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Memórias
Póstumas de
Brás Cubas
Machado de Assis
Tema: Memórias Póstumas de Brás Cubas;
Acadêmicas: Ana Gabriela dos Santos
Jéssica Diana Göttert
Tânia Salete G. Fuhr.
Orientador: Prof. Paulo Konzen
UNIOESTE – Universidade Estadual do Oeste do Paraná
“Ao verme que primeiro roeu as frias
carnes do meu cadáver dedico como
saudosa lembrança estas memórias
póstumas”.
(ASSIS, 1998, p.15)
Período Histórico
•A ação do romance abarca a segunda metade do século XIX,
período que corresponde ao governo de D. Pedro II.
• A juventude de Brás coincide com a Independência do Brasil,
em 1822. Assim, sua chegada à idade adulta pode simbolizar a
maturidade social brasileira.
•Obra marco do inicio do realismo no Brasil.
Estrutura da obra
• É classificada como digressiva (=significa divagação, desvio
de rumo ou de assunto e ainda subterfúgio) e fragmentária.
• Não existe no livro um fator cronológico que lhe dê
encadeamento linear e ritmo ágil.
• O fluir do pensamento de Brás Cubas, que relata tudo quanto
vem à consciência, que dita o ritmo da narração.
• Ao criar um narrador que resolve contar sua vida depois de
morto, Machado de Assis muda radicalmente o panorama da
literatura brasileira, além de expor de forma irônica os
privilégios da elite da época.
Narrador
A narração é feita em primeira pessoa e postumamente, ou
seja, o narrador se autointitula um defunto-autor – um morto que
resolveu escrever suas memórias. Assim, temos toda uma vida
contada por alguém que não pertence mais ao mundo terrestre.
Com esse procedimento, o narrador consegue ficar além de nosso
julgamento terreno e, desse modo, pode contar as memórias da
forma como melhor lhe convém, que conduz o leitor tendo em
vista sua visão de mundo, seus sentimentos e o que pensa da vida.
Tempo
• A obra é apoiada em dois tempos, um é o tempo psicológico,
do autor além-túmulo, que, desse modo, pode contar sua vida de
maneira arbitrária, com digressões e manipulando os fatos à
revelia, sem seguir uma ordem temporal linear. A morte, por
exemplo, é contada antes do nascimento e dos fatos da vida.
• Já no tempo cronológico, os acontecimentos obedecem a uma
ordem lógica: infância, adolescência, ida para Coimbra, volta ao
Brasil e morte.
• O pacto de verossimilhança sofre um choque aqui, pois os
leitores da época, acostumados com a linearidade das obras
(início, meio e fim), vêem-se obrigados a situar-se nessa
incomum situação.
A linguagem
• A ironia e o ceticismo que constituem a visão de mundo de
Machado de Assis estão expressas na construção das
personagens, de grande densidade psicológica, e em uma
técnica narrativa peculiar, que consiste em expor a matéria em
capítulos curtos e em dialogar o tempo todo com o leitor.
• Machado trata o leitor por tu, familiarmente, fazendo a ele
perguntas, dando explicações, estabelece na narrativa pausas,
pequenos cortes que apontam para outras direções e dão ao
leitor a possibilidade de ver por diversos ângulos.
Não realizações
O romance não apresenta grandes feitos, não há um
acontecimento significativo que se realize por completo:
• A obra termina, nas palavras do narrador, com um capítulo só de
negativas.
• Brás Cubas não se casa.
• Não consegue concluir o emplasto, medicamento que imaginara
criar para conquistar a glória na sociedade.
• Se torna deputado, mas seu desempenho é medíocre.
• Não tem filhos.
Intertextualidades
•Segundo Ambrósio (2007), Brás cubas não foi um homem bem
sucedido para os padrões de sua época, no último capítulo
chamado "Das Negativas", é realizado um balanço negativo da
passagem pela vida, que se encerra com a famosa afirmação
"Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da
nossa miséria” (ASSIS, 1998 apud AMBRÓSIO, 2007).
• Garcia (2012) reitera que “BC foi um homem que viveu à custa
de clientelismo, de favoritismo, de influências políticas. Nada
contribuiu de si social, científica ou culturalmente. Vivia apenas
para esperar a hora de se encontrar com Virgília, mulher casada e
esposa de um amigo seu. Enfim, um fútil.”
•Cândido ( 1979,p.31), afirma que “o ganho, lucro, o prestigio, a
soberania do interesse são molas do personagem Brás Cubas”
• O professor Roberto Juliano, do Guia do estudante, revela as
intenções das não realizações: “A força da obra está justamente
nessas não-realizações, nesses detalhes. Os leitores ficam
sempre à espera do desenlace que a narrativa parece prometer.
Ao fim, o que permanece é o vazio da existência do
protagonista”.
• Ambos autores concordam quanto a inutilidade da existência
de Brás Cubas, como alguém que teria passado pela vida sem
grandes êxitos.
• O próprio Brás Cubas admite ter levado uma vida medíocre:
"Talvez espante ao leitor a franqueza com que lhe exponho e
realço a minha mediocridade. A franqueza é a primeira virtude
de um defunto" (ASSIS, 1998, p. 55)
• Garcia (2012) classifica Brás Cubas como anti-herói brasileiro:
Brás Cubas: o segundo anti-herói da literatura brasileira
“Se desde criança Brás Cubas já teria se mostrado maldoso,
insolente, maligno, tanto que lhe conferiram a alcunha de "menino-
diabo" a judiar dos outros, quebrando a cabeça de escravas,
montando e fustigando o menino-escravo Prudêncio como se fosse
uma besta, maltratando-o se reclamasse (cap. 11), não teria sido então
Brás Cubas o nosso segundo anti-herói brasileiro (porque o primeiro
fora Leonardo Pataca), precedendo Macunaíma que, apesar de ter
levado a fama de "herói sem nenhum caráter", era apenas preguiçoso,
safado e insolente, ao passo que BC já exibia um perfil maldoso desde a
tenra infância? E se é que houve um personagem sem caráter, esse foi
Brás Cubas que, na juventude, desviou o quanto pôde dinheiro do pai a
fim de agradar à frívola prostituta Marcela. Mostrou-se, portanto, um
rapaz sem consciência, ingrato para com o incomensurável amor que
recebera dos pais, já que tanto foi poupado do sofrimento durante toda
a vida.”
Segundo o Guia do estudante: "Memórias Póstumas
de Brás Cubas é uma obra que revolucionou o romance
brasileiro. De cunho realista, mas sem ter as
características da crítica agressiva de outros escritores do
Realismo”. O Guia do estudante ressalta que o prof.
Roberto Juliano chama a atenção para o fato de que com a
obra Machado de Assis revolucionou o formato do
romance através da subversão de padrões do
Romantismo. A exemplo da dedicatória, Cubas a faz a um
verme. Outro ponto que pode ser citam como exemplo é a
quantidade de capítulos do livro, era comum um romance
ter cerca de trinta capítulos, Memórias Póstumas
ultrapassa cento e cinquenta capítulos.
• Cândido classifica a obra como o primeiro romance de
maturidade produzido por Machado de Assis.
• Segundo Cândido ( 1979, p.27), Machado de Assis diferencia
em algumas de suas obras, o bem do mal, o justo e o injusto, o
certo e o errado, tais questões são moduladas em Memórias
Póstumas.
• Em Memórias Póstumas, o homem é transformado em objeto
do homem, Machado de Assis liga esta questão com a teoria
do humantismo, que é elaborada por um dos personagens,
Quincas Borbas.
• Como afirma Marcílio: “A sociedade é caracterizada como o
espaço do jogo entre aparência e essência, onde as pessoas
interpretam papéis e fingem ser o que realmente não são. A
impossibilidade de conhecer as profundezas da alma não
impede o narrador de reconhecer a miséria moral da
humanidade. ”
Para melhor contextualizar as intenções da obra, Garcia apresenta a
seguinte análise:
“Fazendo primeiramente uso de aspectos do imaginário popular,
defunto remete à idéia de um ser assombroso que vem à noite puxar o
pé das crianças travessas; é uma "aleivosia". Um defunto é um ser
atemorizante, sobretudo para o universo feminino, posto que as
mulheres sempre se mostraram mais vulneráveis a esse tipo de ataque.
O homem, por conta de sua própria carga cultural legada de
influências ancestrais, desenvolveu a capacidade de enfrentar o medo
e, subseqüentemente, dominá-lo, a fim de melhor desempenhar sua
função de caçador. Se têm medo de defunto, pelo menos a sociedade
os obriga a disfarçar, a fim de não macular sua condição de
"machos".”
Na época em que Machado de Assis escreveu essa obra, o
público leitor de romances era feminino, Machado tinha a intenção,
segundo Garcia, de “ganhar” público-leitor, ou seja, atrair para sua
leitura o público masculino.
“Não tive filhos, não transmiti a
nenhuma criatura o legado da nossa
miséria”.
(ASSIS, 1998, p.176)
Referências
• AMBROSIO, O.D., Memórias Póstumas de Brás Cubas:
Análise do livro de Machado de Assis. IN: ---. Especial para a
Página 3 Pedagogia & Comunicação, 29 set. 2007. Uol
Educação. Disponível em:
<http://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/memorias-
postumas-de-bras-cubas-analise-do-livro-de-machado-de-
assis.html> .Data de acesso: 09 out. 2015
• ASSIS, Machado. Memórias Póstumas de Brás Cubas. São
Paulo: Ática, 1998.
• CANDIDO, A. Esquema de Machado de Assis. IN: ---. Vários
escritos. Rio de Janeiro.: Livraria Duas Cidades, 1979.
• GARCIA, J. Disponível em: <http://www.artigonal.com/ensino-
superior-artigos/a-simbologia-do-defunto-bem-como-de-outros-
signos-em-memorias-postumas-de-bras-cubas-6347107.html>.
Acessado em: 15/ 10/15.
• GUIA DO ESTUDANTE. "Memórias Póstumas de Brás Cubas" -
Análise da obra de Machado de Assis. Disponível em:
<http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/literatura/memorias-
postumas-bras-cubas-analise-obra-machado-assis-700294.shtml>. >.
Acessado em: 15/ 10/15.
• JUNIOR, A. B. O narrador iludido: uma leitura das Memórias
Póstumas de Brás Cubas. Disponível em:
<http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/16917/00070809
7.pdf?sequence=1>. Acessado em: 15/ 10/15.
• MARCÍLIO, F. Memórias Póstumas de Brás Cubas. Disponível em:
<http://educacao.globo.com/literatura/assunto/resumos-de-
livros/memorias-postumas-de-bras-cubas.html>. Acessado em: 15/
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  • 2. Tema: Memórias Póstumas de Brás Cubas; Acadêmicas: Ana Gabriela dos Santos Jéssica Diana Göttert Tânia Salete G. Fuhr. Orientador: Prof. Paulo Konzen UNIOESTE – Universidade Estadual do Oeste do Paraná
  • 3. “Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas”. (ASSIS, 1998, p.15)
  • 4. Período Histórico •A ação do romance abarca a segunda metade do século XIX, período que corresponde ao governo de D. Pedro II. • A juventude de Brás coincide com a Independência do Brasil, em 1822. Assim, sua chegada à idade adulta pode simbolizar a maturidade social brasileira. •Obra marco do inicio do realismo no Brasil.
  • 5. Estrutura da obra • É classificada como digressiva (=significa divagação, desvio de rumo ou de assunto e ainda subterfúgio) e fragmentária. • Não existe no livro um fator cronológico que lhe dê encadeamento linear e ritmo ágil. • O fluir do pensamento de Brás Cubas, que relata tudo quanto vem à consciência, que dita o ritmo da narração. • Ao criar um narrador que resolve contar sua vida depois de morto, Machado de Assis muda radicalmente o panorama da literatura brasileira, além de expor de forma irônica os privilégios da elite da época.
  • 6. Narrador A narração é feita em primeira pessoa e postumamente, ou seja, o narrador se autointitula um defunto-autor – um morto que resolveu escrever suas memórias. Assim, temos toda uma vida contada por alguém que não pertence mais ao mundo terrestre. Com esse procedimento, o narrador consegue ficar além de nosso julgamento terreno e, desse modo, pode contar as memórias da forma como melhor lhe convém, que conduz o leitor tendo em vista sua visão de mundo, seus sentimentos e o que pensa da vida.
  • 7. Tempo • A obra é apoiada em dois tempos, um é o tempo psicológico, do autor além-túmulo, que, desse modo, pode contar sua vida de maneira arbitrária, com digressões e manipulando os fatos à revelia, sem seguir uma ordem temporal linear. A morte, por exemplo, é contada antes do nascimento e dos fatos da vida. • Já no tempo cronológico, os acontecimentos obedecem a uma ordem lógica: infância, adolescência, ida para Coimbra, volta ao Brasil e morte. • O pacto de verossimilhança sofre um choque aqui, pois os leitores da época, acostumados com a linearidade das obras (início, meio e fim), vêem-se obrigados a situar-se nessa incomum situação.
  • 8. A linguagem • A ironia e o ceticismo que constituem a visão de mundo de Machado de Assis estão expressas na construção das personagens, de grande densidade psicológica, e em uma técnica narrativa peculiar, que consiste em expor a matéria em capítulos curtos e em dialogar o tempo todo com o leitor. • Machado trata o leitor por tu, familiarmente, fazendo a ele perguntas, dando explicações, estabelece na narrativa pausas, pequenos cortes que apontam para outras direções e dão ao leitor a possibilidade de ver por diversos ângulos.
  • 9. Não realizações O romance não apresenta grandes feitos, não há um acontecimento significativo que se realize por completo: • A obra termina, nas palavras do narrador, com um capítulo só de negativas. • Brás Cubas não se casa. • Não consegue concluir o emplasto, medicamento que imaginara criar para conquistar a glória na sociedade. • Se torna deputado, mas seu desempenho é medíocre. • Não tem filhos.
  • 11. •Segundo Ambrósio (2007), Brás cubas não foi um homem bem sucedido para os padrões de sua época, no último capítulo chamado "Das Negativas", é realizado um balanço negativo da passagem pela vida, que se encerra com a famosa afirmação "Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria” (ASSIS, 1998 apud AMBRÓSIO, 2007). • Garcia (2012) reitera que “BC foi um homem que viveu à custa de clientelismo, de favoritismo, de influências políticas. Nada contribuiu de si social, científica ou culturalmente. Vivia apenas para esperar a hora de se encontrar com Virgília, mulher casada e esposa de um amigo seu. Enfim, um fútil.” •Cândido ( 1979,p.31), afirma que “o ganho, lucro, o prestigio, a soberania do interesse são molas do personagem Brás Cubas”
  • 12. • O professor Roberto Juliano, do Guia do estudante, revela as intenções das não realizações: “A força da obra está justamente nessas não-realizações, nesses detalhes. Os leitores ficam sempre à espera do desenlace que a narrativa parece prometer. Ao fim, o que permanece é o vazio da existência do protagonista”. • Ambos autores concordam quanto a inutilidade da existência de Brás Cubas, como alguém que teria passado pela vida sem grandes êxitos. • O próprio Brás Cubas admite ter levado uma vida medíocre: "Talvez espante ao leitor a franqueza com que lhe exponho e realço a minha mediocridade. A franqueza é a primeira virtude de um defunto" (ASSIS, 1998, p. 55)
  • 13. • Garcia (2012) classifica Brás Cubas como anti-herói brasileiro: Brás Cubas: o segundo anti-herói da literatura brasileira “Se desde criança Brás Cubas já teria se mostrado maldoso, insolente, maligno, tanto que lhe conferiram a alcunha de "menino- diabo" a judiar dos outros, quebrando a cabeça de escravas, montando e fustigando o menino-escravo Prudêncio como se fosse uma besta, maltratando-o se reclamasse (cap. 11), não teria sido então Brás Cubas o nosso segundo anti-herói brasileiro (porque o primeiro fora Leonardo Pataca), precedendo Macunaíma que, apesar de ter levado a fama de "herói sem nenhum caráter", era apenas preguiçoso, safado e insolente, ao passo que BC já exibia um perfil maldoso desde a tenra infância? E se é que houve um personagem sem caráter, esse foi Brás Cubas que, na juventude, desviou o quanto pôde dinheiro do pai a fim de agradar à frívola prostituta Marcela. Mostrou-se, portanto, um rapaz sem consciência, ingrato para com o incomensurável amor que recebera dos pais, já que tanto foi poupado do sofrimento durante toda a vida.”
  • 14. Segundo o Guia do estudante: "Memórias Póstumas de Brás Cubas é uma obra que revolucionou o romance brasileiro. De cunho realista, mas sem ter as características da crítica agressiva de outros escritores do Realismo”. O Guia do estudante ressalta que o prof. Roberto Juliano chama a atenção para o fato de que com a obra Machado de Assis revolucionou o formato do romance através da subversão de padrões do Romantismo. A exemplo da dedicatória, Cubas a faz a um verme. Outro ponto que pode ser citam como exemplo é a quantidade de capítulos do livro, era comum um romance ter cerca de trinta capítulos, Memórias Póstumas ultrapassa cento e cinquenta capítulos.
  • 15. • Cândido classifica a obra como o primeiro romance de maturidade produzido por Machado de Assis. • Segundo Cândido ( 1979, p.27), Machado de Assis diferencia em algumas de suas obras, o bem do mal, o justo e o injusto, o certo e o errado, tais questões são moduladas em Memórias Póstumas. • Em Memórias Póstumas, o homem é transformado em objeto do homem, Machado de Assis liga esta questão com a teoria do humantismo, que é elaborada por um dos personagens, Quincas Borbas. • Como afirma Marcílio: “A sociedade é caracterizada como o espaço do jogo entre aparência e essência, onde as pessoas interpretam papéis e fingem ser o que realmente não são. A impossibilidade de conhecer as profundezas da alma não impede o narrador de reconhecer a miséria moral da humanidade. ”
  • 16. Para melhor contextualizar as intenções da obra, Garcia apresenta a seguinte análise: “Fazendo primeiramente uso de aspectos do imaginário popular, defunto remete à idéia de um ser assombroso que vem à noite puxar o pé das crianças travessas; é uma "aleivosia". Um defunto é um ser atemorizante, sobretudo para o universo feminino, posto que as mulheres sempre se mostraram mais vulneráveis a esse tipo de ataque. O homem, por conta de sua própria carga cultural legada de influências ancestrais, desenvolveu a capacidade de enfrentar o medo e, subseqüentemente, dominá-lo, a fim de melhor desempenhar sua função de caçador. Se têm medo de defunto, pelo menos a sociedade os obriga a disfarçar, a fim de não macular sua condição de "machos".” Na época em que Machado de Assis escreveu essa obra, o público leitor de romances era feminino, Machado tinha a intenção, segundo Garcia, de “ganhar” público-leitor, ou seja, atrair para sua leitura o público masculino.
  • 17. “Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria”. (ASSIS, 1998, p.176)
  • 18. Referências • AMBROSIO, O.D., Memórias Póstumas de Brás Cubas: Análise do livro de Machado de Assis. IN: ---. Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação, 29 set. 2007. Uol Educação. Disponível em: <http://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/memorias- postumas-de-bras-cubas-analise-do-livro-de-machado-de- assis.html> .Data de acesso: 09 out. 2015 • ASSIS, Machado. Memórias Póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Ática, 1998. • CANDIDO, A. Esquema de Machado de Assis. IN: ---. Vários escritos. Rio de Janeiro.: Livraria Duas Cidades, 1979.
  • 19. • GARCIA, J. Disponível em: <http://www.artigonal.com/ensino- superior-artigos/a-simbologia-do-defunto-bem-como-de-outros- signos-em-memorias-postumas-de-bras-cubas-6347107.html>. Acessado em: 15/ 10/15. • GUIA DO ESTUDANTE. "Memórias Póstumas de Brás Cubas" - Análise da obra de Machado de Assis. Disponível em: <http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/literatura/memorias- postumas-bras-cubas-analise-obra-machado-assis-700294.shtml>. >. Acessado em: 15/ 10/15. • JUNIOR, A. B. O narrador iludido: uma leitura das Memórias Póstumas de Brás Cubas. Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/16917/00070809 7.pdf?sequence=1>. Acessado em: 15/ 10/15. • MARCÍLIO, F. Memórias Póstumas de Brás Cubas. Disponível em: <http://educacao.globo.com/literatura/assunto/resumos-de- livros/memorias-postumas-de-bras-cubas.html>. Acessado em: 15/ 10/15.