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Jb news informativo nr. 2158

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Jb news informativo nr. 2158

  1. 1. JB NEWS Filiado à ABIM sob nr. 007/JV Editoria: Ir Jeronimo Borges Academia Catarinense Maçônica de Letras Academia Maçônica de Letras do Brasil – Arcádia de B. Horizonte Loja Templários da Nova Era nr. 91(Florianópolis) - Obreiro Loja Alferes Tiradentes nr. 20 (Florianópolis) - Membro Honorário Loja Harmonia nr. 26 (B. Horizonte) - Membro Honorário Loja Fraternidade Brazileira de Estudos e Pesquisas (J. de Fora) -Correspondente Loja Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônicas (P. Alegre) - Correspondente Ponte Getúlio Vargas (sobre Rio Guaíba) Porto Alegre Saudações, Prezado Irmão! Índice do JB News nr. 2.158 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 29 de agosto de 2016 Bloco 1-Almanaque Bloco 2-IrJuarez de Oliveira Castro – Repetição (Foco & Ação) Bloco 3-IrSérgio Quirino Guimarães – Paciência ou Tolerância Maçônica? Bloco 4-IrAnestor Porfírio da Silva – Quebra de Juramento Sagrado: Sacrilégio para com Deus e ... Bloco 5-IrWalter Celso de Lima – Iluminismo na Maçonaria (palestra) Bloco 6-IrPedro Juk – Perguntas & Respostas – do Ir Francisco Rosa (Lavras – MG) Bloco 7-Destaques JB – Breviário Maçônico p/o dia 29 de agosto. Versos do Irmão e Poeta Sinval Santos da Silveira
  2. 2. JB News – Informativo nr. 2.158 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 29 de agosto de 2016 Pág. 2/34 632 Nasce John Locke, filósofo inglês, pai do empirismo e autor das Cartas sobre a Tolerância. Teve enorme influência no pensamento liberal e libertário. 1997 Fundação da ARLS Horizonte de Luz nr. 3985, de Xanxerê, que trabalha no REAA (GOB/SC) 29 de agosto 1471 — Conquista de Tânger, por forças lideradas pelo rei D. Afonso V. 1532 — Inaugurado em Évora o colégio do Espírito Santo. 1632 – Nasceu em Wrington, John Locke, filósofo inglês, ideólogo do liberalismo, pai do empirismo e teórico do contrato social, estudou em Oxford medicina, ciências naturais e filosofia, membro da Royal Society, um viveiro da maçonaria à época, amigo íntimo de Robert Boyle, maçon e de Isaac Newton, alegado membro do Priorado de Sião. Iniciou-se no calvinismo e evoluiu para o socianianismo, seguidores do polaco antitrinitário Fausto Socino para a cristologia sociniana, havendo quem o identificasse com uma visão ariana. Principais Nesta edição: Pesquisas – Arquivos e artigos próprios e de colaboradores e da Internet – Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias, de colaboradores e www.google.com.br Os artigos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião deste informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores. 1 – ALMANAQUE Hoje é o 242º dia do Calendário Gregoriano do ano de 2016– (Lua Quarto Minguante) Faltam 124 para terminar este ano bissexto Dia Nacional de Combate ao Fumo Se o Irmão não deseja receber mais o informativo ou alterou o seu endereço eletrônico, POR FAVOR, comunique-nos pelo mesmo e-mail que recebeu a presente mensagem, para evitar atropelos em nossas remesssas diárias. Obrigado. Colabore conosco para evitar problemas na emissão de nossas mala direta diária. EFEMÉRIDES DO DIA -Ir Daniel Madeira de Castro (Fonte: Livro das Efemérides - Históricas, Políticas, Maçônicas e Sociais - 2016) Fatos maçônicos do dia Fonte: O Livro dos Dias (Ir João Guilherme) e acervo pessoal
  3. 3. JB News – Informativo nr. 2.158 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 29 de agosto de 2016 Pág. 3/34 obras: Ensaio Acerca do Entendimento Humano, Dois Tratados Sobre o Governo, Pensamentos Sobre a Educação, Da Identidade e Diversidade, e autor das Cartas Sobre a Tolerância, teve enorme influência no pensamento liberal e libertário. Afirmou-se que foi maçon com base numa carta sua datada de 1696, constituindo uma fraca prova mas a verdade é que todos os maçons piedosos da época acreditavam firmemente que Locke tinha sido iniciado na Ordem (28/10/1794). 1641 — Degolados no Rossio, em Lisboa: o duque de Caminha, o marquês de Vila Real e o conde de Armamar, acusados de conjura a favor de Castela. 1730 — Nasceu em Ouro Preto, António Francisco Lisboa, o Aleijadinho, escultor e arquiteto, devido a uma doença que lhe tolheu as mãos e os pés, escultor barroco brasileiro, trabalhou em Ouro Preto e Congonhas, Minas Gerais, destacamos: Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, Doze Profetas, Passos da Paixão e esculturas da igreja de S. Francisco de Assis em Ouro Preto (18/11/1814). 1788 — Nasceu em Manteigas, Luís Ribeiro Barbas de Sousa Saraiva Castelo Branco, bacharel em cânones por Coimbra, magistrado, juiz em Seia, Funchal, Lamego e Lisboa, corregedor em Viseu, sub-perfeito em Ponta Delgada e membro do Sup. Trib. de Justiça, deputado e pres. da Sociedade Patriótica Lisbonense, o Clube dos Camilos, iniciado maçon, G.M. interino da Maçonaria do Sul em 1837/9 (24/12/1854). 1825 — Portugal reconheceu a independência do Brasil. 1833 – Votada uma lei sobre o trabalho fabril, em Inglaterra, interditando o trabalho a menores de nove anos, e os que tinham entre nove e treze anos não podiam trabalhar mais que 9h/dia. 1850 – Faleceu em Lisboa, João Batista da Silva Lopes, maçon (28/11/1781). – Nasceu em Bucalán, Marcelo Hilário del Pilar, advogado, escritor e político nacionalista filipino, impulsionador do Movimento Katipunan. Com o pseudónimo de Plasridel, publicou em 1888 La Soberania Monacal en Filipinas, denunciando o poder do clero espanhol. Foi para Barcelona, onde publicou La Solidaridad e La Frailocracia Filipina e fundou a Sociedad Hispano-Filipina, agrupando os filipinos em Espanha, maçon (4/4/1896). 1863 – Nasceu em Lisboa, Luís de Melo e Ataíde, coronel e escritor, dirigiu o jornal maçónico A Luz, iniciado maçon, pertenceu à Loja Liberdade, de Lisboa (2/6/1926). 1869 – Fundado o Ateneu Comercial do Porto, associação de cultura, instrução e recreio, resultou da fusão de outras instituições congéneres que não vingaram, fundadas por comerciantes e caixeiros da cidade do Porto. Por divisa escolheu Inter Folia Fructus, retrata o seu propósito de "promover e cimentar relações de benevolência e boa sociedade entre os associados e proporcionar-lhes um passatempo honesto e civilizador por meio de reuniões ordinárias, dança e leitura, conversação e jogo lícito". Associação ímpar no seu género, clube privado, convivem atividades lúdicas e culturais, com sede, na R. Passos Manuel, n° 44, desde maio de 1885. 1891 – Faleceu em Sintra, José Maria Latino Coelho (29/11/1825). 1901 – Portugal e Inglaterra chegaram a um acordo sobre as fronteiras de Angola. 1914 – A Loja Topo do Mundo, nº 1094 reunida em Monte Meiggs, Peru, ergueu um Templo numa elevação de aproximadamente 5.356,9m em relação ao nível do mar.
  4. 4. JB News – Informativo nr. 2.158 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 29 de agosto de 2016 Pág. 4/34 1918 – Morreu em Vieira de Leiria, Joaquim Tomé Féteira, maçom, de ataque cardíaco (7/3/1847). 1933 – Criada a P.V.D.E. – Policia de Vigilância e Defesa do Estado, polícia política e de repressão do Estado Novo, antepassada da P.I.D.E., e depois D.G.S.. 1949 – Foi realizado o primeiro teste de uma bomba atómica soviética, em Semipalatinsk, no Cazaquistão. 1953 – A U.R.S.S. faz explodir a sua primeira bomba atómica. 1959 – O Estado Novo decretou que a eleição para pres. da república, passasse a ser por sufrágio dum colégio eleitoral, em face do sucedido nas eleições de 1958 com o gen. Humberto Delgado (15/5/1906), alterando por decreto a constituição de 1933. 1980 – Faleceu em Lisboa, António Martinho do Rosário, Bernardo Santareno, nasceu em 1920 em Santarém, escritor e dramaturgo. Licenciou-se em medicina por Coimbra especializou-se em psiquiatria. Obras poéticas: A Morte na Raiz, Romances do Mar, Os Olhos da Víbora, de teatro: A Promessa, O Bailarino, A Excomungada, O Lugre e O Crime de Aldeia Velha. 2002 – Morreu no Fundão, António Paulouro (3/3/1915). – Realizou-se em Barrancos a primeira lide de touros de morte, em situação de legalidade, o povo apesar da ilegalidade desde 1928 nunca deixou de violar a lei, na manutenção duma tradição secular. 2005 – O furacão Katrina da mais elevada intensidade, destruiu os diques cidade de Nova Orléans, nos E.U.A., levando à inundação e à destruição da área circundante ao Mississipi, originou mais de 500.000 deslocados e cerca de 3.000 mortos.
  5. 5. JB News – Informativo nr. 2.158 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 29 de agosto de 2016 Pág. 5/34 O Ir Juarez de Oliveira Castro, MI da Loja Alferes Tiradentes, escreve às segundas-feiras - (48) 9983-1654 (Claro) - (48) 9801-9025 (TIM) juacastr@gmail.com – http://www.alferes20.net Repetição A repetição de ir à Loja é um comportamento adquirido quando do juramento feito em nossa Iniciação. A partir daí, do juramento, passou a ser sagrado esse hábito de participar das reuniões programadas e dela ser peça atuante no desenvolvimento da celebração semanal da Loja. Antes mesmo de ser iniciado, uma comissão de sindicância sempre pergunta qual o tempo que temos para dedicar à Maçonaria. Além de ressaltar que um dia da semana é destinada a uma sessão, com um ambiente especial para aprender, aperfeiçoar os costumes, e, sobretudo praticar a tolerância e a fraternidade. Esse hábito adquirido de participação semanal a uma reunião, com as mesmas regras e práticas ritualísticas passa a ser um costume que se impregna em cada um, e quando há a falta do compromisso deixa um vácuo muito grande, um vazio. Por mais que se queira preencher esse vazio com outra tarefa, sempre estará faltando algo para esse preenchimento. Não nos satisfaz. Isto porque na sessão nós trabalhamos para “adaptar nosso espírito às grandes afeições e só concebemos ideias sólidas de virtude, porque somente regulando nossos costumes pelos eternos princípios da moral é que poderemos dar à nossa alma esse equilíbrio de forças e de sensibilidade que constitui a ciência da vida”, diz o Ritual. Lembro essa passagem porque o nosso trabalho é penoso e quando nos fizemos Maçons, foi-nos dito que devemos nos sujeitar com satisfação às regras ditas pela Maçonaria. E uma das regras é participar semanalmente das sessões. O hábito é saudável quando a sua repetição constante nos leva a caminhos sadios, e como disse o escritor, médico e empresário americano, Olison Swett Marden (1850- 1924): “O início de um hábito é como um fio invisível, mas a cada vez que o repetimos o ato reforça o fio, acrescenta-lhe outro filamento, até que se torna um enorme cabo, e nos prende de forma irremediável, no pensamento e ação”. Assim é o nosso compromisso com a Maçonaria. Cada vez que nos reunimos vamos- nos fortificando e nos tornando um enorme “cabo que nos prende de forma irremediável, no pensamento e ação”. 2 – Repetição - (Foco & Ação) Juarez de Oliveira Castro
  6. 6. JB News – Informativo nr. 2.158 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 29 de agosto de 2016 Pág. 6/34 Ano 10 - artigo 35 - número sequencial 580 –28 agosto 2016 Saudações, estimado Irmão! PACIÊNCIA OU TOLERÂNCIA MAÇÔNICA? Em nossa caminhada encontramos momentos em que a tolerância maçônica é invocada para resolver situações diversas. O problema surge quando a ação atinge as raias da apatia ou o pior, chega à atitude de conivência. Comentamos em artigo anterior sobre a relação do Maçom Tolerante para com o seu meio e para com os Irmãos. Tal relação foi interpretada sob a luz da virtude da indulgência (disposição para perdoar culpas ou erros) e da condescendência (acomodar-se, por bondade, ao gosto ou à vontade de alguém). Como todo excesso e ignorância (desconhecimento) levam ao retrocesso, muitas vezes, por conta da propalada qualidade do “bom Maçom”, situações não resolvidas se tornam problemas e acabam por afastar Irmãos. Pactuo integralmente com o escritor português, José Saramago, "a tolerância para no limiar do crime. Não se pode ser tolerante com o criminoso. Educa-se ou pune-se" Com esta exposição, fica claro que o Maçom não pode aceitar literalmente a interpretação literal de tolerância (tolerare) "suportar", "aceitar", diante de erros e vícios de um Irmão. De maneira bem objetiva: se a conduta de um Irmão são manifestações claras de desvios do caráter, da moral e da ética, as Leis Maçônicas são, da mesma forma, muito claras. Resta cumprir o “pune-se”. Por outro lado, precisamos nos debruçar na origem do comportamento considerado inadequado, estando ele fundamentado em situações conjunturais difíceis sob o ponto de vista emocional ou material. Nestes casos, uma postura tolerante, provavelmente, será a melhor solução ou seja: “educa-se”. 3 – Paciência ou Tolerância Maçônica? Sérgio Quirino Guimarães
  7. 7. JB News – Informativo nr. 2.158 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 29 de agosto de 2016 Pág. 7/34 Portanto, nesses casos, é justo usar a virtude da Paciência, uma das sete virtudes descritas pelo poeta romano-cristão, Prudêncio (348-410 dc), no poema épico Psychomachia. Esta virtude maçônica se manifesta em ser educado com quem está se desviando, compreender humanamente as dificuldades passadas e agir com serenidade tendo como norte a retirada do Irmão do caminho errado. O exercício real é a paciência para com as pessoas, não com as situações. Oportuno é relembrar a origem da palavra paciente, que vem do verbo grego "makrothumeo", composto pelas palavras "makros" que significa “longe” e "thumos" que significa "raiva", "ira”. Assim, mantemos o equilíbrio e passamos da passividade de ver o erro, para a ação de agente transformador, movidos pelo amor ao Irmão. PACIÊNCIA MAÇÔNICA É UM ATO DE CARIDADE E DE AMOR PRATICADA NOS NOSSOS RELACIONAMENTOS INTERPESSOAIS. “O Amor é paciente e prestativo, não é invejoso nem ostenta, não se incha de orgulho e nada faz de inconveniente, não procura seu próprio interesse, não se irrita nem guarda rancor. Não se alegra com a injustiça e se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” Livro da Lei, Coríntios, Capítulo 13, Versículos 4 a 7 Este artigo foi inspirado no livro “DICIONÁRIO MAÇÔNICO – CRISTÃO” do Irmão Gilberto Lyra Stuckert Filho. Na página 375, encontramos o verbete “paciência” com uma manifestação muito interessante: “Virtude que faz suportar os males com muita resignação; qualidade daquele que espera com tranqüilidade o que tarda.” Neste décimo ano de compartilhamento de instruções maçônicas, mantemos a intenção primaz de fomentar os Irmãos a desenvolverem o tema tratado e apresentarem Prancha de Arquitetura, enriquecendo o Quarto-de-Hora-de-Estudo das Lojas. Precisamos incentivar os Obreiros da Arte Real ao salutar hábito da leitura como ferramenta de enlevo cultural, moral, ético e de formação maçônica. Fraternalmente Quirino Sérgio Quirino - ARLS Presidente Roosevelt 025 - GLMMG Contato: 0 xx 31 8853-2969 / quirino@roosevelt.org.br Facebook: (exclusivamente assuntos maçônicos) Sergio Quirino Guimaraes Guimaraes Os artigos publicados refletem a opinião do autor exclusivamente como um Irmão Maçom. Os conteúdos expostos não reproduzem necessariamente a ideia ou posição de nenhum grupo, cargo ou entidade maçônica.
  8. 8. JB News – Informativo nr. 2.158 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 29 de agosto de 2016 Pág. 8/34 Anestor Porfírio da Silva M.I. e membro ativo da Loja Adelino Ferreira Machado Hidrolândia – GO. Conselheiro do Grande Oriente do Brasil/Goiás QUEBRA DE JURAMENTO SAGRADO: SACRILÉGIO PARA COM DEUS E DESONRA PARA COM OS HOMENS Há tempos os efeitos de algumas causas externas já bem conhecidas vêm atingindo a classe maçônica, empurrando-a a um estado de inquietação e assim, como se estivesse acuada, esta começa a clamar por uma reação urgente, necessária e indispensável por parte dos poderes competentes, tanto do Grande Oriente quanto da Grande Loja, que precisa ser tomada como pronta ação em resposta aos autores de um grave e nefasto mal que vem sendo causado, não só à Instituição, mas a todos os maçons, de maneira covarde e inaceitável. Os motivos do descontentamento reinante no meio maçônico dizem respeito a certos termos e palavras cujo uso é de aplicação restrita no campo das atividades litúrgicas da maçonaria, os quais, por razões doutrinárias, não têm sua divulgação autorizada, mas que, mesmo assim, por repetidas vezes são levados ao conhecimento do público, através da internet, sem nenhum escrúpulo por parte de seus autores (ou autor), que estariam agindo de modo traiçoeiro, buscando notoriedade, promoção pessoal e satisfação do próprio ego em detrimento da referida instituição. Pois, sendo assim, é bom que se diga, liberdade é um direito constitucional assegurado a todos os cidadãos brasileiros, porém nós, como seres gregários que somos, se não soubermos colocar um freio à impetuosidade das nossas propensões, tendo ao nosso lado um irmão, um parente, um amigo, um vizinho, um conhecido e até mesmo um estranho, acabaremos por invadir o direito alheio e quando isso acontece temos que responder pelos prejuízos causados (de ordem moral, física, financeira, patrimonial etc.), seja contra quem for, tendo em vista a estreita correlação existente entre a liberdade de agir e a responsabilidade que nos cabe sobre o resultado das nossas ações. 4 – Quebra de Juramento Sagrado: Sacrilégio para com Deus e desonra para com os homens – Anestor Porfírio da Silva
  9. 9. JB News – Informativo nr. 2.158 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 29 de agosto de 2016 Pág. 9/34 O foco central aqui é o repugnante crime de traição, o da quebra da inviolabilidade do sigilo ou do segredo. A prova está na internet e diz respeito, conforme já foi dito, a assunto sigiloso de uso exclusivo dos maçons. Entre uma infinidade de dados armazenados na mencionada rede de comunicação, qualquer um de nós, maçom ou não, poderá encontrar facilmente matérias ilustradas versando sobre o sigilo maçônico, tornadas de conhecimento público sem prévia autorização. Atos dessa natureza, ao serem comparados no campo do direito, enquadram-se como violação de sigilo, o que é crime, abrindo à parte lesada o direito de reparação do dano causado, já que o teor da matéria divulgada revela que os seus autores (ou autor) adotaram, conscientemente, conduta delituosa, com as seguintes intenções: a) de traição; b) de quebra de fidelidade prometida e empenhada; c) de descumprimento de pacto assumido; d) de deslealdade absoluta; e) de atentado proposital contra a maçonaria. Então, claro está que, para esses velados inimigos (ou inimigo) da maçonaria, pouco importa se o que fazem seja interpretado no mundo profano como feito corajoso e heróico, mas, quanto à mencionada instituição, aí, sim, se sentem satisfeitos com o resultado das atitudes nefastas que contra ela são desencadeadas de maneira covarde. Isto decorre do fato de terem ciência de que a maçonaria é de caráter assistencialista, instituição que tem por fim apenas a prática desinteressada do bem, em razão do que, se aproveitam para aniquilá-la, na certeza de que dificilmente serão chamados a prestar contas de seus atos. Agridem-na porque sabem que os verdadeiros maçons não têm por princípio o uso da força, da prepotência, da intemperança, da maledicência etc., como instrumentos de revide, mas ela, a maçonaria, pode e deve agir em defesa de seus direitos, que são sagrados e intransferíveis. Enquanto nenhuma atitude for tomada pelos representantes da Ordem Maçônica, seus traidores (ou traidor) continuarão agindo sem qualquer temor, por estarem contando com a certeza de que não serão reprimidos mesmo sendo seus atos tipificados, em lei, como delituosos. Continuarão agindo impulsionados por um único motivo “a maldade”, pois o interesse será sempre o de prejudicar. Continuarão agindo, como vêm fazendo, de modo traiçoeiro e invejoso, porque não conseguem nem ao menos ser como os outros são. Continuarão praticando seus atos de forma deplorável e condenável porque não conseguem esconder sua frustração dentro das circunstâncias em que vivem, talvez sem afeto, sem grandes amizades e, em qualquer situação, escolhendo a crítica como maneira de se expressarem, mesmo na ausência de motivos aparentes para tanto. Saibam esses autores (ou autor) que o mal que estão fazendo à maçonaria é de conseqüências funestas ao divulgarem sem permissão o que para os maçons é tido como sigiloso. Sem mais delonga, palavras esclarecedoras sobre a posição dos maçons frente a essa criminosa investida contra a Ordem a que pertencem, devem ser ditas, de modo franco e sincero, aos seus autores (ou autor): se são maçons ou não, de qualquer forma, inteligentes, sábios e cultos não terão dificuldade para vencer na vida escrevendo ou comentando sobre o assunto que quiserem. Mas façam isto com dignidade, respeitando sempre o direito dos outros. Basta apenas que sejam sinceros e leais e não façam uso do poder de suas mentes para destruir como até aqui vieram fazendo. Se já se sentem satisfeitos com os danos que conseguiram causar à maçonaria, passem agora a explorar outros temas considerados de maior importância. Certamente, a abrangência de seus trabalhos será de um seleto público leitor bem mais numeroso do que o dos curiosos em saber apenas dos segredos da maçonaria. Observem que uma lição existe e pode ser tirada dos exemplos do passado. Até hoje, quem buscou projeção explorando a violação dos sigilos maçônicos não logrou êxito em ganhar dinheiro, nem adquirir fama, a não ser como traidor da mencionada Instituição e dos filiados seus, que são os maçons.
  10. 10. JB News – Informativo nr. 2.158 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 29 de agosto de 2016 Pág. 10/34 A propósito, além do Código Penal Brasileiro, vem de encontro a esse assunto a Lei Penal Maçônica, do Grande Oriente do Brasil, restrita aos maçons da sua obediência, na parte dedicada à definição dos delitos, expondo o seguinte: Art. 73. São delitos do 3º grau: ... XIV – facilitar a quem não é maçom o conhecimento de símbolo, ritual, cerimônia ou de qualquer ato reservado a maçom. Art. 74. São delitos do 4° grau: I – trair o juramento maçônico por declaração expressa, manifestação pública ou por qualquer meio que caracterize indubitavelmente a traição; V – desobedecer às leis, regulamento ou resoluções emanadas de autoridade maçônica, ou opor-se por meios ilegais contra autoridade de qualquer dos Poderes Constituídos da Ordem, ou contra membros destes Poderes. A lei penal acima define as pessoas envolvidas em qualquer dos crimes nela previstos, conforme a seguir: Art. 30. São autores: I – os que diretamente praticarem o delito resolvido por si ou por outrem; II – os que, tendo resolvido a execução do delito, por qualquer meio, exercitarem ou cometerem a outrem a execução. Art. 31. São co-autores os que, de qualquer modo, concorrerem por ação ou omissão para o delito. Art. 32. São cúmplices os que, não sendo autores, prestarem auxílio à execução do delito, ou fornecerem instruções para cometê-lo. As penas previstas são: Art. 38. ... I – suspensão dos direitos maçônicos; II – expulsão. Pena acessória: inabilitação para o exercício de cargo maçônico. Também a Grande Loja Maçônica dispõe de legislação penal semelhante. Pelos bancos dos Templos Maçônicos já passaram muitos dos grandes benfeitores da humanidade, que ali se aproveitaram para aprimorar seus conhecimentos, como homens de bem, úteis e dedicados às causas abraçadas pela Instituição. Outros, porém, não aceitando mudanças de comportamento, não conseguindo desfazer de seus defeitos, nem tão pouco assimilando os princípios e fundamentos da Ordem, usaram do livre arbítrio para prestar-lhe desserviços com claros objetivos de conspurcá-la. Sendo isto o que a história da maçonaria nos revela, pode-se concluir que a raiz da questão não é outra senão a do nível de consciência, que em certos casos, chega a limites tão baixos a ponto de dificultar ao agente a distinção das diferenças entre o direito e o dever, daí resultando ações inconseqüentes, irresponsáveis e até delituosas como as que ultimamente têm sido lançadas de forma traiçoeira contra a maçonaria. Anestor Porfírio da Silva
  11. 11. JB News – Informativo nr. 2.158 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 29 de agosto de 2016 Pág. 11/34 A Loja Universitária Álcio Antunes nr. 3778 (GOB/SC), promoveu em sua sessão de sábado (27) pela manhã, palestra sobre “Iluminismo na Maçonaria” proferida pelo Irmão Walter Celso de Lima, cujos fundamentos foram desenvolvidos com muita propriedade pelo palestrante. 5 – Iluminismo na Maçonaria - Walter Celso de Lima
  12. 12. JB News – Informativo nr. 2.158 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 29 de agosto de 2016 Pág. 12/34 A.’.R.’.L.’.S.’. ÁLcio AntuneS, nº 3778 27 de agosto de 2016 Iluminismo na Maçonaria Ir Walter Celso de Lima ARLS Alvorada da Sabedoria Membro da Academia Catarinense Maçônica de Letras 1. Introdução. Justificativa: Por que estudar o Iluminismo na Maçonaria? Define-se Iluminismo. Assuntos tratados: Filosofia Iluminista, Economia, Sociologia e Direito Iluminista, Política e Teorias de Governo Iluministas, Racionalismo Iluminista, influências Iluministas na Revolução Francesa e Iluminismo francês, a separação entre igreja e Estado, deísmo, Iluminismo escocês, inglês e norte-americano e Iluminismo na música. Aborda-se, então, o objetivo deste ensaio: Iluminismo na Maçonaria e no Rito Moderno. Termina-se tecendo considerações finais sobre se a Maçonaria é Iluminista. 2. O que é Iluminismo?: Iluminismo conhecido também pelos seus nomes em inglês Enlightenment (ou Age of Enlightenment – Era do Iluminismo), em francês: le Siècle des Lumières - Século das Luzes, em alemão: der Aufklärungsbewegung – o movimento Iluminista, em espanhol: Ilustración, foi um movimento filosófico que dominou o mundo das ideias no século XVIII. O Iluminismo inclui um conjunto de ideias centradas no racionalismo como principal fonte de legitimidade, tendo como consequência a liberdade, o progresso, a tolerância, a fraternidade, o governo constitucional democrático, o Estado laico e a separação entre igreja e Estado. O Iluminismo foi marcado por uma ênfase no método científico, no reducionismo e no questionamento da ortodoxia religiosa. O Iluminismo nasceu na Inglaterra, no século XVII, em 1620 com o início da revolução industrial e na Escócia, mas historiadores franceses marcam 1715 como data inicial do Iluminismo, ano em que Louis XIV morreu, ou ainda 1789, início da Revolução Francesa. As ideias do Iluminismo minaram a autoridade da monarquia e da Igreja, em toda Europa e abriram caminho para as revoluções políticas dos séculos XVIII e XIX. Inclusive no Brasil. Importante é dizer que os ideais do Iluminismo foram difundidos em todo mundo, especialmente, pelas Lojas Maçônicas.
  13. 13. JB News – Informativo nr. 2.158 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 29 de agosto de 2016 Pág. 13/34 Alguns filósofos do século XVII e anteriores influenciaram o Iluminismo: Francis Bacon1 , René Descartes2 , John Locke3 e Baruch Spinoza4 . As principais figuras do Iluminismo incluem: Cesare Beccaria5 , Voltaire6 , Denis Diderot7 , Jean-Jacques Rousseau8 , David Hume9 , Adam Smith10 e Immanuel Kant11 . Alguns governantes europeus tentaram aplicar o pensamento Iluminista, que ficou conhecido como absolutismo esclarecido: Catarina II da Rússia12 , Joseph II da Áustria13 e Frederico II da Prússia14 . Benjamin Franklin15 e 1 Francis Bacon, 1º Visconde de St. Alban, filósofo, estadista, cientista, jurista e autor britânico, nasceu em Strand, London, em 1561 e faleceu em Highgate, Middlesex, em 1626. Considerado pai do empirismo. Foi rosacruz e provavelmente maçom. 2 René Descartes, latinizado Renatus Cartesius, filósofo, matemático e cientista francês, nasceu em 1596, em La Haye en Touraine, hoje Descartes, na França central e faleceu em 1650, em Stockholm, Suécia. Fundador do racionalismo continental do século XVII. Conhecido pela sua declaração filosófica “Cogito ergo sum” ou Penso, logo existo. 3 John Locke, FRS (Fellowship of the Royal Society), filósofo e médico inglês, nasceu em Wrington, Somerset, em 1632 e faleceu em High Laver, Essex, em 1704. Filósofo que mais influenciou o Iluminismo, considerado “Pai do Liberalismo”, o primeiro dos empiristas britânicos. Seus escritos influenciaram Voltaire e Rousseau. 4 Baruch Spinoza, nascido Benedito de Espinosa, filósofo holandês de origem sefardita portuguesa. Nasceu em 1632, em Haia e faleceu em 1677 em Amsterdam. Estabeleceu as bases do Iluminismo e o criticismo bíblico moderno. Foi considerado um dos grandes filósofos racionalistas do século XVII. 5 Cesare Bonesana-Beccaria, marquês de Gualdrasco e Villareggio, criminologista, jurista, filósofo, economista, escritor e político italiano, nasceu em Milão (então Império Austríaco), em 1738 e faleceu em Milão, em 1794. Um dos maiores pensadores do Iluminismo, foi maçom. Foi contra a pena de morte, contra a tortura, abolicionista, propôs o princípio da legalidade (não pode haver nenhum crime e nenhuma punição sem que haja previsão em lei), propôs a não reatividade da lei penal e propôs a presunção de inocência. 6 François-Marie Arouet, dito Voltaire, filósofo e escritor francês. Nasceu em 1694, em Paris onde faleceu em 1778. Figura emblemática da filosofia Iluminista, combateu o fanatismo religioso em lugar da tolerância e liberdade de pensamento. Anticlerical e deísta, exilou-se na Inglaterra entre 1726 e 1728, quando foi influenciado por John Locke e teve contato com a Maçonaria. Foi, então, chamado de maçom sem avental. Foi iniciado maçom em 1778 na Loja Neuf Sæurs 7 Denis Diderot, filósofo, escritor, enciclopedista francês, nasceu em 1713 em Langres, Haute-Marne, região da Alsace-Champagne-Ardenne-Lorraine, e faleceu em 1784 em Paris. Deísta. Foi maçom, embora nunca se encontrou quando e onde foi iniciado. 8 Jean-Jacques Rousseau, filósofo, escritor e músico suíço-francês, nasceu em Genebra, em 1712 e faleceu em Ermenonville, departamento de l’Olse, região Nord-Pas-de-Calais-Picardie, em 1778. Foi maçom. 9 David Hume ou David Home, foi um filósofo, historiador, economista e ensaísta escocês, nasceu em 1711 em Edinburgh, onde faleceu em 1776. Influenciou o empirismo, o ceticismo e o naturalismo. Foi um dos principais filósofos do Iluminismo escocês. 10 Adam Smith, filósofo moral, pioneiro da economia política, figura chave do Iluminismo escocês, nasceu em Kirkcaldy, Fife, a 18 Km ao norte de Edimburgo, em 1723 e faleceu em Edimburgo, em 1790. Foi maçom. 11 Immanuel Kant, filósofo alemão, considerado a figura central da filosofia moderna. Nasceu em Königsberg, Prússia, agora Kaliningrad, Rússia, em 1724 e faleceu na mesma cidade em 1804. Iluminista e deísta (foi anteriormente ateu). 12 Catarina II da Rússia, Yekaterina Alekseyevna (Екатерина Алексеевна) foi a mais renomada líder feminina, rainha da Rússia, reinando de 1796 a 1796. Nasceu Sophie Friederike Auguste von Anhalt-Zerbst-Dornburg, em 1729, em Stettin, Pomerania, Prússia e faleceu em 1796, em Saint Petersburg, Rússia. Chegou ao poder na Rússia através de um golpe de Estado, quando seu marido Peter III foi assassinado. A Rússia foi revitalizada sobre seu reinado. Apoiou entusiasticamente os ideais Iluministas, tornando-se uma déspota esclarecida. Presidiu a era do Iluminismo russo. 13 Joseph II, Joseph Benedikt Anton Michael Adam, imperador do Santo Império Romano (Rei da Alemanha, Arquiduque da Áustria, Rei da Hungria e Croácia, Rei da Bohemia), nasceu em Viena, em 1741 e faleceu em Viena em 1790. Filho mais velho de Maria Theresa e Francis I, irmão de Marie Antoinette. Entusiasta do Iluminismo, propôs o absolutismo esclarecido. Teve muita oposição e não conseguiu fazer as reformas modernizadoras. 14 Frederick II, Friedrich der Große, Rei da Prússia, teve apelido carinhoso de Der Alte Fritz (o velho Fritz), dado pelo povo prussiano. Nasceu em Berlin, em 1712 e faleceu em Potsdam, em 1786, foi rei da Prússia de 1740 a 1786. Propôs o absolutismo esclarecido, patrocinou Artes e Iluminismo na Prússia. Modernizou a burocracia da Prússia. Considerava-se “o primeiro servidor do Estado“. Foi maçom, iniciado em 1738.
  14. 14. JB News – Informativo nr. 2.158 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 29 de agosto de 2016 Pág. 14/34 Thomas Jefferson16 visitaram a Europa e, mais tarde, incorporou os ideais iluministas na Declaração de Independência dos EUA e na Constituição dos EUA. 3. Filosofia Iluminista: O movimento filosófico foi conduzido, em França, por Voltaire6 e Jean-Jacques Rousseau8 , que argumentaram a ideia de uma sociedade baseada no racionalismo, em lugar da fé e da doutrina católica. A ordem civil deveria ser, alegavam, baseada na lei natural com suporte na ciência. O filósofo Montesquieu17 introduziu a ideia de separação entre os poderes de um governo: Executivo, Legislativo e Judiciário, até então englobado na autoridade máxima. Os filósofos do Iluminismo não eram revolucionários, muitos eram membros da nobreza. Havia, na verdade, duas linhas distintas do pensamento Iluminista: o Iluminismo radical e o Iluminismo moderado. O Iluminismo radical, inspirado na filosofia de Spinoza4 , defendia a democracia radical, a liberdade individual, a liberdade de expressão e a erradicação da autoridade religiosa. O Iluminismo moderado, apoiado por René Descartes2 , John Locke3 , Christian Wolff18 , Isaac Newton19 e outros, procurou uma acomodação entre a reforma e os sistemas tradicionais de poder e fé. 15 Benjamin Franklin, foi um polímata: escritor, pintor, político, cientista, inventor, estadista e diplomata, nasceu em Boston, em 1706 e faleceu em Philadelphia, em 1790. Foi um dos fundadores dos EUA (founding fathers). Como cientista foi uma figura importante no Iluminismo norte-americano por suas descobertas e teorias sobre eletricidade. Foi iniciado maçom em 1731. Tornou-se Grão-Mestre em 1734, na Pensilvânia. Editou e publicou o primeiro livro maçônico das Américas: As Constituições de Anderson. 16 Thomas Jefferson, Pai Fundador dos EUA, principal autor da Declaração de Independência (1776) e 3º presidente dos EUA (1801-1809), nasceu em 1743, em Shadwell, Virginia e faleceu em Charlottesville, Virginia. Defensor da democracia e da república. Não foi maçom mas foi um defensor da Maçonaria. 17 Charles Louis de Secondat, barão de La Brède e de Montesquieu, filósofo e escritor francês, nasceu em 1689, em La Brède, perto de Bordéus e faleceu em 1755 em Paris. Precursor da Sociologia, filósofo do Iluminismo. Foi maçom. 18 Christian Freiherr von Wolff, filósofo alemão, nasceu em Breslau, então Silésia, atual Wrocław, Polônia, em 1679, e faleceu em Halle, hoje Estado Saxony-Anhalt, Alemanha, em 1754. Seus pensamentos representam o auge da racionalidade Iluminista na Alemanha. 19 Sir Isaac Newton, físico e matemático inglês, nasceu em 1642, em Woolsthorpe, Lincolnshire e faleceu em 1727, em Kensington, Middlesex. Foi presidente da Royal Society.
  15. 15. JB News – Informativo nr. 2.158 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 29 de agosto de 2016 Pág. 15/34 Francis Hutcheson20 , um filósofo moral, descreveu o princípio utilitarista, aquele que fornece, em suas palavras “a maior felicidade para o maior número de pessoas”. As relações entre ciência e religião foram desenvolvidas por David Hume9 e Adam Smith10 . Immanuel Kant11 tentou reconciliar o racionalismo e a crença religiosa e a liberdade individual e a autoridade política. O trabalho de Kant continuou a moldar o pensamento alemão e a filosofia europeia até o século XX. Mary Wollstonecraft21 foi uma das primeiras filósofas feministas da Inglaterra. Argumentava ela que numa sociedade racionalista, as mulheres assim como os homens devem ser tratados como seres racionais. Foi pioneira no Direito da Mulher. Foi uma Iluminista. 4. Economia, Sociologia e Direito Iluminista: Hume9 e outros Iluministas escoceses desenvolveram a “ciência do homem”, expressa historicamente por James Burnett22 , Adam Ferguson23 , John Millar24 e William Robertson25 . Todos estudaram como os seres humanos se comportavam nas antigas e primitivas culturas. Teve origem a Sociologia moderna. Fig. 1 – O filósofo alemão Immanuel Kant (portrait de 1790). Hume9 influenciou diretamente James Madison26 . É reconhecido como um dos cientistas mais influentes de todos os tempos, figura chave da revolução científica. Era deísta; estudou alquimia. Muitos textos alquímicos contêm especulações filosóficas. Os filósofos do Iluminismo consideram Isaac Newton como guia e avalista do conceito singular da natureza e da lei natural na física e na sociologia. 20 Francis Hutcheson, filósofo escocês, reverendo presbiteriano, nasceu em 1694, em Saintfield, Ulster, Irlanda e faleceu em 1746, em Dublin, Irlanda. De família escocesa, Ulster-Scots, foi conhecido como fundador do Iluminismo escocês. Hutcheson usou ideias de John Locke e teve importantes influências nos Iluministas David Hume e Adam Schmith. 21 Mary Wollstonecraft, escritora, filósofa e advogada dos direitos da mulher, nasceu em 1759, em Spitalfields, Londres, e faleceu em 1797 (com 38 anos), em Somers Town, Londres. 22 James Burnett, Lord Monboddo, juiz, estudioso da evolução linguística, filósofo e deísta escocês, nasceu em 1714, em Mondobbo, e faleceu em 1799, em Edimburgo. Conceituou evolução e seleção natural. 23 Adam Ferguson, filósofo e historiador escocês, nasceu em 1723, em Logierait, Perthshire, e faleceu em 1816, em St. Andrews, Fife. Filósofo do Iluminismo escocês, chamado “pai da moderna sociologia”. Pertenceu a Royal Society of Edinburgh. 24 John Millar of Glasgow, filósofo, historiador e Regius Professor escocês, nasceu em Shotts, Lanarkshire, em 1735 e faleceu em Blantyre, South Lanarkshire, em 1801. Regius Professor é um professor universitário nomeado ou com patrocínio real; é um título muito importante. Millar foi Regius Professor de Direito Civil da Universidade de Glasgow, de 1761 a 1800. Filósofo do Iluminismo escocês. 25 William Robertson, reverendo presbiteriano, historiador escocês, nasceu em 1721, em Borthwick, Midlothian, e faleceu em 1793, em Edimburgo. Membro da Royal Society of Edinburgh. Figura significativa no Iluminismo escocês.
  16. 16. JB News – Informativo nr. 2.158 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 29 de agosto de 2016 Pág. 16/34 Adam Smith10 publicou, em 1776, “A Riqueza das Nações”, considerado introdutor da economia moderna. Trata-se das ideias Iluministas aplicadas à economia. Cesare Beccaria5 , um jurista Iluminista, ficou famoso com seu livro “Dos Delitos e das Penas”, publicado em 1764 e traduzido para 22 idiomas. Outro jurista Iluminista, Francesco Mario Pagano27 , escreveu “Saggi Politici” (Ensaios Políticos), em 1783, em Nápoles, uma das principais obras do Iluminismo jurídico. Fig. 2 - Cesare Beccaria, Iluminista, pai da teoria penal clássica (desenho extraído do livro “Delitti e Delle Pene”, 1854). 5. Política Iluminista e Teorias de Governo: O iluminismo trouxe modernização política para o Ocidente. Introduziu valores, democracia, liberdade e tolerância política. John Locke3 , um dos pensadores mais influentes do iluminismo baseou sua filosofia de governo na teoria do contrato social (antes de Rousseau8 ). Thomas Hobbes28 , em 1651, deu início a este debate publicando “Leviatã”. Desenvolveu, também, as ideias sobre direito individual, sobre a igualdade natural de todos os homens, o caráter artificial da ordem pública, a distinção entre sociedade civil e o Estado, todo poder público deve ser representativo com base no consentimento do povo e as pessoas são livres para fazer o que a lei não proíbe explicitamente. Locke3 afirmava que todos têm direito a propriedade. Hoje, todas estas ideias são óbvias, mas não eram no século XVII. E isto se deve ao Iluminismo. Tanto Locke3 quanto Rousseau8 desenvolveram teorias de contrato social; Locke3 em “Dois Tratados sobre o Governo” e Rousseau8 em “Discurso sobre a Desigualdade”. Locke3 , Rousseau8 e Hobbes28 concordavam, independentemente, que a autoridade governamental reside no consentimento dos governados, caso contrário a “autoridade” não tem autoridade. 26 James Madison Jr., político, estadista norte-americano, nasceu em Port Conway, Virginia, em 1751 e faleceu em Orange, Virginia, em 1836. Foi saudado com “Pai da Constituição dos EUA”. Foi o 4º Presidente dos EUA (1809-1817). Deísta. Embora muito discutível, foi maçom. 27 Francesco Mario Pagano, jurista, escritor italiano, fundador da escola napolitana de direito, nasceu em Brienza, Potenza, Reino de Nápoles, em 1748 e faleceu em Nápoles, em 1799. Considerado um dos pensadores mais influentes no Iluminismo. Foi iniciado maçom e, depois, Venerável Mestre da Loja napolitana “La Philantropia”. Foi enforcado por ser republicano. 28 Thomas Hobbes of Malmesbury, filósofo, matemático e político inglês, nasceu em Westport, perto de Malmesbury, Wiltshire, em 1588, e faleceu em Derbyshire, em 1679 (com 91 anos). Conhecido pela sua obra sobre filosofia política; tratou das relações entre Igreja e Estado. Relacionou-se com Francis Bacon; conheceu Galileu. Baseou-se nos princípios da Geometria e das Ciências Naturais. Foi acusado de materialista e ateu.
  17. 17. JB News – Informativo nr. 2.158 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 29 de agosto de 2016 Pág. 17/34 Locke3 é conhecido pela sua afirmação de que os indivíduos têm direito à “vida, liberdade e propriedade”. Mais: o direito à propriedade é derivado do trabalho. Essas ideias influenciaram a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, da Assembleia Nacional Francesa. Fig. 3 – Rousseau, filósofo Iluminista (retrato feito por Maurice Quentin de LaTour, pintor francês (1704- 1788), em 1753, Museu Antoine-Lécuyer. 6. Racionalismo Iluminista: Racionalismo é qualquer doutrina que privilegia a razão como meio de conhecimento e explicação da realidade. A palavra “racional” vem do latim: rationalis, e que significa “que serve para contar”. Mais precisamente, racionalismo é a doutrina que levanta a razão como única fonte possível de todo conhecimento verdadeiro. Importante e emblemática é a palavra “única”. Há muitos tipos de racionalismos, comumente encontrados como “racionalismo moderno” ou “racionalismo clássico” para se referir aos racionalismos desde Descartes2 a Leibniz29 , que corresponde aproximadamente ao que Kant11 chamou de “racionalismo dogmático”. Dentre tantos racionalismos modernos, há também o “racionalismo iluminista”. Algumas observações:  O racionalismo é dogmático quando a razão, considerada como fonte decisiva de conhecimento, apenas a razão, é reivindicada para alcançar a verdade, especialmente no campo metafísico.  O termo “racionalismo moderno” é colocado na história do conhecimento de acordo com a terminologia usada; define-se período moderno a partir do século XVI. É distinto da “razão” em filosofia antiga, como em Platão, Aristóteles e os filósofos gregos.  O termo “racionalismo clássico” é um racionalismo expandido e renovado, “modernizado” pela crítica kantiana11 e a de Karl Popper30 . 29 Gottfried Wilhelm von Leibniz, sábio polímata e filósofo alemão, nasceu em 1646, em Leipzig, Saxônia, e faleceu em Hanover, em 1716. Era um polímata: historiador de matemáticas, historiador de filosofia, matemático e físico. Em filosofia era um otimista. Advogou no século XVII o racionalismo. Era teísta. 30 Sir Karl Raimund Popper, filósofo e professor britânico nascido na Áustria, nasceu em 1902, em Viena, e faleceu em 1994, em Londres. Fellow of the British Academy; Fellow of the Royal Society. Como filósofo defendeu o racionalismo crítico; como filósofo político defendeu a democracia liberal.
  18. 18. JB News – Informativo nr. 2.158 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 29 de agosto de 2016 Pág. 18/34  Encontra-se também o termo “racionalismo continental”, de Descartes2 , Voltaire6 , etc., distinto do “racionalismo anglo-saxão”, de Hobbes28 , Locke3 , Hume9 , etc. A base do racionalismo Iluminista é o empirismo, fruto do “racionalismo anglo-saxão” de Locke3 e Hume9 . De acordo com Locke3 , em “Ensaio sobre o Entendimento Humano”, 1690 (Locke, 1999): a experiência é a fonte de todo nosso conhecimento. Esta posição pode levar a uma desvalorização da razão, segundo David Hume9 . É necessário, pois, a experimentação acompanhada do valor criativo da mente para combinar, transpor, reduzir, ou seja, racionalizar o resultado da experimentação, em “Inquérito sobre o Entendimento Humano” (Hume, 1748). Daí decorre o racionalismo Iluminista. A abordagem racionalista está fortemente presente em todas as figuras do Iluminismo, em particular, Montesquieu17 , Voltaire6 , os enciclopedistas Jean le Rond d’Alembert31 e Diderot7 . Por isso o “Século das Luzes” (Siècle des Lumières), a “Era do Iluminismo” (The Age of the Enlightenment) foi chamado também de “Século da Razão”. O racionalismo Iluminista se opõe às crenças imaginárias, à superstição e à irracionalidade. Os filósofos do Iluminismo acreditavam que todo conhecimento, incluindo o conhecimento científico, poderia ser alcançado com antecedência através do uso exclusivo da razão. Kant11 partiu, parcialmente, de concepções racionalistas. Mais tarde, as obras de Hume9 desenvolveram aspectos mais críticos do conhecimento científico, do conhecimento ético e até mesmo do conhecimento teológico. Nada existe que aconteça sem uma causa; não é explicável pela razão. Entretanto, a teologia diz que a identidade do pensar e do ser encontra sua justificação em Deus, criador do mundo e de suas leis naturais, por um lado, e a razão humana e seus princípios por outro lado. Em consequência, a razão, que contém princípios e ideias universais, pode expressar, a priori, verdades eternas. É neste sentido que Descartes2 , no “Discurso do Método” escreveu: “O senso comum é a melhor coisa compartilhada no mundo" acrescentando que "o poder de julgar bem e distinguir a verdade da falsidade, que é o que chamamos de bom senso ou razão, é naturalmente igual em todos os homens". Descartes2 era teísta. O racionalismo crítico de Kant11 , que era deísta (anteriormente foi ateu), pode ser caracterizado por três aspectos :  renúncia às suas pretensões dogmáticas e metafísicas;  integrar a experiência na dialética experimental;  reconhecimento pela própria razão de seus limites. O racionalismo de Kant11 é oposição ao empirismo, ao irracionalismo e à revelação. 7. A Revolução Francesa – O Iluminismo Francês: O Iluminismo sempre foi associado à Revolução Francesa de 1789. O governo aristocrata anterior defendia o “direito divino dos reis” enquanto que o Iluminismo de Locke3 é a necessidade do consentimento dos governados. A Revolução, na verdade, foi causada pela mudança no paradigma da teoria de governo. 31 Jean-Baptiste le Rond d’Alembert, matemático, físico, músico, enciclopedista e filósofo francês, nasceu em 1717, em Paris, e faleceu em 1783, em Paris. Amigo de Diderot, de Voltaire e de Rousseau. Membro da Academia de Berlin (1746), Fellow of the Royal Society (1748), membro da Académie des Sciences (1754) e membro da American Academy of Arts and Sciences (1781).
  19. 19. JB News – Informativo nr. 2.158 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 29 de agosto de 2016 Pág. 19/34 Alexis de Tocqueville32 descreveu a Revolução Francesa como resultado inevitável da oposição radical do final do século XVIII entre a monarquia e os homens pensadores do Iluminismo. Esses homens pensadores do Iluminismo, segundo Tocqueville, constituíam uma espécie de “aristocracia substituta do todo-poderoso, mas sem poder real”. Esse poder ilusório veio da ascensão da “opinião pública”, nascida da remoção da nobreza. Embora França seja considerada o berço do Iluminismo, na verdade, o Iluminismo nasceu na Escócia e na Inglaterra. Porém foi em França que o Iluminismo se difundiu pelo mundo, graças especialmente à Maçonaria. Durante o século XVIII os intelectuais franceses desenvolveram os valores Iluministas. Destaca-se Voltaire6 , maçom, Diderot7 , maçom e Montesquieu17 . Seus papeis foram fundamentais, pois França era um Estado católico sob autoridade religiosa de Roma. Haviam protestantes, especialmente os huguenotes, que desempenharam um papel dinamizador. Huguenotes eram calvinistas e membros da Igreja Reformada francesa. A palavra huguenote vem de “confederados”, em gíria francesa “Eidguenot” (confederados), derivado do alemão-suíço “Eidgenossen” (confederados), que eram as cidades e cantões suíços partidários da Reforma. [Uma curiosidade: os huguenotes no Brasil, em 1557 no Rio de Janeiro, acompanhados do católico Nicolás Durand de Villegagnon, realizaram em 7 de março daquele ano, o primeiro culto calvinista na América do Sul]. Havia, em França, uma tensão crescente entre as estruturas políticas conservadoras (católicas ou protestantes) e os pensadores Iluministas. Rosseau8 , por exemplo, era de uma família huguenote, foi perseguido exilando-se na Inglaterra. 8. Separação entre igreja e Estado. Deísmo: O Iluminismo radical promoveu o conceito de separação entre a igreja e o Estado. Essa ideia é creditada ao filósofo inglês John Locke3 . Locke disse que o governo não tinha autoridade no âmbito da consciência individual pois a crença é um atributo de foro íntimo. Isso criou um direito natural de liberdade de consciência que deve ser protegido de qualquer 32 Alexis-Charles-Henri Clérel de Tocqueville, diplomata, cientista político e historiador francês, nasceu em Paris, em 1805, e faleceu em Cannes, em 1859. Foi um liberal clássico que defendia um governo parlamentar, mas era cético dos extremos da democracia.
  20. 20. JB News – Informativo nr. 2.158 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 29 de agosto de 2016 Pág. 20/34 autoridade governamental. Isso foi muito combatido pela Igreja Católica, pelos calvinistas e demais denominações protestantes. Esses pontos de vista sobre tolerância religiosa e a importância da consciência individual tornou-se ponto fundamental nas colônias norte-americanas influindo na Constituição do EUA. Uma série de ideias sobre religião desenvolvidas pelos Iluministas incluíam o deísmo e o ateísmo. Deísmo é a simples crença em Deus, o Criador, sem referências a Bíblia ou outros livros sagrados. Deísmo é a doutrina que considera a razão como a única via capaz de assegurar a existência de Deus, rejeitando para tal fim, qualquer prática religiosa organizada, isto é, Deus não é revelado. Ateísmo é a doutrina que nega categoricamente a existência de Deus, seja baseado na fé, na revelação ou na razão. Poucos Iluministas foram ateus; a maioria era deísta ou mesmo teísta. [Teísta é a doutrina comum a religiões monoteístas, caracterizada por afirmar a existência de um púnico Deus, pessoal e transcendente, revelado e soberano do Universo, em intercâmbio contínuo com a criatura humana]. Locke3 disse que se Deus não existisse, o resultado seria a anarquia moral. Essa afirmação é contestada por muitos filósofos ateus, argumentando que a moral não é, necessariamente, religiosa mas sim laica. 9. Iluminismo escocês, inglês e norte-americano – Iluminismo na Música: Em várias cidades da Escócia haviam instituições de apoio para discussões sobre o Iluminismo, como universidades, bibliotecas, museus e, em especial, Lojas maçônicas. O Iluminismo escocês era calvinista, liberal e newtoniano. Mais antigo que o Iluminismo francês, o escocês serviu de modelo a Voltaire6 , que dizia: “nós olhamos para Escócia para todas nossas ideias de civilização” (Harrison, 2012). O foco do Iluminismo escocês era Fig. 4 – Perfil de Adam Smith, pai da moderna ciência econômica (trabalho original criado por James Tassie, maçom, gravador escocês (1735-1799) em 1787, na forma de um medalhão). questões científicas e econômicas. Os principais Iluministas escoceses foram William Cullen33 , médico e químico, James Anderson34 , agrônomo, Joseph Black35 , físico e químico, James Hutton36 , geólogo e Adam Smith10 , economista. 33 William Cullen, médico, químico e cientista agronômico escocês, nasceu em Hamilton, Lanarkshire, em 1710, e faleceu em Edinburgh, em 1790. Foi Fellow of Royal Society e Fellow of Royal Society of Edinburgh. Foi um dos mais importantes professores de Edinburgh Medical School. Cullen foi uma figura central no Iluminismo escocês. Amigo de David Hume e íntimo de Adam Smith. 34 James Anderson, cientista agrônomo, jornalista, inventor e economista escocês. Nasceu em Long Hermiston, Midlothian, em 1739 e faleceu em West Ham, Essex, em 1808. Membro da Edinburgh Philosophical Society, Fellow of the Royal Society of Edinburgh. Anderson foi uma figura proeminente no Iluminismo escocês. Anderson mantinha ativa correspondência com George Washington.
  21. 21. JB News – Informativo nr. 2.158 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 29 de agosto de 2016 Pág. 21/34 O Iluminismo inglês é também mais antigo que o Iluminismo francês. Na Inglaterra, a Royal Society de Londres desempenhou um papel significativo na disseminação das ideias Iluministas. Foi fundada por um grupo de cientistas independentes e uma carta constitutiva real em 1662. Desempenhou um grande papel na divulgação da filosofia experimental de Robert Boyle37 , em toda Europa. Boyle, um dos fundadores do “mundo experimental”, seu conhecimento baseado na experimentação forneceu legitimidade empírica adequada. É importante lembrar que as ações da Royal Society e de seus membros deram ensejo a formalização da Maçonaria especulativa em 1717. As ideias Iluministas nos EUA foram desempenadas especialmente por Benjamin Franklin15 , e Thomas Jefferson16 . Franklin foi influente por seu ativismo político e por suas pesquisas na física e eletricidade. Havia um amplo intercâmbio cultural em ambos os sentidos através do Atlântico. Fig. 5 – “Declaração da Independência” de John Trumbull, pintor norte-americano (1756-18430), feito em 1819 (encontra-se na rotunda do Capitólio dos EUA, Washington e no reverso da nota de US$ 2). Os Iluministas Thomas Paine38 , Locke3 e Rousseau8 exemplificaram práticas culturais indígenas americanas como exemplos de liberdade natural. Os americanos foram muito influenciados pelas ideias políticas de Montesquieu17 . Como deístas, foram influenciados pelos Iluministas John Toland39 e Matthew Tindal40 . Liberdade, democracia, republicanismo e tolerância religiosa foram 35 Joseph Black, médico e químico escocês. Nasceu em 1728, em Bordeaux, França, e faleceu em 1799, em Edinburgh. Foi professor da Universidade de Glasgow e depois da Universidade de Edimburgo. Fellow of the Royal Society of Edinburgh. Amigo de David Hume e Adam Smith e os literatos do Iluminismo escocês. 36 James Hutton, geólogo, médico, químico, naturalista, meteorologista e cientista agrícola experimental escocês. Nasceu em 1726, em Edimburgo e faleceu em 1797, em Edimburgo. Conhecido como “Pai da Moderna Geologia”. Fellow of the Royal Society of Edinburgh. Hutton foi um dos mais influentes Iluministas escoceses, influenciando David Hume e Adam Smith. Foi amigo de Joseph Black. Foi deísta. 37 Robert William Boyle, filósofo natural, químico, físico e inventor inglês. Nasceu em Lismore, Waterford, Irlanda, em 1627, e faleceu em Londres, em 1691. Esteve com Galileu em 1641. Fellow of the Royal Society (1663). Foi alquimista. Era um anglicano devoto. 38 Thomas Paine, cientista político, filósofo, revolucionário norte-americano, nascido na Inglaterra, em Thetford, Norfolk, em 1737, e faleceu em Nova Iorque, em 1809. Um dos Pais Fundadores dos EUA. Iluminista, liberal, republicano e deísta. Estudou e teve vários encontros com povos indígenas das Américas. A capacidade dos iriquois de viver em harmonia com a natureza e ao viver num processo democrático ajudou as ideias de Paine sobre a forma de organizar a sociedade. Foi maçom. 39 John Toland, filósofo racionalista, livre-pensador e satírico inglês nascido na Irlanda, em Ardagh, Donegal, em 1670, e faleceu em Londres, em 1722. Filósofo Iluminista e panteísta. 40 Matthew Tindal, escritor inglês. Nasceu em 1657 e faleceu em 1733. Deísta. Suas obras influenciaram o Iluminismo. Foi um utilitarista.
  22. 22. JB News – Informativo nr. 2.158 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 29 de agosto de 2016 Pág. 22/34 outros atributos Iluministas aproveitados pelos norte-americanos. A obra de Thomas Paine38 – “A Idade da Razão” muito influenciou as ideias Iluministas norte-americanas. O Iluminismo na música permitiu o aparecimento de muitos compositores maçons. Como os músicos dependiam cada vez mais de apoio público, os concertos públicos tornaram-se cada vez mais populares e ajudaram a completar a performance e os rendimentos dos compositores. Handel41 , sintetizou isso com suas atividades musicais públicas em Londres. As músicas de Haydn42 e Mozart43 são consideradas como sendo dentro da filosofia Iluminista. 10.Maçonaria e Iluminismo: Os historiadores têm debatido muito em que medida a Maçonaria foi o fator principal do Iluminismo. Muitos líderes do Iluminismo foram maçons: Diderot7 , Montesquieu17 , Voltaire6 , Lessing44 , Pope45 , Horace Walpole46 , Sir Robert Walpole47 , Mozart43 , Goethe48 , Frederico o Grande14 , Benjamin Franklin15 , George Washington49 , etc. Norman Davies50 disse que a Maçonaria era uma força poderosa em nome do Iluminismo na Europa, a partir de 1700 até o século XX. O Iluminismo expandiu-se rápida e facilmente atingindo praticamente todos os países da Europa. Foi atraente tanto para os aristocratas e políticos como para intelectuais, artistas e ativistas. A Maçonaria chegou oficialmente ao continente europeu em 1734 com a abertura de uma Loja em Haia. Mas já existia uma Loja, não confederada a nenhuma Obediência, em 1721 em Roterdã. Da mesma forma, há indícios de Lojas em Paris, em 1725. Parece, entretanto, que a 41 Frederick Handel, compositor barroco alemão, nasceu em 1685, em Halle (Salle), Saxônia-Anhalt, e faleceu em 1759, em Londres. Toda sua carreira musical deu-se em Londres. 42 Franz Joseph Haydn, compositor austríaco do período clássico, nasceu em Rohrau, em 1732 e faleceu em Viena, em 1809. Muito amigo de Mozart. Exemplificou o ideal Iluminista do “homem honesto”. Católico devoto e maçom. 43 Wolfgang Amadeus Mozart, nascido Johannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart, prolífico compositor austríaco do período clássico, nasceu em Salzburg, em 1756, e faleceu em Viena, em 1791. Foi iniciado em 1784 e a Maçonaria teve um papel muito importante: seus amigos eram maçons, ele atendia a todas as reuniões e compôs músicas para Maçonaria: Maurerische Trauermusik (Música para Funeral Maçônico), “As Bodas de Fígaro”, “A Flauta Mágica”, que trata da iniciação maçônica, e várias outras músicas maçônicas. 44 Gotthold Ephraim Lessing, escritor, filósofo e dramaturgo, alemão, nasceu em Kamenz, Upper Lusatia, Saxônia, em 1729, e faleceu em Braunschweig, Brunswick-Lüneburg, em 1781. Um dos representantes mais destacados da época do Iluminismo. Foi maçom. 45 Alexander Pope, poeta britânico, nasceu em Londres, em 1688, e faleceu em Twickenham, em 1744. Fez poesia satírica. Foi racionalista e panteísta. Foi maçom. 46 Horatio Walpole, 4th Earl of Orford, escritor, historiador e político inglês, nasceu em 1717, em Londres, onde faleceu em 1797. Antiquário. Foi maçom. 47 Sir Robert Walpole, 1st Earl of Orford, estadista britânico, nasceu em 1676, Houghton, Norfolk, e faleceu em St. James’s, Middlesex, em 1745. Foi de facto o primeiro Primeiro Ministro da Grã-Bretanha. Knight of the Bath (1725) e Cavaleiro da Ordem da Jarreteira (1726). Pai de Horace Walpole. Foi maçom. 48 Johann Wolfgang von Goethe, escritor, dramaturgo, poeta e filósofo alemão, nasceu em Frankfurt-am-Main, em 1749, e faleceu em Weimar, em 1832. Amigo de Friedrich Schiller e Alexander von Humboldt. Estudou evolução, física e linguística. De origem luterana tornou-se panteísta. Foi humanista e Iluminista. Foi maçom. 49 George Washington, primeiro Presidente dos EUA (1789-1797), chamado “Pai da Pátria”, nasceu em Westmoreland, Virginia, em 1731, e faleceu em Mount Vernon, em 1799. Teísta e racionalista. Washington foi iniciado na Maçonaria em 1752. Iluminista. Maçom. 50 Ivor Norman Richard Davies, historiador britânico-polonês, nasceu em 1939, em Bolton, Lancashire, Inglaterra. Membro da Academia Britânica (para Humanidades e Ciências Sociais). Professor de história da Jagiellonian University, Cracóvia, Polônia.
  23. 23. JB News – Informativo nr. 2.158 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 29 de agosto de 2016 Pág. 23/34 Maçonaria tenha sido confinada à Europa Ocidental, embora há indícios da existência de uma Loja na Saxônia, em 1729, e outra na Rússia em 1731 (Jacob, 1991). No “Século das Luzes”, os maçons eram (e são hoje) uma rede internacional de homens bem intencionados, encontrando-se em segredo em suas Lojas. Promoveram os ideais do Iluminismo difundindo esses valores em toda Europa. Os maçons promoveram novos códigos de conduta, incluindo liberdade, igualdade, sociabilidade, fraternidade e tolerância. A Maçonaria chegou a ser a instituição mais popular de todas as associações do Iluminismo. Da Maçonaria surgiram outros grupos Iluministas. Como exemplo os “Illuminati” na Baviera, em 1776, que nunca fez parte da Maçonaria. Illuminati era um grupo abertamente político e as Lojas maçônicas decididamente não eram, embora individualmente muitos maçons eram (e são) políticos. Mas a instituição “Maçonaria” nunca foi (nem é) política. A Loja, uma micro-sociedade muito limitada e relativamente autônoma, criou um modelo normativo de governo para a sociedade. No século XVIII, isso foi muito emblemático no continente europeu. Quando apareceram as primeiras Lojas, em torno de 1730, sua incorporação de valores britânicos foi muitas vezes vista como uma ameaça pelas autoridades francesas. Por exemplo: uma Loja em Paris, formada em 1725, era composta por exilados ingleses jacobitas. Todas essas Lojas, tanto a do continente como as britânicas, estavam impregnadas de ideias Iluministas. Os próprios valores maçônicos, originários da Escócia do século XVII, pareciam apelar aos valores e aos ideias Iluministas. Diderot7 discutiu a relação entre os ideais maçônicos e as ideias Iluministas (Diderot, 1769). A historiadora norte-americana Margaret Jacob51 salienta a importância dos maçons no pensamento Iluminista (Jacob, 1991). O historiador francês Daniel Roche52 contesta. Diz que a Maçonaria não promovia o igualitarismo; argumenta que nas Lojas só existiam homens da alta sociedade (Roche, 1998). O principal adversário da Maçonaria era a Igreja Católica. Em países muito católicos, como França, Itália, Espanha, México, Argentina e em menor grau Brasil, as batalhas políticas envolviam o confronto entre a igreja e a Maçonaria, em especial os Iluministas maçons. Mas, em todos esses países os maçons não agiam como um grupo coeso: havia maçons não católicos e maçons muito católicos, inclusive clérigos da igreja. Cabe aqui algumas considerações sobre os ritos praticados no Brasil. São teístas o REAA, o Rito Adonhiramita, o Rito Brasileiro, o Rito de York (norte-americano) e o Rito Escocês Retificado. São deístas o Rito Schröder e o Trabalho de Emulação. A maioria dos graus adicionais (ou laterais) da Maçonaria britânica é cristã, especialmente a Ordem dos Cavaleiros Templários e dos Cavaleiros de Malta. O Rito Escocês Retificado pode ser considerado cristão. E o Rito Moderno ou Francês? Esse rito não é teísta, nem deísta, nem agnóstico. Trata-se de um rito laico e aí consiste uma das influências do Iluminismo no rito. Entretanto, em todos os ritos, permite-se e respeita-se a crença de seus membros. Em todos os ritos poderão participar cristãos (de qualquer denominação), judeus, muçulmanos, budistas, hinduístas, etc. respeitando-se os ritos cristãos onde somente cristãos podem participar. O tipo ou ideal da crença em um Ser Superior é um problema de foro íntimo. Outro ponto importante é que a Maçonaria é mística e mítica. Inclusive o Rito Moderno, onde aparentemente não existe misticismos. Místico é um iniciado que alcançou (ou que detém) um segredo importante. Todos os rituais maçônicos são místicos porque esotérico e destinado a uns poucos iniciados, em cada grau. A Maçonaria é, também, mítica, Mito é um relato fantástico de tradição oral que, geralmente, guarda um fundo de verdade, heroico, narrado com o objetivo de 51 Margaret C. Jacob é Professora de História da Universidade da Califórnia, em Los Angeles. 52 Daniel Roche, historiador francês, nasceu em Paris, em 1935. Professor do Collège de France.
  24. 24. JB News – Informativo nr. 2.158 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 29 de agosto de 2016 Pág. 24/34 pregar um fundamento moral. Mito é uma alegoria, como a Lenda de Hiram. Os rituais maçônicos são míticos porque alegórico com fundamento moral. 11.Considerações Finais: Não resta dúvida que o Iluminismo influenciou a Maçonaria assim como a cultura hebraica, também, influenciou e inspirou os rituais maçônicos. Inclusive no Rito Moderno. Não se pode dizer que na Maçonaria o Rito Moderno seja filosoficamente Iluminista. Pois se assim fosse, a Maçonaria ou o Rito Moderno não seriam universais. Porque ligados a uma escola filosófica. Maçons podem ou não serem Iluministas. A Maçonaria não é, porque é universal. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS: -Bristow, W. “Enlightenment”. Stanford Encyclopedia of Philosophy, 2010. http://plato.stanford.edu/entries/enlightenment/ Acessado em 5.ago.2016. -Descartes, R. “Discurso do Método. As Paixões da Alma. Meditações”. São Paulo: Nova Cultural, 1999. -Diderot, D. “D’Alembert’s Dream”, peça teatral, 1769. Saint Mary’s College, California, 2016. https://www.stmarys-ca.edu/sites/default/files/attachments/files/Dalemberts_Dream.pdf Acessado em 3.ago.2016. -Espinoza, B. “Pensamentos Metafísicos. Tratado da Correção do Intelecto. Ética. Tratado Político. Correspondência”. São Paulo: Nova Cultural, 2004. -Giarrizzo, G. “Il Segreto del Potere – La Massoneria del ‘700”. Domenica, Il Sole 24 Ore, 1994. In: Disinformazione, Italia, Oltre la Verità Ufficiale. http://www.disinformazione.it/ilsegretodelpotere.htm Acessado em 5.ago.2016. -Giarrizzo, G. “Massoneria e Risorgimento”. Università di Catania. Grande Oriente d’Italia. Riviste Hiram. 2007. https://web.archive.org/web/20070111211841/http://www.grandeoriente.it/riviste/hiram/1999/02Giarrizzo.h tm Acessado em 5.ago.2016. -Gombrich, E.H. “A Little History of the World”. Chap. 33: A Truly New Age, pag. 213. New Haven, Yale University Press, 2008. -Harrison, L. E. “Jews, Confucians, and Protestants: Cultural Capital and the End of Multiculturalism”. Lanham, MD, USA: Rowman & Littlefield, 2013. -Hume, D. “Investigação Acerca do Entendimento Humano”. São Paulo: Nova Cultural, 1999. Grupo Acrópolis (Filosofia). Original 1748, digitação; s/d. http://www.livrosgratis.com.br http://livros01.livrosgratis.com.br/cv000027.pdf Acessado em 5.ago.2016.
  25. 25. JB News – Informativo nr. 2.158 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 29 de agosto de 2016 Pág. 25/34 -Jacob, M.C. “Living the Enlightenment: Freemasonry and politics in eighteenth- Century Europe”. Oxford: Oxford University Press, 1991. -IWHP. “The Enlightenment throughout Europe”. World History Main Page. International World History Project, 2006. http://history-world.org/enlightenment_throughout_europe.htm Acessado em 5.ago.2016. -Kant, I. “An Answer to the Question: What is Enlightenment?” (Was ist Aufklärung?), 1784. In: Internet Modern History Sourcebook, 1997. http://web.mnstate.edu/gracyk/courses/web%20publishing/KantOnElightenment.htm Acessado em 5.ago.2016. -Kant, I. “Crítica da Razão Pura”. São Paulo: Nova Cultural, 1999. Grupo Acrópolis (Filosofia). Original 1788, digitação; s/d. http://br.egroups.com/group/acropolis/ http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/cv000016.pdf Acessado em 7.ago.2016. -Larousse. “Siècle des Lumières”. Larousse on line, 2016. http://www.larousse.fr/encyclopedie/divers/siècle_des_Lumières/130660 Acessado em 5.ago.2016. - Leibniz, G.W. “Novos Ensaios sobre o Entendimento Humano”. São Paulo: Nova Cultural, 1999. - Locke, J. “Ensaio Acerca do Entendimento Humano”. São Paulo: Nova Cultural, 1999: https://direitasja.files.wordpress.com/2012/04/ensaio_sobre_entendimento_humano.pdf Acessado em 5.ago.2016. -Outram, D. “Panorama of the Enlightenment”. London: Getty Publ. & Thomas & Hudson, 2006. https://books.google.com.br/books?id=A84nA7Ae3t0C&lpg=PA1&dq=%22Panorama+of+the+Enlightenment%22 &pg=PA29&redir_esc=y#v=onepage&q&f=false Acessado em 5.ago.2016. -Roche, D. “France in the Enlightenment”. Cambridge, Cambridge University Press, 1998. -Rousseau, J.J. “Do Contrato Social. Ensaio sobre a Origem das Linguas”. Vol. I. Vol. II: “Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens. Discurso sobre as Ciências e as Artes”. São Paulo: Nova Cultural, 1999. - Waldron, J. “God, Locke and Equality: Christian Foundations of Locke's Political Thought”. Cambridge University Press, 2002. In: Notre Dame Philosophical Reviews, 2016. http://ndpr.nd.edu/news/23410-god-locke-and-equality-christian-foundations-of-locke-s-political-thought/ Acessado em 5.ago.2016. Clique no link abaixo para acompanhar os demais registros fotográficos da palestra do Ir Lima: https://get.google.com/albumarchive/103634428674850958508/album/AF 1QipO6276brSXV2gdWSBcOg4cki_wAjchesY66BYQ0?source=pwa&authKey= CIul-Znw3YO5dw
  26. 26. JB News – Informativo nr. 2.158 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 29 de agosto de 2016 Pág. 26/34 Este Bloco é produzido pelo Ir. Pedro Juk, Loja Estrela de Morretes, 3159 - Morretes – PR Loja em recreação Em 15/02/2015 o Respeitável Irmão Francisco Rosa, Loja Deus e Caridade 7ª, REAA, GOB-MG, Oriente de Lavras, e Loja Obreiros do Vale de Pirapetinga, REAA, GOB-MG, Oriente de Bom Sucesso, ambas do Estado de Minas Gerais, formula expõe e pede opinião sobre a seguinte situação: frosa@usa.net Gostaria de receber a análise/opinião/posição do Poderoso Irmão sobre uma prática que vem se tornando constante nas Lojas da microrregião de Lavras-MG e entorno (Lavras, Bom Sucesso, Ijací, Perdões, Campo Belo). Durante as Sessões Magnas de Iniciação, após o juramento do candidato e enquanto este é retirado pelo Mestre de Cerimônias e permanece fora do Templo para recompor-se, os Veneráveis Mestres tem colocado a Loja "em recreação". Uns, ainda solicitam ao Irmão Orador que feche o Livro da Lei; outros, simplesmente liberam todos os Irmãos (com o Livro da Lei aberto) para beberem um copo d´água, irem ao banheiro, etc. Considerações: Sob as luzes do ritual em vigência do REAA, não é previsto o ato de Loja “em recreação”, daí pela sua inexistência, obviamente que essa prática não existe. Muito menos ainda com o fechamento do Livro da Lei e outras providências alienígenas nesse sentido. O trágico dessa “estória” é ainda o Orador, justamente o Guardião da Lei, ficar participando de ações inexistentes no ritual. Sob o ponto de vista prático, o tempo necessário para a recomposição do Candidato (nunca mais do que três se for o caso) não é tão demorado assim para que haja toda essa revolução de entra e sai de obreiros na Loja em momento inadequado. Há que se considerar ainda que o momento antecede o teatro iniciático do “Faça-se a Luz”, assim é uma boa oportunidade, enquanto o Candidato está ausente, para as providências necessárias ao ato litúrgico que se avizinha a exemplo dos que usarão as espadas que serão apontadas para o protagonista, da colocação da Loja em penumbra, etc. Penso que não existe qualquer justificativa em nome da sede de água, ou da necessidade fisiológica de alguns que o Venerável tenha que inventar essa tal de Loja “em recreação”. Afinal, o bom andamento ritualístico de uma sessão também requer que todos os presentes individualmente estejam previamente preparados (ir antes à toalete, saciar a sede, etc., faz parte dessa preparação). T.F.A. – PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com – Abr/2016 6 – Perguntas & Respostas Pedro Juk
  27. 27. JB News – Informativo nr. 2.158 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 29 de agosto de 2016 Pág. 27/34 (as letras em vermelho significam que a Loja completou ou está completando aniversário) GLSC - http://www.mrglsc.org.br Data Nome Oriente 08.08.1997 Fraternidade das Termas nr. 68 Palmitos 13.08.1986 Harmonia nr. 42 Itajaí 13.08.1993 Albert Mackey nr. 56 Tubarão 15.08.1946 Presidente Roosevelt nr. 2 Criciúma 16.08.1999 Caminhos da Verdade nr. 92 Gaspar 17.08.1999 Ambrósio Peters nr. 74 Florianópolis 18.08.2011 Fraternidade Itapema nr. 104 Itapema 20.08.1985 Eduardo Teixeira nr. 41 Camboriú 30.08.1978 Obreiros de Jaraguá do Sul nr. 23 Jaraguá do Sul 30.08.1991 Sentinela do Vale nr. 54 Braço do Norte 31.08.1982 Solidariedade nr. 28 Florianópolis GOSC https://www.gosc.org.br Data Nome da Loja Oriente 02/08/1989 Fraternidade Imaruiense Imaruí 09/08/2003 Templários da Boa Ordem Jaguaruna 10/08/2002 Energia das Águas Gravatal 14/08/1985 Justiça E Liberdade Joinville 16/08/2005 José Abelardo Lunardelli São José 19/08/1995 Brusque Deutsche Loge Brusque 20/08/2011 Triângulo Talhadores da Pedra Itá 21/08/2002 Harmonia do Continente Florianópolis 26/08/2002 Templários da Arca Sagrada Blumenau 7 – Destaques (Resenha Final) Lojas Aniversariantes de Santa Catarina Mês de agosto
  28. 28. JB News – Informativo nr. 2.158 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 29 de agosto de 2016 Pág. 28/34 GOB/SC – http://www.gob-sc.org.br/gobsc Data Loja Oriente 06.08.05 Arquitetos Da Paz - 3698 Blumenau 06.08.05 Delta Brasileiro - 3691 Florianópolis 07.08.99 União Do Sul - 3260 Criciúma 10.08.10 Colunas De Jaraguá - 4081 Jaraguá do Sul 12.08.96 Perseverança E Fidelidade - 2968 Araranguá 16.08.05 Novo Horizonte - 4185 Camboriú 18.08.07 Cavaleiros Do Contestado - 3878 Canoinhas 20.08.94 Vale Do Tijucas - 2817 Tijucas 20.08.94 Luz Do Sinai - 2845 Joinville 20.08.00 Estrela De Herval - 3334 Joaçaba 20.08.00 União Das Termas - 3335 Sto. Amaro da Imperatriz 20.08.04 Frat. Jaraguaense - 3620 Jaraguá do Sul 22.08.96 Campeche -2998 Florianópolis 26.08.02 União Navegantina - 3460 Navegantes 29.08.97 Horizonte De Luz - 3085 Xanxerê Boa Vontade "Boa vontade inclui boa fé no eu, nos outros e nos resultados positivos dos desafios da vida. Vem da absorção dos valores como a paz, amor, honestidade, generosidade, cooperação, justiça, não-violência e tolerância. Boa vontade é quando cada indivíduo cultiva e sustenta a força interior para resistir às negatividades que estão dentro como ciúme, medo, egoísmo e arrogância. Quando uma pessoa assume a responsabilidade de preencher o eu com recurso divino, o vazio e os desejos diminuem." José Aparecido dos Santos TIM: 044-9846-3552 E-mail: aparecido14@gmail.com Visite nosso site: www.ourolux.com.br
  29. 29. JB News – Informativo nr. 2.158 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 29 de agosto de 2016 Pág. 29/34 Loja Filadélfia realiza ação social no Albergue Casa Lar (do Irmão Glauber Santos Soares) - A Loja Maçonica Filadélfia juntamente com a Fraternidade Feminina Flor de Miosotis realizou na tarde deste sabado 27 de Agosto de 2016 uma ação social no "Albergue Casa Lar", ocasião que foram distribuídos alimentos e materiais de cama. Os presentes fizeram uma visita em todas as instalações do projeto, conversaram com os internos, funcionários e administradores afim de conhecer as maiores dificuldades e prometeram um retorno em breve com ação de cunho estrutural do prédio da instituição.
  30. 30. JB News – Informativo nr. 2.158 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 29 de agosto de 2016 Pág. 30/34 Convite para Palestra CONVOCAÇÃO e CONVITE O Secretário da Loja, que subscreve, convoca todos os Irmãos do quadro, com base no inciso V do Artº 116 do Regulamento Geral da Federação e convida todos os demais Irmãos, para a 45ª Sessão da A.R.L.S. “Alvorada da Sabedoria” nº 4.285, dia 30 de agosto, terça- feira, quando teremos uma sessão com ritualística em inglês e a palestra a cargo do Venerável Ir. Jeronimo Borges, da ARLS Templários da Nova Era, nº 91, com o tema “Raízes e Origens do Alfabeto Maçônico”. A sessão será no Templo Maçônico situado à rua Mal Cândido Rondon, 48, esquina da rua Pintor Eduardo Dias, Bairro Jardim Atlântico, São José. A rua Pintor Eduardo Dias é a 2ª paralela à avenida Atlântico. O estacionamento da Loja tem entrada nesta rua. Programação: 20:15 h: encontro no átrio do Templo; 20:30 h: início da sessão. Após a sessão, será oferecido um ágape com um bom whisky. Ir.’. João F.R. Baggio, Secretário Wisdom Dawn Lodge
  31. 31. JB News – Informativo nr. 2.158 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 29 de agosto de 2016 Pág. 31/34 Ir Marcelo Angelo de Macedo, 33∴ MI da Loja Razão e Lealdade nº 21 Or de Cuiabá/MT, GOEMT-COMAB-CMI Tel: (65) 3052-6721 divulga diariamente no JB News o Breviário Maçônico, Obra de autoria do saudoso IrRIZZARDO DA CAMINO, cuja referência bibliográfica é: Camino, Rizzardo da, 1918-2007 - Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014 - ISBN 978-85.370.0292-6) BREVIÁRIO MAÇÔNICO Para o dia 29 de agosto O NÍVEL Nivelar significa reduzir a um só plano a construção; a bolha de ar inserida no estojo mede o equilíbrio. Instrumento essencial na construção, nos ensina que devemos pautar nossa vida dentro do equilíbrio, a fim de que nossas ações se ajustem à perfeição do desejo, dando equilíbrio necessário para que nossa obra seja permanente e estável, na medida justa e satisfatória. O Nível e o Prumo formam o dualismo perfeito e conduzem à sabedoria. Nossas obras serão equilibradas se soubermos manejar esses instrumentos simbólicos. Dentro da Loja maçônica, equilíbrio é um exercício salutar, que deve ser perseguido constantemente. Devemos nos nivelar com as coisas elevadas, procurando ser exemplo para os fracos e desesperados. O Nível deve ser usado entre os maçons bem como entre os profanos, no nosso trabalho, laser e introspecção. O Nível como instrumento é indispensável e insubstituível, desconhecendo-se a sua origem, mas conscientes de que surgiu de inspiração divina. Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 260.
  32. 32. JB News – Informativo nr. 2.158 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 29 de agosto de 2016 Pág. 32/34 1 – Você sabe pra que servem as teclas F do seu teclado? 2 – Essa é boa: A tática perfeita para não brigar em casa! 3 – Quando este homem dá conselhos, você ouve! 4 – Fique atento a essas 25 fraudes na internet! 5 – Essas lindas pinturas vão deixar seu dia leve e colorido! 6 - Conheça os belos e impressionantes fiordes da Noruega! 7 – Filme do dia para o seu domingo: (O Desvio) dublado (Suspense|) SINOPSE: O Desvio. Colin se envolve em um acidente de carro que leva a morte de um dos envolvidos e, ao seu lado, ele encontra uma maleta repleta de dinheiro. Após entregá-la para a polícia local sua boa ação provoca uma série de acontecimentos bizarros na cidade. https://www.youtube.com/watch?v=OqU6ERLk7fQ
  33. 33. JB News – Informativo nr. 2.158 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 29 de agosto de 2016 Pág. 33/34 O poema “Uma Doce Ilusão”, do Irmão e Poeta Sinval Santos da Silveira, publicado na edição dominical do JB News, está sendo reeditado em razão da ausência de uma frase inteira durante a formatação do mesmo, naquela oportunidade. O Irmão e poeta Sinval Santos da Silveira * escreve aos domingos no “Fechando a Cortina” Encantou-me aquele olhar sereno, e nem percebi que era veneno. Ensinou-me a sonhar e meus pesadelos suportar. São gemidos persistentes, olhos marcados pela dor.
  34. 34. JB News – Informativo nr. 2.158 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 29 de agosto de 2016 Pág. 34/34 Promessas esquecidas, ferindo de morte um lindo amor. Foi embora a ternura, deixando uma farpeada de amargura, um pranto triste sem fim e sem cura. Forças exauridas, consumindo a vida que ao amor, com tanto carinho dediquei. Hoje, revi aqueles doces poemas que a mim dedicou. Falavam de flores e felicidade, mas só a maldade restou. Achei prudente tentar a tudo esquecer. Virei a página da vida, juntei as pétalas coloridas, e construí uma nova flor. Misturei os doces e suaves perfumes, expulsei os espinhos e o cheiro acre da decepção. Restou o caminho de volta, sem revolta, saboreando a ilusão de uma nova paixão ! Veja mais poemas do autor, Clicando no seu BLOG: http://poesiasinval.blogspot.com * Sinval Santos da Silveira - MI da Loja Alferes Tiradentes nr. 20 – Florianópolis

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