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Política • A situação política da Somália é ainda confusa. O poder político encontra-se   dividido por vários grupos os qu...
ÁFRICA DO SUL: TEIA DE SEGREGAÇÕES
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1) Segundo a Igreja Reformada                                               Holandesa, os africânderes se auto-4) Essa cre...
Sul da África na segunda metade do século XIX:•   Ingleses instalados na Cidade do Cabo por volta de 1850.•   40% da comun...
PRIMEIRAS DÉCADAS DO SÉCULO XX • Os africânderes reivindicavam melhores salários e condições de trabalho em relação   aos ...
APARTHEID                                                             1950 - Classificação da                  1949 – Proi...
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Frederik De Clerk:                               fim da ilegalidade do                  1992 –                            ...
• Eleições e vitória de  Nelson Mandela com  62,65% dos votos.26 a 29/04/1994
RUANDA
AS ORIGENS             Organização nos moldes de uma sociedade de                       castas, na qual a população de tra...
• O mito da criação permaneceu na tradição oral por muitas gerações                  apresentando a sociedade de Ruanda co...
Em Ruanda,                      acreditava-se que                         os tútsi eram                        descendente...
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ADMINISTRAÇÃO                          ADMINISTRAÇÃOALEMÃ (1890-1919)                      BELGA (1919-1962)         Manti...
OS TÚTSISREAGIRAM AO   TRANSIÇÃO   O MANIFESTO HUTU MANIFESTO                              • Continha um                  ...
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África: processos de independência e casos específicos

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África: processos de independência e casos específicos

  1. 1. ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE “RAÇA” • A razão pela qual “raça” está entre aspas no texto é que, embora o IBGE continue usando o termo, ele é mais uma construção social e cultural do que biológica. Na verdade, do ponto de vista genético, raças humanas não existem (Templeton, 1999). O homem moderno distribuiu-se geograficamente e desenvolveu características físicas, incluindo cor da pele, que são adaptações ao ambiente de cada nicho geográfico. Entretanto, do ponto de vista genético, não houve diversificação suficiente entre os grupos geográficos, para caracterizar raças em um sentido biológico, como demonstrou recentemente o geneticista americano Alan Templeton, o que introduz uma dificuldade, pois, como podemos nos referir a certos grupos, como por exemplo, os índios brasileiros? Uma nomenclatura que tem sido crescentemente usada é a de etnias, que, na nossa opinião, deveriam ser muito amplamente definidas como grupos populacionais que possuem características físicas ou culturais em comum. Infelizmente a definição de etnia como “um grupo biológico e culturalmente homogêneo” dada no Novo Dicionário Aurélio (1ª edição) é errada. Não existe, na face da terra, nenhum grupo humano biologicamente (nem culturalmente) homogêneo. • Fonte: PENA, Sérgio D. J. Retrato molecular do Brasil, versão 2001. p. 17 IN: PENA, Sérgio D. J. Homo brasilis: aspectos genéticos, lingüísticos, históricos e socioantropológicos da formação do povo brasileiro. Ribeirão Preto:FUNPEC- RP, 2002.
  2. 2. SOMÁLIA – IDENTIDADE E NACIONALIDADEForte sentimento de “nacionalidade”Cultura nacional quase uniforme.Tudo isso reforçado por uma forteadesão ao islã.
  3. 3. ESTRUTURA COLONIALISTA • Funções ligadas aos• Sentimento de interesses dos identidade nacional administradores construído na luta • Instrumentos administrativos e europeus como a contra os jurídicos totalmente divergentes das instituições locais ... cobrança de impostos imperialismos sobre o gado e britânico, italiano e • ...tradicionalmente autônomas e recrutamento de mão-de- francês. marcadas pelo nomadismo da obra para as formas de maioria dos somalis. trabalho compulsório. PERÍODO ENTRE IMPOSIÇÃO DE GUERRAS CHEFES DESIGNADOS
  4. 4. Contestação do domínio exercido por estrangeiros cristãos e deraça branca. Liga Nacional Somali (LNS): denunciou a desigualdade característica da proposta política da Grã-Bretanha. A Liga salientou o desequilíbrio do Conselho Legislativo, composto por maioria de europeus (exclusão dos somalis). Boicote às eleições de 1959. 1960 – Independência da Somália britânica e italiana. 27 de junho de 1977 - Independência da Somália Francesa, que passou a se chamar Djibuti.
  5. 5. Política • A situação política da Somália é ainda confusa. O poder político encontra-se dividido por vários grupos os quais dominam várias zonas do país. • Com o transcorrer da guerra civil, estes foram os estados autônomos que surgiram na Somália após 1990. Apenas a Somalilândia se autoproclamou independente, os outros reivindicam autonomia dentro de uma Somália unificada.
  6. 6. ÁFRICA DO SUL: TEIA DE SEGREGAÇÕES
  7. 7. • Foi ocasionado pelo fato de • Têm início na segunda os africânderes não metade do século XVII, em aceitarem submeter-se às 1652, com o desembarque dos leis britânicas. Bôeres, no Cabo da Boa• Eles pretendiam conservar Esperança (posto marítimo sua língua, seus valores e fundamental para o 4) O ÊXODO - 1) HISTÓRIA costumes, suas famílias e GRAND TREK DA UNIÃO fornecimento de carne e (CAMINHO SUL - legumes para as embarcações práticas religiosas. SAGRADO) AFRICANA: que seguiam para a Índia. 2) COLONOS HOLANDESES, 3) 1815 PROTESTANTES • Combates violentos com os• Os ingleses tomaram a CALVINISTAS Cidade do Cabo hotentotes, seguido objetivando garantir o posteriormente de uma caminho para as Índias. miscigenação. Surgimento Isso gerou em 1836, um de mestiços, ao lado de grande êxodo dos Bôeres. brancos e negros na Cidade do Cabo.
  8. 8. 1) Segundo a Igreja Reformada Holandesa, os africânderes se auto-4) Essa crença foi institucionalizada pela reconheciam como um povo com a primeira constituição do Transvaal em missão de preservar as diferenças 1858 (gênese do apartheid). “naturais” de raça, igualar negros e brancos contrariava a lei de Deus. A RELAÇÃO DOS HOLANDESES COM OS AFRICANOS 3) Além disso, o “cruzamento” 2) A igualdade tanto na Igreja quanto no (mestiçagem) de raças contrariava a Estado significava uma intolerável vontade divina. humilhação para qualquer cristão.
  9. 9. Sul da África na segunda metade do século XIX:• Ingleses instalados na Cidade do Cabo por volta de 1850.• 40% da comunidade britânica migrou para a região entre 1875 e 1913.• Enfrentamentos com os zulus, vencidos em 1879.• Fim do século XIX: três povos africanos (Suazis, Sothos e Tswanass) puseram-se sob proteção dos ingleses que deram em pequeno território para cada um deles (Suazilândia, Lesoto e Botsuana), provocando a sua sedentarização. Duas últimas décadas do século XIX• Descoberta de jazidas de diamantes ao norte da Cidade do Cabo, atraindo banqueiros judeus e ingleses.• 1899 – a descoberta de ouro provoca a invasão das tropas britânicas nos territórios dominados pelos africânderes, dando origem à guerra em 1901.• Africânderes e ingleses disputavam o controle das terras de povos autônomos. Os adversários acordaram excluir a participação de tropas de povos negros nos enfrentamentos.• Primeira guerra filmada do mundo. Derrota e empobrecimento dos fazendeiros africânderes, que foram trabalhar nas fábricas ou minas.
  10. 10. PRIMEIRAS DÉCADAS DO SÉCULO XX • Os africânderes reivindicavam melhores salários e condições de trabalho em relação aos negros. • 1910 - Reconciliação entre africânderes e ingleses e criação de um Estado unificado, a União da África do Sul, vinculada a Commonwealth. • Exclusão dos negros : leis que os tornavam marginais ao processo político, com poucos direitos individuais, sociais e políticos. • Mestiços e indianos também forma atingidos por essas medidas.O INÍCIO DA LUTA • As elites nativas prejudicadas dirigiram-se a Londres para reivindicar o direito de voto para os negros e a revogação das primeiras leis segracionistas. • 1913 – Em Londres foi aprovada uma lei que tornava legítima a posse de 95% das terras à minoria branca. • Após a Primeira Guerra Mundial a União da África do Sul obteve mandato da Liga das Nações para ocupar a Namíbia (até então colônia alemã), rica em diamantes. • 1947 – Separação da Inglaterra e criação da República Sul Africana ou África do Sul.
  11. 11. APARTHEID 1950 - Classificação da 1949 – Proibição de população por categoria relações sexuais e racial entre brancos e casamento entre brancos não-brancos ( indianos, e não brancos. mestiços e negros). 1950 – Lei de demarcação Criação do Congresso das áreas residenciais por Nacional Africano (CNA) e o 1950 - Terceira Lei: categorias raciais. Os Congresso Pan-Africano:proibição do Partido brancos e os não- brancos espaços de protesto e luta dos Comunista. viveriam em locais negros, mestiços e indianos separados, sem misturar-se. contra o apartheid.
  12. 12. EVOLUÇÃO POLÍTICA DA LUTA CONTRA O APARTHEID1957 – 156militantes negrosforam julgados O CNA e opor “alta traição”, Início da Congressoentre eles Nelson oposição Pan-Mandela, membro internacional Africanode uma família em Nova foramreal xhosa e líder York, colocadosdos jovens do Londres e naCNA. na ONU. ilegalidade. 1960 – Década de Mandela e Massacre 1960 – o “braço de intensificação armado do Shaperville dos protestos CNA”: (270 internos. abandono feridos e da luta pacífica. 70 mortos).
  13. 13. 1962: novaprisão de 1980 -Mandela. Aumento Fuga de 27 anos irreversível de bancos e de movimentos investimentosdetenção. contestatórios. estrangeiros. 1974 – A 1983 – Pieter O governo África do Botha concede retomou as Sul é direito de voto a negociações excluída da 4 milhões de com o CNA. Assembleia mestiços e Geral do indianos, ONU. porém, 28 milhões de negros continuavam excluídos.
  14. 14. Frederik De Clerk: fim da ilegalidade do 1992 – CNA, do PC, do Referendo:Aceitação dos Partido Pan- sindicatos Africano e liberdade sim ou não(explosão de incondicional de ao greves). Mandela. apartheid. Zulus versus 1991- O Xhosas governo Inkata põe fim ao versus CNA apartheid nos locais públicos.
  15. 15. • Eleições e vitória de Nelson Mandela com 62,65% dos votos.26 a 29/04/1994
  16. 16. RUANDA
  17. 17. AS ORIGENS Organização nos moldes de uma sociedade de castas, na qual a população de trabalhadores agrícolas ficava a serviço dos chefes políticos que tinham o controle do gado. Grupo Dominante: Tútsis. O chefe político era considerado uma A grande maioria da divindade infalível e absoluta. população (3/4): Hutus. Minoria: Tuas. Esse mito fundador estabeleceu a assimetria nas relações entre os três grupos na região onde hoje fica Ruanda.
  18. 18. • O mito da criação permaneceu na tradição oral por muitas gerações apresentando a sociedade de Ruanda como natural quanto à forma MITO ETRADIÇÃO ORAL como foi constituída. • Em Ruanda contava-se que os tútsi tinham origem celeste, assim ORIGEM DA como o soberano e a monarquia eram sagrados.SUPERIORIDADE TÚTSI • Dessa forma, os tútsis eram identificados como pertencentes a uma civilização superior. Já os hutus e aos tuas cabia aceitar “espontâneaHUTUS E TUAS: e passivamente” sua condição servil, caso contrário, seriam vítimasSUBALTERNOS de sanções divinas.
  19. 19. Em Ruanda, acreditava-se que os tútsi eram descendentes diretos de Sem e, por isso Pesquisas “superiores”.baseadas em fontes Já os hutus e os primárias explicam tuas, por serem de forma “filhos” do convincente a amaldiçoado Cam, presença de um eram inferiores. mito. O MITO DE CAM
  20. 20. • Eram etipóides, com estatura alta, nariz estreito e rosto fino.OS TÚTSIS • Eram inferiores dada a sua origem banto, atarracados, de face redonda, comOS HUTUS características físicas negróides. • Eram pigmeus e, por isso, mais desprezados ainda. OS TUAS
  21. 21. ADMINISTRAÇÃO ADMINISTRAÇÃOALEMÃ (1890-1919) BELGA (1919-1962) Mantiveram todas as As desigualdades foram justificações míticas, sobretudo mantidas e também a que hierarquizava as três reforçadas. castas. Reforço das ideias de dominação e A administração pública submissão de forma a enquadrá- continuou a ter cargos las no âmbito dos propósitos da preenchidos pelos tútsis. burocracia colonial.
  22. 22. OS TÚTSISREAGIRAM AO TRANSIÇÃO O MANIFESTO HUTU MANIFESTO • Continha um conjunto de ideias relativas aos problemas decorrentes do monopólio político dos tútsis que na prática também se estendia às estruturas sociais e à vida econômica, uma vez que regia a educação como um todo e, em particular, o ensino
  23. 23. A desastrosa reinvençãoGENOCÍCIO ÉTICO das identidades As diferenças foram utilizadas para acentuarCom o fim da tutela belga em 1962 desigualdades. Essas diferenças etnoistóricas, condicionaram discriminações raciais, políticas,os hostilidades aumentaram cada econômicas e sociais adequadamentevez mais, levando a um dos maiores manipuladas pela administração colonial alemãgenocídios da história, estimando- e belga.se em 1.074.017 mortos. Em meio ao processo de conquista da autonomia de Ruanda importantes instituições internacionais tentaram reinventar as identidades por meio da mudança de critérios Trata-se de 1/7 da população de de exclusão pelas próprias autoridades belgas, Ruanda, sendo 93,7 de tútsis. com o apoio da Igreja Católica local e dos franceses, que passaram a apoiar os hutus contra os tútsis.

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