História da filosofia volume 6 (giovanni reale - dario antiseri)

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História da filosofia volume 6 (giovanni reale - dario antiseri)

  1. 1. G. Reale - D. Antiseri HISTORIA DA FILOSOFIA 6De Nietzsche i Escola de Frankfurt PAULUS
  2. 2. Dados internacionais de Catalogaplo na Publicapio (CIP) (Clrnara Brasileirado Livro, SP, Brasil) Reale. G. Historia da filosofia, 6: de Nietzschea Escolade Frankfurt1 G. Reale, D. Antiseri: [traduplo Ivo Storniolo]. - Slo Paulo: Pauius, 2006. - (ColepBohistoria da filosofia: 6) Titulo original: Storia della filosofia, volume Ill. ISBN 85-349-2431-7 1. Filosofia- Historia 1. Antiseri, D. II. Titulo. Ill. Serie indices para catalog0 sistematico: 1. Filosofia:Historia 109 Titulo original Storia della filosofia - V o l u m e 111: Dal Romanticismoai giorninostri 0Editrice LA SCUOLA, Brescia, Italia, 1997 ISBN 88-350-9273-6 Tradu@o Ivo Storniolo Revisao Zolferino Tonon lmpressi3.0 e acabamento PAULUS 0PAULUS-2006 Rua Francisco Cruz, 229 04117-091 Sao Paulo(Brasil) Fax (11) 5579-3627 Tel. (11)5084-3066 www.paulus.com.br editorial@paulus.corn.br ISBN 85-349-2431-7
  3. 3. Existem teorias, argumentacdesedis- putas filosoficaspelo fato de existirem pro- blemasfilosoficos.Assim como napesquisa cientifica ideias e teorias cientificas sdo respostas a problemas cienti'ficos, da mes- ma forma, analogicamente, na pesquisa filosoficaas teoriasfilosoficassdo tentativas de solucdo dos problemas filosoficos. 0s problemas filosoficos, portanto, existem, sdo inevitdveis e irreprimiveis; envolvem cada homem particular que ndo renuncie a pensar. A maioria desses problemas ndo deixa em paz: Deus existe, ou existiriamosapenasnos, perdidos neste imenso universo?0 mundo e um cosmoou um caos?A historia humana tem sentido? E se tem, qual e? Ou, entdo, tudo - a glo- ria e a miseria, as grandes conquistase os sofrimentos inocentes, vitimas e carnifices - tudo acabara no absurdo, desprovido de qualquer sentido? E o homem: e livre e responsavel ou e um simples fragment0 insignificante do universo, determinado em suas acdes por rigidas leis naturais?A ci6ncia pode nos dar certezas? 0 que e a verdade?Quaissdo as relacdesentre razdo cienti'ficae fe religiosa?Quandopodemos dizer que um Estado e democratico? E quaissdo os fundamentosda democracia? E possivel obter uma justificacdo racional dos valoresmaiselevados?E quando eque somos racionais? Eis, portanto, alguns dos problemas filosoficos de fundo, que dizem respeito as escolhas e ao destino de todo homem, e com os quais se aventuraramas mentes mais elevadas da humanidade, deixando- nos como heranca um verdadeiropatrimb- nio de ideias, que constitui a identidade e a grande riqueza do Ocidente. A historia da filosofia ea histdria dos problemas filosofico~,das teorias filoso- ficas e das argumenta~desfilosoficas. E a historia das disputas entxe filosofos e dos erros dos filosofos. E sempre a his- toria de novas tentativas de versar sobre questdes inevitaveis, na esperanca de conhecer sempre melhor a nos mesmos e de encontrar orientacdespara nossa vida e motivacdes menos frageis para nossas escolhas. A historia da filosofia ocidental e a historia das ideias que informaram, ou seja, que deram forma a historia do Ocidente. E um patrimbnio para ndo ser dissipado, uma riqueza que ndo se deve perder. E exatamentepara tal fim os pro- blemas, as teorias, as argumentacbes e as disputas filosoficas sdo analiticamente explicados, expostos corn a maior clareza possivel. * * * Umaexplicacdoquepretendaser clara e detalhada, a mais compreensivel na me- dida do possivel, e que ao mesmo tempo ofereca explica~desexaustivas comporta, todavia, um "efeito perverso", pelo fato de que pode ndo raramente constituir um obstaculo a "memoriza~do" do complexo pensamento dos filosofos. Esta e a razdo pela qual os autores pensaram, seguindo o paradigma clas- sico do Ueberweg, antepor a exposicdo analitica dos problemas e das ideias dos diferentes fildsofos uma sintese de tais problemas e ideias, concebida como instrumento didatico e auxiliar para a me- moriza~ao.
  4. 4. Afirmou-se com justeza que, em linha geral, um grande fildsofo e o g&io de uma grande ideia: Platdo e o mundo das ideias, Aristoteles e o conceit0 de Ser; Plotino e a concepcdo do Uno, Agostinho e a "terceiranavegacao" sobre o lenho da cruz, Descartes e o "cogito", Leibniz e as "m6nadas",Kant eo transcendental,Hegel e a dialetica, Marx e a alienacdo do traba- Iho, Kierkegaarde o "singular", Bergson e a "duracao", Wittgenstein e os "jogos de linguagem", Popper e a "falsificabilidade" das teorias cientificas, e assim por diante. Poi' bem, os dois autores desta obra propdem um lexico filosofico, um diciona- rio dos conceitosfundamentaisdosdiversos filosofos, apresentados de maneira dida- tica totalmente nova. Seassintesesiniciais sdo o instrumento didatico da memoriza- C ~ O ,o lexico foi idealizado e construido como instrumento da conceitualiza@o; e, juntos, uma especiede chave quepermita entrar nos escritos dos filosofos e deles apresentar interpretacdes que encontrem pontos de apoio mais solidos nos proprios textos. * * * Sinteses, analises, Iexico ligam-se, portanto, a ampla e meditada escolha dos textos, pois os dois autores da presente obra estdo profundamente convencidos do fato de que a compreendo de um fi- losofo se alcanca de mod0 adequado ndo so recebendo aquilo que o autor diz, mas lancando sondas intelectuais tambem nos modos enosjargdes especificos dos textos filosoficos. * * * Ao executar este complexo tracado, os autores se inspiraram em csnonespsico- pedagogicos precisos, a fim de agilizar a memorizacdo das ideias filosoficas, que sdoas maisdificeisdeassimilar:seguiram o metodo da repeti~dode alguns conceitos- chave, assim como em circulos cada vez maisamplos, que vdojustamente dasintese a analise e aos textos. Tais repeticdes, re- petidas eamplificadasde mod0 oportuno, ajudam, de mod0 extremamente eficaz, a fixar na atencao e na memoria os nexos fundantes e as estruturas que sustentam o pensamento ocidental. Buscou-se tambem oferecer aojovem, atualmente educado para o pensamento visual, tabelas que representam sinotica- mente mapas conceituais. Alem disso, julgou-se oportuno enri- quecer o texto com vasta e seleta serie de imagens, que apresentam, alem do rosto dos filosofos, textosemomentos tipicosda discussdo filosofica. * * * Apresentamos,portanto, umtextocien- tifica e didaticamente construido, com a intencdo deoferecerinstrumentosadequa- dos para introduzir nossos jovens a olhar para a historia dos problemas e das ideias filosoficas como para a historia grande, fascinanteedificil dos esforcosintelectuais que os mais elevadosintelectosdo Ociden- te nos deixaram como dom, mas tambem como empenho.
  5. 5. [ndice de'homes, XVII Indice de conceitos fundamentais, XXI Primeira parte A FILOSOFIA DO SECULOXIX AO SECULOxx Capitulo primeiro Friedrich Nietzsche. Fidelidade a terra e transrnuta~iio de todos os valores 3 1. A vida e a obra, 5;2. 0 "dionisiaco", o "apolineo" e o "problema Socrates", 6; 3. 0 s "fatos" szo estupidos e a "satura@o de historia" C um perigo, 8; 4 . 0 afastamen- to em rela@o a Schopenhauer e Wagner, 8; 5 . 0 anuncio da "morte de Deus", 10; 6 . 0 Anticristo, ou o cristianismo como "vicio", 10; 7. A genealogia da moral, 12; 8. Niilis- mo, eterno retorno e "amor fati", 13; 9. 0 super-homem C o sentido da terra, 15. MAPACONCEITUAL-DO dionisiaco ao super- homem, 16. TEXTOS- F. Nietzsche: 1.A sublime ilusiio metafisica de Sdcrates, 17;2. 0 anuncio da morte de Deus, 18; 3. A "moral dos senho- res" e a "moral dos escravos", 19. Capitulo segundo 0 neocriticismo. A Escola de Marburgo e a Escola de Baden 21 I. Gtnese, finalidade e centros de elaboraqio do neocriticismo - 21 1.0nascirnentodoneocriticismo,22; 2. A Es- cola deMarburgo, 23; 2.1. Hermann Cohen: a filosofiacritica como metodologia da ci2n- cia,23; 2.2. PaulNatorp: "o mitodo 6tudo", 24; 3. A Escola de Baden, 24; 3.1. Wilhelm Windelband e a filosofia como teoria dos valores, 24; 3.2. Heinrich Rickert: conhecer C julgar com base no valor de verdade, 24. 11.Ernst Cassirer e a filosofia das formas simb6licas 26 1.Substhcia e fun@o, 26; 2. A filosofiadas formas simbolicas, 28; 3. "Animal rationa- le" e "animal symbolicum", 28. TEXTOS- E. Cassirer: 1. 0 homem e' um "animal simbdlico", 30. Capitulo terceiro 0 historicismo alemiio, de Wilhelm Dilthey a FriedrichMeinecke 33 I. Gtnese, problemas, teorias e expoentes do historicismo alemio 33 1. 0 s grandes historiadores e as grandes obrashistoricas do sCculoXIX, 34; 2 . 0 nas- cimento do historicismo, 34; 3. Idtias e pro- blemas fundamentais do historicismo, 35. 11.Wilhelm Dilthey e a "critica da razio hist6ricaV 36 1. Rumo a critica da razz0 historica, 37; 2. A fundamenta@o das cihcias do espirito, 38; 3. A historicidadeconstitutiva do mundo humano, 38. 111.0 historicismo alemio entre Wilhelm Dilthey e Max Weber 40
  6. 6. 1.Windelbandea distinqiioentreciinciasno- motiticaseciinciasidiogrificas,41;2.Rickert: a relaqiio com os valores e a autonomia do conhecimento histbrico, 42; 3. Simmel: os valores do historiador e o relativism0 dos fatos, 42; 4. Spengler e o "o caso do Ocidente", 42; 5. Troeltsch e o cariter absoluto dos valores religiosos, 44; 6. Mei- necke e a busca do eterno no instante, 44. TEXTOS- W. Dilthey: 1. "Reviver" para "compreender", 46;2.As cidnciasdo espirito entendem o sentido de um mundo humano historic0 e objetivado, 47; W. Windelband: 3. Cidncias nomote'ticas e ciincias idiogra- ficas, 48; H. Rickert: 4. Aprendizado gene- ralizante e aprendizado individualizante, 50; G. Simmel: 5. 0 "terceiro reino" dos produtos culturais, 51; F. Meinecke: 6. Dis- tin@o entre civiliza@o e cultura, 53. Capitulo quarto Max Weber: o desencantamentodo mundo e a metodologia das cihcias historico-sociais- 55 1.Vida e obras, 57;2.A questiio da "referin- cia aosvalores", 58;3.Ateoriado "tipo ideal", 59; 4. 0 peso das diferentes causas na reali- zaqiio dos eventos, 60; 5.A polimica sobre a "niio-avaliabilidade", 61; 6. A itica protes- tante e o espiritodocapitalismo,61;7.Weber eMarx, 62;8 . 0 desencantamentodo mundo, 63;9. A f6comoccsacrificiodo intelecto", 64. MAPACONCEITUAL - Metodologia das cidn- cias hist6rico-sociais, 65. TEXTOS- M. Weber: 1. A objetividade cognoscitivadas cidnciassociais,66;2. Etica da convicgio e e'tica da responsabilidade, 67;3. Possibilidade objetiva e causa@o ade- quada, 69;4.A politica nio combina com a catedra, 70; 5. Em busca de uma defini~io de "capitalismo", 72; 6.A e'tica protestante e o espirito do capitalismo, 74; 7. 0 desen- cantamento do mundo, 75; 8. A cidncia se fundamenta sobre urna escolha e'tica, 77. cedimentospara fixar as "crenqas", 80;3. De- duqQo,induqiio,abduqio, 81;4.Comotornar claras nossas idiias: a regra pragmitica, 82. 11. 0 empirismo radical de William James 84 1.0pragmatismo C apenas um metodo, 85; 2. A verdade de uma idCia se reduz isua capacidade de "operar", 85;3.0s principios da psicologia e a mente como instrumento da adaptaqiio, 86;4. A questio moral: como escolher entre ideais contrastantes?, 86; 5. A variedade da experiincia religiosa e o universo pluralista, 87. 111.Desenvolvimentos do pragmatism0 88 1.Mead: continuidadeentreo homemeo uni- verso, 88; 2. Schiller: o ragmatismo como Rhumanismo, 89; 3. Vai inger e a filosofia do c'como-se", 89; 4. Calderoni: distinqiio entre juizos de fato e de valor, 89; 5.Vailati: o pragmatismo como mitodo, 90. TEXTOS- Ch. S. Peirce: 1. Abdu@o, dedu- @o, indu~io,91; 2. A regra pragmhtica, 92;W. James: 3. "0pragmatismo e'apenas um me'todo", 93; G. Vailati: 4. Critica do materialismo historico, 93. Capitulo sexto 0 instrumentalismo de John Dewey 95 1. A experiincia nio se reduz iconsciincia nem ao conhecimento, 96; 2. Precariedadee riscoda existincia,97;3.Ateoria da pesquisa, 98; 4. Senso comum e pesquisa cientifica: as idiias como instrumentos, 99;5.A teoria dos valores, 100;6.A teoria da democracia, 101. MAPACONCEITUAL-Mktodo cientifico: ~tica, politica, pedagogia, 103. TEXTOS- J. Dewey: 1. A experidncia niio e' consci&ncia,mas historia, 104; 2. Nio ha nada mais pratico do que urna boa teoria, 105; 3. A rela~ioentre passado e presente na pesquisa histdrica, 106;4. A cidncia e o progress0 social, 108. Capitulo quinto Capitulo sitimo 0pragmatism0 79 0 neo-idealism0 italiano, I. 0 pragmatism0 logico Croce e Gentile, de Charles S. Peirce 79 e o idealism0 anglo-americano - 109 I. opragmatismo ca forma que o empiris- I. 0 idealismo na Itilia mo assumiunosEstadosUnidos, 80;2.0s pro- antes de Croce e Gentile 109
  7. 7. 1.Augusto Vera, 109;2. Bertrando Spaven- ta, 109; 3. Outros expoentes italianos do hegelianismo, 110. 11.Benedetto Croce e neo-idealism0 como ( 6 historicismo absoluto" 111 1. Vida e obras, 112; 2. "Aquilo que esta vivo e aquilo que est6 morto na filosofia de Hegel", 114; 3. A dialttica como relaqiio dos distintose sintese dos opostos, 115; 4. A estttica croceana e o conceit0 de arte, 116; 4.1. A arte 6 "aquilo que todos sabem o que seja", 116; 4.2. A arte como conhecimento intuitivo, 117; 4.3. A arte como expressiio da intuiqiio, 117; 4.4. A intuiqiio estttica como sentimento, 117; 4.5. A relaqiio entre intuiqiio e express50 artistica C uma "sinte- se estttica a priori", 118; 4.6. 0 car6ter de universalidade e cosmicidade da arte, 119; 4.7. 0 que a arte niio 6, 119; 4.8. Alguns corolirios da estttica croceana, 119;5. A 16- gica croceana, 120;5.1. A 16gicacomo ciin- cia dos conceitos puros, 120; 5.2. 0 s pseu- doconceitoseseu valor de car6ter utilitarista (econBmico),121;5.3. Coincidincia de con- ceit~,juizo e silogismo, 122;5.4. Identifica- qiioentre juizo definit6rioe juizo individual, e suas conseqiihcias, 122; 6. A atividade pratica, econ6mica e ttica, 122; 7. A his- t6ria como pensamento e como aqiio, 123. WJAC O N C E ~ A L-AS formasdoespirito, 125. 111. Giovanni Gentile e o neo-idealism0 como atualismo 126 1.Vida e obras, 127;2. Areforma gentiliana da dialkticahegeliana, 127;3 . 0 pensamento como "autoconceito" e "forma absoluta", 129;4 . 0 "mal" e o "erro", 129;5. A "natu- reza" como objeto do "autoconceito", 130; 6.0s trismomentosdo "autoconceito", 130; 7. Natureza do atualismo gentiliano, 131. MAPACONCEITUAL - 0 pensamento como "autoconceito" e "forma absoluta",133. IV. 0 neo-idealism0 na Inglaterra e na Amtrica 134 1.0 s precedentes: Carlyle e Emerson, 134; 2. Bradley e o neo-idealism0 inglis, 135; 3. Roycee o neo-idealism0na Arntrica, 136. TEXTOS- B. Croce: 1.0 que e' a arte, 137; 2. A concep@oda histdria, 144;G. Gentile: 3. 0 s problemas essenciais do atualismo e suas implica~6es,147. Segunda parte 0 CONTRIBUTO DA ESPANHA A FILOSOFIA DO SECULOxx Capitulo oitavo Miguel de Unamuno e o sentimentotragic0 da vida - 157 1.Avida eas obras, 158;2. Aessincia da Es- panha, 159;3. Para libertar-sedo "dominio dos fidalgos da raziio", 159; 4. A vidaWniio aceita f6rmulas", 160; 5. Unamuno: um "Pascal espanhol" encontra o "irmiio" Kierkegaard, 161. TEXTOS- M. de Unamuno: 1. A vida vai ale'm da "raziio", 162. Capitulo nono Josi Ortega y Gasset e o diagnostic0filosofico da civilizaqiio ocidental 165 1. A vida e as obras, 166; 2. 0 individuo e sua "circunst8ncia", 167; 3. Geraqdes cumulativas, geraqdes polimicas e geraqdes decisivas, 167;4. A diferenqa entre "idtias- invenqdes" e "idtias-crenqas", 168; 5. 0 tesouro dos erros, 168; 6. 0 controle sem fim das teorias cientificas, 169; 7. 0 "ho- mem-massa", 169. TEXTOS-J. Ortega y Gasset: 1.Como distin- guiras "cren~as" das "ide'ias-inven@es",171. Terceira parte FENOMENOLOGIA EXISTENCIALISMO HERMENEUTICA Capitulo d6cimo Edmund Husserl e o movimentofenomenologico - 175 I. GEnese e natureza da fenomenologia 175
  8. 8. 1.A fenomenologia: um mCtodo para "vol- tar as proprias coisas", 176; 2. A fenome- nologia 6 descrigiio das essencias eiditicas, 176; 3. Diregiio idealista e diregiio realista da fenomenologia, 177; 4. As origens da fenomenologia, 177;4.1. Bolzano e o valor 16gico-objetivo das "proposigoes", 177; 4.2. Brentano e a intencionalidade da cons- ciencia, 178. 11. Edmund Husserl 179 1.Vida e obras, 180;2. A intuigso eiditica, 181; 3. Ontologias regionais e ontologia formal, 181; 4. A intencionalidade da cons- ciencia, 182; 5. "Epoche'" ou redugso feno- menologica, 183; 6. A crise das ciencias europCias e o "mundo da vida", 184. 111. Max Scheler 185 1. Contra o formalismo kantiano, 186; 2. Valores "materiais" e sua hierarquia, 187; 3. A pessoa, 187;4. A simpatia, o amor e a fC, 188; 5. Sociologia do saber, 188. IV. Desenvolvimentos da fenomenologia 190. 1.Nicolai Hartmann e a anilise fenomeno- logica dirigida ao "ser enquanto tal", 191; 1.1.Aconcepgiioda Ctica, 191; 1.2.Aproble- matica ontologica, 191;2. Rudolf Otto e a fe- nomenologia da religiiio, 191;3. Edith Stein: o problema da empatia e a tarefa de uma filo- sofia cristii, 192; 3.1. A vida e as obras, 192; 3.2. Teoria fenomenologicada empatia, 193; 3.3. A tarefa de uma filosofia cristii, 194. TEXTOS- E. Husserl: 1.A intencionalidade do conhecimento, 195;2. A epoch6fenome- noldgica, 196;3. "Asmeras cigncias de fatos criam simplesmente homens de fato", 198; M. Scheler: 4. Quando uma ide'ia religiosa torna possivel a ciincia, 200. Capitulo d6cimo primeiro Martin Heidegger: da fenomenologia ao existencialismo 201 1.Vida e obras, 202; 2. Da fenomenologia ao existencialismo, 203; 3 . 0 Ser-aie a ana- litica existencial, 203; 4. 0 ser-no,-mundo, 205; 5. 0 ser-com-0s-outros,205; 6. 0 ser- para-a-morte, existencia inautentica e exis- tincia autentica, 206; 7. A coragem diante da angustia, 207; 8. 0 tempo, 207; 9. A metafisica ocidental como "esquecimento do ser", 208; 10. A linguagem da poesia como linguagem do ser, 209; 11.A tCcnica e o mundo ocidental, 210. T~xros-M.Heidegger:1.A mortee' " u r nimi- nincia ameagadora especiftca",211;2. "No tempo da noite do mundo o poeta canta o sagrado ",213. Capitulo dkimo segundo Traqos essenciais e de&nvolvimentos do existencialismo 215 I. Perspectivas gerais 215 1.A existencia C "poder-ser", isto C, "incer- teza, risco e decisiio", 215; 2. Pressupostos remotos epr6ximos do existencialismo, 216; 3. 0 s pensadores mais representativos do existencialismo, 217. 11. Karl Jaspers e o naufragio da existencia - 218 1. Vida e obras, 218; 2. A cikncia como orientagiio no mundo, 219; 3. 0 ser como "oniabrangente", 219; 4. A niio-objetivi- dade da existencia, 220; 5. 0 naufragio da existencia e os "sinais" da transcendencia, 220; 6. Existencia e comunicagiio, 221. 111.Hannah Arendt: uma defesa inflexivel da dignidade e da liberdade do individuo - 223 1.Hannah Arendt: a vida, 223; 2. As obras: uma filosofia em defesa da liberdade, 224; 3. Anti-semitismo, imperialismo e totalita- rismo, 224; 4. A agiio como atividade poli- tics por excelencia, 225. IV. Jean-Paul Sartre: da liberdade absoluta e iniitil 2 liberdade hist6rica- 226 1.Vida e obras, 227; 2. A nausea diante da gratuidade das coisas, 227; 3. 0 "em-si" e o "para-sin, o "ser" e o "nada", 228; 4. 0 "ser-para-outros", 228; 5 . 0 existencialismo C um humanismo, 229; 6. Critica da raziio diakica, 231. V. Maurice Merleau-Ponty: entre existencialisrno e fenomenologia 232 1.A relagso entre a "consciincia" e o "cor- PO", e entre o "homem" e o "mundo", 232; 2. A liberdade "condicionada", 233.
  9. 9. VI. Gabriel Marcel Capitulo dkcimo quarto e o neo-socratismo Desenvolvirnentos recentes cristso 234 da teoria da hermentutica 265 1.A defesa do concreto, 235; 2. A assimetria 1. Betti entre crer e verificar, 235; 3. Problema e a hermeneutics metaproblema, 236; 4. Ser e ter, 236. como mitodo geral TEXTOS-K.Jaspers: 1.0slimites da ci8ncia, 238; H. Arendt: 2. A dignidade humana contra toda forma de totalitarismo e ra- cism~,239; J.-P. Sartre: 3. 0 homem "e' condenado em todo momento a inventar o homem", 242; 4. 0 homem e' responsavel por aquilo que pertence a todos os homens, 243; M. Merleau-Ponty: 5. Para queservem os fildsofos?, 244; G. Marcel: 6. Problema e metaproblema, 245. Capitulo dkimo terceiro Hans Georg Gadamer e a teoria da hermentutica 249 I. Estrutura da hermengutica 250 1.Origens e objeto da hermeniutica, 250; 2. 0 que C o"circu10 hermeniutico", 250; 3.0 procedimento hermeniutico como ato interpretativo e seu esquema de fundo, 251; 4. A interpretagiio como tarefa possivel, mas infinita, 252; 5. Estrutura e fungHo dos prC-conceitos e da prC-compreensiio do intCrprete, 253; 6. A "alteridade" do texto, 253. 11.Interpretaqio e "historia dos efeitos" 254 1. Valincia hermeniutica da hist6ria dos efeitos de um texto, 254; 2. Eficacia da dis- &cia temporal para a compreensiio de um texto, 255. 111."Preconceito", "razio" e "tradiqio" 256 1.0 s "idola" de Bacon como "preconcei- tos", 256; 2. A superagiio de todos os pre- conceitos propugnada pelos iluministas C um "preconceito" tipico, 256; 3 . 0 conceit0 romhtico de "tradiqiio", 256; 4. Relagiio estrutural entre "raziio" e "tradigiio", 257. TEXTOS- H. G. Gadamer: 1. 0 que e' o"circulo hermenEutico",258; 2. "Precon- ceito" de modo nenhum significajuizo falso, 260; 3. A ide'ia de "histdria dos efeitos", 260; 4. Teoria da tradi~iio,262. - das cigncias do espirito 265 1. A vida e as obras, 266; 2. Interpretar t entender,266; 3. A distingiioentre "interpre- tagiio do sentido" e "atribuigiio de sentido", 266; 4. Uma hermeniutica garante dos di- reitos do objeto, 267; 5 . 0 s quatro &nones do procedimento hermeniutico, 267. 11. Paul Ricoeur: a falibilidade humana e o conflito das interpretaqijes 268 1. A vida e as obras, 269; 2. "Eu suporto este corpo que governo", 270; 3. Uma von- tade humana que erra e que peca, 271; 4. A simbolica do mal, 271; 5. A "escola da sus- peita", 271; 6 . 0 conflitodas interpretaqces, 272; 7. A realidade do simbolo entre o vetor "arqueol6gico" e o "teleol6gico", 272; 8. A reconquista da pessoa, 273. 111. Luis Pareyson e a pessoa como 6r@o da verdade 274 1.A vida e as obras, 275; 2. Condiciona- lidade historica, carater pessoal e validade especulativa da filosofia, 276; 3. A filosofia C "tambCm7'expressiiodotempo;eC "tambtm" interpretagiio pessoal, 277; 4. A unidade da filosofia t a "confilosofia", 277; 5. Plurali- dade de vozes que comunicam discutindo, 278; 6. 0 homem C um ser interpretante e, enquanto tal, orgiio da verdade, 278; 7. A ontologia do inesgotavelcontra o misticismo do inefhvel, 278; 8. 0 Deus dos filosofos e o Deus da experiincia religiosa, 279; 9. A linguagem reveladora do mito, 279. IV. Gianni Vattimo: hermengutica, pensamento dibil, p6s-modernidade 280 1.A vida e as obras, 281; 2 . 0 "pensamento dCbil", 281; 3 . 0 pressuposto hermeniutico dopensamento dCbil, 281; 4 . 0 que significa "pensar"; o que significa "ser", 282; 5. Mo- derno ep6s-moderno, 283; 6. Metamorfoses da idtia de racionalidade, 283.
  10. 10. TEXTOS-E.Beti: 1.0sentidodeum textodeve ser tirado do pr6prio texto, 284; P. Ricoeur: 2. A escola da suspeita: Marx, Nietzsche e Freud, 284; L. Pareyson: 3. Como falar de Deus,286; G.Vattimo:4 . 0 "pensamento de'- bil" comopensamentoantifundacional,289. Quarta parte BERTRAND RUSSELL, LUDWIG WITTGENSTEIN E A FILOSOFIA DA LINGUAGEM Capitulo dicimo quinto Bertrand Russell e Alfred North Whitehead 295 I. Bertrand Russell: da rejeigso do idealism0 B critica da filosofia analitica - 295 1.A formaqio cultural e o encontro com G. E. Moore, 296; 2. 0 atomismo 16gico e o encontro com Peano, 296; 3. A teoria das descrigGes, 298; 4. Russell contra o "segun- do" Wittgenstein e a filosofia analitica, 299; 5. Russell: a moral e o cristianismo, 300. 11.Alfred North Whitehead: processo e realidade 301 1. A inter-relagiio entre citncia e filosofia, 301; 2. 0 universo como "processo", 301. TEXTOS- B. Russell: 1.0 que significa "ser racionais ",303; 2. 0 "segundo" Wittgens- tein "cansou-se de pensar seriamente", 304; 3. "Ideais" para a politica, 305. Capitulo dicimo sexto Ludwig Wittgenstein: do Tractatus logico-philosophicus as pesquisas filosoficas 307 I. A vida 308 1. Professor de escola elementar e grande filosofo, 308. 11. 0 Tractatus logico-philosophicus 309 1.As teses fundamentais, 309; 2. Realidade e linguagem, 309; 3. A parte "mistica" do Tractatus, 310; 4. A interpretagio niio-neo- positivista do Tractatus, 311. 111. As Pesquisas filosdficas -312 1.A volta a filosofia, 312; 2. A teoria dos "jogos de lingua", 312;3 . 0 principiode uso e a filosofia como terapia lingiiistica, 313. TEXTOS- L. Wittgenstein: 1. A linguagem representa projetivamente o mundo, 315; 2. A parte "m'stica" do Tractatus, 317; 3. 0 sentido do Tractatus logico-philosophicus "e' um sentido e'tico", 318; 4. A teoria dos jogos-de-lingua, 318. Capitulo dicimo sitimo A filosofia da linguagem. 0 movimento analitico de Cambridge e Oxford 321 I. A filosofia analitica em Cambridge 321 1. 0 s filosofos de Cambridge: Russell, Moore e Wittgenstein, 322; 2. A revista "Analysis", 323; 3. John Wisdom e as afirmag6es metafisicas como "paradoxos de exploragiio", 323; 4. A analise filos6fica como "terapia lingiiistica", 323. 11.A filosofia analitica em Oxford 324 1.G. Ryle: o trabalho do filosofocomo cor- regio dos "erros categoriais", 325; 2. J. L. Austin: a linguagem comum nio C a ultima palavra em filosofia, 325; 3. A filosofia de Oxford e a analise da linguagem Ctico-ju- ridica, 327; 4. P. F. Strawson e a metafisica descritiva, 327; 5. S.'Hampshire e A. J. Ayer: um desacordo sobre a volta a Kant, 327; 6. F. Waismann: a filosofia nio pode ter apenas uma tarefa terapktica, 328. 111.A filosofia analitica e a "redescoberta" do significado da linguagem metafisica 329 1.Grandes problemas que os filosofos ana- liticos procuraram resolver, 329; 2. Nova atitude em relagiio a metafisica, 329; 3. 0 s resultados mais significativos na reflexio sobre a metafisica, 330. TEXTOS- P. F. Strawson: 1. 0 que comeCa como metafkicu pode tminur como cihcia, 331; H. P. Grice, Pears, Strawson: 2. 0 me- tafisico "re-projeta todo o mapa do pen-
  11. 11. samento", 331: F. Waismann: 3. "E um nonsense dizer que a metafisica carece de sentido", 332. Quinta parte ESPIRITUALISMO, NOVAS TEOLOGIAS E NEO-ESCOLASTICA Capitulo dicimo oitavo 0 espiritualismo como fenlimeno europeu 335 I. 0 espiritualisrno: gcnese, caracteristicas e expoentes 335 1.A reaqiio ao "reducionismo" positivista, 335;2.Asidiiasbasicasdoespiritualismo,336. 11. As diversas manifestaq6es do espiritualismo na Europa 337 1. 0 espiritualismo na Inglaterra, 338; 2. 0 espiritualismona Alemanha, 338; 3 . 0 espiri- tualismona Italia,339;4 . 0 espiritualismona Franqa eo contingentismode Boutroux, 339. 111.Maurice Blonde1 e a "filosofia da aqio" 341 1 . 0 s precedentes da filosofia da aqiio, 342; 2. A dialttica da vontade, 343; 3 . 0 mttodo da imanincia, 343; 4. A filosofia da aqiio e suas relaq6es com o modernismo, 344. Twos-M. Blondel:1.0homem:umserfinito quetende "naturalmente"ao "absoluto",345. Capitulo dicimo nono Henri Bergson e a evolugiio criadora 347 1. A originalidade do espiritualismo de Bergson, 348; 2. 0 tempo espacializado e o tempo como duraqiio, 350; 3. Por que a duraqiio funda a liberdade, 350; 4. Mattria e memoria, 351; 5. Impulso vital e evolu- $50 criadora, 352; 6. Instinto, inteligincia, intuiqiio, 354; 7. A intuiqiio como 6rgiio da metafisica, 354; 8. Sociedade fechada e sociedade aberta, 355; 9. Religiiio estiitica e religiiio dinbmica, 356. TEXTOS- H. Bergson: 1.Em que consiste a dura~iioreal, 358; 2 . 0 grande problema da uniiio entre alma e corpo, 359; 3. Impulso vital e adapta~iioao ambiente, 360. Capitulo vigisimo A renovagiio do pensamento teologico no siculo XX 363 I. A renovaqzo da teologia protestante 363 1. Karl Barth: a "teologia dialttica" contra a "teologia liberal", 364; 2. Paul Tillich e o "principio da correlaqiio", 365; 3. Rudolf Bultmann: o mttodo "hist6rico-morfol6gico" ea "demitizaqiio", 366;4. DietrichBonhoeffer e o mundo saido da "tutela de Deus", 366. 11. A renovaqio da teologia cat6lica 368 1.Karl Rahner e as "condiq6es a priori" da possibilidade da Revelaqiio, 368; 2. Hans Urs von Balthasar e a estttica teologica,369. 111.A "teologia da morte de Deus" e sua "superaqio" 370 1.Pode-se continuar a crer em Cristo, mas niio em Deus, 370; 2. A superaqiio da tipo- logia da morte de Deus, 371. IV. A teologia da esperanqa 373 1.Moltmann e a contradiqiioentreGesperan- qa" e "experiincia", 374; 2. Pannenberg: "a prioridade pertence a fi, mas o primado a esperanqa", 374; 3. Metz: a teologia da espe- ranqa como teologia politics, 375; 4. Schille- beeckx: "Deus e aquele que virii", 375. TEXTOS- K. Barth: 1. "N6s pedimos fe', nada mais e nada menos", 377; Bonhoeffer: 2. "Quem esta ligado a Cristo encontra-se seriamente sob a cruz", 378; K. Rahner: 3. Tarefa e compromissos da teologia do futuro, 379; 4. A missiio da Igreja: indicar a salva@o ao mundo inteiro, 381; J. Molt- mann: 5. A fe'e' escopo e niio meio, 383. Capitulo vigisimo primeiro A neo-escolastica, a Universidade de Louvain, a Universidade Catolica de Mil50 e o pensamento de Jacques Maritain 385
  12. 12. I. Origens e significado da filosofia neo-escolastica -385 1.As razdes do renascimento do pensamen- to escol5stico,386; 2. As enciclicasUAeterni Patris" e "Pascendi", 387; 3. 0 Concilio Vaticano I1 e o pos-concilio, 387; 4. 0 car- deal Merciere a neo-escol~sticaem Louvain, 387; 5. A neo-escolastica na Universidade Catolica de Miliio, 389. 11.0 pensamento de Jacques Maritain e a neo-escolistica na Franqa 390 1.Jacques Maritain: os "graus do saber" e o "humanismo integral", 391; 1.1.Agrande escolha: viver segundoa verdade, 391; 1.2. 0 eixo central do pensamento de Maritain: "distinguir para unir", 391; 1.3. A concep- qiio da educaqiio e seus fundamentos, 392; 1.4. A concepqiio da arte, 392; 1.5. Hu- manism? integral e concepgio da politics, 393; 2. Etienne Gilson: por que niio se pode eliminar o tomismo, 393. TEXTOS-J. Maritain: 1.Assim como a me- dicina, a educa@o e' uma ars cooperativa naturae, 395. Sexta parte 0 PERSONALISM0 Capitulo vigisimo segundo 0 personalismo: Emmanuel Mounier e Simone Weil 399 I. 0 personalismo: uma filosofia, mas n5o um sistema 399 1. Caracteristicas da "pessoa", 399; 2. 0 context0 historic0 em que surgiu o perso- nalism~,400; 3. As regras e as estratigias do personalismo, 400; 4. 0 s representantes do pensamento personalista, 401. 11. Emmanuel Mounier e "a revoluq50 personalista e cornunitaria" 402 1. Vida e obra, 402; 2. As dimensdes da "pessoa", 403; 3. 0 personalismo contra o moralismo, o individualismo, o capitalismo e o marxismo, 405; 4. Em direqio h nova sociedade,405; 5. 0cristianismo deve rom- per com todas as desordens estabelecidas, 406. 111.Simone Weil: entre aqio revolucion&-ia e experihcia mistica 407 1.A vida e as obras, 407; 2. Gabriel Marcel e Charles De Gaulle julgam Simone Weil, 408; 3. Escravidio em nome da forqa e es- cravidiio em nome da riqueza, 408; 4 . 0 que significaser revolucion5rios, 409; 5. Fomos colocados aos pCs da cruz, 409; 6. Cristo C o contrario da forga: C um Deus que morre na cruz, 410; 7. A presenga de Cristo, <lo. TEXTOS- E. Mounier: 1. Para uma teoria da "pessoa humana", 412; S. Weil: 2. Deus vem a nds despojado de seu poder e de seu esplendor, 413. Sitima parte LIBERDADE DO INDIVIDUO E TRANSCENDENCIA DIVINA NA REFLEXAO FILOSOFICA HEBRAICA CONTEMPORANEA Capitulo vigisimo terceiro Martin Buber e o principio dialogic0 417 1.A vida e as obras, 417; 2. 0 Eu fala das coisasmas dialoga com o Tu, 419; 3. A dife- renqa entre a relaq$o "Eu-Esse" e a relaqiio "Eu-Tu", 420; 4. E o Tu que me torna Eu, 420; 5. Pode-se falar com Deus, niio se pode falar de Deus, 420. TEXTOS-M. Buber: 1.A Jesus cube umgran- de lugar nu histdria da fe' de Israel, 421. Capitulo vigisimo quarto Emmanuel Lkvinas e a fenomenologia da face do Outro 423
  13. 13. 1.A vida e as obras, 423; 2. Onde nasce o existente, 423; 3. A face do Outro nos vem ao encontro e nos diz: "Tu niio matark", 424; 4. 0 Outro me olha e se refere a mim, 425; 5. Quando o Eu C refCm do Outro, 425. TEXTOS- F. LCvinas: 1. 0 Outro n2o pode ' nos deixar indiferentes, 426. Oitava parte 0 MARXISM0 DEPOIS DE MARX E A ESCOLA DE FRANKFURT Capitulo vigisimo quinto 0marxismo depois de Marx - 429 I. 0 "revisionismo" do "reformista" Eduard Bernstein 429 1. A Primeira, a Segunda e a Terceira In- ternacional, 430; 2. Eduard Bernstein e as raz6es da falhcia do marxismo, 431; 3. Contra a "revolu~iio"e a "ditadura do proletariado", 431; 4. A democracia como "alta escola do compromisso", 432. 11.0 debate sobre o "reformismo" 433 1.Karl Kautsky e a "ortodoxia", 433; 2. Ro- sa de Luxemburgo: "a vitoria do socialismo nHo cai do cCu", 434. 111. 0 austromarxismo 435 1.Ghese e caracteristicas do austromarxis- mo, 435; 2. Max Adler e o marxismo como "programa cientifico", 436; 3 . 0 neokantis- mo dos austromarxistase a fundamentasiio dos valores do socialismo, 437. IV. 0 marxismo na Uni5o Soviitica 438 1. Plekanov e a difusso da "ortodoxia", 438; 2. LCnin, 439; 2.1. 0 partido como vanguarda armada do proletariado, 439; 2.2. Estado, revoluqiio, ditadura do prole- tariado e moral comunista, 440. V. 0 "marxismo ocidental" de Lukics, Korsch e B l o c h 441 1. Gyorgy Lukiics, 442; 1.1. Totalidade e dialhica, 442; 1.2. Classe e conscitncia de classe,443; 1.3. Aestkticamarxista e o "rea- lism~",444; 2. Karl Korsch entre "dialCticaY' e "ci6ncia7',445; 3. ErnstBloch, 446,3.1. Avida de um "utopista", 446; 3.2. "0que importa C aprender a esperar", 446; 3.3. "0mar- xismo deve ser fielmente ampliado", 448; 3.4. "Onde h6 esperansa, hii religiiio", 448. VI. 0 neomarxismo na Fran~a- 449 1. Roger Garaudy, 449; 1.1. 0 s erros do sistema soviCtico, 449; 1.2. A alternativa, 450; 1.3. Marxismo e cristianismo, 450; 2. Louis Althusser, 451; 2.1. A "ruptura epistemologica" do Marx de 1845, 4x1; 2.2. Por que o marxismo C "anti-humanis- mo" e "anti-historicismo", 451. VII. 0 neomarxismo na Itilia - 453 1.AntGnio Labriola, 454; 1.l."0marxismo niio C positivismo nem naturalismo", 454; 1.2. A concepqiio materialista da historia, 454; 2. AntGnio Gramsci,455; 2.1. Avida ea obra,455; 2.2. A "filosofia da pr6xis" contraa "filosofia especulativa" de Croce, 456; 2.3.0 "mCtodo dialCticon,456; 2.4. Ateoria da he- gemonia, 456; 2.5. Sociedadepolitica esocie- dadecivil,457; 2.6.0 intelectual "org2nico", e o partido como "principe moderno", 457. TEXTOS- E. Bernstein: 1."A democracia e'a arte elevada do compromisso", 459; Adler: 2. Onde Marx se assemelha a Kant, 461; L& nin: 3 . 0 ideal e'ticodos comunistas, 463; G. Lukhcs:4. A sociedade&o podesercompreen- dida com o mbtodo das cigncias naturais, 464; 5. 0papel do "tipo" na este'ticarealists, 464; R. Garaudy:6. Refuta@o dostalinismo, 465; A. Gramsci: 7. As raz6es da critica a Croce,466; 8. A fun@o dos intelectuais,467. Capitulo vigisimo sexto A Escola de Frankfurt 469 I. Gtnese, desenvolvimentos e programa da Escola de Frankfurt 469 1. Totalidade e dialktica como categorias fundamentais da pesquisa social,469; 2. Da Alemanha para os Estados Unidos, 471. 11.Theodor Wiesengrund Adorno 472 1.A "dialitica negativa", 472; 2. Adornoesua colaboragiiocom Horkheimer: a dialkticado Iluminismo,473; 3. Aindustriacultural,474.
  14. 14. 111.Max Horkheimer: o eclipse da razso 476 1. 0 "lucro" e o "planejamento" como ge- radores de repressiio, 476; 2. A raziio ins- trumental, 476; 3. Afilosofiacomo denlincia da raziio instrumental, 477; 4. A nostalgia do "totalmente Outro", 477. IV. Herbert Marcuse e a "grande recusa" 479 1.E impossiveluma "civilizagiioniio-repres- siva"?, 479; 2. "Eros" libertado, 480; 3. 0 homem de uma dimensiio, 481. V. Erich Fromm e a "cidade do ser" 482 1.A desobedihcia C de fato um vicio?,482; 2. Ter ou ser?,483. TEXTOS-T. W. Adorno: 1.A filosofia nc?o pode se reduzir a cidncia, 484; M. Hork- heimer; 2. A nostalgia do "totalmente Outro", 485; M. Horkheimer - Adorno: 3. l? necessario frear a corrida para o mun- do da organiza@o,486; H. Marcuse:4. Para "outra" e "mais humana" sociedade, 487; 5. A categoria das "falsas necessidades", 488.
  15. 15. ABBAGNANON., 23,205,215,217 ABELARDOI?, 394, ADAMSONR., 23 ADLERF., 436 ADLERM., 435,436-437,461-463 ADORNOT.W., 469,470,417,472, 473-475,484-486 AGAZZIE., 389 AGOSTINHODE HIPONA,336,348, 382,385,386 ALAINE. A., 245 Albkris R. M., 160 Afonso XIII, 158 Alighieri D., 120, 138, 142, 394 ALTHUSSERL., 449,451-452 ALTIZERT. J. J., 370 ANAXIMANDRO,91, 202, 208, 210 ARENDTH., 223-226,239-242 Ariosto L., 142 ARIST~TELES,7,27,83,91,93,147, 148, 149, 178, 189,202,208, 281,289, 290, 325, 331, 394 ARNIM,H. VON, 34 ARONR., 223,402 AUSTINJ. L., 324, 325-327 AYERA. J., 327-328 BACHELARDG., 451 BACONF., 80,256,487 BALFOURA. J., 338 BALTHASAR,H. U. VON, 368,369 Balzac, H. de, 444 BANFIA., 23 BARTHK., 216,363,364-365,369, 371,377,386 BARZELLOTTIT., 21,23 * Neste indice: BAUERO., 435,436 BEAUVOIR,S. DE, 217 BECKERO., 177 BELOCHK. J., 33,34 BENJAMINW., 471 BE~~~~~VN.,217,399,401,402,403 BERGSONH.,95, 97, 333, 334, 338, 340, 344, 347-357, 358- 361,391 BERKELEYG., 80,93 BERLINI., 327 BERNSTEINE., 429-432,433, 434, 439,459-460 BETTIE., 173,265268,284 BIOTR., 401 BIRAN,M. DE, 339, 349,401 Bismarck, 0.von, 60,460 Black D. W., 300 BLANCHOTM., 423 BLOCHE., 374,375,427,441,442, 446-448 BLONDELM., 337,338,339,341- 344,345-346 BLOYL., 391 Blumenfeld K., 240 BOAVENTURA,SBO, 394 Bocchini A., 121 BOHM-BAWERK,E. VON, 435 BOLTZMANNL., 311 BOLZANOB., 175,177 BONAIUTIE., 341,344 BONHOEFFERD., 333, 364, 366- 367,378-379 BONTADINIG., 386,389 Bow F., 34 B6rgia C., 11 BORKENAUF.,471 Botticelli S., 323 BOUTROUXE., 337, 338, 339, 340,349 BOWNEB. P., 401 BRADLEYF. H., 134,135136,295, 296,338 Breda, H. van, 180 BRENTANOF., 175,176,177,178, 179,180,195,196 Breznev L., 449,465 BRIDGMANP. W., 83 BRIGHTMANE. S., 399,401 BROADC. D., 323 BROUWERL. E., 312 Bruegel P., 323 BRUNOG., 148,152 BRUNSCHVICGL., 21,23 BUBERM.,4OI,4l5,4l6,417-420, 421,446 Buber S., 417 Biilow, C. von, 5 BULTMANNR.,223,265,266,267, 271,363,366 Burckhardt J., 3,5, 33,34 BUREN,P. M. VAN, 370,371,372 Buzzoni M., 272 GIRDE., 135 CALDERONIM., 80,88,89 CAMPANELLAT., 148 CAMUSA., 166,215,217,408 CANTONIC., 21,23 CARABELLESEP., 339,340 Carducci G., 113 Carlini A., 399,401 CARLYLET., 134, 135 CASSIRERE., 1,21,23,26-29,30-31 Castro F., 227 Catarina de Sena, santa, 348, 357 CHESTOVL., 217 Child E. B., 101 Chiodi P., 216 CLAUDELP., 369,485 COATESJ. B., 399,401 COHENH., 21, 23, 24, 26, 165, 166,435,436 -reportam-se em versalete os nomes dos fil6sofos e dos homens de cultura ligados ao desenvolvimento do pensamento ocidental, para os quais indicam-se em negrito as piginas em que o autor C tratado de acordo com o tema, e em italic0 as p6ginas dos textos; -reportam-se em itllico os nomes dos criticos; -reportam-se em redondo todos os nomes nHo pertencentes aos agrupamentos precedentes.
  16. 16. XVIII J n d i c e d e nomes Coleridge S. T., 134 Colombo C., 323 COMTEA., 4, 8, 91, 198,340 CONRAD-MARTIUSE., CorneilleP., 142 COUSINV., 144, 336 Cox H., 370,371 CREIGHTONJ., 136 CROCEB., 109, 110, 111-124, 126, 127, 128, 131, 137-146, 147, 148,453,455, 456, 458, 466,467 DARWINC. R., 254 De Gaulle C., 408 DESANCTISF., 109, 110, 113 DBL~AGEA., 401 DESCARTESR., 48, 180, 184, 197, 244,245, 272, 283, 284, 285, 290, 304, 330, 332, 336, 349, 352,388,401 DEWEYJ., 80,88,95-102,104-108 DICKINSON,296 DIELSH., 34 DILTHEYW., 1,22,25,33,34,36- 39,40,41,45,46-48,59,250, 267,274,276,290,417,470 Dostoiewski F. M., 6, 216, 242, 323,423,442 DOYLE,75 DRAYW., 324 DROYSENG., 33,34 DUNCAN-JONESA., 323 Diirer A., 47 DUVEAUG., 401 ECKHART(MESTRE)J., 482,483 ECKSTEING., 436 EINSTEINA., 29,198,274,300 Eliezer, I. ben, 418 Eliot T. S., 372 EMERSONR. W., 134,135,136 ENGELMANNP., 307,311,318 ENGELSF., 231, 429, 431, 435, 436, 437, 439,443,446,454, 461,462 EPICTETO,28, 30 EUCKENR., 337,338 EUCLIDES,296,395 Euripides, 3, 7 FEUERBACHL., 4,8,216,274,275, 370,448 FICHTEH., 337,338 FICHTEJ. G., 22, 68, 146, 150, 337,338 Ficker, L. von, 311, 318 114, 115, 116, 122, 123, 126, FINCKE., 177 128, 134, 138, 139, 144, 147, FIORENTINOF., 21,23 148, 150, 151, 167,202,208, FLEWA., 324 217,231, 244, 250, 262,274, FOGAZZAROA., 341,344 275, 276,295, 296, 330, 343, Francisco de Assis, sHo, 68, 348, 364,430,436, 438, 441,442, 357 443,446,449,451, 454,462, Frederico o Grande, 60 470,472 FREGEG., 297,298,308 HEIDEGGERM., 174, 176, 177, FREUDS., 269,271,272,273,274, 179, 201-210, 211-214, 215, 276, 284, 285, 286, 291, 323, 217, 218, 221,223, 228, 235, 479,480 236,243, 250,258, 259,260, FRIESJ. F., 22 265, 266, 267,271, 278, 280, FROMME., 469,471,482-483 281, 285, 290,291, 368, 423, GADAMERH. G., 173, 174, 249- 257, 258-263, 265, 266, 267, 280.281 GALILE; G., 29, 180, 184, 244, 245 GALLUPPIP., 110,148 GARAUDYR., 449-450,465-466 GARDINERP., 324 Gaus, 239,240,241 GEIGERM., 177 GEMELLIA., 386,389 GENTILEG., 109, 110, 111, 114, 126-132, 147-154,458 GILSONE., 390, 393-394 GIOBERTIV., 110, 148 GOETHEJ. W., 50,124,134,168 Gogol N., 423 GOLDMANNL., 450 GRAMSCIA., 453, 454, 455-458, 466-468 GREENT. H., 135,338 GRICEH. P., 331 Grimm H., 261 GRIMMJ., 34 GROSSMANNH., 471 GUARDINIR., 446 Guarini B., 142 Guerrera Brezzi E, 270, 271 Guevara C., 227 Gumnior, 485,486 Gundolf F., 261 Guzzo A., 274,275 HABERMASJ., 471 HAMELINO., 21,23 HAMILTONW., 370 HAMPSHIRES., 324,327-328 HARER. M., 293,324,327,330 Harich W., 446 HARNACK,A. VON,363,364 HARRISW. T., 136 HARTH. L. A., 327 HARTMANNN., 177,190,191 HARTMANN,E. VON,377,338 HEGELG.W. F., 22,34,35,36,38, 48,95,97,109,110,111,113, 424 HELMHOLTZ,H., 21,22,29 HEMPELC. G., 299 H E R ~ L I T O ,95, 97, 132, 202, 208,210 HERBARTJ. F., 22,113,454 Hertwig M., 446 HERTZH. R., 311 Herd T., 417,418 HESSM., 418 HICKJ., 324 HICKSG. D., 21,23 HILFERDINGR., 435,436 Hitler A., 223,225, 469,471 Hobbes, 94 HOCKINGW. E., 399,401 HODGSONS. H., 21,23,93 HBLDERLINF., 210,213,214 Homero, 254 HORKHEIMERM., 427, 469, 470, 471,472,473,474,475,476- 478,485-487 HOWISONG. H., 136,399,401 HUMBOLDT,W. VON, 1l 9 HUMED., 80,93,368 HUSSERLE., 173, 174, 175, 176, 177, 178, 179-184, 185, 186, 190, 192, 193, 195-200, 201, 202, 205, 223,226, 227, 262, 268, 270, 271, 325, 389, 423, 424,449,451,470 HYPPOLITEJ., 217,270 Infantino, L., 166 IZARDG., 399,401 Jacini S., 142 Jaegerschmid A., 193 JAIAD., 109, 110, 126, 127 JAMESH., 349 JAMESW., 79, 80, 84-87, 88, 89, 90,93,99,104,134,349,352 JANIKA., 311 Jarczyk G., 381 JASPERSK., 173, 215, 217, 218- 222, 223, 238-239, 242, 243, 269,275,446
  17. 17. Jesi E , 418 Joana d'Arc, santa, 348, 357 Jolo da Cruz, slo, 194 Jolo Paulo 11, papa, 190,192,193, 385,387 JOHNSONM. E., 323 JOLIOT-CURIEI., 298 Kafka F., 216 KANTI., 21,22,23,35,40,42,76, 88, 89, 109, 129, 147, 148, 185, 186, 187,256,281, 289, 290, 296, 327, 328, 332, 338, 339, 368, 369, 386, 388, 395, 401,436,461,462,474,486 KAUTSKYK., 429, 430,431, 433- 434,445 Kegan P., 309 KELSENH., 435,436 KennedyJ., 300 KEYNESJ. M., 312 KIERKEGAARDS., 157, 161, 215, 216,220, 231,273,274, 275, 311,364,377,401,417,442 KOJEVEA., 217,223 KORSCHK., 441,442,445-446 KOYR~A., 223 KRIES,J. VON, 69, 70 Kruschev N., 227,300 KULPEO., 446 Kun B., 442 LABERTHONNI~REL., 341,343,344 LABRIOLAA., 111, 113, 453, 454-455 LACHIEZE-REYP., 401 LACROIXJ., 399,401 LANDGREBEL., 177 LANDSBERGP., 401 LANCEF. A., 23,89 Laterza G., 142 LAVELLEL., 336,338 LAZEROWITZM., 323 LeHo XIII, papa, 385,387,388 LEROYE., 344 LESENNEE. R., 401,407 LEFEBVREH., 450 LEFRANCQM., 401 LEIBNIZG.W., 304,332,338,401 LBNINN., 300, 433, 434, 435, 438, 439-440, 445, 453, 455, 456,463 LEQUIERJ., 337,339 LESSING,G. E., 17, 141 L~VINASE., 415,416,423-425,426 LIEBKNECHTK., 429,430,433,434 LIEBMANNO., 21,22 LOBATCHEVSKIN. I., 274 LOCKEJ., 49, 80, 93, 304 LOISYA., 341,344 London, 465 Lope de Vega F., 142 LOTZER. H., 337,338,339 L~WENTHALL., 469,471 LOYOLA,I. DE, 157,160 LUBAC,H. DE,369 LUKACSG., 76,441,442-444,445, 446,464-465,470 LUTEROM., 12,46,47 LUXEMBURGO,R. DE, 429, 430, 433,434-435 MACEC. A., 323 MACHE., 90,121,435,436 MADINIERG., 401 MALCOLMN., 309,323 MALEBRANCHEN., 332 Malka S., 424,425 Manet E., 323 MAQUIAVELN., 122,383,384,455 MARCELG., 173, 177, 215, 217, 234-237, 243, 245-247, 268, 270,402,403,408,446 MARCUSEH.,427, 469, 470,471, 479-481,487-488 MAR~CHALJ., 386,388 Marias J., 166 MARITAINJ., 334, 385, 390-393, 395-396, 399,401,402 MARITAINR., 391 MARTINETTIP., 337, 339, 340 MARXK., 45,110,111,167,169, 231, 269, 272, 274, 276, 284, 285, 286, 291, 330,409,428, 429,430,431,433,435,436, 437,438,439,440,441,442, 443,445,448, 449, 451,455, 461,462,478,481,482,483 MAs~ovoA., 386,389 MATHIEUV., 337,351 Matteotti G., 114, 127 MATURIS., 109, 110 MAUTHNER,316 MAXWELLJ. C., 29 MEADG. H., 80,88-89 MEINECKEF.,33,34,35,41,44,45,53 MEINONGA., 298,325 MENGERC., 435,436 MERCIERD., 386, 387-388 MERLEAU-PONTYM.,173,177,215, 217, 227, 232-234, 244-245 METZB., 373,375 MEYERE., 60, 69, 70 MICHELETJ., 144 MILLJ. S., 71, 105 MISES,L. VON,435 MITCHELLB., 324 MOLTMANNJ., 333, 373, 374, 383-384 MOMMSENT., 33,34 MONTAIGNE,M. DE, 245 MONTEFIOREA., 327 MOOREG. E., 295,296,308,309, 321,322,323,332 Mouchot L. H., 336 J n d i c e de nomes XIX MOUNIERE., 268,269,270, 385, 386, 397, 398, 399,400,401, 402-406,412-413 MURRIR., 341,344 NABERT,401 NATORPP., 21,23,24,26,165,166 N~DONCELLEM.,399,401,405 NEGTO., 471 NEUMANNF., 471 Neurnann O., 60 NEURATHO., 295,299 NEWMANJ. H., 342 NEWTONI., 29,198,330,332 NIEBUHRB. G., 33,34 NIETZSCHEF., 1, 3-15, 17-20, 34, 166, 202, 208, 216,220,262, 269,272,274, 276,280,281, 283,284,285, 286, 290,291, 375,417 NOWELL-SMITHP., 327 NYSD., 386,388 OCKHAM,G. D', 83 OLGIATIF., 386, 389 OLLB-LAPRUNEL., 342,349 ORTEGAY GASSETJ., 155, 156, 159,165-170,171-172 OTTOR., 179,182,190,191-192 PACIE., 180, 184 PADOVANIU. A., 389 PANNENBERGW., 373,374-375 PAPINIG., 80, 88, 89 p~~~Y~o~L.,274-280,281,286-289 PARM~NIDES,202,208,210,389 PASCALB.,157,161,185,187,305, 336,349,395,401,417 PASTEURL., 323 PAULG. A., 323 Paul J., 116 Paulo de Tarso, 11, 348, 357 Paulo VI, papa, 396 PEANOG., 90,296,297 Pears D. F., 327,331 PEIFFERSRTA.,423 PEIRCEC. S., 1, 79, 80-83, 85, 88, 89, 90, 91-92 Pellicani L., 167, 170 Perrin J. M., 407,408,410 Pestalozzi, 395 Pitain H.-P.-O., 403 PFANDERA., 177 PHILIPA., 401 Pio X, papa, 341,344,385,387 Pio XII, papa, 387 PIRRO,183 PLANCKM., 29,198
  18. 18. PLATAO,4, 7, 53, 91, 148, 189, 202, 208,210, 302, 324, 325, 332,339,395 PLEKANOVG. V., 438-439 PLOTINO,335,336 POINCARBH., 339 POLLOCKF., 469,471 PBncio Pilatos, 11 POPPERK. R., 45,83,330,331 PREZZOLINIG., 80, 88, 89 Prirno de Rivera M., 158, 159 PRINGLE-PATTISONA. S., 338 PROTAGORAS,15,88 Proust M., 323 PRZYWARAE., 369 Puskin S., 423 RAEYMAEKER,L. DE, 386,388 RAHNERK., 368-369, 375, 379- 383,386 Rajk, 465 Rakosi M., 449,465 RAMSEYF. P., 312,323 RANKEL., 33, 34 RAVAISSONF., 337, 338, 339, 349 Ravasi G., 209 REINACHA., 177 RENNERK., 435,436 RENOUVIERC., 21,23,400 Ricci Sindoni P., 418,420 RICKERTH.,21,22,23,24,25,33, 34, 35, 40,4i, 42, 45, 50-51, 59,202,435,436 RICOEURP., 268-273, 284-286, 399,401 RIEHLA., 23 Rilke R. M., 332 RITSCHLA., 363,364 ROBINSONJ. A. T., 370 ROHDEE., 8, 34 RosenbergJ., 300 ROSENZWEIGF., 418 ROSMINIA., 110,148 ROUSSEAUJ.-J., 30,169,384,395 ROVATTIP. A., 281 ROYCEJ., 134,136 RUSSELLB., 293, 294, 295-300, 301, 303-304, 307, 308, 309, 310,311,316,321,322,323 RYLEG., 323,324,325,327 Sachs H., 47 SARTREJ.-P., 173, 177, 215, 217, 223, 226-231, 232, 234, 235, 242-244,375,450 SavignanoA., 167 SAVIGNY,F. C. VON,34 SCHELERM., 175, 177,179, 182, 185-189, 190, 191,200,401 SCHELLINGF. W., 22, 48, 134, 138,139 SCHILLEBEECKXE., 270, 373, 375-376 SCHILLERF. C. S., 80, 88, 89 SCHLEGELF., 250 SCHLEIERMACHERF., 192, 250, 267,364,384 SCHLICKM., 311,312,328 SCHMIDTA., 471 SCHOPENHAUERA.,3,4,5,6,7,8, 9,22,216, 339 Secretan P., 271 SEVERINOE., 389 Shakespeare W., 120, 138 SIDGWICKH., 295,296 SILVESRTA.,403 SIMMELG., 33,34,40,41,42,51- 52,417,446,470 SiniavskiA. D., 449 Sobell M., 300 S~CRATES,3,4,6, 7, 8,17, 18,93, 297,355,401 SOMBARTW., 57 SossiF., 276 SPAVENTAB., 109-110, 111, 113, 126,127,453,454 SPENCERH., 97,347,350 SPENGLERO., 33, 34, 40, 41, 42- 43,45 SPINOZAB., 48, 109, 332, 339 SPIRA., 337,338,339 StalinJ., 223,225,449,465 STEBBINGL. S., 323 STEFANINIL., 399,401 STEINE., 177, 179,190,192-194 Stein R., 193 STIRLINGJ. H., 134, 135 STRAUSSD. F., 4, 8, 364 STRAWSONP. F., 324, 327, 329, 330,331 TAGGART,J. Mc, 135,295,296 TALES,91 Tasso T., 142 TELBSIOB., 148 Teresa d'Avila, santa, 348,357 Thibon G., 408 TILLICHP., 363, 365-366, 368, 446 Tocco F., 21,23 Toller E., 58 Tolstoi L., 64, 75, 77, 305, 311, 323 TOMASDEAQUINO,190,194,368, 369,383,385,387,394,395 Touchard P. A., 401 TOULMINS. E., 311,327 TRANDUCTAO,177 TREVELYANG. M., 295,296 Treves R., 165, 166 TROELTSCHE., 33, 34, 41, 44, 45,53 TROTSKIL., 410 TYRRELLG., 341,344 UEXK~~LL,J. VON, 34 UNAMUNO,M. DE, 80, 155, 156, 157-161, 162-163, 166 USENERH., 34 VAHANIANG., 370 VAIHINGERH., 80, 88,89 VAILATIG., 1, 80, 88, 89, 90, 93-94 VANNIROVIGHIS., 386,389 VARISCOB., 339, 340 VATTIMOG., 204,206,275,280- 283,289-291 VERAA., 109 VERITI?P., 401 Vermeer J., 423 VICOG. B., 110, 113, 116, 127, 148 Wagner R., 3,4,5, 8, 9,141 WAHLJ., 217 WAISMANNF., 293,312,324,328, 329,332 WARDJ., 337,338 WARNOCKG. J., 324,327 WEBBC. C.J., 337,338 Weber Marianne, 64 WEBERMAX,1,25,33,34,40,41, 45, 55-65, 66-78, 218, 290, 442,446,470 WEILS., 397, 398, 399, 407-411, 413-414 WHITEHEADA. N., 87, 294, 295, 301-302 WILAMOWITZ-MOLLENDORFF,U. VON, 8, 34 WILSONC., 325 WINDELBANDW., 21, 22, 23, 24, 33, 34, 35,40,41,42,4.5, 48- 50,435,436 WISDOMJ., 321, 322, 323 WITTFOGELK. A., 469,471 WITTGENSTEINL., 271, 293, 294, 295, 296, 297, 299, 304-305, 307-314, 315-320, 321, 322, 323, 325, 327, 328, 329, 330, 332,370,372,484 WordsworthW., 134 WULF,M. DE, 386,388 Wust P., 192 ZAMBONIG., 389 Zehm G., 446 ZELLERE., 33,34
  19. 19. abdugio, 83 amor fati, 13 angustia, 207 autoconceito (conceptus sui), 129 circulo hermenhtico, 251 conhecimento intuitivo, 117 dejegio, 205 demitizagio, 366 dialktica, 128 desencantamento do mundo, 63 duragio,351 epoch&,183 escatologia, 374 existentivo - existencial, 204 falibilismo, 83 filosofia das formas simb6licas, 29 hassidismo, 418 hegemonia (teoria da hegemonia), 457 histbria, 124 hist6riadosefeitos (Wirkungsgeschichte),254 historicismo, 45 homem-massa, 169 instrumentalismo, 99 mttodo da imanCncia, 343 neocriticismo (ou neokantismo), 23 personalismo, 400 proposigio atbmica, 310 regra pragmatica, 83 ressentimento, 11 sionismo, 418 super-homem (~bermensch),14 teoria critica da sociedade, 470 tip0 ideal, 60 universal concreto,l20
  20. 20. DE NIETZSCHE A ESCOLA DE FRANKFURT
  21. 21. A FILOSOFIA "Socratesfoi umequivoco: todaamoral doperfec- cionismo,atemesmoa crista",foi umeqdvoco [...I". Friedrich Nietzsche "Estamosabertos apossibilidade de que o sentido e o significadosurjamapenas no homem e em sua historia.Masna"ono homemindividual,esim no ho- memhistorico.Porqueohomemeumserhistorico". Wilhelm Dilthey "Sermossuperadosnoplano cientificoe[..,]na"oso nosso destino, de todos nos, mas tambem nosso escopo". Max Weber "0homem na"ovivemais em um universo simboli- co.A linguagem, o mito, aarteeare1igia"osa"oparte deste universo,sa"oos fios queconstituemo tecido simbolico,a emaranhada trama da experienciahu- mana. Todoprogress0 no campo do pensamento e da experiencia refor~ae aperfei~oaesta rede". Ernst Cassirer "Umahipoteseesta,para a mente cientifica,sem- pre em prova". Charles S. Peirce "Todoerr0nosindicaumcaminhoaevitar;aopassoque nemtodadescobertanosindicaumcaminhoaseguir". Giovanni Vailati
  22. 22. Capitulo primeiro Friedrich Nietzsche. Fidelidade a terra e transmutaqio de todos os valores 3 Capitulo segundo 0 neocriticismo. A Escola de Marburgo e a Escola de Baden 21 Capitulo terceiro 0 historicismo alemio de Wilhelm Dilthey a Friedrich Meinecke 33 Capitulo quarto Max Weber: o desencantamento do mundo e a metodologia das ciencias historico-sociais 55 Capitulo quinto 0 pragmatism0 79 Capitulo sexto 0 instrumentalismo de John Dewey 95 Capitulo sCtimo 0 neo-idealism0 italiano, Croce e Gentile e o idealism0 anglo-americano 109
  23. 23. e t r a n s m ~ t a + o de todos os valores
  24. 24. 4 Primeira parte - A filosofia do S&CM~OXJ)<QOS&CUIO)<)< Socrates comsua louca presunsilodedominar avida com a razilo. Estamos e latso em plena decadencia. Socrates e Platdosilo "sintomas de deca- sso dencia, os instrumentosda dissolqilo grega, os pseudogregos,os "pseudogregos" antigregos". Socrates-continua Nietzsche-"foi apenas alguCm e "antigregosn longamente enfermo". Foi hostil a vida. Destruiuo fascinio dio- -3 § 2 nisiaco. A racionalidadea todo custo e uma doensa. Contra a exaltagilo da ciencia e da historia, Nietzsche, entre 1873 e 1876, escreve as Consideragdesinatuais: Strauss, Feuerbache Comte sZio mediocresfilis- teus; Strauss, mais precisamente, e "autor de um evangelho de cervejaria". Nietzsche combate a saturagao de histdria e a idolatria do Historia fato (0sfatos " d o estupidos"; apenas as teorias que os interpre- demasiada tam podemser inteligentes), eafirma quequemcrbno "poder da torna historia" sera hesitantee inseguro, "nilo podecrer em si mesmo", "hesitantes e serij enti30 sucubo do existente, "seja ele um governo, uma e insegurostt opiniao publica, ou a maioria numerica". +§ 3 Nietzscherejeitaahistdriamonumental(dequemprocurano passado modelos e mestres) e a histdria antiqudria (a que busca os valores sobre os quais a vida presente se enraiza) e torna-se partidhrio da histdriacritica: esta 6 a historiade quemjulga o passado, procurando abater os obsthculosque proibem a realizagilo dos proprios ideais. * Nietzsche havia dedicado a Wagner o Nascimento da tragPdia, vendo em Wagner "seu insigneprecursor nocampodebatalha". Noentanto, porem, elevinha amadurecendo sua separagdo tanto de Wagner como de Schopenhauer, como d testemunhado por obrascomoHumano, demasiadamentehuma- schopenhauer no (1878), Aurora (1881) e A gaia ciencia (1882). Schopenhauer foge da vida "ndo e outra coisa que o herdeiro da tradisdo cristil"; o seu tS "o e Wagner pessimismo dos que renunciam, dos falidos e dos vencidos"; 4, "est une justamente, o pessimismoresignadodo romantismo, fuga davida. nevrose" E, por outro lado, Wagner - deve admitir Nietzsche -n%oC de + § 4 fato o instrumento da regenerasgoda musica; ele-escreveNiet- zsche em 0caso Wagner (1888)- "lisonjeia todo instinto niilista (-budista) e o camufla com a musica, bajulando toda cristandade [...In. Wagner 4 uma doensa: "est une nPvrose". * 0afastamentode seusdois "mestres" comporta(oucaminhaparalelamente com) o afastamento de Nietzsche em relasilo ao idealism0 (que cria um "anti- mundo"), ao positivismo (com sua louca pretens80 de dominar a vida com pobres redes teoricas), aos redentores socialistas, e somas ao evolucionismo ("mais afirmado que provado"). 0desmasca- osassassinos ramento, porem, n80 termina aqui. E justamente em nome do de Deus instinto dionisiaco, em nome do homem grego sadio do sCculo +§ 5 VI a.C., que "ama a vida", Nietzsche anuncia a "morte de Deus" e desfere um ataque decisivo contra o cristianismo. Deus esta morto: "Nos o matamos; eu e v6s. Somos seus assassinos!". Elimi- namos Deus de nossa vida; e, ao mesmo tempo, eliminamos aqueles valores que eramo fundamento de nossavida; perdemosos pontosde referhcia, lssoequivale a dizer que desapareceu o homem velho, mesmo que o homem novo ainda nao tenha aparecido. Zaratustra anuncia a morte de Deus; e sobre suas cinzas exalta a idPia do super-homem, repleto do ideal dionisiaco, que "ama a vida e que, es- quecendo o 'cCul, volta sanidade da 'terra' ". * 0 anuncio da morte de Deus caminha lado a lado com a "maldicSo do cristianismo". verdade que Nietzsche sente-se fascinado pela figura de*cristo: "Cristo 6 o homem mais nobre". Mas o cristianismo nil0 C Cristo. 0 cristianismo
  25. 25. Capi'tulo primeiro - Nietzsche. Fidelidade h terra e travs~?utac2iode todos os valores 5 -lemos noAnticristo -e uma conjura~30"contra a saude, a beleza, aconstitui@o bem-sucedida, a vontade de espirito, a bondade da alma, contra a prdpria vida". Eis a raziio pelaqua1e precis0a transmuta~a"~de todosos valores, dosvaloresque "dominaram ate hoje". Essestemassiio difusamentetratadospor NietzscheemAlem Transmuta@o do bemedoma1(1886) eem Genealogiada moral(1887). A moral de todos da tradisiio 6 a moral dos escravos, dos fracos e mal-sucedidos os valores que, n8o podendo dar maus exemplos, d8o bons conselhos. E +§6-7 esses bons conselhos, a moral, d o fruto do ressentimento: e o ressentimento contra a forsa, a saude, o amor pela vida que faz com que se tor- nem dever e virtude comportamentoscomo o sacrificio de si ou a submissiio. E o todo justifica-se por metafisicas que, apresentando-se como objetivas, inventam "mundos superiores" para poder "caluniar e emporcalhar este mundo", volunta- riamente reduzido a aparCncia. Com a mortede Deuse o desmascaramento da metafisicae dosvaloresque ate agora nossustentavam, o que restaC nada: nosnosprecipitamosnoabismodo nada. Emtudo o queaconteceniioha umsentido, niioexistem totalidadesracionais que se mantenham de pe, nem existem fins consistentes. Caem "as mentirasde vArios milCnios" e o homem permanecesozinho e espantado. Permanece um mundo dominado pela vontade de O aceitar a si proprio e de repetir-re. Esta C a doutrina do eterno retorno: o mundo que aceita a si mesmoe que se repete. E a essa + gg doutrina-que Nietzscheretoma da Grecia e do Oriente -ele liga sua outra doutrina do amor fati: amar o necessario, aceitar este mundoe am&-lo.0amor fatie aceitas30do eterno retorno e da vida e, ao mesmo tempo, anuncio do super-homem. 0super-homem6 o homem novo que, rompi- das as antigas cadeias, cria umsentido novo da terra; 6 o homem que vai aNm do homem, o homem que ama aterra e cujosvaloresd o a saude, a vontade forte, o amor, a embriaguez dionisiaca. Esse 4 o anuncio de (Nietzsche) Zaratustra. fivida e a obra Friedrich Nietzsche nasceu em 15 de outubro de 1844, em Rocken, nas proximi- dades de Lutzen. Estudou filologia classica em Bonn e em Leipzig. Em Leipzig leu 0 mundo como vontade e representagiio, de Schopenhauer, leitura destinada a deixar marca decisivano pensamento de Nietzsche. Com vinte e cinco anos apenas, Nietzsche foi chamado, em 1869, a ocupar a citedra de filologia classica na Universidade de Ba- siltia, onde estreitou amizadecom o famoso historjador Jakob Burckhardt. E desse period0 seu encontro com Ri- chard Wagner, que naqueles dias vivia com Cosima von Biilow em Triebschen, no lago dos Quatro CantBes.Nietzsche se converteu A causa de Wagner, que sentiu como "seu insigne precursor no campo de batalha", passando a colaborar com ele na organiza- $20 do teatro de Bayreuth. Em 1872, saiu 0 nascimento da tragk- dia. Entre 1873e 1876Nietzsche escreveu as quatro Considera~Besinatuais. Nesse meio tempo, por motivos pessoais e por raz6es te6ricas rompeu sua amizade com Wagner. 0 testemunho desse rompimento pode ser encontrado em Humano, muito humano (1878),onde o autor tambtm toma distiincia da filosofia de Schopenhauer. No ano seguinte, em 1879, por ra- z6es de saude, mas tambtm por motivos mais profundos (a filologia nio era seu "destino"), Nietzsche demitiu-se do ensino e iniciou sua irrequieta peregrina~iode pens50 a pens50 pela Suiga, a It6lia e o sul da Franga. Em 1881 publicou a Aurora, onde ja tomam corpo as teses fundamentais de seu pensamento. A Gaia citncia t de 1882:aqui, o fil6sofo prometeu novo destino para a humanidade. Escreveu esses dois livros em Gsnova, onde tambCm teve oportunidade de ouvir a Carmen, de Bizet, que o entusiasmou.
  26. 26. Ainda em 1882Nietzsche conhece Lou SalomC, jovem russa de vinte e quatro anos. Acreditando nela, queria desposa-la. Mas Lou SalomC o rejeitou e se uniu a Paul RCe, amigo e discipulo de Nietzsche. Em 1883,em Rapallo, ele concebe sua obra-prima: Assim falou Zaratustra, obra que foi concluida entre Roma e Nice, dois anos depois. Em 1886, publicou Ale'm do bem e do mal. A Genealogia da moral C de 1887. No ano seguinte, Nietzsche escreve: "0caso Wagner, 0 crepusculo dos idolos, 0Anticristo, Ecce homo. Do mesmo perio- do i tambim o escrito Nietzsche contra Wagner. Nesse periodo, ainda, It Dostoiewski. Entrementes, parece-lhe ter encontrado lugar satisfat6rio em Turim, "a c i d a d ~ que se revelou como a minha cidade". E em Turim que ele trabalha em sua dtima obra, a Vontade de poder, que, no entan- to, niio conseguiu concluir. Com efeito, em 3 de janeiro de 1889 cai vitima da loucura, langando-se ao pescogo de um cavalo que o dono estava espancando diante de sua casa em Turim. Inicialmente, foi confiado a sua mHe e, quando esta faleceu, 21 irmii. Morreu em Weimar, imersonas trevas da loucura, em 25 de agosto de 1900, sem poder se dar conta do sucesso que estavam tendo os livros que mandara publicar B pr6pria custa. Em Leipzig, conforme salientamos, Nietzsche leu 0 mundo como vontade e representa~iio,de Schopenhauer, e ficou fascinado, a ponto de mais tarde o julgar Frledrrc-h N~etzsche aos ufnteunos. Nwtzsche ( 1844-1900) fol urn critzco irnpledoso do passado e pvofeta "znatual" de nossos d m .
  27. 27. Capitulo primeiro - ilietzsche. Fidelidade terra e transmuta~dode todos os valores 7 como "um espelho, no qual vi [...]o mundo, a vida e meu pr6prio espirito". Avida, pensa Nietzsche nas pegadas de Schopenhauer,t cruel e cega irracionalidade, dor e destruiqiio. So a arte pode oferecer ao individuo a forqae a capacidade de enfrentar a dor da vida, dizendo sim 2 vida. E em 0 nascimento da trage'dia,que C de 1872,Nietzsche procura mostrar como a civiliza@o grega pri-socriitica explodiu em vigoroso sentidotriigico, que C aceitagiioex- tasiada da vida, coragem diante do destino e exaltaqiio dos valores vitais. A arte tragica C corajoso e sublime sim a vida. Com isso Nietzsche subverte a imagem romhtica da civilizagiiogrega. Entretanto, a GrCcia de que fala Nietzsche niio C a GrCcia da escultura cl6ssica e da filosofia de Socra- tes, Platiio e Aristoteles, e sim a GrCcia dos prC-socraticos (stc. VI a.C.), a Grtcia da tragidia antiga, na qual o coro era a parte essencial, seniio talvez tudo. De fato, Nietzsche identifica o segredo desse mundo grego no espirito de Dioniso. Dioniso C a imagem da forqa instintiva e da saude, C embriaguez criativa e paixiio sen- sual, C o simbolo de uma humanidade em plena harmonia com a natureza. Ao lado do dionisiaco, diz Nietzsche, o desenvolvimento da arte grega tambCm est6 ligado ao apolineo, que C visiio de sonho e tentativa de expressar o sentido das coisas na medida e na moderaqiio, explicitando- se em figuras equilibradas e limpidas. "0 desenvolvimento da arte esti ligado a di- cotomia do apolineo e do dionisiaco, do mesmo mod0 como a geraqiio provim da dualidade dos sentidos, em continuo con- flito entre si e em reconciliaqiio meramente periodica [...I. Em suas [dos gregos] duas divindades artisticas, Apolo e Dioniso, baseia-se nossa teoria de que no mundo grego existe enorme contraste, enorme pela origem e pel0 fim, entre a arte figurativa, a de Apolo, e a arte niio figurativa da musica, que C especificamentea de Dioniso. 0 s dois instintos, tio diferentes entre si, caminham um ao lado do outro, no mais das vezes em aberta discordia [...I, at6 que, em virtude de um milagre metafisicoda 'vontade' helinica, apresentam-se por fim acoplados um ao outro. E nesse acoplamento final gera-se a obra de arte, tiio dionisiaca quanto apolinea, que C a tragtdia 6tica". Entretanto, quando, com Euripides, tenta-se eliminar da tragidia o elemento dionisiaco em favor dos elementos morais e intelectualistas, entiio a luminosidade clara em relaqiio a vida se transforma em super- ficialidade silogistica: surge entiio Socrates, com sua louca presunqiio de compreender e dominar a vida com a raziio e, com isso, temos a verdadeira decadincia. Socrates e Platiio siio "sintomas de decadincia, os instrumentos da dissoluqiio grega, os pseudogregos, os antigregos" . "Socrates - escreve Nietzsche - foi um equivoco: toda a moral do aperfeiqoamen- to, inclusive a cristii, foi um equivoco [...I. A mais crua luz diurna, a racionalidade a qualquer custo, a vida clara, prudente, cons- ciente e sem instintos, em contraste com os instintos, isso era apenas doenqa diferente -e de mod0 nenhum retorno a 'virtude', 2 'saudey, h felicidade". "Socrates apenas esteve longamente doente". Disse niio a vida; abriu uma tpoca de decadincia que esmaga tambtm a nos. Ele combateu e des- truiu o fascinio dionisiaco que liga homem a homem e homem a natureza, e desvela o mistCrio do uno primiginio. -Aapk mit denr Yereooh elner Satibrtkrltfk Frontispicio da o h ~ a 0 nascimento da tragedia, de Nietzsche (Leipzig, 1872).
  28. 28. Primeira parte - A f i l ~ s ~ f ~ ado S & ~ OXJX ao S&CUIOF X 0 Nascimento da trage'dia foi escrito sob a influcncia das idCias de Schopenhauer, mas tambCm sob a das idCias de Wagner. Com efeito,Nietzschevislumbrava emWag- ner o prototipo do "artista trigico" desti- nado a renovar a cultura contemporinea. E dedicou a Wagner o Nascimento da trage'dia, assim escrevendo no fim da dedicatoria: "Considero a arte como a tarefa suprema e como a atividade metafisica propria de nossa vida, segundo o pensamento do ho- mem ao qual pretend0 dedicar esta obra como a meu insigne precursor no campo de batalha". Logo que saiu, embora defendida pel0 proprio Wagner e por Erwin Rohde, a obra de Nietzsche foi violentamente atacada, em nome da seriedade da ci2ncia filol6gica, pelo grande filologo Ulrich von Wilamowitz- Mollendorff, o qual escreveu que "com o Nietzsche apostolo e metafisico niio preten- do ter nada a ver", e o acusou de "ignorin- cia e escasso amor pela verdade". Mas, entre 1873 e 1876, contra a exaltaqiioda cihcia e da historia, Nietzsche escreve as Considera@es inatuais. Aqui o velho hegeliano D. F. Strauss, juntamente com Feuerbach e Comte, passa pela en- carnaqiio do filisteismo e da mediocridade: "autor de um evangelho de cervejaria", ele 6 o homem desejado e inventado por Socrates. Ao mesmo tempo, Schopenhauer C exaltado como precursor da nova cultura "dionisiaca". Aqui NietzschetambCm combate o que ele chama de satura@o de hist6ria. Niio que negue a importincia da historia: elecombate mais a idolatria do fato, por um lado, e as ilusoes historicistas, por outro, com as impli- caqdes politicas que elas comportam. Antes de mais nada, na opiniio de Nietzsche, os fatos siio sempre estupidos: eles necessitam de intirprete. Por isso, so as teorias siio in- teligentes. Em segundo lugar, quem cri "no poder da hist6ria" torna-se "hesitante e in- seguro, niio podendo crer em si mesmo". E, em terceiro lugar, niio crendo em si mesmo, ele seri dominado pel0 existente, "seja ele um governo, uma opiniiio publica, ou ainda uma maioria numhica". Na realidade, "se todo sucesso contCmem si uma necessidade racional, se todo acontecimento C a vit6ria do 'logico' ou da 'idkia', que nos ajoelhemos logo, entiio, e percorramos ajoelhados a escada dos sucessos". Siio tres as atitudes que Nietzsche dis- tingue diante da historia. a) Existe a hist6ria monumental, que 6 a historia de quem procura no passado modelos e mestres em condiqdesde satisfazer suas aspiraqdes. b) Existe a hist6ria antiquaria, que t a historia de quem compreende o passado de sua propria cidade (as muralhas, as festas, os decretos municipais etc.) como fundamento da vida presente; a hist6ria antiquaria procura e conserva os valores constitutivos estiveis nos quais se radica a vida presente. c) E, por fim, existe a hist6ria critica, que 6 a historia de quem olha para o pas- sado com as intenqdes do juiz que condena e abate todos os elementos que constituem obsticulos para a realizaqiio de seus pr6- prios valores. Esta ultima foi a atitude de Nietzsche diante da hist6ria. E essa C a raziio pela qual ele combate o excesso ou "saturaqiio de historia": "0s instintos do povo siio perturbados por esse excesso e o individuo, niio menos que a to- talidade, C impedido de amadurecer". 0afastamento em relaG60 a S c h o p e n h a ~ e r Nesse meio tempo, porCm, Nietzsche vinha amadurecendo seu afastamento de Schopenhauer e mais ainda de Wagner. Esse distanciamento C testemunhado por obras como Humano, muito hurnano, a Aurora e Gaia ciincia. Siio dois os tipos de pessimismo: a) o primeiro C o romiintico, ou seja, "o pessimismo dos renunciantes, dos falidos e dos vencidos"; b) o outro C o de quem aceita a vida, embora reconhecendo sua dolorosa tragi- cidade. Pois bem, em nome deste ultimo pes- simism~Nietzsche rejeita o primeiro, o de Schopenhauer, que por toda parte cheira a resignaqiio e renuncia, e que C mais fuga da vida do que "vontade de tragicidade". Scho- penhauer "nada mais 6 do que o herdeiro da interpretagio cristi".
  29. 29. Capi'tulo primeiro - flietzsche. Fidelldade h terra e travsm~ta@io de todos os valores 9 Por outro lado, o afastamento em relag20 a Wagner foi um acontecimento ainda mais significativo e doloroso para Nietzsche. Ele vira na arte de Wagner o instrumento da regeneragiio, mas logo teve de admitir que estava iludido. Em 0 caso Wagner, podemos ler: Wagner "lisonjeia todo instinto niilista (-budista)e o camufla com a musica, brandindo toda cristandade, toda forma de express20 religiosa da de'ca- dence". Wagner C uma doenga; "ele adoece tudo o que toca -ele adoeceu a mzisica". Wagner C "um ghio histri6nicon, ele "est une ne'vrose". 0 afastamento de Nietzsche em rela- $50 a seus dois grandes mestres significou o afastamento e distanciamento critic0 em relaq2o ao romantismo, com seu falso pessi- mism~,a resignaq20 e a ascese quase crist2 de Schopenhauer, com a retorica daquele "romantismo desesperado que murchou", que era Wagner. Significou distanciamento e critica daquelas pseudojustificag6es e ca- Niet znhio muflaeens metafisicas do homem e de sua hist6ca que s2o: 1) o idealism0 (que cria um "anti- mundo" ):,, 2)o positivismo (cujapretens20 de en- jaular solidamente a vasta realidade em suas pobres malhas teoricas C ridicula e absurda); 3)osredentorismos socialistasdas mas- sas ou atravis das massas; 4) e tambCm o evolucionismo (alias, "mais afirmado do que provado"). Desse modo. Nietzsche Darece basear suas reflexBes em raizes iluministas. E, com efeito, C o que acontece. A desconfiangaem relaq2o as metafisicas, a abertura a respeito das ~ossiveisinter~retac6es"infinitas" do munbo e da historia e?portanto, a elimina- qio da atitude dogmitlca, o reconhecimento do limite e da finitude humana, e a critica a religigo s2o elementos que fazem Nietzsche dizer em Humano, muito humano: "Pode- mos levar novamente adiante a bandeira do Iluminismo" .
  30. 30. Primeira parte - filosofia do S&MIO XJ)<a0 S&CMIO )<X MENSCHLICHES, ALLZUMENSCHLICHES. Friedrich Nietgchc Frontispicio da primeira edi@o (1878) da obra Humano, demasiadamente humano. A critica ao idealismo, ao evolucionis- mo, ao positivismo e ao romantismo niio cessa. Essas teorias siio coisas "humanas, muito humanas", que se apresentam como verdades eternas e absolutas que t precis0 desmascarar. Mas as coisas niio ficam nisso, uma vez que Nietzsche, precisamente em nome do instinto dionisiaco, em nome daquele homem grego sadio do stculo VI a.C., que "ama a vida" e que t totalmente terreno, por um lado anuncia a "morte de Deus" e por outro realiza profundo ataque contra o cristianismo, cuja vit6ria sobre o mundo antigo e sobre a concepqiiogrega do homem envenenou a humanidade. E, por outro lado ainda, vai As raizes da moral tradicional, examina sua genealogia, e descobre que ela C a moral dos escravos, dos fracos e dos vencidos ressentidos contra tudo o que C nobre, belo e aristocrhtico. Na Gaia ciincia,o homem louco anun- cia aos homens que Deus estamorto: "0que houve com Deus? Eu vos direi. Nds o ma- tamos -eu e v6s. Nos somos os assassinos dele!" Pouco a pouco, por diversas razGes, a civilizaqiio ocidental foi se afastando de Deus: foi assim que o matou. Mas, "matan- do" Deus, eliminam-setodos os valores que serviram de fundamento para nossa vida e, conseqiientemente,perde-se qualquer ponto de referencia. Por conseguinte, com Deus desapare- ceu tambtm o homem velho, mas o homem novo ainda niio apareceu. Diz o louco em Gaia ciincia: "Venho cedo demais, ainda niio t meu tempo. Esse acontecimentomons- truoso ainda esta em curso e nHo chegou aos ouvidos dos homens". A mope de Deus C fato que niio tem paralelos. E acontecimento que divide a his- t6ria da humanidade. N5o C o nascimento de Cristo, e sim a morte de Deus, que divide a historia da humanidade. E esse acontecimento, a morte de Deus, anuncia antes de mais nada Zaratustra, que, depois, sobre as cinzas de Deus, erguera a idCia do super-homem, do homem novo, impregnado do ideal dionisiaco que "ama a vida" e que, voltando as costas para as quimeras do "ctu", voltari A "sanidade da terra". A morte de Deus t um evento cosmico, pel0 qua1 os homens siio responsaveis, e que os liberta das cadeias do sobrenatural que eles pr6prios haviam criado. Falando sobre os padres, Zaratustra afirma: "Tenho pena desses padres [...I, para mim eles siio prisioneiros e marcados. Aquele que eles chamam de redentor os carregou de gri- lhGes de falsos valores e de palavras loucas! Ah, se algutm pudesse redimi-10s de seu redentor!" Esse, precisamente, t o objetivo que Nietzsche quer alcanqar com o Anticristo, que t uma "maldi@odo cristianismo".Para ele, um animal, uma esptcie ou um individuo C pervertido "quando perde seus instintos, quando escolhe e quando prefere o que lhe C nocivo".
  31. 31. Capi'tuloprimeiro - flietzsche. Fidelidade h terra e tra~smutaq60de todos os valores spmh Zarathustra E n &d C Alk, und Keinen. h Irtadriah Xiet8rohr Frontispicio da primeira edi@o (1883) da obra Assim falou Zaratustra. Todavia, pergunta-se Nietzsche, o que fez o cristianismo senio defender tudo o que C nocivo ao homem? 0 cristianismo considerou pecado tudo o que C valor e prazer na terra. Ele "tomoupartido de tudo o que e' fraco, abjeto e arruinado; fez urn ideal da contradi@o contra os instintos de conserva~iioda vida forte". 0 cristianismo 6 a religiio da compaixiio. "Mas a pessoa perde forqa quando tem compaixio [...I; a compaixzo bloqueia maciqamente a lei do desenvolvimento, que C a lei da sele~iio". Nietzsche vislumbra no Deus cristio "a divindade dos doentes [...I; um Deus de- generado a ponto de contradizer a vida, ao invCs de ser a transfiguraqzo e o eterno sim dela [...I. Em Deus, est6 divinizado o nada, esti consagrada a vontade do nada!" Apesar de tudo isso, Nietzsche C ca- tivado pela figura de Cristo ("Cristo C o homem mais nobre"; "o simbolo da cruz C o simbolo mais sublimequejamais existiu") e faz distinqzo entre Jesus e o cristianismo. Cristo morreu para mostrar como se deve viver. Cristo foi um "espirito livre", mas com Cristo morreu o Evangelho: tambCm o Evangelho ficou "suspenso na cruz", ou melhor, transformou-se em Igreja, em cris- tianismo, isto C, em 6dio e ressentimento contra tudo o que C nobre e aristocritico: "Paulo foi o maior de todos os apostolos da vinganqa". No Novo Testamento Nietzsche en- contra apenas um personagem digno de ser elogiado, P6ncio Pilatos, em virtude de seu sarcasm0 em relag20 a "verdade". Mais tarde, na historia de nossa civilizaqio, a Renascenqa tentou a transvalorizapio dos valores cristiios,procurou levar B vitoria os valores aristocraticos, os nobres instintos terrenos. Feito papa, CCsar Borgia teria sido grande esperanqa para a humanidade. Mas o que aconteceu?Ocorreu que "um monge
  32. 32. l2 Primem parte - Afilosofin do s&culo XJX no siculo XX alemiio, Lutero, veio a Roma. Trazendo den- tro do peito todos os instintos de vinganqa de padre frustrado, esse monge, em Roma, indignou-se contra a Renascenqa [...I. Lu- tero viu a corrupqiio do papado, quando se wodia tocar com a miio iustamente o con- k r i o : na cadeira papal n2o estava mais a antiga corrupgio, o peccatum originale, o cristianismo! Que boa C a vida! Que bom o triunfo da vida! Que born o grande sim a tudo o que C elevado, belo e temerhrio! [...] E Lutero restaurou novamente a lgreja [...] Ah, esses alemiies, quanto nos custaram!" Sio dessa natureza, portanto, as razoes que levam Nietzsche a condenar o cristianis- mo: "A Igreja cristiiniio deixou nada intact0 em sua perversiio; ela fez de cada valor um desvalor. de cada verdade uma mentira. de toda hoiestidade uma abjegiio da alma';. 0 alCm 6 a negagio de toda realidade e a cruz C uma conjuragio "contra a saude, a bele- za. a constituiciio bem-sucedida. a valentia d; espirito, a 'bondade da a h a , contra a prdpria vida" . Assim, o que devemos esperar seniio que este seja o ultimo dia do cristianismo? E "a partir de hoje? A partir de hoje, trans- valoriza@o de todos os valores", responde Nietzsche. genealogia dcl woml Juntamente com o cristianismo, alias, condenando o cristianismo, Nietzsche tam- bCm submete a moral a cerrada critica. Essa C a "grande guerra" que Nietzsche trava em nome da "transformagiio dos valores que dominaram at6 hoje". E essa revolta contra "o sentimento habitual dos valores" ele a explicita especialmente em dois livros: Ale'm do bem e do ma1 e Genealogia da moral. Escreve Nietzsche: "At6 hoje, niio se teve sequer a minima duvida ou a menor hesitaqiio em estabelecer o 'bom' como superior, em valor, ao 'mau' .[...I. Como? E se a verdade fosse o contrario? Como? E se no bem estivesse inserido tambCm um sistema de retrocesso ou entiio um perigo, uma sedugio, um veneno?" Essa C a questio proposta pela Ge- nealogia da moral. E C ai que Nietzsche comeqa a indagar os mecanismos psicol6- gicos que iluminam a g2nese dos valores: a compreensiio da ghese psicologica dos valores, em si mesma, sera suficiente para per em diivida sua pretensa absolutez e indubitabilidade.
  33. 33. Capitdo primeiro - Alietzsche,Fidel~dadeA terra e transmuta~&.de todos os valores 13 Antes de mais nada, a moral C maquina construida para'dominar os outros e, em segundo lugar, devemoslogo distinguirentre a moral aristocratica dos fortes e a moral dos escravos. Estes siio os fracos, os mal- sucedidos. E, como diz o provCrbio, os que niio podem, dar maus exemplos diio bons conselhos. E assim que os constitutivamen- te fracos agem para subjugar os fortes. E Nietzscheprossegue: "Enquanto toda moral aristocratica nasce da afirmaqHotriunfal de si, a moral dos escravos op6e desde o co- meqo um niio aquilo que niio pertence a ela mesma, aquilo que 6 diferente dela e cons- titui o seu niio-eu -este C seu ato criador. Essa subversiio [...], pertence propriamente ao ressentimento". E o ressentimento contra a for~a,a saiide e o amor a vida que torna dever e virtude e eleva a categoria de bons comportamentos o desinteresse, o sacrificio de si mesmo, a submissiio. E essa moral dos escravos C legitimada por metafisicas que a sustentam corn bases presumidamente "objetivas", sem que se perceba que tais metafisicas nada mais siio do que "mundos superiores" inventadospara poder "caluniar esujar estemundo", que elas querem reduzir a mera aparcncia. NiiIiswo, eterno retorno 0 niilismo, diz Nietzsche, C "a con- seqiicncia necessaria do cristianismo, da moral e do conceit0 de verdade da filosofia". Quando as ilus6esperdem a mascara, entiio o que resta C nada: o abismo.do nada. K etrgto de N~etzsthe 120s w l t l m ) ~anos cie sua uzda. A 2nterpretagZo q ~ t etentir fazer de Nletzsche 1 1 ~ 2"puofetu do nuzzsmo " e, a luz de ttnza hzstorloguafia corueta, cizrente de-fiindainentos.
  34. 34. Primeira parte - A filosofia do S & ~ O KJK a0 ~ACUIO)<X "Como estado psicoldgico, o niilismo torna-se necessario, emprimeiro lugar,quan- do procuramos em todo acontecimento um 'sentido' que ele n5o tem, at6 que, por fim, comeqa a faltar coragem a quem procura". Aquele "sentido" podia ser a realizaq50 ou o fortalecimento de um valor moral (amor, harmonia de relaqbes, felicidade etc.). Mas o que devemos constatar C que a desilus50 quanto a esse pretenso fim C "uma causa do niilismo" . Em segundo lugar, "postulou-se urna totalidade, urna sistematiza@o e at6 urna organiza~iioem todo o acontecer e em sua base". Entretanto, o que se viu C que esse universal, que o homem construira para poder crer no seu pr6prio valor, niio existe! No fundo, o que aconteceu? "Alcanqou-se o sentimento da falta de valor quando se compreendeu que n5o C licito interpretar o cariter geral da existhcia nem com o conceito de 'fim', nem com o conceito de 'unidade', nem com o conceito de 'ver- dade'." Caem assim "as mentiras de virios milikios" e o homem permanece sem os enganos das ilusbes, mas permanece so. Niio h i valores absolutos; alias, os valores s5o desvalores; n5o existe nenhuma estrutura racional e universal que possa sustentar o esforqo do homem; n5o h i nenhuma provi- dhcia, nenhuma ordem c6smica. N5o h6 urna ordem, n5o ha um sen- tido. Mas ha urna necessidade: o mundo tem em si a necessidade da vontade. Desde a eternidade, o mundo C dominado pela vontade de aceitar a si pr6prio e de repe- tir-se., Eessa a doutrina do eterno retorno que Nietzsche retoma da GrCcia e do Oriente. 0 mundo n5o procede de mod0 retilineo em direqio a um fim (como acredita o cristia- nismo), nem seu devir C progress0 (como pretende o historicismo hegeliano e p6s- hegeliano), mas "todas as coisas retornam eternamentee n6s com elas; nos ja existimos eternas vezes e todas as coisas conosco". Toda dor etodo prazer, todo pensamen- to e todo suspiro, toda coisa indizivelmente pequena e grande retornar50: "Voltariio at6 essa teia de aranha e este raio de lua entre as Arvores, at6 este idhtico momento e eu mesmo" . 0 mundo que aceita a si proprio e que se repete: C esta a doutrina cosmol6gica de Nietzsche. E a ela Nietzsche vincula sua outra doutrina, a do amor fati: amar o ne- cessario, aceitar este mundo e am6-lo.
  35. 35. Capitulo primeiro - Nietzsche. Fidelidade b terra e trans~utac&ode todos os valores 0s ~ ~ e l * - I Z o ~ e m k o sentido d4 tewa 0 amor fati C aceitasso do eterno re- torno, C aceitagiioda vida. Mas ngo se deve ver nele a aceitalso do homem. A mensagem fundamental de Zaratustra, com efeito, esti em pr,egar o super-homem. E o homem, o homem novo, que deve criar um novo sentido da terra. abandonar as velhascadeias ecortar os antigos troncos. 0homem deve inventar o homem novo, isto C, o super-homem, o homem que vai alkm do homem e que C o homem que ama a terra e cujos valores sHo a saude, a vontade forte, o amor, a embriaguez dionisiaca e um novo orgulho. Diz Zaratustra: "Um novo orgulho ensinou-me o meu Eu, e eu o ensino aos hornens: niio deveis mais esconder a cabega na areia das coisas celestes, mas mant2-la livremente: uma cabega terrena, quecria ela pr6pria o sentido da terra". 0 super-homem substitui os velhos deveres pela vontade pr6pria. "0homem C uma corda estendida, estendida entre o bruto e o super-homem, uma corda esten- dida sobre um abismo". Ele deve procurar novos valores: "0mundo gira em torno dos inventores de novos valores". Assim como para Protigoras, tambCm para Nietzsche o homem deve ser a medida de todas as coisas, deve criar novos valores e p6-10s em pritica. 0homem embrutecido tem a espinha curvada diante das ilus6es crutis do sobrenatural. 0 super-homem "ama a vida" e "cria o sentido da terra", e C fie1a isso. Ai esti sua vontade de poder.
  36. 36. A vida C irracionalidade cruel e cega, dor e destrui@o. Seus dois instintos fundamentais siio o DIONIS~ACO: o APOL~NEO: imagem da forqa instintiva e da saude, visiio de sonho, tentativa de expressar o sentido embriaguez criativa e paixso sensual: das coisas com medida e moderaqHo: Dioniso 6 o simbolo da humanidade Apolo i o simbolo da humanidade que se explicita em figuras equilibradas e limpidas Dois tipos de pessimismo: ROMANTICO o pessimismo dos que renunciam, dos falidos e dos vencidos (como Schopenhauer e Wagner, em um primeiro tempo considerados por Nietzsche como artifices do renascimento do dionisiaco na modernidade); TRAGIC0 o pessimismo de quem aceita a vida, embora conhecendo sua dolorosa tragicidade: este leva adiante a bandeira de um novo Iluminismo --- - A moral dos escrauos opBe desde o pr~ncipio um &o Bquilo que 6 diferente de SI: C o ressentlmento contra a forsa, a salide, o amor pela vida -- Considerando a historia sob o perfil critic~, o dionisiaco e o apolineo "milagrosamente" se ligaram apenas na Cpoca da GrCcia prC-socratica, na TRAGBDIA ATICA: a arte trigica foi um corajoso e sublime "dizer sim ivida", express50do autintico pessimismo tragic0 I / Mas com S~CRATESo apoheo prevaleceu: , corn a louca presungiio socritica de entender e dominar a vida com a razHo I I comeqou a verdadeira decadznciada humanidade j I 0 CRISTIANISMO contribuiu para, posteriormente, envenenar a humanidade: considerou pecado todos os valores e os prazeres da terra, fazendo de Cristo, verdadeiro "espirito livre", um simbolo de ressentimentocontra tudo aquilo que t! nobre Daqu~a ~mposigio,sobre a moral anstocritrca dos fortes, da moral dos escrauos, legmmada pela METAF~SICA, 1 que pretendeu dar-lhe uma presumida base "objetma", inventando um "mundo supenor" para reduzir 1 , a mera aparinc~a"este mundo", o unico que exlste ) A decadincia da civiliza@io ocidental culmina com a MORTE DE DEUS, com a eliminag50 de todos os valores que foram fundamento da humanidade: evento cdsrnico pelo qua1os homens $50responsiveis, esta morte os liberta das cadeias daquele sobrenatural que eles prbprios haviam criado, mas os deixa sem outros pontos de referincia SPo trts os pontos de vista sobre a hist6ria: MONUMENTAL de quem procura no passado modelos e mestres; ANTIQUARIO de quem entende o passado como fundamento da vida presente, consemando seusvalores constitutivos; CR~TICO de quem olha o passado sob o ponto de vista do juiz que abate e condena todos os elementos que obstaculizam a realizaftio dos proprios valores A MORAL C em geral miquina construida para dominar os outros. A moral arrstocratrca dos fortes nasce de uma tr~unfal afirmagio de SI ZARATUSTRAi o profeta do amor fatt como ace~taqsod o eterno retorno das colsas Consequ6nc1a necessir~ai e transvalorrza@o de todos os valores, e anuncla o NIILISMO: -- I,) nHo h i valores absolutes, nHo h i nenhuma -- -- -- - -prov~d@nc~a,nenhuma ordem c6sm1ca: resta apenas o ab~smodo nada (nrhd): <-- o advent0 do APER-HOMEM,que ama a v ~ d ae cria o sent~doda terra: o d~on~siacocomo vontade de poder
  37. 37. Capitdo primeiro - ilietzsche. Fidelidade2( terra e transmuta~Ziode todos os valores 17 A sublime ilusiio metdisico de Socrates Contro Socratas, 'bmistogogo do ci&n- cio": a FC socr6tica em uma rozdo copoz da penetrar "nos rnais profundos abisrnos do ser"C "urnaprofundo ilusdo". Para demonstrar tamb&m para Socrates a dignidade de tal posi(6o diretiva, basta reconhecernele o tipo de uma Forrna de exis- thncia antes dele inaudita, o tipo do homarn teorico, do qua1 Q nossa tarafa imediata chegar a entender a significa~doa o objeti- vo. [...I Lessing, o mais honesto dos homens teoricos, ousou declarar que a el@importava mais a pesquisa do verdade do qua a propria verdade: com isso foi descoberto o segredo fundamentalda cihncia, para esparto, ou me- Ihor, a despeito do5 ciantistas. Ora, ao lado desse reconhecimentoisolado, como excesso de honestidadsoumesmode presun@o,est6 sem duvida uma profunda ilusdo, a qua1veio pela primairavez ao mundo na pessoade So- crates -a f& inabalavelde que o pensamento, seguindoo fio condutor da causalidads, alcan; ce at& os mais profundos abismos do ser, e de que o pensamentoesteja em grau ndo so de reconhecer, mas at8 de corrigiro ser. Esta sublime ilusdo metafisica 6 dada como instinto a ci&nciae a remete sempre e sempre a seus limites, sobre os quais ela deve se converter em orta: 2,qua1propriarnsntesa rnira cornessa rnacanisrno. Olhemos agora Socrates, com a tocha desk pensamento: ele nos aparece como o primeiro, que soube com a guia do instinto da ci&ncia ndo so viver, mas tambbm - e isso 6 muito mais - morrer; e por isso a imagem do S6crotasrnoribundo,como do homemsubtraido pelosaber e pelos rociociniosao medoda mor- te, & o brasdoquesobrea portade entradada cihncia recorda a coda um a destina~dodela, ou seja, a de mostrara existgncia inteligivel e. portanto,justificada: a cujoobjetivocertamente. se os raciaciniosndoatingem, deve por Am ser- vir tamb8m o mito, quaeupoucoantesddeignei at&como consequ&ncianecassaria, ou melhor, como objetivo da cihncia. Qusm percebe claramente, como depois de Socratss,o mistagogoda cihncia, asescolas Filosoficassesucederamumo6outracomoonda atr6sde onda; como uma universalidadejamais suposta da Bnsiadesaber nodominio maisam- plo do mundo culto e como missdo verdadeira e propria para coda um dos melhores dotados levou a ci&nciaao alto-mar,do qua1ndo p8de rnais a seguir ser completamente removida; comoporesta universalidadefoi estendidapel0 primeira vez uma rede comum do pensamento sobre o globo terrestre inteiro, corn perspecti- vas at6 sobrea Iegisla@io de um sistamasolar todo; quemse lembrade tudo isso,juntamente com a pirdmidaprodigiosamentealto do saber atual, n6o pode sa abstar de ver em Socratas o Onicoeixo e fundamentoda historiauniversal. Pois se algu6m imaginasse toda essa indeci- fravel soma de forc;a que Foi empregada para aquela tsndhncia universal, n60 a servi~odo conhecimento, mas reduzida a fins prdticos, isto 6,egoistas, dos individuose dos povos, o prazer instintivo da vida estaria provavelmsnte t6o enfraquecido em lutas generalizadas de extsrminioe em continuosmigra@esde povos, qua, como habit0do suicidio,o individuodeve- ria talvez sentir o ultimo avan~odo sentimento do dever ao sstrangular, como o habitantsdas ilhas Fidgi, como filho os propriospais e como amigo o proprioamigo: pessimismopratico,que poderiagsrar tambBm uma &tic0cruel do mas-. sacre dos povos por piedade, o que de resto existe e existiu em todo lugar no mundo, onde ndo apareceu a art@em urna forma qualquer, especialmente como religido e como ci&ncia. como remBdio e defesa contra aquele sopro pestilential. Diantedeste pessimismopraticoSocrates & o prototipodo otimistateorico, quanaprdpria f& no perscrutabilidadeda naturezadas coisas em si atribui ao sabera ao conhecimentoa forp de um remQdiouniversal, e no erro v63 o ma1 em si. Penetrarnesses fundamentos e separar o verdadeira conhecimento do aparhncia e do err0pareceuao homemsocraticoa maisnobre, ou melhor, a unica vocagio verdadeiramente humana:assimcomoo mecanismodeconceitos, juizos e argurnenta@esde Socratesparafrente foi considerado a afirrnac;basuprema e o dom mais maravilhosoda natureza, acima de todas as outras faculdadas.BtC as a@esmoraismais sublimes, os movimentos da compaixdo, do sacrificio,do heroism0e a serenidadeda alma semelhante a serenidade do mar, tdo dificil de atingir e qua o grqo apolineo chamou de sofrosina, desde Socrates e dos sucessores e seguidores at& a Bpoca presents derivaram da dialbtica do saber e, por conseguinteforam
  38. 38. Prirneira parte - F filosofia do SCCMIOXJ)<ao S&CM~OXX designadoscomo possiveisde aprandar.Quem provou em si o prazar de um conhecimento socratico e intui como este procure abrapr o mundo inteiro dos fen6menos, ndo sentir6 ne- nhum estimulo, capaz de impelir 6 exist&ncia, mais violentamente do que aquele que ndo sinta o ansaio de realizartal conquista e de te- cer a rede inpenetravelmentefechada. A quam esta em tal disposig50 de espirito o Socrates platbico apareceentdo como o mestreda uma forma totalmentenovoda "serenidadegrega"e da beatitude da exist&ncia,forma que procura efundir-seem qdes e encontrarci esta efusdo mais em influ&ncias mai&uticas e educativas exercidas sobrejovens nobres, com o objetivo de por fim suscitar o g&nio. Todavia, incitadaporsua potente ilusdo, a ci&nciacorreagora sem trbgua at&seus limites, ondeseu otimismooculto naess&nciada logica se encalha. Umavez quea pariferiado circuloda ciBncia tern infinitospontos,e enquanto n8o se pode ainda de fato ver da que modo o circulo poderia ser completamenta medido, tarnbbm o homem nobre e de talent0 ainda antes de chegar ao meio de sua exist&ncia toca inevi- tavelmente tais pontos de limite da pariferia, onde se enrijece, fixando o olhar no inexpli- c6vel. Quando nests ponto v& com espanto como a 16gica nesses confins se snrola sobre si mesma e por fim morde sua propria cauda, entdo prorrompea nova forma de conhecimen- to, o conhacimentotrdgico, o qual, para poder ser apenas tolerado, tam necessidadeda arts como prote~doe como remhdio. F. Ni~tzsche. da morte de Dsus "DeusesM morto! [...] E nds o matamos! [...] Jamais houve uma o@o maior: todos aqueles qua virtio depois de nos ppeance- r60, por causa d ~ s t aa@o, a uma historia mais eiavada do que o Foram todas as his- tdrios at6 hoje!" Ouvistes falar daquela homem louco que acendeu uma lanterna 6 Iuz clara do manhd, correuao msrcadoe se pas a gritar sem parar: "ProcuroDeus!ProcuroDeus!"Ecomojustamente 16 se encontravam reunidos muitos daquales que nSlo acreditavamem Deus, provocou gran- de riso: "Perdeu-se, talvez?", disse um deles. "Perdeu-secomoumacrian~a?",disseoutro."Ou estariabemescondido?Tem medode nos?Teria embarcado? Emigrou?"-, gritavam e riam em grandeconfus8o.Ohomem loucopulouno meio deles e os fulminou com seus olhares: "Para onde foi Deus?,gritou.Querodizer-lhes!Fomos nosque o matarnos;vos e eu!Todosnossomos seusassassinos!Mascomo fizemos isso?Como podemosesvaziar o marbebendo-oat&a ultimo gota? Quem nos deu a esponja para dissipar todo o horizonte?Quafaremos paradesamarrar esta terra da corrente da seu sol?Onde & que se move agora? Onde 6 que nos movemos? Fora, totalmente sozinhos? 0nosso n8o 6 um eterno precipitar?E para trds, pelos lados, na frente, de todos os lados?Existeainda umalto e umbaixo?Ndoestamostalvez vagando como atrav&sde um nado infinito?Ndo sopra sobre nos um espqo vazio?Ndo se tornou mais frio? Nbo continua a vir noite, sempre mais noite? Ndo devemos acender lanternas de manhd? N6o ouvimos nada do sstrhpito dos coveiros, enquanto sepultam Daus? N8o farejamos ain- do o cheiro da divina putrefa<do?Tambbm os deusesse decompbem! Deus estd morto! Deus continua morto! E n6s o matamos! Como nos consolaremos, nos, os assassinos de todos os assassinos?Tudo o que de mais sagrado e de mais poderoso o mundo possuia at& hoje se esvaiu em sangue sob nossos punhais; quem limpor6 de nos este sangue? Com qua1 69ua poderemos nos lavar?Quais ritos expiatorios, quaisjogos s a g r ~ d 0 ~deveremosinventor?Ndo 6 demasiadogrande, paranos, agrandezades- ta agio?N60devemos nos mesmos nos tornar douses, para parecer a0 menos dignos deb? Jamais houve uma a ~ d omaior: todos aqueles quavir8o depoisde nospertencerdo,por causa desta a@o,a uma historiamaiselevada do qua o Foram todas as historias 0th hoje!" Nesse momento o homem louco calou-se e de novo dirigiu o olhar sobre seus ouvin- tes: tamb&m eles calavam-se e o olhavam, espantados. Finalmente atirou no chdo sua lanterna, que se despada<oue se apagou. "Venho muito cedo - continuou - ainda ndo t: meu tempo. Este anorme acontecimentoainda @st6a caminho e fazendo seu caminho: ainda n6o chegou at&os ouvidos dos homens. Raio e trov8o requerem tempo, a Iuz das constela- $ 6 0 ~requer tempo, as a@es requeremtempo, mesmo depois de terem sido realizadas, para que sejam vistas e ouvidas. Esta asdo ainda esta sempre mais distante dos homensdo que as mais distantesconstela~des:todavia, Foram eles queo raalizaram!"Conta-setamb&mquao homem louco tenha irrompido,naqualemesmo dia, em diversas igrejas e ai tenha entoado

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