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Jornal Mente Ativa 8

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Jornal Mente Ativa 8

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O jornal Mente Ativa nasceu em um café da tarde entre 3 amigas.
Sentimos a necessidade de estabelecer relações saudáveis, manter a mente ativida e criativa no período da pandemia.

O jornal Mente Ativa nasceu em um café da tarde entre 3 amigas.
Sentimos a necessidade de estabelecer relações saudáveis, manter a mente ativida e criativa no período da pandemia.

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Jornal Mente Ativa 8

  1. 1. JORNAL MENTE ATIVA M A I O D E 2 0 2 1 - 8 º E D I Ç Ã O M E N T E A T I V A
  2. 2. M E N T E A T I V A O certo, o errado e o resto. Não vivemos tristes tempos, vivemos tempos possíveis. Tudo que nos é possível sobreviver em meio a tantas rupturas, que nem atuais são. A maior parte do que temos como novidade, em verdade, iniciaram em movimentações que se iniciaram ainda em meados do século XIX. Busca por direitos, aceitação da diversidade, acessibilidade, antiespecismo... são algumas reivindicações que nem ultrapassam séculos. Esse distanciamento temporal não se percebe com facilidade, e às vezes, o excesso nos faz esquecer o que era âmbar até então, ou certo e errado. Não são todos os cânones que caíram, mas há algumas éticas que desabam sem deixar saudades. O exemplo mais nítido é a escravidão, considerada normal, contanto que subjugasse seres sem alma. E para ser isento de alma, bastava não ser europeu de dada localidade. Foi muito fácil e muito complexo, contraditório, e uma constante em toda história da humanidade que concorre com a história da escravidão. Etnia escraviza etnia. A Europa escravizou continentes inteiros. Isso era legal e moralizado nas igrejas. Isso era o certo. Ju Lopse lopselazuli EDITORIAL Por que vamos lamentar certas rupturas sociais? Por que vamos lamentar que alguns comportamentos e formas de agir já não sejam considerados corretos, em uma cristalização que não existe? Não se trata da ascensão do politicamente correto, se trata de uma convivência mais diversa, em que determinados discursos não são só questionados, mas incoerentes com quem recebe tal mensagem. Então, pregamos a inclusão de pessoas com deficiência chamando, a pessoa com quem discordamos, de retardado? É, no mínimo contraditório e desrespeitoso com essa multiplicidade de experiências com que temos a sorte de conviver em sociedade. Retornando alguns séculos, eu não poderia escrever esse texto, a menos que usasse um nome masculino. Não temos motivos para ter saudades de outros tempos, em que o certo era determinado e indiscutível. Há de se lidar com o barulho e caos das redes sociais e reais sem saber, com exatidão, qual é, afinal, a verdade absoluta. Talvez, seja a hora de largarmos também essa pretensão, de ter uma única e irrefutável forma de ver. Afinal, são tantas opções de se perceber um mesmo ponto, vários deles nem envolvem a visão. Para que insistir em um único ponto de vista? Rosemar Silva -Edição JORNAL MENTE ATIVA M A I O D E 2 0 2 1 - 8 º E D I Ç Ã O
  3. 3. É um alimento recheado de cultura. Lembra espiritualidade, estimula a caridade porque permite a partilha. Pão, palavra tão pequena, de grande irradiação. Inspira a paciência, exige tempo de fermentação. Porque pão apressado é duro, não serve à digestão. Ele é trabalhado no tempo e usa todos os elementos da natureza à mão: Terra, na farinha, Água para sovar, Fogo para assar e o Pão, quando está pronto, nos chama pelo Ar. M E N T E A T I V A JORNAL MENTE ATIVA M A I O D E 2 0 2 1 - 8 º E D I Ç Ã O O PÃO Mariana Delphino Artista Visual
  4. 4. JORNAL MENTE ATIVA M A I O D E 2 0 2 1 - 8 º E D I Ç Ã O A Senhora Contemplação, observa a árvore que o tempo transformou em estátua viva. Vê na árvore seu reflexo, sua essência de luz, de matéria, que logo alí virará poeira cósmica. Rosemar Silva AROEIRA - CARTUNISTA M E N T E A T I V A ARTE E REFLEXÃO 01 de maio - Dia do Trabalho 09 de maio - Dia das Mães 11 de maio - Dia da Educação no Trânsito 12 de maio - Dia do Enfermeiro 13 de maio - Dia de Preto Velho 17 de maio - Dia Internacional contra a homofobia 20 de maio - Dia do Pedagogo e Técnico em Enfermagem 25 de maio - Dia do Massoterapeuta 27 de maio - Dia da Mata Atlântica FOTOGRÁFIA - MARIANA PIMENTAS
  5. 5. M E N T E A T I V A Esse frio que invade, entre as costelas... Ar gélido de umidade... Precisava tanto? Mas é assim, A vida é desafio. Ser girassol E não fenecer no frio. É assim: compreender que a vida também tem estações e, agora é meu tempo de florir para dentro, encontrar o maior amor meu que sou mesmo eu! A vida é desafio Ser girassol no inverno, Em paz com o entender Que nada é eterno. Admirar as nuvens, Viver os afetos, Encontrar a alegria de saber apreciar os pequenos raios de sol... A vida é desafio Ser girassol é destino De quem sempre busca o calor pelo caminho. JORNAL MENTE ATIVA M A I O D E 2 0 2 1 - 8 º E D I Ç Ã O GIRASSOL DOS PAMPAS Jeane Bordignon voos.e.palavras
  6. 6. M E N T E A T I V A Hoje é um dia especial para a Senhora das Águas Doces. Ela está muito empolgada, fez sua meditação matinal, tomou seu desjejum, olhou para o céu e disse: hoje será um dia daqueles. Sair não é algo costumeiro para ela, somente sai do seu domínio quando é algo muito importante. O que ocorreu para ela largar a sua comodidade? Percebeu que no mundo dos humanos estava ocorrendo uma certa agitação, uma correria e um silêncio. Escutou ao longe um pedido de socorro ou um desabafo. Como não conseguiu entender, resolveu ir, in loco, para saber o que estava ocorrendo. Talvez, de alguma forma, pudesse ajudar ou, pelo menos, satisfazer sua curiosidade. Escolheu um dia qualquer e foi em direção ao seu destino mas, antes, deixou algumas recomendações para as corujas. Disse ela em pensamento: “ah, como eu amo esses bichinhos”. Ainda não sabia que destino seguiria, que seria em direção àquele pedido de socorro. Parou, olhou, pensou, “vou seguir a minha intuição”. Andou, andou, andou, deslizou alguns rios e, à medida que avançava, o pedido de ajuda ficava mais forte. Quando se deu por conta, estava em frente a uma casa azul claro com janela marrom escuro, o portão feito de cano de pvc, um lindo gramado, muito verde, uma energia gostosa. Isso até a confundiu: “como um lugar tão feliz pode ter alguém pedindo amparo?” Subiu uns lances de escada, se deparou com uma porta, pensou em bater mas, resolveu observar de longe o que acontecia nesse lar. Optou em se transformar num igbí (caracol), tinha uma verdadeira admiração por esse animal. Transformação realizada, adentrou o recinto, ou melhor, rastejou até encontrar uma pessoa sentada numa cadeira interagindo com uma máquina. A pessoa estava falando sem parar e o igbí ficou angustiado com tanto falatório. Após algumas horas de observação, constatou que era uma profissional da educação trabalhando no ensino remoto, devido a uma pandemia que estava tomando conta do mundo. Depois de muita observação, e até uma experiência de quase morte, pois, num determinado momento, a pessoa se levantou e quase esmagou o caracol. Mas, a educadora gosta dos igbí, inclusive interagiu e disse algumas palavras: “os animais são sempre bem-vindos a minha casa”. Após esse encontro, quase desastroso, ela pegou a sua caneca de café e passou a observar, estabelecendo uma conexão de forma muito rápida com o igbí. Foi surreal! Quando ela se deu conta acabou se assustando. O igbí sentiu seu coração acelerar e respondeu que não precisava ficar nervosa, que estava ali porque ela havia chamado. As emoções tomaram conta dela, tomou mais um gole de café e passou a relatar as aventuras do ensino remoto. Contou que está sendo desafiador, tem aprendido coisas novas e teve que organizar um espaço de trabalho em casa. Há muitas risadas com os alunos e alunas, mas relatou que não tem paciência para as reuniões pedagógicas, sua câmera está sempre desligada. No entanto, a maior preocupação dela, era os educandos e educandas que não tinham acesso a nenhum tipo de tecnologia, que estavam passando necessidade. A pandemia escancarou, ainda mais, as desigualdades sociais do nosso país. A Senhora das Águas Doces fez uma escuta amorosa, emanando boas vibrações e disse que tudo passará. Resgate nela a sua ancestralidade, a força das águas, o ciclo das águas, pois, quando tudo parecer perdido, se reconectar consigo é o melhor remédio. O igbí se despediu dizendo que sempre estará com ela, mesmo distante. Porque somos um só, somos Ubuntu. JORNAL MENTE ATIVA M A I O D E 2 0 2 1 - 8 º E D I Ç Ã O PECULIARIDADES DE UMA PANDEMIA Grasiela Rodrigues -Profe de História
  7. 7. M E N T E A T I V A JORNAL MENTE ATIVA M A I O D E 2 0 2 1 - 8 º E D I Ç Ã O GRASIELA RODRIGUES Licenciada em História Professora da Rede Pública Estadual Coordenadora do Projeto de leitura Vó Inês Virgínia, a sabedoria ancestral conectando gerações através da leitura. APRESENTAÇÃO DAS COLUNISTAS
  8. 8. ________ r[existir] para viver para lutar ________ Comemorar a cada ano o dia que nascemos, além de simbólico, é uma celebração. Um marco que nos faz pensar em recomeço, um ano novo particular. Com a pandemia mundial, o maior medo que eu tinha era de que eu não conseguisse chegar aos meus 34 anos. Ou, ainda pior, que os que eu mais amo não estivessem comigo aqui, nem que seja virtualmente. E que todos os projetos, conquistas futuras, pessoas que um dia vou amar e que ainda nem conheço, e até as decepções, tudo isso podia deixar de existir. Eu temi não ter um futuro para temer. O último dia do meu ano novo particular é o dia da luta contra a homofobia, o que me lembra que a minha caminhada nesse mundo, nesse país, não é fácil também para além da pandemia. Então, quando eu faço mais uma volta completa em torno do sol, eu comemoro. Não as dificuldades no caminho, mas o fato de eu ter vencido elas, ter vencido aqueles que questionam minha existência. E eu r[existo]. Eu resisto. E ainda mais, eu celebro com alegria. Eu ainda estou aqui! *texto escrito no dia 18 de Maio, meu aniversário. JORNAL MENTE ATIVA M A I O D E 2 0 2 1 - 8 º E D I Ç Ã O M E N T E A T I V A Manda Moreira poliamar FELIZ NOVO CICLO! Arte -Manda Moreira
  9. 9. JORNAL MENTE ATIVA M A I O D E 2 0 2 1 - 8 º E D I Ç Ã O Ju Lopse lopselazuli UM FIO DE CABELO Há casos de demência em que uma música é o único resquício. Pode ser a canção de infância, um jingle comercial, o que menos importa é a letra ou o ano. Já vi casos em que a “Valsa da Despedida” (‘adeus amor, eu vou partir, ouço de longe um clarim”) foi a relembrada. Às vezes, errando a letra, mas nunca a progressão em que a melodia ascende até o clarim, avistado ao longe. Uma canção que não foi um grande hit da época, foi difícil encontrar menção na literatura. E, o que ela deve ter assim de tão memorável? A memória de longo prazo pode apegar-se, assim, de forma aleatória, a uma caixa mais bem guardada. Pode não ser a canção que mais nos defina, exatamente por ser mais evocada. Pode ser aquela canção escondida, a que resta. Meu eu arquivista lembra de Le Goff e seus documentos e monumentos. Se o primeiro é a prova real, objetiva, o segundo é o que resta e nos relembra. Um fio de cabelo no paletó que lembra alguém, mas também algumas notas que se reconhece, talvez sem saber de onde, mas, que em um contexto de processo degenerativo de memória, é o único fio que conduz a uma prevenção nessa perda. Como sociedade, também. Pode ser que um arqueólogo, daqui a milênios, encontre um rótulo de Coca- Cola como única prova dos nossos tempos. Toda a nossa existência se resumirá a conservantes. Já falei, do alto dos meus preconceitos, que tenho pena dos musicoterapeutas no futuro, que terão de lidar com resquícios de memórias como tche tche tchere re tche tche. Que importa se a música era sucesso ou a sua qualidade? Interessa-nos encontrar um meio de conectar a pessoa com uma memória, real ou inventada sobre resquícios reais. Quando vem aquela música mal conhecida, hoje, na internet, é fácil descobrir que aquela melodia, que desafiava em seus agudos, nem era assim. “Pessoa”, canção de Marina Lima, era esse meu vulto sonoro. Ao me deparar com um andamento mais espaçado e menos agudo do que minhas reminiscências indicavam, me questionei o que isso dizia sobre mim e minha capacidade composicional involuntária. Não espere precisar de um fio de memória conduzido por uma música, busque hoje mesmo as melodias que conectam com memórias. É possível se surpreender com todas as canções que te compõem. M E N T E A T I V A

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