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Jornal Mente Ativa 6

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Jornal Mente Ativa 6

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O jornal Mente Ativa nasceu em um café da tarde entre 3 amigas.
Sentimos a necessidade de estabelecer relações saudáveis, manter a mente ativida e criativa no período da pandemia.

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Sentimos a necessidade de estabelecer relações saudáveis, manter a mente ativida e criativa no período da pandemia.

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  1. 1. M E N T E A T I V A JORNAL MENTE ATIVA M A R Ç O D E 2 0 2 1 - 6 º E D I Ç Ã O
  2. 2. M E N T E A T I V A EDITORIAL Cris Bergalo -Nutricionista Palavra escrita, cantada ou falada nos ajuda a comunicar nossas idéias e sentimentos. Incendeia o nosso fogo de criação pessoal, incrementa a criatividade e nos ajuda a expandir a nossa própria existência. Através da palavra podemos encorajar outras mulheres a trilhar esse caminho da expansão e dar voz aos seus sentimentos e ao seus potenciais criativos. Nessa 6ª edição do Jornal Mente Ativa a palavra soa forte! Traz indignação diante da tragédia que estamos vivendo em nosso país em função da COVID19. Mas a palavra também traz memórias afetivas que acalentam nossos corações e nos dão um pouco de esperança para seguirmos adiante. Rosemar Silva -Edição JORNAL MENTE ATIVA M A R Ç O D E 2 0 2 1 - 6 º E D I Ç Ã O
  3. 3. M E N T E A T I V A JORNAL MENTE ATIVA M A R Ç O D E 2 0 2 1 - 6 º E D I Ç Ã O Nas entrelinhas, linhas de pensamento pulsam vida.Minha mãe, Ledy, cresceu sem acesso à escola, mas eu cresci, ouvindo dela a seguinte frase: “Estudem, saber não ocupa lugar” A palavra estava presente impressa, mas também nas rezas e benzeduras, nas canções de ninar, nos causos contados por meu pai, José Ênio, nos dias de tempestades. Recebíamos, algumas vezes, cartas escritas por parentes que eram lidas na sala, com toda família presente. A resposta, ditada pelos mais velhos, para os jovens ou crianças que eram os “escribas “da família. É como se as palavras fossem mais concretas e palpáveis. Meus pais mantinham um caderno de armazém, onde era feita a lista de mantimentos que necessitávamos. Aquela criança, que havia aprendido recentemente a ler, passava a ser responsável por fazer esta lista. Então, antes do arroz ser alimento, era uma palavra, que minha mãe transformava em comida colorida, depois de demonstrar a alegria de ter percebido que mais uma filha aprendera a ler e escrever. ENTRELINHAS Mariana Pimentas -Artista Visual A escrita é ferramenta preciosa no processo de autodescobrimento que se dá continuamente. Mesmo se não anotamos, imprimimos as ideias e os pensamentos de forma indelével na mente. Já na infância me apaixonei pelas palavras. Tive no ensino médio uma professora, chamada Rosemary, que criou um caderno de redação, este deveria ser usado nos primeiros quinze minutos de suas aulas de Língua Portuguesa. A proposta era que escrevêssemos sobre acontecimentos no trajeto para a escola, sonhos, enfim, liberdade para expressar. Uma vez por mês, ela recolhia os cadernos e fazia eventuais correções ortográficas, além de selecionar alguns para serem lidos por seus autores diante da turma. Este exercício despertou em mim a atenção às palavras. Comecei a colecionar palavras e, sempre que podia, criava oportunidade para estrear uma palavra nova. Gosto da palavra "entrelinhas", costumo pensar que é o lugar onde são produzidas as cores das imagens criadas pelos autores, os infinitos livros de mulheres silenciadas e culturas não reveladas. ARTE - MARIANA PIMENTAS
  4. 4. JORNAL MENTE ATIVA M A R Ç O D E 2 0 2 1 - 6 º E D I Ç Ã O Mulheres na Roda Mulheres Guerreiras Valentes, Capoeiras Vibração, Movimento e Cura O sistema nos oprimem Racismo, machismo Sexismo, feminicídio Nossa Roda É nossa Resistência Nossa Armadura Nossa luta contra Toda a forma de opressão Traduzida em canção Entoada aos sons dos Berimbaus Marcada pelo toque do Atabaque Ritmada pelos Pandeiros Agogô e Reco Reco Num Iêeeee bem forte Anunciando que nesta Roda Tem muito axé Sororidade, Empatia , Força e Afeto! M E N T E A T I V A ARTE E REFLEXÃO MARA LENISE CHAGAS GRUPO ZIMBA CAPOEIRA ANGOLA / POA COLETIVO DE MULHERES ANGOLEIRAS TEREZA DE BENGUELA ARTE - ANA PAULA DO COLETIVO CAPOEIRA ANGOLA GIRA GINGA COLETIVO DE MULHERES ANGOLEIRAS TEREZA DE BENGUELA 08 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA MULHER 21 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL CONTRA A DISCRIMINAÇÃO RACIAL DIA INTERNACIONAL DA SÍNDROME DE DOWN DIA DA ÁRVORE 22 DE MARÇO - DIA MUNDIAL DA ÁGUA
  5. 5. M E N T E A T I V A JORNAL MENTE ATIVA M A R Ç O D E 2 0 2 1 - 6 º E D I Ç Ã O Dois mil brasileiros mortos num único dia não cabem no poema. Milhares de pessoas, enfermas graves, não cabem nos hospitais. O bom senso parece que não cabe em tantas cabeças… As máscaras nos queixos não cabem no poema. As aglomerações de festa não cabem no poema. As pessoas que saem a passeio não cabem no poema. Aqueles que acham que não há tanto perigo não cabem no poema. A falta de trabalho não cabe no poema. A falta de alimento não cabe no poema. O auxílio emergencial… O mês é que não cabe no auxílio. A miséria que se espalha Tem espaço no poema, Porque poeta que é poeta Não se cala, não se cala Diante das dores do mundo. Mas a tristeza já é tanta (mais de 200 mil mortos!) que não cabe mais no poema. A demora na vacinação não cabe no poema. O presidente negligente não cabe no poema. Os governantes que não tomam as medidas necessárias não cabem no poema. As pessoas que não respeitam os protocolos sanitários não cabem no poema. Já não cabem mais o egoísmo, a insensibilidade, a falta de senso de coletividade, a ausência de empatia, o desprezo pelo próximo, a ganância acima da vida…. Já não cabe mais a falta de humanidade. O que cabe no poema sempre é a esperança em dias melhores. Pandemia não rima com o poema. Mas é a poesia que nos anima nesses dias de agonia O QUE CABE NO POEMA, EM UMA PANDEMIA? Jeane Bordignon voos.e.palavras. “O preço do feijão não cabe no poema. O preço do arroz não cabe no poema....” (Ferreira Gullar)
  6. 6. M E N T E A T I V A JORNAL MENTE ATIVA M A R Ç O D E 2 0 2 1 - 6 º E D I Ç Ã O Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu? O mirar, o admirar, será mais ao sul no abedê (espelho) de Oxum. Orixá, divindade, deidade africana conhecida pela beleza, sensualidade, fertilidade e prosperidade, popularmente conhecida como a deusa do amor. Quantas vezes vamos ao encontro do espelho para procurar imperfeições em nossos corpos, porque a sociedade nos impõe um padrão de corpo perfeito, que nem todas as pessoas se enquadram, nos levando a intervenções cirúrgicas desnecessárias? O nosso país é campeão em cirurgia plástica para fins estéticos, isso diz muito sobre a nossa sociedade. O que Oxum nos ensina carregando o seu espelho? O autocuidado, o amor próprio, o mergulho para dentro de nós mesmas reconhecendo as nossas fraquezas e também vitórias, pois com o reflexo da nossa imagem é possível antever o que ainda está por vir. Nós, ocidentais, temos uma visão equivocada sobre a nossa imagem refletida. Evocamos Narciso, com a justificativa de que a auto- observação nos levará ao trágico acontecimento que ceifou a sua vida por admirar tanto a sua beleza. Na maioria das vezes usamos a palavra narcisismo, sem saber a origem desse mito grego. Olhar-se no espelho requer exercício. As primeiras vezes será somente para procurar defeitos, e lógico: pensar em uma ou duas intervenções cirúrgicas... Por que, não? Com o tempo isso será um mero coadjuvante, a intensidade que a observação permitirá desnudar-se de padrões estéticos e mergulhar para dentro de si, reconhecendo potencialidades e fraquezas, procurando o caminho do meio. Que possamos carregar os nossos espelhos com amor, afeto e determinação, que ele também possa ser arma contra todo tipo de opressão que assola a nossa sociedade,que Oxum nos inspire trazendo a leveza do seu bailado, em tempos tão difíceis. Oxum-se!! ESPELHO, ESPELHO MEU... Grasiela Rodrigues -Profe de História “Quem vê a beleza e não olha diretamente para ela, logo será pobre.” Provérbio yoruba Noguera, Renato. Mulheres e deusas:como as divindades e os mitos femininos formaram a mulher atual. 2017
  7. 7. M E N T E A T I V A JORNAL MENTE ATIVA M A R Ç O D E 2 0 2 1 - 6 º E D I Ç Ã O APRESENTAÇÃO DAS COLUNISTAS LUCIANE MACHADO E- MAIL: LUEGIL14@GMAIL.COM Professora da Rede Municipal de Porto Alegre, Mestra em Informática na Educação, Graduada em Pedagogia e Especialista em Educação para Diversidade, Luto por uma educação para as Relações Étnico- Raciais.
  8. 8. M E N T E A T I V A JORNAL MENTE ATIVA M A R Ç O D E 2 0 2 1 - 6 º E D I Ç Ã O A Covid-19 apresentou nos últimos tempos um novo cenário de convivência, com a pandemia desenvolvemos e retomamos procedimentos básicos de higiene e isolamento social. Diante das recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde (MS) a população brasileira deve permanecer em quarentena, salvo os serviços essenciais e evitar as aglomerações. Em um cenário de desigualdades sociais, em que a população negra é o alvo dessa desigualdade, em território periférico, que enfrenta o número elevado de pessoas da família no mesmo ambiente, a falta de saneamento básico, de água e esgotos, sendo esta população que está à mercê da própria sorte, pois impossibilitadas de manterem-se em casa durante a pandemia, pois integram os serviços essenciais formais e não formais (babá, supermercados, farmácias, pets, empregada doméstica entre outros), e também utilizam com mais frequência o sistema de transporte público. Os Boletins Epidemiológicos da Covid19 apresentados pelo Ministério da Saúde (MS) no ano de 2020 nos apresentam semanalmente a evolução do vírus em relação ao mundo e do Brasil, e em relação aos dados demográficos do Brasil, estes indicam que a população negra (pretos e pardos) majoritariamente são vitimados pela Covid-19. Diante deste cenário, como enfrentar e prevenir o contágio frente às situações de um contexto de racismo estrutural? Podemos pensar que estamos vivendo um processo de necropolítica? Óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) AS CONSEQUÊNCIAS DA PANDEMIA DE COVID19 NA SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA Luciane Machado -Pedagoga Tabela 4. Óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo classificação final e raça, 2020 até SE 40. Óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) Referências: ALMEIDA. Silvio Luiz de. Racismo Estrutural.Feminismos Plurais. São Paulo; Pólen.2019. MBEMBE, Achille. Necropolítica:biopoder,soberania, estado de exceção,política da morte.Tradução de Renata Santini. São Paulo: N-1 edições, 2018. 80 p. Ministério da Saúde. Disponível em:<https://saude.gov.br/> Acesso em 10 de abril de 2020.
  9. 9. JORNAL MENTE ATIVA M A R Ç O D E 2 0 2 1 - 6 º E D I Ç Ã O Mulheres, milhares muito multiplicadas, miudamente merecem migalhas. Meninas em menarca, milagrosamente mascaradas. Mitômanas, maquiadas, mais miradas, miríade menosprezada, maioria minimizada, mutuamente machucada. Maravilhosamente mutadas: mártires, musas, matrizes, meigas...mas, maduras: montadas, metamorfoseadas, mequetrefes, malignas. Mas, mães mais merecem miradas, masculina medida, máximo mérito: marido. Mais mulheres, menos mendigamatrimônio...machuca mecânica mediocridade. Más mulheres mostradas. Más, mulheres matutam matilha. Maravilhosa matilha, milhares mulheres multiplicam-me. M E N T E A T I V A Ju Lopse @lopselazuli 8M Arte -Mariana Pimentas Arte -Mariana Pimentas

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