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Jb news informativo nr. 2209

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Jb news informativo nr. 2209

  1. 1. JB NEWS Filiado à ABIM sob nr. 007/JV Editoria: Ir Jeronimo Borges Loja Templários da Nova Era nr. 91(Florianópolis) - Obreiro Loja Alferes Tiradentes nr. 20 (Florianópolis) - Membro Honorário Loja Harmonia nr. 26 (B. Horizonte) - Membro Honorário Loja Fraternidade Brazileira de Estudos e Pesquisas (J. de Fora) -Correspondente Loja Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônicas (P. Alegre) - Correspondente Academia Catarinense Maçônica de Letras Academia Maçônica de Letras do Brasil – Arcádia de B. Horizonte O JB News saúda os Irmãos leitores de Mesquita – (RJ) – “A caçula da Baixada” Saudações, Prezado Irmão! Índice do JB News nr. 2.209 – Florianópolis (SC) – terça-feira, 18 de outubro de 2016 Bloco 1-Almanaque Bloco 2-IrManoel Miguel – Ascenção e Queda dos Cavaleiros Templários (Coluna semanal) Bloco 3-IrArthur Aveline – O Despertar da Consciência (do Site O Ponto Dentro do Círculo) Bloco 4-IrCleber Basso – O Silêncio do Aprendiz Bloco 5-IrJosé Anselmo Cícero de Sá – O Conceito de Felicidade no período do Apogeu Socrático Bloco 6-IrE. Figueiredo – As Redes Sociais e a Maçonaria (matéria do XXIII Encontro de Estudos ) Bloco 7-Destaques JB – Breviário Maçônico p/o dia 18 de outubro. Versos do Irmão e Poeta Raimundo Augusto Corado
  2. 2. JB News – Informativo nr. 2.209 – Florianópolis (SC) – terça-feira, 18 de outubro de 2016 Pág. 2/28 18 de outubro S. LUCAS — Natural da cidade de Antióquia, douto em línguas, médico, pintor erudito. Pagão converteu- se ao cristianismo por intercessão de S. Paulo, a quem pediu o batismo, fazendo-se apóstolo, escreveu a História Evangélica e os Atos Apostólicos. Privou com a Virgem Maria e Jesus Cristo, seu filho. Pintou a Virgem e pensa-se que seja o quadro que está na basílica de S. Maria Maior, em Roma. Pregou o Evangelho na Itália, França, Dalmácia, Macedónia, Grécia, Egito, Tebaida e Líbia. Faleceu com 84 anos, uma vida de martírio, trouxe sempre no corpo a mortificação da cruz, por honra do nome do Mestre, é om padroeiro dos pintores. 1534 – Deu-se o caso dos cartazes em França, criticando as doutrinas da igreja católica são afixados nas ruas. 1739 — Morreu em Lisboa, António José da Silva, O Judeu, maçon, degolado e queimado em Auto de Fé, condenado em 11/3 à morte (8/5/1705). 1741 — Nasceu em Amiens, Pierre Ambrose Choderlos de Laclos, marechal de campo francês, psicólogo, político jacobino e escritor, Ligações Perigosas é um clássico, adotado ao cinema e Ernestina, iniciado maçon na Loja União, de Toul-Artillerie, de que foi V.M. (9/5/1803). 1748 — Assinado o tratado de paz de Aix-la-Chapelle, fim da guerra da sucessão austríaca. Nesta edição: Pesquisas – Arquivos e artigos próprios e de colaboradores e da Internet – Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias, de colaboradores e www.google.com.br Os artigos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião deste informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores. 1 – ALMANAQUE Hoje é o 292 dia do Calendário Gregoriano do ano de 2016– (Lua Cheia) Faltam 74 dias para terminar este ano bissexto Dia do Médico Se o Irmão não deseja receber mais o informativo ou alterou o seu endereço eletrônico, POR FAVOR, comunique-nos pelo mesmo e-mail que recebeu a presente mensagem, para evitar atropelos em nossas remesssas diárias. Obrigado. Colabore conosco para evitar problemas na emissão de nossas mala direta diária. EFEMÉRIDES DO DIA -Ir Daniel Madeira de Castro (Lisboa) (Fonte: Livro das Efemérides - Históricas, Políticas, Maçônicas e Sociais - 2016)
  3. 3. JB News – Informativo nr. 2.209 – Florianópolis (SC) – terça-feira, 18 de outubro de 2016 Pág. 3/28 1817 — Morreu em S. Julião da Barra, Oeiras, Gomes Pereira Freire de Andrade e Castro, maçon, enforcado e queimado, à data era G.M. do G.O.L.. Quem deu a ordem de execução foi seu primo Miguel Pereira Forjaz. Em 4/6/1821 e em 20/5/1822 foi anulada a sentença desta condenação (27/1/1757). — Enforcados no Campo Santana, os primeiros mártires da liberdade, companheiros de luta de Gomes Freire de Andrade, no campo Santana, hoje campo dos Mártires da Pátria, entre os quais: José Ribeiro Pinto, José Francisco das Neves, Maximiano Dias Ribeiro e Manuel de Jesus Monteiro, todos maçons e José Joaquim Pinto da Silva, José Campello de Miranda, Manuel Monteiro de Carvalho, Henrique José Garcia de Moraes, António Cabral Calheiros Furtado de Lemos, Manuel Inácio de Figueiredo e Pedro Ricardo de Figueiró, muitos deles provavelmente maçons, por denúncia dos traidores João de Sá Pereira Soares, Morais Sarmento e José Andrade Corvo, todos indignos maçons. Enforcados onze mártires, queimados e cortada a cabeça a sete, tornando este dia num dos mais vergonhosos da nossa História. Deportados para as colónias: Francisco António de Sousa, António Pinto da Fonseca Neves e Francisco de Paula Leite, foi expulso do País, Christian Adolf Friedrich, barão de Eben, maçon. — Morreu em Paris, Étienne-Nicolas Méhul, maçon francês (22/6/1763). 1818 — Nasceu em Lisboa, José da Silva Mendes Leal Júnior, escritor, jornalista, diplomata e político, adepto do cabralismo combateu na Patuleia, gov. vivil de Viana do Castelo, foi pres. da Câmara de Deputados e ministro da marinha e dos negócios estrangeiros, diplomata em madrid e Paris, iniciado maçon entre 1838/42 na Loja Regeneração, de Lisboa, do G.O. Provincial Irlandês, com o nome simbólico de Ariosto. G.M. em 25/1/1866 a 1867 na Conf. Maç. Portuguesa, fundador e primeiro e único G.M. do G.O. Português e G.M. Honorário em 1869 do G.O.L..U, S.G.C. Comendador do R.E.A.A. em 1867/9 (22/8/1886). 1830 — Por decreto de D. Pedro IV, maçon (12/10/1798), a bandeira nacional passou, de integralmente branca, a ser azul e branca, havendo quem associe estas cores às cores do Rito Francês. 1850 – A rainha D. Maria II instituiu o ducado de Palmela em benefício de D. Pedro de Sousa Holstein. 1852 — Faleceu em Águas Santas, Porto, Agostinho Albano da Silveira Pinto, maçon (17/7/1785). 1864 — Celebrado um tratado de amizade entre o G.O.L. e o G.O. de Itália. 1867 — Nasceu em Nechanice, Alois Rasin, economista e político checo, contribuiu para a construção da nação, ministro das finanças do primeiro governo da república checa em outubro de 1918, após a destruição do império austro-húngaro. Preso dois anos, voltou à cena política tornando-se no líder da resistência aos habsburgos, condenado à morte, comutada em mais de dez anos de prisão, reabilitado em 1917, reiniciando uma vida de luta pela sua nação, escreveu Os Direitos da Nação Checa, foi a primeira vítima checa dos comunistas, maçon, Grau 33º e Grande Chanceler do Sup. Cons. para a República Checa (18/2/1923). 1868 — Fundados os Bombeiros Voluntários de Lisboa. 1871 — Faleceu em Londres, Charles Babbage (26/12/1791). 1872 — Nasceu em Évora, Ernesto Maria Vieira da Rocha, gen., cte. da G.N.R, pres. do Sup. Trib. Militar e ministro da guerra e das colónias, pres. da comissão executiva da estátua do marquês de Pombal em Lisboa, iniciado maçon em 1916 na Loja Acácia, de Lisboa, elevado em 1919 ao 7° Grau do R. F., pres. do C.O. do G.O.L.U. em 1922/6 (16/4/1952). 1893 — Faleceu em Saint Cloud, Paris, Charles François Gounod, maçon francês (17/6/1818).
  4. 4. JB News – Informativo nr. 2.209 – Florianópolis (SC) – terça-feira, 18 de outubro de 2016 Pág. 4/28 1910 — Abolidos os títulos nobiliárquicos em Portugal. — Foi proibido o juramento religioso em Portugal, para satisfazer o sentimento liberal e as aspirações dos sentimentos republicanos da nação portuguesa. 1917 – Foi lançado um selo comemorativo do centenário do assassinato de Gomes Freire de Andrade, uma homenagem go G.O.L.. 1924 — Instalada em Castanheira de Pêra, a Loja Guerra Junqueiro, n° 414 do G.O.L., no R. F., abateu colunas em 6/3/1926. 1931 — Faleceu em West Orange, New Jersey, Thomas Alva Edison (11/2/1847). 1934 — Deflagrou uma greve insurrecional que se saldou por um rotundo fracasso. 1941 — Faleceu em Aljustrel, António Lobo de Aboim Inglês, maçon (30/6/1869). — Morreu em Bougie, Argélia, Manuel Teixeira Gomes, cego, trasladado em 16/10/1950 para Portimão (27/5/1860). 1950 — A G.L. Unida de Inglaterra (4/9/1929) enviou uma carta à G.L. do Uruguai, rompendo relações, reafirmando nessa carta, que todo o Maçon deveria obrigatoriamente professar uma religião revelada, que a Maçonaria era um sistema de moralidade, um culto para espalhar a crença na existência dum Deus, que nenhum livro poderia substituir o Livro da Religião, e que a Maçonaria era um culto fundado sobre uma base religiosa. 1955 – Faleceu em Madrid, José Ortega y Gasset, maçon espanhol (9/5/1883). 1961 – Faleceu em Lisboa, Amilcar da Silva Ramada Curto, maçon (6/4/1868). 1963 – Faleceu no Porto, Cláudio Carneyro, de derrame cerebral (27/1/1895). 1982 – Faleceu em Paris, Pierre Mendès France, maçon francês (11/1/1907). 1997 – Inaugurado em Bilbau, o museu Guggenheim. 2003 – Inaugurada em Lisboa, em sua homenagem a estátua de Gomes Freire de Andrade, na rua com seu nome, uma iniciativa do G.O.L. e da C. M. de Lisboa, representadas pelo G.M. António Arnaut e pelo pres. da edilidade Dr. Santana Lopes, o busto é da autoria do escultor Francisco Simões e a base do arq. Luís Conceição. – Primeiros agraciados com o Grande Colar de Ouro do G.O.L. por relevantes serviços prestados à Ordem, os dois decanos da Maçonaria Portuguesa, Fernando Valle (iniciado em 1923) e Emídio Guerreiro (iniciado em 1929), homenagem pública prestada em Coimbra, presidida pelo G.M. António Arnaut. 1871 Foi decidido editar um Boletim do Grande Oriente do Brasil sendo seu primeiro redator o IrAlexandrino Freire do Amaral. 1931 Fundação da Lajoa Maçônica Regente Feijó, de Cotia – SP. 1997 Fundação da Loja Acácia das Gaivotas nr. 67, de Balneário Gaivota, que trabalha no REAA (GOSC) Fatos maçônicos do dia Fonte: O Livro dos Dias (Ir João Guilherme) e acervo pessoal
  5. 5. JB News – Informativo nr. 2.209 – Florianópolis (SC) – terça-feira, 18 de outubro de 2016 Pág. 5/28 Irmão Manoel Miguel é MM da Loja Colunas de São Paulo, 4145 CIM 293-759 - GOB/GOSP – São Paulo Escritor – Palestrante – Coach em Saúde e Estilo de Vida Autor do livro: Viver Mais Com Saúde e Felicidade O Ir Manoel Miguel escreve às terças-feiras neste espaço. ASCENSÃO E QUEDA DOS CAVALEIROS TEMPLÁRIOS “Non nobis Domine, non nobis, sed nomini tuo ad gloriam” “ Não a nós, Senhor, não a nós, mas pela Glória de teu nome” Salmos 115:1. Os Templários foram uma das mais importantes ordens de cavalaria durante as Cruzadas. Sua história, atos, sucessos e fim trágico atraem muitos leitores e pesquisadores, aguçando os sentimentos quanto a sofisticação e status de tão famosa organização. A verdadeira história de seu fim trágico raramente é contada, sendo que não há muito interesse da Igreja em contar algo que se tornou uma, entre as muitas páginas negras de seus atos registrados na história. Sua fundação ocorreu em 1118, por Hugo de Payens, Godofredo de Saint-Omer e mais sete cavaleiros, com aval do Rei Balduíno II de Jerusalém e da Igreja, sendo oficializada em 1128, pelo Papa Honório II. Os Templários simbolizavam a união de monges e cavaleiros guerreiros, que elegeram como patrono “La douce mère de Dieu” – A doce mão de Deus, subordinados às regras de Santo Agostinho, tendo como juramento, a consagração de suas espadas, armas, força e vidas em defesa dos mistérios da fé Cristã; prestar obediência absoluta ao Santo Papa e ao Grão-Mestre; enfrentar os perigos da guerra e do mar e, quando afrontados pelos infiéis, nunca retroceder. Eles também juraram voto de castidade e pobreza, prometeram nunca desobedecer alguma Ordem e nunca tomar possessão de terras ou propriedades alheias. O Rei Balduíno deu a eles uma parte do seu palácio e, como ficava próximo da Igreja do Templo, (atualmente é a Mesquita Al-Aqsa), o abade deu a eles livre curso ente a Igreja e o Palácio, o que os tornou conhecidos como “Soldados do Templo ou “Militia Templi”, ou, simplesmente Cavaleiros Templários. O nome completo é Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão. Os nove primeiros anos após a fundação da Ordem foram marcados por muita pobreza. Eles eram tão pobres que Hugh de Payens e Godofredo tinham apenas um cavalo, o que tornou um selo da Ordem: Dois homens montados em um cavalo. Logo após a confirmação oficial da Ordem, o Papa Honório II oficializou um manto branco como vestimenta, e, mais tarde, em 1145, com o papado de Eugênio III, foi afixado uma cruz a esse manto, que ficava no peito, sobre as vestes dos cavaleiros. A Ordem definiu como sua bandeira um retângulo de linho, listrado de branco e preto, e, assim como os americanos chamam sua bandeira “The Star Spangled Banner” – A Bandeira Estrelada, os Templários chamavam sua bandeira de “Beauséant” – Cavalo Malhado. A bandeira trazia a cruz vermelha no centro, e a inscrição “Non nobis, Domine, non nobis, sed nomini tuo ad gloriam” – Não a nós, Senhor, não a nós, mas pela Glória de teu nome. Salmos 115:1. Essa frase do Salmo referido era como um aval de Deus à guerra e o derramamento de sangue contra os chamados infiéis da Crescente – os muçulmanos rebeldes que matavam os cristãos que se dirigiam a Jerusalém. Os Templários receberam apoio de muitos reis e príncipes, muitos cavaleiros foram iniciados à Ordem, e o rei Afonso, de Aragão e Navarro os apontou como herdeiros, embora seu povo não ratificou tal legado. Os Templários rapidamente se tornaram os proprietários mais ricos da Europa, chegando a possuir 9 mil postos de 2 – Ascenção e Queda dos Cavaleiros Templários - Manoel Miguel
  6. 6. JB News – Informativo nr. 2.209 – Florianópolis (SC) – terça-feira, 18 de outubro de 2016 Pág. 6/28 comandos, situados em vários países da Europa e Palestina, com renda anual de mil e doze milhões de francos. Seus postos de comandos se espalhavam por províncias do Leste (Jerusalém, Trípoli, Antioquia, Chipre) e do Oeste, (Portugal, Castile e Leon, Aragão, França, Irlanda, Alemanha, Itália e Cicília). O quartel general dos Templários era situado em Jerusalém enquanto ela esteve nas mãos dos cristãos. Depois disso, seu quartel general foi transferido para a França, onde levantaram um enorme edifício que ficou conhecido como O Templo. Foi nesse edifício que o rei Felipe o Belo buscou refúgio e foi acolhido pelos Templários em 1306, quando fugia da fúria do povo francês, até que se acalmassem. Nessa ocasião, os Templários cometeram um grande equívoco que pode ter culminado em sua ruína, pois, mostraram ao rei todos os seus tesouros, posses, dimensão de suas riquezas e toda sua glória. Foi como alguém que mostra seus tesouros aos ladrões. A história tem mostrado que, toda vez que alguém mostrou ao poderosos todo o seu potencial, riqueza e glória, acabou pagando caro por isso. Acredito que nunca devemos mostrar tudo que temos potencialmente, já que a força cega, motivada pela inveja e a traição, que são os piores inimigos da humanidade e moram dentro de cada ser humano, as vezes adormecidas, como um vulcão, aguardando o momento em que nos esquecemos de administrar nossos vícios, para aflorarem como armas destruidoras, podem despertar o lado sombrio do homem. É por isso que, pessoas tidas como boas, de repente tomam atitudes tão perversas que custamos acreditar. Afinal, as capacidades de sermos bons ou maus residem dentro de cada um de nós. Lapidar a pedra bruta consiste em conhecermos a nós mesmos, nosso potencial de bondade e maldade, e administrar aquilo que desejamos que aflore em nós. Precisamos estar atentos quanto a maneira como acolhemos um desgraçado que pede abrigo e socorro. Por vezes, acolher uma pessoa pode se tornar o fim da paz ou da vida de quem socorre. Essa foi uma das lições tiradas da história dos Templários. Vejamos o que ocorre mais adiante. No final do século XII a Ordem dos Cavaleiros Templários contava com 30.000 membros, a maioria deles na França, e o Grão-Mestre era escolhido normalmente entre os franceses. Pelo grande número de membros iniciados, era facilmente possível levantar um grande exército em qualquer lugar do Leste, e sua frota manipulava o comércio de toda região, o que significa que os Templários se distanciaram de sua marca original: humildade, piedade, castidade e pobreza. Possivelmente esse foi o segundo erro dos Templários: o dinheiro e o poder subiram à cabeça e desceram ao coração. Temos exemplos de sobra nos legados da história sobre as consequências de quando o poder e o dinheiro sobem à cabeça de pessoas, povos e organizações. Eles perderam a Palestina e não fizeram nenhum esforço para evitar que isso acontecesse. Mas, a espada que seria para ser usada apenas a ‘serviço de Deus’, frequentemente a estavam desembainhando em seus benefícios, se envolvendo em brigas e guerras nos países onde habitavam. Eles se tornaram orgulhosos e arrogantes. São pontos importantes para observarmos e evitarmos que aconteçam com cada um de nós, pois, me parece que são dois vícios muito presentes em nossas Lojas. Antes de morrer, o rei da Inglaterra, Ricardo I, também conhecido como rei Ricardo Coração de Leão, disse sobre os Templários: “Morro deixando para trás avareza aos monges cistercienses, luxúria aos frades miseráveis e orgulho aos Templários”. Falando sobre Inglaterra, certa vez os Templários fizeram ao rei a seguinte afirmação: “Nós permitiremos que sejas rei da Inglaterra, desde que sejas justo”. A frase não estava errada, afinal, tudo que os Templários desejavam era que a justiça fosse exercida e preservada, mas a ousadia do recado fez alguns reis meditarem sobre o quanto os Templários estavam poderosos, orgulhosos e se achando donos do mundo, entre estes, o rei Felipe o Belo, que já tramava planos de injustiça e punição aos que o acolheram quando fugia da morte pelo povo. Os Templários, Hospitalários e os Cavaleiros de São João se uniram certa vez, contra o rei de Castile. Parecia que seus planos iriam muito além da missão que juraram. Talvez sonhassem com o estabelecimento de um domínio universal parecido com o dos Cavaleiros Teutônicos da Prússia, dos Hospitalários em Malta ou dos Jesuítas no Paraguai. Começaram a surgir acusações de que eles haviam perturbado a paz na Palestina, destronado o rei de Jerusalém, Henrique II, por sua rivalidade com os Hospitalários; tinham se aliado aos infiéis, haviam declarado guerra à Antioquia e Chipre; tinham devastado a Grécia e a Trácia; tinham se recusado a contribuir com o resgate de São Luis; tinham colocado Jaime de Aragão e Anjou um contra o outro, um crime imperdoável pela França; e tantas outras acusações, a maioria delas, sem provas. Mas precisavam um motivo para os incriminar. Agora, o maior crime mesmo, na visão de Felipe o Belo e da própria Igreja, foi o fato de os Templários terem ficado extremamente ricos. Bem que o rei Felipe tentou outros meios
  7. 7. JB News – Informativo nr. 2.209 – Florianópolis (SC) – terça-feira, 18 de outubro de 2016 Pág. 7/28 não armados para pôr a mão na riqueza dos Templários, como por exemplo, a união das duas Ordens, Templários e Hospitalários, onde possivelmente seu próprio filho seria o Grão-Mestre, mas isso foi rejeitado pela Ordem dos Templários. O fim dos Templários estava pré-determinado. Felipe o Belo estava falido, tinha gastado seu último centavo na sua vitória contra Mons. Embora tenha saído vitorioso, essa guerra o arruinou de vez, tornando a vitória pior que uma derrota. Agora ele tinha que restaurar Guiena e estava a ponto de perder Flandres. A Normandia estava se rebelando contra um imposto que o rei estava cobrando. Normalmente, quando um país está quebrado, a primeira coisa que pensam é aumentar impostos e arrancar dinheiro dos cidadãos. A revolta dos parisienses contra o governo do rei Felipe o Belo era tão grande que foi necessário impor uma lei proibindo o encontro e reuniões com mais de cinco pessoas. Como obter mais dinheiro diante de tal situação? Os judeus tinham sido torturados com impostos e taxas, prisões e todo tipo de tortura e já não conseguiam contribuir com mais nada. Precisava de um confisco muito grande, sem descontentar as classes mais abastadas da França, com as quais o governo costumava contar. As acusações mais absurdas contra os membros da Ordem dos Templários eram de heresia, impiedade e crimes horríveis. O rei conseguiu dois acusadores de peso, que haviam sido expulsos da Ordem por mal comportamento e terem cometido vários crimes. Eram eles, Florentino Roffi Dei e Montfaucon, que tinha sido sentenciado à prisão perpétua, mas havia escapado e agora era acusador dos seus irmãos de Ordem. Na maioria das vezes, o maior inimigo de um grupo é aquele que se desvia do caminho e precisa de punição, pois, aliado do mal, tem os segredos, as virtudes e os vícios na mão, sendo agora traidor e perjuro, é tudo que o inimigo deseja para impor uma derrota. O rei não perdeu tempo e se aproveitou disso. Beltrão de Got havia se tornado papa sob a influência do rei Felipe o Belo, com o título de Clemente V, que agora cobrava-o por contribuir com sua parte na condenação e destruição dos Templários. O Papa atende prontamente o pedido e manda chamar o Grão-Mestre, Jacques Demolay para ‘tratar dos assuntos referentes à retomada da Terra Santa’, uma farsa que o Grão-Mestre caiu certinho. Jacques Demolay saiu do Chipre e veio para Paris em 1307, acompanhado de 60 cavaleiros, trazendo consigo 150.000 florins de ouro e muita prata, numa carga de 12 cavalos. Ele depositou essa riqueza no Templo. Para dar a falsa impressão de que o Grão-Mestre estaria seguro, o rei Filipe o tratou com muita consideração, o fez padrinho de um de seus filhos e o escolheu como uma das pessoas mais distintas para carregar o caixão de uma cunhada sua, que faleceu naqueles dias. No dia seguinte, 13 de outubro de 1307, o rei mandou prendê-lo e enviou cartas para todas as repartições do rei nas províncias, mandando prender todos os Templários, tomar e saquear suas casas e propriedades, que doravante pertenceriam ao Estado. Nesse dia, milhares de membros da Ordem foram presos, muitos torturados e mortos à espada ou queimados. Os Templários foram acusados de negar a Cristo, à Virgem Maria e aos Santos; de cuspir e pisotear a cruz; de adorar a Bafomé em uma caverna escura, ungindo-o com gordura de crianças que eles tinham sacrificado; de adorar ao demônio em forma de gato; de queimar os corpos dos Templários mortos e dar as cinzas para os novos iniciados beberem ou comerem misturadas em suas comidas e bebidas. Eles foram condenados por vários crimes incomuns, deboches assombrosos e tantas superstições abomináveis que somente alguém insano seria capaz de cometer. Para que confessassem seus crimes, foram submetidos a torturas pesadas, sob as quais qualquer indivíduo confessaria o que não fez. Muitos deles morriam queimados ou sob tortura, mas não confessavam crimes que não fizeram; outros morreram de fome ou se suicidaram na prisão. As torturas eram executadas na França, Inglaterra e outros países, em nome do rei Filipe o Belo e da Santa Igreja. A sede pelo dinheiro, ouro, prata, propriedades e poder dos Templários era tão grande que essas torturas e condenações prosseguiram por vários anos. As condenações ocorreram na Itália, Inglaterra e França, mas Alemanha, Espanha e Chipre absolveram os Templários de todas as acusações. De fato, não havia crime. Era uma farsa das mais chocantes da história. O Papa até que ameaçou sair do processo e inocentar os Templários, já que sua fatia de riquezas, propriedades e dinheiro não estava sendo passada conforme o combinado, mas, rapidinho os reis da França e Inglaterra trataram de ajeitar as coisas e a Igreja continuou a suportar o sequestro e a carnificina. Em um único dia, 59 Templários foram levados para um convento de Santo Antônio, que ficava mais no campo, onde muita lenha e brasa os esperava. Foi dado oportunidade para
  8. 8. JB News – Informativo nr. 2.209 – Florianópolis (SC) – terça-feira, 18 de outubro de 2016 Pág. 8/28 eles assumirem as acusações as quais não mereciam. Todos recusaram mentir e foram jogados na fogueira em nome da Igreja. Em todas essas ocasiões, os frades Dominicanos eram chamados para assistir como testemunhas. Jacques Demolay ficou na prisão por cinco anos e meio. Forjaram sua confissão, para amenizar o efeito da tirania, mas finalmente, em 18 de março de 1313, ele e o Grande Preceptor da Ordem foram queimados aos poucos em fogo baixo, demorado, numa ilha do Sena, entre os jardins reais e a Igreja dos Irmãos Eremitas. Os Templários tinham em suas iniciações, credos e ritos, algo peculiar e secreto que incomodava muito a Igreja. Sua longa jornada pela Palestina, ouvindo e investigando os chamados ‘heréticos’ pela Igreja, entre os gregos cismáticos que abandonaram Constantinopla e vieram para viver entre os árabes, tinham contato com os Sarracenos e, finalmente, morando sob os escombros do Templo de Salomão na Terra Santa (tiveram acesso as verdades que a Igreja escondia), tudo isso provocou sérias mudanças na vida dos Templários, os distanciando de sua constituição original, não apenas em desacordo, mas também em posição antagônica aos costumes ortodoxos da Igreja, daquilo que os originou, motivou e os fortaleceu enquanto irmandade militar. Eles construíram seus Templos, o que difere muito de Igreja, e de certa forma representava para o Papa uma postura rebelde e ambiciosa. O Templo é algo acima da Igreja; Igreja tem data de fundação e local de habitação; já o Templo, sempre existiu e é eterno. Igrejas caem e são destruídas; o Templo permanece eternamente como símbolo de perpetuação do espírito. Os Templários se consideravam os verdadeiros sacerdotes e protetores do Templo; suas iniciações representavam uma Cristandade superior, a Religião Pura. A Igreja é chamada a casa de Cristo; já o Templo, é a casa do Espírito Santo. Os Templários haviam descoberto na Palestina a religião cristã pura, que os Essênios de Qunran, Jesus, os discípulos, os Maniqueus, Albigenses e mais tarde os Cátaros praticaram. Descobriram o que a Igreja jamais pretendia revelar, pois seria o fim da religião artificial, com objetivos materiais de manipulação das massas e unificação do império romano e do Papa, formada por Constantino e a Igreja. Seriam os primeiros, heréticos? Como defensores do Santo Sepulcro de Cristo, eles permaneceram em sua fé, mas consideravam que Ele veio à terra apenas para pregar em nome do Espírito Eterno, a quem suas orações eram oferecidas; e, assim como os Gnósticos e os Maniqueus, eles celebravam o Pentecostes e não a Páscoa, pois o Espírito Santo desceu aos apóstolos e encheu a terra no dia de Pentecostes. Eles descobriram que o batismo e sacramentos para crianças inocentes não eram praticados pelos Cristãos primitivos, que o homem não tinha poder sobre as coisas sagradas para excomungar, perdoar ou punir. Eles abominavam a cruz romana, como símbolo de crueldade e pecado, utilizada para punição e morte dos condenados; por isso, na iniciação, eles cuspiam e pisavam a cruz romana. A iniciação era um processo de purificação, da busca pelo Santo Graal, a taça sagrada que recebeu o sangue do Cristo. Isso era uma visão ampliada da missão de Cristo, entretanto, para a Igreja Católica, isso era uma afronta e negação à fé. Os Templários descobriram que os símbolos utilizados pelos chamados ‘heréticos’ pela Igreja, eram menos perversos do que os utilizados pelos sacerdotes da Igreja de Roma. Descobriram também o motivo pelo qual a Igreja teve dificuldade de implantar seu cristianismo em Atenas, em consequência das similaridades da morte de Cristo na cruz com a tragédia de Ésquilo, conhecida como Prometeu Vinctus, que morreu pelos pecados da humanidade. Portanto, eles se tornaram seguidores de São João. Essa cisão e descoberta da artificialidade da religião católica foi um dos grandes motivos para que a Igreja abraçasse a destruição dos Templários. Os Templários deixaram para nós uma grande lição, que poucos conseguem visualizar e, por isso, deixam de compreender o significado sublime, místico e inefável da espiritualidade na Maçonaria. Para compreender melhor o que ocorreu com os Templários é preciso ler com atenção os males das cruzadas e da ‘Santa Inquisição’. O próximo alvo da Igreja seria a Maçonaria, que também representa uma ameaça as crenças insustentáveis e da artificialidade da religião. Se alguém sabe ou conhece uma verdade que, se exposta, pode desmascarar os poderosos, esse alguém passa a ser imediatamente perseguido até a morte, mesmo que seja em nome de Deus. Por isso, os pergaminhos de Qunran, ao serem descobertos, sua tradução ficou logo por conta de católicos (tinha somente um não religioso no meio deles e os pergaminhos foram tirados rapidinho da sua mão), que trataram de sumir com os tais pergaminhos e ninguém fala mais neles. Isso aconteceu com todos os grupos que sabiam demais. Com a Maçonaria não seria diferente. Ela começou a ser perseguida, ameaçada e até excomungada, mas, a meu ver, a
  9. 9. JB News – Informativo nr. 2.209 – Florianópolis (SC) – terça-feira, 18 de outubro de 2016 Pág. 9/28 Maçonaria botou panos quentes e a sede de morte esvaneceu por enquanto, embora os olhos da tirania continuam sobre os Maçons, bastando apenas que esses ameassem abrir a boca e expor as verdades. Como a maioria dos Maçons está nas Lojas Simbólicas ou Azuis, onde o conhecimento é exotérico e superficial, diferentemente dos graus superiores, onde o conhecimento pode ser esotérico, dependendo da evolução de cada um, parece que a Maçonaria preferiu atuar na retaguarda. Sem querer entrar em rota de colisão com a Igreja e sofrer as mesmas consequências dos Templários; desinteressada em confrontos de menor proporção com as outras religiões artificiais, como o Islamismo e os evangélicos, por exemplo, restou à Maçonaria, ir se ajeitando no meio desse oceano irreal, como alguém que não quer briga, com um discurso morno e conciliador, com o argumento de que não é religião, não se opõe à religião, não significa ameaça alguma às religiões, estando apenas exercendo o papel de tornar a humanidade melhor, elevando Templos à virtude e cavando masmorras ao vício. A Igreja também perdeu seu poder de fogo e destruição, com o surgimento da democracia, dos governos não dogmáticos e da evolução das pesquisas e do conhecimento científico, (que faz o papel que a Maçonaria talvez pudesse fazer – provar verdades e inverdades). Assim como ocorreu com os Templários, a Maçonaria parece ter optado por ser forte politicamente e socialmente, estar em todos os países e continentes, iniciando todo tipo de indivíduo, e, talvez, deixando de exercer seu papel central, para não bater de frente com a tirania dos reis e o poder da Igreja. Assim, evita as execuções sumárias, as câmaras de gases, os holocaustos humanos, a espada mortífera e os riscos de morte, em detrimento da razão de sua própria existência. Mas, como a história se repete, um dia os vulcões despertarão, as democracias serão arruinadas, os tiranos voltarão ao poder e, quem se omitiu de falar a Verdade será perseguido. É questão de tempo. Autor: Manoel Miguel – ARLS Colunas de São Paulo 4145. Or∴ de São Paulo.
  10. 10. JB News – Informativo nr. 2.209 – Florianópolis (SC) – terça-feira, 18 de outubro de 2016 Pág. 10/28 O Despertar da Consciência Publicado pelo IrLuiz Marcelo Viegas (https://opontodentrodocirculo.wordpress.com) Autor: Ir Arthur Aveline Loja Obreiros da Arte Real, nº 154 Porto Alegre - GLMERS O progresso da Humanidade tem seu início na aplicação das leis de Justiça, de Amor e de Caridade. Princípios sempre defendidos por nossa Sublime Instituição que, justamente por isso, é considerada progressista. Onde não há Justiça e Amor vigora a barbárie e a violência. A Justiça nada mais é do que o respeito ao direito de cada um. É a base para a convivência em sociedade, por consequência, mola mestra do desenvolvimento. O Amor, por sua vez, substituiu o personalismo. É o triunfo sobre o ego, já que o Amor, por definição, é incondicional e não exige retorno. O Amor, juntamente com a Justiça, é outra conquista importante do homem no interminável processo de evolução. O Amor é elemento fundamental — um verdadeiro alicerce — na formação de uma personalidade sadia; gera e incentiva um comportamento equilibrado. Uma criança amada é mais confiante em si mesma, tem mais autoestima, por isso desenvolve seu potencial de forma mais uniforme e rápida, transmitindo aos seus semelhantes o amor recebido. Amar é ser consciencioso e fazer aos outros apenas o que deseja para si. Amar é compreender as fraquezas e defeitos do outro, é relevar seus erros e saber perdoar. Quem cresce sem amor fatalmente será um adulto seco e desprovido de compaixão, com um senso de justiça deturpado e deficiente. 3– O Despertar da Consciência (do site O Ponto Dentro do Círculo) – Arthur Aveline
  11. 11. JB News – Informativo nr. 2.209 – Florianópolis (SC) – terça-feira, 18 de outubro de 2016 Pág. 11/28 A Caridade é o terceiro ponto desse alicerce, estendido para outras fronteiras além do círculo familiar e fraternal do Homem e do Maçom. Para se viver a Caridade precisa-se desenvolver virtudes. E o que é virtude? Nosso rituais definem muito precisa e apropriadamente o que vem a ser virtude: “é uma disposição da alma que nos induz à prática do bem.” Construir Templos à virtude é cultivar a permanente disposição para querer o bem, é ter a coragem de assumir valores e enfrentar os obstáculos que dificultarão a subida, rumo ao conhecimento. Logo, para vivenciar a Justiça, o Amor e a Caridade é necessário antes de tudo ser virtuoso. Platão, no século V a.C., já mostrava a virtude como esforço de purificação das paixões. Dizia que o compromisso do homem virtuoso está vinculado à razão que determina o exercício prático, o domínio do corpo. Para Aristóteles, a virtude é a equidistância entre dois vícios: um por excesso, outro por falta. Ele nos alerta sobre a necessidade de sermos prudentes e buscarmos o justo meio, sem o excesso e sem a falta. Só conseguiremos o justo meio a partir da reflexão sobre as duas partes, utilizando a Razão, a Justiça e o Amor pra não haver enganos, a partir do autoconhecimento, que nos proporcionará a consciência da nossa realidade atual, e assim, saindo das sombras da ignorância, poderemos atingir elevados patamares, desenvolvendo valores conquistados. Esses valores e virtudes, indispensáveis no Maçom, são conquistados através da Vontade, imbuída de Razão. Se temos direitos, temos também deveres, e não somente para com os nossos Irmãos, para com nossos familiares, para com a sociedade, mas principalmente para com nós mesmos, para com o nosso trabalho interior, para o desbaste de nossa Pedra Bruta. A síntese desses deveres está em cumprir com nossa obrigação, para conosco e para com o próximo. Não podemos somente ser Luz no caminho alheio, temos que, antes de nada, ser Luz no nosso próprio caminho. Muitas vezes esquecemos de olhar para nós mesmos, em se tratando de mudanças e transformações. Exigimos que os outros mudem, sem no entanto, fazer nada para sair de onde estamos. Não deve haver lugar em nossos Templos para a hipocrisia, para a luta pelo poder, para a vaidade. E a Virtude onde fica? E a Fraternidade, o objetivo de servir, de ser caridoso? Será que esse nunca foi o objetivo? Teria sido apenas uma Luz que se apagou? Onde estão nossos valores, sempre ensinados mas nem sempre empregados? Na verdadeira Maçonaria não deve haver espaço para brigas por cargos, para a disputa política. A verdadeira Maçonaria é aquela em que vivenciamos o Amor, a Fraternidade, a Verdade, o Dever e o Direito. A verdadeira Maçonaria é aquela que nos proporciona o prazer indescritível de abraçar um Irmão; é aquela que faz com que a convivência fraternal seja um prazer e não uma obrigação semanal. Precisamos reavaliar nossas atitudes, nossos comportamentos e valores. Estamos realizando o trabalho que chamamos maçônico com respeito e humildade ou com arrogância e orgulho? Estamos realmente cumprindo o que juramos, de forma livre, quando conhecemos a V∴ L∴? Estamos realmente cavando masmorras ao vício e levantando Templos à virtude? Nossa Ordem precisa sair do imobilismo que se encontra. Precisamos, com união e respeito, debater mais nossos problemas em Loja; precisamos aprender a criticar e, principalmente, aprender a ouvir críticas; precisamos, acima de tudo, ser mais tolerantes com os outros e menos tolerantes com nós mesmos; precisamos desbastar nossa Pedra, não a do nosso Irmão. Autor: Arthur Aveline ARLS Dos Obreiros da Arte Real, nº 154 – GLMERGS, Oriente de Porto Alegre
  12. 12. JB News – Informativo nr. 2.209 – Florianópolis (SC) – terça-feira, 18 de outubro de 2016 Pág. 12/28 Ir Cleber Basso – Loja 2 de Julho nr. 364 Dracena - GLESP bassoadv@bol.com.br O SILÊNCIO DO Aprendiz O que é o silêncio? Nossos dicionários são fartos em descrever o silêncio como sendo a atitude mística diante da infalibilidade do Ser supremo, o calar-se diante de determinada situação, estar mudo ou somente pensando. Para filosofia, o silencio não se confunde com ausência de ruído, pois nada mais é do que a abolição da palavra ou da linguagem. Independentemente da interpretação que se tem do silêncio no mundo profano, aqui neste trabalho temos o silêncio como instrumento de transformação e aprendizado. Simbolicamente, o Apr não sabe falar, não podendo, portanto, fazer uso da palavra. Esse impedimento, todavia, é apenas simbólico, pois o Apr tem direito de falar em loja, desde que não aborde assuntos ainda incompatíveis com seu Grau. Esse impedimento simbólico tem raízes históricas e místicas. Sendo, a mística maçônica, muito influenciada pelos costumes das antigas civilizações. Esse simbolismo pode ser visto em duas instituições da antiguidade: o Mitraísmo persa e o Pitagorismo. Embora não se possa procurar profundas semelhanças entre graus simbólicos da Maçonaria e os Graus do Mitraísmo, existem pontos em comum entre Apr Maçônico e o Corvo Mitráico, pois ambos não podem, simbolicamente, criar ideias próprias, limitando-se a ouvir, sem falar. O mesmo ocorre em relação aos Ouvintes, do Pitagorismo, os quais, durante o seu aprendizado, se limitavam a ouvir e aprender, numa situação muito similar à do Apr que, simbolicamente, é uma criança, que não sabe falar e que se limita, também, a ouvir e aprender. Pitágoras na antiguidade afirmava a seus discípulos que “aquele que não sabe ouvir, não sabe falar”. Importante ressaltar que o silencio aqui em comento não é o silencio maçônico propriamente dito, aquele que cogita inúmeras e infundadas especulações profanas ou o silêncio no juramento ocorrido ao término da ritualística. O silêncio em testilha tem como por finalidade o aprendizado, tendo como destaque o APRENDIZ MAÇON. Como ato de humildade que o homem “iniciado” se vê obrigado a trazer de volta para si e para seu comportamento depois de tê-lo perdido em algum momento de sua vida, como o cinzel a talhar a pedra bruta para transformá-la em pedra polida, sendo que tal silêncio deve ocorrer de forma desinteressada e sem reservas ou intenções! Quando o recém iniciado é advertido de que não poderá falar em loja, desde a sua iniciação até à sua passagem a mestre, devendo apenas ouvir e observar, está-se simplesmente a dar continuidade a um dos mais antigos costumes das ordens iniciáticas: o silêncio. O profano, ao iniciar-se, não tem como expor suas ideias justamente porque nada sabe, e, diante desta constatação o silêncio é seu melhor companheiro, pois é o singular momento de criação e transformação. 4 – O Silêncio do Aprendiz Cleber Basso
  13. 13. JB News – Informativo nr. 2.209 – Florianópolis (SC) – terça-feira, 18 de outubro de 2016 Pág. 13/28 O Aprendiz Maçom encontra-se em processo de integração ao novo grupo, com regras específicas, com uma ligação pessoal forte. Desejaria, porventura, ter uma atitude proativa de se dar a conhecer, de intervir, de mostrar o seu valor. Mas não precisa: que tem valor, já todo o grupo o sabe por isso o aceitou no seu seio, o conhecimento advirá, nos dois sentidos, com o tempo e o aprendizado. Está num processo de mudança de paradigma quanto à forma de estar social. Muitos dos valores apreciados nos meios profanos não serão os mesmos que são preferidos entre os maçons. Na Maçonaria não se busca eficiência, produtividade, riqueza, estatuto, etc.. Na Maçonaria valoriza-se a força de caráter, o reconhecimento das próprias imperfeições, o desejo de melhorar, a ponderação, o respeito pelo outro, a tolerância e a paciência, dentre outros. Todo o processo de aprendizagem é um processo de tentativa-erro-correção. O silêncio do aprendiz não significa ignorância, consentimento ou vergonha. O silêncio significa atenção, observação e a possibilidade de que nesses momentos, possamos refletir em algo que esteja acontecendo, sendo ouvido, visto ou sentido. Quando em silêncio, permitimos que nossos outros sentidos tornem-se mais aguçados. Assim, o que à primeira vista parece ser um castigo, na realidade, não é senão a única forma de libertação das paixões e dos maus pensamentos, capazes de elevar o aprendiz a graus que talvez ele mesmo desconheça! Nessa posição de ouvinte, os sentidos ficam atentos e aguçados para tudo que se passa em loja, e, em verdadeiro estado de contemplação, ver, ouvir, refletir e guardar são palavras mestras do aprendizado da própria evolução pessoal. O silêncio é amigo do aprendiz maçom, pois lentamente, realiza transformações interiores no sentido de desenvolvimento da alma, aumentando desejo de cada um de opor ou participar de ideias num estudo inteligente do “melhor a fazer” sempre! Com o silêncio somos obrigados a pensar e esse pensar é que deve imperar em todo maçom que se digne obreiro para a construção de um mundo melhor. O silêncio leva o aprendiz maçom a uma viajem interior e é arma poderosa para encontrar sua pedra oculta, porém, não basta somente encontrar, é preciso também lapidá-la e para tanto, o silêncio se faz sumamente importante como instrumento dessa lapidação. “Silêncio” não significa não ter ideias, não significa não saber, e sim, significa aprender, significa humildade, respeito, atenção, subordinação, exaltação e reflexão, para se chegar ao mais puro aprendizado, pois o silencio contagia e transforma vidas e ainda que se adjetivem os benefícios não se esgotaria o “bem” do silêncio sobre o “ser”! Concluindo, aprendi que o SILÊNCIO imposto ao Aprendiz, motivado pela sabedoria milenar da maçonaria, o que parece a princípio um verdadeiro CASTIGO, sofre transformações passando primeiro por uma fase de conhecimento interior, onde encontramos a nossa PEDRA OCULTA, tratando-se de verdadeiro encontro com seu próprio interior, para que somente então, possamos evoluir para uma admiração pelo silêncio como modo de aprendizado, em que a imposição se transforma em voluntariado, resultando em SABEDORIA, ocorrendo o inicio do desbastar da pedra bruta, preparando o iniciado para novas fases de evolução e do seu crescimento interior, tornando-o assim, um obreiro útil na construção do Grande Templo do Universo. “O silêncio constrói o fator mais apurado e potente da comunicação, pois comunica com o próprio ser, para que somente então, através dele, seja adquirida a verdadeira sabedoria” Bibliografia: -Revista A Verdade nº492 -Livro Manual do Aprendiz (Autor Aldo Lavagnini Magister) -Livro Cartilha do Aprendiz nº21 (Autor Josè Castellani) -Livro Consultório Maçônico V (Autor José Castellani) -Livro Instrucional Maçônico “Grau de Aprendiz” (Autor Tito Alves de Campos
  14. 14. JB News – Informativo nr. 2.209 – Florianópolis (SC) – terça-feira, 18 de outubro de 2016 Pág. 14/28 Irmão José Anselmo Cícero de Sá (33º. REAA) MIda Loja Estrela da Distinção Maçônica, 953 (GOB/GOERJ) Academia de Artes, Ciências e Letras do Estado do Rio de Janeiro Cadeira nr. 29 - Patrono: Quintino Bocaiuva – O CONCEITO DE “FELICIDADE” NO PERÍODO DO APOGEU SOCRÁTICO O período do apogeu Socrático ocorreu nos (Séculos V–IV a.C.) mais precisamente, nos anos de 469 – 399 a.C. Suas principais características foram:  Grande interesse pelos problemas éticos, metafísicos e gnosiológicos: procura-se explicar e desenvolver conceitos como bondade, beleza, justiça, verdade, virtude, FELICIDADE, ser, unidade, substância movimento etc.;  Deslocamento de reflexão filosófica, da natureza ou (cosmologia) e para o homem ou (antropologia);  As questões morais deixam de ser tratadas como convenções baseadas nos costumes, que se modificam conforme as circunstâncias e os interesses, passando a serem vistas como problemas que exigem do pensamento uma elucidação racional;  Ruptura com a lógica da ambivalência: no discurso, procura-se uma coerência interna através da definição rigorosa dos conceitos e da observação do princípio de identidade;  Tentativa de superação das contradições entre o conhecimento sensível e o conhecimento intelectual, rejeição das convicções espontâneas e valorização do saber racional;  Compreensão de que o objeto do saber não é o particular, mas o geral –as essências das coisas não devem ser consideradas em si mesmas, mas em suas causas ou princípios universais;  Aplicação mais generalizada dos métodos indutivos e dedutivos, formulados de modo consciente, portanto, lógico. 5 – O Conceito de “Felicidade” no Período do Apogeu Socrático - José Anselmo Cícero de Sá
  15. 15. JB News – Informativo nr. 2.209 – Florianópolis (SC) – terça-feira, 18 de outubro de 2016 Pág. 15/28 Os principais representantes destas características, além de SÓCRATES foram PLATÃO (427-347 a.C.) e ARISTÓTELES (384-322 a.C.), daí em diante, a maior parte dos filósofos gregos passou a apresentar suas mensagens ao mundo como mensagens de FELICIDADE, que em grego significa “eudaimonia”, ou seja, ter tido a sorte de possuir um demônio- guardião bom e favorável, que garantia uma boa sorte e uma vida próspera e agradável. Há que se observar que os pré-socráticos já haviam interiorizado esses conceitos de FELIDIDADE: HERÁCLITO (535-475 a.C.) escrevia que “o caráter moral é o verdadeiro demônio do homem” e que “a felicidade é bem diferente dos prazeres”, ao passo que DEMÓCRITO (460-a 370 a.C.) dizia que “não se tem felicidade nos bens exteriores” e que “a alma é a morada de nossa sorte”. Com base nestas características descritas, o discurso de SÓCRATES aprofunda precisamente estes conceitos. de modo sistemático. A FELIDIDADE não pode vir das coisas exteriores do corpo, mas somente da alma, porque esta e só esta é a sua essência. E a alma sé feliz, quando é ordenada, ou seja virtuosa. Diz SÓCRATES: “Para mim, quem é virtuoso, seja homem ou mulher, é feliz, ao passo que o injusto e malvado é infeliz”. Assim como a doença e a dor física a saúde a alma é a ordem da alma – e essa ordem espiritual ou harmonia interior é a Felicidade. Assim sendo, segundo SÓCRATES, o homem virtuoso entendido nesse sentido “Não pode sofrer nenhum mal, nem na vida, nem na morte”, isto porque, na vida os outros pode danificar-lhe os haveres ou o corpo, mas não arruinar-lhe a harmonia interior e a ordem da alma. Nem na morte, porque, se existe um além, o virtuoso será premiado, se não existe, ele já viveu bem no aquém, ao passo que o além é como um no nada. De outra forma, SÓCRATES tinha a firme convicção de que a virtude já tem o seu prêmio intrinsecamente, em si mesma, isto é, essencialmente: assim, vale a pena ser virtuoso, porque a própria virtude já constitui um fim. Em assim sendo, para SÓCRATES o homem pode ser feliz nesta vida, qualquer que sejam as circunstâncias em que lhe cabe viver e qualquer que seja a situação no além. “O HOMEM É O VERDADEIRO ARTÍFICE DE SUA FELICIDADE OU INFELICIDADE”.
  16. 16. JB News – Informativo nr. 2.209 – Florianópolis (SC) – terça-feira, 18 de outubro de 2016 Pág. 16/28 (*) E. Figueiredo - é jornalista - Mtb 34 947 e pertence ao CERAT - Clube Epistolar Real Arco do Templo / Integra o GEIA – Grupo de Estudos Iniciáticos Athenas / Membro do GEMVI – Grupo de Estudos Maçônicos Verdadeiros Irmãos E Obreiro da ARLS Verdadeiros Irmãos– 669 (GLESP) efig2005@gmail.com  AS REDES SOCIAIS E A MAÇONARIA (matéria apresentada pelo autor no XXIII Encontro de Estudos e Pesquisas Maçônicas, realizado em Florianópolis nos dias 14 e 15 de outubro de 2016) – veja JB News nr. 2.208 Se não estás prevenido ante os meios de comunicação, te farão amar o opressor e odiar o oprimido ! Al Hajj Malik al Shabazz -Malcom X (1925-1965) 6 – As Redes Sociais e a Maçonaria E. Figueiredo
  17. 17. JB News – Informativo nr. 2.209 – Florianópolis (SC) – terça-feira, 18 de outubro de 2016 Pág. 17/28 Tim Berners-Lee, físico britânico e cientista em computação, é o criador da World Wide Web. Ele criou a W. W. W. como uma ferramenta para os cientistas encontrarem informações de maneira mais fácil. Desde então a Web se tornou o mais poderoso recurso de conhecimento, comércio e, principalmente, comunicação. A Web controla os que as pessoas vêem, cria mecanismos sobre como as pessoas devem interagir. É a Internet ! É inegável que a Internet produziu transformações espetaculares na nossa sociedade no seu todo, e, tem trazido um ilimitado número de informações alem de possibilitar a aproximação de pessoas e contextos diferentes. Não há setor em que ela não tenha alguma participação ou influência, mas algumas reflexões se fazem necessárias. A facilidade e a rapidez que a Internet possibilita na obtenção de informações, principalmente nas chamadas Redes Sociais, sobre quaisquer que sejam os assuntos, nos obriga, cada vez mais, a estarmos ligados a esses canais de comunicação através de utilização de vários aplicativos. Há décadas dependíamos de enciclopédias e livros específicos para se obter dados e informações sobre quaisquer assuntos, por mais simples que fossem. Dispúnhamos de poucos espaços em veículos de comunicação ou canais de debates. O radioamadorismo foi um dos precursores e não deixava de ser uma rede social. Hoje, milhões de pessoas, não importa a classe social, têm condições de obter conhecimento sem as barreiras que as gerações passadas enfrentavam. As pessoas estão num mundo onde a tecnologia está infiltrada de forma irreversível. A vida agora, longe do mundo digital, parece inconcebível. Tornou-se um meio prático para se manter em contato com amigos, ver fotos, conversar, entre outras coisas. A maneira como os indivíduos se comunicam freneticamente usando as Redes Sociais pode ser visto como uma forma de "loucura moderna", segundo uma importante socióloga norte-americana, Sherry Turkle. Para muita gente, as Redes Sociais são uma ferramenta de diversão e comunicação, e, na verdade, hoje, o engajamento nelas tem papel fundamental. A socióloga Turkle diz ainda, em uma das suas teses, que a tecnologia ameaça dominar nossas vidas e nos tornar menos humanos; mesmo proporcionando a ilusão que vamos nos comunicar melhor, a tecnologia acaba nos isolando das interações humanas reais, nos colocando em uma realidade virtual, que nada mais é que uma imitação medíocre e limitada do mundo real. Não é somente a socióloga Turkle que está nessa linha de raciocínio sobre as redes de telecomunicações. O Professor William Kist, especialista em educação da Universidade Estadual do Kent, Ohio, disse: "É um grande retrocesso. Os diferentes tipos de comunicação usados pelas pessoas tornaram-se algo assustador." Pela natureza gratuita da maioria dos conteúdos, a Internet faculta uma inclusão social e digital sem precedentes, fazendo com que usuários fiquem em contato com outros de forma muito intuitiva gerando aprendizado de todo tipo, a todo momento. Há acesso ao conhecimento, conveniência na obtenção de serviços, pesquisas, entre outras. As redes são estruturas sociais virtuais compostas por pessoas e/ou organizações, conectadas por um ou vários tipos de relações, que partilham valores e objetivos comuns na Internet. Não há como negar que as Redes Sociais ganharam um espaço enorme no gosto popular. Independente de classe social, idade, religião ou grau de escolaridade, muitas pessoas,
  18. 18. JB News – Informativo nr. 2.209 – Florianópolis (SC) – terça-feira, 18 de outubro de 2016 Pág. 18/28 diariamente, utilizam dessa ferramenta, de acordo com suas necessidades, conceitos e vontades, adequando-a ao seus interesses, os quais são ilimitados. A utilização é variada. Há quem use para interagir com outras pessoas, conversar com parentes, marcar encontros, manter diálogo com aqueles que fazem parte de seu círculo de amizade, conhecer gente nova, criar novos vínculos e até para assuntos profissionais. Ao mesmo tempo que trazem benefícios e lucros, as ferramentas da Internet também podem ser perigosas. Redes Sociais, pois, é uma estrutura composta por pessoas ou organizações conectadas por um ou mais tipos específicos de relacionamentos (amizade, parentesco, crenças, conhecimentos, entre tantas outras). Isto é, uma Rede Social é um mapa de relações específicas entre aqueles que a compõem. A ascensão das Redes Sociais permitiu aumentar e aprimorar o engajamento das pessoas entre si. E de empresas também. Para muitos, entretanto, as Redes Sociais são, apenas, um bom passatempo. Mas é patente, também, que nem todos sabem usá-las conscientemente, com moderação e etiqueta. Presume-se que 70% de tudo o que se compartilha on line é feito no "lado negro" das Redes Sociais. Trata-se de um canto impermeável da Internet, local onde é impossível se fazer um registro, contabilizar o que está sendo manipulado Há de se compreender ainda de que, aquilo que circula e é consumido nesse lado sombrio das Redes Sociais, não se torna dado de consumo que possa ser usado incontestavelmente. O compartilhamento é como conversar com máquinas. E, ao que parece, conversaremos cada vez mais com máquinas no futuro. O livro Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, é uma parábola fantástica sobre a desumanização dos seres humanos num futuro que ele previa, o Homem subjugado pelas suas invenções. A ciência, a tecnologia e a organização social tornar-se-iam os seus amos. Nesse universo de participantes das Redes Sociais, obviamente que fazem parte dele os Maçons, que utilizam essa ferramenta e se incorporam à era digital. Entre os Maçons, que utilizam as Redes Sociais para contatos Maçônicos ou pesquisas, há os que citam e que há a necessidade de nos adaptarmos à essa inovação. Alguns precavidos recomendam, ao se expor, discrição e para não se revelar aquilo que a Ordem resguarda desde os tempos imemoriais. Realmente, apesar dos Landmarks estabelecerem procedimentos imutáveis da Maçonaria, é incontestável que ela tem de acompanhar a evolução dos tempos, mas respeitando-se o que a Sublime Ordem prega. Mas, o que se tem visto, sobre Maçonaria, nas Redes Sociais ? Não são poucos os Maçons que recorrem às Redes Sociais para se obter informações, conhecimentos e subsídios para eventuais trabalhos de cunho Maçônico. Na verdade, são fontes que suprem a falta de uma rica bibliografia, muitas vezes difícil de se obter. Nesses casos, é muito importante ser extremamente cuidadoso pois, não raro, se depara com inverdades, enganos, erros e dados contrários ao que é verídico. É um risco que,
  19. 19. JB News – Informativo nr. 2.209 – Florianópolis (SC) – terça-feira, 18 de outubro de 2016 Pág. 19/28 principalmente, Aprendizes correm. Informações errôneas são comuns de aparecerem nesses canais. Muitos estudiosos, pesquisadores e escritores Maçons municiam as Redes Sociais com seus resultados e trabalhos, favorecendo aqueles que buscam dados Maçônicos. Esses fornecedores cumprem o conceito de divulgar aquilo que descobrem e aprendem. Uma atitude, tipicamente, Maçônica. Mas nem tudo são flores ! Há perigos nas Redes Sociais ! Por baixo de toda sua praticidade, há um grande risco ! Os maiores perigos nas Redes Sociais partem de pessoas que fazem uso delas. A possibilidade do anonimato, que existe na Internet, faz com que indivíduos mal intencionados se aproveitem dos incautos. É conhecido o interesse que desperta, aos não iniciados, o que seja a Maçonaria. Os segredos apregoados são um atrativo. Um dos recursos existentes para compreender, além dos livros que podem ser obtidos em qualquer livraria, sebo e até em banca de jornais, são as Redes Sociais. Alguns mal intencionados, sabendo dessa curiosidade coletiva, criam canais de escopo Maçônico com objetivos de interesses escusos, para atrair esses curiosos. Criam links e blogs com várias denominações: "COMO SER MAÇOM", "SEGREDOS DA MAÇONARIA", "SEJA MAÇOM", "COMO INGRESSAR NA MAÇONARIA" e outras. Esses sítios realizam interpretações literárias distorcidas e equivocadas de frases isoladas de obras Maçônicas. Os menos avisados acabam sendo atraídos para a Maçonaria espúria. Essas entidades auto-intituladas Maçônicas, a escumalha da Internet, usurpam a imagem da verdadeira Maçonaria. O mundo consumista, de hoje, coloca o ser humano num caminho confuso quanto à responsabilidade; os mentecaptos, com a mais desenfreada irresponsabilidade, se espalham por todos os recantos da sociedade, utilizam, agora, das Redes Sociais para agirem de maneira nociva. Evidentemente, há pessoas idôneas, frequentadoras de Redes Sociais, e dentre elas (público leigo) as que se interessam em saber o que é Maçonaria e até ingressar nela, tendo em mente uma bela imagem sobre a instituição. Todavia, ingênuos de boa vontade, pelo desconhecimento, acabam envolvendo-se nessas arapucas que se apresentam com fachada Maçônica. Algumas se fazem confundir como religião e seita. Não raro, órgãos da imprensa geral, quando reportam sobre a Maçonaria, obtém equivocadamente dados junto às essas entidades falsas e informam inverdades para o seu público, manchando a Maçonaria genuína. Essas reportagens acabam sendo ofensivas e ultrajantes generalizando coisas e definindo como "Maçonaria" algo apócrifo sem ter tido o cuidado de se aprofundar nas pesquisas, verificando a legitimidade das fontes. (Exemplo: Reportagem MAÇONARIA VIRTUAL, Folha de S.Paulo, 14.03.2016). Não é o caso de se pautar a imprensa em interferir na sua liberdade de expressão. Porém, jornalismo investigativo, tem de buscar dados em fontes
  20. 20. JB News – Informativo nr. 2.209 – Florianópolis (SC) – terça-feira, 18 de outubro de 2016 Pág. 20/28 fidedignas, que ofereçam um cenário amplo e verdadeiro, para informar seus leitores, ouvintes e telespectadores com exatidão dos fatos. O que acontece com aqueles que foram enganados por essas arapucas ? O Maçonólogo Irmão Oswaldo Ortega (1927-2007), numa palestra proferida na ARLS Pentalpha Paulista - 208, Oriente de São Paulo, com o tema O FUTURO DA MAÇONARIA, informou que essa gente, que foi ludibriada, nas Redes Sociais, pensa que a Maçonaria é uma picaretagem; outros ficam frustrados quando descobrem o engodo e há quem vá à procura da verdadeira Maçonaria. Há canais que combatem a Sublime Ordem chegando a alegarem, com a pecha, de que a instituição é anti-cristã, que é coisa do diabo, que seus adeptos comem criancinhas. (Isso não é novidade, faz pelo menos três séculos que a Maçonaria vem enfrentando ataques através de livros, publicações e bulas papais.) Citam, também, que a Maçonaria é uma religião incompatível com o cristianismo, um dos ardis especiais dos antimaçons. Infelizmente, encontram gente que aceita esses argumentos e passa a comungar esses falsos conceitos, que são repassados às comunidades. A Maçonaria sempre foi uma entidade com uma credibilidade ímpar, disciplinar, com regras estabelecidas para a sua impoluta atividade, e, jamais perderá essa sua condição sob qualquer que seja o argumento que os anti-Maçons possam pregar. O que se faz para neutralizar as calúnias que grupos (que alguns se intitulam evangélicos), propalam contra a Maçonaria ? Uma ala conservadora da Maçonaria,considera ser a Internet a decadência da Ordem. Para os integrantes dessa ala, a Internet vem promovendo a banalização da tradição e ensinamentos Maçônicos ao tornar acessível todo tipo material literário atinente à Sublime Ordem. Entende-se, entretanto, de que a Internet é apenas um meio de comunicação e não causa mal algum. Os culpados são os mal intencionados com a sua ignorância, intolerância, fanatismo, usurpadores com interesses escusos e estelionatários. A Maçonaria, tida como milenar, agora com o advento da Internet, para alguns até deixou ser interessante por seu mistério, suas crenças e que gostariam de descobrir o que a Sublime Ordem, realmente, é. Se se é tudo aquilo que os profanos presumem ser, a Ordem Maçônica, já está se transformando. Dessa forma, as Potências e Obediências deveriam tomar providências para a Maçonaria se tornar mais fechada, e, serem mais críticas com os seus filiados. Com isso, estenderiam mais seus tentáculos para a Maçonaria permanecer na retaguarda da ética e da moral, para que possa estar protegida dos ataques de profanos, especuladores e corruptos que existem em profusão nas Redes Sociais. Nada impede que o verdadeiro Maçom navegue pelas Redes Sociais. Para diminuir os riscos e perigos, entretanto, é fundamental saber usá-las com consciência. Não obstante, são os próprios usuários Maçons que podem reduzir e/ou desviar-se desses eminentes riscos desde que se tome alguns cuidados e atitudes conscientes na hora de usar essas ferramentas. Como verdadeiros Maçons precisamos estar alertas para ver até que ponto os conteúdos que circulam na cultura Maçônica, dentro das Redes Sociais, são expressões genuínas da Sublime Ordem, que se tornam chamariz às pessoas que acionam esses canais.
  21. 21. JB News – Informativo nr. 2.209 – Florianópolis (SC) – terça-feira, 18 de outubro de 2016 Pág. 21/28 As próprias Potências e Obediências poderiam fazer isso sem necessariamente infringir a liberdade de expressão, e, estariam cerceando boa parte das atividades do engabeladores com os seus engodos, difamações e dissimulações. Se as Potências e Obediências Maçônicas não têm condições de impedir essas mazelas, pelo menos, poderiam manter alertas permanentes evitando que os descuidados caíssem nos embustes . Um tipo de campanha para esclarecer que as instituições Maçônicas regulares não arregimentam membros por Redes Sociais, não exploram a boa-fé e não fazem propaganda. Os Maçons devem entender que o avanço tecnológico é para ser aproveitado, cada vez mais, para proteger a Maçonaria mantendo-se alerta e lutando para não permitir que se motive aos intrusos tentar com que as suas portas sejam escancaradas com o intuito de deturparem os objetivos sadios do espírito Maçônico. Os princípios patentes da Maçonaria são a dignidade da pessoa, autonomia do sujeito, o respeito pela liberdade de consciência, a solidariedade humana, a fraternidade íntegra, a busca da verdade, e, que seus adeptos ajam com justiça e perfeição. Qualquer ação, que pudesse evitar a invasão aos meandros da Sublime Ordem, estaria justificada. E, com relação às Redes Sociais, já deveríamos estar trabalhando nesse sentido. Nas décadas passadas discutia-se se a televisão era má ou boa, e, hoje o foco recai na discussão sobre a Internet. A Internet, como toda ferramenta que possibilita a comunicação e a conexão com todo o planeta, não é boa e nem má. Se, para a televisão existe o controle remoto, para o computador existem as teclas, mouse, a escolha dos endereços e links que se tem para ler, postar, clicar, cuja seleção cabe ao internauta consciente. Mormente se ele for Maçom ! Obras consultadas: Feldman, Alexandre - Como Redes Sociais Podem Fazer Mal e Como Prevenir (Artigo) Hunt, Tara - O Poder das Redes Sociais Huxley, Aldous - Admirável Mundo Novo Keiteris, Mário - Radioamadorismo: Hobby ? ou Ciência ! Ortega, Oswaldo - Seria Esta a Maçonaria do III Milênio ? Pansani, João - Perigo - Cuidado, Maçom ! Santos, Ivete Irene - Informação, Conhecimento e Relações Via Internet (Artigo) Silva, João Alves - Vamos Ler Maçonaria Teixeira, Descartes Souza - Antimaçonaria e os Movimentos Fundamentalistas Século XX Turkle, Sherry - Sozinhos Juntos (*) E. Figueiredo – é jornalista – Mtb 34 947 e pertence ao CERAT – Clube Epistolar Real Arco do Templo Integra o GEIA – Grupo de Estudos Iniciáticos Athenas/ Membro do GEMVI – Grupo de Estudos Maçônicos Verdadeiros Irmãos/ Obreiro da ARLS Verdadeiros Irmãos – 669 – (GLESP)
  22. 22. JB News – Informativo nr. 2.209 – Florianópolis (SC) – terça-feira, 18 de outubro de 2016 Pág. 22/28 Oh ! Quam bonum est et quam jucundum, habitare fratres in unum !” Não há limite para a cultura Maçônica ! O CONHECIMENTO MAÇÔNICO SÓ TEM VALOR QUANDO COMPARTILHADO ENTRE OS IRMÃOS ! Não há construção que se erga sem que, junto à argamassa, esteja o suor do pedreiro !
  23. 23. JB News – Informativo nr. 2.209 – Florianópolis (SC) – terça-feira, 18 de outubro de 2016 Pág. 23/28 (as letras em vermelho significam que a Loja completou ou está completando aniversário) GLSC - http://www.mrglsc.org.br GOSC https://www.gosc.org.br Data Nome da Loja Oriente 03.10.1981 Ação e Fraternidade Gasparense nr. 26 Gaspar 17.10.1969 São João Batista nr. 14 Orleans 19.10.2000 Gênesis nr. 47 Florianópolis 20.10.1977 Duque de Caxias nr. 21 Florianópolis 22.10.1970 Sentinela do Oeste nr. 17 Chapecó 25.10.1978 Harmonia e Fraternidade nr. 22 Joinville 25.10.1996 Cavaleiros da Luz nr. 64 Florianópolis 28.10.1989 Jack Malt nr. 49 Rio Negrinho 28.10.2008 Delta do Universo nr. 98 Florianópolis Data Nome da Loja Oriente 05/10/1991 Zezinho Cascaes Braço do Norte 12/10/1994 Fraternidade Serrana São Joaquim 13/10/2004 Portal da Serra Bom Retiro 15/10/1985 Lealdade, Ação e Vigilância Florianópolis 16/10/1951 Estrela do Planalto Curitibanos 18/10/1997 Acácia das Gaivotas Bal. Gaivota 20/10/2008 Construtores da Paz Chapecó 21/10/1972 General Bento Gonçalves Araranguá 22/10/1997 Sol do Oriente Camboriú 26/10/1975 Acácia das Neves São Joaquim 30/10/2002 Frank Shermann Land Florianópolis 7 – Destaques (Resenha Final) Lojas Aniversariantes de Santa Catarina Mês de setembro
  24. 24. JB News – Informativo nr. 2.209 – Florianópolis (SC) – terça-feira, 18 de outubro de 2016 Pág. 24/28 GOB/SC – http://www.gob-sc.org.br/gobsc Data Loja Oriente 03.10.03 Delta de Ingleses - 3535 Florianópolis 06.10.81 Prof. Clementino Brito - 2115 Florianópolis 13.10.07 Luz de São Joaquim - 3884 São Joaquim 15.10.93 Cidade Azul - 2779 Tubarão 15.10.05 Estácio de Sá -3763 Florianópolis 17.10.08 Luz de Órion - 3951 Itapema 23.10.00 Luz e Harmonia - 3347 Brusque 26.10.96 Arquitetos do Vale - 2996 Blumenau 26.10.08 Amigos da Liberdade - 3967 Palhoça 27.10.97 Atalaia -3116 Itajaí 28.10.95 Luz do Atlântico Sul - 2894 Baln. Camboriú
  25. 25. JB News – Informativo nr. 2.209 – Florianópolis (SC) – terça-feira, 18 de outubro de 2016 Pág. 25/28 Ir Marcelo Angelo de Macedo, 33∴ MI da Loja Razão e Lealdade nº 21 Or de Cuiabá/MT, GOEMT-COMAB-CMI Tel: (65) 3052-6721 divulga diariamente no JB News o Breviário Maçônico, Obra de autoria do saudoso IrRIZZARDO DA CAMINO, cuja referência bibliográfica é: Camino, Rizzardo da, 1918-2007 - Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014 - ISBN 978-85.370.0292-6) Para o dia 18 de outubro: OProponente Diz-se assim do maçom possuidor do Grau de Mestre que “propõe” à Loja o nome de um profano para, depois de sindicado, ser Iniciado. Cada Loja possui seu regulamento de como é feita proposta, que segue uma tradição; genericamente, o método é idêntico para todas as obediências existentes no país. O ato de propor um profano reveste-se de cuidados extremos, uma vez que está sendo proposto alguém que irá pertencer a um grupo já coeso e formado. Não se pode propor um amigo apenas pela amizade. O proposto deve possuir as condições essenciais de poder unir-se ao grupo sem dissonâncias, mas que possa aderir de imediato à filosofia grupal. Por exemplo, a proposta derivada de um interesse profissional corporativista pode agradar aqueles que se situam no mesmo patamar, mas desagradar os demais; assim, a proposta não será aceita. O Proposto deve possuir certo carisma que faça com que seja aceito de bom grado, com simpatia e, sobretudo, com amor. O Proponente nunca deve esquecer que há risco na sua proposta, a de levar para o grupo alguém que mais tarde desafine e perturbe. O Proponente deve meditar e usar de sua sensibilidade espiritual para propor alguém totalmente apto para ser assimilado posteriormente. Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 310.
  26. 26. JB News – Informativo nr. 2.209 – Florianópolis (SC) – terça-feira, 18 de outubro de 2016 Pág. 26/28 Regente Feijó – SP. Em determinado capítulo da na novela “Os Dez Mandamentos” em uma das nossas redes de TV, esqueceram de tirar o extintor de incêndio e o quadro da parede durante a passagem bíblica....
  27. 27. JB News – Informativo nr. 2.209 – Florianópolis (SC) – terça-feira, 18 de outubro de 2016 Pág. 27/28 Ir Raimundo Augusto Corado MI e Deputado Federal pela Loja Templo de Salomão nº 2737 Membro das Lojas União e Trabalho Mimosense nr. 3.170 e Irmão Paulo Roberto Machado nr. 3.182 Barreiras – GOB/BA. Escreve às terças e quintas-feiras raimundoaugusto.corado@gmail.com UM MENSAGEIRO CRUEL Ao saudoso irmão Helder Autor: Anônimo RAC. Barreiras, 11/04/2013. Adeus irmão e amigo; Chegou a hora de partir; Em outro plano vais sorrir; Que Deus esteja contigo. Deixaste aqui uma interrogação; Porque partir assim tão ligeiro? Carrasco foi o mensageiro; Em tão triste visitação.
  28. 28. JB News – Informativo nr. 2.209 – Florianópolis (SC) – terça-feira, 18 de outubro de 2016 Pág. 28/28 Consolo há de haver; Mas jamais esqueceremos você; É uma realidade da qual não fujo. Com apenas 46 anos de idade; Partiu deixando saudades; O jovem “HELDER ARAUJO”.

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