História da filosofia volume 5 (giovanni reale - dario antiseri)

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História da filosofia volume 5 (giovanni reale - dario antiseri)

  1. 1. G. Reale - D. Antiseri HISTORIA DA FILOSOFIA 5 Do Romantismo ao Empiriocriticismo PAULUS
  2. 2. Dados lnternacionais de CatalogapBo na PublicapBo (CIP) (CBmaraBrasileirado Livro. SP, Brasill Reale, G. Historla da filosofia, 5: do romantlsmo ao emplrlocriticismo / G. Reale, D. Antlseri; [tradu@o Ivo Storniolo]. - SBo Paulo: Paulus,2005. - (Colepio historia da filosofia) ISBN 85-349-2359-0 1. Filosofia- Historia I. Ant~seri,D. II. Titulo. Ill. Serie. 05-1795 CDD-109 Storia indices para catalog0 sistematico: 1. Filosof~a:Htstoria 109 Titulo original della filosofia -Volume 111: Dal Romanticismoai nostrigiorni 0Editrice LA SCUOLA, Brescia, Italia, 1997 ISBN 88-350-9273-6 Tradu~tio IvoStorniolo Revistio Zolferino Tonon Irnpresstio e acabarnento PAULUS 0 PAULUS- 2005 Rua Francisco Cruz, 229 04117-091 Slo Paulo (Brasil) Fax (11)5579-3627 Tel. (11)5084-3066 www.paulus.corn.br editorial@paulus.corn.br ISBN 85-349-2359-0
  3. 3. Existem teorias, argumentagbes edis- putas filosoficaspelo fatb de existirem pro- blemasfilosoficos.Assim comonapesquisa cientifica ideias e teorias cientificas sdo respostas a problemas cientificos, da mes- ma forma, analogicamente, na pesquisa filosoficaasteoriasfilosoficassdo tentativas de solugdo dos problemas filosoficos. 0s problemas filosoficos, portanto, existem, sdo inevitaveis e irreprimiveis; envolvem cada homem particular que ndo renuncie a pensar A maioria desses problemas ndo deixa em paz: Deus existe, ou existiriamosapenasnos, perdidos neste imenso universo?0mundo e um cosmo ou um caos?A historia humana tem sentido? E se tem, qual e? Ou, entdo, tudo - a glo- ria e a miseria, as grandes conquistase os sofrimentos inocentes, vitimas e carnifices - tudo acabara no absurdo, desprovido de qualquer sentido? E o homem: e livre e respondvel ou e um simples fragment0 insignificante do universo, determinado em suas aqbes por rigidas leis naturais?A ciencia pode nos dar certezas? 0 que e a verdade?Quaissdo as relaq6es entrerazdo cientifica e fe religiosa?Quandopodemos dizer que um Estado e democratico? E quaissdo os fundamentosda democracia? E possivel obter uma justificaqdo racional dos valoresmais elevados?E quando e que somos racionais? Eis, portanto, alguns dos problemas filosoficos de fundo, que dizem respeito as escolhas e ao destino de todo homem, e com os quais se aventuraram as mentes mais elevadas da humanidade, deixando- nos comoheranga um verdadeiropatrimd- nio de ideias, que constitui a identidade e a grande riqueza do Ocidente. A historia da filosofia ea historia dos problemas filosoficos, das teorias filoso- ficas e das argumenta~besfilosoficas. E a historia das disputas entre filosofos e dos erros dos filosofos. E sempre a his- toria de novas tentativas de versar sobre questbes inevitaveis, na esperanga de conhecer sempre melhor a nos mesmos e de encontrar orientaqbespara nossa vida e motivaqbes menos frdgeis para nossas escolhas. A historia da filosofia ocidental e a historia das ideias que informaram, ou seja, que deram forma a historia do Ocidente. E um patrimdnio para ndo ser dissipado, uma riqueza que ndo se deve perder E exatamentepara tal fim os pro- blemas, as teorias, as argumentaqbes e as disputas filosoficas d o analiticamente explicados, expostos com a maior clareza possivel. * * * Umaexplicaqdo quepretenda ser clara e detalhada, a mais compreensivel na me- dida do possivel, e que ao mesmo tempo oferega explicaqbes exaustivas comporta, todavia, um "efeito perverso", pelo fato de que pode ndo raramente constituir um obstaculo a "memorizaqdo" do complexo pensamento dos filosofos. Esta e a razdo pela qual os autores pensaram, seguindo o paradigma clas- sico do ijeberweg, antepor a exposi~do analitica dos problemas e das ideias dos diferentes filosofos uma sintese de tais problemas e ideias, concebida como instrumento didatico eauxiliar para a me- moriza~ao.
  4. 4. Afirmou-se com justeza que, em linha geral, um grande filosofo e o genie de uma grande ideia: Plat40 e o mundo das ideias, Aristoteles e o conceit0 de Ser; Plotino e a concepq40 do Uno, Agostinho e a "terceira navegaq40" sobre o lenho da cruz, Descartes e o "cogito", Leibniz e as "mbnadas",Kant eo transcendental, Hegel e a dialetica, Marx e a alienaqdo do traba- Iho, Kierkegaard e o "singular", Bergson e a "dura~do",Wittgenstein e os "jogos de linguagem", Popper e a "falsificabilidade" das teorias cientificas, e assim por diante. Pois bem, os dois autores desta obra propoem um lexico filosofico, um diciona- rio dos conceitosfundamentaisdosdiversos filosofos, apresentados de maneira did& tica totalmente nova.Seassinteses iniciais s4o o instrumento didatico da memoriza- ~ a o ,o Iexico foi idealizado e construido como instrumento da conceitualiza@o;e, juntos, uma especie de chave quepermita entrar nos escritos dos filosofos e deles apresentar interpreta~oesque encontrem pontos de apoio mais solidos nos proprios textos. * * * Sinteses, analises, Iexico ligam-re, portanto, d ampla e meditada escolha dos textos, pois os dois autores da presente obra est4o profundamente convencidos do fato de que a compreensdo de um fi- Iosofo se alcan~ade mod0 adequado ndo so recebendo aquilo que o autor diz, mas lanqando sondas intelectuais tambem nos modos enosjargdes especificosdos textos * * * Ao executar este complexo traqado, os autoresse inspiraram em &ones psico pedagogicos precisos, a fim de agilizar a memoriza@o das ideias filosoficas, que s4o as maisdificeisdeassimilar:seguiram o metodo da repetiqdo de alguns conceitos- chave, assim como em circulos cada vez maisamplos, que v4ojustamente da sintese d analise e aos textos. Tais repetigdes, re- petidas e amplificadas de mod0 oportuno, ajudam, de mod0 extremamente eficaz, a fixar na atenqdo e na memoria os nexos fundantes e as estruturas que sustentam o pensamento ocidental. Buscou-setambem ofereceraojovem, atualmente educado para o pensamento visual, tabelas que representam sinotica- mente mapas conceituais. Alem disso, julgou-se oportuno enri- quecer o texto com vasta e seleta serie de imagens, que apresentam, alem do rosto dos fil6sofos, textose momentos tipicosda discussdo filosofica. Apresentamos,portanto, um textocien- tifica e didaticamente construido, com a intencdo deoferecer instrumentosadequa- dos para introduzir nossos jovens a olhar para a historia dos problemas e das ideias filosoficas como para a historia grande, fascinantee dificil dosesfor~osintelectuais que os mais elevados intelectosdo Ociden- te nos deixaram como dom, mas tambem como empenho.
  5. 5. indice de nomes, XVII mem romhtico, 11;5. IdCias fundamentais indice de conceitos fundamentais, XXI do romantismo, 12; 5.1. A sede do infinito, 12; 5.2. 0 novo sentido da natureza, 12; 5.3. 0 sentido de "piinico" pela pertenqa Primeira parte ao uno-todo, 12; 5.4. A funqgo do gtnio e da criaqio artistica, 12; 5.5. 0 anseio pela O MOVIMENTO liberdade, 13;5.6. A reavaliaqio da religiio, ROMANTICO 13; 5.7. A influtncia do elemento clhssico e outros temas especificos, 13; 6. A prevalcn- E A FORMACAO cia do "contetido" sobre a forma, 13; 7. As DO IDEALISM0 ligaq6es entre romantismo e filosofia, 13. Capitulo primeiro G2nese e caracteristicas essenciais do romantismo 3 I. 0 "Sturm und Drang" 3 1.As premissas histbricas, 3; 2. As idCias e as caracteristicas de fundo do "Sturm und Drang", 4; 3. Gtnese e difusao do movi- mento, 5. 11.0 papel desempenhado pel0 classicismo em relaqiio ao "Sturm und Drang" e ao romantismo 6 1. 0 "Sturm und Drang" como prehidio do romantismo, 6; 2. 0 novo sentido do clhssico e da imitagio dos clhssicos, 7; 3. A importiincia do renascimento do clissico na arte e na filosofia dos romiinticos, 7. 111.A complexidade do fen6meno romiintico e suas caracteristicas essenciais 9 1.Como deve ser delineado o problema da definiqio do romantismo, 10;2. A gfnese do termo "romiintico", 10; 3. 0 s tempos e os lugares em que se desenvolveu o romantis- mo, 11;4. A caracteristira espiritual do ho- Capitulo segundo 0 s fundadores da Escola romintica: os Schlegel, Novalis, Schleiermacher, o poeta Holderlin e as posi@es de Schiller e de Goethe 15 I. A constituiqiio do circulo dos rominticos, a revista "Athenaeum" e a difusiio do romantismo - 15 1.Jena e o circulo dos Schlegel, 15. 11.Friedrich Schlegel, o conceit0 de "ironia" e a arte como forma suprema do espirito 16 1.0conceit0de "ironia" em sentidor o m h tico, 16; 2. A arte como sintese de finito e infinito, 17. 111.Novalis: do idealism0 migico ao cristianismo como religiiio universal 18
  6. 6. 1.0idealismo migico: arte e filosofia como magia, 18; 2. 0 cristianismo como religiiio universal, 19. IV. Schleiermacher: a interpretagiio da religiio, o relanqamento de Platio e a hermengutica 20 1. A importiincia de Schleiermacher,20; 2. A interpretagiio romintica da religiio, 21; 3 . 0 grande relangamento de Platio, 21; 4. Ori- gens da hermentutica filos6fica, 22. V. Holderlin e a divinizagio da n a t u r e z a 23 1. Um poeta tipicamente "rom~ntico",23. VI. Schiller: a concepqiio da "alma bela" e da educaqio estttica - 24 1.Vida e obras, 24;2. A beleza como escola de liberdade, 24; 3. Poesia ingcnua e poesia sentimental, 25. VII. Goethe, suas relag6es com o romantismo e a concepqio da natureza - 26 1. As relag6es com o "Sturm und Drang", 26;2. Natureza, Deus e arte, 26;3. "Wilhelm Meister" como romance de formagiioespiri- tual, 27; 4. 0 significado de Fausto, 28. TEXT^^ - F. Schlegel: 1. Rumo a nova mitologia, 29; Novalis: 2. Cristandade ou Europa, 30; Schleiermacher: 3. A herme- n8utica, 33. Capitulo terceiro Outros pensadores que contribuiram para a superaqiio e a dissolu@o do Iluminismo e preludios do Idealism0 35 I. Hamann: a revolta religiosa contra a raziio iluminista - 35 1. 0 s limites da razio dos iluministas, 35. 111.Herder: a concepqio antiiluminista da linguagem e da historia - 39 1. 0 homem C "criatura da lingua", a his- t6ria C obra de Deus, 39. IV. Humboldt e o ideal de humanidade- 41 1. 0 "espirito da humanidade", 41. V. 0 s debates sobre as aporias do kantismo e os preliidios do idealismo- 42 1. As criticas de Reinhold ao kantismo, 42; 2. As criticas de Schulze ao kantismo, 42; 3. As criticas de Maimon i "coisa em sin kantiana, 43; 4. As criticas de Beck, 43. Segunda parte FUNDACAO E ABSOLUTIZACAO ESPECULATIVA DO IDEALISM0 Capitulo quarto Fichte e o idealismo i t i c o 47 I. A vida e as obras 47 1. A leitura iluminadora de Kant, 47; 2. 0 period0 berlinense, 48. 11. 0 idealismo de Fichte 49 1.A superagiiodo pensamento kantiano, 49; 2. Do "Eu penso" ao "Eu puro", 50. 111. A "doutrina da c i t n c i a " 51 1. 0 primeiro principio do idealismo de Fichte: o Eu p6e a si mesmo, 51;2 . 0 segun- do principio: o Eu op6e a si um 60-eu, 52; 3. 0 terceiro principio: a oposigio no Eu do eu limitado ao niio-eu limitado, 52; 4. Explicagiio idealista da atividade cog- noscitiva, 53; 5. Explicagio idealista da atividade moral, 53. 11. Jacobi e a reavaliaqiio da ft- 37 1. A poltmica contra Spinoza, 37; 2. 0 antiintelectualismo, 37; 3. A reavaliagiio da fC. 38. IV. Problemas morais 55 1. Fundagio idealista da Ctica, 55; 2. Signi- ficado e funcio do direito e do Estado, 56; 3. 0 papel hist6rico da nagiio alemz, 56.
  7. 7. Jndice geral IX V. A segunda fase do pensamento de Fichte (1800-1814) 57 1.Relagoes e diferengas entre as duas fases da filosofiade Fichte, 57; 2. Aprofundamen- tos do idealismo em sentido metafisico, 57; 3. A componente mistico-religiosa no segundo Fichte, 58. VI.Conclus6es: Fichte e os romiinticos 59 1.0idealismodeFichteCidealismo"Ctico", 59. MAPACONCEITUAL - 0 EU puro e os trts principios fundamentais da doutrina da citncia, 60. TEXTOS-J. G. Fitche: 1.Primeira introdu@o a doutrina da ciBncia (1797), 61. Capitulo quinto Schelling e a gestaqio romintica do idealism0 77 I. A vida, o desenvolvimento do pensamento e as obras de Schelling 77 1.A vida e as obras, 77. 11. 0 s inicios do pensamento de Schelling em Fichte (1795-1796) e a filosofia da natureza (1797-1799) 79 1.0ponto de partida: o idealismode Fichte, 79; 2. A unidade de espirito e natureza, 80; 3. A natureza como gradual desdobramento da inteligincia inconsciente, 80; 4. A alma do mundo e a natureza do homem, 81. 111.Idealism0 transcendental e idealismo estktico ( 1 8 0 0 ) 82 1.Partir do subjetivopara atingir o objetivo, 82; 2. A "atividade real" e a "atividade ideal" do Eu: o ideal-realismo, 83; 3. A ati- vidade estttica, 83; 4. A atividade da arte e as caracteristicas da criagiio artistica, 84. V. As ultimas fases do pensamento de Schelling- 87 1.A fase da teosofia e da filosofia da liber- dade (1804-1811),87; 1.1.A natureza de Deus, 87; 1.2. A justificagio metafisica da luta entre o bem e o mal, 87; 2. A "filosofia positiva" (a partir de 1815), 88. VI.Conclus6es sobre o pensamento de Schelling 89 1.Urn juizo hist6rico dificil, 89 MAPACONCEITUAL - A filosofia da identida- de, 90. TEXTOS- Schelling: 1. A necessidade da filosofia da natureza, 91; 2. Caracteristica da produ~iioeste'tica, 91; 3. 0 verdadeiro drgiio da filosofia: a arte, 92. Capitulo sexto Hegel e o idealismo a b s o l u t o 95 I. A vida, as obras e a gcnese do pensamento de Hegel 95 1.A vida, 96; 2. 0 s escritos hegelianos: as obras da juventude e as obras-primas da maturidade, 97; 3. Diversas avaliagoes das obras-primas de Hegel, 97. 11. 0 s fundamentos do sistema - 99 1. 0 s fundamentos do pensamento hege- liano, 100; 2. A realidade como espirito: determinagio preliminar da nogio hegelia- na do espirito, 101; 2.1. A realidade niio C "subst2ncia", mas "sujeito" ou "espirito", 101; 2.2. Critica a Fichte, 101; 2.3. Critica a Schelling, 102; 2.4. A nova concepgio hegeliana do espirito como infinito; 2.5. 0 espirito como processo que se autocria em sentido global, 103;2.6.0 processo triadic0 do espirito em sentido "circular" dialitico, 103; 2.7. Alguns corolirios essenciais do pensamento hegeliano, 104; 2.8. 0 "nega- tivo" como momento dialCtico que leva o espirito ao positivo, 104;3. A dialitica como lei suprema do real e como processo do pen- samento filosofico. 104: 3.1.0 mitodo aue IV. A filosofia da identidade torna possivel o cdnhecjmento do absolAo, (1801-1804) 104; 3.2. Diferengas entre a dialttica he- 84 geliana e a clissica dos gregos, 105; 3.3 A 1.A raziio como absoluto. 84; 2. A identi- estrutura triadica do Drocesso dialitico. 106: dade absoluta, 85; 3. Da identidade infinita 3.4.0 primeiro moriento da dialttica (tese); absoluta 2realidade finitae diferenciada,85. 106; 3.5. 0 segundo momento da dialitica
  8. 8. (antitese),107;3.6.0 terceiro momento da dialitica ou momento especulativo (sintese), 108; 4. A dimensiio do "especulativo", o significado do "aufheben" e a "proposi- qiio especulativa", 108; 4.1. 0 momento "especulativo" como novidade da dialitica hegeliana, 108; 4.2. 0 momento "espe- culativo" como "superaqio" no sentido de "retirada-conservaqiio" dos momentos precedentes, 109; 4.3. A "proposiqiio" ou "juizo" no sentido tradicional e no novo sentido especulativo, 109. 111.A "fenomenologia do espirito" 110 1. Significado e finalidade da "fenomeno- logia do espirito", 111; 1.1. 0 problema da passagem da consciincia comum para a raziio, 111; 1.2. A passagem da conscihcia finita ao absoluto, 111; 1.3. A "fenome- nologia" como historia da conscihcia do individuo e historia do espirito, 112; 2. A trama e as "figuras" da "fenomenologia", 112; 2.1. As etapas do itineririo fenome- nologico, 112; 2.2. A primeira etapa: a consciEncia (certeza sensivel, percepqiio e intelecto), 113; 2.3. A segunda etapa: a autoconsci~ncia(dialetica de senhor-servo, estoicismo-ceticismo e conscihcia infeliz), 113; 2.4. A terceira etapa: a raziio, 114; 2.5. A quarta etapa: o espirito, 115; 2.6. A quinta etapa: a religiiio, 115; 2.7. A etapa conclusiva: o saber absoluto, 116. IV. A logica 116 1.A nova concepqiio da logica, 117; 1.1.A 16gica hegeliana vai alem da 16gica formal e alim da 16gica transcendental, 117; 1.2. A logica hegeliana como "filosofia primeira" (metafisica em sentido idealista), 117; 1.3. A logica hegeliana como exposiqiio de Deus antes da criaqiio do mundo, 118; 1.4. 0 des- dobramento dialitico global da 16gica he- geliana,118;2.Alogica doser;119;3.A logica da esshcia, 119; 4. A logica do conceito, 120; 4.1. A 16gica "subjetiva", 120; 4.2. 0 significado de "conceito", 120; 4.3. 0 sig- nificado de "juizo", 121;4.4.0 significado de "silogismo", 121; 4.5. 0 significado de "idiia", 122. V. A filosofia da natureza 122 1.As sugest8es que determinam as caracte- risticas da filosofia da natureza, 122; 2. 0 esquema dialetico da filosofia da natureza, 124. VI. A filosofia do e s p i r i t o 124 1. 0 espirito e seus tres momentos, 125; 2. 0 espiritosubjetivo, 126;3 . 0 espiritoobjetivo, 126; 3.1. A concep~iiohegeliana do espirito objetivo, 126; 3.2. 0 s tris momentos do espirito objetivo, 126; 3.3. A natureza do Estado, 127; 3.4. A natureza da historia e a filosofiada historia, 127;3.5. Arealizaqiiodo espiritoobjetivona historia, 128;4 . 0 espirito absoluto: arte, religiio efilosofia, 128;4.1.0 "retorno a si mesma" da idiia, 128; 4.2. AS formas do auto-saber-sedo espirito:arte, reli- giiioe filosofia, 128;4.3. As articulaq6es dia- liticas da arte, da religiiio e da filosofia, 129. VII. Algumas reflexoes conclusivas 129 1."0que esti vivo e o que esti morto" na filosofia de Hegel, 130. MAPACONCEITUAL - Necessidade da ciincia do absoluto, 132; 0sistemada ciincia, 133. TEXTOS- G. W. F. Hegel: a necessidade de que a filosofia seja cihcia sistemitica do absoluto: 1.A natureza do saber cientifico e o absoluto como espirito, 134; 2. 0papel da Fenomenologia do espirito, 136; 3. A natureza da verdade filosdfica,seu me'todo e a proposi@o especulativa, 138; A Logica: 4. As articula~6esdo elemento ldgico e a diale'tica, 141; A filosofia da natureza: 5. A concep@io hegeliana da natureza, 142; A filosofia do espirito: 6. 0 espirito em seus t r b momentos, 145; 7. A racionalidade do Estado e da histdria, 146. Terceira parte DO HEGELIANISM0 A 0 MARXISM0 Capitulo sktimo Direita e esquerda hegeliana. Feuerbach e o socialismo utopico 151 I. A direita h e g e l i a n ~151 1.Um problema para os discipulos de Hegel: o cristianismo 6 compativel com a filosofia hegeliana?, 151; 2. A direita hegeliana: de- fesa e justificaqiio do cristianismo por meio da "raziio" hegeliana, 152;3.0s expoentes mais significativosda direita hegeliana, 152.
  9. 9. 11. A esauerda he~eliana 153 176; 9. 0 materialism0 historico, 177; 10. 0" materialismo dialktico, 178; 11.A luta de 1. David Friedrich Strauss: a humanidade classes, 179; antagonismo entre como uni3o entre finito e infinito, 153; 2. Bruno Bauer: a religiao como "desventura burguesia e proletariado, 179; 11.2. Da sociedadefeudal a sociedadeburguesa, 180; do mundo", 154; 3. Max Stirner: "eu depo- Da sociedade burguesa A hegemonia sitei minha causa no nada", 154;4. Arnold Ruge: "a verdade submete em massa todo do proletariado, 180; 12. "0Capital", 180; o mundo", 156. 12.1. 0 valor das mercadorias C determi- nado nelo trabalho. 180: 12.2. 0 conceit0- r 111.Ludwig Feuerbach de "mais-valia", 181; 12.3. 0 processo da e a reduqso da teologia acumula@o capitalista, 182; 13. 0 adven- to do comunismo, 182; 13.1. A passagem a antropologia necessiria de uma sociedade classista para 1. Vida e obras, 157; 2. N5o i Deus que uma sociedade sem classes, 182; 13.2. A cria o homem, mas o homem que cria Deus, ditadura do proletariado, 183. 1-57;3. A teologia 6antropologia, 158;4-0 M A ~ ACONCEITUAL - K. M ~ ~ ~ :~ ~ t ~ ~ "humanismo" de Feuerbach, 159. e comunismo, 185. IV. 0 socialismo utopico: Claude-Henri de Saint-Simon, Charles Fourier e Pierre-Joseph Proudon- 1.Saint-Simon: a cicncia e a tCcnica como base da nova sociedade, 161; 1.1.A lei do progresso: os "periodos orgiinicos"e os "pe- riodos criticos", 161; 1.2. A era da filosofia positiva, 161; 1.3. A difus3o do pensamento de Saint-Simon, 162; 1.4. Desenvolvimen- tos mistico-rominticos do saintsimonismo, 163; 2. Charles Fourier e o "mundo novo societario", 163; 2.1. A racionalizag50 das paix6es, 163; 2.2. A nova organizagao do trabalho e da sociedade, 164; 3. Pierre- Joseph Proudhon: a autogestagao operaria da produgiio, 165; 3.1. A propriedade 6 "urn furto", 165; 3.2. A justiga como lei do progresso social, 166; 3.3. Critica ao coletivismo e ao comunismo, 166. T~xros- L. Feuerbach: A teologia e' antro- pologia, 167. Capitulo oitavo Karl Marx e Friedrich Engels. 0materialismo historico-dialktico 169 I. Karl Marx 169 1. Vida e obras, 171; 2. Marx, critico de Hegel, 173; 3. Marx, critico da esquerda hegeliana, 173;4. Marx, critico dos econo- mistas classicos, 174; 5. Marx, critico do socialismo ut6pic0, 175; 6. Marx, critico de Proudhon, 175; 7. Marx e a critica A religiiio, 175; 8. A alienagso do trabalho, 11.Friedrich Engels e a fundaqiio do "Diamat" - 186 1. A dialktica: uma "representag30 exata" da totalidade do real, 186; 2. Engels contra Diihring, 187. 111. Problemas abertos 188 1. Criticas ao materialismo historico e dialitico, 188; 2. Religiio e estitica: duas brechas no interior da concepq30 marxista, 189; 3. 0 s economistas contra Marx, 190. TEXT~S- K. Marx: 1.A religiiio e' o dpio do povo, 191;2. A aliena@o do trabalho, 191; 3 . 0 materialismohistdrico, 194;4.As ide'ias da classe dominante siio sempre as ide'ias dominantes, 195;5. A estrutura econ8mica determina a superestrutura ideolbgica, 195; 6.0 materialismodiale'tico, 195;7.A hist6ria e' histdria de lutas de classes, 196;F. Engels: 8. 0advent0 inevitaueldo socialismo, 197. Quarta parte OS GRANDES CONTESTADORES DO SISTEMA HEGELIANO Capitulo nono Herbart e Trendelenburg. Relanqamento do realism0 e critica da dialktica hegeliana 201
  10. 10. I. 0 realismo de Johann Friedrich Herbart - 201 1.Vida e obras, 202; 2. A tarefa da filosofia, 202; 3 . 0 ser C uno; os conhecimentos sobre o ser siio multiplos, 203; 4. A alma e Deus, 204; 5. EstCtica, 204. 11.Adolf Trendelenburg, critic0 da "dialktica hegeliana" 205 1.A posiqiio de Trendelenburg, 205; 2. A "negaqiio" sobre a qua1 se fundamenta a dialitica de Hegel implica uma confusiio entre "contradiqiio" 16gica e "contrarieda- de" real, 205. Capitulo dicimo Arthur Schopenhauer: o mundo como "vontade" e "representaqio" 207 I. Vida e obras 208 1.Schopenhauer: a vida, asobras ea influin- cia destas sobre a cultura sucessiva, 208. 11.0 mundo como representaqio 210 1. Que o mundo seja representaqiio C uma verdade antiga, 210; 2. As duas componen- tes da representaqiio: sujeito e objeto, 210; 3. Superaqiio do materialism0 e do realismo e revisiio do idealismo, 211; 4. As formas a priori do espaqo e do tempo e a categoria da causalidade, 211. 111. 0 mundo como vontade - 212 1.0 mundo como fen6meno C ilusiio, 212; 2. 0 corpo como vontade tornada visivel, 212; 3. A vontade como essincia de nosso ser, 213. IV. Dor, libertaqio e redenqio- 214 1.A vida oscila entre a dor e o tCdio, 214; 2. A libertaqiio por meio da arte, 215; 3. Ascese e redenqiio, 215. MAPACONCEITUAL - 0 mundo como repre- s e n t ~ @ ~ ,isto e', como fenemeno, 217. TEXTOS-A. Schopenhauer: 1. "0mundo 6 uma representago minha", 218; 2. A vida de cada individuo e' sempre uma trage'dia, 219; 3. 'A base de todo querer e'necessidade, car8ncia, ou seja, doc 220. Capitulo dicimo primeiro Soren Kierkegaard: a filosofia existencial do "individuo" e a "causa do c r i s t i a n i ~ m o " ~223 I. Uma vida que nio brincou com o cristianismo 225 1.A culpa secreta do pai, 225; 2. Por que Kierkegaard niio desposou Regina Olsen, 226. 11. A obra de Kierkegaard, o "poeta cristio", e seus temas de fundo 227 1. Defesa do "individuo", 227; 2. 0 tema da fC, 227; 3. 0 s temas da "angustia" e do "desespero", 228; 4. 0 carhter religioso da obra de Kierkegaard, 228. 111.A descoberta kierkegaardiana da categoria do "individuo" 229 1.A categoria do "individuo", 229; 2. 0 "fundamento ridiculo" do sistema hegelia- no, 230; 3. Centralidade da categoria do "individuo", 230. IV. Cristo: irrupqio do eterno no tempo 230 1. A verdade cristii nio deve ser demons- trada, 230; 2. 0 principio do cristianismo, 232. V. Possibilidade, angustia e desespero 232 1. A possibilidade como mod0 de ser da existincia, 232; 2. A angustia como puro sentimento do possivel, 232; 3 . 0 desespero como doenqa mortal, 233. VI.Kierkegaard: a cigncia e o cientificismo 234 1.Se C Deus que tem a precedencia, a ciincia tem um limite intransponivel, 234. VII. Kierkegaard contra a "teologia cientifica" 236 1. A teologia niio C ciencia, mas "sabedoria do espirito", 236.
  11. 11. MAPAC O N C E ~ A I ~-A filosofidexistential,237. TEXTOS- S. Kierkegaard: 1. Estagio este'- tico, estagio e'tico e estagio religioso, 238; 2. 0indiuiduo, 239; 3. A existgncia como possibilidade, 240; 4. A escola da angustia, 240; 5. A unica certeza e' a e'tico-religiosa, 241. Quinta parte A FILOSOFIA NA FRANCA E NA ITALIA NA ERA DA RESTAURACAO Capitulo dkimo segundo A filosofia na Franga na era da Restauraqiio entre "ideologos", "espiritualistas" e "tradicionalistas" 245 I. 0 s ideologos 245 1. As duas linhas filos6ficas que caracteri- zaram a passagem do sCculo XVIII para o sCculo XIX na Fran~a,245; 2. Conceitos essenciais dos ideblogos, 246; 3. Destutt de Tracy, 246; 4. Cabanis, 246. 11. 0 espiritualismo de Maine de Biran 247 1.A conscitncia como sentimento de exis- tencia individual, 247; 2. A consciencia como f o r ~ aagente e vontade, 248. 111.Victor Cousin e o espiritualismo eclktico 249 1.0 caminho da observa@o interior, 249. IV. 0 s tradicionalistas 251 1. Caracteristicas essenciais dos tradi- cionalistas, 251; 2. Louis de Bonald, 251; 3. Joseph de Maistre, 252. TEXTOS- L. de Bonald: 1. 0 catolicismo, principio da sociedade civile de conserua@o social, 253; J. de Maistre: 2. 0papado criou e salvou a Europa, 254. Capitulo dkcimo terceiro A filosofia italiana na epoca da Restauraqiio. Empenho social, milicia e revolugiio em Romagnosi, Cattaneo e Ferrari 257 I. A "filosofia civil" de Gian Domenico Romagnosi 257 1.A mente hurnana procede da sintesepara a analise, 257; 2. A "filosofia civil" como conhecimento do "homem social", 258. 11.A filosofia e o federalismo em Carlos Cattaneo 259 1. Carlos Cattaneo: "a filosofia C uma mi- licia", 260; 2. A filosofia como "ci6ncia" das "mentes associadas", 260; 3. A teoria politica do federalismo, 260. 111.Giuseppe Ferrari e a "filosofia da revolu@ofl- 261 1.Niio A raziio "abstrata", sim ao positivis- mo que instaura a "Cpoca da ciencia", 262. TEXTOS- C. Cattaneo: 1.0 direito federal, 263; 2. As patrias locais, 264. Capitulo dkimo quarto 0 s tr2s pensadores italianos da era da Restauraqiio que propuseram wm retorno a filosofia espiritualista e a rnetafisica: Galluppi, Rosmini e Gioberti - 265 I. Pascal Galluppi e a "filosofia da experihcia" - 265 1.Vida e obras, 265; 2. A realidade do eu e a existencia do mundo exterior, 266; 3. 0 principio de causalidade e a demonstra- $50 da existencia de Deus, 266; 4. A fun- daqZo dos valores morais, 266. 11.Ant6nio Rosmini e a filosofia do "ser ideal" 268 1.A vida e as obras, 269; 2. Critica do sen- sismo empirista e do apriorismo kantiano, 270; 3. A idCia do ser, sua origem e sua natureza, 270; 4. 0 "sentimento corp6reo fundamental" e a "realidade do mundo externo", 272: 5. Pessoa, liberdade e pro-
  12. 12. ~riedade,272; 6. Estado, Igreja e o principio da moralidade, 274. 111.Vincenzo Gioberti e a filosofia do "ser real" 274 1.A vida e as obras, 275; 2. Contra o "psi- cologismo" da filosofia moderna, 276; 3. A "formula ideal", 276; 3.1. A filosofia como reflex20 sobre a revelaqiio originiria de Deus, 276; 3.2. Primeira parte da formula ideal: o ente existe necessariamente, 277; 3.3. Segunda parte da formula ideal: o ente cria o existente, 277; 3.4. Terceira parte da formula ideal: o existente retorna ao ente, 277; 4. 0 "primado moral e civil dos ita- lianos", 278. TEXTOS- P. Galluppi: 1.Demonstra@o da existincia de Deus, 279; A. Rosmini: 2. A ide'ia do ser, 279; 3. 0 momento privilegia- do da "ilumina@o", 280; 4. A "pessoa", 281; 5. Liberdade de ensino, 282; 6. A bene'fica influBncia do cristianismo sobre a sociedade civil, 282; V. Gioberti: 7. Sobre o catolicismo, 283; 8. A fun~iiodo papado e do catolicismo na histdria da humanidade, 284. Sexta parte 0 POSITIVISM0 NA CULTURA EUROPEIA Capitulo dicimo quinto 0 positivismo sociologico e utilitarista 287 I. 0 positivismo: linhas gerais- 287 1. Desenvolvimentos da sociedade e pro- gressos da cihcia na Cpoca do positivismo, 288; 2. 0 s pontos centrais da filosofia po- sitivista, 288. 11. Auguste Comte e o positivismo sociol6gico - 290 1.A lei dos tr@sestagios, 291; 2. A doutrina da citncia, 292; 3. A sociologia como fisica social, 294; 4. A classificaqio das cihcias, 295; 5. A religiio da humanidade, 296. MAPACONCEITUAI. - 0 poSitiuismosociold- gico, 297. 111.A difusiio do positivismo na Franqa 298 1.As figuras significativas de Laffitte, LittrC, Renan e Taine, 298; 2. Claude Bernard e o nascimento da medicina experimental, 299. IV. 0 positivismo utilitarista ingles 300 1.0 s principais representantes do positivis- mo utilitarista inglcs, 301; 2. 0 pensamento de Malthus, 301; 3. A economia classics, 302; 3.1. Adam Smith, 302; 3.2. David Ri- cardo, 302; 4. Robert Owen: do utilitarismo ao socialismoutopico, 303; 5 . 0 utilitarismo deJeremiah Bentham, 304; 6 . 0 utilitarismo de James Mill, 304. V. John Stuart Mill: entre 16gica indutiva e defesa da liberdade do individuo 306 1.Acrise dos vinte anos, 307; 2 . 0 silogismo C estkril: niio aumenta nosso conhecimento, 308; 3. 0 principio de indu@o: a unifor- midade da natureza, 308; 4. As cihcias morais, 309; 5. A defesa da liberdade do individuo, 310. MAPACONCEITUAI. - Ldgica, 311. TEXTOS-A. Comte,312;1.A leidos trds esta- gios,312;2.A constru@oda sociologiacomo fisicasocial, 313;J. S. Mill: 3. Por quee'neces- sario restringira interven@odo Estado, 315. Capitulo dicimo sexto 0 positivismo evolucionista e materialista 317 I. 0 positivismo evolucionista de Herbert Spencer 317 1.Religiio e cihcia s5o "correlatas", 318; 2. 0 papel da filosofia no pensamento de Spencer, 319; 3. A evoluq5o do universo: do homogheo ao heterogtneo, 320; 4. 0 evolucionismo em biologia, 320; 5. 0 evo- lucionismo em psicologia, 320; 6. 0 evolu- cionismo em sociologia e em Ctica, 321. MAPACONCEITUAL - 0 positivismo evolu- cionista, 322. 11. 0 positivismo na Itilia, com particular atenqiio ao pensamento de Roberto Ardigo 323
  13. 13. 1. A filosofia deve estar ligada com o desenvolvimento das teorias cientificas, 324; 2. A posiq2o de Roberto Ardigo, 324; 2.1. Da sacralidade da religi2o 2 sacralidade do "fato", 324; 2.2. 0 ignorado n2o i o incognoscivel, 325; 2.3. A evoluq2o como passagem do indistinto ao distinto, 325; 2.4. Moral e sociedade, 326. 111.0 positivismo materialista na Alemanha 327 1.Contra as metafisicas da transcendincia, 327; 2. 0 s principais representantes, 328. T e x ~ o s- H. Spencer: 1.Niio ha antagonis- mo entre cibncia e religiiio, 329. Sitima parte 0 DESENVOLVIMENTO DAS CIENCIAS NO SECULO XIX, 0 EMPIRIOCRITICISMO E0CONVENCIONALlISMO Capitulo dkcimo sktirno 0 desenvolvimento das cisncias no skulo XIX -333 I. Questoes gerais 333 I. Ciincia e filosbfia no siculo XIX, 333; 2. Alguns resultados "ttcnicos" da pesquisa cientifica no siculo XIX, 334. 1.Da "aritmetiza@o da analise" A "logiciza- @Oda aritmitica", 335;2. GeorgeBoole ea 81- gebra da logica, 335; 3. Das geometrias n2o- euclidianas ao programa de Erlangen, 336. 111.As geometrias nzo-euclidianas 337 1. A geometria euclidiana e a quest20 do quinto postulado, 337; 2. 0 nascimento das geometrias n2o-euclidianas, 339; 3. 0 significado filosofico da geometria nio-eu- clidiana, 341. IV. A teoria da evolu@o biologica 342 1. 0 debate sobre a "evolu@o" na Fransa: Lamark,Cuvier eSaint-Hilaire,342;2. Char- les Darwin e "a origem das esptcies", 343; 3. A origem do homem, 344. V. A fisica no skculo X I X 346 1.A fisica nos inicios do siculo, 346; 2. 0 mecanicismodeterminista como "programa de pesquisa", 346; 3. Da eletrostatica B ele- trodinsmica, 348; 4. 0 eletromagnetismo e a nova sinteseteorica, 348; 5 . 0desencontro com a mec2nica de Newton, 350. VI.A lingiiistica: Humboldt, Bopp, a "lei de Grimm" e os "neogramiiticos" 351 1.W. von Humboldt: a lingua cria o pensa- mento, 351; 2. A construqiio da "gramitica comparada", 351; 3. 0 contributo dos "neogram~ticos",352. VII. 0 nascimento da psicologia e x p e r i m e n t a h 353 1.A "lei psicofisica fundamental" deWeber- Fechner, 353; 2. W. Wundt e o laboratorio de psicologia experimental de Leipzig, 354. VIII.Nas origens da sociologia c i e n t i f i c a 355 1. ~rnileDurkheim e as "regras do rnttodo sociol6gico", 355; 2. 0 suicidio altruista e egoista, 356; 3. 0 suicidio antimico, 357; 4. Influincias de Durkheim, 357. Capitulo dkcimo oitavo 0 &piriocriticismo de Richard Avenarius e Ernst Mach, e o convencionalismo de Henri Poincari e Pierre Duhem 359 I. 0 empiriocriticismo 359 1.Richard Avenarius, 360; 1.1.Significado do termo empiriocriticismo, 360; 1.2. A concep~Zoda "experiincia pura", 360; 1.3. 0 retorno ao conceit0 "natural" de mundo, 361; 2. Ernst Mach, 362; 2.1. A concepq2o biologica da ciincia como adap- taq2o ao ambiente, 362; 2.2. Como nascem os problemas e suas soluqiies, 362; 2.3. Cri- ticas B mecsnica newtoniana, 364.
  14. 14. 11. 0 convencionalismo de Henri Poincari e Pierre Duhem 365 1.0 convencionalismo moderado de Poin- carC, 366; 1.1.A convenq50 niio C arbitrio, 366; 1.2. A teoria institui o fato e "a expe- rihcia C a unica fonte da verdade", 367; 1.3. 0 s axiomas da geometria como defini- q6es mascaradas, 368; 2. Pierre Duhem e a natureza da teoria fisica, 368; 3.Controles holisticos e nega@es do experimentum crucis, 369. TEXTOS- E. Mach: 1.A ciEncia "se tornou o fator biologicamentee culturalmentemais propicio", 370; 2. A fun@o das hipoteses na pesquisa cientifica, 370; 3. A cizncia economiza a experiEncia, 371; H. PoincarC: 4. 0 valor cognoscitivo da ciEncia, 372; P. Duheim: 5. 0 papel da hist6ria da cizncia, 373.
  15. 15. AGAZZIE., 339 AGOSTINHODE HIPONA,272, 275 ALEMBERT,J. B. LE RONDD', 291 AMPBREA. M., 348 ANGIULLIA., 323,324 Aporti F., 270 A R D I G ~R., 287,288,324-326 ARIST~TELES,36, 51, 118, 119, 120, 205,249, 258, 268, 270, 313,338 ARONR., 357 ARRHENIUSS. A., 334 ASTF.,34 AVENARIUSR., 332, 359,360-361 BAADER,F. VON, 88 BABBAGEC., 330 BABEUFF.-N., 169 Baccelli G., 325 BACONF., 290,293 BAER,K.E. VON,334 BAUERB., 153, 154, 156, 169, 171,172 BAUERE., 172 Baugh A. C., 10 BECCARIAC., 302,304 BECKJ. S., 42,43 BEDSDORFF,351 BEHRING,E. VON, 334 BENEKEF. E., 205 BENTHAMJ., 300, 301, 302, 304, 305,306,309,321 Berchet J., 16 BERGSONH., 248,249,366 BERKELEYG., 70, 207, 210, 218, 269,272 * Neste indice: BERNARDC.,288,298,299,334,346 Bernstein E., 188 Berzelius J. J., 288, 334 Bichat X., 295 Binet A., 354 Biot J. B., 347, 369 Biran, M. de, 246,247-248,249 Blainville H.-M., 295 Blanc L., 163, 169 Blanqui A., 163 BOAVENTURA,SHO,272 BOHMEJ., 88 BOLYAIJ., 288,339 BONALD,L. DE,251-252, 253- 254.277 BOOLEG., 335,336 Bow F.,351, 352 BRENTANOF., 205 BREWSTERD., 347 BRUGMANNK., 353 BRUNOG., 323 BUCHNERL., 327,328 BUFFONG.-L., 343 CONDILLACB., 246,247,249,257, 265,268,270 CONDORCETM.-J.-A., 291,293 CONRADIK., 151,152 COPBRNICON., 295,343 CORRENSC., 334 COULOMB,C. A. DE,348 COUSINV., 246,247,249-250,275 CROCEB., 13,145 Cuoco V., 258 CUVIERG.,342 DANDOLOG., 326 DARWINC., 288, 317, 318, 333,343-345, 354 De Ruggiero G., 6 DESANCTISF., 207 DESARLOF., 355 DEVRIESH., 334 DEDEKINDR.. 288.335.336, , , DELBRUCKB., 353 DESCARTESR., 111,207,210,218, A 248.249.262.265.275.276, CABANISP.-J. G., 245,246-247 Calderon de la Barca P., 212 CANNIZZAROS., 334 CANTORG., 288,335,336 CATTANEOC., 243,244,257,258. 259-261,263-264,324 CATTELLJ., 354,355 CAUCHYL. A., 288,335 CAYLEYA., 335 CHAMPOLLIONJ.-F., 346 , , 288; 290; 293; 295 DESTUTTDE TRACYA.-L.-C., 246,248 DIDEROTD., 291 Du BOIS-REYMONDE., 328 DUHEMP., 331, 332, 359, 366,368-369,373-374 DUHRINGE., 187, 328 DURKHEIME., 355-357 DUVIVIERJ., 248 CLAUSIUSR. J. E., 288,347 Coleridge S. T., 16 COMTEA.. 160. 285. 287. 288. A 289, 290-295, 297, 298, 299; EckermannJ. P., 28 307,322-314,321,355 ECKHART(MESTRE),J., 88 -reportam-se em versalete os nomes dos fil6sofos e dos homens de cultura ligados ao desenvolvimento do pensamento ocidental, para os quais indicam-se em negrito as piginas em que o autor 6 tratado de acordo corn o tema, e em itilico as piginas dos textos; -reportam-se em itilico os nomes dos criticos; -reportam-se em redondo todos os nomes n5o pertencentes aos agrupamentos precedentes.
  16. 16. EHRLICHP., 334 EINSTEINA,, 350 ENES~DEMO,43 Enfantin B. P., 163 ENGELSF., 155, 169, 170, 172, 175, 178, 180, 186-188, 196, 197-198, 328 ERDMANNJ. E., 152 ERNESTIJ. A., 33 EUCLIDES,337,338,339, 368 EULERL., 335 EUTICO,284 FARADAYM., 288,348,349 Fazzari A., 266 FECHNERG., 353-354 FERRARIG., 244, 257, 258, 261- 262,324 Ferrarotti F., 355 Ferri E., 324 FEUERBACHL., 151,153,157-159, 167-168, 172, 176, 205 FICHTEJ. G., 13, 15, 16, 18, 20, 21, 23, 39, 42, 43, 46, 47-60, 61-76, 79, 82, 83, 85, 87, 89, 96, 97, 99, 100, 101, 102, 103, 117, 120, 134, 202, 207, 209,211 FISCHERK., 152 FORBERG,48 FOURIERC., 160, 161, 163-165, 169,304 FOURIERJ. B., 347 France A., 210 Frederico Guilherme IV, 77 FREGEG., 335,336 FRESNELA.-J., 369 FREUDS., 354 Friedrich C. D., 4, 5, 8, 14,25 FRIESJ. B., 205 FULLEBORNG. G.. 33 GABELLIA., 323,324 GABLERG. A., 151,152 GALILEIG., 188,295, 346 GALLUPP~P., 244, 257, 258, 265- 267,279 GALOISE., 335 GALTONF., 355 CANSE., 171 GARAUDYR., 189 GAUSSK. F., 337,339,346 Geymonat L., 289 GIBBSJ. W., 347 GIOBERTIV., 56, 243, 244, 257, 258, 265, 269, 272, 275-278, 283-284 Gioia M., 258 GODELK., 333,341 G o ~ ~ ~ ~ J . W . , 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 , 7 , 8 , 12, 15, 25, 26-28, 39, 41, 49, 115,249 GOSCHELK. F., 151,152 GRASSMANNH., 336 GRAYA., 344 GRIMMJ., 240, 352 GuillotinJ.-I., 3 HAECKELE., 287,288,327,328 HALLJ. S., 354, 355 HAMANNJ. G., 35-36,37 HAMILTONW., 318,319 HAMILTONW. R., 335 Hansen H. P., 235 Hartenstein G., 203 HARTMANNN., 17 Hartung H., 48 Hayez F., 273 HEGELG.W.F.,8, 13, 14,23,28, 39, 40, 45, 46, 77, 85, 89, 95, 92-133, 134-147, 149, 151, 152, 153, 154, 156, 157, 158, 159, 169, 173, 174, 178, 179, 195, 196, 202, 205, 206, 207, 208, 209, 215, 223, 230, 249, 274,276,292 HEIDEGGERM., 23 Heller A., 190 HELMHOLTZ,H. L. F. VON,288, 346,353,354 HELV~TIUSC.-A., 304 HENRYJ., 348 H E ~ C L I T O ,8 HERBARTJ. F., 199,200,201-204, 205 HERDERJ. G., 3, 5, 7, 8, 37, 39- 40,351 HERTZH. R., 288,349 HERWEGHG., 172 HESSM.. 172 HILBERT'D.,333,336,341 HOLDERLINF., 1,2, 5, 12, 15,23, 77. 95. 96 HOMMEL C. F., 71 HOOKERJ. D., 344 HORKHEIMERM., 207,210 HUMBOLDT,~.VON,39,41,351,352 HUMED., 262,266,269,272 HUSSERLE., 267 HUTCHESONF., 304 HUYGENSC., 295,369 JACOBIF. H., 3, 5, 6, 13, 37-39, 105,249 JAMESW., 309 JANETP., 354 Jefferson T., 246 JEVONSW. S., 336 JoPo (evangelista),59 JODLF., 328 JONESW., 218,351 JOULEJ. P., 288,347, 348 Juvenal D. G., 221 Kafia F., 207,210 KANTI., 24,35,37,38,39,42,43, 48, 49, 50, 51, 52, 53, 54, 55, 66,82,85,106,111,112,120, 202, 207, 208, 209, 212, 213, 218, 258, 265, 266, 268, 270, 276,321,361 KEKUL~F. A., 334 KELVINW. T., 347 KEPLERJ., 295,350 Kierkegaard P., 225 KIERKEGAARDS., 78,88,199,200, 205,208,223-237,238-242 Klein F., 288, 336 Klinger F. M., 4, 5, 6 Klopstock F. G., 5 KOCHR., 288,334 KolakowskiL., 289 KOLIKERR. A., 334 KOPPENK. F., 171 KRAEPELINE., 354 KRONECKERL., 335 Kugler K., 102 KUHNT., 347,350 KULPEO., 354 LAASE., 328 LAFFITTEP., 298 LAGRANGEJ.-L., 335 LAMARCKJ.-B., 342-343 LAMENNAIS,R. DE,251,275 LAPLACEP.-S., 317, 346, 369 LAROMIGUIEREP., 249 LAVOISIERA., 295 LEGENDREA.M., 346 LEROYE., 365,366 LEVERRIERU. J. J., 350 LEHMANN,354 LEIBNIZG. W., 83, 134, 262, 265, 268,270,321,338 LENINN., 149 Lenz M. R., 4,5,6 Leroy M., 352 Lesseps F.-M., 163 LESSINGG. E., 5, 37,40, 196 LEVIA., 326 L~w-BRUHLL., 357 Lhermitte L., 299 LIEBIG,J. VON,288, 334 LIMENTANIL., 326 LINNEOC., 342 LITTR~E., 298 LOBACEWSKIJN. I., 288,339,340, 341,368
  17. 17. XIX LOCKEJ., 262,268,270 LOMBROSOC., 323,324 LORENTZH. A., 350 LUCRBCIOCARO,221 LUDWIGC., 334 Luis Filipe dlOrlCans,249 LUTEROM., 18, I9 LYELLC., 334 MACHE., 331,332,346,350,359, 360, 362-364, 368, 370-372 Macpherson J., 5 MAGENDIEF., 334 MAIMONS., 42, 43,49, 50 MAISTRE,J. DE, 251, 252, 254- 255,275 MALEBRANCHEN., 276 MALTHUSR., 300,301,344 Mann T., 207,210 Manzoni A., 269 Mao Tse-tung, 149 MARCHESINIG., 326 MARCUSEH., 165 Maroncelli P., 258 Marx H., 171 MARxK.,128,149,153,154,156, 157, 161, 169-185, 186, 187, 188, 189, 190, 191-197, 205, 303,355 MAUPASSANTG., 210 MAYERF., 209,288 Mazzini J., 258 MENDELG.J., 334 MENDELEJEVD. I., 288,334 MENDELSSOHNM., 196 MICHAELISK., 15 Michelangelo Buonarroti, 7 MICHELSONA. A., 350 MILLJ.,300,301,302,304-305,321 MILLJ. S., 287,288,289,299,300, 301, 302, 304, 305, 306-310, 311, 315-316, 321 Miltitz, K. B. von, 47 Mittner L., 7, 10, 11, 28 MOLESCHOTTJ., 287, 288, 327, 328 Molikre J. B., 291 MONDOLFOR., 326 Montalenti G., 334 MORLEYE.W., 350 MORSELLIE., 324, 355 Mosso A., 355 MULLERJ., 334 MURRIA., 323,324 Mynster, bispo, 223 Napolego, 56,245,246,252,257 NEEDHAMJ. T., 334 Nestbrio, 284 NEUMANNF. E., 348 NEWTONI., 160,295,301,305,338, 346, 347, 348, 350, 369, 370 NOVALISF., 1,2,5, 12, 13,14, 15, 18, 19, 30-32, 120 OERSTEDH. C., 348 OHMG. S., 348 Olsen R., 223,226 OWENR., 169, 300,303-304 Palladzno D., 339 PAPIND., 295 PARM~~NIDES,116, 117 PASCALB., 248,249,295,338 PASTEURL., 288,334 PAULH., 353 PEACOCKG., 335 PEANOG., 336 PECQUEURC., 174 PEIRCEC. S., 336 Pellico S., 258, 275 Pellizza de Volpedo G., 183 Pestalozzi H., 202 Pio IX, papa, 268 PLANCKM., 351 PLATKO,8, 20, 21, 82, 97, 106, 130, 134, 146, 205, 209,212, 249,268,270,275 PO IN CAR^ H., 331,332,359,365, 366-368,372-373 POISEUILLEJ. L. M., 346 POMPONAZZIP., 323,324 POPPERK. R., 188, 190 POUCHETF. A., 334 Pressburg H., 171 PROCLO,249 PROUDHONP. J., 160, 161, 165, 166,169,170,175,355 Quaranta M., 324 QUINEW. V. O., 366, 369 Rafael Sanzio, 7 Rahn J., 47 RASKR. K., 351 RAYLEIGHJ. W., 347 REIDT., 270 REIMARUSH. S., 37 RENANE., 285,298 RIBOTT., 299, 354 RICARDOD., 169, 174, 300, 302- 303 Richmond G., 343 RIEMANNB., 340,341 Robespierre M., 115, 172, 246 ROKITANSKYK., 334 ROMAGNOSIG. D., 244,257,258, 259,260,261 ROSENKRANZK. F., 152 ROSMINIA., 243, 244, 257, 258, 260, 265, 268-274, 276, 279- 283 ROUSSEAUJ.-J., 5, 262 RUGEA., 153,154,156, 172 RUSSELLB., 188,335,336 SACCHERIJ., 339 SADICARNOTN. L., 347 SAINT-HILAIREE. G., 342, 343 SAINT-SIMON,C. H. DE,160, 161- 163, 169,304,355 SAVIGNY,F. K. VON,171 SAYJ.-B., 174 SCHELLINGF.W., 8,13,14,15,23, 46, 77-90, 91-93, 95, 96, 97, 99,102,103,117,249 SCHILLERF. C. S., 2, 3, 5, 6, 8, 15, 16,24-25 SCHLEGELA. W., 4,15 SCHLEGELF., 1, 2, 10, 11, 13, 15, 15, 16, 17, 19, 20, 21, 29,47, 48, 49, 77 SCHLEIERMACHERF., 2,13, 15,20- 22, 33-34, 47,48 SCHOPENHAUERA., 199,200,207- 217,218-222,230 SchopenhauerH. F., 209 SCHRODERE., 336 SCHULZEG. E., 42-43, 49, 50, 209 SERGIG., 355 ShakespeareW., 5, 36,212 SMITHA., 169, 174, 300, 302, 303 Soave F., 258 S~CRATES,16,36,134,249 Sbfocles, 212 SPALLANZANIL., 334 SPEARMANNC., 355 SPENCERH., 285,287,288,317- 322,323,324,325,329-330, 355 SPINOZAB., 37,40,47, 80, 85,87, 134,196 Stael A. L., Madame de, 16, 251 STANLEYHALLJ., 354 STEWARTD., 270 STIRNERM., 153,154-156 STOUTG. F., 355 STRATTONG. M., 354 STRAUSSD. F., 151,153-154
  18. 18. TAINEH., 298 TALES,129 TAROZZIG., 326 Taylor H., 306, 307 THIERRYA., 161 Thiriat H., 321 THOMSONJ. J., 288,350 TIECKL., 15,47,48 Tischbein J. H. W., 27 TITCHENERE. B., 354 Togliatti P., 189 Tolstoi L., 210 TOMMASIS., 323,324 TRENDELENBURGA., 199, 200, 205-206 TREVELYANG. M., 303 Trosiener J. H., 209 TSCHERMAKE., 334 TURGOTA. R. j.,291 VANINIG. C., 142 VATTIMOG., 22 Vaux, C. de, 296 VICOG. B., 260, 275,292 VILLARIP., 323, 324 VIRCHOWR., 334 Vogel von Vogelstein C., 28, 252 VOGTK., 327,328 VOLTAA., 346 VOLTAIREF. M.. 262 WACKENRODERW. H., 15 Wagner R., 328 WALLACEA. R., 344 WARDJ., 355 WARRENj. K., 354 WEBERF. H., 353,354 WEBERMAX,188,189 WEIERSTRASSK., 288 Westphalen, J. von, 171, 173 Winckelmann J., 6, 7, 16 WITTGENSTEINL., 207,210 WOHLERF., 334 WOLFF. A., 33, 34 WOLFFC., 134,265 Wordsworth W., 16 WUNDTW., 353,354-355360 YOUNGT., 346,347,369 ZENKODE EL~~IA,106, 108 Zeuthen C., 234 Zola E., 210
  19. 19. alienasgo do trabalho, 177 lei dos trCs estAgios, 292 logics, 120 D mais-valia, 182 dialitica, 106 materialism0 dialitico, 179 materialismo historico, 178 especulativo, 109 espirito,l27 niio-eu, 53 eu, 50 natureza, 124 possibilidade, 233 filosofia negativa e filosofia positiva, 88 1utilitarismo, 302 idiia, 105 identidade absoluta, 85 incognoscivel, 319 1 individuo, 229 vontade (vontadede viver),213
  20. 20. DO ROMANTISMO A 0 EMPlRlOCRlTlClSMO
  21. 21. 0 MOVIMENTO "Um deus e o homem quando sonha, um mendigo quando reflete". Friedrich Holderlin "Sucedeu que alguem levantou o veu da deusa de Sais. E o que viu? Viu - maravilha das maravilhas - a si mesmo". Novalis "Em todas as coisas esta presente o eterno". Wolfgang Goethe "Pode ser artista apenas aquele que tem uma reli- giao propria, ou seja, uma intui@o do infinito". Friedrich Schlegel
  22. 22. Capitulo pr~meiro Ghese e caracteristicasessenciais do romantismo 3 Capitulo segundo 0 s fundadores da Escola romiintica: os Schlegel, Novalis, Schleiermacher, o poeta Holderlin e as posiq6es de Schiller e de Goethe 15 Capitulo terceiro Outros pensadores que contribuiram para a superaqgo e a dissolu@o do Iluminismo, e preludios do idealism0 35
  23. 23. GZnes visticas essenciais do rornantisrno Antes da difusso da mudanqa radicalpromovidapela Revo- Urn clirna luq%oFrancesade 1789, naAlemanha at@mperaculturalregistrou cultural entre 1770e 1780asprimeirasclamorosas modificagdesquesobre ,1 a passagem do seculo teriam levado gradualmente a superagao total do iluminismo e a afirmagio do romantismo. 0 movimento que promoveu tal reviravolta foi o Sturm und Drang ("Tem- pestade e impeto"), cujas posiqdes e ideias de fundo eram: a) a natureza, entendida como forga onipotente e criadora de vida; b) o g@nio,como forga originaria que cria analogamente a natureza ee regra de si mesmo; C) o panteismo, que comega a se contrapor a concepgao ilu- sturm minista da divindade como razso suprema; und Drang d) o sentimento patrio, express0 no odio pelo tirano, na ,,,, difusdo exaltagao da liberdade e no desejo de infringir convenc$es e leis ,§ 2-3 exteriores; e) a predilegso pelos sentimentos fortes e pelas paixdes impetuosas. Quem deu sentido e import8ncia supranacional ao Sturm und Drang foram principalmente Goethe, Schiller e os filosofos Jacobi e Herder com sua primeira produgZio poetica e literaria. , , , , ~ As pvemissas histbvicas Il,In &: Talvez nunca tenha acontecido de o fim de um sCculo e o inicio de outro serem marcados por mudangas tiio radicais e tiio claras como as mudanqas que caracterizam os ultimos anos do sCculoXVIII e os primei- ros anos do sCculo XIX. No campo sociopolitico houve aconte- cimentos destinados a imprimir novo rum0 2 historia. Em 1789, explodiu a Revoluqiio Francesa entre o entusiasmo dos intelectuais mais iluminados de todas as naqoes euro- pCias. Rapidamente, porkm, a Revoluqiio apresentou reviravolta que colheu todos de surpresa. Em 1792, foi derrubada a monar- quia na Franqa e proclamada a Republica. Em 1793, o rei foi condenado ao patibulo. A partir de agosto de 1793, teve inicio o grande Terror, que produziu milhares de vitimas. A guilhotina (antigo instrumento de execugiio capital, oportunamente modi- ficado pel0 mCdico Guillotin, membro da Constituinte, a fim de torna-lo mais rapid0 e funcional) tornou-se simbolo sinistro de morte, que punha fim as grandes esperan- gas filantropicas, humanitarias e pacifistas acesas pel0 siculo das "luzes". D A ascensiio napoleijnica, que culminou em 1805 com a proclamaqiio do ImpCrio, e as campanhas militares, que puseram a Eu- ropa sob ferro e fogo e subverteram toda a estrutura politica e socialdo velho continen-
  24. 24. 4 Primeira parte - 6 w o v i w e ~ t ~rom&ntico c a f o r m a C ~ odo idealiswm te, instaurando novo despotismo, fizeram ruir por terra todos os residuos de esperan- Gas iluministas que ainda restavam. Todavia, antes mesmo que explodisse a Revolu@o na Franqa, na dCcada trans- corrida entre 1770 e 1780, a intempkrie cultural registravana Alemanha as primeiras modificaq6es de vulto que, a mCdio prazo, na passagem do s6cul0, levariam a supera- qiio total do Iluminismo. 0 movimento que produziu tais modificaq6es nessa dCcada ficou conhecido sob o nome de Sturm und Drang, que significa "Tempestade e assalto" ou, melhor ainda, "Tempestade e impeto". A denomina~50deriva do titulo de drama escrito em 1776 por um dos expoentes do movimento, Friedrich Maximilian Klinger (1752-1831),e parece ter sido usada pela primeira vez por A. Schlegel para designar todo o movimento no inicio do stculo XIX. 0 s dois termos provavelmente devem ser entendidos como hendiadis, ou seja, como dois termos que expressam conceit0 Gnico com duas palavras; assim, o sentido deveriaser "impeto tempestuoso", "tempes- tade de sentimentos", "efervesc&nciaca6tica de sentimentos". (0titulo original dado por Klinger ao seu drama era Wirrwarr, ou seja, "confusiio caotica".) fs idkias e as caracterisficas Eis as posiqties e as idCias de fundo desse movimento: a)A natureza C redescoberta. exaltada como foqa onipotente e vital. ' b) Relaciona-se estreitamente com a natureza o "gcnio", entendido como for~a originiria; o gcnio cria analogamente a na- tureza e, portanto, n5o extrai suas regras do exterior, mas ele proprio C regra. c) A concep~iiodeista da divindade como intelecto ou raziio suprema, propria do Iluminismo, comeqa a secontrapor o pan- teismo, ao passo que a religiosidade assume novas formas que, em seuspontos extremos, se expressam no titanismo paganizante do Prometeu de Goethe ou no titanismo cristiio da santidade e do martirio de certaspersona- gens de Michael ReinholdLenz (1751-1792). d) 0 sentimento pitrio se expressa no odio ao tirano, na exaltaqiio da liberdade e no desejo de infringir conven~6ese leis externas. Caspar David Friedrich (1774-1840), "Abadia no hosque de carualhos" (Berlim, Staatliche Schliisser und Garten). Este quadro apresenta bem o clinza esprritual do ron~antisnm em seus aspectos de sentimento de "p2nico" da natureza, predile@o pelas tonalidades crepusculares e noturnas, senso do nzisterio, revaloriza& da religiao.
  25. 25. Capitdo primeiro - Ggnese e caracter;st~casessenc~aisdo romantismo 5 Caspar David Friedrich, "Um homem e uma mulher diante da lua" (Berlim, Staatliche Museen). Este quadro exprime certo clinra intelectual e certa atmosfera espirrtual do ronzantisnto (em clara antitese corn o Iluminismo), que trazenz em printeiro plano os misteriosos encantamentos das sonzbras noturnas, com suas evoca@es e com a inspiradora atmosfera "lunar", juntamente conz a nostalgia que suscita (recordernos os poetas Novalis e Holderlin). 0 s dois personagens que contemplam a ha, assim conzo Friedrich os representa, exprintem de modo uerdadeira~tenteemblematico, como os estudiosos bent salientarant, a "romiintica fuga do espirito, para altm daquilo que vemos". e)Apreciam-se os sentimentos fortes e as paix6es calorosas e impetuosas. Esse movimento foi influenciado por alguns poetas ingleses, como James Macpherson (1736-1796), que publicara Fragmentos de poesia antiga, atribuindo- os a Ossian, bardo antigo. Alim da poesia ossignica, tambim houve influencia da redescoberta de Shakespeare, autor sobre o qua1 Lessing jh chamara a atengio dos ale- mies. E Rousseau tambim causara grande impressio, seja com seu novo sentimento da natureza, seja com sua nova pedagogia, seja ainda com suas idtias politicas (o Estado como "contrato social"). Entre os escritores de lingua alemi, alim do ja citado Lessing, influenciou os Stiirmer sobretudo o poeta Friedrich Gottlieb Klopstock (1724-1803), com sua valorizaqio do sentimento. 0 Sturm und Drang teria apresentado influencia bastante escassa se houvesse sido constituido apenas por figuras como a de Klinger (que terminou sua vida aventurosa como general do extrcito russo) ou a de Lenz (quemorreu louco na Russia, em plena misiria), que deixaram heranga literaria de parco valor. Quem deu sentido e relevincia historica e supranacional ao Sturm foram ningutm mais que Goethe, Schiller e os filosofosJacobi e Herder, com sua primeira produ@o poktica e literiiria. Pode-se dizer, alias, que as fases mais significativas do movimento tern exatamente Goethe por protagonista, primeiro em Estrasburgo e depois em Frankfurt. Com a transferincia de Goethe para Weimar (1775),comeqa a fase de declinio do movimento.
  26. 26. 6 Primeiru parte - 0lnovimenfo ~om8nticoe a f o r m u q k d o idealislno Em outra vertente, o novo classicismo surgido com Johann Winckelmann (1717-1768)agiu como corretivo para a confus%oe o caosdos Sturmer, impondo- se pouco a pouco como um dos polos dialeticos do romantismo. Conforme Win- ckelmann, o unico caminho para se tornar grandes e a imita@o 0caminho dos antigos, que consisteem readquiriro olho dosantigos: neste paraa grandeza sentido, a imita@o do "classico" leva nso so a natureza, mas c a imita@o tambem a ideia, que e uma "natureza superior"; o verdadeiro dosantigOs artista modern0 descobre as belezas naturais, ligando-as com o +5 1-2 belo perfeito el com o auxilia das forsas sublimes nele inerentes, torna-se regraparasi mesmo. 0neoclassicismoaspirava, portanto, a mudar a natureza em forma e a vida em arte, nso repetindo, mas renovando aquilo que os gregosfizeram. Em perspectiva romantica, os aspectos importantes do Import;incia C ~ ~ S S ~ C ~ S ~ Oforam: do renascimento a) a medida, o limite e o equilibrio como marca do classico do cldssico (o movimento romdnticonasceujustamente do impactoentre a +§ 3 impetuosidadedo Sturm undDrang e o limite do classico; b) o "renascimento" dos gregos, essential tambem na filo- sofia, alem de na arte. 0Sturm und Drang foi comparado por alguns estudiosos a uma espicie de revolu- gio que antecipou verbalmente em terras germsnicas aquilo que, pouco depois, seria a Revolugio Francesa no campo politico. Por outros estudiosos, ao contrario, foi conside- rado como uma espicie de reagio antecipada a propria Revolugio, enquanto se apresen- tou como r e a ~ i ocontra o Iluminismo, do qua1 a Revolugio Francesa foi a coroagio. Com efeito, como ja se observou, tra- ta-se da reagio do espirito alemio depois de siculos de torpor, e do ressurgimento de algumas atitudes peculiares a alma ger- msnica. Portanto, encontramo-nos diante de um preludio do romantismo, ainda que desalinhado e imaturo. 0 historiador da filosofia G. de Rug- giero expressou essa vis2o de mod0 particu- larmente feliz: "As manifestagBesdo Sturm und Drang apresentam, em estado fluido e incandescente, o metal bruto que seria forjado pela arte e pela filosofia alemii". E continua: "Com efeito, a importdncia do Sturm nio C a de episodio isolado e circuns- crito, e sim a de uma express20 espiritual coletiva de todo um povo. Nio apenas os Klinger e os Lenz, mas tambim os Herder, os Schillere os Goethe (aosquais se poderia acrescentar o proprio Jacobi)passaram pel0 Sturm: os primeiros se detiveram nele e, por isso, logo foram ultrapassados; os outros, ao contrario, conseguiram dar forma ao infor- me, ordem e disciplina ao conteudo caotico da propria natureza. Para nos, a expericncia destes dtimos iparticularmente importante, porque nos permite estudar nos proprios individuos duas fases sucessivas e opostas do mesmo process0 historico. Nio se trata apenas de um mod0 figurado de dizer que o
  27. 27. Capitdo primeiro - G s n e s e e caracteristicas essenciais do romantismo 7 Sturm representa a juventude desordenada, e o classicismo a composta e serena matu- ridade da alma alemii: o Sturm C realmente a juventude de Herder e de Goethe, que se ergue qua1simbolo da juventude de todo o povo, e a vit6ria sobre ele tem significado pessoal que da fundamento mais intimo e d i d o a crise da alma coletiva". Esse trecho acena ao classicismo, que agiu como corretivo da descompostura e do caos dos Stiirmer. Com efeito, o classicismo tem grande importincia na formaqHo do espirito da Cpoca que comesamos a estudar e, pouco a pouco, se imp6e niio apenas como antecedente, mas como componente do pr6prio romantismo ou at6 como um de seusp6los dialtticos. Por isso, devemosfalar dele, ainda que de mod0 sucinto. , 0novo sentido do cl6ssico e da imitaqho dos cl6ssicos E claro que o culto ao cliissico niio era estranho ao sCculo XVIII iluminista. Mas tratava-se de um "classico" de modismo, ou seja, de um clhssico repetitivo e, por- tanto, privado de alma e de vida. Mas, em seus escritos sobre a arte antiga, publicados entre 1755 e 1767, Johann Winckelmann (1717-1768)ja langava as premissas para a superaqiio dos limites do classicismo como mera repetigiio passiva do antigo. Na realidade, a primeira vista, uma de suas maximas parece at6 afirmar o contrario: "Para n6s, o unico caminho para nos tor- narmos grandes e, se possivel, inimitaveis, C a imita~iiodos antigos". Mas essa "imitaqiio" que torna "inimi- tiveis" consiste em readquirir o olhar dos antigos, aquela visiio que Michelangelo e Rafael souberam readquirir, e que lhes per- mitiu buscar "o bom gosto em sua fonte" e redeyobrir "a norma perfeita da arte". E claro, entiio, que para Winckelmann a "imitasiio" do cl~ssico,entendida nesse sentido, leva nHo apenas a natureza, mas tambtm alkm da pr6pria natureza, ou seja, ii idCia: "0s conhecedores e os imitadores das obras gregas encontram nessas obras- primas niio somente o mais belo aspect0 da natureza, como tambCm mais do que a natureza, isto 6, certas belezas ideais dela, que [...] foram compostas por figuras cria- das somente no intelecto". Essa idCia C "uma natureza superior", ou seja, C a verdadeira natureza. Sendo as- sim,podemos compreender muito bem estas importantes conclus6es de Winckelmann: "Se o artista se baseia em tais fundamentos e faz com que sua mHo e seu sentimento se guiem pelas normas gregas da beleza, encontra-se no caminho que o levara sem falha ii imitagiio da natureza. 0 s conceitos de unidade e de perfeis2o da natureza dos antigos purificariiosuas idkiassobre a esstn- cia desligada de nossa natureza e as tornariio mais sensiveis. Descobrindo as belezas da nossa natureza, ele saberi relaciona-las com o belo perfeito e, com a ajuda das formas sublimes, sempre presentes para ele, o artista tornar-se-a norma para si mesmo". Esse C o ponto de partida do neoclassi- cismo romintico. Como explica muito bem L. Mittner (insignehistoriador da literatura alemii), ele "deveria ter-se formado organi- camente da cultura alemii, como, segundo Winckelmann, se formara organicamente o classicismo grego; ou seja, havia a aspira- $20 a um classicismo que niio fosse c6pia e repetisiio, e sim misteriosa e miraculosa palingenesia dos valores supremos da an- tiguidade". 0 "renascimento do cl6ssico" no espirito alemiio e do espirito alemiio, gragas a perene juventude da natureza e do espirito: essa seria a suprema aspirag50 de muitos escritores. Como escreve ainda Mit- tner: "Excetuando-se pouquissimas de suas realizag6es supremas, todo o classicismo alemiio oscilariaentre duas tendenciasopos- tas: imita~iiomecinica da arte grega, isto C, mais arte classicistado que substancialmente classics, e aspiragiio a novo e genuino clas- sicism~,inspirado pel0 espirito grego, mas surgido de evolusiio org4nica do espirito alemHoY'.Assim, o neoclassicismo aspirava a transformar a natureza em forma e a vida em arte, niio repetindo, mas renovando o que os gregos haviam feito. do renascimento e M a filosofia dos r0~2xntitos Ainda ha dois pontos muito importan- tes a destacar. Em primeiro lugar, devemos notar o tip0 de influencia que o classicismoexerceu
  28. 28. 8 Primeira parte - 6 movimento rom6ntico e a f o r m a C ~ odo idealism0 sobre os melhores representantes do Sturm, influencia a que j5 acenamos. A marca do cliissico t a "medida", o "limite", o "equi- librio". Herder, Schiller e Goethe procuraram precisamente organizar as decompostas forqasdo Sturm und Drang em funq5odessa ordem e dessa medida. E foi precisamente desse impact0 entre a tempestuosidade e impetuosidade do Sturm e o "limite", que 6 elemento caracteristico do classico,que nas- ceu o momento especificamenteromintico. Em segundo lugar,devemos notar que a redescoberta dos gregos, alCm da arte, seria essencial tambtm na filosofia: Schleierma- cher traduziria os diilogos platbnicos e os reintroduzirii no imago do discurso filoso- fico; Schellingretomarh de Plat50 conceitos fundamentais como a teoria das idtias e a concep~5oda alma do mundo; Hegel elabo- rarh grandioso sistema precisamente graGas A redescoberta do antigo sentido clissico da "dialttica", com o acrCscimo da novidade do elemento que ele chama de "especulati- VO",como veremos. E muito obteria do seu constante col6quio com os fil6sofosgregos, n5o apenas do col6quio com osgrandes pen- sadores consagrados por tradiq50 bimilenar, mas tambtm do diiilogo com os prt-socrii- ticos, particularmente, por exemplo, com Heriiclito, do qua1 utilizou quase todos os fragmentos em sua L6gica. Sem o componente cl6ssic0, portanto, nio se explicariam a poesia nem a filosofia da nova Cpoca. Com o que dissemos, jii dispomos dos elementos que nos permitem determinar os tralos essenciais do romantismo. Caspar David Friedrich, "Viandantesobre o mar de ne'voa " (Hamburgo, Kunsthalle). Frzedrich exprime aqui de modo emblematico a figura de um honzem que encarna a ronz2ntica Wanderung (o vagar pelo mundo), impelido pel0 deseio indefinivel de aproximar-se do infinite, de inserir-se nu natureza em um abrago quase cdsmico.
  29. 29. Capitdo primeiro - 6 & e s e e caracteristicas essenciais do romantismo 9 111. $ cornplexidade do fen~rnenorornBntico e stnas caracteristicas essenciais Mesmo na complexidade extrema do fen6meno romdntico, e possivel dis- tinguir em seu interior uma serie de perspectivas e de categoriasque definem os trasos essenciais. A palavra "romdntico" aparece pela primeira vez na ln- A gCnere glaterra, pela metade do seculo XVII, para designar o fabuloso, do termo o extravagante, o fantastic0 e o irreal. Gradualmente, o termo "rom6ntjco" "romantismo" passouaindicaro renascerdo instintoeda emo@o, +g 7-2 sufocados pelo racionalismo prevalente no seculo XVIII. Do ponto de vista historiografico e geografico, o romantismo designa o movimento espiritual que, envolvendo nao so a poesia e a filosofia, mas tambem as artes figurativas e a musica, desenvolveu-se na Europa entre o fim do seculo XVlll e a primeira metade do seculoXIX. A partir da Inglaterra, o movimento se expandiu em toda a Europa, na Fran~a,na Italia, 0guando na Espanha, mas a manifestagao paradigmaticado romantismo e o onde foi em todo caso a que surgiu na passagem entre o seculo XVlll 4 5 3 e o seculo XIX na Alemanha. Na sensibilidade romdntica dominou o amor da irresoluqao e das ambiva- IGncias, dos sentimentos de preocupasao e inquietagao que se comprazem de si e se exaurem em si mesmos. 0 termo maistipico para indicar esses estadosde dnimofoi Sehnsucht("anseio"): umdesejo quejamais A ategoria podealcansar sua propriameta, porquen%oaconheceenaoquer psicoldgica ou nSo pode conhecG-la: um desejo de desejar, um desejo que e +5 4 sentido como inextinguivel e que justamente por isso encontra em si a propria satisfagao. Eis em sintese as ideiasfundamentais do romantismo. a) A Sehnsucht e desejo irrealizavel porque aquilo que anseia e o infinito, que e o sentido e a raiz do finito; sobre este ponto tanto a filosofia como a poe- sia est%oabsolutamentede acordo: a filosofia deve captar e mostrar a ligasaodo infinito com o finito, enquanto a arte deve realiza-lo: a obra de arte e o infinito que se manifesta no finito. b) A natureza, subtraida inteiramente da concepgao meca- nicista-iluminista, entende-se como vida que cria eternamente, z;Eiocomo grande organismo do todo afim ao organismo humano: a do romantismo natureza e jogo movel de forgas que gera todos os fen6menos, ,compreendendo o homem e, portanto, esta forsa e a propria for~ado divino. c) Estreitamente ligado a este sentido da natureza esta o senso de pinico, ou seja, o senso da pertensa ao uno-todo, o sentir que se e um momento orgdnicoda totalidade. No homem se reflete de algum mod0 o todo, assim como, vice-versa, o homem se reflete no todo. d) 0 gCnio e a criagao artistica siio elevados a expressao suprema do verda- deiro e do absoluto. No poeta, natureza e arte se fundem junto e sobre o plano passional, nao sobre o intelectual, se tornam fen6menos musicais, poeticos.
  30. 30. lo Prirneira park - 0mouimento vomantiso e a formac&o d o idealisma e) 0 s romanticosnutrem, alem disso, umfortissimo anelo pela liberdade, que para muitosdelesexprime o fundo operante de todo o ser, e o apreciamem todas as suas manifestar$es. f)A religiao el em geral, revalorizadano sentido de rela@odo homem com o infinito e com o eterno, e e assim posta bem acima do plano ao qua1o Ilumi- nismo a reduzira. E a religiao por excelencia e considerada a crista, embora com- preendida de varios modos. g) Sobre a esteira do elemento neoclassico, a grecidade e A superioridade revisitadacom a nova sensibilidadee amplamente idealizada. do conteudo sobre a forma * A caracteristica essential da forma de arte tipicamente da arte romdnticaconsistiuna prevalenciado "conteudo" sobre aforma -36 e, portanto, em uma revalorizac;%oexpressiva do informal. *O romantismo foi caracterizado pela salihcia que em Romantismo alguns sistemas filoscificos foi dada a intui~aoe a fantasia, em e filosofia contrastecomossistemasbaseadosunicamentesobreafria razao, -+§7 entendida como unico brgao da verdade. Neste sentido, todo o idealism0e uma filosofia romdntica. Coma deve ser delioeado o problems da definic&odo rornantismo Definir o romantismo C tarefa deveras dificil, havendo atC quem diga ser impos- sivel. AlguCm chegou a calcular terem sido dadas mais de cento e cinqiienta definigoes diferentes desse fenhmeno. Mittner recorda que o pr6prio F. Schlegel, o fundador do circulo dos romfnticos, escreveu ao seu ir- mio que n5o poderia enviar-lhesua pr6pria defini~aoda palavra "romintico" porque tinha "12.5 folhas de extens5oY'!Deixando os paradoxos, podemos nos orientar com facilidade na intricadissima questiio, dis- tinguindo uma sCrie de perspectivas e de categorias capazes de determinar os traqos essenciais do fen6meno do romantismo. a) Em primeiro lugar, seria bom expli- car a gCnese etimologica do termo, do ponto de vista filos6fico-lexicogrifico. b) Depois, devemos determinar os limites cronol6gicos e geogrificos do fenh- meno. c) Entio seri precis0 procurar deter- minar sua categoria psicoldgica ou moral, como foi chamada, ou seja, o mod0 peculiar de sentir e as caracteristicas psicol6gicas pr6prias do homem romfntico. d) Depois, C mister determinar qual contefido ou quais contefidos conceituais o romfntico torna seus. e) Em seguida, cumpre determinar a forma de arte em que tudo isso se expressa. fl Por fim, devemos nos perguntar em que sentido se pode falar e se fala de filosofia romintica, o que assume grande importin- cia neste estudo. Vejamos a solug50 desses problemas, seguindo a ordem em que os propomos. A palavra "romfntico" tem longa e complexa historia, que se inicia em period0 anterior ao que estudamos, no qual se torna ticnica. A.C. Baugh (autorde conhecida histo- ria da literatura inglesa)a resume do seguin- te modo: "0adjetivo 'romfntico' aparece pela primeira vez na Inglaterra por volta de meados do sCculo XVII como termo usado para indicar o fabuloso, o extravagante, o fantistico e o irreal (corno se encontra, por exemplo, em certos romances de cavalaria). Foi resgatado dessa conotag5o negativa no decorrer do sCculo seguinte, no qual passou a ser usado para indicarcenase situa- q6es agradiveis, do tip0 das que apareciam na narrativa e na poesia ,'romfntica' (no sentido acima indicado). Gradativamente, o termo 'romantismo' passou a indicar o renascimento do instinto e da emogio, que o
  31. 31. Capitdo primeiro - Ggnese e carncteristicas essenciais do romantismo 11 racionalismo predominante no sCculoXVIII niio conseguiu suprimir inteiramente". F. Schlegel relacionou o "romiintico" com o romance e com aquilo que ele pouco a pouco viera a significarnas expressoesCpicas e liricas medievais, ao romance psicologico, autobiografico e historic0 moderno. Assim, para Schlegel, "romiintica" era a moderna forma de arte que, como evoluqiio orginica da Idade MCdia ate a sua Cpoca, possuia marca propria, essencia peculiar propria, beleza e veracidade proprias, diferentes das que caracterizavam a grega. Isso, porCm, nos leva a outros proble- mas, dos quais devemos falar adiante. ,,3 0 s t e m p o s e os lugares e m q u e se desenvolveu o romantismo Como categoria historiogrifica (e geo- grifica),o romantismo designa o movimen- to espiritual que envolveu niio somente a poesia e a filosofia, mas tambCm as artes figurativas e a miisica, que se desenvolveu na Europa entre fins do sCculo XVIII e a primeira metade do sCculo XIX. Embora possam ser identificadoscertos prodromos desse movimento na Inglaterra, o certo C que o movimento apresenta forte marca sobretudo do espirito e do sentimen- to germinicos. 0 movimento se expandiu por toda a Europa: na Fran~a,na Italia, na Espanha e, naturalmente, na Inglaterra. Em cada um desses paises, o romantismo assumiu caracteristicas peculiares e sofreu transforma~oes.0momento paradigmitico do romantismo 6 o que se coloca a cavalo entre o sCculo XVIII e o siculo XIX na Alemanha, nos circulos constituidos pelos irmios SchlegelemJena e depois em Berlim, como a seguir veremos melhor. , 4 A caracteristica espiritual *- do homem rom&ntico No fenBmeno que se verifica nesse arc0 de tempo e nesses paises, e sobretudo na Alemanha, C possivel identificar, embora com as devidas cautelas criticas, algumas "constantes" que constituem uma espCciede minimo denominador comum. Em primeiro lugar, pode ser apontado o que constitui o "estado de espirito", o comportamento psicologico, o ethos ou marca espiritual do homem romintico. Tal atitude romintica consiste na con- diqiio de conflito interior, na dilaceraqiio do sentimento que nunca se sente satisfeito,que se encontra em contraste com a realidade e aspira a algo mais, que, no entanto, se lhe escapa continuamente. A mais eficazcaracteriza~iiodo roman- tismo como categoria psicologica foi dada por L. Mittner e, portanto, a referimos em suas proprias palavras: "Entendido como fato psicologico, o sentimento romiintico niio C sentimento que se afirma acima da raziio ou sentimento de imediatidade, in- tensidade ou violencia particulares, como tambCm niio 6 o chamado sentimental, isto C, o sentimento melanc6lico-contemplativo; e' muito mais um dado de sensibilidade, precisamente o fato puro e simples da sen- sibilidade, quando ela se traduz em estado de excessiva ou ate' permanente impres- sionabilidade, irritabilidade e reatividade. Na sensibilidade romintica, predomina o amor pela irresolu~iioe pelas ambival8n- cias, a inquietude e irritabilidade que se comprazem em si mesmas e se exaurem em si mesmas". 0 termo que se torn,ou mais tipico e quase tCcnico para indicar esses estados de espirito C "Sehnsucht", que pode se expres- sar melhor como "ansiedade" (0ssinBnimos "desejo ardente", "anseio" ou "anelo apai- xonado" siio menos significativos). L. Mittner tambCm explica muito bem esse termo com o conceit0 relativo: "A mais caracteristica palavra do romantismo alemio, 'Sehnsucht', niio 6 o 'Heimweh', a saudade ('mal', isto C, desejo, 'do retorno' a uma felicidadeantes possuida ou pelomenos conhecida e determinivel); ao contririo, C desejo que nunca pode alcan~arsua meta, porque niio a conhece e niio quer ou niio pode conhec8-la:C o 'mal' (Sucht)'do desejo' (Sehnen).Mas o proprio 'Sehnen' significa com bastante freqiiencia desejo irrealizavel porque indefinivel, desejar tudo e nada ao mesmo tempo; nHo por acaso "Sucht" foi reinterpretado (...) como "Suchen", pro- curar; e a "Sehnsucht" C verdadeiramente a busca do desejo, desejar o desejar, desejo que e'sentido como inextinguivel e que, pre- cisamente por isso, encontra em si mesmo a plena saciedade".
  32. 32. 12 Primeira parte - O movimeoto romZv~ticoe a fovmaC~odo idealism0 Isso, porCm, ainda nio basta. A cate- goria psicologica romiintica deve ser ligada a categoria do conteudo ideal e conceitual do romantismo. Com efeito, no periodo de que estamos falando, algumas idCias e representag6es mostram-se no mais das vezes associadas ao sentimento a que nos referimos, embora o romantismo nio seja um sistema de conceitos, como ja destaca- mos varias vezes. $ sede do infinito Todo romiintico tem sede de infinito; e aquela "ansiedade", que C desejo irre- alizavel, o C precisamente porque aquilo pel0 que anseia, na realidade, C o infinito. E talvez nunca como nessa tpoca se tenha falado tanto de infinito, entendido nos mais diversos modos. 0 romiintico expressa essa tendencia ao infinito tambCm como "Streben", ou seja,como perene "tender" que nunca cessa, porque as experiencias humanas siio todas finitas,ao passo que seu objeto C sempreinfi- nit0 e, como tais, siio sempre transcendidas. A proposito, C exemplar a raz5o pela qual se salva o protagonista do Fausto goethiano, uma das criag6es mais significativas desse periodo: ele se salva precisamente porque consumiu a existtncia nesse perene "Stre- ben" (masdisso voltaremos a falar adiante). 0 infinito C o sentido e a raiz do finito. Nesse ponto, tanto a filosofia como a poesia estio absolutamente de acordo: a filosofia deve captar e mostrar a relagiio do infinito com o finito, ao passo que a arte deve realiza-la: a obra de arte C o infinito que se manifesta no finito. A natureza assume importiincia fun- damental, sendo inteiramente subtraida a concepgiio mecanicista-iluminista. A natureza passa a ser entendida como vida que cria eternarnente, na qual a morte nada mais C do que "artificio para ter mais vida" (Goethe). A natureza C um grande organismo, inteiramente afim com o organismo huma- no; C jogo mduel de forgas que, operando intrinsecamente, gera todos os fen6menos e, portanto, tambCm o homem: a forga da na- tureza, portanto, C a propria forga do divino. Holderlin exclama: "Sagrada natureza! Tu Cs sempre igual, em mim e fora de mim, ao divino que est6 em mim". Schellingdira que a natureza C vida que dorme, C inteligtncia petrificada, i espirito que se faz coisa visivel. 0 antigo sentido grego da physis e da "natureza" renascentista C retomado e notavelmente potencializado. O sentido deUP&nico" Pels pertenca ao uno-todo Estreitamente ligado a esse sentido da natureza esth o sentimento de "piinico", ou seja, o sentimento de pertencer ao uno-todo, o sentimento de ser um momento orgiinico da totalidade. 0 todo se reflete de alguma forma no homem, assimcorno, ao contrario, o homem se reflete no todo. Outro trecho de Holderlin ode nos fornecer exemdo mais claro disso: "Ser urn com o todo: isto C o viver dos deuses; isto C o cCu para o homem. Ser um com tudo o que vive e, em feliz esquecimento de si mes- mo, retornar ao todo da natureza: esse C o ponto mais alto do pensamento e da alegria, C o pic0 sagrado da montanha, C o lugar da calma eterna, onde o meio-dia perde o seu mormago, o trovio a sua voz e o mar, fre- mente e espumejante, se assemelha as ondas de um campo de trigo. Ser urn corn tudo o que vive! Com essaspalavras, a virtude des- pe sua couraga austera, o espirito humano despoja-se do cetro e todos os pensamentos se dispersam diante da imagem do mundo eternamente uno, como as regras do artista dedicado diante de sua Uriinia, bem como a fatalidade fCrrea renuncia ao seu poder, a morte desa~areceda sociedadedas criaturas e a indissdubilidade e a eterna iuventude tornam o mundo belo e feliz". $ funczo do g&io e da criacao artistica 0 gtnio e a criagiio artistica s5o ele- vados a suprema express50 do verdadeiro e do absoluto. Novalis escreve: "A natureza tem ins- tinto artistic0 - por isso, nio passa de palavrorio quando se pretende distinguir
  33. 33. Capitdo primeiro - GZnrse e caracter~sticasessenciais do rornantisrno 13 entre natureza e arte. No poeta, elas se dis- tinguem quando muito p e l ~fato de serem inteiramente intelectuais e nao passionais e, por paixiio, se tornarem involuntariamente fen6menos musicais e poCticos [...I". Ou entiio: "Sem genialidade, nos todos niio existiriamos. Em tudo C necessirio o gt- nio". Ou ainda: "A poesia cura as feridas infligidas pel0 intelecto". E, por fim: "0 poeta compreende a natureza melhor do que o cientista". Para Novalis, o g h i o torna-se at6 "instinto mzigico", a "pedra filosofal" do espirito, ou seja, aquilo que pode tornar-se tudo. Schelling fari da arte at6 mesmo, co- mo veremos, o 6rgiio supremo da filosofia transcendental. 8anseio rela liberdade Ademais. os rominticos nutrem o for- tissimo anseio pela liberdade, que p'ara muitos deles expressa o proprio fundamento da realidade -e, por isso, apreciam-na em todas as suas manifestaq6es. No Henrique de Ofterdingen, C ainda Novalis auem escreve: "Toda cultura leva aquilo que niio se pode chamar senso de liberdade, porquanto com esse termo se deva designar niio um simples conceito, mas o fundamento operativo de todo o ser. Essa liberdade C magistkrio. 0mestre exerce plenos poderes, de mod0 planejado e em seaiihcia bem determinada e mediada. 0 s objetos de sua arte sso de seu arbitrio, pois ela niio C limitada ou impedida por eles. E precisamente essa liberdade, ou magistCrio ou dominio, constitui ? essgncia e o fer- mento da consciincia. E nela aue se foria a individualidade sagrada, a aqio imediaia da personalidade. E cada ato do mestre C, ao mesmo tempo, revelaqiio do mundo superior, simples e explicado, C palavra de Deus." Fichte far5 da liberdade o fulcro do seu sistema, e o proprio Hegel vera na liberdade a ess2ncia do espirito. Em geral, a religiiio e' reavaliada, re- colocada bem acima do plano ao qua1 o Iluminismo a havia reduzido. No mais das vezes, a religiiio entende-se como relaqiio do homem com o infinito e com o eterno. Um dado de fato revela-se particularmente esclarecedor: quase todos os expoentes de destaque do romantismo tiveram fortes crises religiosas e momentos de intensa re- ligiosidade, de Schlegel a Novalis, deJacobi a Schleiermacher, a Fichte e a Schelling. No proprio Hegel, a religiiio C o momento mais elevado do espirito, superado somente pela filosofia. E a religiiio por excekncia C considerada a cristii, embora entendida de variados modos. Sobre o componente constituido pela grecidade e sobre a influhcia do elemento classico ja falamos acima. Recordamos apenas que se trata de grecidade revisitada com nova sensibilidade e amplamente idealizada. Quanto a outros temas especificos, este niio C o lugar para o aprofundamento: como, por exemplo, o amor pelas origens, o sentimento nacional, o renascido interesse pela Idade Media e, em geral, pela historia. Bastam essas observaq6es, as quais, alias, teremos oportunidade de retornar. No que se refere a forma de arte tipi- camente romintica, a caracteristica essen- cia1 C a que Schlegel ja indicara, ou seja, a prevalincia do "conteudo" sobre a forma e, portanto, a reavaliaqiio expressiva do in- formal (deonde o fragmento, o inconcluso e o esboqo que caracterizam as obras dos autores desse periodo). A s Iiga@es entre vornantismo e filosofia Por fim,no que se refere ao romantismo filos6fic0, devemos observar que, alCm de to- das as perplexidades levantadas por muitos estudiosos, e alCm dos equivocos de que ou- tros estudiosos foram vitimas, foi Benedetto Croce quem pronunciou a palavra mais clara sobre o assunto. 0 romantismo filos6fico "consiste no destaque que alguns sistemas
  34. 34. filosdficos d2o a intui@o e a fantasia, em contraste com os sistemas que parecem n50 conhecer outro 6rgio do verdadeiro altm da fria razio, isto C, do intelecto abstrati- vo. Sem duvida, n5o pode haver sistemas filos6ficos que prescindam inteiramente das formas intuitivas do conhecimento, como niio pode haver quem ignore inteiramente as formas logicas. Todavia, com raz5o se afirma que Vico foi filosoficamente prC- romintico, pela vigorosa defesa que fez da fantasia contra o intelectualismo de Des- cartes e de toda a filosofia do seculo XVIII. E com razio chamam Schelling e Hegel de 'filosofos romiinticos', em contraste com os kantianos ortodoxos..." Todo o idealismo, portanto, e' filosofia rom2ntica. AlCm disso, porem, acrescentemos que os filosofos da Cpoca de que estamos tratando tambe'm apresentam conteudos es- pecificos que refletem as idiias gerais de sua ipoca, do que ja falamos (infinito,natureza, sentimento de pinico, liberdade etc.),tendo, alias, contribuido de forma determinante para forma-las. Alguns escritos filosdficos de Schelling ou de Hegel n5o podem ser entendidos se niio forem considerados no espirito do movimento romintico. Conhecendo agora as estruturas, os mCtodos e os conteudos proprios do roman- tismo, podemos passar a caracterizagiio de seus expoentes, diferenciando os pensadores e poetas que se consideraram romiinticos ou que s5oidentificaveiscom eles, dos pensado- res que, mais genericamente, contribuiram para dissipar os horizontes iluministas. Aos grandes filosofos idealistas dedicaremos capitulos especiais. Caspar David brzednch, "Crztz na i7iontanhu" (Dusseldorf, Kunstrnztsrzlrn). Sohre a reualorzzajiio do crzstzaiizsmo e, de modo especral, sobre o sentdo da crziz falaremos aznda dj2fusanz~nt~no capi'tulo que trata dr Noualls.
  35. 35. o poeta tltlderlin do circulo dos rom&nticos, a revista '9tl?enaeumn Jena foi a cidade em que no ultimo lustro do seculo XVlll se constituiu o cir- culo dos rom$nticos,cujosanimadores foram os irmSiosSchlegel, August Wilhelm e Friedrich;este ultimofundou em Berlimem 1798o cjrgaooficial do novo movimento, a revista "Athenaeum" (cujas publicaq6es A Escola cessaram em 1800). Ao movimentoaderiram Novalis, Tieck, Wa- rOm&fica ckenroder, Fichte, Schelling e, principalmente, Schleiermacher. + 3 Jena foi a cidade em que se constituiu o circulo dos romhticos, no hltimo lustro do sCculo XVIII. Seus animadores foram os irmios Schlegel:August Wilhelm (1767- 1845) e Friedrich (1722-1829) um lustro mais jovem (e do qua1 falaremos a parte, logo em seguida),alCm de Karoline Michae- lis (1763-1809),mulher de August Wilhelm Schlegel (que mais tarde separar-se-ia dele para se casar com Schelling), que exerceu poderosa influencia inspiradora e fascinio extraordinario sobre os amigos (ao passo que era muito temida pelos adversarios, por seus juizos cortantes: Schiller a chamava de "Madame Lucifer"). Em 1797, em virtude de duro conflito com Schiller, F. Schlegel transferiu-se para Berlim, onde passou a publicar a revista "Athenaeum", que foi o orgio do novo movimento e cujo primeiro numero saiu em maio de 1798. A revista teve muita fama, mas vida brevissima (sua publicaqiio cessou logo em 1800). Muito ativos, os Schlegel promoveram algumas convenq6es em Dresden (1798) e em Jena (invernode 1799-1800),e varios encontros. Ao movimento aderiu Novalis, que foi o poeta de ponta do grupo. 0 s Schlegel tam- bCm tiveram contatos com os poetas Ludwig Tieck (1773-1853)eWilhelm Heinrich Wa- ckenroder (1773-1798),e encontraram-se com Fichte (1796)e depois com Schelling. Mas, em Berlim, foi sobretudo Schleierma- cher quem esteve proximo a F. Schlegel. Horderlin ficou B parte, mas sua poesia e os pensamentos filosoficos que expressa em seu romance Hyperion sio tipicamente romhticos. 0 circulo dos Schlegel pronunciara uma palavra magica que expressavaa marca espiritual da nova Cpoca. 0 s proprios adver- sarios (comoSchillere Goethe)tornaram-se tais em relaqiio aos homens do circulo e de seus excessos ideol6gicos e pel0 seu mod0 de viver, mas os sentimentos da Cpoca os ligavam necessariamente as idCias de fundo do movimento.
  36. 36. l6 Primeira parte - O n o v i m m i o romiintiio c n forwwc&o do idralismo Alim disso, o fato de o romantismo expressar perfeitamente as instiincias es- pirituais da Cpoca prova-se por sua rhpida difusiio, nio apenas na Alemanha, mas tambCm em toda a Europa: -as Baladas liricasdos poetas William Wordsworth e Samuel Taylor Coleridge, de 1798,com o Prefacio ampliado da segunda ediq50, de 1800, constituiram o manifesto do romantismo inglis; -o livro Sobre aAlemanha, de Mada- me de Stael, em 1813, marca o nascimento do romantismo franc& e, em seguida, sua difusio europCia; -a Cartasemi-se'riade Cris6stom0,de Joiio Berchet, de 1816,marca o nascimento do romantismo italiano. Aqui nos ocuparemos do romantismo alemio, indissoluvelmente ligado A historia do pensamento filos6fico. II. FviedvichSchlegel, e a a v t e como fovma suprema do espivito No pensamentode F. Schlegel(1772-1829)e central a concep@odo infinito, ao qua1se pode chegar ou com a filosofia ou com a arte; em ambas nos servimos de meiosfinitos, e agrande dificuldadeconsisteem encontrar o acesso ao infinito com os meios do finito. Em filosofia, o unico conceito original de F. Schlegel e o de A ironia "ironia", aqua1indicaa atitude espiritualquetende asuperar ea a dissolver progressivamentea inadequaqaoem relaqaoa infinitude de finito-infinito de todo ato ou fato do espirito humano, e nela tem um papel 4 5 1-2 decisivo o elemento "espirituoso" ou "brincalhao" do humor. Na arte, ao contrario, e apanagio do g h i o criador operar umasintesede finito e infinito: overdadeiroartistaanula-secomo finito para poder ser veiculo do infinito, e neste sentido a arte assume tambem um altissimo significado religioso, porque religiao e toda rela@odo homem com o infinito. 0conceit0 deUironia" e m sentido ~ O M & M ~ ~ C O F. Schlegel(1772-1829)partiu do clas- sicism~de Winckelmann (doqual j i falamos acima)e das teorias de Schiller (maisi fren- te), mas evoluiu e deu consistencia aut6no- ma ao seu pensamento, sobretudo a partir da leitura da Doutrina da cidncia de Fichte, e com Schelling. A concepqio do infinito C idCia central do seu pensamento, bem como de todo o pensamento romhtico. Ora, podemos chegar ao infinito pela filosofia ou pela arte.Mas, tantonuma como na outra, nos valemos de meios finitos. E aqui reside precisamente a verdadeira difi- culdade: encontrar o acessoao infinito corn os meios finitos. Schlegel tentou se mover em ambas as direq6es, mas, em filosofia, criou apenas um conceito verdadeiramente original, o de "ironia"; o resto permaneceu fragmentirio e apenas esboqado.Sua teoria da arte constitui o melhor que ele deu i sua Cpoca. Retomado de Socrates, seu conceito de "ironia" C profundamente ampliado e modificado. Em Socrates a "ironia" era a simulaqio do jogo do advershrio, com o objetivo de refutar o proprio adversirio me- diante suas proprias armas. J i em Schlegel a ironia sup6e outros horizontes te6ricos: pressup6e a concepqiio do infinito como o objetivo ao qual se deve chegar e a inade- quaqio de todo pensamento que vise ao
  37. 37. Capitulosegundo - 6 s fundadoves da &cola vom6ntica 17 infinito, enquanto C sempre pensamento determinado. Ora, a ironia se insere nesse context0 como a atitude espiritual que tende a superar e dissolver esse "determi- nado" e, portanto, tende a impelir sempre para mais ale'm. A ironia, portanto, tende a suscitar um sentimento de contradiqiio nio eliminavel entre condicionado (finito) e incondicionado (infinito) e, ao mesmo tempo, o desejo de elimina-la e, por isso, o sentimento da "impossibilidade e necessida- de da perfeita mediaqio" ao mesmo tempo. Desse modo, a "ironia" posiciona-se sem- pre acima de todo o nosso conhecimento, de toda a nossa aqio ou obra. Em conclusiio, a nova "ironia" posiciona-se como o sentido de inadequaqso em relaqio i infinitude de todo fato ou ato do espirito humano, exercendo nela papel decisivo o elemento do "espirituoso" ou do "brincalhio", ou seja, do humor. Esse conceit0 de "ironia" C quase o pendant, de tonalidade aparentemente clas- sicizante, mas na realidade profundamente romiintico, do sentimento sCrio da Sehnsu- cht (ansiedade),que descrevemos. 0 filosofo Nicolai Hartmann nos deu disso caracterizaqiio muito eficaz: "Schlegel estava profundamente convict0 da inex- primibilidade e da incompreensibilidade mistica de tudo o que t dtimo e autintico objeto do pensamento. Assim, o 'espirituo- so' (no sentido de humor) com que, no fim, o pensamento ironiza a si mesmo e se suprime C precisamente a admissio profun- damente justa e grandiosa de sua pr6pria impothcia. Com isso, mediatamente, C a reabilitagiiodo irracional limitado e expulso pelo pensamento. Trata-se de 'pressagioso girar em torno do inabordavel', de salto do pensamento no vazio, que certamente nunca levari a terreno solido, mas que carrega consigo a conscitncia imediata desse terreno solido, isto C, aquele que so 6 real enquanto o pensamento abandona conscientemente a si mesmo. A forma desse 'abandon0 de si' 6 a ironia, o espirituoso (o humor),o riso sobre si mesmo". farte towm sinfese d e finito e infinito Por tudo o que dissemos, C evidente que essa superaqio do espirito humano e o p6r- se gradualmente acima dos limites e de toda finitude valem nio apenas para a filosofia, mas tambtm para a Ctica, para a arte e para todas as formas da vida espiritual, consti- tuindo auttntica marca do romantismo. Segundo Schlegel, a arte C obra do gtnio criador que, precisamente por ser gtnio, opera a sintese entre finito e infinito. 0 artista, o verdadeiro artista, C aquele que se anula como finito para poder ser veiculo do infinito. E, como tal, desenvolve elevadissima missiioentre os homens. Assim entendida, ou seja, como sintese de finito e infinito, a arte assume tambCm aspect0 religioso, porque religiiio t "toda relagio do homem com o infinito", e toda religiio C mistica, porque i "vida em Deus". Por fim, Schlegel apontou a "indivi- dualidade" humana que se desdobra como a essincia da moralidade. A maxima que melhor resume seu pensamento a esse res- peito 6 a seguinte: "Pensa-te como ser finito educado para o infinito, e entio pensaras um homem." Em 1808, Schlegel se converteu e abraqou o catolicismo. Era o desembocar flagrante da crise religiosa que grassava praticamente em todos os romiinticos, mas que ele, diversamente dos outros, quis e soube levar As suas extremasconseaiiincias.
  38. 38. 18 Primeira parte - 0movimento rom8ntico e a f 0 v m a ~ 6 0do i d e a l i ~ m o III. Novalis: d o idealismo m6gico ao cristianismo como reIigi&o universaI Tomando os movimentos do idealismo de Fichte, Novalis osentido (Friedrich von Hardenberg, 1772-1801) elabora a concep$8o do m;igico do idealism0magico,o qua1divisaaverdadeiramagiana atividadein- + § 7 conscienteprodutoradoeuquegerao n8o-eu:averdade resideno substratomagicodo real, ouseja, nafabula, nosonho e na poesia. A seguir, Novalispassa do idealismo magic0a umavisa0 crist8, dando inicio a uma revaloriza@oradical da ldade Media cat6lica: aqui ele vB realizada a feliz unidade destruida por Lutero, considerado em certo sentido 0 valor como precursor do intelectualismo iluminista. Apenas a mensa- universal gem crist8 sabe explicar o sentido da morte, e assim tambem a do cristianismo altissima mensagem grega de serenidade e harmonia acena ao 4 3 2 cristianismo. 0idealismo m6gico: avte e filosofia C O ~ Omagia Novalis (cujo verdadeiro nome era Friedrich von Hardenberg) nasceu em 1772e morreu em 1801, com apenas vinte e nove anos, consumido pela tuberculose. Foi considerado a mais pura voz poCtica do romantismo e, ao mesmo tempo, foi pensador (embora neste aspect0 fossemuito mais inferior). 0 pensamento de Novalis, como se expressa sobretudo nos Fragmentos, tem seu fulcro de novidade no chamado "idealismo magico". Fichte,como veremos, opde ao re- alism~o idealismo gnosiol6gico-metafisico. 0 realista faz do objeto o prius e a partir dele procura derivar o sujeito; jh o idealista faz do eu e do sujeito o prius e dele procu- ra derivar o objeto. Analogamente, para Novalis, que acolheu as idCias de Fichte, transformando-as segundo suas exigincias, o realismo magico era o antigo naturalism0 ocultista, ou seja, aquele realismo que via a magia predominantemente no objeto; o idealismo mdgico C a nova concepqiio, que vt a verdadeira magia na atividade produ- tora inconsciente do eu que gera o niio-eu. A nova concep~iioidealista da realidade, portanto, C a verdadeira concepq50 magica, porque mostra que tudo deriva do espirito e, portanto, que o espirito tudo domina e i o ~ o d e rsoberano absoluto. "Eu = n5o-eu: tese suprema de toda citncia":eis o principio que esth na base do "idealismo magico". Assim, C compreensivel a maxima que resume o significado do romance 0 s disci~ulosde Sais: "Aconteceu de um deles levaAtar o vCu da deusa de Sais. Pois bem. o que viu ele? Maravilha das maravilhas, viu-se a si mesmo". Na natureza e na divindade, assim como no eu, ha forqa idintica, o mesmo es~irito.A - A filosofia C maeia: mas a arte o C mais" , ainda. A poesia capta verdadeiramente o absoluto, alias, C o absoluto: "A poesia C o real verdadeiramente absoluto. Esse C o nucleo da minha filosofia." Com base nesse conceit0 C que foi construido o romance (inacabado)Henriaue de Ofterdingen, no qu'alse mistuiam soiho e realidade, prosa e poesia. Trata-se de um "romance de formasiio" ou "pedagogico", no qual o protagonista forma-se atravCs de varias experiincias e encontros, e no qual o substrato magico do real, a fibula, o sonho e a ~oesiarevelam ser a verdade. E desde a primeira pagina aparece em sonho para o protagonista a "flor azul", que Ihe
  39. 39. Capitulo segundo - O s fw~dadoresda &cola romAntica 19 escapa exatamente quando Ihe parece mais prbxima, e que constitui o simbolo daquele "nio sei qut" sempre perseguido e sonha- do, mas nunca alcangado: a "flor azul" C a representaqio viva da romBntica Sehnsucht, que nesse romance alcanga expressoes pa- radigmhticas. 0c r i s t i a n i s ~ ? ~ cowo reIigi&o universal Novalis, porim, passou do idealism0 mhgicoa visioinspiradano cristianismo,dan- do inicio a uma reavaliagio radical da Idade MCdia cat6lica (noensaioA cristandade ou a Europa),na qua1via realizada a feliz unidade destruida por Lutero, considerado em certo sentidocomo o precursor do tedioso, hrido e estCril intelectualismo iluminista. "Eram be- 10se espltndidos os tempos em que a Europa era terra cristi..." -assim comega o ensaio, que colheu de surpresa o pr6prio Schlegel e que estava destinado a dar grande impulso a reavaliagio romdntica da Idade MCdia. Ele subordinou ao cristianismo a pro- pria mensagem grega, que, no entanto, considerava como elevadissima mensagem de serenidade e harmonia. Entretanto, se- gundo Novalis, sem a mensagem crist5, a unica que sabe explicar o sentido da morte, aquela harmonia niio seria suficiente.Num dos Hinos a noite, ele faz vir da HClade um cantor (que simboliza ele proprio) para venerar o Cristo que veio ao mundo: "De uma costa distante, nascido sob o sereno cCu da HClade, um cantor veio a Palestina, ofertando todo o seu coragHo ao menino miraculoso", aquele menino que dava novo sentido ii morte, trazendo-nos a "vida eterna". A "noite" dos Hinos constitui impor- tante simbolo: C a antitese daquela mes- quinha "luz" do intelecto iluminista, que ilumina mediocridades,ao passo que a Noite C Absoluto. (Trata-se de uma retomada da d e b r e methfora da "noite" cara aos misti- cos).Nesses Hinos, a cruz de Cristo ergue-se triunfalmente, simbolo da vit6ria sobre a morte: "Incombustivel 6 a cruz, bandeira triunfal da nossa estirpe": simbolo triunfal porque C a 6nica que sabe nos ajudar na dor e na angustia e, como jh dissemos, porque C a unica que sabe explicar o sentido da morte. Novalrs (1772-1801) representou a uoz [i'rz~a mars ptrru do circzrlo reunido pelos Schlegel ern torno da revlsta "Athenucum ". Con1 a esplCndrda imugen~ da "flor azul ii2atingivd" criou o simholo da ronzuwtica Sehnsucht (anselo do infinlto).
  40. 40. 20 Primeira parte - 8nwviment~vom&tico e a f o v ~ ? a ~ &do idealismo As contribuiqties Schleiermacher (1768-1834) deve ser lembrado principal- A- mente por:U C Schleiermacher a) sua interpretas80romdntica da religi3o; + § I b) o grande relanc;amentode Plat8o; c) algumas ideiasantecipatorias noGmbitoda hermeneutica. a) A religi8o e uma relac80 do homem com atotalidade, e A religiso intuis8oesentimento do infinite.A religigo aspira a intuir o uni- coma i n t W o verso, tende a ver no homem, eem todas as outras coisasfinitas, do infinito o infinito, a imagem, a marca, a express80 do infinito: a a@o do +§ 2 infinito sobre o homem e, portanto, a intuiq80, e a resposta do sujeito 6 o sentimentode total dependencia do infinito. * b) Importanciahistoricatemagrandetradus8o de Plat80queSchleiermacher antes projetou com F. Schlegel e depois levou a termo sozinho. A necessidadede voltar a Plat30 havia sido percebida pelos rominticos, principal- o retorno mente depois da publicas80 da Doutrina da ci4ncia de Fichte, a plat50 e a influencia da tradus3o schleiermacheriana dos dihlogos de + § 3 Plat%ofoi enorme, tanto que eles se puseram de novo como um dos pontosde referencia indispensaveis. c) Por fim, Schleiermacher foi um precursor da hermeneuticafilosofica con- tempordnea, pois com ele a hermeneutica, de simples tecnica de compreendo e interpretas80dos varios tipos de escritos, comesa a se tornar A hermenOutica compreendoda estrutura interpretativaquecaracterizao conhe- filosofica cer como tal: e precis0 compreender o todo para compreender + § 4 a parte, e em geral e precis0 que objeto interpretado e sujeito que interpreta pertensam a um mesmo horizonte "circular". Friedrich Daniel Ernst Schleiermacher nasceu na Breslhvia,em 1768.Em 1797,em Berlim, conheceu F. Schlegel e uniu-se ao circulo dos rominticos, colaborando corn o "Athenaeum". Posteriormente, ensinou em Halles e, a partir de 1810, na Universidade de Berlim. As obras que lhe deram maior notoriedade foram os Discursos sobre a religiiio (1799)e os MonBlogos (1800).Em 1822, publicou a Doutrina da fe', que tem importhcia sobretudo em relaqiio iteo- logia dogmhtica protestante. Entre 1804 e 1828 traduziu os dihlogos de Plat50 (com introdus50 e notas). Postumamente, foram publicadas suas aulas relativas a Diale'tica, a Etica e a Este'tica, altm de outros temas, entre os quais reveste-se de particular im- port2ncia a Hermendutica, na qua1se revela um precursor. SHo trts as razdes pelas quais Schleier- macher deve ser recordado: 1)por sua interpretasiio romhtica da religiiio; 2) pel0 grande relaneamento de PlatHo; 3) por algumas idiias antecipadoras de sua Hermeniutica.

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