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FEIRA NORDESTINA DO LIVRO
NOR...
Roteiro
1. Meados do século XX: a invenção do NE
2. Nordeste : mudanças importantes e novas oportunidades
3. Nordeste : pe...
1. A invenção do NE na metade do
século XX
Nordeste no Brasil de meados do século XX
1. Durval Muniz de Albuquerque Filho : a invenção do Nordeste e outras
artes ( t...
Nordeste no Brasil de meados do século XX
3. O novo Nordeste oficial e o GTDN : o Nordeste da SUDENE
1945 1970
Teses centr...
1. NORDESTE 55 anos depois:
Mudanças importantes
Nordeste: mudanças na economia
1. Redução do peso relativo da agropecuária na economia regional
resultado do:
• avanço das...
Nordeste: dinamismo econômico nos anos
recentes (2000-2010)
1. Dinamização da economia, com desempenho acima da média naci...
NE: Projetos de grande porte em vários estados
nos anos recentes
Termoelétricas
Hidroelétricas
Plantas eólicas
Refinarias
...
Nordeste: mudanças econômicas recentes
2. Mudança significativa da estrutura produtiva:
1. crescente perda de importância ...
5. Dinamismo de bases produtivas de pequeno porte (1 milhão de MPE
representando 14% do total nacional)
6. Avanços na prod...
NE: Mudança na dinâmica sub-regional
Sub-Regiões selecionadas do Nordeste, 1999-2010
Participação do Produto Interno Bruto...
Num raio de 800km
6 capitais
5 aeroportos internacionais
8 portos internacionais
mais de 40 milhões de hab.
80% do PIB do ...
Mudanças na base de infraestrutura
1. Avanço importante na oferta de energia elétrica (pós CHESF) e mais
recentemente mont...
Resistências e avanços na área da C,T&I
1. Insuficiente esforço inovativo das empresas do Nordeste (realizado
sobretudo at...
Mudanças na dinâmica demográfica
1. Queda forte na natalidade com redução do tamanho das famílias,
inclusive no meio rural...
Mudanças no quadro social
1. Melhoria dos níveis de renda da população, com significativa
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NE: Liderou crescimento do rendimento
médio domiciliar (2000-2010)
Brasil e Grandes Regiões: Valor do rendimento nominal m...
NE Rural teve crescimento do rendimento
domiciliar acima da media (2000-2010)
Brasil e Nordeste: Valor do rendimento nomin...
BR e NE ampliam e interiorizam as Universidades
Federais
2002: 43
campi
2010:
230 campi
BRASIL: avanços do ensino superior
Brasil, Nordeste e Semiárido Nordestino, 2000-10
Pessoas que frequentavam escola de ens...
Mudanças no quadro ambiental
1. Recorrência de secas severas, agora com impactos essencialmente
econômicos, com crescente ...
Mudanças no ambiente institucional
1. Avanço nos anos 60 das políticas regionais via SUDENE com
mudanças pós ditadura e de...
Mudanças no ambiente cultural
1. Avanço na presença das mulheres nos espaços públicos e forte
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3. NORDESTE 55 anos depois:
Algumas permanências e desafios
O NE aumentou % na economia nacional mas
ainda guarda hiato importante baixa
Nordeste : Evolução do peso da economia no to...
Nordeste: renda mensal continua muito baixa
baixaBrasil, Nordeste e Pernambuco: Pessoas de 10 anos ou mais de idade, por
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NE liderou ritmo de redução da pobreza e
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Brasil e Grandes Regiões: Taxa (%) de
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idade – 2000 e 2010
Brasil e Nordest...
NE: Permanência de carências de infraestrutura
econômica
1. A concentração de investimentos no Sudeste e Sul mantém
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Nordeste e os novos Investimentos
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Mapa das Concessões Rodoviárias – 201...
NE: Permanência da carência de infraestrutura
social e manutenção da estrutura fundiária
1. Reduzidos investimentos em inf...
Relações comerciais resistem à mudança
1. Manutenção da introversão nas relações econômicas externas , com
crescimento do ...
NE: Permanência de imagem distorcida no
resto do Brasil
1. Visão do Nordeste pobre, dependente do Bolsa Família, “ terra d...
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    1. 1. Clique para editar o estilo do título mestre Clique para editar o estilo do subtítulo mestre FEIRA NORDESTINA DO LIVRO NORDESTE : 55 ANOS DEPOIS Mudanças e Permanências Recife, 05 de setembro de 2015 Tania Bacelar de Araujo Sócia da CEPLAN Consultoria
    2. 2. Roteiro 1. Meados do século XX: a invenção do NE 2. Nordeste : mudanças importantes e novas oportunidades 3. Nordeste : permanências e desafios
    3. 3. 1. A invenção do NE na metade do século XX
    4. 4. Nordeste no Brasil de meados do século XX 1. Durval Muniz de Albuquerque Filho : a invenção do Nordeste e outras artes ( tese de História na UNICAMP em 1999)  Representações do Nordeste na literatura , musica, e outras artes : Gilberto Freire, João Cabral de Melo Neto, Graciliano Ramos, Jorge Amado, Guimarães Rosa, Rachel de Queiroz + Luiz Gonzaga, Portinari, Glauber Rocha, Di Cavalcanti, Caymmi, José Lins do Rego, Josué de Castro, Luís da Câmara Cascudo e Euclides da Cunha. “O Nordeste, na verdade, está em toda parte desta região, do país, e em lugar nenhum, porque ele é uma cristalização de estereótipos que são subjetivados como característicos do ser nordestino e do Nordeste.” 2. Iná Elias de Castro, geógrafa: O mito da necessidade ( 1992) , com base em discursos de políticos eleitos e representantes de Estados do nordeste no Congresso Nacional, entre 1946 e 1985, mostra o processo de construção e cristalização do Nordeste como em posição de constante necessidade, frente às demais regiões do país.
    5. 5. Nordeste no Brasil de meados do século XX 3. O novo Nordeste oficial e o GTDN : o Nordeste da SUDENE 1945 1970 Teses centrais :  a industrialização concentrada no Centro Sul redefine a questão regional  o Nordeste foi a região mais negativamente afetada pelo novo modelo de desenvolvimento do país  o Nordeste necessita de políticas públicas especiais ( a política hidráulica favorece às oligarquias e a seca não é o problema central: o fenômeno sócio econômico é consequência )  o semiárido unifica o NE do PI à BA e o Maranhão já acolhia nordestinos emigrados
    6. 6. 1. NORDESTE 55 anos depois: Mudanças importantes
    7. 7. Nordeste: mudanças na economia 1. Redução do peso relativo da agropecuária na economia regional resultado do: • avanço das atividades urbanas , inclusive a indústria na principais metrópoles, com presença de grandes grupos nacionais e internacionais • engate na dinâmica nacional ( integração produtiva) • desmonte do tripé do semiárido com o fim do algodão • crise e encolhimento do complexo sucro alcooleiro ( que se desloca para SP, MS, Goias...) 2. Redução do peso relativo da agropecuária regional na agropecuária nacional resultado do avanço da ocupação dos cerrados (que atinge o oeste do NE ) e do arco do desmatamento na Amazônia ( mas NE guarda quase 45% da PEA agrícola do país)
    8. 8. Nordeste: dinamismo econômico nos anos recentes (2000-2010) 1. Dinamização da economia, com desempenho acima da média nacional, impulsionado pelo crescimento da renda, do crédito, do emprego e pela atração de importante bloco de investimentos. -1.0 0.0 1.0 2.0 3.0 4.0 5.0 6.0 7.0 8.0 80.0 90.0 100.0 110.0 120.0 130.0 140.0 150.0 160.0 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Variaçãoanual(%a.a.) Índicedovolume(20000=100) Brasil (% a.a.) NE (% a.a.) Brasil (2000 = 100) NE (2000 = 100 Brasil e Nordeste: série encadeada (2000=100) e taxas anuais de crescimento (%) do PIB, 2000-2010 Fonte: Contas Regionais – IBGE. Elaboração CEPLAN Nota: valores a preços constantes de 2010, deflacionados pelo deflator implícito do PIB nacional
    9. 9. NE: Projetos de grande porte em vários estados nos anos recentes Termoelétricas Hidroelétricas Plantas eólicas Refinarias Estaleiros Petroquimica Siderúrgicas Indústria de Celulose Indústria Automotiva Indústria Petroquímica Legenda: Fonte: BNDES
    10. 10. Nordeste: mudanças econômicas recentes 2. Mudança significativa da estrutura produtiva: 1. crescente perda de importância relativa das bases tradicionais (complexo pecuária/ algodão/policultura e complexo sucro-alcooleiro) 2. fortalecimento da indústria (de transformação e da construção civil)na contramão das dificuldades da indústria do SE e Sul 3. dinamismo do agronegócio (voltado sobretudo para a produção de grãos, de frutas, de florestas voltadas para produção de celulose... ) 4. avanços significativos do terciário (serviços de educação, saúde, comércio moderno, serviços às empresas, serviços pessoais...)
    11. 11. 5. Dinamismo de bases produtivas de pequeno porte (1 milhão de MPE representando 14% do total nacional) 6. Avanços na produção agropecuária de base familiar (especialmente a baseada na agroecologia) 7. Consolidação de APLs, em especial no semiárido (mel, confecções, ovinocaprino, laticinios...) 8. Ampliação da base de Ciência, Tecnologia & Inovação , com destaque para a expansão das Universidades, inclusive no interior, para a instalação de novos centros de pesquisa, e desenvolvimento de polos tecnológicos. NE: mudanças econômicas recentes
    12. 12. NE: Mudança na dinâmica sub-regional Sub-Regiões selecionadas do Nordeste, 1999-2010 Participação do Produto Interno Bruto da sub-região no PIB brasileiro (Números índices: participação em 1999 = 100) Fonte (dados brutos): IBGE, Produto Interno Bruto dos Municípios e IBGE, Contas Nacionais 130,23 113,43 108,14 106,74 100,74 85,00 95,00 105,00 115,00 125,00 135,00 145,00 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Participaçãoem1999=100 Cerrados Semiárido Nordeste Litoral Oriental Regiões Metropolitanas
    13. 13. Num raio de 800km 6 capitais 5 aeroportos internacionais 8 portos internacionais mais de 40 milhões de hab. 80% do PIB do NE em 2010 Num raio de 300km 3 capitais 3 aeroportos internacionais 5 portos internacionais mais de 18 milhões de hab. 35% do PIB do NE em 2010 Nordeste oriental Nordeste ocidental NE: mudança na dinâmica sub-regional Na região MAPITOBA 13 milhões de ton. de grãos em 2013/14 73 milhões de hectares VBP de R$ 7Bi em 2014 2,1 milhões de hab. NE: Mudança na dinâmica sub-regional
    14. 14. Mudanças na base de infraestrutura 1. Avanço importante na oferta de energia elétrica (pós CHESF) e mais recentemente montagem de parques eólicos na região (em especial no RN,PB,BA e MA) com paralela atração de industrias produtoras de equipamentos para geração deste tipo de energia (mas sem regulação pública e com fortes impactos locais) 2. Ampliação e modernização da base de infraestrutura econômica com a implantação e/ou consolidação de importantes projetos ( como duplicação de rodovias , ferrovias Transnordestina e FIOL; portos de Suape, Aratu e Pecém; ampliação e modernização de aeroportos) 3. Ampliação da infraestrutura hídrica, inclusive a de pequeno porte (cisternas, poços...) mas insuficiente face à escassez de chuvas 4. Avanço na oferta de infraestrutura de telecomunicações, acompanhando tendência nacional, com forte presença do celular e do acesso à internet nas cidades
    15. 15. Resistências e avanços na área da C,T&I 1. Insuficiente esforço inovativo das empresas do Nordeste (realizado sobretudo através da compra de máquinas e equipamentos) e limitada articulação destas com a base de C,T&I instalada na região. 2. Evolução positiva da base de Ciência, Tecnologia & Inovação , com destaque para a expansão das Universidades, inclusive no interior do Nordeste, para a instalação de novos centros de pesquisa, e para o desenvolvimento de pólos tecnológicos. • Mas os gastos Federais em C,T&I ainda permanecem muito concentrados no Sudeste e Sul. • Os Governos estaduais tenderam a ampliar seus investimentos, em especial a Bahia, o Ceará e Pernambuco.
    16. 16. Mudanças na dinâmica demográfica 1. Queda forte na natalidade com redução do tamanho das famílias, inclusive no meio rural. 2. Aumento da esperança média de vida ( se aproxima da média nacional) com ampliação do contingente de idosos RESULTADO: redefinição da pirâmide etária 3. Crescente urbanização com forte dinamismo das grandes metrópoles ( no século XX) e das cidades medias ( no século XXI) 4. Redução significativa da emigração para fora da região com aumento da migração intra - regional
    17. 17. Mudanças no quadro social 1. Melhoria dos níveis de renda da população, com significativa redução da pobreza absoluta, inclusive no meio rural. A seca atual não requereu programas de emergência . 2. Melhoria de indicadores sociais como mortalidade infantil , mortalidade materna, elevação da esperança média de vida, melhoria significativa do IDH .... 3. Melhoria da escolaridade média , com avanços importantes no acesso e interiorização do ensino superior 4. Mudança no mercado de trabalho com redução da informalidade ( embora ainda permaneça alta). Nos anos que precedem a crise atual NE apresentou a maior taxa de crescimento do emprego formal no país. 5. Aumento da violência sobretudo no meio urbano 6. Forte presença de jovens “ nem nem”: 24,7% das pessoas entre 15 e 29 anos (contra 20,3% na média nacional), ( PNAD/IBGE,2013)
    18. 18. NE: Liderou crescimento do rendimento médio domiciliar (2000-2010) Brasil e Grandes Regiões: Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes (Reais) 2000 e 2010 Mas: Rendimento médio do Nordeste é 55% do observado no Sudeste
    19. 19. NE Rural teve crescimento do rendimento domiciliar acima da media (2000-2010) Brasil e Nordeste: Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes (Reais), segundo a situação do domicílio – 2000 e 2010 Rendimento médio do Nordeste Rural é 2/3 do observado no Brasil como um todo
    20. 20. BR e NE ampliam e interiorizam as Universidades Federais 2002: 43 campi 2010: 230 campi
    21. 21. BRASIL: avanços do ensino superior Brasil, Nordeste e Semiárido Nordestino, 2000-10 Pessoas que frequentavam escola de ensino superior (graduação) Território 2000 2010 Variação absoluta (2000-10) Variação percentual (2000-10) Brasil 2.864.046 6.197.318 3.333.272 116,38 Nordeste 473.802 1.307.230 833.428 175,90 Semiárido 115.110 388.495 273.385 237,50 Fonte: IBGE, Censos Demográficos de 2000 e de 2010 NE : lidera o crescimento das matrículas no ensino superior, com destaque para o semiárido
    22. 22. Mudanças no quadro ambiental 1. Recorrência de secas severas, agora com impactos essencialmente econômicos, com crescente influência das mudanças climáticas no avanço da desertificação e da ocorrência de inundações 2. Agravamento da degradação ambiental nos aglomerados urbanos em especial pelos reduzidos investimentos em saneamento e pelo padrão de ocupação movido pelo mercado imobiliário
    23. 23. Mudanças no ambiente institucional 1. Avanço nos anos 60 das políticas regionais via SUDENE com mudanças pós ditadura e desmonte no final do século XX. 2. Nos anos iniciais do século XXI , manutenção de quadro de insuficientes políticas regionais explícitas, com irrelevante atuação da SUDENE recriada e dificuldades de coordenação horizontal das instituições de atuação regional, contrastando com impactos positivos de políticas nacionais de corte setorial . 3. Reconcentração da receita pública no Governo Federal lastreando forte protagonismo da União em políticas públicas (em especial nas políticas sociais e em investimentos produtivos e de infra). Prevaleceram as políticas regionais “ implícitas”.
    24. 24. Mudanças no ambiente cultural 1. Avanço na presença das mulheres nos espaços públicos e forte elevação do padrão educacional da população feminina 2. Predomínio crescente de padrões e valores da vida urbana e desvalorização da vida rural 3. Avanço do protestantismo e consequente valorização do esforço individual, coincidindo com momento de acesso ao consumo das camadas populares da população. Em paralelo, recuo do ativismo social da Igreja Católica, muito importante na formação dos nordestinos
    25. 25. 3. NORDESTE 55 anos depois: Algumas permanências e desafios
    26. 26. O NE aumentou % na economia nacional mas ainda guarda hiato importante baixa Nordeste : Evolução do peso da economia no total nacional 12.45 12.55 12.96 12.77 12.72 13.07 13.13 13.07 13.11 13.51 13.46 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 % Fonte: Dados básicos IBGE. Elaboração Gustavo Maia Gomes in NE 2022 Volume 2
    27. 27. Nordeste: renda mensal continua muito baixa baixaBrasil, Nordeste e Pernambuco: Pessoas de 10 anos ou mais de idade, por classes de rendimento mensal - 2013 Classes de rendimento mensal Brasil Nordeste Pernambuco Total 100,0 100,0 100,0 Até 1/2 salário mínimo 7,3 14,5 12,2 Mais de 1/2 a 1 salário mínimo 16,8 24,2 24,6 Mais de 1 a 2 salários mínimos 23,5 17,9 19,0 Mais de 2 a 3 salários mínimos 9,6 4,5 5,1 Mais de 3 a 5 salários mínimos 5,6 2,7 2,8 Mais de 5 a 10 salários mínimos 3,8 1,9 1,6 Mais de 10 a 20 salários mínimos 1,4 0,6 0,5 Mais de 20 salários mínimos 0,5 0,3 0,2 Sem rendimento 29,1 31,7 31,4 Sem declaração 2,4 1,6 2,5 Fonte: PNAD-IBGE. Elaboração Ceplan 47,6% 56,6%
    28. 28. NE liderou ritmo de redução da pobreza e hiato inter regional se reduziu, mas ainda é grande 0.00 5.00 10.00 15.00 20.00 25.00 30.00 35.00 40.00 45.00 50.00 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Norte Nordeste Sudeste Sul Centro Brasil Fonte: CPS/FGV baseado nos microdados da PNAD/IBGE. - Elaboração: CEPLAN Nota: Trata-se do percentual da população que vive com até 1/4 do salário mínimo Brasil e Grandes Regiões: Evolução da pobreza extrema¹ – 2001 e 2009
    29. 29. Brasil e Grandes Regiões: Taxa (%) de analfabetismo das pessoas de 10 anos ou mais de idade – 2000 e 2010 Brasil e Nordeste : Taxa (%) de analfabetismo das pessoas de 10 anos ou mais de idade por situação do domicílio – 2000 e 2010 Permanência de altas taxas de analfabetismo sobretudo no meio rural
    30. 30. NE: Permanência de carências de infraestrutura econômica 1. A concentração de investimentos no Sudeste e Sul mantém defasagem em relação ao Nordeste. Aparece ainda como desvantagem competitiva para atrair empreendimentos produtivos ( Ex: interior da região , sudoeste do Maranhão e Piaui, oeste da Bahia ...) 2. Dificuldades em prosseguir investindo significativamente em infraestrutura econômica no novo ambiente nacional onde vão predominar as concessões (que tendem a priorizar projetos de maior taxa de retorno) como se vislumbrou nos primeiros Mapas do Governo 3. Em contraposição, tendência a ampliar infraestrutura de energias renováveis ( eólica, solar, biomassa...)
    31. 31. Nordeste e os novos Investimentos em rodoviasMapa das Concessões das Rodovias - 2012 Mapa das Concessões Rodoviárias – 2012 Pacote de 2015: R$ 198,4 bi MA: Ferrovia N/S em Açailândia e porto de Itaqui PE : BR-101, entre a divisa PB/PE e a divisa PE/AL, BR-232, Arco Metropolitano e 4 terminais em SUAPE CE: Aeroporto de Fortaleza – r$1,8bi BA: Aeroporto de Salvador, porto de Aratu
    32. 32. NE: Permanência da carência de infraestrutura social e manutenção da estrutura fundiária 1. Reduzidos investimentos em infraestrutura de saneamento ( água, esgoto, tratamento de resíduos sólidos) em especial nas periferias e áreas pobres das cidades nordestinas 2. Insuficiência de investimentos em habitação de interesse social face ao elevado déficit habitacional existente ( apesar o MCMV) com emergência de processos de favelização em cidades médias (ao mesmo tempo em que entram na dinâmica do mercado imobiliário) 3. Baixo investimento em infraestrutura social ( saúde, urbanização de áreas pobres, educação infantil, fundamental e média de qualidade...) face à uma demanda crescente 4. Manutenção da estrutura fundiaria
    33. 33. Relações comerciais resistem à mudança 1. Manutenção da introversão nas relações econômicas externas , com crescimento do comércio menor que o nacional (perda de importância relativa no comercio externo do país) e predomínio de exportações de baixo conteúdo tecnológico (concentração da pauta em poucos produtos em cada Estado). 2. Reforço da integração assimétrica do Nordeste no comércio inter- regional, com destaque para a Bahia (que amplia sua articulação com o Sudeste), Pernambuco (que reforça seu papel de pólo de distribuição para o Nordeste Oriental) e do Maranhão (que se integra, crescentemente, ao Pará )
    34. 34. NE: Permanência de imagem distorcida no resto do Brasil 1. Visão do Nordeste pobre, dependente do Bolsa Família, “ terra de arribação”, peso para o Brasil ... 2. Visão do Nordeste ainda dominado pelas oligarquias (como se elas só existissem nessa região), domínio dos “grotões” 3. Visão do Nordeste como região da fruticultura irrigada e do turismo de praia ( hegemônica no Governo Federal, nos anos finais do século XX)
    35. 35. OBRIGADA! taniabacelar@ceplanconsult.com.br www.ceplanconsult.com.br

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