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Jb news informativo nr. 2235

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Jb news informativo nr. 2235

  1. 1. JB NEWS Filiado à ABIM sob nr. 007/JV Editoria: Ir Jeronimo Borges Loja Templários da Nova Era nr. 91(Florianópolis) - Obreiro Loja Alferes Tiradentes nr. 20 (Florianópolis) - Membro Honorário Loja Harmonia nr. 26 (B. Horizonte) - Membro Honorário Loja Fraternidade Brazileira de Estudos e Pesquisas (J. de Fora) -Correspondente Loja Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônicas (P. Alegre) - Correspondente Academia Catarinense Maçônica de Letras Academia Maçônica de Letras do Brasil – Arcádia de B. Horizonte O JB News saúda os Irmãos leitores de Óbidos - PA (margem esquerda do Rio Amazonas, distante 1.100 KM de Belém por via fluvial ) Saudações, Prezado Irmão! Índice do JB News nr. 2.235 – Florianópolis (SC) – domingo, 13 de novembro de 2016 Bloco 1-Almanaque Bloco 2-IrNewton Agrella – O Embate infinito entre Espírito e Matéria Bloco 3-IrJoão Ivo Girardi - Alavanca Bloco 4-IrJosé Ronaldo Viega Alves – As Origens da prática da caridade maçônica ... Bloco 5-IrHercule Spoladore – Comentários a respeito dos Calendários na Maçonaria Brasileira Bloco 6-IrJoão Anatalino Rodrigues – Maçonaria e Simbolismo – Uma viagem pelo inconsciente .... Bloco 7-Destaques JB – Breviário Maçônico p/o dia 13 de novembro e versos do Irmão e Poeta Sinval Santos da Silveira (veja ao final a capa de seu livro que será lançado este mês)
  2. 2. JB News – Informativo nr. 2.235– Florianópolis (SC) – domingo, 13 de novembro de 2016 Pág. 2/32 13 de novembro 1615 – Fundação de Cabo Frio (panorama da ponte Feliciano Sodré)  615 - É eleito o Papa Adeodato I.  1002 - O rei Etelredo II ordena a eliminação das comunidades Vikings existentes na costa de Inglaterra.  1197 - Morre em El Eubbad Sidi Boumediene, santo patrono de Tlemcen.  1615 - Fundada a cidade de Cabo Frio.  1822 - Fidié partiu de Oeiras, capital imperial do Piauí, com destino a Parnaíba, passando por Campo Maior.  1832 - Lugar da Barra passou a categoria de vila, com o nome de Vila de Manaus. Nesta edição: Pesquisas – Arquivos e artigos próprios e de colaboradores e da Internet – Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias, de colaboradores e www.google.com.br Os artigos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião deste informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores. 1 – ALMANAQUE Hoje é o 318 dia do Calendário Gregoriano do ano de 2016– (Lua Quarto Crescente) Faltam 48 dias para terminar este ano bissexto Se o Irmão não deseja receber mais o informativo ou alterou o seu endereço eletrônico, POR FAVOR, comunique-nos pelo mesmo e-mail que recebeu a presente mensagem, para evitar atropelos em nossas remesssas diárias. Obrigado. Colabore conosco para evitar problemas na emissão de nossas mala direta diária. EVENTOS HISTÓRICOS (Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki) Aprofunde seu conhecimento clicando nas palavras sublinhadas
  3. 3. JB News – Informativo nr. 2.235– Florianópolis (SC) – domingo, 13 de novembro de 2016 Pág. 3/32  1833 - Chuva de estrelas: efeito da queda de meteoros (estrelas cadentes) é visto do Canadá até o México.  1894 - Criação da Sociedade Genealógica de Utah.  1898 - Estréia do Vasco da Gama na categoria regata.  1945 - Etiópia e Panamá são admitidos como Estados-Membros da ONU.  1965 - Instituída lei que cria o Cruzeiro Novo como novo padrão monetário do Brasil.  1980 - Restabelecida a eleição direta para governadores e o fim dos senadores biônicos, mantidos os mandatos em curso (veja Golpe militar de 1964).  1985 - Erupção vulcânica do Nevado del Ruiz, nos Andes, soterra a cidade de Armero, na Colômbia.  1994  A Suécia decide entrar para a União Europeia após um referendo.  Os primeiros passageiros viajam pelo Túnel da Mancha.  Michael Schumacher alcança o seu primeiro título mundial de Fórmula 1 no Grande Prémio da Austrália.  2001 - Tropas da Aliança do Norte tomam o controle de Cabul.  2002 - A Escola Agrotécnica Federal de Rio Pomba foi transformada em Centro Federal de Educação Tecnológica de Rio Pomba.  2013 - Cruzeiro Esporte Clube, ganha o Campeonato Brasileiro pela terceira vez.  2015 - Ataques terroristas em Paris. 1860 Instalada solenemente, sob a presidência do presidente da Câmara de Tijucas, José Antônio da Silva Simas, o município de Itajaí, sendo na oportunidade empossados os seus primeiros vereadores. 1872 Assume a presidência da província de Santa Catarina o 3º. Vice Inácio Acioli de Almeida, substituindo a Guilherme Cordeiro Coelho Cintra. 1889 Ato desta data nomeou Luiz Alves Leite de Oliveira Belo para a presidência da província de Santa Catarina. Foi o último a exercer este cargo extinto, com a proclamação da República. 1841 David Canabarro, um dos líideres da Revolução Farrpoupilha, é iniciado em Alegrete. 1889 Fundado o Grande Conselho dos Maçons do Real Arco, em Arizona, USA 1948 Fundada a Grande Loja do Piauí. 1991 Fundação da Associação da Imprensa Maçônica – ABIM – Seu primeiro presidente foi Antonio do Carmo Ferreira. Fatos maçônicos do dia Fonte: O Livro dos Dias (Ir João Guilherme) e acervo pessoal Fatos históricos de santa catarina
  4. 4. JB News – Informativo nr. 2.235– Florianópolis (SC) – domingo, 13 de novembro de 2016 Pág. 4/32 Em Florianópolis visite Marinas Palace Hotel Rua Manoel Mancellos Moura, 630 - Reservas: 3266-0010 – 3266-0271 O hotel dos Irmãos, na Praia de Canasvieiras (Mesmo na temporada o Irmão sempre tem desconto especial) Ir Jorge Sarobe (Loja Templários da Nova Era) Cunhada Gladys Sarobe – Contadores • Área Societária : Abertura /Regularização/Fechamento de empresas • Área Trabalhista: Elaboração de folha de pagamento • Área Fiscal : Planejamento Tributário • Área Contábil: Empresas e Condomínios • Cálculos Periciais • Imposto de Renda Pessoa Física e Jurídica Rua dos Ilhéus, 46 - Sala 704 - Centro - Florianópolis - SC CEP 88010-560 contato@sarobecontabilidade.com.br Fones: (48) 3266-0069 - (48) 3334-2500 Visite o Site: www.sarobecontabilidade.com.br
  5. 5. JB News – Informativo nr. 2.235– Florianópolis (SC) – domingo, 13 de novembro de 2016 Pág. 5/32 O Ir Newton Agrella - M I Gr 33 escreve aos domingos. É membro ativo da Loja Luiz Gama Nr. 0464 e Loja Estrela do Brasil nr. 3214 REAA - GOSP - GOB newagrella@gmail.com "O EMBATE INFINITO ENTRE ESPÍRITO E MATÉRIA " O caráter metafísico de que se reveste a essência maçônica, especialmente no que compete o seu aspecto especulativo, enuncia dentre seus postulados a predominância do espírito sobre a matéria, posto que o espírito (alma) é o princípio inteligente do Universo. A influência das religiões na Maçonaria indica que alguns valores éticos constantes nos ensinamentos cristãos constituam-se em lições prevalentes na nossa ordem, tais como: verdade, liberdade, fraternidade, amor, solidariedade, desapego, responsabilidade, compaixão, paciência e tolerância. Esses elementos são objetos de constante e interminável labor que o Maçom se compromete a desenvolver com o desbaste contínuo da pedra bruta que se encerra dentro de si. Esse trabalho é o resgate pelo culto e respeito aos valores morais e espirituais, tendo em vista que tratam-se de valores imateriais como esses que devem perfilar o objetivo da vida, predominando sobre os bens exclusivamente materiais Quando se afirma que a Maçonaria possui um quilate Evolucionista em relação ao ser humano é justamente porque sendo adogmática, ela não opõe obstáculo à busca da Verdade, e não reconhece limites para a pesquisa, senão a da Razão, no que tange a pesquisa científica e filosófica. Em face disto é que se afirma também que o intelecto se sobrepõe aos interesses materiais. Tudo o que se refere a mente se sobrepõe ao corpo. A energia impulsiona a Matéria. Vide como exemplo tácito o exercício do Maço e o Cinzel que orientam em força, equilíbrio e direção o desbaste da pedra. 2 – O Embate infinito entre Espírito e Matéria Newton Agrella
  6. 6. JB News – Informativo nr. 2.235– Florianópolis (SC) – domingo, 13 de novembro de 2016 Pág. 6/32 O significado filosófico e simbólico dos instrumentos de trabalho do Primeiro Grau de Aprendiz Maçom representa os conceitos fundamentais sobre a vida e o trabalho do homem, bem como a de sua tríplice concepção: corpo, mente e espírito. Esses instrumentos são primordiais para que o Maçom possa durante toda a vida desbastar a sua ‘pedra bruta’, seus defeitos (arestas), e buscar seu polimento humano, seu auto-desenvolvimento, transformando-se na ‘pedra polida’ em busca de sua construção interior e por conseguinte como construtor social do universo que o cerca. A Maçonaria nos revela que a virtude, o conhecimento, a sabedoria e a bondade são atributos do espírito. A matéria é o primeiro contato, porém com o desenvolvimento e conhecimento, suas qualidades morais, sabedoria e bondade, passam a predominar. É a predominância do espírito sobre a matéria. É ainda o desejo do bem na busca da perfeição pelo conhecimento da verdade. A Simbologia de que se vale a Maçonaria no tocante a prevalência do Espírito sobre a Matéria se consubstancia quando o Maçom depreende o significado do COMPASSO como símbolo da espiritualidade e do conhecimento humano. Sendo visto como Símbolo da espiritualidade, sua posição sobre o Livro da Lei varia conforme o Grau e sua abertura indica o nível do conhecimento humano. Por outro lado, o ESQUADRO como fiel escudeiro do Compasso que permite traçar o ângulo reto e, traçar todas as formas, é tido como Símbolo da retidão. É também a primeira das chamadas Jóias Móveis de uma Loja, constituindo-se na Jóia do Venerável, pois, dentre todos, este deve ser o mais justo e eqüitativo dos Maçons. O Esquadro, ao contrário do Compasso, representa a matéria; por isso é que, em Loja de Aprendiz, ele se apresenta sobre o Compasso. Neste caso a Matéria se sobrepondo ao Espírito. É nesse diapasão e nessa sintonia que Espirito e Matéria se comungam e se confluem como caminhos naturais do ser humano para o seu aperfeiçoamento diante da grande obra consagrada ao Supremo Arquiteto do Universo. Fraternalmente NEWTON AGRELLA
  7. 7. JB News – Informativo nr. 2.235– Florianópolis (SC) – domingo, 13 de novembro de 2016 Pág. 7/32 O Ir. João Ivo Girardi joaogira@terra.com.br da Loja “Obreiros de Salomão” nr. 39 de Blumenau é autor do “Vade-Mécum Maçônico – Do Meio-Dia à Meia-Noite” Premiado com a Comenda do Mérito Cultural Maçônico “Aquiles Garcia” 2016 da GLSC e com a Ordem do Mérito Templário da Loja Templários da Nova Era. escreve às quartas-feiras e domingos. ALAVANCA “Dê-me uma alavanca e um ponto de apoio e levantarei o mundo”. (Arquimedes). 1. Arquimedes: (287-212 a.C.) As maiores contribuições de Arquimedes para a Matemática estão no âmbito da Geometria. Seus métodos anteciparam o cálculo integral 2000 anos de Newton e Leibniz. Era natural de Siracusa, na Sicília. Descobriu teoremas fundamentais relativos ao centro de gravidade das figuras planas e dos sólidos. Criou o princípio da flutuabilidade onde um corpo mergulhado num recipiente d’água, a quantidade que derramaria é igual ao volume do corpo. Passou muito tempo no Egito, onde inventou um dispositivo conhecido como Parafuso de Arquimedes. É na verdade uma bomba, ainda usada em muitas partes do mundo. Também foi Arquimedes que calculou o valor de  (razão entre o comprimento de uma circunferência e seu diâmetro). Sua influência estendeu-se até o Renascimento, despertando o interesse dos matemáticos e físicos Kepler, Galileu, Pascal, Torricelli e, posteriormente, Newton. Sua mentalidade não era a de um engenheiro, mas, sim, a de um matemático genial. 2. Eureka: Eureka é uma interjeição que significa encontrei ou descobri, exclamação que ficou famosa mundialmente por Arquimedes de Siracusa. É normalmente pronunciada por alguém que acaba de encontrar a solução para um problema difícil. A palavra eureka foi supostamente pronunciada pelo cientista grego Arquimedes, quando descobriu como resolver um complexo dilema apresentado pelo rei Hierão. O rei queria saber se uma coroa encomendada ao ourives era de ouro puro ou se haveria algum outro material de qualidade inferior na sua composição. 3 – Alavanca João Ivo Girardi
  8. 8. JB News – Informativo nr. 2.235– Florianópolis (SC) – domingo, 13 de novembro de 2016 Pág. 8/32 Arquimedes sabia que para tal deveria determinar a densidade da coroa e comparar com a densidade do ouro. O problema complicado era como medir o volume da coroa sem a derreter. Arquimedes descobriu a solução quando entrou numa banheira com água e observou que o nível da água subia quando ele entrava. Concluiu então que para medir o volume da coroa bastava mergulhar a coroa em água e calcular o volume de água deslocado, que deveria ser equivalente. Conta-se que ele saiu ainda nu, correndo pelas ruas e gritando eufórico: Eureka! Eureka! (Achei! Achei!). O Princípio de Arquimedes foi como ficou conhecida a descoberta do grande cientista grego. 3. Lugar, um ponto arquimediano: O espaço é o meio físico universal de cujas três dimensões a vida se apropria para devir em experiências, bem como para gerar sentidos e valores inexistentes no universo. Pois bem, a vida, conquistando o espaço, compartimenta-o em lugares. Entretanto, que vandalismo é esse cometido contra a integralidade espacial, cujas ruínas são os lugares a partir dos quais existir passa a significar viver? Da lei newtoniana, dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço, fica claro que lugar não é espaço, mas o que surge da ocupação deste por um corpo. Precisamos, todavia, transcender a ideia primeira de corpo material para comprometer definitivamente a vida com o lugar – no espaço – que ela inaugura, pressupondo também corpos de sentido, de experiência, de valor, etc. Afinal, concordando com Zygmunt Bauman, é nos lugares que se forma a experiência…, que ela se acumula, e que seu sentido é elaborado, assimilado e negociado. Deve ser dito que um ser inanimado, por exemplo, uma pedra, não cria um lugar pelo fato de existir no espaço; simplesmente o ocupa. Somente matéria não é suficiente para gerar um lugar. É preciso corpos com vida, com desejos, com objetivos. Antes, o lugar das coisas já é uma invenção da vida: a cartografia do espaço de acordo com as necessidades dela. Entretanto, a vida está subjugada a outra dimensão universal, qual seja: o tempo. Apesar de tudo o que vive compartimentar o espaço universal a seu bel-prazer - em lugares onde se dorme, bebe, nasce, etc. -, o tempo também é comprometido nesse processo. De modo que o lugar é não é apenas uma impertinência em respeito ao espaço, mas também uma aventura contra o tempo. Isso porque a vida já é uma irreverência em relação à existência. Para entender a relação que se desenrola entre o espaço e o tempo infinitos e os nossos pontuais e efêmeros lugares, uma afirmação de Bauman: é nos lugares, e graças aos lugares, que os desejos se desenvolvem, ganham forma, alimentados pela esperança de realizar-se. Ora, se o desejo compartimenta o espaço em lugares em função de se satisfazer, e se, sobretudo, o desejo é feito para ser satisfeito - portanto suprimido -, então, é no tempo da satisfação do desejo que o lugar solapa e é reintegrado ao espaço indeterminado. No entanto, porque a vida é uma sucessão ininterrupta de necessidades e desejos, nunca se permanece na abstração espacial. Novos lugares são abertos no espaço no toque de novos desejos. Afinal, somente na ausência de propósito vital
  9. 9. JB News – Informativo nr. 2.235– Florianópolis (SC) – domingo, 13 de novembro de 2016 Pág. 9/32 há o espaço indiviso. Porém, não a vida. Ela, pois, é a conversão temporânea do espaço integral do universo em pontuais moedas-lugares com as quais negocia, através de suas experiências, sentidos e valores com a existência. Há, porventura, algo mais concreto do que os lugares onde a vida acontece? Todo resto, com exceção dos desejos, não se colore de contingência diante da determinação espacial? Inclusive o tempo parece escoar em intensidades diferentes de acordo com a dinâmica de cada experiência vivida. Já o lugar, não. Vida, desejo e lugar, contrariando Newton, ocupam sim o mesmo lugar no espaço. Geralmente os homens chamam essa mistura de Eu. Arquimedes, 250 anos antes de Cristo, disse: Deem-me um ponto de apoio e moverei a Terra. Pois bem, esse ponto arquimediano não só carece de um lugar, como também representa muito bem a função dos lugares à vida. Basta, portanto, um ponto de apoio, isto é, um lugar apontado, para que a existência possa ser movida de sua indeterminação até uma terra inteira de sentidos, de valores e de experiências determinadas. (Fonte: Laboratório Filosófico, Rafael Silva). MAÇONARIA 1. Ponto Arquimediano: Os maçons convictos sabem que este ponto arquimediano está dentro de nossas Lojas; cabe a cada um de nós, individualmente, encontrá-lo. É esse o ponto arquimediano que temos de encontrar para resposta de o que somos e quem somos. É claro que uma iniciativa dessas representa apenas um impulso extremamente fraco com a força de nossos conhecimentos. Escapar de nossa onisciência talvez seja tão difícil quanto correr de nossa própria sombra. 2. Alavanca: Na Maçonaria, a Alavanca é um instrumento usado nas provas iniciáticas e deve, sempre, estar junto à Régua, porque toda força deve ser prudentemente medida. A Alavanca no sentido filosófico significa a superação do obstáculo, a vitória sobre a resistência. A Alavanca é o símbolo da força de vontade que vence qualquer resistência e remove obstáculos visando à perfeição pelo conhecimento. [...] Emblema da força moral, da perseverança, do poder da vontade; um dos instrumentos simbólicos, passivos, do Grau de Companheiro, que deve ser associado à Régua, instrumento ativo. A Alavanca é uma ferramenta que, junto com a Régua, é apresentada ao Aprendiz quando postulante ao Grau de Companheiro para efetuar as viagens simbólicas conforme prescreve o ritual para aumento de salário, além de constituir um símbolo, deve possuir o instrumento que é colocado a sua consideração e estudo durante este período novo da aprendizagem. Tanto seu projeto quanto sua operação é muito simples: consiste em uma barra do ferro e ou madeira, de comprimento variável e dobrada por suas duas extremidades nos sentidos opostos, que, numa das mãos, evoca o simbolismo axial da linha central do mundo, ao tempo que permite que o trabalhador levante os corpos pesados e grandes cuja elevação seria difícil ou impossível a ele se contasse unicamente em suas forças humanas limitadas.
  10. 10. JB News – Informativo nr. 2.235– Florianópolis (SC) – domingo, 13 de novembro de 2016 Pág. 10/32 [...] Segundo Geldade: a Alavanca simboliza a força irresistível da vontade, secundada pela inteligência e pela bondade, mas a Régua deve sempre acompanhar a Alavanca, pois toda ação, não submissa ao dever, à equidade, seria prejudicial. Para Rizzardo Da Camino a Alavanca é um instrumento usado nas provas iniciáticas e deve, sempre, estar junto à Régua, porque toda força deve ser prudentemente medida. Para Frederico Guilherme Costa a terceira viagem do Companheiro vale de seus instrumentos direcionados à Simbólica Maçônica, como tal, o Pensamento que gera a vontade de mover o objetivo, por meio da Alavanca e a retidão de propósito simbolizada pela Régua. J. Boucher declara, por sua vez, que a Régua e a Alavanca são análogas, sendo formadas, essencialmente, pela linha reta; porém, a Régua corresponde ao Espírito, enquanto a Alavanca é própria da Matéria. 3. Rituais: (...) A Alavanca é o símbolo da força, serve para levantar os mais pesados fardos. Moralmente, ela representa a firmeza da alma, a coragem inquebrantável do homem independente, bem como o poder invencível que o amor à liberdade desenvolve nos homens inteligentes. Sob o ponto de vista intelectual, a Alavanca exprime a força do raciocínio e a segurança da lógica; é a imagem da filosofia, cujos princípios invariáveis não permitem fantasia nem superstição. É para evitar os funestos efeitos da força incalculável, representada pela Alavanca, que a Régua a acompanha, mostrando-nos que, em todas as circunstâncias, devemos usá-la na aplicação do poder. A firmeza, a coragem, o respeito pessoal e a confiança em si próprio são, pois, os atributos morais que o maçom deve incorporar ao seu caráter. (...) Dando-vos a Alavanca, emblema do poder que sustenta o fraco e faz tremer o mau, a Maçonaria quis vos simbolizar a expressão da força divina, da força moral, da que resiste a tudo que é impuro e corrupto, a tudo o que é arbitrário ou tirânico, à ignorância, à superstição, aos vis impostores que se aproveitam da ignorância dos povos para torná-los impotentes escravos de seus caprichos. Assim, em pleno oceano da vida, em meio das vagas tempestuosas das paixões, lembrai-vos de que, ao serdes consagrados maçons, tivestes em vossas mãos a Alavanca, talismã contra as tentações da inércia. A Alavanca nos alude ao poder irresistível de uma vontade inflexível, quando inteligentemente aplicada. A Régua deve juntar-se a Alavanca porque a vontade só é invencível quando posta ao serviço do direito absoluto. (RC). Para finalizar: Porque a Maçonaria existe? Para mim porque ela mostra grandeza na simplicidade.
  11. 11. JB News – Informativo nr. 2.235– Florianópolis (SC) – domingo, 13 de novembro de 2016 Pág. 11/32 O Ir.·. José Ronaldo Viega Alves* escreve às quartas-feiras e domingos. Loja Saldanha Marinho, “A Fraterna” Santana do Livramento – RS ronaldoviega@hotmail.com AS ORIGENS DA PRÁTICA DA CARIDADE MAÇÔNICA: UMA RELAÇÃO COM O “KIDUSH” E O “TZEDAKÁ” DO JUDAÍSMO? “A caridade feita no anonimato elimina o risco da ingratidão” (Alexandre Dumas) A CARIDADE NA MAÇONARIA Na Maçonaria, a virtude que chamamos de Caridade tem um significado todo especial. E se o significado maior da Caridade é auxiliar a outrem, amparado no conceito cristão que a mesma carrega, ela nos remete em sua prática para o segundo mandamento, ou seja, “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Então, a Caridade não é outra coisa senão ajudar ao nosso próximo, ela implica substancialmente em amor, amor à humanidade, desejo de somente praticar o bem. A caridade é a mais perfeita das virtudes, portanto ao fazermos caridade para com nossos semelhantes necessitados, estamos aperfeiçoando-nos enquanto humanos. Dito isso, podemos afirmar o quanto é forte a presença desse costume no seio da nossa Ordem, onde está caracterizada como uma herança antiga, e ao mesmo tempo consolidada como um dos deveres principais do Maçom. Em nossas sessões, teremos sempre a oportunidade de exercitarmos tal virtude, eis que, haverá sempre uma coleta de óbolos, destinados à Caridade, tudo feito de uma forma muito discreta. Em nosso simbolismo estão contidas algumas das referências à Caridade, mas, o Maçom sente essa necessidade natural, que é a de amparar o seu próximo que enfrenta dificuldades. Um exemplo do que o Simbolismo apresenta com respeito a isso, transcrevo do “Vade-Mécum Maçônico”, onde consta a seguinte interpretação: “No simbolismo da Escada de Jacó, o degrau da Caridade é o último, é o que toca o Céu, o mais importante, é o que dá acesso à morada de Deus. É simbolizada pelo Graal.” A CARIDADE NO JUDAÍSMO O “TZEDAKÁ” Vejamos, o significado de uma outra palavra que está relacionada de forma intrínseca à caridade, e que também é proveniente do universo das tradições judaicas: “Caridade (em hebraico “tzedaká) – Há muitas referências às leis de caridade na Bíblia, que vão desde as leis agrícolas de Leket, Shichá e Peá até o cuidado com viúvas, órfãos, estrangeiros e indigentes. (...) A exigência de fazer caridade se aplica a todos, ricos ou pobres, e os cabalistas introduziram o costume de fazer caridade diariamente antes das orações matutinas, dizendo ‘Vê, eu cumpro a exigência de amar o próximo como a mim mesmo.’ Deve- se ajudar os pobres da própria comunidade prioritariamente aos outros indigentes, mas, 4 – As Origens da Prática da Caridade Maçônica: Uma Relação com o “Kidush” e o ... José Ronaldo Viega Alves
  12. 12. JB News – Informativo nr. 2.235– Florianópolis (SC) – domingo, 13 de novembro de 2016 Pág. 12/32 essencialmente, a caridade deve ser estendida até os pobres que não são judeus, para preservar a harmonia. A melhor forma de caridade é aquela em que tanto o doador como o receptor são anônimos, e o pobre, assim, não passa vergonha.” COMENTÁRIOS Do pequeno texto acima não teria como não se estabelecer comparações com o que conhecemos sobre a Caridade na Maçonaria. Quando é dito que a Caridade deve ser estendida às viúvas, logo vem a nossa mente o “Tronco das Viúvas”. Conforme o Irmão Assis Carvalho, o Tronco das Viúvas, em sua forma primitiva tinha a finalidade de ajudar as viúvas dos Maçons necessitadas, e às vezes, dos próprios Irmãos, quando por motivos alheios as suas vontades precisassem de ajuda. Também quando é dito ali que “a melhor forma de caridade é aquela que tanto o doador como o receptor são anônimos e o pobre assim não passa vergonha” impossível não relacionar à maneira como se procede na Maçonaria: “Um dos deveres principais e mais antigos da Maçonaria, cujas instituições e obras beneficentes são numerosas, que assim procede sem alarde, mas com firmeza, ‘dando com a direita sem que a esquerda perceba’.” O “KIDUSH” Existe um ritual praticado pelos hebreus, que é denominado “kidush” e que significa santificação ou sagração. Ele é realizado na véspera do sábado (Shabat) ou de uma festa religiosa, o que por si só realça o fato daquele dia ser santificado. O ritual foi utilizado pelos essênios, por eles incrementado e depois, com o passar do tempo, por várias confrarias. A última ceia de Jesus foi um “kidush”, e é a origem daquilo que conhecemos por Eucaristia. Quando das reuniões das ditas confrarias, era costume em determinado momento, um dos membros fazer correr um saco de couro, para receber as contribuições dos presentes, e que estavam destinadas, não apenas a cobrir as despesas com a refeição, como também, às pessoas necessitadas. Essa é a origem das coletas dos metais, tanto nas Igrejas como nas Lojas maçônicas. COMENTÁRIOS Um fato, sempre importante de ser salientado, o da religião cristã primitiva ser uma derivação do Judaísmo, ou de lá nos seus primeiros momentos guardar vários aspectos em comum com o mesmo, de certa forma corrobora certos costumes que vieram parar na Maçonaria. Considerando também, outro fato, o de que no desenrolar da história da Maçonaria Operativa, esta também ter possuiu ligações estreitas com a Igreja Cristã, em particular a Católica Romana, seria praticamente impossível não aceitar a Idea de que os ecos dessas relações e conexões que se estabeleceram através dos tempos, permaneçam até hoje, seja em algumas das passagens dos nossos rituais, no vocabulário em si, ou em palavras hebraicas específicas. A EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE TSEDAKÁ NO JUDAÍSMO Com o passar dos séculos, o conceito hebraico de “Tzedaká” se modificou, de “justiça” para o de “caridade”. Mas, em essência, a própria concepção judaica de Caridade implica em Justiça. Na Bíblia, primeiramente, e depois no Talmud, a Caridade é concebida, pensada, não exatamente como um favor prestado ao pobre, mas como um dever para com o seu Irmão. Para melhor entender esse amálgama, digamos assim, e ainda para nos subsidiarmos melhor no entendimento do conceito de Caridade na filosofia judaica, e até mesmo da nossa própria concepção maçônica, que possui algumas das suas raízes nela, nada melhor do que tomarmos conhecimento da síntese que foi gestada pelo filósofo judeu Maimônides, sobre as conotações entre justiça e caridade no “Tzedaká” . Assim, registro na sequência, e para conhecimento dos Irmãos, aquela que ficou conhecida por “Escada de Ouro da Caridade”, e que é composta de oito degraus:
  13. 13. JB News – Informativo nr. 2.235– Florianópolis (SC) – domingo, 13 de novembro de 2016 Pág. 13/32 “O primeiro e mais baixo degrau é dar, mas com relutância ou contra a vontade. Esta é a esmola da mão, não do coração. _ O segundo é dar alegremente, mas não proporcionalmente à necessidade do sofredor. _ O terceiro é dar com alegria e em proporção, mas só depois de solicitado. _ O quarto é dar alegremente, em proporção e sem ser solicitado; pondo, entretanto, a esmola na mão do pobre e nele provocando, assim, a dolorosa emoção da vergonha. _ O quinto é dar de maneira tal que o necessitado receba a esmola e saiba quem é o seu benfeitor, sem ser-lhe conhecido. Assim agiam alguns dos nossos antepassados, que costumavam amarrar o dinheiro nas abas traseiras das roupas, para que os pobres o pudessem tirar sem serem vistos. (Ainda que nenhum contexto no mundo moderno permita a práticas nestes moldes, vale para conhecer as origens da mesma. Além do mais, do ponto de vista simbólico, diz bastante. Grifo meu) _ O sexto degrau, ainda mais elevado, é conhecer os beneficiários da nossa caridade, sem que eles saibam quem somos. Assim procediam aqueles dos nossos antepassados que levavam suas dádivas caridosas para as moradias dos pobres, precavendo-se para que os seus próprios nomes permanecessem ocultos. _ O sétimo é ainda mais louvável, a saber: distribuir as esmolas de modo tal que nem o benfeitor saiba quem são os auxiliados, nem estes o nome do seu benfeitor. Tal prática era usada pelos nossos avós caridosos no Templo, pois, naquele santo edifício existia um lugar chamado ‘Câmara do Silêncio ou da Não Ostentação’, onde os bons depositavam secretamente o que seu generoso coração lhes sugeria e do qual as mais respeitáveis famílias pobres eram sustentadas, com igual discrição. _ O oitavo e mais meritório degrau, é antecipar a caridade, evitando a pobreza, a saber: ajudar o irmão empobrecido, seja com um presente considerável, seja ensinando-lhe uma profissão ou estabelecendo-o no comércio, para que ele possa ganhar honestamente a sua vida e não seja forçado a estender a mão para a caridade. É a isso que a Escritura se refere quando diz: ‘E, quando teu irmão empobrecer, e as suas forças decaírem, então sustenta-lo-ás, e assim o estrangeiro e o peregrino para que viva contigo’. Este é o mais alto degrau, _É o cume da Escada de Ouro da Caridade.” CONCLUSÃO Praticar a Caridade é espalhar levar a bondade indistintamente, é trabalhar para que o nosso templo interior se aperfeiçoe do ponto de vista espiritual, pois essa prática tem como significado também a perfeição da lei. Praticar as virtudes, melhorar, evoluir, são os objetivos de um Maçom na construção maior que é o templo da humanidade. A Caridade é a terceira e a mais importante das virtudes teologais, após a Fé e a Esperança. Ela é uma herança em nosso meio maçônico, e tem suas origens muito provavelmente nas práticas das antigas religiões, como pudemos ver. Nas palavras sábias de S. Agostinho: “A Caridade uma vez nascida, cresce; uma vez crescida, fortifica-se; uma vez fortificada, aperfeiçoa-se.” REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CARVALHO, Assis. “A Descristianização da Maçonaria” – Editora Maçônica “A Trolha” Ltda. 1997 GIRARDl, João Ivo. “Do Meio-Dia à Meia-Noite Vade-Mécum Maçônico” – Nova Letra Gráfica e Editora ltda. – 2008 IUSIM, Henrique. “As Raízes do Judaísmo Clássico” – Editora B’Nai B”Rith – 1968 UNTERMAN, Alan. “Dicionário Judaico de Lendas e Tradições” – Jorge Zahar Editor - 1992
  14. 14. JB News – Informativo nr. 2.235– Florianópolis (SC) – domingo, 13 de novembro de 2016 Pág. 14/32 O Ir Hercule Spoladore – Loja de Pesquisas Maçônicas “Brasil”- Londrina – PR – escreve aos domingos hercule_spolad@sercomtel.com.br comentários a respeito dos calendários na maçonaria brasileira Calendário entre os vários sinônimos, consta dos dicionários como sendo um sistema elaborado para adequar de forma mais racional possível os dias, as semanas, os meses e os anos de acordo com os principais fenômenos astronômicos, e em especial os envolvidos com a posição do sol e eventualmente com a posição da lua. O nosso calendário atual é solar e chama-se calendário gregoriano. Ele pretende fazer com que o ano civil, seja o mais aproximado possível com o ano trópico calculado em 365,2422 dias solares médios. Neste período deverão estar inseridas as quatro estações. A concordância entre anos trópico e civil é conseguida através de artifícios de anos ordinários e bissextos, ou seja, cada quatro anos aparecerá um dia a mais, no caso no mês de fevereiro com vinte e nove dias. Quanto aos calendários lunares, estes são baseados nos ciclos da lua. O ano tem doze lunações, entretanto, com relação ao término das estações há desvios, que trazem como conseqüência, distorções. Estes desvios são corrigidos através dos calendários luni-solares pelo acréscimo de um décimo terceiro mês em alguns determinados anos. O calendário hebraico se baseia neste tipo de calendário luni- solar. Existem alguns calendários conhecidos: Juliano Estatuído por Júlio César no ano 46 a.C. aconselhado pelo astrônomo Sosígenes para substituir o calendário romano, que era muito confuso. Mas também não resolveu. Havia uma discrepância muito grande dentre o ano civil e o ano trópico. Litúrgico ou eclesiástico Usado na idade média, tendo uma forma de calculá-lo muito complexa. O objetivo principal era a determinação da Páscoa. Este calendário foi inventado no Concilio de Nicéia no ano 325. d.C. e ainda está em uso na Igreja Católica. Gregoriano Criado pelo Papa Gregório XIII em 1562. É o mesmo calendário Juliano com as seguintes alterações: anos bissextos têm o milésimo sempre divisível por quatro. Os anos seculares nunca serão bissextos a não ser que o número seja divisível por quatro. Assim, com as devidas correções a diferença entre o ano trópico e civil é 5 – Comentários a respeito dos Calendários na Maçonaria Brasileira - Hercule Spoladore
  15. 15. JB News – Informativo nr. 2.235– Florianópolis (SC) – domingo, 13 de novembro de 2016 Pág. 15/32 quase desprezível, ou seja, de 0,0003. Para acertar as estações do ano foi estabelecido que na ocasião, o dia 04/10/1562 passasse a ser 15/10/1562. Muçulmano É um calendário lunar. O ano tem 354 ou 355 dias começando de 10 a 12 antecipadamente.. Ele é considerado a partir da hégira que é era maometana que tem como ponto de partida a fuga de Maomé de Meca para Medina no ano de 622 d.C. da nossa era atual. Esta se celebra no primeiro dia do terceiro mês. O nono mês é o mês do Ramadã. Republicano Francês Criado pela Revolução Francesa em 24/10/1793 O ano começava no dia 22 de setembro e era dividido em doze meses de trinta dias, mais cinco suplementares consagrados às festas republicanas. Os meses tinham os nomes um estranhos a saber: Vindimário, Brumário, Frimario, Nivoso, Pluvioso, Ventoso, Germinal. Floral, Prarial, Messidor, Termidor e Frutidor. O mês era dividido em décadas e os nomes dos dias tirados da ordem natural da própria numeração. Foi substituído pelo calendário gregoriano em 01/01/1806. Era um calendário anticlerical. Hebraico O calendário hebraico é lunar e solar ao mesmo tempo e o ano poderá se constituir em doze ou treze meses, isto porque os doze meses são lunares e não englobam o período de um ano solar, havendo uma sobra de onze dias, visto que o ano lunar tem 354 dias e o ano solar 365. Isto fará com que surjam anos de treze meses após um ciclo variável de anos de doze meses. O período de cada lunação é de vinte e nove dias, doze horas e quarenta e quatro minutos. Como cada dia e cada mês começam e terminam à meia-noite, alguns meses terão trinta dias e outros apenas vinte e nove dias. O ano hebraico poderá ser iniciado em dois meses diferentes: Em Nissan 1º mês (março-abril) considerando o ano agrícola, eclesiástico ou religioso e Tsherei 1º mês (setembro-outubro) se considerar o ano econômico ou civil, também usado para assuntos históricos. O ano de doze meses denomina-se ano comum e pode ser de três formas: ano ordinário de com 354 dias, deficiente ou defectivo com 353 dias e abundante com 355 dias. O ano de treze meses chama-se embolísmico ou intercalar e pode ser também de três formas: ordinário quando tem 384 dias, deficiente quando tem 383 e abundante quando tem 385 dias. O cálculo é feito na base de ciclos de dezenove anos, dos quais sete terão treze meses. São eles: 3º, 6º, 8º. 11º,14º e 19º sendo que os demais deste ciclo terão doze meses. Quanto ao ano em si, é mais fácil calculá-lo. Basta só acrescentar ao ano da era vulgar, o número 3760. O primeiro dia do mês de Tishrei poderá variar de cinco de setembro a cinco de outubro, com relação ao calendário gregoriano durante um ciclo de dezenove anos. É preciso que decorram dezenove anos para que as fases da lua tornem a repetir nos mesmos dias do ano civil. Este espaço de tempo chama-se ciclo lunar.
  16. 16. JB News – Informativo nr. 2.235– Florianópolis (SC) – domingo, 13 de novembro de 2016 Pág. 16/32 Resumo do calendário hebraico Nissan corresponde a Abib – Março-Abril 1º mês 21 março/ 20 de abril Ivyan corresponde á Ziv Abril-Maio 2º mês 21 abril/20 de maio Sivan Maio-Junho 3º mês 21 maio/20 e junho Tamuz Junho-Julho 4º mês 21 junho/ 20 julho Av (ou Ab) Julho-Agosto 5º mês 21 julho/20 agosto Elul Agosto-Setembro 6º mês 21 agosto/20 setembro Tishriri ou Tishrei corresponde a Etanim Setembro-Outubro 7º mês 21 setembro/20 outubro Marsheswan equivale a Bull Outubro-Novembro 8º mês 21 outubro/20 novembro Kislev Novembro-Dezembro 9º mês 21 novembro/20 dezembro Tebeth Dezembro-Janeiro 10º mês 21 dezembro/20 Janeiro Shebeth Janeiro-Fevereiro 11º mês 21 janeiro/20 fevereiro Adar Fevereiro-Março 12º mês 21 fevereiro/20 março We Ad 13º mês Como se percebe, trata-se de um calendário muito complexo, difícil de ser entendido. O seu uso é feito através de tabelas. É usado no Rito Escocês Antigo e Aceito nos graus superiores e a explicação prende-se ao fato deste rito ter sido fundado em Charleston, EUA. em 1801 por vários irmãos, sendo a sua maioria de origem judaica. Outros autores referem que este calendário já era usado na Maçonaria anteriormente e que uso datava desde o tempo das Cruzadas. Para se ter uma idéia de como os maçons sempre usaram mal seus calendários, ou seja, quer inventando calendários próprios superpondo suas invenções em cima dos calendários já existentes através dos tempos, quer pelo mau uso dos calendários existentes, não sabendo fazer a correta conversão para o calendário gregoriano, causando problemas graves de datas históricas, será transcrito um trecho do livro “Maçonnerie Pittoresque”. “No Rito Escocês Antigo e Aceito o mês não tem começo fixo. Segue-se quanto a isso o calendário hebraico. Mas aqui é preciso assinalar uma variante. Os maçons deste rito que (na França) reconhecem a autoridade do Grande Oriente da França colocam, por exemplo, o primeiro dia de Nissan de 5842 a 12 de março de 1842 enquanto que os irmãos que dependem do Supremo Conselho do grau 33 colocam a 13 de março. A diferença será pouco sensível neste ano, mas em 5843 será de uma lunação. Os escoceses do Grande Oriente da França farão o Nissan a partir de 31 de março e os escoceses do Supremo Conselho irão fixá-lo no primeiro dia do mês. Isto ocorre, sobretudo por estes últimos retardarem sem razão, em um ano a intercalação do mês lunar embolísmico de We-Adar”. Este problema de confusão de calendários já ocorria na França no século XIX. No Brasil usou-se e ainda se usa um calendário primitivo baseado no hebraico. Só que ao invés de iniciar em Tishrei que é o mês civil inventaram de iniciar em Nissan a 21 de Março acrescentando no final o número 4000 ao invés de 3760
  17. 17. JB News – Informativo nr. 2.235– Florianópolis (SC) – domingo, 13 de novembro de 2016 Pág. 17/32 como é o correto no calendário hebraico verdadeiro. Ex. 21 de março de 2011 seria o 1º dia do 1º mês do ano 6011, isto na versão brasileira. Nos documentos mais antigos usavam os nomes dos meses em hebraico. Posteriormente algumas potências usam ainda em hebraico e outras usaram o numero do mês, iniciando pelo mês de março (mês 1) Este pseudo-calendário hebraico foi usado pelo Rito Adonhiramita desde 1815 e o Grande Oriente Brasiliano, Brasílico ou Brasiliensi fundado em 1822 também o adotou. Todavia, o Grande Oriente Brasiliano deveria ter adotado o calendário do Rito Francês ou Moderno, pois foi fundado no Rito dos Sete Graus ou Francês, que se inicia em 01 de março. O calendário do Rito Moderno ou Francês inicialmente também se iniciava em 21 de março, mas em circular datada de 12/10/1774 pelo Grande Oriente da França, passando a 1º de março argumentando que o calendário iniciado a 21 de março causava muita confusão. Este calendário institui aos meses os mesmos números de dias que o calendário gregoriano preconiza, dando à série dos dias e meses a ordem numérica, acrescentando no final para determinar o ano, o ano do calendário gregoriano somado a 4000. Ex. dia 06/05/2011. Será o 6º dia do 3º mês de 6011. V:.L:.(Verdadeira Luz) O Trabalho de Emulação – sistema inglês usa um calendário mais simples. Acrescenta simplesmente o número 4000 ao ano vigente no calendário gregoriano. Ex: 03 de Novembro de 6011. A:. L:.(Ano Luz) Os três calendários enfocados usam o número 4000 porque segundo a Bíblia em Gênesis, o mundo teria sido criado 4000 anos antes da era cristã. Entretanto esta explicação é um verdadeiro absurdo. Sabe-se da Paleontologia, com sua tecnologia moderna que é possível determinar a idade de fósseis até com seiscentos milhões de anos de anos. Pela Geocronologia através de métodos radioativos tais como o carbono -14, urânio-chumbo, chumbo-chumbo, potássio-argônico e samário-neobíneo puderam ter certeza de que a Terra se tornou sólida há quatro bilhões de anos e também foi possível determinar que o sistema solar tenha no mínimo cinco bilhões de anos. Desta forma o número 4000 é mantido na Maçonaria apenas por uma questão de usos e costumes e pela tradição, porque pela Ciência não há razão de ser. Cada rito tem uma denominação especial para as letras que coloca no final do seu calendário, Para os maçons do Trabalho de Emulação é A:.L:. Anno Lucis - ano luz, no Rito Moderno e REAA é V:.L:. Vera Lucis – verdadeira luz e para o calendário hebraico é Anno mundi – Atualmente, principalmente no simbolismo quase todas as potências têm seus documentos são grafados de acordo com o calendário gregoriano e colocado no final E:.V:.- era vulgar - Particularidades de outros ritos e potências O Grande Oriente da Itália e da Hungria no final do século XIX datavam seus documentos sem determinar os milhares, por ex. ano 2011 seria 0,0011. O Rito de Memphis segue ritos orientais e usa o calendário egípcio cujo início ocorre quando o Sol entra no signo zodiacal, e a estrela Sírius entra em conjunção com o Sol coincidindo com a canícula a 20 a 22 de julho às 11 horas e o primeiro mês é Thot.
  18. 18. JB News – Informativo nr. 2.235– Florianópolis (SC) – domingo, 13 de novembro de 2016 Pág. 18/32 O Rito de Misraim acrescenta ao ano da era vulgar o número 4004. Os maçons do Rito do Real Arco usam um calendário que acrescenta ao ano da era vulgar o numero 530, pois consideram como primeiro ano, a fundação do segundo templo de Jerusalém por Zarobabel e acrescenta a expressão A:. Inv:. (anno invencion) O Rito da Estrita Observância que existe na Europa e atualmente também no Brasil considera em seu calendário, o ano hum o ano em que a Ordem do Templo foi destruída, ou seja, em 1314. Aqui no caso é diminuída esta data do ano da era vulgar Ex. 2011-1314 = 697. Como a Maçonaria Brasileira usou e usa os calendários maçônicos Já foi citado que o calendário usado pelo Grande Oriente Brasiliano era o calendário pseudo-hebraico ou adonhiramita. (Não acrescentava à era vulgar o numero 3760 e sim 4000) Entretanto, o Supremo Conselho de Montezuma fundado em 12/02/1832, por muitos anos usou o calendário do Rito Moderno ou Francês. Este Supremo Conselho através do Marquês de Caxias que era nesta época seu Soberano Comendador uniu-se ao Grande Oriente do Brasil em 1855, é possível que por influência deste, o Grande Oriente do Brasil em 01/01/1856 adotou como oficial o calendário do Rito Moderno. Entretanto, segundo pesquisas do Irmão Kurt Prober, analisando documentos da época, o calendário do Rito Francês ou Moderno nem sempre foi devidamente seguido, havendo alternância de uso com outros calendários conforme os grão- mestres da época. O calendário do Rito Moderno foi usado desde a sua adoção oficial até 1863.Deste ano até 1870 quando foram grão-mestres os Irmãos Bento da Silva Lisboa (Barão de Cayru) e seu sucessor Joaquim Marcelino Brito, usaram simplesmente o calendário da era vulgar, ou seja, o gregoriano. De 1871 a 1876 o Grande Oriente do Brasil usou o calendário pseudo-hebraico ou adonhiramita através de seu grão-mestre José da Silva Paranhos (Visconde do Rio Branco) Em 1876 o grão-mestre em exercício Francisco José Cardoso Júnior, bem como seu sucessor Luiz Antonio Vieira da Silva usaram o calendário gregoriano. A partir de 1889 o grão-mestre em exercício, por poucos meses (03/11/1889 a 24/02/1890) o Visconde de Jary então grão-mestre usou o calendário do Rito Moderno ou Francês. Seu sucessor o Marechal Deodoro da Fonseca voltou a usar o calendário da era vulgar. Somente a partir de 09/02/1892 quando assumiu o grão-mestre Joaquim de Macedo Soares o Grande Oriente do Brasil voltou definitivamente a utilizar o calendário do Rito Moderno ou Francês. Mais ou menos a partir de 1898 o Supremo Conselho do Brasil passou a usar o verdadeiro calendário hebraico, mas somente nas patentes dos graus 31, 32 e 33 em substituição ao calendário do Rito Moderno. Após o cisma de 1927 o Supremo Conselho de Montezuma levado pelo Irmão Mario Behring, este passou a usar o calendário hebraico para todos os graus filosóficos.
  19. 19. JB News – Informativo nr. 2.235– Florianópolis (SC) – domingo, 13 de novembro de 2016 Pág. 19/32 O Supremo Conselho do Brasil conveniado com o Grande Oriente continuou a usar o calendário hebraico, mas após o chamado Compromisso de Pacificação em 11/11/1952 além dos diplomas de altos graus, passou a usar este calendário em todos os diplomas dos demais graus filosóficos. A razão de tanta polêmica da Maçonaria Brasileira á respeito das datas históricas, foi ocasionada pela má interpretação por parte de alguns historiadores das atas das primeiras sessões do então Grande Oriente Brasiliano. Estas atas são em numero de dezenove e constituem o chamado Livro de Ouro da Maçonaria do Brasil. As dezenove atas vão desde o dia 17/06/1822 até o dia 25/10/1822. Graças ao Grande Secretário do Grande Oriente Brasiliano, o Irmão Capitão Manoel José de Oliveira (Irmão Bolívar), o qual escondeu as atas quando D.Pedro I mandou fechar o Grande Oriente, entregando-a depois na reinstalação do Grande Oriente, em 1831, agora com o nome de Grande Oriente do Brasil ao Vale do Lavadrio. Não fora a atitude do Irmão Bolívar, não se saberia hoje em detalhes, partes importantes da história da Maçonaria brasileira. Sabe-se que em 25/10/1822 D. Pedro mandou realizar uma devassa no Grande Oriente Brasiliano, apreendendo moveis alfaias e documentos, não só do Grande Oriente, mas também das lojas que o compunham, ou seja “Comércio e Artes à Idade do Ouro”, “União e Tranqüilidade” e Esperança de Niterói”. A partir da leitura posterior destas atas é que se iniciou a confusão. Alguns historiadores incautos, ao converterem as datas para a era vulgar, o fizeram convertendo através do calendário do Rito Moderno e não do pseudo-hebraico ou adonhiramita que foi o calendário usado na fundação do Grande Oriente Brasiliano. Isto é até um paradoxo, pois se fundaram o Grande Oriente no Rito Moderno, deveriam usar o calendário do Rito Moderno. Mas como a Loja “Comercio e Artes” a loja mãe do Grande Oriente pertencia ao Rito Adonhiramita, usaram este calendário pseudo-hebraico. O primeiro historiador a cometer este engano foi o Irmão Manoel Joaquim Menezes (Irmão Penn) que esteve presente quando da fundação do Grande Oriente Brasiliano, mas que escreveu sobre o assunto somente em 1857, trinta e cinco anos após, através do livro “Exposição histórica do Brasil”. Este Irmão já estava com idade avançada, esquecendo-se que o calendário na época pelo Grande Oriente Brasiliano era o adonhiramita. Assim é que mencionou a fundação do Grande Oriente Brasiliano em 25/05/1822, quando na realidade foi em 17/06/1822 aos 28 dias do 3º mês do ano 5822 da V:.L:. A iniciação de D.Pedro I foi no dia 02/08/1822 e não no dia 13/07/1822 (aos 13 dias do 3º mês do ano 5.822 da V:).L:. A posse de D.Pedro I como Grão-Mestre ocorreu no dia 04/10/1822 e não em 14/09/1822 (aos 14 dias do 7º mês do ano 5822 da V:.L:. A famosa sessão que ocorreu no 20º dia do 6º mês do ano 5822 da V:.L:. não foi realizada no dia 20 de Agosto de 1822 e sim no dia 09/09/1822. No dia 09/09/1822 realmente aconteceu uma sessão do Grande Oriente Brasiliano e Ledo se pronunciou a respeito conclamando que: “as atuais políticas circunstanciais de nossa pátria.o rico, o fértil e poderoso Brasil demandavam e exigiam imperiosamente que sua categoria fosse inabalavelmente formada com a proclamação de nossa independência e da Realeza
  20. 20. JB News – Informativo nr. 2.235– Florianópolis (SC) – domingo, 13 de novembro de 2016 Pág. 20/32 Constitucional na pessoa do Augusto Príncipe Perpétuo, Defensor Constitucional do Reino do Brasil”. Todavia como eram parcos os meios de comunicação na época, Gonçalves Ledo não sabia que há dois dias ou seja, no 07/09/1822, D. Pedro I já tomado esta providência á margens do Ipiranga. Ledo só tomou conhecimento no dia 15/09/1822, pois D. Pedro havia viajado noventa e seis léguas em “lombo de burro” desde São Paulo, chegou sozinho à noite do dia 14/09, muito cansado, foi dormir cedo. A boa nova só se espalhou no Rio de Janeiro no dia 15/09/1822. Alguns historiadores entre maçônicos e profanos embarcaram na forma errada de converter o calendário e deixaram este legado para muitos maçons ate os dias de hoje, que ainda persistem em afirmar que o Brasil foi proclamado em 20/08/1822. É comum ainda hoje ouvir palestrantes maçônicos mal informados dizerem a plenos pulmões que Ledo proclamou a independência do Brasil dentro de um templo maçônico no dia 20/08/1822. Hoje, felizmente a grande maioria dos maçons brasileiros sabe o que aconteceu realmente, graças a escritores como o Irmão Mello Moraes, ao escritor profano Pereira da Silva e mais recentemente ao Irmão José Castellani que converteram corretamente o calendário pseudo-hebraico. Referências Aslan, Nicola - Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria e Simbologia Mellor, A. - Dicionário da Franco Maçonaria e dos Franco-Maçons Prober, Kurt - Coletânea Bigorna nº. 01 e 02 Ritual de Aprendiz Maçom - Cayru – 1957 – GOB Grande Enciclopédia Delta Larousse Castellani, José - Trabalho: Dia 20 de Agosto de 1822: Não houve sessão na Maçonaria Gomes, Manoel - Trabalho: “20 de Agosto ou 09 de Setembro” Carvalho João Alberto – Trabalho: Dia 20 de Agosto; Equivoco histórico
  21. 21. JB News – Informativo nr. 2.235– Florianópolis (SC) – domingo, 13 de novembro de 2016 Pág. 21/32 O Irmão João Anatalino Rodrigues escreve às quintas-feiras e domingos jjnatal@gmail.com - www.joaoanatalino.recantodasletras.com.br MAÇONARIA E SIMBOLISMO- UMA VIAGEM PELO INCONSCIENTE COLETIVO DA HUMANIDADE Alexandrian sustenta que tanto o pensamento mágico quanto o racional é necessário á construção do espírito humano. O primeiro é inerente ao inconsciente, o segundo ao consciente. Ambos, porém, tem gênese tão antiga quanto o próprio homem e teriam, segundo suas próprias palavras, uma função reparadora do eu pressionado pela necessidade de dar respostas a questões que nem a razão pura, nem a razão prática, conseguem responder. 1 Não raramente a nossa mente precisa recorrer a simbolismos e outros artifícios para exprimir os conteúdos do nosso inconsciente, uma vez que a linguagem lógica, que se exprime através de símbolos pictóricos e expressões lingüísticas verbais e não verbais, não tem meios para fazê-lo. As profecias de Nostradamus, o Apocalipse de São João, as obras alquímicas, o simbolismo da Cabala, as fábulas infantis e algumas histórias bíblicas são exemplos dessas estratégias mentais, cujo conteúdo, muitas vezes, é irredutível á lógica da linguagem codificada. Por isso elas têm que ser representadas através da linguagem simbólica. O pensamento mágico não é exclusividade de espíritos místicos que procuram, irrefletidamente, penetrar nos mistérios do universo. Na verdade, sua utilização, ao longo da história da humanidade, sempre teve um sentido mais pragmático do que os amantes do positivismo científico podem pressupor. Pensadores tidos como racionalistas tiveram suas experiências com o pensamento mágico. Freud, a quem se atribui a sistematização dos conteúdos do inconsciente humano, confessou a influência que recebeu desse tipo de pensamento quando elaborou sua tese sobre o significado dos sonhos. Jung, principalmente, deve sua fama às descobertas que fez 1 Alexandrian, História da Filosofia Oculta, São Paulo, Ed. Martins Fontes, 1983 6 – Maçonaria e Simbolismo – Uma Viagem pelo Inconsciente Coletivo da Humanidade - João Anatalino Rodrigues
  22. 22. JB News – Informativo nr. 2.235– Florianópolis (SC) – domingo, 13 de novembro de 2016 Pág. 22/32 sobre as relações que o inconsciente humano mantém com o mundo mágico dos símbolos e dos arquétipos. Por sua importância na compreensão desse tema apresentamos o resumo que segue. Carl Gustav Jung (1873 ― 1961) foi um grande estudioso da simbologia que influencia o pensamento humano e gera uma grande parte das nossas crenças e tradições. Sua teoria a respeito dos arquétipos que informam a nossa vida psíquica é ainda hoje muito respeitada. Segundo ele, a espécie humana compartilha um Inconsciente Coletivo, ou seja, um conjunto de institutos culturais simbólicos, que se tornam padrões psíquicos para todos os grupos humanos, em todos os tempos. Exemplos desses arquétipos são o amor fraternal, o ritual do casamento, o medo do escuro, a associação de estados psicológicos com certas cores, a crença de que o movimento dos astros no céu influencia a vida na terra, o respeito para com os mortos, a crença na existência de seres sobrenaturais, etc. além de outros padrões simbólicos universais que informam a moral social, a religião, o sistema legal e outras estruturas sócio-cultural dos povos, em todos os tempos e lugares. Essas estruturas psicológicas são arquétipos, ou seja, modelos culturais formatados na sensibilidade da existência de forças ou “entidades” que a humanidade aprendeu a amar, temer, respeitar, enfim, dar a elas uma determinada valoração em seu material consciente ou inconsciente. Todos nós sabemos que devemos respeito aos mortos. Que precisamos procriar para perpetuar a espécie, que devemos prestar respeito e homenagens a determinados símbolos, que devemos crer na existência de forças superiores, etc. Quer dizer, essas são noções que existem anteriormente a nós e conformam a nossa maneira de pensar e de viver, por que deixar de atender a elas nos causará algum tipo de constrangimento ou limitação. Não precisamos entendê-las nem justificá-las, e muitas vezes praticamos inconscientemente o culto a esses arquétipos até como necessidade de sobrevivência. Jung associa esses arquétipos aos temas mitológicos que aparecem em contos e lendas populares de épocas e culturas diferentes. São os mesmos temas, encontrados em sonhos e fantasias de muitos indivíduos e também nos mitos e lendas de todos os povos em tempos e lugares diversos. Isso denota, segundo ele, a origem comum da humanidade, que nos seus primórdios enfrentou os mesmos desafios e fez as mesmas indagações. Arquétipos como Adão, Hércules, Cristo, Osíris, Prometeu, bem como duendes, magos e feiticeiros, todas as entidades do bem e do mal, temores e crenças em determinados elementos da natureza, são comuns a toda raça humana. Lugares e acontecimentos também constituem estruturas arquetípicas. A noção de um paraíso (Éden), por exemplo, assim como o temor de um apocalipse (um final dos tempos) são comuns para todos os povos e épocas. Estados psicológicos de felicidade e desgraça coletiva estão na origem dessas noções arquetípicas, que denunciam a necessidade de a mente humana construir uma escatologia (uma história cósmica com principio, meio e fim) para poder se sentir como partícipe dessa história. O mito grego de Édipo é um claro exemplo desse simbolismo. Édipo é um motivo tanto mitológico quanto psicológico, que representa uma situação arquetípica que se relaciona com o conteúdo da mente inconsciente do filho em relação aos seus
  23. 23. JB News – Informativo nr. 2.235– Florianópolis (SC) – domingo, 13 de novembro de 2016 Pág. 23/32 pais. Quer dizer, o mito de Édipo tem a ver com o ciúme natural que um filho (ou filha) tem da relação entre seu pai e sua mãe. Muitas histórias bíblicas também revelam conteúdos semelhantes, que são fundamentados, ou em sensibilidades que a mente humana sublimou ou reprimiu, ou em conflitos ambientais que conformaram a história do homem e suas sociedades. É fácil ver na metáfora de Cain e Abel, por exemplo, um conflito entre a agricultura e o pastoreio, patente em territórios onde a natureza não é muito pródiga em recursos naturais, especialmente pastagens e água. Assim também é a história das filhas de Lot, que reflete uma crítica dos cronistas de Israel aos seus belicosos vizinhos amonitas e moabitas. Da mesma forma, a história dos irmãos Jacó e Esaú é uma metáfora das lutas entre membros da mesma família pela herança patriarcal, que sempre foi regulada pelo princípio da primogenitura. Na mesma moldura podemos colocar também a lenda da Torre de Babel, a história do dilúvio universal e a formação das raças humanas a partir dos três filhos de Noé, cujas origens podem estar em memórias que se referem a situações e personagens arquetípicos de um tempo em que os primeiros grupos humanos ainda estavam procurando encontrar suas próprias identidades e fixar suas características dentro de um ambiente que lhes parecia competitivo e hostil.2 Normalmente os arquétipos são construídos a partir das esperanças, dos desejos e dos anseios de um povo. Como as necessidades e as lutas dos grupos humanos para construir seus sistemas de vida e fixar seus valores são mais ou menos semelhantes, essas estruturas mentais acabam sendo comuns. Por isso também é que encontraremos, em todas as literaturas sagradas os mesmos temas e praticamente as mesmas personagens, caracterizadas á maneira das necessidades e da identidade de cada povo. Talvez não tenha existido, historicamente, um Adão, um Noé, um Moisés, um Josué, da mesma forma que Aquiles, Ulisses, Hércules, Teseu, Jasão e outros heróis gregos. Da mesma forma, Arjuna, Rama e os demais heróis brâmanes, podem ser apenas imagens mentais das virtudes cultivadas por esses povos, que as retrataram na forma de personagens heróicas, da mesma forma que as lendas e folclores encontrados na cultura dos mais diversos povos do mundo, em todos os temas, são retratos dessas estruturas. Destarte, encontraremos o simbolismo do herói sacrificado pela salvação do seu povo em praticamente todas as culturas antigas, da mesma forma que o legislador, o guerreiro, o homem santo, o sábio, e também arquétipos do mal e do bem, retratados em feiticeiros, bruxas, duendes, demônios, gigantes malvados e monstros de todas as espécies. Um dos principais estudos de Jung se refere à simbologia. Os símbolos são a linguagem do inconsciente, que retrata através de analogias, aproximações e outras relações menos inteligíveis, o conteúdo de uma determinada sensibilidade, que a mente racional ainda não conseguiu classificar. 2 Gênesis, 19; 30 a 38. Hoje a tendência é interpretar a história de Cain e Abel como metáfora de uma realidade histórica. Abel representa a cultura hebraica, baseada no pastoreio e Cain os povos cananeus, que já praticavam a agricultura quando os hebreus chegaram à Palestina. A luta entre eles reflete o conflito entre a agricultura e o pastoreio, da mesma forma que a metáfora das filhas de Lot e o incesto por elas praticado com o próprio pai reflete a necessidade dos israelitas estigmatizarem seus belicosos vizinhos amonitas e moabitas, taxando-os de bastardos, produtos de uma relação incestuosa.
  24. 24. JB News – Informativo nr. 2.235– Florianópolis (SC) – domingo, 13 de novembro de 2016 Pág. 24/32 É que a nossa mente racional só entende o que ela pode representar. E a nossa capacidade de representação é do tamanho da nossa capacidade de linguagem. Daí o símbolo ser a representação de uma sensibilidade não organizada em nossa mente, mas muito forte em nossos sentidos. E mesmo que nenhum símbolo concreto possa representar de forma plena um arquétipo, quanto mais representativo ele for do material existente em nosso inconsciente, mais capacitado ele estará para eliciar uma resposta emocionada do nosso sistema neurológico. Por isso, um alemão responde mais intensamente à visão de uma cruz gamada, por exemplo, pois tal símbolo tem uma identificação profunda com conteúdos arquetípicos de sua cultura, da mesma forma que os judeus com o pentagrama, os cristãos com a cruz, a cultura xamânica com determinados animais, etc.3 Assim, na estrutura mais profunda do pensamento humano o arquétipo é um elemento básico que muitas vezes o conforma e o dirige. Não há tradição popular que não tenha em sua base um ou mais arquétipos a sustentá-la. Da mesma forma as religiões, sejam elas metafísicas, como a religião dos Vedas, o Budismo e o Taoísmo, que se baseiam em doutrinas desenvolvidas por inspirações reconhecidamente cerebrinas, ou as reveladas, como o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo, cujos seguidores acreditam que tenham sido ensinadas pela própria Divindade, também são informadas por arquétipos. Como a Maçonaria é uma cultura fundamentalmente simbólica, é interessante conhecer um pouco o trabalho de Jung. Por isso fizemos este pequeno excerto dos seus estudos acerca dos arquétipos fundamentais que estão nas raízes das crenças e tradições da humanidade. Nele encontraremos as noções fundamentais para o entendimento dos verdadeiros significados dos símbolos, lendas e metáforas que informam a estrutura mais sutil da Arte Real.4 3 Para mais informação sobre esse tema veja-se C. G Jung- Arquétipos e Inconsciente Coletivo- Vol. X- Ed. Vozes,São Paulo, 1986.. 4 Para maiores referências sobre esse tema, veja-se a nossa obra O Tesouro Arcano, publicado pela Editora Madras, 2012.
  25. 25. JB News – Informativo nr. 2.235– Florianópolis (SC) – domingo, 13 de novembro de 2016 Pág. 25/32 (as letras em vermelho significam que a Loja completou ou está completando aniversário) GLSC - http://www.mrglsc.org.br GOSC https://www.gosc.org.br Data Nome da Loja Oriente 05.11.1997 União do Vale nr. 69 Blumenau 10.11.2001 Arte Real Santamarense nr. 83 Sto. Amaro da Imperatriz 14.11.1983 Obreiros da Liberdade, nr. 37 Xaxim 14.11.1983 29 de Setembro nr. 38 S. Miguel do Oeste 17.11.1950 14 de Julho nr. 03 Florianópolis 17.11.1986 Templários da Arte Real nr. 44 Blumenau 17.111993 Rei David nr. 58 Florianópolis 18.11.1993 Ottokar Dörffel nr. 59 Joinville 19.111996 Ordem e Progresso nr. 65 Joaçaba 19.11.2003 Fraternidade Lourenciana nr. 86 S. Lourenço do Oeste 19.11.1996 Manoel Gomes nr. 24 Florianópolis 21.11.1986 Liberdade e Justiça nr. 45 Abelardo Luz 21.11.1994 Fraternidade Capinzalense nr. 52 Capinzal 21.11.1992 União e Verdade nr. 53 Florianópolis 24.11.1982 Ary Batalha nr. 31 Florianópolis Data Nome da Loja Oriente 02/11/1991 Seixas Neto Florianópolis 03/11/1971 Acácia dos Campos Campos Novos 03/11/2010 Colunas da Sabedoria Joinville 07/11/2001 Zodiacal Florianópolis 11/11/2005 Harmonia e Perseverança Itajaí 15/11/1979 Ciência e Trabalho Tubarão 22/11/1997 Templários da Liberdade Pinhalzinho 25/11/1977 Fraternidade Catarinense Florianópolis 7 – Destaques (Resenha Final) Lojas Aniversariantes de Santa Catarina Mês de Novembro
  26. 26. JB News – Informativo nr. 2.235– Florianópolis (SC) – domingo, 13 de novembro de 2016 Pág. 26/32 GOB/SC – http://www.gob-sc.org.br/gobsc Data Nome da Loja Oriente 03.11.99 Delta do Norte - 3273 Florianópolis 04.11.81 Palmeira da Paz - 2121 Blumenau 09.11.10 Regeneração Guabirubense, 4100 Brusque 12.11.99 União e Justiça - 3274 Chapecó 15.11.01 Verdes Mares - 3426 Camboriú 15.11.96 Verde Vale - 3838 Blumenau 19.11.80 União Brasileira - 2085 Florianópolis 19.11.04 Verdade e Justiça - 3646 Florianópolis 21.11.69 Jerônimo Coelho - 1820 Florianópolis 22.11.95 Luz da Verdade - 2933 Lages 24.11.92 Nereu de O. Ramos - 2744 Florianópolis 25.11.04 Luz e Frat Rionegrinhense -3643 Rio Negrinho 25.L1.06 Obreiros da Terra Firme - 3827 Florianópolis 29.11.11 Ciência e Misticismo - 4177 São José
  27. 27. JB News – Informativo nr. 2.235– Florianópolis (SC) – domingo, 13 de novembro de 2016 Pág. 27/32 Caro Irmão: A Loja Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônica, a Chio da Botica, sente-se horada em convidá-lo para mais uma brilhante palestre a ser proferida pelo nosso Irmão Hercule Spoladore, Membro Fundador da Loja de Pesquisas Maçônicas Brasil, Oriente de Londrina – PR e Membro Correspondente nº 1 da Loja Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônicas, em comemoração ao 21º aniversário de fundação de nossa Loja; A Administração do Palácio Maçônico está liberando o ingresso pela entrada principal da Av. Aureliano Figueiredo Pinto. 945. Vossa presença muito nos honrará. Pela atenção e comparecimento deixamos um TFA Cesar Volnei da Luz Gomes Venerável Mestre Loja Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônicas – GORGS Porto Alegre - RS
  28. 28. JB News – Informativo nr. 2.235– Florianópolis (SC) – domingo, 13 de novembro de 2016 Pág. 28/32 Ir Marcelo Angelo de Macedo, 33∴ MI da Loja Razão e Lealdade nº 21 Or de Cuiabá/MT, GOEMT-COMAB-CMI Tel: (65) 3052-6721 divulga diariamente no JB News o Breviário Maçônico, Obra de autoria do saudoso IrRIZZARDO DA CAMINO, cuja referência bibliográfica é: Camino, Rizzardo da, 1918-2007 - Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014 - ISBN 978-85.370.0292-6) Para o dia13 de novembro: A RÉGUA DE 24 POLEGADAS A polegada é uma medida antiga que se afastou do sistema métrico francês; contudo, ainda é usada, posto que esporadicamente, por nós, brasileiros. A maçonaria a adota porque simboliza o dia com as suas 24 horas. Assim, a régua maçônica mede 0,66 (sessenta e seis centímetros (a polegada é a 128 parte do pé, ou seja, 0,0275). O tamanho da régua já sugere que é um instrumento destinado à construção. Filosoficamente, o maçom deve pautar a sua vida dentro de uma determinada medida, ou seja, deve programá-la corretamente e não se afastar dela. A programação é necessária para que a vida resulte equilibrada e vitoriosa. Essa programação compreende as 24 horas do dia, o que equivale a programar as horas de trabalho, lazer e descanso. Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 336. Visite o site da Loja Professor Mâncio da Costa nr. 1977 www.manciodacosta.mvu.com.br Florianópolis
  29. 29. JB News – Informativo nr. 2.235– Florianópolis (SC) – domingo, 13 de novembro de 2016 Pág. 29/32 1 – Crianças e animais: como não se encantar? 2 – Para se divertir: O teste de coragem dos soldados! 3 – Arte: Como as árvores podem se tornar belas obras primas! 4 – Bruxelas – Gran Place: Begonias de Bruxelas - Alfombra de flores en Bruselas.pps 5 – Raras fotografias históricas: Raras Fotografias Historicas5.pps 6 - Paris e os grandes magasins: paris_Grands_magasins_1_Mimi40.pps 7 – Filme do dia “Milagres do Coração” – dublado Sinopse: Nathan Andrews, um médico residente, volta para sua cidade natal depois de perder um adolescente na mesa de cirurgia. Ele se junta a seu pai em sua oficina mecânica e se torna técnico de basquete de alguns jovens. Neste ponto, ele encontra Charlie e Meghan. Meghan está tentando abrir um negócio para solteiros e mães que trabalhan, enquanto Charlie se encontra doente. Suas vidas estão conectadas e Nathan encontra alguém do seu passado. https://www.youtube.com/watch?v=7lilmrUoGJY
  30. 30. JB News – Informativo nr. 2.235– Florianópolis (SC) – domingo, 13 de novembro de 2016 Pág. 30/32
  31. 31. JB News – Informativo nr. 2.235– Florianópolis (SC) – domingo, 13 de novembro de 2016 Pág. 31/32 O Irmão e poeta Sinval Santos da Silveira * escreve aos domingos neste espaço Em segredo, guardo as emoções contidas no peito que, meio sem jeito, ainda consigo esconder. Com os olhos rasos d´água, trucido as minhas mágoas, só para não te aborrecer. Confesso, já tentei te esquecer... Fiz promessas ao meu santo protetor, subi ladeiras de joelhos, visitei macumbeiros, mas nada adiantou. Cada vez que faço isto, mais aumenta este amor !
  32. 32. JB News – Informativo nr. 2.235– Florianópolis (SC) – domingo, 13 de novembro de 2016 Pág. 32/32 Subjugado, caminho sem destino, à procura nem sei do que. Mesmo perdido no emaranhado desta emoção, sinto felicidade em meu coração ! De sereia te vesti e no fundo do mar, nos porões de um calabouço, por ciúme, te prendi. Enlouquecido, pintei teu rosto numa tela invisível, só vista nos meus delírios. Exibida e atrevida, no alto da escada, chamas por mim. Arrasto, de degrau em degrau, meu corpo cansado, em busca do pecado... Lá no alto, grito o teu nome, mas só escuto o canto da sereia, acorrentada nas profundezas do mar ! Então, retorno ao meu lugar de sonhador, alimentado este amor, na esperança de não mais acordar. Veja mais poemas do autor, Clicando no seu BLOG: http://poesiasinval.blogspot.com * Sinval Santos da Silveira - MI da Loja Alferes Tiradentes nr20 –. Florianópolis

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