E se... II emily

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E se... II emily

  1. 1. E Se... Max não pega Amélia no porta-malas e ela consegue se encontrarcom Vitor?(cena de 14 de fevereiro - escrita antes da cena ir ao ar, sem saber seManu conseguiria despistar Max)Manuela pára o carro assustada, assim que vê o pai a seguindo. Max sai docarro e vai até a filha, se debruçando na janela:- O que tu estás fazendo correndo desse tanto, menina? Vai tirar o pai da forcaé? - Max começa a rir, sarcástico.- Pai? O que senhor tá fazendo? Já não basta mandar seguir a dona Amélia,agora o senhor mesmo vai me seguir?- Eu seguindo tua mãe? De onde tirastes essa ideia absurda?- Ah, seu Max, o senhor não me engana mais. Olha, eu tô com pressa, precisofalar com o Solano na estalagem, com a Terê também. O senhor quer ir junto,falar com seus dois melhores amigos também?- Olha! Não fala assim comigo. Sou teu pai!- Não é o que parece, você não anda agindo mais como tal.Max se afasta da janela assim que Manu dá a partida. Amélia escuta tudo doporta-malas do carro, e até a conversa terminar ela não se acalma, temendo opior. Mas Manuela consegue sair rapidamente com o carro, deixando o paipara trás, a olhando partir com um olhar devorador e desconfiado.Manuela pára o carro logo atrás da operadora, mais afastado damovimentação. Manu olha para todos os lados, se certificando de que não háninguém olhando e então abre correndo o porta-malas:- Mãe, a senhora está bem?Amélia estende a mão para a filha, que a ajuda sair:- Meu Deus, Manuela, que loucura. Não sei onde estava com a cabeça quandoaceitei essa ideia maluca. Quase morri quando ouvi a voz do seu pai...- Calma, mãe, deu tudo certo. Agora só quero saber se a senhora está inteira!– Manu sorri.- Bem ou mal estou, não é? – Amélia olha para a filha, zangada.- Ai, mãe, vem aqui. – Manuela a puxa, averiguando - A senhora veio de calçae bota, não deve ter machucado nada, né? Deixa eu ver...- Pára, Manu. Eu estou bem. Vamos logo, antes que eu fique brava mesmocom você!- Eu só quero que a minha mãezinha seja feliz. Mesmo que pra isso tenha quesofrer um pouquinho!Amélia a olha com carinho:- Eu sei, filha, me desculpa. Eu fiquei nervosa com a situação. Obrigada portudo viu? Por tudo que você tá fazendo por mim, se arriscando desse jeito. Teamo.- Eu também te amo, dona Amélia, dá um abraço aqui.As duas se abraçam e vão logo para a estalagem antes que alguém as veja nacidade, principalmente o segurança de Max.- Bom, mãe, vou te deixar aqui. Pedi pra Terê avisar o Vitor, e ele deve estar teesperando no quarto.- Obrigada, querida. – Amélia abraça Manu.- Vê se namora bastante viu? Que eu vou demorar pra passar aqui. Mas o Fredvai estar vigiando a estalagem junto com a Terê, não se preocupa.
  2. 2. - Tá bem, até mais, minha filha, e toma cuidado. – Amélia acaricia o rosto dafilha e lhe dá um beijo, entrando na estalagem em seguida.O segurança de Max percorre toda a cidade, já alertado pelo patrão, quepercebe a ausência da mulher. Fred o vê na frente da estalagem e se posicionaperto de Veloso, para qualquer tentativa de flagra ou invasão.Nesse mesmo instante, Amélia, já dentro da estalagem, chega até Terê, feliz enervosa ao mesmo tempo:- Oi, Terê. Como vai?- Amélia, quanto tempo! Que bom te ver. Como você está minha amiga?- Ai, Terê, acho que você já imagina...- Sim, fiquei sabendo. Mas se acalma, tudo vai dar certo. Pelo menos nessemomento.- Eu espero que sim. Tô tão apavorada, nervosa.- Calma, Amélia. Ele está lá no quarto te esperando. – Terê sorri e encorajaAmélia, que consegue abrir um sorriso.- Obrigada, Terê. Vou até lá...- Pode ir, vou ficar de prontidão aqui.Amélia segue animada para o quarto de Vitor e de repente escuta eleconversando com alguém. Ela se esconde e vê Estela saindo, se despedindo:- Tchau, Vitor, pode ficar tranquilo, eu falei com a Manuela, vai dar tudo certopro catálogo.Amélia então percebe o motivo que levou Estela a frequentar o quarto de Vitor,sentindo certa culpa por se deixar levar pelo ciúme causado pelas insinuaçõesde Max.Ela espera Estela sair e bate na porta. Vitor abre e não acredita no que vê:- Amélia! – Ele fica estático.- Não vai me deixar entrar? – Amélia diz sorrindo.Ele a puxa logo em seguida, fecha a porta rapidamente, segurando com umamão sua cintura e com a outra sua nuca, a guiando devagar até a cama. Osdois vão andando, sem dizer nada, só olhando um para outro. Amélia joga suabolsa na cadeira, segura a nuca de Vitor com as duas mãos e os dois chegamaté a cama quase se beijando, até que Vitor diz, eufórico:- Eu tava com tanta saudade. Não aguentava mais ficar sem tocar você, sem tever, sem sentir sua pele na minha... - Vitor encosta o nariz em Amélia,percorrendo todo seu rosto.- Eu te amo tanto, Amélia, tanto... - Vitor fala chegado cada vez mais próximoaos lábios de Amélia, olhando fixamente para eles. E ela, antes que sedeixasse levar por um beijo, diz rapidamente, quase sem fôlego:- Me ama, Vitor...Os dois não conseguem resistir e rendidos por uma paixão e uma saudadeimensa, depois de tantos dias distantes um do outro, se entregam a um beijoapaixonado e longo. Vitor senta Amélia com cuidado na cama e a olhasorrindo, maravilhado, levando suas mãos aos joelhos dela, que apóia seusbraços nos ombros de Vitor. Ele tira as botas de Amélia com cuidado e depoisvai subindo até a sua cintura, abrindo com cuidado os botões de sua blusa e aomesmo tempo a beijando. Os dois vão se afastando até a cabeceira da cama,Amélia tira a blusa de Vitor e segura com força suas costas, o puxando para si,e os dois finalmente se amam pela segunda vez como se fosse a primeira.
  3. 3. Depois de se amarem, os dois se abraçam deitados na cama, enrolados nolençol. Vitor beija os cabelos de Amélia, que está deitada em seu peito, e diz:- Meu amor. Pensei que a gente não ia conseguir nunca mais ficar assim.- Eu tô com tanto medo, Vitor... de permitir que o Max consiga acabar com tudoisso que a gente está vivendo, e por minha culpa.- Não. – Vitor se solta de Amélia e a faz virar de lado para ele, olhando emseus olhos, segurando seu rosto - O Max não vai conseguir acabar com o queeu tô sentindo, com o que eu sei que você tá sentindo. Não é culpa sua,Amélia. – Ele a beija várias vezes até ela dizer:- Quando é que a gente vai conseguir ficar assim de novo? – Ela olha paraVitor com tristeza - Eu deixei o Max ter tempo pra bolar todo esse planosórdido, de me seguir, de me enclausurar. E agora... agora eu fiquei semcontrole da minha própria vida, da minha felicidade... com você.Vitor a escuta sério e a pega em seus braços novamente, até que reparaalgumas marcas em seu corpo:- Amélia, o que é isso?- O quê?- Você está cheia de hematomas. – Vitor vai se afastando e olhando o corpo deAmélia. Ela se cobre e diz:- Por favor, Vitor.- Mas, Amélia... Isso não parece nenhum tipo de batida ou sei lá, alergia. Issoaqui é uma lesão, e séria.- Por favor – Amélia segura o braço de Vitor, o contendo – Só me faz esquecerisso e não me faça falar o que eu não posso relembrar.- Meu Deus, Amélia...Amélia cerra os lábios de Vitor com os dedos e o beija levemente, impedindoque ele termine a frase. Ele então retribui o beijo, a abraçando comintensidade, e logo depois do beijo ele retoma, segurando seu rosto com fervor:- Aquele desgraçado me paga, eu vou acabar com isso, eu te prometo, tá meouvindo? Eu te prometo.- Pelo amor de Deus, Vitor. Não faz nada, não pensa nisso agora, eu teimploro. Eu preciso esquecer, me ajuda. Me ajuda... – Amélia diz em tomdesesperador, pedindo com os olhos, que Vitor a protegesse naquele momentoe continua - Eu quero só que você me ame, que você tire do meu corpoqualquer marca que o Max possa ter deixado.Vitor não consegue responder, e fica sem reação, deixando Amélia aflita:- Eu não queria que você soubesse. Tenho tanto medo de te perder, quevocê... que você não me queira mais como antes, porque o Max...Vitor inconformado com as palavras de Amélia, a beija desesperadamente,sentindo a mesma dor de Amélia em imaginar tudo que ela passou:- Nunca. Nunca Amélia. Meu Deus, isso não vai mudar em nada o que eu sintopor você. Pelo contrário, eu te amo ainda mais, eu quero você ainda mais. –Ele a abraça com força, beijando com carinho o rosto de Amélia, segurandosua cabeça contra o travesseiro, chegando até o pescoço - Eu vou fazer vocêesquecer tudo o que você sofreu... já é passado.Os dois se beijam e se amam mais uma vez.Depois de um tempo, Amélia decide ir embora, com medo de que o segurançadescubra onde ela está:
  4. 4. - Vou embora. – Ela dá um leve beijo em Vitor e se levanta com o lençol. Elesorri e tenta puxá-la de volta mas não consegue.- Mas já?- Sim, você sabe que infelizmente nosso tempo é curto.Ela se veste e Vitor faz o mesmo, quando terminam, ele a segura pela cintura ediz:- Eu acho que tudo isso que tá acontecendo com a gente é uma forma decolocar o nosso amor à prova... sempre. Eu acho que... a cada hora a provafica mais difícil e a gente acaba tendo que sentir um certo prazer nisso, pra terforças pra continuar...Vitor a beija mais uma vez com intensidade e termina, olhando nos seus olhos:- Eu acho que você merece, que eu continue lutando por essa história, medebatendo até transpor a última barreira, a mais difícil... aquela que ninguémacreditaria que seria possível derrubar...- Vitor a olha fixamente com desejo, vaise aproximando e a beija novamente. Os dois vão se afastando devagar, Vitorencosta sua testa na de Amélia, com os olhos fechados, ainda a abraçandoforte pela cintura e ela responde, tocando o rosto de Vitor com suavidade:- Mas você não merece isso... Eu não queria que isso estivesse acontecendo.- Você prefere assim? Que nada disso tivesse acontecido, desde o começo?- Mas você há de convir que é uma atitude mais inteligente...não sofrer, viver...- Não. – Vitor balança sua cabeça negativamente – O amor é o triunfo daimaginação sobre a inteligência. É assim que é o amor. É assim que eu te amoAmélia... Sem entender nada, nada...mas imaginando tudo!Amélia não consegue dizer nada, ele se aproxima e pega seu rosto novamente,a beijando cada vez mais.De repente os dois são interrompidos quando Fred bate na porta:- Vitor, mãe?Os dois se assustam, e Vitor abre a porta:- Oi, Fred.- E aí, Vitor? Mãe... Acho melhor a Manuela levar a senhora de volta prafazenda. O segurança do seu Max já foi embora e eu averiguei que eleretornou. Pode ir tranquila até o carro que eu dou escolta.- Tá certo, filho. Toma cuidado.- Pode deixar.Vitor olha Amélia já com saudade e tristeza nos olhos, a puxando pelo braço eolhando pros seus lábios, sem se importar com Fred:- Amélia... não esquece de mim. Me espera, que eu vou te tirar de lá o maisrápido possível.- Não faz nada sem pensar, Vitor, por favor. Eu não quero que o Max faça nadacontra você.- Ele não vai fazer. Nem contra mim nem contra você. Te prometo...Fred interrompe e diz:- Calma, Vitor, a Manu não vai deixar a dona Amélia sozinha nenhum segundonaquela casa, e a porta do quarto vai ficar trancada, não é, mãe? Porprecaução. Vamos dar um jeito naquele segurança também.Vitor a beija mais uma vez, e Amélia vai embora com Fred.
  5. 5. E Se... Max flagrasse Amélia e Vitor na cama?(Cena de 27 e 28 de fevereiro - Vitor invade a fazenda para levar Amélia.)Amélia está no quarto lendo um livro quando de repente escuta a voz de Vitor,gritando na sala:- Amélia, desce aqui. Amélia!Ela logo se levanta assustada e diz sozinha:- Meu Deus, é o Vitor?Na sala, Max aparece com um semblante calmo, com as mãos no bolso, comose nada estivesse acontecendo e olha fixamente para Vitor, que estava com osolhos cheios de raiva:- Ora, ora! Quem está aqui. Vitor Villar.Nesse instante Amélia desce e fica parada na escada vendo a cena, até queVitor a olha:- Amélia. Eu vim te buscar. Vamos embora daqui, agora!Ela não consegue falar e quando tenta, Max se prontifica:- Ah, mas que coisa mais bela. O super-herói veio buscar a mocinha casada.Tu estás ficando doido das ideias é, seu afrescalhado? O que tu pensas quevai fazer?- Eu não penso em nada, Max! Eu vou levar a Amélia comigo, agora. E vocênão vai me impedir de nada.Amélia desce as escadas aparentemente nervosa e assustada:- Pelo amor de Deus, Vitor...Max a interrompe novamente:- Fica onde estás, Maria Amélia. Tu nem penses em se aproximar dessemoleque, senão eu acabo com essa história aqui mesmo.Vitor se aproxima de Max cheio de fúria e com os olhos vermelhos. Améliapercebe que algo pode acontecer e corre na frente de Vitor, ficando entre osdois.- Pára, Vitor. Chega. Vai embora...- Amélia? Como assim...Max começa a sorrir cinicamente:- Tu não ouvistes minha mulher? Vai embora daqui. Tu não tens vergonha nacara de aparecer aqui depois de se acostar com minha mulher? Estásarriscando tua vida.- Amélia, vem comigo, por favor. Essa é a chance da gente...De repente, Vitor percebe o olhar desesperado de Amélia e sente algo em suascostas:- Vitor, cuidado! – Amélia grita e Max a segura pelo braço.Vitor olha para trás e encontra Veloso com uma arma em suas costas e Maxdiz:- Tu tens certeza que não vai embora daqui? Ahn?- Vai embora, Vitor, vai! – Amélia diz quase chorando, temendo pela vida deVitor.Vitor, sem ter mais o que fazer, vai se desvirando lentamente e olhainconformado para Amélia e Max, levantando suas mãos e tentando se afastar:- Calma. Eu vou embora...- Anda, moleque, vai embora.Veloso pega Vitor pela camisa, o levando até a porta. Vitor se desprende docapanga com ódio e o empurra para trás. Ele olha para Amélia, triste e cheiode raiva, e vai embora.
  6. 6. Amélia se desprende de Max, olha para ele com rancor e sobe as escadaschorando.O fazendeiro dá ordens para Veloso ficar de olho e o dispensa, depois dizsozinho:- Ah, esses dois me pagam. Tu que me aguardes, Maria Amélia. Ninguém fazMax Martinez de idiota.Ele coloca as mãos na cabeça e vai até o escritório, se trancando lá poralgumas horas.Vitor chega na estalagem nervoso e Terê percebe:- O que foi, meu filho?- Aquele... aquele desgraçado do Max. Eu não acredito...- Calma, Vitor. Senta aqui e me conta.- A Amélia não quis vir comigo, o Max já sabe de tudo, Terê. E ele vai fazer detudo pra manter a Amélia ao lado dele. Ainda mais agora... Eu temo tanto porela, sozinha.- Meu Deus do céu! E a Amélia está presa lá na fazenda?- Praticamente. Ela devia ter vindo comigo... Se ela não tivesse consentido,talvez eu teria conseguido me livrar do capanga do Max. E a gente já estarialivre.- Vitor, você tem que entender a situação da Amélia. Ela teme pela sua vidatambém.- Eu sei, Terê. Mas uma hora isso tem que acabar. O Max consegue tudo,como que uma pessoa consegue influenciar até a autoridade de um lugar?Esse delegado não vai mexer um dedo pra ajudar nesse caso.- Pois é. E isso é tão sério. Vocês dois estão sendo ameaçados sob os olhosde todos. E o Max nem se importa, porque sabe que tem total liberdade praisso.- É, é disso que eu falo, Terê. Mas eu não vou ficar parado. Tenho que fazeralgo, nem que seja sozinho.- Vocês têm que ter muita cautela agora. Fala com a Manu, explica a situação.A Amélia não está sozinha.- Sim, vou fazer isso agora mesmo.Vitor liga para Manu e explica tudo o que aconteceu:- Manu, sua mãe tem que tomar alguma atitude.- Calma, Vitor, eu sei. Mas ela tá com medo, tenta entender.- Eu vou proteger a Amélia, eu amo a sua mãe. Eu faço qualquer coisa pra terela do meu lado.- Eu sei, Vitor. Mas a gente precisa ter paciência. Por favor. Eu vou falar comela, fica tranquilo.Vitor desliga o telefone com insatisfação, coloca as mãos na cabeça,desarrumando o cabelo e soltando o ar pela boca, cansado de ser impotentediante dessa situação.Manuela corre até a fazenda, não encontra Max em casa e corre para o quartoda mãe:- Mãe, abre, sou eu.Amélia, ainda chorando, se levanta e corre para abrir a porta:- Filha...
  7. 7. - Mãe, o Vitor me contou tudo. O pai então já sabe sobre vocês dois?- Sim, eu nunca tive tanto medo, minha filha. Não sei o que fazer. Seu pai vaifazer alguma loucura, ele me ameaçou, quase atirou no Vitor. – Amélia ficanervosa e Manu a abraça:- Calma mãe. Eu acho que o melhor agora é você sair daqui. Já não tem maissaída, o meu pai não vai deixar vocês dois em paz...Não tem mais conversacom o seu Max.- Mas se eu sair daqui o Max pode fazer alguma coisa com o Vitor.- Mãe, o Vitor sabe se defender e vai defender a senhora também. Eu confionele.- Mas o que você acha que eu devo fazer agora?- Eu acho que a senhora tem que fazer suas malas.Amélia olha para a filha com tristeza e ao mesmo tempo com firmeza:- Você tem razão, eu vou fazer isso agora mesmo. Eu deveria ter enfrentadoseu pai há muito tempo, ou melhor, deveria ter ido embora com o Vitor quandoele veio até aqui.- A senhora não teve culpa de nada. Não tinha como sair daquele jeito, sobameaça do meu pai. Era impossível.- O Vitor deve estar chateado comigo.- Não está. Tenho certeza, ele te ama. – Manu sorri e pega nos braços deAmélia. - Vamos então arrumar essas malas?As duas arrumam as roupas e, de início, acham melhor colocarem poucaspeças na mala. Manuela deixa a mãe no quarto e vai até o quarto de Max:- Hum, aqui está! A outra chave do escritório.Ela se certifica de que a chave reserva não está com o pai e logo em seguidadesce as escadas correndo, procurando por Max:- Lurdinha, Lurdinha!- Oi, Manu, o que foi?- Meu pai, onde ele está?- O seu Max tá no escritório com aquele Veloso.- Ótimo. Já que você é a guardiã da chave do escritório, agora você vai usá-la.- Eu? Como assim, Manu?- Simples. Pega a chave e tranca aquela porta.- Mas Manu...- Sem mais nem menos, Lurdinha, faz o que estou te falando. Com cuidado praeles não escutarem e rápido!Lurdinha assustada, pega a chave e faz o que Manuela pediu. Tranca Max eVeloso no escritório sem que os dois percebam.Nesse meio tempo Manu corre para o quarto de Amélia e a avisa:- Mãe, o caminho está livre. Tranquei o seu Max no escritório por algum tempo!– Manuela começa a sorrir e abraça a mãe.- Filha! Isso é tão perigoso. Seu pai vai perceber logo...- Eu sei, por isso temos que correr. Vamos pra estalagem antes que o meu paibloqueie todas as saídas dessa fazenda.Amélia e Manu saem correndo de casa, entrando rápido no carro e seguindopara a estalagem.Chegando lá, Manuela ajuda a mãe com a mala e a leva até a porta do quartode Vitor:
  8. 8. - Pronto, dona Amélia, agora é com você. Já estava na hora da senhora ir prosbraços de quem realmente te merece... Vai lá!Amélia abraça a filha, sorrindo:- Obrigada, filha, te amo viu. – Ela acaricia os cabelos da filha, que sai,deixando a mãe na porta do quarto.Amélia fica parada olhando sem nenhuma reação e resolve bater. Depois dealguns segundos Vitor abre e se depara com ela e a mala ao lado:- Amélia... – Ele olha para a mala e para ela ao mesmo tempo, sem saber oque fazer e o que pensar, até que Amélia diz:- Vitor... Me perdoa?- Meu Deus, Amélia. Não acredito nisso. – Ele a puxa para dentro do quartorapidamente, tranca a porta e a ajuda com a mala, colocando-a perto da cama.Logo, ele vai até Amélia novamente, segurando seu rosto:- Finalmente, meu amor. Eu já estava pensando que você tinha desistido, quevocê tinha se conformado.Amélia acaricia os braços de Vitor, que estavam em seu rosto, dizendo:- Eu nunca vou desistir de você. Nunca. Eu não tive coragem, mas eu... te amotanto...Me perdoa?Vitor a olha nos olhos e depois fixa o olhar em seus lábios. De repente a beijacom desejo, segurando sua nuca com ainda mais força, sentindo que naquelemomento, finalmente, Amélia era só sua.Ela retribui o beijo segurando o rosto de Vitor e depois tocando seu pescoçocom suavidade, já rendida por ele.Vitor a beija no pescoço com fervor, a guiando até a cama. Ela se senta e seapóia no colchão enquanto ele direciona seu corpo devagar contra o de Amélia,beijando seus lábios e depois descendo devagar até seu pescoço novamente.Os dois se afastam eufóricos, Vitor se senta ao lado, ainda segurando seurosto e diz:- Eu te quero tanto, tanto... – Ele a beija várias vezes nos lábios. – Não medeixa, Amélia. Fica comigo, pra sempre.Ela percorre o rosto de Vitor com as mãos, olhando fixamente em seus olhos,sem dizer nada. Vitor pega a mão de Amélia e a leva em seus lábios, beijando-a com os olhos fechados.Depois, a olha com paixão e toca os lábios de Amélia com os dedos, vai seaproximando cada vez mais, beijando com leveza as maçãs de cada lado deseu rosto, depois a testa, o queixo e alcança seus lábios, os beijando devagare mordendo levemente. Os dois se deitam devagar, Vitor a beija intensamente,percorrendo seu pescoço e descendo até seu ombro, tirando sua blusa comcuidado.Amélia sobe a camisa de Vitor, segurando ao mesmo tempo seus ombros comforça contra seu corpo.De repente, enquanto os dois se amam na cama de Vitor, um barulho enormeos assusta. Max invade a estalagem, passa por cima de Terê e Neca, e dá umchute, arrebentando a porta trancada, flagrando os dois na cama.- Max!!!!! - Amélia grita ao ver o marido por cima dos ombros de Vitor, que logose levanta sem entender nada.Nesse momento, Terê entra junto com Max, assustada e diz:- Desculpa, eu não consegui...
  9. 9. - Cala essa boca, sua vidente de araque. Dessa vez tu não adivinhastes que euia chegar até aqui antes que tu pudesse acobertar esses dois, não é mesmo? –Max empurra Terê e ela segura Neca que tentava agredir o fazendeiro.Vitor logo se coloca na frente de Amélia (somente vestido com uma cueca), aprotegendo de qualquer coisa que Max pudesse fazer:- O que você quer, Max? Não entendeu ainda que essa tentativa de jogo já éperdida pra você?Max, com o rosto furioso, se aproxima mais de Vitor, cuspindo em seu rostoenquanto fala:- Tu é que não entendeste seu... moleque de merda. Quem tu pensas que épra se acostar com minha esposa? A mulher é minha, e o jogo quem perdestefoste tu. Porque apesar dessa safadeza eu a tenho em meu poder!Vitor joga um olhar raivoso para Max, quase partindo para agredi-lo, masAmélia, enrolada no lençol e assustada, segura seu braço com força:- Não, Vitor. Pelo amor de Deus. Não faz nada.Nesse instante todos os hóspedes da estalagem vão até o quarto de Vitortentando ver o que estava acontecendo. Terê não consegue contê-los:- Nossa Senhora da Aparecida... É a dona Amélia e o Vitor sem roupa? Vixi! –Cotinha fica boquiaberta e Terê tenta fazer a moça ficar calada.- Me larga Amélia. – Vitor se desprende e dá mais um passo adiante apontandoo dedo para Max:- Olha aqui, seu desgraçado, eu não vou sossegar enquanto não acabar comvocê, enquanto não te ver longe da Amélia... E ela não é sua mulher mais, hámuito tempo.- Isso é o que tu pensas, seu cretininho. Não vou me exaltar como tu... Estoupor enquanto muito calmo, porque sei que de mim, viu, Maria Amélia... - Maxse esquiva de Vitor e olha para Amélia. – tu não vais conseguir paz nunca, emuito menos o divórcio.Amélia, com os olhos cheio de medo, não consegue dizer nada. Vitor logo seposiciona na frente de Amélia e volta para Max:- Sai daqui, Max. Não tem jeito, você não vai conseguir fazer nada... Nemadianta chamar nenhum de seus homens, porque não vai ser nada difícil apolícia de Juruanã aparecer por aqui, já que esse delegado de Girassol é seucomparsa.Nisso, mais gente chega na porta, se juntando à Neca, Terê e Cotinha.Chegam Beatriz, Lenita, Tavinho, Pimpinela e Glorinha - que entra na multidãoe pára ao lado de Max:- Mas o que é que está acontecendo aqui, posso saber? Vou avisar o delegadoe se essa bagunça não acabar eu vou mandar prender todos por desordem.Max se enfurece e diz, olhando para Amélia:- Tu não vês que é essa vagabunda que tem que ir presa, junto com essemoleque afrescalhado dos infernos?- Sai já daqui, Max! Ou eu não vou nem lembrar que você já tem idade pralevar um soco nessa tua cara. – Vitor se exalta.- Ah, mas é isso então. Tu queres dar um soco em mim? Tu queres? Entãovenha. – Max se aproxima de Vitor, que fica ainda mais nervoso e faz um gestode ataque. Amélia, ainda envergonhada, segura o lençol em volta de seu corpoe tenta conter Vitor:
  10. 10. - Vitor, pára! Não!Glorinha entra na frente de Vitor, o segurando:- Vamos parar com isso agora! Agora!Fred, Janaína e Nancy vão chegando e empurrando a multidão, tentando entrarno quarto. Fred os vê e diz:- O que está acontecendo aqui? Mãe!?- Tu estás vendo, meu filho? Tua mãe fez essa canalhice com teu pai. Tu vaisagora me recriminar e ficar do lado dessa adúltera?Fred fica estático, olhando para a situação: Vitor e sua mãe praticamente semroupa, diante da fúria de Max e de toda Girassol.- Mãe... calma. – Fred se aproxima de Amélia, abraçando a mãe. Ela chora nosbraços do filho.- Não é possível uma coisa dessas. Meu próprio filho acobertando assafadezas da mãe.- Cala essa boca, Max Martinez. Você me dá nojo... Tenho certeza que vocêarmou tudo isso pra minha mãe passar por essa vergonha.- Pois é isso mesmo. Tu estás envergonhada, Maria Amélia? Pois deveria estarmesmo, depois dessa cena diante de toda a cidade. – Max esbraveja ao falar.Nancy, ao lado de Janaína – que fica sem reação olhando para Amélia, Vitor eMax – diz para a irmã, sorrindo:- Jesus! Que babado, Jana!- Pára com isso, Nancy. Fica quieta.- Menina, se foi preciso eu perder todas as minhas esperanças com o Vitor praver essa cena aqui, eu juro que fico satisfeita! Hahaha! Que ótimo, bem feitopro velho chifrudo!- Nancy!!!!!!!! Pára! – Janaína aperta o braço da irmã, que reclama e fica quieta,só olhando.Manuela chega depois de ter sido avisada por Beatriz, empurrando a multidão,desesperada:- Mãe!!! – As duas se abraçam e Manuela tenta recompor a mãe, segurandoforte no lençol.Fred se distancia e tenta conter Vitor que vai para cima de Max:- Sai daqui, seu desgraçado. Você já conseguiu o que queria, não é? Olha praisso, o circo que você armou. – Vitor aponta para todos, olhando para Max comos olhos cheio de ódio.- É bom que agora a dona Amélia aprende, vais passar por essa vergonha oresto de tua vida. – Max olha para Amélia, que continua abraçada com Manu,chorando. - E tu, seu moleque.... vou acabar com a tua raça. Pra aprender anão se engraçar com mulher casada! – Max fica cada vez mais perto de Vitor,que reage, sendo segurado por Fred:- Filho da mãe! Vergonha é o que você tá passando. Não tem coragem de meenfrentar?Max se aproxima com o chicote na mão. Glorinha tenta conter Max, em vão.Ele passa por Vitor, ainda sendo segurado por Fred e chega até Amélia.- Tu vais ver só quando chegar em casa. – Max levanta o chicote e Amélia sedesespera pensando que Max vai agredi-la.Fred e Vitor se viram, correndo até Max e Manu grita:- Não!!!!!!!!
  11. 11. De repente, ele dá um tapa no rosto de Amélia, não dando tempo de ninguémimpedi-lo.Ela cai nos braços da filha e todos fazem sons assustados, em uníssono.Vitor fica furioso e parte para cima de Max, o segurando pela camisa. Fred nemtenta contê-lo e vai até a mãe, preocupado.Nisso, o delegado chega segurando o braço de Max que estava com o chicotee o separa de Vitor:- Parem com isso, Max e Vitor! Vocês estão fora de si.- Me solta, seu delegadozinho de merda! – Max tenta de desprender.- Max, se contenha, agora! – Geraldo segura o fazendeiro com força, oretirando do quarto com a ajuda de Glorinha.Vitor olha Max com raiva saindo do quarto e tenta segui-lo, mas Fred o seguranovamente.Lenita começa a rir e diz para Beatriz:- Beá do céu! Que babado fortíssimo. Não tô acreditando ainda que táacontecendo isso aqui em Girassol. A titia aqui tá passada com ferro.- Quieta, Lenita. Vamos embora.- Ah, não, agora que tá ficando bom? Olha só esse Vitor só de cuequinha, essaAmélia não é boba nem nada. Fez uma troca e tanto! Ui, morro, “aloka”!- Pára, Lenita, sossega. – Tavinho a segura pelo braço.- Vamos embora, anda... Coitada da Amélia, não merecia isso. – Beatriz puxaLenita e Tavinho, saindo da confusão.Terê grita assim que Max sai do quarto com o delegado:- Vamos todos embora, anda, anda. Acabou o espetáculo.Todos saem sorrindo ou assustados, deixando somente Vitor, Amélia, Fred eManuela no quarto.Janaína puxa Nancy, que também queria ficar, e as duas saem do quarto.Vitor se recupera de toda a fúria e se dá conta do estado de Amélia,apavorada. Ele corre até ela, segurando em seu rosto com carinho epreocupação:- Meu amor. Calma... Por favor, fica calma.Amélia não consegue parar de chorar nos braços de Manuela, que diz:- Vitor, por favor, me deixa sozinha com a minha mãe.Vitor hesita, acaricia o rosto de Amélia novamente e sai, pegando umabermuda e se vestindo. Ele e Fred saem do quarto.Manuela ajuda a mãe a se vestir, ainda em estado de choque.- Calma mãe. Acabou.- Não, filha, que vergonha. Eu não vou conseguir nunca mais olhar no rosto deninguém dessa cidade.- O meu pai conseguiu fazer o que ele queria, mãe, você não percebeu? Elesaiu de vítima e fez a senhora ficar se sentindo a pior mulher do mundo. Comose a senhora fosse a culpada.- Eu ainda sou casada, Manuela. Todo mundo vai me julgar por isso, semsaber pelo que eu passava com seu pai.- Eu sei, mãe. Mas a senhora deve tentar não pensar no que os outros vãofalar... Ninguém tem nada a ver com a sua vida, a senhora não é umacriminosa.- Ai, minha filha. – Amélia desaba e chora novamente nos braços de Manu.
  12. 12. Enquanto isso, Terê, Vitor e Fred conversam num quarto de hóspedes vazio daestalagem, longe da multidão que ainda estava na sala de entrada.- Meu filho, vai dar tudo certo. O Max fez isso de propósito, só pra desmoralizara Amélia, pra deixar você nervoso.- Eu acabo com esse desgraçado, acabo!- Vitor, se você fizer alguma coisa você sabe que vai preso. Meu pai não vaideixar vocês em paz a partir de agora. Toma cuidado, cara.- Não, Fred. Eu preciso ir embora daqui com a sua mãe.- Ela precisa resolver essa situação mesmo. Assinar o divórcio, nem que tenhaque chegar a um litigioso.- Pois é. Agora não tem mais jeito, Fred. Tua mãe vai ter que tomar umadecisão. Eu sei que ela deve tá destruída com tudo isso, mas não dá mais...- Calma, Vitor. Vamos esperar a Amélia se recuperar não é? – Terê tentaacalmá-lo.- Eu preciso ficar com ela, ver se ela tá bem...- Vamos esperar a Manu. – Fred diz, ainda assustado com tudo.Vitor começa a andar de um lado para o outro, sem paciência, passando amãos no rosto.Enquanto isso na delegacia, Max diz para Geraldo:- O que tu pensa que estavas fazendo me prendendo na frente daquelepovinho?- Max, eu tinha que fazer isso, como o delegado de Girassol.- Grandes bostas. Tu nem pensas em me prender aqui.- Claro que não, Max. Fiz isso pra acabar com a confusão.- Tu sabes que foi até bom passar por essa humilhação? Aquela vagabunda vaiser lembrada muito mais do que eu. Se acostando com aquele filho de umaégua na frente de todo mundo.- É, situação complicada.- Adultério deveria ser crime pra mulher neste país.Geraldo começa a sorrir.- Tu queres logo me liberar dessa pocilga? Preciso ter uma conversinha a sóscom minha esposa.- Pode ir, Max. Mas sem confusão hein.Max sai da delegacia e vai até a estalagem.Nesse meio tempo, Amélia e Manuela já estavam na Estância, levadas até lápor Solano.Vitor não vê as duas saindo. Ele, Fred e Terê vão até o quarto e encontram elevazio, sem as malas de Amélia:- Pra onde elas foram? – Vitor diz, preocupado.Neca aparece no momento:- A dona Amélia mais a Manuela saíram agorinha com o Solano.- Não acredito nisso. Vou ligar pra Manu. – Vitor se desespera.Fred bate de leve nos ombros de Vitor e se despede:- Calma, cara. Ela precisa de um tempo agora. Vou indo nessa... Fica bem aí.Vitor, com um olhar desacreditado, não consegue prestar atenção nas palavrasde Fred e já se distancia, pegando o celular:- Alô, Manu.
  13. 13. - Oi, Vitor.- Cadê a Amélia, quero falar com ela.- Ela tá dormindo, Vitor. É melhor vocês se falarem amanhã com calma.- Por favor, Manu. Eu preciso ver sua mãe, ouvir a voz dela.- Vitor, me escuta. Ela não quer ver você agora. Amanhã vocês conversam tá?Tchau, se cuida.Vitor desliga o celular e senta na cama:- Droga!- Vitor, se acalma. Quer um chá, alguma coisa?- Não, Terê. Eu quero só a Amélia, só a Amélia!- Você vai ter a Amélia. Mas tudo na sua hora, não é?- Quando vai ser essa hora, Terê? Quando? Não aguento mais isso. Se agente tivesse ido embora, nada disso teria acontecido.Terê tenta continuar a conversa mas escuta Max:- Cadê ela? Amélia, Amélia!Vitor logo se levanta furioso:- Não acredito que esse desgraçado voltou.- Vitor, não! Fica aqui, eu vou até lá. Por favor.Terê fecha a porta do quarto de Vitor e vai até onde Max está.- O que você quer aqui de novo, Max?- Tu estás surda, é? Já disse que quero falar com a Amélia. Onde ela está?- A Amélia foi embora com a Manuela.- Duvido. Eu vou é ver com meus próprios olhos que ela e aquele afrescalhadoestão juntos.- Pode ir parando aí, Max. – Vitor aparece, cruzando os braços. – A Amélia nãoestá aqui.- Como eu posso ter certeza?- Pode revistar o quarto, a estalagem inteira...Max vai até o quarto de Vitor e vasculha todos os quartos vazios, sob os olhosde Terê, constatando que Amélia não estava mesmo por ali.- Olha aqui, seu filho de uma égua, já vou avisar de novo que se tu imaginasque vai ficar com minha esposa, estás muito enganado. Teu pai vai searrepender, no túmulo, de ter colocado um filho frouxo como tu no mundo.- Cala essa boca! – Vitor se enfurece e Terê o segura:- Calma, filho. Por favor, não faça nada...- Você pode me ameaçar o quanto quiser, Max. Mas pode ter certeza que daAmélia você não vai chegar perto nunca mais.- Veremos, veremos.Max sai da estalagem com o olhar raivoso.Enquanto isso na Estância, Manuela tenta fazer a mãe se acalmar e dormir:- Dona Amélia, a senhora precisa descansar. Tenta dormir. – Manuela acariciaos cabelos de Amélia, que está deitada no seu colo.- Ai, filha, nem sei o que seria de mim sem você, sem o Fred.- A gente vai ficar do seu lado sempre viu? Agora eu que vou cuidar dasenhora, eu vou ser sua mãe! – Manu sorri e dá um beijo na testa da mãe.Amélia toca o rosto de Manu com carinho.O tempo passa e Amélia finalmente dorme, sem tocar na comida que Solanohavia levado para ela. Manuela sai com cuidado, deitando a mãe na camadelicadamente para não acordá-la.
  14. 14. Ela sai do quarto e vai até a sala falar com Solano:- Ai, meu amor, minha mãe tá tão abatida. Tenho medo dela não se recuperar.- Calma, guria. A dona Amélia é forte, ela vai sair dessa.- Tomara, tomara...- Vamos dormir? Vou só beber uma água, dar um beijo na minha volita, e vouem seguida, tá?- Tudo bem, te espero no quarto.Manuela sobe e Solano vai até a cozinha. De repente ele escuta palmasbatendo do lado de fora. Solano olha pela janela e vê Vitor. Ele então abre aporta:- Vitor. Entra...- Oi Solano. Desculpa vir a essa hora, mas eu não aguentei. Eu preciso ver aAmélia... Ela está aí, não está?- Está, sim. Entra aí...- Obrigado. Licença.- E aí, tu estás se sentindo melhor?- Nada. Preciso demais ver a Amélia.- Eu entendo. Olha só, vou te levar até o quarto dela, mas acho que ela estádormindo.- Tudo bem. Eu não vou acordá-la... Quero só olhar pra ela.Solano sorri e dá um tapa nas costas de Vitor:- Ê, rapaz, tu está mesmo apaixonado por ela não é?- Muito, muito.- Vamos lá.Os dois sobem as escadas e Solano o deixa na porta do quarto de hóspedes:- Pronto. Ela está aí.- Muito obrigado!Vitor abre a porta com cuidado e a fecha. Ele olha Amélia dormindo e seaproxima dizendo baixinho:- Amélia...Ele se ajoelha no chão e a toca no rosto suavemente, tirando os fios de cabelodos seus olhos e a beija com cuidado no rosto.Amélia desperta e olha para Vitor, ainda sonolenta:- Vitor...- Meu amor. Você está bem? – Ele acaricia seus cabelos, com um olharpreocupado.Ela se levanta e encosta na cama, olhando Vitor sem dizer nada. Até que elese levanta e senta ao seu lado:- Me desculpa? Me desculpa por não ter conseguido evitar tudo aquilo... – Ele abeija no rosto várias vezes.Amélia toca o rosto de Vitor e o beija de leve nos lábios. Depois diz comtristeza:- O que eu faço?- Vamos embora, Amélia.- Como? O Max vai...- Pára com isso, Amélia, por favor. Você não pode mais ficar a disposição dasloucuras do Max. Não dá mais.- Vitor, você não entende. Ele vai matar você, me matar. Eu não posso ser tãonegligente assim, a ponto de colocar sua vida em risco.
  15. 15. - Não é assim, meu amor. A gente precisa colocar esse homem no lugar dele,senão vamos passar a vida toda fugindo.- É isso que eu não quero. Eu não quero fugir sendo que não tenho culpa denada. Ainda mais agora, a cidade toda vai me condenar.- Ninguém tem nada a ver com isso, Amélia. Me escuta, olha pra mim. – Vitorsegura seu rosto. – Eu te amo, eu não vou deixar você, entendeu? Nunca mais.Ela fixa o olhar nos lábios de Vitor e ele percebe, se aproximando dela cadavez mais e a beijando com paixão.Vitor deita ao lado de Amélia na cama e a coloca em seu peito:- Eu vou arrumar um jeito da gente sair daqui, para aquela fazenda você nãovolta nunca mais.- Vitor... eu tenho tanto medo...de te perder. De acontecer alguma coisa. O Maxnão vai ficar parado.- Não mesmo. Mas enquanto ele tenta maquinar alguma coisa, a gente já vaiestar longe daqui.Amélia não diz nada e fecha seus olhos se ajeitando nos braços de Vitor, atépegar no sono. Ele a deita na cama com cuidado, a cobre e passa a noite todaa vendo dormir.Já é de manhã, Vitor e Amélia dormem abraçados quando Manuela entra noquarto, sorrindo com a cena. Ela fecha a porta e resolve deixar os doissozinhos.Nisso, Amélia acorda:- Querido? Acorda. – Ela toca o rosto de Vitor, ao seu lado.- Bom dia, amor. – Vitor a beija e levanta os braços, se alongando.- Já amanheceu e a gente não pode ficar aqui por muito tempo.- É. Eu pensei muito ontem a noite e acho que o melhor é irmos pra Juruanã, omais rápido possível.- Será que não é perigoso?- Perigoso vai ser de qualquer modo, mas eu vou estar do teu lado e tembastante gente pra nos ajudar.Ele beija Amélia segurando sua nuca e depois diz:- Confia em mim.- Eu confio. – Ela toca seus lábios com carinho e depois os beija.FIM

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