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20093528731155179415654310 empreendimentos sociais bem sucedidos da fgr

  1. 1. FGR em revista, Belo Horizonte, ano 3, n. 4, p. 23-30, ago. 2009 Empreendimentos sociais bem- sucedidos da FGR Em sete anos de atuação, a Fundação Guimarães Rosa investe em Programas e Projetos Sociais por acreditar ser este o caminho para o desenvolvimento da sociedade. Dentre os programas desenvolvidos, os destinados à Educação se destacam. Por meio de ações inclusivas, a FGR contribui para a formação da criança, do adolescente e do idoso, com base na cultura e na educação, instrumentos ímpares para a transformação social almejada, possibilitando formação digna e cidadã aos participantes assistidos. Neste contexto de transformação social e, no sentido de promover o desenvolvimento humano e a emancipação cidadã, a Fundação Guimarães Rosa realiza vinte e um Programas e Projetos Sociais em diversas cidades de Minas Gerais. Dentre eles, destacamos: “Bom na Escola, Bom de Bola”, “Incentivo à Leitura: Redescobrindo o Prazer de Ler”, “Primeiros Passos: Educação Para o Empreendedorismo” e “Undara”. Estes projetos atuam de formas distintas, mas com um objetivo comum: aprimorar a educação de crianças e jovens, futuros cidadãos. A FGR sabe da importância de investir na educação e cultura, como também na multiplicação da paz, tecnologia e bem- estar social. Para atender aos Projetos e Programas Sociais desenvolvidos pela FGR, existem recursos imprescindíveis, e a atuação dos voluntários é um deles. Ao disponibilizar parte do seu tempo em prol de causas sociais que atuem na melhoria da qualidade de vida, essas pessoas fazem a diferença! Nesse contexto, a FGR desenvolve o Projeto “Voluntários em Favor de um Mundo Melhor”, o qual atua na propagação e incentivo do trabalho voluntário, entre os seus colaboradores.
  2. 2. FGR em revista, Belo Horizonte, ano 3, n. 4, p. 23-30, ago. 2009 “Bom na Escola, Bom de Bola” O artigo 59 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) determina: “Os municípios, com apoio dos Estados e da União, estimularão e facilitarão a destinação de recursos e espaços para programações culturais, esportivas e de lazer voltadas para a infância e a juventude.” Enquanto essa determinação ainda está longe de se tornar realidade em muitos Estados do País, empresas públicas e privadas, instituições do Terceiro Setor e a sociedade tomaram para si a responsabilidade de unir esporte e educação como ferramenta de inclusão social de crianças e adolescentes em situação de risco. Uma tarefa que a FGR também se encarregou de pôr em prática quando foi convidada a participar do Programa “Bom na Escola, Bom de Bola”, criado em 1995 na cidade mineira de Bom Despacho e oficializado, em 1997, no 22º Batalhão de Polícia Militar, em Belo Horizonte. Depois das intervenções estratégicas da FGR, o “Bom na Escola, Bom de Bola” cresceu e hoje acolhe participantes com idades entre 6 e 17 anos, em projetos que tenham como princípios o desenvolvimento físico e intelectual, a saúde e a educação nas comunidades assistidas, em Belo Horizonte e Sete Lagoas. As crianças e adolescentes participam de oficinas que aliam a prática de esportes à melhoria do rendimento escolar, como futebol de areia, voleibol, atividades artísticas, culturais, recreativas e educacionais, além de cuidados com a saúde. O Programa conta com importante apoio do Instituto Dona Lucinha e das Associações Comunitárias da Barragem Santa Lúcia, em Belo Horizonte. “Incentivo à Leitura: Redescobrindo o Prazer de Ler” “Um público comprometido com a leitura é crítico, rebelde, inquieto, pouco manipulável e não crê em lemas que alguns fazem passar por ideias” (Mário Vargas LIosa).
  3. 3. FGR em revista, Belo Horizonte, ano 3, n. 4, p. 23-30, ago. 2009 No contexto da globalização, no qual o acesso à informação é rápido e fácil, pelos diversos meios de comunicação, e, mormente pela internet, o hábito da leitura tem sido cada vez menos difundido entre crianças e adolescentes. De certa forma, a falta do hábito da leitura traz graves consequências para a formação dos jovens. A maioria tem dificuldades para escrever, interpretar textos, criticar e avaliar as diversas informações que recebem diariamente. O Brasil, infelizmente, possui alto índice de pessoas que não sabem ler: cerca de 14 milhões , segundo o IBGE e, muitas das que sabem, não têm interesse. A maior parte do conhecimento, das descobertas e do legado deixado pelas mais remotas civilizações, está nos livros, físicos ou digitais. É preciso ler para efetiva compreensão do mundo e suas transformações. Na França, cada pessoa lê, em média, 25 livros por ano. No Brasil, segundo a Pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, divulgada pelo Instituto Pró-Livro (2008), a quantidade de livros lida por habitante, por ano, não passa de cinco, incluindo- se os livros didáticos. O problema advém de questões culturais e históricas. A leitura é importante em todas as fases do desenvolvimento intelectual de um indivíduo, contudo, é na infância que se tem a maior oportunidade de formar um leitor. Quanto mais cedo se inicia o contato das crianças com os livros, maiores são as possibilidades de trabalhar o vocabulário, a criatividade, a imaginação e, sobretudo, a capacidade de estruturar bons textos. É mais difícil para um adulto adquirir o hábito da leitura do que para uma criança, visto que elas se encantam com os livros, gostam das histórias, das figuras e, acima de tudo, são ávidas pelas descobertas e pelo conhecimento. Elas estão em fase de formação, um momento único no qual adquirem hábitos que levarão por toda a vida. Principalmente nesta fase, a leitura estimula a formação de cidadãos dotados de senso crítico, requisito amplamente exigido para a inserção posterior na sociedade.
  4. 4. FGR em revista, Belo Horizonte, ano 3, n. 4, p. 23-30, ago. 2009 O prazer em ler é uma qualidade que se constrói no decorrer de anos, ele vem aos poucos e contribui para a formação de leitores capazes de reconhecer as particularidades de cada texto, os sentidos, os significados, os valores e a abrangência de cada texto lido. Desta forma, torna-se possível afastar erros e temores comuns, relativos ao hábito da leitura, geralmente presentes entre os alunos de nível Fundamental e Médio. Nesse quadro, a Fundação Guimarães Rosa, instituição que ostenta o nome de um dos maiores poetas e ficcionistas da história e grande incentivador da leitura no Brasil e cujos objetivos compreendem o desenvolvimento da Educação e da Cultura neste país é fundamental, criou o Projeto “Incentivo à Leitura: Redescobrindo o Prazer de Ler”. O objetivo principal do Projeto é estimular crianças e adolescentes a adquirirem o hábito e o prazer da leitura. Atualmente, o Projeto está presente em três escolas parceiras: Escola Estadual Engenheiro Sílvio Fonseca, Escola Estadual Henrique Diniz, ambas em Belo Horizonte - MG, e Escola Estadual Martinho Fidélis, em Bom Despacho - MG. Todas elas estão envolvidas em outro Programa ou Projeto da FGR, e o “Incentivo à Leitura”, por meio da interação entre teoria e ações pedagógicas diversificadas, como jogos, oficinas, dramatizações e gincanas, permite, de forma efetiva, o preenchimento da lacuna criada pela falta do hábito de leitura nestas escolas. As atividades desenvolvidas visam estimular crianças e adolescentes a recorrerem a diferentes tipos de leitura, sejam eles livros, revistas, jornais ou mesmo consultas ao dicionário. O livro deve estar presente ao alcance das pequenas mãos. É necessário proximidade para que se crie uma relação de afeto, de cuidado e, sobretudo, de respeito pelo que os livros têm a dizer, a ensinar. A forma mais eficaz de criar o hábito da leitura prazerosa consiste em integrar o livro ao cotidiano, à rotina, tanto na escola como em casa. Para tornar isso possível, a FGR adquiriu exemplares de 22 obras da literatura brasileira, que são emprestadas aos participantes do Projeto. As obras atendem os interesses dos alunos e suprem exigências dos ensinos Fundamental e Médio.
  5. 5. FGR em revista, Belo Horizonte, ano 3, n. 4, p. 23-30, ago. 2009 Além da leitura propriamente dita, o Projeto proporciona experiências com histórias faladas por contadores de histórias e “causos”, narrados com objetos e situações do cotidiano dos participantes, com vistas a proporcionar recreação, criatividade, socialização, atenção e disciplina. Para que todas as ações sejam efetivas e completamente aproveitáveis pelo público-alvo do Projeto, alguns objetivos servem como alicerce para o desenvolvimento, dentre eles: Ampliar o repertório de histórias, contadas ou adquiridas pela leitura. Fazer com que desenvolvam o hábito de ler. Aproximá-las, ao máximo, do universo da escrita. Fazer com que os participantes sintam prazer nas atividades que envolvem a leitura. Proporcionar situações de leitura compartilhada, para reflexão e troca de opiniões. Propiciar a escuta interessada e atenta das histórias contadas. Proporcionar capacidade de criar critérios próprios para decidir o que ler. É impossível fazer com que as pessoas gostem daquilo que não conhecem, neste sentido a FGR busca tornar conhecidos os prazeres e benefícios presentes em uma boa leitura. Como forma de ampliar os conceitos trabalhados pelo Projeto, a FGR investe em outras ações e, para que os participantes e a comunidade tenham fácil acesso ao conhecimento, criou uma biblioteca com importantes obras das diversas áreas do conhecimento, disponíveis em acervo físico e virtual. Para mais informações sobre a Biblioteca Fantásticas Veredas acesse o sítio eletrônico da FGR: www.fgr.org.br. Todas as atividades culturais desenvolvidas pela FGR, desde a criação do Projeto, mostram que a educação é colocada como prioridade por esta
  6. 6. FGR em revista, Belo Horizonte, ano 3, n. 4, p. 23-30, ago. 2009 Instituição, garantindo aos atendidos pelos diversos Programas e Projetos Sociais que desenvolve vasto acesso a obras de qualidade, possibilitando, assim, qualificação, emancipação cidadã e inserção na sociedade. Obras adquiridas pela FGR A BAGACEIRA José Américo de Almeida OS NÚMEROS NA HISTÓRIA DA CIVILIZAÇÃO Luíz Márcio UM LEÃO EM FAMÍLIA Luiz Puntel OU ISTO OU AQUILO Cecília Meirelles HISTÓRIA DE SINAIS Luiza Faraco ANA TERRA Érico Veríssimo REI ARTHUR E OS CAVALEIROS DA TÁVOLA REDONDA Sir Thomas Malory, adaptação de Laura Bacellar DE CONTO EM CONTO Machado de Assis NEGRINHA Monteiro Lobato VIDAS SECAS Graciliano Ramos O MÁGICO DE OZ Frank Baum O BOM LADRÃO Fernando Sabino COCÔ DE PASSARINHO Eva Furnai BARQUINHO DE PAPEL Regina Seguimoto BOCA DO SAPO Mary França
  7. 7. FGR em revista, Belo Horizonte, ano 3, n. 4, p. 23-30, ago. 2009 O CARACOL Mary França A ALMA ENCANTADORA DA RUA João do Rio CONTO DA MULHER BRASILEIRA Edla Van Steen MEUS POEMAS BRASILEIROS Manuel Bandeira AUTO DA COMPADECIDA Ariano Suassuna SÃO BERNARDO Graciliano Ramos NOITES DO SERTÃO João Guimarães Rosa “Primeiros Passos: Educação para o Empreendedorismo” Atualmente, o ensino fundamental não se limita apenas à formação básica do cidadão: o estudante deve ser preparado para os diversos desafios do mercado de trabalho. Dentre muitas, o desenvolvimento de pessoas empreendedoras é característica fundamental na presente sociedade. Contudo, o que é ser empreendedor? Este termo é usado frequentemente, mas, na maioria das vezes, essa expressão não é entendida em sua totalidade. Para os estudiosos, o empreendedorismo não contém fórmula certa nem hora exata para iniciar-se. É, normalmente, uma capacidade inata que alguns seres humanos têm de agir com criatividade e liderança em determinadas situações. No entanto, é possível desenvolver habilidades, treinar comportamentos e incorporar conhecimentos de iniciativas empreendedoras desde o início da formação de cada criança. Essa iniciativa primária é muito importante e, neste sentido, a Fundação Guimarães Rosa (FGR) cumpre sua missão: despertar crianças para o real sentido de um trabalho empreendedor!
  8. 8. FGR em revista, Belo Horizonte, ano 3, n. 4, p. 23-30, ago. 2009 A FGR, no desenvolvimento de seus diversos Programas e Projetos Sociais de conscientização e responsabilidade social, contribui para a formação de crianças e adolescentes, pois acredita ser este um dos caminhos para a igualdade e crescimento humano na sociedade. Atenta às exigências atuais, a FGR incentiva o aprimoramento dos alunos por meio da cultura e da educação, e ensina aos jovens em formação como agir para se tornar um futuro empreendedor. Este trabalho só é possível porque grandes alianças foram construídas! Em parceria com Escolas Públicas de Minas Gerais, o Projeto alcança resultados evidentes. Em 2006, 30 professores de 15 Escolas Públicas Mineiras foram capacitados na FGR por profissionais do SEBRAE. Em pouco tempo, foi possível implantar a metodologia “Primeiros Passos” nas salas de aula, com o objetivo de estimular o jovem a criar seu próprio negócio e, ao mesmo tempo, ingressar no mercado de trabalho. Cidades e Escolas Públicas beneficiadas pelo Projeto Belo Horizonte: Colégio Tiradentes Nossa Senhora das Vitórias Colégio Tiradentes Minas Caixa Escola Estadual Elpídio Aristides de Freitas Escola Estadual Geraldo Teixeira da Costa Escola Estadual Professor Clóvis Salgado Escola Estadual Engenheiro Sílvio Fonseca Betim: Colégio Tiradentes Betim Contagem: Colégio Tiradentes Contagem Escola Municipal Randolfo José da Rocha Bom Despacho: Escola Estadual Martinho Fidélis Vespasiano: Escola Municipal Aracy Fonseca Fernandes Colégio Tiradentes Vespasiano Jaboticatubas: Escola Municipal Geralda Isa Lima Rodrigues Escola Municipal Deolinda Dias Duarte Escola Municipal Cândida de Lima Olynto Ferraz
  9. 9. FGR em revista, Belo Horizonte, ano 3, n. 4, p. 23-30, ago. 2009 Em 2009 Hoje, a Escola Estadual Engenheiro Sílvio Fonseca (Belo Horizonte - MG) é a parceira da Fundação Guimarães Rosa neste Projeto. Neste ano, o Projeto teve início no dia 24 de abril e, uma vez por semana, alunos de 1ª a 4ª série trabalham com as apostilas de atividades que são divididas em 12 módulos e possuem temas adequados para cada série e faixa etária. Essas atividades geram interesse sobre o mundo dos negócios. Os estudantes do Ensino Fundamental apresentam e vendem seus trabalhos na Feira de Cultura, promovida na própria escola. Toda renda é revertida em benefício dos próprios jovens empreendedores, em tarde recreativa com brincadeiras e lanche especial. Etapas do Projeto: 1ª série: Doce Mundo das Balas | Processo de Montagem de uma loja de balas. 2ª série: Oficina de Divertimentos Mundo Faz de Conta | Montagem de uma oficina de divertimentos onde os brinquedos, elaborados com materiais recicláveis, são vendidos. 3ª série: Empreendedorismo e seus Frutos | Montagem de uma feira de produtos naturais, frutas, legumes, hortaliças e sucos. 4ª série: Locadora de Gibis | Montagem de uma Locadora de Gibis. 5ª série: Quem Sabe faz a Hora | Criação de Relógio de Mesa ou de Parede. 6ª série: Estamparia em Tecido. 7ª série: Reciclagem, um Grande Negócio. 8ª série: Desenvolvimento do Empreendedor | Funcionamento de uma Empresa. Métodos de Orientação: 1. Conhecer o Sistema de Funcionamento do Projeto Empreendedorismo.
  10. 10. FGR em revista, Belo Horizonte, ano 3, n. 4, p. 23-30, ago. 2009 2. Conhecer o perfil do empreendedor. 3. Identificar a oportunidade de negócio. 4. Descrever o negócio da empresa. 5. Definir a razão social da empresa e o nome fantasia. Projeto “UNDARA” “Educar é crescer. E crescer é viver. Educação é, assim, vida no sentido mais autêntico da palavra” (Anísio Teixeira). A FGR, alinhada à sua missão institucional, prioriza o investimento em Programas e Projetos sociais, os quais contribuem para a melhoria da qualidade de vida de crianças e adolescentes. O Projeto “UNDARA” é um exemplo de atenção ao ser humano, inclusão social, desenvolvimento cultural e garantia de educação e construção da cidadania em crianças e adolescentes. Desenvolvido na Escola Estadual Martinho Fidélis, no município de Bom Despacho - MG, o nome “UNDARA” de origem afro significa Luz e expressa a filosofia do Projeto. Com o objetivo de proporcionar aos participantes o acesso, resgate e manutenção da cultura local, o Projeto possibilita o estímulo à criatividade dos integrantes por meio de atividades lúdicas e prazerosas, as quais possibilitam trabalhar os aspectos cognitivos no público atendido. A ideia da Fundação Guimarães Rosa de investir em um Projeto Social para os alunos da Escola Martinho Fidélis surgiu da necessidade encontrada pelo corpo docente e conselheiros de classe em dinamizar o processo educacional de forma efetiva. Os obstáculos encontrados e a escassez de recursos humanos e materiais não impediram a Escola de avançar com o propósito de oferecer oficinas com trabalhos diversificados, em um espaço onde os alunos, principalmente os mais deficitários nos aspectos de aprendizagem e relacionamento interpessoal, tivessem a oportunidade de estabelecer vínculos positivos com o conhecimento, com o próximo e consigo.
  11. 11. FGR em revista, Belo Horizonte, ano 3, n. 4, p. 23-30, ago. 2009 A Escola Estadual Martinho Fidélis atende os alunos de Ensino Fundamental, Médio Regular, além da modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Atualmente, possui 530 alunos. O Projeto contempla alunos que apresentam dificuldades de relacionamento e/ou aprendizagem mediante prévio diagnóstico realizado por equipe psicopedagógica. Atualmente, participam do Projeto 65 alunos. O projeto “UNDARA” hoje é coordenado pela pedagoga Flávia Campos Cançado Lacerda e supervisionado pelo Departamento Social da FGR. O “UNDARA” realiza atividades com grupos de até 25 alunos e, atualmente, são oferecidas as oficinas de Brinquedoteca, Handebol e Vôlei, Produção de Textos, Leitura e Escrita e Xadrez. A equipe do Projeto conta com profissionais da área de pedagogia e educação física. Conheça um pouco sobre o funcionamento do “UNDARA”: Brinquedoteca: a Oficina de Brinquedoteca enfatiza o aprendizado por meio de brincadeiras e atividades lúdicas e possibilita ao participante a vivência de conteúdos relacionados ao processo de alfabetização, além de atividades de raciocínio lógico-matemático. A oficina de brinquedoteca desenvolve habilidades psicomotoras, atenção, percepção e trabalha o relacionamento interpessoal. Handebol e Vôlei: as Oficinas de Handebol e Vôlei trabalham a educação corporal, o espírito saudável de competitividade, ensinam a convivência em equipe, constroem nos participantes noções de responsabilidade, autoconfiança e respeito ao próximo. Produção de Textos, Leitura e Escrita: a Oficina de Produção de Textos, Leitura e Escrita propõe aos participantes, de forma divertida, desenvolver a língua portuguesa por meio da leitura, compreensão e composição de textos. A utilização de estratégias lúdicas, aliada às situações do cotidiano, propicia às
  12. 12. FGR em revista, Belo Horizonte, ano 3, n. 4, p. 23-30, ago. 2009 crianças e adolescentes estabelecer relações entre o lido e o vivenciado, aprimora o senso crítico e a vontade de ler, interpretar e produzir textos. Xadrez: A Oficina de Xadrez possibilita aos participantes o desenvolvimento de habilidades em diversas áreas. O contato da criança com as técnicas do jogo permite o desenvolvimento do raciocínio lógico, agilidade para lidar com diversas possibilidades, domínio, dentre outras habilidades e hábitos fundamentais para a tomada de decisões. Além disso, por ser um jogo praticado individualmente, o participante aprende a ter autoconfiança. As ações propostas no projeto esperam: Melhorar o processo de aprendizagem dos alunos. Intensificar a participação da família na vida escolar dos filhos. Aperfeiçoar a leitura, escrita, interpretação e uso de linguagens variadas. Estimular a criatividade dos participantes. Desenvolver a capacidade de expressão e adaptação dos alunos por meio da formação de grupos de produção de textos. Desenvolver a habilidade nos alunos para a prática de esportes e o espírito desportivo. Democratizar os bens artístico-culturais. Reforçar material didático-pedagógico da escola e redes de ensino de Bom Despacho. Monitoramento O projeto fundamenta-se na observação direta de comportamentos e adota os seguintes critérios: Assiduidade e Pontualidade: O aluno precisa estar presente e disponível para trabalhar, respeitando os horários determinados.
  13. 13. FGR em revista, Belo Horizonte, ano 3, n. 4, p. 23-30, ago. 2009 Respeito pelo Espaço: O aluno precisa respeitar e preservar o mobiliário e o espaço da oficina. Ele assume a responsabilidade pela manutenção da limpeza dos locais onde são realizadas as oficinas, após o final de cada aula. Respeito pelo Espaço e Material Utilizado: O aluno deve utilizar o equipamento e, ao final da oficina, se responsabilizar pela limpeza, operacionalização e organização local. Realização dos Trabalhos: O aluno precisa realizar o trabalho no tempo indicado e acordado pelos alunos e professor. O trabalho, quando escrito, é avaliado do ponto de vista estilístico e gramatical. Empenho e Concentração no Trabalho: O aluno deve ser obediente às regras e responsável pelos trabalhos propostos, os quais devem ser realizados com concentração, calma, disciplina e foco. “Voluntários em Favor de um Mundo Melhor” “O voluntário é o jovem ou o adulto que, devido a seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem estar social, ou outros campos...” (Nações Unidas). Doar tempo, trabalho e talento em favor dos outros não é algo novo, estas atividades são exercidas desde os primórdios da humanidade. A questão do voluntariado esteve continuamente inserida na tradição brasileira, contudo, limitada ao espaço religioso, determinada pelos valores da caridade, compaixão e amor ao próximo. Novidade, portanto, pelo menos no Brasil, é considerar os trabalhos voluntários como ação responsável, sólida e solidária, que parte de cidadãos comuns com o objetivo de combater a exclusão social e propor melhorias na qualidade de vida.
  14. 14. FGR em revista, Belo Horizonte, ano 3, n. 4, p. 23-30, ago. 2009 Vivemos, portanto, em um novo contexto, no qual o voluntariado é, sobretudo, uma expressão da participação cidadã, movido por uma ética de solidariedade que leva as pessoas a doarem horas do seu dia para razões sociais e comunitárias. Contudo, o voluntário não se restringe ao assistencialismo a grupos desfavorecidos da população, inclui também diversas ações nas áreas de cultura, defesa dos direitos humanos, meio ambiente, esporte e lazer. O trabalho voluntário não se reduz apenas a favores e caridades, ao mesmo tempo proporciona abertura para novas experiências, oportunidade de aprendizado, prazer em sentir-se útil, criação de novos vínculos e afirmação do sentido comunitário. No entanto, a ação voluntária não substitui o Estado nem concorre com o trabalho remunerado, pois é uma forma de manifestação que a sociedade possui de assumir responsabilidades e agir por si própria. Ser voluntário é fácil, basta querer! 1. Todos podem ser voluntários, trabalho voluntário é uma experiência aberta a todos. 2. Voluntariado é uma relação humana, rica e solidária. 3. No voluntariado todos ganham: o voluntário, aquele com quem o voluntário trabalha e a comunidade. 4. Voluntariado é uma ação duradoura e de qualidade. 5. As formas de ação voluntária são tão variadas quanto as necessidades da comunidade e a criatividade do voluntário. 6. Cada um é voluntário a seu modo. 7. Voluntariado é escolha, portanto, cada compromisso assumido precisa ser cumprido. 8. Voluntariado é um fenômeno mundial.
  15. 15. FGR em revista, Belo Horizonte, ano 3, n. 4, p. 23-30, ago. 2009 A Fundação Guimarães Rosa aposta na valorização dos trabalhos voluntários com intuito de contribuir para um mundo melhor. Nesse contexto, lançou, no ano de 2005, o Projeto “Voluntários em Favor de um Mundo Melhor”, que tem como objetivo valorizar o altruísmo e a solidariedade, incentivando o diálogo entre colaboradores, voluntários, sociedades e comunidade. O Projeto tem ainda como metas específicas desenvolver o conceito de cidadania entre os colaboradores, atender a demanda reprimida dos Programas e Projetos Sociais desenvolvidos pela própria FGR e construir vínculos entre a empresa, funcionários e comunidade. O público atendido pelo Projeto é constituído por crianças, adolescentes e idosos cadastrados nos Programas e Projetos Sociais da FGR, encaminhados por entidades parceiras e colaboradores da Fundação, conforme demanda. Segundo Fabiana Antunes, Assistente Social, Especialista em Projetos Sociais e corresponsável pelo projeto, a ideia inicial era conseguir captar no mínimo um funcionário de cada setor para doar duas horas semanais em prol de algum trabalho voluntário. Acreditando na proposta do Projeto, a FGR disponibiliza o próprio horário de trabalho dos colaboradores para as atividades voluntárias, de forma que todos participantes tenham mais contato com os demais Programas e Projetos Sociais realizados pela Fundação, além de informações sobre as necessidades das pessoas atendidas. O processo de envolvimento e conscientização dos funcionários a respeito da importância do trabalho voluntário é lento, demanda tempo e planejamento. Contudo, os alicerces para o sucesso já foram erguidos e, por meio de pesquisa interna, percebeu-se uma considerável quantia de pessoas interessadas em fazer algum trabalho voluntário. Participar do projeto é simples, basta ter interesse em ajudar, uma vez que as atividades desenvolvidas perpassam diversas áreas como: educação,
  16. 16. FGR em revista, Belo Horizonte, ano 3, n. 4, p. 23-30, ago. 2009 psicologia, esporte, que dependem, na maioria das vezes, do interesse e disponibilidade do voluntário. Ao participar de um projeto como este, o colaborador é quem ganha, pois além do crescimento pessoal proporcionado por qualquer trabalho voluntário, ocasiona também o desenvolvimento profissional. Uma vez que a FGR se responsabiliza em disponibilizar tempo para seus profissionais atuarem como voluntário na área que mais condiz com a formação de cada um, experiências são somadas e aprimoradas. O Departamento Social, responsável pela execução do Projeto, conta com o apoio de outros setores da Fundação, como o setor de Comunicação (apoio na divulgação interna) e o setor de Recursos Humanos (apoio na formalização das informações relevantes). A FGR acredita que, ao praticar trabalhos voluntários, os colaboradores desenvolvem a autoestima, aprimoram habilidades e vivenciam novas experiências como as de ajudar, colaborar, compartilhar alegrias, aliviar sofrimentos, melhorar a qualidade de vida e, dessa forma, incorporar valores de cidadania que contribuem para o desenvolvimento pessoal e da sociedade como um todo. __________________________ 1 Disponível em: <http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/indicadoresminimos/tabela3.shtm>. 2 Disponível em <http://www.cerlalc.org/redplanes/boletin_redplanes/documentos/Noticia1/Retratos_2008.pdf> 3 Fonte: < http://www.universia.com.br/> 4 O Projeto “Voluntários em Favor de um Mundo Melhor” é coordenado pelo Setor de Recursos Humanos da FGR, pelo Gerente do Departamento Social, Zilton R. Patrocínio, e pelas Gestoras Flávia Mônico, Psicóloga, e Ilce Gonçalves, Pedagoga.

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