GUIA PARA CERTIFICAÇÃO DE
APARELHOS DE CARGA
SEÇÃO 1 - GUINDASTES
CAPÍTULOS
A ABORDAGEM
B DOCUMENTOS, REGULAMENTAÇÃO
E NOR...
REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T
de navios e aeronaves
2
CAPÍTULO A
ABOR...
REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A -
T
de navios e aeronaves
3
- especificaçõe...
REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T
de navios e aeronaves
4
NBR 10015 – Moi...
REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A -
T
de navios e aeronaves
5
g. A natureza d...
REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T
de navios e aeronaves
6
Poleame e acess...
REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A -
T
de navios e aeronaves
7
TABELA T.B4.100...
FIGURA F.B4.100.1
REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A -
T
de navios e aeronaves
9
FIGURA F.B4.100...
REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T
de navios e aeronaves
10
FIGURA F.B4.10...
FIGURA F.B4.100.4
FIGURA F.B4.100.5
CAPÍTULO C
MATERIAIS E MÃO-DE-OBRA
CONTEÚDO DO CAPÍTULO
C1. AÇOS E MATERIAIS LAMINADOS
PARA ESTRUTURA
C2. FORJADOS PARA ES...
REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A -
T
de navios e aeronaves
13
Designação
do ...
REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T
de navios e aeronaves
14
TABELA T.C1.10...
REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T
de navios e aeronaves
15
TABELA T.C1.10...
REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T
de navios e aeronaves
16
TABELA T.C1.10...
REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T
de navios e aeronaves
17
* (1) O aço de...
REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T
de navios e aeronaves
18
TABELA T.C1.10...
REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A -
T
de navios e aeronaves
19
ITEM GRAU 1 (1...
REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T
de navios e aeronaves
20
TABELA T.C2.20...
REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A -
T
de navios e aeronaves
21
TABELA T.C2.30...
REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T
de navios e aeronaves
5-22
TABELA T.C4....
REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A -
T
de navios e aeronaves
5-23
300. Requisi...
REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T
de navios e aeronaves
5-24
a) a amostra...
REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A -
T
de navios e aeronaves
5-25
- o passo do...
REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T
de navios e aeronaves
5-26
807. A balan...
REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A -
T
de navios e aeronaves
5-27
R = 2P
SWL d...
REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T
de navios e aeronaves
5-28
devem estar ...
REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A -
T
de navios e aeronaves
5-29
D5. CÁBREAS ...
REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T
de navios e aeronaves
5-30
206. Os guin...
REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A -
T
de navios e aeronaves
5-31
202. Para de...
REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T
de navios e aeronaves
5-32
b = distânci...
REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A -
T
de navios e aeronaves
5-33
FIGURA F.D3....
REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T
de navios e aeronaves
5-34
Nota: O coef...
REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A -
T
de navios e aeronaves
5-35
504. O mastr...
REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T
de navios e aeronaves
5-36
514. O grau ...
REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A -
T
de navios e aeronaves
5-37
400. Solicit...
REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T
de navios e aeronaves
5-38
408. Devem s...
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008

447 visualizações

Publicada em

A

Publicada em: Indústria automotiva
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
447
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
7
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
5
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Guia vistoria de_aparelhos_de_carga_2008

  1. 1. GUIA PARA CERTIFICAÇÃO DE APARELHOS DE CARGA SEÇÃO 1 - GUINDASTES CAPÍTULOS A ABORDAGEM B DOCUMENTOS, REGULAMENTAÇÃO E NORMAS C MATERIAIS E MÃO-DE-OBRA D REQUISITOS DE PROJETO POR SISTEMAS E INSTALAÇÕES DE MAQUINARIA, ELETRICI- DADE E SISTEMAS DE COMANDO E SEGU- RANÇA T INSPEÇÕES E TESTES APÊNDICES APÊNDICE 1 DIMENSIONAMENTO DE ACES- SÓRIOS FIXOS APÊNDICE 2 NOMENCLATURA DE SISTEMAS COM PAUS DE CARGA (INGLÊS E PORTUGUÊS) APÊNDICE 3 PEDESTAL DE GUINDASTE
  2. 2. REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T de navios e aeronaves 2 CAPÍTULO A ABORDAGEM CONTEÚDO DO CAPÍTULO A1. APLICAÇÃO A1. APLICAÇÃO 100. Natureza dos sistemas 101. Esta seção se aplica a equipamentos tais como: - paus de carga e guinchos com pau de carga - guindastes rotativos com pedestal - aparelhos para carga pesada - pórticos de carga - ―A‖ frames - carregador / descarregador - elevadores de bordo - rampas de proa ou de popa - plataformas móveis instalados a bordo de navios, balsas, plataformas, operando em portos, em vias de navegação interior ou mar aberto. CAPÍTULO B DOCUMENTOS, REGULAMENTAÇÃO E NORMAS CONTEÚDO DO CAPÍTULO B1. DOCUMENTAÇÃO PARA O RBNA B2. REGULAMENTAÇÃO B3. NORMAS B1. DOCUMENTAÇÃO PARA O RBNA 100. Sistema de manuseio de carga ou de serviço para equipamentos novos 101. Para aparelhos utilizando guinchos e paus de car- ga os seguintes planos e documentos devem ser submeti- dos para aprovação: - arranjo do aparelho de carga mostrando a posição dos guinchos, paus de carga, paus de carga para carga pesada, puas de carga operando em tandem e a posição dos itens individuais do poleame e acessórios; - diagrama de forças, sendo que no caso de paus de carga em tandem indicação do raio de ação e especificações dos sistema; - diagrama de esforços transmitidos ao casco pelos elemen- tos do sistema; - plano estrutural do mastro, postes e brandais; - plano estrutural dos paus de carga incluindo os acessórios do laís e do garlindéu; - detalhes da braçadeira e mancal do garlindéu, pino do garlindéu, olhais dos guardins, e fixações semelhantes; Nota: quando for apresentada uma lista de padrões internacionais ou nacionais apropriados para o em- prego dos acessórios, será exigida somente uma lis- tagem especificando o material, carga máxima de trabalho SWL e os padrões segundo os quais os acessórios foram fabricados; - a especificação dos aços empregados indicando o grau, consumíveis de solda e tipo e dimensões das soldas empre- gadas nos mastros, paus de carga e fixações associadas; - os cálculos de resistência e estabilidade para mastros, postes, brandais e paus de carga. - listagem dos cabos de aço e cabos de fibra fornecendo o diâmetro, construção, acabamento e cargas de ruptura cer- tificadas. 102. Para aparelhos utilizando guindastes os seguintes planos e documentos devem ser submetidos para aprova- ção: - arranjo geral do guindaste incluindo especificação dos parâmetros principais de operação; - análise de forças para o sistema do guindaste; - o arranjo dos mecanismos de içamento da carga, içamen- to da lança e giro, incluindo o arranjo e funções de prote- ções contra sobrecarga e as várias chaves limitadoras; - o cálculo de resistência dos principais itens indicando claramente as hipóteses de projeto, critérios operacionais, capacidade nominal, centros de gravidade das partes do guindaste, e quais os padrões utilizados no cálculo; - cálculo de estabilidade do guindaste; - planos estruturais de todos os componentes incluindo a lança,m torre, plataforma, pórtico, anel de giro, pedestais, trilhos, arranjo de peação quando em repouso e as estrutu- ras associadas, fornecendo escantilhões e grau do aço em- pregado, consumíveis de solda e tipo e dimensões das sol- das; - detalhes de catarinas, patescas, eixos, pinos de giro, ro- das, balanças de carga, anel de giro, parafusos de fixação do anel de giro e itens semelhantes, fornecendo a especifi- cação e grau do aço empregado; Os seguintes planos devem ser apresentados para informa- ção: - detalhes de gatos de carga, torneis, vigas e balanças de carga e outros itens do poleame e acessórios, indicando o material, carga máxima de trabalho SWL, testes de carga e o padrão segundo os quais foram fabricados; - listagem dos cabos de aço e cabos de fibra fornecendo o diâmetro, construção, acabamento e cargas de ruptura cer- tificadas. 103. Para elevadores de carga e rampas os seguintes planos e documentos devem ser submetidos para aprova- ção:
  3. 3. REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T de navios e aeronaves 3 - especificações de projeto incluindo os materiais a serem utilizados; - planos estruturais principais; - detalhes de polias e suportes; - cálculos indicando claramente as capacidades, carga de veículos; - cálculo indicando claramente as capacidades, carga de veículos, centro das rodas, impressão de pneus, faixa e ângulos de operação, pesos e centros de gravidade das partes componentes; - arranjos do enrolamento de cabos nos tambores - dimensões, construção, acabamento e carga de ruptura certificada dos cabos de aço e correntes; - arranjo típico, incluindo detalhes construtivos do carro do elevador e trilhos-guia, onde aplicável; - acessos típicos, onde aplicável; - especificação dos testes contra incêndio das portas do carro e acessos do poço, incluindo dispositivos de segu- rança onde aplicável; - arranjo e detalhes do poço elevador, incluindo dispositi- vos de segurança, onde aplicável; 104. Os seguintes planos e documentos referentes à ma- quinaria, sistemas elétricos e de controle devem ser subme- tidos para aprovação: - arranjo geral da cabine e/ou estações de controle; - arranjo do quadro de força com os diagramas dos circui- tos; - diagramas dos circuitos elétricos indicando as especifica- ções dos equipamentos e cabos, grau de isolamento, cor- rente nominal, tipos das diversas proteções elétricas e sua capacidade nominal e fabricantes; - cálculos da corrente de curto circuito para a barra dos quadros principais e auxiliares e a saída dos transformado- res; - diagrama esquemático dos circuitos de controle, intertra- vamentos e sistemas de alarme para alimentação hidráuli- ca, pneumática e/ou elétrica; - detalhes dos dispositivos de segurança, incluindo disposi- tivos de segurança e travamento; - especificação dos cilindros hidráulicos e sistemas opera- cionais, quando aplicável. 105. Os seguintes planos e documentos referentes à ma- quinaria, sistemas elétricos e de controle devem ser subme- tidos para informação: - especificação de operação e aplicação; - arranjo geral do compartimento do motor incluindo as unidades de potencia; - arranjo geral dos dispositivos de elevação da carga, ele- vação da lança, giro e deslocamento juntamente com as instruções técnicas; 106. Os planos dos reforços estruturais das bases do apa- relho de carga e sua fixação ao casco 101. Os desenhos e manuais apresentados deverão estar em conformidade com estas Regras. A eficiência do equipa- mento e dos componentes intercambiáveis a serem testados são de responsabilidade do fabricante, e serão verificados por ocasião dos testes. 102. Um diagrama mostrando o arranjo do sistema mon- tado e especificando a carga de trabalho SWL para cada componente deve ser submetido para análise. Uma cópia aprovada desse diagrama deve ser incluída no Registro de Aparelhos de Carga e deve estar permanentemente dispo- nível para consulta a bordo do navio. 200. Sistema de manuseio de carga ou de serviço para equipamentos existentes 201. A emissão de certificados para aparelhos de carga de navios existentes que não tenham sido classificados de acordo com as Regras do RBNA será feita mediante inspe- ções do aparelho por oficina qualificada, preferencialmente autorizada pelo fabricante do guindaste, acompanhada por inspetor qualificado do RBNA. Toda a documentação des- crita no parágrafo A3.200 acima deverá ser submetida para aprovação. 202. Caso a documentação não esteja disponível, nova documentação deve ser preparada com base em medidas realizadas a bordo na presença de vistoriador do RBNA. O Escritório Central do RBNA irá decidir caso a caso quais documentos poderão ser dispensados. 203. A carga SWL será em cada caso determinada pelo RBNA. B2. REGULAMENTAÇÃO 100. Aplicação 101. Em navios de bandeira brasileira é aplicada a NOR- MAM 01 no que se refere aos navios portadores dos equi- pamentos abordados nesta Seção. B3. NORMAS 100. Normas industriais 101. Quando não houver prescrições específicas nas Re- gras para os diversos sistemas, é verificado o atendimento às normas industriais aplicáveis. 102. Os aparelhos de carga devem atender a normas na- cionais e internacionais em vigor, entre as quais: ABNT NBR 10014 – Moitão e cadernal de aço para movimenta- ção de carga em embarcações
  4. 4. REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T de navios e aeronaves 4 NBR 10015 – Moitão e cadernal de aço para movimenta- ção de carga em embarcações – ensaio de carga NBR 10070 – Ganchos – haste forjados para equipamentos de cargas – dimensionamento e propriedades mecânicas NBR 13129 – Cálculo de carga do vento em guindastes NBR 13541 – Movimentação de carga – cabo de aço - es- pecificações NBRISO167 – Anel de carga grau 8 para uso em lingas NBR 13543 – laço de cabo de aço – utilização e inspeção NBR 13544 – sapatilha para cabo de aço NBR 13545 – manilhas NBR 8400 – cálculo de equipamentos de levantamento e movimentação de carga NBRISO 2408 – cabos de aço para uso geral NBRISO 3076 – correntes de elos curtos para elevação de carga. NR do Ministério do Trabalho: NR 29 – Norma reguladora da segurança e saúde no traba- lho portuário NR 11 – Transporte, movimentação, manuseio e armaze- namento de materiais ILO ILO C32 e ILO C152 – Occupational safety and health (Dock workers), Recomendação 160 B4. DEFINIÇÕES 100. Termos aqui utilizados. Alcance: é a distância horizontal do ponto de engate da carta ao ponto de fixação da lança, ou ao eixo de rotação de guindastes simples ou duplos, quando o navio estiver nivelado. No caso de lanças móveis o alcance é definido especificando-se o ângulo de inclinação da lança em rela- ção à horizontal. Devem ser especificados os alcances máximo e mínimo. Amantilho - sistema de cabos que dá a variação de ângulo da lança ou pau de carga com a horizontal. Anel de carga – a. principal - anel superior de uma linga através do qual esta é fichada ao gato de um guindaste ou outro equipa- mento de elevação de carga b. intermediário – usado para conectar uma ou duas pernas de uma linga ao anel de carga principal c. conjunto de anel de carga – constituído de um anel de carga principal e dois anéis de carga intermediários. Ângulo máximo de balanço é o ângulo a partir do qual o cabo de carga pula fora do goivo da polia na cabeça da lança do guindaste. Um guindaste pode suportar pequenos desvios de sua posi- ção estática, mas uma vez que exista um balanço a carga não estará mais alinhada com a lança. Isto pode resultar em danos ao cabo de carga ou mesmo a quebra da lança, e por isso é definido um ângulo máximo de balanço. Aparelho de carga todo sistema constituído por paus de carga, guindastes, elevadores e rampas instalados a bordo de navios ou plataforma offshore com o objetivo de manu- sear ou transferir cargas suspensas na vertical, que podem ser carga geral, equipamentos, mercadorias ou pessoas. Brandais são os cabos que agüentam a mastreação para as bordas do navio. Cábrea embarcação constituída por flutuantes ou barcaças que servem de base a guindastes ou outros aparelhos de içamento de carga, com ou sem propulsão. Cadernal: dispositivo constituído basicamente de uma caixa dentro da qual trabalham mais que uma polia. Cargas mortas (dead load) WT: são as forças-pêso exer- cidas por todos os membros estruturais fixos e móveis permanentemente presentes na operação. Carga máxima de trabalho (CMT) – ver SWL Carga operacional é a soma da capacidade SWL do sis- tema com quaisquer outros componentes que estejam dire- tamente conectados à carga e que sofram a mesma movi- mentação que esta. Chapas de aço de qualidade Z normalmente especifica- das para aplicações críticas em estruturas tais como flanges e plataformas oceânicas. Significa um aço de baixo teor de carbono com teste de dutilidade na direção do eixo ―z‖ da chapa, ao invés de teste no sentido longitudinal e/ou transversal. Também chamada chapa ―TTT‖ é normalmente especifi- cada quando existem cargas pesadas perpendiculares à superfície da chapa. As chapas para teste Z normalmente têm espessuras entre 16 mm e 75m, e durante a laminação sofrem redução mí- nima de 3:1, o que significa que um lingote de 230 mm fornecerá uma chapa de espessura no máximo 75 mm. Componente – Partes / membros fixos ao sistema tais co- mo lanças, mastros, garlindéu, polias embutidas, etc. Condições normais de serviço são as condições nas quais foi determinada sua capacidade SWL e que inclui as se- guintes condições: a. O ângulo de banda não deve exceder 5° b. O ângulo de trim não deve exceder 2° c. Operação no porto d. Velocidade máxima do vento 20 m/s e. Pressão máxima do vento 250 Pa f. Movimentação independente de fatores restritivos externos
  5. 5. REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T de navios e aeronaves 5 g. A natureza da operação de carga quanto a fre- qüência e características dinâmicas deve ser com- patível com o fator de carga previsto nas Regras Condições específicas de serviço são condições que ex- cedem as condições normais de serviço e para as quais as seguintes condições são aplicáveis: a. Condições de banda e trim excedendo as da con- dição normal de serviço (ver Tabela T.D2.303.1) b. Operação em águas desprotegidas, ou seja, em re- giões em que um estado de mar pode ocorrer que provoque movimentos apreciáveis na estrutura flutuante c. Velocidade máxima do vento maior que 20 m/s d. Pressão máxima do vento maior que 250 Pa e. A carga não está em repouso no início da opera- ção de carga f. A movimentação de carga está sujeita a fatores restritivos externos g. A natureza da operação de carga quanto a fre- qüência e características dinâmicas não é compa- tível com o fator de carga previsto nas Regras Elementos da estrutura primária para efeito deste capí- tulo, elementos da estrutura primária são definidos como sendo: - Lança ou pau de carga - Mastro ―A‖, mastro ou pórtico - Base do guindaste - Vigas de carga - Olhais e borboletas - Mecanismo de giro - Pinos Guardins - sistema de cabos que dá o movimento à lança ou pau de carga para o giro horizontal. Guindaste de bordo é um dispositivo de elevação de car- gas montado em navios de superfície destinados a movi- mentar cargas, caçambas, cofres de carga (containers) o outros materiais quando o navio estiver em um porto ou área abrigada, por meio de um único operador que pode realizar as manobras de giro, içamento da carga e elevação da lança. Guindastes de grande porte aqueles cuja capacidade de carga SWL é maior que 98 kN Guindastes de pequeno porte aqueles cuja capacidade de carga SWL é inferior a 98 kN Inspeção visual significa uma inspeção visual detalhada por vistoriador qualificado suplementada caso necessário por outros meios de inspeção com o objetivo de chegar a uma conclusão confiável quanto à segurança do aparelho de carga ou do massame e poleame inspecionados. Para essa inspeção, os componentes ou partes poderão ser desmontados caso julgado necessário. Inspeção externa consiste em uma inspeção visual para verificar se existe deformação dos componentes ou outros defeitos tais como desgaste por corrosão. Laís – seção da ponta do pau de carga oposta ao garlindéu. Linga comumente chamada ―lingada‖ é um conjunto cons- tituído por corrente, cabo de aço ou cinta têxtil, conectado a terminais superiores e inferiores, apropriado para acoplar carga ao gato de um guindaste ou outro equipamento de movimentação de carga. Massame é o conjunto de cabos do aparelho de carga, tais como cabo de carga, amantilhos, guardins, etc. Moitão: dispositivo constituído por uma caixa dentro da qual trabalha uma única polia. Não conformidade – o não cumprimento de um regula- mento especificado e/ou um ponto fraco detectado que, se não for corrigido, resultará na degradação da qualidade do produto ou serviço ou que tenha impacto negativo no meio ambiente Moitão móvel é um moitão de projeto especial que é utili- zado para ―pegar‖ cargas ou âncoras, e é projetada de for- ma que a lateral da caixa pode ser aberta para facilitar a inserção de um laço de cabo sem ter que remover a carga. Movimentos do navio Avanço (surge) – deslocamento longitudinal (eixo x) do navio Deriva (sway) – deslocamento transversal (eixo y) do navio em paralelo a sua linha de centro Afundamento (heave)– movimento vertical (eixo z) do navio Jogo (roll) - movimento angular do navio em torno do eixo x (balanço lateral) Arfagem (pitch) – movimento angular do navio em torno do eixo y (também chamado caturro) Guinada (yaw) – movimento angular do navio em torno do eixo z Paus de carga em tandem em inglês ―union purchase” são paus de carga possuindo dois postes (em inglês “king- posts”) ou ―pescadores‖ e aparelhados de tal forma que trabalham ambos com o mesmo gato de carga. Quando os paus de carga são instalados aos pares há so- mente os guardins externos que se amarram às bordas, sendo os internos substituídos por um cabo também cha- mado ―teque‖
  6. 6. REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T de navios e aeronaves 6 Poleame e acessórios (loose gear) acessórios que não es- tão permanentemente fixados ao aparelho de carga, como por exemplo: - correntes - anéis - placas triangulares - gatos - moitões e cadernais - manilhas - tornéis Os seguintes itens também são considerados como com- ponentes auxiliares: - balanças de carga - spreaders SWL - Safe working load ou CMT – carga útil de tra- balho a. Safe Working Load (SWL, Carga Máxima de Trabalho) é a máxima carga estática a que um sistema pode ser sub- metido nas condições para as quais foi certificado b. Safe Working Load do poleame e acessórios é a carga máxima para a qual o componente foi certificado e testado, e que não pode ser inferior à máxima carga suportada pelo sistema. O peso de quaisquer polias ou acessórios empregados fa- zem parte do SWL. Quando o equipamento utilizar uma caçamba (grab) a letra ―G‖ deve ser adicionada ao símbolo ―SWL‖. Sapatilho: acessório de cabo de aço em forma de gota, com seção em meia cana, utilizado para proteção do olhal do cabo de aço. Temperatura de operação de projeto é a mínima tempe- ratura esperada na região em que o guindaste vai operar tal como definida pelo armador, fabricante do guindaste ou estaleiro. Tensão de projeto é a máxima tensão permitida pelas Re- gras quando o aparelho estiver içando uma carga corres- pondente à sua capacidade SWL somada ao esforços late- rais e de vento especificados. Tonelada 1 kN = 1000 N = 0,98 toneladas métricas 1 Ltf (long ton) = 2240 lbf As figuras F.B4.100.1 a F.B4.100.6 mostram os diversos tipos de guindastes, pórticos, mastros ―A‖ e cábreas, e a tabela T.B4.100.1 traz a nomenclatura dos diversos com- ponentes.
  7. 7. REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T de navios e aeronaves 7 TABELA T.B4.100.1 TRAZ A NOMENCLATURA DOS DIVERSOS COMPONENTES No. Componente Tipo de guindaste (ver figura 1) A B C D E 1 Viga principal da lança Boom chord - - X X X 2 Lança telescópica Boom extension - X - - - 3 Pino do gralindéu Boom foot pin X X X X X 4 Mecanismo de elevação da lança Boom hoist mechanism X X X X X 5 Cabo de içamento da lança (amantilho) Boom hoist wire rope - - X X X 6 Vigas de contraventamento da lança Boom lacing - - X X X 7 Cilindro hidráulico de elevação da lança Boom lift cylinder X - - - 8 Conjunto de polia da extremidade (laís) da lança Boom point sheave assembly or boom head X X X X X 9 Seção da lança, intermediária Boom section, insert - - X X X 10 Seção inferior da lança Boom section, lower, base or butt X X X X X 11 Seção superior da lança Boom section, upper, point or tip X X X X X 12 Separador da lança Boom splice X - X X X 13 Calço de limite da lança Boom stop - - X X X 14 Extensão da ponta da lança Boom tip extension or jib X X X X X 15 Cabine de controle Cab - X X X X 16 Contrapeso Conterweight - - - X - 17 Cabresto Floating harness or briddle - - - X X 18 Pórtico, Mastro ou “A-frame” Gantry, mast or A-frame - - X X X 19 Bloco do gato de carga Hook block X X X X X 20 Poste lateral (pescador) ou central Kong post or center post - - - - X 21 Tambor principal do cabo de carga Main hoist drum X X - - - 22 Cabo de carga Main hoist rope (cargo runner) X X X X X 23 Bola de contrapeso Overhaul ball X X X X X 24 Pedestal Pedestal X X X X X 25 Amantilho Pendant line - - - X X 26 Conjunto do anel de giro Swing circle assembly X X X X - 27 Cabo ou tambor auxiliar de içamento Whip line or auxiliary hoist drum X X - - X 28 Cabo auxiliar de içamento Whip line or auxiliary hoist rope X X X X X
  8. 8. FIGURA F.B4.100.1
  9. 9. REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T de navios e aeronaves 9 FIGURA F.B4.100.2
  10. 10. REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T de navios e aeronaves 10 FIGURA F.B4.100.3
  11. 11. FIGURA F.B4.100.4 FIGURA F.B4.100.5
  12. 12. CAPÍTULO C MATERIAIS E MÃO-DE-OBRA CONTEÚDO DO CAPÍTULO C1. AÇOS E MATERIAIS LAMINADOS PARA ESTRUTURA C2. FORJADOS PARA ESTRUTURA C3. FUNDIDOS PARA ESTRUTURA C4. CABOS DE AÇO E ACESSÓRIOS C5. POLEAME C6. OUTROS MATERIAIS C7. SOLDAGEM C8 MÃO-DE-OBRA C1. MATERIAIS PARA ESTRUTURA 100. Geral 101. Os materiais estruturais devem ser adequados para as condições de serviço desejadas. Devem ser de boa qua- lidade, livres de defeitos e com características satisfatórias de dureza, limite de escoamento e ruptura, e, onde apropri- ado, soldabilidade e capacidade de suportar a carga na di- reção da espessura. 102. Todos os materiais afetando a resistência e durabi- lidade do equipamento, poleame e acessórios deve possuir propriedades em conformidade com A Parte 5 destas Re- gras com os requisitos adicionais do presente capítulo. 103. Todos os materiais devem ser testados na presença de vistoriador do RBNA em conformidade com as respec- tivas especificações. 200. Aços laminados para estrutura 201. Os aços laminados utilizados para pedestais e colu- nas mestras (king posts) devem estar em conformidade com a tabela T.C1.102.1 TABELA T.C1.102.1 - GRAU DO AÇO Temperatura de serviço (projeto) Espessura (mm) 0°C -10°C -20°C -30°C -40°C < 12,5 A, AH A, AH A, AH A, AH B, AH 12,5 < t ≤ 20 A, AH A, AH A, AH B, AH D, DH 20 < t ≤ 25 A, AH A, AH B, AH D, DH D, DH 25 < t ≤ 30 A, AH A, AH D, DH D, DH E, EH 30 < t ≤ 35 A, AH B, AH D, DH D, DH E, EH 35< t ≤ 40 A, AH D, DH D, DH D, DH E, EH 40 < t B,AH D, DH D, DH D, DH E, EH 203. O aço de alta resistência para aplicação estrutural deve ser suprido em quarto graus de resistência,: 27S, 32, 36 e 40. 204. A resistência requerida no teste de impacto é desig- nada subdividindo os níveis de resistência nos graus AH, DH, EH e FH. 205. Para designar plenamente um açode alta resistência e suas propriedades mecânicas deve ser informada a letra do grau e o número do nível de resistência, isto é, AH32 ou FH40, por exemplo. 206. Os requisitos deste capítulo são aplicáveis a cha- pas, barras chatas, perfis não excedendo os limites de es- pessura determinados pela tabela T.C1.102.2. FIGURA F.B4.100.6
  13. 13. REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T de navios e aeronaves 13 Designação do aço Espessura máxima em mm Chapas e barras largas Barras chatas e perfis AH27S DH27S EH27S EH27S AH32 DH32 EH32 FH32 AH36 DH36 EH36 FH36 AH40 DH40 EH40 FH40 100 50 TABELA T.C1.102.2. – ESPESSURA MÁXIMA DE CHAPAS E PERFIS Para espessuras maiores, variações nos requisitos podem ser permitidas ou requeridas para aplicações particulares, mas não será permitida redução do valor da energia de impacto. 204. Ver tabela T.C1.102.3 para a composição química e características dos aços de alta resistência grau A, B, D E para aplicação estrutural. 205. Ver tabela T.C1.102.4 para composição química e T.C1.102.5 para a propriedades mecânicas dos aços de alta resistência grau A, B, D E para aplicação estrutural.
  14. 14. REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T de navios e aeronaves 14 TABELA T.C1.102.3 REQUISITOS PARA AÇO DE RESISTÊNCIA ESTRUTURAL NORMAL CHAPAS GROSSAS DE AÇO LAMINADAS DE RESISTÊNCIA NORMAL PARA APLICAÇÃO ESTRUTURAL Aço Estrutural Naval Aço Estrutural GRAU A B D E 440 / 550 ( 8 ) Processo de Fabricação Oxigênio Básico e fornos Sie- mens Martin ou elétrico Oxigênio Básico e fornos Si- emens Martin ou elétrico Oxigênio Básico em fornos Sie- mens Martin ou elétrico Oxigênio Básico em fornos Siemens Martin ou elétrico Oxigênio Básico em fornos Sie- mens Martin ou elétrico Método de Desoxidação Qualquer método, exceto aço efervescente para E  12, 5 mm Qualquer método, exceto aço efervescente. Totalmente acalmado, processo de refinamento de grão com alumínio Totalmente acalmado, processo de refinamento de grão com alumínio Qualquer método, exceto aço efervescente para E  12, 5 mm ComposiçãoQuímica(%) Carbono ( máx ) 0, 21 ( 1 ) 0, 21 0, 21 0, 18 0, 25 Manganês ( máx )  2, 50 C 0, 80 ( 2 )  0, 60  0, 70 0, 80 - 1,20 19  E  38 Enxofre ( máx ) 0, 040 0, 040 0, 040 0, 040 0, 050 Fósforo ( máx ) 0, 040 0, 040 0, 040 0, 040 0, 040 Silício ( máx ) - 0, 35 0, 10 - 0, 35 0, 10 - 0, 35 - Outros C + Mn / 6  0, 40 C + Mn / 6  0, 40 C + Mn / 6  0, 40 Al  0, 015 C + Mn / 6  0, 40 Cu  0, 20 ( 9 ) Condições de Fornecimento Todas as espessuras Nenhum Todas as espessuras Nenhum E  25 - Nenhum ( 3 ) E  25 - N TC E  35 - N TC ( 4 ) Todas as espessuras N TC Todas as espessuras Nenhum PropriedadesMecânicas Resistência a Tração ( N/ mm2 ) 400 - 520 400 - 520 400 - 520 400 - 520 400 - 550 Limite de Escoamento ( N / mm2 ) 235 mín ( 5 ) 235 mín 235 mín 235 mín  250 Alongamento em 5, 65  S0 ( % )  21 ( 6 )  21 ( 6 )  21 ( 6 )  21 ( 6 )  18 Teste de Impacto entalhe em V tipo Charpy ( longitudinal ) Temperatura ( C ) 20 0 ( 7 ) - 10 - 40 Dobramento Guiado ( 10 ) Espessura ( mm)  50  50  50 E - Energia Média mín. ( J ) 27 27 27 E  50 27 E  50  70 34 E  70  100 41 -
  15. 15. REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T de navios e aeronaves 15 TABELA T.C1.102.3 REQUISITOS PARA AÇO DE RESISTÊNCIA ESTRUTURAL NORMAL CHAPAS GROSSAS DE AÇO LAMINADAS DE RESISTÊNCIA NORMAL PARA APLICAÇÃO ESTRUTURAL NOTAS: ( 1 ) O teor máximo de carbono de 0, 26 % será permitido para chapas do Grau A de espessura  12, 50 mm e perfis de todas as espessuras. ( 2 ) Será permitido que o teor de Mn seja excedido até um máximo de 1, 65 %, desde que a relação C + Mn/ 6  0, 40 seja mantido. ( 3 ) N - Normalizado; TC - Temperatura Controlada na laminação; ( 4 ) Perfis de Grau D poderão ser fornecidos na condição laminado, desde que resultados satisfatórios sejam obtidos no ensaio de impacto Charpy V; ( 5 ) Para Grau A com espessura  25, 40 mm o limite de escoamento será  220 N / mm2; ( 6 ) Quando são utilizados corpos de prova de tração retangular com base de medida de 200 mm, o alongamento mínimo será o tabelado abaixo: Espessura ( mm )  5  5  10  10  15  15  20  20  25  25  30  30  35  25  30 Alongamento ( % ) 14 16 17 18 19 20 21 22 ( 7 ) Para aço grau B de espessura  25 mm totalmente acalmado o ensaio de impacto não será requerido; ( 8 ) O Grau 440 / 550 é aceitável para espessura  38, 10 mm em aplicações comuns, inclusive onde o Grau A é permitido; ( 9 ) No caso de ser requerido pelo comprador; ( 10 ) Para dobramento guiado longitudinal o diâmetro do macho será conforme o valor tabelado: Espessura ( mm ) E 19 19  E  25 25  E  38 Diâmetro do Macho 0, 50 E 1, 00 E 1, 50 E
  16. 16. REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T de navios e aeronaves 16 TABELA T.C1.102.4 COMPOSIÇÃO QUÍMICA PARA AÇO DE ALTA RESISTÊNCIA ESTRUTURAL CHAPAS GROSSAS DE AÇO LAMINADAS DE ALTA RESISTÊNCIA PARA APLICAÇÃO ESTRUTURAL Aço Estrutural Naval GRAU AH, DH, EH 32, AH /DH / EH 36 e AH / DH / EH 40 FH 32 / 36 / 40 Método de Desoxidação Acalmado, Prática de grão fino (1) ComposiçãoQuímica(%)máx.,excetoquandoespecificado(7) Carbono 0,18 0,16 Manganês 0,90 – 1,60 (3) 0,90 – 1,60 Silício 0,10 – 0,50 (4) 0,10 – 0,50 Fósforo 0,035 0,025 Enxofre 0,035 0,025 Alumínio (6) 0,015 0,015 Nóbio 0,02 – 0,05 0,02 – 0,05 Vanádio 0,05 – 0,10 0,05 – 0,10 Titânio 0,02 0,02 Cobre 0,35 0,35 Cromo 0,20 0,20 Níquel 0,40 0,80 Molibdênio 0,08 0,08 Nitrogênio __ 0,009 ou 0,012 (9) A B / XHYY (X = A, D, E or F YY = 32, 36 or 40) *
  17. 17. REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T de navios e aeronaves 17 * (1) O aço deve conter pelo menos um dos elementos de refinamento do grão em quantidade suficiente para estar em conformidade com os requisitos de grão fino do item d abaixo: a. Um grão austenítico McQuaid-Ehn com tamanho de grão 5 ou menor de acordo com ASTM E112 para cada cadinho de cada corrida, ou b. Um conteúdo mínimo de alumínio solúvel em ácido de 0,105% OU conteúdo total mínimo de alumínio de 0,050% para cada cadinho de cada corrida, ou c. Conteúdo mínimo de columbium (nióbio) de 0,020% ou conteúdo mínimo de vanádio de 0,050% para cada cadinho de cada corrida, ou d. Quando vanádio e alumínio são usados em combinação, o conteúdo mínimo de vanádio de 0,030% e conteúdo mínimo de alumínio solúvel em ácido de 0,010% ou conteúdo total mí- nimo de alumínio de 0,015%. e. Quando columbium (nióbio) e alumínio são usados cm combinação, conteúdo mínimo de columbium (nióbio) de 0,010% e conteúdo mínimo de alumínio solúvel em ácido de 0,010% ou conteúdo total mínimo de alumínio de 0,015%. (2) O conteúdo de qualquer outro elemento adicionado intencionalmente deve ser determinado e relatado. (3) Aço AH com espessura 12, 5 mm ou menor, pode ter índice mínimo de 0,7% de manganês; (4) Onde o índice de alumínio solúvel não for menor que 0,015% , o índice mínimo de silicone requerido não é aplicável; (5) O conteúdo total de alumínio pode ser usado em lugar do conteúdo solúvel em ácido, de acordo com o item (1) d. acima; (6) A quantidade de alumínio, nióbio e vanádio aplica-se quanto qualquer um desses elementos seja usado individualmente. Quando usados em combinação, o conteúdo mínimo deve estar em conformidade com o item (1) d. acima. (7) Estes elementos não precisam ser reportados no relatório da usina a menos que adicionados intencionalmente. (8)Estes elementos podem ser registrados como ≤ 0,02%, onde o valor presente não exceda 0,02%; (9) A marcação AB/XHYY é utilizada para caracterizar o grau DHYY da chapa que tiver sido normalizada, laminada por controle termomecânico, ou laminada por controle de acordo com um procedimento aprovado. (10) Os requisitos para carbono equivalente e susceptibilidade ao craqueamento a frio para aços controlados termo-mecanicamente são dados por: Mn Cr + Mo + V Ni + Cu Carbono equivalente = C + + + % 6 5 15 Si Mn Cu Ni Cr Mo V Susceptibilidade ao craqueamento a frio = C + + + + + + + + 5B % 30 20 20 60 20 15 10 (11) Para outros aços, o carbono equivalente (Ceq) pode ser calculado a partir da análise de cadinho de acordo com a equação: Mn Cr + Mo + V Ni + Cu Carbono equivalente = C + + + % 6 5 15
  18. 18. REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T de navios e aeronaves 18 TABELA T.C1.102.5 PROPRIEDADES MECÂNICAS PARA AÇO DE AL- TA RESISTÊNCIA Grau Tensão de Tração N/ mm² (kgf/ mm²,ksi) Tensão de Esco- amento mínima N/ mm² (kgf/ mm²,ksi) Alongamento % minima AH 32 DH 32 EH 32 FH 32 440/590 (45/60, 64/85) 315 (32, 46) 22 AH 36 DH 36 EH 36 FH 36 490/620 (50/63, 71/90) 355 (36, 51) 21 AH 40 DH 40 EH 40 FH 40 510/650 (52/66, 74/94) 390 (40,57) 20 300 Propriedades de impacto 301. A temperatura requerida para um teste de impacto depende a temperatura de projeto TD e da espessura do material. As temperaturas de testes de impacto de estruturas primá- rias e secundárias para aços utilizados em estruturas solda- das é dado na Tabela T.C1.201.1 abaixo. TABELA T.C1.201.1 Espessura do material Temperatura do teste de impacto °C Estrutura primária Estrutura secundária Cábrea Guindaste de bordo Cábrea Guindaste de bordo e ≤ 12 TP + 10 TP + 20 Não re- querido Não re- querido 12 < e ≤25 TP TP + 10 Não re- querido Não re- querido 25 < e ≤50 TP - 20 TP - 10 TP TP + 10 e > 50 TP - 30 TP - 30 TP - 10 TP Notas: 1 – Para aços de tensão de escoamento 355 N/mm2 a tem- peratura de teste não necessita ser menor que – 40 °C. 2 – Para aços com tensão de escoamento > 355 N/mm2, a temperatura não deve ser maior que 0°C. 3 – TP é a temperatura de projeto 4 – Quando a temperatura de projeto não for inferior a -10°C, o teste pode ser feito a temperatura ambiente 302. Os valores da energia de impacto são relacionados somente a tensão de escoamento mínima do material, con- forme a tabela T.C1.202.1 abaixo: TABELA T.C1.202.1 Tensão mínima de escoamento N/mm2 235 315 355 390 420- 690 Energia de impac- to(J) Longitu- dinal 27 31 34 39 42 Trans- versal 20 22 24 26 28 303. Para elementos da estrutura que recebem esforços na direção perpendicular à espessura, devem ser emprega- dos aços de ductilidade especificada como Chapas Z. 400. Testes de impacto para cábreas 401. Os valores de impacto de aços para mecanismo de giro para cábreas devem estar em conformidade com os seguintes requisitos: Teste Charpy com entalhe em V Temperatura de teste: quando testados a temperatu- ras de -20°C ou a 10°C abaixo da temperatura de projeto, o que for mais baixo Energia média: 42 J mínima Energia individual: 27 J mínima C2. FORJADOS PARA ESTRUTURA 100. Aço forjado 101. Ao selecionar o grau do aço forjado devem ser se- guidos os critérios da Parte 5, Titulo 61, Seção 2, Capítulo D das Regras. Os requisitos deste capítulo são adicionais às Regras e específicos para o seu emprego em aparelhos de carga. 102. Todos os aços forjados para emprego neste capítulo devem ser adequados para as condições de serviço. 103. Devem ser de boa qualidade, livre de defeitos e devem apresentar condições de moldabilidade e soldabili- dade satisfatórias. 104. O vistoriador deve verificar se os materiais empre- gados na construção de guindastes possuem certificados de teste emitidos pela usina. 105. O material deve ser claramente identificado pela usina indicando a especificação, grau e número de corrida. 107. Para componentes utilizados em estruturas de aço, são recomendados forjados de aços carbono e carbono- manganês propriedades mecânicas mínimas fornecidas pela Parte 5, Título 61, Seção 2, Capítulo D das Regras, abaixo reproduzidos:. As características básicas são dadas no quadro abaixo:
  19. 19. REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T de navios e aeronaves 19 ITEM GRAU 1 (1) GRAU 2 (2) Resistência à ruptura, mín. 33 a 42 42 Kgf/mm² Limite de escoamento, mín. 18 21 Kgf/mm² Para corpo de prova longitudinal : Alongamento em 50 mm, mín. 30 25 % (2) Redução da área, mín. 38 % (3) Para corpo de prova transversal : Alongamento em 50mm, mín. 25 21 % Redução de área, mín. 29 % (1) O grau 1 é utilizado para peças soldadas e o grau 2 para peças como madres de leme, quadrantes etc. e para aplica- ção estrutural. (2) Para peças com diâmetro ou espessura maior que 305 mm, este valor passa a 24%. (3) Para peças com diâmetro ou espessura maior que 305 mm, este valor passa a 36%. 108. Outros graus de aço forjado somente poderão ser empregados mediante aprovação do RBNA. 109. A parte central dos forjados deve sofrer deformação plástica adequada. 110. Para forjados onde a fibra é predominantemente longitudinal, a razão de deformação deve ser conforme a tabela T.C2.110.1 abaixo. Método de forja Razão de forja total A partir de lingotes ou barras forjadas de lingotes 3:1 para L > D 1,5:1 para L ≤ D A partir de laminados 4:1 para L > D 2:1 para L ≤ D TABELA T.C2.110.1 – RAZÃO DE FORJA Notas: 1. A razão de forja é definida como a relação entre a área de seção transversal média do lingote e a área de seção transversal média do tarugo forjado (billet). Quando um lingote for previamente preparado essa área pode ser to- mada como a área da seção transversal média depois dessa operação. 2. L e D são o comprimento e diâmetro finais do forjado. 3. Quando barras laminadas forem usadas, a razão de forja não deve ser menor que 6:1. 111. Ameis e peças ocas devem ser forjadas a partir de lingotes ou tarugos. Antes da expansão e do martelamento da peça os tarugos devem ser furados ou então a peça deve ser cortada a partir de tarugo oco. A espessura da parede do forjado deve ser da ordem de metade da espessura do tarugo. Onde esta operação não for praticável, deve-se assegurar que o tarugo seja preparado adequadamente com uma razão de forja não inferior a 2:1. 112. Quando os forjados forem conectados por solda- gem, o processo de solda deve ser submetido ao RBNA para aprovação. 113. Num estágio adequado das operações, e depois de todos os serviços a quente terem sido executados, o forjado deve ser submetido a tratamento térmico para refinar o grão e conferir as propriedades mecânicas requeridas. Se por alguma razão o forjado sofrer um novo aquecimen- to para serviço a quente, deve-se submetê-lo a novo trata- mento térmico. 114. Quando o forjado for submetido a aquecimento ou desempeno a frio ou a quente, deve ser submetido a um tratamento térmico para alívio de tensões após essa opera- ção. 115. Quando for necessário processo de endurecimento da superfície, os procedimentos devem ser submetidos ao RBNA para aprovação. O fabricante deve demonstrar que o processo de endureci- mento foi uniforme ao longo de toda a superfície do forja- do e que o processo não afetou as características e proprie- dades do corpo principal do forjado. 116. Partes cortadas com maçarico de lingotes ou chapas grossas e que sofreram deformações pequenas ou mono- axiais não são consideradas como forjados tal como defi- nido acima. Tal método de fabricação requer autorização especial do RBNA. 200. Requisitos para forjados empregados em meca- nismos de giro de guindastes 201. Mecanismos de giro – as especificações para os mecanismos de giro devem ser aprovadas pelo RBNA. 202. Os requisitos para materiais empregados em anéis de giro são dados na tabela T.C1.202.1 abaixo:
  20. 20. REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T de navios e aeronaves 20 TABELA T.C2.202.1 – REQUISITOS PARA MATERIAIS USADOS EM ANÉIS DE GIRO Requisito Cábrea Guindaste de bordo Tratamento térmi- co De acordo com especificações aprovadas Temperatura do teste de impacto -20°C ou Tp – 10 a que for menor -10°C ou Tp, a que for menor Energia de im- pacto (J) Média ≥ 42 ≥ 25 Simples mínima ≥ 27 ≥ 20 Alongamento (%) 14 % Propriedades de fadiga Devem ser submetidas especificações dos testes requeridos em uma seção do anel de giro Fragilidade Ibidem 203. Para parafusos de fixação dos anéis de giro, devem ser observadas as seguintes propriedades: TABELA T.C2.203.1 Energia de impacto (J) Alongamento (%) Média Individual mínima 42 27 14 300. Requisitos para eixos, pinos, manilhas, gatos de carga, torneis, correntes, etc 301. Forjados para eixos, pinos, manilhas, gatos de car- ga, correntes, etc. devem ser feitos de aço acalmado e non- aged, com tratamento de grão fio. 302. A composição química de aços carbono e carbono- manganês deve estar de acordo com a Parte 5, Titulo 61, Seção 2, Capítulo D das Regras 303. As propriedades mecânicas para tais forjados são fornecidas na Tabela T.C2.303.1. Nota: os valores de impacto de energia fornecidos acima são longitudinais, dois terços dos quais são transversais. 304. Os requisitos para temperatura dos testes de impac- to são dados na Tabela T.C2.304.1 abaixo: TABELA T.C2.304.1 Espessura/diâmetro do material Temperatura do teste de impacto (°C) Cábrea Gundaste de bordo t ≤ 50 TP + 10 TP + 20 50 < t ≤ 100 TP TP t > 100 TP – 10 TP Nota: TP é a temperatura de projeto 305. A tabela T.C2.305.1 fornece a composição química dos forjados para aplicações neste capítulo. TABELA T.C2.305.1COMPOSIÇÃO QUIMICA PA- RA FORJADOS Aços carbono e carbono - magné- sio Ligas Carbono ≤ 0,23 (1) (2) (4) Manganês 0,30 ~1,50 (4) Silício ≤ 0,45 ≤ 0,45 Fósforo ≤ 0,035 ≤ 0,035 Enxofre ≤ 0,035 ≤ 0,035 Cromo ≤ 0,30 (3) (4) Molibdênio ≤ 0,15 (3) (4) Níquel ≤ 0,40 (3) (4) Cobre ≤ 0,30 (3) ≤ 0,30 (3) Residuais totais ≤ 0,85 --- Notas: (1) O conteúdo de carbono pode ser maior que o indica- do na tabela desde que o carbono equivalente não seja maior que 0,41% dado pela fórmula: Mn Cr + Mo + V Ni + Cu Carbono equivalente = C + + + % 6 5 15 (2) O conteúdo máximo de carbono para aços carbono ou carbono – magnésio para forjados não destinados a cons- trução soldada pode ser de 0,65%. (3) Considerado como elemento residual (4) Submeter especificação ao RBNA para informação (5) Um ou mais dos elementos devem estar em conformi- dade com o conteúdo mínimo
  21. 21. REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T de navios e aeronaves 21 TABELA T.C2.303.1 REQUISITOS MECÂNICOS PARA EIXOS, PINOS, MANILHAS, GATOS DE CARGA, TORNEIS, CORRENTES, ETC Resistência ao escoamento (N/mm2) 235 ≤ Re< 300 300 ≤ ReH< 355 355 ≤ ReH< 500 500 ≤ ReH< 690 ReH> 690 Resistência a tração (N/mm2) 400 – 560 ≤ 620 ≤ 770 ≤940 >940 Razão resistência escoamento / tração 0.85 ≤ 0.85 ≤ ≤ 0.90 De acordo com especifi- cção aprova- da Alongamento (%) ≥ 22 ≥ 20 ≥ 16 ≥ 14 Redução de área ≥ 40 ≥ 35 ≥ 35 ≥ 35 Energia de impacto (J) Média ≥ 42 ≥ 42 ≥ 42 ≥ 42 ≥ 42 Individual ≥ 27 ≥ 27 ≥ 27 ≥ 27 ≥ 27 C3. FUNDIDOS PARA ESTRUTURA 100. Aço fundido 101. Ao selecionar o grau do aço fundido devem ser se- guidos os critérios do item C1.100 acima, como aplicável. 102. As características do aço fundido, tratamento térmi- co e testes devem obedecer à Parte 5, Título 61, Seção 2, Capítulo C1 das Regras.. 104. Outros graus de aço fundido somente poderão ser empregados mediante aprovação do RBNA. 105. Poleame e acessórios tais como gatos de carga, anéis de carga, olhais de içamento, torneis e manilhas não devem ser construídos de aço fundido ou de ferro fundido C4. CABOS DE AÇO E ACESSÓRIOS 100. Aplicação 101. São aplicáveis os requisitos da Parte 5, Título 61, Seção 3, Capítulo B4 destas Regras, aqui reproduzidos. 102. São aplicáveis os requisitos da norma ABNT NBR ISO 2408. 103. Este capítulo traz requisitos adicionais aos mencio- nados em C2.101 acima. 200. Requisitos de construção para cabos de aço 201. A fabricação, aprovação, teste e identificação dos cabos de aço deve ser feita conforme a Parte 5, Título 61, Seção 3, Capítulo B4 destas Regras, obedecidas as tensões mínimas de ruptura calculadas conforme o item 201 acima. Em nenhum caso a carga mínima de ruptura poderá ser inferior ao estipulado na Parte 5, Título 61, Seção 3, Capí- tulo B4 destas Regras. Devem ser obedecidos os requisitos da norma ABNT ISO 2408. 202. Cabos de carga (cargo runners), amantilhos (pen- dant lines, topping lines), devem ser formados uma única peça sem emendas. 203. Não é permitido o uso de grampos para formar as mãos de cabos no final das extremidades de trabalho de cabos de carga (cargo runners). Grampos podem somente ser empregados na fixação de extremidades de cabos nos tambores. Para esse fim, devem ser empregadas presilhas de liga de alumínio prensadas desde que essas presilhas não sejam submetidas a esforços de dobramento. A prensagem das presilhas deve ser feita somente por fa- bricantes cujo equipamento tenha sido inspecionado e aprovado pelo RBNA. As presilhas devem trazer marca- ção conforme descrito no capítulo T. 204. Cabos de aço com tensão nominal acima de 1570 N/mm2 e mais que 114 arames individuais não devem ser utilizados para estaiamento permanentemente exposto ao tempo. 205. Cabos de aço para carga e movimentação, expostos ao tempo, devem ser galvanizados, e cabos de estaiamento permanentemente expostos ao tempo devem ter galvaniza- ção reforçada. 206. A relação entre o cabo de aço e o goivo do poleame ou o diâmetro do tambor do guincho é dada a seguir e deve ser obedecida ao selecionar o cabo de aço a ser emprega- do:
  22. 22. REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T de navios e aeronaves 5-22 TABELA T.C4.206.1 – RELAÇÃO ENTRE GOIVADO DE POLIAS E DIÂMETRO DOS CABOS DE AÇO E ENTRE DIÂMETRO DO TAMBOR E DIÂMETRO DOS CABOS DE AÇO Razão para Goivo / diâmetro do cabo Diâmetro do tambor sem ranhuras / diâmetro do cabo Diâmetro do tambor com ranhuras / diâme- tro do cabo Tensão nominal do cabo N/mm2 (1) Cabos de aço sem carga 9 12 10 1570 Cabos de aço sob carga operados a veloci- dade 40 m/min com ciclo de carga 16 ciclos por hora 14 16 12,5 1570 Cabos de aço sob carga velocidade 40m/min, 15 ciclos por hora 20 22 18 1770 Cabos de aço para guindastes de convés 20 22 18 1770 Cabos de aço para guindastes com caçamba 24 (2) 28 22 1770 (1) – Onde forem utilizados cabos de aço com tensão nominal mais alta que a tabelada, as razões devem ser aumentadas proporcionalmente (2) Onde houver polias com goivo em ―V‖ a razão deve ser pelo menos 31,5. 207. Os cabos de aço devem ser fornecidos com certifi- cado de teste fornecido por fabricante ou autoridade certi- ficadora, mostrando a carga de ruptura de uma amostra. O certificado deve mostrar o diâmetro do cabo, quantidade de pernas, quantidade de fios por perna, qualidade dos arames núcleo, enrolamento, data do teste e deve ser sub- metido ao RBNA para inclusão no Livro de Registro de Equipamentos de Carga (Cargo Gear Book). 208. Os cabos de aço utilizados devem atender aos requisi- tos desta seção, que estão em acordo com a norma NBR - 6890. 209. Os cabos de aço serão obtidos pelos processos indi- cados no item 200. 210. Os cabos de aço utilizados devem preferencialmente atender aos requisitos da tabela T.C4.210.1. TABELA T.C4.210.1 - CABOS DE AÇO CLASSIFICAÇÃO DO AÇO QUALIDADE ESTRUTURA DO CABO COMPOSIÇÃO CARGA DE RUP- TURA (mín.) n DE PERNAS n DE ARAMES DAS PERNAS N / mm2 6  19 + AF Aço médio de arado MPS 6 19 1 + 6 / 12 1 alma de fibra 1372 a 1568 6  24 + 7AF Aço médio de arado MPS 6 24 9 / 15 7 almas de fibra 1372 a 1568 6  37 + AF Aço de arado PS 6 37 1 + 6 / 12 / 18 1 alma de fibra 1568 a 1764 211. Na fabricação dos cabos de aço qualidade A (galva- nizados) ou qualidade B (galvanizados e trefilados) devem ser empregados arames protegidos por uma camada homo- gênea de zinco aplicada por imersão à quente ou eletroliti- camente. 212. A massa da camada de zinco deve atender aos requi- sitos da tabela T.C4.212.1. TABELA T.C4.212.1 - MASSA MÍNIMA DA CAMADA DE ZINCO  DO ARAME QUALIDADE A QUALIDADE B g / m g / m g / m d < 0,49 0,50 > d < 0,59 0,60 > d < 0,79 0,80 > d < 0,99 1,00 > d < 1,19 1,20 > d < 1,49 1,50 > d < 1,89 1,90 > d < 2,49 2,50 > d < 3,19 3,20 > d < 3,99 75 90 110 130 150 165 180 205 230 250 40 50 60 70 80 90 100 110 125 135
  23. 23. REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T de navios e aeronaves 5-23 300. Requisitos de testes em cabos de aço 301. Ensaio de enrolamento: a) a amostra consiste em que sejam retirados, no mínimo, um arame de cada perna de cabo, em seguida enrolados em pelo menos 10 voltas juntas de hélice em torno de um mandril cilindríco de diâmetro especificado na tabela T.C4.301.1; b) o ensaio será considerado satisfatório se a camada de zinco continuar a aderir firmemente ao arame após o enro- lamento; c) quando no primeiro ensaio um arame não atender aos requisitos exigidos, será permitido um ensaio adicional em todos os arames remanescentes da amostra do cabo; d) o resultado do ensaio adicional será considerado satisfa- tório se pelo menos 96% dos arames ensaiados não apre- sentarem defeitos superficiais. TABELA T.C4.301.1 - DIÂMETRO DO MANDRIL TIPO DO ARA- ME  do arame < 1,50 mm  do arame > 1,50 mm QUALIDADE A 4   do arame 6   do arame QUALIDADE B 2   do arame 3   do arame 302. Ensaio de torção a) a amostra consiste de todos os arames individuais de uma perna de cabo novo com comprimento nominal livre entre garras conforme os valores da tabela T.B4.302.1; b) o ensaio será considerado satisfatório, mesmo ocor- rendo ruptura em qualquer ponto da amostra, se o número mínimo de torções nos arames individuais atender aos requisitos da tabela T.C4.302.1; c) quando no primeiro ensaio a amostra não atender aos requisitos exigidos, será permitido um ensaio adicional em todos os arames remanescentes do cabo; d) o resultado do ensaio adicional será considerado satisfa- tório se pelo menos 96% dos arames suportarem o número mínimo de torções da tabela T.C4.302.1. TABELA T.C4.302.1 - COMPRIMENTO E NÚMERO MÍNIMO DE TORÇÕES PARA ARAMES  DO ARAME COMPRIMENTO NOMINAL NÚMERO DE TORÇÕES (mm) LIVRE ENTRE GARRAS QUALIDADE A QUALIDADE B d < 0,99 1,00 > d < 1,29 1,30 > d > 2,29 2,30 > d < 2,99 3,00 > d < 4,00 200   do arame 100   do arame 100   do arame 100   do arame 100   do arame 26 13 13 12 10 48 24 23 20 18 303. Ensaio de revestimento: a) a amostra consiste em que sejam retirados, no mínimo, um arame de cada perna e em seguida a massa da camada de zinco ser determinada e certificada, pelo fabricante, através de remoção por processo químico da galvanização e medida da perda de massa dos arames; b) o ensaio da camada de zinco será considerado satisfató- rio se a massa da camada de zinco atender aos requisitos das tabelas T.C4.202.1 e T.C4.303.1; c) o ensaio também poderá ser realizado por processo de imersão em solução à base de sulfato de cobre cristalizado, sendo que após o número de imersões exigidas e lavagem em água corrente os arames não devem apresentar depósi- tos aderentes de cobre; d) quando no primeiro ensaio um arame não atender aos requisitos exigidos será permitido um ensaio adicional em todos os arames remanescentes da amostra do cabo; e) o resultado do ensaio adicional será considerado satisfa- tório se pelo menos 96% dos arames ensaiados atende aos requisitos das tabelas 4.1.F-14 e T.B4.303.1. TABELA T.C4.303.1 - NÚMERO MÍNIMO DE IMERSÕES  DO ARAME (mm) TEMPO DE IMERSÃO (seg) QUALIDADE A QUALIDADE B d < 0,59 0,60 > d < 0,99 1,00 > d < 1,49 1,50 > d < 1,89 1,90 > d < 2,49 2,50 > d < 3,19 3,20 > d < 3,99 30 60 90 120 120 150 180 --- 30 60 60 90 90 120 304. Ensaio de ruptura:
  24. 24. REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T de navios e aeronaves 5-24 a) a amostra consiste do próprio cabo de aço novo com comprimento nominal livre entre garras igual a 30 vezes o diâmetro do cabo sem ser menor que 600 mm, amostra essa retirada de cada lote de mesmas fabricação e caracte- rísticas ou de cada bobina em casos de lotes diferentes; b) o ensaio será considerado satisfatório se a amostra en- saiada até a ruptura atender aos requisitos da tabela T.C4.304.2; c) quando a capacidade de tração da máquina de ensaio for insuficiente para ensaiar a amostra do próprio cabo de aço, admite-se o ensaio em uma de suas pernas, neste caso, o resultado da carga de ruptura obtida, multiplicada pela quantidade de pernas e deduzindo-se 10% deve atender aos requisitos da tabela T.C4.304.2; d) o ensaio de ruptura também poderá ser realizado em amostras individuais de arames com comprimento nominal livre entre garras conforme valores da tabela T.B4.302.1, neste caso, o resultado da carga de ruptura obtida, multi- plicada pela quantidade de arames e multiplicado pelos fatores indicados na tabela T.B4.304.1; deve atender aos requisitos da tabela T.B4.304.2; e) quando no primeiro ensaio, em qualquer um dos casos, a amostra não atender aos requisitos exigidos, será permitido um ensaio adicional; f) o resultado do ensaio adicional será considerado satisfa- tório se a amostra ensaiada até a ruptura atender aos requi- sitos da tabela TC4.304.2, permitindo-se uma tolerância de até 2,5% abaixo do valor tabelado. TABELA T.C4.304.1 - FATORES CLASSIFICAÇÃO DO CABO FATOR 6  19 + AF 6  24 + 7AF 6  37 + AF 0,86 0,87 0,83 TABELA T.C4.304.2 - CARGA DE RUPTURA MÍNIMA EM CABOS DE AÇO CLASSIFICAÇÃO DO CABO DIÂMETRO 6  19 + AF 6  24 + 7AF 6  37 + AF NOMINAL MPS MPS PS mm QUALIDADE A KN QUALIDADE B KN QUALIDADE A KN QUALIDADE B KN QUALIDADE A KN QUALIDADE B KN 8,0 9,5 11,5 13,0 14,5 16,0 19,0 22,0 26,0 29,0 32,0 35,0 38,0 42,0 45,0 48,0 51,0 26 37 51 65 83 102 145 196 255 324 395 475 562 656 756 865 980 29 41 56 72 91 112 160 216 281 354 434 522 618 722 832 952 1078 23 30 41 52 69 86 125 164 220 279 345 418 501 578 674 772 883 25 33 45 57 76 95 138 180 242 307 380 460 551 636 741 849 971 28 41 56 75 95 117 167 226 295 370 455 522 618 722 832 954 1078 31 45 61 83 105 129 184 249 324 407 500 573 679 794 915 1049 1186 400. Verificação dimensional 401. Os cabos de aço serão verificados dimensionalmente de acordo com os seguintes requisitos: a) verificação dos arames: - a quantidade em cada perna e o diâmetro dos arames in- dividuais será verificada; - a variação máxima permitida entre o diâmetro dos arames de uma mesma camada deve atender aos requisitos da tabe- la T.C4.401.1; b) verificação do passo:
  25. 25. REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T de navios e aeronaves 5-25 - o passo dos cabos será verificado nas bobinas a uma dis- tância de pelo menos 3,0 m, sendo que o comprimento me- dido deve corresponder a cinco ou mais passos; - o exame será considerado satisfatório se o resultado cal- culado dividido pelo número de passos não exceder a 7,25 vezes o diâmetro do cabo; c) verificação do diâmetro: - os diâmetros dos cabos serão verificados nas bobinas em pelo menos três seções diferentes distantes 1,50 m uma da outra: - o diâmetro real do cabo será o resultado da média calcu- lada nas medições realizadas de acordo com as tolerâncias máximas permitidas na tabela T.C4.401.1. TABELA T.C4.401.1 - TOLERÂNCIAS PARA DIÂMETROS DE CABOS E ARAMES DE AÇO DIÂMETRO NOMINAL DO CABO (mm) TOLERÂNCIA DIÂMETRO DO ARAME (mm) QUALIDADE A QUALIDADE B d < 19,0 19,0 > d < 29,0 29,0 > d < 38,0 38,0 > d < 57,0 + 0,08 + 1,20 + 1,60 + 2,40 0,25 > d < 0,70 0,70 > d < 1,50 1,50 > d < 2,35 2,35 > d < 3,59 --- + 0,089 + 0,114 + 0,190 + 0,038 + 0,051 + 0,063 + 0,073 500. Marcação 501. Os cabos de aço que tenham atendido satisfatoriamen- te aos requisitos de testes serão marcados nas bobinas ou rolos com uma marcação indelével ou serem etiquetados pelos fabricantes com as seguintes inscrições: - Carimbo do RBNA; - Número do certificado de classificação; - Construção do cabo; - Qualidade do aço; - Carga de ruptura mínima, em KN; - Comprimento, em m; - Diâmetro, em mm; - Marca do fabricante; 600. Sapatilhos para cabos de aço 601. Devem ser seguidos os requisitos da norma NBR 13544 da ABNT. 700. Lingas de carga 701. Devem ser seguidos os requisitos da norma NBR 13541 da ABNT para os cabos de aço 702. O cabo de aço utilizado para confecção de lingas deve ser de classificação 6 x 19 ou 6 x 37, de torção regu- lar, com alma de aço ou de fibra, conforme normas NBR 6327 ou ISO 2408. 503. A resistência à tração dos arames conforme NBR 6327 ou ISO 2408deve ser de pelo menos: - 1764 MPa, para cabos com alma de fibra - 1960 MPa para cabos com alma de aço. 504. As lingas com olhais chumbados com ou sem sapa- tilhas com diâmetro nominal acima de 38 mm devem ser fabricados com cabo de alma de aço. A distância mínima entre as presilhas com olhais chumba- dos ou trançados deve ser de pelo menos 20 vezes o diâ- metro do cabo. 505. Quando forem usados anéis de carga, os mesmos devem estar em conformidade com a norma ABNT NBR ISO 16798. 600. Manilhas 601. As manilhas devem estar em conformidade com a norma ABNT NBR 13545. 700. Gatos de carga 701. Os gatos-haste forjados para equipamentos de le- vantamento e movimentação de cargas devem seguir os requisitos da norma NBR 10070. 800. Balanças e vigas de carga 801. A carga máxima útil (SWL) de uma balança de car- ga ou viga para içamento é a máxima carga útil para a qual o equipamento foi certificado. 802. Ao verificar se uma carga pode ser içada por deter- minado aparelho usando-se vigas ou balanças de carga, deve-se lembrar que a solicitação será igual ao SWL da viga ou balança mais seu peso próprio. 803. O material empregado na construção da viga ou balança deve ser de qualidade para solda. 804. Deve ser dedicada atenção especial à continuidade estrutura, e mudanças abruptas de seção devem ser evita- das. 805. Os pontos de levantamento onde há concentração de esforços devem ser adequadamente reforçados. 806. As soldas e procedimentos de solda devem ser aprovados pelo RBNA.
  26. 26. REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T de navios e aeronaves 5-26 807. A balança ou viga deve ser projetada de forma que as tensões máximas não ultrapassem os limites dados na tabela T.C4.807.1 quando operando na sua capacidade SWL: TABELA T.C4.807.1 – LIMITES DE TENSÃO NAS VIGAS E BALANÇAS DE CARGA SWL ≤ 10 t SWL ≥ 160 t Flexão 0,45 σy 0,67 σy Cisalhamento 0,30 σy 0,40 σy Tensões combi- nadas 0,50 σy 0,90 σy Tensão de supor- te (bearing) 0,50 σy 0,90 σy 808. A viga deve ser projetada para assegurar estabilida- de lateral quando sob carga. 809. Quando a viga for projetada como uma estrutura içada por uma estrutura de lingas, a estrutura deve ser cal- culada para resistir as forças de compressão geradas. O fator de segurança de cada componente contra a flamba- gem por compressão sob a carga de teste não deve ser me- nor que 1,3. C5. POLEAME 100. Poleame 101. Devem ser seguidos os requisitos da norma NBR 10014 da ABNT. 200. Classificação dos moitões e cadernais de aço 201. Os moitões e cadernais são classificados em: a. Moitão de aço sem ferragem na orelha, designado pel osímbolo MA1; b. Moitão de aço com ferragem na orelha designado pelo símbolo MA2; c. Cadernal de aço sem ferragem na orelha designa- do pelo símbolo CA1; d. Cadernal de aço com ferragem na orelha, desig- nado pelo símbolo CA2 MA1 MA2 CA1 CA2 300. Carga máxima útil (CMU, SWL) 301. A carga de ruptura do moitão ou cadernal deve ser de no mínimo 5 vezes a carga máxima útil (SWL) do mes- mo. 302. A carga SWL requerida deve ser determinada com referência à resultante das forces atuando no moitão ou Cadernal conforme sua posição no aparelhamento. 303. Moitões e cadernais não devem ser usados em posi- ções outras que as que constem do arranjo aprovado. 304. A carga SWL de uma polia simples é calculada na condição de trabalho em que a polia está suspensa pela cabeça, com os cabos em paralelo dos dois lados. A carga nominal marcada na polia representa o peso que ela pode levantar em segurança. A resultante R na cabeça é portanto 2 x P. Os acessórios da cabeça, portanto, devem ser projetados para suportar uma solicitação de 2P e a carga de prova aplicada será de 4P (ver capítulo T5). 2P SWL = P Carga = P O cálculo do SWL requerido vai depender do diagrama de forces sobre o Cadernal ou moitão e deve ser calculado caso a caso: P P SWL = P Carga 2P R SWL do moitão = 0,5 R SWL do guindaste = 2P
  27. 27. REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T de navios e aeronaves 5-27 R = 2P SWL da polia = 0,5 R = P P P SWL do guindaste = 2P Note-se que em todos os casos com moitões MA1 o SWL a manilha ou elo que prende o moitão deve ter uma capa- cidade SWL igual a duas vezes o SWL marcado no moi- tão. 400. Solicitações de projeto 401. A percentagem da solicitação resultante na fixação da cabeça que é transmitida por uma polia não deve ser tomada com valor inferior ao da tabela T.C5.401.1 TABELA T.C5.401.1 – SOLICITAÇÃO RESULTAN- TE Moitão ou cadernal Quantidade de polias Mancais com bucha ou sim- ples Mancais com rolamento CA1 CA2 CA1 CA2 Duplo 2 52 43 51 42 Triplo 3 37 32 35 30 Quádruplo 4 29 26 27 24 Quíntuplo 5 24 22 22 20 Sêxtuplo 6 21 20 19 18 Notas: O coeficiente de atrito deve ser tomado como 5% pala po- lias com bucha ou simples, e 2% para polias com rolamen- to 402. A carga numa orelha deve ser considerada como a carga máxima à qual a orelha pode ser submetida em ser- viço. 403. As tensões nas partes componentes do moitão deve ser determinada pelas cargas transmitidas pela polia. 500. Detalhes construtivos 501. As porcas de fixação da ferragem da cabeça devem ser soldadas à haste da ferragem, e as demais porcas de- vem ser eficazmente travadas, prevendo-se, porém, sua fácil desmontagem. 502. A ferragem da cabeça, quando giratória, deve girar por simples esforço manual. 503. A folga entre a parte externa da polia e a parede interna da caixa não deve exceder o limite de 10% do diâ- metro do cabo para evitar que o cabo fique preso entre a caixa e a polia.. 504. Todos os cantos externos de ferragens e paredes devem ser ligeiramente arredondados. 505. Nas polias para moitões e cadernais que façam par- te dos aparelhos de carga não deve ser utilizado ferro fun- dido ou ferro fundido maleável nas seguintes circunstân- cias: a. moitão com SWL maior que 10 t b. cadernal com SWL maior que 20 t c. Qualquer moitão ou cadernal na lança de um apa- relho de carga com SWL maior que 20 t. 506. Os moitões e cadernais devem ser providos de dis- positivos que permitam lubrificação adequada. 507. O diâmetro da polia deve ser medido da base do goivo. 508. A profundidade do goivo na polia não deve ser me- nor que ¾ do diâmetro do cabo. A profundidade do goivo deve ser igual ao diâmetro do cabo. 509. A relação entre o cabo de aço e o goivo do poleame é dada na Tabela T.C4.206.1. 510. Polias com lateral rebatível devem ser projetadas e construídas de forma a assegurar que permaneçam sempre fechadas quando em uso. 511. Os pinos dos eixos das polias devem ser travados contra movimentos laterais e rotação. O acabamento superficial do pino deve ser adequado para o tipo de mancal a ser utilizado. 512. Deve ser instalado um tornel entre o gato de carga e o anel elo de ligação ou outro acessório para levantar a carga, capaz de girar livremente e que não possa soltar-se. C6. OUTROS MATERIAIS 100. Outros materiais 101. Outros materiais tais como aço inoxidável, ligas de alumínio, ligas de plástico e madeira, devem ser seleciona- dos e empregados de acordo com suas características e
  28. 28. REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T de navios e aeronaves 5-28 devem estar em conformidade com a Seção 5 destas Re- gras. 102. Tais materiais somente poderão ser empregados mediante autorização especial do RBNA. C7. SOLDAGEM 100. Requisitos gerais 101. Os requisitos para soldagem estão descritos na Parte 2, Título 11, Seção 2 Capítulo D. 102. Os requisitos deste capítulo são complementares aos descritos no item 101 acima. 103. Antes do início da soldagem, devem ser apresenta- dos procedimentos de solda para aprovação pelo RBNA. 104. Os soldadores devem todos ser certificados. 105. A empresa responsável por testes não destrutivos deve ser homologada pelo RBNA. 200. Inspeção das soldas em estrutura / acessórios dos aparelhos de carga 201. Todas as superfícies a serem soldadas devem ser inspecionadas visualmente. Os cordões de solda devem apresentar transição gradual para o metal base, e as soldas devem estar de acordo com as especificações de projeto. 202. Aços acalmados e endurecidos com tensão de esco- amento igual ou maior que 420 N/mm2, o teste não destru- tivo deve ser realizado 48 horas depois de completada a soldagem. 203. Quando os cordões forem submetidos a tratamento térmico, deve ser realizado NDT depois do término do tratamento. 204. O tipo e extensão dos NDT depende da carga su- portada pelos membros estruturais, e é mostrada na Tabela T.C6.204.1 abaixo: TABELA T.C6.204.1 – INSPEÇÃO DE SOLDAS RT = RADIOGRAFIA UT = ULTRA SOM MT = PARTÍCULA MAGNÉTICA Tipo de estrutura Tipo de conexão Inspeção visual Método de inspeção RT UT MT Estrutura essencial Topo 10~20 100 100 T, penetração total 100 - 100 100 T, filete, grande penetração 100 - - 100 Estrutura primária Topo 100 5~10 50~80 20~50 T, penetração total 100 - 50~80 25~50 T, filete, grande penetração 100 - - 20~50 Estrutura secundária Topo 100 - 2~5 2~5 T, penetração total 100 - 2~5 2~5 T, filete, grande penetração 100 - - 2~5 Nota 1 – A tabela mostra a percentagem sobre o total de soldas que deve ser testada Nota 2 – Onde dois elementos estruturais de tipos diferen- tes forem unidos a inspeção da sola deve estar baseada no tipo para o qual os requisitos mais estritos são exigidos. Nota 3 – A verificação por partícula magnética (MT) pode ser substituída por líquido penetrante. Nota 4 – Estruturas essenciais são estruturas para as quais não é possível a redistribuição de tensões e não existe ele- mento redundante, incluindo a conexão do garfo do garlin- déu, lança à cabeça de lança, conexão de patesca submeti- da a carga pesada à lança, etc. Nota 5 – As percentagens de soldas inspecionadas foi di- mensionada de forma a cobrir membros e conexões impor- tantes. C8. MÃO-DE-OBRA 100. Aplicação 101. Este Guia foi elaborado entendendo que cabe aos Armadores / Operadores a responsabilidade pelo controle das cargas SWL, operação dos equipamentos por pessoal apto, prevenção de distribuições inadequadas de cargas, peação e manutenção do guindaste. CAPÍTULO D REQUISITOS POR SISTEMAS CONTEÚDO DO CAPÍTULO D1. REQUISITOS GERAIS DE PROJETO D2. MÉTODO DE CÁLCULO D3. SISTEMAS DE PAUS DE CARGA D4. GUINDASTES DE BORDO
  29. 29. REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T de navios e aeronaves 5-29 D5. CÁBREAS E GUINDASTES FLUTUANTES D6. OUTROS SISTEMAS D1. REQUISITOS GERAIS DE PROJETO 100. Condições operacionais 101. Alcance operacional – a documentação e arranjo do sistema submetidos para aprovação devem especificar as faixas permissíveis de trabalho (com as restrições que se fizerem necessárias) baseadas em considerações de estabi- lidade e resistência, juntamente com os ângulos de inclina- ção permissíveis da estrutura flutuante. 102. Efeitos do mar – quando um aparelho de carga é testado e aprovado pelo RBNA é normalmente estipulado que esse aparelho pode operar somente em águas calmas Neste contexto, águas calmas significa condições que não causam movimentos apreciáveis na estrutura flutuante (até Beaufort 2).. Águas desprotegidas, por outro lado, significa regiões em que um estado de mar pode ocorrer que provoque movi- mentos apreciáveis na estrutura flutuante. 103. Inclinação do navio – ao determinar as forças em um sistema de carga, um dos fatores fundamentais a serem considerados é que quando o navio inclina, cargas mais altas podem ocorrer no aparelho de carga do que quando o navio estiver sem banda. 104. Efeito do vento – o efeito do vento sobre a estrutu- ra do guindaste está apresentado nos capítulos que seguem. 105. A temperatura operacional mínima é de 10°C, sendo que para temperaturas operacionais mais baixas de- vem ser especificadas na documentação apresentada para aprovação e este fator vai influir na escolha dos materiais. 106. Para condições operacionais especiais, ver o capí- tulo referente a cábreas. 200. Classificação dos guindastes ou elementos da estrutura em grupos 201. A classificação dos guindastes em grupos levando em conta as classes de utilização e estado de carga foi feita baseada na norma NBR 8400 da ABNT. 202. Abaixo é dada a classificação conforme as classes de utilização. TABELA T.D1.202.1 – CLASSIFICAÇÃO DE APA- RELHOS DE CARGA CONFORME UTILIZAÇÃO Classe de utiliza- ção Freqüência de utilização de le- vantamento Ciclos de levan- tamento A Ocasional com longos períodos de repouso 6,3 x 104 B Regular, serviço intermitente 2,0 x 104 C Regular, serviço intensivo 6,3 x 104 D Serviço intensivo severo 2,0 x 104 203. A classificação conforme o estado de carga segue abaixo: TABELA T.D1.203.1 – CLASSIFICAÇÃO DE APA- RELHOS DE CARGA CONFORME ESTADO DA CARGA Estado de carga Definição Fração mínima da cargamáxima 0 muito leve Cargas muito le- ves, somente ex- cepcionalmente operam no SWL 0 1 leve Cargas comumen- te da ordem de 1/3 da nominal 1/3 2 médio Cargas comumen- te da ordem de 2/3 da nominal 2/3 3 pesado Regularmente carregados com a carga nominal 1 204. Para efeito deste capítulo, vamos agrupar os guin- dastes em classes conforme abaixo: TABELA T.D1.204.1 – GRUPOS DE APARELHOS DE CARGA CONFORME RBNA Grupo Estado da carga Fração mínima da carga máxima I 0 – muito leve 0 II 1 - leve 1/3 2 - médio 2/3 III 3 - pesado 1 205. Os guindastes do grupo I não serão aqui considera- dos.
  30. 30. REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T de navios e aeronaves 5-30 206. Os guindastes do grupo II geralmente são encontra- dos em navios de carga geral ou porta containeres que apenas ocasionalmente operam próximos da capacidade SWL. 207. Os guindastes do grupo III operam regularmente próximos da capacidade SWL e que excedem 6,3x104 ci- clos durante o curso de sua vida operacional. Estes guindastes podem ser divididos em dois sub-grupos: - guindastes que ocasionalmente operam com caçambas - guindastes que operam com caçambas por mais de 75% do tempo. 208. A Tabela T.D1208.1 abaixo mostra exemplos de classificação dos guindastes: TABELA T.D1.208.1 CLASSIFICAÇÃO DE EQUI- PAMENTOS DE LEVANTAMENTO CONFORME CLASSES DO RBNA COM BASE NA TABELA DA NBR 8400 Estado de carga Classe de utilização conforme RBNA A B-C D 1 I I II 2 I II III 3 II III Especial TABELA T.D1.208.2 EXEMPLOS DLASSIFICAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE LEVANTAMENTO CON- FORME RBNA COM BASE NA TABELA DA NBR 8400 Tipo de equipamen- to Grupo (RBNA) Estado de carga Utilização Guindaste portuário com gato II-III 2 B-C Guindaste portuário com caçamba II-III 3 B-C Guindastes de bordo II 2-3 B Sistemas de bordo com pau de carga II-III I-II-III A-B-C 300. Solicitações operacionais estáticas e cargas mor- tas 301. Cargas operacionais estáticas – Safe Working Load (SWL, Carga Máxima de Trabalho) é a carga estática má- xima a que um sistema pode ser submetido nas condições para as quais foi certificado. Uma pré-condição é que o aparelho de carga deve estar trabalhando dentro dos parâmetros de carregamento para os quais os cálculos de projeto foram baseados. 302. Pêso próprio – as cargas devidas ao pêso próprio ou cargas mortas são as forças-peso exercidas pelos mem- bros estruturais móveis e fixos permanentemente presentes na operação. Estas cargas fazem parte da carga máxima de trabalho (SWL). Para efeito de cálculo, estas cargas podem ser desprezadas se forme menores que 5% da carga máxima de trabalho SWL. Quando maior que 5% da carga máxima, a capacidade SWL deve ser multiplicada por um coeficiente que consta dos capítulos D2, D3 e D4 deste Guia. D2. MÉTODO DO CÁLCULO 100. Verificação em relação ao limite de escoamento, flambagem e fadiga 101. Para os diferentes elementos da estrutura verifica-se a existência de um coeficiente de segurança suficiente em relação às tensões críticas considerando-se as três seguin- tes causas de falha possíveis: a. ultrapassagem do imite de escoamento b. ultrapassagem das cargas críticas de flambagem c. ultrapassagem do limite de resistência á carga Os aços utilizados devem ser classificados; caso não se- jam, deve ser apresentado certificado da usina e realizados testes de análise química, tração e, onde requerido, impac- to em amostras, sendo uma amostra por espessura e por numero de corrida. 102. Esta verificação deve ser feita conforme os requisi- tos por tipo de aparelho contido nos capítulos D3 a D5 do presente Guia e estar em conformidade com os itens 5.8 até 5.13 da norma NBR 8400,. D3. SISTEMAS COM PAUS DE CARGA 100. Aplicação 101. Os requisitos deste Capítulo são aplicáveis a paus de carga com movimento de giro lateral, paus de carga operando geminados e guindastes com paus de carga. Projetos especiais devem ser analisados com base nos pre- sentes requisitos. 200. Geral 201. Na determinação das forces agindo nos sistemas de paus de carga o ângulo da lança com a horizontal deve ser considerado como 15° para paus de carga classe I e II e 25° para paus de carga classe III. Na prática tais ângulos poderão ser maiores, mas em ne- nhum caso o ângulo da lança com a horizontal deve ultra- passar 30° para paus de carga classe I e II e 35° para paus de carga classe III.
  31. 31. REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T de navios e aeronaves 5-31 202. Para determinar as forças agindo nas patescas ou polias embutidas, o ângulo da lança com a horizontal deve ser tomado como o ângulo máximo para a operação e em geral não deve ser menor que 70°. 203. Os limites operacionais para ângulos de banda e trim são em geral 5° para banda e 2° para trim. Para paus de carga classes I os efeitos de banda e trim po- dem ser desprezados no cálculo. Para paus de carga classe II e III o efeito da inclinação deve ser levado em consideração nos cálculos. Para ângulos maiores que 5° de banda e 2° de trim o ângu- lo real máximo deve ser levado em consideração. 204. A carga básica para o cálculo da força para paus de carga giratórios e fixos deve ser definida como a carga máxima de trabalho (SWL) somada aos pesos próprios da lança e acessórios acima do gato. 205. A carga básica para o cálculo da força para paus de carga aparelhados em tandem deve ser tomada como a car- ga máxima de trabalho SWL. 206. A tolerância para atrito nas polias e para a rigidez dos cabos de aço deve ser tomada como5%, para cadernais com polias simples ou com bucha, e 2% para cadernais com rolamento. Este requisito é aplicável a todo tipo de aparelho de carga. 207. O coeficiente de segurança dos cabos para paus de carga deve ser tomado conforme a Tabela T. D2.206.1. TABELA T. D2.206.1 Coeficiente de segurança K= Tensão de ruptura no teste Tensão admissível no cabo SWL do aparelho Cabos de carga Amantilhos e guardins Até 10 t 5 10 – 160 t 10000 (8,85 * SWL) + 1910 160 t e maior 3 Cabos para estaiamento (brandais) Até 10 t 4 300. Paus de carga em tandem 301. As condições e solicitações para o cálculo ou análi- se das forças agindo no sistema de paus de carga devem atender aos requisitos dos itens D2.100 e D2.200 acima. 302. No caso de guindastes para carga pesada, onde o cabo de carga é paralelo ao amantilho entre a cabeça do pau de carga e a cabeça do mastro, a tensão no amantilho deve ser considerada como a força total do amantilho me- nos a tensão do cabo de carga sob a condição de que a car- ga esteja sendo arriada. A carga de trabalho do guardim deve ser determinada de acordo com a tabela T.D3.302.1 TABELA T.D3.302.1 – CARGA DE TRABALHO DOS GUARDINS SWL do massame do pau de carga, kN SWL dos guardins em kN SWL ≤ 49 49 < SWL ≤ 147 147 < SWL ≤ 588 SWL ≥ 735 0.5 × SWL + 4.9 0.1 × SWL + 24.5 0.25 × SWL 0.2 × SWL Quando o aparelhamento dos paus de carga estiver arran- jado para operação em tandem, as lanças de dentro de bor- do e de for a de bordo devem estar localizadas no menor ângulo com a horizontal que ainda permita operação nor- ma, bem como a faixa de operação e comprimento dos paus de carga devem estar em conformidade com os requi- sitos da figura F.D3. 302.1. Pau de carga do garlindéu ao olhal do amantilho θ H = h+0.35 h FIGURA F.D3. 302.1. Θ = ângulo do pau de carga com a horizontal, igual para ambos os paus de carga L = comprimento da escotilha, em m B = largura da escotilha, em m C = alcance C em m além da boca a meia nau: não deve ser inferior a 3,5 m ou como requerido pelo Armador S = distância entre o laís dos dois paus de carga, em m, no plano horizontal Topo da borda falsa ou braçola
  32. 32. REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T de navios e aeronaves 5-32 b = distância vertical a partir do pino do garlindéu l = a cabeça da lança interna no plano de projeção dentro da escotilha de carga deve estar localizado: a. a uma distância l não superior a L/5 do lado opos- to da escotilha dotada de somente um par de paus de carga; b. a uma distância l de não mais que L/3 do lado oposto da escotilha dotada de dois pares de paus de carga; c. a uma distância de 1,5 m de cada lado da escoti- lha. h = Quando o ângulo formado pelos cabos de carga for assumido como igual a 120° a mínima altura ―h‖ do ponto de junção (placa tirângulo) de dois cabos de carga acima do topo da borda da braçola da escotilha ou borda livre não deve ser menor que: 5 m para SWL ≤ 19.6 kN 6 m, para SWL > 19.6 kN onde SWL é a carga maxima de trabalho do aparelho em tandem em kN. A altura ―h‖ como definida acima deve ser aumentada ade- quadamente quando não pode atender aos requisitos para operação normal . 303. O cálculo da força para o pau de carga operando em tandem deve ser realizado de forma que o empuxo do pau de carga e a carga dos brandais seja obtida da posição de maior alcance do pau de carga dentro de sua faixa de ope- ração. Em geral a posição do pau de carga tal como mostrada na figura F.D3.303.1 deve ser utilizada para esse cálculo e nesse caso o ângulo entre os cabos de carga deve ser toma- do como sendo 120° e a posição da placa triangular conec- tando os dois cabos de carga é admitida como sendo a po- sição mais baixa conforme mostrado na figura F.D3.303.2. FIGURA F.D3.303.2
  33. 33. REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T de navios e aeronaves 5-33 FIGURA F.D3.303.1 306. O arranjo dos paus de carga em tandem devem ser tal que não permita o dobramento do pau de carga no sen- tido contrário em nenhum ponto dentro do alcance do guindaste. Para esse fim a resultante do componente horizontal do cabo de carga e dos brandais na direção do eixo do pau de carga, que é denominada ―vão de alívio fh‖ multiplicada por tgθ (θ – ângulo do pau de carga com a horizontal) não deve ser maior que a soma cós componentes verticais do- cabo de carga e dos brandais ―fr‖ (vide figura F.D3.306.1). Tensão no cabo de fh carga paralela ao θ fr Compressão no pau de carga ½ peso do pau de carga FIGURA F.D3.306.1 305. A carga de trabalho dos schooner guys no arranjo em tandem deve ser tomada como sendo 20% da carga SWL do pau de carga, mas não menos que 9,8 kN. 400. Cálculo do pau de carga 401. O pau de carga pode ser construído tanto com diâ- metro constante como com um diâmetro constante em sua seção média com conicidade nas extremidades. 402. A seção média de diâmetro uniforme de um pau de carga com extremidades em conicidade deve corresponder a no mínimo 1/3 do comprimento do pau de carga, e o di- âmetro menor das seções cônicas não deve ser menor que 70% do diâmetro da seção constante. 404. A espessura da parede do pau de carga não deve ser menor que 1/50 do diâmetro do mesmo em sua seção média, mas não precisa ser maior que 1/30 desse diâmetro, sendo que em nenhum caso deve ser inferior a 4 mm. 405. O coeficiente de esbeltez do pau de carga não deve ser maior que 150. 406. O laís deve ser adequadamente reforçado ou ter maior espessura na área em que os olhais dos amantilhos e guardins são fixados. 407. O coeficiente de segurança n para a estabilidade do pau de carga em relação à compressão crítica dada pela fórmula de Euler não deve ser menor que a requerida na tabela T.D3.407.1. SWL do pau de carga em kN ≤ 98 294 ≥ 588 Coeficiente de segurança de estabili- dade n 5,0 4,5 4,0 TABELA T.D3.407.1 COEFICIENTE DE SEGURAN- ÇA n Componente verticalcabo decarga Componente verticaldo guardim carga
  34. 34. REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T de navios e aeronaves 5-34 Nota: O coeficiente de segurança para a estabilidade é aplicável com índice de esbeltez λ menor que 145. J1 J1 a L A compressão axial admissível p é dada pela expressão: mEJ0 P = * 10-5 kN nL2 onde: m = coeficiente obtido de acordo com a tabela T.D3.406.2, sendo que valores intermediários devem ser obtidos por interpolação linear; E = módulo de elasticidade = 2,06 * 105 MPa L = comprimento do pau de carga, em metros, medido do centro do garfo do garlindéu até o centro da polia do laís J0 = momento de inércia da seção central do pau de carga, em cm4 ; n = coeficiente de segurança para a estabilidade do pau de carga dado na tabela T.D3.407.1; a/L J1/J0 0,0 0,2 0,4 0,6 0,8 Coeficiente m 0,01 2,55 3,65 5,42 7,99 9,63 0,10 5,01 6,32 7,84 9,14 9,77 0,20 6,14 7,31 8,49 9,39 9,81 0,40 7,52 8,38 9,10 9,62 9,84 0,60 8,50 9,02 9,46 9,74 9,85 0,80 9,23 9,50 9,69 9,81 9,86 TABELA T.D3.407.2 – COEFICIENTE M 408. A carga admissível de compressão axial pode tam- bém ser calculada por meio da teoria de estabilidade elás- tica. Para tais cálculos os efeitos do momento de flexão devido ao peso próprio do pau de carga e o momento na extremi- dade do lais do pau de carga devem ser consideradas. O coeficiente de segurança n para a estabilidade do pau de carga sujeito a compressão axial não deve ser menor que o apresentado na tabela T.D3.407.2. TABELA T.D3.407.2 – COEFICIENTE DE SEGU- RANÇA PARA ESTABILIDADE DE PAU DE CAR- GA SUBMETIDO A COMPRESSÃO AXIAL Carga maxima útil SWL do pau de carga em kN ≤ 98 ≥ 588 Coeficiente de segurança n para estabilidade do pau de carga 2,5 2,0 Caso a tensão axial σs do aço seja maior que 70% de sua tensão de tração σb a tensão de escoamento deve ser modi- ficada dividindo o valor por um coeficiente β que deve ser obtido da tabela T.D3.407.3. Valores intermediários devem ser obtidos por interpolação. TABELA T.D3.407.3 – COEFICIENTE β Razão entre ten- são de escoa- mento e de tração σs / σb σb ≤0,70 0,75 0,80 0,85 0,90 Coeficiente β 1,0000 1,045 1,084 1,1200 1,1550 Nota: quando a razão exceder 0,9, deve ser tomada como 0.9. 409. O momento no laís de um pau de carga para con- vencional deve ser considerado como a soma algébrica dos momentos no plano vertical do pau de carga originados pela polia do laís e cargas aplicadas aos acessórios agindo nesse mesmo ponto. O momento horizontal no laís causado pelas solicitações de giro ou pelos amantilhos pode ser , em geral, despreza- do. 410. No caso de um pau de carga giratório, o pau de car- ga tem dois moitões para o amantilho entre os quais a car- ga não é i8gualmente distribuída quando o pau de carga não está na linha de centro do navio. Nesses casos m irá ocorrer um momento na cabeça do pau de carga e este deve ser levado em conta nos cálculos de estabilidade de acordo com os requerimentos deste capítu- lo. 500. Mastros e pescadores (postes, derrick posts, kingposts) 501. Os mastros e postes de paus de carga devem ser suportados por dois conveses e conectados ao convés prin- cipal de maneira efetiva. 502. As casarias de guincho podem ser consideradas como suporte de convés desde que esteja adequadamente reforçada para tal. 503. Meios alternativos que forneçam suporte efetivo para o maestro ou poste serão considerados. J0
  35. 35. REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T de navios e aeronaves 5-35 504. O mastro ou poste deve ser adequadamente reforça- do onde submetidos a cargas concentradas, tais como no suporte do garlindéu, olhais para o amante ou estais. O calcanhar das borboletas e os cantos dos acessórios não devem ser fixados aos painéis não reforçados do mastro. O reforço deve ser feito utilizando espessuras maiores. 505. A continuidade estrutural deve ser mantida na estru- tura de todos os componentes e quaisquer mudanças brus- cas de seção devem ser evitadas. 506. Aberturas tais como acessos e furos de alívio devem ser evitadas em locais sujeitos a cargas concentradas ou a altas solicitações de cisalhamento. 507. O diâmetro externo D do mastro ou poste não deve ser maior que o obtido da expressão: 100*t D = mm, para t ≤ 15 mm 25 – t D = 100*t para t > 15 mm onde: t = espessura da parede do mastro ou poste, em mm A espessura mínima da parede do mastro ou poste não de- ve ser menor que 6 mm. Onde o mastro ou poste for também usado como duto de ventilação, a espessura mínima da parede não deve ser me- nor que 7 mm. 508. Recomenda-se que o diâmetro externo do mastro na região do olhal do amante seja maior ou igual a 85% da seção no nível do convés de suporte. 509. As solicitações do amante, cabo de carga e com- pressão do pau de carga aplicadas ao mastro ou poste de- vem ser calculadas de acordo com os requisitos relevantes pelas quais as solicitações combinadas das diversas seções do mastro ou poste devem ser consideradas. 510. No cálculo da resistência do mastro ou poste as condições mais desfavoráveis de carga devem em geral ser consideradas, como segue: Caso 1 – mastro ou poste com um só pau de carga: a. Um pau de carga servindo uma escotilha no me- nor ângulo do pau de carga com a horizontal; b. Um pau de carga girando para fora da borda até o ponto máximo de operação. Caso 2 – mastro ou poste com dois ou mais paus de carga: a. Dois paus de carga servindo uma escotilha no menor ângulo do pau de carga com a horizontal; b. Dois paus de carga, um para vante do porão de carga e outro para ré, girados para um bordo do navio até sua máxima posição operacional. Caso 3 – para mastro ou poste suportando paus de carga tanto para cargas leves como para cargas pesadas, a com- binação da solicitação decorrente das cargas leves e pesa- das não precisa, em geral, ser considerada. Caso 4 – quaisquer condições que introduzam solicitações maiores que as consideradas acima devem ser levadas em consideração. 511. A tensão combinada em qualquer seção de um mas- tro ou poste deverá obedecer às seguintes condições: a. cada uma das duas tensões normais σx e σy, seja igual ou inferior a σa; b. o esforço de cisalhamento seja igual ou inferior a τa; c. a tensão de comparação σcp seja igual ou inferior a σa, isto é: σcp = √σx 2 + σy 2 - σx* σy + 3* τxy 2 ≤ σa onde: σx e σy = tensões normais σa = tensão admissível à tração ou compressão τxy = tensão de cisalhamento τa = tensão de cisalhamento admissível 512. O coeficiente de segurança referente à tensão de escoamento σs do material para o mastro e poste incluindo a verga e estruturas afixadas, não deve ser menor que os valores dados na tabela T.D3.512.1 abaixo: TABELA T.D3.512.1 – COEFICIENTE DE SEGU- RANÇA PARA TENSÃO DE ESCOAMENTO Carga máxima de trabalho SWL em kN Coeficiente de segurança Masro estaiado Mastro sem estais SWL ≤ 98 2,20 2,0 SWL ≥ 588 1,76 1,6 98 < SWL < 588 Obter por interpolação linear 513. Quando a tensão de escoamento σs do aço empre- gado for maior que 70% da tensão de tração a tensão de escoamento deve ser modificada de acordo com a tabela Tabela T.D3.407.3 – Coeficiente β.
  36. 36. REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T de navios e aeronaves 5-36 514. O grau do aço utilizado na fabricação do mastro e seus acessórios é dado em C2. 515. O arranjo dos estais do maestro deve ser tal que não venha a obstruir a operação do pau de carga. Macacos devem ser instalados na parte inferior dos estais e conectados a olhais fixados ao convés, borda falsa ou casa- ria. Os estais devem ser submetidos a uma tensão inicial. 516. O módulo de elasticidade dos cabos de aço para cálculo do alongamento dos estais pode ser tomado como sendo 1.1 * 105 MPa, e a área da seção do cabo tomada como a calculada pelo diâmetro nominal do cabo. Valores maiores poderão ser adotados desde sejam resul- tantes de testes realizados. D4. GUINDASTES DE BORDO 100. Aplicação 101. Os requisitos deste capítulo aplicam-se a guindastes abaixo descritos projetados num porto ou em águas abri- gadas onde não há movimentos significativos do navio e o estado do mar não ultrapassa Beaufort 2: a. Guindastes de convés montados em navios para manusear equipamentos e cargas nas condições de porto b. Guindastes para manuseio de containeres para operar nas condições de porto c. Guindastes flutuantes montados sobre balsas ou pontões para manusear cargas nas condições de porto d. Caçambas montadas em navios, barcaças ou pon- tões para operação nas condições de porto e. Guindastes de provisões pontes rolantes de Praça de Máquinas, etc. montados em navio para manu- sear equipamentos e provisões nas condições de porto f. Guindastes montados em navios para manuseio de equipamento não tripulado em um ambiente offshore, por exemplo, guindastes para linhas submersas. g. Guindastes montados em plataformas offshore móveis ou fixas para transferência de equipamen- tos, provisões etc. de e para navios supridores h. Guindastes montados em plataformas offshore móveis ou fixas para manusear submersíveis tri- pulados e sistemas de mergulho 102. Sistemas de paus de carga não estão incluídos neste capítulo e devem ser projetados de acordo com os reque- rimentos do capítulo D3. 103. Quaisquer guindastes ou elevadores não cobertos pela descrição supra ou que ultrapassem as condições de mar e vento dadas pelo item D4.101 acima serão objeto de considerações específicas. 200. Solicitações principais 201. As solicitações operacionais a serem consideradas na análise de guindastes são as seguintes: - Solicitações principais exercidas sobre a estru- tura do equipamento suposto imóvel, no estado de carga mais desfavorável; - Pêso próprio - Solicitações devidas a banda e/ou trim - Solicitações dinâmicas devido ao movimento vertical e horizontal da carga - Solicitações devido ao vento e condições ambi- entais - Solicitações em acessos, plataformas, etc. 202. Solicitações com o guindaste estivado devem ser consideradas na análise do guindaste e ocorrem quando os efeitos climáticos exercem solicitações acima das estabele- cidas no item D1.100 acima: - Solicitações devidas aos efeitos climáticos (vento, condições de mar, etc.) - Solicitações devidas aos movimentos do na- vio Nessa condição não é permitida elevação de carga ou carga pendente do gato. 203. Coeficiente de majoração φd – considerando-se que existe uma certa probabilidade de que sejam ultrapassados os limites calculados, inerente à precisão do cálculo e aos imprevistos, deve-se aplicar um coeficiente de majoração aos resultado obtido para a capacidade SWL que vai de- pender da classe do guindaste: TABELA T.D4.203.1 – COEFICIENTE DE MAJO- RAÇÃO Tipo do guindaste e tipo de serviço Coeficiente de majoração φd Ponte rolante de Praça de Máquinas, turcos de provisão, guindastes de ma- nutenção 1,00 Guindastes de convés, guindastes para containeres, pórticos, cábreas e guin- dastes flutuantes 1,05 Guindastes com caçamba 1,20 300. Solicitações principais exercidas sobre a estrutu- ra do equipamento suposto imóvel, no estado de carga mais desfavorável; 301. Solicitações básicas são a carga viva mais a carga morta, como definido no Capítulo B4 item100 do presente guia.
  37. 37. REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T de navios e aeronaves 5-37 400. Solicitações dinâmicas devido ao movimento ver- tical e horizontal da carga 401. Nas solicitações devidas ao levantamento da car- ga de serviço devem ser levados em conta oscilações pro- vocadas pelo levantamento brusco da carga, multiplicando- se as solicitações devidas à carga de serviço por um coefi- ciente dinâmico φh. conforme a tabela abaixo Coeficiente φh a velocidades VL em m/min Equipamento φh VL em m/min Pontes ou pórticos rolan- tes 1,15 0 < VL ≤ 0,25 1 + 0,6 VL 0,25 < VL < 1 1,60 VL ≥ 1 Guindaste com lança 1,15 0 < VL ≤ 0,25 1 + 0,3 VL 0,25 < VL < 1 1,30 VL ≥ 1 Tabela T.D4.401.1 - Coeficiente φh a velocidades VL em m/min Conforme indicado nas tabelas, o valor do coeficiente φh não deve ser inferior a 1,15 402. Devem ser consideradas as forças que ocorrem quando um guindaste desloca-se ao longo de trilhos ou pistas resultando numa aceleração vertical atuando no guindaste e sua carga juntamente com a aceleração hori- zontal devida à mudança de velocidade do guindaste em deslocamento. 403. A aceleração vertical é usualmente pequena desde que os trilhos e junções sejam nivelados. Como essas forças não são consideradas simultâneas com as que ocorrem durante o içamento, podem normalmente ser desprezadas. 404. A aceleração horizontal incluindo a frenagem de- ve ser informada pelo fabricante. Quando essa aceleração é desconhecida, mas a velocidade e condições de serviço são conhecidas, essa aceleração pode ser obtida das fórmulas a. Para guindastes com velocidade baixa de desloca- mento (0,4 a 1,5 m/s: a = 0,075Vh + 0,07. b. Para guindastes com velocidade de deslocamento moderada a alta (1,5 a 4,0 m/s) a = 0,075Vh + 0,20. c. Para guindastes com velocidade de 1,5 a 4,0 m/s e aceleração alta (0,4 – 0,7 m/s2 ) a = 0,10Vh + 0,27. onde: a = aceleração em m/s2 e Vh = velocidade de deslocamento in m/s Quando as condições de trabalho forem conhecidas mas a velocidade não, o valor mais alto de aceleração para a ve- locidade adequada deve ser usado. 405. As forças de inércia atuado na carga e no guindas- te resultantes do movimento de giro devem ser considera- das.. A aceleração de giro, ou alternativamente a aceleração de giro e o tempo de frenagem devem ser informados pelo fabricante. Quando essa informação não estiver disponível, a acelera- ção na extremidade da lança deve ser adotada como 0,6 m/s2 com a lança do guindaste no raio máximo de giro. 406. Em geral, o efeito da força centrífuga atuando na estrutura do guindaste é pequeno e pode ser desprezado. 407. As solicitações de torção que ocorrem sobre uma estrutura quando dois pares de rodas movem-se ao longo de um trilho, perpendiculares aos trilhos tendendo a en- curtar uma diagonal e alongar a outra devem ser levadas em consideração. O valor dessa força Fr é calculado através das seguintes fórmulas: Fr = λ P em N onde: P = carga vertical nas rodas em N λ = coeficiente que depende da razão entre a bitola l e a base b Fr b Fr Fr b/l Fr b/l l λ 0 2 4 6 8 10 12 l/b 0,20 0,15 0,10 0,05
  38. 38. REGISTRO BRASILEIRO Guia para certificação de aparelhos de carga CAPÍTULOS - A - T de navios e aeronaves 5-38 408. Devem ser levadas em consideração as solicitações aplicadas à estrutura de um guindaste como resultado do contato com dispositivos limitadores de deslocamento. O limitador deve ser considerado com capacidade de ab- sorver a energia cinética de um guindaste sem carga a uma velocidade de 70% da velocidade nominal. Quando forem instalados dispositivos de desaceleração que operem antes de o guindaste alcançar o final dos tri- lhos e desde que tais dispositivos operam automaticamente e provoquem desaceleração efetiva ao guindaste em todas as condições, a velocidade reduzida é a que será utilizada nos cálculos. Para guindastes nos quais as cargas suspensas podem ba- lançar, a solicitação introduzida pelo limitador deve ser calculada equacionando a capacidade de energia do limita- dor com a energia cinética do peso morto de carga do guindaste, excluindo-se a carga viva. Para guindastes em que o movimento de balanço da carga é restringido por guias fixos, o pêso próprio mais a carga viva devem ser considerados no cálculo das forças. 500. Solicitações devido a condições ambientais 501. Para todos os aparelhos de carga descritos na tabela T.D1.501.1 os cálculos de projeto serão baseados nas in- clinações especificadas nessa tabela a menos que requisi- tos mais rigorosos sejam impostos nas seções deste capítu- lo. Para a condição ―estivado‖ (lança peada em seu suporte) deve ser permitida tolerância para a inclinação estática e para as forças dinâmicas de aceleração conforme itens adi- ante neste guia. TABELA T.D4.501.1 – ÂNGULOS DE BANDA E TRIM Banda Trim Navios e estruturas flutuantes seme- lhantes a navios ± 5° ± 2° Balsas com razão L/B menor que 4 ± 3° ± 2° Diques flutuantes ± 2° ± 2° Cábreas até 60 t SWL ± 5° ± 2,5° Cábreas acima de 60 t SWL ± 3° ± 2° Plataformas semi-submersíveis ± 3° ± 3° Plataformas elevatórias ± 1° ± 1° A ocorrência dos ângulos de banda e trim mostrados na tabela T.D4.501.1acima é normalmente simultânea. Ângulos de operação maiores que os fornecidos na tabela a T.D4.501.1 acima deverão ser objeto de considerações especiais. Ângulos menores que os fornecidos na tabela T.D4.501.1 acima somente poderão ser adotados nos cálculos caso o Armador faça prova de que esses ângulos não serão exce- didos em operação norma. 502. Com o guindaste peado, as bases de dispositivos de peação devem ser projetadas de forma a suportarem as solicitações oriundas das duas combinações de projeto abaixo: a) Aceleração perpendicular ao plano do convés de ± 1,0 g Aceleração paralela do convés na direção de vante e ré de ± 0,5 g. Inclinação estática de 30° Ventos de 63 m/s atuando na direção longitudinal proa- popa. b) Aceleração perpendicular ao plano do convés de ± 1,0 g Aceleração paralela do convés na direção de vante e ré de ± 0,5 g. Inclinação estática de 30° Ventos de 63 m/s atuando na direção transversal. 215. As solicitações devido aos movimentos do navio serão calculadas conforme segue. A Tabela T.D4.502.1 fornece os parâmetros máximos permitidos para os movimentos do navio: TABELA T.D4.502.1 PARÂMETROS MÁXIMOS PERMITIDOS PARA OS MOVIMENTOS DO NA- VIO Movimento Máxima ampli- tude Período em se- gundos Jogo υ = 30° 0,7 B Tr = √ GM Arfagem ψ = 12e-Lpp/300 Tp = 0,5√Lpp Afundamento Lpp/80 Th = 0,5√Lpp onde: Lpp — comprimento entre perpendiculares, em m; GM — altura metacêntrica inicial do navio carregado, em m; B — boca moldada do navio, em m; ψ — considerado não maior que 8°; e — base dos logaritmos naturais.

×