Ciclo de Vida do Sistema-Produto
                Papel: Um aliado milenar.




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       O Processo de Produção de Celulose e de Papel


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do Processo Kraft compõem o chamado “licor negro”, que é separado e enviado para
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dependendo do tipo de produto e acabamento, antes de ser cortado consoante as
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Figura 2: Ciclo Sistema-Produto do Papel.
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    Bibliográfia:

    ROTH, Otávio & ROCHA, Ruthi. O Livro do Papel. São Paulo,
    Melhoramentos: 1992.

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Ciclo de Sistema-Produto: Papel

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Papel: Um aliado milenar

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Ciclo de Sistema-Produto: Papel

  1. 1. Ciclo de Vida do Sistema-Produto Papel: Um aliado milenar. Docente: Ms. Cleuza Bittencourt Ribas Fornasier Disciplina: Design e Sociedade Contemporânea Discente: Jenneffer Priscila Montemor Keffer Avelino
  2. 2. 2 “O surgimento da imprensa alavancou a grande popularidade do papel.” O Papel está presente em todos os lares, fabricas e ruas do mundo todo, sua utilização nos ajuda a arquivar, comunicar e anotar muitas informações. Mas o mundo nem sempre foi dominado por este albino retalho de celulose. O homem já ultizou-se de pedra, madeira e do muito popular pergaminho somente por volta do ano 105 da era Cristã surgiu o primeiro testemunho histórico na China sobre a invenção do papel. Durante o século VIII o uso do produto estendeu-se pela Ásia central e no século XIV foi introduzido pelos árabes no continente europeu, onde a partir de então se instalaram fábricas para sua produção em numerosas regiões. O surgimento da imprensa, alavancou a grande popularidade do papel já que permitiu aumentar a produção de cópias de livros acelerando o desenvolvimento das técnicas de fabricação de papel. No século XIX, as diversas variedades de tecidos utilizadas como matéria-prima foram substituídas pela madeira e outras pastas vegetais. A primeira máquina de fabricação de papel foi construída na França no final do século XVIII. Figura 1: Linha do tempo da invenção e aperfeiçoamento do Papel Além da madeira outros materiais abrangem o sistema de produção do papel. O próprio papel e o papelão foram introduzidos nesse processo como reciclagem que se popularizou no século XX, além de outras substâncias de origem vegetal, como o esparto, o bambu e as plantas lináceas; e fibras sintéticas. No hemisfério ocidental, farrapos de pano constituíram o insumo básico para a fabricação do papel desde a Idade Média até meados do século XIX, quando a demanda desse material passou a exceder a oferta em decorrência da Revolução Industrial. O uso
  3. 3. 3 subsequente da madeira como matéria-prima representou um divisor de águas na história do papel. As conseqüências pela utilização da madeira foram diversas. O desmatamento desenfreado e o aumento do comercio negro de madeira. Porém as fabricantes de papeis e celulose afirma ser graças à madeira que a fabricação do papel transformou-o de um artigo de luxo, alta qualidade e baixo volume de produção em um bem produzido em grande escala, a preços acessíveis, mantendo um alto padrão de qualidade. O ecossistema pagou o preço para o barateamento dos custos. Mas fique claro que não são todas as empresas que compram madeiras ilegais, ou que foram as responsáveis pelo desmatamento. Existem florestas sustentáveis para isso. Florestas que são plantadas já com a finalidade do corte para a produção de celulose. As primeiras espécies de árvores usadas na fabricação de papel em escala industrial foram o pinheiro e o abeto das florestas de coníferas encontradas nas zonas temperadas frias do norte da Europa e América do Norte. Outras espécies - o vidoeiro, a faia, o choupo preto e o bordo, nos Estados Unidos e Europa central e ocidental, o pinheiro do Chile e Nova Zelândia, o eucalipto no Brasil, Espanha, Portugal, Chile e África do Sul - são hoje empregadas na indústria de papel e celulose. Existem vários tipos de classificação do papel, os mais utilizados são de acordo com o uso. Entre os diversos tipos úteis de papel cabe citar o papel-moeda, feito de fibras têxteis e destinado à fabricação de dinheiro; o papel-carbono, empregado para cópias diretas por pressão; o papel pintado, usado em decoração para forrar paredes; o papel-filtro, muito poroso, usado para filtrar líquidos e na fabricação de coadores de café descartáveis; o papel crepom, enrugado, usado na confecção de flores artificiais e outros enfeites; o papel fotográfico, que tem uma das superfícies coberta de substância fotossensível, usado para cópias fotográficas; e o papel vegetal, transparente, usado para projetos arquitetônicos. O papel sem dúvida exerce uma função importante ao longo de sua evolução. Muita informação foi transmitida por ele. Muitas disputas foram travadas na presença desse instrumento de divulgação e materialização de nossas idéias e anseios. Para realizar o estudo do ciclo Sistema-Produto, tendo como estudo o Papel utilizei como referência a fábrica Suzano Papel e Celulose. Segundo a fábrica segue abaixo uma minuciosa descrição do processo.
  4. 4. 4 O Processo de Produção de Celulose e de Papel Em linha com nossa estratégia de conduzir nossos negócios de acordo com os mais altos padrões ambientais, utilizamos técnicas de plantio e colheita que sejam menos agressivas ao meio ambiente e que proporcionem elevados níveis de eficiência e produtividade. O processo de produção de papel compreende três etapas (I) a formação das florestas e seu corte; (II) a produção da celulose; e (III) a produção do papel. Plantio e Colheita A formação de florestas começa no viveiro, onde usamos as mais modernas técnicas disponíveis de micro-estaquia. As mudas ali produzidas são variedades de eucalipto que têm maior resistência a pragas e alta produtividade de celulose e melhor se adaptam ao clima das respectivas micro-regiões onde serão plantadas. Normalmente, utilizamos um equipamento chamado harvester, que corta a árvore no pé, descasca e corta o tronco em toretes. Parte das cascas e folhas permanecem na floresta. Os toras são transportados para a beira dos talhões de plantio por equipamentos específicos (forwarder) e dali são transportados em caminhões para a fábrica. Processo de Produção de Celulose O Processo Kraft de Cozimento Os toretes recebidos nas fábricas de celulose são, se necessário, descascados e posteriormente picados em cavacos. Os cavacos são então transferidos por esteira transportadora aos digestores, onde passam por um processo de cozimento com adição de sulfato de sódio e soda cáustica. Este processo de cozimento, designado Processo Kraft, minimiza os danos às fibras da celulose, de forma a preservar sua uniformidade e resistência. Durante o cozimento, as fibras de celulose são separadas da lignina e resinas, quando então obtemos celulose não branqueada. Numa fase de pré- branqueamento, a celulose é então lavada e submetida a um processo de deslignificação por oxigênio que, combinado com o Processo Kraft, remove aproximadamente 95% da lignina. A esta altura do processo, uma pequena parcela da fibra de celulose produzida é utilizada na produção de alguns tipos de papelcartão. A lignina e os produtos resultantes
  5. 5. 5 do Processo Kraft compõem o chamado “licor negro”, que é separado e enviado para evaporadores para elevar a concentração de sólidos e em seguida para uma caldeira de recuperação. Neste equipamento, o licor negro é utilizado como combustível para a produção de vapor e energia elétrica, e recuperamos aproximadamente 99% das substâncias químicas utilizadas no Processo Kraft. Branqueamento A próxima etapa do processo de produção de celulose é o processo de branqueamento químico. Nosso atual complexo branqueador consiste de uma série de torres de branqueamento de média densidade através das quais passa a celulose deslignificada. Cada torre de branqueamento contém uma mistura diferente de agentes branqueadores. A produção da celulose convencional é feita através de um processo que utiliza o cloro, dióxido de cloro e soda cáustica, ao passo que o processo de branqueamento “Elemental Chlorine Free”, ou ECF, não utiliza o cloro elementar. Ao final desta etapa a celulose branqueada é transferida para torres de armazenagem ainda em forma líquida. A partir deste ponto, ela pode ser destinada diretamente para as máquinas de papéis na Unidade Mucuri e na Unidade Suzano, ou em caminhões para a Unidade Rio Verde ou, ainda, no caso da Celulose de Mercado, para secadoras onde a celulose é então secada, moldada em folhas e cortada e, em seguida, embalada. Processo de Produção de Papel Produzimos papel para imprimir e escrever woodfree não revestido em todas as nossas unidades de produção. Produzimos papel para imprimir e escrever woodfree revestido e papelcartão em nossa Unidade Suzano. Iniciamos a produção de papel encaminhando a celulose para refinadores, que aumentam o nível de resistência das fibras. Após o refino, a solução de celulose é alimentada à máquina de papel, onde é misturada com materiais e outros aditivos, de forma a fornecer as propriedades demandadas pelos consumidores finais. Estes aditivos incluem. Durante o processo de produção de papel e papelcartão, a folha é formada, prensada e seca. Na etapa final do processo, rolos de papel de grande dimensão são convertidos em bobinas, papel formato fólio e papel cut-size. No caso do papel revestido, o papel passa por tratamentos adicionais, com aplicações de tinta de revestimento em uma ou nas duas faces do papel
  6. 6. 6 dependendo do tipo de produto e acabamento, antes de ser cortado consoante as especificações do cliente. Monitoramos a produção por um sistema computadorizado que controla cada etapa do processo de produção. A programação e o controle da produção de papel são feitos com estreita coordenação entre as áreas de produção, vendas e marketing. Desta forma, somos capazes de planejar, otimizar e customizar a programação de produção, bem como de antecipar e responder com flexibilidade às variações sazonais e preferências dos consumidores. Infelizmente o papel não parece ser fabricado com tanta preocupação ambiental como é descrito pela empresa Suzano, pois seguindo o modelo acima e aplicando no Ciclo de Vida Sistema-Produto observamos os poucos ciclos de vidas relacionados a essa produção. Poder-se-ia, por exemplo, reaproveitar as cascas das arvores que são descartadas no inicio desse processo, para produzir outro produto como rolhas, ou adubo. Concluo pois, ser este trabalho de suma importância, visto que, acreditava que tal processo era mais sustentável do que acabei descobrindo. Como simples medidas poderiam ser aplicadas para otimizar os descartes de material deste processo. Tornando o sistema mais ecológico e preocupando-se com as conseqüências dessa administração. Pesquisando descobri alguns sistemas que prometem acabar com o descarte na biosfera, eram os sacos hidro-degradáveis, o que me gerou curiosidade é o fato desse matéria ser diretamente descartado em forma de liquido na biosfera, o que certamente agrava os malefícios ao sistema ambiental. Dados como os químicos usadas na tinta impressa no material entre outros não são divulgados com clareza. Essa falta de informação, prejudica estudos mais aprofundados em relação a esses materiais. Acredito que a maior arma contra o descarte desenfreado seja a informação. Dados que nos ajudem a quantificar esses materiais e seu nível de agressão à natureza, para que assim possamos ter consciência ambiental de nossos atos. Muito já se conseguiu mas o caminho ainda é longo. De acordo com o sistema descrito ela Suzano Papel e Celulose, desenvolvi o seguinte Ciclo de Sistema-Produto:
  7. 7. 7 Figura 2: Ciclo Sistema-Produto do Papel.
  8. 8. 8 Bibliográfia: ROTH, Otávio & ROCHA, Ruthi. O Livro do Papel. São Paulo, Melhoramentos: 1992. Internetográfia: • Aracruz Celulose - www.aracruz.com.br • Suzano Papel e Celulose - www.suzano.com.br • Portal EmDiv - www.emdiv.com.br • Associação Brasileira de Celulose e Papel - www.bracelpa.org.br .

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