P P P Projeto Politico pedagógico

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  • - Qual é o contexto filosófico, sociopolítico, econômico e cultural em que a instituição está inserida? Por favor me envie a resposta.
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P P P Projeto Politico pedagógico

  1. 1. Encontro Estadual de Educação - AEC/RS: Gestão Escolar e o Projeto Político Pedagógico Integração entre o Pedagógico e o Administrativo: um desafio a superar Profª. Drª. Leda Lísia Franciosi Portal llfp@pucrs.br
  2. 2. Objetivo: - Analisar as causas que dificultam a relação entre o Setor Administrativo e o Pedagógico e a busca de prospectivas em vista de um processo institucional integrado e participativo.
  3. 3. Fragilidades/Dificuldades que as Instituições alegam: - Resistência, insegurança, pouco envolvimento na participação de uma proposta nova. - Inexperiência de gestão democrática, incentivando ao isolamento, fragmentação. - Excesso de atividade ao lado de exigência em trabalho em equipe e ambiente favorável.
  4. 4. - Clima competitivo, interesses diversos, “boicotes”,objetivando comprometer competências. - Desconhecimento considerável sobre o P.P.P., como construí-lo e a forma como poderia “ajudar” no sistema autoritário e necessidades da Instituição.
  5. 5. - Demanda tempo de amadurecimento (situações curiosas, aspectos que estão dando certo, alertas de necessidades de retomar discussões). - Concepções de Projeto (apesar das discussões teóricas, reflexões - posições diversificadas desconsiderando trajetória e tradição que a instituição possui - traços importantes de sua Identidade).
  6. 6. - Na concepção, na implantação e na implementação das propostas político -pedagógicas, preocupação de como assegurar que as mesmas, definidas em nível mais global ou em instâncias intermediárias sejam realmente refletidas, incorporadas e viabilizadas pela residência na realização das políticas. Entre o pensar as propostas num processo de construção coletiva e sua concretude no cotidiano há um fosso considerável.
  7. 7. - Amadurecimento das idéias e estratégias necessárias à construção do Projeto precisa acontecer dentro de um grupo (gama de fatores de entrave: rotatividade, necessidade de recomposição das equipes de direção e coordenação pedagógica, comprometimentos pessoais, uso inadequado de poder).
  8. 8. - Temas predominantes nas discussões: abordagem conceitual e operacional do P.P.P., avaliação, qualidade de ensino, democratização do saber, currículo, interdisciplinaridade, gestão democrática (contradição entre o dito e o feito, pouca experiência democrática/necessidade de compatibilizar e equacionar problemas ligados simultaneamente ao ambiente micro e o macro, representado pela Política Educacional proposta).
  9. 9. - Aspectos gerais de formação técnico - pedagógica dos profissionais que dirigem e ou atuam na Instituição (aspectos cristalizados, desatualização, pouca formação pedagógica). - Pesquisa do Cotidiano (observações, registros, coleta de informações sem viesá-las, análises, sistematização das informações).
  10. 10. - Incoerência entre o discurso veiculado e a prática realizada ( singularidades da Instituição, reducionismo do P.P.P. a roteiro rígido). - Espaços onde os discursos e as tomadas de decisão têm assumido “pesos” diferenciados. E forte a cultura do ouvir e concordar e não a cultura do promover rupturas rumo à decisão e à intervenção no pensar e fazer.
  11. 11. - Segmentos envolvidos nas discussões em diferentes instâncias (dificuldades consideráveis em articular um discurso de reflexão coletiva com uma prática da mesma natureza - mesmo consciente das dificuldades naturais do trabalho pedagógico, aspectos burocráticos, escassez de tempo, corporativismos, intermediação de interesses).
  12. 12. - Dificuldade de deflagrar ações em seu cotidiano, visando corrigir as disfunções detectadas após as discussões com todos os segmentos. A superação requer análise detalhada e criteriosa das formas de minimização/resolução dos problemas para avançar na consolidação de uma prática pedagógica engajada com a contemporaneidade.
  13. 13. Possíveis Causas - A enorme complexidade que se tornou uma das características predominantes da sociedade industrial atual -Restrita compreensão das instituições escolares como organização humana/sistema vivo - Reducionista compreensão de ser humano
  14. 14. Complexidade torna-se cada vez mais evidente que tanto sob o aspecto organização tecnologia constituem • força maior de destruição do ambiente planetário • principal ameaça à sobrevivência da humanidade
  15. 15. Capitalismo Global Em sua forma atual Econômico É manifestadamente Ecológico insustentável Social Espiritual
  16. 16. Por Outro Lado há em Relação às Maravilhas da Tecnologia Industrial e Eletrônica •sensação de •profunda inquietude / mal admiração estar MACULADA •incapacidade para lidar •reconhecimento da com a mudança, gerando necessidade de ambiente organizacional mudança irreconhecível incapacidade para lidar com a mudança
  17. 17. Dualidade das Organizações Humanas Comunidades de Instituições Sociais Pessoas Criadas com objetivos Interagem para: específicos: • Construir • Ganhar dinheiro relacionamentos • Administrar distribuição • Ajudar-se mutuamente do poder político • Tornar significativas • Socializar conhecimento suas atividades cotidianas num processo pessoal
  18. 18. Paradoxo Instituições Sociais Comunidades de pessoas • Parecem mais poderosas do que • Vivem sob enorme nunca (fora) tensões • Negócios dominam • Trabalham muito a política mais • Lucros e valores • Tempo restrito para das ações alcançam relacionamentos altos patamares
  19. 19. Paradoxo Comunidades de Pessoas Instituições Sociais • Pouca satisfação com a vida • Insegurança face às incertezas, imprevisibilidades • Empurrados pelas forças globais do mercado • Perda de controle (gerando inquietude e mal-estar)
  20. 20. Para construir uma sociedade sustentável implica repensar desde a base de boa parte de nossas tecnologias e instituições sociais transpor o abismo que se abriu entre os projetos humanos e os projetos ecologicamente sustentáveis da natureza
  21. 21. É essencial que gestores compreendam a interação necessária entre estruturas formais redes informais auto- explícitas geradoras • descrevem conjunto de • redes de regras / regulamentos comunicação fluidas políticas formais / e oscilantes, estratégias / propiciadoras de procedimentos que participação em definem as relações entre empreendimento pessoas e tarefas, comum; determinando distribuição de poder;
  22. 22. Formais Informais • aparecem em • facilitam organogramas, permuta de estatutos, manuais e informações orçamento • são geradoras • otimizam processos de conhecimento de produção / vendas tácito • propiciam prática • dão estabilidade à comum / limites flexíveis de instituição significado
  23. 23. Redes Informais materializam-se nas pessoas que se dedicam à prática comum, proporcionando novidade, criatividade, flexibilidade, que capacita mudança e evolução representam a vida e a criatividade da organização
  24. 24. Se a vida de uma instituição reside em suas comunidades informais de prática, o grande desafio gerencial/administrativo • entender as instituições como sistema vivo • gerenciar a estrutura formal de modo que reconheça, apoie e fortaleça suas redes informais de relacionamento • propiciar espaço social para florescimento das estruturas informais • deixar que as estruturas formais cuidem do trabalho de rotina e recorrer às estruturas informais para tudo o que transcende, liberando energia e criatividade
  25. 25. • tornar o processo de mudança significativo para as pessoas desde o início • assegurar a participação, proporcionando ambiente no qual a criatividade possa aflorar • chamar as pessoas para o processo de repensar, reprojetar e reestruturar a instituição/liberdade de recriar-se • ofertar impulsos significativos e princípios orientadores em vez de instruções rígidas e determinadas
  26. 26. • criar uma cultura de aprendizado que encoraje o questionamento constante e recompense a inovação • criar um clima de confiança e apoio frente à sensação de instabilidade, insegurança e mal- estar • usar o próprio poder, que o cargo lhe confere, para possibilitar que o poder dos colaboradores aflore
  27. 27. • responder com flexibilidade as perturbações externas/ do ambiente ( novas pessoas, novas idéias, novos conhecimentos, novas tecnologias) • criar rede ativa de comunicação/ múltiplos anéis de realimentação, visando a melhoria de qualidade das comunidades internas • integrar os desafios da sustentabilidade ecológica no planejamento estratégico institucional • aumentar a dignidade e a humanidade dentro da instituição
  28. 28. Comunidades de Prática “ À medida em que as pessoas se dedicam a um empreendimento conjunto, acabam desenvolvendo uma prática comum de fazer as coisas e relacionar-se entre si, permitindo tornar-se elo que liga as pessoas envolvidas no atingimento de seus objetivos comuns”.
  29. 29. Comunidade de prática caracteriza-se por três traços fundamentais: um compromisso mútuo assumido entre os membros( dinâmica de uma rede auto- geradora); um empreendimento comum (objetivos significativos) e, com tempo, um repertório comum de rotinas, conhecimentos, regras.
  30. 30. dinâmica de cultura contexto corpo de regras de comum de conhecimentos conduta significados criação de identidade entre os membros da rede social baseada sensação de fazer parte de um grupo / forte noção de comunidade
  31. 31. Nas organizações humanas as soluções emergentes criam-se dentro do contexto de uma determinada cultura institucional. Nova ordem não é inventada por nenhum indivíduo em particular, surge espontaneamente em decorrência da criatividade coletiva da instituição. As organizações humanas sempre contém estruturas projetadas e estruturas emergentes.
  32. 32. Instituição/Organização Humana como Sistema Vivo • Criam-se / recriam-se continuamente (conhecimento é natural / partilha experiência satisfatória) • São redes não-lineares complexas • São redes sociais vivas que geram a si mesmas produzindo um contexto comum de significados, um corpo de conhecimentos, regras de conduta, um limite e uma identidade coletiva para seus membros
  33. 33. Saúde de uma Organização Ainda é vista por: • lucros - valor das ações – fatia de mercado - outros parâmetros econômicos que fazem pressão para garantir retorno dos investimentos o mais rápido possível, sejam quais forem as conseqüências
  34. 34. • na vida das organizações e das comunidades dentro dela • integridade / bem-estar dos integrantes • meio natural e social / sustentabilidade ecológica
  35. 35. Quanto mais compreendermos a natureza da vida e tomarmos consciência de o quanto uma organização pode ser realmente viva, tanto maior é a nossa dor no perceber a natureza mortífera do nosso atual sistema econômico.
  36. 36. Características de Empresa “longeva” • forte noção de • comunidade comunidade e identidade amparando esforços coletiva para atingir os •construída / conjunto de próprios objetivos e valores comuns otimizando pessoas • abertura para o meio instituição externo econômica • adaptação a novas circunstâncias Instituição aprendiz
  37. 37. (Wilber 2000)
  38. 38. Projeto Político Pedagógico e a Construção da Comunidade Educativa
  39. 39. Projeto Político Pedagógico - O que é? - Para que serve? - Qual o ponto de partida? - Quais as pressuposições e exigências? - Marco referencial? - Eixos orientadores? - Processo de construção: concepção e execução.
  40. 40. (...) a primeira ação que me parece fundamental para nortear a organização do trabalho da instituição é a construção do projeto Político Pedagógico assentado na concepção de sociedade, educação e instituição que vise à emancipação humana. Ao ser claramente delineado, discutido e assumido coletivamente ele se constitui como processo. E, ao se constituir como processo, o projeto reforça o trabalho integrado e organizado da equipe institucional, enaltecendo a sua função primordial de coordenar a ação educativa da instituição para que atinja o seu objetivo político pedagógico. (Veiga 1996, p.157)
  41. 41. Projeto Político Pedagógico O que é? . é um documento que não se reduz à dimensão pedagógica, nem muito menos ao conjunto de projetos e planos isolados de cada professor em sua sala de aula; . é um produto específico que reflete a realidade da instituição, situada em um contexto mais amplo que a influencia e que pode ser por ela influenciado;
  42. 42. . é um instrumento clarificador da ação educativa da instituição em sua totalidade; . é tarefa da instituição; . é a própria organização do seu trabalho pedagógico; . é processo nunca concluído que se constrói e se orienta com intencionalidade explícita (prática pedagógica). Busca rumo, direção, unidade e coerência das ações;
  43. 43. . é permanente processo de discussão, reflexão das práticas, das preocupações (individuais e coletivas) dos obstáculos aos propósitos da instituição, da educação e de seus pressupostos de atuação; . é a marca, a identidade da instituição; . é a vida concretizada em sua dinâmica; . é instrumento que mostra o que vai ser feito, quando, de que modo, por quem, para quem;
  44. 44. . é a expressão operativa da intencionalidade da educação desejada pelos sujeitos da ação que estabelecem planos, compromissos, auto- implicados nos propósitos que definem e projetam; . é a ousadia da instituição em assumir sua auto- gestão;
  45. 45. . é a conquista da autonomia que se atinge quando se entende o significado de sua proposta, no sentido de sua provisoridade; . deve ser entendido como um situar-se num horizonte de possibilidades na caminhada, no cotidiano, imprimindo direção. Direção que se fará ao se entender e propor uma organização que se fundamente no compromisso compartilhado. Direção à substância do Projeto.
  46. 46. Projeto Político Pedagógico Politicamente comprometido, reestrutura a instituição em articulações coerentes, imprimindo-lhe uma unidade interna que se expressa: nas formas de orientar o processo metodológico de condução do ensino nas relações amplas e complexas do cotidiano responsáveis pelas aprendizagens mais significativas, uma vez que consolidam valores e desenvolvem culturas
  47. 47. Projeto Político Pedagógico exige: - profunda reflexão sobre as finalidades da instituição; - explicitação do seu papel; - clara definição dos caminhos, das formas operacionais e das ações a serem empreendidas por todos os envolvidos com o processo educativo;
  48. 48. - aglutinação das crenças, convicções; - compromisso político e pedagógico coletivo; - concepção a partir das diferenças, existentes entre seus atores: (professores, equipe técnico- administrativa, direção, coordenadores, residentes, profissionais de diferentes áreas e representantes da comunidade local).
  49. 49. Processo de Construção do Projeto Pedagógico Devemos levar em conta dois momentos interligados e permeados pela avaliação: o da concepção e o da execução.
  50. 50. Quanto à concepção Um projeto de qualidade deve apresentar as seguintes características: - ser um processo participativo de decisões; - preocupar-se em instaurar uma forma de organização do trabalho pedagógico que desvele os conflitos e contradições;
  51. 51. - explicitar princípios baseados na autonomia da instituição, na solidariedade entre seus agentes educativos, no estímulo à participação de todos no projeto comum coletivo; - conter opções explícitas na direção da superação de problemas, no decorrer do trabalho educativo, voltado para uma realidade específica; - explicitar o compromisso com a formação do cidadão.
  52. 52. Quanto à execução - Nasce da própria realidade, tendo como suporte a explicitação das causas dos problemas e de situações nas quais tais problemas aparecem; - é exeqüível e prevê as condições necessárias ao seu desenvolvimento e avaliação;
  53. 53. - implica ação articulada de todos os envolvidos com a realidade da instituição; - é construído continuamente, incorporando processo e produto numa interação possível Projeto Político Pedagógico não visa simplesmente a um “rearranjo formal da instituição, mas a uma qualidade em todo o processo vivido” Não basta só mobilizar há que se propiciar situações para aprender a pensar e a realizar o fazer pedagógico coerente.
  54. 54. Construção do Projeto Político Pedagógico requer: Um assumir pela instituição, necessitando longo processo de reflexão - ação (teoria – prática), orientado por duas dimensões básicas: Política e Pedagógica
  55. 55. Dimensão Política - diz respeito aos propósitos que motivam e mobilizam o grupo para a promoção das mudanças; - intencionalidade que articula a ação educativa a um projeto histórico definido (fins e objetivos). Dimensão Pedagógica - refere-se ao nível das mudanças curriculares, metodológicas e administrativas que processualmente deverão ocorrer na instituição - paradigma epistêmico - conceitual
  56. 56. A Unidade Dialética dessas duas dimensões deverá expressar-se nas conseqüências político – pedagógicas: redução dos índices de reprovação, demissões, evasão, nível de aprendizagem, satisfação pessoal, envolvimento da comunidade, melhoria do padrão de qualidade. elementos que definem padrões e critérios de avaliação do projeto.
  57. 57. Eixos Orientadores do Projeto Político Pedagógico . Filosófico e Sociológico . Epistemológico .Didático - Metodológico
  58. 58. Filosófico e Sociológico Compromisso com a formação do cidadão participativo para um tipo de sociedade. Definido o tipo de sociedade que queremos construir, discutir qual a concepção de educação correspondente.
  59. 59. Indagações - Qual é o contexto filosófico, sociopolítico, econômico e cultural em que a instituição está inserida? - Que concepção de homem se tem? - Que profissional formar?
  60. 60. - Que valores devem ser defendidos na sua formação? -O que entendemos por cidadania? Que é de fato cidadão? - Em que medida a instituição contribui para a cidadania? - A formação da cidadania tem sido o fio condutor do trabalho pedagógico da instituição?
  61. 61. - Até que ponto a instituição se preocupa em colocar o sujeito aluno como centro do processo educativo? - Como a instituição deve responder às aspirações dos alunos, pais, professores? - Qual é o papel da instituição diante de outros espaços formadores?
  62. 62. Epistemológico Conhecimento e realidade são construídos e transformados coletivamente. O processo de construção do conhecimento deve pautar-se sobretudo na socialização e democratização do saber. Conhecimento dinâmico, significativo, adequado ao interesse e faixa etária do aluno. Garantia da relação de unicidade entre teoria e prática, conhecimento geral e específico, conteúdo e forma, técnico e político.
  63. 63. Indagações - Qual é o nosso papel neste momento, uma vez que há uma compreensão, entre nós, professores e especialistas, de que a produção do conhecimento é condição “sine qua non” para a formação do educando? - O que é construir conhecimento no campo da educação básica?
  64. 64. - Como construir um conhecimento interdisciplinar, transdisciplinar e globalizador, que consiga de fato, trabalhar o específico e avançar para a compreensão das relações sociais? - Como construir a prática pedagógica de forma que o conhecimento seja trabalhado como processo e, desta forma, contribuir para a autonomia do aluno do ponto de vista intelectual, social e político favorecendo a cidadania?
  65. 65. - Como a relação entre ensino e pesquisa pode favorecer esta construção? - Que fontes de informações podem ser utilizadas? - Como definir o que é essencial e o que é complementar na organização do conhecimento curricular? - O aluno deve participar da organização dos programas da instituição? - De que forma partir do conhecimento trazido pelo estudante, para relacioná-lo com o novo conhecimento?
  66. 66. - Como propiciar a aquisição de conhecimentos e habilidades intelectuais aliada às atitudes de cooperação, co-responsabilidade, iniciativa, de organização, de decisão? - Como viabilizar a compreensão das relações sociais que dado trabalho gera com relações sociais mais amplas por meio de conteúdos curriculares históricos, críticos, criativos, não tomados em si, mas à luz do trabalho em questão? - Qual a concepção de conhecimento de currículo, de ensino, de aprendizagem, de metodologia e de avaliação?
  67. 67. O Projeto Político Pedagógico , construído pela própria comunidade escolar, é o definidor de critpério para a organização curricula e a seleção de conteúdos.
  68. 68. Didático - Metodológico A sistematização do processo ensino – aprendizagem precisa favorecer o aluno na elaboração crítica dos conteúdos, por meio de métodos e técnicas de ensino e pesquisa que valorizem as relações solidárias e democráticas.
  69. 69. Sugestões metodológicas: - pesquisa de campo, oficinas pedagógicas, trabalhos em grupo, debate, discussão, estudo dirigido, estudo de texto, demonstração em laboratórios, entrevista, observação das práticas escolares, visitas, estágios, cursos, pautados em um trabalho interdisciplinar/transdisciplinar.
  70. 70. Construção do Projeto Político Pedagógico Existem vários caminhos para sua construção, entretanto enfatiza-se os movimentos do processo, sinalizados por três marcos distintos: Situacional – Conceitual – Operacional seguidos de Diagnóstico - Programação
  71. 71. Marco Situacional Realidade Global Existente: problemas – desafios – esperanças - É o situar-se no mundo: como o vemos, compreendemos e sentimos. - É compreender-se como parte do mundo. - É como o grupo percebe a realidade global. - Análise da realidade em que a instituição está inserida / sinais de vida e morte.
  72. 72. - Descreve a realidade em que desenvolvemos nossa ação. É o desvelamento da realidade sócio política, econômica, educacional e dos conflitos e contradições postos pela prática pedagógica. É aprender seu movimento interno de tal forma que se possa configurá-la, fortalecida pela reflexão teórica-prática. Implica levantar questões:
  73. 73. - Como compreendemos a sociedade atual? Tendências, valores (pontos positivos e negativos). - Qual é a realidade de nossa instituição em termos legais, históricos, pedagógicos,financeiros, administrativos, recursos humanos, físico e materiais? - Quais são os dados demográficos da região que se situa a instituição?
  74. 74. - Qual é a população alvo da instituição? - Quais as suas características em termo de nível sócio-econômico, cultural e educacional? - Qual o papel da educação/instituição nesta realidade? (Posicionamento Político ) - Qual a relação entre a instituição e o mundo do trabalho?
  75. 75. - Quais as principais questões apresentadas pela prática pedagógica? - O que é prioritário para a instituição? - Quais alternativas de superação das dificuldades detectadas?
  76. 76. Marco Conceitual/ Doutrinal Refere-se à concepção/visão de sociedade, homem, educação, instituição, currículo, ensino, aprendizagem, metodologia – orientação paradigmática. Diante da realidade retratada, que referencial teórico, que concepções se fazem necessárias para a transformação da realidade? (direção para qual nos movemos)
  77. 77. - Que tipo de alunos queremos formar? Que atitude deles esperamos? - Para qual sociedade? Com que valores? - Qual a razão se ser da instituição? Que qualidade queremos? Que papel desejamos? - Que visão de homem, deve fundamentar as ações?
  78. 78. - Que experiência queremos que o nosso aluno vivencie no dia-dia da nossa instituição? Que sentido tem a esperança? - Quais as decisões básicas referentes ao que, para que e a como ensinar, articulados ao para quem? Neste momento conceitual devem ser levados em consideração os eixos norteadores do projeto, anteriormente discutidos.
  79. 79. Marco Operacional Realidade Desejada: - Expressa a utopia da instituição – opções sobre Projeto Educativo – Dimensão Administrativa, Financeira e Pedagógica (específico de cada instituição e determinada pelos princípios que a orientam). (firma o ideal da prática- condições de trabalho: envolvimento/participação)
  80. 80. - Orienta-nos quanto ao como realizar a nossa ação. É o momento de nos posicionarmos com relação à atividades a serem assumidas para transformar a realidade da instituição. Implica tomada de decisão de como vamos atingir nossas finalidades, nossos objetivos e nossas metas. - Na operacionalização se verifica se as decisões foram acertadas ou erradas e o que é preciso revisar ou reformular.
  81. 81. Indagações: - Quais as decisões necessárias para a operacionalização? - Como redimensionar a organização do trabalho pedagógico? - Qual o tipo de gestão? - Quais as ações prioritárias? - São exeqüíveis?
  82. 82. - Qual o papel específico de cada membro da comunidade institucional? - Que recursos a instituição dispõe para realizar o seu projeto? - Quais os critérios gerais para elaboração do calendário institucional, horários letivos e não letivos (incluindo os de capacitação)? - Quais as necessidades de formação inicial e continuada dos diferentes profissionais que trabalham na instituição?
  83. 83. - Quais os critérios para a organização e utilização dos espaços educativos (internos e externos à própria instituição)? - Como será feita a organização de turmas por professores, em função da especificidade das situações e diversificadas, inerentes à própria estrutura curricular dos cursos desenvolvidos pela instituição? - O que significa ser sujeito co - responsável pela aprendizagem?
  84. 84. - Que alianças podem ser feitas? -O que é qualidade de ensino? - Que igualdade social é possível? - Como cresce a solidariedade? - Como construir um sistema de avaliação mais justo?
  85. 85. - Quais os critérios operacionais para a avaliação de desempenho do pessoal docente e não docente, do currículo, dos projetos não curriculares e do próprio projeto político- pedagógico da instituição? -Qual a relação entre o pedagógico e o administrativo no processo de gestão? -O que significa construir projeto político pedagógico como prática social coletiva?
  86. 86. - Qual o papel das instâncias colegiadas da instituição, tais como: Conselho da Instituição, Conselho de Classe, Grêmio Estudantil, Associação de Pais e Mestres, Clubes diversos e etc. - Como se efetiva o acompanhamento de egressos?
  87. 87. Diagnóstico Juízo da Realidade em relação à utopia: Inventário – avaliação – identificação de necessidades e prioridades. Programação Transformações Propostas.
  88. 88. SIGNIFICADO PROCESSO FORMA MATÉRIA
  89. 89. “O tipo de esperança sobre o qual penso freqüentemente, ... compreendo-a acima de tudo como um estado da mente, não um estado do mundo. Ou nós temos a esperança dentro de nós ou não temos; ela é uma dimensão da alma, e não depende essencialmente de uma determinada observação do mundo ou de uma avaliação da situação ... (A esperança) não é a convicção de que as coisas vão dar certo, mas a certeza de que as coisas têm sentido, como quer que venham a terminar.” (HAVEL, Václav in Capra 2002, p. 272)

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