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Mobile payment uma visão geral

  1. 1. Fasci-Tech Fasci-Tech – Periódico Eletrônico da FATEC-São Caetano do Sul, São Caetano do Sul, v.1, n. 3, Jul./Dez. 2010, p. 114 a 125. MOBILE PAYMENT: Uma visão geral Natacha P. Urbino1 Samáris Ramiro Pereira2 Edimilson Souza Carvalho3 Sueli Aparecida Loddi4 Resumo: O progresso da tecnologia e sua busca por meios de comunicação cada vez mais ágeis e versáteis geraram uma proliferação de dispositivos móveis que proporcionassem maior segurança e facilidade. O telefone celular supriu estas necessidades, sendo utilizado para todos os tipos de serviços, aumentando a gama de funcionalidades para o dispositivo, entre elas, o Mobile Payment, apresentado neste artigo e que possibilita pagamentos móveis. Palavras-Chave: Telefone Celular; Dispositivos móveis; Dispositivos sem fio; M- Commerce; Pagamento Móvel. Abstract: The progress of technology and their quest for media increasingly agile and versatil, has generated a proliferation of mobile devices that provide greater security and facility. The mobile phone has met these needs, being used for all types of services, increasing the range of features for the device, including the Mobile Payment, presented in this paper and enabling mobile payments. Keywords: Cellphone; Mobile devices; Wireless devices; M-Commerce; Mobile Payment. 1. INTRODUÇÃO A procura constante das sociedades por maior facilidade fez com que dispositivos móveis se proliferassem e fossem cada vez mais alvo das pessoas que querem fazer o maior aproveitamento do tempo disponível sem ter que se locomover. O celular é o dispositivo móvel mais acessível a todas as classes sociais; fácil de manejar, ele oferece serviços rápidos de acesso à Internet, interatividade, transações de vídeo e imagens, jogos sofisticados, serviços de informação e de localização. A evolução da capacidade de processamento digital 1 Graduanda da FATEC-São Bernardo do Campo. 2 Mestre; Professor da FATEC-São Bernardo do Campo. 3 Especialista; Professora da FATEC-São Bernardo do Campo. 4 Mestre; Professor da FATEC-São Bernardo do Campo.
  2. 2. Fasci-Tech Fasci-Tech – Periódico Eletrônico da FATEC-São Caetano do Sul, São Caetano do Sul, v.1, n. 3, Jul./Dez. 2010, p. 114 a 125. e do acesso à Internet através dos aparelhos celulares permitiu um cenário no qual se pode acessar a página da Internet de uma operadora financeira pelo celular e efetuar transações entre consumidor e vendedor caracterizando-se assim um pagamento móvel, também chamado de Mobile Payment. O objetivo deste artigo é apresentar o pagamento móvel como um moderno meio de pagamento, seguro e que pode satisfazer as necessidades do mundo atual em relação à busca por mobilidade, rapidez, menor custo e maior qualidade. A metodologia (LAKATOS e MARCONI, 2005) utilizada foi composta por diversas pesquisas bibliográficas referentes ao tema, constituídas de livros, revistas técnicas, artigos de periódicos e materiais disponibilizados na Internet, em páginas criteriosamente selecionadas pelos autores quanto ao conteúdo e autoria. 2. A REVOLUÇÃO SEM FIO As tecnologias móveis para Kalakota e Robinson (2002) se tornaram cada vez mais comuns no grau em que o acesso de banda larga e as novas redes sem fio (wireless) irão se tornando cada vez mais disponíveis. O aparecimento da Internet sem fio faz com que haja a capacidade de interligar vários aparelhos e múltiplas redes de informações. Esta fase representa uma nova era na capacitação do trabalhador com conhecimento. Com isso, a grande consequência econômica dessa evolução será o crescimento da interação em tempo real entre clientes e empresas, funcionários e fornecedores. De acordo com Saccol e Reinhard (2007), as tecnologias de informação móveis e sem fio se difundem mundialmente. No Brasil, esta realidade se mostra através de vários fatores: (1). O número de telefones celulares (que excedeu os fixos em poucos anos); (2). Instalações de serviços de acesso à Internet via link sem fio em aeroportos, cafés e hotéis; (3). As gerações de celulares criadas aprimorando os serviços oferecidos e possibilitando maior disponibilidade; (4). A utilização da RFID (Radio-Frequency Identification) especialmente no varejo;
  3. 3. Fasci-Tech Fasci-Tech – Periódico Eletrônico da FATEC-São Caetano do Sul, São Caetano do Sul, v.1, n. 3, Jul./Dez. 2010, p. 114 a 125. (5). O aumento das redes sem fio como as WLAN (Wireless Local Area Network), principalmente para apoiar atividades comerciais e de atendimento ao consumidor em campo. Segundo Laudon e Laudon (2007), os dispositivos sem fio como celulares, PDAs (Personal Digital Assistants) e telefones inteligentes atendem as necessidades pessoais por terem grande capacidade de computação e comunicação móvel, ou de acesso remoto a serviços e sistemas corporativos. No PC de bolso, três grandes empresas disputam o mercado: Handspring, Palm Computing e Microsoft, sendo inovadoras no desenvolvimento de dispositivos portáteis expansíveis para permitir uma computação móvel nova. Em relação aos telefones móveis, a empresa Phone.com iniciou em 1995 serviços de celulares baseados na Internet. Desta forma, a Phone.com juntamente com a Ericsson, Motorola e Nokia formaram um fórum para promover um padrão mundial para o acesso à Internet (KALAKOTA e ROBINSON, 2002). A Figura 1 apresenta a evolução do acesso à Internet e o posicionamento da Internet móvel. Figura 1: Evolução do acesso à Internet Fonte: (Kalakota e Robinson (2002)) A telefonia celular iniciou-se em 1940, a partir dos desenvolvimentos da comunicação via rádio nos Estados Unidos. Em 1921, a experimentação com dispositivos de comunicação móvel iniciou-se nos Estados Unidos, mas não houve uma influência voltada ao uso privado destes dispositivos. Nos laboratórios Bell em 1947, foi desenvolvido um sistema de alta
  4. 4. Fasci-Tech Fasci-Tech – Periódico Eletrônico da FATEC-São Caetano do Sul, São Caetano do Sul, v.1, n. 3, Jul./Dez. 2010, p. 114 a 125. capacidade que utilizava múltiplas antenas conectadas. Cada uma em sua área seria uma célula; desta maneira surgiu o nome: Celular (MANTOVANI, 2006). Segundo Lários (2003), no ano de 1934, criou-se o FCC (Federal Communications Comission), o qual regula o mercado de comunicações norte americano. Este órgão é responsável pelo fornecimento de licenças para as empresas de radiodifusão, a regulação, alocação de frequências do espectro radioelétrico entre outras funções. No Brasil, o órgão governamental é a ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações). Já na Europa, o órgão correlativo é a UIT (International Telecommunication Union). Gutierrez e Crosseti (2003) consideram que os sistemas de primeira geração se caracterizam como sistemas analógicos. A primeira geração no Brasil surgiu nos anos 1980. Os celulares pesavam muito, consumiam muita bateria e as ligações sofriam interferência. Em 1993, São Paulo teve seu primeiro sistema de telefonia celular, e a partir desse ano, os celulares já haviam diminuído o seu tamanho e peso (MCKITTERICK e DOWLING, 2003). Segundo Gutierrez e Crosseti (2003), a partir da década de 1990, surgiram os primeiros sistemas celulares digitais (segunda geração), os quais têm as seguintes características: (1). Maior capacidade e melhores serviços; (2). Integração com a rede fixa digital; (3). Flexibilidade para transmissão de voz e dados; (4). Potência de transmissão reduzida e privacidade; (5). Maior velocidade e estabilidade. O GSM (segunda geração) usa sistemas digitais, ao oposto dos sistemas celulares analógicos como o AMPS (primeira geração). Siqueira (2008) afirma que a terceira geração de celulares é o UMTS (Universal Mobile Telecommunications Service), que utiliza a tecnologia WCDMA (Wideband Code Division Multiple Access). O progresso da tecnologia 3G é o uso ilimitado da banda larga; com isso as operadoras podem proporcionar serviços mais rápidos de ingresso à Internet, maior interatividade, melhores transmissões de vídeo e imagens, download de novos conteúdos, serviços de GPS (Global Position System), serviços de informação, câmeras
  5. 5. Fasci-Tech Fasci-Tech – Periódico Eletrônico da FATEC-São Caetano do Sul, São Caetano do Sul, v.1, n. 3, Jul./Dez. 2010, p. 114 a 125. digitais com alto padrão e serviços inteligentes. No Brasil, o 3G chegou com a operadora Vivo em 2005 com os telefones CDMA. No entanto, a ANATEL não abriu o leilão de frequências para o 3G; assim só em 2007 houve a compra das licenças para as novas frequências. As redes de terceira geração 3G possuem melhor velocidade de transmissão para vídeos, recursos gráficos e mídias de voz do que as anteriores e proliferaram o acesso à Internet de banda larga sem fio (LAUDON e LAUDON, 2007). A quarta geração de celulares apresenta uma completa evolução na comunicação sem fio. O sistema wireless 4G proverá aplicações multimídias e serviços para o usuário em qualquer lugar a qualquer hora com uma taxa de transmissão alta, qualidade superior e segurança elevada, os quais não acontecem na infra-estrutura 3G. A ITU (International Telecommunication Union), instituição que criou o 4G, está aprimorando a padronização e o desenvolvimento comercial do sistema 4G (com previsão de término em 2015). O 4G aperfeiçoou o sistema 3G significativamente não somente na banda larga, cobertura e capacidade, mas também em outras características avançadas como, por exemplo, baixa latência, alta mobilidade, suporte à segurança e qualidade de serviço (WANG et al., 2009). 3. M-COMMERCE e MOBILE PAYMENT O E-Commerce iniciou-se em 1995, quando o portal Netscape.com aceitou os primeiros anúncios de grandes corporações e popularizou a idéia de que a Web poderia ser usada como uma nova mídia para publicidade e vendas (BAJAJ e NAG, 2005). O E-Commerce surgiu como uma nova revolução, a qual transformou a maneira de se fazer compras e vendas de produtos e serviços. O E-Commerce ajuda a conduzir o comércio tradicional por novos métodos de transferência e processamento da informação. E-Commerce remete a troca de informações de negócio usando meios eletrônicos de troca de informações, e-mail, boletins eletrônicos, a World Wide Web, e outras tecnologias baseadas na Internet fazendo, com que as empresas mudem para um ambiente totalmente eletrônico (BAJAJ e NAG, 2005).
  6. 6. Fasci-Tech Fasci-Tech – Periódico Eletrônico da FATEC-São Caetano do Sul, São Caetano do Sul, v.1, n. 3, Jul./Dez. 2010, p. 114 a 125. Segundo Turban et al. (2002), os sistemas Web são os motivadores do comércio eletrônico; eles permitem que as transações empresariais sejam feitas ininterruptamente pela Internet. Uma loja virtual é correspondente a um site na Web, onde uma empresa eletrônica mostra seus produtos, contendo descrições, gráficos e fichas técnicas. A maioria das lojas virtuais tem características comuns: (1). Catálogo; (2). Carrinho de compras; (3). Saída a qualquer momento; (4). Processamento da transação e do pagamento e; (5). Sistema de preenchimento automatizado. Turban et al. (2002) definem o M-Commerce como a compra e venda de produtos e serviços por meio de dispositivos móveis, como os celulares e os personal digital assistants. Conhecido como a próxima geração do comércio eletrônico, o M-Commerce (ou Mobile Commerce) possibilita que os usuários acessem a Internet sem precisar de um lugar fixo para conexão. Ele é um subgrupo do E-Commerce e se diferencia pela sua mobilidade, a qual possibilita a conexão a qualquer hora em tempo real. Nos Estados Unidos, a empresa AvantGo ofertou a seus consumidores milhares de canais de informação como downloads para PDAs. O conteúdo dos canais é fornecido por revistas online e jornais, os quais incluem propagandas. A AvantGo também vende pequenas quantidades de propagandas que incluem downloads de conteúdos (SCHNEIDER, 2009). O Mobile Payment representa uma tecnologia que permite as entidades financeiras atingirem muitos usuários, fornecendo serviços de transações bancárias em tempo real. O serviço aumenta o relacionamento entre consumidores, fornecedores na prestação de serviços e produtos e as indústrias financeiras através da liquidação de pagamentos e concessão de créditos. O Mobile Payment combina operações que envolvam um dispositivo móvel para iniciar, ativar ou confirmar um pagamento, permitindo a transferência de valor financeiro e serviços entre participantes sem um contato baseado em fatos (HU et al., 2005). Aplicações de Mobile Payment no Brasil são as de táxi, delivery, compra de passagens, recarga de celular, farmácias, redes de fast-food e compras on-line, sendo estes serviços disponíveis nas maiores capitais em mais de 22 mil estabelecimentos credenciados. Em outros países, a tecnologia também está sendo utilizada em catracas de trens e metrôs,
  7. 7. Fasci-Tech Fasci-Tech – Periódico Eletrônico da FATEC-São Caetano do Sul, São Caetano do Sul, v.1, n. 3, Jul./Dez. 2010, p. 114 a 125. máquina de refrigerantes, tickets de cinemas, de restaurantes e lojas de conveniência (NETO e CAMPOS, 2008). Segundo Laudon e Laudon (2007), a SmartPay Jieyin permite que os moradores de Xangai e Beijing na China paguem suas contas de luz e outros serviços públicos por celular. Os assinantes da empresa japonesa NTT DoCoMo acessam páginas da Internet que mostram os horários de trens, os filmes em cartaz, guias de restaurantes e outros. A Vodafone Italy, em 2002, lançou serviços de informação de tráfego, cálculo de itinerários e localização de postos de gasolina próximos, hotéis, restaurantes e hospitais. De acordo com Hu et al. (2005), a transação do Mobile Payment ocorre em quatro fases: (1).Registro: Existe uma comunicação entre o consumidor e o fornecedor do produto ou serviço que garante que o conteúdo possa ser acessível. Nesta fase, o consumidor possui um número para identificação pessoal (PIN) e autenticação. (2).Carregamento: Após o registro ser concluído, o fornecedor se apóia na autenticação e em pedidos de autorização para o provedor do serviço de pagamento, dando início a sessão de carregamento. (3).Pedido de Autorização e Autenticação: Antes do início de uma sessão de carregamento, o consumidor deve confirmar a disposição a pagar pelo serviço. Este pedido de autorização é geralmente enviado pelo provedor do conteúdo sob a forma de contrato. Este deve apresentar condições e acordos entre consumidor e fornecedor. (4).Autenticação de Usuário: O provedor do conteúdo irá comunicar o resultado de autenticação do consumidor para o fornecedor. Se o retorno do pedido de autorização for positivo, o provedor envia ao fornecedor uma sessão ID, sinalizando o início de uma sessão de carregamento. Por volta de 1991, na Europa surgiu o serviço de SMS (Short Message Service) no cenário da telefonia móvel. O padrão europeu para telefonia digital incluía serviços de mensagens desde seu aparecimento. Ao contrário dos serviços existentes de transmissão de mensagens de texto, como os pager’s alfanuméricos, o SMS possui elementos para garantir a entrega da mensagem até o destino (NETO e CAMPOS, 2008).
  8. 8. Fasci-Tech Fasci-Tech – Periódico Eletrônico da FATEC-São Caetano do Sul, São Caetano do Sul, v.1, n. 3, Jul./Dez. 2010, p. 114 a 125. Moura (2005) afirma que o pagamento via SMS é feito de celular para celular, sem ter que estar presente no momento da compra somente pelo envio de uma mensagem de texto SMS. O processo é feito primeiramente com a aprovação de crédito para o cliente, sendo autorizada a compra pelo celular. Na hora da compra, o estabelecimento envia uma mensagem de texto via celular para o cliente com o valor da transação. Assim, o consumidor confirma a operação por meio de uma senha. Em média, esta operação dura 30 segundos. O SMS possibilitou a primeira forma de pagamento remoto. No Brasil existem algumas empresas que investiram no Mobile Payment através do sistema via SMS. A operadora de telefonia Oi em parceria com a Paggo, empresa de crédito, criaram a Oi Paggo, serviço que possibilita vendas a distância e pelo telefone. Usado por lojistas, taxistas, autônomos e feirantes, no sistema da Oi Paggo a taxa cobrada é de 3%, inferior à dos cartões de crédito, em torno de 7% a 10%. A Paggo hoje realiza cerca de 63 mil transações/mês, um volume aproximado de R$10 milhões, montante ainda pequeno e com um crescimento expressivo. A Paggo em aproximadamente um ano em operação contabiliza 900 mil clientes e mais de 22 mil lojas cadastradas, sendo a Gol Linhas Aéreas Inteligentes um exemplo para viabilização das vendas de passagens áreas via SMS (Moura, 2005). O Banco do Brasil, em parceria com a Visa utiliza transações via mensagens de textos (SMS) através do Visa Mobile Pay. Moura (2005) explica que o projeto piloto implementado é disponível para todos os portadores de cartão Ourocard Visa. Primeiramente aceito em estabelecimentos comerciais delivery e de venda-direta, o Visa Mobile Pay ocasionará maior praticidade ao portador do cartão, que confirmará a transação de pagamento de crédito Visa até R$ 100,00 apenas com uma mensagem de texto (SMS) pelo celular. A Companhia Brasileira de Meios de Pagamento (VisaNet Brasil) será responsável pela implementação desta tecnologia no comércio. O Novo E-Pay é uma tecnologia oferecida pela empresa E-Pay. A empresa lançou um projeto piloto em Aldeia da Serra, São Paulo, e está expandindo os seus negócios pelo Brasil nos estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Para efetuar pagamento com o Novo E-Pay não é necessário mandar mensagem ou efetuar ligação, basta confirmar a transação através de um software simples instalado no celular. Para ser considerado cliente é preciso preencher um
  9. 9. Fasci-Tech Fasci-Tech – Periódico Eletrônico da FATEC-São Caetano do Sul, São Caetano do Sul, v.1, n. 3, Jul./Dez. 2010, p. 114 a 125. cadastro, o qual passará por uma análise de crédito para definição do limite de gastos mensais liberados. O Novo E-Pay funciona através de um aplicativo instalado no celular: o aplicativo funciona como um Token, com o usuário na hora da compra informando o código gerado. Outra possibilidade é o usuário cadastrar seu celular com a empresa, não havendo necessidade de ter conta em banco - o usuário informa ao lojista seu número de celular, e o estabelecimento solicitará a digitação da senha, recebendo via SMS o valor da transação efetuada (MOURA, 2005). Outra tecnologia para Mobile Payment é o Pagamento por Proximidade, que não exige a presença de um vendedor, sendo apenas necessário o usuário aproximar seu dispositivo móvel de um leitor e, a compra é realizada através de um padrão de comunicação wireless. Pode ser usado com grande potencial para PDVs, máquinas de vendas de tiquets, estacionamentos, entre outras aplicações. Através de mensagens de protocolos de curto alcance como Bluetooth, infravermelho, RFID e chip contactless, o celular é transformado em um terminal avançado permitindo a realização de macro e micro pagamentos (Hu et al., 2005; NETO e CAMPOS, 2008). Em 2004, a tecnologia do NFC (Near Field Communication) foi lançada pela Sony, Philips e Nokia, estando com o desenvolvimento em aberto. É esperado que o NFC promova uma melhoria nas aplicações mobile existentes e as que estão emergindo com a aquisição de informações de vários sensores. Ela é capaz de transferir energia entre dispositivos, habilitando a implementação semi-passiva sem qualquer tipo de energia. Entretanto, isso exige da tecnologia do NFC que suporte uma operação com índices nulos de operação gerando uma espera de ativação do dispositivo NFC e um gerenciamento de energia durante a comunicação (AKYILDIZ e KASIMOGLU, 2004).
  10. 10. Fasci-Tech Fasci-Tech – Periódico Eletrônico da FATEC-São Caetano do Sul, São Caetano do Sul, v.1, n. 3, Jul./Dez. 2010, p. 114 a 125. Figura 2: Near Field Communication Fonte: (Dantas (2008)) A tecnologia NFC (Figura 2) é a combinação de duas tecnologias complementares: uma que possibilita que um dispositivo identifique o outro – a RFID – e a transmissão de dados sem fio que, permite que, depois de identificados, os dispositivos se comuniquem e troquem dados. Em 2005, o NFC IP-2 foi estabelecido como um ISO/IEC padrão internacional 21481 (NETO e CAMPOS, 2008). Segundo Simões (2008) o NFC possui três diferentes modos de comunicação baseados em padrões ISO/IEC: (1).Peer-to-Peer. Modo com conformidade com o NFC IP-1, sendo responsável pela comunicação entre dispositivos. Por exemplo, é possível partilhar os parâmetros de ligação Bluetooth, Wifi ou trocar dados, como cartões de visita ou fotografias digitais (AKYILDIZ E KASIMOGLU, 2004) (2).Leitura/Escrita. O dispositivo NFC é adequado para decodificar etiquetas NFC. Este modo possui uma interface de radiofrequência que está em conformidade com o ISO 14443 e o FeliCa (SIMÕES, 2008). (3).Emulação de Cartões. O próprio dispositivo NFC atua como uma etiqueta NFC, funcionando como um Smart Card contactless habitual para um leitor. Com o objetivo de introduzir a padronização do acesso à Internet sem fio, empresas se uniram para desenvolver um protocolo seguro de aplicações sem fio em comum. Deste trabalho conjunto surgiu o WAP (Wireless Application Protocol), um conglomerado de protocolos de comunicação para que os dispositivos sem fio acessem a Internet com
  11. 11. Fasci-Tech Fasci-Tech – Periódico Eletrônico da FATEC-São Caetano do Sul, São Caetano do Sul, v.1, n. 3, Jul./Dez. 2010, p. 114 a 125. segurança, desenvolvido pelos maiores atuantes na área de telefonia celular (NETO e CAMPOS, 2008). Por permitir o uso da Internet sem fio com segurança, o WAP é o protocolo padrão para pagamentos móveis. 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS Percebe-se que o Mobile Payment é uma inovação nas formas de pagamentos e nas funcionalidades da Internet móvel, com diferentes focos, de acordo com as necessidades e preferências do usuário. Cada modelo apresenta características diferentes em relação à segurança, modo de usar e agilidade, sendo que, de acordo com a realidade do país, da telefonia móvel e da aplicação, pode-se escolher o modelo que mais se adeque. Vale ressaltar que é uma forma de pagamento com muitas pesquisas em aberto, perspectivas de novas soluções e aprimoramento das existentes a cada momento. É importante que pesquisadores e implementadores desta funcionalidade acompanhem atentamente esta evolução. 6. REFERÊNCIAS BAJAJ, K. e NAG, D. E-Commerce. 2. ed. Nova Deli:Tatá McGraw-Hill, 2005. DANTAS, Agnes. M-payment: celular vira 'carteira eletrônica' na hora de pagar as compras. O Globo Online, 2008. Disponível em: <http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2008/01/23/>. Acesso em: 25 Julho 2010. GUTIERREZ, R. M. e CROSSETI, P. de A. A indústria de telequipamentos no Brasil: Evolução recente e perspectivas. BNDES Setorial, Rio de Janeiro, n.18, p. 23-90, set. 2003. HU, Wen-Chen; LEE, Chung-Wei; KOU, Weidong. Advances in security and payment methods for Mobile Commerce. Londres: Idea Group Publishing, 2005. KALAKOTA, R. e ROBINSON, M. M-Business tecnologia móvel e estratégia de negócios. Porto Alegre: Bookman, 2002. LAKATOS, E. M. e MARCONI, M. A. Fundamentos de Metodologia Científica. 6ª ed. São Paulo. Atlas. 2005. LAUDON, K. C. e LAUDON, J. P. Sistemas de Informação Gerenciais. Tradução Thelma Guimarães. 7 ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007.
  12. 12. Fasci-Tech Fasci-Tech – Periódico Eletrônico da FATEC-São Caetano do Sul, São Caetano do Sul, v.1, n. 3, Jul./Dez. 2010, p. 114 a 125. LÁRIOS, A. Estudo e Construção de Cenários para a telefonia móvel celular no contexto brasileiro. 2003. 158 f. Dissertação (Mestrado em Administração) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2003. MANTOVANI, C. M. Info-entretenimento na telefonia cellular: Informação, mobilidade e interação social em um novo espaço de fluxos. 2006. 152 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) - Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2006. MCKITTERICK, D. e DOWLING, J. State of Art Review of Mobile Payment Technology. Trinity College Dublin. Department of Computer Science, 2003. Disponível em: <https://www.cs.tcd.ie/publications/tech-reports/reports.03/>. Acesso em: Agosto 2010. MOURA, F. A. G. Um modelo de serviço sob o paradigma M-Payment. 2005. Dissertação (Mestrado em Engenharia Elétrica). Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2005. NETO, G. E. e CAMPOS, A. A. Mobile Payment - Estudo Comparativo entre tecnologias de transações eletrônicas via dispositivos móveis. Monografia (Bacharel em Informática) - Universidade Católica de Salvador, Salvador, 2008. SACCOL, A. Z. e REINHARD, N. Tecnologias de Informaçăo Móveis, Sem Fio e Ubíquas: Definiçőes, Estado-da-Arte e Oportunidades de Pesquisa. Revista de Administração Contemporânea, Curitiba, v. 11, n. 4, p. 175-198, 2007. SIMÕES, D. B. Sistema de Fidelização sobre NFC. 2008. 86f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Informática e de Computadores) – Universidade Técnica de Lisboa, Lisboa, 2008. SIQUEIRA, E. Para compreender o mundo digital. São Paulo: Globo, 2008. SCHNEIDER, G. Eletronic Commerce. 8. ed. Boston: Cengage Learning. 2009. AKYILDIZ, I. F. e KASIMOGLU, I. H. Wireless Sensor and Actor Networks. Science Direct. Atlanta. USA. 2004. TURBAN, E.; WETHERBE, J.; MCLEAN, E. Tecnologia da Informação para Gestão. 3. ed. São Paulo: Bookman. 2002. WANG H.; KONDI L.; LUTHRA A.; Ci S. 4G Wireless Video Communications. Reino Unido: Wiley. 2009.

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