Feudalismo

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O FEUDALISMO — PODE SER DEFINIDO COMO A ORGANIZAÇÃO SOCIAL, POLÍTICA E ECONÔMICA PREDOMINANTE NA EUROPA DURANTE O PERÍODO MEDIEVAL;

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Feudalismo

  1. 1. Professor: Jean Carlos Nunes da Paixão
  2. 2. DEFINIÇÃO  PODE SER DEFINIDO COMO A ORGANIZAÇÃO SOCIAL, POLÍTICA E ECONÔMICA PREDOMINANTE NA EUROPA DURANTE O PERÍODO MEDIEVAL;  CARACTERÍSTICAS GERAIS:  POLÍTICA: PODER DESCENTRALIZADO  ECONOMIA: PREDOMINÂNCIA DA AGRICULTURA DE SUBSISTÊNCIA  SOCIEDADE: ESTAMENTAL  CULTURA: IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA
  3. 3. Origens....  A “GENESE DO FEUDALISMO É RELACIONADA COM A CRISE E A DECANDÊNCIA DO IMPÉRIO ROMANO DO OCIDENTE EM 476 ;  OS CHAMADOS POVOS BÁRBAROS GRADUALMENTE MIGRARAM E DEPOIS INVADIRAM O IMPÉRIO, DESTACAM-SE:  OS GERMÂNICOS  OS FRANCOS
  4. 4.  OS FRANCOS FICARAM SOB O GOVERNO DE DUAS DINASTIAS:  MEROVÍNGIA: 482 A 751; NESTE PERÍODO O REI PERDEU FOI SUCESSIVAMENTE PERDENDO PODER PARA OS CHAMANOS MORDOMOS. UM DESSE FOI CARLOS MARTEL QUE DETEVE O AVANÇO DOS MULCUMANOS SOBRE A EUROPA NA BATALHA DE POITIERS
  5. 5. BATALHA DE POITIERS
  6. 6. COM O FALECIMENTO DE CARLOS MARTEL ASSUME SEU FILHO, PEPINO, O BREVE, RECONHECIDO COMO REI PELO PAPA. APÓS DERROTAR OS LOMBARDOS DOOU AO PAPA AS TERRAS NO REINO DA ITÁLIA, CONSTITUINDO-SE O PATRIMÔNIO DE SÃO PEDRO APÓS PEPINO ASSUME CARLOS MAGNO QUE AMPLIOU AS FRONTEIRAS DO IMPÉRIO E PROMOVEU O RENASCENÇA CAROLÍNGIA
  7. 7.  O IMPÉRIO FOI DIVIDIDO EM MARCAS, CONDADOS, DUCADOS, BARONIAS.  CADA NOBRE QUE RECEBIA UM TERRITÓRIO DEVIA JUAR FIDELIDADE AO IMPERADOR.
  8. 8.  APÓS A SUA MORTE ASSUME SEU FILHO, LUÍS I, O PIEDOSO;  O IMPÉRIO COM A MORTE E LUÍS I FOI DIVIDIDO PELO TRATADO DE VERDUN EM 843
  9. 9. Pirâmide social do Feudalismo
  10. 10.  A SOCIEDADE MEDIEVAL ERA ESTAMENTAL, DIVIDIDA EM CLASSES SOCIAIS, DEFINIDAS PELO NASCIMENTO  CLERO: REPRESENTANTES DA IGREJA  NOBREZA: DETENTORAS DE TERRAS  CAMPONESES: TRABALHADORES EM GERAL. PODIAM SER SERVOS (PRESOS A TERRA) OU VILÕES
  11. 11.  QUAL A POSSIBILIDADE DE ASCENÇAO SOCIAL NO FEUDALISMO?
  12. 12. SUSERANIA E VASSALAGEM  NOME DADO A RELAÇÃO DE RECIPROCA ENTRE UM SUSERANO E UM VASSALO  O SUSERANO DAVA UM BENEFICIO( TERRA) EXIGINDO EM TROCA FIDELIDADE ( PROTEÇÃO: O NOBRE FORMAVA UM PEQUENO EXÉRCITO)  ESTE MESMO NOBRE PODERIA SUBDIVIDIR A TERRA DANDO A OUTRO E EXIGINDO FIDELIDADE, OU SEJA, O SUSERANO( O REI ) PERDEU O MONOPÓLIO DA FORÇA E AOS POUCOS O SEU PODER POLÍTICO.
  13. 13.  “O VASSALO DO MEU VASSALO NÃO É O MEU VASSALO”
  14. 14. Organização econômica e política  Imensa propriedade rural governada pelo senhor feudal.  TERRA = prestígio, status, fonte de riqueza.  Economia amonetária e de subsistência.  Divisões do Feudo:  Manso senhorial: ficava o Castelo e eram terras de uso exclusivo do senhor.  Manso servil: terras utilizadas pelos servos.  Terras comunais: Bosques, pastos e lagos, eram usadas por todos.
  15. 15. MANSO SENHORIAL MANSO SERVIL MANSO COMUNAL
  16. 16. Relações servis  OS TRABALHADORES MEDIEVAIS NÃO RECEBIA SALÁRIOS EM DINHEIRO COMO ATUALMENTE.  TRABALHAVAM EM TROCA DE PROTEÇÃO E TINHAM INÚMERAS OBRIGAÇÕES PARA O SENHOR
  17. 17. DESTACAM-SE  Corvéia: Trabalho gratuito dos servos, na agricultura, construções (pontes, fortificações)...  Banalidades: imposto pago pela utilização da infra-estrutura do feudo (moinho, forno, celeiro...).  Talha: porcentagem (quase sempre a metade) entregue ao senhor pela produção no manso servil.  Mão-morta: imposto pago pela morte do chefe da família, se caso continuassem utilizando as terras.  Capitação: imposto anual pago individualmente ao senhor feudal.  Os servos também eram obrigados a prestar serviço militar em caso de guerras e dar hospitalidade ao seu senhor
  18. 18.  Dízimo ou Tostão de São Pedro: 10% do que era produzido era destinado para a Igreja
  19. 19.  Patrística: FILOSOFIA FUNDADA POR SANTO AGOSTINHO, INSPIRADA EM PLATÃO.  SUA PRINCIPAL OBRAS É CIDADE DE DEUS E CIDADE DOS HOMENS.
  20. 20.  A Igreja Católica norteou toda a produção Cultural do período medieval  Reforma Gregoriana: foi um dos principais acontecimentos da Idade Média, pois procurou estabelecer claras diretrizes para resolver a tensão entre Igreja e Estado
  21. 21.  reforçava a instituição do celibato clerical  a instituição dos sete sacramentos: batismo, crisma, eucaristia, ordem (apenas para clérigos), casamento (apenas para leigos), confissão e unção dos enfermos
  22. 22. Teocentrismo: Deus era o centro do Universo, Deus era a explicação para todas as coisas
  23. 23.  Clero dividido em:  Clero Secular: vivam em contato com os fiéis.  Clero Regular: vivam em conventos e mosteiros.  Ao clero regular, coube a conservação de importantes manuscritos gregos e latinos, preservando a cultura da Antiguidade Clássica.  Praticam o canto gregoriano.  A Igreja monopolizava a educação e a cultura.
  24. 24. Produção cultural  Pintura:  Concentrou-se na representação humanizada de santos e divindades. Destacam-se os italianos Giotto e Cimabue.  Música:  Música Sacra: com o canto gregoriano (melodia simples e suave cantada em uníssono por várias vozes.  Música Popular: Trovadores e Menestréis  Origem das 7 notas musicais  Literatura:  Poesia épica exaltando a ação dos cavaleiros em prol da cristandade  Poesia lírica exaltando o amor cortês dos cavaleiros em relação ás suas damas  Ciência e Filosofia:  Roger Bacon introduziu a observação da natureza e a experimentação como método básico do conhecimento científico.  Santo Agostinho e São Tomás de Aquino tinham como interesse harmonizar a fé cristã com a razão.
  25. 25. Poema de Guido de Arezzo  “Ut quant laxis  Resonare fibris  Mira gestorum  Famuli tuorum  Solve polluti  Labii reatum  Sancte Iohannes”
  26. 26.  Para que teus servos / Possam, das entranhas / Flautas ressoar / Teus feitos admiráveis / Absolve o pecado / Desses lábios impuros / Ó São João”.
  27. 27. CRISE DO FEUDALISMO  O FEUDALISMO ENTROU EM DECADÊNCIA A PARTIR DE SEU PRÓPRIO DESENVOLVIMENTO.  COM A INTENSIFICAÇÃO DO PROCESSO DE RURALIZAÇÃO E O A DIMINUIÇÃO DAS GUERRAS A EUROPA VIVIU UM PERÍODO DE “DESENVOLVIMENTO”, COM UM EXPRESSIVO CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO.
  28. 28.  HAVIA A NECESSIDADE DE CONQUISTAR MAIS TERRAS PARA A PRODUÇÃO DE ALIMENTOS;  EM 1054 OCORRE O CISMA: DIVISÃO DA IGREJA CATÓLICA EM DUAS:  IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA: OCIDENTE.  IGREJA ORTODOXA GREGA: ORIENTE
  29. 29.  DIANTE DESSA SITUAÇÃO O PAPA URBANO II CONVOCA AS CRUZADAS  Expedições organizadas pelas Igrejas com diversos objetivos. Religiosos: Reconquistar Jerusalém e reunificar a Cristandade Religiosa rompida com o Cisma em 1054; Econômicos e Políticos: conquistar terras e a ampliação do comércio para o Oriente por parte dos mercadores italianos  As expedições mesmo obtendo algumas vitórias foram derrotadas;
  30. 30. AS CRUZADAS
  31. 31. PAPA URBANO II
  32. 32. A PESTE NEGRA  DOENÇA QUE ASSOLOU A EUROPA NA BAIXA IDADE MÉDIA E QUE DIZIMOU CERCA DE UM TERÇO DA POPULAÇÃO DA ÉPOCA.  FOI ASSOCIADA AO FIM DOS TEMPOS, EXPLICAÇÃO MUITO DIFUNDIDA NO PERÍODO.  NO ENTANTO, NA VERDADE PODERIA SER CONTROLADA E ERRADICADA, COMO OCORREU GRAÇAS AOS CONHECIMENTOS MÉDICOS DESENVOLVIDOS NO PERÍODO, PRINCIPALMENTE APÓS O FIM DAS CRUZADAS
  33. 33.  A DOENÇA PROVOCOU DOIS ABALOS NO FEUDALISMO:  A DIMINUIÇÃO NA MÃO DE OBRA  CRISE INTELECTUAL DA IGREJA CATÓLICA, QUE NÃO DEU RESPOSTAS SATISFATÓRIAS PARA O CAOS PROVOCADO PELA PESTE NEGRA.   MUITAS PESSOAS FORAM EXPULSAS DOS FEUDOS INDO PARA AS CIDADES, GERANDO CONSEQUENTEMENTE O RENASCIMENTO COMERCIAL E O SURIMENTO DA BURGUESIA
  34. 34. As feiras medievais  Neste contexto surgiram as chamadas feiras que eram locais de comércio próximas aos feudos.  Algumas tiveram amplitude continental na época
  35. 35.  MESMO COM O RENASCIMENTO COMERCIAL A EUROPA VIVIA UMA CRISE ECÔNOMICA.  ESTE CONTEXTO ACIRROU AS TENSÕES SOCIAIS ECLODINDO INÚMERAS REVOLTAS DOS CAMPONESES NA EUROPA NESTE PERÍODO.  AS revoltas urbanas de jornaleiros belgas marcavam a crise que se formava na Europa. Algumas décadas depois, a França se transformou no palco das primeiras revoltas camponesas que ficaram conhecidas como “jacqueries” ou “Revolta dos Jacques”.  ERA NECESSÁRIA A CRIAÇÃO DE UM EXÉRCITO CAPAZ DE CONTER AS TENSÕES;
  36. 36. jacqueries
  37. 37.  COM A CRISE DO FEUDALISMO SURGIU A BURGUESIA, COMO JÁ CITADO, CLASSE SOCIAL QUE PROGRESSIVAMENTE FOI AUMENTANDO SEU PODER ECONÔMICO.  COMO CADA FEUDO IMPUNHA SUAS REGRAS E IMPOSTOS ESTA SE SENTIA MUITO PREJUDICADA.  A BURGUESIA ENTÃO COMEÇOU A FINANCIAR OS REIS NA FORMAÇÃO DE EXÉRCITOS EM TROCA DEVERIA UNIFCAR O SISTEMA MONETÁRIO E IMPOSTOS. O REI AOS POUCOS SE FORTALECEU, DESARTICULANDO O FEUDALISMO.
  38. 38. E O FIM FOI EM????  APESAR DO MARCO DA IDADE MODERNO SER O ANO DE 1453, O FEUDALISMO, EM CRISE, DEMOROU A DESAPARECER NA EUROPA, SENDO QU EM CADA LUGAR APRESENTOU SUAS CARACTERÍSTICAS PARTICULARES.

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