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Tecnologias de informação e comunicação em educação especial

  1. 1. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 Tecnologias de Informação e Comunicação em Educação Especial 1 - TECNOLOGIAS DE APOIO Actualmente é inegável a importância das interacções sociais , no desenvolvimento harmonioso da criança, constatação que é sustentada por numerosos autores entre eles Vygotsky (1979) e Brunner (1985). No entanto quando da verificação de qualquer tipo de desvantagem, essa interacção pode ser parcial ou totalmente afectada. Podemos referir as incapacidades físicas/motoras que originam, quase sempre restrições muito consideráveis, em todo o processo de desenvolvimento pessoal e social. Em presença de crianças com problemas específicos sabemos da quase incapacidade destas em participar em vários contextos, limitando-se as suas experiências a reduzidas áreas do seu desenvolvimento. Esta situação agrava-se quando estas crianças vivenciam experiências muito negativas, tornando-se para elas algumas dinâmicas muito frustrantes, e sobretudo fazendo-as sentir-se incapazes de desenvolver qualquer actividade. Pôr exemplo estas crianças quando inseridas numa classe regular se não possuírem tecnologias de apoio que as ajudem a interagir com qualidade terão experiências por vezes mais 1
  2. 2. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 negativas que em situação de segregação. Este acumular de falhanços e fracassos, fá-las desistir com mais facilidade e arriscar cada vez menos. Nestas circunstâncias o caminho normalmente trilhado é o da total dependência dos outros, fazendo com que as primeiras adoptem uma atitude progressivamente mais passiva e desenvolvendo sentimentos de impotência perante as solicitações do meio uma vez que lhes é vedada a possibilidade de agirem sobre o mesmo. As primeiras interacções que sabemos serem determinantes em todo o processo de desenvolvimento do ser humano, estão na maior parte das vezes longe de poderem ser comparadas tanto na quantidade como na qualidade, àquelas experimentadas por uma criança com desenvolvimento considerado pelos padrões normais. Sabemos, hoje, que o estabelecimento de interacções de qualidade estão estreitamente relacionadas com o sucesso do desenvolvimento do indivíduo seja emocional ou social, situação que influenciará todo o seu funcionamento cognitivo. As tecnologias de apoio podem ser uma forma importante para que determinados indivíduos ultrapassem as barreiras físicas em primeiro lugar e por inerência sociais. Algumas destas barreiras referem-se à incapacidade de manipular objectos de escrita e/ou desenho, assim como a dificuldade em ter acesso a materiais de leitura e consequentemente em participar em actividades de literacia. Neste contexto tecnologias de apoio referem-se a instrumentos tecnológicos colocados ao serviço da pessoa com deficiência com o objectivo de melhorar as suas capacidades funcionais, contribuindo consequentemente para o aumento da sua qualidade de vida. As tecnologias de apoio representam um contributo inestimável no campo da habilitação e educação, com especial incidência nas áreas do: desenvolvimento cognitivo, psicomotor, meio alternativo de comunicação e ainda 2
  3. 3. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 como meio facilitador da realização de uma tarefa. em algumas populações (deficiência severa). As tecnologias de apoio são, por vezes, a única alternativa dessas populações para poderem interagir com o meio, possibilitando-lhes um verdadeiro acesso à educação, trabalho, lazer,...Estas podem constituir-se como: substituição de todo um sistema de out-put, um sistema alternativo de comunicação, uma hipótese de interagir com o ambiente diminuindo dependências, etc. Estas tecnologias de apoio podem ser de vários tipos como por exemplo: altas tecnologias, médias tecnologias, baixas tecnologias e/ou englobarem-se numa vasta área de ajudas técnicas de vária ordem. Actualmente são indiscutíveis as vantagens das tecnologias mas estas por si só, se não forem integradas nas actividades educativas e diárias dos indivíduos, podem em vez de ajudar, representar mais uma barreira para os sujeitos em causa. Hoje, o conceito de tecnologia de apoio como meio auxiliar às pessoas com deficiência, assume o seu enfoque mais no utilizador que na tecnologia em si, estando-se deste modo perante um novo conceito de tecnologia de apoio. As tecnologias de apoio não podem ser considerados por si só, como um tipo de tecnologia especifico, mas sim como a implementação de uma particular tecnologia aplicada ao serviço da pessoa com deficiência. De facto o objectivo final das tecnologias de apoio é contribuírem para o aumento da qualidade de vida das pessoas com deficiência, ajudando a ultrapassar e a resolver os seus problemas funcionais de forma a reduzir a sua dependência de terceiros e contribuindo para a sua melhor inclusão em diversos contextos. No que diz respeito à educação, especificamente, as tecnologias de apoio não são exclusivas nem milagrosas. como qualquer meio educativo deverão ser integradas numa estratégia de intervenção bem definida já que: estas não 3
  4. 4. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 alteram nada por si mesmas, não são a solução para todas as situações de deficiência, são caras e vulneráveis, isto é, rapidamente ficam desactualizadas. Há então que as enquadrar num estudo correcto que passa por uma avaliação holística do indivíduo. O papel das tecnologias de apoio ocupa e ocupará durante várias décadas na área da Educação Especial um papel preponderante reconhecido por todos aqueles que trabalham por e para melhorar a qualidade de vida das pessoas que apresentam qualquer tipo de incapacidade, seja de forma intermitente ou permanente. Mas o mais importante é a reflexão que actualmente se faz sobre a criação de tecnologia concebida para abarcar a maior gama possível de pessoas com capacidades diferenciadas. Desta forma o uso das tecnologias de apoio nas próximas décadas não deve ser sectorial, mas sim integral e globalizante. 2 - SISTEMA MULTIMÉDIA E ENSINO À DISTÂNCIA A revolução tecnológica está a modificar os actuais processos educativos de tal forma que torna mais flexível o tempo e o espaço, através do uso de programas abertos, cada vez mais transdisciplinares e de funcionamento à distância. Estes processos de (in)formação multimédia contribuem para a formação de um novo tipo de alunos com novas habilidades, comportamentos e valores. Os sistemas multimédia de ensino à distância trazem-nos grandes vantagens, uma vez que estão a dar origem a uma mudança de estratégias que possibilitam encontrar respostas para alunos que até então estavam, na sua 4
  5. 5. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 maioria, afastados de uma escolarização que tivesse inerente a interacção com pares e com um professor que embora mudando as formas de ensinar, mantém presente, como base, os ambientes da sala de aula. Os programas multimédia de ensino à distância possibilitam que as crianças e/ou jovens com doenças crónicas graves impedidos de se deslocarem à escola, possam continuar a sua escolaridade acompanhando as aulas à distância, em casa ou no hospital, através da utilização de sistemas de videoconferência. A videoconferência, utilizada no processo de ensino, é um bom instrumento que favorece a interacção comunicativa e intensifica a relação entre indivíduos com problemas. É necessário criar ambientes positivos que permitam utilizar novas estratégias educativas e de compensação nas populações com deficiência. O avanço das novas tecnologias permite-nos a sua aplicação em distintos âmbitos da educação e das comunicações. Existe todo um leque de populações que poderão beneficiar dos sistemas multimédia de ensino à distância, nomeadamente as pessoas com problemas físicos e/ou sociais que podem adquirir conhecimentos incorporando-se facilmente nas dinâmicas de uma sala de aula. O próprio aluno pode ir fazendo auto-avaliação uma vez que, os sistemas multimédia de ensino à distância, podem ser semi-interactivos permitindo uma comunicação indirecta mas quase em tempo real, e nunca colocando em causa o papel da interacção professor- aluno. O ensino tutorizado à distância elimina barreiras físicas com que se confrontam muitos deficientes motores,... no seu dia a dia. As novas tecnologias aplicadas a sistemas de aprendizagem e interacção comunicativa facilitam os processos de formação à distância e possibilitam a criação de condições para a escolarização dos alunos anteriormente referenciados, bem como de outros, sendo estas tecnologias de informação 5
  6. 6. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 enquadradas por modelos pedagógicos inovadores, na organização das actividades da sala de aula, das turmas directamente envolvidas e tendo influência na comunidade escolar em geral. Torna-se uma experiência inovadora não só quanto à introdução das novas tecnologias, como forma de comunicação e interacção entre professor e alunos e a sua adaptação para uma maior acessibilidade. No entanto afecta a metodologia de trabalho na aula e pressupõe uma nova concepção e forma de entender a interacção no ensino. Os sistemas multimédia de ensino à distância ao modificarem os princípios de velhos critérios, facilitam a atenção à diversidade num ambiente inclusivo onde a diferença é norma. Estes possibilitam, ainda, a fixação de apoios necessários e propiciam novos critérios e estratégias de acção. Quanto às condicionantes encontramos-lhe poucas, estando elas mais relacionadas com a formação dos próprios agentes educativos e sobretudo com os custos que implicam este tipo de dinâmicas. Deste modo ao pensarmos introduzir, numa escola, sistemas multimédia de ensino à distância torna-se preponderante avaliar a relação custo/resposta, não pensando num só aluno mas tendo em vista a generalização destes recursos a outros alunos, mesmo os que não são portadores de deficiência e/ou doenças crónicas. Estes sistemas têm, por enquanto como condicionante não poderem ser transmissores da totalidade das relações pedagógicas que se estabelecem numa sala de aula. Mas estamos convencidos, que este é um problema que será ultrapassado a curto prazo se tivermos em conta a velocidade com que se dão as transformações tecnológicas. É ainda nossa convicção que quanto mais se utilizarem este tipo de respostas mais apetência existirá para se encontrarem novas formas de as potencializar e qualificar. 6
  7. 7. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 3 - QUALIDADE DOS PROGRAMAS EDUCATIVOS INFORMATIZADOS Quando se fala em qualidade do software para a educação (programas educativos informatizados ou software educativo), não podemos esquecer que os factores inerentes ao contexto educacional (culturais, éticos, filosóficos e psicopedagógicos) influenciam a avaliação de qualquer software educativo. O desenvolvimento de software para a educação deve possuir características especificas e um dos requisitos de qualidade, é o modelo de ensino/aprendizagem, ou seja, a filosofia de aprendizagem subjacente a cada programa educativo informatizado. (Campos, 1994). Para Galvis (1992), a qualidade do software deve observar critérios de pertinência (para que é necessário?), relevância (é coerente com os outros elementos do ambiente de aprendizagem?) e unicidade (são aproveitadas as qualidades do computador, como meio?). Para esta autora a qualidade não está ligada ao produto, mas sim à concepção e ao processo de desenvolvimento dos programas educativos informatizados. É essencial que os processos de concepção e desenvolvimento de software educativo, considerem as diferentes valências dos modelos educativos, a fim de poderem ser incluídas diferentes dimensões humanas, tais como a cognitiva, a social, a atitudinal, entre outras, de forma a possibilitar uma maior diversidade de abordagens na sua utilização educativa. (Ramos, 1998). Ramos (1998), citando Baptista & Figueiredo (1995), refere que entre a 7
  8. 8. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 fase de concepção e de desenvolvimento apenas é avaliado o programa, esquecendo-se, na maior parte das vezes, os outros interessados: os professores e os alunos. O mesmo autor, citando Galvis (1996), refere que não é suficiente fazer o software e dar-lhe um toque educativo ou ter uma grande ideia educativa e arranjar um suporte informático, é necessário um trabalho de equipa que envolva os três principais eixos: o educativo, o comunicacional e o informático. Uma das dificuldades que os educadores enfrentam é a de seleccionar, entre os diferentes tipos de software educativo disponíveis no mercado, aqueles que serão mais adequados para os seus objectivos educacionais e para os seus alunos. Segundo a Re-Criar (Assessoria e Desenvolvimento de Tecnologia Educacional, Brasil) alguns dos pontos utilizados na análise de software educativo são: • Correcção conceptual, gramatical e ortográfica • Apresentação de diferentes níveis de dificuldade • Motivação para a solução de problemas • Adequação da linguagem à faixa etária a que se destina • Agradibilidade visual • Facilidade de instalação • Sequência de apresentação dos exercícios (aleatória ou linear) • Facilidade de navegação • Clareza e eficácia do manual • Feedback que auxilie na compreensão dos erros e na construção das respostas correctas 8
  9. 9. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 Para Morato (1997), ao avaliar a qualidade dos programas educativos informatizados, devem ser consideradas, para além dos critérios técnicos, apresentação da informação e critérios pedagógicos, as características dos equipamentos (características gerais e específicas do computador), os materiais e requisitos do programa (informação geral; manual técnico; manual educativo), assim como critérios económicos. (Anexo – Ficha de Avaliação da qualidade de Programas Educativos Informatizados). Um programa educativo informatizado, deverá ter os seguintes critérios de ordem pedagógica: • Adaptação ao nível de capacidades do aluno, ou seja deve possibilitar a intervenção na área sensível de aprendizagem. • Interactividade e motivação dos alunos, através da combinação de imagem, animação, som e texto (multimédia). • Orientação da aprendizagem, possibilitando modelos de individualização, onde o objectivo pode ser escolhido pelo aluno ou pelo professor. • Possibilidades de pequeno grupo, para promover a socialização e cooperação. • Confronto cognitivo, para fazer compreender e raciocinar. • Possibilidade de avaliar o trabalho dos alunos, para o professor poder planear a sua intervenção. • Comentários e ajudas positivas (feedback), para aumentar a motivação. • Conteúdos curriculares bem sequencializados, possibilitando a interdisciplinaridade. • Flexível e ultrapassar etapas, possibilitando avaliação O Professor, deve ter um papel de orientador pedagógico, organizador e coordenador das actividades. 9
  10. 10. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 4 - OS SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO AUMENTATIVA E ALTERNATIVA A capacidade de comunicar é imprescindível para o desenvolvimento das relações humanas, para a educação em geral, para o viver em comunidade. Um eixo fundamental deste processo é sem dúvida o direito à educação pressupondo neste o acesso ao currículo. Deste modo qualquer criança que apresente comunicação verbal “comprometida” deverá poder aceder a formas não verbais formais através de meios aumentativos/alternativos de comunicação. Os sistemas aumentativos/alternativos de comunicação constituem um conjunto integrado de técnicas, ajudas, estratégias e capacidades que o indivíduo com restrições de comunicação verbal utiliza para comunicar. Deste modo considera-se comunicação aumentativa e alternativa de comunicação, todo o tipo de comunicação que aumente ou substitua a fala. Em meados da década de setenta, surgiram diversos sistemas alternativos ou aumentativos de comunicação, na sua maioria sistemas gráficos. Estes sistemas divergem em maior ou menor grau de abstracção tanto no que diz respeito ao grafismo ou expressão dos símbolos, como aos conceitos que representam. Segundo alguns autores os sistemas de comunicação dividem-se em dois grandes grupos: Sistemas sem ajuda - constituídos por símbolos ou conjunto de símbolos que não necessitam de quaisquer dispositivos exteriores ao corpo do próprio 10
  11. 11. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 indivíduo. Para se expressar o indivíduo utiliza como meio o seu próprio corpo. São por exemplo: os gestos de uso comum, a língua gestual, alfabeto manual, etc. Sistemas com ajuda - constituídos por símbolos ou conjunto de símbolos que necessitam de suporte exterior ao sistema que é o próprio indivíduo. Nos sistemas de comunicação com ajuda os signos necessitam de ser seleccionados, o que implica a necessidade de se recorrer a dispositivos ou ajudas técnicas, tais como: tabuleiros e quadros de comunicação, calendários e mapas de acção, relógios indicadores, máquinas de escrever adaptadas, digitalizadores e sintetizadores da fala, computadores, etc. Os sistemas de comunicação com ajuda podem agrupar-se em várias categorias: 1. sistemas de comunicação por objectos - constituídos por objectos de tamanho natural, miniaturas ou partes de objectos (é um sistema muito utilizado no modelo de intervenção TEACCH); 2. sistemas de comunicação por imagens - incluem principalmente imagens tais como fotografias e desenhos lineares; 3. sistemas de comunicação gráficos - Existem vários destes sistemas como o Rebus, o Picsyms, o Oakland e o Sigsymbols, no entanto os mais divulgados são: o PIC, O SPC e O Bliss. • o PIC - O sistema de comunicação PIC foi concebido em 1980 no Canadá por um Terapeuta da Fala. Este é constituído por 800 símbolos pictográficos e ideográficos estando o seu significado escrito na parte superior do mesmo. 11
  12. 12. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 Sendo as figuras, imagens estilizadas desenhadas a branco sobre um fundo negro. O seu grau de iconicidade torna-o de fácil apreensão por crianças pequenas e/ou com baixo nível cognitivo. Os símbolos estão agrupados segundo os seguintes temas : pessoas, partes do corpo, vestuário e utensílios pessoais, casa, casa de banho, cozinha, comida e guloseimas. • o SPC - O SPC foi criado também por uma terapeuta da fala em 1981 tendo sido essencialmente concebido para ser utilizado como meio aumentativo de comunicação. É constituído por uma maioria de símbolos iconográficos, contendo principalmente símbolos transparentes, desenhados com um traço negro a cheio sobre um fundo branco, este sistema também apresenta escrito na parte superior de cada símbolo o seu significado. Segundo Roxana Mayer (autora do sistema) os símbolos foram desenhados com o objectivo de: serem facilmente apreendidos, serem apropriados para todos os níveis etários, serem facilmente diferenciados uns dos outros, simbolizarem as palavras e actos mais comuns usados na comunicação diária, serem facilmente agrupados em seis categorias gramaticais e serem facilmente reproduzidos em fotocopiadora, o que os torna pouco dispendiosos. O vocabulário do sistema SPC é composto por 3.200 símbolos agrupáveis em seis categorias gramaticais, sendo as seguintes: pessoas, verbos, adjectivos, substantivos, diversos e sociais. Tem a particularidade de apresentar temas em áreas como a religião, sexualidade, computadores,... proporcionando ainda diferentes tipos de caras ou cabeças para facilitar a simbolização de algum indivíduo em particular. Recomenda-se a sua combinação com um sistema de cores preferencialmente a “chave de Fitzerald”; • o BLISS - o BLISS foi criado durante a 2º guerra mundial por Charles Bliss quando estava refugiado na China, sendo seu principal objectivo criar um sistema de comunicação internacional. É um sistema gráfico baseado mais no 12
  13. 13. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 significado que nos sons. Foi em 1971 que alguns psicólogos e terapeutas da fala, canadianos, começaram a aplicar o sistema Bliss como sistema aumentativo para crianças com paralisia cerebral, afásicos e deficientes mentais. Este sistema é constituído por um determinado número de formas básicas, que combinadas entre si originam os cerca de 2.500 símbolos Bliss actualmente existentes. A natureza pictográfica e ideográfica de muitos símbolos torna-os de fácil apreensão. As suas características adequam-se a indivíduos que embora não estejam bem preparados na ortografia tradicional, têm potencial para aprender e desenvolver um vasto vocabulário através de diversas operações combinatórias das formas básicas. Este é composto por símbolos simples (contêm apenas um elemento simbólico), compostos (contêm vários elementos simbólicos) e sequenciados (vários elementos simbólicos colocados um ao lado do outro condicionando o seu significado). Estes estão agrupados por categorias de pessoas, acções, sentimentos, ideias e relações espaço-temporais coordenando-se com o sistema de cores denominado de “chave de Fitzgerald”. 4. sistemas combinados - são sistemas que incluem símbolos gráficos e manuais como por exemplo o Makaton. Os símbolos foram criados a partir do sistema de comunicação REBUS (EUA, 1974), desenvolvido para o ensino da leitura. O Vocabulário MAKATON é um programa de linguagem completo, que inclui um corpo de vocabulário básico, ensinado com o recurso a gestos e símbolos em simultâneo com a fala e pressupõe a utilização de estratégias estruturadas de ensino. Foi concebido nos anos 70, em Inglaterra, pela Terapeuta da Fala, Margareth Walker e adaptado para Portugal, em 1987. O número de vocábulos/expressões, considerados palavras-chave é cerca de 350, distribuídos por 8 níveis, cuja progressão é feita de acordo com o desenvolvimento normal da linguagem. Com o programa MAKATON utilizam- se diferentes canais de informação: o auditivo, o visual e o táctil, permitindo 13
  14. 14. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 uma melhor eficiência no acto de comunicar ao recorrer a gestos, sempre acompanhados de fala e por vezes a símbolos. 5. sistemas por linguagem codificada - são sistemas que utilizam vários “sinais” convencionalmente codificados como por exemplo o Morse e o Braille. Qualquer um dos sistemas aumentativos e alternativos de comunicação têm segundo Lloyd (1983) e St. Louis (1982) três funções principais: provisão de uma comunicação temporária (até que se estabeleça a fala ou esta se torne funcional e inteligível), provisão de um meio facilitador (como aumentativo do desenvolvimento da fala propriamente dita e/ou em alguns casos das capacidades cognitivas e comunicativas necessárias para a aquisição da linguagem) e provisão da comunicação a longo prazo (quando a aquisição da fala resulta totalmente impossível). 5 - TECNOLOGIA E ACESSIBILIDADE NA INTEGRAÇÃO DAS POPULAÇÕES ESPECIAIS Na sociedade actual as tecnologias, sobretudo as altas tecnologias, converteram-se num instrumento imprescindível em qualquer actividade, seja num contexto laboral, social ou de ócio. Esta realidade veio, sem dúvida beneficiar os indivíduos com deficiência uma vez que lhes permite desenvolver actividades que antes lhes estavam vedadas. No entanto o próprio desenvolvimento das tecnologias cria, por vezes barreiras que dificultam ou impedem o seu uso por parte de pessoas que têm limitações físicas, psíquicas e/ ou sensoriais. Estas barreiras poderiam ser facilmente atenuadas ou mesmo erradicadas se fossem tidos em conta determinados critérios, no que diz respeito ao desenho de produtos informáticos. 14
  15. 15. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 Os fabricantes deste tipo de produtos devem ter em conta a sua fácil adaptação tendo presente vários tipos de populações como sejam: os utilizadores com problemas de visão - aumento do tamanho dos grafismos, contrastes e características gerais de visibilidade. Os elementos mais utilizados são os monitores grandes, tamanhos de letra grandes, alto contraste, e ampliação software de zonas do écran. Os utilizadores com problemas de audição necessitam que se tenha em conta determinados níveis de frequência relativamente ao som, pois muitas vezes este não lhes permite discriminar determinados sons. Normalmente utilizam uma opção já contemplada em alguns sistemas operativos que permitem o reforço visual que acompanha sons de alarme ou aviso. No que diz respeito aos utilizadores com problemas motores necessitam muitas vezes de dispositivos específicos para trabalharem com um computador. Alguns exemplos são os switchs de cabeça, os écrans tácteis, os teclados de conceitos, sistemas de reconhecimento de voz e os ponteiros alternativos. ACESSIBILIDADE E SUPORTE FÍSICO (HARDWARE) Os problemas de acessibilidade ao hardware centram-se, sobretudo na dificuldade em aceder eficazmente a botões, interruptores e todos os dispositivos de controle que compõem um computador e seus periféricos. Muitos destes problemas seriam resolvidos se fossem controlados com um programa que permitisse ligar / desligar e regular todos os componentes físicos do computador. Estes programas de controle que deveriam vir incorporados no sistema operativo permitiriam por ex. ligar, desligar e configurar a impressora, desligar o computador e mesmo expulsar a disquete e/ou o CD-ROM. Relativamente aos 15
  16. 16. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 botões e reguladores ergonómicos estes deveriam estar sempre na parte frontal do computador podendo contemplar uma realimentação táctil e/ou sonora. Não devem ser demasiado pequenos nem estar demasiadamente juntos, devendo ainda ser côncavos e não deslizantes. Periféricos Deve ser evitada necessidade de movimentos complexos como por exemplo carregar num botão e ao mesmo tempo ser necessário girá-lo, utilização de mais do que um botão para uma mesma função, permitindo cada um dos botões uma opção distinta de modo a serem funcionais. Os periféricos devem ser independentes da unidade central de forma a que sejam facilmente trocados podendo-se personalizar somente o periférico que não responda às necessidades do utilizador. Os periféricos devem ter uma base estável e antideslizante de forma a que não possam ser movimentados em consequência de um movimento descontrolado. No entanto a regulação, a orientação e a altura deve oferecer pouca resistência para facilitar um posicionamento mais eficaz. alguns utilizadores têm muita dificuldade em introduzir disquetes resultando muito mais fácil deixar “cair” um CD-ROM nas típicas plataformas de entrada/saída deslizante. As impressoras, scanners e demais elementos, que necessitem de papel, devem ter bandejas de alimentação e de armazenamento de folhas facilmente manipuláveis (sem elementos que tapem as folhas e sem necessidade de extrair a bandeja para colocar e retirar o papel). Som 16
  17. 17. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 Para facilitar informações sonoras estas devem ser acompanhadas de sistemas visuais do estado e funcionamento dos vários dispositivos. o computador deve ter colunas amovíveis de modo a que o usuário as coloque da forma que lhe seja mais conveniente, existindo a possibilidade de conectar auriculares. Deve existir sempre a facilidade de regulação do volume e frequência dos sons emitidos pelo computador. ACESSIBILIDADE E SUPORTE LÓGICO (SOFTWARE) Mensagens Estas devem ser concisas, coerentes e consistentes. Deve sempre ser usado um mesmo texto para uma mesma mensagem, sendo esta visualizada sempre na mesma zona do écran e tendo sempre os mesmo elementos de composição (tipo de letra, botões, cor, etc.). a mensagem deve permanecer até o que o utilizador a aceite. Este tempo pode, em alternativa, ser configurado tendo em conta as características do utilizador. Quando as mensagens são sonoras deve existir uma coerência temporal entre o que se ouve e o que realmente está a suceder no écran. Redundância do canal de comunicação As características estéticas do interface devem servir para realçar a informação essencial que deve ser fornecida por diversos canais: cor e texto, cor e forma, cor texto e forma etc. O mesmo deve acontecer relativamente ao som. Esta redundância não deve existir somente relativamente aos outputs mas também relativamente aos inputs. Qualquer tarefa deve poder ser realizada com 17
  18. 18. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 o rato, com o teclado, com sistemas periféricos específicos e sistemas de reconhecimento de voz. Personalização do teclado O teclado é um periférico essencial por isso deve permitir ao utilizador aceder a qualquer elemento do sistema operativo (por exemplo ligar - desligar). Deve evitar o uso de acções simultâneas. Em alguns casos, navegar pelos menus com a seta do cursor, pode ser uma actividade penosa por isso devem existir sempre teclas de atalho. Os menus devem funcionar sempre em movimento circular (passar da ultima opção à primeira) Este percurso circular deve aplicar-se também ao movimento das opções das caixas de diálogo, à mudança de janelas, áreas de trabalho, etc. Ícones Muitos utilizadores tem problemas em descriminar os ícones e outros pequenos objectos que compõem a área de trabalho pelo que o próprio sistema operativo deve permitir que se modifiquem os tamanhos e posições, seja independentemente ou por grupos. Os ícones devem também ter associados uma imagem que facilite a identificação e compreensão da sua função. Janelas As tarefas de gestão das janelas (mover, mudar de tamanho, etc.) habitualmente realizam-se por intermédio do rato, para facilitar a acessibilidade todas estas tarefas devem poder ser realizadas com o teclado. Como existem utilizadores que necessitam de ferramentas especiais para acesso ao computador, tendo estas que estar visíveis no écran, seria de toda a 18
  19. 19. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 conveniência que as janelas pudessem mudar de tamanho e de posição. Também devem permitir ser maximizadas e minimizadas, podendo ser fechadas para evitar conflitos com as referidas ferramentas. Para além disso o sistema operativo deve facilitar uma forma de mudar de uma janela a outra de modo a que as aplicações especificas possam “cooperar” com as gerais. Serviço de ajuda ao utilizador Os sistemas operativos estabelecem serviços de ajuda que são utilizados em muitas aplicações. Esta ajuda deve ter formato real, no entanto poderia incluir ainda a possibilidade de incorporar imagens que facilitem a sua compreensão por exemplo símbolos do SPC. Sistema operativo O sistema operativo é o principal responsável por todos os elementos que estabelecem a comunicação entre o ser humano e o computador. De uma forma geral o sistema operativo deve proporcionar ao utilizador acesso a qualquer dispositivo de entrada que utilize (switch de cabeça ou outro, joystick, etc.). Recomenda-se também que proporcione um sistema de reconhecimento de voz. Também a saída de dados se deve realizar, tanto utilizando a visualização como a audição. Todos os sistemas operativos devem ter um caracter de activação opcional de forma a que possa ser utilizado por uma diversidade de utilizadores, indistintamente das suas necessidades e problemas. O sistema operativo deve ainda oferecer a compatibilidade com aplicações que seja necessário adicionar. Configuração do teclado 19
  20. 20. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 A configuração do teclado permite a comunicação entre a unidade central e o utilizador portanto, deve poder incorporar situações que facilitem a acessibilidade. Deve existir a possibilidade de configuração do tempo de repetição da tecla e opção que permita bloquear as teclas de control (maiúsculas, alt, Ctrl, etc.). Configuração do rato O rato deve permitir a sua configuração de modo a que o utilizador o possa manejar da forma mais adaptada à sua mobilidade. Deve permitir ajustar a velocidade e aceleração da seta diferenciando entre horizontal e vertical, o tempo de aceitação do clic e o tempo entre dois clics. Deve permitir realizar o bloqueio do varrimento, dispondo de um botão de rato para esta função. Aplicações Há que ter em conta que apesar dos avanços constatados, relativamente ás tecnologias, os utilizadores com problemas de acessibilidade necessitam de utilizar dispositivos específicos ou programas especiais, pelo que deve existir a possibilidade de aplicações compatíveis e interactivas com as ferramentas de acesso. Para isso devem utilizar-se mecanismos de coordenação proporcionados pelo sistema operativo, evitando aplicações que se bloqueiem mutuamente. Para evitar problemas de consistência e de coordenação, entre aplicações, estas devem possuir uma opção de cancelamento. As aplicações devem estar desenhadas de modo a que o número de passos para lhe aceder seja o mínimo possível e não requeira o uso simultâneo de mais de um dispositivo de entrada. 20
  21. 21. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 RELATÓRIO DA VISITA À APPACDM DA AJUDA INTRODUÇÃO O Presente relatório insere-se no âmbito da Disciplina de Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação Especial, orientada pelo Prof. Doutor. Pedro Morato. O relatório descreve uma saída ao exterior feita à APPACDM (Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental) da Ajuda em Lisboa no dia 16 de Junho de 2000. Organizamos o presente relatório em três capítulos: No I Capítulo faz-se uma breve panorâmica da evolução do conceito de Deficiência Mental (DM) O Capítulo II caracteriza-se a Instituição visitada, objectivos que a regem, filosofia que lhe está subjacente e princípios básicos ao seu trabalho educativo. No Capítulo III apresentam-se as salas que foram visitadas na Instituição • A Sala de Psicomotricidade onde funciona a robótica 21
  22. 22. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 • A Sala do Sistema “Child Ware” (Mesa táctil e do Combo 1 e 2). • A Sala da Terapia da Fala No IV capítulo faremos algumas considerações sobre a visita e qual o contributo desta visita para o nosso desenvolvimento pessoal e profissional no âmbito da Educação Especial. EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE DEFICIÊNCIA MENTAL A evolução histórica do conceito de Deficiência Mental (DM) passa por atitudes de rejeição/ segregação/protecção sendo sempre numa perspectiva assistencial. No Séc. XIX e a partir da tentativa de Itard educar o menino selvagem, da floresta de Aveyron, surge uma perspectiva educacional em relação à DM. Mais tarde e com a contribuição, no campo da medida das diferenças individuais, pode centrar-se em Binet e Simon que elaboraram e publicaram uma escala métrica da inteligência, com a finalidade de detectar os “débeis mentais” e de os colocar em classes especiais constituindo, deste modo, uma inovação na experiência científica da época. A corrente psicométrica ou teoria da Inteligência baseia-se na avaliação de um único factor: A Inteligência enfatiza a capacidade de realização concretizada e avaliada através de testes padronizados, enquanto que a abordagem sociológica considera o indivíduo com DM aquele que tem dificuldades de se adaptar ao meio onde vive e de ser autónomo. A abordagem posterior é a médica ou física em que a DM teria um substracto biológico ou fisiológico que se manifestar-se-ia durante o desenvolvimento. A DM tem sido vista como algo imutável, que 22
  23. 23. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 acompanha de forma estática todo o percurso de vida do sujeito. Hoje, e com o surgimento da corrente pedagógica este conceito tem vindo a alterar-se e o indivíduo com DM é considerado capaz de progredir, com maior ou menor grau de dificuldade, no seu percurso escolar e de aprendizagem e par isso necessita de apoio e adaptações curriculares que lhes facilite/ permita seguir o processo. Esta corrente pedagógica que enfatiza a qualidade da interacção diária do indivíduo com o seu contexto ecológico baseada numa abordagem do Comportamento Adaptativo (CA). O tema da Inteligência tem gerado imensa controvérsia, por ser caracterizada pela sua imutabilidade, deixando os sujeitos, com DM, à parte do Sistema Educativo. No entanto Fonseca (1991) mostra-nos que a história tem vindo a comprovar a evolução cultural do cérebro evidenciando a sua plasticidade e modificabilidade e a capacidade do ser humano se adaptar cognitivamente face às necessidades com que se vai confrontando. Nos últimos anos a Associação Americana para a Deficiência Mental (AADM) tem-se preocupado por considerar nas suas definições de DM os défices no quociente de inteligência (QI), mas também as competências sociais do indivíduo (CA) tentando encontrar um equilíbrio e complementaridade entre os dois modelos – competências académicas e aqueles que se relacionam com a capacidade de adaptação às situações da vida diária. A AADM define DM como um estado de funcionamento que se caracteriza por limitações do funcionamento intelectual e do funcionamento adaptativo e propõe o seguinte diagnóstico, baseado em três critérios (AADM, 2000): 23
  24. 24. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 • Funcionamento intelectual significativamente abaixo da média (QI 70-75 ou menos) • Limitações em duas ou mais das seguintes áreas de padrões adaptativos: o Comunicação o Autonomia Pessoal o Autonomia em Casa o Competências Sociais o Uso dos Recursos da Comunidade o Lazer o Saúde e Segurança o Personalidade o Funcionamento Académico o Actividade Profissional • Manifestar-se antes dos 18 anos. Esta definição é válida tendo como pressuposto a aceitação dos seguintes pré-requisitos definidos pela AADM: • Considerar-se a diversidade linguística e cultural, assim como as diferenças na comunicação e nos factores comportamentais. • A existência de limitações nas competências adaptativas ocorrem no contexto social e comunitário relativamente aos sujeitos da mesma idade. • As limitações adaptativas coexistem, por vezes, com áreas fortes noutras capacidades adaptativas e pessoais. • Com apoio adequado às necessidades, durante um certo período de tempo, o funcionamento da pessoa com DM tem tendência a melhorar e geralmente melhora. Este novo critério de diagnóstico traduz a complementaridade entre QI e CA, evita a rotulação e fomenta a descrição dos tipos de apoio que o sujeito necessita (Morato et al, 1995) baseado nas áreas de competências adaptativas, 24
  25. 25. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 constituindo um elo de ligação entre aspectos teóricos e sua transposição para a prática concreta. A AAMR propõe uma substituição da classificação da DM por níveis de deficiência: (ligeiro, moderado e severo) por uma classificação tendo por base níveis de intensidade de apoio que devem ser adequados ás suas necessidades tendo em vista o sucesso do processo de inclusão na vida escolar, social e profissional. • Apoio Intermitente – refere-se a apoios esporádicos, associado a períodos específicos de transição. • Apoio limitado – este apoio é limitado no tempo, mas é de natureza contínua. • Apoio extensivo – trata-se de um apoio a longo prazo, regular e ai que contempla mais do que um envolvimento do sujeito. • Apoio Permanente - é um apoio constante, patente em todos os envolvimentos e com uma grande intensidade Todos estes apoios têm como objectivo contribuir para o sucesso e plena inclusão, do indivíduo, na comunidade onde vive. Podemos, então, concluir que qualquer ser humano independentemente das suas limitações intelectuais e funcionais é capaz de adquirir competências necessárias às exigências do meio aprendendo, assim, a viver em sociedade. Tal como qualquer ser humano a pessoa com DM está numa condição flexível e isto permite-lhe uma margem de manobra dentro da sua condição tornando-a capaz de controlar a sua vida numa perspectiva de cidadania promovendo a sua auto- valorização e qualidade de vida. 25
  26. 26. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 CARACTERIZAÇÃO DA APPACDM DA AJUDA NOME DA INSTITUIÇÂO: Associação Portuguesa dos Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) – Delegação de Lisboa – Ajuda CARIZ: Instituição Particular de Solidariedade Social ORGÃO DE TUTELA: Ministério do Trabalho e Solidariedade Social OBJECTIVOS: • Promover a normalização e integração social e profissional da pessoa com Deficiência Mental. • Defender os interesses dos indivíduos com DM em todos os envolvimentos onde vive (casa, escola, trabalho, comunidade) • Integrar o cidadão DM no mundo laboral, contribuindo para a sua integração sócio-profissional • Sensibilizar os pais, familiares e comunidade em geral para os direitos dos seus pares • Promover actividades culturais e de lazer entre a Instituição e a comunidade • Encaminhar os utentes na vida activa CARACTERIZAÇÃO: A APPACDM da Ajuda, Instituição que visitamos, é uma das muitas espalhadas pelo país, foram inicialmente fundadas por pais e técnicos de reabilitação com o objectivo de atender crianças e jovens com DM. São Instituições sem fins lucrativos. 26
  27. 27. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 POPULAÇÃO: Atende, actualmente, 33 alunos que têm dificuldade de se integrar no meio escolar regular. O grupo de idade escolar vai, de manhã, à escola regular e à tarde beneficia do apoio terapêutico na Instituição em sistema de centro de recursos. EQUIPA TÉCNICA: • Educadores • Professores • Psicólogo • Terapeuta da Fala • Terapeuta Ocupacional • Fisioterapeuta • Técnico de Serviço Social • Médica Pediatra OUTRO PESSOAL NÃO TÉCNICO: • Auxiliares da Acção Educativa • Cozinheiras • Ajudantes de Cozinha • Motorista • Vigilantes de Carrinha • Auxiliares de Serviço Geral ÁREAS DE INTERVENÇÃO /SERVIÇOS DISPONÍVEIS: 27
  28. 28. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 • Ateliers de expressão plástica • Ateliers de cerâmica • Ateliers de trabalhos manuais • Tecnologias da Informação e Comunicação • Actividade Motora Adaptada e Psicomotricidade • Estimulação sensorial – Material Snoezelen • Ludoteca • Centro de Recursos • Sala de Terapia da Fala • Sala de Terapia Ocupacional PRINCIPIOS BÁSICOS DE FUNCIONAMENTO: • Trabalho em equipa • Parcerias com outras Instituições (i.e. Faculdade de Motricidade Humana) • Apoio e formação aos pais e comunidade em geral • Consulta de diagnóstico e aconselhamento • Avaliação clinica-pedagógica • Produção de materiais para a DM • Centro de recursos para a produção de informação acerca de DM • Acompanhar as crianças e famílias na procura de locais de integração com o objectivo de diversificar respostas • O Centro é uma estrutura aberta, virada para o exterior tentando dar uma resposta complementar à escola regular, e onde a área das Novas Tecnologias (NT) é privilegiada. 28
  29. 29. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 SALAS VISITADAS NA INSTITUIÇÃO Houve a preocupação de visitar: • A Sala de Psicomotricidade (onde é utilizado a robótica) • A Sala onde estão: a Mesa táctil e Combo 1 e 2 • A Sala da Terapia da Fala Com o objectivo de conhecermos as tecnologias nelas existentes, como funcionam, e quais os contributos para o desenvolvimento global da criança com Necessidades Educativas Especiais (NEE). Este contacto despertou-nos para um “micromundo” repleto de potencialidades que nos conduziu a uma reflexão e a uma procura de bibliografia que nos permitisse complementar os nossos conhecimentos nesta área. Assim este relatório vai descrever o que vimos, ouvimos e sentimos explicitando os contributos desta visita para o nosso desenvolvimento pessoal e profissional bem como para uma reflexão exploratória acerca das tecnologias. SALA DE PSICOMOTRICIDADE - O Programa Nónio Séc. XXI permitiu a realização do Projecto “Construindo e Aprendendo” que está a ser desenvolvido pelo Centro da Ajuda, este tem como preocupação, desenvolver capacidades que possibilitarão o processo de inclusão. O Programa Nónio veio preencher um vazio que as Instituições sentiram quando da conclusão do Projecto Minerva em 1994. Havia técnicos, havia material logo a necessidade de se criarem respostas que permitissem a continuidade de um trabalho que vinha sendo realizado. 29
  30. 30. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 LOGO é uma linguagem construtivista, pois parte de experiências significativas para a criança, onde prevalece a acção sobre o objecto, através da manipulação. A aprendizagem, depende pois, das experiências concretas por ela realizadas e através de uma aprendizagem activa, a criança tem a possibilidade de testar e validar noções concretas, desenvolvendo assim, a capacidade de representação mental. Como metodologia construtivista de ensino/aprendizagem, o computador tem uma função específica no processo de construção do pensamento. LOGO é também uma linguagem espacial uma vez que, tal como a criança, parte de experiências de locomoção e manipulação. A Tartaruga de Solo, surge como um instrumento de aprendizagem concreta, baseada na experiência e na acção sobre os objectos. Partindo da sua própria experiência espacial, a criança pode mandar a Tartaruga executar o mesmo que ela. É nesta identificação, dos seus próprios movimentos, com os da Tartaruga, que adquire novo conhecimento. A Tartaruga assume pois, referências espaciais objectivas, permitindo que a criança gradualmente se descentre, ou seja, a criança deixa de pensar nas suas próprias referências, para passar a pensar nas da Tartaruga. O robot funciona em modo directo, isto é, causa – efeito, o percurso vai-se concretizando em tempo real. De modo indirecto exige programação da Tartaruga que armazena uma série de ordens e depois executa-as. Passa pelas fases de: espaço de acção, espaço de acção – relação com os objectos e relação plano vertical com plano horizontal. 30
  31. 31. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 Neste confronto cognitivo a criança a partir da sua experiência desenvolve a capacidade de representar mudanças de posição e direcção, na Tartaruga. A robótica pedagógica proporciona a passagem do concreto para o abstracto, isto é, da acção para a representação. Em crianças pequenas e/ou com necessidades educativas especiais, o domínio dos conceitos no ecrã do computador torna-se difícil, com a Tartaruga a realidade é mais objectiva e concreta, pois utiliza o mesmo plano que o da criança, o horizontal. O ambiente LOGO, tem subjacente os princípios da natureza construtivista da aprendizagem, partindo do que a criança conhece, como base da relação objectiva para o novo conhecimento que vai construindo. A criança pode exercitar conceitos espaciais e corporais, assimilando-os e acomodando-os, criando assim novos esquemas mentais. Pode ser uma forma de exercitar e treinar o raciocínio, um meio pelo qual a criança pode comunicar com o mundo dos objectos e das pessoas, ao mesmo tempo que desenvolve o pensamento. A criança pode transmitir as suas ideias através do seu próprio corpo, e nas actividades desenvolvidas com a Tartaruga, tem a possibilidade de estabelecer a correspondência entre o toque, no teclado do computador, e a acção da Tartaruga, identificando-se com ela, tornando-se esta, mediadora da interacção da criança com os outros e com o espaço, contribuindo para o desenvolvimento dos seus esquemas mentais, uma vez que a Tartaruga imita as 31
  32. 32. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 suas acções. Com a linguagem LOGO, pode dizer-se que a Tartaruga “vê” o pensamento da criança, quando esta lhe dá uma ordem e ela executa. Uma vez que o computador exige ordens claras e precisas de todo o processo, a criança é levada a explicitar as suas ideias, ao mesmo tempo que desenvolve sentimentos de segurança e autoconfiança, proporcionados pelo “poder” que exerceu sobre a máquina, elevando naturalmente a auto-estima. A criança sente o seu eu, pois a Tartaruga concretizou a sua representação mental. A Tartaruga move-se no espaço ou no ecrã, como resposta aos comandos que a criança fornece através do computador, possibilitando que explore conceitos de diferentes domínios, verificando de imediato, a sua execução, as suas ideias, os seus conceitos e a identificação de erros. De salientar que também pode promover e/ou desenvolver a interacção social e a cooperação entre pares, assim como a relação com outros conhecimentos e com a realidade. A Tartaruga, reproduz a natureza humana e favorece o pensamento. A criança aprende a aprender, fazendo. A pessoa com DM tem, por principio, áreas deficitárias tais como ansiedade, falta de auto - controlo, dificuldades de equilíbrio, coordenação e manipulação, problemas de memória, categorização, dificuldades de resolução de problemas e défice linguistico, assim a Linguagem LOGO tendo como pressuposto filosófico que o desenvolvimento mental e cognitivo da criança se processa através da acção sobre os objectos em que a acção antecede e prepara o conceptual e representativo – aprendizagem activa – pode assumir uma função supletiva das capacidades afectadas a nível sensorial e motor e permite uma transferência das aprendizagens da Linguagem LOGO para as situações reais de vida, facilitando uma relação entre si próprio e o envolvimento reconhecendo-lhe assim grandes potencialidades educativas. 32
  33. 33. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 A SALA DA MESA TÁCTIL E DO COMBO 1 E 2 - A outra sala que visitamos tem material vindo de Israel através do projecto CIT II do SNR, ao qual a instituição se candidatou em 1997. Este sistema designa-se Child Ware e é composto por uma Mesa Táctil com sete teclas gigantes, pelo Combo 1 ou teclado iluminado e pelo Combo 2 ou teclado de réguas. Estes têm como base o mesmo software mas o grau de complexidade é maior. Ambos utilizam estímulos visuais e sonoros e dando indicação de resposta certa ou errada e todos trabalham conceitos. Este material permite fazer um trabalho complementar baseado nas aquisições básicas: cores, formas, associação número/quantidade até aos puzzles que implicam o raciocínio prático. As actividades desenvolvidas nesta sala têm relação com as actividades desenvolvidas na sala da Psicomotricidade e tem como objectivo a transposição do que se passa no comportamento, em termos virtuais, para o concreto (peças de puzzle) e o objectivo é transferir as aprendizagens para o dia a dia. Estas aprendizagens são avaliadas através de grelhas construídas pela educadora, psicóloga e terapeuta ocupacional. Referindo-nos ao hardware desta sala pensamos ser demasiado grande/ dispendioso no entanto gostamos muito do software existente (salvaguardando o facto de ser uma tradução brasileira) mas o nosso país, não sendo produtor destes materiais leva a dificuldades de adaptação linguistica de vários programas mais específicos. Com esta limitação parece-nos ser esta a melhor solução. A SALA DA TERAPIA DA FALA - A visita à sala da Terapia da Fala foi muito rápida devido à limitação do tempo. No entanto depreende-se que o objectivo é desenvolver a comunicação como um sistema alternativo/ aumentativo com vista a dar resposta às crianças com problemas de comunicação ou motores. Esta sala 33
  34. 34. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 funciona como um complemento e utiliza estratégias diversificadas. Embora o material existente fosse bastante interessante, parece-nos que este era insuficiente para que fosse operacionalizado pelos vários jovens que se pressupôs o utilizassem, nas rotinas diárias. No entanto enquanto “espaço” de treino pareceu-nos adequado. CONSIDERAÇÕES Pareceu-nos uma Instituição aberta à comunidade, que valoriza a troca entre os vários ambientes onde a criança e jovem com DM podem desenvolver as suas actividades escolares, laborais e de lazer e que se preocupa com a qualidade de vida dos seus utentes. Pensamos que a melhor maneira de conhecer uma realidade é contactar directamente com ela, dai o considerarmos que foi bastante proveitosa esta visita. Lamentamos, no entanto, o facto de esta ter decorrido durante uma breve manhã. Contudo a curiosidade foi tocada e a necessidade de saber mais continua premente. Qualquer outra consideração mais pontual que pudéssemos fazer, teria tido já uma abordagem posterior a quando da resposta às diversas questões propostas, que embora não directamente relacionadas com esta visita, nos permitiriam fazer algumas reflexões sobre a mesma. BIBLIOGRAFIA 34
  35. 35. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 AAMR – American Association Mental Retardation.[Online]. Disponível em: hppt://www.aamr.org/Policies/faqmentalretardation.html.[Acedido em 21 de Junho de 2000 ]. ALMIRAL, C. B., BELLACASA, R. P. de la, Edrs. (1988). Comunicación Aumentativa - Curso sobre Sistemas y Ayudas Técnicas de Comunicación no Vocal. Madrid: Instituto Nacional de Servicios Sociales. CAMPOS, F. C. A. (1994). Hipermídia na Educação: Paradigmas e Avaliação da Qualidade. Tese de Mestrado. COPPE/SISTEMAS – UFRL. DUARTE, C. (1991). Um Sistema alternativo de Comunicação. in IV Encontro de Educação Especial, 143-147, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. FERREIRA, M. C. T. R. , PONTE, M. M. N. , AZEVEDO, L. M. F. (1999). Inovação Curricular na Implementação de Meios Alternativos de Comunicação em Crianças com Deficiência Neuromotora Grave. Lisboa: SNR. FONSECA, V. (1991). De Algumas Concepções de Inteligência à Perspectiva da Modificabilidade Cognitiva de R. Fuerstein: Algumas Implicações para o Combate ao Insucesso Escolar. Revista de REER,1 (5), 13 – 24. GALVIS, A. H. P (1992). Engenharia de Software Educativo. [Online]. Disponível em: http://www.inf.ufsc.br/sbc-ie/revista/nr1/galvis-p.html.[Acedido em 21 de Junho de 2000 ]. MARQUES, P. (1998). Programas Didácticos: Diseño y Evaluación. Barcelona: Universidad Autónoma. 35
  36. 36. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 MAYER, J., (1981). SPC Simbolos Pictograficos para la Comunicación (no vocal). Madrid: Servicio de Publicaciones del MEC. MORATO, P. (1995). Deficiência Mental e Aprendizagem. Lisboa: SNR. MORATO, P. (1996). A Utilização da Robótica LOGO na Deficiência Mental. Revista Integrar (10), 17 – 20. MORATO, P. (2000). Antologia de Textos: Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação Especial. Mestrado em Educação Especial. Universidade Técnica de Lisboa – Faculdade de Motricidade Humana. MORATO, P. (1993). A Integração e Utilização da Linguagem Logo no Ensino Básico e Especial. 1º Prémio no Concurso Nacional do GEP. ED. Ministério da Educação. PRATA, I. (1991). Programa de Linguagem do Vocabulário Makaton. in IV Encontro de Educação Especial, 157-1170, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. RAMOS, J. L. P. (1998). A Utilização e Criação de Micromundos de Aprendizagem: uma Estratégia de Integração do Computador no Currículo do Ensino Secundário. Dissertação de Doutoramento. Universidade de Évora. RE-CRIAR - Assessoria e Desenvolvimento de Tecnologia Educacional. [Online]. Disponível em: http://www.educasoft.com.br/ .[Acedido em 29 de Novembro de 2000 ]. RODRIGUES, D. (1997). Tecnologias de Informação e Comunicação e 36
  37. 37. Trabalho elaborado por Ana Rosa Trindade Joaquim Colôa Maria Teresa Guardado Moreira Dezembro de 2000 Populações Especiais: Ser Parte do Problema ou Parte da Solução?. Comunicação apresentada no II Simpósio de Software Educativo – Universidade de Coimbra. ROMAÑACH, J., ARNAO, A. C., WALDFORD, C. F. (s/d). Normas de Accesibilidad en la Informática. Madrid: AENOR. SANTOS, A. (1999). Comportamento Adaptativo: Estudo da escala de Comportamento Adaptativo – Escolar (ECA-E) a um grupo de crianças e jovens com DM e com idades compreendidas entre os 4 e os 14 anos de idade em meio urbano. Dissertação apresentada à Faculdade de Motricidade humana com vista à obtenção do grau de Mestre em Educação Especial. SNR (1994). Acessibilidade: Princípios e Linhas Directrizes – Deficiência e Integração. Lisboa: SNR. TOSCANO, R. (1991). Sistema de Comunicação Bliss. in IV Encontro de Educação Especial, 149-155, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. VALENTE, J. A. (1991). Liberando a Mente. Computadores em Educação Especial. Brasil: Unicamp. VIEIRA, F. PEREIRA, M. (Eds.) (1996). “Se houvera quem me ensinara...” A Educação de Pessoas com Deficiência. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. 37

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