certamente, quem está falando tem que ser Deus, porque tem falado desde o princípio. Porém, Ele acrescenta: “Agora, o SENHOR Deus me enviou a mim e o seu Espírito” (Isaías 48.16). Aqui encontramos Deus, o Senhor Deus e o Espírito de Deus. Seria isso a mesma coisa que o Es- pírito Santo inspirou o Apóstolo João a escrever: “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (João 1.1)? Certamente, Aquele que é chamado de “Verbo”, que existe desde o princípio e é Deus, deve ser o mesmo Deus que Isaías diz que fala desde o princípio. Mas as semelhanças entre esses dois versos não acabam aí. Ambos levantam questões praticamente idênticas. Em Isaías: como pode Deus ser enviado por Deus? E em João: como pode Deus estar com Deus? Só existe uma solução: o Messias tem que ser Deus. Quando Jesus disse: “Eu e o Pai somos um” (João 10.30), os judeus O acusaram de blasfêmia. Quando eles pegaram pedras para atingi-lO, Jesus lhes perguntou por que queriam matá- lO. A resposta deles foi instantânea: “Por causa da blasfêmia, pois, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo” (João 10.31-33). O Messias decla- rar Sua divindade era a suprema heresia, digna de morte? Não! De acordo com os profetas he- breus, o Messias tinha que ser Deus e, ao mesmo tempo, o Filho de Deus. Se Deus tem um Filho, que é Deus e é um com Seu Pai, isso aca- baria com as objeções dos rabinos. Encontramos a expressão Filho de Deus várias vezes nas Escrituras he- braicas. Falando profeticamente, o salmista mostra Deus dizendo o se- guinte a respeito dAquele que deve- ria vir: “Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei” (Salmo 2.7). As Testemunhas de Jeová e outros que negam a di- vindade de Cristo interpretam esse trecho como se o nascimento de Cristo na terra fosse o início de Sua existência. Entretanto, isso não po- de ser verdade, porque Deus fala de Seu Filho como alguém pré-exis- tente, e adverte o mundo rebelde: “Beijai o Filho para que se não irrite 1133Notícias de Israel, abril de 2008 A Grã-Bretanha, juntamente com os Estados Unidos, estará entre “todas as nações” que Deus reunirá e destruirá no Armagedom (Jr 30.11; Jl 3.2; Zc 12.9,14.2, etc.) por causa do modo como maltrataram Israel e, especialmente, por terem repartido sua terra.
  13. 13. [...]. Bem-aventurados todos os que nele se refugiam” (v. 12). O fato de que o Filho de Deus já existia antes de Sua encarnação é evidente em várias outras declara- ções dos profetas hebreus. Salomão cita o profeta Agur fazendo esta pergunta: “Quem subiu ao céu e des- ceu? Quem encerrou os ventos nos seus punhos? Quem amarrou as águas na sua roupa? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra?” A resposta óbvia é “Deus”. Em seguida, ele pergunta: “Qual é o nome de seu filho [...]?” (Provérbios 30.4), provando que o Filho de Deus já existia na- quele tempo. Sadraque, Mesaque e Abede-Nego foram jogados numa enorme fornalha, tão quente que as chamas mataram os que os atiraram lá dentro. Nabucodonosor, espan- tado porque os três hebreus esta- vam andando vivos entre as cha- mas, viu um outro com eles e excla- mou, maravilhado: “o aspecto do quarto é semelhante a um filho dos deuses” (Daniel 3.25)! Embora prometa salvação quan- do vier o Messias, Javé declara repe- tidas vezes que o único Salvador é Ele mesmo: “Eu, eu sou o SENHOR, e fora de mim não há salvador” (Isaías 43.11); “Olhai para mim e sede sal- vos, vós, todos os limites da terra; por- que eu sou Deus, e não há outro” (- Isaías 45.22). Porém, Sua salvação vai “até à extremidade da terra” por intermédio de um Outro, que tem que ser Deus e o Messias ao mesmo tempo: “Também te dei como luz para os gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da ter- ra” (Isaías 49.6). De quem Deus está falando? Inquestionavel- mente, todos os profetas hebreus concordam que Deus existe como uma Triunidade: três pessoas (Pai, Filho e Espírito Santo), mas um só Deus – e que no Messias Ele se tor- na homem sem deixar de ser Deus. As afirmações de Cristo de que Ele era Deus e homem, e um com Seu Pai, concordam com os profetas. Isaías afirmou: “Porque um menino nos nasceu [...]” (Isaías 9.6). Isso se refere à Sua humanidade, derivada, conforme a profecia, de Sua mãe virgem, Maria: a “semente” da mu- lher (Gênesis 3.15). Mas Isaías acrescenta: “um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros [...]. Do incremento deste principado e da paz, não haverá fim, sobre o trono de Davi [...]” (Isaías 9.6, 7). Com certeza, o Filho de que esta passa- gem fala tem que ser o Filho de Deus já existente – e tem que ser o Messias, porque reinará sobre o trono de Davi. Mas Isaías afirma que o Messias é Deus! Seu nome é “Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte”. E Ele é também “Pai da Eternidade”. Aqui está o mesmo mistério: Deus é tanto Pai quanto Filho, e somente Ele é o Messias! A maioria dos ju- deus ainda se ne- ga a reconhecer esta identidade do “Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó”. Este é um ponto em que eles con- cordam com seus maiores inimigos, os muçulmanos. O Corão condena ao inferno qualquer um que acredite na Trindade (Sura 5.72-74)! Portanto, o fato de Javé ter vin- do como um homem que foi tras- passado até a morte, ressurgiu e voltará para salvar Israel no Arma- gedom está perfeitamente de acor- do com os profetas hebreus. Quan- do Israel vir seu Deus nesta forma vindo em seu socorro, ficará dolo- rosamente claro que Ele já esteve na terra antes, e foi rejeitado e tras- passado até a morte. Deste modo, Jesus estava apenas repetindo os profetas quando disse aos habitan- tes de Jerusalém, no momento em que estava sendo “levado ao mata- douro como cordeiro” (Isaías 53.7), no caminho da cruz: “Declaro-vos, pois, que, desde agora, já não me ve- reis, até que venhais a dizer: Bendito o que vem em nome do Senhor!” (Ma- teus 23.39). Finalmente, eles conhe- cerão “o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó” – “E, assim, todo o Israel será salvo” (Romanos 11.26)! (The Berean Call) Dave Hunt é autor e conferencista mundial- mente conhecido. Ele escreveu mais de 25 li- vros com tiragem total acima de 4.000.000 de exemplares. Dave Hunt faz muitas palestras nos EUA e em outros países, sendo também freqüentemente entrevistado no rádio e na te- levisão por causa das suas profundas pesqui- sas em áreas como misticismo oriental, fenô- menos psíquicos, seitas e ocultismo. 1144 Notícias de Israel, abril de 2008 Recomendamos: Pedidos: 0300 789.5152 www.Chamada.com.br Sadraque, Mesaque e Abede-Nego foram jogados numa enorme fornalha, tão quente que as chamas mataram os que os atiraram lá dentro. Nabucodonosor, espantado porque os três hebreus estavam andando vivos entre as chamas, viu um outro com eles e exclamou, maravilhado: “o aspecto do quarto é semelhante a um filho dos deuses” (Daniel 3.25)!
  14. 14. Desde os escritos de Isaías 53 no século 8 a.C. até o século 11 d.C., todos os comentaristas judeus acreditavam que este trecho das Escrituras falava sobre o Messias de Israel. O primeiro a contestar esta visão e, desta maneira, sofrer severa crítica de outros comentaristas de seu tempo foi Rabbi Solo- mon Ben Issac (também chamado Shlomo Yitzahi- ki), conhecido como Rashi (1040-1105 d.C.). Rashi argumentou que Isaías 53 descreve o povo de Israel sofrendo pelos pecados das nações gentias. Somente no último século rabinos ressaltaram esta interpre- tação e rejeitaram a crença de que Isaías 53 referia- se ao Messias. Infelizmente, Rashi baseou sua interpretação na suposição de que “este (Servo) não é o Messias co- mo os cristãos interpretam”. É uma grande lástima ignorar a clareza da Palavra de Deus por uma razão tão ilógica. De Isaías 52.13 ao fim do capítulo 53, Deus descreve o caráter, o ministério e a identidade do Servo do Senhor (veja também Isaías 42.1-9; 49.1- 13; 50.4-11). Aqui Ele é diferente dos outros ser- vos do Senhor descritos em Isaías, como o povo de Israel e o rei Ciro da Pérsia. Este Servo ofe- rece Sua vida como um sacrifício remidor para produzir o perdão dos pecados, tanto para o po- vo de Israel como para a humanidade em geral. Estes versículos descrevem o desígnio da Palavra de Deus e falam sobre a salvação dos seres hu- manos e a restauração do seu santo e eterno re- lacionamento com Deus. Nosso desejo é que as pessoas possam entender o Senhor de acordo com o que está escrito em Sua Palavra, a fim de que possam receber a salvação de Deus que vem unicamente através do Messias. A Posição Exaltada do Servo Em Isaías 52.13-15 (veja texto citado), clara- mente é Deus quem está falando, e Ele descreve a obra e os atributos do Seu Servo. Este Servo do Se- nhor seria exaltado acima de todos, porque Ele ope- raria com prudência e realizaria a vontade do Se- nhor completamente. O profeta Jeremias usou a mesma palavra hebrai- ca, hiskil, para descrever o rei Messias, o honrado Renovo que viria da casa de Davi para reinar sobre Judá e Israel, e traria paz à nossa volta (Jr 23.5-6). Por todo o seu livro, Isaías falou da punição que o Senhor trará sobre o orgulho humano. A cada mo- mento que um pecador mortal cobiça uma posição 1166 Notícias de Israel, abril de 2008 Setecentos anos antes de Jesus nascer, Deus inspirou o profe- ta judeu Isaías a descrevê-lO tão claramente que o povo de Is- rael – e o mundo – pudesse reconhecer o Messias. A incontes- tável precisão de Isaías 53 permanece como uma das mais le- gítimas provas de que a Bíblia é a verdadeira Palavra de Deus. É precioso ler as explanações do pastor israelense Meno Kalis- her sobre esse importante capítulo das Escrituras.
  15. 15. exaltada, ele é punido e humilhado (2.12; 10.33; 13.11,19; 14.11; 16.6; 23.9; 57.7). O profeta enfati- zou, de fato, que somente Deus é digno de ser louvado e glorificado. No capítulo 6 é o Senhor que se as- senta em um trono, elevado e enal- tecido; o mesmo acontece em 57.15. O Servo do Senhor é descrito como exaltado, honrado e pruden- te. Portanto, Ele está em posição si- milar ao Senhor, superando qual- quer importância humana. Todo olho humano O verá (Is 45.23; Jr 23.5; Fp 2.9; Cl 3.1; Hb 1.3; 8.1; 10.12; 12.2). Assim como muitos se espantaram da Sua aparência re- pulsiva e nada atraente, estes mes- mos se espantarão quando O virem em Sua glória, exaltado acima de todos. Em Isaías 52.15, o profeta des- creveu uma ação do Servo do Se- nhor que enfatiza Sua divindade. O verbo aspergir descreve a ação dos sacerdotes quando purificavam o povo de Israel ou as vasilhas do Templo (Êx 29.21; Lv 4.6; 8.11; 14.7; 16.14-15; Hb 9.13). Os sa- cerdotes, entretanto, purifi- cavam somente Israel, en- quanto este Servo purifica “muitas nações”. Quando reis entenderem e reconhecerem Sua identi- dade, eles ficarão sem fala e entenderão seu erro (v. 15). Aquele a quem des- prezaram e ignoraram será revelado como o Único que pode purificá-los diante de Deus. A autoridade do Servo supera a do sacerdote, que era a autoridade espiritual mais alta em Israel. De fa- to, o profeta Jeremias de- clarou: “Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levan- tarei a Davi um Renovo jus- to; e, rei que é, reinará, e agirá sabiamente, e executa- rá o juízo e a justiça na ter- ra” (Jr 23.5). Jeremias chamou-O “O Senhor, Justiça Nossa” (v.6). Desta maneira, o Servo só pode ser o próprio Deus. Todos verão a grandeza e a gló- ria do Servo, porque Seu retorno será acompanhado de eventos so- brenaturais nos céus e na Terra (Zc 14; At 1.9-11). Quando as pessoas virem o Servo, entenderão que Ele é Jesus. Jeremias 23.5-6 será cum- prido completamente quando Jesus retornar para reinar, de Sião, em Je- rusalém, sobre o mundo (Sl 2; Zc 14.4; Mt 24.30-31). Visto que essa é uma mensagem singular e extraordinária (o Senhor vindo como um Servo para servir Suas criaturas), Isaías descreveu a dificuldade de se crer nela, come- çando no capítulo 53, versículo 1. A Falta de Fé da Nação O profeta condoeu-se pela ca- rência de fé do seu povo. O povo achava difícil identificar o Servo do Senhor e crer nEle, apesar de claras profecias bíblicas sobre Ele e uma 1177Notícias de Israel, abril de 2008 Assim como muitos se espantaram da Sua apa- rência repulsiva e nada atraente, estes mesmos se espantarão quando O virem em Sua glória, exalta- do acima de todos. Todo olho humano O verá. “Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, rei que é, reinará, e agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na terra” (Jr 23.5).
  16. 16. manifestação de Seu soberano po- der e obras sobrenaturais. Agora a cegueira espiritual de Is- rael não surpreende. Isaías já havia dito: “O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, o dono da sua manjedoura; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende” (Is 1.3). En- tão o profeta pergunta com dor: “E a quem foi revelado o braço do SE- NHOR?” (Is 53.1). A expressão braço do Senhor refe- re-se à força e ao poder do Senhor, manifestada na Sua salvação aos ho- mens (Êx 6.6; Is 40.10; 42.6). O profeta realmente disse: “Olhe e veja quem está atuando na salvação que vem de Deus. É o Servo do Senhor!” Os versículos 2 e 3 descrevem como o Servo apareceria e como as pessoas o receberiam. Ele cresceu diante do Senhor sobrenatural e maravilhosamente – como uma ár- vore que brota em um deserto ári- do, como vida que flui em lugar im- produtivo e hostil. Embora o Senhor tenha elevado e promovido Seu servo, torna-se evidente que o povo na época de Isaías, os israelitas, não reconheceu nem honrou o Servo como devia. Eles não viram diferença entre Ele e qualquer outra pessoa. Aparentemente, o lugar mais ári- do era o coração da nação. Existia um deserto espiritual em todos os sentidos. O versículo 3 enfatiza a cegueira espiritual de Israel. O Servo do Se- nhor veio a Seu povo, mas eles O desprezaram e se distanciaram dEle (veja João 1.11). Nós desprezamos aquilo que Ele disse e fez. Nós não O consideramos merecedor e digno de honra se não pensarmos que Ele teve importância. E quando Ele se aproximou de nós, nos apartamos e nos afastamos dEle. O Sacrifício do Servo Em Isaías 53.4-6, as pessoas fi- nalmente entendem a razão das en- fermidades, dores e sofrimentos do Servo, as quais o profeta descreveu para enfatizar o sacrifício oferecido por nós, assim como a profundida- de do arrependimento que virá so- bre Israel no futuro. O povo de Is- rael pensava que os sofrimentos deste Homem eram resultado de Seus próprios pecados. A verdade é que ainda hoje muitos judeus crêem que Jesus foi crucificado como pu- nição por suposta apostasia. Chegará o dia em que os judeus reconhecerão que o Senhor Jesus Cristo aceitou a aflição que eles de- veriam receber (Zc 12.10). Ele so- freu em nosso lugar por causa dos nossos pecados, mas Ele nunca pe- cou (Is 53.9). Jesus Cristo nos redimiu da mal- dição da Lei: “Maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei, não as cumprindo. E todo o povo dirá: Amém!” (Dt 27.26). O Servo do Se- nhor tornou-se maldição em nosso lugar para que a bênção de Deus pudesse vir sobre nós (Gl 3.13). As- sim, Deus nos considera justifica- dos e filhos dignos de herança (veja também Mateus 8.16-17 e Roma- nos 3.21-26). “Mas ele foi traspassado pelas nos- sas transgressões”, nos diz claramente que o Servo do Senhor foi traspas- sado por nossos pecados. Ele tomou nossas iniqüidades sobre Si (Is 53.5). Por toda a passagem, Isaías en- fatizou o motivo desta grande subs- tituição: o Servo do Senhor tomou sobre Si a punição que deveria cair sobre nós, para nos livrar dela. Isto também está dito em Gálatas 1.3-4: “Graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do nosso Senhor Je- sus Cristo, o qual se entregou a si mes- mo pelos nossos pecados, para nos de- sarraigar deste mundo perverso, segun- do a vontade de nosso Deus e Pai”. O sentido da expressão “o castigo que nos traz a paz estava sobre ele” é extremamente significativo (Is 53.5). Quando o transgressor fere alguém, estraga seu relacionamento 1188 Notícias de Israel, abril de 2008 O Servo cresceu diante do Senhor sobrenatural e maravilhosamente – como uma árvore que brota em um deserto árido, como vida que flui em lugar improdutivo e hostil.
  17. 17. com a sociedade em que vive. Para reintegrar-se à so- ciedade, ele precisa primeiramente pagar seu débito, ser encarcerado e/ou multado. O castigo é a pena ou multa; o transgressor deve pagar a fim de retificar os re- lacionamentos. Oferecendo Sua própria vida e Seu sangue, o Mes- sias pagou a pena pelos nossos pecados. Ele saldou completamente o preço que Deus determinou ser ne- cessário para trazer a paz entre nós e Ele. O refrão do hino de 1865 de Elvina Hall, Jesus Paid It All (Jesus Pa- gou Tudo), diz assim: Jesus pagou completamente, tudo devo a Ele; O pecado deixou uma mancha escarlate, Ele me lavou e me tornou branco como a neve. (Israel My Glory) – continua Meno Kalisher é pastor da “Assembléia de Jerusalém – Casa da Re- denção” em Jerusalém. Ele tem falado em convenções e eventos evangélicos em Israel e em outros países e será um dos palestrantes em nosso 10º Congresso Internacional Sobre a Palavra Profética em Águas de Lindóia/SP (22 a 25/10/2008). Seu pai, Zvi, é sobreviven- te do Holocausto nazista. 1199Notícias de Israel, abril de 2008 Isaías 52.13-15 13 Eis que o meu Servo procederá com prudência; se- rá exaltado e elevado e será mui sublime. 14 Como pasmaram muitos à vista dele (pois o seu as- pecto estava mui desfigurado, mais do que o de ou- tro qualquer, e a sua aparência, mais do que a dos outros filhos dos homens), 15 assim causará admiração às nações, e os reis fecha- rão a sua boca por causa dele; porque aquilo que não lhes foi anunciado verão, e aquilo que não ou- viram entenderão. Isaías 53 1 Quem creu em nossa pregação? E a quem foi reve- lado o braço do SENHOR? 2 Porque foi subindo como renovo perante ele e co- mo raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. 3 Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, co- mo um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso. 4 Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfer- midades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e opri- mido. 5 Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fo- mos sarados. 6 Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos. 7 Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a bo- ca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, co- mo ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. 8 Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linha- gem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido. 9 Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca. 10 Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos. 11 Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as ini- qüidades deles levará sobre si. 12 Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquan- to derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu. Recomendamos: Pedidos: 0300 789.5152 www.Chamada.com.br
  18. 18. O fluxo de turistas que visitam a Terra Santa decresceu continua- mente nos últimos anos. Mas ago- ra chegam notícias animadoras da indústria do turismo israelense: o ano de 2007 trouxe um recorde positivo. O ano de 2007 foi um bom ano no que diz respeito ao turismo em Is- rael – chegando a ser o melhor desde o início da segunda Intifada (rebelião dos palestinos) em 2000. Nos anos anteriores, o número de turistas es- trangeiros ficou abaixo da marca dos dois milhões de visitantes. Em 2007 esse número foi ultrapassado, che- gando aos 2,7 milhões de viajantes (500.000 a mais do que no ano ante- rior). A maioria dos que vieram a Is- rael no ano passado eram judeus. Mas foi registrado um número expressi- vo de visitantes cris- tãos: em torno de um milhão, metade dos quais eram peregri- nos. “Aparentemente os sete anos magros ficaram para trás. Agora, assim espera- mos, começarão os sete anos gordos, que trarão um fluxo cons- tante de turistas es- trangeiros ao país”, declarou Shmuel Zu- rel, diretor-geral da Associação Israe- lense de Hotéis. Conforme dados do Departamento Central de Estatísticas, o turismo con- tribuiu decisivamente para o cresci- mento do Produto Interno Bruto (PIB) de Israel. A avaliação é de que cada turista gasta em média 1400 dólares por visita a Israel. Segundo Zurel, o ano de 2007 poderia ter sido ainda melhor para a indústria do turismo is- raelense. Sua opinião é de que a Se- gunda Guerra do Líbano no verão de 2006 teve reflexos negativos sobre o turismo até a primeira metade do ano de 2007. “Apesar disso, parece que estamos nos recuperando”, declarou. “Agora olhamos para a frente, pois certamente a situação vai melhorar”. Dados oficiais apontam repetida- mente para a grande vocação turística de Israel. Acredita-se que o número de turistas estrangeiros aumentará ainda mais no ano de 2008. Alguns analistas chegam a calcular que se pode contar com 2,8 milhões de visitantes. Esse se- ria o recorde na história de Israel. “Neste ano o Estado de Israel cele- brará seu 60º aniversário. Judeus e amigos de Israel virão do mundo todo para festejar conosco esse jubileu. Com alegria já esperamos pelos nossos visitantes”, anunciou o ministro do Tu- rismo Yitzhak Ahronowitsch. (Zvi Lidar) 2200 Notícias de Israel, abril de 2008 Recorde: mais turistas estrangeiros Dados animadores Animador: 2007 foi um bom ano na área do turismo em Israel. Na foto: turistas posando com soldados. O Ministério de Absorção de Is- rael divulgou a estatística de 2007 sobre a vinda de novos imigrantes, demonstrando uma queda de 6% com relação ao ano anterior. Entra- ram 19.700 pes- soas, o que repre- senta a menor Aliah dos últimos 18 anos. Para 2008, a previ- são das autoridades não é otimista. No ranking dos que chegaram estão em primeiro lugar os 6.445 da antiga União Soviética, com queda de 15% sobre o número de 2006. Em se- gundo estão os 3.607 que vieram da Etiópia, cuja imigração deverá terminar em meados de 2008, ces- sando esta importante origem de imi- grantes. Em terceiro temos os ame- ricanos com 2.957, seguidos dos franceses com 2.659. Vale notar que a soma dos imigrantes americanos e franceses, originários de potencias econômicas mundiais, correspondeu a cerca de 30% do total de novos israelenses. (extraído de “Notícias da Rua Judaica”) Menor imigração desde 1989

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