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Jb news informativo nr. 2156

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Jb news informativo nr. 2156

  1. 1. JB NEWS Filiado à ABIM sob nr. 007/JV Editoria: Ir Jeronimo Borges Academia Catarinense Maçônica de Letras Academia Maçônica de Letras do Brasil – Arcádia de B. Horizonte Loja Templários da Nova Era nr. 91(Florianópolis) - Obreiro Loja Alferes Tiradentes nr. 20 (Florianópolis) - Membro Honorário Loja Harmonia nr. 26 (B. Horizonte) - Membro Honorário Loja Fraternidade Brazileira de Estudos e Pesquisas (J. de Fora) -Correspondente Loja Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônicas (P. Alegre) - Correspondente Ponte Hercílio Luz - Florianópolis Saudações, Prezado Irmão! Índice do JB News nr. 2.155 – Florianópolis (SC) – sexta-feira, 26 de agosto de 2016 Bloco 1-Almanaque Bloco 2-IrKennyo Ismail – Por que os Aprendizes se sentam no Norte? Bloco 3-IrVasco Mariz – Ele poderia ter sido D. Pedro III Bloco 4-IrRoberto Aguillar M. S. Silva – A Maçonaria e os Quatro Elementos Bloco 5-IrPaulo M. – No Século XXI fará sentido ser Maçom? ( do Site O Ponto Dentro do Círculo) Bloco 6-IrPedro Juk – Perguntas & Respostas – do Ir Alex Martins de Oliveira (São Mateus – ES) Bloco 7-Destaques JB – Breviário Maçônico p/o dia 26 de agosto. Versos do Irmão Raimundo Corado
  2. 2. JB News – Informativo nr. 2.155 – Florianópolis (SC) – sexta-feira, 26 de agosto de 2016 Pág. 2/30 1743 Nasce, em Paris o Ir.'. Antoine Laurent de Lavoisier, pai da Química moderna. Deve-se-lhe a nomenclatura química, o conhecimento da composição do ar, a descoberta do papel do oxigênio nas combustões e na respiração dos animais, a formulação da lei de conservação da matéria. Na física efetuou as primeiras medições calorimétricas. Tomou parte na comissão encarregada de estabelecer o sistema métrico. Autor do projeto de iluminação das ruas da capital francesa. Inventou o sistema da nomenclatura química moderna. Autor da famosa frase: "Na natureza nada se cria. Tudo se transforma". Faleceu em 1794. 1743 Morre o Ir.'. Giuseppe Balsamo, conde de Gagliostro, criador da “Maçonaria Egípcia” é tido como charlatão. 1941 1941: Nazistas ordenam o fechamento das Lojas Maçônicas na Bélgica. O Ir.'. Georges Petre, Soberano Grande Comendador, é assassinado. Nesta edição: Pesquisas – Arquivos e artigos próprios e de colaboradores e da Internet – Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias, de colaboradores e www.google.com.br Os artigos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião deste informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores. 1 – ALMANAQUE Hoje é o 239º dia do Calendário Gregoriano do ano de 2016– (Lua Quarto Minguante) Faltam 127 para terminar este ano bissexto Dia Internacional do Homem e do Cidadão Se o Irmão não deseja receber mais o informativo ou alterou o seu endereço eletrônico, POR FAVOR, comunique-nos pelo mesmo e-mail que recebeu a presente mensagem, para evitar atropelos em nossas remesssas diárias. Obrigado. Colabore conosco para evitar problemas na emissão de nossas mala direta diária. Fatos maçônicos do dia Fonte: O Livro dos Dias (Ir João Guilherme) e acervo pessoal
  3. 3. JB News – Informativo nr. 2.155 – Florianópolis (SC) – sexta-feira, 26 de agosto de 2016 Pág. 3/30 26 de agosto 55 a.C. — Júlio César invadiu a Grã-Bretanha. 1652 — Os holandeses venceram os ingleses na batalha de Plymouth na primeira guerra anglo- holandesa. 1743 — Nasceu em Paris, Antoine-Laurent de Lavoisier, depois de ter iniciado uma carreira em direito e literatura, virou-se para a química e para a pesquisa científica, tendo escrito o Tratado Elementar de Química, descobriu a composição da água, fez as primeiras medições calorimétricas e difundiu uma nova nomenclatura química e o princípio de Lavoisier - "Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma", maçon (8/5/1794). 1795 — Faleceu em Roma, Giuseppe Balsamo, Cagliostro, maçon italiano, quando estava preso desde 1789 por heresia, condenado à morte, comutado em prisão perpétua (2/6/1743). 1814 — O imp. Francisco II da Áustria, mandou publicar em Milão, na sequência de anteriores ações persecutórias, um edital proibindo todas as corporações, reuniões, confrarias, sociedades, como lojas maçónicas, sob pena de prisão, confisco de móveis, bens, dinheiros, destituição de servidores públicos civis e militares, e multas a proprietários dos locais a partir de 1.000 francos, estendeu estas proibições a França e a 14/9/1814 e a Veneza. 1871 — Realizou-se em Coimbra o último auto de fé da Inquisição em Portugal, tendo-se contabilizado pelo menos 324 “era o maior riual da Inquisição e foi-se transformando no mais impressivo emblema da sua representação, assumido pela população como a própria imagem do tribunal”, segundo Giuseppe Marcioci e José Pedro Paiva no livro História da Inquisição em Portugal. 1873 — Nasceu em Council Bluffs, Iowa, Lee De Forest, americano, Pai da Rádio. Inventor da válvula radioelétrica, que patenteou em 1907, tornou possível a transmissão radiofónica e contribuiu com o principal componente dos aparelhos de rádio, televisão, telefone, radar e computadores. Doutorado em física na Univ. de Yale, interessado em eletricidade e no estudo da propagação das ondas eletromagnéticas, a sua tese sobre a reflexão de ondas hertzianas foi o primeiro trabalho teórico sobre a rádio. Pesquisou também equipamentos para gravação e reprodução de som em filmes, instrumentos de aplicação na medicina e telefonia (30/6/1961). 1878 — Instalada na Horta, pelo G.O.L., a Loja Luz e Caridade, onde em 1870 haviam comprovadamente outra a Loja Amor da Pátria, e a Loja Primeiro de Janeiro em Ponta Delgada e outra em Angra de Heroísmo, a Loja Primeiro de Dezembro. EFEMÉRIDES DO DIA -Ir Daniel Madeira de Castro (Fonte: Livro das Efemérides - Históricas, Políticas, Maçônicas e Sociais - 2016)
  4. 4. JB News – Informativo nr. 2.155 – Florianópolis (SC) – sexta-feira, 26 de agosto de 2016 Pág. 4/30 1885 — Faleceu em Lisboa, Manuel de Jesus Coelho, maçon (13/3/1808). 1902 — O Sport Club de Belas, que deu origem ao Campo Grande Football Club, que esteve na base da fundação do Sporting Clube de Portugal (1/7/1906), disputou o seu primeiro e único jogo de futebol em Seteais, contra a equipa de Sintra, tendo vencido por 3-0, na presença do rei D. Carlos e da raínha D. Amélia. 1914 – Publicação do Decreto nº 53 do G.M. do G.O.L.U., na sequência da cisão do Grémio Luso-Escocês (22/8/1914) exigindo e explicando às Lojas “continuam a fazer parte da federação, com o seu título e número de matrícula actual, as Lojas de que sete ou mais dos seus Obreiros declarem por escrito ao C.O. que desejam manter a oficina sob a obediência do G.O.L.U.”, mas três dias o C.O. repõe as condições em circular às Lojas, receando a deserção de mais “… vem rogar-vos que , até dia 15 do próximo mês de destembro, comuniqueis a resolução dessa oficina…, a falta da vossa resposta até aquela data será considerada copmo naõ tendo renunciado à obediência do GOLU, Sup. Cons. Da Maçonaria Portuguesa”. 1920 — A 19a emenda à constituição dos E.U.A. deu o direito ao voto às mulheres. 1922 — Batalha de Dumlupınar a última da guerra greco-turca de 1919/22, parte da guerra da independência da Turquia. 1931 — Tentativa de golpe de estado reviralhista, sublevação de oficiais de Metralhadoras-1, liderado pelo tenente coronel Fernando de Utra Machado (João Soares também participou nesta revolta), que atacaram Caçadores 5 e outras unidades de Lisboa, em Queluz tomaram o Regimento de Sapadores Mineiros, Sarmento Beires conseguiu a adesão da Base Aérea de Alverca, contudo acabou dominada por Carmona e Salazar, e a última antes de Salazar ascender a primeiro ministro. Apoiada com armamento e dinheiro pelo ministério da guerra espanhola, liderada pelo republicano Azaria, adepto do federalismo ibérico. Provocou quarenta mortos e dezenas de feridos e dois dias depois rebentou uma bomba na embaixada portuguesa em Madrid. Cerca de duzentos militares refugiaram-se em Espanha apoiados pelos republicanos locais. 1941 — Os nazistas ordenaram o fecho das Lojas Maçónicas na Bélgica, Georges Petre, maçon, Soberano Grande Comendador, foi assassinado. 1957 — A União Soviética anunciou o teste realizado com sucesso de um míssil balístico intercontinental. 1974 — Portugal celebrou em Argel um acordo político com o P.A.I.G.C., reconhecendo a independência da Guiné-Bissau, unilateralmente declarada em 24/9/1973. 1978 — Foi eleito o cardeal Albino Luciani como o 264º papa João Paulo I, cujo mandato durou 31 dias, permanecendo a suspeita da morte por envenenamento. 2008 — A Rússia reconheceu unilateralmente a independências das regiões georgianas da Abecásia e da Ossétia do Sul.
  5. 5. JB News – Informativo nr. 2.155 – Florianópolis (SC) – sexta-feira, 26 de agosto de 2016 Pág. 5/30 XXIII Encontro de Estudos E Pesquisas maçônicas Florianópolis(SC), 14 e 15 de outubro de 2016 Caros Irmãos. O XXIII Encontro de Estudos e Pesquisas Maçônicas, que será realizado no Hotel Castelmar, em Florianópolis nos dias 14 e 15 de outubro próximo, pelo Departamento de Membros Correspondentes, da Loja Maçônica Fraternidade Brazileira de Estudos e Pesquisas, Oriente de Juiz de Fora, MG, tem o apoio do Grande Oriente de Santa Catarina, do Grande Oriente de Minas Gerais e da MasonWeb (Sistemas Gestores para o Universo Maçônico). Enviamos o Folder do Encontro com as informações para os Irmãos relacionados em nossos arquivos. Caso o Irmão queria recebê-lo novamente, por favor nos comunique que providenciaremos o envio. Chamamos sua atenção três pontos importantes. O primeiro ponto, em relação ao Hotel Castelmar, cujas reservas com preços promocionais estão garantidas apenas até o dia primeiro de setembro do corrente ano. O segundo ponto, em relação ao prazo para envio dos trabalhos, dia 26 de setembro. O terceiro ponto é relativo à inscrição que, quando efetuada, deve ter o comprovante de depósito enviado para meu e-mail (miguel.simao.neto@uol.com.br). Os valores de inscrição constam no Folder. Fraternalmente, Miguel Simão Neto Coordenador
  6. 6. JB News – Informativo nr. 2.155 – Florianópolis (SC) – sexta-feira, 26 de agosto de 2016 Pág. 6/30 Ir Kennyo Ismail kennyoismail@hotmail.com www.noesquadro.com.br Qual é o motivo para os Aprendizes se sentarem no Norte? Essa é uma pergunta muito comum em Loja que costuma receber as mais variadas respostas, algumas totalmente sem nexo... Kennyo Ismail fonte: Blog no Esquadro Derrubando mitos na Maçonaria Com exceção do Rito Brasileiro, que inverteu as posições do REAA, os Aprendizes se sentam na Coluna do Norte em todos os demais Ritos. Nos ritos de origem francesa (Escocês, Moderno e Adonhiramita), eles se sentam na última fila do Norte, enquanto que nos ritos de origem que podemos chamar de “anglo-saxônica” (Shroeder, York e rituais do Reino Unido como o de Emulação), eles se sentam na primeira fila do Norte. POR QUE OS APRENDIZES SE SENTAM NO NORTE? Qual é o motivo para os Aprendizes se sentarem no Norte? Essa é uma pergunta muito comum em Loja e que costuma receber as mais variadas respostas, algumas totalmente sem nexo: “Porque a pedra bruta está no lado ocidental do norte, e o Aprendiz é uma pedra bruta”. “Porque o Aprendiz precisa ficar na Coluna da Força para ganhar força para o trabalho”. “Porque o Aprendiz tem que ficar perto do Primeiro Vigilante, que o instrui”. “Porque o Aprendiz tem que ficar de frente para o Segundo Vigilante, que é quem deve instruí-lo”. Essas afirmações chamam a atenção para um outro ponto: 2 – Por que os Aprendizes se sentam no Norte? Kennyo Ismail
  7. 7. JB News – Informativo nr. 2.155 – Florianópolis (SC) – sexta-feira, 26 de agosto de 2016 Pág. 7/30 De onde tiraram que os Vigilantes são os responsáveis por instruir os Aprendizes e Companheiros? Existe alguma fala na Abertura e Encerramento dos trabalhos em que os Vigilantes assumem essa responsabilidade? As instruções obrigatórias desses graus, que constam nos Rituais, são feitas pelos Vigilantes? Respostas: Não. Apenas em algumas das cerimônias inventadas de posse e nos Estatutos modernos das Obediências é que os Vigilantes “ganharam” essa responsabilidade. As instruções para Aprendizes e Companheiros não são presididas pelos Vigilantes. Elas são presididas pelo Venerável Mestre e apenas contam com a participação dos Vigilantes, assim como contam com outros Oficiais da Loja. Você pode estar se perguntando agora: Então, por que diabos os Vigilantes são considerados responsáveis pela instrução de Aprendizes e Companheiros? Simplesmente criou-se esse “hábito” por conta da equivocada interpretação de que os Vigilantes “governam” as colunas onde os Aprendizes e Companheiros estão sentados, então deveriam ser responsáveis por eles. Os Vigilantes não são ritualisticamente os responsáveis pela formação dos Aprendizes e Companheiros, independente de ser o 1º Vigilante para os Aprendizes e o 2º Vigilante para os Companheiros, ou vice-versa. Na verdade, os Oficiais da Loja são responsáveis por instruir Aprendizes e Companheiros conforme as instruções do Ritual, e sob comando do Venerável Mestre. É dever ritualístico do Venerável Mestre, que é o Mestre da Loja, definir se eles estão preparados para subir mais um degrau. Isso não deveria ser responsabilidade dos Vigilantes, apesar de se terem criado esse costume e legislado em favor disso. As dúvidas que um Aprendiz ou Companheiro por ventura possam ter deveriam ser sanadas pelo seu padrinho, o Mestre Maçom responsável pelo seu ingresso na Loja. É para isso que servem padrinhos, para garantir a formação de seus afilhados! Enfim, com base nessas observações, verifica-se que as respostas dadas sobre o Aprendiz no Norte que são relacionadas à instrução dos Vigilantes não correspondem com a verdade. Quanto à reposta de que o Aprendiz fica na Coluna da Força para ganhar força para o trabalho, isso é uma ofensa para a inteligência de cada maçom. Substituiremos o maço e o cinzel por alteres, se assim for! O efeito será melhor para tal simbologia! Já a afirmação de estar relacionado com a posição da pedra bruta em Loja também é ilógica. Afinal de contas, em alguns ritos a pedra bruta não fica na Coluna do Norte, enquanto que Aprendizes permanecem lá! Então, qual é o motivo? É simples. A Loja possui 03 Luzes que a governam: Venerável Mestre, Primeiro Vigilante e Segundo Vigilante. Essas 03 Luzes ficam localizadas em 03 lados do templo: Oriente (VM), Ocidente (1º Vig) e Sul (2º Vig). Ora, o templo possui 04 lados, então um não possui Luz: o Norte! Por esse motivo, a Coluna do Norte é considerada o “lado escuro do templo”. O Aprendiz até pouco tempo atrás era um candidato na escuridão, desejoso de receber a Luz. Seu lugar é no lado mais escuro do templo onde, simbolicamente, sua visão poderá se acostumar com a Luz que lhe é dada aos poucos. O Aprendiz está no hemisfério norte, enquanto o Sol está fazendo seu giro do Oriente para o Ocidente inclinado ao Sul, o que indica que o Aprendiz está no inverno do hemisfério norte, quando as noites são maiores que os dias, ou seja, a escuridão ainda prevalece sobre a luz do dia. Isso está muito bem registrado nas instruções dos rituais mais antigos, mas se perdeu na evolução de muitos ritos e na constante “revisão” que quase todos sofrem constantemente.
  8. 8. JB News – Informativo nr. 2.155 – Florianópolis (SC) – sexta-feira, 26 de agosto de 2016 Pág. 8/30 ELE PODERIA TER SIDO D. PEDRO III CULTURA (*) Por Vasco Mariz Colaboração do Ir. Hélio Pereira Leite helio.p.leite@gmail.com D. Pedro Augusto de Saxe Coburgo Um personagem que foi importante como forte candidato no apagar das luzes do Império, hoje está quase totalmente esquecido, não fosse o notável livro de Mary Del Priore O príncipe maldito (ed. Objetiva, 2006). Era o belo jovem príncipe D. Pedro Augusto de Saxe Coburgo, neto de D. Pedro II e filho de sua segunda filha, d. Leopoldina, casada com o príncipe Augusto (Gusty) Saxe Coburgo. No entanto, o título de “príncipe maldito” parece impróprio, já que ele nada fez que provocasse maldição, nem maldades. Antes de nascerem os filhos de Isabel, ele era o preferido do imperador como seu sucessor. E muitos na corte desejavam que ele ocupasse o trono após a morte ou renúncia de D.Pedro II, enfermo e precocemente envelhecido. O empecilho estava em que a princesa Isabel era a herdeira oficial, de acordo com a Constituição. O ESTADO DO IMPÉRIO A Guerra do Paraguai custou muito caro aos cofres públicos e o governo teve de fazer empréstimos no exterior para adquirir armamentos. Após a penosa campanha, o imperador não deu aos militares o merecido prestígio, deixando-os descontentes. A campanha pela abolição continuava a crescer e, durante a ausência de D. Pedro II, em viagem no exterior, pressionada pela opinião pública, a regente D. Isabel assinou a Lei Áurea em 13 de maio de 1888, sem indenização aos proprietários das fazendas. Ora, sem os escravos, a produção – e a exportação – de café e açúcar ficou quase paralisada. A situação financeira do país era caótica. Os militares e republicanos se agitavam. Pedro Augusto entre D. Pedro II e Teresa Cristina, em 1887: antes o nascimento dos filhos de Isabel, o príncipe era o preferido do imperador para o substituir 3 – Ele poderia ter sido D. Pedro III Vaasco Mariz
  9. 9. JB News – Informativo nr. 2.155 – Florianópolis (SC) – sexta-feira, 26 de agosto de 2016 Pág. 9/30 Uma das possibilidades consideradas no seio do governo era a renúncia do imperador em favor de seu neto D. Pedro Augusto, belo rapaz, simpático, estudioso, e de boas relações com os republicanos. Entretanto, se antes do nascimento dos três filhos do conde D’Eu e Isabel, o imperador via com simpatia a ideia de que Pedro Augusto poderia ser o seu sucessor, a situação havia mudado. Ele hesitou até o fim em quebrar a Constituição. No entanto, a elevação de Pedro Augusto ao trono poderia ter sido uma solução, uma etapa transitória até a República. Os republicanos chamaram-no até de “imperador-presidente”. Tudo isso perturbava a cabeça do jovem príncipe. Nas três vezes em que assumiu a regência, D. Isabel não demonstrou muito interesse em governar, deixando quase tudo nas mãos do primeiro-ministro de plantão. Embora fosse abolicionista, nunca mostrou empenho pela causa. Assinou a Lei Áurea premida pela crise política. Cometeu o grave erro de não conceder nenhuma compensação aos proprietários dos escravos, por pequena que fosse. O Brasil era virtualmente sustentado pelas exportações de café e açúcar e enfrentou uma crise financeira brutal. D. Isabel para tudo consultava os padres amigos. Ponto contra. Seu marido, o príncipe francês conde D´Eu, era detestado por suas atividades comerciais e pelo sotaque francês. Poucos aceitavam a ideia de que um príncipe francês viesse a governar, de fato, o Brasil. Por trás desse quadro negativo, emerge a candidatura do jovem que tinha a admiração de seu avô e parecia preparado para assumir a Coroa como D. Pedro III e iniciar a reorganização do país. De um modo geral, o povo continuava monarquista e admirava o imperador. Muito aceitavam essa solução, mas os fatos se precipitaram. D. PEDRO II COMO INSPIRADOR DE SUA FORMAÇÃO Pedro Augusto de Saxe Coburgo e Bragança nascera no Rio de Janeiro em 19 de setembro de 1866. Ele era o neto primogênito do imperador e filho de ilustre casa austríaca e foi festejado como tal. Por ocasião da morte prematura de sua mãe em 1871, em Viena, e a pedido do imperador, o pai decidiu trazer os dois filhos mais velhos para o Rio de Janeiro. O avô ficou encantado com o menino, muito parecido com ele na juventude, e ocupou-se pessoalmente de sua educação. Como disse Mary Del Priore, “o avô abraçava o neto com ternura. Afinal, ele era o seu menino”. O pai exigia dele muitos exercícios físicos, mas, no Brasil, o avô deu prioridade aos estudos. Escolheu um tutor competente, o dr. Pacheco, diretor do Colégio Pedro II. Aos 9 anos, foi internado no Pedro II, fora do centro urbano do Rio de Janeiro, e interessou-se pelo estudo das pedras. Esse fato condicionaria bastante a vida de Pedro Augusto, pois os estudos da mineralogia tornaram-se uma verdadeira paixão e levaram-no mais tarde a colecionar e publicar trabalhos. O menino se desenvolvia bem sob a supervisão do avô, que em vista da esterilidade continuada do casal D’Eu parecia inclinado a preparar Pedro Augusto como seu sucessor. Em 1871, quando Leopoldina veio a falecer precocemente, começava a rivalidade entre as duas famílias, que depois se transformaria em ódio. Isabel invejava sua irmã Leopoldina que tivera quatro filhos, mas nove anos depois seu pesadelo começaria a ter fim, com o nascimento dos três filhos do casal D’Eu. Os garotos Saxe-Coburgo, vivendo em um colégio onde só se falava o português, perderam até o sotaque alemão e já eram brasileirinhos.
  10. 10. JB News – Informativo nr. 2.155 – Florianópolis (SC) – sexta-feira, 26 de agosto de 2016 Pág. 10/30 Terminada a Guerra do Paraguai, o imperador partira para o exterior para uma longa viagem de dez meses. Ele agora estava tranquilo: tinha herdeiros, depois que Gastão de Orleans conseguiu ser pai. No entanto, o príncipe do Grão-Pará, herdeiro do trono, nascera com defeito em uma das mãos, o que se chama vulgarmente de mão seca, vítima de um parto difícil. A condessa de Paris relatou que, quando Pedro Augusto soube do nascimento do primo, teve um ataque histérico, pois aí cessavam os seus direitos ao trono. Quando isso aconteceu, o imperador estava cada vez mais agarrado com seu neto, o belo menino louro de cabelos cacheados, que formava uma biblioteca seguindo os conselhos do avô e passava com ele bons momentos no gabinete do primeiro andar do Palácio São Cristóvão. Juntos, visitavam exposições e iam ao teatro. O bonito rapaz escreveu ensaios e até mesmo um tratado sobre mineralogia. Pedro Augusto gostava de bailes. Ao regressar ao palácio, sempre ia ao apartamento do avô comentar a noitada. Em abril de 1887, o rapaz formava-se em engenharia civil. Mary Del Priore não hesitou em afirmar que “o avô não duvidaria em fazê-lo seu sucessor, persuadido de que a monarquia teria mais a lucrar com o neto do que com Isabel”. Do mesmo modo, o jornal Correio da Tarde, comentando a situação política, publicou algo que irritou profundamente a princesa e o conde D’Eu: “Gente influente começava a pensar nisso com simpatia, mas como violar a Constituição? Não esqueciam porém que ela já fora violada em 1840, justamente para facilitar a posse do jovem Pedro II”. Pedro Augusto no colo da mãe, dona Leopoldina, e ao lado do pai, Auguste de Saxe Coburgo em 1867: garoto seria educado, de fato, pelo avô PRESSÃO SOBRE O PRÍNCIPE Todo esse movimento começou a afetar os sentimentos do rapaz de pouco mais de 20 anos. Aonde ia, lhe faziam pedidos para quando assumisse o trono. O rapaz sorria e nada dizia, mas tudo isso lhe incentivava a a vaidade e a ambição. Às vezes se fechava em seu quarto e passava horas encerrado. Eram os primeiros sinais de uma grave enfermidade que o afastaria completamente do mundo. Pedro Augusto no colo da mãe, dona Leopoldina, e ao lado do pai, Auguste de Saxe Coburgo em 1867: garoto seria educado, de fato, pelo avô A possível candidatura de Pedro Augusto passou a preocupar o monarca, que começou a se distanciar
  11. 11. JB News – Informativo nr. 2.155 – Florianópolis (SC) – sexta-feira, 26 de agosto de 2016 Pág. 11/30 do neto. Ele sabia da preocupação de Isabel e Gastão com esses boatos, mas não se decidia a tomar uma posição. D. Pedro II deixava de fazer o seu dever de chefe de Estado: instruir os verdadeiros herdeiros sobre como administrar o país. Sua saúde era precária. A crise política e econômica exigia um sério esforço de preparação da princesa Isabel e de seu marido, o conde D’Eu, para em breve estarem em condições de governar o país. Gastão tentou várias vezes se entrevistar com o sogro sobre assuntos políticos, sem resultado. Em seu regresso do exterior, em 1888, ao desembarcar, em vez de se dirigir a sua fi lha e a seu consorte, que haviam governado o país por vários meses e promulgado a Lei Áurea, D. Pedro II foi diretamente a um grupo de políticos e conversou longamente com eles. Estava claro que o imperador não dava o menor crédito às opiniões da filha e do genro. Foi uma cena humilhante, que feriu o casal. Pedro Augusto não sabia o que pensar dessa situação esdrúxula e se torturava com isso. Para fazermos uma avaliação das reais possibilidades de Pedro Augusto chegar ao governo do país, temos de lembrar que poucos desejavam que Isabel assumisse a chefia do governo, já que ela era considerada incompetente e desinteressada, sobretudo tendo por trás o marido, um príncipe estrangeiro, antipático e negociante. Caso D. Pedro II se definisse pelo príncipe Pedro Augusto, rompendo a Constituição, mas continuasse à frente do governo, isso não acalmaria o descontentamento geral. Nesse quadro, os militares tomaram a dianteira e decidiram derrubar a monarquia. O oficial mais graduado, o marechal Deodoro da Fonseca, era amigo pessoal de D. Pedro II, que jamais poderia desconfiar de que seria deposto por ele sem maiores cerimônias. A possível candidatura do príncipe Pedro Augusto de Saxe Coburgo não foi absolutamente levada em consideração pelos militares revoltosos. Poucos dias antes da República, em 5 de novembro, o príncipe oferecera um jantar aos oficiais do encouraçado Almirante Cochrane, do Chile, ao qual compareceram quase todas as autoridades do Império. Foi seu último ato oficial no Brasil. Em nenhum momento, ele foi consultado sobre a intentona, fato que o deixou bastante abalado. O sonho que vinha acalentando desde muito jovem, com apoio tácito do avô, se esfumou completamente e a ele só restaria ir para o exterior com a família imperial. A realidade deve ter agravado sua instabilidade emocional. Os sintomas se revelariam mais intensos já durante a viagem para a Europa, quando discutiu mais de uma vez com os tios e até com o próprio imperador. Explodia o ódio entre as casas de Orleans e Bragança e de Saxe Coburgo. A bordo do navio que os levaria a Lisboa para o exílio, o príncipe fechava-se no camarote por horas a fio, comia sozinho, conversava pouco e, quando participava de algum debate, explodia em acusações agressivas. D. Pedro II comentou com a princesa Isabel que, ao chegarem à Europa, ele deveria ser examinado por algum especialista. Começava o declínio. Já em Paris, o avô aconselhou-o a consultar especialistas do nível do dr. Charcot, sumidade europeia que tratava o imperador. Mary Del Priore nos relata que “o diagnostico era mania de perseguição”. No entanto, ele se encontrava em razoável estado de espírito, tanto que “uma das poucas satisfações do imperador foi assistir, no dia 1º de agosto, durante sessão da Academia
  12. 12. JB News – Informativo nr. 2.155 – Florianópolis (SC) – sexta-feira, 26 de agosto de 2016 Pág. 12/30 Francesa de Ciências, à leitura de um trabalho mineralógico de seu neto, o príncipe Pedro Augusto”. Aquela tarde foi um ponto alto na vida do jovem príncipe e engenheiro formado na Escola Politécnica do Rio de Janeiro. Mas os problemas persistiam. D. Pedro II pensou em enviá-lo para Graz, na Áustria, onde a medicina nesse setor parecia estar adiantada. Consultaram até Allan Kardec. A morte da avó, a imperatriz Teresa Cristina, sua grande amiga e protetora, agravou o seu estado de saúde. Pedro Augusto ficava cada vez mais isolado. Curiosamente, os insucessos dos primeiros anos da República levantaram os ânimos dos monarquistas no Brasil, que chegaram a arquitetar um plano audacioso para uma possível restauração. D. Pedro II reassumiria a Coroa, renunciava em favor da princesa Isabel, que por sua vez renunciava em favor de seu filho mais velho, o príncipe do Grão-Pará ainda menor, e Pedro Augusto assumiria o trono como regente por alguns anos até a maioridade do novo titular. O príncipe, a essa altura, não tinha mais condições de assumir nenhuma responsabilidade. A situação no Brasil piorava e Deodoro teve atitudes de ditador, suspendendo a liberdade de imprensa e mandando aprisionar políticos monarquistas. Na Europa, a família imperial mudara-se para um hotel em Cannes, onde o clima era mais ameno para o imperador. D. Pedro II parecia cada vez mais desligado da realidade. De Graz, Pedro Augusto lhe escreveu: “Estou com muitas saudades de todos. Tenho sido tratado com carinho pelas pessoas da família real (austríaca), mas estou atacado de exanguidez melancólica. Se não me caso agora, nunca mais”. Chegamos aqui a uma questão controversa: Pedro Augusto seria homossexual? Quando mais jovem, no Rio, ele ia frequentemente a bailes e dançava com moças bonitas e prendadas casadoiras. No entanto, nunca se ouviu falar de caso amoroso do belo príncipe. Um especialista em nossa monarquia, Jean Menezes do Carmo, diz existir um raro relato de D. Luísa de Toscana, princesa da Saxônia, no qual se lê que a imperatriz Teresa Cristina queria casá-la com o seu neto, o príncipe Pedro Augusto. Os dois teriam vivido um encontro muito agradável em Baden-Baden. Tempos depois, Pedro Augusto foi passar uma temporada em Cannes e dava a impressão de estar melhor. Conversava muito com o avô, com quem jogava bilhar. No entanto, prosseguia a atmosfera de intrigas com o casal D’Eu e ele apressou a volta à Áustria. O avô consultava o dr. Charcot, que tentava novos métodos com o rapaz. Em Viena, Pedro Augusto chegou a consultar o mais tarde famoso dr. Freud, sem resultados. No Brasil, a confusão continuava. No final de 1890, o Congresso Constituinte revogou o banimento dos punidos pelo governo provisório, mas a família imperial foi excluída do benefício. O imperador chegara a se animar. Ele fi zera 65 anos e estava alquebrado. Suas reservas financeiras diminuíam a olhos vistos. Mais uma vez Pedro Augusto foi visitá-los. No entanto o rapaz estava muito nervoso e reagia com violência às piadas de mau gosto, como a de que não gostava de mulheres. Pedro II anotou em seu diário que a sua presença estava incomodando a todos. Isabel e Pedro Augusto brigavam por qualquer motivo. O convívio era penoso e era preciso afastá-lo. O imperador chegou a escrever a Gusty Saxe-Coburgo que era preciso arranjar-lhe um emprego para entretê-lo em alguma empresa de engenharia.
  13. 13. JB News – Informativo nr. 2.155 – Florianópolis (SC) – sexta-feira, 26 de agosto de 2016 Pág. 13/30 Nada conseguindo, mandaram-no fazer um passeio pela Itália com um amigo. Ele se acalmou e foi até recebido pelos reis da Itália, em Roma. Ao voltar, Gusty insistiu com o filho que fizesse exercícios físicos para curar-se, escalasse montanhas e longas cavalgadas. O rapaz tentou, sem sucesso, e continuava a sentir-se perseguido por estranhos. De volta à Áustria, ele passou a viver no belo palácio dos Saxe-Coburgo, recentemente restaurado. Era um belíssimo prédio, com longos corredores escuros, por onde Pedro Augusto vagava e se sentia isolado. Seus parentes austríacos lhe davam pouca atenção e seu pai estava sempre fora de Viena em caçadas e outras aventuras esportivas. O enfermo escrevia muitas cartas aos amigos e parentes e terminava sempre com a frase: “Estou muito triste, adeus”. O avô foi passar uma temporada em Vichy para tratar-se com as águas das termas e Pedro Augusto decidiu fazer-lhe uma visita. Ficou chocado porque encontrou o velho muito abatido. Parecia evidente que o fim estava próximo, embora ele tivesse apenas 65 anos. O rapaz não se demorou muito, irritado com a frieza da acolhida que recebeu. MORTE DE D. PEDRO II No Brasil, o marechal Deodoro fechara o Congresso. Os entusiastas da candidatura de Pedro Augusto já sabiam de seu estado e passaram a estudar as possibilidades de seu irmão Augusto, outro belo rapaz, assumir a candidatura. Enquanto isso D. Pedro II agonizava. Morreu dormindo, desejo de tantos idosos. Pedro Augusto não chegou a tempo de vê-lo morrer, o que irritou o resto da família. Ele chorou sem parar e acabou afastado pelo clã dos D´Eu. Morrera o seu maior amigo e protetor. Voltou à Áustria e fechou-se em seu apartamento do palácio Coburgo. A sensação de total isolamento crescia. Sua situação financeira era péssima, e do Brasil não chegavam notícias do inventário de seus bens, talvez propositalmente atrasado pelo conde D’Eu. Mary Del Priore escreveu: “Aos 27 anos, o príncipe Pedro Augusto estava à beira da interdição. Sofria falta de recursos, sem conseguir agir por mudar as coisas”. Em outubro de 1893 chegaram a Viena dois boatos: Custódio de Melo aclamara o filho de Isabel, príncipe do Grão-Pará, como imperador do Brasil. Ele seria o imperador D. Pedro III. De Buenos Aires chegavam notícias de que seu irmão Augusto de Saxe-Coburgo e Bragança embarcaria para o Rio de Janeiro para ser o regente do trono durante a minoridade do monarca. Pedro Augusto não aguentou essas notícias (que, claro, não se confirmaram) e saiu a cavalo em disparada. Reconduzido ao palácio, abriu as janelas e de lá jogou móveis, quadros, roupas e livros. Desarvorado, seminu, saltou pela janela e nem sequer teve a sorte de morrer. O dr. Hilário de Gouveia, ilustre médico brasileiro, visitou-o no sanatório Tullin, em Viena, e declarou que Pedro Augusto era um “demente incurável”. Viria a falecer em 31 de agosto de 1934, aos 68 anos de idade. Passara 41 anos em manicômios. E consta que nunca perdeu a esperança de ser imperador do Brasil... Os arquivos do manicômio em Viena onde esteve internado foram destruídos durante a Segunda Guerra Mundial. Em dezembro de 2014, durante a exposição dos “Geraes de Minas”, em Juiz de Fora, o príncipe D. Pedro Augusto, teve seus trabalhos de mineralogia lembrados, analisados e louvados. *Vasco Mariz é historiador e diplomata
  14. 14. JB News – Informativo nr. 2.155 – Florianópolis (SC) – sexta-feira, 26 de agosto de 2016 Pág. 14/30 Roberto Aguilar M. S. Silva Membro Vitalício da Academia Maçônica de Letras de Mato Grosso do Sul, Brasil Repasse: Irmão Laurindo Roberto Gutierrez Loja de Pesquisas “Brasil” Londrina - PR A Maçonaria e os Quatro Elementos Categoria: Cultura Maçônica Os Quatro Elementos são: Água, Terra, Fogo e Ar. São objetos de referência em várias obras de expressão literária, plástica e filosófica. A origem da teoria dos quatro elementos, ao menos no ocidente, está na Grécia, entre os filósofos pré-socráticos. Entre eles, a origem da matéria era atribuída a um elemento diferente: ora o fogo, ora a água. No entanto, é provável que essa discussão tenha vindo do oriente, onde encontramos, na China, a Teoria dos Cinco Elementos.(1) Estes são, na verdade, elementos sutis, ou melhor estados de mutação da matéria-energia. Os escritos dos filósofos da Renascença, porém, levam a supor que o ocidente também via os elementos como forças sutis que se manifestariam através de transformações recíprocas. É o que se depreende do texto enciclopédico de Cornelius Agrippa, De occulta philosophia. Esta forma de ver os elementos justifica a ligação entre astrologia e alquimia, que ocorria naquela época. Também na Índia se vê a aplicação deste conceito de elementos que entram em partes equilibradas na composição da matéria, quando a medicina aiurvédica tenta equilibrar os três humores: vento, fogo e terra. Esses humores formaram a base da medicina de Hipócrates. (1) Para os gregos que seguiam a tradição pitagórica e aristotélica, o "quinto elemento" era chamado de "quinta-essência" ou quintessência, o elemento "perfeito" e que existiria no plano cósmico ou não-terrestre, formador da lua, do sol, do céu e das estrelas. Geralmente é correspondido com a idéia do Éter, que representa a negação lógica do vácuo. A teoria da quinta essência foi adotada pelos Escolásticos da Igreja Católica. Na linha mais exotérica há autores ainda que consideram o quinto elemento como o relâmpago,sendo relacionado com a vida; outros consideram o metal ou o aço e outros dizem que existem apenas 4 elementos. Há ainda aqueles que dizem que o quinto elemento é o Gelo, que é considerado por eles diferente da Água. A astrologia e os Quatro Elementos A astrologia, quando usada para estudar aspectos médicos das doenças, investigava se a pessoa era do tipo sangüíneo (ar), fleumático (água), colérico (fogo) ou bilioso (terra, também chamado nervoso). A cada um desses biotipos corresponde, de acordo com a medicina antroposófica, o seguinte órgão: • colérico: coração • fleumático: fígado • sangüíneo: rins 4 – A Maçonaria e os Quatro Elementos Roberto Aguilar M. S. Silva
  15. 15. JB News – Informativo nr. 2.155 – Florianópolis (SC) – sexta-feira, 26 de agosto de 2016 Pág. 15/30 • bilioso: pulmões Para a astrologia os quatro elementos (Terra, Ar, Água e Fogo) são divididos em dois grupos. O Fogo e o Ar são considerados ativos e a Água e a Terra passivos. Essa divisão se assemelha aos dois grupos da filosofia chinesa: yin representa Água e Terra e yang o Fogo e o Ar. Os signos da Água e da Terra são mais introspectivos, cautelosos e ponderados. Já os signos do Fogo e do Ar não têm tantas reservas e se expressam socialmente com menor precaução. Os elementos também foram divididos nas qualidades quente, seco, úmido e frio, a incorporação de uma teoria grega muito antiga, que posteriormente deu origem aos quatro temperamentos da medicina antiga: colérico (quente e seco), sanguíneo (quente e úmido), melancólico (frio e seco) e fleumático (frio e úmido). Quente e Frio dizem respeito à quantidade de energia: alta ou baixa, respectivamente. Seco e Úmido falam da capacidade, talento ou interesse maior ou menor em criar ou desfazer conexões. O Elemento Fogo Qualidades: Quente e Seca Energia alta, rápida e grande talento para desfazer conexões. Não há quem não saiba o quanto o Fogo é de extrema necessidade para o homem. Aquece seu alimento, sua casa e oferece conforto. Porém é também um elemento perigoso se estiver fora do nosso controle, podendo causar danos irreparáveis. Em outras palavras, o elemento Fogo na astrologia representa a força do espírito. É o desejo da vida, a vontade de ser. Para os signos de Áries, Leão e Sagitário isto significa pressa, impaciência, ação individual, esperança, confiança em si próprio, paixões, desejo de vencer e honestidade. Os signos de Ar abanam as chamas do Fogo, fornecendo-lhes novas idéias, o que torna esses dois elementos compatíveis. O Elemento Terra Qualidades: Fria e Seca Energia concentrada, lenta e grande talento para desfazer conexões. Touro, Virgem e Capricórnio compõem o elemento Terra. São signos providos de muita paciência e auto-disciplina, capazes de alcançar seus ideais com muita persistência. Esses signos tendem a confiar mais no raciocínio prático do que nas inspirações. Os signos deste elemento podem ser bastante cautelosos e convencionais, fazendo-os duvidar das pessoas com mente ágil. Suas principais características são: aplicação, concentração mental, esforço e espírito conservador. Acima de tudo, esses signos devem se preocupar mais em observar o mundo invisível, o mundo que não possui a forma concreta da Terra. O Elemento Ar Qualidades: Quente e Úmida Energia alta, rápida e grande talento para estabelecer conexões. Todos os seres terrestres estão conectados, pois todos respiramos o mesmo ar. Isso faz com que esse elemento se torne coletivo. Pessoas com o signo de Gêmeos, Libra e Aquário compõem o elemento da mente, geralmente se adaptam com facilidade e são muito curiosos. Enquanto os signos de Fogo desejam algo, os de Ar idealizam as coisas imateriais. Possuem uma maneira impulsiva de agir, sentimentos artísticos, preferência pelas mudanças objetivas e tendem à distração. Esse indivíduo pode caminhar na neblina, sem saber como aplicar suas energias, ou pode ter sua mente tão clara como o ar antártico. O Elemento Água Qualidades: Fria e Úmida
  16. 16. JB News – Informativo nr. 2.155 – Florianópolis (SC) – sexta-feira, 26 de agosto de 2016 Pág. 16/30 Energia concentrada, lenta e grande talento para estabelecer conexões. Assim como a Terra, o corpo humano é composto 70% de Água, o que nos leva a crer na importância vital deste elemento. Também é conhecida como solvente universal, ou seja, é capaz de dissolver mais substâncias que qualquer outro líquido conhecido por nós. Na astrologia, a Água pode ser simbolizada pela alma ou a emoção. Câncer, Escorpião e Peixes levam consigo as características deste elemento, o que significa sua sensibilidade e vulnerabilidade tão marcantes. Por isso, se não controlam suas reações emocionais acabam passando por freqüentes instabilidades interiores. A Maçonaria e os Quatro Elementos Conforme o Irmão Valdemar Sansão, o primeiro elemento é a Terra, o domínio subterrâneo onde se desenvolvem os germes e as sementes. Ela é representada pela Câmara de Reflexões onde está encerrado o Recipiendário. A primeira viagem refere-se ao Ar, a segunda à Água, a terceira ao Fogo. O simbolismo dessas três viagens: “A primeira viagem é o emblema da vida humana. O tumulto das paixões, o choque dos interesses diversos, a dificuldade dos empreendimentos, os obstáculos que os concorrentes interessados em nos prejudicar e sempre dispostos a nos desencorajar multiplicam sob nossos passos, tudo isso é figurado pela irregularidade do caminho que o Recipiendário percorreu e pelo ruído que se fez a seu redor”. “Para desenvolver ao Recipiendário sua segurança, submetem-no à purificação pela Água. Trata- se de uma espécie de batismo filosófico, que lava de toda impureza... ao ruído ensurdecedor da primeira viagem seguiu-se um tinido de armas, emblema dos combates que o homem constantemente é forçado a travar”. “Para contemplar a verdade que se esconde dentro dele mesmo, o Iniciado deve saltar um tríplice cinturão de fogo. É a prova do Fogo... O iniciado permanece no meio das chamas (paixões ambientes) sem ser queimado, mas ele se deixa penetrar pelo calor benfazejo que dele emana”. Acrescentamos que, aos quatro elementos, costuma-se fazer corresponder os quatro períodos da vida humana: infância, adolescência, idade madura e velhice. Poderíamos ainda fazê-los corresponder aos quatro pontos cardeais, às quatro estações, às quatro idades do Mundo: idade do ouro, da prata, do bronze e do ferro, etc. Todas essas comparações são bastante banais e quase não ajudam para a compreensão dos símbolos. Pode-se admitir – sem grandes dificuldades – que o homem se compõe não só de um corpo e de uma alma, mas de quatro partes distintas, às quais daremos seus nomes latinos: Spiritus, Animus, Mens, Corpus. A cada uma dessas partes faremos corresponder um dos elementos na seguinte ordem: Fogo, Água, Ar, Terra. Roberto Aguilar M. S. Silva Membro Vitalício da Academia Maçônica de Letras de Mato Grosso do Sul, Brasil
  17. 17. JB News – Informativo nr. 2.155 – Florianópolis (SC) – sexta-feira, 26 de agosto de 2016 Pág. 17/30 No Século XXI fará sentido ser Maçom? Publicado por Luiz Marcelo Viegas (https://opontodentrodocirculo.wordpress.com) Autor: IrPaulo M. Chama-se “Idade das Luzes” ao período que decorreu desde 1650 até 1780, aproximadamente. Nesse período, as forças intelectuais e culturais na Europa Ocidental davam preponderância à razão, à análise e ao individualismo, por oposição às linhas tradicionais da autoridade. Esta visão era promovida por filósofos e pensadores nos círculos em que estes se movimentavam, como as coffeehouses, que eram estabelecimentos comerciais onde se consumia café, chá e chocolate – mas não bebidas alcoólicas – e onde se trocavam ideias desde as mais fúteis – como a moda da época, os escândalos da semana ou a 5 – No Século XXI fará sentido ser Maçom? (do Site O Ponto Dentro do Círculo) – Paulo M. Kennyo Ismail
  18. 18. JB News – Informativo nr. 2.155 – Florianópolis (SC) – sexta-feira, 26 de agosto de 2016 Pág. 18/30 coscuvilhice do dia – a outras mais elevadas – como as ciências naturais, as últimas descobertas e invenções, e mesmo as mais recentes ideias e correntes da filosofia. Estas novas ideias desafiavam frontalmente a autoridade de instituições profundamente enraizadas no tecido social, especialmente a Igreja Católica, e a possibilidade de reformar a sociedade através da tolerância, ciência e ceticismo era tema permanente. Muitas das ideias discutidas, por porém em causa a autoridade da Igreja e da Coroa, poderiam ser interpretadas como heresia, traição ou ambas. Era, assim, essencial alguma discrição na sua discussão. Urgia encontrar-se locais discretos onde pudessem ser debatidas. Numa altura em que o tijolo – mais barato, fácil e rápido de produzir – tinha substituído a pedra quase na sua totalidade, as lojas maçônicas operativas que nesta altura ainda existiam – chamar-lhes-íamos hoje algo como “associações de construtores civis” – seriam mais ou menos tão anacrônicas como as nossas atuais associações desportivas e culturais de bairro, que só subsistem graças a um balcão de “comes e bebes” cuja exploração suporta as despesas correntes e vai adiando uma morte anunciada. Constituíam, assim, local privilegiado de encontro discreto de quem pretendesse encontrar-se em local menos exposto do que uma coffeehouse. Havia, contudo, um obstáculo: muitas eram de acesso reservado a membros. Os verdadeiros artífices da pedra já quase não existiam, encontrando-se os seus filhos agora no seu lugar, dando continuidade a antigos usos e costumes relacionados com a profissão, transmitindo de geração em geração segredos centenários cujo propósito se perdera havia muito e constituíam a aura de um certo mistério que era apenas transmitida a novos membros. As necessidades complementares de uns e outros terão levado a que os pensadores fossem aceitos como membros das lojas maçônicas operativas. Não havia, pelos primeiros, qualquer interesse em perturbar o que já existia, pelo que todos os antigos usos se mantiveram. Porém, ao introduzir o debate filosófico e científico, os novos membros terão acabado por conduzir os antigos grêmios a um rumo totalmente distinto. Com o tempo, as ligações ao trabalho da pedra foram-se transformando em meras referências simbólicas, e as ideias passaram a constituir aquilo que, de fato, se trabalhava. Surgia a maçonaria especulativa e foi neste contexto que, em 1717, foi fundada a Grande Loja de Londres – há quase 3 séculos, portanto. Poderia dizer-se – e há quem diga – que a Maçonaria, surgindo por oposição a um status quo, é “inimiga” das instituições que são contrárias aos princípios do racionalismo, da dúvida metódica, ou da tolerância religiosa. É uma forma falaciosa de colocar as coisas. A Maçonaria não confronta religiões, antes defende ideias; não se foca nas instituições, mas antes no indivíduo; mas, acima de tudo, longe de ser “contra” o que quer que seja, é antes “a favor” de que cada um possa exercer a liberdade de decidir o seu futuro, de escolher o seu lugar no mundo, e de construir, no seu interior, a identidade que o faça mais feliz. Num mundo em que a tolerância é constantemente posta em causa, em que a autoridade militar, religiosa e econômica se sobrepõe, frequentemente, à autoridade moral, aos princípios e aos bens maiores, e em que o pensamento é desvalorizado a favor da ação (tantas vezes mal orientada…), a Maçonaria continua constituir a egrégora emanente de quantos acreditam que a existência humana não é “só isto” e que, inconformados com o que são hoje, almejam a ser melhores – e aqui, cada um sabe de si, e o que escolheu para se aperfeiçoar.
  19. 19. JB News – Informativo nr. 2.155 – Florianópolis (SC) – sexta-feira, 26 de agosto de 2016 Pág. 19/30 É esta, a meu ver, a ideia basilar da Maçonaria: a de que é possível – e desejável – a construção de uma sociedade em que cada um, contribuindo com a sua diversidade no garante de que a tolerância e o respeito mútuo serão princípios universais e reciprocados, possa ser feliz à sua maneira. E isto continua a ser pertinente, hoje como a três séculos atrás. Uma das características da Maçonaria é a sua aparente aversão por tudo quanto seja novo. Aqui, a Maçonaria trai claramente a sua raiz anglo-saxônica tradicionalista, com a primazia do costume sobre o estatuído, da tradição sobre a modernidade, em suma, da imutabilidade sobre a inovação. Esta tendência é, simultaneamente, uma das suas maiores fraquezas e uma das suas maiores forças. Em 300 anos a Maçonaria não mudou grande coisa; de fato, os princípios da Maçonaria são, hoje, os mesmos que eram há 300 anos. Houve, porém, suficiente bom-senso quando da sua instituição para que estes se tivessem mantido relevantes até aos dias de hoje. Contudo, à boa forma anglo-saxônica, os tais “princípios” não estão propriamente escritos numa lista – precisamente do mesmo modo que o Reino Unido não tem uma Constituição, mas se considera ser esta o conjunto dos documentos legais, sentenças judiciais, costumes, tratados e outros – contrariamente com o que sucede com a maioria dos países, que têm uma constituição escrita e claramente delimitada. Pode considerar-se, todavia, que os que se seguem corresponderão, grosso modo, ao que a Maçonaria tem como propósito. TORNAR HOMENS BONS EM HOMENS MELHORES A Maçonaria nunca pretendeu ser um refúgio de homens caídos, ou um reformatório de almas perdidas. Não cura o alcoolismo, não dá aconselhamento psiquiátrico, e muito menos transforma bandidos em anjos. A Maçonaria sempre teve, e terá, elevados padrões de exigência moral que se aplicam quer aos seus membros quer àqueles que pretendem sê-lo, e por isso os seus regulamentos e costumes preveem especificamente que pessoas que enfermem das limitações acima descritas não integrem as suas fileiras – e sejam mais tarde discretamente afastadas se a triagem não tiver sido eficaz. O estrito cumprimento das leis dos países em que está implantada, bem como o dos deveres cívicos, familiares, laborais e religiosos, são algo que se espera – mais, se exige – de qualquer maçom, sob pena de eventual exclusão ou mesmo expulsão da Ordem. Quanto à forma como, cumpridos estes requisitos mínimos, um homem bom se torna melhor, essa dependerá exclusivamente da vontade de cada um, daquilo que escolha melhorar e de onde pretenda chegar. É um caminho estritamente individual e profundamente pessoal, do qual a maioria nunca fala ao longo de toda uma vida. FOMENTAR E NUTRIR O AMOR FRATERNAL Organizados em lojas e reunindo-se regularmente em sessões – que, tipicamente, contam entre uma e três dezenas de presenças – os maçons executam rituais razoavelmente semelhantes em todo o mundo, o que torna as cerimônias maçônicas num elo, numa experiência comum entre homens oriundos das mais diversas proveniências entre quem se fomenta o espírito de grupo e as ligações próximas e de longo prazo. Ao atravessar barreiras sociais, econômicas, raciais, religiosas e políticas a Maçonaria congrega homens que, de outro modo, nunca se teriam conhecido, e aqui se tratam entre si por “irmão” e por tu, independentemente das posições, cargos e honrarias que uns e outros tenham ou mereçam (ou não…) dentro ou fora da Maçonaria. A fraternidade e a tolerância são valores preponderantes por serem conducentes à harmonia que se procura e que é essencial ao bom funcionamento das lojas e da sociedade em geral.
  20. 20. JB News – Informativo nr. 2.155 – Florianópolis (SC) – sexta-feira, 26 de agosto de 2016 Pág. 20/30 CONSTRUIR E PROMOVER A AUTO-CONFIANÇA A loja constitui um microcosmo da sociedade envolvente, quer na sua diversidade, quer na multiplicidade de ofícios que aí existem. Tal como uma associação tem o seu presidente, o seu tesoureiro, o seu secretário, etc., também em cada loja há ofícios semelhantes – e alguns outros diferentes – que vão sendo ocupados sucessivamente por diferentes pessoas. No processo, não só estas prestam um serviço à loja, como recebem da loja a possibilidade de enriquecer a sua experiência no exercício do cargo. Aprende-se, assim, coisas simples – e fastidiosas, mas necessárias! – como elaborar um ata; outras, atemorizantes para tantos, como falar em público exprimindo uma ideia que antecipadamente se tenha elaborado; ou percepções mais profundas, como a de que um cargo é, ou deve ser, acima de tudo, a prestação de um serviço, e não uma manifestação de poder. CULTIVAR A SOLIDARIEDADE Os maçons são encorajados a tomar parte ativa na comunidade, e a prestar auxílio aos mais carenciados na medida das possibilidades de cada um. Se bem que a Maçonaria não seja uma instituição de beneficência, no sentido de que este não é o seu propósito fundamental, é esta, contudo, uma das vertentes de enriquecimento pessoal que fomenta e promove. Nem sempre o auxílio prestado é em espécie; rapidamente se aprende que a maior dádiva é que cada um dê um pouco de si, seja do seu tempo, do seu saber, ou mesmo do seu sangue – como a Loja Mestre Affonso Domingues tem promovido intermitentemente há um número apreciável de anos. BUSCAR A VERDADE Nem as lojas são locais de culto, nem as sessões e rituais maçônicos foram concebidos enquanto substituto de uma ida à igreja, templo, mesquita ou similar. A Maçonaria regular exorta cada um dos seus membros a cumprir os deveres que a sua crença lhe imponham. Simultaneamente, o princípio da tolerância é constantemente recordado, especialmente no que concerne à tolerância religiosa, uma vez que esta está matricialmente na origem da Maçonaria. Espera-se de cada um que procure (e cumpra com) a Verdade que lhe seja mais adequada, e que aceite a diversidade de percursos que, frequentemente, serão tantos quanto aqueles que os percorrem. BAIXAR A GUARDA Reduzida ao essencial, pode dizer-se que a Maçonaria proporciona aos seus membros um contexto onde, por algum tempo, se podem refugiar das lutas e fadigas do mundo exterior, despir as cotas de malha e baixar as espadas das lutas do dia-a-dia. É para isso que se cultiva um ambiente de confiança, e que os assuntos fraturantes e a própria discórdia são deixados à porta do Templo. Longe de constituir um momento de fraqueza, esta vulnerabilização deliberada acaba por se traduzir num momento de repouso, de descontração, e mesmo de um certo abandono, que ajuda a retemperar-nos as forças. Como se vê, a Maçonaria só aparentemente é avessa ao que é novo; a mensagem da Maçonaria é que, de tão intemporal, não carece, porventura, de modernização… Autor: Paulo M. Fonte: A Partir da Pedra Referência How freemasonry is still relevant today
  21. 21. JB News – Informativo nr. 2.155 – Florianópolis (SC) – sexta-feira, 26 de agosto de 2016 Pág. 21/30 Este Bloco é produzido pelo Ir. Pedro Juk, Loja Estrela de Morretes, 3159 - Morretes – PR Saudação ao pavilhão nacional Em 11/02/2016 o Respeitável Irmão Alex Martins de Oliveira, Loja Mensageiros da Luz, 1.783, GOB-ES, REAA, Oriente de São Mateus, Estado do Espírito Santo, formula a questão que segue. andrex_oliveira@hotmail.com Atualmente estou Orador em minha Loja e gostaria do seu auxílio em relação à postura após a Saudação ao Pavilhão Nacional. A dúvida é a seguinte: o Irmão designado pelo Venerável Mestre, após a saudação, permanece no local da saudação ou retorna ao seu lugar para a execução do Hino da Bandeira. Desde já, muito obrigado! Considerações: À bem da verdade não existe oficialmente uma regra fixa para esse fato. Penso que tanto faz desde que não se atropele a ritualística. Assim o Irmão designado, durante o canto do Hino, pode permanecer diante do Pavilhão empunhado pelo Irmão Porta Bandeira, ou mesmo, retornar antes ao seu lugar. É sob esse aspecto que se dá a preferência para que o Orador seja o responsável pela saudação, justamente pela proximidade do seu lugar em Loja com espaço em que o ato da solene saudação será realizado – assim não haverá necessidade de grandes deslocamentos se for o caso. Desse modo o protagonista que saúda pode permanecer para o canto do Hino ainda de frente para o Pavilhão, ou mesmo retornar antes ao seu lugar. Caso ele prefira retornar, há que se dar o tempo necessário para tal aconteça antes da execução do Hino. A questão é de prática e treinamento ritualístico com a salutar consonância entre as partes envolvidas que executarão a liturgia. No intuito de auxiliar, segue um anexo a estas considerações que contém um apêndice para os procedimentos de ingresso e retirada para o Pavilhão Nacional que eu elaborei e enviei ao GOB em outubro de 2013 quando eu era Secretário Geral de Orientação Ritualística para o REEA, mas que infelizmente nem sequer recebi retorno. Note no apêndice que eu previ a volta do Orador ao seu lugar antes da execução do Hino à Bandeira. T.F.A. – PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com – Abr/2016 6 – Perguntas & Respostas Pedro Juk
  22. 22. JB News – Informativo nr. 2.155 – Florianópolis (SC) – sexta-feira, 26 de agosto de 2016 Pág. 22/30 (as letras em vermelho significam que a Loja completou ou está completando aniversário) GLSC - http://www.mrglsc.org.br Data Nome Oriente 08.08.1997 Fraternidade das Termas nr. 68 Palmitos 13.08.1986 Harmonia nr. 42 Itajaí 13.08.1993 Albert Mackey nr. 56 Tubarão 15.08.1946 Presidente Roosevelt nr. 2 Criciúma 16.08.1999 Caminhos da Verdade nr. 92 Gaspar 17.08.1999 Ambrósio Peters nr. 74 Florianópolis 18.08.2011 Fraternidade Itapema nr. 104 Itapema 20.08.1985 Eduardo Teixeira nr. 41 Camboriú 30.08.1978 Obreiros de Jaraguá do Sul nr. 23 Jaraguá do Sul 30.08.1991 Sentinela do Vale nr. 54 Braço do Norte 31.08.1982 Solidariedade nr. 28 Florianópolis GOSC https://www.gosc.org.br Data Nome da Loja Oriente 02/08/1989 Fraternidade Imaruiense Imaruí 09/08/2003 Templários da Boa Ordem Jaguaruna 10/08/2002 Energia das Águas Gravatal 14/08/1985 Justiça E Liberdade Joinville 16/08/2005 José Abelardo Lunardelli São José 19/08/1995 Brusque Deutsche Loge Brusque 20/08/2011 Triângulo Talhadores da Pedra Itá 21/08/2002 Harmonia do Continente Florianópolis 26/08/2002 Templários da Arca Sagrada Blumenau 7 – Destaques (Resenha Final) Lojas Aniversariantes de Santa Catarina Mês de agosto
  23. 23. JB News – Informativo nr. 2.155 – Florianópolis (SC) – sexta-feira, 26 de agosto de 2016 Pág. 23/30 GOB/SC – http://www.gob-sc.org.br/gobsc Data Loja Oriente 06.08.05 Arquitetos Da Paz - 3698 Blumenau 06.08.05 Delta Brasileiro - 3691 Florianópolis 07.08.99 União Do Sul - 3260 Criciúma 10.08.10 Colunas De Jaraguá - 4081 Jaraguá do Sul 12.08.96 Perseverança E Fidelidade - 2968 Araranguá 16.08.05 Novo Horizonte - 4185 Camboriú 18.08.07 Cavaleiros Do Contestado - 3878 Canoinhas 20.08.94 Vale Do Tijucas - 2817 Tijucas 20.08.94 Luz Do Sinai - 2845 Joinville 20.08.00 Estrela De Herval - 3334 Joaçaba 20.08.00 União Das Termas - 3335 Sto. Amaro da Imperatriz 20.08.04 Frat. Jaraguaense - 3620 Jaraguá do Sul 22.08.96 Campeche -2998 Florianópolis 26.08.02 União Navegantina - 3460 Navegantes 29.08.97 Horizonte De Luz - 3085 Xanxerê Paciência ‘’Sem paciência perdemos a esperança na transformação. Às vezes, ao caminhar, deparamo-nos com locais que nos fazem escorregar. E de repente nos sentimos fora da rota, com pensamentos, palavras ou comportamentos incorretos. O processo de auto-realização não é uma corrida de poucos metros, é uma longa jornada de muitos quilômetros. Precisamos aprender a andar. Onde há paciência existe paz. Onde há paz existe amor. Essa é uma experiência totalmente nova sobre o que significa ser humano.’’ José Aparecido dos Santos TIM: 044-9846-3552 E-mail: aparecido14@gmail.com Visite nosso site: www.ourolux.com.br "Tudo o que somos é o resultado dos nossos pensamentos".
  24. 24. JB News – Informativo nr. 2.155 – Florianópolis (SC) – sexta-feira, 26 de agosto de 2016 Pág. 24/30
  25. 25. JB News – Informativo nr. 2.155 – Florianópolis (SC) – sexta-feira, 26 de agosto de 2016 Pág. 25/30 BOLETIM FILATÉLICO ANO2–Nº8 - Set Out 2016 (Clique no link para conhecer o Boletim Filastélico): 8 - EDIÇÃO SET - OUT 2016.pdf ___
  26. 26. JB News – Informativo nr. 2.155 – Florianópolis (SC) – sexta-feira, 26 de agosto de 2016 Pág. 26/30 Vem aí a XXI Jornada Maçônica do Estado de São Paulo Em 25 de Setembro de 2.016, na Uni Sant’Anna, situada à Rua Voluntários da Pátria, 257 Bloco I - 6º Andar, estaremos realizando a XXI Jornada Maçônica do Estado de São Paulo. O objetivo da tradicional Jornada Maçônica é o de oferecer um espaço para a integração sócio cultural de Maçons, oriundos de várias Lojas da Capital e do Interior de São Paulo e de diversas cidades do país, através de quatro Conferências e 29 Palestras, realizadas por doutores, pesquisadores, historiadores, doutrinadores e formadores de opinião, os quais abordam uma variedade de assuntos relevantes. Aos que possuem a saudável sede de conhecimento e estudo. O programa abrange uma apurada análise da conjuntura brasileira atual com ênfase para os temas litúrgicos, doutrinários e ritualísticos da Ordem. Mais um evento promovido pela Associação Cultural e Assistencial Obreiros do Leste. ENTRE NO SITE: www.jornadamaconica.com.br INSCREVA-SE Jurandir Alves Vasconcelos - GRÃO MESTRE DE HONRA DO GOP – COORDENADOR GERAL Jose Renato dos Santos - PAST GRÃO MESTRE ADJUNTO DA GLESP tel 011 29411621 Edson Sales Junior - SECRETARIO EXECUTIVO
  27. 27. JB News – Informativo nr. 2.155 – Florianópolis (SC) – sexta-feira, 26 de agosto de 2016 Pág. 27/30 Ir Marcelo Angelo de Macedo, 33∴ MI da Loja Razão e Lealdade nº 21 Or de Cuiabá/MT, GOEMT-COMAB-CMI Tel: (65) 3052-6721 divulga diariamente no JB News o Breviário Maçônico, Obra de autoria do saudoso IrRIZZARDO DA CAMINO, cuja referência bibliográfica é: Camino, Rizzardo da, 1918-2007 - Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014 - ISBN 978-85.370.0292-6) BREVIÁRIO MAÇÔNICO Para o dia 26 de agosto A NATUREZA Significa “o que nasce”, o princípio, a formação, a mutação, restringindo-se ao planeta Terra. Em Maçonaria, a Natureza tem destaque na figura geométrica do Triângulo equilátero e simbolizada com o Delta Luminoso fixado no Oriente dentro do Dossel da “venerança” e acima do trono do Venerável Mestre, representando os três lados do Triangulo, o Nascimento, a Vida e a Morte. A Loja tem também o formato de um cubo; dois cubos formam o espaço quadrangular do recinto; os quatro lados do cubo representam os quatro elementos da Natureza: Ar, Água, Terra e Fogo. O estudo da Natureza denomina de Cosmogonia. O ser humano faz parte da Natureza. Dentro da Loja maçônica é a melhor representação da Natureza. A Natureza tem sido agredida durante milênios e com maior virulência no último século. A reação do próprio homem para preservá-la tem sido pálida. Essa reação recebeu o nome de ecologia. A Maçonaria tem o dever de tomar parte nesse esforço, porque ela é guardiã da Natureza. Todo maçom deve não só defender ecologicamente a Natureza, mas participar dessa defesa, plantando árvores e evitando a expansão de gases nocivos à atmosfera. Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 257.
  28. 28. JB News – Informativo nr. 2.155 – Florianópolis (SC) – sexta-feira, 26 de agosto de 2016 Pág. 28/30 DIA DO MAÇOM Antônio Pereira da Silva Ser Maçom é caminhar. A luz nos é dada mas não a recebemos. Quando ela explode para nós, é apenas um espanto, um deslumbramento, um contato. Ela nos chega, mas fica de fora para que nós a percebamos, sem senti-la, nem absorvê-la. Nesse momento, ela é apenas uma sugestão a que atendemos ou a que somos indiferentes. Esta sugestão é o caminho que se abre à nossa frente como resultado maior da nossa Iniciação. É um caminho longo, iluminado por essa luz que nos foi dada na Iniciação. Saímos de um ponto no fim do mundo profano e avançamos atraídos pela luz da Iniciação rumo à perfeição maçônica, muito distante e muito exigente. O sacrifício da transformação, o evoluir da podridão para a beleza e o perfume. Na Iniciação, damos o primeiro passo dentro do caminho iluminado por ela. E continuamos, uns mais rápidos, outros mais lentos, cada um na velocidade que o seu entendimento e a sua entrega aos ensinamentos permitem. Cada um no vigor do seu entusiasmo instintivo conformado por sua prudência racional. O Iniciado, para ser admitido na esfera ideal dos verdadeiros obreiros da Ordem, precisa abrir o coração e a mente para que a Luz da Iniciação possa ilumina-lo por dentro também. O coração porque a maçonaria admite a ação impulsiva dos emocionados. A mente porque a Maçonaria recomenda a esses emotivos que se amparem na razão para conter os seus excessos. A ação pode começar na emoção, mas deve terminar na razão. A emoção é criativa, a razão é restritiva, prudente. Por isso o primeiro passo do aprendiz é com o pé esquerdo, da emoção, e o segundo, com o pé direito, da razão, que discretamente se apoia no calcanhar do seu par e lhe sugere passos mais seguros. Quanto mais se entrega à transformação do seu interior, mais o obreiro avança na estrada da dignificação humana e se aproxima da perfeição maçônica. Nunca chegaremos lá porque só os iluminados transcendentais podem viver na luz que espalham, como Cristo, Gandhi, Joana d’Arc, Tereza de Calcutá. Importa ao caminhante maçom, caminhar. Ele sabe que não chegará ao cume da perfeição, mas sonhará e o buscará enquanto tiver vida e for verdadeiramente maçom. A cada passo seu, a humanidade se desenvolve e se aproxima do Grande Arquiteto do Universo. Ser maçom é caminhar:
  29. 29. JB News – Informativo nr. 2.155 – Florianópolis (SC) – sexta-feira, 26 de agosto de 2016 Pág. 29/30 DESLUMBRAMENTO Antônio Pereira da Silva MERGULHA NO SILÊNCIO COMO O MORTO INSUFOCO PERMANECE NAS TREVAS SEM LÍNGUA, NEM OLHOS, NEM TATO E ENGOLE O GOSTO DURO DA TERRA. VIAJA PELOS CAMINHOS SEM VOLTA AFOGA-TE NA ÁGUA, QUEIMA-TE NO FOGO, ESFOLA-TE NAS VIRAÇÕES. VERTE TEU SANGUE. E PROVA DA PROVA DO MAL E DO FEL. MORRE TOTALMENTE NA FUGA CONSCIENTE DA VIDA QUE NUNCA MAIS TE MANCHARÁ. TE ESPERA UM NOVO CHÃO DE VIRTUDES E ALEGRIAS. ALVÍSSARAS POR TEU DESPRENDIMENTO E TANTA DOR PORQUE RENASCERÁS DO FRUTO PODRE PARA A FLOR VIÇOSA. SERÁS O NOVO HOMEM NASCIDO DA PODRIDÃO COMO O BROTO NO ESTERCO. DESLUMBRA-TE COM A LUZ PORQUE A LUZ É O CAMINHO E A SABEDORIA. MAS RASGA TEU PEITO QUEBRA TEU CRÂNIO E DEIXA QUE ELA PENETRE SE ESPALHE COMO A GOTA DA ESSÊNCIA QUE RESCENDE (E)TERNA E AMIGA. NOS CONFINS DA TUA ALMA, NO RECÔNDITO DE TEUS NEURÔNIOS ABRIGA ESTA LUZ MARAVILHOSA QUE O GRANDE ARQUITETO TE DEU EM TROCA DO TEU PASSADO. DESLUMBRA-TE: A LUZ FOI FEITA!
  30. 30. JB News – Informativo nr. 2.155 – Florianópolis (SC) – sexta-feira, 26 de agosto de 2016 Pág. 30/30

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