SlideShare uma empresa Scribd logo
1
Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo – FEC – Unicamp.
Departamento de Recursos Hídricos, Energéticos e Ambientais.
Disciplina: IC477-A - Tópicos sobre Recursos Hídricos, Energéticos e Ambientais IV.
Professores: Alberto Luiz Francato e Paulo Barbosa.
Alunos: Jim Silva Naturesa (RA 990709) e Oswaldo Buzolin Júnior (RA 882032).
Título: Críticas à Centralização do Planejamento da Operação Adotada no Sistema Interligado
Nacional – SIN
Palavras-chaves: ONS (Operador Nacional do Sistema), planejamento da operação dos sistemas
hidrotérmico, planejamento da expansão dos sistemas de energia.
1 – Introdução
A matriz energética brasileira, diferentemente da matriz energética mundial que queima
combustíveis fósseis para gerar eletricidade, é fortemente baseada na hidroeletricidade. O potencial
hidroelétrico brasileiro é da ordem de 390 GW. Desse potencial, já foram instalados 25% que
alagaram 34.000 Km2 de terras e desalojaram 200.000 famílias ribeirinhas.
A crise financeira na década de 90 levou o governo brasileiro a acelerar o processo de
privatização das empresas de serviços públicos. O investimento no setor elétrico nos anos 80 passou
para apenas 0,8% do PIB (Produto Interno Bruto); enquanto nos anos 60 e 70, esse valor era de 2%.
No começo da década de 90, o Brasil tinha 62 empresas operando no setor, sendo que o governo
federal possuía 59% da capacidade de geração. Havia 23 empresas privadas de distribuição, quase
todas interligadas a rede nacional de transmissão de energia elétrica de 1,5 milhão de quilômetros
(BAER & McDONALD, 1987).
2 – Preço da energia elétrica e investimentos
O país novamente está passando por uma crise energética, com a possibilidade de
racionamento de energia elétrica. A falta de uma política energética séria é o principal motivo para a
atual situação. A criação da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – responsável pela elaboração de
projetos de médio e longo prazo, não evitou o problema: atrasos nas construções de novas
hidrelétricas, linhas de transmissão de energia e gasodutos. Somado a falta de planejamento temos a
baixa quantidade de chuvas nesse começo de ano – devido ao efeito El Niña, a falta de gás que
acarretaram em uma alta significativa no preço da tarifa de energia elétrica e no Preço de Liquidação
das Diferenças (PLD) (NATURESA, 2008). O PLD é o máximo preço praticado no mercado livre de
energia elétrica. A Tabela 1 apresenta a média ponderada semanal do PLD para os anos 2005, 2006,
2007 e 2008. Descontando-se o início do ano de 2008, percebe-se a tendência de alta dos preços para
o mercado livre (GOULART, 2008a).
Tabela 1 – Média ponderada semanal do Preço da Liquidação das Diferenças (PLD)
Ano Semana Valor (R$)
2005 01/01 a 07/01 18,33
2006 07/01 a 13/01 16,92
2007 06/01 a 12/01 26,49
2008 12/01 a 18/01 569,59
2008 16/08 a 22/08 79,16
Fonte: GOULART (2008a) apud CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e Delta Energia.
De acordo com GOULART (2008b), com base nas estimativas da agência de riscos Moody’s e
da Tendências Consultoria, os preços da energia elétrica subiram mais de 300 % nos últimos anos. No
mercado cativo (residencial), por exemplo, a alta foi de 324 % entre os anos de 1995 a 2007. Ainda
segundo o estudo, até 2012, a estreita relação entre a demanda e oferta de energia será responsável
2
pela elevação dos preços. A falta de usinas hidrelétricas e as novas termelétricas são os responsáveis
por essa situação. Os Encargos de Serviço do Sistema (ESS), repassados aos consumidores, atingiram
R$ 24 milhões no ano passado, devido a ligação das usinas termelétricas; neste ano o ESS já atingiu
R$ 1,5 bilhão. A Tendências Consultoria estima uma alta nos preços de energia de 10 % para os
próximos dois anos, resultado dos índices de inflação, maior despacho das usinas termelétricas,
aumento dos preços dos combustíveis e desvalorização do real. Além disso, a capacidade de geração
de energia entre 2008 e 2012 é de térmicas, pressionando ainda mais o preço da energia elétrica.
3 - Planejamento da operação do sistema
A operação do Sistema Brasileiro de Geração de Energia Elétrica é feita pelo Operador
Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O ONS opera o chamado Sistema Interligado Nacional (SIN). O
SIN é responsável por aproximadamente 97% da energia elétrica produzida no país. Para tal fim, o
ONS processa e analisa uma cadeia de modelos para tomar decisões em diversas etapas da operação,
tanto a médio e longo prazo, em nível de planejamento, como em tempo real, para despacho elétrico.
O planejamento da operação é feito mensalmente com suporte de dois modelos matemáticos, o
Modelo NEWAVE e o DECOMP. O primeiro decide mensalmente, para um horizonte de cinco anos,
o quanto de energia deve ser produzido pelo sistema hidroelétrico e o quanto deve ser produzido pelo
sistema térmico; a somatória da parcela hídrica com a térmica deve atender à demanda prevista no
período. O objetivo básico da operação é minimizar o uso de usinas térmicas, devido o seu elevado
custo de produção (BARROS, 2007; LOPES. 2007).
O NEWAVE é um modelo de otimização, emprega a Programação Dinâmica Dual Estocástica
(PDDE) para obter as variáveis de decisão: geração hidro e termo e intercâmbio de energia entre os
sub-sistemas. O modelo opera o sistema brasileiro considerando que ele é composto somente por
quatro (4) grandes “sub-sistemas equivalentes”: Norte, Nordeste, Sudeste/Centro-Oeste e Sul. Cada
sub-sistema é formado por um grande reservatório de energia, com volume equivalente à somatória da
energia armazenada em cada região - o método dos sub-sistemas equivalentes é adotado para
viabilizar o emprego da técnica PDDE. Os resultados do modelo NEWAVE servem como dados de
entrada para o modelo DECOMP, que desagrega os sub-sistemas equivalentes em usinas
individualizadas. Isto é, o DECOMP decide o quanto será produzido por cada usina de geração do
sistema brasileiro a partir das variáveis de decisão produzidas pelo NEWAVE.
A PDDE divide um determinado problema em estágios e a solução consiste em encontrar a
melhor decisão em cada estágio. Essa decisão está baseada no prévio conhecimento de todas as
possibilidades futuras, sendo que a solução ótima em um determinado estágio é a que minimiza seu
custo mais o custo futuro – custo total de todos os estágios seguintes até o horizonte final do estudo.
Portanto, o conceito de custo futuro é fundamental da PDDE. Como o Sistema de Geração de Energia
Elétrica é de grande porte, a PDDE agrega os reservatórios das usinas dos diversos subsistemas em
reservatórios equivalentes – conforme explicado no parágrafo anterior, a fim de diminuir o número de
variáveis do problema e consequentemente facilitar na sua solução (NASCENTES, 2002).
A principal característica operacional do sistema de produção de energia elétrica no Brasil hoje
é aproveitar seu potencial hídrico, minimizando o uso das termoelétricas. Mas, apenas o uso das
hidroelétricas aumenta o risco de não atendimento da demanda futura - risco de déficit, uma vez que
esse tipo de fonte está sujeita a um componente aleatório, a precipitação. Logo, o objetivo geral da
operação é gerar energia com as hidroelétricas até um limite de segurança, complementando, quando
necessário, a geração com as termoelétricas (BARROS, 2007; LOPES, 2007).
O sucesso da operação do sistema elétrico brasileiro está diretamente relacionado ao sucesso
da previsão hidrológica. Se os reservatórios forem utilizados no período seco e se encherem no
período úmido subseqüente, executa-se uma operação perfeita, de baixo custo e com garantia do
atendimento da demanda futura. Se for previsto um período de estiagem, preservam-se os
reservatórios, utilizando-se mais as termoelétricas - com custos de produção maiores, mas
assegurando o atendimento da demanda futura (BARROS, 2007; LOPES, 2007).
Resumindo, as principais questões a serem examinadas no processo de operação são: Como
atender a demanda de energia de modo a minimizar custos e garantir o atendimento da demanda
3
futura para um sistema majoritariamente hidroelétrico? De que forma incorporar a previsão
hidrológica no processo de decisão? De que forma operar otimamente um sistema de reservatórios
complexo como o brasileiro, uma vez que essa fonte de energia é a mais barata e a que menos impacta
negativamente o meio ambiente? Agregar e analisar um número tão grande de variáveis estocásticas
para a tomada de decisão torna o problema operacional hidrotérmico complexo.
4 – Conclusões e discussões
O intercâmbio entre os subsistemas é uma estratégia interessante para o atendimento à
demanda; pois algumas regiões têm capacidade instalada superior à demanda regional e assim podem
suprir outras regiões em situações desfavoráveis. Por exemplo, destacam-se os subsistemas Sul e
Sudeste/Centro-oeste que apresentam regimes hidrológicos complementares; logo alguns vertimentos
desnecessários poderiam se tornar energia, minimizando a complementação térmica.
A interligação dos sistemas tem um efeito sinérgico, pois sua capacidade combinada é superior
à soma das capacidades individuais. Além disso, sistemas interligados melhoram a confiabilidade no
fornecimento de energia, pois proporcionam um aumento na reserva de energia (principalmente em
casos de emergência – blecautes parciais) e favorecem a instalação de unidades maiores e mais
econômicas.
Mas alguns pontos ainda precisam ser explorados, tais como:
- As perdas de energia no intercâmbio entre os subsistemas - uma vez que as linhas de
transmissão são longas;
- A complementação ao suprimento de energia de uma região pode desestimular iniciativas de
investimentos na geração de energia na região, seja por meio da construção de novas usinas ou por
outras tecnologias de geração (energia eólica na região nordeste);
- Os custos de eventuais déficits no suprimento de energia poderiam ter valores diferenciados
por regiões, podendo um eventual déficit localizado representar custo menor que despachos de
termoelétricos com custos operacionais elevados.
Avaliar novas alternativas operacionais ao SIN é algo de interesse nacional. Uma reflexão
sobre os benefícios da operação interligada pode gerar novos subsídios operacionais ou quebrar
paradigmas que venham a colaborar com as regras de planejamento aplicadas ao sistema. Esse é um
tema para um trabalho futuro.
5 - Referências
BAER,W. & McDONALD. “Retorno ao Passado? A Privatização de Empresas de serviços públicos no Brasil:
O Caso do Setor de Energia Elétrica”. Planejamento de Políticas Públicas, N. 16. Dezembro de 1987.
BARROS, M. T. L. (Coordenador). Sistema de Suporte ao Planejamento do Sistema Hidrotérmico Brasileiro:
Modelos SISOPT2 e SolverSIN - Relatório de Atividades de Pesquisa. Período de 02/2006 a 08/2007. 2007.
GOULART, J. “Número de consumidores livre fica estável”. Valor Econômico. 26 de agosto de 2008a.
____________. “Energia mantém tendência de alta”. Valor Econômico. 26 de agosto de 2008b.
LOPES, J. E. G. 2007. Modelo de Planejamento da Operação de Sistemas Hidrotérmicos de Produção de
Energia Elétrica. Tese de Doutorado. Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. 2007.
NASCENTES, J. C. M. Influência do Custo do Déficit de Energia nos Preços Spot de Energia Elétrica no
Brasil. Dissertação de Mestrado. Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp. 2002.
NATURESA,J. S.; MARIOTONI,C. A.; MENEZES, T. V.; PERRONE,F. P. D. e LEPETITGALAND,K. K.
Respostas para crise de energia elétrica: Eficiência Energética, Uso racional de energia e Fontes Renováveis.
Agrener 2008.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Fotovoltaicas nordeste
Fotovoltaicas nordesteFotovoltaicas nordeste
Fotovoltaicas nordeste
elimonsac
 
Livro gtd
Livro gtdLivro gtd
Energia Eólica
Energia EólicaEnergia Eólica
Energia Eólica
Adriana Heloisa
 
Pedro Rosas
Pedro RosasPedro Rosas
Pedro Rosas
VIEX americas
 
Bateria de exercicios – transporte e matriz energética
Bateria de exercicios – transporte e matriz energéticaBateria de exercicios – transporte e matriz energética
Bateria de exercicios – transporte e matriz energética
Italo Alan
 
Tese_Joana_Antunes_110480012_051114
Tese_Joana_Antunes_110480012_051114Tese_Joana_Antunes_110480012_051114
Tese_Joana_Antunes_110480012_051114
Joana Antunes
 
Belo monte
Belo monteBelo monte
Belo monte
TAMIhenrique17
 
Geração de Energias Alternativas: Potencial Eólico e Complementaridade Solar
Geração de Energias Alternativas: Potencial Eólico e Complementaridade SolarGeração de Energias Alternativas: Potencial Eólico e Complementaridade Solar
Geração de Energias Alternativas: Potencial Eólico e Complementaridade Solar
Marc Valente
 
Revolução energética: Perspectivas para uma energia global sustentável
Revolução energética: Perspectivas para uma energia global sustentávelRevolução energética: Perspectivas para uma energia global sustentável
Revolução energética: Perspectivas para uma energia global sustentável
ProjetoBr
 
Matriz energética 7 de abril
Matriz energética   7 de abrilMatriz energética   7 de abril
Matriz energética 7 de abril
Luisjoaquim
 
O brasil sob ameaça de novos apagões no setor elétrico
O brasil sob ameaça de novos apagões no setor elétricoO brasil sob ameaça de novos apagões no setor elétrico
O brasil sob ameaça de novos apagões no setor elétrico
Fernando Alcoforado
 
O aproveitamento de calor residual nos estádios da copa 2014
O aproveitamento de calor residual nos estádios da copa 2014O aproveitamento de calor residual nos estádios da copa 2014
O aproveitamento de calor residual nos estádios da copa 2014
Marcos
 
02 termeletrica
02 termeletrica02 termeletrica
Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica) e Eletrobrás
Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica) e EletrobrásProcel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica) e Eletrobrás
Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica) e Eletrobrás
Ampla Energia S.A.
 
Transição Hidrotérmica: desafio do Sistema Interligado Nacional
Transição Hidrotérmica: desafio do Sistema Interligado NacionalTransição Hidrotérmica: desafio do Sistema Interligado Nacional
Transição Hidrotérmica: desafio do Sistema Interligado Nacional
Leonam Guimarães
 
Apresentação Trabalho SIN
Apresentação Trabalho SINApresentação Trabalho SIN
Apresentação Trabalho SIN
Jim Naturesa
 
Cogeração no Brasil
Cogeração no BrasilCogeração no Brasil
Cogeração no Brasil
Sulgás
 
Aproveitamento
AproveitamentoAproveitamento
Aproveitamento
Victor Rodrigues Correa
 
A05v30n1
A05v30n1A05v30n1
Matriz Energética e os Municípios
Matriz Energética e os MunicípiosMatriz Energética e os Municípios
Matriz Energética e os Municípios
Cogepp CEPAM
 

Mais procurados (20)

Fotovoltaicas nordeste
Fotovoltaicas nordesteFotovoltaicas nordeste
Fotovoltaicas nordeste
 
Livro gtd
Livro gtdLivro gtd
Livro gtd
 
Energia Eólica
Energia EólicaEnergia Eólica
Energia Eólica
 
Pedro Rosas
Pedro RosasPedro Rosas
Pedro Rosas
 
Bateria de exercicios – transporte e matriz energética
Bateria de exercicios – transporte e matriz energéticaBateria de exercicios – transporte e matriz energética
Bateria de exercicios – transporte e matriz energética
 
Tese_Joana_Antunes_110480012_051114
Tese_Joana_Antunes_110480012_051114Tese_Joana_Antunes_110480012_051114
Tese_Joana_Antunes_110480012_051114
 
Belo monte
Belo monteBelo monte
Belo monte
 
Geração de Energias Alternativas: Potencial Eólico e Complementaridade Solar
Geração de Energias Alternativas: Potencial Eólico e Complementaridade SolarGeração de Energias Alternativas: Potencial Eólico e Complementaridade Solar
Geração de Energias Alternativas: Potencial Eólico e Complementaridade Solar
 
Revolução energética: Perspectivas para uma energia global sustentável
Revolução energética: Perspectivas para uma energia global sustentávelRevolução energética: Perspectivas para uma energia global sustentável
Revolução energética: Perspectivas para uma energia global sustentável
 
Matriz energética 7 de abril
Matriz energética   7 de abrilMatriz energética   7 de abril
Matriz energética 7 de abril
 
O brasil sob ameaça de novos apagões no setor elétrico
O brasil sob ameaça de novos apagões no setor elétricoO brasil sob ameaça de novos apagões no setor elétrico
O brasil sob ameaça de novos apagões no setor elétrico
 
O aproveitamento de calor residual nos estádios da copa 2014
O aproveitamento de calor residual nos estádios da copa 2014O aproveitamento de calor residual nos estádios da copa 2014
O aproveitamento de calor residual nos estádios da copa 2014
 
02 termeletrica
02 termeletrica02 termeletrica
02 termeletrica
 
Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica) e Eletrobrás
Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica) e EletrobrásProcel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica) e Eletrobrás
Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica) e Eletrobrás
 
Transição Hidrotérmica: desafio do Sistema Interligado Nacional
Transição Hidrotérmica: desafio do Sistema Interligado NacionalTransição Hidrotérmica: desafio do Sistema Interligado Nacional
Transição Hidrotérmica: desafio do Sistema Interligado Nacional
 
Apresentação Trabalho SIN
Apresentação Trabalho SINApresentação Trabalho SIN
Apresentação Trabalho SIN
 
Cogeração no Brasil
Cogeração no BrasilCogeração no Brasil
Cogeração no Brasil
 
Aproveitamento
AproveitamentoAproveitamento
Aproveitamento
 
A05v30n1
A05v30n1A05v30n1
A05v30n1
 
Matriz Energética e os Municípios
Matriz Energética e os MunicípiosMatriz Energética e os Municípios
Matriz Energética e os Municípios
 

Destaque

Conselho de classe 2ºbimestre-2012 da Escola Lais Netto dos Reis
Conselho de classe 2ºbimestre-2012 da Escola Lais Netto dos ReisConselho de classe 2ºbimestre-2012 da Escola Lais Netto dos Reis
Conselho de classe 2ºbimestre-2012 da Escola Lais Netto dos Reis
Maria Delfina Rodrigues
 
Capitulo
CapituloCapitulo
Capitulo
Denisse001
 
Speeding up stock_kpn_case_study
Speeding up stock_kpn_case_studySpeeding up stock_kpn_case_study
Speeding up stock_kpn_case_study
Advantec Distribution
 
٢٠١٤: الشركات الأكثر انتشارا على الإعلام الاجتماعي في البحرين
٢٠١٤: الشركات الأكثر انتشارا على الإعلام الاجتماعي في البحرين ٢٠١٤: الشركات الأكثر انتشارا على الإعلام الاجتماعي في البحرين
٢٠١٤: الشركات الأكثر انتشارا على الإعلام الاجتماعي في البحرين
Adel Maymoon
 
Bases para recepción de trabajos
Bases para recepción de trabajosBases para recepción de trabajos
Bases para recepción de trabajos
scar_lex
 
101 clear contradictions in the bible
101 clear contradictions in the bible101 clear contradictions in the bible
101 clear contradictions in the bible
beaubrun73
 
Bladimir bastidas y santiago perez
Bladimir bastidas y santiago perezBladimir bastidas y santiago perez
Bladimir bastidas y santiago perez
cosasdeclase
 
Yasuní itt
Yasuní ittYasuní itt
Yasuní itt
Carlos Arias
 
LinkedIn Training and Advice for Solicitors - Client Recommendations
LinkedIn Training and Advice for Solicitors - Client Recommendations LinkedIn Training and Advice for Solicitors - Client Recommendations
LinkedIn Training and Advice for Solicitors - Client Recommendations
Adam Petford
 
Zielführende Kommunikation im Online-Marketing
Zielführende Kommunikation im Online-MarketingZielführende Kommunikation im Online-Marketing
Zielführende Kommunikation im Online-Marketing
Michael Leibrecht
 
Artigo cilca jim
Artigo cilca jimArtigo cilca jim
Artigo cilca jim
Jim Naturesa
 
Ethics and news values essa!!!
Ethics and news values essa!!!Ethics and news values essa!!!
Ethics and news values essa!!!
elleryanx
 
Control de estabilidad
Control de estabilidadControl de estabilidad
Control de estabilidad
Dylan's Levy
 
Flappers Apresentacao
Flappers ApresentacaoFlappers Apresentacao
Flappers Apresentacao
esscpcriarblogs
 
Slide Show
Slide ShowSlide Show
Slide Show
nia_vplc
 
Redes sociales
Redes socialesRedes sociales
Redes sociales
Isabel Salomon Aguilar
 
Bd microboock tercer trabajo. consultas avanzadas
Bd microboock tercer trabajo. consultas avanzadasBd microboock tercer trabajo. consultas avanzadas
Bd microboock tercer trabajo. consultas avanzadas
MartaDD
 

Destaque (20)

Conselho de classe 2ºbimestre-2012 da Escola Lais Netto dos Reis
Conselho de classe 2ºbimestre-2012 da Escola Lais Netto dos ReisConselho de classe 2ºbimestre-2012 da Escola Lais Netto dos Reis
Conselho de classe 2ºbimestre-2012 da Escola Lais Netto dos Reis
 
Capitulo
CapituloCapitulo
Capitulo
 
Speeding up stock_kpn_case_study
Speeding up stock_kpn_case_studySpeeding up stock_kpn_case_study
Speeding up stock_kpn_case_study
 
0.oglyadova
0.oglyadova0.oglyadova
0.oglyadova
 
٢٠١٤: الشركات الأكثر انتشارا على الإعلام الاجتماعي في البحرين
٢٠١٤: الشركات الأكثر انتشارا على الإعلام الاجتماعي في البحرين ٢٠١٤: الشركات الأكثر انتشارا على الإعلام الاجتماعي في البحرين
٢٠١٤: الشركات الأكثر انتشارا على الإعلام الاجتماعي في البحرين
 
Bases para recepción de trabajos
Bases para recepción de trabajosBases para recepción de trabajos
Bases para recepción de trabajos
 
101 clear contradictions in the bible
101 clear contradictions in the bible101 clear contradictions in the bible
101 clear contradictions in the bible
 
Bladimir bastidas y santiago perez
Bladimir bastidas y santiago perezBladimir bastidas y santiago perez
Bladimir bastidas y santiago perez
 
Yasuní itt
Yasuní ittYasuní itt
Yasuní itt
 
Contents page
Contents pageContents page
Contents page
 
Festschrift
FestschriftFestschrift
Festschrift
 
LinkedIn Training and Advice for Solicitors - Client Recommendations
LinkedIn Training and Advice for Solicitors - Client Recommendations LinkedIn Training and Advice for Solicitors - Client Recommendations
LinkedIn Training and Advice for Solicitors - Client Recommendations
 
Zielführende Kommunikation im Online-Marketing
Zielführende Kommunikation im Online-MarketingZielführende Kommunikation im Online-Marketing
Zielführende Kommunikation im Online-Marketing
 
Artigo cilca jim
Artigo cilca jimArtigo cilca jim
Artigo cilca jim
 
Ethics and news values essa!!!
Ethics and news values essa!!!Ethics and news values essa!!!
Ethics and news values essa!!!
 
Control de estabilidad
Control de estabilidadControl de estabilidad
Control de estabilidad
 
Flappers Apresentacao
Flappers ApresentacaoFlappers Apresentacao
Flappers Apresentacao
 
Slide Show
Slide ShowSlide Show
Slide Show
 
Redes sociales
Redes socialesRedes sociales
Redes sociales
 
Bd microboock tercer trabajo. consultas avanzadas
Bd microboock tercer trabajo. consultas avanzadasBd microboock tercer trabajo. consultas avanzadas
Bd microboock tercer trabajo. consultas avanzadas
 

Semelhante a Críticas ao SIN (Sistema Interligado Nacional)

Artigo final
Artigo finalArtigo final
Artigo final
Yure Temistocles
 
Apresentação Artigo 1.pptx
Apresentação Artigo 1.pptxApresentação Artigo 1.pptx
Apresentação Artigo 1.pptx
ValquiroLima
 
COMO O GOVERNO DO BRASIL PODERÁ TORNAR SUSTENTÁVEL O SETOR DE ENERGIA.pdf
COMO O GOVERNO DO BRASIL PODERÁ TORNAR SUSTENTÁVEL O SETOR DE ENERGIA.pdfCOMO O GOVERNO DO BRASIL PODERÁ TORNAR SUSTENTÁVEL O SETOR DE ENERGIA.pdf
COMO O GOVERNO DO BRASIL PODERÁ TORNAR SUSTENTÁVEL O SETOR DE ENERGIA.pdf
Faga1939
 
Parte VIII - Impactos das mudanças climáticas e adaptação em sistemas energét...
Parte VIII - Impactos das mudanças climáticas e adaptação em sistemas energét...Parte VIII - Impactos das mudanças climáticas e adaptação em sistemas energét...
Parte VIII - Impactos das mudanças climáticas e adaptação em sistemas energét...
SAE - Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República
 
Algoritmo genético aplicado no planejamento da operação de um parque eólico
Algoritmo genético aplicado no planejamento da operação de um parque eólicoAlgoritmo genético aplicado no planejamento da operação de um parque eólico
Algoritmo genético aplicado no planejamento da operação de um parque eólico
Robson Josué Molgaro
 
20151110 sj campos
20151110 sj campos20151110 sj campos
20151110 sj campos
Gilberto De Martino Jannuzzi
 
Custo marginal do_dficit_de_energia_eltrica
Custo marginal do_dficit_de_energia_eltricaCusto marginal do_dficit_de_energia_eltrica
Custo marginal do_dficit_de_energia_eltrica
Alessandro Fontes
 
Energia Fotovoltaica na Prática
Energia Fotovoltaica na PráticaEnergia Fotovoltaica na Prática
Energia Fotovoltaica na Prática
Ricardo Maximo
 
Seb expansao com_inovacao
Seb expansao com_inovacaoSeb expansao com_inovacao
Seb expansao com_inovacao
Fernando Luiz Goldman
 
Energia eólica
Energia eólicaEnergia eólica
Energia eólica
Edicleia Rainha Ester
 
Empreendimentos Energéticos Sustentáveis
Empreendimentos Energéticos SustentáveisEmpreendimentos Energéticos Sustentáveis
Empreendimentos Energéticos Sustentáveis
Jim Naturesa
 
1019 3558-2-pb
1019 3558-2-pb1019 3558-2-pb
1019 3558-2-pb
Henrique Farias
 
A Motivação Que Você Precisa
A Motivação Que Você PrecisaA Motivação Que Você Precisa
A Motivação Que Você Precisa
SuellenAlves31
 
Impacto de Sistemas Eólicos na Qualidade de Energia
Impacto de Sistemas Eólicos na Qualidade de EnergiaImpacto de Sistemas Eólicos na Qualidade de Energia
Impacto de Sistemas Eólicos na Qualidade de Energia
Marcos
 
Desafios e oportunidades para as energias renováveis no Brasil - Jerson Kelman
Desafios e oportunidades para as energias renováveis no Brasil  - Jerson KelmanDesafios e oportunidades para as energias renováveis no Brasil  - Jerson Kelman
Desafios e oportunidades para as energias renováveis no Brasil - Jerson Kelman
Fundação Fernando Henrique Cardoso
 
Planejamento portugal 2007_v2
Planejamento portugal 2007_v2Planejamento portugal 2007_v2
Planejamento portugal 2007_v2
Jim Naturesa
 
Eolica esse aki tonha
Eolica esse aki tonhaEolica esse aki tonha
Eolica esse aki tonha
PreVestibula Chapecó Da Ufsc
 
Introducao_a_Energia_Mini-Hidrica.pdf
Introducao_a_Energia_Mini-Hidrica.pdfIntroducao_a_Energia_Mini-Hidrica.pdf
Introducao_a_Energia_Mini-Hidrica.pdf
ManuelAdao1
 
Parte3 no pw
Parte3 no pwParte3 no pw
Parte3 no pw
nyboy8118
 
As Energias Solar e Eólica casasolar 2013
As Energias Solar e Eólica casasolar 2013As Energias Solar e Eólica casasolar 2013
As Energias Solar e Eólica casasolar 2013
fpv_transilvania
 

Semelhante a Críticas ao SIN (Sistema Interligado Nacional) (20)

Artigo final
Artigo finalArtigo final
Artigo final
 
Apresentação Artigo 1.pptx
Apresentação Artigo 1.pptxApresentação Artigo 1.pptx
Apresentação Artigo 1.pptx
 
COMO O GOVERNO DO BRASIL PODERÁ TORNAR SUSTENTÁVEL O SETOR DE ENERGIA.pdf
COMO O GOVERNO DO BRASIL PODERÁ TORNAR SUSTENTÁVEL O SETOR DE ENERGIA.pdfCOMO O GOVERNO DO BRASIL PODERÁ TORNAR SUSTENTÁVEL O SETOR DE ENERGIA.pdf
COMO O GOVERNO DO BRASIL PODERÁ TORNAR SUSTENTÁVEL O SETOR DE ENERGIA.pdf
 
Parte VIII - Impactos das mudanças climáticas e adaptação em sistemas energét...
Parte VIII - Impactos das mudanças climáticas e adaptação em sistemas energét...Parte VIII - Impactos das mudanças climáticas e adaptação em sistemas energét...
Parte VIII - Impactos das mudanças climáticas e adaptação em sistemas energét...
 
Algoritmo genético aplicado no planejamento da operação de um parque eólico
Algoritmo genético aplicado no planejamento da operação de um parque eólicoAlgoritmo genético aplicado no planejamento da operação de um parque eólico
Algoritmo genético aplicado no planejamento da operação de um parque eólico
 
20151110 sj campos
20151110 sj campos20151110 sj campos
20151110 sj campos
 
Custo marginal do_dficit_de_energia_eltrica
Custo marginal do_dficit_de_energia_eltricaCusto marginal do_dficit_de_energia_eltrica
Custo marginal do_dficit_de_energia_eltrica
 
Energia Fotovoltaica na Prática
Energia Fotovoltaica na PráticaEnergia Fotovoltaica na Prática
Energia Fotovoltaica na Prática
 
Seb expansao com_inovacao
Seb expansao com_inovacaoSeb expansao com_inovacao
Seb expansao com_inovacao
 
Energia eólica
Energia eólicaEnergia eólica
Energia eólica
 
Empreendimentos Energéticos Sustentáveis
Empreendimentos Energéticos SustentáveisEmpreendimentos Energéticos Sustentáveis
Empreendimentos Energéticos Sustentáveis
 
1019 3558-2-pb
1019 3558-2-pb1019 3558-2-pb
1019 3558-2-pb
 
A Motivação Que Você Precisa
A Motivação Que Você PrecisaA Motivação Que Você Precisa
A Motivação Que Você Precisa
 
Impacto de Sistemas Eólicos na Qualidade de Energia
Impacto de Sistemas Eólicos na Qualidade de EnergiaImpacto de Sistemas Eólicos na Qualidade de Energia
Impacto de Sistemas Eólicos na Qualidade de Energia
 
Desafios e oportunidades para as energias renováveis no Brasil - Jerson Kelman
Desafios e oportunidades para as energias renováveis no Brasil  - Jerson KelmanDesafios e oportunidades para as energias renováveis no Brasil  - Jerson Kelman
Desafios e oportunidades para as energias renováveis no Brasil - Jerson Kelman
 
Planejamento portugal 2007_v2
Planejamento portugal 2007_v2Planejamento portugal 2007_v2
Planejamento portugal 2007_v2
 
Eolica esse aki tonha
Eolica esse aki tonhaEolica esse aki tonha
Eolica esse aki tonha
 
Introducao_a_Energia_Mini-Hidrica.pdf
Introducao_a_Energia_Mini-Hidrica.pdfIntroducao_a_Energia_Mini-Hidrica.pdf
Introducao_a_Energia_Mini-Hidrica.pdf
 
Parte3 no pw
Parte3 no pwParte3 no pw
Parte3 no pw
 
As Energias Solar e Eólica casasolar 2013
As Energias Solar e Eólica casasolar 2013As Energias Solar e Eólica casasolar 2013
As Energias Solar e Eólica casasolar 2013
 

Mais de Jim Naturesa

Cbpe 2012 jim_bruno_final
Cbpe 2012 jim_bruno_finalCbpe 2012 jim_bruno_final
Cbpe 2012 jim_bruno_final
Jim Naturesa
 
Agrener 2013 ee_vf_rev_jim
Agrener 2013 ee_vf_rev_jimAgrener 2013 ee_vf_rev_jim
Agrener 2013 ee_vf_rev_jim
Jim Naturesa
 
PE 131 Fontes Renováveis de Energia
PE 131 Fontes Renováveis de EnergiaPE 131 Fontes Renováveis de Energia
PE 131 Fontes Renováveis de Energia
Jim Naturesa
 
PE 101 Economia de Energia Unicamp
PE 101 Economia de Energia UnicampPE 101 Economia de Energia Unicamp
PE 101 Economia de Energia Unicamp
Jim Naturesa
 
CBPE 2012 Jim e Bruno 2011
CBPE 2012 Jim e Bruno 2011CBPE 2012 Jim e Bruno 2011
CBPE 2012 Jim e Bruno 2011
Jim Naturesa
 
WEC 2011 Jim e Mariotoni (Versão Final 2011)
WEC 2011 Jim e Mariotoni (Versão Final 2011)WEC 2011 Jim e Mariotoni (Versão Final 2011)
WEC 2011 Jim e Mariotoni (Versão Final 2011)
Jim Naturesa
 
CBPE Jim Márcio (Versão_Final_10)
CBPE Jim Márcio (Versão_Final_10)CBPE Jim Márcio (Versão_Final_10)
CBPE Jim Márcio (Versão_Final_10)
Jim Naturesa
 
Máquinas elétricas prominp_fem_jim
Máquinas elétricas prominp_fem_jimMáquinas elétricas prominp_fem_jim
Máquinas elétricas prominp_fem_jim
Jim Naturesa
 
Indicadores indústria-motores
Indicadores indústria-motoresIndicadores indústria-motores
Indicadores indústria-motores
Jim Naturesa
 
Artigo inovação eficiência_jim
Artigo inovação eficiência_jimArtigo inovação eficiência_jim
Artigo inovação eficiência_jim
Jim Naturesa
 
Eficiência Tese de doutorado. Título: Eficiência Energética, Política Industr...
Eficiência Tese de doutorado. Título: Eficiência Energética, Política Industr...Eficiência Tese de doutorado. Título: Eficiência Energética, Política Industr...
Eficiência Tese de doutorado. Título: Eficiência Energética, Política Industr...
Jim Naturesa
 
Apres agrener jim_10
Apres agrener jim_10Apres agrener jim_10
Apres agrener jim_10
Jim Naturesa
 
Agrener 2010 jim_adriana_v4_10
Agrener 2010 jim_adriana_v4_10Agrener 2010 jim_adriana_v4_10
Agrener 2010 jim_adriana_v4_10
Jim Naturesa
 
Fontes Renováveis
Fontes RenováveisFontes Renováveis
Fontes Renováveis
Jim Naturesa
 
Aprese cbpe jim_v2
Aprese cbpe jim_v2Aprese cbpe jim_v2
Aprese cbpe jim_v2
Jim Naturesa
 
Med Vaz
Med VazMed Vaz
Med Vaz
Jim Naturesa
 
Hidrogênio
HidrogênioHidrogênio
Hidrogênio
Jim Naturesa
 
Laboratório de Controle Motores CC
Laboratório de Controle Motores CCLaboratório de Controle Motores CC
Laboratório de Controle Motores CC
Jim Naturesa
 
Provos
ProvosProvos
Provos
Jim Naturesa
 
Inovação Tecnológica, Eficiência Energética e os Investimentos na Indústria B...
Inovação Tecnológica, Eficiência Energética e os Investimentos na Indústria B...Inovação Tecnológica, Eficiência Energética e os Investimentos na Indústria B...
Inovação Tecnológica, Eficiência Energética e os Investimentos na Indústria B...
Jim Naturesa
 

Mais de Jim Naturesa (20)

Cbpe 2012 jim_bruno_final
Cbpe 2012 jim_bruno_finalCbpe 2012 jim_bruno_final
Cbpe 2012 jim_bruno_final
 
Agrener 2013 ee_vf_rev_jim
Agrener 2013 ee_vf_rev_jimAgrener 2013 ee_vf_rev_jim
Agrener 2013 ee_vf_rev_jim
 
PE 131 Fontes Renováveis de Energia
PE 131 Fontes Renováveis de EnergiaPE 131 Fontes Renováveis de Energia
PE 131 Fontes Renováveis de Energia
 
PE 101 Economia de Energia Unicamp
PE 101 Economia de Energia UnicampPE 101 Economia de Energia Unicamp
PE 101 Economia de Energia Unicamp
 
CBPE 2012 Jim e Bruno 2011
CBPE 2012 Jim e Bruno 2011CBPE 2012 Jim e Bruno 2011
CBPE 2012 Jim e Bruno 2011
 
WEC 2011 Jim e Mariotoni (Versão Final 2011)
WEC 2011 Jim e Mariotoni (Versão Final 2011)WEC 2011 Jim e Mariotoni (Versão Final 2011)
WEC 2011 Jim e Mariotoni (Versão Final 2011)
 
CBPE Jim Márcio (Versão_Final_10)
CBPE Jim Márcio (Versão_Final_10)CBPE Jim Márcio (Versão_Final_10)
CBPE Jim Márcio (Versão_Final_10)
 
Máquinas elétricas prominp_fem_jim
Máquinas elétricas prominp_fem_jimMáquinas elétricas prominp_fem_jim
Máquinas elétricas prominp_fem_jim
 
Indicadores indústria-motores
Indicadores indústria-motoresIndicadores indústria-motores
Indicadores indústria-motores
 
Artigo inovação eficiência_jim
Artigo inovação eficiência_jimArtigo inovação eficiência_jim
Artigo inovação eficiência_jim
 
Eficiência Tese de doutorado. Título: Eficiência Energética, Política Industr...
Eficiência Tese de doutorado. Título: Eficiência Energética, Política Industr...Eficiência Tese de doutorado. Título: Eficiência Energética, Política Industr...
Eficiência Tese de doutorado. Título: Eficiência Energética, Política Industr...
 
Apres agrener jim_10
Apres agrener jim_10Apres agrener jim_10
Apres agrener jim_10
 
Agrener 2010 jim_adriana_v4_10
Agrener 2010 jim_adriana_v4_10Agrener 2010 jim_adriana_v4_10
Agrener 2010 jim_adriana_v4_10
 
Fontes Renováveis
Fontes RenováveisFontes Renováveis
Fontes Renováveis
 
Aprese cbpe jim_v2
Aprese cbpe jim_v2Aprese cbpe jim_v2
Aprese cbpe jim_v2
 
Med Vaz
Med VazMed Vaz
Med Vaz
 
Hidrogênio
HidrogênioHidrogênio
Hidrogênio
 
Laboratório de Controle Motores CC
Laboratório de Controle Motores CCLaboratório de Controle Motores CC
Laboratório de Controle Motores CC
 
Provos
ProvosProvos
Provos
 
Inovação Tecnológica, Eficiência Energética e os Investimentos na Indústria B...
Inovação Tecnológica, Eficiência Energética e os Investimentos na Indústria B...Inovação Tecnológica, Eficiência Energética e os Investimentos na Indústria B...
Inovação Tecnológica, Eficiência Energética e os Investimentos na Indústria B...
 

Último

FILMES DE ABRIL_BECRE D. CARLOS I_2023_24
FILMES DE ABRIL_BECRE D. CARLOS I_2023_24FILMES DE ABRIL_BECRE D. CARLOS I_2023_24
FILMES DE ABRIL_BECRE D. CARLOS I_2023_24
Sandra Pratas
 
Relatório de Atividades 2020 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2020 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2020 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2020 CENSIPAM.pdf
Falcão Brasil
 
PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO PDF.pdf
PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO PDF.pdfPERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO PDF.pdf
PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO PDF.pdf
EsterGabriiela1
 
Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...
Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...
Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...
marcos oliveira
 
O processo da farinhada no Assentamento lagoa de Dentro, Zona Rural de Várzea...
O processo da farinhada no Assentamento lagoa de Dentro, Zona Rural de Várzea...O processo da farinhada no Assentamento lagoa de Dentro, Zona Rural de Várzea...
O processo da farinhada no Assentamento lagoa de Dentro, Zona Rural de Várzea...
AntHropológicas Visual PPGA-UFPE
 
Slides Lição 2, Betel, A Igreja e a relevância, para a adoração verdadeira no...
Slides Lição 2, Betel, A Igreja e a relevância, para a adoração verdadeira no...Slides Lição 2, Betel, A Igreja e a relevância, para a adoração verdadeira no...
Slides Lição 2, Betel, A Igreja e a relevância, para a adoração verdadeira no...
LuizHenriquedeAlmeid6
 
Guerra e Paz Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Guerra e Paz Maria Inês Aroeira Braga.ppsxGuerra e Paz Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Guerra e Paz Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Luzia Gabriele
 
quadro de rotina semanal da coord.docx.pdf
quadro de rotina semanal da coord.docx.pdfquadro de rotina semanal da coord.docx.pdf
quadro de rotina semanal da coord.docx.pdf
marcos oliveira
 
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
Espanhol Online
 
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
Sandra Pratas
 
Caça-palavras e cruzadinha - Encontros consonantais.
Caça-palavras e cruzadinha -  Encontros consonantais.Caça-palavras e cruzadinha -  Encontros consonantais.
Caça-palavras e cruzadinha - Encontros consonantais.
Mary Alvarenga
 
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsxOceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Luzia Gabriele
 
EBBOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_PAULA FRANCISCO_22_23
EBBOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_PAULA FRANCISCO_22_23EBBOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_PAULA FRANCISCO_22_23
EBBOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_PAULA FRANCISCO_22_23
Sandra Pratas
 
EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_RITA E CLÁUDIA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_RITA E CLÁUDIA_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_RITA E CLÁUDIA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_RITA E CLÁUDIA_22_23
Sandra Pratas
 
Caça-palavras - multiplicação
Caça-palavras  -  multiplicaçãoCaça-palavras  -  multiplicação
Caça-palavras - multiplicação
Mary Alvarenga
 
Infografia | Presidência húngara do Conselho da UE
Infografia | Presidência húngara do Conselho da UEInfografia | Presidência húngara do Conselho da UE
Infografia | Presidência húngara do Conselho da UE
Centro Jacques Delors
 
APA fonoaudiologia Pratica Trabalho Prontos.pptx
APA fonoaudiologia Pratica Trabalho Prontos.pptxAPA fonoaudiologia Pratica Trabalho Prontos.pptx
APA fonoaudiologia Pratica Trabalho Prontos.pptx
orquestrasinfonicaam
 
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdfA Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
Falcão Brasil
 

Último (20)

FILMES DE ABRIL_BECRE D. CARLOS I_2023_24
FILMES DE ABRIL_BECRE D. CARLOS I_2023_24FILMES DE ABRIL_BECRE D. CARLOS I_2023_24
FILMES DE ABRIL_BECRE D. CARLOS I_2023_24
 
TALENTOS DA NOSSA ESCOLA .
TALENTOS DA NOSSA ESCOLA                .TALENTOS DA NOSSA ESCOLA                .
TALENTOS DA NOSSA ESCOLA .
 
Relatório de Atividades 2020 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2020 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2020 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2020 CENSIPAM.pdf
 
PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO PDF.pdf
PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO PDF.pdfPERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO PDF.pdf
PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO PDF.pdf
 
Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...
Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...
Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...
 
O processo da farinhada no Assentamento lagoa de Dentro, Zona Rural de Várzea...
O processo da farinhada no Assentamento lagoa de Dentro, Zona Rural de Várzea...O processo da farinhada no Assentamento lagoa de Dentro, Zona Rural de Várzea...
O processo da farinhada no Assentamento lagoa de Dentro, Zona Rural de Várzea...
 
Slides Lição 2, Betel, A Igreja e a relevância, para a adoração verdadeira no...
Slides Lição 2, Betel, A Igreja e a relevância, para a adoração verdadeira no...Slides Lição 2, Betel, A Igreja e a relevância, para a adoração verdadeira no...
Slides Lição 2, Betel, A Igreja e a relevância, para a adoração verdadeira no...
 
RECORDANDO BONS MOMENTOS! _
RECORDANDO BONS MOMENTOS!               _RECORDANDO BONS MOMENTOS!               _
RECORDANDO BONS MOMENTOS! _
 
Guerra e Paz Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Guerra e Paz Maria Inês Aroeira Braga.ppsxGuerra e Paz Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Guerra e Paz Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
 
quadro de rotina semanal da coord.docx.pdf
quadro de rotina semanal da coord.docx.pdfquadro de rotina semanal da coord.docx.pdf
quadro de rotina semanal da coord.docx.pdf
 
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
 
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
 
Caça-palavras e cruzadinha - Encontros consonantais.
Caça-palavras e cruzadinha -  Encontros consonantais.Caça-palavras e cruzadinha -  Encontros consonantais.
Caça-palavras e cruzadinha - Encontros consonantais.
 
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsxOceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
 
EBBOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_PAULA FRANCISCO_22_23
EBBOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_PAULA FRANCISCO_22_23EBBOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_PAULA FRANCISCO_22_23
EBBOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_PAULA FRANCISCO_22_23
 
EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_RITA E CLÁUDIA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_RITA E CLÁUDIA_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_RITA E CLÁUDIA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_RITA E CLÁUDIA_22_23
 
Caça-palavras - multiplicação
Caça-palavras  -  multiplicaçãoCaça-palavras  -  multiplicação
Caça-palavras - multiplicação
 
Infografia | Presidência húngara do Conselho da UE
Infografia | Presidência húngara do Conselho da UEInfografia | Presidência húngara do Conselho da UE
Infografia | Presidência húngara do Conselho da UE
 
APA fonoaudiologia Pratica Trabalho Prontos.pptx
APA fonoaudiologia Pratica Trabalho Prontos.pptxAPA fonoaudiologia Pratica Trabalho Prontos.pptx
APA fonoaudiologia Pratica Trabalho Prontos.pptx
 
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdfA Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
 

Críticas ao SIN (Sistema Interligado Nacional)

  • 1. 1 Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo – FEC – Unicamp. Departamento de Recursos Hídricos, Energéticos e Ambientais. Disciplina: IC477-A - Tópicos sobre Recursos Hídricos, Energéticos e Ambientais IV. Professores: Alberto Luiz Francato e Paulo Barbosa. Alunos: Jim Silva Naturesa (RA 990709) e Oswaldo Buzolin Júnior (RA 882032). Título: Críticas à Centralização do Planejamento da Operação Adotada no Sistema Interligado Nacional – SIN Palavras-chaves: ONS (Operador Nacional do Sistema), planejamento da operação dos sistemas hidrotérmico, planejamento da expansão dos sistemas de energia. 1 – Introdução A matriz energética brasileira, diferentemente da matriz energética mundial que queima combustíveis fósseis para gerar eletricidade, é fortemente baseada na hidroeletricidade. O potencial hidroelétrico brasileiro é da ordem de 390 GW. Desse potencial, já foram instalados 25% que alagaram 34.000 Km2 de terras e desalojaram 200.000 famílias ribeirinhas. A crise financeira na década de 90 levou o governo brasileiro a acelerar o processo de privatização das empresas de serviços públicos. O investimento no setor elétrico nos anos 80 passou para apenas 0,8% do PIB (Produto Interno Bruto); enquanto nos anos 60 e 70, esse valor era de 2%. No começo da década de 90, o Brasil tinha 62 empresas operando no setor, sendo que o governo federal possuía 59% da capacidade de geração. Havia 23 empresas privadas de distribuição, quase todas interligadas a rede nacional de transmissão de energia elétrica de 1,5 milhão de quilômetros (BAER & McDONALD, 1987). 2 – Preço da energia elétrica e investimentos O país novamente está passando por uma crise energética, com a possibilidade de racionamento de energia elétrica. A falta de uma política energética séria é o principal motivo para a atual situação. A criação da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – responsável pela elaboração de projetos de médio e longo prazo, não evitou o problema: atrasos nas construções de novas hidrelétricas, linhas de transmissão de energia e gasodutos. Somado a falta de planejamento temos a baixa quantidade de chuvas nesse começo de ano – devido ao efeito El Niña, a falta de gás que acarretaram em uma alta significativa no preço da tarifa de energia elétrica e no Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) (NATURESA, 2008). O PLD é o máximo preço praticado no mercado livre de energia elétrica. A Tabela 1 apresenta a média ponderada semanal do PLD para os anos 2005, 2006, 2007 e 2008. Descontando-se o início do ano de 2008, percebe-se a tendência de alta dos preços para o mercado livre (GOULART, 2008a). Tabela 1 – Média ponderada semanal do Preço da Liquidação das Diferenças (PLD) Ano Semana Valor (R$) 2005 01/01 a 07/01 18,33 2006 07/01 a 13/01 16,92 2007 06/01 a 12/01 26,49 2008 12/01 a 18/01 569,59 2008 16/08 a 22/08 79,16 Fonte: GOULART (2008a) apud CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e Delta Energia. De acordo com GOULART (2008b), com base nas estimativas da agência de riscos Moody’s e da Tendências Consultoria, os preços da energia elétrica subiram mais de 300 % nos últimos anos. No mercado cativo (residencial), por exemplo, a alta foi de 324 % entre os anos de 1995 a 2007. Ainda segundo o estudo, até 2012, a estreita relação entre a demanda e oferta de energia será responsável
  • 2. 2 pela elevação dos preços. A falta de usinas hidrelétricas e as novas termelétricas são os responsáveis por essa situação. Os Encargos de Serviço do Sistema (ESS), repassados aos consumidores, atingiram R$ 24 milhões no ano passado, devido a ligação das usinas termelétricas; neste ano o ESS já atingiu R$ 1,5 bilhão. A Tendências Consultoria estima uma alta nos preços de energia de 10 % para os próximos dois anos, resultado dos índices de inflação, maior despacho das usinas termelétricas, aumento dos preços dos combustíveis e desvalorização do real. Além disso, a capacidade de geração de energia entre 2008 e 2012 é de térmicas, pressionando ainda mais o preço da energia elétrica. 3 - Planejamento da operação do sistema A operação do Sistema Brasileiro de Geração de Energia Elétrica é feita pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O ONS opera o chamado Sistema Interligado Nacional (SIN). O SIN é responsável por aproximadamente 97% da energia elétrica produzida no país. Para tal fim, o ONS processa e analisa uma cadeia de modelos para tomar decisões em diversas etapas da operação, tanto a médio e longo prazo, em nível de planejamento, como em tempo real, para despacho elétrico. O planejamento da operação é feito mensalmente com suporte de dois modelos matemáticos, o Modelo NEWAVE e o DECOMP. O primeiro decide mensalmente, para um horizonte de cinco anos, o quanto de energia deve ser produzido pelo sistema hidroelétrico e o quanto deve ser produzido pelo sistema térmico; a somatória da parcela hídrica com a térmica deve atender à demanda prevista no período. O objetivo básico da operação é minimizar o uso de usinas térmicas, devido o seu elevado custo de produção (BARROS, 2007; LOPES. 2007). O NEWAVE é um modelo de otimização, emprega a Programação Dinâmica Dual Estocástica (PDDE) para obter as variáveis de decisão: geração hidro e termo e intercâmbio de energia entre os sub-sistemas. O modelo opera o sistema brasileiro considerando que ele é composto somente por quatro (4) grandes “sub-sistemas equivalentes”: Norte, Nordeste, Sudeste/Centro-Oeste e Sul. Cada sub-sistema é formado por um grande reservatório de energia, com volume equivalente à somatória da energia armazenada em cada região - o método dos sub-sistemas equivalentes é adotado para viabilizar o emprego da técnica PDDE. Os resultados do modelo NEWAVE servem como dados de entrada para o modelo DECOMP, que desagrega os sub-sistemas equivalentes em usinas individualizadas. Isto é, o DECOMP decide o quanto será produzido por cada usina de geração do sistema brasileiro a partir das variáveis de decisão produzidas pelo NEWAVE. A PDDE divide um determinado problema em estágios e a solução consiste em encontrar a melhor decisão em cada estágio. Essa decisão está baseada no prévio conhecimento de todas as possibilidades futuras, sendo que a solução ótima em um determinado estágio é a que minimiza seu custo mais o custo futuro – custo total de todos os estágios seguintes até o horizonte final do estudo. Portanto, o conceito de custo futuro é fundamental da PDDE. Como o Sistema de Geração de Energia Elétrica é de grande porte, a PDDE agrega os reservatórios das usinas dos diversos subsistemas em reservatórios equivalentes – conforme explicado no parágrafo anterior, a fim de diminuir o número de variáveis do problema e consequentemente facilitar na sua solução (NASCENTES, 2002). A principal característica operacional do sistema de produção de energia elétrica no Brasil hoje é aproveitar seu potencial hídrico, minimizando o uso das termoelétricas. Mas, apenas o uso das hidroelétricas aumenta o risco de não atendimento da demanda futura - risco de déficit, uma vez que esse tipo de fonte está sujeita a um componente aleatório, a precipitação. Logo, o objetivo geral da operação é gerar energia com as hidroelétricas até um limite de segurança, complementando, quando necessário, a geração com as termoelétricas (BARROS, 2007; LOPES, 2007). O sucesso da operação do sistema elétrico brasileiro está diretamente relacionado ao sucesso da previsão hidrológica. Se os reservatórios forem utilizados no período seco e se encherem no período úmido subseqüente, executa-se uma operação perfeita, de baixo custo e com garantia do atendimento da demanda futura. Se for previsto um período de estiagem, preservam-se os reservatórios, utilizando-se mais as termoelétricas - com custos de produção maiores, mas assegurando o atendimento da demanda futura (BARROS, 2007; LOPES, 2007). Resumindo, as principais questões a serem examinadas no processo de operação são: Como atender a demanda de energia de modo a minimizar custos e garantir o atendimento da demanda
  • 3. 3 futura para um sistema majoritariamente hidroelétrico? De que forma incorporar a previsão hidrológica no processo de decisão? De que forma operar otimamente um sistema de reservatórios complexo como o brasileiro, uma vez que essa fonte de energia é a mais barata e a que menos impacta negativamente o meio ambiente? Agregar e analisar um número tão grande de variáveis estocásticas para a tomada de decisão torna o problema operacional hidrotérmico complexo. 4 – Conclusões e discussões O intercâmbio entre os subsistemas é uma estratégia interessante para o atendimento à demanda; pois algumas regiões têm capacidade instalada superior à demanda regional e assim podem suprir outras regiões em situações desfavoráveis. Por exemplo, destacam-se os subsistemas Sul e Sudeste/Centro-oeste que apresentam regimes hidrológicos complementares; logo alguns vertimentos desnecessários poderiam se tornar energia, minimizando a complementação térmica. A interligação dos sistemas tem um efeito sinérgico, pois sua capacidade combinada é superior à soma das capacidades individuais. Além disso, sistemas interligados melhoram a confiabilidade no fornecimento de energia, pois proporcionam um aumento na reserva de energia (principalmente em casos de emergência – blecautes parciais) e favorecem a instalação de unidades maiores e mais econômicas. Mas alguns pontos ainda precisam ser explorados, tais como: - As perdas de energia no intercâmbio entre os subsistemas - uma vez que as linhas de transmissão são longas; - A complementação ao suprimento de energia de uma região pode desestimular iniciativas de investimentos na geração de energia na região, seja por meio da construção de novas usinas ou por outras tecnologias de geração (energia eólica na região nordeste); - Os custos de eventuais déficits no suprimento de energia poderiam ter valores diferenciados por regiões, podendo um eventual déficit localizado representar custo menor que despachos de termoelétricos com custos operacionais elevados. Avaliar novas alternativas operacionais ao SIN é algo de interesse nacional. Uma reflexão sobre os benefícios da operação interligada pode gerar novos subsídios operacionais ou quebrar paradigmas que venham a colaborar com as regras de planejamento aplicadas ao sistema. Esse é um tema para um trabalho futuro. 5 - Referências BAER,W. & McDONALD. “Retorno ao Passado? A Privatização de Empresas de serviços públicos no Brasil: O Caso do Setor de Energia Elétrica”. Planejamento de Políticas Públicas, N. 16. Dezembro de 1987. BARROS, M. T. L. (Coordenador). Sistema de Suporte ao Planejamento do Sistema Hidrotérmico Brasileiro: Modelos SISOPT2 e SolverSIN - Relatório de Atividades de Pesquisa. Período de 02/2006 a 08/2007. 2007. GOULART, J. “Número de consumidores livre fica estável”. Valor Econômico. 26 de agosto de 2008a. ____________. “Energia mantém tendência de alta”. Valor Econômico. 26 de agosto de 2008b. LOPES, J. E. G. 2007. Modelo de Planejamento da Operação de Sistemas Hidrotérmicos de Produção de Energia Elétrica. Tese de Doutorado. Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. 2007. NASCENTES, J. C. M. Influência do Custo do Déficit de Energia nos Preços Spot de Energia Elétrica no Brasil. Dissertação de Mestrado. Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp. 2002. NATURESA,J. S.; MARIOTONI,C. A.; MENEZES, T. V.; PERRONE,F. P. D. e LEPETITGALAND,K. K. Respostas para crise de energia elétrica: Eficiência Energética, Uso racional de energia e Fontes Renováveis. Agrener 2008.