Temporada de caça aos dicionários

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Temporada de caça aos dicionários

  1. 1. LéxicoTemporada de caça ao dicionárioMinistério Público Federal processa o Houaiss por preconceitocontra os ciganos e abre a discussão sobre até que ponto umdicionário deveria ser polticamente corretoLuiz Costa Pereira JuniorO cigano é um povo intrigante. Habita o imaginário como o tipo desgarrado e sensual, fora dalógica gregária do Ocidente e à margem de compromissos que não os de seu círculo. Segundo oHouaiss, seus hábitos itinerantes remontam a antepassados que foram do norte da Índia para ooeste, primeiro até a Pérsia, ao atual Egito, de onde se espalharam pelo mundo.
  2. 2. Cultura desconhecida e mal-falada, foi muito caçada - fazia, por exemplo, companhia a socialistas,gays e judeus nos campos de concentração nazistas. No Brasil, forma minoria populosa, de 800 milpessoas. É cena corriqueira a de ciganos caracterizados, lendo a sorte ou vivendo de expedientes nascalçadas e orlas do país. Talvez por isso, sua imagem continua tão errante quanto suspeita - e éimprovável que alguém seja indiferente à reputação ambígua dos ciganos, de um lado digna eaventureira, de outro rebelde e matreira.Dicionários registram muitos sinônimos para "cigano". Dois deles estão sendo, literalmente,caçados pela Justiça.InquéritoO Ministério Público Federal em Uberlândia (MG) ajuizou ação contra o Instituto Antônio Houaisse a editora Objetiva, para que os dicionários da linha Houaiss sejam tirados de circulação até quecorrijam suas edições. O verbete "cigano" conteria preconceito e a editora teria se recusado asuprimi-lo.Duas definições foram criticadas: "aquele que trapaceia; velhaco, burlador" e "que faz barganha,que é apegado ao dinheiro; agiota, sovina". Além da retirada da obra das prateleiras e da correção, oMPF exigiu indenização, por dano moral coletivo, de R$ 200 mil.- Apesar de o dicionário mencionar que as definições são pejorativas, o mero fato de registrá-lascontribui para que continue o preconceito. Essas expressões são de uns 200 anos e só continuamporque estão no dicionário - explica Cleber Eustáquio Neves, de 50 anos, o procurador daRepública, em Uberlândia (MG), responsável pela ação.Neves atribui a dicionários o poder de influenciar o uso lexical.- As pessoas aprendem o sentido das palavras no dicionário. A definição de "trapaceiro" ou"enganador" não é mais corrente, pois a pessoa pode ser presa se disser isso dos ciganos. Umaacepção dessas não retrata mais a realidade. Todo cigano é enganador? Qualquer brasileiro pode ser- alega o procurador.RespostasA investigação começou em 2009, quando o MPF acolheu representação de um uberlandense deorigem cigana, apontando a discriminação contra seu povo.- O MPF quer que essas expressões desapareçam e o fato de um dicionário registrá-las éresponsável por colocar tais ideias em circulação - diz Neves.Incidente parecido já envolvera o verbete em 2009, também em Uberlândia. Ação ordinária ajuizadapor Cleber Fernandes Machado pedia indenização por danos morais contra dicionários da editoraGlobo. Mas a juíza Raquel Agreli Melo julgou improcedente o pedido.Para Mauro de Sales Villar, diretor do Instituto Houaiss, casos do gênero resultam de um mal-entendido sobre o papel das obras lexicais de referência.- Dicionários não criam termos na língua; só refletem, como espelhos, as ocorrências com que sedeparam, não os usando com intenção de atacar ou menosprezar pessoas ou grupos - afirma ele.Num primeiro movimento do inquérito civil, o MPF enviou representação para que as editorasprestassem esclarecimento. Em seguida, recomendou a cada uma que retirasse a sinonímia
  3. 3. condenável. Segundo Neves, todas (como Globo e Melhoramentos) acataram o pedido, comexceção da Objetiva, "alegando que a decisão seria da alçada do Instituto Houaiss". Villar conta queem 2010 o instituto enviou carta ao MPF, explicando que a edição problemática não seriareimpressa e as edições digitais e demais versões alterariam o verbete conforme o recomendado. A2ª edição do Houaiss, já concluída, ainda não foi publicada.Neves diz que não recebeu a carta. Por isso, considera a ação civil uma chance de acordo. Se umacarta com esse teor chegar às suas mãos, estuda arquivar o caso e até dispensar a indenização, pois oobjetivo do processo teria sido atingido.Especialistas dizem, no entanto, que o problema não se resolve com recuos do gênero. Pois está emjogo não um mero verbete, mas a razão de ser dos grandes dicionários.- Com o tempo, as palavras ganham conotações, nem sempre positivas. Quanto mais acepçõesmostrar, mais completo um dicionário será. É inconcebível retirar acepções - diz a lexicóloga Elisde Almeida Cardoso, professora da USP.Dúvida é saber se significados correntes refletem os ciganosPolêmicaPara Francisco da Silva Borba, do Dicionário Unesp do Português Contemporâneo, a ação civilpromove um patrulhamento desmedido.- É absurdo esse policiamento do uso linguístico. O Houaiss, sendo um dicionário filológico, nãotem abonações, mas é um erro tratar o sentido condenado como se ele não existisse - diz o professorda Unesp de Araraquara (SP).Borba prevê até julho o lançamento de seu Grande Dicionário do Português Escrito no Brasil, pelaeditora Unesp. "Cigano" estará nele, com as acepções de "pessoa de vida incerta e errante","ambulante negociante de cavalos" e um uso indicado como pejorativo, mas abonado por DomCasmurro (com "olhos de cigana oblíqua e dissimulada", Machado de Assis caracterizou Capitu).
  4. 4. A professora Elis considera problemática a certeza de que sentidos pejorativos de "cigano" sejamhoje inexistentes, como alega o MPF.- Para ser tão categórico ao dizer isso, seria preciso mostrar a frequência de uso. A prova emcontrário é o próprio dicionário, que registrou um uso antigo e ainda corriqueiro. Um sentido nãodeixa de existir só pela vontade de que não exista - diz ela.Assim, embora o nomadismo não seja mais característica universal dos ciganos (muitos sesedentarizaram), o uso não "corrigiu" a acepção "nomade" da palavra, que os dicionáriosreproduzem. Assim também expressões como "remédio para dor de barriga" e "risco de vida" nãocorrespondem a "fatos" (ninguém toma remédio para provocar dor nem corre risco de viver), masao uso linguístico corrente.Borba diz que toda definição de dicionário deve ser fundada no uso. Palavras são neutras (fóricas),só o uso define se terão valor positivo (eufórico) ou negativo (disfórico), diz o lexicógrafo. "Graçasa você, bati o carro", exemplifica. "Graças", de teor positivo, é usado como negativo. O sentidocondenável depende, assim, de conjugação de fatores mais decisiva que o mero verbete, comocontexto, alcance, intenção, posição social do falante e, como diria Contardo Calligaris (Folha deS.Paulo, 30/6/2005, E12), o lugar que a pessoa, ao falar, reserva a quem o escuta. A incorreção nãoseria bem o escárnio, mas fazer quem escuta não ter opção a não ser aderir ou calar-se. O abusoverbal é imposto por quem faz pouco ou despreza o ouvinte - imagina-se dizer o que quiser,indiferente à situação. Foi a insensibilidade ao contexto que desempregou o pseudo-humoristaRafinha Bastos na TV Bandeirantes, embora a emissora só tenha se incomodado (com ele ter dito"eu como ela e o bebê" sobre uma grávida) quando o chiste atingiu personalidades com pesocomercial.BrasileiroPalavras com sinônimos ofensivos a etnias e povos soçobram na lexicografia. Nem "brasileiro"escapa. A nona acepção no Houaiss recupera Portugal: brasileiro é o "novo-rico de mau-gosto, semeducação ou cultura". Podemos não nos reconhecer na acepção, mas há outras oito que permitemplena identificação.Nem sempre o rastro de uma palavra é transparente. Muitas derivadas quase só apresentam sentidospejorativos. "Denegrir" (infamar) deriva de "negro"; "ciganear" (falsear), de "cigano" e "judiar"(maltratar), de "judeu". O contexto discursivo de intolerância, no entanto, não é a premissa de basepara o uso dessas palavras e é incerto que, ao usá-las, o falante faça necessariamente o vínculo cometnias e segregações.- Com termos assim, a pessoa só recupera o sentido primeiro se refizer o trajeto da palavra de casopensado. Se alguém fala "Ele está muito judiado" não é categórico que esteja pensando em judeus -diz Elis Cardoso.
  5. 5. "Judiar" se dissociou de episódios do Novo Testamento que definiram seu sentido pejorativoMédia de usoQuem usa "capadócio" (trapaceiro), "vândalo" (arruaceiro), "boê-mio" (beberrão) e "beócio"(ignorante) não necessariamente reproduz agressões a povos da Capadócia, da Alemanha, daBoêmia e da Beócia.- A fala é espontânea, comparada à escrita. Se há entrelinha, não é o analista que vai julgar. Quandousa um verbete, é como se o dicionarista dissesse: "Não sou eu que estou dizendo, apenas cito" - dizBorba.Para ele, registrar os sentidos lexicais correntes ganhou complexidade no país. A escrita, lembra, émais "fixa" do que a fala. Como o Brasil vive histórica invasão oral da escrita, o uso escrito temcada vez mais proximidade com o que se vê no registro falado. "Pra" (para) e "cê" (você), porexemplo, são formas da oralidade cada vez mais aceitas em textos brasileiros.- O dicionarista do passado, sem formação acadêmica, sempre se baseou na autoridade da línguaescrita. Hoje em dia não é mais essa autoridade que dita as acepções, mas a média de uso - dizBorba.Saber o que circunscreve uma "média de uso", no entanto, é um dos nós do caso Houaiss. É nessabrecha de verificação que trabalha o procurador Cleber Neves.- Dicionários não são neutros. Cada um retrata a visão de um autor, por isso a obra leva seu nome.O que lemos neles não necessariamente é acepção geral, mas parcial - diz.DesconfiançaÉ antiga a desconfiança de que os dicionários propagariam uma visão isolada como se comum a
  6. 6. toda gente. O sociólogo Pierre Bourdieu (1930-2002), em Questões de Sociologia (Lisboa, Fim deSéculo, 2004: 30), chegou a escrever que "o dicionário está cheio de uma certa mitologia política".Ocorre que a mitologia sobre ciganos parece ter sido emulada pelos próprios. A ênfase das acepçõesde "cigano" no "Grande" Houaiss não é pejorativa - de oito, só duas se enquadram, como exceção.O problema estaria em outra obra: o Dicionário Houaiss de Sinônimos e Antônimos tem cincoacepções, negativas ("desregrado"; "espertalhão"; "trapaceiro"; "boêmio" e, exceção duvidosa,"nômade").- Claro que há seleção. Todo dicionário poderia escrever um verbete de outro modo. A redação éautoral, mas as informações ali não são resultado da opinião de um autor, mas da pesquisa emdiversos corpora - pondera Elis Cardoso.Representação de ciganos no século 19: nomadismo, uma das acepções de "cigano", já não é regra definidora da etnia, mas continua presente nalinguagem brasileiraEliminaçãoNeves discorda.- O Houaiss propagou um juízo antecipado, que não mais se justifica. Ninguém duvida daveracidade do que ali encontra. Sequer questiona. O sentido pejorativo será internalizado, levando àconduta preconcebida em relação a um povo que deveria ser respeitado - diz.Villar defende as acepções, embora aceite as mudanças previstas.- Os dicionários de sinônimos e antônimos obviamente não contêm definições. Registram asacepções que captam nos textos literários, basicamente. Os verbetes citados trazem os tais sentidosdespectivos, mas sempre com a marca de pej. (pejorativo) - escreve Villar.
  7. 7. Para ele, palavras não existem porque as pessoas leem dicionários.- Ninguém supõe eliminar dos dicionários palavras como "guerra", "tortura", "violência","pedofilia" com fim de conter ou impedir que tais tormentos continuem a existir. Fazê-lo seriavarrer para debaixo do tapete o que nos envergonha. Que fazer nos dicionários em tais casos, então?Registrar a palavra ou a acepção e dizer claramente, quando é o caso, que ela é pejorativa epreconceituosa. É como fazem os dicionários modernos em todo o mundo - diz Villar.Borba considera um precedente perigoso o aberto pelo caso.- Essa história do politicamente correto está se espalhando tanto que quem mexe com a línguaescrita se sente atrapalhado. Não sabe mais se, ao escrever, será condenado ou não - afirma.Política culturalNa lógica de linguistas como Borba, o precedente pode estimular caprichos futuros, e não é difícilimaginar sanções judiciais contra o sentido negativo de outros termos por motivos os mais diversos.A correção política depende do tipo de conversação que uma sociedade acredita caber em seu meio.O politicamente correto é filhote da vida urbana impessoal. Nela as relações tendem a ser pautadasnão tanto pelos contatos familiares e estreitos, em que a rede de recriminações é tão densa quantomediada pelos afetos das relações diretas. A vida urbana tende a ser, digamos, "mais jurídica queética". É marcada por graus de separação, em que o sujeito ao lado é um desconhecido a que somosindiferentes, ante o qual nos sentimos constrangidos, quando não ameaçados, e contra o qualreagimos de forma cirúrgica e preventiva. Ante o outro, o rigor da lei, não o desafio do contato.Sendo obrigação ditada de fora, há quem duvide que a correção seja incorporada como condutaética sincera.Formas sutis ou rasteiras de discriminação, no entanto, independem da assepsia das palavras.Retirar um sinônimo, aleijar um verbete, não tira a palavra de circulação, nem apaga o sentido quese buscou corrigir. O máximo que fará é colocar em dúvida a nossa capacidade social para o debate.Dito & EscritoO rancor dos dicionáriosPor Josué MachadoHouve tempo em que o preconceito por razões raciais, religiosas ou sexuais era menosácido. Na primeira metade do século 20, podiam-se compor sem problema marchinhascomo Nega maluca, O Teu Cabelo não Nega, Cabeleira do Zezé, Alá, Meu Bom Alá sem acarga de azeda intolerância comum hoje. Época em que dicionários registravam coisascomo:Cigano - "indivíduo que faz compra e venda de animais, mas sempre de má-fé;chicaneiro, trapaceiro, burlador; (...); o que pede preço alto por mercadoria e acaba porentregá-la por preço muito inferior; ladino, esperto; bajulador, lisonjeiro, impostor; noBrasil, sovina, agiota". (Grande Dicionário da Língua Portuguesa, Antonio de MoraisSilva, 10ª edição, Confluência, Portugal, 1951).Note-se que essa edição suaviza os termos da edição original, de 1813:"Ciganos, s.m.pl. Raça de gente vagabunda, que diz vem do Egito, e pretende conhecer
  8. 8. de futuros pelas rayas, ou linhas da mão; deste embuste vive, e de trocas, e baldrocas;ou de dançar, e cantar: vivem em bairro juntos, tem alguns costumes particulares, euma espécie de germania com que se entendem" ("Baldroca" é trapaça, logro; e"germania", gíria, calão).Nada mudou muito nos dicionários desde então. É da década de 50 a acepção dorespeitável Aulete (editora Delta, 1958): "indivíduo que transaciona em animais, massempre de má-fé". Como adjetivo: "astuto, velhaco, trapaceiro".Pois o Houaiss, o Aurélio e o Aulete Digital registram noções parecidas, já quedicionários não são manuais de bom comportamento nem de defesa de noçõespoliticamente corretas. Relacionam palavras em uso, dão-lhes as definições e anotamusos, convenientes ou não, dependentes dos costumes.O Aurélio suaviza o que se avizinha do preconceito: "Cigano: (figurado) Indivíduoboêmio, erradio, de vida incerta. Negociante esperto, vivo. Vendedor ambulante". NoAulete Digital, o mesmo cuidado: "Fig. Indivíduo boêmio, de vida incerta. [Por vezes,com uso pejorativoj.] Pejorativo - Negociante esperto, vivo".Já o Houaiss é vítima de sua precisão ao registrar, como pejorativa, a acepção fixada noséculo 19. O Grande e Novíssimo Dicionário da Língua Portuguesa, de Laudelino Freire(José Olympio, 3ª edição, 1957), define: "Indivíduo que faz negócios de compra e vendade animais, mas sempre de má-fé".MudançasMas há coisas mais graves. É só ver "judeu" e "negrada". "Judeu", no Aurélio: "indivíduoavaro, usurário"; Houaiss: "pessoa usurária, avarenta". O Aulete Digital não trazacepção negativa. De "negrada", Houaiss: "reunião de desordeiros; malta". AuleteDigital: "grupo de desordeiros". O Aurélio não registra tais conceitos. O fato é queacepções de vários verbetes poderiam embasar ações judiciais ciganas. Alguém poderiaatiçar o Ministério Público até contra a Santa Sé e a bancada evangélica. Pediriaindenização e retirada da Bíblia de circulação, pois ela descreve terríveis casos deviolência, inclusive sexual, fratricídio, adultério, enganações, discriminações contraminorias e outros pecados variados.Vá lá que alguém resolva ganhar algum dinheiro extra com uma açãozinha judicialdistraída...Desinfetando as palavras
  9. 9. 1955O jornalista Fernando Levisky lança a "Campanha dos dicionários", para banir sinônimosofensivos contidos em obras escolares, como "judeu" (avarento), "negro" (maldito),"brasileira" (cachaça), "favela" (morada de negros e malandros), etc. Com amobilização, muitas acepções pejorativas saem do Dicionário Contemporâneo (1958), deCaldas Aulete.1961Em julho, o presidente da República Jânio Quadros decreta que o Dicionário Prático daLíngua Portuguesa, de Francisco da Silveira Bueno, retire "conceitos que não podem serlevados em país cristão e democrático à mocidade", como "judeu", "judiação", "negro","jesuíta" e "favela". A medida foi deixada de lado após a renúncia de Jânio.1999O movimento contra o preconceito relacionado à aids reverte a tendência da imprensade usar o termo "aidético". A política cultural seguiu a precisão científica: nem todosoropositivo desenvolve doenças.2005A Secretaria Especial de Direitos Humanos edita cartilha com 96 termos a seremevitados por funcionários públicos. "Barbeiro" (motorista inabilidoso), "conservador" e "Acoisa tá preta" estavam na lista. A grita foi tal que a ideia foi engavetada.2008O deputado federal Frank Aguiar (PTB) pede ao Ministério do Trabalho que troque otermo "faxineiro" por "profissional de limpeza" na Classificação Brasileira de Ocupações,aquela que define a identificação de atividades na carteira de trabalho.2011Money for Nothing (1985), do Dire Straits, é execrada pelo Canadian BroadcastStandards Council por ofender homossexuais. A expressão "little faggot" (viadinho)criticava o estrelismo de quem requebrava nos clipes só para enriquecer.Fonte http://revistalingua.uol.com.br/textos/78/artigo255310-1.asp

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