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Jb news informativo nr. 2171

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Jb news informativo nr. 2171

  1. 1. JB NEWS Filiado à ABIM sob nr. 007/JV Editoria: Ir Jeronimo Borges Academia Catarinense Maçônica de Letras Academia Maçônica de Letras do Brasil – Arcádia de B. Horizonte Loja Templários da Nova Era nr. 91(Florianópolis) - Obreiro Loja Alferes Tiradentes nr. 20 (Florianópolis) - Membro Honorário Loja Harmonia nr. 26 (B. Horizonte) - Membro Honorário Loja Fraternidade Brazileira de Estudos e Pesquisas (J. de Fora) -Correspondente Loja Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônicas (P. Alegre) - Correspondente Homenagem do JB News aos Irmãos leitores de Santana do Livramento - RS Saudações, Prezado Irmão! Índice do JB News nr. 2.171 – Florianópolis (SC) – domingo, 11 de setembro de 2016 Bloco 1-Almanaque Bloco 2-IrNewton Agrella – A Breve Escalada do Companheiro Bloco 3-IrJoão Ivo Girardi – Por que os esquerdistas odeiam o Rocky Balboa Bloco 4-IrJosé Ronaldo Viega Alves – A Etimologia dos Nomes das Colunas “B” e “J”. Bloco 5-IrHercule Spoladore – Axiomas e Sofismas na Maçonaria Bloco 6-IrJoão Anatalino Rodrigues – O Poder dos Arquétipos Bloco 7-Destaques JB – Breviário Maçônico p/o dia 11 de setembro. Versos do Irmão e Poeta Sinval Santos da Silveira Zotovici
  2. 2. JB News – Informativo nr. 2.171 – Florianópolis (SC) – domingo, 11 de setembro de 2016 Pág. 2/29 Nesta edição: Pesquisas – Arquivos e artigos próprios e de colaboradores e da Internet – Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias, de colaboradores e www.google.com.br Os artigos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião deste informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores. 1 – ALMANAQUE Hoje é o 255º dia do Calendário Gregoriano do ano de 2016– (Lua Quarto Crescente) Faltam 111 para terminar este ano bissexto Dia Nacional da Catalunha Se o Irmão não deseja receber mais o informativo ou alterou o seu endereço eletrônico, POR FAVOR, comunique-nos pelo mesmo e-mail que recebeu a presente mensagem, para evitar atropelos em nossas remesssas diárias. Obrigado. Colabore conosco para evitar problemas na emissão de nossas mala direta diária. LIVROS
  3. 3. JB News – Informativo nr. 2.171 – Florianópolis (SC) – domingo, 11 de setembro de 2016 Pág. 3/29 Autor: Irmão Rubens Barros de Azevedo (Natal RN) APRESENTAÇÃO DA 2ª EDIÇÃO DO LIVRO - VIVER MELHOR: É POSSÍVEL? Sim! Sem regimes, sem dietas, sem cirurgias - somente com Reeducação! Na base de perguntas & respostas, importantes dicas estão concentradas nesta obra, visando ajudar as pessoas interessadas numa qualidade de vida diferenciada, fazendo a parte que lhes cabe - e muita gente tem se beneficiado! O livro, continuação do anterior - Use o poder da sua inteligência e viva melhor - com 10 edições esgotadas - é baseado na sua própria experiência de vida, pois, aos 79 anos de idade, tem bastante vitalidade para viver melhor, com muita energia, sem usar medicamentos, praticando, apenas, os tipos de reeducação preconizados nessa obra, que contém 211 páginas, cujo investimento é de, apenas, R$40,00 (quarenta reais). Conteúdo do livro: Capítulo 1 – A importância da Energia na nossa vida: Tipos de energia; Capítulo 2 - A Importância da Reeducação: Tipos; Capítulo 3 - Reeducação Mental: Funções da Mente; Preservação da Memória; Pensamentos positivos; Elevação da autoestima; Ansiedade/Estresse; Uso da Neuróbica; Mudança de hábitos; Meditação; Yoga; Programação Neuro Linguística; Capítulo 4 - Reeducação Alimentar: A importância da boa alimentação; A importância da boa Mastigação; Obesidade; Cirurgia Bariátrica; Tipos de Alimentação; Alimentos Recomendáveis; Alimentos Condicionados; Alimentos a evitar; Alimentação e Sistema Imunológico; Alergia alimentar; Distúrbios alimentares (Anorexia, Bulimia e Compulsão); O Perigo do Glúten; Alimentos Transgênicos; A Importância do Jejum; Calorias x Atividades Físicas; Capítulo 5 - Reeducação Física: A importância da água no organismo; Postura Corporal (Ergonomia); Benefícios das Atividades Físicas; A Importância da Respiração; Exercícios Recomendáveis: Ao acordar / Para relaxar / Para prevenção de Cardiopatias; Caminhada/Corrida; Subir/Descer escadas; Andar de Bicicleta; Pular Corda; Bioenergética: Terapia Corporal; Dança de Salão; Academia de Ginástica; Musculação; Pilates; Jin Ji Du Li; Tai Chi Chuan; Exercícios Aquáticos: Watsu / Hidroginástica / Hyowa; Ritmo ou Ciclo Circadiano; A importância do Sono - Dicas para dormir bem; Insônia; ADENDO: Sistema Imunológico - O que é; como equilibrá-lo; Capítulo 6 - Reeducação Espiritual; Capítulo 7 - Conclusão; Capítulo 8 - Para saber mais. Encomendas: Podem ser feitas pelo endereço rubensbazevedo@gmail.com, e logo serão postadas, com o agradecimento do autor.
  4. 4. JB News – Informativo nr. 2.171 – Florianópolis (SC) – domingo, 11 de setembro de 2016 Pág. 4/29 11 de setembro 1714 – Durante a guerra da secessão espanhola, a Catalunha apoiou o pretendente austríaco e depois da batalha de Montjuic, nesta data teve que se render às tropas do pretendente francês. O novo rei Filipe V de Espanha, ou Filipe de Anjou, era neto do rei Luís XIV, incorporou os territórios da antiga coroa de Aragão sob o nome de Catalunha. A região deixou de ter um estado próprio - a Generalitat e o conselho de Cento -, perdeu os seus direitos e foi incorporada definitivamente no reino de Espanha, tendo o reino da Catalunha perdido a sua independência. 1722 — Nasceu em Altengrothkau, Karl Gotthelf von Hund, barão von Hund, fundador da Ordem da Estrita Observância Templária em 1751, que mais tarde deu origem ao Rito Escocês Retificado, desenvolvido por Willermoz, iniciado maçon em 20/3/1742 em Frankfurt (8/11/1786). 1761 — Nasceu em Beja, José Agostinho de Macedo, sacerdote da Ordem de S. Agostinho, escritor, pregador, expulso da Ordem devido à sua conduta e escândalos, poeta, ensaísta e dramaturgo, polémico pela linguagem. Absolutista, reacionário, contra-revolucionário, atacou a maçonaria nos seus textos, como em Refutação dos Príncipes Metafísicos e Morais dos Pedreiros Livres Iluminados, traduziu a Memória para Servir a História de Jacobinismo, do abade Barruell, antimaçon (2/10/1741), que defendeu a ideia de que a revolução francesa era uma obra dos maçons, a que deu o nome de Segredo Revelado (2/10/1831). 1810 — Eclodiu o movimento repressivo da regência setembrizada, principalmente em Lisboa, levou à prisão dezenas de cidadãos, deportados para Angra do Heroísmo, entre os quais, Sebastião de Sampaio de Melo e Castro, ex-G.M. do G.O.L., esta ação seguiu-se a outra levada a efeito em março/abril de 1809, que também levou à prisão muitos maçons, julgados pela Inquisição. 1811 — Instalada a G.L. da Saxónia. 1823 — Morreu com uma infeção intestinal, em Kensington, na Inglaterra, Hipólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça, maçon brasileiro (13/8/1774). — Faleceu nas Caldas da Raínha, José Francisco Correia da Serra, abade Correia da Serra, maçon (6/6/1750). 1888 — Faleceu em Assunção, Paraguai, Domingo Faustino Sarmiento, maçon argentino (15/2/1811). 1891 — Morreu em Ponta Delgada, Antero Tarquínio de Quental, maçon, suicidou-se com dois tiros, antes da morte escreveu a um amigo: "com uma doença nervosa de que nunca mais pude restabelecer-me completamente. A forçada inacção, a perspectiva da morte vizinha, a ruína de muitos projectos ambiciosos e uma certa acuidade de sentimentos, própria da nevrose, puseram-me novamente e mais imperiosamente do que nunca, em face do grande problema da existência. A minha antiga vida pareceu- me vã e a existência em geral incompreensível" (18/4/1842). 1926 – Primeira revolta do reviralho em Chaves, comandada pelo capitão Alfredo António Chaves. EFEMÉRIDES DO DIA -Ir Daniel Madeira de Castro (Lisboa) (Fonte: Livro das Efemérides - Históricas, Políticas, Maçônicas e Sociais - 2016)
  5. 5. JB News – Informativo nr. 2.171 – Florianópolis (SC) – domingo, 11 de setembro de 2016 Pág. 5/29 1931 — Faleceu na Foz do Douro, António José Claro, natural de Vila Real, onde nasceu em 1863, advogado, jornalista e político republicano, revolucionário do 31 de Janeiro, depois de 1926 aderiu à ditadura, onde foi ministro, iniciado maçon em 1892 na Loja União Latina, do Porto, com o nome simbólico de Scondat. 1942 – Morreu no Tarrafal, Bento António Gonçalves, de biliose (2/3/1902). 1943 – Morreu em Lisboa, Inocêncio Joaquim Camacho Rodrigues, 6º marquês de Marialva e 8º conde de Cantanhede (23/5/1867). 1962 — Efetuada a primeira gravação dos Beatles, Love Me Do. 1973 — Golpe militar no Chile, liderado pelo gen. Augusto Pinochet, chefe do estado-maior das forças armadas, e que havia sido nomeado há dezoito dias, por ser da estreita confiança de Salvador Allende (26/7/1973), depôs pela força das armas, traiu o seu irmão, impôs uma das mais hediondas e sangrentas ditaduras, acabou com a democracia neste país da América do Sul, que tinha 160 anos. — Morreu em Santiago do Chile, Salvador Allende Gossens, maçon chileno, suicidou-se porque se negou a ceder o poder democrático aos fascistas chilenos (26/7/1908). 2001 — Atentado contra os E.U.A., perpetrado pela organização terrorista islâmica, Al-Qaeda, que desviou aviões comerciais americanos e despenhou-os contra as Torres 1811 Fundação da Grande Loja da Saxônia 1826 O desaparecimento de William Morgan, autor de uma inconfidência, provoca uma violenta campanha anti-maçônica nos Estados Unidos. 1973 Uma junta militar depõe o presidente Salvador Allende () no Chile. Fatos maçônicos do dia Fonte: O Livro dos Dias (Ir João Guilherme) e acervo pessoal
  6. 6. JB News – Informativo nr. 2.171 – Florianópolis (SC) – domingo, 11 de setembro de 2016 Pág. 6/29 O Ir Newton Agrella - M I Gr 33 escreve aos domingos. É membro ativo da Loja Luiz Gama Nr. 0464 e Loja Estrela do Brasil nr. 3214 REAA - GOSP - GOB newagrella@gmail.com "A BREVE ESCALADA DO COMPANHEIRO" ========================== Inexplicavelmente o Segundo Grau da vida no simbolismo maçônico estabelece um mínimo de seis meses de interstício - de acordo com o Art. 36 do RGF (Regulamento Geral da Federação do Grande Oriente do Brasil) para que o Irmão Companheiro - que tenha frequentado com assiduidade às Sessões e que tenha recebido as Instruções do Grau e apresentado um Trabalho inerente ao mesmo, possa ser submetido a exame relativo à doutrina para atingir o Grau de Mestre Maçom. Esse mínimo exigível parece-nos passivo de uma reavaliação e de uma reflexão mais detida, posto que - sem entrar no mérito conceitual do Grau de Companheiro - é exatamente nesse Grau onde o Maçom tem a capacidade de desenvolver e de explorar todas as suas potencialidades e de tornar mais consistente o seu crescimento simbólico - na busca da maturidade. Tendo em vista que o Trabalho, a Ciência e a Virtude são os pilares que sustentam essa jornada - o referido grau impõe a real necessidade do Companheiro entregar-se aos Estudos com toda a devoção e a transitar e vencer etapas que envolvem a Gramática, a Retórica, a Lógica, a Aritmética e a Geometria. O progresso intelectual do Companheiro impõe também a preocupação com o desenvolvimento dos Sentidos humanos que serão seus aliados durante o Trabalho em Oficina em prol da construção de seu Templo Interior. O poder de "observação" durante a realização dos Trabalhos que se processam em Loja é outro argumento que impõe a necessidade de uma jornada mais longa e persistente ao Maçom durante essa sua caminhada. 2 – A Breve Escalada do Companheiro Newton Agrella
  7. 7. JB News – Informativo nr. 2.171 – Florianópolis (SC) – domingo, 11 de setembro de 2016 Pág. 7/29 Pois a ele será dada a oportunidade de assistir e abstrair com a devida atenção o que se passa nas viagens, e seu Universo começa a se expandir pois sua pedra já não é tão bruta e aos poucos consegue dar forma e polimento a mesma. Adicionalmente a exploração mais profunda dos cinco sentidos permite ao Companheiro ganhar mais intimidade com todo o simbolismo que o cerca, e a compreender gradativamente o significado Iniciático da Ordem. Permite ainda que o Companheiro conheça-se mais e mais a si mesmo relacionando seu trabalho com todos os elementos da Natureza. A necessidade de se entregar com denodo aos estudos das chamadas Artes Liberais, ou seja: além das anteriormente citadas somando-se a Astronomia e a Música - por si só - já seria um componente mais do que plausível para que o referido Grau Maçônico exigisse um período de permanência e de estágio ainda mais longo e dedicado, para que quando viesse a se tornar um Mestre- o Companheiro estivesse nutrido de informações e de conhecimentos mais consistentes que o permitisse ser recebido como Mestre Maçom - revestido de maior força e sustentação para empregar o seu trabalho na solidificação do templo que está erigindo. A compreensão das alegorias e dos simbolismos emprestados a cada instrumento utilizado na oficina no Segundo Grau constitui-se num manancial de informações que deve ser estudado e pesquisado a fundo pelo Companheiro, para que através do uso desses materiais ele possa construir e sedimentar o Templo com a devida segurança. É esse exercício profícuo que o auxiliará decisivamente a forjar o seu interior e a dar sustentação na sua trajetória maçônica. Em outras palavras o Grau de Companheiro representa um verdadeiro "divisor de águas" dentro do Simbolismo Maçônico, pois é consagrado à Cultura e ao Intelecto e é abundante fonte de Conhecimento e de Ensinamento, para que se transite pelo mesmo com todo vigor. Tal qual a vida nos ensina, o Segundo Grau é a nossa Adolescência e Juventude - períodos de nossa existência em que nossos caráteres ganham sua real dimensão e forma... é o nosso momento de mergulho profundo na Vida.... que posteriormente nos conduzirá ao estágio da Maturidade até o Ocaso... Rendamo-nos pois a esse Grau que sem sombra de dúvida é o mais importante de nossa trajetória maçônica no âmbito simbólico. Fraternalmente Newton Agrella
  8. 8. JB News – Informativo nr. 2.171 – Florianópolis (SC) – domingo, 11 de setembro de 2016 Pág. 8/29 O Ir. João Ivo Girardi joaogira@terra.com.br da Loja “Obreiros de Salomão” nr. 39 de Blumenau é autor do “Vade-Mécum Maçônico – Do Meio-Dia à Meia-Noite” Premiado com a Comenda do Mérito Cultural Maçônico “Aquiles Garcia” 2016 da GLSC. Escreve às quartas-feiras e domingos. POR QUE OS ESQUERDISTAS ODEIAM O ROCKY BALBOA? Há filmes que contrariam a vontade dos figurões do socialismo internacional e retratam o indivíduo como responsável pelo seu próprio destino, minimizando os papéis dos órgãos reguladores e programas sociais coletivistas, paternalistas e totalitários. Enquanto num mundo livre as pessoas teriam assegurada sua liberdade de buscar a felicidade, num estado socialista estará assegurada a infelicidade de todos (exceto a camarilha que está no poder). Em 1976, o Sylvester Stallone criou e atuou no clássico Rocky, que ganhou prêmio de melhor filme. Rocky simbolizou mais do que um mero pugilista simplório. O que seu filme celebrava era o triunfo do espírito humano e da iniciativa individual contra todas as condições adversas. E é justamente isso que enerva os esquerdistas. Muitos deles não conseguem conter a raiva e o profundo desprezo pelo filme. No Rocky I, testemunhamos as tentativas e tribulações de Rocky Balboa, um boxeador de uma área pobre da Filadélfia. Primeiro, o vemos como um pugilista amador que luta por uns trocados e trabalha como cobrador para um agiota. No final, mesmo ele perdendo a luta final por uma margem mínima de pontuação, ele ainda consegue ser bem sucedido, como lutador e como ser humano. O tema principal do filme não poderia ser mais claro: o indivíduo consegue ser bem sucedido não importam as condições - desde que ele se esforce com determinação e suor. E é aqui que percebemos a primeira pista do porque ser difícil para um esquerdista gostar desse tipo de filme. Esses ideólogos passaram suas vidas inteiras odiando os EUA e vendo esse país como uma ordem social injusta, politica e economicamente. Eles não conseguem se humanizar o suficiente para reconhecer as dimensões humanas desse filme. Isso seria uma traição à sua fé política. 3 – Por que os esquerdistas odeiam o Rocky Balboa João Ivo Girardi
  9. 9. JB News – Informativo nr. 2.171 – Florianópolis (SC) – domingo, 11 de setembro de 2016 Pág. 9/29 Enquanto uma pessoa normal assiste ao filme e se emociona com a simplicidade e o esforço do protagonista, os esquerdistas reclamam da estrutura de classe ou outra palavrinha da moda esquerdista qualquer. Eles odeiam o filme pelo que ele é e pelo que ele não é. É como ir a um show de comédia e reclamar que o comediante fica contando piada toda hora e que as pessoas estão rindo demais. Rocky luta contra a burocracia que se mete em tudo. O primeiro grande obstáculo do pugilista não é a idade ou a disposição para treinar. São os burocratas intrometidos que, pelo menos inicialmente, negam licença para lutar e, consequentemente, negam seu direito de buscar sua felicidade pessoal. Eis o diálogo que retrata isso: Rocky Balboa: Ei, cadê os meus direitos? Burocrata da Comissão Atlética Estadual: Que direitos você pensa que está se referindo? RB: Direitos, como aqueles que estão escritos naquele documento oficial ali na rua. B: Aquela é a Carta de Direitos. RB: Sim, sim. Carta de Direitos. Ali não diz algo sobre correr atrás do que te faz feliz? B: Não, é a busca da felicidade. Mas o que isso tem a ver? RB: Tem a ver é que eu estou buscando algo e ninguém parece muito contente com isso. B: Mas... nós estamos cuidando dos seus interesses. RB: Eu agradeço, mas talvez vocês estejam cuidando dos interesses de vocês um pouco mais do que os meus... Quero dizer, talvez vocês estejam fazendo o seu trabalho, mas por que vocês têm que me impedir de fazer o meu? Pois se alguém está disposto a batalhar para chegar a uma posição, quem tem o direito de impedir? Talvez alguns de vocês fez uma coisa e nunca terminou, algo que queriam muito fazer, algo que nunca contaram a ninguém, alguma coisa... e dizem à vocês ‘não’, mesmo depois que vocês pagaram o que deviam? Quem tem o direito de dizer isso a vocês? Ninguém! É o seu direito de seguir sua própria cabeça, ninguém tem direito de dizer ‘não’ depois que você fez por merecer o direito de chegar onde você quiser e fazer o que você quiser! ... Quanto mais velho eu fico, mais coisas eu tenho que deixar para trás, essa é a vida. A única coisa que eu peço a vocês que deixem para mim... é o que é direito. Viver a vida como esquerdista é como uma tortura porque eles praticamente tentam negar todos os impulsos naturais o tempo inteiro e tentam suprimir esses impulsos nos outros. Na verdade, as esquerdas sempre viram o ser humano como uma entidade moldável a ser conformada segundo um padrão. Foi isso que Rousseau e Marx propuseram e o experimento comunista tentou praticar. Não é mistério nenhum, portanto, que a mera menção do Rocky Balboa cause convulsões histéricas nos esquerdistas. Vejamos o tema homem-mulher que o filme retrata. Rocky representa um cara duro na queda e isso raramente é visto na cultura popular de hoje em dia. Por causa do politicamente correto, está havendo uma feminização da cultura. Os heróis proclamados pelo politicamente correto estão começando a parecer frutinhas e Rocky Balboa viola o código esquerdo-fascista que tira do homem o direito de ser macho.
  10. 10. JB News – Informativo nr. 2.171 – Florianópolis (SC) – domingo, 11 de setembro de 2016 Pág. 10/29 As partes mais bonitas do filme são quando o Rocky conversa com a Adrian sobre a vida de um homem. Ele fala da necessidade de enfrentar os desafios, de sua vulnerabilidade e seus medos. Quantas vezes isso foi retratado na cultura popular recente? Nunca mais ouvimos falar disso. No âmago do sonho esquerdista está a destruição dos gêneros, já que os papéis de homem e mulher são vistos como uma construção social opressiva. Portanto, não é de se admirar que, um cara musculoso, que tem que ser macho e entrar no ringue, enfureça tanto as esquerdas. Segundo as feministas cooptadas pela esquerda, a presença de um homem musculoso é um ataque às mulheres. A exibição de um personagem heróico, agressivo e determinado tem tudo a ver com ideologia política e com a noção de masculinidade sendo imposta aos homens para a desvantagem das mulheres - segundo o credo esquerdo-feminista. É de se imaginar como será quando essa apregoada igualdade chegar. Homens vão entrar no ringue sem nenhum músculo, só com pelancas e banhas. Talvez, na verdadeira utopia, em vez de vestirem calções e tênis de boxe, os lutadores entrarão no ringue de tanguinhas e saltinhos altos. É claro que para esses esquerdo-feministas vai ser preferível que o boxe nem exista. E, provavelmente, que os homens não existam também. Outro ponto intragável para os esquerdistas é a maneira como Rocky e Adrian se amam. Rocky repete para Adrian que ele é um homem e tem que fazer o que um homem deve fazer. Adrian concorda, apesar de suas reservas, em apoiá-lo e ficar ao seu lado - porque ela é uma mulher. É uma relação muito amorosa, difícil de se ver hoje em dia. Rocky tenta fazer com que ela se sinta como uma mulher - algo que ela tinha escondido dentro dela. Ela se escondia por trás de suas roupas e seus óculos. Há uma cena em que ele tira os óculos dela, rompendo os limites que continham sua feminilidade. E eles se beijam pela primeira vez. É nesse momento que vemos a sedução de uma mulher por um homem - esse ingrediente atemporal e glorioso da nossa condição humana. Mas quando um esquerdo-feminista assiste isso, bem, eles ou elas odeiam esses temas. Eles querem acabar com essas realidades. Além do aspecto de gênero, Rocky trangride a fé progressista na ausência de oportunidade econômica e social do capitalismo opressivo. Rocky consegue uma chance de subir na vida. A esquerda simplesmente odeia isso. Mas Stallone celebra o fato de que em um país capitalista, as pessoas têm chances e podem ser bem sucedidas em suas iniciativas. A chave é que Rocky atinge sua meta individualmente. É ele contra tudo. Assim vemos o triunfo do indivíduo e do espírito humano. Para a esquerda, os indivíduos devem ser apagados e o espírito humano simplesmente não existe. Para eles, Rocky é um filme ruim e opressivo que perpetua a desigualdade porque o protagonista atinge o sucesso individualmente. Para uma verdadeira justiça social, eles dizem que a revolução deve ser feita por uma vanguarda coletiva. Eles ficam agonizando o tempo todo sobre o porquê de ninguém (isto é, os outros) compartilhar tudo. Eles negam que há realidades universais que nenhuma sociedade será capaz de mudar ou apagar. A crítica esquerdista clássica do filme Rocky é que ele retrata o desejo de superar as possibilidades limitadas que o capitalismo supostamente impõe sobre as classes mais pobres. Esse desejo é individualista e, de acordo com eles, tende a reforçar o fundamento do sistema e legitimiza a ideologia capitalista por sugerir que aqueles que conseguem se elevar da classe operária são melhores, mais desenvolvidos individualmente do que seus colegas. Em outras palavras, Rocky viola o credo esquerdista de como a luta contra a pobreza no capitalismo deve ocorrer coletivamente, e não individualistamente.
  11. 11. JB News – Informativo nr. 2.171 – Florianópolis (SC) – domingo, 11 de setembro de 2016 Pág. 11/29 Se um regime socialista conseguisse atingir seu objetivo, existiriam filmes como Rocky? Certamente não, pois nenhum regime ia querer mostrar a ascensão de um ser humano. No lugar disso, os filmes mostrariam os operários trabalhando nas fábricas dia após dia. Chato demais. Rocky vai ao ringue na noite anterior à da luta. Ele confronta o seu medo. Então ele se volta para Adrian e diz saber que vai ser derrotado. Mas diz que quer ficar de pé até o décimo-quinto round. Seu sonho e sua esperança é apenas aguentar de pé... Aguentar as porradas que a vida dá. No último filme da série, Rocky Balboa (conhecido como Rocky VI), Rocky decide lutar com o atual campeão mesmo já cinquentão, em idade de se aposentar, para poder, com isso, enfrentar e vencer seus dilemas interiores. Um dos diálogos de Rocky com seu filho, que tentava convencê-lo de não lutar, ilustra como a luta deve ser individual e espiritual em vez de coletiva e materialista: Deixe-me dizer uma coisa que você já deve saber. O mundo não é ensolarado e cheio de arco-íris. É um lugar muito rude e traiçoeiro que vai lhe deixar de joelhos e fazer você ficar de joelhos pra sempre se você deixar. Nem você, nem eu, nem ninguém dá porradas mais fortes do que a vida. Mas não importa o quão forte é a porrada que você dá; o que importa é quanta porrada você pode tomar e continuar marchando. Quanto você consegue aguentar e continuar seguindo em frente. É assim que se vence. Agora, se você sabe o quanto você vale, então vai lá e lute pelo que você merece. Mas você tem que estar disposto a aguentar a porrada, e não ficar apontando o dedo dizendo que você não consegue por causa dele, dela ou de ninguém. Você é melhor do que isso! A maioria dos que já passaram por dificuldades na vida sabe o que é isso e entende. É difícil colocar em palavras, porque de certa maneira, isso é transcedente. Mas na luta pela vida contra todas as condições adversas, com todo o suor e as lágrimas, muitas vezes a única coisa que queremos é terminar de pé. Tem a ver com orgulho, medo e coragem. E é aí que Rocky toca as pessoas. E quando a luta com o Apolo Doutrinador acaba, a Adrian chega ao ringue e perde seu gorro. E Rocky, que acabou de lutar a maior luta de toda sua vida, que enfrentou seu medo, e com a cara toda quebrada, só faz perguntar Cadê o meu chapéu? Isso mostra a importância essencial da simplicidade e da afeição de um pelo outro. Rocky se esquece de si mesmo porque sua batalha já terminou, e seu próximo passo é se importar com uma outra pessoa. Ele já fez o que tinha que fazer e a partir dali era hora de cuidar da Adrian. É como na vida: a pessoa tem que cuidar de si e, depois de se superar, doar de si para outro ser humano. Não importa quantos experimentos de engenharia social sejam tentados, eles nunca mudarão o que o ser humano realmente é: imperfeito, lutando contra as condições contrárias, perdendo e ganhando, chorando e rindo, se protegendo e se arriscando. Isso diz muito mais do que o sonho canibalístico e mutilante do Socialismo. O personagem Rocky Balboa, com sua humanidade e coragem, nos lembra disso. (Fonte: Artigo original de Jamie Glazov: 25 Years of Rocky Balboa The Progressive Left´s Nightmare - Adaptado e traduzido por pensadoresbrasileiros.blogspot, 25/08/2007). MAÇONARIA 1. Citações: (...) A política, como um ramo das ciências sociais, estuda as diversas formas do poder político, bem como sua dinâmica, suas instituições e seus objetivos, mostrando íntima relação com outros ramos da ciência, como a História, a Sociologia, a Filosofia, a Economia.
  12. 12. JB News – Informativo nr. 2.171 – Florianópolis (SC) – domingo, 11 de setembro de 2016 Pág. 12/29 Assim, nenhum homem esclarecido pode se mostrar indiferente à atividade política, assim como nenhuma instituição de cunho social pode pretender proibir debates em torno da política – em seu sentido social, amplo e não sectário, ou partidário – já que todas as Constituições, que regem a vida de povos livres, consideram a liberdade de pensamento e de expressão como um direito inalienável do cidadão. A Maçonaria tem uma missão a cumprir, e a cumprirá a despeito de todos quantos contra ela se voltem. Sua força está em saber esperar, em saber resistir, em ter a razão contra tudo que seja escravidão, ignorância, fanatismo e aviltamento. Sua grande missão é elevar, iluminar, impulsionar e redimir a humanidade. Dar a conhecer que não estamos sós, isolados do mundo; que seu progresso é o resultado de uma cadeia de homens decididos e virtuosos; que, do mesmo modo como o Sol ilumina os bons e os maus, dá calor a todos sem exceção, assim a Maçonaria deve estender seu amor e sua beneficência a todos quantos a rodeiam, sem distinção, sem malevolência e sem rancores, porque tanto como o amor é fértil, o ódio é estéril; que não se reconheça mais títulos e nem vantagens e que não se desvirtue o estreito acatamento à moral e ao exercício da virtude. (José Inácio da Silva Filho). (...) Como disse Bertold Brecht (1898-1956), o pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, não participa dos acontecimentos políticos; não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependa das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política; ele não sabe que de sua ignorância nasce à prostituta, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e o explorador das empresas nacionais e multinacionais. 2. Máximas: As virtudes que enobrecem o homem ampliam-se e praticam-se nos Templos Maçônicos, regularizam a vida íntima e constituem a norma dos mais altos deveres políticos. (George Washington). - Minha espada não tem partidos. (Caxias). - A proposta maçônica de melhorar a condição humana através do trabalho eticamente reconhecido, é uma condição política, sem dúvida. (Textos Maçônicos). - E gostem ou não nossos queridos Irmãos mais ortodoxos, a Maçonaria é uma das maiores ONGs do planeta. Portanto meus irmãos, mãos a obra. (Francisco de Souza Matos). 3. Rituais-REAA: (...) A Maçonaria também exige de seus Adeptos o combate a outros inimigos da Humanidade, como sejam: os hipócritas, que a enganam; os pérfidos que a defraudam; os ambiciosos que a usurpam; e os corruptos e sem princípios, que abusam da confiança dos Povos. A estes, não se combate sem perigos. Juro e prometo que repelirei toda e qualquer associação civil, política e sectária que, por juramento ou filosofia, prive o ser humano dos seus direitos e deveres de cidadão e de sua liberdade de consciência. (RA).
  13. 13. JB News – Informativo nr. 2.171 – Florianópolis (SC) – domingo, 11 de setembro de 2016 Pág. 13/29 O Ir.·. José Ronaldo Viega Alves* escreve às quartas-feiras e domingos. Loja Saldanha Marinho, “A Fraterna” Santana do Livramento – RS ronaldoviega@hotmail.com A ETIMOLOGIA DOS NOMES DAS COLUNAS B E J: BOAZ OU BOOZ? JACHIN OU JAKIN? “Ele levantou as colunas na frente do pórtico do templo. Deu o nome de Jaquim à coluna do sul e de Boaz à coluna ao norte. Os capitéis no alto tinham a forma de lírios. E assim completou-se o trabalho das colunas.” (1REIS 21-22, na “Bíblia de Estudo Arqueológica NVI) “Pôs estas duas colunas no pórtico do templo. Tendo levantado a coluna direita, deu-lhe o nome de Jaquim; levantou do mesmo modo a segunda coluna e deu- lhe o nome de Booz. Por cima das colunas pôs um lavor em forma de açucena; com isto ficou concluída a obra das colunas.” (1REIS 21-22, na “Bíblia Sagrada”) INTRODUÇÃO Boaz e Jakim, são os nomes das duas colunas de bronze que Salomão ordenou que fossem fundidas para serem colocadas à entrada do Templo. Mas, seguidamente nos deparamos com as grafias Booz e Jachin. Será que usando de grafias diferentes, os seus significados mudam também? Inúmeros artigos, trabalhos ou estudos maçônicos, são referentes às colunas B e J. Pano para muita manga, quando envolve alguns tópicos em especial, mas, indiscutivelmente, um tema sempre fascinante e que tem o poder de despertar nossa curiosidade, no intuito de saber mais, até pelo fato de fazer parte do Templo Maçônico e ser uma herança direta do seu arquétipo maior que é o Templo de Salomão. Há discussões polêmicas, envolvendo as medidas das mesmas, inclusive, pelo fato do que as que estão descritas em Reis, na Bíblia, não são exatamente as que estão contidas em Crônicas. Há ainda, discussões sobre se as colunas devem estar situadas fora ou dentro do Templo, e mais, sobre os ornamentos, sobre o que elas realmente representam, enfim... Vamos incursionar, a partir de agora, por outro caminho. O presente trabalho pretende discutir um pouco sobre o porquê das várias versões que costumamos encontrar em nossas pesquisas ou leituras, no que tange às grafias e aos significados das palavras que nomeiam as colunas 4 – A Etimologia dos Nomes das Colunas “B” e “J”: Boaz ou Booz? Jachin ou Jakin? - - José Ronaldo Viega Alves
  14. 14. JB News – Informativo nr. 2.171 – Florianópolis (SC) – domingo, 11 de setembro de 2016 Pág. 14/29 vestibulares B e J. Apontar para a tradução que está mais próxima dos seus significados, baseado nas deduções dos estudiosos da língua hebraica. Como pudemos detectar, logo no início deste trabalho, ficaram evidenciadas em apenas duas diferentes traduções e versões da Bíblia, grafias diferentes para os nomes das colunas. Nas notas de rodapé referentes às palavras Jaquim e Boaz que aparecem na versão constante na Bíblia de Estudo Arqueológica NVI, ali citada, ainda poderemos ler mais abaixo: _ Jaquim provavelmente significa ele firma. _ Boaz provavelmente significa nele há força. COMENTÁRIOS: Julguei bastante pertinente, o “provavelmente” que consta antes da atribuição dos significados, pois, denota cuidados com o que seria essa dinâmica de transformação constante da linguagem, tanto no vocabulário como na organização de frases (sintaxe) em função dos estudos constantes das línguas originais e das línguas cognatas, que nunca param de vez, no que abrange o universo bíblico, eterno campo de estudos e descobertas. BOAZ OU BOOZ? O livro “Quem é Quem na Bíblia”, no verbete BOAZ diz que este é o nome do marido de Rute. Logo abaixo do verbete, ou o que seria um nome próprio então, constam dois significados: rapidez; nele há força. O “nele há força”, é o que já havíamos visto registrado logo acima, que faz sentido. Na enciclopédia bíblica de R.N. Champlin, lemos que o verbete é o nome de uma pessoa e de um detalhe arquitetônico do templo de Salomão, o que alarga um pouco as acepções. Também, que na língua hebraica tem os seguintes significados: felicidade ou rapidez. Mais adiante, em um determinado trecho diz: “A conduta digna de Boaz, sua sensibilidade e seu espírito bondoso, sua piedade e suas boas maneiras, são pontos ressaltados no livro de Rute, oferecendo-nos uma boa idéia de como seriam as pessoas pertencentes à classe alta de Israel. Do matrimônio nasceu Obede, que foi pai de Jessé, que foi pai de Davi. Portanto, Boaz foi um ancestral direto de Jesus. Seu nome ocorre na genealogia de Jesus, em Mat. 1:5.”. Ambos os livros colocam um significado em comum no nome, “rapidez”, que por enquanto, é somente o nome de um personagem. Continuando com R. N. Champlin, temos: “Nome de uma das colunas de bronze postas por Salomão diante do templo de Jerusalém. Aquela que ficava no lado norte era chamada Boaz; (...)” A palavra BOAZ escreve-se em hebraico com as letras “Beth” que é B, “Ain” que é muda e vai emprestar o som do sinal massorético que estiver sendo utilizado pelo tradutor, no caso, o “O” ou “A”. A outra letra hebraica que fecha o nome é o “Zain” que equivale ao nosso Z. O Irmão Armando Filippi Cravo alerta para o fato de que, embora na língua hebraica ela seja pronunciada BOAZ, em muitos dos rituais utilizados na Maçonaria, ela aparece grafada como BOOZ. Para justificar isso que ele chama de anomalia, ele cita Octaviano de Menezes Bastos que fornece a seguinte explicação: “no hebraico as vogais tem uma só grafia, tanto pode ser BOAZ como BOOZ, que pode ser associado a um personagem bíblico.” Já, outros especialistas em língua hebraica tem definido o mais correto nisso tudo, considerar a palavra BOAZ, pois, BOOZ seria uma forma alternativa que não advém do hebraico. Também existe outra explicação: São Jerônimo, quando da sua tradução do grego e do hebraico para o latim manteve a grafia BOOZ, da qual a Igreja não abriu mão. Para corroborar isso tudo, sabe-se que os anglo-saxões e germânicos, que não se utilizam da mesma Bíblia dos católicos, usam em suas traduções a palavra BOAZ. A Loja de Pesquisas Quatuor Coronati, a mais antiga e a mais famosa do mundo, sediada em Londres, em suas publicações que vem desde 1886, sempre se utilizou do vocábulo BOAZ. COMENTÁRIOS: Até aqui temos como certo, então: para a grafia BOAZ, há duas palavras constantes na Bíblia, uma delas o personagem BOAZ, marido de Rute, e a outra, que se refere ao nome com que uma das colunas do Templo de Salomão foi designada. Ainda que haja um significado comum que é “rapidez” há outro, que é “nele há força”.
  15. 15. JB News – Informativo nr. 2.171 – Florianópolis (SC) – domingo, 11 de setembro de 2016 Pág. 15/29 JACHIN OU JAKIN? Champlin registra em sua enciclopédia que JAQUIM no hebraico, significa “ele (Deus) estabelecerá.” Além do mais, é o nome de vários personagens que aparecem nas páginas do Antigo Testamento, entre eles destacando-se o terceiro filho de Simeão. Simeão, filho de Jacó, deu o nome de Jakin (aqui se faz necessário dizer que essa palavra aparece em três versões: Jakin, Jachin e Jaquim) ao seu terceiro filho, que mais tarde passou para a história como pai dos jakinitas, os que formaram a vigésima primeira família das vinte e quatro famílias sacerdotais dos judeus. Conforme Nicola Aslan, o termo jakinitas significa “homens justos”. E JAQUIM, era o nome de uma das colunas do Templo de Salomão. COMENTÁRIOS: Podemos comprovar então, com base na Bíblia, que os nomes BOAZ e JAQUIM, são nomes de personagens, e também são os nomes correspondentes a cada uma das duas colunas do Templo de Salomão. Mas, no tocante aos seus significados, somente o BOAZ possui duas referências, ambas direcionadas para a noção que possuímos, “nele há força”. Com relação ao JAQUIM, vejamos outros detalhes. JAQUIM E BOAZ: AS VARIAÇÕES E A LÍNGUA HEBRAICA Ocorre que, somente tive minha atenção despertada, de verdade, para o assunto que ora é apresentado aqui, a partir do momento em que efetuando a leitura do verbete JACHIN, constante no “Vade-Mécum Maçônico”, de autoria do Irmão João Ivo Girardi, deparei-me com a seguinte passagem: “JACHIN: 1. Nome hebraico derivado de Jah, abreviatura de Jeová e de achin, ‘estabelecer.’ (...)2. O nome desta Coluna na tradição maçônica, foi assim chamada, a partir de Jakin, Grão-Sacerdote assistente, que oficiou quando da consagração do Templo. A Coluna J.’. é citada na Bíblia, mas não o personagem que acabamos de citar. 3. Essa palavra, se escrita com K significa sabedoria, constância, ‘razão aperfeiçoada de saber’, ‘perseverança no bem.’ Se escrita com CH, ela se refere à Coluna da direita que estava colocada no átrio do Templo de Salomão, conforme se vê em (1Rs. 7:21).” Por outro lado, Nicola Aslan em sua enciclopédia cita Mackey, que disse o seguinte: “Jachin (Iod, Caph, Iod, Nun), chamada ichin por Dudley e vários outros escritores, que rejeitam os pontos (na escrita hebraica). É o nome do pilar colocado à mão direita, fazendo frente ao Oriente (isto é, no Sul), onde fica na entrada do Templo do Rei Salomão. Deriva de duas palavras hebraicas, Iod, He – Jah, ‘Deus’, e iachin (Iod, Caph, Iod Nun), ‘estabelecerá ‘. Significa, portanto, ‘Deus estabelecerá’, sendo chamado, frequentemente, o ‘pilar do estabelecimento’.” COMENTÁRIOS: Temos fundamentalmente para JAQUIM, um “ele (Deus) firma” e um “Deus estabelecerá”, e que são sinônimos. Intrigou-me bastante, o fato disso que está disposto no item 3, no “Vade Mécum Maçônico”pois, não encontrei nada que pudesse corroborar a idéia ali exposta, de que há duas grafias diferentes e com dois sentidos. Na realidade, deparamo-nos com essas duas grafias, em virtude daquilo que o Irmão Guilherme Oak, relatou em trabalho de sua autoria intitulado “Maçonaria e Judaísmo”, e de onde extraio a seguinte passagem para o entendimento dessa questão, ou seja, o porquê das duas grafias: “Quando se pergunta a um professor de hebraico o que significa BOAZ, ele discorrerá sobre o significado e a tradução desta palavra. Se perguntarmos, ao mesmo professor, o que significa BOOZ, muito empregada pelos maçons franceses e repetida pelos brasileiros e que é uma corrupção de BOAZ, ele não saberá, obviamente, o significado da palavra, pois ela não tem nada a ver com o hebraico. Quanta discussão inútil se evitaria se se pudesse resolver a questão filologicamente.” UM POUCO MAIS SOBRE AS INTERPRETAÇÕES MAÇÔNICAS Já antes do século XVIII, na Maçonaria, conforme Mackey, já se falava nas preleções sobre as colunas B e J, no entanto, parece que mais como pormenores históricos, do que como símbolos propriamente ditos. No catecismo de 1731, por exemplo, constavam descrições que contemplavam os seus nomes, as suas dimensões, o material empregado em suas construções, mas, o mesmo era mudo em relação aos seus significados simbólicos. Dudley teria sido o primeiro a dizer em sua “Naology” que ”as colunas representavam o poder de sustentação do Grande Deus.”
  16. 16. JB News – Informativo nr. 2.171 – Florianópolis (SC) – domingo, 11 de setembro de 2016 Pág. 16/29 Hutchinson foi o primeiro em introduzir em nossa Ordem a idéia do simbolismo delas, sendo que comentou sobre o significado dos seus nomes: Boaz (B) sendo, em sua tradução literal ‘Em ti está a força’; e Jakin(J), ‘Ele estabelecerá’, o que pode ser transposto no seu entendimento, de forma muito natural , e da seguinte maneira: “O Senhor, pelo poder de sua arte, e de seu poderio está estabelecido de eternidade a eternidade.” O que não está longe da expressão utilizada pelo Irmão João Anatalino, que se revela direta, simples e bela: “Estabilidade com Força”. CONCLUSÃO Recorrendo novamente ao “Vade Mécum Maçônico” do Irmão João Ivo Girardi, recolho a seguinte passagem concernente ao verbete FILOLOGIA: ”Na Maçonaria é importante que se dê o valor que a filologia merece no sentido de preservar nossa literatura original, bem como a interpretação correta de seu conteúdo e de nossos rituais.” Com certeza, é na relação direta com a última linha do parágrafo acima que foi proposto este tema. Sabemos que muitas palavras devido ao seu uso contínuo perdem muito do seu brilho e do seu significado original, e de tanto ouvi-las perdemos a noção daquela reflexão necessária ao seu entendimento. Uma breve incursão de natureza etimológica e filológica mostrou-nos o quanto se faz necessário o estudo de parte do Maçom, ou o quanto ele deverá se aprofundar, à medida que vá galgando os degraus, buscando assim o entendimento, o que ao final do caminho se converterá em sabedoria. Sem interpretar os símbolos, as origens, sem buscar estabelecer as analogias, sem fazer leituras que possibilitem conexões e uma visão mais ampla, enfim, a busca constante que o iniciado deve empreender, não se poderá ver a luz, ou como já foi dito: ”Muitas de nossas desorientações se devem ao fato de não procurarmos o oriente, lugar onde nasce o sol de verdade, o étimo da palavra.” CONSULTAS BIBLIOGRÁFICAS: Internet: “JAKIN E BOAZ” - Artigo do Irmão Armando Filippi Cravo – disponível em: WWW.portalcravo.com.br/armando/index.php?view=article&catid=6:simbolismo&id+190:jakin-e-boaz “Transformação das Colunas em Símbolo Maçônico”- Artigo do Irmão Paulo Roberto – JB NEWS, n° 1177, de 22/11/13 Revistas: ‘A TROLHA’, nº 290 – “A Coluna “B” no Templo de Salomão” – Trabalho do Irmão Marcos Adriano Vargas Livros: ASLAN, Nicola. “Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria e Simbologia” Editora Maçônica “A Trolha” Ltda. 3ª Ed. 2012 BÍBLIA DE ESTUDO ARQUEOLÓGICA NVI – Editora VIDA – 3ª Reimpressão – Agosto/2014 BÍBLIA SAGRADA – GAMMA Editorial e Gráfica Ltda. 1980 CADERNO DE PESQUISAS MAÇÔNICAS – 18 – “Maçonaria e Judaísmo” – Artigo do Irmão Guilherme Oak. Editora Maçônica “A Trolha” Ltda. 2001 CALVOCORESSI, Peter. “Quem é Quem na Bíblia” –José Olympio Editora - 1998 CHAMPLIN, R.N. – “Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia” – Volumes 1 e 3. Editora HAGNOS, 9ª Edição, 2008 GIRARDI, João Ivo. “Do Meio-Dia á Meia-Noite Vade Mécum Maçônico” - Nova Letra Gráfica e Editora Ltda. – 2ª Edição – 2008
  17. 17. JB News – Informativo nr. 2.171 – Florianópolis (SC) – domingo, 11 de setembro de 2016 Pág. 17/29 O Ir Hercule Spoladore – Loja de Pesquisas Maçônicas “Brasil”- Londrina – PR – escreve aos domingos hercule_spolad@sercomtel.com.br AXIOMAS E SOFISMAS NA MAÇONARIA Axioma - é uma verdade indemonstrável, irrefutável, que não se pode contestar. É uma proposição evidente e aceita sem necessidade de explicação. O axioma se constrói sem qualquer apelo ao critério subjetivo de evidenciar. Por esta razão é aceito como verdade absoluta e serve como ponto inicial para a demonstração de outras verdades. É uma premissa totalmente evidente que se admite universalmente como verdadeira que se aceita sem exigir uma demonstração, sem argumentação em contrário. O axioma é uma verdade inquestionável, pois é uma verdade universal. O verdadeiro maçom é guiado pela inquestionável verdade, ele não deve cometer sofismas. Exemplos de axiomas: “Um maçom não é maior que a Maçonaria” “Dois maçons honestos iguais a um terceiro maçom honesto são iguais entre si” Sofisma - É uma mentira manipulada de forma proposital usando-se argumentos distorcidos para que se pareçam verdadeiros. É uma argumentação falsa com aparência de verdadeira. É um argumento valido na aparência, mas na verdade incorreto do ponto de vista lógico utilizado para iludir os outros. Na Maçonaria são usados por obra e graça de maçons que são vaidosos, ególatras, ou do seu interesse ou da paixão ou ainda da ignorância. O sofisma se utiliza de um argumento que partindo de premissas verdadeiras ou consideradas como tais chega a uma conclusão inadmissível que não pode enganar a ninguém, mas que parece correta conforme as regras formais do raciocínio. 5 – Axiomas e Sofismas na Maçonaria Hercule Spoladore
  18. 18. JB News – Informativo nr. 2.171 – Florianópolis (SC) – domingo, 11 de setembro de 2016 Pág. 18/29 O sofisma tem o objetivo de impingir uma ilusão da verdade a algo apresentando sob um esquema aparentemente que segue as regras da verdade, mas não da lógica. É um raciocínio vicioso aparentemente correto e concebido com a intenção de se induzir a um erro. Há maçons, utilizando o direito da busca da Verdade que a Ordem prega, são os que usam argumentos axiomáticos, são portanto os autênticos, pois a Ordem tem um leque fantástico de opções para manipula-la, ou para a verdade ou para a mentira. Quando se trata de sofismas as mentiras são muito comuns nos achismos, invenções e os acréscimos que induzem e os colocam nos Rituais. Exemplo de sofismas maçônicos: “a história do 20 de Agosto como o Dia do Maçom”. ”A Maçonaria é adogmática”. “As mais de sessenta classificações de landmarques”. Alguns Irmãos são verdadeiros buscadores, investigadores, e pesquisadores da Verdade sabem o que é um axioma, conhecem a Ordem e estão atrás da Verdade Pura, mas, a maioria ou por ignorância ou querer aparecer, ou por vontade própria comete sofisma a toda a hora. Por isso a Ordem é tão confusa, mas ao mesmo tempo ela permite que isto aconteça por não ter regras mais rígidas e não ter um poder central mundial pelo menos normativo. É uma verdadeira parafernália de potências e ritos que existe em todo planeta, isto é, em países onde a Maçonaria é permitida. Quando se trata de um sofisma baseado na ignorância de quem o está produzindo chama- se este fenômeno de PARALOGISMO. E quer por ignorância ou má fé os sofismas são muito comuns na Maçonaria. O individuo acredita que está dizendo a verdade, porque ignora o que ela seja. Sua imaginação, suas fantasias estabelecem uma situação que parece ser a verdade para ele, mas não é. E ele procura convencer os outros que está certo. Os praticantes dos sofismas na Maçonaria modificam ritos, mudam a cor dos mesmos, mudam os diálogos já estabelecidos desde a fundação do referido rito, inserem cerimônias, acrescentam graus, inventam, mudam tudo o que podem. Às vezes porque acham bonito, ou porque quererem aparecer, e o fazem sem fundamentos básicos da Ordem. Entretanto eles não têm noção de que estão descaracterizando o rito. Acham que estão enriquecendo o rito. Isto é um sofisma. A ignorância é algo useiro e vezeiro na Ordem. Mas, a má fé também. Muitos grão- mestres durante o período em que estão grão-mestres por decretos modificam os ritos, por se acharem com este direito. Mas em realidade um rito não pode ser alterado ou acrescentado de graus, pois um rito em si é duradouro e não pode ser alterado, pois, ele teve um começo quando foi criado e a ascendência moral e histórica do rito é maior que o tal do poder dos grão-mestres, diga-se de passagem, com raras exceções, pois muitos grão-mestres que conhecem a Maçonaria realmente buscam a verdade baseada em axiomas. Infelizmente não é a maioria. Estes são os guardiões da Ordem.
  19. 19. JB News – Informativo nr. 2.171 – Florianópolis (SC) – domingo, 11 de setembro de 2016 Pág. 19/29 Se uma potência adotar um rito já existente no mundo, ela deverá respeita-lo nos seus mínimos detalhes. Não poderá altera-lo. Outro fato resultante dos sofismas é que os que produziram mentiras, estas passam através do tempo a serem consideradas como verdades pelas novas gerações de maçons, pois foram ensinados de forma errada. Exemplo de dois sofismas históricos: No ano de 1889 uma potência maçônica no Brasil começou a “azular” os aventais de Mestre, a ornamentação e pintura das paredes internas do templo, isto no Rito Escocês Antigo e Aceito quando cor vermelha que é de origem, a predominante neste rito e não a azul. O erro se perpetuou e hoje 2/3 da Maçonaria brasileira que pratica este rito usa o avental azul no grau de Mestre e as paredes do templo são ornamentadas pela cor azul celeste. Isto é um tremendo sofisma. Outro exemplo ocorrido em 1889, na história do Brasil com a Proclamação da República em relação á Bandeira Nacional. A Bandeira Nacional republicana foi feita em cima da Bandeira Nacional Imperial. Não se deram ao luxo confeccionar outro tipo de bandeira. Aproveitaram a Bandeira Imperial tocando apenas o centro onde estava o brasão imperial pelo círculo azul onde está escrito Ordem e Progresso, baseada lema do positivista de Auguste Comte “O amor como principio e a Ordem como base, o Progresso como meta”. Acrescentando estrelas representados os estados. Os republicanos mantiveram o fundo verde e o losango amarelo no centro tal qual era a bandeira imperial os e doutrinaram o povo que o verde representa nossas matas e o amarelo representa nosso ouro e minerais. Sofisma – Leda mentira. A cor verde era característica da Casa dos Bragança de onde veio D. Pedro e o amarelo representava na Bandeira a Casa dos Habsburg da Áustria de onde veio a Imperatriz Leopoldina. Mas a República tinha que apagar qualquer vestígio da monarquia então despojada do poder. Então cometeram um sofisma que o povo brasileiro pacato engoliu. Dizer que o azul representa nosso céu, tudo bem, mas o verde e o amarelo não tem nada a ver com nossas matas e nosso ouro. A história é outra. Sofisma muito mal contado. Hercule Spoladore – Loja de Pesquisas Maçônicas “Brasil” Londrina - PR
  20. 20. JB News – Informativo nr. 2.171 – Florianópolis (SC) – domingo, 11 de setembro de 2016 Pág. 20/29 O Irmão João Anatalino Rodrigues escreve aos domingos jjnatal@gmail.com - www.joaoanatalino.recantodasletras.com.br O PODER DOS ARQUÉTIPOS Cabala e alquimia Cabala e Maçonaria são duas tradições culturais que tem raízes em idênticos núcleos simbólicos. Por isso encontraremos em uma e outra os mesmos símbolos arquetípicos, e praticamente a mesma fundamentação para as ideias e imagens que sedimentam suas práticas e seus rituais. A alquimia é um bom exemplo desse compartilhamento cultural. Assim como na Maçonaria, a prática cabalística também hospeda uma forma operativa e uma especulativa. A Cabala operativa, em certo momento da história, congregou alquimistas e praticantes do ocultismo, na busca de meios para preservar a saúde, obter riqueza material, sucesso em empreendimentos profanos, ou simplesmente como processo de conhecimento, com o objetivo de atingir a Gnose.1 Esse tipo de prática cabalística, em princípio, foi desenvolvida pelos mestres da religião judaica como fórmula de reação ao rancoroso antissemitismo que se instalou entre os cristãos logo após o Cristianismo ter se transformado na religião oficial do Império Romano.2 Mais tarde foi apropriada pelos adeptos da Arte de Hermes, que nela viram uma poderosa ferramenta para o estudo e o desenvolvimento do processo alquímico que conduzia á obtenção da pedra filosofal. Daí muitos autores dizerem que a alquimia era, na verdade, uma espécie de Cabala operativa. Foi dessa vertente cabalística que emergiram, especialmente, os chamados cultores do pensamento rosa-cruz, movimento espiritualista-filosófico que forneceu a semente da Maçonaria especulativa, como hoje a conhecemos. 3 Na prática, essa atividade desenvolvida por cabalistas e operadores alquímicos concorreu para o desenvolvimento de uma técnica que buscava aplicar o conhecimento esotérico contido nas combinações numéricas e sonoras do alfabeto sagrado (o alfabeto hebraico) para a resolução de problemas da vida real. Nasceu, dessa atividade, a chamada aritmosofia, com suas diversas variantes esotéricas, tais como a matese, a esteganografia, a geometria sagrada e 1 Gnose significa iluminação. Aqui o termo é empregado no sentido de obter o conhecimento necessário para a elevação do espírito á um nível cósmico, onde as grandes verdades do universo lhe são reveladas. 2 Essa perseguição foi consequência dos evangelhos canônicos, que mostram os judeus como os principais responsáveis pela condenação e morte de Jesus. 3 A pedra filosofal era um artefato que permitia a transformação de metais comuns em ouro, e também operava uma transmutação mágica no espírito do operador. Os alquimistas da época renascentista criaram o chamado movimento Rosa- Cruz, uma espécie de corrente místico-filosófica que tinha por objetivo a transformação do espírito das pessoas, de acordo com a nova filosofia que pregava a liberdade de pensamento, aliada á procura pela verdade científica. Ver, nesse sentido, os Manifestos Rosa-Cruzes Fama Fraternitatis Rosae Crucis (1615), Confessio Fraternitatis (1615) e Chymische Hochzeit Chistiani Rosencreutz (1616). Ver também Frances Yates- O Iluminismo Rosa-Cruz: Ed. Cultrix. 6 – O Poder dos Arquétipos João Anatalino Rodrigues
  21. 21. JB News – Informativo nr. 2.171 – Florianópolis (SC) – domingo, 11 de setembro de 2016 Pág. 21/29 outras práticas, que renderam aos seus cultores muitas acusações de charlatanismo. Porém, foi na pesquisa da chamada pedra filosofal, que a Cabala encontrou a sua forma mais ampla de utilização, servindo como guia para importantes descobertas e aplicações resolutivas no campo das ciências e da filosofia, como mostram Pawels e Bergier em sua obra, ao se referirem ao trabalho realizado pelos alquimistas na pesquisa da Grande Obra.4 Muito desse simbolismo sobrevive nos rituais maçônicos, os quais, como se sabe, incorporou muitos temas alquímicos aos seus ensinamentos. Jung e o mundo dos arquétipos A partir da análise dos sonhos de seus pacientes, Jung deduziu que certas imagens e conceitos existentes em nossas mentes eram comuns á todas as pessoas, em lugares e tempos diferentes. O exemplo veio do sonho de um paciente psicótico que se referia ao “falo do sol como sendo a origem do vento”. Pesquisando o sentido psicológico dessa imagem ele encontrou o mesmo conteúdo simbólico em um mito de uma antiga religião persa. Depois de estudar vários casos semelhantes, ele concluiu que esses símbolos e imagens eram manifestações do inconsciente coletivo da humanidade, os quais estavam presentes na psique mais profunda de todos os indivíduos, independente de suas origens e suas crenças. Foram á essas imagens e símbolos que ele chamou de arquétipos. O termo arquétipo foi inspirado na filosofia de Platão. Para aquele filósofo, a mente humana trabalha com duas estruturas conceituais: uma, que é a imagem das coisas particulares, as quais podem ser conhecidas através dos nossos sentidos; a outra a imagem das coisas universais, as quais, segundo acreditava, vinha da mente dos deuses e serviam de base para todos os modelos conceituais adotados pelos seres humanos. O mundo das coisas particulares, dizia Platão, é um mundo inferior, do qual participamos com os sentidos. Nele nos relacionamos com as coisas físicas que podem ser identificadas no tempo e no espaço pelos atributos que elas têm. Um animal, uma planta, um ser humano, um elemento químico, um alimento, um fenômeno da natureza, etc. Mas além desse mundo inferior há outro, superior, com qual só podemos nos comunicar com a nossa mente: esse é o mundo das ideias, das formas ideais, um universo composto de essência imaterial e eterna. Esse, segundo Platão, é o verdadeiro mundo, pois o meio físico em que vivemos é feito apenas de cópias desse universo arquetípico. Nesse sentido, alguns conceitos desenvolvidos pela civilização eram formas incorpóreas, imateriais, pensadas pelos deuses e transmitidas á consciência humana como “coisas universais”, porque serviam, indistintamente, a todos os indivíduos e povos como padrões de pensamento e conduta. Destarte, conceitos como moral, justiça, bondade, beleza, eram arquétipos compartilhados pela humanidade em geral, assim como as formas geométricas e os números, as cores e outros padrões comuns de pensamento e sensibilidade, que são suscetíveis de serem pensados e sentidos por vários indivíduos, de um modo geral, em todos os lugares e tempos.5 Descrever um arquétipo, segundo o próprio Jung logo descobriu, era praticamente impossível, porque são muito ricos em conteúdo simbólico. Assim, atribuir um significado único a um arquétipo faz com que ele perca sua qualidade essencial, que é a natureza múltipla do seu significado. Por isso a dificuldade de conceituar o que é moral, beleza, bondade, justiça, etc., pois esses conceitos variam de pessoa para pessoa e assumem, na mente de cada uma, um significado particular. Outro exemplo dessa ambiguidade são os arquétipos materno, paterno, do herói, do velho, do sábio, do filho, da mulher fatal, da mãe amorosa, da madrasta terrível, da morte, a bruxa, a fada, o homem mau etc. 4 O Despertar dos Mágicos, Ed. Bertrand Brasil, Rio de Janeiro, 26º Ed. 1996. A Cabala, como mostram os autores em questão, emprestou aos alquimistas uma boa parte do seu simbolismo e da sua linguagem. As mais famosas obras alquímicas, de uma forma geral, fazem larga utilização desse tipo de linguagem. 5 Na imagem Carl Gustav Jung: Fonte: Enciclopédia Barsa.
  22. 22. JB News – Informativo nr. 2.171 – Florianópolis (SC) – domingo, 11 de setembro de 2016 Pág. 22/29 Os arquétipos se manifestam em nossa vida emocional através dos sonhos, fantasias, hábitos, crenças e muitas vezes são causas de distúrbios psíquicos e comportamentos aberrantes como aqueles inspirados por complexos, que Freud e Jung chamaram de Complexo de Édipo ou de Eletra, respectivamente.6 O poder dos arquétipos Esses padrões exercem uma grande influência em nossa psique. A grande maioria dos heróis e dos vilões do cinema e da literatura é inspirada em figuras arquetípicas. Homens e mulheres sem filhos, por exemplo, ao ter que tomar conta de um bebê, podem praticar, inconscientemente, os mesmos comportamentos que uma mãe, ou um pai, teriam em relação á uma criança. Algumas mães adotivas, mesmo sem ter tido a experiência da maternidade, conseguem amamentar uma criança por inspiração do arquétipo mãe. Arquétipos geram heróis e bandidos. Pode inspirar um santo ou fabricar um demônio. Hitler, por exemplo, foi extremamente influenciado pelo arquétipo do super-homem, desenvolvido por Nietzsche. César e Napoleão reconheceram publicamente a influência que receberam do arquétipo do conquistador simbolizado em Alexandre, o Grande, da mesma forma que este se inspirava no mito do guerreiro Aquiles.7 Como bem definiu Jung, os arquétipos presentes no inconsciente coletivo da espécie humana são universais, e isso faz com que sejam compartilhados pela humanidade em geral, em todos os tempos e lugares. Eles se manifestam de forma simbólica nas diversas religiões, mitos, contos de fadas e fantasias, que são, mais ou menos, intuições padronizadas encontráveis na cultura de todos os povos, em todos os tempos. E surgem, amiúde, em nossos sonhos e fantasias. Alguns arquétipos são conceitos relacionados com o nascimento, a morte, os poderes do sol, da lua, do fogo, e os instintos conectados com o pai, a mãe, reis e outras figuras de poder, e ainda com ideias de ressurreição, medo da morte, etc. Todos esses arquétipos são imagens preconcebidas que já existem “a priori” na mente das pessoas desde o seu nascimento. São desenvolvidas e moldadas conforme as experiências de vida do indivíduo. Assim, por exemplo, as mulheres nascem com o conceito arquetípico da mãe, ou seja, a imagem pré-formada da figura materna, e à medida que esta criança presencia, vê e interage com a mãe, desenvolve-se nela uma imagem definitiva desse arquétipo. Da mesma forma, o arquétipo “mãe” age no inconsciente da mulher para moldar nela a característica da maternidade, assim como o arquétipo ”pai” trabalha no homem o sentimento característico do genitor, “chefe” “provedor”,”patrriarca” etc. Por isso toda mulher sabe, instintivamente, como cuidar de um bebê, da mesma forma que um homem tem, em sua psique, o “sentimento” de que deve ser o “chefe da família”. Instituições como a o casamento, o batismo, etc. também são arquetípicas, da mesma forma que crenças religiosas, como a da vinda de um salvador, o culto aos mortos, etc, também constituem parte dessa fauna misteriosa que se hospeda no inconsciente coletivo da humanidade. Assim, a grande maioria das nossas crenças, sentimentos e conceitos universais, são fundamentados em arquétipos, cujas raízes estão no nosso inconsciente. Eles constituem um arsenal simbólico, no qual a cultura psíquica e moral da espécie humana está enraizada. Por isso eles possuem um grande poder. Como dizia Jung, é impossível entender a raça humana, nem o que modela o seu comportamento sem descer aos porões do Inconsciente Coletivo da humanidade e fazer um recenseamento desse mundo arquetípico que lá se hospeda desde que o primeiro homem fez a sua primeira reflexão. 6 Édipo e Eletra são personagens mitológicas da cultura grega. Ambos viveram tragédias pessoais em virtude das inconscientes atrações psicossexuais que eles sentiam por seus pais. Édipo com relação á sua mãe, Jocasta, e Eletra, com relação á Agammenon, seu pai. 7 Sobre o poder dos arquétipos, vide nossa obra “PNL para a vida diária- O poder dos arquétipos”, publicado pela Ed. Madras, 2012.
  23. 23. JB News – Informativo nr. 2.171 – Florianópolis (SC) – domingo, 11 de setembro de 2016 Pág. 23/29 (as letras em vermelho significam que a Loja completou ou está completando aniversário) GLSC - http://www.mrglsc.org.br GOSC https://www.gosc.org.br Data Nome da Loja Oriente 01.09.1952 Fraternidade Blumenauense nr. 06 Blumenau 05.09.1996 Fraternidade Chapecó nr. 63 Chapecó 08.09.1982 Sentinela do Sul nr. 29 Tubarão 17.09.1986 Universo nr. 43 Florianópolis 17.09.1993 Universo II – nr. 57 Florianópolis 17.09.2000 Universo III nr. 77 Florianópolis 20.09.1991 Acácia da Arte Real nr. 50 Florianópolis 22.09.1982 Fraternidade Josefense nr. 30 São José 25.09.1978 Harmonia e Fraternidade nr. 22 Joinville 27.09.2000 Colunas da Fraternidade nr. 78 Blumenau Data Nome da Loja Oriente 03/09/1993 Treue Freundschaft Florianópolis 09/09/1969 Liberdade E Justiça Canoinhas 09/09/1991 Cavaleiros Da Luz Blumenau 16/09/2003 Ordem E Fraternidade Florianópolis 18/09/2009 Colunas Do Oriente Tijucas 20/09/1948 Luiz Balster Caçador 20/09/2008 Acácia Da Serra Rio Negrinho 25/09/2002 Fraternidade Tresbarrense Três Barras 27/09/2010 João Marcolino Costa Sto. Amaro da Imperatriz 28/09/1993 Colunas da Fraternidade Balneário Camboriú 30/09/2010 Triângulo Equilíbrio e Consciência Mafra 7 – Destaques (Resenha Final) Lojas Aniversariantes de Santa Catarina Mês de setembro
  24. 24. JB News – Informativo nr. 2.171 – Florianópolis (SC) – domingo, 11 de setembro de 2016 Pág. 24/29 GOB/SC – http://www.gob-sc.org.br/gobsc Data Loja Oriente 01.09.64 Harmonia e Trabalho - 2816 Florianópolis 03.09.05 Retidão e Cultura - 3751 Florianópolis 08.09.04 Cruzeiro do Sul - 3631 Florianópolis 09.09.10 Reg. Guabirubense - 4100 Brusque 10.09.96 Reg. Lagunense - 2984 Laguna 11.09.10 Cruz e Sousa de Estudos e Pesq. do Rito de York Florianópolis 12.09.23 Paz e Amor V - 0998 São Francisco do Sul 12.09.97 Otávio Rosa 3184 São Pedro de Alcântara 15.09.94 Herbert Jurk - 2818 Rio dos Cedros 18.09.10 Frat. Guabirubense - 4116 Brusque 19.09.08 Cavaleiros Templários - 3968 Fraiburgo 22.09.09 Acácia De Itapoá-4044 Itapoá 30.09.93 União Catarinense - 2764 Florianópolis Poder da Alma “O mundo precisa de uma bomba atmica e não de mais bombas atômicas. O poder da alma (atma) é imenso. E os pensamentos (a energia da alma), quando focados e preenchidos com poder espiritual, podem criar grande impacto no mundo. Esse impacto tem o poder de acender a consciência e elevar outros. Hoje, imagine o poder da alma como uma bomba atmica.” José Aparecido dos Santos TIM: 044-9846-3552 E-mail: aparecido14@gmail.com Visite nosso site: www.ourolux.com.br "Tudo o que somos é o resultado dos nossos pensamentos".
  25. 25. JB News – Informativo nr. 2.171 – Florianópolis (SC) – domingo, 11 de setembro de 2016 Pág. 25/29
  26. 26. JB News – Informativo nr. 2.171 – Florianópolis (SC) – domingo, 11 de setembro de 2016 Pág. 26/29 Ir Marcelo Angelo de Macedo, 33∴ MI da Loja Razão e Lealdade nº 21 Or de Cuiabá/MT, GOEMT-COMAB-CMI Tel: (65) 3052-6721 divulga diariamente no JB News o Breviário Maçônico, Obra de autoria do saudoso IrRIZZARDO DA CAMINO, cuja referência bibliográfica é: Camino, Rizzardo da, 1918-2007 - Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014 - ISBN 978-85.370.0292-6) Oriente Para o dia 11 de setembro É do Oriente que nasce toda luz, nos vários aspectos astronômicos, esotéricos ou espirituais. O Sol surge do Oriente para dissipar a noite e se Poe no Ocidente para, em sua aparente trajetória, iluminar o outro hemisfério; essa passagem de luminosidade marca a fração de Tempo denominada dia. O Sol não surge, exatamente, na mesma hora; de conformidade com as estações do ano, esse surgimento difere de segundos e minutos. Oriente é o local onde se situa o Venerável Mestre com o seu trono, de onde comanda a Loja. Oriente significa orientação, cada ser humano possui o seu Oriente específico e individual, dentro de si mesmo ou na Natureza onde vive fisicamente, dela fazendo parte intrínseca. A cida onde está localizada uma Loja maçônica denomina-se Oriente. Para os cristãos, o salvador surgiu do Oriente, assim como o Sol “nasce” diariamente, a salvação surge diariamente, dando permanente oportunidade ao se humano de harmonizar-se com o seu Criador. A Maçonaria aceita que o maçom, após sua morte física, adentra em um Oriente Eterno, local místico, situado em outro plano, totalmente desconhecido. No momento da “desencarnação”, havendo lucidez, o maçom deve aguardar com ansiedade essa “passagem” de um estado de consciência para outro, mais real e sublime. Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 273.
  27. 27. JB News – Informativo nr. 2.171 – Florianópolis (SC) – domingo, 11 de setembro de 2016 Pág. 27/29 1 – Agora eu tenho mais motivos para comer chocolate! 2 – 7 Primeiros Sinais de Demência Que Você Deve Saber 3 – Por que você JAMAIS deve reutilizar garrafas plásticas 4 – Você conhece as diversas espécies da linda ave-do-paraíso? 5 – Nepal: Encante-se com esse lugar mágico! 6 - Animais: Sempre nos ensinando que o amar é o mais importante 7 – Filme do dia: (A Última Legião) - Dublado Sinopse: : https://www.youtube.com/watch?v=zgJGVhPz5xY
  28. 28. JB News – Informativo nr. 2.171 – Florianópolis (SC) – domingo, 11 de setembro de 2016 Pág. 28/29 O Irmão e poeta Sinval Santos da Silveira * escreve aos domingos no “Fechando a Cortina” Densa folhagem ! O perfume das flores se confunde com o aroma doce das frutas. São silvestres e cultivadas, vivendo em perfeita harmonia. Os pássaros servem-se do farto banquete, em alegre cantoria ! Repentinamente, sons diferentes... Assobios e gargalhadas, no meio da mata, completam o lindo espetáculo. São primatas, exibidos e inteligentes, querendo comigo se comunicar. Não entendo o seu linguajar, mas tento compreender a sua mímica, graciosa e comovente. Um olhar inocente, repleto de ternura, parecendo pedir licença para compartilhar daquela fartura. Peço perdão, mas não entendo tanta educação, e minha consciência fala por mim:
  29. 29. JB News – Informativo nr. 2.171 – Florianópolis (SC) – domingo, 11 de setembro de 2016 Pág. 29/29 " És tão puro, alegre e não fazes mal a ninguém ! E eu, o que sou ? Sinto vergonha de olhar nos teus olhos inocentes. Posso te machucar. Não imaginas o que fiz com o teu meio ambiente... Sirva-te à vontade, prezado ser do meu reino ! Tudo, aqui, sempre foi teu ! O intruso, sou eu. " Veja mais poemas do autor, Clicando no seu BLOG: http://poesiasinval.blogspot.com * Sinval Santos da Silveira - MI da Loja Alferes Tiradentes nr. 20 – Florianópolis

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