construção do conhecimento lógico matemático

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construção do conhecimento lógico matemático

  1. 1. <ul><li>UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO – UNINOVE </li></ul><ul><li>PÓS-GRADUAÇÃO </li></ul><ul><li>Curso: </li></ul><ul><li>PSICOPEDAGOGIA CLÍNICA/EDUCACIONAL </li></ul><ul><li>Disciplina: </li></ul><ul><li>CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO LÓGICO-MATEMÁTICO </li></ul><ul><li>Aulas 1, 2, 3 e 4 (17/10/2009) / 5, 6, 7 e 8 (24/10/2009) </li></ul><ul><li>Prof. Carlos E. Wolf </li></ul><ul><li>[email_address] </li></ul>
  2. 2. <ul><li>I- Por que as crianças se identificam com a matemática? </li></ul><ul><li>Pela curiosidade e pelo jogo. (Aulas 1, 2) </li></ul><ul><li>O estranho, o não sabido, o bizarro, o extraordinário e o enigmático, desperto pela energia mental da curiosidade, jogam com a mente, pelo fascínio da incógnita e o desconhecido. </li></ul><ul><li>A criança ou o adolescente percebem as relações dos assuntos com a sua vivência e assim encontram mais facilidade de compreensão dos assuntos matemáticos que trabalham. </li></ul>Prof. Carlos E. Wolf
  3. 3. <ul><li>A curiosidade acelera a produção de feniletilamina , o hormônio responsável pela paixão. </li></ul><ul><li>Esse ímpeto, associado ao fenômeno hormonal, desencadeia a ação da busca pelo prazer: o hedonismo. </li></ul><ul><li>II- O papel do primeiro-ensinante que apresenta o enigma do não sabido , é o responsável pelos primeiros passos na condução do conhecer e pelos insights do êxtase ao vislumbre do novo. </li></ul><ul><li>É reação eletrobioquímica neuronal impulsionada pela ação abstrata da satisfação desejada. </li></ul>Prof. Carlos E. Wolf
  4. 4. <ul><li>A lógica natural exercida pelo fenômeno, estimula o cérebro a um crescente desenvolvimento racional: </li></ul><ul><li>Cada provocação gera a evocação da busca por novos insights – o apelo reacional da mente humana comporta-se desejosa pela opiácea excitação da descoberta. </li></ul><ul><li>(aulas 3, 4) </li></ul><ul><li>III- Por que as crianças odeiam a matemática? </li></ul><ul><li>Pelo desestímulo à curiosidade, pela falência do jogo. </li></ul><ul><li>Essas dificuldades desmontam a compreensão. </li></ul>Prof. Carlos E. Wolf
  5. 5. <ul><li>O papel do ensinante que desproporciona ou descomanda a apropriação de insights , arrefece a natural lógica esperada: a aprendizagem perde a chance de desabrochar. </li></ul><ul><li>Seu subdesenvolvimento é consequência atitudinal oposta ao avanço do intelecto que a atrofia ao invés de aflorar. </li></ul><ul><li>A depreciação ao aprendizado da matemática é gêmea da desatenção docente: O problema de sua incompreensão e consequente desinteresse/desaprendizado é resultado crônico, próprio dessa particularidade. </li></ul>Prof. Carlos E. Wolf
  6. 6. <ul><li>I- Dados pertinentes às principais causas das dificuldades do aprendizado da matemática*: </li></ul><ul><li>Psicopatológicas: 1,67% </li></ul><ul><li>(aulas 5,6) </li></ul><ul><li>Neurológicas: 4,01% </li></ul><ul><li>Psicossociais: 11,39% </li></ul><ul><li>Déficits cognitivos/de atenção/de memória: 12,02% </li></ul><ul><li>Competências e habilidades docentes: 70,91 </li></ul><ul><li>(*): amostragem 5000 alunos de 8ª série E.F. e 3ª série E.M. Rede Pública Est. SP -2008 – (Watanabe, O.K.) </li></ul>Prof. Carlos E. Wolf
  7. 7. <ul><li>II- Como a criança pensa? </li></ul><ul><li>Ela não é um adulto em miniatura; </li></ul><ul><li>Não isenta seu raciocínio da fantasia; </li></ul><ul><li>Apela à concretude em lugar da abstração; </li></ul><ul><li>Desconhece a reflexão holística; </li></ul><ul><li>Não desconfia do desconhecido; </li></ul><ul><li>Atira-se a ele sob qualquer pressão externa; </li></ul><ul><li>Imaginação em mimetismo à realidade; </li></ul><ul><li>Confunde-se em seus brotais de idéias; </li></ul><ul><li>Divaga facilmente ao sabor estimulador do momento; </li></ul><ul><li>Esconde-se com a mesma facilidade com que se expõe. </li></ul>Prof. Carlos E. Wolf
  8. 8. <ul><li>Sente-se absolutamente estimulada ou reprimida na busca do prazer pelo aprender; </li></ul><ul><li>Daí a necessidade de a aprendizagem se dar da forma mais natural possível, pois o conteúdo é o meio pelo qual desenvolvemos determinadas competências de compreensão e habilidades de apropriação do saber. </li></ul><ul><li>Portanto, o professor deve, obrigatoriamente, estar atento à esses meios de desenvolvimento, junto às necessidades de percepções dessas potencialidades junto aos seus alunos. </li></ul>Prof. Carlos E. Wolf
  9. 9. <ul><li>III- Aulas: onde o aluno se sinta razoavelmente livre e propenso a se dedicar significativamente; </li></ul><ul><li>A motivação da excelência do trabalho discente reside em contribuir com aqueles que têm a difícil mas gratificante tarefa de orientar e coordenar as atividades das crianças, em sua busca de compreensão das primeiras idéias elementares matemáticas e de adolescentes, na continuidade dessas mesmas idéias: </li></ul><ul><li>Seus professores de matemática. </li></ul>Prof. Carlos E. Wolf
  10. 10. <ul><li>São nas aulas – e a partir delas – que a criança descobre suas capacidades de aprendizagem, suas forças, meios, aptidões e esquemas de ação que a farão dominar os conteúdos, primeiro percebendo-os, para depois concebê-los na medida de seus entendimentos. </li></ul><ul><li>São nas aulas – e ainda a partir delas – que as possibilidades de construção lógica de seu campo mental se dará via maturação das novas idéias, alicerçadas pela aprendizagem precedente da que hoje lhe seja apresentada. </li></ul><ul><li>São essas aulas – e somente nelas – que reside a excelência do trabalho do educador em matemática. </li></ul>Prof. Carlos E. Wolf
  11. 11. <ul><li>I- No nível dos sintomas dos travamentos às rejeições da aprendizagem: </li></ul><ul><li>Como se trava o aprender? (aulas 7, 8) </li></ul><ul><li>Assim como nos casos de lentidão generalizada, a escola parece não estar conseguindo lidar com os casos de parada ou travamento da ação do aprender lógico-matemático. </li></ul><ul><li>São inúmeros os fatores que podem levar uma criança ou pré-adolescente a apresentar esse tipo de sintoma que, uma vez desencadeado o processo de estacionamento, sua descristalização torna-se tarefa árdua. </li></ul>Prof. Carlos E. Wolf
  12. 12. <ul><li>Quando uma situação traumática (separação dos pais, fracasso escolar etc.) é de tal natureza ou intensidade que ultrapassa a capacidade adaptativa, a energia psíquica poderá romper-se, deixando-a sem recursos para a aprendizagem. </li></ul><ul><li>O travamento pode ainda surgir como uma reação neurótica à interdição da satisfação, seja pelo afastamento da realidade, seja pela excessiva satisfação na fantasia, seja ainda pela fixação com a própria parada de crescimento. </li></ul><ul><li>Outra situação não menos importante: </li></ul>Prof. Carlos E. Wolf
  13. 13. <ul><li>Professores que não percebem a parada da aprendizagem; que não têm muita clareza a respeito de uma concepção sócio-construtivista do ensino lógico-matemático, atrelados a velhas posturas, sem a construção de uma nova proposta de forma consciente. </li></ul><ul><li>II- As perplexidades, os erros, as irrelevâncias e os devaneios dos alunos: </li></ul><ul><li>Alunos titubeantes na compreensão lógico-elementar é por se encontrarem um ambiente não propício para o desenvolvimento de suas potencialidades: são tolhidos de reforços positivos. </li></ul>Prof. Carlos E. Wolf
  14. 14. <ul><li>Falhas, erros, equívocos e desacertos no cumprimento de programas pétreos, conduzem ao vício dos deslizes de aprendizagem, por maximização das relevâncias de conteúdo/prazo de entendimento e minimização das faculdades lógico-receptoras do tempo ideal de cada aluno. </li></ul><ul><li>As divagações e sonhos são elementos de fuga provocados – durante as aulas – como defesas da imaginação contra a realidade de uma lógica despida de coerência na compreensão: </li></ul><ul><li>O aluno então, se perde na aprendizagem pois, o professor se desaproveita do ensino. </li></ul>Prof. Carlos E. Wolf
  15. 15. <ul><li>III- A rotina segura que não ilumina e o feijão-com-arroz que sacia mas não alimenta: </li></ul><ul><li>Repetir e repetir, repetitivas vezes... O trabalho braçal – não (e nada) mental do aluno – queima o broto do raciocínio pelo excesso de rotina, escassa de coerência, que priva, o professor, do bom senso do acompanhamento da aprendizagem. </li></ul><ul><li>A mente do aluno se enche de informações, sem que ocorram as formações: é a constância de encher-se a barriga em estado de eterna fome. </li></ul>Prof. Carlos E. Wolf
  16. 16. <ul><li>UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO – UNINOVE </li></ul><ul><li>PÓS-GRADUAÇÃO </li></ul><ul><li>Curso: </li></ul><ul><li>PSICOPEDAGOGIA CLÍNICA/EDUCACIONAL </li></ul><ul><li>Disciplina: </li></ul><ul><li>CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO LÓGICO-MATEMÁTICO </li></ul><ul><li>(próximo sábado, 31/10: aulas 9, 10, 11 e 12) </li></ul><ul><li>Prof. Carlos E. Wolf </li></ul><ul><li>[email_address] </li></ul>

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