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Prescrição de Medicamentos
durante a Consulta de
Enfermagem
Novo contexto
O trabalho de enfermagem tornou-se mais
técnico e mais especializado e o enfermeiro
passou a ter maior destaque como membro
da equipe multidisciplinar, com seu próprio
corpo de conhecimentos para a prestação
de cuidados ao cliente.
Novo contexto
Contexto:
 Contenção de custos para a saúde e,
 Aumento da demanda para novos e
dispendiosos tratamentos
Enfermeiros vêm desenvolvendo seu papel de forma
inovadora, ora expandindo ora estendendo suas
funções, e a prescrição de medicamentos pode ser
vista como uma dessas inovações da profissão de
enfermagem, que vem sendo implementada na prática
dos enfermeiros em muitos países, desde o início da
década de 1990.
Modelos de Enfermeiros
Prescritores
1) Independente, autônomo ou substitutivo;
2) Dependente, colaborador, semi-
autônomo, complementar ou suplementar;
3) Grupo protocolo
4) Prescrição alterando horário e dosagem.
Independente, autônomo ou
substitutivo
 O profissional de saúde assume toda a responsabilidade
pela avaliação do cliente, usualmente fazendo um
diagnóstico diferencial dentro de uma série de
possibilidades sugeridas pelos sinais e sintomas e indica
a medicação e tratamento adequados, efetuando a
PRESCRIÇÃO.
 Essa categoria de prescritor, na maioria dos países, é
limitada a médicos, dentistas e veterinários, mas também
enfermeiros em vários países têm esse direito.
 Exemplo: muitos estados dos Estados Unidos.
Dependente, colaborador, semi-
autônomo, complementar ou
suplementar
 O prescritor dependente é aquele que pode prescrever em
colaboração com o prescritor independente, geralmente
médico, mas sem necessidade de supervisão direta.
 Não assume a responsabilidade pelo diagnóstico ou exame
de avaliação do cliente.
 É muito útil nas consultas subseqüentes do cliente, após ele
já ter passado por um médico na primeira consulta. Mas, o
enfermeiro não deve se limitar a repetir a medicação, pois
deve ter competência para alterar alguns aspectos da
prescrição, como dose ou freqüência.
Grupo protocolo
 Segue uma instrução escrita específica para administração
de determinados medicamentos em uma determinada
situação clínica.
 Essa instrução pode ser elaborada dentro de qualquer
instituição, pública ou privada, e aprovada pelo dirigente
local. É aplicado para grupos de clientes ou usuários
previamente identificados.
 Usado no Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia e Brasil.
 Não deve ser visto como prescrição independente, porque
apenas permite que o enfermeiro prescreva medicamentos
dentro dos termos de um determinado protocolo.
Prescrição alterando horário e
dosagem
 O protocolo é por cliente e não por grupo e admite que
enfermeiros alterem o horário e a dose de
medicamentos específicos.
 É modelo comumente usado por enfermeiros atuando
com pacientes psiquiátricos, diabéticos e de cuidados
paliativos.
 Esse tipo também não é caso de prescrição
independente, mas administração de medicação sob a
autoridade e responsabilidade do médico.
Países e Características
 Suécia
 Austrália
 Canadá
 Estados Unidos
 Reino Unido
 Nova Zelândia
 África do Sul
 Botsuana
 Irlanda
 Quênia
a) forte liderança e uma organização de enfermagem
em nível nacional bem articulada e com experientes
e ativos lobistas que obtiveram a aprovação de leis
b) sistema educacional na enfermagem que deu a
capacitação, confiança e competência para assumir
o direito de prescrever.
c) um sistema de saúde e de enfermagem
comunitária bem estabelecida, com práticas e
funções avançadas para enfermeiros.
A prescrição de medicamentos por enfermeiros
constituía uma atraente opção para promover a
assistência à saúde com recursos existentes e
contenção de custos.
CIE – Conselho Internacional de Enfermeiras
A Prescrição de Medicamentos por
Enfermeiros no Brasil
COFEN:
 Lei do Exercício Profissional nº 7.498/86
 Resolução n.º 195, de 18 de fevereiro de 1997
 Resolução n.º 271, em 12 de Julho de 2002
 Decreto 94.406/97
A legislação brasileira do Exercício Profissional de
Enfermagem (Lei n.º 7.498, de 25 de Junho de
1986) prevê a prescrição de medicamentos por
enfermeiros, como integrantes da equipe de
saúde, quando previamente estabelecidos em
programas de saúde coletiva e em rotina
aprovada por instituição de saúde.
Legislação
Lei N.º 7498, em 25 de Junho de 1986
Regulamenta ações do enfermeiro:
 na consulta,
 prescrição de medicamentos e
 requisição de exames.
O enfermeiro tem autonomia na escolha dos
medicamentos e respectiva
posologia, respondendo integralmente pelos
atos praticados.
Legislação
Resolução N.º 271, em 12 de Julho de 2002
Essa resolução encontra-se respaldada:
Programas do Ministério da Saúde:
 Doenças Sexualmente Transmissíveis/AIDS da
Coordenadoria de Assistência à Saúde;
 Viva Mulher; Assistência Integral;
 Saúde da Mulher e da Criança;
 Controle de Doenças Transmissíveis, dentre outros.
Legislação
Resolução N.º 195, de 18 de fevereiro de 1997
Essa resolução encontra-se respaldada:
Manuais de Normas Técnicas publicados pelo Ministério:
 Capacitação de enfermeiros em Saúde Pública para Sistema Único
de Saúde
 Controle das Doenças Transmissíveis;
 Pré-natal de baixo risco (1986);
 Capacitação do instrutor/supervisor enfermeiro na área de controle
da hanseníase (1988);
 Procedimento para atividade e controle da tuberculose (1989);
 Normas Técnicas e Procedimentos para utilização dos esquemas de
poliquimioterapia no tratamento da hanseníase (1990);
 Guia de controle de hanseníase (1994);
 Normas de atenção à saúde integral do adolescente (1995)
Legislação
Resolução N.º 195, de 18 de fevereiro de 1997
Legislação
Portaria MS n. 648/2006, regulamenta a Política
Nacional de Atenção Básica e a execução da
Estratégia Saúde da Família.
Portaria MS 1625/2007
Consulta de Enfermagem
Compreende:
 histórico (entrevista),
 exame físico,
 diagnóstico de enfermagem,
 prescrição de enfermagem e
 evolução de enfermagem.
Resolução COFEN N. 272/2002
A prescrição de medicamentos por
enfermeiros não pode ser vista como uma
atividade isolada, mas algo complementar à
consulta de enfermagem, com os objetivos de
conhecer e intervir sobre os problemas de
saúde/doença, englobando outras ações, tais
como a solicitação de exames de rotina e
complementares.
Consulta de Enfermagem x
Prescrição de Medicamentos?
Equipe de Saúde da
Família
 A Enfermagem tem exercido papel fundamental no
desenvolvimento do processo de cuidar nesta nova
estratégia de saúde.
 Sua função peculiar de prestar atenção à comunidade e
desempenhar atividades de promoção e educação em
saúde, manutenção e recuperação da saúde, prevenção
às doenças, tratamento e reabilitação têm condicionado
aos Enfermeiros, grande autonomia no exercer da
APS, resultando numa significante ascensão social e
política da profissão.
 Se a consulta de enfermagem é realizada como fim em
si mesma, ou seja, se não está inserida visando a
objetivos epidemiológicos e programáticos, torna-se
reprodutora do modelo biomédico de assistência.
 Além disso, se essa consulta se centra na
medicalização da assistência de Enfermagem e do
cliente, transforma-se numa pseudo-consulta médica
baseada no modelo clínicocurativo de assistência à
saúde individual.
(XIMENES NETO et al, 2007)
PROTOCOLOS
Ministério da Saúde
SAÚDE DA MULHER
PRÉ – NATAL DE BAIXO RISCO
Doenças e Agravos:
 Anemia Ferropriva
 Infecção Urinária
 IST
 Escabiose
 Vômitos
Medicamentos da Farmácia Básica:
 SULFATO FERROSO
 ÁCIDO FÓLICO
 METROCLOPRAMIDA
PRÉ - NATAL
 Anemia
 Hemoglobina < 11 g/dl e > 8 g/dl: diagnóstico de
anemia leve a moderada.
 Solicitar exame parasitológico de fezes e tratar
parasitoses, se presentes
 Prescrever sulfato ferroso em dose de tratamento de
anemia ferropriva (120 a 240 mg de ferro
elementar/dia), de três a seis drágeas de sulfato
ferroso/dia, via oral, uma hora antes das principais
refeições.
 SULFATO FERROSO: um comprimido = 200 mg, o
que corresponde a 40 mg de ferro elementar.
RECEITUÁRIO
R/
1- sulfato ferroso ------ 200mg--
---- 30cps
Uso: 01 comp. Via oral uma hora
antes do almoço.
2- Ácido fólico ----- ------- 30
cps
Uso: 01 comp. Via oral antes do
almoço.
Assinatura
Coren
Data
PRÉ - NATAL
 Hematêmese
Antiemético
 Metoclopramida –
10 mg de 4/4 h;
RECEITUÁRIO
R/
1- Metroclopramida ------ 10mg--
---- 10cps
Uso: 01 comp. Via oral de 4/4
horas.
Assinatura
Coren
Data
ABORDAGEM SINDRÔMICA
Medicamentos da Farmácia Básica:
 NISTATINA creme vaginal
 MICONAZOL creme vaginal
 METRONIDAZOL creme vaginal
 METRONIDAZOL comp. 250mg
 METRONIDAZOL comp. 500mg
Preventivo:
 Processo Inflamatório
 Gardenerella vaginallis
 Lactobacilos
 Cocos
Planejamento Familiar
 Norestin
(noretisterona)
 Ciclo 21
(levonorgestrel
+ etinilestradiol)
 Mesigyna
 Contracep
Norestin ----------------------
----- 1 cx
Uso: 01 comp. Via oral diariamente
no mesmo horário.
Injetável mensal
Uso: 01 dose com validade de 28 a
30 dias.
Injetável trimensal
Uso: 01 dose com validade de
aproximadamente 3 meses.
OBS: seguir tabela da medicação.
ACO
Primeira cartela:
Inicia as doses diárias no terceiro ou
quarto dia da menstruação; após os 21
comprimidos e 21 dias aguarda sete a oito
dias para iniciar a próxima cartela;
Planejamento Familiar
SAÚDE DO ADULTO
Diabetes
Fármaco Posologia
Metformina 500mg a 2550gr, fracionada em 1 a 3 vezes ao dia, nas refeições
Sulfoniluréias
Glibenclamida 2,5mg a 20mg, 1 a 2 vezes ao dia, nas refeições.
Glicazida 2,5 a 20 mg, 1 a 3 vezes ao dia, nas refeições.
40mg a 320mg, 1 a 2 vezes ao dia, nas refeições.
Insulina
NPH 10 U NPH ao deitar (ou 0,2U/kg), aumento gradual de 2U; reduzir
em 4U quando houver hipoglicemia. Se necessário, adicionar 1 a 2
injeções diárias.
Regular Em situações de descompensação aguda ou em esquemas de
injeções múltiplas
Hipertensos
Grupos e representantes Dose diária
(mg)
Intervalo de
dose (h)
Riscos
Diuréticos
Tiazídicos
Hidroclorotiazida
De alça
Furosemida
12,5 – 50
20 - 320
24
12-24
Hipocalemia, hiperuremia
Hipovolemia, hipocalemia
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Bloqueadores beta
Propanolol 80 - 320 6-12
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Enolapril
80 – 320
12,5 – 150
5 – 40
6-12
12-24
Tosse, hipocalemia
HANSENÍASE
HANSENÍASE
 Paucibacilar : 06 cartelas
HANSENÍASE
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TUBERCULOSE
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Saúde da Criança
 Febre
 Tosse
 Anemia
 Escabiose
 Verme de cachorro
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 IRA
Medicamentos
 Amoxilina
Cç < 20kg 20 a 50mg/kg/dia 8/8h
Cç > 20Kg 250 a 500mg/dose 8/8h
 Cefalexina
20 a 50mg/kg/dia 8/8h
 Eritromicina
30 a 50mg/kg/dia 6/6h
 Nistatina oral
Lactentes 200.000U de 6/6h
400.000 a 600.000U de 6/6h
Medicamentos
 Dipirona
6 a 10mg/kg/dose
 Paracetamol
0 a 3 meses 40mg/dose
4 a 11 meses 80mg/dose
12 a 23 meses 120mg/dose
 Metroclopramida
0,5 a 1mg/kg/dia
 Diclofenaco resinato
> 1 ano 0,5 a 2mg/kg/dose 8/8h e 12/12h
Medicamentos
 Mebendazol
100mg de 12/12h por 3 dias consecutivos
repetir após 15 a 20 dias.
 Iodeto de Potássio
 SRO
“Urge, portanto, que os enfermeiros se
dediquem com afinco a sua atividade e se
capacitem cada vez mais, não só para uma
utilização racional de medicamentos, uma vez
que a prescrição medicamentosa não é o
aspecto essencial da assistência de
enfermagem, mas para manter elevados os
ideais de sua profissão, diante de um cotidiano
tão desafiador que é o Programa de Saúde da
Família.”
É preciso trilhar pelo caminho da PRUDÊNCIA
Referências
 Brasil. Lei n.º 7.498, de 25 de Junho de 1986. Dispõe sobre a regulamentação do exercício da enfermagem e
dá outras providências. In: Conselho Regional de Enfermagem do Estado de São Paulo. Documentos básicos
de enfermagem: enfermeiros, técnicos e auxiliares. São Paulo (SP): COREN-SP; 2001.
 Conselho Federal de Enfermagem (BR). Resolução 271/2002. Regulamenta as ações do enfermeiro na
consulta, prescrição de medicamentos e requisição de exames. Rio de Janeiro (RJ): COFEN; 2002.
 Conselho Federal de Enfermagem (BR). Resolução 195/1997. Dispõe sobre a solicitação de exames de rotina
e complementares por enfermeiro. In: Conselho Regional de Enfermagem do Estado de São Paulo.
Documentos básicos de enfermagem: enfermeiros, técnicos e auxiliares. São Paulo (SP): COREN-SP; 2001.
 Brasil. Decreto-Lei n.º 94.406, de 08 de Junho de 1987. Regulamenta a Lei n.º 7.498, de 25 de Junho de
1986, que dispõe sobre o exercício da enfermagem. In: Conselho Regional de Enfermagem do Estado de São
Paulo. Documentos básicos de enfermagem: enfermeiros, técnicos e auxiliares. São Paulo (SP): COREN-SP;
2001.
 Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas
Estratégicas. Área Técnica de Saúde da Mulher. Pré-natal e Puerpério: atenção qualificada e humanizada
– manual técnico/Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações
Programáticas Estratégicas – Brasília: Ministério da Saúde, 2005.
 Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Programa Nacional de DST e Aids. Manual
de Controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em
Saúde, Programa Nacional de DST e Aids. Brasília: Ministério da Saúde. 2005.
 Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Vigilância em
Saúde: Dengue, Esquistossomose, Hanseníase, Malária, Tracoma e Tuberculose / Ministério da
Saúde, Secretaria de Atenção a Saúde, Departamento de Atenção Básica / - Brasília : Ministério da
Saúde, 2007. 199 p. : il. - (Série A. Normas e Manuais Técnicos) (Cadernos de Atenção Básica, n. 21)
Referências
 Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Hipertensão
arterial sistêmica para o Sistema Único de Saúde / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à
Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Ministério da Saúde, 2006. 58 p. – (Cadernos de
Atenção Básica; 16) (Série A. Normas e Manuais Técnicos)
 Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Diabetes
Mellitus / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília :
Ministério da Saúde, 2006. 64 p. il. – (Cadernos de Atenção Básica, n. 16) (Série A. Normas e Manuais
Técnicos)
 Brasil. Ministério da Saúde. Unicef. Cadernos de Atenção Básica: Carências de Micronutrientes / Ministério
da Saúde, Unicef; Bethsáida de Abreu Soares Schmitz. - Brasília: Ministério da Saúde, 2007. 60 p. - (Série A.
Normas e Manuais Técnicos)
 Brasil. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Controle dos cânceres do colo
do útero e da mama / Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília :
Ministério da Saúde, 2006. xx p. : il. – (Cadernos de Atenção Básica; n. 13) (Série A. Normas e Manuais
Técnicos)
 Carneiro, Alan D.et al. Prescrição de medicamentos e solicitação de exames por enfermeiros no PSF:
 aspectos, éticos e legais. Rev. Eletr. Enf. 2008;10(3):756-65. Available from:
http://www.fen.ufg.br/revista/v10/n3/v10n3a21.htm
 OGUISSO, Taka; FREITAS, Genival F de. Enfermeiros prescrevendo medicamentos: possibilidades e
perspectivas. Rev Bras Enferm, Brasília 2007 mar-abr; 60(2):141-4.
 XIMENES NETO, FRG et al. Olhares dos enfermeiros acerca de seu processo de trabalho na
prescrição medicamentosa na Estratégia Saúde da Família. Rev Bras Enferm, Brasília 2007 mar-abr;
60(2):133-40.

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Prescrição de medicamentos durante a consulta de enfermagem

  • 1. Prescrição de Medicamentos durante a Consulta de Enfermagem
  • 2. Novo contexto O trabalho de enfermagem tornou-se mais técnico e mais especializado e o enfermeiro passou a ter maior destaque como membro da equipe multidisciplinar, com seu próprio corpo de conhecimentos para a prestação de cuidados ao cliente.
  • 3. Novo contexto Contexto:  Contenção de custos para a saúde e,  Aumento da demanda para novos e dispendiosos tratamentos Enfermeiros vêm desenvolvendo seu papel de forma inovadora, ora expandindo ora estendendo suas funções, e a prescrição de medicamentos pode ser vista como uma dessas inovações da profissão de enfermagem, que vem sendo implementada na prática dos enfermeiros em muitos países, desde o início da década de 1990.
  • 4. Modelos de Enfermeiros Prescritores 1) Independente, autônomo ou substitutivo; 2) Dependente, colaborador, semi- autônomo, complementar ou suplementar; 3) Grupo protocolo 4) Prescrição alterando horário e dosagem.
  • 5. Independente, autônomo ou substitutivo  O profissional de saúde assume toda a responsabilidade pela avaliação do cliente, usualmente fazendo um diagnóstico diferencial dentro de uma série de possibilidades sugeridas pelos sinais e sintomas e indica a medicação e tratamento adequados, efetuando a PRESCRIÇÃO.  Essa categoria de prescritor, na maioria dos países, é limitada a médicos, dentistas e veterinários, mas também enfermeiros em vários países têm esse direito.  Exemplo: muitos estados dos Estados Unidos.
  • 6. Dependente, colaborador, semi- autônomo, complementar ou suplementar  O prescritor dependente é aquele que pode prescrever em colaboração com o prescritor independente, geralmente médico, mas sem necessidade de supervisão direta.  Não assume a responsabilidade pelo diagnóstico ou exame de avaliação do cliente.  É muito útil nas consultas subseqüentes do cliente, após ele já ter passado por um médico na primeira consulta. Mas, o enfermeiro não deve se limitar a repetir a medicação, pois deve ter competência para alterar alguns aspectos da prescrição, como dose ou freqüência.
  • 7. Grupo protocolo  Segue uma instrução escrita específica para administração de determinados medicamentos em uma determinada situação clínica.  Essa instrução pode ser elaborada dentro de qualquer instituição, pública ou privada, e aprovada pelo dirigente local. É aplicado para grupos de clientes ou usuários previamente identificados.  Usado no Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia e Brasil.  Não deve ser visto como prescrição independente, porque apenas permite que o enfermeiro prescreva medicamentos dentro dos termos de um determinado protocolo.
  • 8. Prescrição alterando horário e dosagem  O protocolo é por cliente e não por grupo e admite que enfermeiros alterem o horário e a dose de medicamentos específicos.  É modelo comumente usado por enfermeiros atuando com pacientes psiquiátricos, diabéticos e de cuidados paliativos.  Esse tipo também não é caso de prescrição independente, mas administração de medicação sob a autoridade e responsabilidade do médico.
  • 9. Países e Características  Suécia  Austrália  Canadá  Estados Unidos  Reino Unido  Nova Zelândia  África do Sul  Botsuana  Irlanda  Quênia a) forte liderança e uma organização de enfermagem em nível nacional bem articulada e com experientes e ativos lobistas que obtiveram a aprovação de leis b) sistema educacional na enfermagem que deu a capacitação, confiança e competência para assumir o direito de prescrever. c) um sistema de saúde e de enfermagem comunitária bem estabelecida, com práticas e funções avançadas para enfermeiros. A prescrição de medicamentos por enfermeiros constituía uma atraente opção para promover a assistência à saúde com recursos existentes e contenção de custos. CIE – Conselho Internacional de Enfermeiras
  • 10. A Prescrição de Medicamentos por Enfermeiros no Brasil COFEN:  Lei do Exercício Profissional nº 7.498/86  Resolução n.º 195, de 18 de fevereiro de 1997  Resolução n.º 271, em 12 de Julho de 2002  Decreto 94.406/97
  • 11. A legislação brasileira do Exercício Profissional de Enfermagem (Lei n.º 7.498, de 25 de Junho de 1986) prevê a prescrição de medicamentos por enfermeiros, como integrantes da equipe de saúde, quando previamente estabelecidos em programas de saúde coletiva e em rotina aprovada por instituição de saúde. Legislação Lei N.º 7498, em 25 de Junho de 1986
  • 12. Regulamenta ações do enfermeiro:  na consulta,  prescrição de medicamentos e  requisição de exames. O enfermeiro tem autonomia na escolha dos medicamentos e respectiva posologia, respondendo integralmente pelos atos praticados. Legislação Resolução N.º 271, em 12 de Julho de 2002
  • 13. Essa resolução encontra-se respaldada: Programas do Ministério da Saúde:  Doenças Sexualmente Transmissíveis/AIDS da Coordenadoria de Assistência à Saúde;  Viva Mulher; Assistência Integral;  Saúde da Mulher e da Criança;  Controle de Doenças Transmissíveis, dentre outros. Legislação Resolução N.º 195, de 18 de fevereiro de 1997
  • 14. Essa resolução encontra-se respaldada: Manuais de Normas Técnicas publicados pelo Ministério:  Capacitação de enfermeiros em Saúde Pública para Sistema Único de Saúde  Controle das Doenças Transmissíveis;  Pré-natal de baixo risco (1986);  Capacitação do instrutor/supervisor enfermeiro na área de controle da hanseníase (1988);  Procedimento para atividade e controle da tuberculose (1989);  Normas Técnicas e Procedimentos para utilização dos esquemas de poliquimioterapia no tratamento da hanseníase (1990);  Guia de controle de hanseníase (1994);  Normas de atenção à saúde integral do adolescente (1995) Legislação Resolução N.º 195, de 18 de fevereiro de 1997
  • 15. Legislação Portaria MS n. 648/2006, regulamenta a Política Nacional de Atenção Básica e a execução da Estratégia Saúde da Família. Portaria MS 1625/2007
  • 16. Consulta de Enfermagem Compreende:  histórico (entrevista),  exame físico,  diagnóstico de enfermagem,  prescrição de enfermagem e  evolução de enfermagem. Resolução COFEN N. 272/2002
  • 17. A prescrição de medicamentos por enfermeiros não pode ser vista como uma atividade isolada, mas algo complementar à consulta de enfermagem, com os objetivos de conhecer e intervir sobre os problemas de saúde/doença, englobando outras ações, tais como a solicitação de exames de rotina e complementares. Consulta de Enfermagem x Prescrição de Medicamentos?
  • 18. Equipe de Saúde da Família  A Enfermagem tem exercido papel fundamental no desenvolvimento do processo de cuidar nesta nova estratégia de saúde.  Sua função peculiar de prestar atenção à comunidade e desempenhar atividades de promoção e educação em saúde, manutenção e recuperação da saúde, prevenção às doenças, tratamento e reabilitação têm condicionado aos Enfermeiros, grande autonomia no exercer da APS, resultando numa significante ascensão social e política da profissão.
  • 19.  Se a consulta de enfermagem é realizada como fim em si mesma, ou seja, se não está inserida visando a objetivos epidemiológicos e programáticos, torna-se reprodutora do modelo biomédico de assistência.  Além disso, se essa consulta se centra na medicalização da assistência de Enfermagem e do cliente, transforma-se numa pseudo-consulta médica baseada no modelo clínicocurativo de assistência à saúde individual. (XIMENES NETO et al, 2007)
  • 22. PRÉ – NATAL DE BAIXO RISCO Doenças e Agravos:  Anemia Ferropriva  Infecção Urinária  IST  Escabiose  Vômitos Medicamentos da Farmácia Básica:  SULFATO FERROSO  ÁCIDO FÓLICO  METROCLOPRAMIDA
  • 23. PRÉ - NATAL  Anemia  Hemoglobina < 11 g/dl e > 8 g/dl: diagnóstico de anemia leve a moderada.  Solicitar exame parasitológico de fezes e tratar parasitoses, se presentes  Prescrever sulfato ferroso em dose de tratamento de anemia ferropriva (120 a 240 mg de ferro elementar/dia), de três a seis drágeas de sulfato ferroso/dia, via oral, uma hora antes das principais refeições.  SULFATO FERROSO: um comprimido = 200 mg, o que corresponde a 40 mg de ferro elementar.
  • 24. RECEITUÁRIO R/ 1- sulfato ferroso ------ 200mg-- ---- 30cps Uso: 01 comp. Via oral uma hora antes do almoço. 2- Ácido fólico ----- ------- 30 cps Uso: 01 comp. Via oral antes do almoço. Assinatura Coren Data
  • 25. PRÉ - NATAL  Hematêmese Antiemético  Metoclopramida – 10 mg de 4/4 h; RECEITUÁRIO R/ 1- Metroclopramida ------ 10mg-- ---- 10cps Uso: 01 comp. Via oral de 4/4 horas. Assinatura Coren Data
  • 26. ABORDAGEM SINDRÔMICA Medicamentos da Farmácia Básica:  NISTATINA creme vaginal  MICONAZOL creme vaginal  METRONIDAZOL creme vaginal  METRONIDAZOL comp. 250mg  METRONIDAZOL comp. 500mg Preventivo:  Processo Inflamatório  Gardenerella vaginallis  Lactobacilos  Cocos
  • 27.
  • 28.
  • 29. Planejamento Familiar  Norestin (noretisterona)  Ciclo 21 (levonorgestrel + etinilestradiol)  Mesigyna  Contracep Norestin ---------------------- ----- 1 cx Uso: 01 comp. Via oral diariamente no mesmo horário. Injetável mensal Uso: 01 dose com validade de 28 a 30 dias. Injetável trimensal Uso: 01 dose com validade de aproximadamente 3 meses. OBS: seguir tabela da medicação.
  • 30. ACO Primeira cartela: Inicia as doses diárias no terceiro ou quarto dia da menstruação; após os 21 comprimidos e 21 dias aguarda sete a oito dias para iniciar a próxima cartela; Planejamento Familiar
  • 32.
  • 33. Diabetes Fármaco Posologia Metformina 500mg a 2550gr, fracionada em 1 a 3 vezes ao dia, nas refeições Sulfoniluréias Glibenclamida 2,5mg a 20mg, 1 a 2 vezes ao dia, nas refeições. Glicazida 2,5 a 20 mg, 1 a 3 vezes ao dia, nas refeições. 40mg a 320mg, 1 a 2 vezes ao dia, nas refeições. Insulina NPH 10 U NPH ao deitar (ou 0,2U/kg), aumento gradual de 2U; reduzir em 4U quando houver hipoglicemia. Se necessário, adicionar 1 a 2 injeções diárias. Regular Em situações de descompensação aguda ou em esquemas de injeções múltiplas
  • 34. Hipertensos Grupos e representantes Dose diária (mg) Intervalo de dose (h) Riscos Diuréticos Tiazídicos Hidroclorotiazida De alça Furosemida 12,5 – 50 20 - 320 24 12-24 Hipocalemia, hiperuremia Hipovolemia, hipocalemia Antagonistas adrenérgicos Bloqueadores beta Propanolol 80 - 320 6-12 Broncoespasmo, doença arterial periférica, bradiarritmias Antagonistas do SRA Inibidores da ECA Captopril Enolapril 80 – 320 12,5 – 150 5 – 40 6-12 12-24 Tosse, hipocalemia
  • 40. Saúde da Criança  Febre  Tosse  Anemia  Escabiose  Verme de cachorro  (bicho geográfico)  IRA
  • 41. Medicamentos  Amoxilina Cç < 20kg 20 a 50mg/kg/dia 8/8h Cç > 20Kg 250 a 500mg/dose 8/8h  Cefalexina 20 a 50mg/kg/dia 8/8h  Eritromicina 30 a 50mg/kg/dia 6/6h  Nistatina oral Lactentes 200.000U de 6/6h 400.000 a 600.000U de 6/6h
  • 42. Medicamentos  Dipirona 6 a 10mg/kg/dose  Paracetamol 0 a 3 meses 40mg/dose 4 a 11 meses 80mg/dose 12 a 23 meses 120mg/dose  Metroclopramida 0,5 a 1mg/kg/dia  Diclofenaco resinato > 1 ano 0,5 a 2mg/kg/dose 8/8h e 12/12h
  • 43. Medicamentos  Mebendazol 100mg de 12/12h por 3 dias consecutivos repetir após 15 a 20 dias.  Iodeto de Potássio  SRO
  • 44. “Urge, portanto, que os enfermeiros se dediquem com afinco a sua atividade e se capacitem cada vez mais, não só para uma utilização racional de medicamentos, uma vez que a prescrição medicamentosa não é o aspecto essencial da assistência de enfermagem, mas para manter elevados os ideais de sua profissão, diante de um cotidiano tão desafiador que é o Programa de Saúde da Família.”
  • 45. É preciso trilhar pelo caminho da PRUDÊNCIA
  • 46. Referências  Brasil. Lei n.º 7.498, de 25 de Junho de 1986. Dispõe sobre a regulamentação do exercício da enfermagem e dá outras providências. In: Conselho Regional de Enfermagem do Estado de São Paulo. Documentos básicos de enfermagem: enfermeiros, técnicos e auxiliares. São Paulo (SP): COREN-SP; 2001.  Conselho Federal de Enfermagem (BR). Resolução 271/2002. Regulamenta as ações do enfermeiro na consulta, prescrição de medicamentos e requisição de exames. Rio de Janeiro (RJ): COFEN; 2002.  Conselho Federal de Enfermagem (BR). Resolução 195/1997. Dispõe sobre a solicitação de exames de rotina e complementares por enfermeiro. In: Conselho Regional de Enfermagem do Estado de São Paulo. Documentos básicos de enfermagem: enfermeiros, técnicos e auxiliares. São Paulo (SP): COREN-SP; 2001.  Brasil. Decreto-Lei n.º 94.406, de 08 de Junho de 1987. Regulamenta a Lei n.º 7.498, de 25 de Junho de 1986, que dispõe sobre o exercício da enfermagem. In: Conselho Regional de Enfermagem do Estado de São Paulo. Documentos básicos de enfermagem: enfermeiros, técnicos e auxiliares. São Paulo (SP): COREN-SP; 2001.  Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Área Técnica de Saúde da Mulher. Pré-natal e Puerpério: atenção qualificada e humanizada – manual técnico/Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas – Brasília: Ministério da Saúde, 2005.  Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Programa Nacional de DST e Aids. Manual de Controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Programa Nacional de DST e Aids. Brasília: Ministério da Saúde. 2005.  Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Vigilância em Saúde: Dengue, Esquistossomose, Hanseníase, Malária, Tracoma e Tuberculose / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção a Saúde, Departamento de Atenção Básica / - Brasília : Ministério da Saúde, 2007. 199 p. : il. - (Série A. Normas e Manuais Técnicos) (Cadernos de Atenção Básica, n. 21)
  • 47. Referências  Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Hipertensão arterial sistêmica para o Sistema Único de Saúde / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Ministério da Saúde, 2006. 58 p. – (Cadernos de Atenção Básica; 16) (Série A. Normas e Manuais Técnicos)  Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Diabetes Mellitus / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Ministério da Saúde, 2006. 64 p. il. – (Cadernos de Atenção Básica, n. 16) (Série A. Normas e Manuais Técnicos)  Brasil. Ministério da Saúde. Unicef. Cadernos de Atenção Básica: Carências de Micronutrientes / Ministério da Saúde, Unicef; Bethsáida de Abreu Soares Schmitz. - Brasília: Ministério da Saúde, 2007. 60 p. - (Série A. Normas e Manuais Técnicos)  Brasil. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Controle dos cânceres do colo do útero e da mama / Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Ministério da Saúde, 2006. xx p. : il. – (Cadernos de Atenção Básica; n. 13) (Série A. Normas e Manuais Técnicos)  Carneiro, Alan D.et al. Prescrição de medicamentos e solicitação de exames por enfermeiros no PSF:  aspectos, éticos e legais. Rev. Eletr. Enf. 2008;10(3):756-65. Available from: http://www.fen.ufg.br/revista/v10/n3/v10n3a21.htm  OGUISSO, Taka; FREITAS, Genival F de. Enfermeiros prescrevendo medicamentos: possibilidades e perspectivas. Rev Bras Enferm, Brasília 2007 mar-abr; 60(2):141-4.  XIMENES NETO, FRG et al. Olhares dos enfermeiros acerca de seu processo de trabalho na prescrição medicamentosa na Estratégia Saúde da Família. Rev Bras Enferm, Brasília 2007 mar-abr; 60(2):133-40.