Inclusão: Do que Falamos?

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Inclusão: Do que Falamos?

  1. 1. Inclusão: Do que falamos? Centro de Educação do Cidadão Deficiente – Mira Sintra 21 de Maio/2007 Joaquim Colôa [email_address]
  2. 2. Dois modelos <ul><li>Foco no aluno, </li></ul><ul><li>Avaliação por especialistas, </li></ul><ul><li>Perfil baseado no diagnóstico, </li></ul><ul><li>Programa para o aluno, </li></ul><ul><li>Classificação potencial no programa. </li></ul><ul><li>Foco nos contextos, </li></ul><ul><li>Avaliação interdisciplinar, </li></ul><ul><li>NEE por referência ao contexto de sala, </li></ul><ul><li>Estratégias para o professor, </li></ul><ul><li>Ambientes de sala de aula colaborativos </li></ul><ul><li>e flexíveis. </li></ul>Modelo tradicional Modelo inclusivo Joaquim Colôa
  3. 3. Dois modelos Modelo tradicional Modelo inclusivo Joaquim Colôa Alguns alunos não estão na sala de aula Todos os alunos estão na sala de aula Os alunos são agrupados por níveis de competência Os grupos são heterogéneos O processo de ensino dirige-se ao aluno médio O processo de ensino considera as diferenças
  4. 4. Dois modelos Modelo tradicional Modelo inclusivo Joaquim Colôa A colocação do aluno no ano de escolaridade corresponde ao conteúdo curricular desse ano A colocação do aluno num ano de escolaridade e a estrutura curricular utilizada são independentes Os alunos são avaliados utilizando sobretudo dispositivos normalizados Os alunos são avaliados utilizando dispositivos diferenciados O sucesso dos alunos é avaliado considerando fundamentalmente os objectivos curriculares normalizados A avaliação do sucesso é considerado também os objectivos do grupo de cada aluno
  5. 5. O Modelo do aluno “com defeito”, baseado num paradigma centrado na pessoa. Dois modelos Joaquim Colôa
  6. 6. O Modelo caracterizado pela melhoria e crescimento da escola, baseado num paradigma centrado nos contextos. Um modelo que teoricamente é enquadrado pela teoria ecológica Dois modelos Joaquim Colôa
  7. 7. Modelo Centrado no aluno “c/ defeito” Baixa inteligência Factores Familiares Factores Sócio-económicos Joaquim Colôa
  8. 8. Modelo Centrado no aluno “c/ defeito” Focado nas limitações e áreas fracas Na falta de motivação intrínseca. Joaquim Colôa
  9. 9. Modelo caracterizado pelo desenvolvimento da escola Práticas de ensino eficazes Estratégias de apoio diversificadas e adequadas Currículo relevante e significativo Joaquim Colôa
  10. 10. Modelo caracterizado pelo desenvolvimento da escola Eficaz resolução de problemas Actividades de desenvolvimento profissional Joaquim Colôa
  11. 11. Integração versus Inclusão Integração Inclusão Joaquim Colôa Prepara a criança, em particular as designadas como sendo especiais para se poderem integrar numa classe regular. A escola mantém-se na mesma. A integração é vista parcelarmente (a integração escolar, a integração social, a integração profissional). Prepara e desenvolve a escola para alcançar todos os alunos e ultrapassar as barreiras à participação. Tem em conta a escola enquanto microssistema em permanente interacção com outros microssistemas. A inclusão tem presente todos os contextos onde o indivíduo interage enquanto cidadão.
  12. 12. Incorpora o conceito de normalização e associa-o ao conceito de meio menos restritivo possível . Bank-Mikkelsen e Nirje,1969 Legislação na Dinamarca Normalização Joaquim Colôa
  13. 13. Criar condições de vida semelhantes tanto quanto possível, às condições normais da sociedade em que o individuo vive. Normalização e meio menos restritivo Joaquim Colôa
  14. 14. As crianças e jovens têm um horário normal ao longo do dia (levantar-se, vestir-se, cumprir regras e por vezes quebrar rotinas,...); Normalização e meio menos restritivo Joaquim Colôa
  15. 15. Um ritmo de vida diário normal, viver em determinado lugar, estudar noutro, divertir-se de acordo com os seus gostos pessoais, trabalhar ... e não aprender; Normalização e meio menos restritivo Joaquim Colôa
  16. 16. Um ritmo de vida normal ao longo do ano, com férias, vida em família, festas de significado pessoal,...; Normalização e meio menos restritivo Joaquim Colôa
  17. 17. A criança e jovem pode vivenciar experiências diferenciadas nas distintas etapas de vida; Normalização e meio menos restritivo Joaquim Colôa
  18. 18. Os desejos, tensões e decisões do sujeito devem ser respeitados; Normalização e meio menos restritivo Joaquim Colôa
  19. 19. Viver num mundo onde seja possível fazer opções sexuais responsáveis e em liberdade; Normalização e meio menos restritivo Joaquim Colôa
  20. 20. Dispor dos mesmos serviços (hospitais, escolas, associações,...) que o resto da população. Normalização e meio menos restritivo Joaquim Colôa
  21. 21. Declara que as finalidade curriculares são as mesmas para todas as crianças. Propõe o conceito de necessidades educativas especiais . Relatório Warnock (1978) Joaquim Colôa
  22. 22. Não exclui o conceito de deficiência . Propõe mesmo um quadro para a recolha de dados sobre o número de crianças que são portadoras de deficiência segundo as categorias mais importantes. Relatório Warnock (1978) Joaquim Colôa
  23. 23. A finalidade é a avaliação da prevalência de tipos de deficiência. Deficiência Joaquim Colôa
  24. 24. O critério varia segundo o tipo de deficiência e da função afectada. Deficiência Joaquim Colôa
  25. 25. “ Perda ou anomalia de uma estrutura do corpo ou de uma função fisiológica (incluindo funções mentais).” Classificação Internacional da funcionalidade, Incapacidade e Saúde(CIF), 2001 Deficiência Joaquim Colôa
  26. 26. “ O termo anomalia refere-se estritamente a uma variação significativa das normas estabelecidas (ex. desvio de uma média na população obtida usando normas padronizadas de medida) e deve ser utilizado apenas neste sentido.” Classificação Internacional da funcionalidade, Incapacidade e Saúde(CIF), 2001 Deficiência Joaquim Colôa
  27. 27. O que são Necessidades Educativas Especiais NEE? Necessidades Educativas Especiais (NEE) Joaquim Colôa
  28. 28. É encarado como um “continuo”, visto “não em termos de uma dificuldade particular da criança, mas em relação a tudo sobre ela, capacidades e incapacidades, todos os factos importantes ao progresso educativo.” Warnock, 1978 Necessidades Educativas Especiais (NEE) Joaquim Colôa
  29. 29. Desfasamento entre o nível de comportamento ou realização da criança e o que dela se espera. Aquilo que a criança é capaz de fazer e o o que se espera que faça em função da sua idade cronológica. Necessidades Educativas Especiais (NEE) Joaquim Colôa
  30. 30. Quando qualquer tipo de problemática, seja de ordem física, emocional, social ou intelectual, ou seja, quando são observados factores de ordem biológica e, ou social que afectam o processo de aprendizagem, sugerindo-se o recurso a medidas diferenciadas. Sim-Sim, 1986 Necessidades Educativas Especiais (NEE) Joaquim Colôa
  31. 31. “ alunos que exigem recursos ou adaptações especiais no processo de ensino e aprendizagem que não são comuns à maioria dos alunos da sua idade, por apresentarem dificuldades ou incapacidades que se reflectem numa ou mais áreas de aprendizagem.” Bairrão et al, 1998 Necessidades Educativas Especiais (NEE) Joaquim Colôa
  32. 32. Relacionam-se com deficiências ou dificuldades escolares e consequentemente, com necessidades educativas especiais em determinado momento da sua escolaridade. Declaração de Salamanca, 1994 Necessidades Educativas Especiais (NEE) Joaquim Colôa
  33. 33. “ Crianças com deficiência ou sobredotadas, crianças da rua ou crianças que trabalham, crianças de populações remotas ou nómadas, crianças de minorias linguísticas, étnicas ou culturais e crianças de áreas ou grupos desfavorecidos ou marginais.” Declaração de Salamanca, 1994 Necessidades Educativas Especiais (NEE) Joaquim Colôa
  34. 34. Necessidades Educativas Especiais Classificação Internacional da funcionalidade, Incapacidade e Saúde(CIF), 2001 Joaquim Colôa Condições de saúde Estruturas e funções do corpo Participação (restrições) Actividade (limitações) Factores envolvimentais Factores pessoais
  35. 35. Necessidades Educativas Especiais A necessidade de se encontrarem formas específicas de acesso ao currículo (adequações curriculares); Joaquim Colôa
  36. 36. Necessidades Educativas Especiais A necessidade de ser facultado meios específicos de acesso ao currículo (tecnologias de apoio, instalações, modificações do meio físico, …); Joaquim Colôa
  37. 37. Necessidades Educativas Especiais A necessidade de dar especial atenção à estrutura social e ao clima emocional no qual a educação decorre. Joaquim Colôa
  38. 38. Ambientes Responsivos Um ambiente onde qualquer indivíduo encontra repostas para as suas acções, tem oportunidade de dar respostas às interacções dos outros e tem oportunidade de tomar decisões no decorrer das suas interacções. Ware, 2003 Joaquim Colôa
  39. 39. Inclusão Não é, como muitas vezes se faz crer, um simples movimento do aluno de fora para dentro da escola de ensino regular. Não é por estarem dentro da escola que estão “incluídos”; Joaquim Colôa
  40. 40. Inclusão Promove uma perspectiva positiva; Pressupõe crescimento do aluno e do professor; Joaquim Colôa
  41. 41. Inclusão Implica um compromisso com cada aluno; É acreditar e defender uma escola mais receptiva e mais bem sucedida para todos os alunos; Joaquim Colôa
  42. 42. Inclusão Não é apenas uma outra opção no Programa de Educação Especial; É uma maneira muito diferente de oferecer educação para todos os alunos; Joaquim Colôa
  43. 43. Inclusão É um processo contínuo. Todos os alunos devem aprender Juntos, sempre que possível, Independentemente das Dificuldades e das Diferenças que apresentam (UNESCO, 1994) Joaquim Colôa
  44. 44. Inclusão As principais tarefas da inclusão implicam desenvolver a aprendizagem e a participação dos alunos e minimizar as barreiras à sua aprendizagem e participação. Joaquim Colôa
  45. 45. Inclusão Exige que as escolas se empenhem numa análise crítica sobre o que pode ser feito para aumentar a aprendizagem e a participação da diversidade dos alunos. Joaquim Colôa
  46. 46. Inclusão Considera a totalidade dos alunos Considera os ritmos e estilos de aprendizagem dos alunos Promover a cooperação entre professores Joaquim Colôa
  47. 47. Inclusão Acolhe e gere a diversidade de interesses, motivações, expectativas, capacidades e ritmos de desenvolvimento de todos os alunos Joaquim Colôa
  48. 48. Modelo sistémico Joaquim Colôa
  49. 49. O desenvolvimento resulta das interrelações entre quatro componentes: Modelo biológico Joaquim Colôa Processos Criança Contexto Tempo interrelações
  50. 50. Relação entre aptidões e exigências do meio Joaquim Colôa adaptação perda ou deterioração ALTAS desadaptação cronificação BAIXAS ALTAS BAIXAS Exigências do meio Aptidões pessoais
  51. 51. Fontes de suporte “ Mapeamento” de recursos da comunidade Capacidade de mobilização da comunidade Práticas de intervenção baseadas nos recursos Uma intervenção baseada nos recursos Joaquim Colôa
  52. 52. Produtos naturais ou fabricados pelo homem ou sistemas de produtos, equipamentos e tecnologias existentes no ambiente imediato do indivíduo. Produtos e tecnologias Classificação Internacional da funcionalidade, Incapacidade e Saúde(CIF), 2001 Joaquim Colôa Factores ambientais
  53. 53. Elementos animados e inanimados do ambiente natural ou físico, e dos componentes deste ambiente que foram modificados pelo homem, bem como as características das populações humanas desse ambiente. Ambiente natural e mudanças ambientais feitas pelo homem Classificação Internacional da funcionalidade, Incapacidade e Saúde(CIF), 2001 Joaquim Colôa Factores ambientais
  54. 54. Pessoas ou animais que dão apoio físico ou emocional, assim como apoio relacionado com a nutrição, protecção e assistência, e dos relacionamentos com outras pessoas, em casa, no local de trabalho, na escola, nos locais de lazer ou em outros aspectos das suas actividades diárias. Apoio e relacionamentos Classificação Internacional da funcionalidade, Incapacidade e Saúde(CIF), 2001 Joaquim Colôa Factores ambientais
  55. 55. Consequências observáveis dos costumes, práticas, ideologias, valores, normas, crenças religiosas e outras que influenciam o comportamento individual e a vida social em todos os níveis, dos relacionamentos interpessoais e associações comunitárias às estruturas políticas, económicas e legislativas. Classificação Internacional da funcionalidade, Incapacidade e Saúde(CIF), 2001 Atitudes Joaquim Colôa Factores ambientais
  56. 56. Serviços que proporcionam o acesso a benefícios, programas e operações estruturadas, que podem ser públicos, privados ou voluntários; Classificação Internacional da funcionalidade, Incapacidade e Saúde(CIF), 2001 Serviços, sistemas e políticas Joaquim Colôa Factores ambientais
  57. 57. Sistemas que são mecanismos de controlo administrativo e de supervisão organizativa, estabelecida por autoridades locais, regionais, nacionais e internacionais, governamentais ou outras autoridades reconhecidas; Classificação Internacional da funcionalidade, Incapacidade e Saúde(CIF), 2001 Serviços, sistemas e políticas Joaquim Colôa Factores ambientais
  58. 58. Políticas que constituem as regras, regulamentos, convenções e normas estabelecidas por autoridades locais, regionais, nacionais e internacionais, governamentais ou outras autoridades reconhecidas. Classificação Internacional da funcionalidade, Incapacidade e Saúde(CIF), 2001 Serviços, sistemas e políticas Joaquim Colôa Factores ambientais
  59. 59. São os factores relacionados com o indivíduo, tais como a idade, sexo, nível social, experiências de vida, etc. Classificação Internacional da funcionalidade, Incapacidade e Saúde(CIF), 2001 Joaquim Colôa Factores pessoais
  60. 60. Desenvolver a aprendizagem e a participação (actividade) dos alunos e minimizar as barreiras à sua aprendizagem e participação. Joaquim Colôa Que fazermos?
  61. 61. “ Factores ambientais que, através da sua ausência ou presença, limitam a funcionalidade e provocam a incapacidade.” Classificação Internacional da funcionalidade, Incapacidade e Saúde(CIF), 2001 Joaquim Colôa Barreiras
  62. 62. “ Aspectos como um ambiente físico acessível, falta de tecnologia de assistência apropriada, atitudes negativas das pessoas em relação à incapacidade, bem como serviços, sistemas e políticas inexistentes ou que dificultam o envolvimento de todas as pessoas com uma condição de saúde em todas as áreas da vida.” Classificação Internacional da funcionalidade, Incapacidade e Saúde(CIF), 2001 Joaquim Colôa Barreiras
  63. 63. Barreiras à aprendizagem do aluno: de causa biológica de causa envolvimental (decorrentes de interacções familiares, decorrentes de interacções na escola, etc.). Joaquim Colôa Barreiras
  64. 64. sócio-económicas; acessibilidade a serviços básicos; estados de pobreza; atitudes; currículos pouco flexíveis; padrões linguísticos e culturais; Joaquim Colôa As barreiras podem ser:
  65. 65. condições de pouca acessibilidade física; questões políticas e legislativas; condições específicas do indivíduo; formação dos vários profissionais. serviços de apoio inapropriados ou inexistentes Joaquim Colôa As barreiras podem ser:
  66. 66. Joaquim Colôa facilitadores interacções Condições sociais económicas e culturais Condições / limitações do sujeito Atenuar e, ou eliminar barreiras
  67. 67. Inclusão Inclusão Desenvolver PRÁTICAS inclusivas Construir POLITICAS inclusivas Criar CULTURAS inclusivas Joaquim Colôa
  68. 68. Politicas Garantir a inclusão no coração do desenvolvimento da escola, permitindo e incentivando práticas que façam aumentar a aprendizagem e participação dos alunos Joaquim Colôa
  69. 69. Politicas Aumentar a capacidade da escola responder à diversidade de todos os alunos Joaquim Colôa
  70. 70. Culturas Construir uma comunidade segura, colaboradora e acolhedora em que as pessoas são valorizadas para melhorar as aprendizagens dos alunos. Joaquim Colôa
  71. 71. Culturas Desenvolver valores inclusivos em todos os agentes educativos que interagem na escola. Joaquim Colôa
  72. 72. Práticas Tornar as práticas escolares um reflexo das culturas e políticas da escola. Joaquim Colôa
  73. 73. Práticas Garantir que as actividades curriculares e extracurriculares promovam a participação de todos os alunos Joaquim Colôa
  74. 74. O que é Necessário Equipa de Apoio com base na Escola; O Modelo de Professor de Apoio; Foco no Ensino para a diversidade “instrução multi-niveis” Joaquim Colôa
  75. 75. O que é Necessário Comprometimento com desenvolvimento de Pessoal; Resolução criativa e continuada de Problemas; Joaquim Colôa
  76. 76. Inclusão As respostas às dificuldades educativas devem ser entendidas como um desafio a toda a comunidade educativa e não apenas aos especialistas de educação especial Joaquim Colôa
  77. 77. Inclusão A educação inclusiva providenciará o espaço e os meios através dos quais professores do ensino regular, professores de apoio educativo, alunos, pais, comunidade e outros elementos convergem no sentido de se criarem escolas democráticas de qualidade, levando a que se possa afirmar que escolas de qualidade serão por natureza escolas inclusivas. Joaquim Colôa
  78. 78. Educação inclusiva É um sistema de educação onde os alunos com necessidades especiais são educados nas escolas da sua zona de residência ou de trabalho dos pais em ambientes de sala de aula regular, apropriada para a idade, com colegas que não tem necessidades especiais e onde lhes são oferecidos apoio e instrução que tenham em conta as suas competências e necessidades individuais. Joaquim Colôa - ISEC Joaquim Colôa
  79. 79. O que é necessário Joaquim Colôa - ISEC Joaquim Colôa Condições políticas e legislativas que promovam e apoiem o objectivo de uma escola inclusiva Práticas organizativas e escolares que tornem possível a inclusão de crianças com necessidades especiais Estratégias de sala de aula que resultem em crescimento e aprendizagem para todos
  80. 80. O que é necessário Joaquim Colôa - ISEC Joaquim Colôa Uma escola na comunidade com a capacidade e o compromisso de educar todas as crianças que vivem nela. A inclusão de crianças com necessidades especiais na escola local é um componente essencial para garantir uma vida de desenvolvimento e realização na família e na comunidade.
  81. 81. Inclusão Inclusão Qualidade Joaquim Colôa
  82. 82. Inclusão e qualidade Potencia o desenvolvimento das capacidades cognitivas, sociais, afectivas, estéticas e morais de todos os alunos. Estimula a participação e satisfação de toda a comunidade educativa. Joaquim Colôa
  83. 83. Inclusão e qualidade Promove o desenvolvimento profissional dos professores e procura influenciar, através da sua oferta educativa, o meio envolvente. Considera as características dos alunos e o seu meio sócio-cultural. Joaquim Colôa
  84. 84. Inclusão Inclusão Qualidade Diferenciação Joaquim Colôa
  85. 85. Inclusão e diferenciação Partindo do pressuposto de que os alunos e os contextos são diferentes, então a escola, e o trabalho que a escola realiza deverá organizar-se a partir dessas diferenças, considerando tanto as variáveis a nível individual com as variáveis a nível contextual. Joaquim Colôa
  86. 86. Inclusão e diferenciação À escola Compete a aceitação e da diferença, e não ser mais um veículo de discriminação e de exclusão, com as repercussões extremamente negativas daí resultantes para a valorização humana, social e cultural. Joaquim Colôa
  87. 87. A forma de aprender em relação ao tipo de materiais, ambiente de trabalho mais ou menos estruturado, mais ou menos flexível, organização em grande ou pequeno grupo, etc. O estilo de aprendizagem dos alunos Joaquim Colôa Os aspectos a identificar
  88. 88. Código linguístico, atitudes, interesses, valores e auto-imagem do aluno, expectativas dos pais face à escola e à educação do filho, aspectos sócio-económicos, etc. Factores sócio-culturais Joaquim Colôa Os aspectos a identificar
  89. 89. O tipo de interacção professor-aluno, o trabalho mais ou menos coordenado dos profissionais que intervêm na educação do aluno, características físicas da sala de aula, etc.. O sistema escolar Joaquim Colôa Os aspectos a identificar
  90. 90. Têm preferências por determinadas situações de aprendizagem; Têm formas peculiares de aprender; Joaquim Colôa É necessário ter presente que os alunos...
  91. 91. Apreendem mais facilmente se o professor se dirige a eles de uma ou de outra forma. Utilizam os materiais escolares com diferentes rendimentos; Joaquim Colôa É necessário ter presente que os alunos...
  92. 92. Ensino diferencido (“instrução-multi-níveis”) Joaquim Colôa - ISEC Joaquim Colôa Pressupõe a inclusão/participação de todos os alunos; A Planificação é feita, numa mesma “lição” para todos os alunos (individualização); O docente introduz objectivos e estratégias de ensino individuais no currículo geral da turma ; È menos premente a adaptação/separação de programas.
  93. 93. Ensino diferencido (“instrução-multi-níveis”) Joaquim Colôa - ISEC Joaquim Colôa Identificar os conceitos essenciais de cada lição/unidade; Determinar os métodos de ensino do docente e a forma como esses conceitos serão apresentados; Determinar métodos de aprendizagem do aluno bem como as suas práticas; Clarificar formas de avaliação do aluno.
  94. 94. Principio da participação parcial Joaquim Colôa - ISEC Joaquim Colôa Diminui o conceito de prontidão; Valoriza o trabalho em grupo, o fazer parte de uma tarefa; Enfatiza o sentido de pertença e de comunidade do grupo/ turma; A aula é para todos os alunos.
  95. 95. É necessário... Joaquim Colôa - ISEC Joaquim Colôa Flexibilizar o trabalho com os alunos e captar a melhor maneira de comunicar com eles para ajustar e modificar a intervenção facilitando a aprendizagem. Organizar a classe de forma a que seja possível aprender com diferentes ritmos e de diferentes maneiras; Preparar diferentes materiais;
  96. 96. Como dar resposta a todos Joaquim Colôa - ISEC Joaquim Colôa Encorajar a experimentação (criar um clima favorável). Desenvolver uma linguagem ligada à prática. Utilizar recursos acessíveis. Analisar as barreiras que se opõem à participação. Começar com a prática já existente
  97. 97. Inteligências múltiplas ” Devemos criticar sistematicamente a nossa dependência excessiva na avaliação das deficiências dos estudantes, na subvalorização dos seus talentos e da grande diversidade das suas inteligências” (Hearne & Stone, 1995) Joaquim Colôa - ISEC Joaquim Colôa
  98. 98. Inteligências múltiplas Joaquim Colôa - ISEC Joaquim Colôa Possuímos a capacidade de intensificar e desenvolver a nossa inteligência; A inteligência pode transformar-se e pode ensinar-se; A inteligência é uma realidade múltipla que ocorre em várias partes do cérebro; Embora a inteligência seja pluralista, a um certo nível é una.
  99. 99. Inteligências múltiplas (Gardner) Joaquim Colôa - ISEC Joaquim Colôa Corpórea/cinestésica; Visual/espacial; Interpessoal; Intrapessoal. Musical/Ritmica; Verbal/linguística; Lógica/matemática;
  100. 100. Currículo e autonomia Autoridades governamentais Consenso social e político Realidades educacionais L. B. S. E. Joaquim Colôa Currículo Nacional Projecto Educativo valores atitudes valores atitudes Projecto Curricular de Escola Projecto Curricular de turma Plano Educativo Individual
  101. 101. Currículo e autonomia Joaquim Colôa Que ensinar Quando ensinar Que ensinar Como ensinar Como e quando avaliar Medidas e recursos especiais Currículo Projecto Curricular de Escola Projecto Curricular de Turma Programa Educativo Plano Educativo Individual
  102. 102. Aluno com NEE (O QUE ENSINAR, QUANDO ENSINAR, COMO ENSINAR, COMO E QUANDO AVALIAR, QUE MEDIDAS E RECURSOS ESPECÍFICOS) Níveis de Currículo... Joaquim Colôa Flexibilidade Curricular (principio organizador) Diferenciação Pedagógica (princípio orientador) Adequações curriculares V A L O R E S ----------- A T I T U D E S População Escolar do Sistema Educativo (O QUE ENSINAR) Currículo nacional - Conjunto de medidas educativas estabelecidas pelo poder central Marco de referência População Escolar do Colégio (O QUE ENSINAR, QUANDO ENSINAR, COMO ENSINAR) Modo como cada escola ou agrupamento de escolas orienta e organiza a intervenção educativa Alunos da turma (O QUE ENSINAR, QUANDO ENSINAR, COMO ENSINAR, COMO E QUANDO AVALIAR) Modo como cada docente orienta e organiza o processo de ensino e aprendizagem bem como o tipo de actividades que propõe ao(s) aluno(s)
  103. 103. O que se entende por currículo <ul><li>Lista de disciplinas/matérias de ensino </li></ul><ul><li>Tempos lectivos (semanais) atribuídos a disciplinas constantes da lista </li></ul><ul><li>Sumários/esquemas de conteúdos disciplinares </li></ul><ul><li>Sequência de conteúdos de ensino (o que se ensina) </li></ul><ul><li>Série de objectivos de ensino (para que se ensina) </li></ul><ul><li>Manuais e materiais didácticos para o professor e, ou aluno (com o que se ensina) </li></ul><ul><li>Métodos e processos de ensino (como se ensina) </li></ul><ul><li>Conjunto de experiências/actividades na escola </li></ul>+ - Joaquim Colôa
  104. 104. Currículo Currículo, no geral, inclui diferentes combinações dos anteriores componentes ou mesmo o referido conjunto de componentes. Joaquim Colôa
  105. 105. Flexibilização é… A possibilidade cada escola, dentro dos limites do currículo nacional, organizar e gerir autonomamente todo o processo de ensino/aprendizagem. Este processo deverá adequar-se às necessidades diferenciadas de cada contexto escolar, podendo contemplar a introdução de componentes locais e regionais. Joaquim Colôa – 2006-2007 Bairro Padre Cruz Joaquim Colôa
  106. 106. Flexibilização é… A possibilidade das escolas decidirem relativamente as práticas curriculares, geridas e avaliadas pelas mesmas, no contexto de um currículo nacional que enquadre as competências essenciais. Joaquim Colôa – 2006-2007 Bairro Padre Cruz Joaquim Colôa
  107. 107. Flexibilização é… Proporcionar aos alunos uma diversidade de percursos de aprendizagem garantindo a coerência entre os objectivos estabelecidos e as competências a desenvolver. Joaquim Colôa – 2006-2007 Bairro Padre Cruz Joaquim Colôa
  108. 108. Flexibilização é… Estimular a concepção de estratégias/actividades diversificadas que criem condições para a transferibilidade das aprendizagens inter e intra disciplinares, numa perspectiva de desenvolvimento das competências de saída do ensino básico. Joaquim Colôa – 2006-2007 Bairro Padre Cruz Joaquim Colôa
  109. 109. Flexibilização é… Incentivar a adopção de estruturas de trabalho em equipa entre professores de diferentes áreas disciplinares e de diferentes ciclos. Joaquim Colôa – 2006-2007 Bairro Padre Cruz Joaquim Colôa
  110. 110. Flexibilização é… Favorecer uma maior interacção entre os diversos parceiros da comunidade educativa na concepção e realização do projecto educativo da escola. Joaquim Colôa – 2006-2007 Bairro Padre Cruz Joaquim Colôa
  111. 111. ÁREAS CURRICULARES DIMENSÕES CURRICULARES DESENVOLVIMENTO DA QUALIDADE SALA/ESCOLA linguagem Desenvolvimento pessoal e social matemática Expressão artística Desenvolvimento motor CRENÇAS E VALORES CULTURAIS E CIVICOS PAIS E COMUNIDADE Desenvolvimento cívico Espaço e materiais tempo Interacções e relações Observação, planificação e avaliação das crianças Projectos e actividades Organização de grupos Joaquim Colôa Concepção Ecológica de Currículo
  112. 112. Madureira & Leite, 2003 Joaquim Colôa NEE, Avaliação e Currículo Níveis Elementos curriculares Relação com o currículo comum 1 organização e disposição do espaço Menor afastamento do currículo comum     Maior afastamento do currículo comum 2 estratégias e actividades 3 recursos educativos 4 momentos, formas e critérios de avaliação 5 estruturação do tempo 6 conteúdos 7 objectivos
  113. 113. Inclusão Inclusão Qualidade Diferenciação Cooperação Joaquim Colôa
  114. 114. Inclusão e cooperação É importante que as escolas, enquanto organização estabeleçam modelos cooperativos, partilhados, de definição de objectivos comuns. Aiscow,91 Joaquim Colôa
  115. 115. Inclusão e cooperação Uma estrutura assente em modelos de natureza cooperativa constitui-se como requisito substantivo para uma escola de qualidade e eficaz. Johnson & Johnson, 89 Joaquim Colôa
  116. 116. Porquê um trabalho em equipa? Por oposição às dinâmicas subjacentes à revolução industrial que decompunha os processos de acção em tarefas específicas e localizadas, as sociedades actuais complexas e multidimensionais, na perspectiva do modelo ecosistémico estabelecem a diferença e interacção entre as partes e o todo, entre o processo e a tarefa enquanto actividade. Joaquim Colôa
  117. 117. Altera-se uma prática pela qual cada grupo profissional e/ou cada serviço específico tinha uma acção isolada, desenvolvida à imagem de “olhares particulares”. Porquê um trabalho em equipa? Joaquim Colôa
  118. 118. Necessidade de trabalho em equipa COORDE-NAÇÃO DE ESFORÇOS / TRABALHO EM EQUIPA Joaquim Colôa Intervenção Alunos e famílias Necessidades múltiplas Desenvolvimentais Sociais Educativas Emocionais … / de diferentes profissionais Coordenação de esforços / Trabalho em equipa
  119. 119. Multidisciplinar Joaquim Colôa CRIANÇA Médico Terapeuta Psicólogo T.S. Social Docente
  120. 120. Interdisciplinar Joaquim Colôa CRIANÇA Médico Terapeuta Psicólogo T.S. Social Docente
  121. 121. Transdisciplinar Joaquim Colôa Técnico(s) que intervém Docente Terapeuta Psicólogo T.S. Social Docente Família e aluno T.S. Social Psicólogo
  122. 122. A equipa para resolver problemas Joaquim Colôa - ISEC Joaquim Colôa As diferentes experiências, formações, etc. dos membros da equipa contribuem para alargar o leque de possíveis soluções/estratégias. Este tipo de equipas quebra o ciclo de decisões tomadas isoladamente por “especialistas”. Por vezes existem situações que pela sua complexidade nos fazem sentir impotentes - a discussão em equipa pode ajudar-nos a refocalizar a situação.
  123. 123. A equipa para resolver problemas Joaquim Colôa - ISEC Joaquim Colôa Participação e controle ficam com o professor do regular, mas o apoio e o suporte são resultados inerentes do processo de toda a equipa. Uma reunião para resolução de problemas, devidamente estruturada com tempo limitado, pode ajudar a encontrar respostas mais rapidamente. Contribuindo para a construção de um clima de colaboração na escola.
  124. 124. Funções gerais da equipa Joaquim Colôa - ISEC Joaquim Colôa Estabelecer dinâmicas (programas e práticas) que respondam às necessidades de alunos e professores; Identificar e gerir recursos necessários; Reunir periodicamente para avaliar e priorizar prioridades;
  125. 125. Funções gerais da equipa Joaquim Colôa - ISEC Joaquim Colôa Apoio a docentes e alunos; Incluir as famílias nos processos de decisão; Garantir um clima escolar positivo.
  126. 126. Porquê uma dinâmica de resolução de problemas Joaquim Colôa - ISEC Joaquim Colôa Imediatismo – oferece soluções mais rapidamente; Relevância – as estratégias são seleccionadas pelos mais directamente interessados tendo por base uma necessidade expressa; Participação – a solução é encontrada na escola ficando o controlo com o docente;
  127. 127. Porquê uma dinâmica de resolução de problemas Joaquim Colôa - ISEC Joaquim Colôa Empowerment – Reconhece o poder de cada um dos membros da equipa e faz com que todos se envolvam; Colaboração – estimula os processos de colaboração e responsabilização de todos os agentes envolvidos; Sucesso – usa a força da equipa como base para a mudança;
  128. 128. Passos gerais para a resolução de problemas Joaquim Colôa - ISEC Joaquim Colôa O que deve mudar? – Identificação e descrição do problema; O que pode funcionar? – listagem de alternativas; Qual é a prioridade? – parcialização do problema;
  129. 129. Identificar o problema Identificar os pontos críticos Por em prática a alternativa Seleccionar a alternativa Listar alternativas Listar os recursos Avaliar o resultado e o processo Verificar e manter ou mudar Etapas para a resolução de problemas... Joaquim Colôa
  130. 130. Educação Inclusiva A Educação Inclusiva trata da resposta à diversidade; trata de saber escutar vozes pouco familiares, de criar atitudes de abertura, trata-se de dar poder a todos os membros, trata de celebrar a diferença de formas dignificantes. Nesta perspectiva, o objectivo é não deixar ninguém fora da escola. Barton ,99 Joaquim Colôa
  131. 131. O que identifica uma escola inclusiva Joaquim Colôa - ISEC Joaquim Colôa Política de escola claramente definida no PEE e apoiada por uma política distrital claramente definida; Liderança forte do Órgão de Gestão. Uma liderança que seja bem identificada e aceite por todos;
  132. 132. O que identifica uma escola inclusiva Joaquim Colôa - ISEC Joaquim Colôa Estratégias para a participação dos pais que efectivem parcerias entre a escola e a família; Um sentido de comunidade e pertença
  133. 133. O que identifica uma escola inclusiva Joaquim Colôa - ISEC Joaquim Colôa Planeamento e resolução dos problemas de forma colaborativa entre professores e outros de forma a identificarem as barreiras à inclusão e encontrando formas de as ultrapassar; Padrões elevados de práticas e sucesso Papéis e responsabilidades flexíveis Uma gama de serviços diversificada
  134. 134. O que identifica uma escola inclusiva Joaquim Colôa - ISEC Joaquim Colôa Desenvolvimento/(in)formação contínuo de Pessoal Atenção pelas acessibilidades Novas formas de responsabilidade Estratégias baseadas na investigação/acção Ambientes de Aprendizagem Flexíveis
  135. 135. Relatório - práticas de sala de aula - AEDENE Educação inclusiva Joaquim Colôa - ISEC Joaquim Colôa Os alunos apresentam maior desempenho em contextos inclusivos do que em contextos segregados. Em geral a educação inclusiva parece ser um fenómeno realista.
  136. 136. Relatório - práticas de sala de aula - AEDENE Educação inclusiva Joaquim Colôa - ISEC Joaquim Colôa Esta não é apenas uma discussão normativa onde são tomadas posições com base em emoções ou em outras percepções ou sentimentos. Lidar com diferenças ou diversidade na sala de aula constitui um dos maiores desafios das salas de aula.
  137. 137. Relatório - práticas de sala de aula - AEDENE Educação inclusiva Joaquim Colôa - ISEC Joaquim Colôa A inclusão pode ser organizada de diferentes formas e em diferentes níveis, mas no fim o professor tem que lidar com uma grande diversidade dentro da sala de aula e tem que adaptar ou preparar o currículo de tal forma que responda às necessidades dos alunos com NEE e às dos seus pares.
  138. 138. Relatório - práticas de sala de aula - AEDENE Educação inclusiva Joaquim Colôa - ISEC Joaquim Colôa Os professores necessitam de “um par de mãos extra” ou de apoio extra de outros colegas e/ou de outros profissionais.
  139. 139. Ensino cooperativo/ensino em parceria/ensino em equipa - Os professores necessitam de apoio (prático) de um professor extra e/ou dos seus colegas directores e outros profissionais. Quer para o desenvolvimento das competências académicas quer sociais dos alunos com NEE. Esta parece ser uma forma eficaz de trabalhar. É evidente que um apoio ou uma ajuda adicional precisam de ser bem coordenados e planeados. Relatório - práticas de sala de aula - AEDENE Variáveis que parecem eficazes Joaquim Colôa - ISEC Joaquim Colôa
  140. 140. Aprendizagem cooperativa/tutoria de pares - a tutoria de pares ou aprendizagem cooperativa é eficaz tanto nas áreas cognitiva como afectiva. Os alunos que se ajudam uns aos outros, especialmente quando estão a níveis diferentes, beneficiam em aprender juntos. Além disso, não há indicações de que os melhores alunos sejam prejudicados com esta situação, em termos de ausência de novos desafios ou oportunidades. Também aqui, os resultados apontam progressos nas áreas académica e social. Relatório - práticas de sala de aula - AEDENE Variáveis que parecem eficazes Joaquim Colôa - ISEC Joaquim Colôa
  141. 141. Currículo flexível e baseado na avaliação - Os alunos com NEE melhoram academicamente com uma monitorização, avaliação e planeamento sistemático do trabalho que é feito diariamente na escola. Desta forma, a instrução pode ser adaptada e gerida de acordo com as necessidades do aluno e o apoio adicional pode ser introduzido adequadamente. Relatório - práticas de sala de aula - AEDENE Variáveis que parecem eficazes Joaquim Colôa - ISEC Joaquim Colôa
  142. 142. Resolução colaborativa de problemas - Regras de sala de aula claras e negociadas com os alunos (juntamente com incentivos e desincentivos) provaram ser eficazes. Relatório - práticas de sala de aula - AEDENE Variáveis que parecem eficazes Joaquim Colôa - ISEC Joaquim Colôa
  143. 143. Agrupamentos heterogéneos/ensino flexível/diferenciação -é necessária uma abordagem mais diferenciada da educação quando se lida com a diversidade de alunos na sala de aula. Objectivos bem definidos, formas alternativas de aprendizagem, ensino flexível e agrupamentos flexíveis incrementam a educação inclusiva.. Relatório - práticas de sala de aula - AEDENE Variáveis que parecem eficazes Joaquim Colôa - ISEC Joaquim Colôa
  144. 144. Centros de recursos... Um conjunto de técnicos com diferentes tipos de necessidades e/ou competências profissionais que trabalham juntos na base da flexibilidade, (re)estruturando as suas estratégias de acordo com as tarefas a realizar. Joaquim Colôa
  145. 145. Centros de recursos... Profissionais de diferentes disciplinas trabalham colaborativamente para fornecer um parecer coerente, aconselhamento e apoio. Joaquim Colôa
  146. 146. Centros de recursos... Proporciona, programas educativos ou de formação profissional, qualitativamente melhores. Joaquim Colôa
  147. 147. Centros de recursos... Apoia as escolas e/ou outras instituições onde as aprendizagens têm lugar. Joaquim Colôa
  148. 148. Centros de recursos... Não devem ser uma mera presença física que proporciona apoio através de um processo de parceria. Joaquim Colôa
  149. 149. Tipos de centros de recursos... <ul><li>Centros de recursos de Escola Especial; </li></ul><ul><li>Centros de recursos nas Universidades; </li></ul><ul><li>Centros de recursos nacionais e locais, dependentes do estado. </li></ul>Joaquim Colôa
  150. 150. Uma rede de apoio... Joaquim Colôa CRL CRL E E E E E CRR CRR CRN
  151. 151. Funções gerais dos centros de recursos... <ul><li>Consultoria, ligação e aconselhamento; </li></ul><ul><li>Formação permanente; </li></ul><ul><li>Supervisão e avaliação de processos e alunos; </li></ul><ul><li>Desenvolvimento curricular. </li></ul>Joaquim Colôa
  152. 152. Objectivo geral dos centros de recursos... Desenvolver com sucesso a identificação, a avaliação, o planeamento e o ensino especializado para crianças com NEE. Joaquim Colôa
  153. 153. O papel dos centros de recursos... <ul><li>Ensino especializado; </li></ul><ul><li>Formação de pessoal e apoio na escola; </li></ul><ul><li>Centro de informação; </li></ul><ul><li>Desenvolvimento e adaptação do currículo e de materiais. </li></ul>Joaquim Colôa
  154. 154. Principais áreas de necessidades <ul><li>Sistemas e abordagens administrativas; </li></ul><ul><li>Assuntos de ensino; </li></ul><ul><li>Acesso ao currículo; </li></ul><ul><li>Estratégias de ensino; </li></ul><ul><li>Gestão da sala de aula; </li></ul><ul><li>Deficiências específicas. </li></ul>Joaquim Colôa - ISEC Joaquim Colôa
  155. 155. Inclusão: falamos de... capacidade de acolher a diversidade à interacção com todos os alunos não rotulando e excluindo UNESCO, 2005 Joaquim Colôa
  156. 156. Inclusão: falamos de... cuidado que a escola deve ter para que os alunos não se sintam excluídos direito ao acesso à educação, tomando-se medidas para determinados alunos sem os excluir UNESCO, 2005 Joaquim Colôa
  157. 157. Inclusão: não falamos de... pressupostas reformas da educação especial mas de todo o sistema de educação necessidade de encontrar respostas somente para “alunos diferentes” mas à necessidade de encontrar repostas para todos os alunos UNESCO, 2005 Joaquim Colôa
  158. 158. Inclusão: não falamos de... escolas de Educação Especial mas a um apoio adicional dentro das escolas do regular identificar somente as necessidades das crianças com deficiência UNESCO, 2005 Joaquim Colôa
  159. 159. Inclusão: não falamos de... identificar as necessidades de uma criança às custas de outra UNESCO, 2005 Joaquim Colôa
  160. 160. Bem-hajam “ Não é por as coisas serem difíceis que não temos ousadia. É por não termos ousadia que as coisas são difíceis”. Séneca Joaquim Colôa

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