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Por que havemos de desejar fazer seja o que for?
"Muito bem, serás mais famoso do que Gogol, Pushkin, Shakespeare, Molière, mais famoso do
que todos os escritores do mundo – e depois?
E eu não encontrava resposta absolutamente nenhuma.
[…] E isto estava a acontecer-me quando tudo indicava que se devia considerar que eu era um
homem completamente feliz; [...]. Tinha uma mulher bondosa e dedicada que eu amava, bons filhos e
bens que cresciam sem qualquer esforço da minha parte. Era mais do que nunca respeitado por amigos
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celebridade. Além disso, não estava sem saúde física, nem mental; [...]
Eu descrevia a minha condição espiritual da seguinte maneira: a minha vida era uma espécie de
brincadeira estúpida e perversa que alguém me estava a fazer. Apesar de eu não aceitar a existência de
qualquer "Alguém" que me pudesse ter criado, a noção de que alguém me trouxera a este mundo como
uma brincadeira estúpida e perversa parecia-me a maneira mais natural de descrever a minha situação.
Não podia deixar de imaginar que algures alguém se divertia […] da maneira como vivi durante
trinta ou quarenta anos, estudando, desenvolvendo-me, crescendo em corpo e alma; rindo-se por eu
ter agora atingido a completa maturidade intelectual e ter chegado ao cume no qual a vida se revela
para ficar aí como um completo idiota […]
Mas houvesse ou não alguém que se divertia à minha custa, isso não tornava as coisas mais
fáceis para mim. Eu não conseguia atribuir qualquer sentido racional a um único acto em toda a
minha vida. O que me surpreendia era não ter compreendido isso desde sempre. […] Os meus
feitos, sejam eles quais forem, serão esquecidos mais cedo ou mais tarde, e eu próprio não existirei
mais. Porquê, então, fazer seja o que for? […] quando ficamos sóbrios não podemos deixar de ver
que tudo isto é uma ilusão, uma estúpida ilusão! E isto não é nada divertido nem espirituoso; é
apenas cruel e estúpido. […]
A minha questão, a questão que me tinha conduzido à beira do suicídio quando eu tinha
cinquenta anos, era a questão mais simples que existe na alma de todos os seres humanos, da
criança simplória ao mais sábio dos anciãos […] Por que hei-de viver? Por que hei-de desejar ou
fazer seja o que for? Ou, de outra forma ainda: há algum sentido na minha vida que não seja
destruído pela minha morte, que se aproxima inevitavelmente?
TOLSTOY, Leon, (1882), Confession. Nova Iorque: W. W. Norton, 1996, pp.27-30, 34-35.
(Adaptado por Joana Inês Pontes[ênfase adicionada])
Interpretação	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  p	
  
1. Por	
  que	
  razão	
  pensa	
  Tolstoi	
  que	
  a	
  sua	
  felicidade	
  e	
  sucesso	
  não	
  possuem	
  qualquer	
  valor?	
  
Leão Tolstoi (1828-1910): Escritor e pensador russo, foi um dos mais importantes romancistas realistas. Tolstoi
tornou-se famoso por se tornar, na velhice, um pacifista, cujos textos e ideias batiam de frente com as igrejas e
governos. Entre as suas obras, destaca-se os romances Guerra e Paz (1865-1869) e Anna Karenina (1875-1977).
Tolstoi foi igualmente um pensador e a sua obra Confissão (1882) foi extremamente influente, tornando-o um dos
mais destacados líderes espirituais do seu tempo.
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CONFISSÃO
Procurei por todo o lado no conhecimento humano uma resposta a esta questão [...] Mas não
havia respostas à questão da vida em qualquer um deles. O conhecimento estritamente racional
[ciência experimental; filosofia] põe de lado qualquer conhecimento baseado na fé e reconstrói a
partir do zero de acordo com as leis da razão e da experiência; não pode dar resposta à questão da
vida além da que eu tinha recebido — uma resposta indefinida.
[…] Ao compreender isto, tomei consciência de que não podia procurar uma resposta à
minha questão no conhecimento racional [...] Tomei também consciência de que por mais
irracionais ou pouco atraente que fossem as respostas dadas pela fé, têm a vantagem de introduzir
em todas as respostas uma relação entre o finito e o infinito, sem a qual não pode haver resposta.
Ponha eu como puser a questão de saber como viver, a resposta é: de acordo com a lei de Deus.
Haverá algo de real que resulte da minha vida? Tormento eterno ou felicidade eterna. Que sentido
há que não seja destruído pela morte? A união com o Deus infinito, o paraíso.
Assim, em complemento ao conhecimento racional, que antes me parecera ser o único, fui
inevitavelmente levado a reconhecer um tipo diferente de conhecimento, um tipo irracional, que
toda a humanidade tinha: a fé, que nos dá a possibilidade de viver. Quanto a mim, a fé continua a
ser tão irracional quanto antes, mas não podia deixar de reconhecer que só ela dava à humanidade
uma resposta à questão da vida, tornando assim possível viver.
O conhecimento racional conduziu-me à conclusão de que a vida não tinha sentido; a
minha vida parou, e eu queria acabar comigo. Ao olhar para as outras pessoas vi que viviam e
convenci-me de que conheciam o sentido da vida. Voltei-me então e olhei para mim mesmo; desde
que conhecesse o sentido da vida, viveria. Tal como acontecia com os outros, assim era comigo: a
fé dava-me o sentido da vida e a possibilidade de viver.
TOLSTOY, Leon, (1882), Confession. Nova Iorque: W. W. Norton, 1996, pp., 34-35, 50-60.
(Adaptado por Joana Inês Pontes[ênfase adicionada])
Após	
  a	
  leitura	
  do	
  texto,	
  responda	
  às	
  seguintes	
  questões:	
  
	
  
1. “Ao olhar para as outras pessoas vi que viviam e convenci-me de que conheciam o sentido da
vida”. Exponha a resposta que a fé permite dar ao problema do sentido da vida.
2. Será	
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  • 1.  A  Religião  e  o  Sentido  da  Existência:  a  experiência  da  finitude  e  a  abertura  à  transcendência    Filosofia  –  10º  Ano     Professora    Joana  Inês  Pontes   Por que havemos de desejar fazer seja o que for? "Muito bem, serás mais famoso do que Gogol, Pushkin, Shakespeare, Molière, mais famoso do que todos os escritores do mundo – e depois? E eu não encontrava resposta absolutamente nenhuma. […] E isto estava a acontecer-me quando tudo indicava que se devia considerar que eu era um homem completamente feliz; [...]. Tinha uma mulher bondosa e dedicada que eu amava, bons filhos e bens que cresciam sem qualquer esforço da minha parte. Era mais do que nunca respeitado por amigos e conhecidos, elogiado por estranhos, e podia dizer sem qualquer ilusão que gozava de uma certa celebridade. Além disso, não estava sem saúde física, nem mental; [...] Eu descrevia a minha condição espiritual da seguinte maneira: a minha vida era uma espécie de brincadeira estúpida e perversa que alguém me estava a fazer. Apesar de eu não aceitar a existência de qualquer "Alguém" que me pudesse ter criado, a noção de que alguém me trouxera a este mundo como uma brincadeira estúpida e perversa parecia-me a maneira mais natural de descrever a minha situação. Não podia deixar de imaginar que algures alguém se divertia […] da maneira como vivi durante trinta ou quarenta anos, estudando, desenvolvendo-me, crescendo em corpo e alma; rindo-se por eu ter agora atingido a completa maturidade intelectual e ter chegado ao cume no qual a vida se revela para ficar aí como um completo idiota […] Mas houvesse ou não alguém que se divertia à minha custa, isso não tornava as coisas mais fáceis para mim. Eu não conseguia atribuir qualquer sentido racional a um único acto em toda a minha vida. O que me surpreendia era não ter compreendido isso desde sempre. […] Os meus feitos, sejam eles quais forem, serão esquecidos mais cedo ou mais tarde, e eu próprio não existirei mais. Porquê, então, fazer seja o que for? […] quando ficamos sóbrios não podemos deixar de ver que tudo isto é uma ilusão, uma estúpida ilusão! E isto não é nada divertido nem espirituoso; é apenas cruel e estúpido. […] A minha questão, a questão que me tinha conduzido à beira do suicídio quando eu tinha cinquenta anos, era a questão mais simples que existe na alma de todos os seres humanos, da criança simplória ao mais sábio dos anciãos […] Por que hei-de viver? Por que hei-de desejar ou fazer seja o que for? Ou, de outra forma ainda: há algum sentido na minha vida que não seja destruído pela minha morte, que se aproxima inevitavelmente? TOLSTOY, Leon, (1882), Confession. Nova Iorque: W. W. Norton, 1996, pp.27-30, 34-35. (Adaptado por Joana Inês Pontes[ênfase adicionada]) Interpretação              p   1. Por  que  razão  pensa  Tolstoi  que  a  sua  felicidade  e  sucesso  não  possuem  qualquer  valor?   Leão Tolstoi (1828-1910): Escritor e pensador russo, foi um dos mais importantes romancistas realistas. Tolstoi tornou-se famoso por se tornar, na velhice, um pacifista, cujos textos e ideias batiam de frente com as igrejas e governos. Entre as suas obras, destaca-se os romances Guerra e Paz (1865-1869) e Anna Karenina (1875-1977). Tolstoi foi igualmente um pensador e a sua obra Confissão (1882) foi extremamente influente, tornando-o um dos mais destacados líderes espirituais do seu tempo.
  • 2.  A  Religião  e  o  Sentido  da  Existência:  a  experiência  da  finitude  e  a  abertura  à  transcendência    Filosofia  –  10º  Ano     Professora    Joana  Inês  Pontes   CONFISSÃO Procurei por todo o lado no conhecimento humano uma resposta a esta questão [...] Mas não havia respostas à questão da vida em qualquer um deles. O conhecimento estritamente racional [ciência experimental; filosofia] põe de lado qualquer conhecimento baseado na fé e reconstrói a partir do zero de acordo com as leis da razão e da experiência; não pode dar resposta à questão da vida além da que eu tinha recebido — uma resposta indefinida. […] Ao compreender isto, tomei consciência de que não podia procurar uma resposta à minha questão no conhecimento racional [...] Tomei também consciência de que por mais irracionais ou pouco atraente que fossem as respostas dadas pela fé, têm a vantagem de introduzir em todas as respostas uma relação entre o finito e o infinito, sem a qual não pode haver resposta. Ponha eu como puser a questão de saber como viver, a resposta é: de acordo com a lei de Deus. Haverá algo de real que resulte da minha vida? Tormento eterno ou felicidade eterna. Que sentido há que não seja destruído pela morte? A união com o Deus infinito, o paraíso. Assim, em complemento ao conhecimento racional, que antes me parecera ser o único, fui inevitavelmente levado a reconhecer um tipo diferente de conhecimento, um tipo irracional, que toda a humanidade tinha: a fé, que nos dá a possibilidade de viver. Quanto a mim, a fé continua a ser tão irracional quanto antes, mas não podia deixar de reconhecer que só ela dava à humanidade uma resposta à questão da vida, tornando assim possível viver. O conhecimento racional conduziu-me à conclusão de que a vida não tinha sentido; a minha vida parou, e eu queria acabar comigo. Ao olhar para as outras pessoas vi que viviam e convenci-me de que conheciam o sentido da vida. Voltei-me então e olhei para mim mesmo; desde que conhecesse o sentido da vida, viveria. Tal como acontecia com os outros, assim era comigo: a fé dava-me o sentido da vida e a possibilidade de viver. TOLSTOY, Leon, (1882), Confession. Nova Iorque: W. W. Norton, 1996, pp., 34-35, 50-60. (Adaptado por Joana Inês Pontes[ênfase adicionada]) Após  a  leitura  do  texto,  responda  às  seguintes  questões:     1. “Ao olhar para as outras pessoas vi que viviam e convenci-me de que conheciam o sentido da vida”. Exponha a resposta que a fé permite dar ao problema do sentido da vida. 2. Será  que  acreditar  que  fomos  criados  por  um  Deus,  com  um  propósito  oferece  sentido  à   nossa   existência   ou   retira-­‐lhe   autonomia,   fazendo-­‐nos   acreditar   que   somos   artefactos?   Justifique  a  resposta.