Psican+íLise Psicopedagogia

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Psican+íLise Psicopedagogia

  1. 1. Psicanálise <ul><li>Sigmund Freud 1856-1939 </li></ul>
  2. 2. Psicanálise: <ul><li>Teoria – Conjunto de conhecimentos sistematizados sobre a vida psíquica. </li></ul><ul><li>Método de investigação – interpretação: busca do significado oculto daquilo que é manifesto por ações e palavras. </li></ul><ul><li>Prática profissional – “Análise”. </li></ul>
  3. 3. Descoberta do inconsciente <ul><li>Por que os pacientes esquecem fatos de sua vida? </li></ul><ul><li>Interpretação dos sonhos (1900). </li></ul><ul><li>Resistência : força psíquica que se opõe a tornar consciente certos pensamentos e/ou lembranças. </li></ul>
  4. 4. Descoberta do inconsciente <ul><li>Repressão: processo psíquico que “expulsa” da consciência uma idéia dolorosa que está na origem de um sintoma. </li></ul><ul><li>A essência da Repressão consiste em afastar uma determinada coisa do consciente, mantendo-a à distância (no inconsciente). </li></ul>
  5. 5. Estrutura de aparelho psíquico: 1º modelo Inconsciente Pré consciente Consciente
  6. 6. Inconsciente <ul><li>Refere-se aos conteúdos reprimidos pela censura interna e que não têm livre acesso aos sistemas consciente e pré-consciente. Este material reprimido não é esquecido nem perdido, mas não é permitido ser lembrado. </li></ul>
  7. 7. Inconsciente <ul><li>É uma área do psiquismo que possui leis próprias de funcionamento: é alógico e atemporal , havendo uma vivacidade e imediatismo em seu material. (“Memórias” muito antigas quando liberadas à consciência, podem mostrar que não perderam nada de sua força emocional). </li></ul>
  8. 8. Pré consciente <ul><li>Estritamente falando, é uma parte do Inconsciente que pode tornar-se consciente com facilidade. </li></ul><ul><li>As porções da memória que nos são facilmente acessíveis fazem parte do Pré-Consciente. </li></ul><ul><ul><li>Ex: lembranças de ontem, o segundo nome, as ruas onde moramos, certas datas comemorativas, nossos alimentos prediletos, o cheiro de certos perfumes, etc. </li></ul></ul>
  9. 9. Pré consciente <ul><li>O Pré-Consciente é como uma vasta área de posse das lembranças de que a consciência precisa para desempenhar suas funções. </li></ul>
  10. 10. Consciente <ul><li>O consciente é somente uma pequena parte do psiquismo, incluindo tudo do que estamos cientes num dado momento. </li></ul><ul><li>Representa o elo de ligação entre o mundo externo e a subjetividade. </li></ul><ul><li>Depende basicamente da função perceptiva para identificar as necessidades internas e as possibilidades objetivas de satisfazê-las. </li></ul>
  11. 11. Estrutura de aparelho psíquico: 2º modelo Id Ego Superego
  12. 12. Id <ul><li>Representa a área instintiva que motiva todo o comportamento humano. É o reservatório de energia de toda a personalidade. </li></ul><ul><li>É regido pelo princípio do prazer , que visa a obtenção onipotente do prazer e o evitamento constante da dor. </li></ul>
  13. 13. Id <ul><li>O id atua de forma inconsciente; é alógico, a-espacial e atemporal . </li></ul><ul><li>A atividade instintiva origina-se de dois impulsos básicos: EROS (instinto de vida) e THANATOS (instinto de morte); esses impulsos possibilitam a sobrevivência e a autoconservação. </li></ul>
  14. 14. Ego <ul><li>O Ego é a parte do aparelho psíquico que está em contato com a realidade externa. </li></ul><ul><li>Se desenvolve a partir do Id, à medida que a pessoa vai tomando consciência de sua própria identidade, vai aprendendo a aplacar as constantes exigências do Id. </li></ul>
  15. 15. Ego <ul><li>Ele tem a tarefa de garantir a saúde, segurança e sanidade da personalidade, p ossuindo três funções: </li></ul><ul><ul><li>a perceptiva (que permite a identificação das necessidades instintivas e dos estímulos externos, captados através dos órgãos dos sentidos); </li></ul></ul><ul><ul><li>a integradora (que possibilita a avaliação das condições objetivas para satisfazer essas necessidades) e, </li></ul></ul><ul><ul><li>a executora (que ativa o comportamento motor voluntário, necessário para a concretização da satisfação instintiva). </li></ul></ul>
  16. 16. Ego <ul><li>Desenvolve-se também através do processo de identificação, na medida em que a criança apreende os sentimentos, pensamentos e atitudes dos adultos. </li></ul><ul><li>Organiza a personalidade e permite o desenvolvimento de habilidades psicológicas específicas (a atenção, o raciocínio, à vontade, a reflexão, a comunicação verbal, a identificação dos desejos aprendidos, a percepção da realidade e a autoconsciência) </li></ul>
  17. 17. Ego <ul><li>O ego é regido pelo princípio da realidade ; este é adquirido através do convívio social e permite que a pessoa aprenda formas socialmente aceitas para satisfazer suas necessidades instintivas. </li></ul>
  18. 18. Superego <ul><li>Esta última estrutura da personalidade se desenvolve a partir do Ego. </li></ul><ul><li>Atua ao nível inconsciente e representa a censura interna que direciona o comportamento humano. </li></ul><ul><li>Atua como um juiz ou censor sobre as atividades e pensamentos do Ego, é o depósito dos códigos morais, modelos de conduta e dos parâmetros que constituem as inibições da personalidade. </li></ul>
  19. 19. Superego <ul><li>É desenvolvido através do processo de socialização; é um produto da identificação da criança com as atitudes dos pais. Esse processo de aprendizagem favorece a repetição automática e inconsciente de certos comportamentos; </li></ul>
  20. 20. Superego <ul><li>Possibilita o ajuste pessoal à sociedade, através da aquisição das normas disciplinares e da introjeção dos valores sociais . </li></ul><ul><li>Freud descreve três funções do Superego: consciência, auto-observação e formação de ideais. </li></ul>
  21. 21. Relações entre os subsistemas <ul><li>A meta fundamental da psique é manter e recuperar, quando perdido, um nível aceitável de equilíbrio dinâmico que maximiza o prazer e minimiza o desprazer. </li></ul>
  22. 22. Instintos: Vida e morte <ul><li>Instintos são pressões que dirigem um organismo para determinados fins particulares. </li></ul><ul><li>São as forças propulsoras que incitam as pessoas à ação. </li></ul><ul><li>Todo instinto tem quatro componentes: uma fonte, uma finalidade, uma pressão e um objeto: </li></ul>
  23. 23. Instintos: Vida e morte <ul><li>A fonte é quando emerge uma necessidade, podendo ser uma parte ou todo corpo. </li></ul><ul><li>A finalidade é reduzir essa necessidade até que nenhuma ação seja mais necessária, é dar ao organismo a satisfação que ele deseja no momento. </li></ul>
  24. 24. Instintos: Vida e morte <ul><li>A pressão é a quantidade de energia ou força que é usada para satisfazer o instinto e é determinada pela intensidade ou urgência da necessidade subjacente. </li></ul><ul><li>O objeto de um instinto é qualquer coisa, ação ou expressão que permite a satisfação da finalidade original. </li></ul><ul><li>Vida : sexual (libido) </li></ul><ul><li>Morte: Destruição – de si ou de outro. </li></ul>
  25. 25. Pulsões Equilíbrio interno Necessidade/desejo tensão objeto Aumentar o prazer Satisfação Evitar o desprazer
  26. 26. Sexualidade <ul><li>Freud considerava que todo o comportamento humano é impulsionado por uma atividade orgânica, estimulada por uma energia específica. </li></ul><ul><li>A sobrevivência do indivíduo requer a satisfação constante de necessidades básicas </li></ul><ul><ul><li>(ex: fome, sede, sono, necessidades de eliminação), que podem ser toleradas até certo ponto e requerem um comportamento pré-determinado para aliviar o desconforto. </li></ul></ul>
  27. 27. Sexualidade <ul><li>A energia sexual apresenta as seguintes características: </li></ul><ul><ul><li>Existe desde o nascimento e possibilita a obtenção de prazer em todas as atividades humanas. </li></ul></ul><ul><ul><li>Não se limita a área genital e não visa apenas a reprodução da espécie. </li></ul></ul>
  28. 28. Sexualidade <ul><ul><li>Comparando-se às demais necessidades, tolera o adiamento ou substituição da forma de obter gratificação desse impulso. </li></ul></ul><ul><ul><li>Possui uma energia específica - a libido - que energiza diferentes partes do corpo (ou atividades psíquicas) ao longo de todo o desenvolvimento do indivíduo. </li></ul></ul>
  29. 29. Mecanismos de defesa <ul><li>A teoria psicanalítica freudiana assinala a existência de um conflito constante entre o id e o superego, mediado pelo ego. Esse conflito promove um estado de ansiedade que, dependendo da sua intensidade, poderá comprometer o equilíbrio emocional do indivíduo, com maior ou menor gravidade. </li></ul>
  30. 30. Mecanismos de defesa <ul><li>As situações que podem causar ansiedade são: </li></ul><ul><ul><li>Perda de um objeto desejado. </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Ex.:uma criança privada de um dos pais, de um amigo íntimo ou de um animal de estimação. </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Perda de amor. </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Ex.:A rejeição ou a desaprovação de alguém que lhe é importante. </li></ul></ul></ul>
  31. 31. Mecanismos de defesa <ul><ul><li>Perda de identidade. </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Ex.:perda de prestígio, de ser ridicularizado em público. </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Perda de auto-estima. </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Ex.: a desaprovação do Superego por atos ou traições que resultam em culpa ou ódio em relação a si mesmo. </li></ul></ul></ul>
  32. 32. Mecanismos de defesa <ul><li>Para minimizar esses efeitos, o ego dispõe de mecanismos de defesa, que são recursos que visam diminuir os efeitos da ansiedade. </li></ul><ul><li>Esses mecanismos apresentam algumas peculiaridades: </li></ul>
  33. 33. Mecanismos de defesa <ul><ul><li>Distorcem ou negam a realidade. </li></ul></ul><ul><ul><li>Agem inconscientemente e, </li></ul></ul><ul><ul><li>Quando ineficazes, podem produzir sintomas físicos ou agravar o sofrimento psicológico do indivíduo. </li></ul></ul><ul><li>Existem inúmeros mecanismos de defesa que podem ser melhor identificados a partir da observação do comportamento. São eles: </li></ul>
  34. 34. Mecanismos de defesa <ul><ul><li>Recalque : </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>É a exclusão da consciência dos impulsos “perigosos” e das suas representações. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>ela atua automaticamente, sempre que a pessoa se vê diante da situação concreta ou imagina-se nessa situação. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Quando a repressão é exacerbada, acaba favorecendo o surgimento da neurose; a energia despendida pelo ego para reprimir os instintos inaceitáveis, priva o indivíduo da força necessária para desenvolver sua criatividade, capacidade intelectual, etc </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Ex: a amnésia após um acidente </li></ul></ul></ul></ul>
  35. 35. Mecanismos de defesa <ul><ul><li>Projeção : </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>O ato de atribuir a uma outra pessoa, animal ou objeto as qualidades, sentimentos ou intenções que se originam em si próprio. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>É um mecanismo de defesa através do qual os aspectos da personalidade de um indivíduo são deslocados de dentro deste para o meio externo. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>A ameaça é tratada como se fosse uma força externa. A pessoa pode, então, lidar com sentimentos reais, mas sem admitir ou estar consciente do fato de que a idéia ou comportamento temido é dela mesma. </li></ul></ul></ul>
  36. 36. Mecanismos de defesa <ul><ul><li>Racionalização : </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>É o processo de achar motivos lógicos e racionais aceitáveis para pensamentos e ações inaceitáveis. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Processo através do qual uma pessoa apresenta uma explicação que é logicamente consistente ou eticamente aceitável para uma atitude, ação, idéia ou sentimento que causa angústia. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Ex: quando uma pessoa muito ciumenta “justifica” a necessidade de “fiscalizar” constantemente a pessoa amada, como “cuidado” e não desconfiança. </li></ul></ul></ul></ul>
  37. 37. Mecanismos de defesa <ul><ul><li>  Regressão : </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>É a retomada de uma etapa anterior de desenvolvimento; ocorre em situações de rompimento de uma relação afetiva importante ou diante de uma nova etapa de vida. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Ex: Comportamento de “birra” em ambiente profissional. </li></ul></ul></ul></ul>
  38. 38. Mecanismos de defesa <ul><ul><li>Conversão : </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>É a liberação de um instinto reprimido, através da enervação do sistema nervoso muscular voluntário e sensorial. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Ex: perder a visão depois de um choque emocional. </li></ul></ul></ul></ul>
  39. 39. Mecanismos de defesa <ul><ul><li>  </li></ul></ul><ul><ul><li>Formação reativa : </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>É a repressão de um instinto “perigoso” e a manifestação do comportamento oposto. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Esse mecanismo substitui comportamentos e sentimentos que são diametralmente opostos ao desejo real. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Trata-se de uma inversão clara e, em geral, inconsciente do verdadeiro desejo. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Exemplo: adotar um comportamento de total passividade, para tentar conter a expressão da agressividade. </li></ul></ul></ul></ul>
  40. 40. Mecanismos de defesa <ul><ul><li>  Sublimação : </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>É a modificação de um impulso primitivo inaceitável ao ego, que é modificado para se tornar socialmente aceito. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Ex: praticar um esporte depois de um dia estafante de trabalho e extravasar a agressividade reprimida, gritando durante o jogo. </li></ul></ul></ul></ul>

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