Auditoria e Perícia ambiental

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Auditoria ambiental e sua aplicação;
Sistema de gestão ambiental e auditoria ambiental;
O que é auditoria ambiental;
Histórico da auditoria ambiental;
A auditoria ambiental como um instrumento de gestão empresarial e política pública;
Vantagens e desvantagens em aplicar auditoria ambiental;
Auditoria ambiental e legislação;
Planejamento e condução da auditoria ambiental;
Itens essenciais à aplicação da auditoria ambiental;
As etapas da auditoria ambiental;
Planejamento e preparação da auditoria;
Aplicação da auditoria no local;
Relatório final da auditoria ambiental;
Instrumentos para realização de auditoria ambiental;
Roteiro para a aplicação de auditorias ambientais;
Questionário de pré-auditoria;
Protocolo de auditoria ambiental;
Listagem de verificação do processo;
O cenário atual e as tendências da auditoria ambiental;
O sistema brasileiro de certificação ambiental;
Sistemas integrados de gestão;
Auditorias compulsórias.

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Auditoria e Perícia ambiental

  1. 1. AUDITORIA AMBIENTAL
  2. 2. O QUE É AUDITORIA AMBIENTAL? “Exame e/ou avaliação independente, relacionada a um determinado assunto, realizada por especialistas no objeto de exame, que faça uso de julgamento profissional e comunique os resultados aos interessados (cliente).” Processo sistemático e documentado de verificação, executado para obter e avaliar, de forma objetiva, evidências de auditoria para determinar se as atividades, eventos, sistemas de gestão e condições ambientais especificados ou as informações relacionadas a estes estão em conformidade com os critérios de auditoria, e para comunicar os resultados deste processo ao cliente.” (ISO 14010)
  3. 3.  A auditoria não deve ser confundida com uma simples avaliação;  Caracterizada pela independência de seus auditores em relação a unidade que está sendo auditada;  Requer uma detalhada e rigorosa metodologia de aplicação, visando avaliar o atendimento a critérios relevantes ao objetivo previsto;  Critérios de Auditoria correspondem a políticas, práticas, procedimentos e/ou requisitos relativos ao objeto da auditoria, contra os quais o auditor compara as evidências coletadas na auditoria.
  4. 4. EVOLUÇÃO RECENTE Aumento da intensidade e das consequencias dos acidentes ambientais. • Ex1: 1977 – Indústria Química Allied Chemical Corporation – Unidade: Life Science Product’s Kepone – Virgínia-USA; • Ex2:1984 – Fábrica de Agrotóxicos da Union Carbide Corporation – Bhopal-Índia
  5. 5. EVOLUÇÃO RECENTE Movimentos populares por melhorias das condições de trabalho – reflexo na área de meio ambiente: • Cobranças Políticas; • Legislações mais severas; • Maior atuação e legitimidade das Agências Reguladoras (ex: Environmental Protection Agency – EPA); Adequação das empresas ao novo mercado consumidor •“Produtos verdes”  Necessidade de expansão de mercado – padronização de procedimentos • Séries ISO 14000 (British Standard – BS 7750)
  6. 6. EVOLUÇÃO RECENTE  A transformação dos cuidados com o meio ambiente por parte do setor produtivo vem se processando em três estágios interligados e sucessivos: • 1o. MOMENTO: Cumprimento das Exigências Legais e Normativas; • 2o. MOMENTO: Integração de uma Função Gerencial de Controle de Poluição; • 3o. MOMENTO: Implementação da Gestão Ambiental, com ênfase na prevenção dos acidentes e da degradação ambiental.
  7. 7. SISTEMA DE GESTÃO AMBIETNAL E AUDITORIA AMBIENTAL  “Um SGA corresponde a um conjunto inter-relacionado de políticas, práticas e procedimentos organizacionais, técnicos e administrativos de uma empresa que objetiva melhor desempenho ambiental, bem como controle e redução dos seus impactos ambientais”  Consiste na adoção de um pensamento voltado para a melhoria contínua dos aspectos ambientais das atividades, produtos e serviços de uma organização.
  8. 8. SISTEMA DE GESTÃO AMBIETNAL E AUDITORIA AMBIENTAL  A Gestão Ambiental está fundamentada em 5 princípios básicos:  PRINCÍPIO 1: conhecer o que deve ser feito; assegurar comprometimento com o SGA e definir a Política Ambiental;  PRINCÍPIO 2: elaborar um Plano de Ação para atender aos requisitos da política ambiental;  PRINCÍPIO 3: Assegurar condições para o cumprimento dos Objetivos e Metas Ambientais e implementar as ferramentas de sustentação necessárias.
  9. 9. SISTEMA DE GESTÃO AMBIETNAL E AUDITORIA AMBIENTAL  PRINCÍPIO 4: realizar avaliações quali-quantitativas periódicas da conformidade ambiental da empresa;  PRINCÍPIO 5: revisar e aperfeiçoar a política ambiental, os objetivos e metas e as ações implementadas para assegurar a melhoria contínua do desempenho ambiental da empresa
  10. 10. CICLO P.D.C.A.
  11. 11. CICLO P.D.C.A. – MELHORIA CONTÍNUA
  12. 12. APLICAÇÃO DA AUDITORIA AMBIENTAL
  13. 13. DEFINIÇÕES MELHORIA CONTÍNUA processo de aprimoramento do sistema de gestão ambiental, visando atingir melhorias no desempenho ambiental global de acordo com a política ambiental da organização. OBS - Não é necessário que o processo seja aplicado simultaneamente a todas as áreas de atividade.
  14. 14. ASPECTO AMBIENTAL elemento das atividades, produtos ou serviços de uma organização que pode interagir com o meio ambiente. OBS - Um aspecto ambiental significativo é aquele que tem ou pode ter um impacto ambiental significativo. IMPACTO AMBIENTAL qualquer modificação do meio ambiente, adversa ou benéfica, que resulte, no todo ou em parte, das atividades, produtos ou serviços de uma organização. DEFINIÇÕES
  15. 15. DEFINIÇÕES OBJETIVO AMBIENTAL propósito ambiental global, decorrente da política ambiental, que uma organização se propões a atingir, sendo quantificado sempre que exeqüível. DESEMPENHO AMBIENTAL resultados mensuráveis do sistema de gestão ambiental, relativos ao controle de uma organização sobre seus aspectos ambientais, com base na sua política, seus objetivos e metas ambientais.
  16. 16. DEFINIÇÕES POLÍTICA AMBIENTAL declaração da organização, expondo suas intenções e princípios em relação ao seu desempenho ambiental global, que provê uma estrutura para ação e definição de seus objetivos e metas ambientais. META AMBIENTAL requisito de desempenho detalhado, quantificado sempre que exeqüível, aplicável à organização ou partes dela, resultante dos objetivos ambientais e que necessita ser estabelecido e atendido para que tais objetivos sejam atingidos.
  17. 17. DEFINIÇÕES DECLARAÇÃO PARTE INTERESSADA indivíduo ou grupo interessado ou afetado pelo desempenho ambiental de uma organização. ORGANIZAÇÃO companhia, corporação, firma, empresa ou instituição, ou parte ou combinação destas, pública ou privada, sociedade anônima, limitada ou com outra forma estatutária, que tem funções e estrutura administrativa próprias. OBS - Para organizações com mais de uma unidade operacional cada unidade isolada pode ser definida como uma organização.
  18. 18. DEFINIÇÕES CONCLUSÃO DE AUDITORIA julgamento ou parecer profissional expresso por um auditor sobre o objeto da auditoria, baseado e limitado à apreciação que o auditor faz das constatações da auditoria. CRITÉRIOS DE AUDITORIA políticas, práticas, procedimentos ou requisitos em relação aos quais o auditor compara as evidências coletadas sobre o objeto da auditoria. NOTA - Os requisitos podem incluir, mas não estão limitados a normas, diretrizes, exigências especificadas pela organização e disposições legais ou regulamentares.
  19. 19. DEFINIÇÕES EVIDÊNCIA DE AUDITORIA informações verificáveis, registros ou declarações NOTAS 1 A evidência de auditoria, que pode ser qualitativa ou quantitativa, permite ao auditor determinar se os critérios de auditoria são atendidos. 2 A evidência de auditoria é normalmente baseada em entrevistas, exame de documentos, observações das atividades e condições, resultados de medições e ensaios ou outros meios dentro do escopo da auditoria.
  20. 20. DEFINIÇÕES CONSTATAÇÃO DE AUDITORIA resultados da avaliação das evidências da auditoria coletadas, comparadas com os critérios de auditoria acordados NOTA - Estas constatações servem de base para o relatório de auditoria. EQUIPE DE AUDITORIA grupo de auditores, ou um único auditor, designado para realizar determinada auditoria: a equipe de auditoria pode também incluir especialistas técnicos e auditores em treinamento. NOTA - Um dos auditores da equipe de auditoria desempenha a função de auditor-líder.
  21. 21. DEFINIÇÕES AUDITADO organização que está sendo auditada AUDITOR AMBIENTAL pessoa qualificada par executar auditorias ambientais NOTA - Os critérios de qualificação de auditores ambientais são dados, por exemplo, na NBR ISO 14012. CLIENTE organização que solicita a auditoria Nota - O cliente pode ser o auditado ou qualquer outra organização que tenha direito contratual ou regulamentar de solicitar uma auditoria.
  22. 22. DEFINIÇÕES AUDITOR-LÍDER AMBIENTAL pessoa qualificada para gerenciar e executar auditoria ambientais NOTA - Os critérios de qualificação de auditores-líderes ambientais são dados, por exemplo, na NBR ISO 14012. OBJETO AUDITADO atividade, evento, sistema de gestão e condição ambientais especificados e/ou informações relacionadas a estes. ESCOPO delimitação / abrangência do processo de auditoria
  23. 23.  Classificação da Auditoria Ambiental APLICAÇÃO DA AUDITORIA AMBIENTAL TIPO O QUE AVALIA Auditoria de Conformidade Legal (compliance) Adequação à legislação Auditoria de Desempenho Ambiental Conformidade com a legislação, regulamentos e indicadores setoriais. Auditoria de Sistema de Gestão Ambiental Cumprimento dos princípios Sistema Gestão Ambiental, adequação e eficácia do Sistema de Gestão Ambiental. Auditoria de Certificação Conformidade com os princípios da norma certificadora
  24. 24. TIPO O QUE AVALIA Auditoria de Descomissionamento (decommissioning) Danos ao entorno pela desativação da unidade produtiva Auditoria de Sítios Estágio de contaminação de um local Auditoria Pontual Otimização dos recursos no processo produtivo. Auditoria de Responsabilidade (due dilligence) O passivo ambiental da empresa.  Classificação da Auditoria Ambiental APLICAÇÃO DA AUDITORIA AMBIENTAL
  25. 25. • Processo de Auditoria Ambiental PRÉ-AUDITORIA -- Unidade auditada -- Equipe/ auditor líder -- Objetivos e extensão -- Objeto/ período -- Critérios -- Seleção de documentos -- Recursos humanos e físicos -- Plano de auditoria -- Definição de atribuições AUDITORIA -- Reunião de abertura -- Observação de controles -- Coleta de evidências -- Análise de indícios -- Avaliação -- Conclusão PÓS-AUDITORIA -- Revisão -- Relatório final -- Medidas corretivas
  26. 26. • Processo de Auditoria Ambiental • AUDITORIA: • Reunião de abertura; • Execução da auditoria: • processo de método de amostragem; • explorar problemas detectados com toda minúcia possível; • ter a lista de verificação como um guia básico, mais não como fator limitador; • relacionar todos os documentos analisados como evidências objetivas, incluindo fotografias;
  27. 27. • Processo de Auditoria Ambiental • AUDITORIA: • Execução da auditoria: • registrar de forma narrativa na lista de verificação cada não-conformidade levantada. • Atividade de Verificação: • verificar “in loco” as atividades representadas pela documentação; • entrevistar outras pessoas envolvidas no processo (anotar claramente as evidências); • examinar programas, equipamentos, fluxogramas, arquivos, etc.
  28. 28. • Processo de Auditoria Ambiental • AUDITORIA: • TÉCNICAS DE ENTREVISTA PARA AUDITORES: • ter a lista de verificação como guia básico; • faça perguntas abertas: • POR QUÊ? • QUANDO? • COMO? • QUEM? • QUAL? • ONDE?
  29. 29. • Processo de Auditoria Ambiental • AUDITORIA: • TÉCNICAS DE ENTREVISTA PARA AUDITORES: • Esteja alerto e observador e não faça perguntas todo o tempo; • Respostas podem ser obtidas através de: • OBSERVAÇÃO; • COMUNICAÇÃO NÃO VERBAL; • COMPORTAMENTO. • Faça a mesma pergunta diversas vezes à pessoas diferentes: • permite obter a resposta real e suprir problemas de comunicação.
  30. 30. • Processo de Auditoria Ambiental • AUDITORIA: • TÉCNICAS DE ENTREVISTA PARA AUDITORES: • Esteja certo que você obteve respostas do entrevistado, não do chefe, de outro membro da equipe ou do guia da auditoria; • “Diga-me”, “Mostre-me”. Estes são os provérbios da auditoria; • Informe aos entrevistados que anotações serão feitas durante a entrevista.
  31. 31. • Processo de Auditoria Ambiental • AUDITORIA: • TÉCNICAS PARA OUVIR: NEUTRO IDÉIA BÁSICA PROPÓSITO EXEMPLOS 1. Use palavras que não expresse opinião. 2. Não concorde ou discorde da pessoa 1. Transmitir idéias de interesse. 2. Manter a pessoa falando. 1. "Eu vejo" 2. "Sei, sei" 3. "Muito interessante" 4. "Compreendo"
  32. 32. • Processo de Auditoria Ambiental • AUDITORIA: • TÉCNICAS PARA OUVIR: EXPLORATÓ RIO IDÉIA BÁSICA PROPÓSITO EXEMPLOS 1. QUEM? 2. O QUÊ? 3. QUANDO? 4. ONDE? 5. POR QUÊ? 6. COMO? 1. Juntar fatos adicionais. 2. Ajudar a pessoa a explorar todos os lados do problema 1. "Quem estava perto do equipamento no momento do derramamento?" 2. " O que você acha ser o verdadeiro problema?"
  33. 33. • Processo de Auditoria Ambiental • AUDITORIA: • TÉCNICAS PARA OUVIR: REAFIRMATI VO IDÉIA BÁSICA PROPÓSITO EXEMPLOS Reafirme toda ou parte da última frase ou idéia básica da pessoa. 1. Mostra para pessoa que você está ouvindo e entendendo o que ela está dizendo 2. Encorajar a pessoa a falar 1. “ Seu eu entendi a sua idéia é..." 2. “Esta é sua decisão e as razões são..."
  34. 34. • Processo de Auditoria Ambiental • AUDITORIA: • TÉCNICAS PARA OUVIR: SINTÉTICO IDÉIA BÁSICA PROPÓSITO EXEMPLOS Somente as idéias e/ou sentimentos; reformule e/ou reflita 1. Serve com um ponto de verificação para futuras discussões. 2. Traz o problema para dentro da perspectiva 1. “ Estas são as idéias chave que você apresentou ..." 2. “Se eu entendo como você se sente sobre a situação...”
  35. 35. • Processo de Auditoria Ambiental • AUDITORIA: • TÉCNICAS PARA OUVIR: REFLETIVO IDÉIA BÁSICA PROPÓSITO EXEMPLOS Similar a reafirmativo, mas você reflete o sentimento que a pessoa expressou 1. Mostra que você entende como a pessoa se sente sobre o que ela está falando 2. Encorajar a pessoa a falar e a explorar o problema 1. “ Você sente que ..." 2. “Foi lamentável como você percebeu...“ 3. “Você sentiu que não foi enérgico o suficiente...”
  36. 36. IMPORTANTE o Acima de tudo, APRENDA A SER UM BOM OUVINTE; o Deixe as perguntas fluírem naturalmente com parte de uma conversa; o Faça perguntas que sejam importantes para o desenvolvimento da conversa; o Nunca tome uma postura de professor com uma lista de perguntas a serem feitas não importando o quê.
  37. 37. • Processo de Auditoria Ambiental • AUDITORIA: • Reunião de Encerramento: • realizada após a conclusão da auditoria; • presença do titular da área auditada • apresentação formal dos resultados da auditoria: • apresentar explicações lógicas a fatuais dos pontos fortes, não-conformidades e sugestões para a área auditada; • solicitar o comprometimento do auditado para executar as ações corretivas necessárias.
  38. 38. • Processo de Auditoria Ambiental • AUDITORIA: • Reunião de Encerramento: • OBJETIVOS: • focalizar a atenção do auditado no significado das não- conformidades e na necessidade da ação corretiva; • prover ao auditado a oportunidade de explicar qualquer informação discrepante, ou usual, obtida durante a auditoria; • oferecer à equipe de auditoria a oportunidade de demonstrar, para o auditado, a validade das não- conformidades; • discutir as ações corretivas (métodos e prazos ).
  39. 39. • Processo de Auditoria Ambiental • PÓS - AUDITORIA: • Elaboração de Relatório: • revisão de todas as informações coletadas durante todo o processo de auditoria; • avaliar as não-conformidades encontradas, mediante defesa do auditado ou não; • listar as ações corretivas propostas para cada não- conformidade; • identificar os pontos positivos detectados; • elaboração do relatório final de auditoria; • encaminhar relatório para o cliente.
  40. 40. • NORMAS PERTINENTES • As três normas relativas à auditoria ambiental da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, que consistem em traduções das normas da International Organization for Standardization – ISO, são: • NBR ISO 14010 - Diretrizes para Auditoria Ambiental – Princípios Gerais; • NBR ISO 14011 - Diretrizes para Auditoria Ambiental – Procedimentos de Auditoria – Auditoria de Sistemas de Gestão Ambiental; • NBR ISO 14012 - Diretrizes para Auditoria Ambiental – Critérios de Qualificação para Auditores Ambientais.
  41. 41. PRINCÍPIOS DE PSICOLOGIA NA AUDITORIA
  42. 42. • PRINCÍPIOS DE PSICOLOGIA NA AUDITORIA: • É recomendado que o auditor: • Informe-se o máximo possível sobre a área a ser auditada; • reconheça que a presença da equipe de auditoria pode ser uma imposição; • mantenha as promessas / acordos – não as quebre; • esteja preparado – conheça o material de referência (leis, normas, procedimentos, etc); • seja positivo e amistoso; • mantenha sempre o controle das entrevistas; • colabore em áreas onde tenha ocorrido má interpretação de suas perguntas; • seja um bom ouvinte;
  43. 43. PRINCÍPIOS DE PSICOLOGIA NA AUDITORIA: • É recomendado que o auditor: • cultive uma atitude apropriada; • observe a ética do negócio; • seja profissional; • faça perguntas curtas e objetivas; • escreva um sumário dos resultados imediatamente após a auditoria; • elogie o auditado.
  44. 44. ARMADILHAS A EVITAR: • Não seja crítico a respeito de uma operação, a menos que exista a evidência de que um regulamento / norma está sendo violado; • Não faça julgamentos rápidos ou recomendações sem fatos. Evite feed-back prematuro de aprendiz e recomendações de prateleiras; • Quando explicar falhas percebidas, cite o trabalho ou a administração deste trabalho, não as pessoas envolvidas;
  45. 45. ARMADILHAS A EVITAR: •Não comente sobre outras áreas citando o nome, em particular. Evite comentários negativos; • Não fale sobre a maneira como outras áreas agiram; • Não revele opiniões (boas ou ruins) sobre as respostas, por comentários verbais ou expressões faciais.
  46. 46. PROCESSO INTERATIVO NA AUDITORIA: • Percepção: • Durante uma auditoria ocorre processo de interação, onde o auditor e a equipe auditada interagem e onde ocorre grande troca de idéias e emoções, ao auditor cabe o papel de liderança do processo. • Percepção da SITUAÇÃO: • Como eu percebo a importância desta situação para mim? • O que realmente é esperado de mim? • Qual o nível de linguagem será melhor para comunicar-me com esta pessoa? • Como eu devo começar?
  47. 47. • Percepção EU PRÓPRIO: • Sinto-me confiante nesta situação? • Mina posição é superior, equivalente ou inferior? • Eu estou sendo avaliado? • Eu estou realmente agregando valor? • Esta pessoa me respeita? • Que impressão eu irei causar?
  48. 48. • Percepção da OUTRA PESSOA: • É amigável, hostil ou indiferente? • Como ela me responderá? • É ameaçante pra mim? • Como ela respondeu aos outros? • Eu posso confiar nesta pessoa?
  49. 49. RELATÓRIO DE AUDITORIA
  50. 50. • PROPÓSITO: • Este item crucial é responsabilidade do auditor-líder; • Sua intenção é informar e orientar o auditado sobre não- conformidades, seus impactos e possíveis soluções; • O relatório final se torna um registro permanente, escrito, das não-conformidades, análises, conclusões, acordos e ações corretivas propostas. • OBS: durante a etapa de preparação da auditoria é dever do auditor-líder analisar o relatório da auditoria anterior para verificar o atendimento às recomendações de melhoria. • Ciclo PDCA.
  51. 51. • OBJETIVOS: • O relatório de auditoria deve prover ao auditado o seguinte: • Um registro das não-conformidades e recomendações verificadas, conduzidas durante a auditoria; • Uma atitude positiva em aceitar e adotar as ações corretivas; • Pleno entendimento da auditoria e conclusões facilitadas; • Diretrizes para os passos necessários para atender às normas; • Sugestões de melhoria, baseado nos princípios de melhoria contínua.
  52. 52. • FATORES IMPORTANTES A SEREM CONSIDERADOS PARA SE PREPARAR O RELATÓRIO FINAL: • Descrição do escopo da auditoria; • Identificação dos auditores; • Pessoas contatadas durante as atividades de reunião de abertura, execução e reunião de encerramento da auditoria; • Resumo dos resultados da auditoria, incluindo uma avaliação sobre a eficácia dos elementos do SGA auditado; • Indicação do No. de não-conformidades reais e/ou potenciais evidenciadas durante a auditoria.
  53. 53. • SITUAÇÃO COM POTENCIAL DE MELHORIA: • São situações de ocorrência localizada que não comprometem o Sistema de Gestão da empresa ou da área envolvida, porém necessita de recomendações de ajustes para melhoria do setor/empresa.
  54. 54. FUNÇÕES E RESPONSABILIDADES EM UM PROCESSO DE AUDITORIA
  55. 55. DO AUDITOR-LÍDER: • Instruir e treinar a equipe auditora; • Assegurar que os membros da equipe cumpram as tarefas designadas; • Assegurar que todas as observações e não-conformidades estajam documentadas e que o planejamento da auditoria estaja sendo seguido; • Promover reuniões com o pessoal auditado para discutir melhorias; • Analisar cada evidência e decidir se é uma não – conformidade; • Relatar condições que requerem ações corretivas imediata para o responsável imediato pela área auditada; • Avaliar a eficiência das ações implantadas.
  56. 56. DO AUDITOR: • Coletar e analisar evidências relevantes e suficientes para definir constatações e chegar às conclusões de conformidade com o sistema

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