Iaci e a_boneca[2]

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Iaci e a_boneca[2]

  1. 1. Conto popular brasileiro IACI E A BONECA
  2. 2. Iaci vivia com os pais numa povoação chamada cachimbo no interior da grande selva brasileira. Iaci tinha uma boneca que não era como as outras; era uma boneca feita pelas suas próprias mãos. Pegara numa maçaroca de milho e com as folhas amarelecidas fizera-lhe um vestido. Depois olhou para a sua boneca e chamou-lhe Curumin. Iaci gostava tanto da boneca que não a abandonava um só momento.
  3. 3. Iaci lavava a boneca, ajeitava-lhe o vestido, deitava-a na cama e abraçava-a muito. A mãe chamava a menina para que a ajudasse a limpar e arrumar a casa: - Iaci! Iaci! Vem ajudar-me a arrumar a casa! Mas Iaci estava tão entretida a brincar com a boneca que não escutava a mãe.
  4. 4. Um dia, depois de muito chamar, a mãe de Iaci aborreceu-se e disse-lhe: - Se continuas a não ouvir o que te digo, ainda acabo por te tirar essa boneca! - A mãe só queria que a menina prestasse mais atenção ao seu chamamento, mas Iaci assustou-se e resolveu esconder Curumin. - Com a boneca bem apertada nos braços, Iaci foi até à margem do rio onde costumava dar-lhe banho todos os dias.
  5. 5. Ali encontrou a sua amiga tartaruga que lhe perguntou: - Que procuras por aqui, Iaci? - Procuro um sitio para esconder a minha boneca. - Isso é fácil – disse a tartaruga. - Vê como eu faço: escavo um buraco na areia e aí escondo os meus ovos. - Com as suas mãozinhas Iaci abriu uma cova como vira fazer à sua amiga tartaruga e deixou a boneca na areia quente.
  6. 6. A areia cobria agora Curumin como um manto. A menina disfarçou a cova cobrindo-a de folhas. - Não te preocupes – disse a tartaruga. Enquanto vigio os meus ovos, olho pela tua boneca. Então Iaci regressou a casa.
  7. 7. Depois vieram as grandes chuvas. Chovia sem parar. Passou muito tempo até que Iaci pudesse ir buscar a sua boneca.
  8. 8. Até que um dia Iaci pôde finalmente ir buscar Curumin. Mas tinha chovido tanto e o rio levava tanta água que a margem não parecia a mesma. Iaci não conseguia reconhecer o sítio onde deixara a boneca.
  9. 9. Procurou então a tartaruga e encontrou- a rodeada de tartaruguinhas. Então as duas foram até ao local onde Iaci escondera a boneca; mas ali só viram duas folhitas que se erguiam do solo como se fossem duas mãozinhas verdes.
  10. 10. Iaci ajoelhou-se no chão para ver melhor. Estava quase a chorar, mas a tartaruga disse-lhe: - Não chores, Iaci. Estas folhas são a tua Curumin. Elas vão crescer e tornar-se uma planta grande e alta. Depois nascerão muitas maçarocas de milho. -Vem buscá-las no verão. Encontrarás aqui a tua boneca
  11. 11. Chegou o Verão e a Iaci voltou à margem do Rio. Ali onde escondera a sua Curumin, encontrou uma bela planta com muitas maçarocas de milho. Agarrou uma, vestiu-a com folhas, e assim fez uma boneca que era igual à sua Curumin. Com as outras maçarocas a mãe de Iaci fez muitos bolinhos de milho.
  12. 12. Ilustração de Glória Carasusan Balle Adaptação de C. Zendrera. Texto em Português de Catarina Vilar

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