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GEOGRAFIAS DO COTIDIANO Tema1: O cotidiano do lazer Tópico10: Região e regionalização

  1. 1. EIXO GEOGRAFIAS DO COTIDIANO TEMÁTICO 1: Tema1: O cotidiano do lazer Tópico10: Região e regionalização Habilidades: 1. Ler mapas temáticos sabendo extrair deles elementos de comparação e análise dos aspectos evidenciados no tema estudado 2. Compreender a relação entre as características econômicas das sociedades e a construção do espaço 3. Comparar o Índice de Desenvolvimento Humano (I.D.H) local e/ou regional com a capacidade de uso e apropriação do espaçoPor que ensinarHá muitas maneiras de regionalizar o espaço geográfico. Uma delas é classificar e ordenar o território, o lugar, a paisagem emrecortes significativos e contextualizados da realidade cotidiana. Os critérios de regionalização são científicos mesmo não sendodefinitivos e únicos, conferindo o entendimento da espacialidade do lugar que será classificado. Estes critérios podem serculturais quando se trabalha o recorte da Geografia do entretenimento que explora desde o lazer produtivo ao contemplativo;políticos quando se pretende discutir o planejamento e as políticas públicas; econômico quando se analisa o movimento docapital como se evidencia nas regiões geoeconômicas; ecológico/ambiental quando se recortam as paisagens socioambientais,seus impactos e possibilidades de desenvolvimento sustentável e, social quando se problematiza a (in) exclusão social.Interdisciplinarmente, a Geografia, estuda essa regionalização na interface com a Sociologia, Economia, História, analisando osindicadores sociais que promovem a desigualdade regional, no mundo, no Brasil, no espaço de vivência. O Relatório deDesenvolvimento Humano, da ONU, desde 1990 vem ajudando, os países e seus municípios, a avaliar as condições dealimentação, moradia, educação, saúde, renda, expectativa de vida, participação política e direito à segurança e sustentabilidadeno desenvolvimento humano para garantir a territorialidade da cidadania entre os excluídos. Ter direito ao espaço e à cidadaniaplena demanda das políticas públicas e do Estado, o enfrentamento dessas questões, garantindo o acesso ao conhecimento e aparticipação dos sujeitos sociais na sociedade.Condições para ensinarOs conhecimentos prévios dos alunos construídos nas séries iniciais orientaram-se para a classificação do espaço em suarepresentação política: município, estado, país e suas possibilidades regionais. Nas séries finais do fundamental os jovens devemaprofundar o conhecimento do espaço geográfico urbano no seu crescimento e avanço demográfico que resulta em novasclassificações e ordenação do território em função da produção e direção do capital que promove desigualdades sociais. Estas serevelam na fragilidade da estrutura social e nas péssimas condições de vida que se constatam quando se comparam osindicadores socioeconômicos dos municípios e países: analfabetismo, expectativa de vida reduzida, taxa de mortalidade infantilcomprometida, baixa renda, etc. São indicadores que conferem ao espaço urbano/rural uma nova regionalização marcada peloprocesso perverso de globalização/fragmentação social revelada na qualidade de vida dos habitantes que vai além dosindicadores tradicionais de renda per capta. No Brasil e no mundo esses indicadores sociais e políticos revelam umaregionalização de desequilíbrios da espacialidade, intensificados pela migração campo/cidade, direcionamento do fluxo deinvestimentos, produtividade, direção do comércio e serviços, qualificação profissional, escolarização, nível tecnológico noreordenamento do território.O que ensinarDe acordo com as habilidades e conhecimentos prévios é possível abordar as seguintes temáticas recortadas do tópico:• A noção de região e regionalização no recorte da realidade socioespacial do espaço de vivência, do Brasil e do mundo.• Os indicadores sociais e políticos que identificam a exclusão e inclusão da pobreza no espaço da cidade e do campo.• A relação entre as características econômicas da sociedade e a construção do espaço geográfico no processo de globalizaçãofragmentação.• A comparação entre o Índice de Desenvolvimento Humano no espaço local e o regional referente à (des) territorialização doespaço.• O “grito dos excluídos” no campo e na cidade.• Um mundo possível com qualidade de vida, participação política, direito à segurança e à sustentabilidade.
  2. 2. Como ensinarDe acordo com as habilidades propostas no tópico, os níveis de entendimento do mais simples ao complexo, o desempenhoprático dos alunos, o uso das escalas geográficas e cartográficas na ampliação dos conceitos geográficos e a intertextualidade, épossível planejar seqüências didáticas relacionadas ao recorte temático da realidade e aos conceitos propostos. As seqüênciascompõem-se de conjunto de ações (estratégias, materiais curriculares) visando a desenvolver as habilidades propostas no tópicopor meio de diversas linguagens e, valendo-se da avaliação contínua e sistemática para conhecer os limites e as possibilidades deaprendizagem dos alunos sobre a compreensão da regionalização do espaço urbano/rural, usando o critério de classificaçãosocial, na perspectiva da inclusão/exclusão da pobreza. As seqüências devem conter:1. O planejamento do tópico com a organização do banco de dados do professor e o aprofundamento teórico do temareferenciando-se nas obras: ALBUQUERQUE, R. et al(org). Pobreza e mobilidade social. SP:Nobel, 1993. FELINTO, Marilene. Afome.In:SADER. Emir (org). 7pecados do capital. RJ:Record, 1999, p.107-20; ROCHA, Sônia. Pobreza no Brasil: afinal de que setrata?RJ:FGV, 2003; SANTOS M. Por uma geografia cidadã: por uma epistemologia da existência.In: Boletim Gaúcho deGeografia.Porto Alegre:AGB, 1996, p.7-14. SANTOS, M et al. (Re)Distribuição da população, economia e geografia do consumo edos níveis de vida.In:SANTOS, M et al(org). O Brasil: território e sociedade no início do século XXI.RJ:Record, 2001, p.199-237;SINGER, Paul.Um mapa da exclusão social no Brasil. In: IANNI, Otávio et alli (org). Modernidade globalização eexclusão.SP:Imaginário, 1996, p.75-114. Nos livros didáticos de MOREIRA, Igor. Construindo a Geografia. 6ª , cap. 2 e 7ª Séries,cap.1.SP:Ática. SENE, E. et al. Atlas do IBGE, p. 83-87, 126-9, 156-8; Geoatlas (SIMIELLI)p.2. Organização das sequências no coletivo dos professores de Geografia;3. Avaliação diagnóstica: as informações dos item 3 devem ser discutidas com os alunos em mapas, gráficos, tabelas, fotos (banco de dados organizados pelo professor em atlas, jornais, revistas, sites) revelando a desnutrição infantil, a fome, aconcentração de renda, a expectativa de vida, o analfabetismo e o baixo grau de escolaridade, o trabalho infantil, os sem teto, semsaneamento básico, sem energia, sem transporte considerados os “excluídos” da sociedade. Questionar: o que os alunos sabemsobre essas questões? O que entendem por indicadores econômicos? E por indicadores políticos? O que é IDH? Com que dadostrabalham? Quem os organiza? Como interpretam a pobreza? Que comparações estabelecem com a classe rica? O queentendem por exclusão social? Que outros critérios ou indicadores usariam para classificar a situação de exclusão? Consideramesses indicadores mais científicos que os tradicionais da renda per capta? Como analisam no novo urbano o papel dos “SEM “teto, transporte, energia, escola, alimentação, saúde, trabalho, etc. O que consideram qualidade de vida da população? O Brasilfica abaixo da linha da pobreza? Qual sua posição no IDH? Que estados brasileiros tem melhor IDH? E quais têm o pior? O quedetermina essa classificação? Em que auxilia aos governantes? Desde que foram criados, qual sua contribuição? Tratando-se deuma avaliação diagnóstica e inicial é fundamental que a turma participe do registro coletivo de seus saberes em mural ou texto noquadro da sala. Ele é a referência do que alunos sabem no início da discussão do tópico e servirá de comparação na avaliaçãofinal do processo das aprendizagens.4. Levantamento de atividades e possibilidades de registros que poderão ser desenvolvidas interdisciplinarmente com aMatemática, Português, História, Ciências.Seqüência didática 1- Construção do mapa mental do municípioa ) Em grupo, os alunos devem representar o seu município, espacializando-o e territorializando-o, por meio de uma legenda, emum mapa mental.1. Área comercial e de serviços2. Área residencial da classe de renda média3. Área residencial da classe de renda alta4. Área residencial da classe de renda baixa5. Área industrial6. Área da agropecuária7. Área verde e de proteção8. Limites do município9. Ferrovia10. Rodovia11. Rios
  3. 3. b) Elaborado o mapa mental devem explicar: os elementos que indicam uso do solo, as atividades econômicas predominantes,como o espaço foi se diferenciando para atender a classes sociais diferentes, qual área residencial ocupa maior espaço, qualespaço do município tem melhor qualidade de vida: saneamento básico, coleta de lixo, escolas, postos de saúde, transportecoletivo, ruas asfaltadas, equipamentos urbanos em geral. Por quê? A ocupação dos espaços reflete a situação econômica dosmoradores? Como?Problematização: como foi o processo de organização do espaço municipal? O que mudou? O que permanece?Para responder esta problematização os alunos devem investigar.Seqüência didática 2 – Leitura de mapas temáticos para comparar e analisar os indicadores econômicos da qualidade de vida dapopulação do município.Problematização: O IDH do município tem melhorado? Que medidas são necessárias para melhorar a qualidade de vida dapopulação do município?Primeiro momento: organização dos grupos e planejamento da investigação local com divisão das tarefas.InvestigaçãoGrupo 1 – Investigação dos dados sobre a qualidade de vida no município.Trilha no espaço de vivência para coleta de dados sobre: o saneamento básico; a coleta de lixo, postos de saúde/ leitos porhospitais e médicos por pacientes; atendimento do transporte coletivo; escolas públicas para todos os anos de escolaridade,moradias, energia elétrica, etc. Coleta de dados na prefeitura, COPASA, CEMIG, SRE/MG, Postos de Saúde, jornal local, outrosque a cidade possuir como fonte de informação. Fazer registros de observações, entrevistas, mapeamentos, fotos.Grupo 2 – Investigação de dados sobre a qualidade de vida no Brasil. Atlas do IBGE ( www. ibge.gov.br) e Geoatlas citados, sitewww.undp.rg.br/HDR/Atlas.htm ( Atlas de desenvolvimento Humano do Brasil) e outras fontes em livros didáticos citados ouAtlas atualizados que escola possuir.Segundo momento - Tratamento dos dados coletados: organização de mapas, tabelas, gráficos sobre os dados coletados nomunicípio; comparar os dados do município com os dados do Brasil, apresentação e análises sobre os indicadores de exclusãosocial: analfabetismo; transporte, postos de saúde, escolas, moradias insuficiente e inadequados, ausência de políticas públicas eprivadas com responsabilidade social; discussão das perguntas curiosas; análise das imagens coletadas; elaboração demapeamentos, gráficos e tabelas.Avaliação sobre a qualidade de vida dos moradores da cidade e os indicadores políticos de sua participação na reivindicaçãodessas melhorias. Proposição de um planejamento enfocando os indicadores sociais e comparando-os com os melhores IDHs deMinas Gerais e do Brasil. Elaboração de um texto coletivo contendo as idéias da turma para o (re) planejamento da cidade.Atividade de protagonismoElaboração de um manual de orientação visando ao (re)planejamento da cidade contando com o professor de Português e deArtes. Promover o lançamento junto à comunidade, estendendo o convite à prefeitura.Como avaliarOs instrumentos para a avaliação do professor são os registros sobre as observações dos alunos no diagnóstico inicial, narealização das atividades, dificuldades, questionamentos, explicações aos colegas, participação e envolvimento nas atividades,registros do coletivo, organização do material no portfólio e por meio de questões do banco de itens.Auto-avaliação do material no portfólio comparando o que sabia no momento do diagnóstico com o que aprendeu no processo atéa elaboração coletiva do manual. Compartilhamento dos resultados com a turma.

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