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Apresentação1

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Apresentação1

  1. 1. Alguns autores que compuserama era romântica
  2. 2. Álvares de Azevedo (1831 – 1852)
  3. 3. Lembranças de morrerQuando em meu peito rebentar-se a fibra,Que o espírito enlaça à dor vivente,Não derramem por mim nem uma lágrimaEm pálpebra demente.E nem desfolhem na matéria impuraA flor do vale que adormece ao vento:Não quero que uma nota de alegriaSe cale por meu triste passamento.Eu deixo a vida como deixa o tédioDo deserto, o poento caminheiroComo as horas de um longo pesadeloQue se desfaz ao dobre de um sineiro;Como o desterro de Minh alma errante,Onde o fogo insensato a consumia:Só levo uma saudade - é desses temposQue amorosa ilusão embelecia.
  4. 4. [...] Se uma lágrima as pálpebras me inunda,Se um suspiro nos seios treme ainda,É pela virgem que sonhei... que nuncaAos lábios me encostou a face linda!Só tu à mocidade sonhadoraDo pálido poeta destes flores...Se viveu, foi por ti! e de esperançaDe na vida gozar dos teus amores.[...]Descansem o meu leito solitárioNa floresta dos homens esquecida,À sombra de uma cruz, e escrevam nela:Foi poeta - sonhou - e amou na vida.Sombras do vale, noites da montanhaQue minha alma cantou e amava tanto,Protegei o meu corpo abandonado,E no silêncio derramai-lhe canto![...]
  5. 5. Casimiro de Abreu (1839 – 1860)
  6. 6. Meus oito anos“Oh! que saudades que tenhoDa aurora da minha vida,Da minha infância queridaQue os anos não trazem mais!Que amor, que sonhos, que flores,Naquelas tardes fagueirasÀ sombra das bananeiras,Debaixo dos laranjais![...]”
  7. 7. Fagundes Varela (1841 –1875)
  8. 8. Cântico do calvário“Eras na vida a pomba prediletaQue sobre um mar de angústias conduziaO ramo da esperança. Eras a estrelaQue entre as névoas do inverno cintilavaApontando o caminho ao pegureiro.Eras a messe de um dourado estio.Eras o idílio de um amor sublime.Eras a glória, a inspiração, a pátria,O porvir de teu pai! - Ah! no entanto,Pomba, - varou-te a flecha do destino!Astro, - engoliu-te o temporal do norte!Teto, - caíste!- Crença, já não vives!Correi, correi, oh! lágrimas saudosas,Legado acerbo da ventura extinta,Dúbios archotes que a tremer clareiamA lousa fria de um sonhar que é morto!”
  9. 9. Junqueira Freire
  10. 10. Morte“Pensamento gentil de paz eternaAmiga morte, vem. Tu és o termoDe dous fantasmas que a existência formam,— Dessa alma vã e desse corpo enfermo.Pensamento gentil de paz eterna,Amiga morte, vem. Tu és o nada,Tu és a ausência das moções da vida,do prazer que nos custa a dor passada.[...]Por isso, ó morte, eu amo-te e não temo:Por isso, ó morte, eu quero-te comigo.Leva-me à região da paz horrenda,Leva-me ao nada, leva-me contigo.”

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