SlideShare uma empresa Scribd logo
JB NEWS
Filiado à ABIM sob nr. 007/JV
Editoria: Ir Jeronimo Borges
Loja Templários da Nova Era nr. 91(Florianópolis) - Obreiro
Loja Alferes Tiradentes nr. 20 (Florianópolis) - Membro Honorário
Loja Harmonia nr. 26 (B. Horizonte) - Membro Honorário
Loja Fraternidade Brazileira de Estudos e Pesquisas (J. de Fora) -Correspondente
Loja Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônicas (P. Alegre) - Correspondente
Academia Catarinense Maçônica de Letras
Academia Maçônica de Letras do Brasil – Arcádia de B. Horizonte
O JB News saúda os Irmãos leitores de Canoinhas-SC – “A Capital da Erva-Mate”
Saudações, Prezado Irmão!
Índice do JB News nr. 2.295 – Florianópolis (SC) – quarta-feira , 11 de janeiro de 2017
Bloco 1-Almanaque
Bloco 2-IrAilton Elisiário – Nas águas Quentes (crônica semanal)
Bloco 3-IrJoão Ivo Girardi – Alegoria da Caverna
Bloco 4-IrJosé Ronaldo Viega Alves – O Personagem Hiram na Bíblia e na Maçonaria ...
Bloco 5-IrWalter Celso de Lima – Livres Pensadores
Bloco 6-IrPedro Juk – Perguntas & Respostas – do IrFrancisco Perini (Pedro Canário – ES)
Bloco 7-Destaques JB – Breviário Maçônico p/o dia 10 de janeiro e versos do Irmão e Poeta
Adilson Zotovici (São Paulo - SP)
JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 2/32
11 de janeiro
1610 - Galileu Galilei, por Justus Sustermans
 630 — O profeta e fundador do Islamismo, Maomé, destrói os ídolos do santuário de Kaaba em Meca.
 1055 — Teodora se torna imperatriz reinante bizantina.
Nesta edição:
Pesquisas – Arquivos e artigos próprios e de colaboradores e da Internet
– Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias, de colaboradores e
www.google.com.br
Os artigos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião deste
informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores.
1 – ALMANAQUE
Hoje é o 11º dia do Calendário Gregoriano.
Faltam 354 dias para terminar o ano de 2017
- Lua Quarto Crescente -
É o 128º ano da Proclamçaõ da República;
195º da Independência do Brasil e
517º ano do Descobrimento do Brasil
Hoje é o dia dedicado à Independência do Tibete
Colabore conosco. Se o Irmão não deseja receber mais o informativo ou alterou o seu endereço
eletrônico, POR FAVOR, comunique-nos pelo mesmo e-mail que recebe o JB News, para evitar
atropelos em nossas remesssas diárias por mala direta. Obrigado.
EVENTOS HISTÓRICOS
(Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki) Aprofunde seu conhecimento clicando nas palavras sublinhadas
JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 3/32
 1580 — Iniciadas as Cortes de Almeirim que questionam o direito da nomeação de sucessor ao trono
de Portugal.
 1610 — Galileu Galilei descobre Ganímedes, satélite de Júpiter.
 1689 — O Parlamento de Inglaterra depõe o rei Jaime II.
 1861 — Guerra civil americana: O Alabama separa-se da União.
 1866 — Naufraga no Golfo de Viscaya o barco de passageiros inglês London. Morreram afogadas 220
pessoas.
 1886 — Tem início o primeiro campeonato mundial de xadrez.
 1890 — Ultimato britânico de 1890: os ingleses intimam Portugal a retirar suas tropas do território
compreendido entre Moçambique e Angola incluídos no conhecido Mapa cor-de-rosa.
 1913 — Proclamação da independência do Tibete.
 1916 — Os russos conquistam Erzurum, capital da Armênia turca.
 1918 — A Assembleia de Deus (Brasil) é oficialmente registrada em Belém do Pará, no Brasil.
 1920 — Navio francês que viajava para a África afunda perto de La Rochelle com 553 pessoas a bordo.
 1922 — Pela primeira vez a insulina é utilizada em humanos para o tratamento de diabetes. O paciente é um
canadense de quatorze anos.
 1929 — É implantada na URSS a jornada de trabalho de 7 horas.
 1934 — Nathan Homer Knorr eleito membro da Directoria da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados
de Nova Iorque, Inc.
 1935 — Amelia Earhart é a primeira pessoa a fazer um voo solo do Havaí à Califórnia.
 1942 — Durante a Segunda Guerra Mundial, o Japão declara guerra à Holanda.
 1946 — Enver Hoxha proclama a República Popular da Albânia após a queda do rei Zog.
 1954 — Primeira reunião entre soviéticos e americanos sobre a proibição de armas atômicas.
 1957 — Chuvas torrenciais na ilha de Palma ocasionam a morte de 28 pessoas, vários feridos e grandes
perdas econômicas.
 1959 — Forças do Vietnã do Norte invadem o Laos.
 1960 — Começa a construção, no Egito, da gigantesca represa de Assuã, no Rio Nilo.
 1962 — Inauguração do Concílio Vaticano II, que atualizou estruturas e doutrinas da Igreja Católica.
 1963 — A primeira discoteca do mundo foi inaugurada nos Estados Unidos. Seu nome era Whisky a Go Go.
 1964 — O Panamá corta relações diplomáticas com os Estados Unidos. As negociações entre os dois
países sempre foram conturbadas por causa do uso do canal, que liga o Oceano Atlântico ao Pacífico.
 1969 — Dom Gabriel, sem deixar o cargo de Bispo de Jundiaí, toma posse e governou a Diocese
de Bragança Paulista até 7 de março de 1971.
 1973 — Editado o novo Direito Processual Civil brasileiro.
 1982 — Andaluzia e Astúrias se tornam comunidades autônomas.
 1984 — Exibição de mísseis soviéticos SS-20, de alcance médio, na Alemanha Oriental.
 1985
 Lançamento do Rock in Rio, terminando em 20 de janeiro. O evento reuniu em média 200 mil pessoas
por dia na Cidade do Rock, desenvolvida especialmente para evento.
 Primeiro show da banda brasileira Engenheiros do Hawaii, trazendo a formação original : Humberto
Gessinger, Marcelo Pitz e Carlos Maltz.
 1987 — A Europa passa por um inverno muito rigoroso. Em uma semana, o frio faz 70 vítimas, 49 delas
na URSS.
 1991 — Tropas soviéticas invadem prédios em Vilna, capital da Lituânia, para impedir um movimento de
independência no país.
 1994
 Com o fim do Pacto de Varsóvia e a fusão da OTAN em reunião havida em Bruxelas, governos
envolvidos criam a Associação para a Paz, que integrará os países do extinto Pacto de Varsóvia.
 O governo irlandês anuncia o fim da censura ao movimento terrorista IRA e seu braço político, o Sinn
Fein.
 1996
 O parlamento japonês elege Ryutaro Hashimoto como seu novo primeiro-ministro.
 O primeiro-ministro da Itália, Lamberto Dini, anuncia a sua renúncia.
 2001 — Um incêndio no estúdio de gravação do programa Xuxa Park deixa 26 feridos com queimaduras.
 2006
JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 4/32
 Pesquisas adiantam que o provável substituto de Ariel Sharon, seja Ehud Olmert, do Kadima, mesmo
partido fundado por Sharon.
 Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti: o Instituto Médico Legal (IML)
de Brasília divulga laudo no qual o general Bacellar cometera suicídio.
 2015 — 3,7 milhões de pessoas tomam as ruas de Paris e de outras cidades francesas, no primeiro domingo
após os ataques ao semanário satírico "Charlie Hebdo".
1787 Nasce, em Porto Alegre, Antero José Ferreira de Brito. Fez carreira militar. Presidente da Província de
Santa Catarina de janeiro de 1840 a dezembro de 1848. Morreu no Rio de Janeiro a 5 de fevereiro de
1856.
1822 Nasce, na capital catarinense, Fernando Machado de Souza, Fez carreira militar e participou da luta
contra as tropas “farroupilhas”, na Laguna e no Rio Grande. Tomou parte na Guerra do Paraguai, como
coronel, tendo participado de vários combates. Foi ferido em Tuiuti, recuperando-se depois. Voltou a
combater em Itororó, onde foi ferido mortalmente. Herói tem a homenagem dos seus coestaduanos,
concretizada no monumento erguido em ponto central de Florianópolis. Morreu a 6 de dezembro de
1868.
1875 Nasce, em São Francisco (BA), Antônio Vicente Bulcão Viana. Militar, médico e político. Faleceu em
Florianópolis a 25 de março de 1940.
1875 Tem início, na cidade de Desterro, a construção do edifício da Capitania dos Portos, no local do antigo
Forte de Santana.
1847 Fundado o Grande Capítulo dos Maçons do Real Arco do Estado da Flórida, USA;
1862 O imperador Napoleão III resolve pacificar Maçonaria francesa e nomeia o marechal Magnanm que
não era Maçom, como Grand Maître de l’Ordre Maçonnique em France.
1847 Fundado o Grande Capítulo dos Maçons do Real Arco da Flórida, USA.
1952 Fundada a Loja “Pedro Cunha” nº 11, (GLSC) ao oriente de Araranguá.
Fatos históricos de santa Catarina
Fatos maçônicos do dia
Fonte: O Livro dos Dias 20ª edição (Ir João Guilherme) e acervo pessoal
JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 5/32
Venerável Mestre!
Desejas criar e manter um site
de qualidade da sua Loja?
Então atente para este anúncio
(Coisa de Irmão para Irmão)
Contatos: Ir Darci Rocco (Loja Templários da Nova Era) nos telefones
(48) 3233-5069 – 9 9943 1571
JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 6/32
O Irmão Ailton Elisiário,
é membro da Academia Paraibana de Letras Maçônicas.
Publicação simultânea desta crônica às quartas-feiras
no JB News, Jornal da Paraíba e Paraiabaonline.
NAS ÁGUAS QUENTES
Neste final de ano fizemos diferente. Resolvemos viajar, Socorro e eu, para passarmos o
réveillon fora de casa. Aproveitamos um pacote de viagem de uma agência de turismo e nos
deslocamos para Caldas Novas, cidade de 80.000 habitantes no Estado de Goiás, bastante
conhecida pelas suas águas termais que, à temperatura média de 37,5°C têm propriedades
terapêuticas. Saímos no dia 30 de dezembro e chegamos de volta no dia 7 de janeiro, depois de
havermos recepcionado o Ano Novo e nos deliciado com a cidade.
Situada no coração do planalto central, Caldas Novas é o paraíso das águas quentes. Foram
5 dias nos banhando nos parques aquáticos, dentre eles o Water Park, com seus toboáguas e
piscinas de ondas no centro da cidade e o Hot Park no município de Rio Quente, distante 28 km
de Caldas Novas. Neste nos divertimos bastante com seus variados serviços, como os toboáguas
radicais, rio de correnteza, piscinas, bar molhado e a Praia do Cerrado, a maior praia artificial de
águas quentes naturais e correntes do mundo, com suas ondas mecanizadas e suas areias brancas
que dão a sensação de estarmos à beira-mar.
Visitamos pontos turísticos e culturais da cidade, como o Jardim Japonês que nos põe em
contato com a filosofia dos monges budistas, fazendo-nos caminhar por trilhas com luminares que
nos remetem ao refletir de nossas próprias vidas, com os seus altos e baixos, desde o nascimento
até à passagem para o Oriente Eterno. Ao lado desse caminhar filosófico, seguimos a um descanso
mental na tradicional Cachaçaria Vale das Águas Quentes, com seus destilados envelhecidos em
barris de madeira nobre e seus licores artesanais de frutas típicas do Cerrado.
Um momento cultural no Casarão dos Gonzagas levou-nos a conhecer parte da história da
cidade, enquanto saboreávamos o mané pelado, um típico doce indígena de mandioca,
acompanhado de um café quentinho feito no fogão a lenha da cozinha do casarão. O casarão
reproduz uma casa típica goiana de fazenda do século XIX e, bem inusual, expõe ao lado da
galeria dos prefeitos da cidade, a galeria das primeiras damas. Obras literárias e artísticas dos
membros da Academia de Letras e Artes local são expostas na biblioteca e no jardim.
A cidade é hoteleira com um número de leitos oferecidos em torno de 50.000, sendo
visitada anualmente por cerca de 3.200.000 turistas. Dois grupos político-econômicos disputam os
empreendimentos hidrotermais e a construção imobiliária, os grupos Di Roma e Rede Privé. Há
uma grande oferta para investimento em unidades habitacionais em hotéis, para utilização anual
2 – Nas Águas Quentes
Ailton Elisiário (Crônica semanal)
JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 7/32
do investidor por 7 dias e percepção de aluguel do imóvel sob a administração da gerência do
hotel. O negócio parece ser bem rentável, haja vista a quantidade de vendedores que abordam os
turistas oferecendo-lhes o negócio.
E assim, iniciamos o ano, descansando o corpo, relaxando o espírito, renovando as forças,
para podermos dar prosseguimento ao trabalho que nos cabe realizar. As orações no Santuário de
Nossa Senhora da Salete e na Igreja de Nossa Senhora das Dores, bem como as águas quentes
caldas-novenses reativaram nossas energias e agora mãos à obra. A Matemática Financeira de
Socorro e a minha Arte Real acham-se recompostas para o enfrentamento dos desafios. Que venha
2017.
JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 8/32
O Ir. João Ivo Girardi joaogira@terra.com.br da Loja
“Obreiros de Salomão” nr. 39 de Blumenau é autor do
“Vade-Mécum Maçônico – Do Meio-Dia à Meia-Noite”
Premiado com a Comenda do Mérito Cultural Maçônico
“Aquiles Garcia” 2016 da GLSC e com a Ordem do Mérito Templário
da Loja Templários da Nova Era.
escreve às quartas-feiras e domingos.
Alegoria da Caverna
A República: A Alegoria da Caverna,
também conhecido como Mito da Caverna
é uma passagem do livro A República do
filósofo grego Platão. É mais uma alegoria
do que propriamente um mito. É
considerada uma das mais importantes
alegorias da história da Filosofia. Através
desta metáfora é possível conhecer uma
importante teoria platônica: como, através
do conhecimento, é possível captar a
existência do mundo sensível (conhecido
através dos sentidos) e do mundo inteligível (conhecido somente através da razão).
O Mito: O mito fala sobre prisioneiros (desde o nascimento) que vivem presos em correntes
numa caverna e que passam todo tempo olhando para a parede do fundo que é iluminada pela
luz gerada por uma fogueira. Nesta parede são projetadas sombras de estátuas representando
pessoas, animais, plantas e objetos, mostrando cenas e situações do dia-a-dia. Os prisioneiros
ficam dando nomes às imagens (sombras), analisando e julgando as situações. Vamos
imaginar que um dos prisioneiros fosse forçado a sair das correntes para poder explorar o
interior da caverna e o mundo externo. Entraria em contato com a realidade e perceberia que
passou a vida toda analisando e julgando apenas imagens projetadas por estátuas. Ao sair da
caverna e entrar em contato com o mundo real ficaria encantado com os seres de verdade,
com a natureza, com os animais e etc. Voltaria para a caverna para passar todo conhecimento
adquirido fora da caverna para seus colegas ainda presos. Porém, seria ridicularizado ao
contar tudo o que viu e sentiu, pois seus colegas só conseguem acreditar na realidade que
enxergam na parede iluminada da caverna. Os prisioneiros vão o chamar de louco,
ameaçando-o de morte caso não pare de falar daquelas ideias consideradas absurdas. O que
Platão quis dizer com o mito: Os seres humanos têm uma visão distorcida da realidade. No
mito, os prisioneiros somos nós que enxergamos e acreditamos apenas em imagens criadas
pela cultura, conceitos e informações que recebemos durante a vida. A caverna simboliza o
mundo, pois nos apresenta imagens que não representam a realidade. Só é possível conhecer
3 – Alegoria da Caverna
João Ivo Girardi
JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 9/32
a realidade, quando nos libertamos destas influências culturais e sociais, ou seja, quando
saímos da caverna.
Sócrates, saindo da caverna: Primeiramente faremos algumas indagações, o que é a verdade?
O que é a real? O que é sabedoria? O que é conhecimento? Como ter certeza que algo que
nos é contado, realmente foi o que aconteceu? Essas perguntas não são novas, há mais de
2500 anos, um filósofo as fazia, partindo do questionamento de tudo, para a partir daí tecer
suas conclusões, seu nome Sócrates, um dos maiores pensadores que já existiu. O que fazia
de Sócrates um sábio era exatamente ele admitir que não o era, o famoso só sei que nada sei
e também o nosce te ipsum (conheça-te a ti mesmo) inscrição que estava no Oráculo de
Delfos. Sendo que primeiro devemos nos auto conhecer, a partir daí partirmos para o
conhecimento exterior e nos aprofundar nesse saber. Como não deixou nenhum documento
escrito, um de seus ilustres discípulos, Platão, simula no livro A República, um diálogo entre o
mestre, Sócrates e um discípulo, Glauco, nessa conversa surge talvez a maior parábola já
escrita,... O mito da caverna, o qual remete a questões sobre conhecimento, liberdade,
ignorância e aprendizado. Sócrates faz Glauco imaginar prisioneiros no interior de uma caverna
escura, os quais estão acorrentados pelos braços e pescoço, de forma a só poderem olhar
para o fundo da caverna, imóveis. Na entrada da caverna há uma fogueira, a qual projeta
sombras para o fundo, sombras dos vultos das pessoas que transitam pela sua entrada, sendo
essa a única visão que os prisioneiros têm como eles nasceram e sempre foram prisioneiros
acorrentados, não se dão conta disso, e acreditam que as sombras e a escuridão da caverna
são a realidade. Glauco acha os prisioneiros muito estranhos, e Sócrates lhe diz que são
pessoas como nós, o que causa espanto em Glauco, pois devido a sua condição acham que
estão vivendo normalmente suas vidas. Eis que um prisioneiro consegue se libertar, e caminha,
mesmo com medo, para a entrada da caverna, ao se aproximar da saída a luz do sol o cega,
momentaneamente, pois como vivia nas trevas, seu corpo precisa de algum tempo de
adaptação ao novo. Consegue perceber então, que fora da caverna havia diversas pessoas,
árvores, animais, os quais ao passar próximo a caverna projetava os vultos que até então
achava ser a realidade, dá-se conta de que foi um escravo a vida toda, e que a realidade
estava do lado de fora da caverna. Ao voltar e tentar libertar os outros prisioneiros encontra
dificuldades, ninguém acredita em sua visão de realidade, que só poderia estar louco, e que a
entrada da caverna danificou sua visão, sendo algo perigoso sair da caverna. Por mais que o
liberto os tentasse persuadir e explicar que são prisioneiros vivendo um mundo fictício, os
prisioneiros, por sua vez não acreditaram, e devido a sua insistência do liberto, acabam
matando-o. Decodificando as alegorias, as correntes que aprisionam são nossos medos,
preconceitos, a maneira habitual a qual vemos o mundo; a escuridão da caverna é a ignorância
humana; em contrapartida a Luz que cega o liberto é o conhecimento real das coisas; as
sombras projetadas é o mundo que de alguma forma nos foi imposto, e que acreditamos ser o
real. O prisioneiro fica por um tempo cego ao sair da caverna, porque o novo é muito difícil de
ser assimilado, ainda mais se sua mente já está fechada, você só tem certezas, nenhuma
dúvida. Muitas pessoas acabam se acostumando tanto com a realidade imposta, pois seus
pais, escola, religião, televisão e as demais mídias, lhe dizem como pensar, no que acreditar, e
que não se deve questionar alguns dogmas. Muitas pessoas crescem e ficam satisfeitas com o
mundo que lhes fora imposto, por isso há tanta dificuldade de compreender o novo, Einstein
JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 10/32
resume isso na frase: a ignorância é uma bênção, Raul Seixas diria pena que eu não sou burro,
não sofreria tanto. Uma vez liberto, adquirido qualquer tipo de conhecimento, é impossível
voltar ao pensamento anterior uma mente expandida pelo conhecimento, jamais retornará ao
seu estado original (Einstein), vemos isso quando crianças, com estórias sobre papai noel, fada
dos dentes, loira do banheiro, homem do saco, coelho pascoa, etc... Ao crescermos vamos
adquirimos gradativamente mais conhecimento, e percebemos que as crenças de outrora, era
nos imposto com algumas finalidades, ou entreter ou assustar, ou qualquer outra, e que não
passam de alegorias, sombras no fundo da caverna, que ao descobrirmos só sombras, não
real, não conseguimos voltar a acreditar. Voltemos a Sócrates, com seus questionamentos,
logo começou a incomodar muitas pessoas, políticos e outras importantes, foi acusado de não
acreditar nos costumes e nos deuses gregos; unir-se a deuses malignos que gostam de
destruir as cidades e corromper jovens com suas idéias, tudo explicitamente com motivos
políticos. Como um homem poderia ensinar de graça e pregar que não se precisavam de
professores como eles? Os acusadores não concordavam com os pensamentos de Sócrates,
que dizia que para se acreditar em algo, era preciso verificar se aquilo realmente era verdade.
Sócrates, por não abrir mão de suas convicções, foi condenado e sentenciado a morte,
confinado em prisão se segurança mínima, negou-se a fugir, pois acreditava e respeitava as
leis, e cumpriu sua sentença bebendo cicuta, líquido mortal. (Fonte: Sociedade Olho de Hórus,
13/04/2013).
Mundo das Trevas: A caverna é o mundo ao nosso redor, físico,
sensível em que as imagens prevalecem sobre os conceitos,
formando em nós opiniões por vezes errôneas e equivocadas, (pré-
conceitos, pré-juízos). Quando começamos a descobrir a verdade,
temos dificuldade para entender e apanhar o real (ofuscamento da
visão ao sair da caverna) e para isso, precisamos nos esforçar,
estudar, aprender, querer saber. O mundo fora da caverna
representa o mundo real, que para Platão é o mundo inteligível por
possuir Formas ou Ideias que guardam consigo uma identidade
indestrutível e imóvel, garantindo o conhecimento dos seres sensíveis. O inteligível é o reino
das matemáticas que são o modo como apreendemos o mundo e construímos o saber
humano. A descida é a vontade ou a obrigação moral que o homem esclarecido tem de ajudar
os seus semelhantes a saírem do mundo da ignorância e do mal para construírem um mundo
(Estado) mais justo, com sabedoria. O Sol representa a Ideia suprema de Bem, ente supremo
que governa o inteligível, permite ao homem conhecer e de onde deriva toda a realidade (o
cristianismo o confundiu com Deus). Portanto, a alegoria da caverna é um modo de contar
imageticamente o que conceitualmente os homens teriam dificuldade para entenderem, já que,
pela própria narrativa, o sábio nem sempre se faz ouvir pela maioria ignorante. (João Francisco
P. Cabral).
Tema: Este tema é comentado durante a história por muitos filósofos e outros autores, como
Calderón de la Barca com A Vida é um Sonho. Exemplos mais modernos podem ser o livro
Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley, 1932), o filme Matrix (Irmãos Wachowski, 1999) e
também A Ilha, de Michael Bay de 2005. Outro autor que utilizou paródicamente, essa parábola
platônica foi o autor José Saramago, em seu livro A Caverna.
Máximas: Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia
da vida é quando os homens têm medo da Luz. (Platão). - A dúvida é o princípio da Sabedoria.
(Aristóteles).
JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 11/32
O Ir.·. José Ronaldo Viega Alves*
escreve às quartas-feiras e domingos.
Loja Saldanha Marinho, “A Fraterna”
Santana do Livramento – RS
ronaldoviega@hotmail.com
O PERSONAGEM HIRAM NA BÍBLIA E NA MAÇONARIA.
ASPECTOS SOBRE A ORIGEM DA LENDA
DE HIRAM NA MAÇONARIA.
“Existe um folclore maçônico tirado da Bíblia, que coloca por vezes em cena
personagens bíblicos em um contexto que a Bíblia não apresenta. É o caso
típico da Lenda de Hiram. Nesse caso particular, é exato dizer que ela recorre
ao simbolismo. A Maçonaria jamais pretendeu respeitar a verdade histórica ou
arqueológica da Bíblia.” (Vade-Mécum Maçônico, pág. 59, 2008)
INTRODUÇÃO
A existência de dois personagens bíblicos com o nome de Hiram, ambos com suas
raízes em Tiro, na costa fenícia, e com suas histórias ligadas à lenda do Grau de Mestre da
Maçonaria, em determinados momentos, pode levar à possibilidade de se confundirem os
personagens, e acontece.
O objetivo do trabalho é esclarecer exatamente quem é quem, apresentados aqui,
com base na Bíblia e na opinião dos autores que expuseram seus estudos sobre este assunto.
São informações direcionadas aos Maçons interessados em estudar e em
conhecer mais a Maçonaria, e antes que alguém levante bandeiras em nome do purismo e do
conservadorismo, ou que direcionem suas antenas tentando captar o que não existe, aviso de
antemão, não enveredarei ou cometerei qualquer sacrilégio revelando ou detalhando segredos
referentes ao Grau de Mestre, pois, o objetivo já foi exposto de maneira muito clara no segundo
parágrafo acima.
HIRAM NA BÍBLIA
Quantos são os personagens bíblicos com o nome de Hiram? O que sabemos e
conhecemos, via Maçonaria, compreende dois, o rei de Tiro, e Hiram Abif o artesão fundidor. É
assim tão simples?
HIRAM: REI DE TIRO
O rei de Tiro, Hiram, Hirão ou Hirom, este último nome em sua forma fenícia, era
filho de Abilalo, que fora rei antes dele.
4 – O Personagem Hiram na Bíblia e na Maçonaria....
José Ronaldo Viega Alves
JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 12/32
Quando Davi transformou Jerusalém em sua capital, o rei Hiram enviou-lhe uma
embaixada com carpinteiros, pedreiros que trouxeram junto madeira de cedro. A missão deles
era edificar uma casa para Davi. Uma cordial amizade se estabeleceu entre os dois reis.
Hiram, após a morte de Davi, negociou também com Salomão. Champlin menciona
o fato de que alguns estudiosos defendem a ideia de que eles seriam personagens distintos, ou
seja, de que o Hiram que negociou com Salomão poderia ser neto daquele Hiram que conviveu
e foi amigo de Davi. Não há comprovações. (Champlin, pág. 127, 2008)
Quando Salomão subiu ao trono, fez um pacto com Hiram, onde o mesmo
garantiu-lhe o suprimento de madeira e mão de obra.
Vejamos um trecho que trata do pagamento referente ao acordo comercial entre o
rei Salomão e o rei Hiram de Tiro, que contém uma curiosidade, pois, relaciona a arquitetura do
Templo de Salomão aos templos fenícios da época:
“Seja como for, as descobertas arqueológicas mostram que o plano do templo judeu
seguia um modelo comum aos templos fenícios. Isso significa que a influência
estrangeira era grande, e o labor dos estrangeiros possibilitou a ereção da estrutura.
(Grifo meu!) Salomão pagou parte da dívida assumida mediante o comércio, especialmente
como trigo e azeite de oliveira. (I Reis 5:2-11). E, naturalmente, os operários foram pagos por
Salomão. Esses operários eram especializados nos mais variegados misteres. Entre eles havia
até bordadores e entalhadores. (II Crô, 2:3-7) Após a ereção do templo, as relações entre
judeus e fenícios continuaram cordiais e vitais. Salomão deu a Hiram vinte aldeias na Galiléia e
em troca, recebeu cento e vinte talentos de ouro (I Reis 910-14) Isso fez parte de um acordo
sobre questões fronteiriças, com vantagens economias para ambos os lados. Todavia, Hiram
devolveu as aldeias, julgando-as dotadas de pouco valor. Salomão e Hiram também
cooperaram no campo marítimo.”
Para aqueles Irmãos que buscarem as informações completas, ou os livros,
capítulos e versículos bíblicos onde contam as referências a Hiram, rei de Tiro, cito a
importante informação do Irmão Denizart Oliveira de Oliveira Filho, em seu livro “A Lenda de
Hiram nos Graus Inefáveis do R.·.E.·.A.·.A.·.”. Vejamos:
“a) Hirão (ou Hiram), rei de Tiro (2Sm 5:11; 1Rs 5:1-18; 9:11-14; 26-28; 10:11, 22; 1Cr 14:1;
2Cr 2:3-16; 8:17, 18; 9:10).”
HIRAM ABI, ABIF OU ABIFF
Hiram Abif era filho de uma viúva da tribo de Neftali , e o seu pai era um homem de
Tiro que se chamava Ur, portanto, tudo indica que ele era meio israelita. Ele foi enviado pelo rei
Hiram, do mesmo nome, para que executasse as principais obras, no caso, a confecção dos
utensílios a serem utilizados nos rituais sagrados que teriam lugar no Templo de Jerusalém ou
Templo de Salomão.
Com relação ao personagem Hiram Abif na Bíblia, o Irmão Denizart Silveira de
Oliveira Filho em seu livro citado relacionou as seguintes referências ao mesmo:
“b) Hirão (ou Hiram), também chamado Hiram Abi (ou Hiram Abiff), o arquiteto e artífice do
Templo de Salomão (1Rs 7:13-50; 2Cr 2:13, 14, 3:10-22).
COMENTÁRIOS:
Para quem gosta de conhecer detalhes, creio que o Irmão Nicola Aslan foi o único
a esclarecer (vide na sequência), sobre o fato de que algumas fontes dão a informação de que
a mãe de Hiram Abif era pertencente à tribo de Neftali, enquanto outras se referem à tribo de
Dan. E aí entramos naquele terreno delicado onde a própria Bíblia em vários momentos se
contradiz, tanto que, nesse caso temos:
“Em uma passagem (II Crôn. II, 10), a Bíblia o apresenta como filho de uma mulher de Dan e
de um tírio chamado Ur (ou Aur – Ignis - Fogo). Em outra (I Reis, VII, 13), Hiram é filho de uma
viúva da tribo de Neftali, ‘porém seu pai era tírio e trabalhava o bronze’.”
JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 13/32
E com relação aos nomes, o que pode causar certa confusão também é quando
encontramos para Hiram Abif, os títulos de construtor, artífice, engenheiro,arquiteto, artesão
fundidor, e para Hiram, o rei de Tiro, também o título de arquiteto e construtor.
São bastante pertinentes as citações e comentários do Irmão Denizart Silveira de
Oliveira Filho sobre a questão acima. Vejamos:
“Christopher Knight e Robert Lomas, por exemplo, em ‘O Livro de Hiram’, na página 33,
questionam: ‘Poderia esse artesão fundidor (Hiram Abif) ser considerado o arquiteto do
Templo? Um arquiteto é quem conhece o edifício como um todo, e não o confeccionador de
seus ornamentos, mas, na versão bisada da Bíblia, esse construtor é mencionado como sendo
Hiram Abi, nome que guarda muita semelhança com o discutido Hirm Abiff (da Maçonaria)’.
Na página 44, dizem: ’Depois de ponderar todas as possibilidades, aceitávamos agora que a
pessoa mencionada no ritual maçônico como Hiram Abiff podia ser o artesão fundidor levado
por Hiram, rei de Tiro, para trabalhar no Templo de Salomão’. Na página 93, afirmam: ‘Diz-se
que (Salomão) escravizou os cananeus que permaneceram em suas terras e que fez uma
aliança com Hiram, rei de Tiro, aquele que efetivamente projetou e construiu o Templo de
Salomão’. E na pág. 144, afirmam: ‘Então, sabemos agora que Hiram, rei de Tiro, era um
brilhante construtor e um engenheiro extraordinário. Entendemos que a importância que lhe é
creditada nos rituais maçônicos lhe é perfeitamente merecida’.
Temos aqui algumas réplicas a essas afirmações. Por tudo que já escrevemos,
com base na Bíblia, sobre a participação de Hiram Abi na construção do Templo de Salomão e
pelo que estudamos a respeito dos sobrenomes Ab, Abi, Abif ou Abiff, não nos resta a menor
dúvida de que o Hirão Abi (Hiram Abi) da Bíblia é o mesmo Hiram Abiff da Maçonaria. A Bíblia
em nenhum momento menciona e afirma que Hirão, rei de Tiro, era construtor e engenheiro e,
muito menos, que foi quem projetou e construiu o Templo de Salomão. Finalmente, a
importância que os rituais maçônicos creditam a Hiram, rei de Tiro, é infinitamente menor do
que a que se verifica em relação a Hiram Abiff.”
HIRAM ABIF NA MAÇONARIA: A LENDA.
Para mostrar a importância que o personagem bíblico Hiram Abif adquiriu na
Maçonaria, vejamos o seguinte trecho de um tos tantos compilados pelo Irmão João Ivo Girardi,
para o verbete “Hiram Abif” em seu “Vade-Mécum Maçônico”:
“(...) A Lenda do Construtor do Templo, constituiu a essência e a identidade da Maçonaria.
Qualquer Rito que excluísse ou que a alterasse materialmente cessaria por isso mesmo de ser
um Rito Maçônico. (...) A Lenda, em si, tem raízes no fato histórico religioso do judaísmo, mas
nas Sagradas Escrituras não faz qualquer referência à morte de Hiram Abif. (...) A Lenda do
Terceiro Grau tem dois aspectos: a de cm se constrói o Templo e o sacrifício de Hiram Abif. No
entanto, somo de parecer que Hiram Abif não construiu o Templo de Salomão, mas apenas o
ornamentou, pois, era o seu artífice. O Templo Humano já vem construído com o nascimento
da pessoa. Porém, a Maçonaria nos ensina que esse Templo deve ser ornamentado com os
‘ornamentos’ que a virtude oferece. (...) Em resumo, a própria vida humana não passa de uma
lenda, uma ilusão, de uma época fugaz, de uma vaidade, como referiu o próprio rei Salomão.”
E agora, um trecho do “Dicionário Enciclopédico...” de Nicola Aslan:
“HIRAM ABI E A LENDA - Na história lendária da maçonaria, incluída por Anderson no
Livro das Constituições de 1723, ao referir-se à ajuda que Hiram, Rei de Tiro, prestara ao Rei
Salomão, este primeiro escritor Maçônico relata: ‘Porém, o mais valioso envio do Rei de Tiro foi
o seu homônimo Hiram ou Huram, o Maçom (Pedreiro ou Construtor) mais hábil e entendido do
mundo’.
Em longa nota, Anderson explica que o nome Huram Abhi não deve ser traduzido
por ‘Hiram meu Pai’, como se este Arquiteto fosse o Pai do Rei Hiram, mas que Abi deveria se
entendido como um apelido de Hiram, o Maçom. Is faz parecer que Anderson não estava
JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 14/32
familiarizado com a lenda de Hiram, o que faz supor que ele teria sido construída depois de sua
morte.
Aliás, nem mesmo se sabe quando, como e por quem foi a lenda introduzida na
Maçonaria. Algumas autoridades afirmam que ela teria sido introduzida antes de 1730, pois as
primitivas Instruções parecem conter, pelo menos, o germe da lenda. Tal afirmação foi feita
após terem sido examinadas todas as hipóteses históricas com as quais a lenda poderia estar
ligada: o Rosacrucianismo, as lendas operativas, os Mistérios antigos, etc.”
Há um trecho do Livro das Constituições, que fala sobre Hiram Abiff, e que é citado
pelo Irmão Denizart Silveira de Oliveira Filho que vem consolidar aquilo que se procurou
mostrar até o momento. Diz assim:
“Esse inspirado Mestre foi, sem dúvida, o trabalhador mais arguto, hábil e singular que já viveu.
Suas habilitações não eram, apenas, confinadas a construir; mas abrangiam todas as formas
de trabalho, quer em ouro, prata, latão ou ferro; quer em linho, tapeçaria ou bordado, quer
considerado como arquiteto, perito em escultura, fundição ou desenho, separadamente ou em
conjunto. De seu projeto e sob sua direção foi construído todo o rico e esplêndido mobiliário do
Templo e seus vários suplementos. Acabado o Templo, o rei Salomão o designou para que, em
sua ausência, preenchesse a cadeira de Deputado do Grão-Mestre e, em sua presença, de
Senhor Grande Mestre; Mestre de Obras e supervisor geral de todos os artistas, bem como
daqueles que Davi havia, anteriormente, procurado em Tiro e Sidom.”
SOBRE A ORIGEM DA LENDA NA MAÇONARIA
Ao que se sabe a lenda não ultrapassa os 300 anos dentro da ritualística da
Maçonaria. Alguns autores, e tomamos, por exemplo, o Irmão Zilmar de Paula Barros, em seu
livro “A Maçonaria o Livro Sagrado” afirma o seguinte:
“Para compor a Lenda Maçônica de Hiram Abif, o sábio Elie Ashmole, grande iniciado
alquimista (1649) que manejava os símbolos com mãos de mestre, tomou como figura central
HIRAM, o filho de uma viúva da tribo de Neftali (I Reis, 714), do arraial de Dam.”
COMENTÁRIOS:
No caso, a autoria de Elias Ashmole, ou a escolha de Elias Ashmole pelo
personagem Hiram (Elias Ashmole é citado como alquimista) teria uma ligação por força até do
conhecimento de ambos sobre determinados simbolismos em função das suas atividades, o
que tem um tanto de “achismo”. Hiram era considerado por Ashmole um exímio mestre da “arte
Real”, trabalhando com vários metais, portanto, simbolicamente, isso pesaria bastante. Além do
mais, como veremos mais adiante, Elias Ashmole não obtém unanimidade na confecção dos
rituais de Mestre, como alguns assim querem pensar.
AINDA SOBRE A ORIGEM
Já o Irmão Denizart Silveira de Oliveira Filho escreveu:
“Elias Ashmle (1617-1692), sábio antiquário inglês, iniciado em 1646, teria sido o criador dos
rituais dos três Graus da Maçonaria Simbólica e, inclusive, da Real Arco, autoria hoje
contestada por autores modernos, mas à época em que eles foram criados permanece a
mesma, e é uma época interessante pelos fatos históricos que aconteceram e que muito tem a
ver com o desenvolvimento da Maçonaria moderna. Carlos I, príncipe da dinastia escocesa dos
Stuart, foi decapitado em 1649, com o triunfo da revolução de Olivério Cromwell que instala sua
república puritana. Elias Ashmole, que era do partido dos Stuart, haveria decidido modificar o
Ritual de Mestre fazendo uma alegoria do trágico fim de Carlos I, para o que foram usados
tanto os conhecimentos míticos como o espírito mítico; Hiram Abiff ressuscita dos mortos assim
como Calos I será vingado por seus filhos.”
E o Irmão Theobaldo Varoli Filho em seu “Curso de Maçonaria Simbólica – Mestre”
escreveu assim:
JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 15/32
A lenda propalada pelo clássico Ragon, do Antiquário Elias Ashmole haver composto rituais de
Aprendiz, Companheiro e Mestre, respectivamente em 1646, 1648, 1649, é ideia superada e
desmentida. Ashmole jamais compôs rituais.”
A Lenda de Hiram Abiff é um importante Landmark da Maçonaria, ou seja, um dos
seus princípios fundamentais. Também, essa lenda não nasceu exatamente tal como a
conhecemos nos dias de hoje, ela foi evoluindo, e ainda, pode apresentar pequenas variações
de Rito para Rito. A partir do Grau de Mestre da Maçonaria Simbólica, ainda haverá uma
relação da mesma Lenda com os seguintes Graus: Mestre Secreto, Mestre Perfeito, Secretário
Íntimo, Preboste e Juiz ou Mestre Irlandês, Intendente dos Edifícios, Cavaleiro Eleito dos Nove,
Cavaleiro Eleito dos Quinze, Cavaleiro Eleito dos Doze, Grão Mestre Arquiteto, Cavaleiro do
Real Arco e Perfeito e Sublime Maçom.
CONCLUSÃO
Tanto Hiram, o rei de Tiro, quanto Hiram Abif estão ligados às muitas lendas que
são inerentes aos Altos Graus do REAA. Claro, a Lenda de Hiram Abif, possui uma profunda
simbologia, e é o grande ensinamento maçônico do qual podemos extrair diferentes lições.
Uma lenda não tem compromisso sério com a realidade, isso deve ficar bem claro,
no entanto, uma lenda, especialmente na Maçonaria, tem toda uma carga de simbolismo que
está direcionada ao aperfeiçoamento dos seus membros para que sejam seres humanos
melhores.
O trabalho em si, procurou em primeiro plano, mostrar quem era quem, com o sério
intuito de evitar confusões entre os nomes e até entre as funções dos personagens envolvidos,
já que há algumas semelhanças. Não teve a pretensão de ser definitivo, e somente seria mais
completo se pudéssemos explicar alguns dos seus desdobramentos no Grau de Mestre, o que
não é possível. Sobre a lenda, em específico, haveria outros aspectos a serem abordados, do
tipo: analogias com outras lendas, especialmente do Egito Antigo, se houve influências do
Rosacrucianismo.
Há uma história bíblica, há uma lenda maçônica com base em algumas passagens
e alguns personagens da Bíblia. O que é fato, o que é ficção? Se os conhecimentos aqui
difundidos puderam algo esclarecer, a missão está cumprida, pois, esclarecer é o contrário de
confundir. Subsídios, digamos assim, foram apresentados, que servirão ao propósito final, já
que a chave interpretativa vai ser girada por nós.
CONSULTAS BIBLIOGRÁFICAS:
ASLAN, Nicola. “Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria e Simbologia”- Editora Maçônica “A
Trolha” Ltda. Vol.2 - 3ª Edição - 2012
CHAMPLIN, R.N. “Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia” – Hagnos Editora – 9ª Edição – 2008
COMAY, Joan. “Quem é Quem no Antigo Testamento” – Bereshit - Imago Editora - 1998
GIRARDI, João Ivo. “Do Meio-Dia à Meia-Noite Vade-Mécum Maçônico” – Nova Letra Gráfica e
Editora- 2ª Edição - 2008
OLIVEIRA FILHO, Denizart Silveira de. ”A LENDA DE HIRAM Nos Graus Inefáveis do R.·.E.·.A.·.A.·.” -
Madras Editora Ltda.- 2010
VAROLI FILHO, Theobaldo. “Curso de Maçonaria Simbólica – Mestre” - III Tomo – Editora A Gazeta
Maçônica - 1992
JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 16/32
Walter Celso de Lima
ARLS Alvorada da Sabedoria, nº 4285, Florianópolis, SC
membro da Academia Catarinense Maçônica de Letras
Contato: 099lima@gmail.com
LIVRES-PENSADORES
“Liberdade de pensamento é
Mais importante que o pão”.
Nelson Rodrigues1
“Pensamento Livre“ (em inglês: freethought; em alemão: der Freidenker; em francês:
libre-pensée) é uma perspectiva filosófica que se fundamenta na busca da verdade somente
baseado na ciência, na lógica, na razão e no empirismo, em lugar de se basear na tradição,
na determinação de uma autoridade, numa revelação ou num dogma. Os praticantes do
“Pensamento Livre” ou “Livre Pensar” são chamados livres-pensadores, termo que foi muito
utilizado no século XVII para indicar pessoas que investigaram a base das crenças
religiosas tradicionais. Nos séculos XVIII e XIX, os livres-pensadores desenvolveram o
raciocínio liberto em oposição a qualquer influência de ideias preconcebidas e elementos
dogmáticos. Entre alguns livres-pensadores cita-se:
- François Rabelais (1494-1553), escritor, padre e médico francês;
Renascimento;
- Robert Green Ingersoll (1833-1899), advogado, político e orador norte-
americano, veterano da Guerra Civil, notável pela sua cultura e agnosticismo;
- Gotthold Ephraim Lessing (1729-1781), escritor, filósofo e dramaturgo
alemão, destacado representante da era do Iluminismo;
- Francisco Ferrer y Guardia (1859-1909), um anarquista espanhol (catalão)
e maçom. Fuzilado após ter sido declarado culpado, sem provas, por
um tribunal militar. Fundador da Escola Moderna, uma escola primária e secundária
não obrigatória, mas liberal do ponto de vista pedagógico (existiu Escola Moderna no
Brasil, nos EUA e em França). Suas últimas palavras ao ser executado, dirigindo aos
atiradores: “Meus filhos: vocês não podem fazer nada. Mirem bem, não errem. Sou
inocente”.
1
Nelson Falcão Rodrigues, jornalista, dramaturgo e escritor brasileiro. Nasceu em Recife, em 1912 e faleceu no Rio de
Janeiro, em 1980.
5 – Livres Pensadores
Walter Celso de Lima
JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 17/32
- Voltairine de Cleyre (1866-1912), uma anarquista norte-americana,
escritora e oradora. Opunha-se ao Estado, ao casamento e ao domínio da religião
sobre a sexualidade e sobre a vida das mulheres. Considerada uma das primeiras
feministas. Ativista do movimento “Pensar Livre”.
- William Kingdon Clifford (1845-1879), matemático e filósofo inglês.
Introduziu a álgebra geométrica (álgebra de Clifford), sugerindo que a gravitação
poderia ser a manifestação de uma geometria subjacente. Foi maçom e membro da
Royal Society.
Os livres-pensadores sustentam que o conhecimento deve ser fundamentado em
fatos, investigação científica, racionalismo e lógica. A aplicação racional da ciência implica
na liberdade dos efeitos limitantes intelectualmente do viés de confirmação, viés cognitivo,
viés intuitivo, sabedoria convencional tradicional, cultura popular, preconceito ou
sectarismo.
A flor amor perfeito, em português também “viola” (em inglês: pansy) serve como o
símbolo do Livre Pensar (Gaylor, 1997). A literatura da união secular americana inaugurou
seu uso no idos de 1800s. O raciocínio por trás do amor perfeito como o símbolo do livre
pensar encontra-se no nome da flor e em sua aparência. O amor perfeito (em francês:
pensée des jardins) deriva seu nome da palavra francesa pensée (pensamento). Recebeu
este nome porque a flor é percebida por muitos por ter semelhança com um rosto humano,
e no final do verão balança “a cabeça” (a flor) para a frente como se meditasse
profundamente.
Fig. 1 – Viola, conhecida como amor perfeito, símbolo do Livre Pensar.
A declaração fundamental do ensaio “The Ethics of Belief” (A Ética da Crença)
(Clifford, 2013) do maçom, matemático e filósofo britânico William Kingdon Clifford, do
século XIX, é: "É errado, sempre e em todos os lugares, acreditar em alguma coisa com
base em provas insuficientes". Tornou-se um grito de guerra para os livres-pensadores
quando publicado na década de 1870, e tem sido descrito como um ponto em que os livres-
pensadores agarraram o terreno moral elevado. Clifford foi ele mesmo um organizador de
reuniões de livres-pensadores, a força motriz por trás do Congresso dos Pensadores
Liberais realizada em 1878.
Em relação à religião, os livres-pensadores não têm uma opinião uniforme. Há,
principalmente, duas versões: a) versão dos que dizem que crença religiosa é um problema
de foro íntimo, que não deve ser debatida, pois é uma questão de fé e deve ser respeitada
JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 18/32
e tolerada. Esta versão é a da maioria dos maçons livres-pensadores, incluindo o livre-
pensador Albert Einstein (Lee, 2017); b) a outra versão admite que há evidências
insuficientes para sustentar a existência de fenômenos sobrenaturais. Estes pensadores
admitem que as pretensões religiosas não resistem às provas da razão. São livres-
pensadores agnósticos ou ateus. Há, ainda, uma minoria de livres-pensadores que se
aproveitam deste raciocínio (desta segunda versão) para se tornarem anticlericais radicais
ou antirreligiosos radicais. Na opinião de muitos, estas atitudes radicais são igualmente
preconceituosas e muitos ateus tem, na verdade, muita fé na crença da não existência de
Deus.
Fig. 2 – O Pensador (Le Penseur) – escultura em bronze, magnum opus de Auguste Rodin
(1840-1917) esculpida em 1904, Museu Rodin, Paris (foto de 2010).
No entanto, o filósofo Bertrand Russell2
em seu ensaio de 1944 "O
Valor do Pensamento Livre" (The Value of Free Thought) escreveu:
“O que torna um livre-pensador não é a sua crença, mas a forma como ele a detém. Se
ele a segura porque seus mais velhos lhe disseram que eram verdadeiros quando era jovem
ou se ele a guardava, porque se ele não fosse infeliz, seu pensamento não seria livre. Mas,
se ele a detém porque, depois de um cuidadoso pensamento, encontra um equilíbrio de
provas a seu favor, então, seu pensamento é livre, por mais estranhas que possam parecer
suas conclusões”.
Russell, em seu ensaio, deixa claro que um livre-pensador não é, necessariamente, um
ateu ou um agnóstico (Russell, 2005), contanto que ele ou ela satisfaça esta definição: a
pessoa que é livre, em qualquer aspecto, está livre de alguma coisa. De que está livre o
livre-pensador? Para ser digno do nome livre-pensador, ele deve estar livre de duas coisas:
a força da tradição e a tirania de suas próprias paixões. Ninguém está completamente livre
de qualquer um, mas na medida da emancipação de um homem, ele merece ser chamado de
livre-pensador.
2
Bertrand Arthur William Russell, 3rd
Earl Russell, OM (Order od Merit), FRS (Fellowship of the Royal Society),
filósofo, matemático, historiador, escritor, ativista político galês. Nasceu em 1872, em Trellech, Monmouthshire, um
condado histórico do País de Gales e faleceu em 1970, em Penrhyndeudraeth, Caernarfonshire, condado histórico no
País de Gales. Em 1950 ganhou o Prêmio Nobel em Literatura.
JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 19/32
Fred Edwords3
, ex-executivo da Associação Humanista Americana (American
Humanist Association), sugere que, segundo a definição de Russell, os religiosos liberais,
que desafiaram as ortodoxias estabelecidas, podem ser considerados livres-pensadores.
Por outro lado, de acordo com Bertrand Russell, ateus e/ou agnósticos não são
necessariamente livres-pensadores. Como exemplo, ele menciona Stalin, a quem ele compara
a um "papa". Diz Russell: “O que me preocupa é a doutrina do Partido Comunista moderno e
do soviético ao qual deve lealdade. De acordo com essa doutrina, o mundo desenvolve-se nas
linhas de um plano chamado Materialismo Dialético, descrito pela primeira vez por Karl
Marx (1818-1883), incorporado na prática de um grande Estado por Lenin (1870-1924) e,
agora, exposto diariamente por uma Igreja de que Stalin (1879-1953) é o Papa. ... A livre
discussão deve ser evitada sempre que existir o poder de fazê-lo; ... Se esta doutrina e
essa organização prevalecerem, a livre investigação se tornará tão impossível quanto na
Idade Média, e o mundo recairá em fanatismo e obscurantismo”. Estas palavras podem ser
repetidas para qualquer partido comunista ou socialista não democrático, ou para qualquer
partido radical de extrema direita, a exemplo do nazismo ou do fascismo. Há (e houve)
vários “papas” políticos.
Fred Edwords se considerava um ignóstico. O que é isso? Ignosticismo ou igteísmo é
uma posição teológica, a partir da qual todas as demais posições teológicas, incluindo o
agnosticismo, presumem demais sobre o conceito de Deus e sua existência. O Ignosticismo
é fruto do pensamento de livres-pensadores. A palavra ignóstico foi proposta por Sherwin
Wine4
, um rabino representante do judaísmo humanístico. O ignosticismo pode ser definido
como algo que envolve dois pontos de vista relacionados, a respeito da existência de Deus:
1. O ponto de vista de que uma definição coerente de Deus deve ser apresentada antes
que a questão da existência de Deus possa ser discutida de forma significativa. Além
disso, se esta definição é infalseável (hipótese não pode ser demonstrada falsa), o
ignóstico toma a posição de não cognitivismo teológico em que a questão da existência
de Deus, por esta definição, é desprovida de significado. Neste caso, o conceito de
Deus não é considerado sem significado; o termo "Deus" é considerado sem
significado.
2. O segundo ponto de vista é um sinônimo do não cognitivismo teológico, e pula a etapa
de primeiro perguntar - "O que se entende por Deus?"- antes de proclamar a questão
original "Deus existe?" como sem significado.
Um ignóstico sustenta que não pode nem mesmo dizer se é ou não um teísta ou ateísta
enquanto não seja oferecida uma definição melhor de teísmo.
3
Fred Edwords, líder humanista e agnóstico, que se considera um ignóstico. Nasceu em 1948, em San Diego, Califórnia.
Vive em Washington, DC.
4
Sherwin Theodore Wine, rabino reformista fundador do Judaísmo Humanista. Nasceu em 1928, em Detroit, Michigan
e faleceu em 2007, em Marrocos, num acidente de auto. Em 1969, fundou a Sociedade para o Judaísmo Humanístico.
um movimento humanista dentro do judaísmo que enfatiza a cultura judaica secular e a história judaica ao invés de
crer em Deus como fontes de identidade judaica. Rabi Wine propos o ignosticismo.
JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 20/32
Nos séculos XVIII e XIX, muitos pensadores considerados livres-pensadores eram
deístas, argumentando que a natureza de Deus só pode ser conhecida a partir de um estudo
da Natureza e não da revelação religiosa. No século XVIII, o "deísmo" era tanto uma
"palavra proscrita" como o "ateísmo"; os deístas eram, muitas vezes, estigmatizados como
ateus por seus oponentes cristãos. Hoje, os deístas são considerados livres-pensadores.
E os maçons? De maneira geral, os maçons são livres-pensadores. Embora existam
ritos teístas (Rito Adonhiramita, Rito Brasileiro, Rito de York (EUA), Rito Escocês
Retificado), ritos deístas (Rito Schröder, Trabalho de Emulação e talvez (dependente da
Obediência) REAA) e um rito laico (Rito Moderno ou Francês), todos admitem que seus
membros sejam religiosos e que tenham suas próprias crenças; pois isso, é um problema de
foro íntimo e não um problema ritualístico. Os ritos podem ser teístas, deístas ou laicos.
Mas, os maçons praticantes desses ritos podem ter crenças ou mesmo não ter religião.
Obviamente, com muita tolerância e respeito. Nos ritos de origem anglo-saxônicos,
obedece-se a Constituição de
Anderson que impede discussões sobre política e religião em Loja aberta. Por que, de
maneira geral, os maçons são livres-pensadores? Porque uma das metas da Maçonaria é a
procura incessante pela verdade.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
- Aveling, F. "Deism". The Catholic Encyclopedia. Vol. 4. New York: Robert Appleton
Company, 1908. Reprodução New Advent: 2017.
http://www.newadvent.org/cathen/04679b.htm
Acessado em 6.jan.2017.
- Barker, D. “Qué es um librepensador ?” folleto nº 11, Freedom from Religion
Foundation, Madison, Wi, 1993.
http://www.angelfire.com/az/ateismo/librepensador.html
Acessado em 6.jan.2017.
- Clifford, W.K. “The Ethics of Belief“. 1876. Contemporary Review, ProQuest
Information and Learning Co., 2003.
http://www.uta.edu/philosophy/faculty/burgess-jackson/Clifford.pdf
Acessado em 5.jan.2017.
- Fresnedal, M.A. “Decálogo del Librepensador”. Biblioteca de Bécquer, 2014.
http://bibliotecabecquer.blogspot.com.br/search/label/Dec%C3%A1logo%20del%20librepensador
Acessado em 6.jan.2017.
- Gaylor, A.L. “A Pansy for Your Thoughts”. (Rediscovering a Forgotten Symbol of
Freethought). Freethoughy Today, 1997.
http://archive.is/20120523184444/http://www.ffrf.org/fttoday/1997/june_july97/gaylor.html
Acessado em 6.jan.2017.
- Lee, A. “9 Great Freethinkers and Religious Dissenters in History” (9 Grandes Livres
Pensadores e Dissidentes Religiosos na História). Thing Big, a knowledge fórum, 2017.
http://bigthink.com/daylight-atheism/9-great-freethinkers-and-religious-dissenters-in-history
Acessado em 6.jan.2017.
-Russel, B. “Am I an Atheist or an Agnostic ?” (A Plea for Tolerance in the Face of New
Dogmas – Uma súplica para a tolerância face a novos dogmas), 1947.
WayBack Machine, Internet Archive, 2005
https://web.archive.org/web/20050622001026/http://www.positiveatheism.org:80/hist/russell8.htm
Acessado em 5.jan.2017.
JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 21/32
Este Bloco está sendo produzido
pelo Irmão Pedro Juk, às segundas,
quartas e sextas-feiras
circulação
Em 01/06/2016 o Irmão Francisco Perini, Aprendiz Maçom da Loja Izaias de Oliveira Freitas, REAA,
GOB-ES, Oriente de Pedro Canário, Estado do Espírito Santo, solicita os seguintes esclarecimentos:
fperini@hotmail.com
1 - Quando que se inicia a ritualística de circulação do painel em sentido horário nas
seções. Na abertura o Mestre de Cerimônias e os Diáconos devem circular o painel em suas
movimentações ou esses procedimentos só são seguidos após a Loja estar devidamente
aberta?
2 - Como devem proceder os Diáconos para receber e passar a PS quanto ao Sinal no
encerramento dos trabalhos, deve ser feito a saudação, receber a palavra, fazer a saudação de
novo? Fazer a saudação, passar a palavra e fazer a saudação de novo?
Essas questões foram levantadas em nossa Loja e gostaria de um parecer da Secretaria Geral
de Ritualística visto que não encontrei nada oficial e formal sobre esses assuntos.
Considerações:
1 - Circulação em Loja não é Sinal. Assim, quando o Venerável no princípio dos trabalhos
solicita aos Irmãos que o ajudem a abrir a Loja, a partir daí há circulação no Ocidente, portanto,
6 – Perguntas & Respostas
Pedro Juk
Não esqueça: envie sua pergunta identificada pelo nome completo, Loja, Oriente, Rito e Potência.
JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 22/32
tanto o Mestre de Cerimônias como os Diáconos obedecem ao trajeto de costume – entra-se no
Oriente pelo seu nordeste e dele se sai pelo sudeste. Do Norte para o Sul, passa-se pelo espaço
que compreende a retaguarda do Painel e o limite com o Oriente. Do Sul para o Norte, passa-se
pelo espaço compreendido entre a frente do Painel e a porta do Templo. Na mesma Coluna e no
Oriente não existe circulação. Lembro que o limite entre as Colunas do Norte e do Sul é a linha
imaginária longitudinal denominada equador, ou eixo do Templo. Há circulação quando se tiver
que cruzar essa linha.
O que fica abolido antes da abertura da Loja é o Sinal, salvo aquele que demanda do
reconhecimento como é o caso do segundo dever do 1º Vigilante na liturgia de abertura da Loja.
2 – Os protagonistas que se envolvem na transmissão da Palavra no encerramento (as
Luzes da Loja e os Diáconos), ao se confrontarem primeiro desfazem o Sinal na forma de
costume, recebem ou transmitem a Palavra e voltam à Ordem. Transmitida, o Oficial circulante
desfaz o Sinal e retira-se em cumprimento da sua missão. Embora o ritual em vigência esteja
omisso nesse particular, ao se transmitir a Palavra, em se estando à Ordem, desfaz-se primeiro
o Sinal na forma de costume.
Cabe aqui a seguinte observação: essa atitude de desfazer o Sinal não é saudação, senão
um procedimento ritualístico necessário. O termo saudação só deve ser assim considerado
quando se faz na entrada e saída do Oriente ou por ocasião da Marcha do Grau (vide o que
exara o Ritual nesse particular).
Finalizando, devo salientar que quando exerci o cargo de Secretário Geral para o Rito em
Brasília, enviei em 2013 ao GOB provimentos para correção e esclarecimento do Ritual.
Infelizmente nem sequer recebi resposta. Assim, não tome esses apontamentos como
instruções da Secretaria Geral, já que atualmente exerço o cargo de Secretário Estadual de
Orientação Ritualística do meu Estado – aqui no Paraná, conforme a tradição do Rito é assim
que procedemos.
T.F.A.
Pedro Juk
jukirm@hotmail.com
Ago/2016.
Exegese Simbólica
para o Aprendiz Maçom
I Tomo - Rito Escocês Antigo e Aceito e Trabalhos de Emulação
Autor – Ir. Pedro Juk - Editora – A trolha, Londrina 2.012 – Segunda
Edição. www.atrolha.com.br - Objetivo – Introdução a interpretação
simbólica maçônica. Conteúdo – Resumo histórico das origens da
Maçonaria – Operativa, Especulativa e Moderna. Apreciação – Sistema
Latino e Inglês – Rito Escocês Antigo e Aceito e Trabalho de Emulação.
Tema Central – Origens históricas do Painel da Loja de Aprendiz e da Tábua de Delinear.
Enfoque – Exegese do conteúdo dos Painéis (Ritualística e Liturgia, História, Ética e Filosofia).
Extenso roteiro bibliográfico.
https://www.trolha.com.br/loja/
JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 23/32
(as letras em vermelho significam que a Loja completou
ou está completando aniversário)
GLSC -
http://www.mrglsc.org.br
GOSC
https://www.gosc.org.br
Data Nome Oriente
01/01/2003 Fraternidade Joinvillense Joinville
26/01/1983 Humânitas Joinville
31/01/1998 Loja Maçônica Especial União e
Fraternidade do Mercosul Ir
Hamilton Savi nr. 70
Florianópolis (só trabalha no
recesso maçônico)
11/02/1980 Toneza Cascaes Orleans
13/02/2011 Entalhadores de Maçaranduba Massaranduba
17/02/2000 Samuel Fonseca Florianópolis
21/02/1983 Lédio Martins São José
21/02/2006 Pedra Áurea do Vale Taió
22/02/1953 Justiça e Trabalho Blumenau
Data Nome da Loja Oriente
11.01.1957 Pedro Cunha nr. 11 Araranguá
18.01.2006 Obreiros de Salomão nr. 39 Blumenau
15.02.2001 Pedreiros da Liberdade nr. 79 Florianópolis
21.02.1903 Fraternidade Lagunense nr. 10 Laguna
25.02.1997 Acácia Blumenauense nr. 67 Blumenau
25.02.2009 Caminho da Luz nr. 99 Brusque
7 – Destaques (Resenha Final)
Lojas Aniversariantes de Santa Catarina
Mêses de janeiro e fevereiro
JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 24/32
GOB/SC –
http://www.gob-sc.org.br/gobsc
Data Nome Oriente
07.01.77 Prof. Mâncio da Costa - 1977 Florianópolis
14.01.06 Osmar Romão da Silva - 3765 Florianópolis
25.01.95 Gideões da Paz - 2831 Itapema
06.02.06 Ordem e Progresso - 3797 Navegantes
11.02.98 Energia e Luz -3130 Tubarão
29.02.04 Luz das Águas - 3563 Corupá
Associação de Médicos Maçons
JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 25/32
História da Maçonaria
O Irmão Kennyo Ismail (foto acima) abriu na noite de segunda-feira (9) os trabalhos da Loja
Maçônica Especial União e Fraternidade do Mercosul Ir Hamilton Savi nr. 70,
jurisdicionada ao Grande Oriente de Santa Catarina – GOSC – e que atua durante o recesso
maçônico, em Florianópolis.
Com singularidade, domínio, conhecimento e inteligência, o Irmão Kennyo abordou aspectos da
História da nossa Maçonaria.
O Irmão Kennyo é Editor-chefe da revista “Ciência & Maçonaria”, a primeira revista acadêmico-
científica dedicada ao estudo da Maçonaria na América do Sul, vinculada ao NP3/CEAM/UnB;
JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 26/32
professor do curso de pós-graduação em História da Maçonaria pela UnyLeya; e membro da
Academia Maçônica de Letras do Distrito Federal, ocupando a cadeira No.33.
Palestrante conhecido no meio maçônico, é autor de diversos artigos publicados em várias revistas
e sites maçônicos no Brasil e em outros países. Foi revisor técnico e prefaciou a edição brasileira
do best-seller internacional Freemasons for Dummies (Maçonaria para Leigos), publicado pela
AltaBooks (2015); traduziu e comentou a obra “Ahiman Rezon – A Constituição dos Maçons
Antigos”, publicado pela A Trolha (2016); e é autor dos livros: “Desmistificando a Maçonaria”
(2012), “O Líder Maçom” (2014), e “Debatendo Tabus Maçônicos” (2016).
Os trabalhos desta segunda-feira foram presididos pelo Venerável Mestre Emílio Espíndola e
contou com a presença do Grão-Mestre Adjunto do GOSC, Sérgio Nerbass representando aquela
Potência, diversas autoridades maçônicas, bem como irmãos de diversas Lojas e Orientes.
Veja alguns destaques produzidos pelo Irmão Borbinha, correspondente JB News:
JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 27/32
JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 28/32
JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 29/32
Veja outros registros fotográficos no link a seguir:
https://get.google.com/albumarchive/103634428674850958508/album/AF1QipNzmSWbRRy
uWkcv4n5B3P0WKkRe_kcfvnW63pAU?source=pwa&authKey=CMLUz-_Ekey0FQ
JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 30/32
Ir Marcelo Angelo de Macedo, 33∴
MI da Loja Razão e Lealdade nº 21
Or de Cuiabá/MT, GOEMT-COMAB-CMI
Tel: (65) 3052-6721 divulga diariamente no
JB News o Breviário Maçônico, Obra de autoria do saudoso IrRIZZARDO DA CAMINO,
cuja referência bibliográfica é: Camino, Rizzardo da, 1918-2007 - Breviário Maçônico /
Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014 - ISBN 978-85.370.0292-6)
Dia 11 de janeiro:
A água
A água, dissolvente universal, é um dos minerais mais vulgares encontrados em toda
a parte.
No passado, as famílias supriam-se de água recolhendo-a diretamente das fontes e dos
rios; posteriormente, cavando poços, construindo cisternas, a água passou a ser
industrializada através de encanamentos, dentro dos lares.
Assim como o ar, é indispensável à vida dos seres.
Trata-se de um dos quatro elementos da Natureza e simboliza, na Maçonaria, a
purificação.
A cada sorvo de água ingerida, devemos pensar que, embora não a se classifique
como alimento, ela atuará no organismo como elemento purificador, que substituirá -
renovando-os - todos os líquidos e humores do organismo.
Trata-se de um elemento que refrigera e sacia a sede; o maçom, na sua vida sóbria,
deve preferir a água a qualquer outra bebida, principalmente à alcoólica; ninguém
abusa na ingestão de água; ao contrário, a bebida alcoólica induz aos excessos, com as
consequências conhecidas.
A água nos recorda a temperança, o bom senso e a prudência.
O maçom deve buscar, sempre, a purificação em todos os mínimos detalhes de sua
vida.
Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 30.
JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 31/32
Irmão Adilson Zotovici,
Loja Chequer Nassif-169
de São Bernardo do Campo – GLESP
escreve aos sábados e
esporadicamente em dias alternados
adilsonzotovici@gmail.com
ASSIM É !
Tem obreiros do sudeste,
Do exterior, do Brasil central,
Do norte, do sul, do nordeste
Do interior, da capital...
Reconhecidos como tal
Em templo de luzes celestes
Num encontro supernal
De aprendizes a mestres
Com idênticas vestes
Recíproca fraternidade
Costumes incontestes
Reinando estrita igualdade
Profissionais em quantidade
Operários, professores...
Juntos, com humildade,
Artesãos , doutores ...
Respeitando todos fatores
De cada qual o seu jeito
Seus individuais valores
Sem qualquer preconceito !
JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 32/32
Mas, comum em cada peito
Justo e perfeito ideário
Antigo, por todos aceito
E porfiado labor solidário !
Apoiados num sábio ternário
Cujo estipêndio, com alegria,
É do Grande Arquiteto o salário
De paz, de amor, de sabedoria !
E assim é o dia a dia !
Dos obstinados obreiros
Numa Loja de Maçonaria...
Fiéis “ Livres Pedreiros “ !
Adilson Zotovici
ARLS Chequer Nassif-169

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Jb news informativo nr. 1.067
Jb news   informativo nr. 1.067Jb news   informativo nr. 1.067
Jb news informativo nr. 1.067
Informativojbnews
 
Jb news informativo nr. 1167
Jb news   informativo nr. 1167Jb news   informativo nr. 1167
Jb news informativo nr. 1167
Informativojbnews
 
Jb news informativo nr. 2135
Jb news   informativo nr. 2135Jb news   informativo nr. 2135
Jb news informativo nr. 2135
JB News
 
Jb news informativo nr. 1.075
Jb news   informativo nr. 1.075Jb news   informativo nr. 1.075
Jb news informativo nr. 1.075
Informativojbnews
 
Jb news informativo nr. 2206
Jb news   informativo nr. 2206Jb news   informativo nr. 2206
Jb news informativo nr. 2206
JB News
 
Jb news informativo nr. 1.063
Jb news   informativo nr. 1.063Jb news   informativo nr. 1.063
Jb news informativo nr. 1.063
Informativojbnews
 
Jb news informativo nr. 2302
Jb news   informativo nr. 2302Jb news   informativo nr. 2302
Jb news informativo nr. 2302
JB News
 
Jb news informativo nr. 1.076
Jb news   informativo nr. 1.076Jb news   informativo nr. 1.076
Jb news informativo nr. 1.076
Informativojbnews
 
Jb news informativo nr. 2337
Jb news   informativo nr. 2337Jb news   informativo nr. 2337
Jb news informativo nr. 2337
JB News
 
Jb news informativo nr. 1.074
Jb news   informativo nr. 1.074Jb news   informativo nr. 1.074
Jb news informativo nr. 1.074
Informativojbnews
 
Jb news informativo nr. 1.066
Jb news   informativo nr. 1.066Jb news   informativo nr. 1.066
Jb news informativo nr. 1.066
Informativojbnews
 
Jb news informativo nr. 2223
Jb news   informativo nr. 2223Jb news   informativo nr. 2223
Jb news informativo nr. 2223
JB News
 
Jb news informativo nr. 1995
Jb news   informativo nr. 1995Jb news   informativo nr. 1995
Jb news informativo nr. 1995
JB News
 
Jb news informativo nr. 2068
Jb news   informativo nr. 2068Jb news   informativo nr. 2068
Jb news informativo nr. 2068
JB News
 
Jb news informativo nr. 2329
Jb news   informativo nr. 2329Jb news   informativo nr. 2329
Jb news informativo nr. 2329
JB News
 
Jb news informativo nr. 2259
Jb news   informativo nr. 2259Jb news   informativo nr. 2259
Jb news informativo nr. 2259
JB News
 
Jb news informativo nr. 2089
Jb news   informativo nr. 2089Jb news   informativo nr. 2089
Jb news informativo nr. 2089
JB News
 
Jb news informativo nr. 2134
Jb news   informativo nr. 2134Jb news   informativo nr. 2134
Jb news informativo nr. 2134
JB News
 
Jb news informativo nr. 2294
Jb news   informativo nr. 2294Jb news   informativo nr. 2294
Jb news informativo nr. 2294
JB News
 

Mais procurados (19)

Jb news informativo nr. 1.067
Jb news   informativo nr. 1.067Jb news   informativo nr. 1.067
Jb news informativo nr. 1.067
 
Jb news informativo nr. 1167
Jb news   informativo nr. 1167Jb news   informativo nr. 1167
Jb news informativo nr. 1167
 
Jb news informativo nr. 2135
Jb news   informativo nr. 2135Jb news   informativo nr. 2135
Jb news informativo nr. 2135
 
Jb news informativo nr. 1.075
Jb news   informativo nr. 1.075Jb news   informativo nr. 1.075
Jb news informativo nr. 1.075
 
Jb news informativo nr. 2206
Jb news   informativo nr. 2206Jb news   informativo nr. 2206
Jb news informativo nr. 2206
 
Jb news informativo nr. 1.063
Jb news   informativo nr. 1.063Jb news   informativo nr. 1.063
Jb news informativo nr. 1.063
 
Jb news informativo nr. 2302
Jb news   informativo nr. 2302Jb news   informativo nr. 2302
Jb news informativo nr. 2302
 
Jb news informativo nr. 1.076
Jb news   informativo nr. 1.076Jb news   informativo nr. 1.076
Jb news informativo nr. 1.076
 
Jb news informativo nr. 2337
Jb news   informativo nr. 2337Jb news   informativo nr. 2337
Jb news informativo nr. 2337
 
Jb news informativo nr. 1.074
Jb news   informativo nr. 1.074Jb news   informativo nr. 1.074
Jb news informativo nr. 1.074
 
Jb news informativo nr. 1.066
Jb news   informativo nr. 1.066Jb news   informativo nr. 1.066
Jb news informativo nr. 1.066
 
Jb news informativo nr. 2223
Jb news   informativo nr. 2223Jb news   informativo nr. 2223
Jb news informativo nr. 2223
 
Jb news informativo nr. 1995
Jb news   informativo nr. 1995Jb news   informativo nr. 1995
Jb news informativo nr. 1995
 
Jb news informativo nr. 2068
Jb news   informativo nr. 2068Jb news   informativo nr. 2068
Jb news informativo nr. 2068
 
Jb news informativo nr. 2329
Jb news   informativo nr. 2329Jb news   informativo nr. 2329
Jb news informativo nr. 2329
 
Jb news informativo nr. 2259
Jb news   informativo nr. 2259Jb news   informativo nr. 2259
Jb news informativo nr. 2259
 
Jb news informativo nr. 2089
Jb news   informativo nr. 2089Jb news   informativo nr. 2089
Jb news informativo nr. 2089
 
Jb news informativo nr. 2134
Jb news   informativo nr. 2134Jb news   informativo nr. 2134
Jb news informativo nr. 2134
 
Jb news informativo nr. 2294
Jb news   informativo nr. 2294Jb news   informativo nr. 2294
Jb news informativo nr. 2294
 

Semelhante a Jb news informativo nr. 2295

Jb news informativo nr. 2291
Jb news   informativo nr. 2291Jb news   informativo nr. 2291
Jb news informativo nr. 2291
JB News
 
Jb news informativo nr. 2302
Jb news   informativo nr. 2302Jb news   informativo nr. 2302
Jb news informativo nr. 2302
JB News
 
Jb news informativo nr. 2290
Jb news   informativo nr. 2290Jb news   informativo nr. 2290
Jb news informativo nr. 2290
JB News
 
Jb news informativo nr. 1227
Jb news   informativo nr. 1227Jb news   informativo nr. 1227
Jb news informativo nr. 1227
JBNews
 
Jb news informativo nr. 2326
Jb news   informativo nr. 2326Jb news   informativo nr. 2326
Jb news informativo nr. 2326
JB News
 
Jb news informativo nr. 2250
Jb news   informativo nr. 2250Jb news   informativo nr. 2250
Jb news informativo nr. 2250
JB News
 
Jb news informativo nr. 2281
Jb news   informativo nr. 2281Jb news   informativo nr. 2281
Jb news informativo nr. 2281
JB News
 
Jb news informativo nr. 2322
Jb news   informativo nr. 2322Jb news   informativo nr. 2322
Jb news informativo nr. 2322
JB News
 
Jb news informativo nr. 2324
Jb news   informativo nr. 2324Jb news   informativo nr. 2324
Jb news informativo nr. 2324
JB News
 
Jb news informativo nr. 2298
Jb news   informativo nr. 2298Jb news   informativo nr. 2298
Jb news informativo nr. 2298
JB News
 
Jb news informativo nr. 2298
Jb news   informativo nr. 2298Jb news   informativo nr. 2298
Jb news informativo nr. 2298
JB News
 
Jb news informativo nr. 2330
Jb news   informativo nr. 2330Jb news   informativo nr. 2330
Jb news informativo nr. 2330
JB News
 
Jb news informativo nr. 2333
Jb news   informativo nr. 2333Jb news   informativo nr. 2333
Jb news informativo nr. 2333
JB News
 
Jb news informativo nr. 2270
Jb news   informativo nr. 2270Jb news   informativo nr. 2270
Jb news informativo nr. 2270
JB News
 
Jb news informativo nr. 2071
Jb news   informativo nr. 2071Jb news   informativo nr. 2071
Jb news informativo nr. 2071
JB News
 
Jb news informativo nr. 2303
Jb news   informativo nr. 2303Jb news   informativo nr. 2303
Jb news informativo nr. 2303
JB News
 
Jb news informativo nr. 2303
Jb news   informativo nr. 2303Jb news   informativo nr. 2303
Jb news informativo nr. 2303
JB News
 
Jb news informativo nr. 2304
Jb news   informativo nr. 2304Jb news   informativo nr. 2304
Jb news informativo nr. 2304
JB News
 
Jb news informativo nr. 2304
Jb news   informativo nr. 2304Jb news   informativo nr. 2304
Jb news informativo nr. 2304
JB News
 
Jb news informativo nr. 2252
Jb news   informativo nr. 2252Jb news   informativo nr. 2252
Jb news informativo nr. 2252
JB News
 

Semelhante a Jb news informativo nr. 2295 (20)

Jb news informativo nr. 2291
Jb news   informativo nr. 2291Jb news   informativo nr. 2291
Jb news informativo nr. 2291
 
Jb news informativo nr. 2302
Jb news   informativo nr. 2302Jb news   informativo nr. 2302
Jb news informativo nr. 2302
 
Jb news informativo nr. 2290
Jb news   informativo nr. 2290Jb news   informativo nr. 2290
Jb news informativo nr. 2290
 
Jb news informativo nr. 1227
Jb news   informativo nr. 1227Jb news   informativo nr. 1227
Jb news informativo nr. 1227
 
Jb news informativo nr. 2326
Jb news   informativo nr. 2326Jb news   informativo nr. 2326
Jb news informativo nr. 2326
 
Jb news informativo nr. 2250
Jb news   informativo nr. 2250Jb news   informativo nr. 2250
Jb news informativo nr. 2250
 
Jb news informativo nr. 2281
Jb news   informativo nr. 2281Jb news   informativo nr. 2281
Jb news informativo nr. 2281
 
Jb news informativo nr. 2322
Jb news   informativo nr. 2322Jb news   informativo nr. 2322
Jb news informativo nr. 2322
 
Jb news informativo nr. 2324
Jb news   informativo nr. 2324Jb news   informativo nr. 2324
Jb news informativo nr. 2324
 
Jb news informativo nr. 2298
Jb news   informativo nr. 2298Jb news   informativo nr. 2298
Jb news informativo nr. 2298
 
Jb news informativo nr. 2298
Jb news   informativo nr. 2298Jb news   informativo nr. 2298
Jb news informativo nr. 2298
 
Jb news informativo nr. 2330
Jb news   informativo nr. 2330Jb news   informativo nr. 2330
Jb news informativo nr. 2330
 
Jb news informativo nr. 2333
Jb news   informativo nr. 2333Jb news   informativo nr. 2333
Jb news informativo nr. 2333
 
Jb news informativo nr. 2270
Jb news   informativo nr. 2270Jb news   informativo nr. 2270
Jb news informativo nr. 2270
 
Jb news informativo nr. 2071
Jb news   informativo nr. 2071Jb news   informativo nr. 2071
Jb news informativo nr. 2071
 
Jb news informativo nr. 2303
Jb news   informativo nr. 2303Jb news   informativo nr. 2303
Jb news informativo nr. 2303
 
Jb news informativo nr. 2303
Jb news   informativo nr. 2303Jb news   informativo nr. 2303
Jb news informativo nr. 2303
 
Jb news informativo nr. 2304
Jb news   informativo nr. 2304Jb news   informativo nr. 2304
Jb news informativo nr. 2304
 
Jb news informativo nr. 2304
Jb news   informativo nr. 2304Jb news   informativo nr. 2304
Jb news informativo nr. 2304
 
Jb news informativo nr. 2252
Jb news   informativo nr. 2252Jb news   informativo nr. 2252
Jb news informativo nr. 2252
 

Mais de JB News

Jb news informativo nr. 2016
Jb news   informativo nr. 2016Jb news   informativo nr. 2016
Jb news informativo nr. 2016
JB News
 
Jb news informativo nr. 2015
Jb news   informativo nr. 2015Jb news   informativo nr. 2015
Jb news informativo nr. 2015
JB News
 
Jb news informativo nr. 2014
Jb news   informativo nr. 2014Jb news   informativo nr. 2014
Jb news informativo nr. 2014
JB News
 
Jb news informativo nr. 2013
Jb news   informativo nr. 2013Jb news   informativo nr. 2013
Jb news informativo nr. 2013
JB News
 
Jb news informativo nr. 2012
Jb news   informativo nr. 2012Jb news   informativo nr. 2012
Jb news informativo nr. 2012
JB News
 
Jb news informativo nr. 2011
Jb news   informativo nr. 2011Jb news   informativo nr. 2011
Jb news informativo nr. 2011
JB News
 
Jb news informativo nr. 2010
Jb news   informativo nr. 2010Jb news   informativo nr. 2010
Jb news informativo nr. 2010
JB News
 
Jb news informativo nr. 2009
Jb news   informativo nr. 2009Jb news   informativo nr. 2009
Jb news informativo nr. 2009
JB News
 
Jb news informativo nr. 2008
Jb news   informativo nr. 2008Jb news   informativo nr. 2008
Jb news informativo nr. 2008
JB News
 
Jb news informativo nr. 2007
Jb news   informativo nr. 2007Jb news   informativo nr. 2007
Jb news informativo nr. 2007
JB News
 
Jb news informativo nr. 2006
Jb news   informativo nr. 2006Jb news   informativo nr. 2006
Jb news informativo nr. 2006
JB News
 
Jb news informativo nr. 2005
Jb news   informativo nr. 2005Jb news   informativo nr. 2005
Jb news informativo nr. 2005
JB News
 
Jb news informativo nr. 2004
Jb news   informativo nr. 2004Jb news   informativo nr. 2004
Jb news informativo nr. 2004
JB News
 
Jb news informativo nr. 2003
Jb news   informativo nr. 2003Jb news   informativo nr. 2003
Jb news informativo nr. 2003
JB News
 
Jb news informativo nr. 2002
Jb news   informativo nr. 2002Jb news   informativo nr. 2002
Jb news informativo nr. 2002
JB News
 
Jb news informativo nr. 2001
Jb news   informativo nr. 2001Jb news   informativo nr. 2001
Jb news informativo nr. 2001
JB News
 
Jb news informativo nr. 2000
Jb news   informativo nr. 2000Jb news   informativo nr. 2000
Jb news informativo nr. 2000
JB News
 
Jb news informativo nr. 1999
Jb news   informativo nr. 1999Jb news   informativo nr. 1999
Jb news informativo nr. 1999
JB News
 
Jb news informativo nr. 1998
Jb news   informativo nr. 1998Jb news   informativo nr. 1998
Jb news informativo nr. 1998
JB News
 
Jb news informativo nr. 1997
Jb news   informativo nr. 1997Jb news   informativo nr. 1997
Jb news informativo nr. 1997
JB News
 

Mais de JB News (20)

Jb news informativo nr. 2016
Jb news   informativo nr. 2016Jb news   informativo nr. 2016
Jb news informativo nr. 2016
 
Jb news informativo nr. 2015
Jb news   informativo nr. 2015Jb news   informativo nr. 2015
Jb news informativo nr. 2015
 
Jb news informativo nr. 2014
Jb news   informativo nr. 2014Jb news   informativo nr. 2014
Jb news informativo nr. 2014
 
Jb news informativo nr. 2013
Jb news   informativo nr. 2013Jb news   informativo nr. 2013
Jb news informativo nr. 2013
 
Jb news informativo nr. 2012
Jb news   informativo nr. 2012Jb news   informativo nr. 2012
Jb news informativo nr. 2012
 
Jb news informativo nr. 2011
Jb news   informativo nr. 2011Jb news   informativo nr. 2011
Jb news informativo nr. 2011
 
Jb news informativo nr. 2010
Jb news   informativo nr. 2010Jb news   informativo nr. 2010
Jb news informativo nr. 2010
 
Jb news informativo nr. 2009
Jb news   informativo nr. 2009Jb news   informativo nr. 2009
Jb news informativo nr. 2009
 
Jb news informativo nr. 2008
Jb news   informativo nr. 2008Jb news   informativo nr. 2008
Jb news informativo nr. 2008
 
Jb news informativo nr. 2007
Jb news   informativo nr. 2007Jb news   informativo nr. 2007
Jb news informativo nr. 2007
 
Jb news informativo nr. 2006
Jb news   informativo nr. 2006Jb news   informativo nr. 2006
Jb news informativo nr. 2006
 
Jb news informativo nr. 2005
Jb news   informativo nr. 2005Jb news   informativo nr. 2005
Jb news informativo nr. 2005
 
Jb news informativo nr. 2004
Jb news   informativo nr. 2004Jb news   informativo nr. 2004
Jb news informativo nr. 2004
 
Jb news informativo nr. 2003
Jb news   informativo nr. 2003Jb news   informativo nr. 2003
Jb news informativo nr. 2003
 
Jb news informativo nr. 2002
Jb news   informativo nr. 2002Jb news   informativo nr. 2002
Jb news informativo nr. 2002
 
Jb news informativo nr. 2001
Jb news   informativo nr. 2001Jb news   informativo nr. 2001
Jb news informativo nr. 2001
 
Jb news informativo nr. 2000
Jb news   informativo nr. 2000Jb news   informativo nr. 2000
Jb news informativo nr. 2000
 
Jb news informativo nr. 1999
Jb news   informativo nr. 1999Jb news   informativo nr. 1999
Jb news informativo nr. 1999
 
Jb news informativo nr. 1998
Jb news   informativo nr. 1998Jb news   informativo nr. 1998
Jb news informativo nr. 1998
 
Jb news informativo nr. 1997
Jb news   informativo nr. 1997Jb news   informativo nr. 1997
Jb news informativo nr. 1997
 

Jb news informativo nr. 2295

  • 1. JB NEWS Filiado à ABIM sob nr. 007/JV Editoria: Ir Jeronimo Borges Loja Templários da Nova Era nr. 91(Florianópolis) - Obreiro Loja Alferes Tiradentes nr. 20 (Florianópolis) - Membro Honorário Loja Harmonia nr. 26 (B. Horizonte) - Membro Honorário Loja Fraternidade Brazileira de Estudos e Pesquisas (J. de Fora) -Correspondente Loja Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônicas (P. Alegre) - Correspondente Academia Catarinense Maçônica de Letras Academia Maçônica de Letras do Brasil – Arcádia de B. Horizonte O JB News saúda os Irmãos leitores de Canoinhas-SC – “A Capital da Erva-Mate” Saudações, Prezado Irmão! Índice do JB News nr. 2.295 – Florianópolis (SC) – quarta-feira , 11 de janeiro de 2017 Bloco 1-Almanaque Bloco 2-IrAilton Elisiário – Nas águas Quentes (crônica semanal) Bloco 3-IrJoão Ivo Girardi – Alegoria da Caverna Bloco 4-IrJosé Ronaldo Viega Alves – O Personagem Hiram na Bíblia e na Maçonaria ... Bloco 5-IrWalter Celso de Lima – Livres Pensadores Bloco 6-IrPedro Juk – Perguntas & Respostas – do IrFrancisco Perini (Pedro Canário – ES) Bloco 7-Destaques JB – Breviário Maçônico p/o dia 10 de janeiro e versos do Irmão e Poeta Adilson Zotovici (São Paulo - SP)
  • 2. JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 2/32 11 de janeiro 1610 - Galileu Galilei, por Justus Sustermans  630 — O profeta e fundador do Islamismo, Maomé, destrói os ídolos do santuário de Kaaba em Meca.  1055 — Teodora se torna imperatriz reinante bizantina. Nesta edição: Pesquisas – Arquivos e artigos próprios e de colaboradores e da Internet – Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias, de colaboradores e www.google.com.br Os artigos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião deste informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores. 1 – ALMANAQUE Hoje é o 11º dia do Calendário Gregoriano. Faltam 354 dias para terminar o ano de 2017 - Lua Quarto Crescente - É o 128º ano da Proclamçaõ da República; 195º da Independência do Brasil e 517º ano do Descobrimento do Brasil Hoje é o dia dedicado à Independência do Tibete Colabore conosco. Se o Irmão não deseja receber mais o informativo ou alterou o seu endereço eletrônico, POR FAVOR, comunique-nos pelo mesmo e-mail que recebe o JB News, para evitar atropelos em nossas remesssas diárias por mala direta. Obrigado. EVENTOS HISTÓRICOS (Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki) Aprofunde seu conhecimento clicando nas palavras sublinhadas
  • 3. JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 3/32  1580 — Iniciadas as Cortes de Almeirim que questionam o direito da nomeação de sucessor ao trono de Portugal.  1610 — Galileu Galilei descobre Ganímedes, satélite de Júpiter.  1689 — O Parlamento de Inglaterra depõe o rei Jaime II.  1861 — Guerra civil americana: O Alabama separa-se da União.  1866 — Naufraga no Golfo de Viscaya o barco de passageiros inglês London. Morreram afogadas 220 pessoas.  1886 — Tem início o primeiro campeonato mundial de xadrez.  1890 — Ultimato britânico de 1890: os ingleses intimam Portugal a retirar suas tropas do território compreendido entre Moçambique e Angola incluídos no conhecido Mapa cor-de-rosa.  1913 — Proclamação da independência do Tibete.  1916 — Os russos conquistam Erzurum, capital da Armênia turca.  1918 — A Assembleia de Deus (Brasil) é oficialmente registrada em Belém do Pará, no Brasil.  1920 — Navio francês que viajava para a África afunda perto de La Rochelle com 553 pessoas a bordo.  1922 — Pela primeira vez a insulina é utilizada em humanos para o tratamento de diabetes. O paciente é um canadense de quatorze anos.  1929 — É implantada na URSS a jornada de trabalho de 7 horas.  1934 — Nathan Homer Knorr eleito membro da Directoria da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Nova Iorque, Inc.  1935 — Amelia Earhart é a primeira pessoa a fazer um voo solo do Havaí à Califórnia.  1942 — Durante a Segunda Guerra Mundial, o Japão declara guerra à Holanda.  1946 — Enver Hoxha proclama a República Popular da Albânia após a queda do rei Zog.  1954 — Primeira reunião entre soviéticos e americanos sobre a proibição de armas atômicas.  1957 — Chuvas torrenciais na ilha de Palma ocasionam a morte de 28 pessoas, vários feridos e grandes perdas econômicas.  1959 — Forças do Vietnã do Norte invadem o Laos.  1960 — Começa a construção, no Egito, da gigantesca represa de Assuã, no Rio Nilo.  1962 — Inauguração do Concílio Vaticano II, que atualizou estruturas e doutrinas da Igreja Católica.  1963 — A primeira discoteca do mundo foi inaugurada nos Estados Unidos. Seu nome era Whisky a Go Go.  1964 — O Panamá corta relações diplomáticas com os Estados Unidos. As negociações entre os dois países sempre foram conturbadas por causa do uso do canal, que liga o Oceano Atlântico ao Pacífico.  1969 — Dom Gabriel, sem deixar o cargo de Bispo de Jundiaí, toma posse e governou a Diocese de Bragança Paulista até 7 de março de 1971.  1973 — Editado o novo Direito Processual Civil brasileiro.  1982 — Andaluzia e Astúrias se tornam comunidades autônomas.  1984 — Exibição de mísseis soviéticos SS-20, de alcance médio, na Alemanha Oriental.  1985  Lançamento do Rock in Rio, terminando em 20 de janeiro. O evento reuniu em média 200 mil pessoas por dia na Cidade do Rock, desenvolvida especialmente para evento.  Primeiro show da banda brasileira Engenheiros do Hawaii, trazendo a formação original : Humberto Gessinger, Marcelo Pitz e Carlos Maltz.  1987 — A Europa passa por um inverno muito rigoroso. Em uma semana, o frio faz 70 vítimas, 49 delas na URSS.  1991 — Tropas soviéticas invadem prédios em Vilna, capital da Lituânia, para impedir um movimento de independência no país.  1994  Com o fim do Pacto de Varsóvia e a fusão da OTAN em reunião havida em Bruxelas, governos envolvidos criam a Associação para a Paz, que integrará os países do extinto Pacto de Varsóvia.  O governo irlandês anuncia o fim da censura ao movimento terrorista IRA e seu braço político, o Sinn Fein.  1996  O parlamento japonês elege Ryutaro Hashimoto como seu novo primeiro-ministro.  O primeiro-ministro da Itália, Lamberto Dini, anuncia a sua renúncia.  2001 — Um incêndio no estúdio de gravação do programa Xuxa Park deixa 26 feridos com queimaduras.  2006
  • 4. JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 4/32  Pesquisas adiantam que o provável substituto de Ariel Sharon, seja Ehud Olmert, do Kadima, mesmo partido fundado por Sharon.  Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti: o Instituto Médico Legal (IML) de Brasília divulga laudo no qual o general Bacellar cometera suicídio.  2015 — 3,7 milhões de pessoas tomam as ruas de Paris e de outras cidades francesas, no primeiro domingo após os ataques ao semanário satírico "Charlie Hebdo". 1787 Nasce, em Porto Alegre, Antero José Ferreira de Brito. Fez carreira militar. Presidente da Província de Santa Catarina de janeiro de 1840 a dezembro de 1848. Morreu no Rio de Janeiro a 5 de fevereiro de 1856. 1822 Nasce, na capital catarinense, Fernando Machado de Souza, Fez carreira militar e participou da luta contra as tropas “farroupilhas”, na Laguna e no Rio Grande. Tomou parte na Guerra do Paraguai, como coronel, tendo participado de vários combates. Foi ferido em Tuiuti, recuperando-se depois. Voltou a combater em Itororó, onde foi ferido mortalmente. Herói tem a homenagem dos seus coestaduanos, concretizada no monumento erguido em ponto central de Florianópolis. Morreu a 6 de dezembro de 1868. 1875 Nasce, em São Francisco (BA), Antônio Vicente Bulcão Viana. Militar, médico e político. Faleceu em Florianópolis a 25 de março de 1940. 1875 Tem início, na cidade de Desterro, a construção do edifício da Capitania dos Portos, no local do antigo Forte de Santana. 1847 Fundado o Grande Capítulo dos Maçons do Real Arco do Estado da Flórida, USA; 1862 O imperador Napoleão III resolve pacificar Maçonaria francesa e nomeia o marechal Magnanm que não era Maçom, como Grand Maître de l’Ordre Maçonnique em France. 1847 Fundado o Grande Capítulo dos Maçons do Real Arco da Flórida, USA. 1952 Fundada a Loja “Pedro Cunha” nº 11, (GLSC) ao oriente de Araranguá. Fatos históricos de santa Catarina Fatos maçônicos do dia Fonte: O Livro dos Dias 20ª edição (Ir João Guilherme) e acervo pessoal
  • 5. JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 5/32 Venerável Mestre! Desejas criar e manter um site de qualidade da sua Loja? Então atente para este anúncio (Coisa de Irmão para Irmão) Contatos: Ir Darci Rocco (Loja Templários da Nova Era) nos telefones (48) 3233-5069 – 9 9943 1571
  • 6. JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 6/32 O Irmão Ailton Elisiário, é membro da Academia Paraibana de Letras Maçônicas. Publicação simultânea desta crônica às quartas-feiras no JB News, Jornal da Paraíba e Paraiabaonline. NAS ÁGUAS QUENTES Neste final de ano fizemos diferente. Resolvemos viajar, Socorro e eu, para passarmos o réveillon fora de casa. Aproveitamos um pacote de viagem de uma agência de turismo e nos deslocamos para Caldas Novas, cidade de 80.000 habitantes no Estado de Goiás, bastante conhecida pelas suas águas termais que, à temperatura média de 37,5°C têm propriedades terapêuticas. Saímos no dia 30 de dezembro e chegamos de volta no dia 7 de janeiro, depois de havermos recepcionado o Ano Novo e nos deliciado com a cidade. Situada no coração do planalto central, Caldas Novas é o paraíso das águas quentes. Foram 5 dias nos banhando nos parques aquáticos, dentre eles o Water Park, com seus toboáguas e piscinas de ondas no centro da cidade e o Hot Park no município de Rio Quente, distante 28 km de Caldas Novas. Neste nos divertimos bastante com seus variados serviços, como os toboáguas radicais, rio de correnteza, piscinas, bar molhado e a Praia do Cerrado, a maior praia artificial de águas quentes naturais e correntes do mundo, com suas ondas mecanizadas e suas areias brancas que dão a sensação de estarmos à beira-mar. Visitamos pontos turísticos e culturais da cidade, como o Jardim Japonês que nos põe em contato com a filosofia dos monges budistas, fazendo-nos caminhar por trilhas com luminares que nos remetem ao refletir de nossas próprias vidas, com os seus altos e baixos, desde o nascimento até à passagem para o Oriente Eterno. Ao lado desse caminhar filosófico, seguimos a um descanso mental na tradicional Cachaçaria Vale das Águas Quentes, com seus destilados envelhecidos em barris de madeira nobre e seus licores artesanais de frutas típicas do Cerrado. Um momento cultural no Casarão dos Gonzagas levou-nos a conhecer parte da história da cidade, enquanto saboreávamos o mané pelado, um típico doce indígena de mandioca, acompanhado de um café quentinho feito no fogão a lenha da cozinha do casarão. O casarão reproduz uma casa típica goiana de fazenda do século XIX e, bem inusual, expõe ao lado da galeria dos prefeitos da cidade, a galeria das primeiras damas. Obras literárias e artísticas dos membros da Academia de Letras e Artes local são expostas na biblioteca e no jardim. A cidade é hoteleira com um número de leitos oferecidos em torno de 50.000, sendo visitada anualmente por cerca de 3.200.000 turistas. Dois grupos político-econômicos disputam os empreendimentos hidrotermais e a construção imobiliária, os grupos Di Roma e Rede Privé. Há uma grande oferta para investimento em unidades habitacionais em hotéis, para utilização anual 2 – Nas Águas Quentes Ailton Elisiário (Crônica semanal)
  • 7. JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 7/32 do investidor por 7 dias e percepção de aluguel do imóvel sob a administração da gerência do hotel. O negócio parece ser bem rentável, haja vista a quantidade de vendedores que abordam os turistas oferecendo-lhes o negócio. E assim, iniciamos o ano, descansando o corpo, relaxando o espírito, renovando as forças, para podermos dar prosseguimento ao trabalho que nos cabe realizar. As orações no Santuário de Nossa Senhora da Salete e na Igreja de Nossa Senhora das Dores, bem como as águas quentes caldas-novenses reativaram nossas energias e agora mãos à obra. A Matemática Financeira de Socorro e a minha Arte Real acham-se recompostas para o enfrentamento dos desafios. Que venha 2017.
  • 8. JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 8/32 O Ir. João Ivo Girardi joaogira@terra.com.br da Loja “Obreiros de Salomão” nr. 39 de Blumenau é autor do “Vade-Mécum Maçônico – Do Meio-Dia à Meia-Noite” Premiado com a Comenda do Mérito Cultural Maçônico “Aquiles Garcia” 2016 da GLSC e com a Ordem do Mérito Templário da Loja Templários da Nova Era. escreve às quartas-feiras e domingos. Alegoria da Caverna A República: A Alegoria da Caverna, também conhecido como Mito da Caverna é uma passagem do livro A República do filósofo grego Platão. É mais uma alegoria do que propriamente um mito. É considerada uma das mais importantes alegorias da história da Filosofia. Através desta metáfora é possível conhecer uma importante teoria platônica: como, através do conhecimento, é possível captar a existência do mundo sensível (conhecido através dos sentidos) e do mundo inteligível (conhecido somente através da razão). O Mito: O mito fala sobre prisioneiros (desde o nascimento) que vivem presos em correntes numa caverna e que passam todo tempo olhando para a parede do fundo que é iluminada pela luz gerada por uma fogueira. Nesta parede são projetadas sombras de estátuas representando pessoas, animais, plantas e objetos, mostrando cenas e situações do dia-a-dia. Os prisioneiros ficam dando nomes às imagens (sombras), analisando e julgando as situações. Vamos imaginar que um dos prisioneiros fosse forçado a sair das correntes para poder explorar o interior da caverna e o mundo externo. Entraria em contato com a realidade e perceberia que passou a vida toda analisando e julgando apenas imagens projetadas por estátuas. Ao sair da caverna e entrar em contato com o mundo real ficaria encantado com os seres de verdade, com a natureza, com os animais e etc. Voltaria para a caverna para passar todo conhecimento adquirido fora da caverna para seus colegas ainda presos. Porém, seria ridicularizado ao contar tudo o que viu e sentiu, pois seus colegas só conseguem acreditar na realidade que enxergam na parede iluminada da caverna. Os prisioneiros vão o chamar de louco, ameaçando-o de morte caso não pare de falar daquelas ideias consideradas absurdas. O que Platão quis dizer com o mito: Os seres humanos têm uma visão distorcida da realidade. No mito, os prisioneiros somos nós que enxergamos e acreditamos apenas em imagens criadas pela cultura, conceitos e informações que recebemos durante a vida. A caverna simboliza o mundo, pois nos apresenta imagens que não representam a realidade. Só é possível conhecer 3 – Alegoria da Caverna João Ivo Girardi
  • 9. JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 9/32 a realidade, quando nos libertamos destas influências culturais e sociais, ou seja, quando saímos da caverna. Sócrates, saindo da caverna: Primeiramente faremos algumas indagações, o que é a verdade? O que é a real? O que é sabedoria? O que é conhecimento? Como ter certeza que algo que nos é contado, realmente foi o que aconteceu? Essas perguntas não são novas, há mais de 2500 anos, um filósofo as fazia, partindo do questionamento de tudo, para a partir daí tecer suas conclusões, seu nome Sócrates, um dos maiores pensadores que já existiu. O que fazia de Sócrates um sábio era exatamente ele admitir que não o era, o famoso só sei que nada sei e também o nosce te ipsum (conheça-te a ti mesmo) inscrição que estava no Oráculo de Delfos. Sendo que primeiro devemos nos auto conhecer, a partir daí partirmos para o conhecimento exterior e nos aprofundar nesse saber. Como não deixou nenhum documento escrito, um de seus ilustres discípulos, Platão, simula no livro A República, um diálogo entre o mestre, Sócrates e um discípulo, Glauco, nessa conversa surge talvez a maior parábola já escrita,... O mito da caverna, o qual remete a questões sobre conhecimento, liberdade, ignorância e aprendizado. Sócrates faz Glauco imaginar prisioneiros no interior de uma caverna escura, os quais estão acorrentados pelos braços e pescoço, de forma a só poderem olhar para o fundo da caverna, imóveis. Na entrada da caverna há uma fogueira, a qual projeta sombras para o fundo, sombras dos vultos das pessoas que transitam pela sua entrada, sendo essa a única visão que os prisioneiros têm como eles nasceram e sempre foram prisioneiros acorrentados, não se dão conta disso, e acreditam que as sombras e a escuridão da caverna são a realidade. Glauco acha os prisioneiros muito estranhos, e Sócrates lhe diz que são pessoas como nós, o que causa espanto em Glauco, pois devido a sua condição acham que estão vivendo normalmente suas vidas. Eis que um prisioneiro consegue se libertar, e caminha, mesmo com medo, para a entrada da caverna, ao se aproximar da saída a luz do sol o cega, momentaneamente, pois como vivia nas trevas, seu corpo precisa de algum tempo de adaptação ao novo. Consegue perceber então, que fora da caverna havia diversas pessoas, árvores, animais, os quais ao passar próximo a caverna projetava os vultos que até então achava ser a realidade, dá-se conta de que foi um escravo a vida toda, e que a realidade estava do lado de fora da caverna. Ao voltar e tentar libertar os outros prisioneiros encontra dificuldades, ninguém acredita em sua visão de realidade, que só poderia estar louco, e que a entrada da caverna danificou sua visão, sendo algo perigoso sair da caverna. Por mais que o liberto os tentasse persuadir e explicar que são prisioneiros vivendo um mundo fictício, os prisioneiros, por sua vez não acreditaram, e devido a sua insistência do liberto, acabam matando-o. Decodificando as alegorias, as correntes que aprisionam são nossos medos, preconceitos, a maneira habitual a qual vemos o mundo; a escuridão da caverna é a ignorância humana; em contrapartida a Luz que cega o liberto é o conhecimento real das coisas; as sombras projetadas é o mundo que de alguma forma nos foi imposto, e que acreditamos ser o real. O prisioneiro fica por um tempo cego ao sair da caverna, porque o novo é muito difícil de ser assimilado, ainda mais se sua mente já está fechada, você só tem certezas, nenhuma dúvida. Muitas pessoas acabam se acostumando tanto com a realidade imposta, pois seus pais, escola, religião, televisão e as demais mídias, lhe dizem como pensar, no que acreditar, e que não se deve questionar alguns dogmas. Muitas pessoas crescem e ficam satisfeitas com o mundo que lhes fora imposto, por isso há tanta dificuldade de compreender o novo, Einstein
  • 10. JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 10/32 resume isso na frase: a ignorância é uma bênção, Raul Seixas diria pena que eu não sou burro, não sofreria tanto. Uma vez liberto, adquirido qualquer tipo de conhecimento, é impossível voltar ao pensamento anterior uma mente expandida pelo conhecimento, jamais retornará ao seu estado original (Einstein), vemos isso quando crianças, com estórias sobre papai noel, fada dos dentes, loira do banheiro, homem do saco, coelho pascoa, etc... Ao crescermos vamos adquirimos gradativamente mais conhecimento, e percebemos que as crenças de outrora, era nos imposto com algumas finalidades, ou entreter ou assustar, ou qualquer outra, e que não passam de alegorias, sombras no fundo da caverna, que ao descobrirmos só sombras, não real, não conseguimos voltar a acreditar. Voltemos a Sócrates, com seus questionamentos, logo começou a incomodar muitas pessoas, políticos e outras importantes, foi acusado de não acreditar nos costumes e nos deuses gregos; unir-se a deuses malignos que gostam de destruir as cidades e corromper jovens com suas idéias, tudo explicitamente com motivos políticos. Como um homem poderia ensinar de graça e pregar que não se precisavam de professores como eles? Os acusadores não concordavam com os pensamentos de Sócrates, que dizia que para se acreditar em algo, era preciso verificar se aquilo realmente era verdade. Sócrates, por não abrir mão de suas convicções, foi condenado e sentenciado a morte, confinado em prisão se segurança mínima, negou-se a fugir, pois acreditava e respeitava as leis, e cumpriu sua sentença bebendo cicuta, líquido mortal. (Fonte: Sociedade Olho de Hórus, 13/04/2013). Mundo das Trevas: A caverna é o mundo ao nosso redor, físico, sensível em que as imagens prevalecem sobre os conceitos, formando em nós opiniões por vezes errôneas e equivocadas, (pré- conceitos, pré-juízos). Quando começamos a descobrir a verdade, temos dificuldade para entender e apanhar o real (ofuscamento da visão ao sair da caverna) e para isso, precisamos nos esforçar, estudar, aprender, querer saber. O mundo fora da caverna representa o mundo real, que para Platão é o mundo inteligível por possuir Formas ou Ideias que guardam consigo uma identidade indestrutível e imóvel, garantindo o conhecimento dos seres sensíveis. O inteligível é o reino das matemáticas que são o modo como apreendemos o mundo e construímos o saber humano. A descida é a vontade ou a obrigação moral que o homem esclarecido tem de ajudar os seus semelhantes a saírem do mundo da ignorância e do mal para construírem um mundo (Estado) mais justo, com sabedoria. O Sol representa a Ideia suprema de Bem, ente supremo que governa o inteligível, permite ao homem conhecer e de onde deriva toda a realidade (o cristianismo o confundiu com Deus). Portanto, a alegoria da caverna é um modo de contar imageticamente o que conceitualmente os homens teriam dificuldade para entenderem, já que, pela própria narrativa, o sábio nem sempre se faz ouvir pela maioria ignorante. (João Francisco P. Cabral). Tema: Este tema é comentado durante a história por muitos filósofos e outros autores, como Calderón de la Barca com A Vida é um Sonho. Exemplos mais modernos podem ser o livro Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley, 1932), o filme Matrix (Irmãos Wachowski, 1999) e também A Ilha, de Michael Bay de 2005. Outro autor que utilizou paródicamente, essa parábola platônica foi o autor José Saramago, em seu livro A Caverna. Máximas: Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da Luz. (Platão). - A dúvida é o princípio da Sabedoria. (Aristóteles).
  • 11. JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 11/32 O Ir.·. José Ronaldo Viega Alves* escreve às quartas-feiras e domingos. Loja Saldanha Marinho, “A Fraterna” Santana do Livramento – RS ronaldoviega@hotmail.com O PERSONAGEM HIRAM NA BÍBLIA E NA MAÇONARIA. ASPECTOS SOBRE A ORIGEM DA LENDA DE HIRAM NA MAÇONARIA. “Existe um folclore maçônico tirado da Bíblia, que coloca por vezes em cena personagens bíblicos em um contexto que a Bíblia não apresenta. É o caso típico da Lenda de Hiram. Nesse caso particular, é exato dizer que ela recorre ao simbolismo. A Maçonaria jamais pretendeu respeitar a verdade histórica ou arqueológica da Bíblia.” (Vade-Mécum Maçônico, pág. 59, 2008) INTRODUÇÃO A existência de dois personagens bíblicos com o nome de Hiram, ambos com suas raízes em Tiro, na costa fenícia, e com suas histórias ligadas à lenda do Grau de Mestre da Maçonaria, em determinados momentos, pode levar à possibilidade de se confundirem os personagens, e acontece. O objetivo do trabalho é esclarecer exatamente quem é quem, apresentados aqui, com base na Bíblia e na opinião dos autores que expuseram seus estudos sobre este assunto. São informações direcionadas aos Maçons interessados em estudar e em conhecer mais a Maçonaria, e antes que alguém levante bandeiras em nome do purismo e do conservadorismo, ou que direcionem suas antenas tentando captar o que não existe, aviso de antemão, não enveredarei ou cometerei qualquer sacrilégio revelando ou detalhando segredos referentes ao Grau de Mestre, pois, o objetivo já foi exposto de maneira muito clara no segundo parágrafo acima. HIRAM NA BÍBLIA Quantos são os personagens bíblicos com o nome de Hiram? O que sabemos e conhecemos, via Maçonaria, compreende dois, o rei de Tiro, e Hiram Abif o artesão fundidor. É assim tão simples? HIRAM: REI DE TIRO O rei de Tiro, Hiram, Hirão ou Hirom, este último nome em sua forma fenícia, era filho de Abilalo, que fora rei antes dele. 4 – O Personagem Hiram na Bíblia e na Maçonaria.... José Ronaldo Viega Alves
  • 12. JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 12/32 Quando Davi transformou Jerusalém em sua capital, o rei Hiram enviou-lhe uma embaixada com carpinteiros, pedreiros que trouxeram junto madeira de cedro. A missão deles era edificar uma casa para Davi. Uma cordial amizade se estabeleceu entre os dois reis. Hiram, após a morte de Davi, negociou também com Salomão. Champlin menciona o fato de que alguns estudiosos defendem a ideia de que eles seriam personagens distintos, ou seja, de que o Hiram que negociou com Salomão poderia ser neto daquele Hiram que conviveu e foi amigo de Davi. Não há comprovações. (Champlin, pág. 127, 2008) Quando Salomão subiu ao trono, fez um pacto com Hiram, onde o mesmo garantiu-lhe o suprimento de madeira e mão de obra. Vejamos um trecho que trata do pagamento referente ao acordo comercial entre o rei Salomão e o rei Hiram de Tiro, que contém uma curiosidade, pois, relaciona a arquitetura do Templo de Salomão aos templos fenícios da época: “Seja como for, as descobertas arqueológicas mostram que o plano do templo judeu seguia um modelo comum aos templos fenícios. Isso significa que a influência estrangeira era grande, e o labor dos estrangeiros possibilitou a ereção da estrutura. (Grifo meu!) Salomão pagou parte da dívida assumida mediante o comércio, especialmente como trigo e azeite de oliveira. (I Reis 5:2-11). E, naturalmente, os operários foram pagos por Salomão. Esses operários eram especializados nos mais variegados misteres. Entre eles havia até bordadores e entalhadores. (II Crô, 2:3-7) Após a ereção do templo, as relações entre judeus e fenícios continuaram cordiais e vitais. Salomão deu a Hiram vinte aldeias na Galiléia e em troca, recebeu cento e vinte talentos de ouro (I Reis 910-14) Isso fez parte de um acordo sobre questões fronteiriças, com vantagens economias para ambos os lados. Todavia, Hiram devolveu as aldeias, julgando-as dotadas de pouco valor. Salomão e Hiram também cooperaram no campo marítimo.” Para aqueles Irmãos que buscarem as informações completas, ou os livros, capítulos e versículos bíblicos onde contam as referências a Hiram, rei de Tiro, cito a importante informação do Irmão Denizart Oliveira de Oliveira Filho, em seu livro “A Lenda de Hiram nos Graus Inefáveis do R.·.E.·.A.·.A.·.”. Vejamos: “a) Hirão (ou Hiram), rei de Tiro (2Sm 5:11; 1Rs 5:1-18; 9:11-14; 26-28; 10:11, 22; 1Cr 14:1; 2Cr 2:3-16; 8:17, 18; 9:10).” HIRAM ABI, ABIF OU ABIFF Hiram Abif era filho de uma viúva da tribo de Neftali , e o seu pai era um homem de Tiro que se chamava Ur, portanto, tudo indica que ele era meio israelita. Ele foi enviado pelo rei Hiram, do mesmo nome, para que executasse as principais obras, no caso, a confecção dos utensílios a serem utilizados nos rituais sagrados que teriam lugar no Templo de Jerusalém ou Templo de Salomão. Com relação ao personagem Hiram Abif na Bíblia, o Irmão Denizart Silveira de Oliveira Filho em seu livro citado relacionou as seguintes referências ao mesmo: “b) Hirão (ou Hiram), também chamado Hiram Abi (ou Hiram Abiff), o arquiteto e artífice do Templo de Salomão (1Rs 7:13-50; 2Cr 2:13, 14, 3:10-22). COMENTÁRIOS: Para quem gosta de conhecer detalhes, creio que o Irmão Nicola Aslan foi o único a esclarecer (vide na sequência), sobre o fato de que algumas fontes dão a informação de que a mãe de Hiram Abif era pertencente à tribo de Neftali, enquanto outras se referem à tribo de Dan. E aí entramos naquele terreno delicado onde a própria Bíblia em vários momentos se contradiz, tanto que, nesse caso temos: “Em uma passagem (II Crôn. II, 10), a Bíblia o apresenta como filho de uma mulher de Dan e de um tírio chamado Ur (ou Aur – Ignis - Fogo). Em outra (I Reis, VII, 13), Hiram é filho de uma viúva da tribo de Neftali, ‘porém seu pai era tírio e trabalhava o bronze’.”
  • 13. JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 13/32 E com relação aos nomes, o que pode causar certa confusão também é quando encontramos para Hiram Abif, os títulos de construtor, artífice, engenheiro,arquiteto, artesão fundidor, e para Hiram, o rei de Tiro, também o título de arquiteto e construtor. São bastante pertinentes as citações e comentários do Irmão Denizart Silveira de Oliveira Filho sobre a questão acima. Vejamos: “Christopher Knight e Robert Lomas, por exemplo, em ‘O Livro de Hiram’, na página 33, questionam: ‘Poderia esse artesão fundidor (Hiram Abif) ser considerado o arquiteto do Templo? Um arquiteto é quem conhece o edifício como um todo, e não o confeccionador de seus ornamentos, mas, na versão bisada da Bíblia, esse construtor é mencionado como sendo Hiram Abi, nome que guarda muita semelhança com o discutido Hirm Abiff (da Maçonaria)’. Na página 44, dizem: ’Depois de ponderar todas as possibilidades, aceitávamos agora que a pessoa mencionada no ritual maçônico como Hiram Abiff podia ser o artesão fundidor levado por Hiram, rei de Tiro, para trabalhar no Templo de Salomão’. Na página 93, afirmam: ‘Diz-se que (Salomão) escravizou os cananeus que permaneceram em suas terras e que fez uma aliança com Hiram, rei de Tiro, aquele que efetivamente projetou e construiu o Templo de Salomão’. E na pág. 144, afirmam: ‘Então, sabemos agora que Hiram, rei de Tiro, era um brilhante construtor e um engenheiro extraordinário. Entendemos que a importância que lhe é creditada nos rituais maçônicos lhe é perfeitamente merecida’. Temos aqui algumas réplicas a essas afirmações. Por tudo que já escrevemos, com base na Bíblia, sobre a participação de Hiram Abi na construção do Templo de Salomão e pelo que estudamos a respeito dos sobrenomes Ab, Abi, Abif ou Abiff, não nos resta a menor dúvida de que o Hirão Abi (Hiram Abi) da Bíblia é o mesmo Hiram Abiff da Maçonaria. A Bíblia em nenhum momento menciona e afirma que Hirão, rei de Tiro, era construtor e engenheiro e, muito menos, que foi quem projetou e construiu o Templo de Salomão. Finalmente, a importância que os rituais maçônicos creditam a Hiram, rei de Tiro, é infinitamente menor do que a que se verifica em relação a Hiram Abiff.” HIRAM ABIF NA MAÇONARIA: A LENDA. Para mostrar a importância que o personagem bíblico Hiram Abif adquiriu na Maçonaria, vejamos o seguinte trecho de um tos tantos compilados pelo Irmão João Ivo Girardi, para o verbete “Hiram Abif” em seu “Vade-Mécum Maçônico”: “(...) A Lenda do Construtor do Templo, constituiu a essência e a identidade da Maçonaria. Qualquer Rito que excluísse ou que a alterasse materialmente cessaria por isso mesmo de ser um Rito Maçônico. (...) A Lenda, em si, tem raízes no fato histórico religioso do judaísmo, mas nas Sagradas Escrituras não faz qualquer referência à morte de Hiram Abif. (...) A Lenda do Terceiro Grau tem dois aspectos: a de cm se constrói o Templo e o sacrifício de Hiram Abif. No entanto, somo de parecer que Hiram Abif não construiu o Templo de Salomão, mas apenas o ornamentou, pois, era o seu artífice. O Templo Humano já vem construído com o nascimento da pessoa. Porém, a Maçonaria nos ensina que esse Templo deve ser ornamentado com os ‘ornamentos’ que a virtude oferece. (...) Em resumo, a própria vida humana não passa de uma lenda, uma ilusão, de uma época fugaz, de uma vaidade, como referiu o próprio rei Salomão.” E agora, um trecho do “Dicionário Enciclopédico...” de Nicola Aslan: “HIRAM ABI E A LENDA - Na história lendária da maçonaria, incluída por Anderson no Livro das Constituições de 1723, ao referir-se à ajuda que Hiram, Rei de Tiro, prestara ao Rei Salomão, este primeiro escritor Maçônico relata: ‘Porém, o mais valioso envio do Rei de Tiro foi o seu homônimo Hiram ou Huram, o Maçom (Pedreiro ou Construtor) mais hábil e entendido do mundo’. Em longa nota, Anderson explica que o nome Huram Abhi não deve ser traduzido por ‘Hiram meu Pai’, como se este Arquiteto fosse o Pai do Rei Hiram, mas que Abi deveria se entendido como um apelido de Hiram, o Maçom. Is faz parecer que Anderson não estava
  • 14. JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 14/32 familiarizado com a lenda de Hiram, o que faz supor que ele teria sido construída depois de sua morte. Aliás, nem mesmo se sabe quando, como e por quem foi a lenda introduzida na Maçonaria. Algumas autoridades afirmam que ela teria sido introduzida antes de 1730, pois as primitivas Instruções parecem conter, pelo menos, o germe da lenda. Tal afirmação foi feita após terem sido examinadas todas as hipóteses históricas com as quais a lenda poderia estar ligada: o Rosacrucianismo, as lendas operativas, os Mistérios antigos, etc.” Há um trecho do Livro das Constituições, que fala sobre Hiram Abiff, e que é citado pelo Irmão Denizart Silveira de Oliveira Filho que vem consolidar aquilo que se procurou mostrar até o momento. Diz assim: “Esse inspirado Mestre foi, sem dúvida, o trabalhador mais arguto, hábil e singular que já viveu. Suas habilitações não eram, apenas, confinadas a construir; mas abrangiam todas as formas de trabalho, quer em ouro, prata, latão ou ferro; quer em linho, tapeçaria ou bordado, quer considerado como arquiteto, perito em escultura, fundição ou desenho, separadamente ou em conjunto. De seu projeto e sob sua direção foi construído todo o rico e esplêndido mobiliário do Templo e seus vários suplementos. Acabado o Templo, o rei Salomão o designou para que, em sua ausência, preenchesse a cadeira de Deputado do Grão-Mestre e, em sua presença, de Senhor Grande Mestre; Mestre de Obras e supervisor geral de todos os artistas, bem como daqueles que Davi havia, anteriormente, procurado em Tiro e Sidom.” SOBRE A ORIGEM DA LENDA NA MAÇONARIA Ao que se sabe a lenda não ultrapassa os 300 anos dentro da ritualística da Maçonaria. Alguns autores, e tomamos, por exemplo, o Irmão Zilmar de Paula Barros, em seu livro “A Maçonaria o Livro Sagrado” afirma o seguinte: “Para compor a Lenda Maçônica de Hiram Abif, o sábio Elie Ashmole, grande iniciado alquimista (1649) que manejava os símbolos com mãos de mestre, tomou como figura central HIRAM, o filho de uma viúva da tribo de Neftali (I Reis, 714), do arraial de Dam.” COMENTÁRIOS: No caso, a autoria de Elias Ashmole, ou a escolha de Elias Ashmole pelo personagem Hiram (Elias Ashmole é citado como alquimista) teria uma ligação por força até do conhecimento de ambos sobre determinados simbolismos em função das suas atividades, o que tem um tanto de “achismo”. Hiram era considerado por Ashmole um exímio mestre da “arte Real”, trabalhando com vários metais, portanto, simbolicamente, isso pesaria bastante. Além do mais, como veremos mais adiante, Elias Ashmole não obtém unanimidade na confecção dos rituais de Mestre, como alguns assim querem pensar. AINDA SOBRE A ORIGEM Já o Irmão Denizart Silveira de Oliveira Filho escreveu: “Elias Ashmle (1617-1692), sábio antiquário inglês, iniciado em 1646, teria sido o criador dos rituais dos três Graus da Maçonaria Simbólica e, inclusive, da Real Arco, autoria hoje contestada por autores modernos, mas à época em que eles foram criados permanece a mesma, e é uma época interessante pelos fatos históricos que aconteceram e que muito tem a ver com o desenvolvimento da Maçonaria moderna. Carlos I, príncipe da dinastia escocesa dos Stuart, foi decapitado em 1649, com o triunfo da revolução de Olivério Cromwell que instala sua república puritana. Elias Ashmole, que era do partido dos Stuart, haveria decidido modificar o Ritual de Mestre fazendo uma alegoria do trágico fim de Carlos I, para o que foram usados tanto os conhecimentos míticos como o espírito mítico; Hiram Abiff ressuscita dos mortos assim como Calos I será vingado por seus filhos.” E o Irmão Theobaldo Varoli Filho em seu “Curso de Maçonaria Simbólica – Mestre” escreveu assim:
  • 15. JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 15/32 A lenda propalada pelo clássico Ragon, do Antiquário Elias Ashmole haver composto rituais de Aprendiz, Companheiro e Mestre, respectivamente em 1646, 1648, 1649, é ideia superada e desmentida. Ashmole jamais compôs rituais.” A Lenda de Hiram Abiff é um importante Landmark da Maçonaria, ou seja, um dos seus princípios fundamentais. Também, essa lenda não nasceu exatamente tal como a conhecemos nos dias de hoje, ela foi evoluindo, e ainda, pode apresentar pequenas variações de Rito para Rito. A partir do Grau de Mestre da Maçonaria Simbólica, ainda haverá uma relação da mesma Lenda com os seguintes Graus: Mestre Secreto, Mestre Perfeito, Secretário Íntimo, Preboste e Juiz ou Mestre Irlandês, Intendente dos Edifícios, Cavaleiro Eleito dos Nove, Cavaleiro Eleito dos Quinze, Cavaleiro Eleito dos Doze, Grão Mestre Arquiteto, Cavaleiro do Real Arco e Perfeito e Sublime Maçom. CONCLUSÃO Tanto Hiram, o rei de Tiro, quanto Hiram Abif estão ligados às muitas lendas que são inerentes aos Altos Graus do REAA. Claro, a Lenda de Hiram Abif, possui uma profunda simbologia, e é o grande ensinamento maçônico do qual podemos extrair diferentes lições. Uma lenda não tem compromisso sério com a realidade, isso deve ficar bem claro, no entanto, uma lenda, especialmente na Maçonaria, tem toda uma carga de simbolismo que está direcionada ao aperfeiçoamento dos seus membros para que sejam seres humanos melhores. O trabalho em si, procurou em primeiro plano, mostrar quem era quem, com o sério intuito de evitar confusões entre os nomes e até entre as funções dos personagens envolvidos, já que há algumas semelhanças. Não teve a pretensão de ser definitivo, e somente seria mais completo se pudéssemos explicar alguns dos seus desdobramentos no Grau de Mestre, o que não é possível. Sobre a lenda, em específico, haveria outros aspectos a serem abordados, do tipo: analogias com outras lendas, especialmente do Egito Antigo, se houve influências do Rosacrucianismo. Há uma história bíblica, há uma lenda maçônica com base em algumas passagens e alguns personagens da Bíblia. O que é fato, o que é ficção? Se os conhecimentos aqui difundidos puderam algo esclarecer, a missão está cumprida, pois, esclarecer é o contrário de confundir. Subsídios, digamos assim, foram apresentados, que servirão ao propósito final, já que a chave interpretativa vai ser girada por nós. CONSULTAS BIBLIOGRÁFICAS: ASLAN, Nicola. “Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria e Simbologia”- Editora Maçônica “A Trolha” Ltda. Vol.2 - 3ª Edição - 2012 CHAMPLIN, R.N. “Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia” – Hagnos Editora – 9ª Edição – 2008 COMAY, Joan. “Quem é Quem no Antigo Testamento” – Bereshit - Imago Editora - 1998 GIRARDI, João Ivo. “Do Meio-Dia à Meia-Noite Vade-Mécum Maçônico” – Nova Letra Gráfica e Editora- 2ª Edição - 2008 OLIVEIRA FILHO, Denizart Silveira de. ”A LENDA DE HIRAM Nos Graus Inefáveis do R.·.E.·.A.·.A.·.” - Madras Editora Ltda.- 2010 VAROLI FILHO, Theobaldo. “Curso de Maçonaria Simbólica – Mestre” - III Tomo – Editora A Gazeta Maçônica - 1992
  • 16. JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 16/32 Walter Celso de Lima ARLS Alvorada da Sabedoria, nº 4285, Florianópolis, SC membro da Academia Catarinense Maçônica de Letras Contato: 099lima@gmail.com LIVRES-PENSADORES “Liberdade de pensamento é Mais importante que o pão”. Nelson Rodrigues1 “Pensamento Livre“ (em inglês: freethought; em alemão: der Freidenker; em francês: libre-pensée) é uma perspectiva filosófica que se fundamenta na busca da verdade somente baseado na ciência, na lógica, na razão e no empirismo, em lugar de se basear na tradição, na determinação de uma autoridade, numa revelação ou num dogma. Os praticantes do “Pensamento Livre” ou “Livre Pensar” são chamados livres-pensadores, termo que foi muito utilizado no século XVII para indicar pessoas que investigaram a base das crenças religiosas tradicionais. Nos séculos XVIII e XIX, os livres-pensadores desenvolveram o raciocínio liberto em oposição a qualquer influência de ideias preconcebidas e elementos dogmáticos. Entre alguns livres-pensadores cita-se: - François Rabelais (1494-1553), escritor, padre e médico francês; Renascimento; - Robert Green Ingersoll (1833-1899), advogado, político e orador norte- americano, veterano da Guerra Civil, notável pela sua cultura e agnosticismo; - Gotthold Ephraim Lessing (1729-1781), escritor, filósofo e dramaturgo alemão, destacado representante da era do Iluminismo; - Francisco Ferrer y Guardia (1859-1909), um anarquista espanhol (catalão) e maçom. Fuzilado após ter sido declarado culpado, sem provas, por um tribunal militar. Fundador da Escola Moderna, uma escola primária e secundária não obrigatória, mas liberal do ponto de vista pedagógico (existiu Escola Moderna no Brasil, nos EUA e em França). Suas últimas palavras ao ser executado, dirigindo aos atiradores: “Meus filhos: vocês não podem fazer nada. Mirem bem, não errem. Sou inocente”. 1 Nelson Falcão Rodrigues, jornalista, dramaturgo e escritor brasileiro. Nasceu em Recife, em 1912 e faleceu no Rio de Janeiro, em 1980. 5 – Livres Pensadores Walter Celso de Lima
  • 17. JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 17/32 - Voltairine de Cleyre (1866-1912), uma anarquista norte-americana, escritora e oradora. Opunha-se ao Estado, ao casamento e ao domínio da religião sobre a sexualidade e sobre a vida das mulheres. Considerada uma das primeiras feministas. Ativista do movimento “Pensar Livre”. - William Kingdon Clifford (1845-1879), matemático e filósofo inglês. Introduziu a álgebra geométrica (álgebra de Clifford), sugerindo que a gravitação poderia ser a manifestação de uma geometria subjacente. Foi maçom e membro da Royal Society. Os livres-pensadores sustentam que o conhecimento deve ser fundamentado em fatos, investigação científica, racionalismo e lógica. A aplicação racional da ciência implica na liberdade dos efeitos limitantes intelectualmente do viés de confirmação, viés cognitivo, viés intuitivo, sabedoria convencional tradicional, cultura popular, preconceito ou sectarismo. A flor amor perfeito, em português também “viola” (em inglês: pansy) serve como o símbolo do Livre Pensar (Gaylor, 1997). A literatura da união secular americana inaugurou seu uso no idos de 1800s. O raciocínio por trás do amor perfeito como o símbolo do livre pensar encontra-se no nome da flor e em sua aparência. O amor perfeito (em francês: pensée des jardins) deriva seu nome da palavra francesa pensée (pensamento). Recebeu este nome porque a flor é percebida por muitos por ter semelhança com um rosto humano, e no final do verão balança “a cabeça” (a flor) para a frente como se meditasse profundamente. Fig. 1 – Viola, conhecida como amor perfeito, símbolo do Livre Pensar. A declaração fundamental do ensaio “The Ethics of Belief” (A Ética da Crença) (Clifford, 2013) do maçom, matemático e filósofo britânico William Kingdon Clifford, do século XIX, é: "É errado, sempre e em todos os lugares, acreditar em alguma coisa com base em provas insuficientes". Tornou-se um grito de guerra para os livres-pensadores quando publicado na década de 1870, e tem sido descrito como um ponto em que os livres- pensadores agarraram o terreno moral elevado. Clifford foi ele mesmo um organizador de reuniões de livres-pensadores, a força motriz por trás do Congresso dos Pensadores Liberais realizada em 1878. Em relação à religião, os livres-pensadores não têm uma opinião uniforme. Há, principalmente, duas versões: a) versão dos que dizem que crença religiosa é um problema de foro íntimo, que não deve ser debatida, pois é uma questão de fé e deve ser respeitada
  • 18. JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 18/32 e tolerada. Esta versão é a da maioria dos maçons livres-pensadores, incluindo o livre- pensador Albert Einstein (Lee, 2017); b) a outra versão admite que há evidências insuficientes para sustentar a existência de fenômenos sobrenaturais. Estes pensadores admitem que as pretensões religiosas não resistem às provas da razão. São livres- pensadores agnósticos ou ateus. Há, ainda, uma minoria de livres-pensadores que se aproveitam deste raciocínio (desta segunda versão) para se tornarem anticlericais radicais ou antirreligiosos radicais. Na opinião de muitos, estas atitudes radicais são igualmente preconceituosas e muitos ateus tem, na verdade, muita fé na crença da não existência de Deus. Fig. 2 – O Pensador (Le Penseur) – escultura em bronze, magnum opus de Auguste Rodin (1840-1917) esculpida em 1904, Museu Rodin, Paris (foto de 2010). No entanto, o filósofo Bertrand Russell2 em seu ensaio de 1944 "O Valor do Pensamento Livre" (The Value of Free Thought) escreveu: “O que torna um livre-pensador não é a sua crença, mas a forma como ele a detém. Se ele a segura porque seus mais velhos lhe disseram que eram verdadeiros quando era jovem ou se ele a guardava, porque se ele não fosse infeliz, seu pensamento não seria livre. Mas, se ele a detém porque, depois de um cuidadoso pensamento, encontra um equilíbrio de provas a seu favor, então, seu pensamento é livre, por mais estranhas que possam parecer suas conclusões”. Russell, em seu ensaio, deixa claro que um livre-pensador não é, necessariamente, um ateu ou um agnóstico (Russell, 2005), contanto que ele ou ela satisfaça esta definição: a pessoa que é livre, em qualquer aspecto, está livre de alguma coisa. De que está livre o livre-pensador? Para ser digno do nome livre-pensador, ele deve estar livre de duas coisas: a força da tradição e a tirania de suas próprias paixões. Ninguém está completamente livre de qualquer um, mas na medida da emancipação de um homem, ele merece ser chamado de livre-pensador. 2 Bertrand Arthur William Russell, 3rd Earl Russell, OM (Order od Merit), FRS (Fellowship of the Royal Society), filósofo, matemático, historiador, escritor, ativista político galês. Nasceu em 1872, em Trellech, Monmouthshire, um condado histórico do País de Gales e faleceu em 1970, em Penrhyndeudraeth, Caernarfonshire, condado histórico no País de Gales. Em 1950 ganhou o Prêmio Nobel em Literatura.
  • 19. JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 19/32 Fred Edwords3 , ex-executivo da Associação Humanista Americana (American Humanist Association), sugere que, segundo a definição de Russell, os religiosos liberais, que desafiaram as ortodoxias estabelecidas, podem ser considerados livres-pensadores. Por outro lado, de acordo com Bertrand Russell, ateus e/ou agnósticos não são necessariamente livres-pensadores. Como exemplo, ele menciona Stalin, a quem ele compara a um "papa". Diz Russell: “O que me preocupa é a doutrina do Partido Comunista moderno e do soviético ao qual deve lealdade. De acordo com essa doutrina, o mundo desenvolve-se nas linhas de um plano chamado Materialismo Dialético, descrito pela primeira vez por Karl Marx (1818-1883), incorporado na prática de um grande Estado por Lenin (1870-1924) e, agora, exposto diariamente por uma Igreja de que Stalin (1879-1953) é o Papa. ... A livre discussão deve ser evitada sempre que existir o poder de fazê-lo; ... Se esta doutrina e essa organização prevalecerem, a livre investigação se tornará tão impossível quanto na Idade Média, e o mundo recairá em fanatismo e obscurantismo”. Estas palavras podem ser repetidas para qualquer partido comunista ou socialista não democrático, ou para qualquer partido radical de extrema direita, a exemplo do nazismo ou do fascismo. Há (e houve) vários “papas” políticos. Fred Edwords se considerava um ignóstico. O que é isso? Ignosticismo ou igteísmo é uma posição teológica, a partir da qual todas as demais posições teológicas, incluindo o agnosticismo, presumem demais sobre o conceito de Deus e sua existência. O Ignosticismo é fruto do pensamento de livres-pensadores. A palavra ignóstico foi proposta por Sherwin Wine4 , um rabino representante do judaísmo humanístico. O ignosticismo pode ser definido como algo que envolve dois pontos de vista relacionados, a respeito da existência de Deus: 1. O ponto de vista de que uma definição coerente de Deus deve ser apresentada antes que a questão da existência de Deus possa ser discutida de forma significativa. Além disso, se esta definição é infalseável (hipótese não pode ser demonstrada falsa), o ignóstico toma a posição de não cognitivismo teológico em que a questão da existência de Deus, por esta definição, é desprovida de significado. Neste caso, o conceito de Deus não é considerado sem significado; o termo "Deus" é considerado sem significado. 2. O segundo ponto de vista é um sinônimo do não cognitivismo teológico, e pula a etapa de primeiro perguntar - "O que se entende por Deus?"- antes de proclamar a questão original "Deus existe?" como sem significado. Um ignóstico sustenta que não pode nem mesmo dizer se é ou não um teísta ou ateísta enquanto não seja oferecida uma definição melhor de teísmo. 3 Fred Edwords, líder humanista e agnóstico, que se considera um ignóstico. Nasceu em 1948, em San Diego, Califórnia. Vive em Washington, DC. 4 Sherwin Theodore Wine, rabino reformista fundador do Judaísmo Humanista. Nasceu em 1928, em Detroit, Michigan e faleceu em 2007, em Marrocos, num acidente de auto. Em 1969, fundou a Sociedade para o Judaísmo Humanístico. um movimento humanista dentro do judaísmo que enfatiza a cultura judaica secular e a história judaica ao invés de crer em Deus como fontes de identidade judaica. Rabi Wine propos o ignosticismo.
  • 20. JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 20/32 Nos séculos XVIII e XIX, muitos pensadores considerados livres-pensadores eram deístas, argumentando que a natureza de Deus só pode ser conhecida a partir de um estudo da Natureza e não da revelação religiosa. No século XVIII, o "deísmo" era tanto uma "palavra proscrita" como o "ateísmo"; os deístas eram, muitas vezes, estigmatizados como ateus por seus oponentes cristãos. Hoje, os deístas são considerados livres-pensadores. E os maçons? De maneira geral, os maçons são livres-pensadores. Embora existam ritos teístas (Rito Adonhiramita, Rito Brasileiro, Rito de York (EUA), Rito Escocês Retificado), ritos deístas (Rito Schröder, Trabalho de Emulação e talvez (dependente da Obediência) REAA) e um rito laico (Rito Moderno ou Francês), todos admitem que seus membros sejam religiosos e que tenham suas próprias crenças; pois isso, é um problema de foro íntimo e não um problema ritualístico. Os ritos podem ser teístas, deístas ou laicos. Mas, os maçons praticantes desses ritos podem ter crenças ou mesmo não ter religião. Obviamente, com muita tolerância e respeito. Nos ritos de origem anglo-saxônicos, obedece-se a Constituição de Anderson que impede discussões sobre política e religião em Loja aberta. Por que, de maneira geral, os maçons são livres-pensadores? Porque uma das metas da Maçonaria é a procura incessante pela verdade. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: - Aveling, F. "Deism". The Catholic Encyclopedia. Vol. 4. New York: Robert Appleton Company, 1908. Reprodução New Advent: 2017. http://www.newadvent.org/cathen/04679b.htm Acessado em 6.jan.2017. - Barker, D. “Qué es um librepensador ?” folleto nº 11, Freedom from Religion Foundation, Madison, Wi, 1993. http://www.angelfire.com/az/ateismo/librepensador.html Acessado em 6.jan.2017. - Clifford, W.K. “The Ethics of Belief“. 1876. Contemporary Review, ProQuest Information and Learning Co., 2003. http://www.uta.edu/philosophy/faculty/burgess-jackson/Clifford.pdf Acessado em 5.jan.2017. - Fresnedal, M.A. “Decálogo del Librepensador”. Biblioteca de Bécquer, 2014. http://bibliotecabecquer.blogspot.com.br/search/label/Dec%C3%A1logo%20del%20librepensador Acessado em 6.jan.2017. - Gaylor, A.L. “A Pansy for Your Thoughts”. (Rediscovering a Forgotten Symbol of Freethought). Freethoughy Today, 1997. http://archive.is/20120523184444/http://www.ffrf.org/fttoday/1997/june_july97/gaylor.html Acessado em 6.jan.2017. - Lee, A. “9 Great Freethinkers and Religious Dissenters in History” (9 Grandes Livres Pensadores e Dissidentes Religiosos na História). Thing Big, a knowledge fórum, 2017. http://bigthink.com/daylight-atheism/9-great-freethinkers-and-religious-dissenters-in-history Acessado em 6.jan.2017. -Russel, B. “Am I an Atheist or an Agnostic ?” (A Plea for Tolerance in the Face of New Dogmas – Uma súplica para a tolerância face a novos dogmas), 1947. WayBack Machine, Internet Archive, 2005 https://web.archive.org/web/20050622001026/http://www.positiveatheism.org:80/hist/russell8.htm Acessado em 5.jan.2017.
  • 21. JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 21/32 Este Bloco está sendo produzido pelo Irmão Pedro Juk, às segundas, quartas e sextas-feiras circulação Em 01/06/2016 o Irmão Francisco Perini, Aprendiz Maçom da Loja Izaias de Oliveira Freitas, REAA, GOB-ES, Oriente de Pedro Canário, Estado do Espírito Santo, solicita os seguintes esclarecimentos: fperini@hotmail.com 1 - Quando que se inicia a ritualística de circulação do painel em sentido horário nas seções. Na abertura o Mestre de Cerimônias e os Diáconos devem circular o painel em suas movimentações ou esses procedimentos só são seguidos após a Loja estar devidamente aberta? 2 - Como devem proceder os Diáconos para receber e passar a PS quanto ao Sinal no encerramento dos trabalhos, deve ser feito a saudação, receber a palavra, fazer a saudação de novo? Fazer a saudação, passar a palavra e fazer a saudação de novo? Essas questões foram levantadas em nossa Loja e gostaria de um parecer da Secretaria Geral de Ritualística visto que não encontrei nada oficial e formal sobre esses assuntos. Considerações: 1 - Circulação em Loja não é Sinal. Assim, quando o Venerável no princípio dos trabalhos solicita aos Irmãos que o ajudem a abrir a Loja, a partir daí há circulação no Ocidente, portanto, 6 – Perguntas & Respostas Pedro Juk Não esqueça: envie sua pergunta identificada pelo nome completo, Loja, Oriente, Rito e Potência.
  • 22. JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 22/32 tanto o Mestre de Cerimônias como os Diáconos obedecem ao trajeto de costume – entra-se no Oriente pelo seu nordeste e dele se sai pelo sudeste. Do Norte para o Sul, passa-se pelo espaço que compreende a retaguarda do Painel e o limite com o Oriente. Do Sul para o Norte, passa-se pelo espaço compreendido entre a frente do Painel e a porta do Templo. Na mesma Coluna e no Oriente não existe circulação. Lembro que o limite entre as Colunas do Norte e do Sul é a linha imaginária longitudinal denominada equador, ou eixo do Templo. Há circulação quando se tiver que cruzar essa linha. O que fica abolido antes da abertura da Loja é o Sinal, salvo aquele que demanda do reconhecimento como é o caso do segundo dever do 1º Vigilante na liturgia de abertura da Loja. 2 – Os protagonistas que se envolvem na transmissão da Palavra no encerramento (as Luzes da Loja e os Diáconos), ao se confrontarem primeiro desfazem o Sinal na forma de costume, recebem ou transmitem a Palavra e voltam à Ordem. Transmitida, o Oficial circulante desfaz o Sinal e retira-se em cumprimento da sua missão. Embora o ritual em vigência esteja omisso nesse particular, ao se transmitir a Palavra, em se estando à Ordem, desfaz-se primeiro o Sinal na forma de costume. Cabe aqui a seguinte observação: essa atitude de desfazer o Sinal não é saudação, senão um procedimento ritualístico necessário. O termo saudação só deve ser assim considerado quando se faz na entrada e saída do Oriente ou por ocasião da Marcha do Grau (vide o que exara o Ritual nesse particular). Finalizando, devo salientar que quando exerci o cargo de Secretário Geral para o Rito em Brasília, enviei em 2013 ao GOB provimentos para correção e esclarecimento do Ritual. Infelizmente nem sequer recebi resposta. Assim, não tome esses apontamentos como instruções da Secretaria Geral, já que atualmente exerço o cargo de Secretário Estadual de Orientação Ritualística do meu Estado – aqui no Paraná, conforme a tradição do Rito é assim que procedemos. T.F.A. Pedro Juk jukirm@hotmail.com Ago/2016. Exegese Simbólica para o Aprendiz Maçom I Tomo - Rito Escocês Antigo e Aceito e Trabalhos de Emulação Autor – Ir. Pedro Juk - Editora – A trolha, Londrina 2.012 – Segunda Edição. www.atrolha.com.br - Objetivo – Introdução a interpretação simbólica maçônica. Conteúdo – Resumo histórico das origens da Maçonaria – Operativa, Especulativa e Moderna. Apreciação – Sistema Latino e Inglês – Rito Escocês Antigo e Aceito e Trabalho de Emulação. Tema Central – Origens históricas do Painel da Loja de Aprendiz e da Tábua de Delinear. Enfoque – Exegese do conteúdo dos Painéis (Ritualística e Liturgia, História, Ética e Filosofia). Extenso roteiro bibliográfico. https://www.trolha.com.br/loja/
  • 23. JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 23/32 (as letras em vermelho significam que a Loja completou ou está completando aniversário) GLSC - http://www.mrglsc.org.br GOSC https://www.gosc.org.br Data Nome Oriente 01/01/2003 Fraternidade Joinvillense Joinville 26/01/1983 Humânitas Joinville 31/01/1998 Loja Maçônica Especial União e Fraternidade do Mercosul Ir Hamilton Savi nr. 70 Florianópolis (só trabalha no recesso maçônico) 11/02/1980 Toneza Cascaes Orleans 13/02/2011 Entalhadores de Maçaranduba Massaranduba 17/02/2000 Samuel Fonseca Florianópolis 21/02/1983 Lédio Martins São José 21/02/2006 Pedra Áurea do Vale Taió 22/02/1953 Justiça e Trabalho Blumenau Data Nome da Loja Oriente 11.01.1957 Pedro Cunha nr. 11 Araranguá 18.01.2006 Obreiros de Salomão nr. 39 Blumenau 15.02.2001 Pedreiros da Liberdade nr. 79 Florianópolis 21.02.1903 Fraternidade Lagunense nr. 10 Laguna 25.02.1997 Acácia Blumenauense nr. 67 Blumenau 25.02.2009 Caminho da Luz nr. 99 Brusque 7 – Destaques (Resenha Final) Lojas Aniversariantes de Santa Catarina Mêses de janeiro e fevereiro
  • 24. JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 24/32 GOB/SC – http://www.gob-sc.org.br/gobsc Data Nome Oriente 07.01.77 Prof. Mâncio da Costa - 1977 Florianópolis 14.01.06 Osmar Romão da Silva - 3765 Florianópolis 25.01.95 Gideões da Paz - 2831 Itapema 06.02.06 Ordem e Progresso - 3797 Navegantes 11.02.98 Energia e Luz -3130 Tubarão 29.02.04 Luz das Águas - 3563 Corupá Associação de Médicos Maçons
  • 25. JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 25/32 História da Maçonaria O Irmão Kennyo Ismail (foto acima) abriu na noite de segunda-feira (9) os trabalhos da Loja Maçônica Especial União e Fraternidade do Mercosul Ir Hamilton Savi nr. 70, jurisdicionada ao Grande Oriente de Santa Catarina – GOSC – e que atua durante o recesso maçônico, em Florianópolis. Com singularidade, domínio, conhecimento e inteligência, o Irmão Kennyo abordou aspectos da História da nossa Maçonaria. O Irmão Kennyo é Editor-chefe da revista “Ciência & Maçonaria”, a primeira revista acadêmico- científica dedicada ao estudo da Maçonaria na América do Sul, vinculada ao NP3/CEAM/UnB;
  • 26. JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 26/32 professor do curso de pós-graduação em História da Maçonaria pela UnyLeya; e membro da Academia Maçônica de Letras do Distrito Federal, ocupando a cadeira No.33. Palestrante conhecido no meio maçônico, é autor de diversos artigos publicados em várias revistas e sites maçônicos no Brasil e em outros países. Foi revisor técnico e prefaciou a edição brasileira do best-seller internacional Freemasons for Dummies (Maçonaria para Leigos), publicado pela AltaBooks (2015); traduziu e comentou a obra “Ahiman Rezon – A Constituição dos Maçons Antigos”, publicado pela A Trolha (2016); e é autor dos livros: “Desmistificando a Maçonaria” (2012), “O Líder Maçom” (2014), e “Debatendo Tabus Maçônicos” (2016). Os trabalhos desta segunda-feira foram presididos pelo Venerável Mestre Emílio Espíndola e contou com a presença do Grão-Mestre Adjunto do GOSC, Sérgio Nerbass representando aquela Potência, diversas autoridades maçônicas, bem como irmãos de diversas Lojas e Orientes. Veja alguns destaques produzidos pelo Irmão Borbinha, correspondente JB News:
  • 27. JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 27/32
  • 28. JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 28/32
  • 29. JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 29/32 Veja outros registros fotográficos no link a seguir: https://get.google.com/albumarchive/103634428674850958508/album/AF1QipNzmSWbRRy uWkcv4n5B3P0WKkRe_kcfvnW63pAU?source=pwa&authKey=CMLUz-_Ekey0FQ
  • 30. JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 30/32 Ir Marcelo Angelo de Macedo, 33∴ MI da Loja Razão e Lealdade nº 21 Or de Cuiabá/MT, GOEMT-COMAB-CMI Tel: (65) 3052-6721 divulga diariamente no JB News o Breviário Maçônico, Obra de autoria do saudoso IrRIZZARDO DA CAMINO, cuja referência bibliográfica é: Camino, Rizzardo da, 1918-2007 - Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014 - ISBN 978-85.370.0292-6) Dia 11 de janeiro: A água A água, dissolvente universal, é um dos minerais mais vulgares encontrados em toda a parte. No passado, as famílias supriam-se de água recolhendo-a diretamente das fontes e dos rios; posteriormente, cavando poços, construindo cisternas, a água passou a ser industrializada através de encanamentos, dentro dos lares. Assim como o ar, é indispensável à vida dos seres. Trata-se de um dos quatro elementos da Natureza e simboliza, na Maçonaria, a purificação. A cada sorvo de água ingerida, devemos pensar que, embora não a se classifique como alimento, ela atuará no organismo como elemento purificador, que substituirá - renovando-os - todos os líquidos e humores do organismo. Trata-se de um elemento que refrigera e sacia a sede; o maçom, na sua vida sóbria, deve preferir a água a qualquer outra bebida, principalmente à alcoólica; ninguém abusa na ingestão de água; ao contrário, a bebida alcoólica induz aos excessos, com as consequências conhecidas. A água nos recorda a temperança, o bom senso e a prudência. O maçom deve buscar, sempre, a purificação em todos os mínimos detalhes de sua vida. Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 30.
  • 31. JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 31/32 Irmão Adilson Zotovici, Loja Chequer Nassif-169 de São Bernardo do Campo – GLESP escreve aos sábados e esporadicamente em dias alternados adilsonzotovici@gmail.com ASSIM É ! Tem obreiros do sudeste, Do exterior, do Brasil central, Do norte, do sul, do nordeste Do interior, da capital... Reconhecidos como tal Em templo de luzes celestes Num encontro supernal De aprendizes a mestres Com idênticas vestes Recíproca fraternidade Costumes incontestes Reinando estrita igualdade Profissionais em quantidade Operários, professores... Juntos, com humildade, Artesãos , doutores ... Respeitando todos fatores De cada qual o seu jeito Seus individuais valores Sem qualquer preconceito !
  • 32. JB News – Informativo nr. 2.295 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Pág. 32/32 Mas, comum em cada peito Justo e perfeito ideário Antigo, por todos aceito E porfiado labor solidário ! Apoiados num sábio ternário Cujo estipêndio, com alegria, É do Grande Arquiteto o salário De paz, de amor, de sabedoria ! E assim é o dia a dia ! Dos obstinados obreiros Numa Loja de Maçonaria... Fiéis “ Livres Pedreiros “ ! Adilson Zotovici ARLS Chequer Nassif-169