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CETOLIN, T.; FOZA, V. Periodização no Futsal: descrição da utilização da metodologia de treinamento
baseada nas cargas seletivas. Brazilian Journal of Biomotricity, v. 4, n. 1, p 24-31, 2010. O treinamento
esportivo tem tido evoluções constantes refletidas não somente na preparação dos atletas como também no
calendário de competições. Assim, o futsal vem acompanhando essa evolução, onde novas metodologias
de planificação de treinamento são apresentadas no intuito de sanar essas dificuldades. Desta forma, o
presente estudo tem por objetivo descrever um programa de treinamento elaborado através do método de
cargas seletivas em uma equipe de futsal sub-20 e analisar como foi o seu desempenho através de
aproveitamento de pontos. Para isso, 20 jovens do gênero masculino de uma equipe de futsal da categoria
sub-20 do estado do Rio Grande do Sul, com média de idade de 19±1anos que foram submetidos a uma
planificação de treinamentos através de cargas seletivas como proposta originalmente por Gomes (2002).
Foi utilizado sobre a descrição sobre o desempenho da equipe foi utilizado os escores de desempenho da
equipe nos jogos, através do percentual de aproveitamento da equipe em cada fase do campeonato, bem
como a sua colocação na classificação em cada fase. Sendo assim, o aproveitamento de pontos de 73,3%
na 1º fase de competições e 91,66% na segunda fase de competições. Dentro das limitações do presente
estudo, pode-se sugerir que o treinamento elaborado através do método de cargas seletivas, pode ser uma
ferramenta junto à modalidade esportiva de futsal.
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  1. 1. Cetolin & Foza: Periodização no futsal www.brjb.com.br ARTIGO ORIGINAL (ORIGINAL PAPER) PERIODIZAÇÃO NO FUTSAL: DESCRIÇÃO DA UTILIZAÇÃO DA METODOLOGIA DE TREINAMENTO BASEADA NAS CARGAS SELETIVASPERIODIZATION FUTSAL: DESCRIPTION OF THE USE OF A METHOD OF TRAININGLOADS BASED ON SELECTIVETiago Cetolin & Valdeci FozaFaculdade da Serra Gaúcha (FSG)Corresponding author:Tiago CetolinRua 21 de Setembro, 540 Bairro Bela Vista CEP: 95076470Caxias do Sul, RS, Brasil.Endereço eletrônico: tcetolin@terra.com.br Brazilian Journal of Biomotricity, v. 4, n. 1, p. 24-31, 2010 (ISSN 1981-6324)Submitted for publication: Jul 2009Accepted for publication: Dec 2009RESUMOCETOLIN, T.; FOZA, V. Periodização no Futsal: descrição da utilização da metodologia de treinamentobaseada nas cargas seletivas. Brazilian Journal of Biomotricity, v. 4, n. 1, p 24-31, 2010. O treinamentoesportivo tem tido evoluções constantes refletidas não somente na preparação dos atletas como também nocalendário de competições. Assim, o futsal vem acompanhando essa evolução, onde novas metodologiasde planificação de treinamento são apresentadas no intuito de sanar essas dificuldades. Desta forma, opresente estudo tem por objetivo descrever um programa de treinamento elaborado através do método decargas seletivas em uma equipe de futsal sub-20 e analisar como foi o seu desempenho através deaproveitamento de pontos. Para isso, 20 jovens do gênero masculino de uma equipe de futsal da categoriasub-20 do estado do Rio Grande do Sul, com média de idade de 19±1anos que foram submetidos a umaplanificação de treinamentos através de cargas seletivas como proposta originalmente por Gomes (2002).Foi utilizado sobre a descrição sobre o desempenho da equipe foi utilizado os escores de desempenho daequipe nos jogos, através do percentual de aproveitamento da equipe em cada fase do campeonato, bemcomo a sua colocação na classificação em cada fase. Sendo assim, o aproveitamento de pontos de 73,3%na 1º fase de competições e 91,66% na segunda fase de competições. Dentro das limitações do presenteestudo, pode-se sugerir que o treinamento elaborado através do método de cargas seletivas, pode ser umaferramenta junto à modalidade esportiva de futsal.Palavras-Chave: periodização, futsal, cargas seletivas.ABSTRACTCETOLIN, T.; FOZA, V. Periodization Futsal: description of the use of a method of training loads based onselective. Brazilian Journal of Biomotricity, v. 4, n. 1, p 24-31, 2010. The sports training has been constantevolution reflected not only in the preparation of the athletes but also in the calendar of competitions. So,futsal has been following these developments, where new methodologies of planning training are presentedin order to remedy these difficulties. Thus, this study aims to describe a training program prepared by themethod of selective charges in an futsal team under-20 and analyze how was your performance through use 24
  2. 2. Cetolin & Foza: Periodização no futsal www.brjb.com.brof points. For this, 20 young males of a futsal team of under-20 state of Rio Grande do Sul, with a mean ageof 19 ± 1anos submitted to a planning training through selective charges as originally proposed by Gomes(2002). It was used on the description on the performance of the team we used the scores of teamperformance in games, through the use of percentage of staff in each phase of the competition and theirplace in the standings in each phase. Thus, the use of points of 73.3% in 1st phase of competitions and91.66% in the second round of competitions. Within the limitations of this study may suggest that the trainingprepared by the method of selective charges, can be a tool with the sport of futsal.Key words: periodization, futsal, selective charges.INTRODUÇÃOO treinamento esportivo vem evoluindo de forma significativa nas últimas décadas,gerando modificações e incertezas para os profissionais, quanto ao melhor método paraorganização das cargas de trabalho. O futsal, conseqüentemente, acompanhou essaevolução, principalmente pela necessidade imposta junto a sua profissionalização, o queprovocou uma exigência na performance individual de cada atleta e na complexidade daequipe como um todo. Estes fatos são bem documentados na literatura, baseado nosinúmeros estudos publicados em torno deles (CASTAGNA et al., 2009; BARBERO-ALVAREZ et al., 2008; QUEIROGA et al., 2005; CHAGAS et al., 2005).Este aumento de exigência e complexidade física, técnica e tática acabou se refletindonas categorias de base, onde apresentam um calendário de competições elevado e compouco tempo de preparação, dificultando, com isso, a aplicação da periodização clássica,a qual defende um período preparatório e competitivo bem definido (MATVEEV, 1977).Esta forma de periodização se torna dificultada, pois atualmente, o período preparatório ecompetitivo tende a se fundir, devido ao escasso tempo de preparação para acompetição, gerado devido a fatores de natureza financeira. Brazilian Journal of Biomotricity, v. 4, n. 1, p. 24-31, 2010 (ISSN 1981-6324)Dentro da perspectiva do sistema clássico proposto por Matveev (1977), o períodopreparatório tem como base a aquisição da forma esportiva e desenvolvimento dascapacidades gerais do sistema orgânico. Portanto, este período busca dar subsídio paraas outras atividades que procedem ao treinamento, onde se preconiza aplicação deelevados volumes de treinamento, juntamente com queda na intensidade das atividades.Este procedimento é invertido no período competitivo onde apresenta queda no volume eaumento significativo da intensidade do treinamento (MATVEEV, 1977; ZAKHAROV,1992).Essa forma de organização ainda é muito difundida em vários esportes individuais ecoletivos, porém, vem sendo alvo de críticas, realizadas por inúmeros especialistas dotreinamento desportivo (GAMBLE, 2006; TSCHIENE, 1985; VERKHOSHANSKI, 1998;GOMES, 2002). Este fato se dá principalmente pelo motivo de se apresentar atualmente,um quadro competitivo elevado e por demandar maiores períodos de tempo voltados aestímulos de preparação geral, em detrimento de cargas especializadas, o que leva a umcomprometimento da transição da adaptação biológica, do período preparatório para ocompetitivo (GAMBLE, 2006; VERKHOSHANSKI, 1998).Buscando atender tal realidade, principalmente em relação ao calendário do futebolbrasileiro, e de uma maior especificidade, foi proposto por Gomes (2002) o método decargas seletivas, onde a organização das cargas se dá com pouca alteração do volumede treinamento durante o macrociclo. Neste sistema, a ênfase está na alternância dascapacidades trabalhadas a cada mês, sempre concentradas em torno das capacidades develocidade, e provocando uma manutenção crescente da performance, já que o futebol ouo futsal, tem como característica não necessitar de um desenvolvimento máximo, e simsatisfatório das capacidades biomotoras inerentes (GOMES, 2002). Com isso, nasprimeiras estimulações, o treinamento volta-se aos aspectos funcionais do organismo, 25
  3. 3. Cetolin & Foza: Periodização no futsal www.brjb.com.bralternando-se a ênfase para o treinamento neuromuscular e posteriormente para otreinamento de velocidade nas suas mais diversas manifestações (GOMES, 2002).Porém, a descrição sobre a utilização desta metodologia de planificação ainda encontra-se em fase de desenvolvimento e sua aplicação ainda requer esclarecimentos, sendoassim, o presente estudo tem por objetivo descrever um programa de treinamentoelaborado através do método de cargas seletivas em uma equipe de futsal sub-20 eanalisar como foi o seu desempenho através de aproveitamento de pontos.MATERIAL E MÉTODOS- Amostra: Participaram do estudo 20 jovens do gênero masculino de uma equipe defutsal da categoria sub-20 do estado do Rio Grande do Sul. Estes atletas apresentavamnível estadual, todos com experiência mínima de prática do futsal não inferior a 03 anos ecom experiência em competições de âmbito estadual ou regional, ressaltando ainda, quealguns atletas eram oriundos de equipes profissionais ou tiverem participação em equipesdeste nível. As características da amostra estão apresentadas no quadro 1.Quadro 1 - Média e desvio-padrão da idade, massa corporal total e percentual de gordurada amostra. Variável (n=20) Média Desvio-padrão Brazilian Journal of Biomotricity, v. 4, n. 1, p. 24-31, 2010 (ISSN 1981-6324) Idade (anos) 19,0 1,0 Massa Corporal Total (Kg) 68,14 7,11 % de gordura 11,51 3,03Todos os participantes tiveram participação voluntária, onde o termo de consentimentolivre e esclarecido foi assinado após terem sido informados dos objetivos, riscos ebenefícios envolvidos no estudo, bem como da liberdade de abandonar o estudo aqualquer momento. Os procedimentos foram aprovados pelo Comitê de Ética emPesquisa Circulo/FSG.- Programação do treinamento: As cargas de trabalho, como proposto originalmente porGomes (2002) foram alternando-se durante os meses de treinamento, como pode serobservado na figura 1, onde se optou por uma periodização dupla, com duração de quatromeses em cada fase.Para o primeiro mês de cada fase, a ênfase do treinamento se baseou sobre a resistênciaespecial e capacidade aeróbica, desenvolvida através de corridas intervaladas, corridascom variação de velocidade e mini-jogos, tal como a adição de treinamentos deflexibilidade e coordenação. Já nos conteúdos de força foi utilizada somente a resistênciade força, somando-se ainda a velocidade e potências desenvolvidas através de tiros,computando-se as realizadas nos trabalhos técnicos e táticos.Para o segundo mês, as atividades se voltaram ao treinamento de força e velocidade,centradas na resistência de força, força máxima na musculação e força rápida através decircuitos (corridas tracionadas e pliometria), com progressiva diminuição da aplicação dotreinamento de resistência especial, tentando desenvolvê-la nos trabalhos técnicos e 26
  4. 4. Cetolin & Foza: Periodização no futsal www.brjb.com.brtáticos.No terceiro e no quarto mês, aumentaram-se progressivamente os treinamentos develocidade de forma isolada, através de tiros de pequena distância, circuitos e tiros deresistência de velocidade. Optou-se por essa estrutura devido à especificidade do futsal aeste tipo de solicitação, buscando somar isto às características dos treinamentos técnicose táticos. O trabalho de força manteve-se estável no terceiro mês e com pequena quedano quarto mês, dando maior ênfase aos trabalhos de força rápida, através principalmentede corridas tracionadas e pliometria. Brazilian Journal of Biomotricity, v. 4, n. 1, p. 24-31, 2010 (ISSN 1981-6324) Figura 1 – Disposição das cargas de trabalho em cada mês em ambas as fases.Desta forma, ficam exemplificados os percentuais de aplicação das capacidadesbiomotoras durante os mesociclos. Está exposto no quadro 2.Quadro 2 - Percentuais de aplicação dos conteúdos de treinamento durante o macrociclo. Capacidades Biomotoras 1º mês 2º mês 3º mês 4º mês Resistência Especial/Resistência Aeróbia 25% 15% 10% 10% Velocidade 15% 20% 25% 35% Força 20% 25% 25% 15% Flexibilidade 25% 15% 10% 5% Técnico/Tático 15% 20% 30% 35%O volume do treinamento está apresentado na figura 2. Como proposto originalmente porGomes (2002), teve pequenas oscilações durante o período, sendo programado conformeo tempo disponível para o treinamento, com seis ou sete sessões semanais de duraçãovariável, totalizando entre 60 e 120 minutos (figura 2). Buscou-se seguir o principio do 27
  5. 5. Cetolin & Foza: Periodização no futsal www.brjb.com.brtreinamento esportivo relacionado ao incremento progressivo da carga e do gradativoaumento da utilização de meios e métodos de caráter especial para a organização dotreinamento (MOREIRA et al., 2005). Figura 2 – Volume de treinamento mensal em minutos em ambas as fases.O volume de treinamento mensal de cada capacidade biomotora foi distribuído conformeo tempo total disponível para treinamento e os percentuais de aplicação em cada mêscomo exposto no quadro 2. Desta forma, como exposto no quadro 3, as capacidadesbiomotoras tiveram alterações nas suas ênfases durante os macrociclos.Quadro 3 - Volume de treinamento mensal de cada capacidade biomotora durante o Brazilian Journal of Biomotricity, v. 4, n. 1, p. 24-31, 2010 (ISSN 1981-6324)macrociclo, bem como o tempo total disponível para o treinamento. Capacidades Biomotoras 1º mês 2º mês 3º mês 4º mês Resistência Especial/Resistência Aeróbia 400’ 324’ 220’ 200’ Velocidade 240’ 432’ 550’ 700’ Força 320’ 540’ 550’ 300 Flexibilidade 400’ 324’ 220’ 100’ Técnico/Tático 240’ 432’ 660’ 700’ Tempo total mensal 1600’ 2160’ 2200’ 2000’- Procedimento de Avaliação: Como descrição sobre o desempenho da equipe foiutilizados os escores de desempenho da equipe nos jogos, através do percentual deaproveitamento da equipe em cada fase do campeonato, bem como a sua colocação naclassificação em cada fase. Os dados foram tabulados em uma planilha do Excel forWindows XP e posteriormente analisados através da estatística descritiva.RESULTADOSNo quadro 4, apresenta a colocação e o percentual de aproveitamento da equipe em cadafase. Desta forma, foi proposto um índice de aproveitamento de pontos (IA) através do 28
  6. 6. Cetolin & Foza: Periodização no futsal www.brjb.com.brpercentual de aproveitamento da equipe em cada fase do campeonato, bem como a suacolocação na classificação em cada fase.Quadro 4 - Desempenho da equipe nas duas fases de aplicação do treinamento.Fases Nº de jogos P* disputados P* ganhos Aproveitamento (%) Colocação1º fase 10 30 22 73,33 1º2º fase 8 24 22 91,66 1º(*) P = pontosDISCUSSÃOA organização através de cargas seletivas parece adequada a esportes que apresentamperíodo preparatório escasso como o futsal. Esse fator se deve em parte, ao rendimentoaeróbio, o qual tem um aumento significativo na sua evolução em torno de um mês econtinua elevando-se de forma lenta nos meses posteriores (GOMES, 2002).Nos meses posteriores onde a ênfase dos treinamentos está sobre o aspectoneuromuscular o rendimento aeróbio está continuamente sendo estimulado através dostreinamentos técnico-táticos, principalmente nos de esforços intermitentes de altaintensidade característicos do futsal. Este tipo de trabalho técnico-tático de altaintensidade pode promover o aumento do consumo máximo de oxigênio (FINN, 2001;DUPONT et al., 2004), o que leva a crer que o trabalho técnico–tático pode ser utilizadocomo uma ferramenta de treinamento para aquisição da capacidade aeróbia (COELHO et Brazilian Journal of Biomotricity, v. 4, n. 1, p. 24-31, 2010 (ISSN 1981-6324)al., 2008).A capacidade do treinamento técnico-tático em desenvolver valências físicas é observadaem atletas de futebol de campo que atuam nas funções de lateral e atacante, pois estesatletas possuem uma maior aplicação de força quando comparados aos demais atletas deoutras posições, devido as suas ações no campo, como por exemplo, a utilização decorridas rápidas (RINALDI et al., 2005).Desta forma, a ação do treinamento técnico-tático, desenvolve além da capacidadeaeróbia dos atletas, os níveis de força durante o macrociclo, já que o futsal apresenta emsuas demandas inúmeras ações envolvendo corridas rápidas e de sprint (CASTAGNA etal., 2009; BARBERO-ALVAREZ et al., 2008).Treinamentos utilizando as características destas ações, juntamente com um acréscimodo treinamento nas capacidades físicas responsáveis pelo desenvolvimento de força,podem provocar adaptações no sistema nervoso, elevando, desta forma, a ativação deunidades motoras, o que provoca uma elevação no recrutamento de fibras musculares decontração rápida, melhorando a ligação com o sistema nervoso central, conduzindoassim, para uma melhora da coordenação e sincronização de todos os grupos muscularesdurante o desempenho, agindo de forma a aumentar a potência específica, nas ações quesão realizadas durante o jogo, melhorando assim o seu desempenho (BOMPA, 2005).Além disso, a utilização de uma periodização dupla pode influenciar positivamente sobreas ações de ordem anaeróbia no segundo macrociclo de 04 meses. Este ponto observadodemonstra que os rendimentos anaeróbios e de força explosiva, diferentemente dasaeróbias, necessitam de um período maior para observar sua evolução, girando em tornode 04 até 10 meses de estimulação (GOMES, 2002). A possível elevação do desempenhonestes quesitos associa-se a não interrupção do treinamento durante a transição de um 29
  7. 7. Cetolin & Foza: Periodização no futsal www.brjb.com.brmacrociclo para o outro, ocorrendo apenas à mudança na ênfase do treinamento,estimulando dessa forma os aspectos anaeróbios nos dois macrociclos, já que emnenhum momento deixaram de fazer parte do conteúdo do treinamento, o que pode serobservado em estudo de Moreira et al. (2005) em jogadoras de basquete de altorendimento submetidas à aplicação da mesma forma de planificação do presente estudo,durante um mesociclo de treinamento, com predominância de cargas de resistênciaaeróbia e resistência especial em relação as relacionadas às manifestações de força,encontraram alterações positivas significantes das capacidades de força de salto evelocidade, ressaltando a importância das cargas de trabalho de orientaçõesconcomitantes durante todo o macrociclo (GOMES e SOUZA, 2008).Dentro de tais observações, a organização do treinamento através de cargas seletivas,parece se enquadrar ao calendário de uma equipe de futsal sub-20, já que estasapresentam semelhança com o profissional, tanto em calendário como em organização dotreinamento. Sobre tal forma de organização, ressalta-se a importância quando naaplicação em atletas de nível superior, já que possibilita maior concentração de cargascom uma orientação específica e menor possibilidade de interação negativa entre outrosobjetivos do treinamento, buscando assim, uma qualificação durante toda a temporada, ecom crescente aumento da performance durante todo o ciclo competitivo (GOMES, 2002).Em adição, tais informações parecem desmistificar o defendido pela periodização clássicae formas de organização de treinamento mais antigas, que defendem que o períodopreparatório serviria como responsável pela aquisição da forma desportiva, e o períodocompetitivo teria como base somente a manutenção desta forma desportiva adquiridaanteriormente, entretanto, se faz necessário ressaltar a importância de respeitarfundamentos básicos da teoria clássica. Brazilian Journal of Biomotricity, v. 4, n. 1, p. 24-31, 2010 (ISSN 1981-6324)Ainda assim, por fim, é plausível lembrar que o índice de aproveitamento de pontos é asomatória de inúmeras qualidades nos diferentes aspectos do desempenho do atleta,onde o presente estudo buscou somente retratar a organização das cargas seletivasjuntamente a modalidade de futsal.APLICAÇÕES PRÁTICASDentro das limitações do presente estudo, pode-se sugerir que o treinamento elaboradoatravés do método de cargas seletivas, pode ser uma ferramenta junto à modalidadeesportiva de futsal. Porém, sugerem-se estudos que abordem um macrociclo maisprolongado e com observações das capacidades físicas a cada mês e não somente comescores de desempenho.REFERÊNCIASBARBERO-ALVAREZ, J. C.; SOTO, V. M.; BARBERO-ALVAREZ, V.; GRANDA-VERA, J.Match analysis and heart rate of futsal players during competition. Journal Sports Science,v. 26, p. 63-73, 2008.BOMPA, T. Treinando atletas de desporto coletivo. São Paulo: Editora Phorte, 2005.CASTAGNA, C.; DOTTAVIO, S.; VERA, J. G.; ALVAREZ, J. C. Match demands ofprofessional futsal: a case study. Journal Science Medicine Sport, v.12, p. 490-494, 2009.CHAGAS, M. H.; LEITE, L. M. F.; UGRINOWITSCH, H.; BENDA, R. N.; MENZEL, H. J.;SOUZA, P. R. C.; MOREIRA, E. A. Associação entre tempo de reação e de movimentoem jogadores de futsal. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, v. 19, p. 269-75, 30
  8. 8. Cetolin & Foza: Periodização no futsal www.brjb.com.br2005.COELHO, D. B.; RODRIGUES, V. M; CONDESSA, L. A.; MORTIMER, L. A. C. F.;SOARES, D. D.; SILAMI-GARCIA, E. Intensidade de sessões de treinamento e jogosoficiais de futebol. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, v. 22, p. 211-18,2008.DUPONT, G.; AKAKPO, K.; BERTHOIN, S. The effect of in-season, high-intensity intervaltraining in soccer players. The Journal of Strength and Conditioning Research, v. 18, p.584–589, 2004.FINN, C. Effects of high-intensity intermittent training on endurance performance.Sportscience; v. 5, p. 1-3, 2001.GAMBLE, P. Periodization of training for team sports athletes. Strength and ConditioningJournal, v. 28, p. 56–66, 2006.GOMES, A. C. Treinamento desportivo: estrutura e periodização. Porto Alegre: Artmed,2002.GOMES, A. C.; SOUZA, J. Futebol: treinamento desportivo de alto rendimento. PortoAlegre: Artmed, 2008.MATVEEV, L. El processo del entrenamiento deportivo. Buenos Aires: Editora Stadium;1977.MOREIRA, A., OKANO, A. H., SOUZA, M., OLIVEIRA, P. R., GOMES, A. C. Sistema decargas seletivas no basquetebol durante um mesociclo de preparação: implicações sobrea velocidade e as diferentes manifestações de força. Revista Brasileira de Ciência eMovimento, v.13, p. 7-15, 2005. Brazilian Journal of Biomotricity, v. 4, n. 1, p. 24-31, 2010 (ISSN 1981-6324)QUEIROGA, M. R.; FERREIRA, A. S.; ROMANZINI, M. Perfil antropométrico de atletas defutsal feminino de alto nível competitivo conforme a função tática desempenhada no jogo.Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano, v. 7, p. 30-34, 2005.RINALDI, W.; ARRUDA, M.; SILVA, S. G. Utilização da potência muscular no futebol: umestudo da especificidade em jogadores de diferentes posições. Revista TreinamentoDesportivo, v. 5, p. 35-43, 2000.TSCHIENE, P. Li cicio annuale dallenamento. Scuola dello Sport, v. 4, p. 16-21, 1985.VERKHOSHANSKI, Y. Verso una teoria e metodologia scientifiche dell allenamentosportivo. Rivista di Cultura Sportiva, v. 8, p. 40-50, 1998.ZAKHAROV, A. Ciência do treinamento desportivo. Rio de Janeiro: Grupo Palestra Sport,1992. 31

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