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Jb news informativo nr. 2334

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Jb news informativo nr. 2334

  1. 1. JB NEWS Filiado à ABIM sob nr. 007/JV Editoria: Ir Jeronimo Borges Loja Templários da Nova Era nr. 91(Florianópolis) - Obreiro Loja Alferes Tiradentes nr. 20 (Florianópolis) - Membro Honorário Loja Harmonia nr. 26 (B. Horizonte) - Membro Honorário Loja Fraternidade Brazileira de Estudos e Pesquisas (J. de Fora) -Correspondente Loja Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônicas (P. Alegre) - Correspondente Academia Catarinense Maçônica de Letras Academia Maçônica de Letras do Brasil – Arcádia de B. Horizonte O JB News saúda os Irmãos leitores de Palhoça - SC (Publique aqui a imagem de sua cidade: jbnews@floripa.com.br) Saudações, Prezado Irmão! Índice do JB News nr. 2.334 – Florianópolis (SC) – domingo, 19 de fevereiro de 2017 Bloco 1-Almanaque Bloco 2-IrNewton Agrella – Movidos pela Curiosidade Bloco 3-IrJoão Ivo Girardi - Misoginia Bloco 4-IrJosé Ronaldo Viega Alves – O Mistério da Arca Perdida: Charles Warren e a ... (parte 6) Bloco 5-IrHercule Spoladore – A República, como foi Proclamada Bloco 6-IrJoão Anatalino Rodrigues – Loja de São João, Justa e Perfeita Bloco 7-Destaques JB – Breviário Maçônico p/o dia 19 de fevereiro e hoje com versos do Irmão e Poeta Sinval Santos da Silveira (Florianópolis-SC)
  2. 2. JB News – Informativo nr. 2.334– Florianópolis (SC), domingo, 19 de fevereiro de 2017 - Pág. 2/36 Hercule Spoladore – A Bíblia de– A Bíblia de Jefferson Hercule Spoladore – A Bíblia de Jefferson 19 de fevereiro  197 — Inicia-se a Batalha de Lugduno, entre os exércitos do imperador romano Septímio Severo e do usurpador romano Clódio Albino;  607 — É eleito o Papa Bonifácio III.  1649 — 2ª Batalha dos Guararapes (término das Invasões holandesas do Brasil).  1737 — Fundação da cidade de Rio Grande pelo brigadeiro José da Silva Pais.  1766 — Em Portugal, começa a funcionar o Colégio dos Nobres, criado por carta régia em 7 de Março de 1761.  1771 — O aglomerado aberto NGC 2548 foi descoberto por Charles Messier.  1795 — O jornalista francês Gracchus Babeuf é preso mais uma vez por propagar suas opiniões.  1797 — Tratado de Tolentino.  1822 — Insurreição pela independência brasileira na Bahia. Morre a freira Joana Angélica.  1841 — Fundação Condado de Kendall.  1846 — Criação da Freguesia do Distrito do Cimo da Serra de Botucatu.  1861 — É abolida a servidão dos camponeses no Império Russo.  1867 — Incorporação de Rocky Mount.  1878 — É patenteado o Fonógrafo de Thomas Edison.  1881 — Fundação do Condado de Dolores. Nesta edição: Pesquisas – Arquivos e artigos próprios e de colaboradores e da Internet – Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias, de colaboradores e www.google.com.br Os artigos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião deste informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores. 1 – ALMANAQUE Hoje é o 49º dia do Calendário Gregoriano. Faltam 316 dias para terminar o ano de 2017 - Lua Quarto Minguante - Dia do Esportista É o 128º ano da Proclamçaõ da República; 195º da Independência do Brasil e 517º ano do Descobrimento do Brasil Colabore conosco. Se o Irmão não deseja receber mais o informativo ou alterou o seu endereço eletrônico, POR FAVOR, comunique-nos pelo mesmo e-mail que recebe o JB News, para evitar atropelos em nossas remesssas diárias por mala direta. Obrigado. EVENTOS HISTÓRICOS (Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki) Aprofunde seu conhecimento clicando nas palavras sublinhadas
  3. 3. JB News – Informativo nr. 2.334– Florianópolis (SC), domingo, 19 de fevereiro de 2017 - Pág. 3/36  1926 — O Castelo de Melgaço e a Muralha de Barcelos são classificados como Monumentos Nacionais de Portugal.  1927 — Greve geral em Xangai para protestar contra a presença de tropas britânicas.  1941 — Formação do comando alemão Afrika Korps.  1942 — Dois ataques aéreos japoneses devastam a cidade australiana de Darwin (Ataques aéreos a Darwin)  1942 — Segunda Guerra Mundial: nos Estados Unidos, o presidente Franklin Delano Roosevelt decreta a transferência de cidadãos nipo-americanos para campos de concentração.  1945 — Segunda Guerra Mundial: desembarque de 30 mil marines norte-americanos em Iwo Jima. Início da (Batalha de Iwo Jima)  1959 — Emancipação de Taboão da Serra.  1959 — O Reino Unido concede a independência ao Chipre  1962 — Emancipação de Osasco.  1986 — A União Soviética lança a estação espacial internacional Mir  1998 — Editada nova Lei do Direito Autoral (v. também Recursos no domínio público)  2004 — Simon Wiesenthal é feito cavaleiro pela rainha Isabel II de Inglaterra em função dos seus contributos para a Humanidade.  2005 — A edição portuguesa da Wikinotícias é colocada no ar.  2008 — Fidel Castro deixa o poder de Cuba para seu irmão Raul Castro. Eventos culturais e de média/mídia[editar | editar código-fonte]  1972 — Primeira transmissão pública de TV em cores do Brasil: a Festa da Uva, em Caxias do Sul.  2012 — A série americana The Simpsons completou 500 episódios. 1749 Ofício do governador Silva Paes comunica à Corte a chegada à capitania de Santa Catarina de 461 pessoas, entre adultos e crianças, vindas dos Açores para o povoamento do litoral catarinense. 1954 Decreto nº 605, desta data, regulamentou a confecção e o uso dos símbolos do Estado de Santa Catarina. 1811 Fundada a Grande Loja do Distrito de Colúmbia dos Maçons Livres e Aceitos. 1922 Fundada a Grande Loja de Colômbia, Santa Fé de Bogotá. Fatos históricos de santa Catarina Fatos maçônicos do dia Fonte: O Livro dos Dias 20ª edição (Ir João Guilherme) e acervo pessoal
  4. 4. JB News – Informativo nr. 2.334– Florianópolis (SC), domingo, 19 de fevereiro de 2017 - Pág. 4/36 O Ir Newton Agrella - M I Gr 33 escreve aos domingos. É membro ativo da Loja Luiz Gama Nr. 0464 e Loja Estrela do Brasil nr. 3214 REAA - GOSP - GOB newagrella@gmail.com "O TERCEIRO GRAU UM PROCESSO PSICOLÓGICO" Em que pese todo o significado simbólico que a morte encerra na conjuntura que envolve o 3o.Grau da Maçonaria Simbólica Universal - o Grau de Mestre Maçom - vale ressaltar que a sua essência não está circunscrita a morte física, mas sim, um processo psicológico de cunho iniciático onde a analogia se desenvolve em torno da lenda do arquiteto Hiram Abif convocado pelo Rei Salomão para a construção do templo. A interpretação da morte se desencadeia ao considerarmos que o indivíduo é subjugado pelo impacto do confinamento em seu corpo físico, perde a consciência - e em especial o contato consciente com a alma e seu espírito com a Divindade. Essa "morte" sugere a idéia da restrição de consciência. A "morte" que se apresenta ao candidato no Terceiro Grau contribuirá para que ele "reconheça" que é um ser espiritual que possui tanto uma alma quanto um corpo. Assim, a morte psicológica a que se refere esse derradeiro Grau do "simbolismo maçônico" está envolvida com a experiência dessa essência espiritual. Trata-se portanto da morte do ego. 2 – O Terceiro Grau, um processo psicológico Newton Agrella
  5. 5. JB News – Informativo nr. 2.334– Florianópolis (SC), domingo, 19 de fevereiro de 2017 - Pág. 5/36 Há uma corrente filosófica maçônica que entende que "...assim como o candidato na cerimônia não permanece muito tempo na sepultura simbólica, também o período de desorientação na experiência real não dura muito. A função psique que chamamos de Venerável Mestre surge na consciência para se tornar o princípio-guia dentro do indivíduo que, nesse novo estado, reconhece a si mesmo como um ser espiritual que possui uma alma e um corpo..." A sustentação da lenda remete a construção do templo, para que nele habite o Deus intimo e para que sua completa liberdade de expressão se manifeste. Importante destacar que nos Graus anteriores trabalhou-se na Pedra Bruta e posteriormente na Pedra Polida. No Grau de Mestre Maçom a Jóia Fixa é o próprio Painel, pois ela lida com o relacionamento entre pedras e com o todo de uma estrutura maior a qual elas pertencem. Os interesses do Mestre Maçom são portanto metafísicos, transpessoais e holísticos o que denota o profundo aspecto "esotérico" de que se reveste este Grau. A responsabilidade do Mestre Maçom advinda desse processo simbólico da morte e renascimento é ser consciente dessa unidade essencial. Criatividade e Revelação são pressupostos para se entender o nível de consciência representado pelo Mestre Maçom e o compasso talvez seja a ferramenta de consciência que melhor traduza sua função como instrumento de proporção - qualidade imprescindível para manter a tradição e a revelação, os princípios e a criatividade, em equilíbrio. Talvez seja cabível lembrar que o contrário de morte não é vida, mas sim o nascimento. A vida é pois, uma consequência, e a partir desse fato, o homem faz disso sua profissão de fé para vive-la em toda a sua plenitude sem se preparar para morrer. Não podemos aceitar o nascimento de nosso corpo sem aceitar sua morte. Para melhor reflexão podemos discorrer que o Painel do Terceiro Grau pode ser interpretado de duas formas. A primeira é a de que o painel indica que o conceito comum de vida humana é como a morte comparada à capacidade humana potencial. A segunda, é que a visão do interior do templo sugere que somente morrendo para o seu conceito de "ser" é que a pessoa pode realizar esse potencial.
  6. 6. JB News – Informativo nr. 2.334– Florianópolis (SC), domingo, 19 de fevereiro de 2017 - Pág. 6/36 A representação da morte do Mestre Hiram Abif é uma forma impactante e singular de simbolizar o ritualismo do grau como forma de compartilhar com os Irmãos o processo de recomposição e regeneração humana sob o ponto de vista psicológico. Essa procedimento demonstra o sentido da construção do Templo de Salomão através dos percalços de sua destruição e da reconstituição simbólica paralelamente ao renascimento da consciência do Mestre Maçom. De acordo com o próprio Ritual do 3o.Grau - do Grande Oriente do Brasil para o Rito Escocês Antigo e Aceito - a exaltação a Mestre demonstra o triunfo da Vida sobre a Morte, a imortalidade do bom, do justo e do virtuoso. Seu significado espiritual é o de que o Trabalho dos Mestres não conhece descanso, porque eles contróem o Templo ideal, isto é; a Fraternidade, a Razão e a Justiça, com Eqüidade. Fraternalmente Newton Agrella Referências Bibliográficas: "Simbolismos do Ritual de Fechamento de Loja Maçônica" - Editions Dervy, 2011 - Autor: Alain Pozarnik "Maçonaria - Uma Jornada por meio do Ritual e do Simbolismo" - Madras Editora - Autor: W.Kirk MacNulty "Ritual do 3o.Grau - REAA / GOB
  7. 7. JB News – Informativo nr. 2.334– Florianópolis (SC), domingo, 19 de fevereiro de 2017 - Pág. 7/36 O Ir. João Ivo Girardi joaogira@terra.com.br da Loja “Obreiros de Salomão” nr. 39 de Blumenau é autor do “Vade-Mécum Maçônico – Do Meio-Dia à Meia-Noite” Premiado com a Comenda do Mérito Cultural Maçônico “Aquiles Garcia” 2016 da GLSC e com a Ordem do Mérito Templário da Loja Templários da Nova Era. escreve às quartas-feiras e domingos. MISOGINIA “ Quem escreve sobre mulher, deve molhar a pena no arco-íris e secar o papel com pó de asas de borboletas”. (Diderot). 1. Etimologia: [gr. misein: odiar + giné: mulher] 2. O que é Misoginia: Misoginia é a repulsa, desprezo ou ódio contra às mulheres. Esta forma de aversão mórbida e patológica ao sexo feminino está diretamente relacionada com a violência que é praticada contra a mulher. Etimologicamente, a palavra misoginia surgiu a partir do grego misogynia, ou seja, a união das partículas miseó, que significa ódio, e gyné, que se traduz para mulher. Um indivíduo que pratica a misoginia é considerado misógino. O antônimo de misoginia é conhecido por filoginia, que é o amor, afeto, apreço e respeito pelo sexo feminino. A misoginia é a principal responsável por grande parte dos assassinatos de mulheres, também conhecido por feminicídio, que configura-se como formas de agressões físicas e psicológicas, mutilações, abusos sexuais, torturas, perseguições, entre outras violências relacionadas direta ou indiretamente com o gênero feminino. Saiba mais sobre o significado de Feminicídio: Causas: A cultura popular do machismo está intrinsecamente presente em quase todas as sociedades humanas há séculos. O conceito da superioridade de gênero, instituído pelo patriarcado ao longo dos anos, e o sexismo ajudam a alimentar a ideia da desvalorização e preconceito contra às mulheres.Na contemporaneidade, mesmo após várias conquistas, as mulheres continuam 3 – Misoginia João Ivo Girardi
  8. 8. JB News – Informativo nr. 2.334– Florianópolis (SC), domingo, 19 de fevereiro de 2017 - Pág. 8/36 enfrentando inúmeros desafios e barreiras preconceituosas impostas por uma sociedade historicamente machista. Misoginia e Misandria: A misoginia é o sentimento extremo de repulsa, desprezo e ódio contra às mulheres, enquanto que a misandria é o nome dado ao sentimento de raiva ou aversão praticado contra o sexo masculino. Etimologicamente, o termo misandria surgiu do grego misosandrosia, composto pela junção das partículas misos, que quer dizer ódio, e andros que significa homem. Existe um debate que questiona o posicionamento da misandria perante a misoginia, devido a importante carga histórica que carrega o preconceito sofrido pelas mulheres ao longo dos séculos. Algumas pessoas acreditam que a misandria surgiu como uma forma de defesa das mulheres atacadas por misóginos. Misoginia e Misantropia: A misantropia é a repulsa ou aversão ao ser humano ou à humanidade. A princípio, esta pode parecer uma definição muito chocante, mas a misantropia é o conjunto dos vários tipos de discriminações e preconceitos existentes, como a homofobia, xenofobia e misoginia. No entanto, a partir de um ponto de vista geral, o misantropo (àquele que pratica misantropia) é alguém que desconfia ou não gosta da humanidade de uma forma geral. 3. Ensaio: Misoginia e Sexismo: Procurem a resposta na Bíblia: Elizabeth Cady Stanton (1815-1902), feminista norte-americana, defendeu a necessidade de se pôr a nu a misoginia contida em inúmeros textos bíblicos. Todavia, esta posição era rejeitada por outras feministas da época, como Susan Anthony, com o argumento de que ela iria alienar boas vontades para a causa das mulheres. A posição de Stanton, expressa nas seguintes palavras, parece, todavia bastante razoável: Estes textos familiares são citados pelo clero nos púlpitos, pelos homens de estado nas câmaras legislativas, pelos advogados nos tribunais e ampliados pela imprensa em todos os países civilizados e são aceites pela própria mulher como a ‘palavra de Deus’. Tão pervertida está a natureza do elemento religioso que, com a fé e as obras, ela é o suporte da Igreja e do clero - os verdadeiros poderes que tornam a emancipação impossível. Quando nos princípios do século XIX, as mulheres começaram a protestar contra a degradação civil e política a que estavam sujeitas, disseram-lhes que procurassem a resposta na Bíblia. Quando protestaram contra a sua posição desigual na Igreja, disseram-lhes que procurassem a resposta na Bíblia. Em outro passo Stanton acrescenta: Quanto mais leio (os textos bíblicos), mais profundamente sinto a importância de convencer as mulheres de que a mitologia hebraica não tem especial pretensão a uma origem mais elevada do que a grega, sendo bem menos atrativa no estilo e menos refinada no sentimento. Há muito que as suas características objetáveis se teriam tornado aparentes, não tivessem elas sido glosadas com fé na sua divina inspiração. Como se pode avaliar pela leitura destes excertos da obra de Elizabeth Stanton (citados por Naomi Goldenberg em Changing of the Gods: Feminism and the End of Traditional Religions), ela tem a clara noção, por um lado, do caráter misógino de muitos textos bíblicos e da influência perniciosa que exerceram enquanto obstáculo à emancipação das mulheres e, por outro, do seu caráter mítico enquanto narrativas imaginadas para interpretar e explicar acontecimentos, o que lhes retira a força que uma pretensa inspiração divina lhes poderia outorgar. Na época, a posição de Stanton parecia demasiado perigosa e arriscada, mais de um século volvido, infelizmente o tema continua a ser melindroso, o que mostra bem quão pouco se progrediu em determinados aspectos.
  9. 9. JB News – Informativo nr. 2.334– Florianópolis (SC), domingo, 19 de fevereiro de 2017 - Pág. 9/36 3. Misoginia na Bíblia: Antigo Testamento: Moisés anuncia que mulheres prisioneiras podem ser tomadas como esposas. Também é livre se divorciar delas. Não se faz qualquer referência a respeitar a vontade da prisioneira ou algum compromisso de noivado ou casamento que ela possa ter previamente. O teor geral do Pentateuco faz supor que tais compromissos quase certamente não mais se aplicam, pois em toda probabilidade os israelitas vêem como seu dever sagrado matar todos os homens (inclusive crianças) o povo da prisioneira. (Dt 21,10-14). - Se uma jovem é dada por esposa a um homem e este descobre que ela não é virgem, então será levada para a entrada da casa de seu pai e a apedrejarão até a morte. (Dt 22:20-21). - Se a mulher trair o seu marido, ela será feita em objeto de maldição pelo Senhor, sua coxa irá descair e seu ventre inchará. (Num 5:20-27). - É melhor alojar-se num canto do terraço, do que com mulher rixenta em casa espaçosa. (Prov 25:24). Novo Testamento: - A cabeça do homem é Cristo, a cabeça da mulher é o homem e a cabeça de Cristo é Deus. (1Cor 11:3). - O homem não foi criado para a mulher, mas a mulher para o homem. (1Cor 11:9). - As mulheres devem ficar caladas nas assembléias de todas as igrejas dos santos, pois devem estar submissas, como diz a lei. (1Cor 14:34). - O marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja. Do mesmo modo que a igreja é submissa a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo aos maridos. (Ef 5:22-24). - Paulo alega que a história de Adão e Eva justifica que as mulheres não tenham o direito de ensinar, ter autoridade sobre homens ou mesmo falar enquanto aprendem. Paulo também não permite que tenham roupas, penteados ou jóias caras ou sofisticadas. (1Tim 2:9-12). - Que a mulher aprenda em silêncio, com total submissão. A mulher não poderá ensinar nem dominar o homem. (1Tim 2:11-12). - Aquela que é verdadeiramente viúva e desamparada, põe em Deus a sua esperança e persevera, noite e dia, nas súplicas e nas orações. Aquela, porém, que se entrega aos prazeres, mesmo vivendo, está morta. (1Tim 5:5-6). - Mulheres, sede submissas aos vossos maridos, como convém no Senhor. (Col 3:18). - As mulheres têm de ser submissas aos vossos maridos. (1Pd 3:1). - Os maridos devem permitir que as suas mulheres, que são de um sexo mais frágil, possam orar. (1Pd 3:7). 4. Misóginos famosos e suas frases contra elas: A misoginia é definida como o ódio proposto contra toda incidência ao gênero feminino que, ainda que possa ser confundida com sexismo ou machismo, nesta atitude não se promulga a supremacia do homem, senão que se recusa qualquer tipo de dependência à mulher. Friedrich Nietzsche, por exemplo, não se limitou a questionar a psique feminina, ele chegou à conclusão de que é o brinquedo mais perigoso. Ao longo da história, existiram vários personagens que deram mostra de sua repulsa a elas, através de frases que se destacaram não pelos elogios, senão pelo delouvos. Na sequência alguns nomes que deram mostra de sua rejeição ao gênero feminino: Arthur Schopenhauer: O filósofo alemão, cujo pensamento se sustentou em que a vontade era a única força cósmica capaz de se manifestar tanto no mundo natural como no homem, onde atinge seu ponto máximo, também ficou conhecido por sua misoginia, mostrada nas seguintes frases: - As mulheres, por serem mais débeis, veem-se obrigadas a depender não da força, senão da astúcia; daí sua hipocrisia instintiva e sua imodificável tendência à mentira. Por isso o fingimento é conatural às mulheres e pode ser encontrado tanto nas mulheres tontas como nas inteligentes. - A experiência de um homem é
  10. 10. JB News – Informativo nr. 2.334– Florianópolis (SC), domingo, 19 de fevereiro de 2017 - Pág. 10/36 conhecimento e o conhecimento é poder. E não há nada que uma mulher deseje mais que o poder, o que só pode ser exercido através de um homem. Friedrich Nietzsche: o escritor e filósofo prussiano foi um dos pensadores mais influentes do século XIX graças as suas contundentes críticas à cultura, a religião e a filosofia ocidental. Dentro de suas obras, figuram certas passagens que denegriam as mulheres, feito também atribuído a sua admiração pelo filósofo Schopenhauer. Algumas de suas frases são: - Se vai com mulheres, não esqueças o chicote. - Há mulheres que, por mais que nelas se busque, não têm interior, não são mais que máscaras. Há que compadecer do homem que se abandona a estes seres quase fantasmais, necessariamente incapazes de satisfazer. Pierre de Marivaux: Novelista e dramaturgo francês cujas obras se fundamentavam na crítica social e moral. Ainda que sua criação mais conhecida, O jogo do amor e da casualidade, retrata uma situação amorosa, isto não é o que denota sua seguinte frase: - Quando alguém presume que sua mulher é amável e fala do amor que sente por ela, creio ver um frenético que elogia a uma víbora, e que ainda diz que é encantadora e que tem a sorte de ser picado. Sigmund Freud: O criador da psicanálise inovou com suas práticas em torno da conduta humana não só no campo da psiquiatria, senão também na arte, literatura e no cinema. Em parte de sua obra, Freud faz questão de dizer que as mulheres são hostis às exigências da civilização ao assegurar, por exemplo, que a singular estrutura biológica feminina a faz mais susceptível a ser neurótica. No entanto, suas pesquisas não lhe deram resposta à dúvida inscrita na seguinte locução de sua autoria: - A grande pergunta que nunca foi feita e à qual ainda não consegui responder, apesar de meus trinta anos de pesquisa da alma feminina, é: que quer uma mulher? Voltaire: Foi um dos principais representantes da Ilustração que se empenhou em lutar contra os erros judiciais e em ajudar a suas vítimas. Contrariamente, o filósofo, ademais ser reconhecido por sua conduta antissemita, mostrou certa conduta contra o gênero feminino: - O primeiro que comparou à mulher com uma flor, foi um poeta; o segundo, um imbecil. Gustave Flaubert: Este escritor francês é considerado um dos melhores novelistas ocidentais, destacado por sua obra Madame Bovary. Ainda que não é precisamente conhecido por sua misoginia, esta expressão diz o contrário: - A mulher é um animal vulgar do qual o homem formou um ideal belo demais. Fiodor Dostoievski: O novelista russo, cuja obra explora a psicologia humana no contexto político, social e espiritual, casou-se em duas ocasiões, mas teve um grande desgosto quando sua primeira esposa abandonou-o poucos dias depois do casamento, talvez a ela tenha dedicado esta expressão: - Só o diabo sabe o que é uma mulher; eu não o sei em absoluto. Oscar Wilde: O autor do retrato de Dorian Grey não teve uma vida amorosa satisfatória. Durante sua juventude conheceu Florence Malcome, por quem se apaixonou; no entanto, ela casou com outro homem, razão pela qual Wilde fugiu da Irlanda, seu país natal, em 1878. Seis anos depois ele casou com Constance Lloyd, mas acabaram se separando por causa de um escândalo gerado a partir de um processo legal que acusava Wilde de sodomita. Ademais, a mulher mudou seu sobrenome e o de seus filhos para evitar ser reconhecida. Talvez estes fatos foram os motivos para criar frases como: - Um homem pode ser feliz com qualquer mulher enquanto não a ame. - Bigamia é ter uma mulher de sobra. Monogamia, também. - Há dois tipos de mulheres: as feias e as que se pintam. Groucho Marx: O ator, comediante e escritor estadunidense, conhecido principalmente por ser um dos membros da família cômica Irmãos Marx, seja por senso de humor ou misoginia, enchia suas piadas com frases desqualificativas para a mulher: - Conheço
  11. 11. JB News – Informativo nr. 2.334– Florianópolis (SC), domingo, 19 de fevereiro de 2017 - Pág. 11/36 centenas de maridos que seriam felizes de voltar ao lar se não tivesse uma esposa esperando. - As mulheres são muito úteis, sobretudo à noite e, com frequência, durante o dia. - Todo homem, por mais compreensivo ou subjugado que seja, já teve o seu dia de misoginia. Afinal quem ainda não parafraseou Freud: - O que esta mulher quer? MAÇONARIA Maçonaria: [...] Todavia, como acontece com o Priorado de Sião, também os maçons têm muitas tradições envolvendo segredos do Templo de Jerusalém, assim como o legado semelhante ligado aos Cavaleiros Templários. Por outro lado, a Maçonaria costuma ser considerada uma organização misógina - a proibição da participação de mulheres (há exceções, naturalmente) parece ir de encontro à vertente sagrado feminino do Priorado de Sião em O Código Da Vinci. Seja como for, existem na história da Maçonaria referências constantes ao culto de deusas femininas - seja a deusa egípcia Ísis, a Maria dos cristãos, o culto de Astarte por parte de Salomão ou a Virgem astrológica. (Do livro: A Chave de Salomão, Greg Taylor). Do Ritual Especial do Dia das Mães da GLSC: Não só do tributo sagrado que lhe presta a Ordem Maçônica, como do sentimento de ternura filial de cada um de nós para com aquela que, além de nos dar o Ser, foi e é a guardiã sublime e indormida dos nossos passos e da nossa ventura. Para finalizar, declaração do Irmão Wilson Filomeno - Grão Mestre da Grande Loja de Santa Catarina, quando lhe perguntaram sobre a iniciação da mulher na Maçonaria: - O Prumo (2000). - A participação da mulher, que hoje é uma realidade, precisa ser trabalhada com o devido cuidado, para que a precipitação não se transforme em obstáculos dificultando ainda mais a convivência e a divisão das responsabilidades dos homens e das mulheres na missão que o Grande Arquiteto do Universo destinou aos seres feitos á sua imagem.
  12. 12. JB News – Informativo nr. 2.334– Florianópolis (SC), domingo, 19 de fevereiro de 2017 - Pág. 12/36 O Ir.·. José Ronaldo Viega Alves* escreve às quartas-feiras e domingos. Loja Saldanha Marinho, “A Fraterna” Santana do Livramento – RS ronaldoviega@hotmail.com O MISTÉRIO DA ARCA PERDIDA: CHARLES WARREN E A CISTERNA V. A CURIOSA HISTÓRIA DE MONTAGU BROWNLOW PARKER: UM ARISTOCRATA INGLÊS EM BUSCA DA ARCA. (PARTE SEIS) *** Resumo do capítulo anterior e comentários: No capítulo anterior ou Parte Cinco, o assunto girou predominantemente sobre os templários. Ficamos conhecendo as opiniões de diversos autores, entre os quais, Laurence Gardner, Richard Andrews, Frank Joseph & Laura Beaudoin e Graham Philips, todos expondo aquilo que acreditam possa ter acontecido realmente, quando se trata do episódio referente ao suposto encontro de um tesouro pelos Templários durante as suas escavações e que em meio poderia conter a Arca. A história dos Templários sempre esteve envolta em lendas, não somente com relação à Arca da Aliança. Vejamos a seguinte passagem que compõe o verbete “Templários” no “Vade-Mécum Maçônico” compilado pelo Irmão João Ivo Girardi, onde fica claro o quanto essa história vem servindo às especulações de todo tipo: “Muito mais do que os Hospitalários ou os Cavaleiros Teutônicos, os templários cativaram a imaginação de cronistas e poetas. (...) Ramsay, um jacobita escocês exilado na França que foi chanceler da Grande Loja francesa na década de 1730, afirmou que os primeiros maçons tinham sido pedreiros nos Estados cruzados que tinham aprendido os rituais secretos e conquistado a sabedoria especial do mundo antigo. Ramsay não fez uma referência específica aos templários, provavelmente, porque não queria contrariar seu anfitrião, o rei da França (...) Segundo os maçons alemães, os Grão-Mestres da Ordem tinham aprendido os segredos e adquirido o tesouro dos essênios judeus, que eram transmitidos de um para outro. (...) A especulação não chegou ao fim no séc. XVIII; na verdade, nunca foi mais febril do que hoje, criando, nas palavras de Malcom Barber, o principal historiador dos templários na Grã-Bretanha, ‘uma pequena indústria muito ativa, rendosa para os 4 – O Mistério da Arca Perdida: Charles Warren e a ... (parte 6) José Ronaldo Viega Alves
  13. 13. JB News – Informativo nr. 2.334– Florianópolis (SC), domingo, 19 de fevereiro de 2017 - Pág. 13/36 cientistas, historiadores da arte, jornalistas, editores e críticos da televisão’. Começando com as alegações esotéricas dos maçons, afirma-se que os templários foram guardiões do Santo Graal _ que é por sua vez o cálice usado por Cristo na Última Ceia _, da linhagem de reis merovíngios descendentes da união de Cristo com Maria Madalena, ou simplesmente da relíquia mais preciosa dos templários, o Sudário de Turim. (...) Assim, um veredicto definitivo sobre os templários deve depender do nosso juízo acerca da cristandade católica, em particular de sua prolongada guerra contra o Islã, as cruzadas.” Dá para percebermos no pequeno texto acima o quanto o assunto templários vem rendendo, e que assim como há muitas dúvidas pairando sobre as influências dos mesmos na Maçonaria, este outro aspecto, o da possibilidade de terem achado um tesouro em suas escavações na Terra Santa, e ainda, se esse tesouro incluiu a Arca da Aliança, carece de provas cabais. Portanto, essa pode ser mais uma entre as tantas histórias que vem alimentando o imaginário popular. Sabemos que estiveram lá, sabemos que fizeram escavações sob o Monte do Templo, e sobre isso particularmente existem provas, mas a partir daí parece que há muita especulação. Pelo fato de haverem realizado escavações na área do Monte do Templo, isso faz deles evidentemente os primeiros “caçadores da arca perdida”, já em termos de resultados, não há certezas. Depois de conhecer um pouco da atuação dos templários em Jerusalém, ou dessa que foi uma atividade paralela ou secreta até enquanto se desenvolvia à época das Cruzadas, voltamos para aquela Jerusalém de fins do século XIX, no período em que os ingleses Wilson e Warren lá estiveram, até porque, sobre os feitos de Warren ainda falta dizer algo mais. DE VOLTA A JERUSALÉM DE CHARLES WARREN Desde o início do presente trabalho, um dos objetivos principais foi mostrar a participação dos britânicos na busca da Arca da Aliança, particularmente em Jerusalém. Recapitulando um pouco, então: o primeiro deles foi Charles Wilson que lá chegou em 1864 e fez um mapeamento de Jerusalém, além daquele que é considerado o primeiro grande estudo detalhado da Rocha do Monte Moriá. Em 1867 foi a vez do Maçom e arqueólogo Charles Warren, a serviço do Fundo de Exploração da Palestina, que desembarcou no porto de Jafa e dali dirigiu-se para Jerusalém com objetivos específicos. Warren ficou na Palestina até 1870, e a sua contribuição para a Arqueologia Bíblica é deveras inestimável. Suas escavações visavam encontrar os restos do Templo de Salomão, mas, alguns estudiosos acham que ele buscava a Arca também. Não encontrou a Arca, mas, se ela está lá, conforme o pensamento de alguns desses estudiosos, ele pode ter estado bem perto dela. Aqueles que acompanham o presente trabalho devem estar lembrados de que na Parte Dois, em seu resumo e comentários relativos à Parte Um, mencionei ligeiramente a existência da cisterna V, à qual Warren fez referências e deu como uma pista muito importante. Comentei na ocasião, que voltaria ao assunto oportunamente... Antes de prosseguirmos com a história da busca da Arca, e falar de outro personagem, o inglês Montagu Brownlow Parker, vamos ver um pouco mais sobre as
  14. 14. JB News – Informativo nr. 2.334– Florianópolis (SC), domingo, 19 de fevereiro de 2017 - Pág. 14/36 descobertas de Warren e do por que da sua insistência com respeito à Cisterna V, o que por incrível que pareça, vai ter desdobramentos já em fins do século XX, quando o autor do livro “Sangue Sobre a Montanha”, Richard Andrews, também um arqueólogo inglês, resolveu fazer algumas pesquisas. Warren enquanto escavou sob o Monte do Templo adquiriu conhecimentos importantes sobre o sistema de drenagem e armazenagem subterrânea de água na área aquela conhecida como ‘haram’ (Monte do Templo), eis que, seus desenhos são a prova maior provam de que ele estudou rigorosamente cada uma das cisternas e passagens por ele encontradas, mas, dentre elas, uma em particular chamou sua atenção. Vejamos a passagem do livro de Richard Andrews que descreve melhor a cisterna em si e as deduções de Warren: “Em forma de cruz, o eixo principal da cisterna V apontava para sudeste, seguindo o declive natural da base rochosa do monte do Templo. A partir disso, Warren fez uma dedução lógica: a ‘cisterna’, afirmava ele, representava o curso original de drenagem do sangue e das vísceras dos animais no primeiro Templo – significando que o altar de bronze do pátio interno do Templo de Salomão teria se localizado na extremidade nordeste da cisterna V. O que o levou a concluir que o Templo de Salomão ficava aproximadamente a quarenta metros ao sul da sakhra. Com essas coordenadas do Templo e do ângulo sudeste marcado no mapa, emerge um plano lógico do complexo salomônico. “ COMENTÁRIOS: Com base nessas suas descobertas, Warren pôde deduzir bem mais sobre a localização da própria cidade de Davi e do complexo do Templo do que se tinha ideia até ali. Tais descobertas aliadas ao levantamento topográfico realizado pelo seu antecessor Charles Wilson permitiram, pela primeira vez, um mapa possível da localização mais provável do Templo, e principalmente, forneceram a Warren dados suficientes para concluir que o Santuário dos Santos se situava ao sul da sakhra, ou seja, no seu local praticamente exato de quando o Templo ainda existia. O fato de resgatarmos somente a esta altura essas outras informações sobre as descobertas de Warren irá mostrar que o trabalho em si exige alguns deslocamentos no tempo, e que devem ser feitos em momentos adequados. Começamos na Jerusalém de 1864, com Wilson, a partir daí avançamos alguns anos mais até Warren, voltamos no tempo para a Jerusalém do ano 1118, logo da fundação dos templários, avançamos alguns anos até o ano 1127 e agora estacionamos nossa máquina do tempo outra vez no período compreendido entre os anos 1867-1870, quando Warren esteve lá. Ainda não terminou, tanto que agora vamos fazer uma ponte com o futuro, para a Jerusalém do ano de 1998. RICHARD ANDREWS E OS RESULTADOS DE CHARLES WARREN No outono de 1998, Richard Andrews, o autor do livro “Sangue Sobre a Montanha”, pesquisador e arqueólogo também, a partir de um helicóptero fez fotografias aéreas da superfície do Monte do Templo usando de infravermelho. Vejamos o seu relato: “A forma octogonal do piso externo do Domo da Rocha logo ficou evidente, representada por uma ‘área clara’ na superfície. Contudo, o uso do filme sensível ao comprimento de onda infravermelho da luz daria como resultado que qualquer área, como uma câmara ou cisterna subterrânea, parecesse mais escura devido ao ar dentro da cavidade ser mais frio do que a massa sólida de rocha ou pedra ao seu redor. Um lugar na superfície do haram apresenta uma anomalia quando comparado às imagens da mesma área fotografadas com filme ‘normal’. A cisterna V fica exatamente a sudeste do Domo da Rocha, e três linhas pretas, uma larga e duas finas, podem ser vistas
  15. 15. JB News – Informativo nr. 2.334– Florianópolis (SC), domingo, 19 de fevereiro de 2017 - Pág. 15/36 na fotografia em infravermelho indo debaixo do muro do Domo da Rocha diretamente até o canto noroeste da cisterna V. Isto sugere que talvez Warren estivesse certo em seu ponto de vista segundo o qual o canal que havia investigado no sakhra _ por ele identificado como o canal de drenagem das bacias ‘do norte’ _ de fato continuava na direção sudeste até a posição do altar sobre a extremidade noroeste da cisterna V. Isso dá considerável consistência à teoria de Warren sobre a localização do Templo de Salomão. E prova que a cisterna V era um ponto central de drenagem da área e, portanto, o lugar mais provável onde poderia se situar o altar do Templo.” Mas, se Warren estava certo e se o Templo de Salomão esteve localizado ao sul do Domo da Rocha, o lugar mais provável para a existência de uma câmara subterrânea, onde estaria escondida a Arca seria entre o Domo e a Mesquita Al-Aksa. Para que se obter tal comprovação, no entanto, teriam que ser feitas escavações bem ali naquele lugar, porém, nos tempos atuais, isso precisaria de uma permissão, que se depender das autoridades religiosas talvez nunca venha a acontecer. Portanto, se Warren estava bem perto ou se Warren estava certo, talvez seja impossível de comprovação. QUEM FOI MONTAGU BROWNLOW PARKER? Uma das histórias mais curiosas, sem dúvida, envolvendo a busca da Arca, foi a expedição do aristocrata inglês Montagu Browlow Parker. Vejamos uma sucinta biografia do mesmo, com base no livro de Richard Andrews. Montagu Browlow Parker nasceu em 13 de outubro de 1878, filho do Conde Morley, dono de grandes propriedades rurais. Entrou para o regimento de Gloucester em 1898, esteve na África do Sul lutando contra os bôeres, voltou para a Inglaterra, chegou ao posto de capitão e em 1909 deixou o exército. Em 1908 ele conheceu um tal de Walter Juvelius que se intitulou um estudioso bíblico e dizia ter decifrado uma mensagem codificada que constava no livro de Ezequiel e onde estaria descrita a localização exata do tesouro de do Templo de Salomão escondido no Monte em Jerusalém. Parker acreditou na história de Juvelius, e pouco tempo depois constituiu com ele uma parceria com vistas a montar uma expedição para escavar no Monte em busca do suposto tesouro. Jornais da época falavam que a procura seria pelas joias pertencentes ao rei Salomão, pelas tumbas de Davi e de Salomão e pela Arca da Aliança. Juvelius montou uma teoria para convencer Parker, usando de dados reais, tanto que baseou parte dela nas escavações feitas por Warren anteriormente. Parker durante os anos 1908-9 cuidou da arrecadação de fundos para as escavações, tendo conseguido mais de cento e vinte e cinco mil dólares. No verão de 1909 juntamente com a equipe que foi formada, viajou para a Palestina, e é necessário dizer que estavam todos bastante confiantes, já que se inspiravam também no trabalho que foi desenvolvido por Charles Warren na Cidade de Davi. ***CONTINUA NA QUARTA-FEIRA, 22/02/17 CONSULTAS BIBLIOGRÁFICAS: ANDREWS, Richard. “Sangue Sobre a Montanha” – Imago Editora – 2000 GIRARDI, João Ivo. “Do Meio-Dia à Meia-Noite Vade-Mécum Maçônico” – Nova Letra Gráfica e Editora Ltda. 2ª Edição - 2008
  16. 16. JB News – Informativo nr. 2.334– Florianópolis (SC), domingo, 19 de fevereiro de 2017 - Pág. 16/36 O Ir Hercule Spoladore – Loja de Pesquisas Maçônicas “Brasil”- Londrina – PR – escreve aos domingos hercule_spolad@sercomtel.com.br A REPÚBLICA, COMO FOI PROCLAMADA As causas principais que levaram o Império a cair foram: Abolição dos Escravos com a expropriação dos donos de escravos que não receberam a indenização do investimento financeiro que haviam feito. Centralismo econômico-financeiro, o qual era normal enquanto a Província do Rio de Janeiro era o guindaste da economia nacional, tendo como base a plantação de café. Porem, com o enfraquecimento dos seus solos, e quando as outras Províncias começaram a produzir, principalmente São Paulo passaram a exigir outro tratamento por parte Imperador o qual sempre se negou a atender os seus interesses, centralizando tudo no Rio de Janeiro, quando a realidade nacional já era bem outra. Militares. Emergentes da Guerra do Paraguai tornaram-se indisciplinados e poderosos. Apareceu uma geração de altos oficiais que foram promovidos de forma rápida e que começaram a ocupar os espaços dos velhos marechais e outras oficialidades e entre eles os de Caxias e Osório já falecidos. Esta nova geração, esquecendo seus postos de soldados, começou a protestar e criticar tudo e ainda se imiscuir em problemas da nação que não lhes dizia respeito. Começaram os jovens oficiais a se pronunciar contra o poder civil abertamente. As escolas militares passaram a politizar demais seus alunos constando em seus currículos além das teorias de guerra, que eram absolutamente necessárias na formação dos soldados, ensinavam positivismo, neo-sociologismo e outras ideias avançadas. Não resta dúvidas, que a constante escaramuça entre o poder militar e o poder civil, especialmente contra o Ministério da Guerra sempre sob o comando de um civil, e em permanente regime de confronto, não havendo habilidade para tratar os militares, punindo-os, quando em certas situações as soluções poderiam ser mais políticas. Alem destes fatores haviam outros de menor importância, como a Questão Religiosa , a possível ascensão ao poder do Conde D’Eu( maçom), esposo da beata Princesa Isabel, não muito apreciado pelos brasileiros, além da economia obsoleta e estagnada do Império quando a situação internacional exigia novos modelos econômicos. Já estávamos em plena era industrial E não podemos deixar de mencionar a participação e luta dos republicanos, que desde o Manifesto de 1870 estavam difundindo a nova doutrina. A quase totalidade dos republicanos eram maçons e estes se não foram os responsáveis diretos, pelos menos fizeram a diferença 5 – A República, como foi Proclamada Hercule Spoladore
  17. 17. JB News – Informativo nr. 2.334– Florianópolis (SC), domingo, 19 de fevereiro de 2017 - Pág. 17/36 nos últimos estertores da monarquia decadente. Houve a participação de maçons e não da Maçonaria. Estava preparado o palco dos acontecimentos. No dia 07/06/1889 tornou-se chefe do 36º Gabinete do 2° Império, o monarquista convicto, Afonso Celso de Assis Figueiredo, Visconde de Ouro Preto (iniciado na “Loja Amizade” – São Paulo) que trazia um programa mais liberal de governo tais como extensão do direito de voto, maior autonomia municipal, casamento civil e liberdade de cultos. Ouro Preto estava firme na proposição de impedir o movimento dos republicanos através de algumas reformas e também combater a indisciplina militar. Como a Câmara dos Deputados não aceitou o plano de reformas imposto pelo Gabinete Liberal, esta foi dissolvida no dia 17/06, sendo convocada novamente somente em 20/11. Entre as várias causas que estavam alimentando uma provável conspiração, esta veio agravar ainda mais. Os conspiradores militares desde o final de Outubro de 1889, estavam se articulando e ao mesmo tempo entrando em confronto com o Gabinete Ministerial, sempre em função das suas rusgas com o dito Ministério, cujo titular era o visconde de Ouro Preto. Não esqueçamos que apesar do grande poder do Imperador, o Brasil era governado por uma monarquia constitucional. O maçom e positivista Benjamin Constant era para ser o líder do levante. Mas ele próprio admitia que era necessário para ocupar este cargo um militar de carreira e que Deodoro reunia todas qualidades que resumiam a angustia, o protesto dos militares. No dia 04/11, o maçom Deodoro da Fonseca( iniciado na Loja “Rocha Negra“ São Gabriel RS e pertenceu posteriormente à Loja “02 de Dezembro” – Rio de Janeiro), apesar de doente, pois tinha uma dispnéia que o perseguia há tempos de origem cardíaca, inclusive com edema das extremidades, tendo que se acamar com freqüência, recebeu em sua residência, um grupo de oficiais e estes disseram a Deodoro que Ouro Preto pretendia reorganizar a extinta Guarda Nacional e fortalecer a Polícia no Rio para fazer frente ao Exército. Deodoro teria comentado que só mudando a forma de governo e ao mesmo tempo deu o seu aval o grupo para conseguir mais adeptos. Estes procuraram entre os civis da causa republicana os maçons Quintino Bocaiuva, Aristides Lobo e em São Paulo, Manoel Ferraz de Campos Sales, também maçom e que pôs ao par da provável sedição, todos os republicanos paulistas. Só que os civis falavam de República e os militares ainda falavam na queda do Gabinete de Ouro Preto, que os perseguia. Tanto é verdade que no dia 09/11, enquanto a Monarquia se deliciava em seu famoso e último baile na Ilha Fiscal, com convite para 4.500 pessoas, o Clube Militar se reunia e ninguém pronunciou o termo república. O próprio Benjamin Constant não disse o “nome”. Em seu discurso para mais de cem militares, foi enfático, afirmando solenemente que se dentro de um prazo de oito dias não fosse resgatada a honra castrense, ou seja, a honra militar, iria para a as ruas quebrar a espada e derramar sangue. No dia 10/11 já havia sido decidido na residência de Benjamin Constant, que o Império seria derrubado, numa reunião na qual participaram Quintino Bocaiúva, Campos Salles, Francisco Glicéreo e Aristides Lobo que no dia seguinte estariam presentes em outra reunião na casa de Deodoro. Somente no dia 11/11 foi falado abertamente com Deodoro sobre a República. Deodoro relutou muito, pois respeitava muito D.Pedro II. Tiveram que usar de toda a persuasão possível para convence-lo. Mas mesmo assim ele talvez pensasse apenas em derrubar o Gabinete Ouro Preto. Quando Bocaiúva, Rui Barbosa, Aristides Lobo Campos Sales,
  18. 18. JB News – Informativo nr. 2.334– Florianópolis (SC), domingo, 19 de fevereiro de 2017 - Pág. 18/36 Frederico Solon Sampaio Ribeiro Francisco Glicério chegaram a residência de Deodoro, encontraram lá o almirante Eduardo Wandenkolk (maçom) que foi o primeiro oficial da Marinha a aderir à conspiração. Benjamin Constant também presente foi muito transparente quando afirmou que seria necessário proclamar a República. Deodoro ouviu a todos e referiu ser muito amigo do Imperador. Ainda Benjamin disse do seu receio à respeito de Floriano Peixoto(maçom), que era então ajudante-general do gabinete ministerial. Deodoro acalmou os presentes afirmando que na hora exata, Floriano estaria do lado dos militares. Entretanto de qualquer forma Floriano era uma figura enigmática e seu comportamento até a deposição do Gabinete foi um tanto ambíguo, pelo menos aparentemente. No dia 14/11 o major Frederico Sólon Sampaio Ribeiro, maçom, saiu do Campo da Aclimação, deslocando o 9º Batalhão de Cavalaria e 2º Regimento de Artilharia para o da Praia Vermelha. Ele era de opinião que o levante deveria ocorrer imediatamente, porem o tenente coronel Benjamin Constant, líder dos cadetes da Escola Militar, não achava prudente, porque haviam muitos oficiais que ainda não estavam convencidos. Sólon estava desesperado porque tinha em mãos, os dois melhores regimentos, os mais preparados e engajados contra o Governo de Ouro Preto e estes estavam sendo transferidos para um local mais distante. Sólon achava que a revolução se diluiria se os regimentos fossem transferidos para a Praia Vermelha. Foi aí que teve uma ideia bastante original. Espalhou o boato por todo o Rio de Janeiro que o Governo ordenara a prisão de Deodoro e Benjamin Constant e que vários regimentos estavam sendo deslocados para o interior do país e quem manteria a ordem seria a Guarda Negra, fundada pelo vereador, maçom José do Patrocínio, grande abolicionista, porem fiel à Princesa Isabel. Esta guarda era composta de capoeiristas, considerados na época maus elementos e até de alguns bandidos e como tal não se dava bem com os republicanos. Interessantes são os caminhos da História , eis que no dia da Proclamação da República, Patrocínio aderiu à mesma. No dia 14/11 chegou às mãos do Ministro da Guerra, uma carta de Floriano onde ele referia que “que tramam algo”, mas que isso não tinha importância porque conhecia a fidelidade dos chefes. Ouro Preto que já tinha percebido há muito tempo que alguma coisa estava prestes a acontecer, reuniu o seu Gabinete neste mesmo dia. Seu Ministro da Guerra, o visconde de Maracajú ( Rufino Enéias Gustavo Galvão), afirmou que a ordem pública seria mantida que qualquer forma. Ouro Preto quis saber do envolvimento de Deodoro e lhe foi respondido que nada constava contra Deodoro, o qual inclusive achava-se enfermo. Nestas alturas o boato espalhado por Sólon já estava surtindo os seus efeitos. Neste dia Benjamin Constant, vindo da casa de Deodoro, encontrou-se com Aristides Lobo e Francisco Glicério. Ele estava desanimado com o estado de saúde de Deodoro, inclusive achando até que este viesse a falecer. Eles não sabiam que o boato estava tomando corpo. A notícia da prisão eminente dos correligionários chegou aos ouvidos de Quintino Bocaiúva e este mandou saber no Clube Naval, onde se achava Benjamin Constant se tudo estava bem com ele. O mensageiro voltou dizendo que sim, e que o levante havia sido adiado para o dia l7/11. Quintino Bocaiúva assustou-se com a perspectiva de adiamento, procurou o major Solon e os dois deliberaram que apesar da doença de Deodoro, a sorte da sedição estava em jogo e marcaram para o dia 15 onde jogariam tudo ou nada. Sim, no dia 15 de Novembro, sexta-feira. Uma vez estando tudo definido, necessário se torna , analisar alguns pontos.
  19. 19. JB News – Informativo nr. 2.334– Florianópolis (SC), domingo, 19 de fevereiro de 2017 - Pág. 19/36 A Proclamação da República acabou acontecendo em meio a uma série de trapalhadas, desencontros entre os lideres, confusões, boatos e com Deodoro relutante até o fim quanto à proclamação de um novo regime ou não, já que ele era monarquista e estava indeciso, e ainda a República aconteceu praticamente sem derramamento de sangue. As tropas rebeladas estavam em São Cristóvão, nos quartéis e na Escola Militar. O marechal Deodoro que havia passado o dia na casa de seu irmão recuperando-se, voltou à sua residência, um sobrado no Campo de Santana. Ouro Preto, estava em sua residência próxima a Estação São Francisco quando foi avisado da revolta, mais ou menos um pouco antes da meia-noite do dia 14. Em seguida dirige-se a Secretaria de Polícia. Ouro Preto teve a desdita de perceber que a resistência aos sediciosos não havia começado ainda. O Ajudante-General Floriano Peixoto apresentou novamente um comportamento um tanto estranho e incoerente. Floriano soubera da sublevação da 1ª Brigada através do capitão Godolfin, que viera lhe falar em nome do tenente coronel João Batista da Silva Telles e não o pendera. Alegou para Ouro Preto que se o prendesse, logo o saberiam, e poderiam ataca-los militarmente. Ouro Preto convoca imediatamente uma reunião ministerial e manda um telegrama à D.Pedro II relatando o ocorrido, o qual só é recebido pela manhã do dia 15. Este, continua a sua rotina normal, escreveu seus dois sonetos diários, praticamente não tomando conhecimento. Floriano vai para Quartel General no Campo de Santana. Lá recebe o tenente coronel Silva Teles, comandante da 2ª Brigada, limitando-se a aconselha-lo a ter cuidado a não se precipitar e referiu ao mesmo que gostaria de falar com Deodoro e Benjamin Constant. Ouro Preto por sugestão de seu Ministro da Guerra, visconde de Maracajú se transfere com todo o Ministério para o Quartel General, chegando lá mais ou menos às 7 horas. Seguindo os acontecimentos, os Oficiais da 2ª Brigada, acharam por bem avisar a Benjamin Constant que a revolução estava em andamento, uma vez que ele, pensava que ela seria deflagrada somente no domingo, dia 17. Ele foi acordado de madrugada. Benjamin Constant, enviou seu cunhado, o capitão Bittencourt Costa a casa de Deodoro, avisa-lo, e juntamente com seu irmão carnal major Botelho de Magalhães, foram sublevar os cadetes da Escola Militar na Praia Vermelha. Deodoro, estava dormindo, pensou ser uma cilada do Governo levantou-se com extrema dificuldade, sob os protestos de sua esposa, e só depois de saber pelo mensageiro que fora Benjamin Constant que o estava informando, fardou-se, colocou um revolver no bolso, colocou os arreios de sua montaria em um saco de lona, não levou a espada por não poder suportar o seu peso, tomou um tilburi e seguiu para São Cristóvão. Constant chegou antes de Deodoro e dirigiu-se à Escola Superior de Guerra onde foi verificar se tudo estava pronto. Todos os cadetes já estavam em armas. Os três Regimentos da 2ª Brigada, também. Então iniciou-se a famosa marcha que derrubaria o 2º Império. O únicos civis a seguirem com os sediciosos, que se tem notícia, foram o maçom Quintino Bocaiúva e o cidadão Antônio Rodrigues Campos Sobrinho, funcionário público que “engajou” no 2° Regimento de Artilharia. Na frente das tropas, marchou o 1º Regimento de Cavalaria, comandado pelo tenente- coronel João Batista da Silva Telles. Logo atrás, dois pelotões da Escola Superior de Guerra,
  20. 20. JB News – Informativo nr. 2.334– Florianópolis (SC), domingo, 19 de fevereiro de 2017 - Pág. 20/36 liderados pelo tenente Pedro Paulino da Fonseca. A seguir o 2º Regimento com 16 canhões comandados pelo major João Carlos Lobo Botelho. Fechando este contingente, vinha o 9º Regimento de Cavalaria, comandado pelo major Solon Sampaio Ribeiro. O regimento marchou a pé, por falta de eqüinos, porem trazia munições em carroças atrás da tropa. Estavam trazendo carabinas Winchester, as quais eram munições novas no Exército e os soldados ainda não estavam treinados suficientemente para usa-las. As forças reuniam em torno de 450 praças e 50 Oficiais, mais os cadetes, perfazendo mais ou menos um total de 600 homens. A maioria dos soldados, mal armados, não sabia que estavam marchando para derrubar a monarquia. Ainda para piorar, a oficialidade que estava junto com as tropas, era de média patente. Os comandantes na sua maioria eram monarquistas e não estavam presentes. Vendo que com aquele contingente, os revoltosos não iriam muito longe, Benjamin Constant, o cérebro da revolução, mandou o tenente Lauro Müller(Loja “Dois de Dezembro” Rio de Janeiro e “Acácia Itajaiense” SC) ir a casa de Deodoro para saber onde ele estava. Deodoro já estava a caminho, e encontrando os revoltosos mais a frente, a altura do Gasômetro do Mangue ainda dentro do tílburi, foi aplaudido freneticamente por toda a tropa. O velho marechal ordenou que a tropa continuasse avançando e com muita dificuldade saiu da condução em que estava e montou num cavalo. Quando chegou à saida da Rua Visconde de Itauna que vai dar no Campo de Santana, encontrou as forças da Marinha e da Polícia, prontas para dar combate aos sublevados. Quando as duas frentes se encontraram, houve hesitação por parte das forças fiéis ao Império, disso se aproveitando Deodoro com muita autoridade e habilidade. “Então não me prestam continência?” Marinheiros e policiais em resposta apresentaram as armas. Graças a astúcia, liderança e respeito que tinham por Deodoro, a revolta ganhava aí a primeira parte da luta, sem disparar um tiro sequer. Entretanto, dentro do Quartel General estavam 2000 soldados, bem armados. Apesar de ter um contingente de soldados bem maior e bem mais equipado que os revoltosos, segundo o Barão de Ladário ( José da Costa Azevedo), estas tropas não eram confiáveis. Ouro Preto, vendo um destacamento avançado e fazendo reconhecimentos, comandados pelo capitão Godolfin e mais oito soldados e que ninguém foi prende-los, achou muito estranho, e fala com Floriano, o 2º em comando no Ministério e este não tomou qualquer providência. Acabou ordenando ao general José de Almeida Barreto ( maçom), que fosse capturar o referido destacamento. Este se havia comprometido dias antes com os sediciosos, porem na última hora ficou do lado de Ouro Preto. Interessante que o general simulou que prenderia os soldados mas não o fez, e ainda ficou hesitante relutando em colocar suas tropas sob o comando de Deodoro. Refere a História que Deodoro usou um xingamento de baixo calão contra Almeida Barreto naquele momento. Dentro do Quartel General todos estavam nervosos, porem Floriano permanecia impassível, aparentando calma. A situação continuou sem definição até as oito horas da manhã do dia 15, quando então Deodoro coloca suas tropas em frente aos portões do quartel, e enviou o tenente-coronel João Batista da Silva Teles para levar um recado à Floriano, dizendo que queria conferenciar. Floriano com seu estado maior montados em cavalos sai para palestrar com Deodoro.
  21. 21. JB News – Informativo nr. 2.334– Florianópolis (SC), domingo, 19 de fevereiro de 2017 - Pág. 21/36 Neste momento o barão de Ladário vindo em direção à Deodoro, salta de um cupê ministerial da Marinha, de revolver em punho atira em direção de Deodoro, errando o alvo. Atira de novo, e também não acerta. Neste momento os tenentes Müller e Adolfo Pena atiraram em Ladário, ferindo-o e acertando um dos tiros na região glútea. A pedido de Deodoro, não mataram o barão. Este foi o único sangue derramado na Proclamação de nossa República. Por sinal o barão de Ladário foi o único membro do governo que enfrentou as tropas rebeldes. Se o barão de Ladário tivesse matado Deodoro, não se pode prever quais seriam as consequências. No interior do Quartel General, Ouro Preto, quis fazer valer sua última chance, ordenando a Floriano que enviasse um destacamento e tomasse à baioneta os canhões( “bocas de fogo”) de Deodoro, dizendo que no Paraguai os soldados brasileiros haviam se apoderado da artilharia paraguaia em piores condições. Floriano respondeu: “Sim, mas as bocas do Paraguai eram inimigas e que aquelas que V. Excia está vendo, são brasileiras e eu sou antes de tudo um soldado da nação”. Neste momento, Ouro Preto viu que estava tudo perdido. Restava aos sediciosos entrarem no Quartel General e isso foi facilitado por um mais um sobrinho militar de Deodoro, o capitão Pedro Paulo da Fonseca Galvão que estava lá dentro. Referem que Deodoro ao entrar naquele reduto, teria dito “Viva Sua Majestade, o Imperador”. Apesar de muitos republicanos desmentirem, o alferes Cândido Rondon presente ao ato, que o Brasil haveria de conhecer seus feitos indianistas futuros, afirmou que ele realmente pronunciou tal frase. Deodoro logo após entrar conversou de forma íntima com Floriano e foi convidado a subir até o 1º andar, onde estava o Chefe de Gabinete a ser deposto. Deodoro, ao chegar lá, cumprimentou seu primo, o visconde de Maracaju, Ministro da Guerra e após um silêncio natural que acontece nestes momentos, disse a Ouro Preto: “Vossa Excelência e seus colegas estão demitidos por haver perseguido o Exército” Estando assim demitido todo o ministério, com Ouro Preto e Cândido de Oliveira, Ministro da Justiça, considerados presos e seriam deportados. Entretanto, Deodoro se referiu a D.Pedro II da seguinte maneira: “quanto ao Imperador tem a minha dedicação, sou seu amigo, devo-lhe favores, seus direitos serão respeitados e garantidos”. Referiu também que enviaria uma lista com nomes do novo ministério. Concluído o fato, Deodoro, desceu para se regozijar e confraternizar junto às tropas e os civis republicanos que se aglomeravam no Campo de Santana. O capitão Antonio Adolfo Menna Barreto deu tantos “vivas” à República que até teve um mal súbito, perdendo os sentidos. Entretanto em nenhum momento, Deodoro proclamou de peito aberto, a República. Após um tenente ter notado este fato e dito à Benjamin Constant, este disse em voz baixa a Deodoro que aquele momento, era a hora certa de dize-lo. Deodoro mandou tranquilizar o tenente, alegando que a “nossa causa triunfou” e que se deixasse para o povo esta manifestação. O major Solon notou que a derribada da monarquia não estava a contento, teria dito a Deodoro que só embainharia a espada se ele proclamasse a república Os amigos de Deodoro afirmam que nesta hora ele teria dado “vivas” ao novo regime, mas não se comprovou.
  22. 22. JB News – Informativo nr. 2.334– Florianópolis (SC), domingo, 19 de fevereiro de 2017 - Pág. 22/36 A seguir, Deodoro diante de suas tropas com Quintino Bocaiúva, cavalgando ao seu lado, tomaram o rumo do centro da cidade; Benjamin Constant e Aristides Lobo, foram à pé. O povo, atônito, e até assustado não sabia o que estava se passando. Nestas alturas, os sintomas do seu problema cardíaco estavam se agravando, uma provável insuficiência cardíaca congestiva, ele mal podia manter-se ereto na montaria, ainda assim quis ir até o Arsenal da Marinha para conferir “in loco” se tudo estava em ordem. Uma vez constatando que tudo estava bem, dirigiu-se até sua casa e acamou-se imediatamente. Mais ou menos às treze horas, isto é no inicio da tarde, se para os militares tudo estava resolvido e a honra militar havia sido resgatada, para os republicanos, a situação não estava muito transparente, pois até parecia que o movimento estava derrotado. D.Pedro retornou ao Rio de Janeiro, vindo de Petrópolis, por cerca das quinze horas, dirigindo-se ao seu palácio. Nesta mesma hora, percorrendo as ruas da cidade, Benjamin Constant, futuramente considerado o Pai da República, o articulador, o republicano por excelência achava muito estranho tudo o que estava acontecendo. Encontrando com o jornalista republicano Aníbal Falcão, incitou que ele imediatamente agitasse o povo, alegando que a República ainda não estava proclamada. Falcão juntou-se aos republicanos Pardal Mallet e Silva Jardim e se dirigiram a Câmara Municipal. Procuraram o vereador monarquista José do Patrocínio, até então detestado pelos republicanos, mas que neste dia ele fez a sua profissão de fé republicana, e na condição de vereador mais jovem convocou uma sessão da Câmara imediatamente. Os republicanos arregimentaram as pessoas que puderam e na Câmara foi referendada uma moção que Aníbal Falcão havia escrito. O povo reunido isto é, mais ou menos cerca de 100 pessoas ouviu a aprovação da Câmara a moção “ O povo reunido em massa na Câmara Municipal, fez a proclamação da República na forma lei ainda vigente, pelo vereador mais moço, após a revolução que aboliu a monarquia do Brasil, o governo republicano”. A moção ainda referia para quem de direito proclamasse a República de fato. Foi feito um abaixo assinado representando o povo do Rio de Janeiro. De posse deste documento, os manifestantes foram se postar em frente à casa de Deodoro. Deodoro, por estar se sentindo mal, foi representado por Benjamin Constant (sempre ele), que da sacada do sobrado onde Deodoro morava afirmou ao grupo que um Governo Provisório convocaria uma Assembleia Constituinte para que a nação pudesse deliberar definitivamente a respeito de uma nova forma de governo. Esta vacilação de Constant talvez se devesse ao fato dele ser um homem pacifista, positivista de longa data e possivelmente não quisesse que o Exército tivesse um papel tão importante na administração de um novo regime, preferindo que uma Constituinte decidisse sobre como seria um novo regime. Entretanto, graças às atitudes de tomadas a seguir por D. Pedro II e pelo visconde Ouro Preto, o regime escolhido acabou mesmo sendo a República. D.Pedro chegando ao Rio logo que se instalou no seu palácio aceitou com relutância a demissão de Ouro Preto e concordou com nome indicado para substitui-lo, o senador Gaspar Silveira Martins( maçom, grau 33 Ex-Grão-Mestre do Grande Oriente do Passeio). O senador gaúcho estava fora do Rio, só chegaria no dia 17. Isto tornaria mais caótica ainda a situação,
  23. 23. JB News – Informativo nr. 2.334– Florianópolis (SC), domingo, 19 de fevereiro de 2017 - Pág. 23/36 pois o país estava em plena vigência uma revolução, e alem do mais, o senador Gaspar era inimigo antigo e declarado de Deodoro. Detestavam-se, simplesmente. Já era quase noite, quando Deodoro ficou sabendo que o senador Gaspar tinha sido indicado para a vaga de Ouro Preto. Esta foi a gota d’água para a decisão final de Deodoro. Não se tem provas cabais que o senador tenha sido realmente indicado para chefiar o Gabinete por indicação do Imperador. Há uma outra versão, a qual talvez seja a mais provável que tenha acontecido, como sendo uma estratégia de Benjamin Constant, que quando percebeu a hesitação de Deodoro, inclusive podendo pôr tudo a perder, teria usado o nome do senador Gaspar Martins como provável futuro chefe de Gabinete, fato este que Deodoro jamais toleraria. Eram inimigos há muito tempo. D. Pedro II foi persuadido a nomear outro político, o maçom e Conselheiro José Antônio Saraiva. Saraiva enviou através do capitão Roberto Trompowisky uma carta à Deodoro, porem este disse ao capitão: “Já é tarde, a República está feita e os principais culpados são o conde D’Eu visconde de Ouro Preto. O último por perseguir os militares e o primeiro por consentir nesta perseguição”. Como vimos o prestígio, a liderança a confiabilidade num líder como todo o Exército teve em Deodoro, naquele dado momento de nossa História, foi o maior em todos os tempos que um líder já teve neste país. Ele proclamou a República na hora que achou melhor, porem poderia permitir a constituição de um novo Gabinete com continuidade da monarquia se assim ele o quisesse. Isto significa que naquele dia, naquela hora, ele tinha a liderança total de um povo nas suas mãos, fato este que desde então jamais foi registrado no Brasil. Liderança total. Mas não esqueçamos que Benjamin Constant, foi o maestro, foi o articulador o homem que cuidou de todos os detalhes, por menores que fossem, que ele cuidou de improviso de acertar todos os erros que seus companheiros cometeram de última hora, que ainda teve o vislumbre de achar que o Exército, deveria passar a parte política administrativa à civis, enfim foi o homem certo na hora certa, podendo os brasileiros com toda razão, chama-lo de o Pai da República. Sabendo que o soldado puro Deodoro era uma Pedra Bruta em matéria de política, sempre esteve ao seu lado para lapida-lo com conselhos e orientações e também para protege-lo. Agora com a anuência total de Deodoro em se instituir a República, Aristides Lobo, Francisco Glicério e Benjamin Constant se reuniram para instituir o governo republicano e preparar os primeiros decretos. O primeiro Gabinete do Governo Provisório foi constituído somente por republicanos maçons. No dia seguinte, ou seja dia 16, num sábado Deodoro ordenou que a Família Real fosse deportada e enviou o major Sólon para comunica-los. O major Sólon, ficou todo embaraçado com o peso da decisão dos revoltosos que levava ao ex-monarca, tratando-o de Vossa Excelência, Alteza, Majestade e ainda após dar-lhe a notícia, solicitou licença para se retirar. O maçom, grau 33, e coronel João Francisco da Costa, foi encarregado de vigiar e proteger a Família Real até que esta partisse para o exílio. E assim terminou o longo reinado de D. Pedro II, sem que seus barões, condes e viscondes, protegidos e toda aristocracia o preservassem ou defendessem. Ressalte-se que
  24. 24. JB News – Informativo nr. 2.334– Florianópolis (SC), domingo, 19 de fevereiro de 2017 - Pág. 24/36 dentro desta aristocracia existiam muitos maçons sérios, que eram opositores aos maçons republicanos. O número dois está em realce, o famoso número dos contrários. Haviam pois, maçons republicanos e monarquistas. Está certo que foi um golpe militar, mas talvez o próprio povo foi conivente, pois não admitia que o maçom Conde D'Eu, apesar de príncipe consorte, seria o governante de fato, já que o Imperador velho e doente, com uma diabetes progressiva, não teria muito tempo de vida. Mas o Império caiu porque, em realidade, o país estava antiquado e exaurido economicamente e já não tinha condições de oferecer uma perspectiva melhor, especialmente no sentido de aumentar a liberdade e o direito dos cidadãos. Foi a última monarquia da América do Sul a ruir. Entretanto, ressalte-se que alguns bons amigos da Família Real, como o Barão e a Baronesa de Loreto, seu médico particular, o Conde Mota Maia, o Barão e a Baronesa de Muritiba alem do engenheiro abolicionista André Rebouças o acompanharam espontaneamente na viagem pelo vapor “Alagoas” para a Europa sem que tivessem sido presos ou deportados. Foi triste o acaso do monarca. Talvez, D. Pedro II merecesse melhor sorte. E o povo que tanto o amava, facilmente o esqueceu. Tivemos um paranaense participando ativamente dos eventos da Proclamação da República. Ele talvez foi o maior militar por seus feitos, que o Paraná já teve na sua História. Não só pela participação na Proclamação da República em si, mas sim pela sua conduta como soldado e artilheiro na Revolução Federalista que ocorreria daí há 4 anos. Trata-se do então jovem José Cândido da Silva Muricy que um dia seria general e que estava cursando a Escola Superior de Guerra na Praia Vermelha no Rio de Janeiro como cadete por ocasião dos eventos da Proclamação da República. Republicano e de total confiança de seus superiores tomou parte em algumas reuniões onde foram detalhados os planos da derrubada da Monarquia e foi um dos elementos de ligação, que transmitia as ordens aos diversos corpos da guarnição e na Escola Militar. Ele foi um dos soldados que marcharam junto com a tropa para o Campo de Santana no dia 15/11. Incorporou-se à coluna do capitão Hermes da Fonseca (maçom), sobrinho de Deodoro, que lhe emprestou a espada e estava portando naquele momento uma clavina Comblain . Estas duas armas o acompanhariam por toda a sua vida, como recordação. Ele foi iniciado na Loja “Ganganelli” – Rio de Janeiro e teve posteriormente destacada atuação na maçonaria paranaense. BIBLIOGRAFIA Castellani, José “A Maçonaria e o Movimento Republicano Brasileiro” Traço Editora – São Paulo – 1989
  25. 25. JB News – Informativo nr. 2.334– Florianópolis (SC), domingo, 19 de fevereiro de 2017 - Pág. 25/36 Castellani, José “Os Maçons que fizeram a História do Brasil” Editora A Gazeta Maçônica – São Paulo- sem data Prober, Kurt “Achegas para a História da Maçonaria no Brasil” São Paulo, 1968 Kurt, Prober “Catálogos dos Selos Maçônicos Brasileiros” Paquetá –Rio de Janeiro, 1984 Machado,Manoel L. “Sangue e Bravura” (romance histórico) . Oficinas Gráficas da Penitenciária do Paraná – Curitiba, 1944 Martins, Romário “História do Paraná” Editora Rumo Limitada – Curitiba - 1939 Vernalha Milton Miró “Do Império à República” Editora Litero Técnica – Curitiba – 1989 Grande Enciclopédia Delta Larousse Dicionário-Histórico-Biográfico do Estado do Paraná Editora “Livraria do Chain” Banestado– Curitiba – 1991 Revista “A Trolha” nº 228 – Outubro 2005 – Artigo “Campos Salles, Um Maçom Ilustre” – Autor:Mario Name PRINCIPAIS MAÇONS REPUBLICANOS HISTÓRICOS QUE TIVERAM PARTICIPAÇÃO DIRETA NA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA Américo Brasiliensi de Almeida Melo ( Lojas “Amizade” e “América” - São . Paulo) Américo Brasilio de Campos ( Lojas “Amizade” e ”América” - São Paulo) Antonio da Silva Jardim ( Loja “América” - São Paulo) Aristides da Silva Lobo (não se sabe onde foi iniciado) Benjamin Constant de Marques Botelho( não se sabe onde foi iniciado) Bernardino José de Campos ( Lojas “Amizade” - São Paulo – “Trabalho” - . de Amparo e“ Independência ” – Campinas -SP Carlos de Campos(Loja “Trabalho” de Amparo – SP) Demétrio Ribeiro( não se sabe onde foi iniciado)
  26. 26. JB News – Informativo nr. 2.334– Florianópolis (SC), domingo, 19 de fevereiro de 2017 - Pág. 26/36 Eduardo Wandelkolk ( Loja “Esperança” Rio de Janeiro -RJ) Fernando Prestes de Albuquerque ( Loja “Firmeza” - “Itapetininga” SP) Francisco Glicério de Cerqueira Leite( Lojas “Independência” - . . . . Campinas SP e “Piratininga” São Paulo . Francisco Quirino dos Santos ( não se sabe onde foi iniciado) Francisco Rangel Pestana ( Lojas “Amizade” e “América” - São Paulo) Hermes Rodrigues da Fonseca (Loja “Ganganelli” - Rio de Janeiro) João Tibiriçá Piratininga ( Loja “Beneficência Ituana” - Itú- SP) Joaquim Saldanha Marinho ( Grão-Mestre do Grande Oriente dos Beneditinos) Jorge Tibiriçá ( Loja “Amizade” - São Paulo) José Luiz Flaquer( Loja “América”- São Paulo) José Gomes Pinheiro Machado (Lojas “América”-São Paulo, “Harmonia . Cruzaltense” - Cruz Alta – RS, “Luz e Fraternidade” – . Santa Maria –RS e “Luz da Serra” – Santo Ângelo -RS José Maria Lisboa ( Loja “Amizade” - São Paulo) Julio Cesar Ferreira Mesquita ( Loja “Amizade” - São Paulo) Lauro Nina Sodré e Silva ( Loja “Harmonia” - Belem – PA.) Luiz Gama (Loja “América” - São Paulo) Manoel Ferraz de Campos Salles (Loja “Fraternidade Campineira” - . . Campinas SP. filiado à Loja . . . “Independência” – Campinas - SP . .fundador da Loja “Sete de Setembro” – São Paulo Manoel de Moraes Barros ( Loja “Beneficência Ituana”- Itú, SP e . . fundador da Loja “Piracicaba” – Piracicaba SP Martinico do Prado (Martinho Prado Jr.) ( Lojas “Amizade” e “América” -. São Paulo) Nilo Procopio Peçanha ( Loja “Ganganelli”- Rio de Janeiro) Pedro de Toledo (Lojas “Piratininga” e “Amizade” - São Paulo) Prudente José de Moraes Barros ( possivelmente iniciado na Loja “7 de . “Setembro pertenceu a Loja “Beneficência Ituana” - Itú e fundador da Loja “Piracicaba”-SP) . Quintino de Souza Ferreira Bocaiúva ( Loja “Amizade” - São Paulo Lojas . . “Segredo” e “Comércio” GOU Rio de Janeiro) Solon Sampaio Ribeiro, major( Loja “Amparo à Virtude”- Rio de Janeiro) Venâncio Aires ( Lojas “Firmeza” – Itapetininga –SP e “Luz da Serra”- . Santo Angelo RS.) Ubaldino do Amaral Fontoura- paranaense- ( Lojas “Perseverança III” e “Constância” – Sorocaba SP e “América” - São Paulo) Tivemos republicanos de última hora, ou últimos dias, como José Carlos do Patrocínio (Loja “União” e Tranqüilidade nº02 – Rio de Janeiro), Rui Barbosa( Loja “América” – São Paulo) Floriano Peixoto ( Loja “Perfeita Amizade”- Maceió- AL ) o próprio Marechal Deodoro da Fonseca (Loja “Rocha Negra” São Gabriel – RS e posteriormente Grão-Mestre do GOB). Estes foram envolvidos pelas contingências e o fizeram por livre e espontânea vontade e não como a maioria quase que absoluta dos monarquistas, inclusive maçons, que se tornaram republicanos por conveniência, de uma hora para outra engajando-se como puderam no novo regime, sempre tentando tirar proveito próprio.
  27. 27. JB News – Informativo nr. 2.334– Florianópolis (SC), domingo, 19 de fevereiro de 2017 - Pág. 27/36 O Irmão João Anatalino Rodrigues escreve às quintas-feiras e domingos. É premiado com a Ordem do Mérito Templário da Loja Templários da Nova Era. jjnatal@gmail.com - www.joaoanatalino.recantodasletras.com.br LOJA DE SÃO JOÃO, JUSTA E PERFEITA Todo maçom sabe que as Lojas maçônicas são agrupadas sob o título de Lojas de São João, uma denominação que indica ser a Maçonaria, enquanto instituição, ter como patrono um santo com esse nome. O problema é saber qual é o São João que patrocina a Maçonaria, pois são vários os santos que ostentam esse nome. Alguns autores afirmam ser o São João Evangelista, outros dizem ser o Batista. Há os que dizem ser o São João “Esmoler”, fundador da Ordem do Hospital de São João, durante as Cruzadas. O patrocínio de São João “Esmoler” vem de uma crença disseminada principalmente pelo maçom André Michel de Ramsay, que no seu famoso discurso, feito em 1736 para os maçons franceses, denunciou a existência de uma interação entre a Maçonaria e os cavaleiros membros do Hospital de São João, ocorrida por ocasião da primeira Cruzada. “Certo tempo depois, nossa Ordem se uniu com os Cavaleiros de São João de Jerusalém”, diz Ramsay. “Desde então, nossas Lojas todas trouxeram o nome de Lojas de São João. Essa união foi feita a exemplo dos israelitas quando construíram o Segundo Templo. Enquanto manipulavam a trolha e a argamassa com uma mão, traziam na outra o escudo e a espada”. Disse ele, em seu discurso.[1] Quem era esse São João ele não revela, mas não é difícil descobrir, pois quem fundou a Ordem dos Cavaleiros de São João, conhecida como Ordem dos Hospitalários, foi exatamente o São João “Esmoler”, filho do rei de Rodes, que se deslocou para a Terra Santa junto com o exército franco, em 1096, na primeira cruzada, para ali servir como monge. Seu apelido era “Esmoler” (esmoleiro), porque ficava nas estradas pedindo esmolas para os peregrinos, para fins de prover abrigo e tratamento médico para os peregrinos pobres. Sua fama de santo correu todo o mundo cristão e ele foi canonizado poucos anos após sua morte. Quanto ao São João Evangelista, o seu patrocínio só aparece na Maçonaria a partir da introdução dos temas gnósticos em seus ritos, ocorridos a partir do advento da transição do operativo para o especulativo. São João Evangelista é um santo de grande prestígio entre os autores esotéricos. Ele é tido como verdadeiro introdutor da gnose cristã na Bíblia. Seu 6 – Loja de São João, Justa e Perfeita João Anatalino Rodrigues
  28. 28. JB News – Informativo nr. 2.334– Florianópolis (SC), domingo, 19 de fevereiro de 2017 - Pág. 28/36 evangelho é francamente inspirado em temas gnósticos e cabalísticos, e a ser verdadeiro que ele também é o autor do Apocalipse, então não há qualquer dúvida que ele foi, realmente, um pensador formado naquela escola, já que esse livro foi claramente escrito sob a inspiração dessas duas disciplinas. As alusões a São João Batista como patrono da Maçonaria, porém, já são mais antigas. Elas já aparecem nas tradições maçônicas medievais, nas quais esse santo era homenageado com grandes festas. Na Escócia, segundo informa Jean Palou, a festa de São João Evangelista era celebrada pelos maçons escoceses em 27 de dezembro, época em que se escolhiam o supervisor da guilda (Venerável Mestre), seus diáconos e oficiais para presidirem a Loja. São João Batista também é um personagem muito venerado entre os filósofos gnósticos. Para algumas seitas praticantes dessa doutrina, ele seria o verdadeiro Messias, e não Jesus, como pregam os Evangelhos canônicos.[2] Para os discípulos de Hermes (os alquimistas), a história de São João Batista é uma alegoria de grande significado. Como “precursor” da Grande Obra de redenção universal, realizada por Jesus, ele simboliza o “mediador, aquele que tem a missão de “abrir” a porta da iniciação, da mesma forma que o vitríolo filosófico no trabalho dos alquimistas.[3] Por isso, na iconografia alquímica, esse composto é representado por uma caveira em uma salva de prata, significando que é preciso o sacrifício dessa matéria para que a bela Salomé (símbolo da natureza), possa apresentar-se ao adepto em toda sua deslumbrante nudez. Salomé, como sabemos, foi a dançarina responsável pela execução de João Batista ao pedir a cabeça do profeta ao rei Herodes. É no simbolismo alquímico que alguns autores maçons justificam a escolha de São João Batista como patrono das Lojas simbólicas. Esse santo, que provavelmente foi membro da seita dos essênios, é considerado pelos autores esotéricos um mediador entre as duas estruturas cósmicas, representadas pela suas partes material e espiritual. Ele preside também, na tradição romântica dos povos ocidentais, a união dos cônjuges, quando esta se consuma na noite a ele consagrada (24 de junho). Embora, na moderna tradição das festas juninas essa função tenha sido delegada á Santo Antônio, na Idade Média era a São João que se atribuía essa qualidade de cupido. Provavelmente a transferência dessa função á Santo Antônio tenha sido cunhada em Portugal, já que o santo conhecido como Santo Antônio de Pádua, que hoje é o primeiro dos santos cultuados na trindade julina, nasceu em Lisboa, embora tenha se tornado conhecido pelo ministério exercido na cidade italiana de Pádua (Padova), onde realizou seus milagres, que ainda hoje conserva a sua ossada. Para a Maçonaria, a tradição de invocar São João Batista como patrocinador da sua arte, teria o condão de despertar a sua mediação para a realização da transmutação do caráter profano do néofito, para o estado de consciência superior que caracteriza o iniciado. É uma ideia claramente ligada ao simbolismo alquímico, pois uma das qualidades da “grande obra” dos alquimistas, ou seja, a pedra filosofal, é justamente a transformação do espírito do operador, dando a ele uma consciência superior. São João Batista é um santo muito invocado nas tradições esotéricas. A principal razão desse interesse é o fato de esse santo ser o precursor do cristianismo. Foi ele o “mestre” que iniciou Jesus. Na verdade, foi ele também que rompeu com as velhas estruturas do judaísmo, inaugurando uma nova era teológica, na qual o Deus de Israel deixou de ser um deus local, confinado á um povo, para ser um Deus universal, pai de toda a criação. Simbolicamente, isso equivale, na tradição maçônica, á transformação da Maçonaria
  29. 29. JB News – Informativo nr. 2.334– Florianópolis (SC), domingo, 19 de fevereiro de 2017 - Pág. 29/36 operativa (uma tradição puramente corporativa, praticada pelas corporações de ofício medievais) em instituto de caráter universal, como aconteceu com a Maçonaria dita especulativa, nascida da fusão das Lojas londrinas, realizada em 1717. João Batista, com seu batismo em água, antecedeu o batismo em fogo que Jesus traria em seguida. Observe-se que essa simbologia também foi apropriada na iniciação maçônica, na qual o iniciando é purificado primeiro pela água e depois pelo fogo. Nesse simbolismo também se pode identificar o processo alquímico operatório, pois a “matéria prima da obra” não pode ser levada ao fogo antes de ser convenientemente purificada pela água. Aqui está, como se vê, mais um legado dos alquimistas á Arte Real. Por fim, é interessante registrar que não importa saber qual dos três santos é o verdadeiro patrono da Maçonaria. Seja qual for o escolhido, todos tiveram mérito suficiente em suas vidas para receber essa homenagem. São João, o “Esmoler”, ao fundar a Ordem de São João do Hospital, deixou um dos maiores legados que um homem pode deixar á humanidade. Pois a Ordem dos Hospitalários foi a responsável pela fundação dos hospitais filantrópicos que ainda hoje servem ao povo de baixa renda em vários países do mundo. Essa Ordem, que nos dias atuais é conhecida como Ordem dos Cavaleiros de Malta, deu origem ás nossas conhecidas Santas Casas de Misericórdia e á Cruz Vermelha. Embora hoje essas instituições não estejam mais ligadas aos Cavaleiros de Malta (antigos hospitalários), foi dessa célula mater que elas nasceram. Por isso as Lojas Maçônicas ainda consagram, até hoje, a tradição de manter um "Irmão Hospitaleiro" entre os oficiais da Loja para recolher as contribuições para o "Hospital". Quanto aos outros dois "São João", o Batista e o Evangelista, suas histórias são bem conhecidas e não é necessário referi-las aqui. Seja qual for o nosso santo padroeiro, que ele nos ilumine e proteja, para que as Lojas de São João prosperem e cumpram, de fato, a missão pela qual elas foram criadas. ___________ 1. Jean Palou-A Franco-Maçonaria Simbólica e Iniciática, pg. 72. 2. A seita dos mandeanos, que sobrevive em algumas regiões da Pérsia, ainda conserva a tradição que faz de João Batista o verdadeiro Messias de Israel. 3. “Vitriolo filosófico” é o chamado “mercúrio” dos alquimistas, composto que surge no processo de obtenção da pedra filosofal. O “mercúrio”, segundo os alquimistas, era o elemento responsável pela “pureza” do mineral utilizado para a confecção da pedra filosofal. Por isso era preciso isolá-lo e purificá-lo ao extremo para que ele adquirisse as propriedades capazes de transformar metais comuns em metais nobres. Nas imagens, São João Evangelista e o São João “Esmoler”.
  30. 30. JB News – Informativo nr. 2.334– Florianópolis (SC), domingo, 19 de fevereiro de 2017 - Pág. 30/36 (as letras em vermelho significam que a Loja completou ou está completando aniversário) GLSC - http://www.mrglsc.org.br GOSC https://www.gosc.org.br Data Nome Oriente 01/01/2003 Fraternidade Joinvillense Joinville 26/01/1983 Humânitas Joinville 31/01/1998 Loja Maçônica Especial União e Fraternidade do Mercosul Ir Hamilton Savi nr. 70 Florianópolis (trabalha no recesso maçônico) 11/02/1980 Toneza Cascaes Orleans 13/02/2011 Entalhadores de Maçaranduba Massaranduba 17/02/2000 Samuel Fonseca Florianópolis 21/02/1983 Lédio Martins São José 21/02/2006 Pedra Áurea do Vale Taió 22/02/1953 Justiça e Trabalho Blumenau Data Nome da Loja Oriente 11.01.1957 Pedro Cunha nr. 11 Araranguá 18.01.2006 Obreiros de Salomão nr. 39 Blumenau 15.02.2001 Pedreiros da Liberdade nr. 79 Florianópolis 21.02.1903 Fraternidade Lagunense nr. 10 Laguna 25.02.1997 Acácia Blumenauense nr. 67 Blumenau 25.02.2009 Caminho da Luz nr. 99 Brusque 7 – Destaques (Resenha Final) Lojas Aniversariantes de Santa Catarina Mêses de janeiro e fevereiro
  31. 31. JB News – Informativo nr. 2.334– Florianópolis (SC), domingo, 19 de fevereiro de 2017 - Pág. 31/36 GOB/SC – http://www.gob-sc.org.br/gobsc Data Nome Oriente 07.01.77 Prof. Mâncio da Costa - 1977 Florianópolis 14.01.06 Osmar Romão da Silva - 3765 Florianópolis 25.01.95 Gideões da Paz - 2831 Itapema 06.02.06 Ordem e Progresso - 3797 Navegantes 11.02.98 Energia e Luz -3130 Tubarão 29.02.04 Luz das Águas - 3563 Corupá Vem aí o IX Chuletão Templário. O evento filantrópico Maçônico Loja “Templários da Nova Era”
  32. 32. JB News – Informativo nr. 2.334– Florianópolis (SC), domingo, 19 de fevereiro de 2017 - Pág. 32/36 LOJA MAÇÔNICA União e Fraternidade do Mercosul Ir∴ Hamilton Savi nº 70 RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO – GOSC/COMAB FUNDADA EM 31/01/1998 À GDGADU Orde Florianópolis, aos 13 dias do mês de janeiro do ano de 2017 da E∴V∴ Caríssimo Ir∴ A Augusta e respeitável Loja Simbólica especial União e fraternidade do Mercosul Irmão Hamilton Savi, encaminha a V. S. para as devidas providências e divulgação, os dados da sessão de 20/02/2017. ****************** Dia 20/02/2017: Palestra do eminente Irmão - EDUARDO DA SILVA MATTOS, COM A COLABORAÇÃO DO IRMÃO DORENI ISAIAS CARAMORI JÚNIOR O Ir∴ Eduardo Mattos é Mestre instalado da ARLS Samuel Fonseca nº 79 – GOSC, onde também atua o Ir∴ Doreni Caramori. TEMA - Florianópolis: Oportunidade para Investidores e Empreendedores no Segmento de Tecnologia. Eduardo Mattos é mestre em Inteligência Aplicada pela UFSC; Co-autor de diversos artigos sobre inteligência artificial, gestão do conhecimento, engenharia do conhecimento, inteligência artificial e direito e inteligência competitiva. Atua no segmento de Tecnologia da Informação aplicada à inteligência e investigação desde 1997. Foi co-fundador e diretor da WBSA – Sistemas Inteligentes SA; Recentemente, atuou, com funções de direção, nas empresas i- luminas (www.i-luminas.com) e Smartmob Coworking (www.smartmob.com.br), onde também figurou como investidor anjo; Atualmente empreende, como Founder, na Startup Intexfy – Inteligência de Mercado (www.intexfy.com). Vem participando e colaborando na organização de vários eventos do segmento de empreendedorismo e startups. Com destaque para o Startup Weekend e Startup Grind e Meetups.
  33. 33. JB News – Informativo nr. 2.334– Florianópolis (SC), domingo, 19 de fevereiro de 2017 - Pág. 33/36 No Startup Weekend, além de organizador, participou como mentor e jurado e atualmente figura como facilitador. Está em suas motivações, contribuir para o fortalecimento do ecossistema de startups/empreendedorismo, colaborando na organização de eventos, fazendo a conexão com o mercado tradicional ou viabilizando a aproximação com investidores. O Irmão Doreni é um dos maiores empresários no ramo do entretenimento de Florianópolis e é ex. presidente da ACIF entre outras atribuições. Informamos que as sessões da Loja Mercosul Ir∴ Hamilton Savi nº 70 são realizadas no Templo da Loja Ordem e Trabalho nº 3, Or. de Florianópolis, Situado próximo à UFSC – Serrinha. AV. DESEMBARGADOR VITOR LIMA. 550, Serrinha Florianópolis SC, com inicio às 20:00hs Contando com a Vossa presença desde já agradecemos, Com um Tr∴ Abraço Ir∴ EMÍLIO CÉSAR ESPÍNDOLA V∴ M∴ (048)32445761 - (048)99824363 emilioespindola@yahoo.com.br Fim do Horário de Verão Após os quatro meses em vigor, termina à 0h deste domingo (19) o horário de verão. Quem estiver nas regiões Sul, Sudeste e Centro- Oeste deve atrasar os seus relógios em uma hora. O horário de verão começou a valer em 16 de outubro do ano passado
  34. 34. JB News – Informativo nr. 2.334– Florianópolis (SC), domingo, 19 de fevereiro de 2017 - Pág. 34/36 Ir Marcelo Angelo de Macedo, 33∴ MI da Loja Razão e Lealdade nº 21 Or de Cuiabá/MT, GOEMT-COMAB-CMI Tel: (65) 3052-6721 divulga diariamente no JB News o Breviário Maçônico, Obra de autoria do saudoso IrRIZZARDO DA CAMINO, cuja referência bibliográfica é: Camino, Rizzardo da, 1918-2007 - Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014 - ISBN 978-85.370.0292-6) 19 de fevereiro A Bateria Em linguagem maçônica, Bateria significa "aplauso" e "ordenamento"; os aplausos são feitos pelo bater das mãos; os que empunham malhetes aplaudem batendo-os no tampo do trono. A bateria poder ser simples ou tríplice; ela é feita em diversas modalidades; bateria do grau, com tantos golpes quanto forem os anos dos graus; incessante, quando os golpes de malhete e palmas são contínuos; em caso de luto, a bateria é feita por leves golpes com a palma da mão direita sobre o antebraço esquerdo. Ao abrirem-se os trabalhos da Loja. é feita a bateria e a exclamação; o som "abafado" de percussão destina-se a neutralizar os fluidos negativos existentes. Usa-se, também, para interromper alguma discussão áspera e inconveniente; o Venerável Mestre ergue-se empunhando o malhete e diz: "pela ordem", determinando que todos se levantem e passa a comandar uma bateria ; depois, senta-se e reenceta os trabalhos interrompidos; a pausa tem o dom de "acalmar os excessos. O ponto principal da bateria é o som específico que emite e que envolve a todos os presentes. A bateria é feita ao abrirem-se os trabalhos e no encerramento. A forma compassada do bater das mãos cria um ambiente favorável percebido pelos presentes. Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 69.
  35. 35. JB News – Informativo nr. 2.334– Florianópolis (SC), domingo, 19 de fevereiro de 2017 - Pág. 35/36 O Irmão e poeta Sinval Santos da Silveira escreve aos domingos Afinal, quem és, criatura inocente, que mexes com minha mente, me fazendo te imitar ? Há quanto tempo não te via, nem ao menos te sentia, embora vivendo no mesmo lugar ! Vejo em teu olhar tanta coisa diferente, a felicidade sem maldade, trazendo esta
  36. 36. JB News – Informativo nr. 2.334– Florianópolis (SC), domingo, 19 de fevereiro de 2017 - Pág. 36/36 saudade tão difícil de lidar. Não percebi tua partida, ou quem deixaste em teu lugar. Aprendi tanto contigo... Foste a estação de embarque da minha vida, a escola bem sucedida, o sabor do fruto doce, que as tuas mãos de criança, plantaram para me agradar. Não eras noite, nem dia. Foste a aurora da minha vida, a luz que ainda ilumina os passos do meu caminhar.. Hoje, posso te falar de muitas coisas, mostrar caminhos e atalhos, te livrar dos abismos, das armadilhas e desvendar os mistérios das perigosas encruzilhadas. Em troca, ensina-me voltar a ser feliz ! Veja mais poemas do autor, Clicando no seu BLOG: http://poesiasinval.blogspot.com * Sinval Santos da Silveira - MI da Loja Alferes Tiradentes nr. 20 - Florianópolis

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