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Jb news informativo nr. 2126

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Jb news informativo nr. 2126

  1. 1. JB NEWS Filiado à ABIM sob nr. 007/JV Editoria: Ir Jeronimo Borges Academia Catarinense Maçônica de Letras Academia Maçônica de Letras do Brasil – Arcádia de B. Horizonte Loja Templários da Nova Era nr. 91(Florianópolis) - Obreiro Loja Alferes Tiradentes nr. 20 (Florianópolis) - Membro Honorário Loja Harmonia nr. 26 (B. Horizonte) - Membro Honorário Loja Fraternidade Brazileira de Estudos e Pesquisas (J. de Fora) -Correspondente Loja Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônicas (P. Alegre) - Correspondente Saudações, Prezado Irmão! Índice do JB News nr. 2.126 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 28 de julho de 2016 Bloco 1-Almanaque Bloco 2-IrManoel Miguel – O Que é Virtude? Bloco 3-IrValdemar Sansão – Preparando-se para o Veneralato Bloco 4-IrÁlvaro Germani – O Perfil do Candidato à Maçonaria Bloco 5-IrKennyo Ismail - Como a Maçonaria Operativa sucumbiu diante da Maçonaria Especulativa Bloco 6-IrPedro Juk – Perguntas & Respostas – do IrBenedito Gonçalves da Silva (Alpinópolis-MG) Bloco 7-Destaques JB – Breviário Maçônico p/o dia 28 de julho e versos do Ir. e Poeta Raimundo Corado
  2. 2. JB News – Informativo nr. 2.126 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 28 de julho de 2016 Pág. 2/27 Guilhotina de Baden, Alemanha (réplica da guilhotina da Revolução Francesa).  1540 - Casamento de Henrique VIII de Inglaterra e Catarina Howard  1794 - Revolução Francesa: Maximilien Robespierre, Louis Antoine Léon de Saint-Just e a maior parte dos jacobinos são executados na guilhotina.  1821 - Independência do Peru  1823 - Adesão do Maranhão à independência do Brasil Nesta edição: Pesquisas – Arquivos e artigos próprios e de colaboradores e da Internet – Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias, de colaboradores e www.google.com.br Os artigos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião deste informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores. 1 – ALMANAQUE Hoje é o 210º dia do Calendário Gregoriano do ano de 2016– (Lua Quarto Minguante) Faltam 156 para terminar este ano bissexto Dia do Agricultor e dia Mundial de Combate à Hepatite Se o Irmão não deseja receber mais o informativo ou alterou o seu endereço eletrônico, POR FAVOR, comunique-nos pelo mesmo e-mail que recebeu a presente mensagem, para evitar atropelos em nossas remesssas diárias. Obrigado. Colabore conosco para evitar problemas na emissão de nossas mala direta diária. EVENTOS HISTÓRICOS (fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki) Aprofunde seu conhecimento clicando nas palavras sublinhadas
  3. 3. JB News – Informativo nr. 2.126 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 28 de julho de 2016 Pág. 3/27  1914 - A Áustria-Hungria declara guerra à Sérvia; esta não cumpriu os termos de um ultimato imposto pelos Habsburgo após o assassinato do herdeiro do trono imperial, o Arquiduque Francisco Ferdinando, por um nacionalista sérvio, Gavrilo Princip. Começa, assim, a Primeira Guerra Mundial.  1919 - Epitácio Pessoa assume a presidência da República. Ele foi escolhido pela Comissão Brasileira em Versalhes.  1933 - O primeiro telegrama cantado foi entregue, como presente de aniversário, ao cantor americano Rudy Valle.  1934 - Criação da Diocese de Mossoró (Rio Grande do Norte), desmembrada da Diocese de Natal.  1938 - Virgulino Ferreira da Silva, vulgo Lampião, morre numa emboscada na fazenda de Angicos, sertão do Sergipe.  1941 - O Japão invade a Indochina avançando sua conquista territorial durante a Segunda Guerra Mundial.  1942 - O líder soviético Josef Stalin lança a Ordem n° 227 em resposta aos alarmante avanço alemão na União Soviética, determinando que todo aquele que recuasse ou deixasse sua posição sem uma ordem expressa deveria ser imediatamente executado.  1945 - Um avião se choca com o Empire State Building, de Nova York causando 28 mortes.  1976 - Um terremoto de 8,3 graus na escala Richter atinge a cidade de Tangshan, na China, causando 240.000 mortes.  1994 - O ex-diretor do Centro Nacional de Transfusão de Sangue da França, o médico Michel Garetta, é indiciado por envenenamento. A distribuição de sangue não-testado teria contaminado 10 mil pessoas com o vírus da AIDS.  2000 - No Brasil,uma composição de trem da CPTM desce desgovernada e bate em outra estacionada em Perus,causando a morte de 8 pessoas e mais de 100 feridas.  2005 - O IRA anuncia o fim da "luta armada" e a entrega de suas armas. 1742 Nasce William Preston, autor de Illustrations of Mansonry (Ilustrações da Maçonaria), de grande influência no trabalho ritualístico. William Preston ( 1742-1818 ) – responsável pelos App .'. sentarem-se na Col .'.N e autor da famosa publicação Illustrations of Masonry e patrono das Prestonian Lectures, famosas palestras anuais. 1788 Ratificada a Constituição americana. Dos signatários, entre 13 e 19 eram Maçons. 1854 Fundado o Grande Capítulo dos Maçons do Real Areco da Califórnia, USA. 1927 Fundação, em 1927, da Grande Loja do Pará 1930 Ir.'. Miguel Alemán, futuro presidente mexicano l946-52, é elevado a Mestre Maçom. Foi o primeiro presidente civil em 35 anos e responsável por grande crescimento econômico de seu país. 1947 Segundo o livro "Grande Loja do Estado de Goiás - Sinopse de sua história" edição 2008 dos autores João Batista Fagundes e Bruno Medeiros Duarte, a Loja Fraternidade do Sudoeste nº1192 do Grande Oriente do Brasil foi sucedida pela Loja Maçônica 28 de Julho, por convocação do viajante comercial Manoel Guilhermina dos Santos no dia 28 de julho de 1947, sob a obediência da Grande Loja de São Paulo, vez que na época na tinha sido fundado o Grande Oriente do Estado de Goiás (26/10/1957), e as comunicações com o GOB que tinha sua sede no Rio de Janeiro RJ, eram de difícil de acontecer. 2012 2012 - No Templo 8 do Palácio Maçônico do Lavradio, foram fundadas três Lojas de Mestre Escocês de Santo André e uma Prefeitura. A primeira é a Loja Martinez de Pasqualy; a segunda, Loja é a Cavaleiros do Templo e a terceira Loja, a Academia Maçônica de Estudos. Com as três Lojas fundadas foi instalada a Prefeitura Guanabara cujo Prefeito nomeado é o B.A.Irmão Harley Correia. Na ocasião foram Exaltados ao Grau de M.E.S.A, diversos Irmãos de todo o estado do Rio de Janeiro Fatos maçônicos do dia Fonte: O Livro dos Dias (Ir João Guilherme) e acervo pessoal
  4. 4. JB News – Informativo nr. 2.126 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 28 de julho de 2016 Pág. 4/27 . Irmão Manoel Miguel é MM da Loja Colunas de São Paulo, 4145 CIM 293-759 - GOB/GOSP – São Paulo Escritor – Palestrante – Coach em Saúde e Estilo de Vida Autor do livro: Viver Mais Com Saúde e Felicidade O Ir Manoel Gabriel escreve às terças-feiras neste espaço. Porém, excepcionalmente hoje, enfoca o presente tema O QUE É VIRTUDE? “VIRTUDE: é uma disposição da alma que nos induz a praticar o bem”. VEN∴ “O que se faz em vossa Loja”? VIS∴ “Levantam-se Templos à Virtude e cavam-se masmorras ao vício...” A Ontologia é a área da Filosofia que estuda os entes (ser, coisa, objeto) e as investigações dos conceitos que nos permitem conhecer e determinar, através do pensamento, os métodos adequados para o estudo de cada ente. Com base em nossa experiência cotidiana podemos distinguir cinco grandes estruturas de entes: 1. Entes materiais: coisas em geral – terra, rio, estrela, Sol, Lua, Loja, metais, pedras, árvores, frutas, etc.; 2. Entes materiais artificiais, produzidos pelo homem: casa, carro, cadeira, telefone, computador, celular, tablet, lâmpada, sapato, prato, compasso, esquadro, etc.; 3. Entes ideais, não materiais: ideias gerais concebidas pelo pensamento lógico, matemático, científico, filosófico, aos quais damos o nome de idealidades. Ex.: igualdade, diferença, número, raiz quadrada, círculo, quadrado, triângulo, conjunto, função, variável, frequência, animal, vegetal, mineral, físico, psíquico, matéria, etc. 4. Entes de valores: Podem ser vistos como positivos ou negativos – Virtude, vício, beleza, feiura, raro, comum, bom, mau, justo, injusto, possível, impossível, verdadeiro, falso, desejável, indesejável, etc.; 5. Entes metafísicos: pertencem a uma realidade diferente daquela a que pertencem as coisas, as idealidades, os valores e aos quais damos o nome de metafísicos – divindade, o absoluto; a identidade e a alteridade; o mundo como unidade, a relação e a diferenciação de todos os entes ou de todas as estruturas ônticas, etc. A VIRTUDE é um ente da classe dos valores. Os conceitos principais que descrevem os entes de valores são: a) Qualidade (um valor pode ser negativo ou positivo); b) Polaridade ou Oposição (os valores sempre se apresentam como pares de opostos: bom-mau, justo-injusto, verdadeiro-falso, virtude-vício, etc.). 2 – O Que é Virtude? Manoel Miguel
  5. 5. JB News – Informativo nr. 2.126 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 28 de julho de 2016 Pág. 5/27 Embora as categorias ontológicas (ser, realidade, causalidade, temporalidade, idealidade, intemporalidade, relação, diferença, qualidade, quantidade, polaridade, oposição, etc.) permanecem, na perspectiva dos seres humanos, os entes (naturais, artificiais, ideias, valores, metafísicos) são culturais e históricos, submetidos ao tempo, à mudança, pois seu sentido, sua essência, mudam com a Cultura. Essas mudanças afetam diretamente, positiva ou negativamente um povo ou nação. Conforme a cultura e a noção de valores de uma sociedade vão se modificando no tempo e espaço, os conceitos de Virtude e Vício podem variar significativamente. O que é virtude? O que é vício? As respostas para essas perguntas podem variar de pessoa para pessoa, de cultura para cultura, no tempo e história. Entretanto, sempre um será oposto ao outro. Para algumas sociedades o entendimento do que seria virtude é bem restrito, severo, fechado. Para outras, esse entendimento pode ser bem mais flexível. Parece que o mundo caminha na direção de um afrouxamento natural do que se entende por virtude. Em nossa cultura, a violência é entendida como o uso da força física e do constrangimento psíquico para obrigar alguém a agir de modo contrário à sua natureza, vontade ou ser. A violência é a violação da integridade física e psíquica, da dignidade humana de alguém. Assim, em nosso país, determinamos que o assassinato, a tortura, a injustiça, a mentira, o estupro, a calúnia, a má fé, o roubo, os sequestros, a violência contra a mulher, a criança e ao adolescente, são considerados violência, imoralidade e crime. Com isso, estamos erguendo valores positivos – o bem e a virtude – como barreiras éticas contra a violência. Do ponto de vista ético, somos pessoas e não podemos ser tratados como coisas ou objetos de uso de nossos semelhantes. Os valores éticos se oferecem, portanto, como expressão e garantia de nossa condição de sujeitos proibindo moralmente o que nos transforme em coisa usada ou manipulada por terceiros. No Brasil, principalmente na educação, nas instituições políticas e sociais, parece que precisamos urgentemente despertar a sociedade na observância desses valores, já que parece que uma certa indolência social vem tornando a sociedade insensível a eles. A ética normativa vem sendo constantemente desrespeitada, usurpada, deixando de impor e fazer valer os limites e controles ao risco permanente à corrupção, ao crime e a violência, dando a sensação de impunidade ou abrandamento das punições aos que atropelam a norma. Como virtude é um ente da classe dos valores, é preciso que o agente consciente tenha claramente a capacidade de separar os opostos, permitindo que o indivíduo conheça bem a diferença entre bem e mal, certo e errado, permitido e proibido, virtude e vício, de forma espontânea, antes mesmo de pensar na norma. É preciso que a diferença entre vício e virtude esteja no automático, no consciente. A consciência moral nos faz conhecer tais diferenças e também nos capacita a julgar o valor dos atos e condutas, agindo em conformidade com os valores morais, tornando-nos responsáveis por nossas ações, nossos sentimentos e pelas consequências do que fazemos ou sentimos. Consciência e responsabilidade são condições indispensáveis para uma vida ética. O campo ético é constituído pelos valores e pelas obrigações que formam o conteúdo das condutas morais, isto é, as VIRTUDES. Estas são realizadas pelo sujeito moral, principal constituinte da existência ética. Para que uma pessoa seja ética, é preciso preencher os seguintes requisitos: - Ser consciente de si e dos outros. Ser capaz de reflexão e de reconhecer a existência dos outros como sujeitos éticos iguais a ela;
  6. 6. JB News – Informativo nr. 2.126 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 28 de julho de 2016 Pág. 6/27 - Ser dotada de vontade e capacidade para controlar e orientar seus desejos, impulsos, tendências, sentimentos, (agindo em conformidade com a consciência e não por instinto. refletir antes de falar ou agir) capacidade para deliberar e decidir entre várias alternativas possíveis; - Ser responsável. Reconhecer-se como autor de suas ações, avaliar os efeitos e consequências das mesmas sobre si e sobre as outras pessoas. Assumir as consequências de seus atos, respondendo por eles. (parece... que isso está em extinção no Brasil). - Ser livre. Ser capaz de oferecer-se como causa interna de seus sentimentos, atitudes e ações, não se submetendo à poderes externos que forcem ou constranjam a sentir, querer ou fazer alguma coisa. A liberdade não é o poder de escolha entre várias possibilidades, mas sim, a autodeterminação, que dá a si mesmo as regras de conduta. Obs.: O campo ético é, portanto, constituído por dois polos internamente relacionados: O agente ou sujeito moral e os valores morais ou virtudes éticas. Ao Maçom, com o Malho (ativo) e o Cinzel (passivo) nas mãos, do ponto de vista do agente ou sujeito moral, aquele que deve saber o que fazer com essas ferramentas, a ética faz uma exigência essencial, que é a diferença entre passividade e atividade. Passivo é aquele que se deixa governar pelo instinto, arrastado por seus impulsos, inclinações e paixões, pelas circunstâncias, pela boa ou má sorte, pela opinião alheia, pelo medo, pela vontade de terceiros, não exercendo sua própria consciência, vontade de prosperar, valores, liberdade e responsabilidade. Ao contrário, ativo é aquele que assume o controle de seus atos, controla seus impulsos, inclinações, paixões, discute consigo mesmo e com os outros o sentido dos valores e dos fins estabelecidos, consulta sua razão e sua vontade antes de agir; tem consideração pelos outros sem subordinar-se nem se submeter cegamente a eles. Responde pelo que faz, julga suas próprias intenções e recusa a violência contra si e contra os outros. Numa única palavra, é autônomo. Do ponto de vista dos valores, a ética exprime a maneira como a cultura e a sociedade definem para si mesmas o que julgam ser a violência, o crime, o mal, o vício e, como contrapartida, o que consideram ser o bem e a virtude. A ética se realiza como relação intersubjetiva e social, não podendo estar alheia ou indiferente às condições históricas, políticas, econômicas e culturais da ação moral. As virtudes teologais são: Fé, Esperança e Caridade. As virtudes cardeais são: Justiça, Fortaleza/Coragem, Prudência e Temperança. As virtudes morais: sobriedade, prodigalidade, trabalho, castidade, mansidão, generosidade e modéstia. Os pecados capitais são: gula, avareza, preguiça, luxúria, cólera, inveja e orgulho. Eu gosto do quadro comparativo de Aristóteles sobre a forma de distinguir vícios e virtudes pelo critério do excesso, da falta e da moderação: um vício é um sentimento ou conduta excessivos, ou, ao contrário, deficientes. Virtude é um sentimento ou conduta moderados.
  7. 7. JB News – Informativo nr. 2.126 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 28 de julho de 2016 Pág. 7/27 VIRTUDE VÍCIO POR EXCESSO VÍCIO POR DEFICIÊNCIA Coragem Temeridade Covardia Temperança Libertinagem Insensibilidade Prodigalidade Esbanjamento Avareza Magnificência Vulgaridade Vileza Respeito próprio Vaidade Modéstia Prudência Ambição Moleza Gentileza Irascibilidade Indiferença Veracidade Orgulho Descrédito próprio Agudeza de espírito Zombaria Rusticidade Amizade Condescendência Enfado Justa indignação Inveja Malevolência VIRTUDE: Virtude é uma força interior do caráter, que consiste na consciência do bem e na conduta definida pela vontade guiada pela razão, pois, cabe a essa última, o controle sobre instintos e impulsos irracionais descontrolados, que existem na natureza de todo ser humano. A pessoa ética e moral não se submete aos acasos da sorte, à vontade e aos desejos de um outro, à tirania das paixões, mas obedece apenas à sua consciência – que conhece o bem e as virtudes + a sua vontade racional – que conhece os meios adequados para chegar aos fins morais. A busca do bem e da felicidade são a essência da vida ética. Autor: Manoel Miguel M∴M∴ - CIM 293759 – ARLS Colunas de São Paulo 4145 – GOB/GOSP. Or∴ de São Paulo. BIBLIOGRAFIA Ritual do 1º Grau – Aprendiz Maçom – REAA – Grande Oriente do Brasil – 2009. CHAUI, M. Convite à filosofia, Ed. 1. Ática, São Paulo: 2000. SKINNER, F. Science and human behavior, Ed. 1. – Tradução Maria Leila Alves – Coleção Educadores-MEC. Massangana, Recife: 2010. REALE, G.; ANTISERI, D. Storia della filosofia, Ed. 3, Paulus - Tradução Ivo Storniolo – São Paulo: 2007. DANCY, R. Encyclopedia of classical philosophy, Vol 4, Cambridge University Press: 1997.
  8. 8. JB News – Informativo nr. 2.126 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 28 de julho de 2016 Pág. 8/27 MENSAGEM DO DIA – PREPARANDO-SE PARA O VENERALATO Valdemar Sansão Dia 26 de julho PREPARANDO-SE PARA O VENERALATO Não precisa somente aprender mandar, mas é preciso ter o ideal de servir! Introito – Apresentamos alguns dos pontos essenciais ao desempenho das funções de um bom Venerável que vai pela primeira vez, dirigir uma Loja, e não é demais relembrar aos que, uma vez mais, vão orientar os trabalhos das suas Oficinas. Nunca é excesso o tocarem-se certas teclas das nossas atividades, como organismo feito de homens livres e de bons costumes, e onde todos os cargos estão abertos a todos, por direitos que lhes são assegurados pelas suas próprias leis. O Venerável Mestre eleito de uma Loja maçônica é o detentor de obrigações e direitos regulamentares e constitucionais e responde, perante a assembleia da Loja, em primeira instância, e perante a Obediência, em última, por todos os atos que praticar ou deixar de praticar. Representante máximo dos Obreiros de sua Loja tem os seus deveres traçados no Regulamento Geral, nos Estatutos da Loja e em outros diplomas legais, a eles devendo ficar adstrita a sua atuação como administrador e orientador da Loja. Confirmado no cargo o V∴M∴ recém-eleito fará à Loja um esboço sobre a situação que encontrou, (passado recente), e as DIRETRIZES para o seu mandato. Para isso o V∴ M∴ deve reunir entre outras, cinco qualidades que não são raras, mas são raras juntas: Inteligência, Correção ética, Dedicação, Lealdade e Capacidade de Trabalho. Pensamos que o primeiro passo para assumirmos uma responsabilidade é conhecer seus objetivos, os desafios que nos aguardam e o que precisaremos fazer para desenvolver o trabalho, de forma minimamente satisfatória. Três fatores são essenciais: autocrítica, bom-humor e “radar” para não repetir erros. Autocrítica: Antes de dirigir a sessão procure relaxar, meditar, para permitir que a orientação divina o ajude. O simples ato de permitir-se entrar em estado meditativo aumentará enormemente a sua eficiência. Quando sair do relaxamento, sentirá que pode sentar-se, pegar seu malhete com certeza de estar conectado com sua parte mais elevada que não conhece o medo. Tornar-se-á um observador de si mesmo fazendo o trabalho, e tudo parecerá fluir como se a mão do Grande Arquiteto do Universo estivesse guiando suas palavras e empulhando seu malhete. As coisas caminham bem quando são bem cuidadas. Bom-humor: Capacidade de perceber, apreciar ou expressar o que de cômico ou divertido. Os maçons têm o seu lado espirituoso no bom sentido. Não poderia faltar à Maçonaria, mesmo sendo uma Instituição séria, algum tom anedótico, sem malícia, como há em todos os agrupamentos humanos. Assim, transcrevemos algumas citações humorísticas que “rolam” nas recreações e 3 –Prepaando-se para o Veneralato Valdemar Sansão
  9. 9. JB News – Informativo nr. 2.126 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 28 de julho de 2016 Pág. 9/27 “copos d´água”: diz-se que alguns maçons são como carrinho de mão: precisam ser empurrados para trabalhar; alguns são como gatinhos: contentes quando mimados; alguns são como balão de gás: cheios de ar e prontos para explodir; alguns são como telescópios: podem ver o trabalho... à distância; alguns são como microscópios: sempre mostrando pequenas falhas nos outros. Há, porém, os que são como o nascer do sol: podemos sempre depender deles; e os que são como rochedos: firmes, constantes, imutáveis e inabaláveis. Cada um pode, desde logo, ser identificado. “Radar”: Registra por meio eletrônico somente a verdade. É como a palavra que dita de forma impensada provoca arrependimento. Porém, não pode fazer voltar o que foi dito, porque uma vez emitida pela boca do dono não mais lhe pertence. Desafios – No cumprimento de suas obrigações, o Venerável deve levar em consideração que é o depositário de valores intrínsecos e abstratos, concedidos pelos maçons da loja, tais como a confiança, a solidariedade, a harmonia e a eficiência. Além disso, seu norte mais importante é a obtenção de um estado de felicidade que se caracteriza pela harmonia entre os Irmãos, pela aferição de conhecimentos maçônicos, pelo bem-estar dos obreiros nas sessões e nas comemorações coletivas, pelo prazer de uma convivência isenta de conflitos de qualquer natureza. Nas dificuldades é que vemos as oportunidades e que enfrentamos os desafios de peito aberto. Não se deve deixar abater, nem nos deixar abatidos. Manterá a mente alegre e otimista. Ao final, encontrará oportunidades para progredir. Quando nossas mãos se unem, toda a energia que sustenta o Universo entra em sintonia conosco e tudo se torna realizável. Temos uma visão real dos principais desafios que o Venerável recém-eleito encontrará pelo caminho, demandando tempo e esforço (do mais básico ao árduo empenho) para serem superados. Dificuldades, como começar os trabalhos precisamente na hora marcada, dando aos dignitários e demais oficiais e, com eles, os Mestres, exemplo de pontualidade. Procurar que os trabalhos terminem à hora determinada, para evitar que os irmãos que precisem começar suas atividades profanas às primeiras horas do dia seguinte tenham o descanso reparador suficiente. Acrescente-se a esses a INADIMPLÊNCIA, FREQUÊNCIA e de APOIO dos Obreiros, ou problemas para trabalhar para evitar toda discussão cansativa, prejudicial, personalista ou antifraternal, chamando à ordem, pertençam ou não à Oficina, aos que pedem a palavra para repetições e digressões inúteis fora das questões em debate. Pensando sempre que a Tolerância e a Persistência são atributos maçônicos, bem pode evitar ou fazer desaparecer esses inconvenientes. Esses são alguns fatores apontados por fazerem parte da realidade, mas que não podem impedir-lhe de levar a tarefa adiante, principalmente, se acredita na sua importância dentro da Loja e da causa sublime da Maçonaria. Habilitação - De maneira geral, por mais que tenhamos noção ou experiência no trabalho que vamos desempenhar, sempre precisamos de dados adicionais e de atualização continuada. Na atividade maçônica, não é diferente, fato que nos leva a uma busca constante pelo conhecimento doutrinário e específico de que estamos a cumprir nossa missão de condutor de Irmãos.
  10. 10. JB News – Informativo nr. 2.126 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 28 de julho de 2016 Pág. 10/27 Dessa forma, o Venerável Mestre não precisa, necessariamente, ser formado na área da Pedagogia ou ter os Rituais de memória, para realizar um bom trabalho, porém deve informar-se a respeito, através da leitura (rituais, livros, artigos, pesquisas, participação em cursos e palestras relacionados à área, aquisição de materiais que facilitem o desenvolvimento das sessões e reuniões de estudo, troca de experiências com outros trabalhadores do setor, etc.). Na atualidade, com o correto uso da rede mundial de computadores, podemos ter acesso a um mundo de materiais de qualidade, bastando ter critérios na busca e seleção dos mesmos, buscando complementar dados em dois ou três telefonemas para as pessoas certas. Vale a pena destacar que todo material de qualidade encontrado não só pode como deve, ser compartilhado com os Mestres. Ele também pode se vale dos irmãos - Mestres Instalados, em particular, pela sua experiência – para difundir a luz da obra maçônica, através dos trabalhos que os obreiros apresentam em loja ou que são oferecidos por outros meios. Com sua experiência, eles podem assessorar em tudo o que for pertinente à boa gestão futura dos mesmos e depois, guardados em arquivo para consulta posterior. Concluindo – Estudar Maçonaria é entender a Doutrina de forma correta, sem misticismos ou superstições. É desenvolver o senso crítico necessário para avaliação de muitas obras que são lançadas tendo o “selo” maçônico, mas que na verdade, conflitam com a base doutrinária. Cabe aos Mestres colocarem a mensagem maçônica ao alcance dos obreiros e, para isso, precisam estudar de forma continuada. Nesse sentido, é necessário lembrar que materiais de apoio também podem ser utilizados com muito proveito, porém, não substituem a informação proveniente dos Rituais. Se quisermos obter resultados satisfatórios na tarefa que aceitamos desempenhar, precisamos nos esforçar para isso. E esse empenho deve começar pela correta assimilação doutrinária, pois, afinal, estaremos dividindo nosso conhecimento e compreensão de Maçonaria com uma nova geração. Somos semeadores e, para que nossa colheita seja produtiva, é necessário que a semente seja de qualidade. Não existe melhor material de plantio do que o deixado pelos nossos Mestres. Pensemos nisso! P.S. - É preciso respeitar a hora mais escura da noite, que é a que precede o amanhecer, como aquela a que se referiu em 1941 o então primeiro-ministro da Inglaterra, Winston Churchill. Foi o momento da prostração. A França estava de joelhos, Londres estava sob bombardeio e os aliados permaneciam na defensiva. O raiar do dia não tardou a chegar, mas foi preciso esperar...!
  11. 11. JB News – Informativo nr. 2.126 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 28 de julho de 2016 Pág. 11/27 Irmão Álvaro Germani, ex-V. M. da Loja.”Concordia et Humanitas”, Nr. 56 – Rito Schröder Colégio de Estudos do Rito Schröder Porto Alegre - RS “Um Novo Horizonte” Ir Adalberto Rigueira Viana O perfil do candidato à Maçonaria Meus Irmãos: Acreditamos que o tema proposto é um dos assuntos mais delicados e polêmicos que existe na Maçonaria. Trata-se da porta de entrada da Fraternidade: - Que tipo de pessoas vamos trazer ou aceitar ao nosso convívio? - Que expectativas geramos sobre essas pessoas e até onde o comportamento delas na vida profana poderá intervir positiva ou negativamente dentro da Fraternidade Maçônica? - Podemos cobrar expectativas baseadas no nosso perfil comportamental sem nenhuma combinação prévia? E, nesse caso, será que nós atendemos as expectativas da Fraternidade? - Qual o perfil ideal? Ele sempre foi o mesmo e permanece imutável? São perguntas que certamente não temos uma resposta definitiva, mas tentaremos, com a ajuda dos Irmãos buscarmos alternativas mais adequadas. Primeiramente devemos levar em conta que, mesmo sendo a Maçonaria uma Fraternidade conservadora, alicerçada em usos e costumes, se faz necessário que ela acompanhe a evolução da Humanidade e procure também modernizar seus conceitos, não só quanto a suas ações, mas também quanto ao perfil daqueles que a compõem. Entendemos que a maior mudança pela qual passou o perfil do candidato à Maçonaria data do ano de 1717, quando (oficialmente) passou de Operativa para Especulativa. A Maçonaria Operativa, cujo nome vem do latim “opera”, que significa trabalho, era uma corporação de pedreiros que percorriam diversos países imbuídos na construção de grandes edificações, geralmente a serviço de monarcas ou autoridades eclesiásticas. O perfil para ingressar nessa corporação era o de ser conhecedor da arte de construir. Por esse motivo também era conhecida como Maçonaria Profissional. Com o início da reforma de Lutero em 1517, a Igreja Católica se divide e enfraquece, perdendo seu poderio econômico, seguindo-se das guerras religiosas que inibem sobremaneira a prática de erguer grandes construções para homenagear o Criador. Esta nova situação que atingiu as corporações de pedreiros livres, fez com que os Irmãos da Maçonaria Operativa se reunissem para avaliar o rigorismo do perfil daqueles que quisessem entrar na Fraternidade Maçônica. Surge então a Maçonaria Especulativa, cuja raiz deste termo “spec” significa mirar, espelho. Daí tem-se que a Maçonaria Operativa, com perfil de quem operava, fazia obras materiais, enquanto que o novo perfil na Maçonaria Especulativa, mirava, contemplava, pensava, erguia obras espirituais. Outra grande mudança de perfil refere-se ao cidadão fisicamente incapacitado. Até pouco tempo, o 18º Landmark de Mackey era rigorosamente cumprido, barrando o acesso à Fraternidade de qualquer candidato que possuísse defeito físico. Hoje, sabe-se que a busca da perfeição moral é para nós, muito mais importante que a perfeição física. 4 – O Perfil do Candidato à Maçonaria Álvaro Germani
  12. 12. JB News – Informativo nr. 2.126 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 28 de julho de 2016 Pág. 12/27 Atualmente, acreditamos que as Lojas devam estar preparadas para buscar na sociedade elementos que preencham requisitos dentro de valores, levando em conta princípios como moral e ética, considerando as mudanças econômicas e sociais. A tecnologia e o fácil acesso às informações permitem que o cidadão possa se qualificar, requisito que vemos como indispensável para quem quer pertencer a uma Fraternidade atuante. Dito isto, pergunta-se: - Existe uma fórmula para traçar o perfil ideal do candidato? Que ele seja livre e de bons costumes. - Mas que costumes? - Será que o que é bom para ele, será também para nós, ou vice-versa? Acreditamos que, poucos contatos, quer em sindicância ou quer em eventual encontro, são insuficientes para avaliar o perfil de um candidato. Existem pessoas que sabem se vender muito bem, quando, na realidade, não são tudo aquilo que ostentam. Em nossa atividade profana, podemos constatar inúmeras vezes esse acontecimento, porém, na Maçonaria não existe o estágio comprobatório. Uma vez Iniciado, o Neófito ingressa na Fraternidade e acerca-se dos seus mistérios e ritualística. No nosso entendimento a mais fidedigna informação sobre o candidato deve partir do relato do seu proponente. Este irmão “nunca deverá propor a Loja uma pessoa de cuja probidade não tenha certeza absoluta”. Ele será seu Garante, padrinho e fiador, sendo que, uma vez aceito o candidato, o padrinho deverá monitorar toda sua caminhada maçônica até tornar-se Mestre Maçom. Seu compromisso com a Loja é tão grande que em alguns Ritos – citamos o Schröder – na Iniciação, ainda com o candidato no lado de fora do Templo, o Venerável Mestre pergunta: “Quem se responsabiliza por ele?” e a resposta deve ser confirmada pelo Garante (padrinho) dentro do Templo, só aí é dado ingresso ao candidato. Em algumas Lojas na Alemanha antiga se alguém indicasse um candidato que não correspondesse às expectativas da Loja, esse irmão sofria severas sanções. Sem dúvida o apresentador é quem mais conhece a respeito do candidato. Ele deve estar ciente que a Maçonaria não foi criada apenas para amigos se encontrarem. Deve saber que o indicado tem que possuir afinidade com a Fraternidade Maçônica, possuir capacidade de colaborar com a Fraternidade, integrar-se e submeter-se a um conjunto de normas que se obrigará a respeitar. O proponente conhece a Fraternidade, conhece sua Loja e conhece seu candidato, deve avaliar se a sua Loja é a mais adequada para seu apresentado. Não deve deixar que parcerias profanas, por mais agradáveis que sejam, o deixem influenciar em sua decisão. Discordamos de algumas opiniões que sustentam o fato de que algumas Lojas já possuem excesso de Irmãos de determinadas profissões e que isso venha a atrapalhar. É perfeitamente normal que as pessoas procurem seus pares para seu convívio. O que deve ficar bem claro é que o convite é para ingressar na Maçonaria e não num clube social. O proponente, em seu convívio com o candidato - que não deve ser recente - deve avaliar o grau de compromisso dessa pessoa e se o mesmo tem capacidade moral, econômica e intelectual para frequentar nossa Fraternidade. Em contrapartida, nossas Lojas têm a obrigação de preparar nossos Mestres para que os mesmos possam avaliar o perfil dos candidatos que eles venham a convidar. Somente com maturidade maçônica pode-se saber se um elemento se identifica com a Fraternidade ou não. Passa por essa maturidade também o fato de, em não aceito seu indicado por justificados motivos, nenhuma mágoa deve permanecer com relação aos irmãos do quadro.
  13. 13. JB News – Informativo nr. 2.126 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 28 de julho de 2016 Pág. 13/27 Nesse particular, embora aceita pela Fraternidade Maçônica, discordamos que um Aprendiz possa indicar um candidato através de um Irmão Mestre. Cremos que o Aprendiz ou Companheiro ainda não possui a maturidade que falamos anteriormente. O exemplo deve partir de cima. Devemos abolir definitivamente a caçada a candidatos ou competições de padrinhos, quer seja para criar status, quer para reforçar o caixa da Loja. Quanto à sindicância, deve sim ser feita, mas nunca com o objetivo de confrontar informações já trazidas pelo Irmão que indicou o candidato. Ressalta-se a importância da conversa com a esposa do candidato para saber de sua concordância e se está ciente que, se aceito, seu esposo terá que se ausentar quando tiver trabalhos maçônicos. Muito se tem questionado se o candidato deve saber que será investigado e quais as informações que deve receber sobre Maçonaria. Mais uma vez louvamos o sistema adotado pelo Rito Schröder que possui nos seus Usos e Costumes originais uma sessão Branca Especial a campo, chamada de Noite dos Convidados. No mínimo uma vez por ano em um local predeterminado, geralmente na ante-sala Templo (Sala dos Passos Perdidos) ou no salão de ágapes, são recebidos prováveis candidatos convidados por Irmãos do quadro ou de outras Lojas. Após uma invocação ao G.A.D.U., o Venerável se apresenta como presidente da Loja e saúda os visitantes. Passa então a palavra aos presentes que farão uma breve apresentação. Com o início dos trabalhos, é lido um texto previamente elaborado sobre O Que é a Maçonaria, em seguida os convidados são estimulados a fazer perguntas. O Venerável Mestre coordena quem dará a resposta a cada pergunta. Também é esclarecido aos visitantes sobre a parte administrativa da Loja, sindicâncias e outras informações que se fizerem necessárias. Após, os visitantes são convidados para o ágape, onde os Irmãos mais experientes procuram acercar-se dos mesmos sempre com o intuito de colher mais informações. Este costume, original do Rito, consta no Ritual do Rito Schröder homologado pela M.R.G.L.M.E.R.G.S., sendo aplicado por Lojas Schröder da Jurisdição. Finalizamos afirmando que é fundamental sabermos quem estamos trazendo para a Fraternidade. Tenham em mente, meus Irmãos, que aqueles que hoje são aceitos para “Ver a Luz”, serão nossos Irmãos não só para conviver conosco, mas também poderão vir a ser os dirigentes da nossa Fraternidade no futuro. Com Um Fraterno Aperto de Mão. Bibliografia - Uma Visão Introdutória da Maçonaria Operativa e da Maçonaria Especulativa, Iniciática, Moderna ou Simbólica. – Ir. Augusto Nibaldo da Silva Triviños – M.M. - A Iniciação – Ir. Guido Bakos – P.M. - Fisicamente Incapacitado – Ir. Kurt Max Hauser – P.G.M. - Pedra Bruta Sim, Porém Escolhida – Ir. Hans Adolf Ruy Sailer – P.M. - O Que é Noite de Convidados do Rito Schröder – Ir. Rui Jung Neto – P.M. - A Importância do Padrinho no Rito Schröder – Ir. Rui Jung Neto – P.M. - O Que é a Maçonaria – Tradução e Adaptação Ir. Kurt Max Hauser – P.G.M. - Ritual do Grau de Aprendiz Maçom do Rito Schröder – G.L.M.E.R.G.S - Depoimentos pessoais – Ir. Kurt Max Hauser – P.G.M.
  14. 14. JB News – Informativo nr. 2.126 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 28 de julho de 2016 Pág. 14/27 Ir Kennyo Ismail Escritor e palestrante Brasília - DF Como a Maçonaria Operativa sucumbiu diante da Maçonaria Especulativa Diversos historiadores maçons se dedicaram a contar e recontar a história do surgimento da Maçonaria Especulativa como conhecemos hoje. As versões são geralmente bastante similares entre si e, pelo conteúdo, se parecem com as histórias contadas para crianças antes de dormir: “Era uma vez, há muito tempo atrás, os maçons operativos, que construíam castelos e catedrais. Eles começaram a aceitar nobres, burgueses e intelectuais na Maçonaria, chamados de “Aceitos” ou “Especulativos”. Esses se apaixonaram pela Maçonaria e trouxeram outros nobres, burgueses e intelectuais. Em pouco tempo, eles se tornaram maioria. E com o passar dos anos, a Maçonaria foi se aprofundando nos aspectos filosóficos e intelectuais, até que não se via mais maçons operativos na Maçonaria. E os maçons especulativos viveram felizes para sempre.” Parece uma ótima história para explicar ao seu filho de cinco anos de idade o motivo de você ser um “pedreiro-livre” e não construir casas. Mas, definitivamente, não serve como História da Maçonaria, em pleno século XXI, a ser ensinada ao novo maçom de hoje, que possui nível superior e um mínimo de senso lógico e crítico. Não se pode contar a história da Maçonaria e de sua transição de Operativa para Especulativa sem considerar o contexto histórico e os aspectos socioeconômicos da época. A extinção da Maçonaria Operativa não se deveu por um simples processo de evolução interna dentro da Maçonaria, que teria então evoluído para Especulativa. Não foi um movimento interno, impulsionado pelos membros “aceitos”, que assumiram a liderança da instituição e promoveram seu desenvolvimento por uma via mais intelectual e elitista. Na verdade, foi um movimento estritamente externo e incontrolável pela Maçonaria. Para se compreender o fenômeno, deve-se, antes de tudo, contextualizá-lo: A Maçonaria, sendo antiga e ocidental, teve logicamente origem no Velho Mundo: a Europa. Documentos históricos como a “Carta de Bolonha” (Século XIII), o “Poema Regius” (Século XIV), os Manuscritos de “Cooke” e “Estrasburgo” (Século XV) e alguns outros confirmam essa 5 –Como a Maçonaria Operativa sucumbiu diante da Maçonaria Especulativa – Kennyo Ismail
  15. 15. JB News – Informativo nr. 2.126 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 28 de julho de 2016 Pág. 15/27 teoria, apresentando a Maçonaria Operativa, com suas cerimônias e Antigos Costumes, antes mesmo do descobrimento do Novo Mundo. Assim sendo, nada mais natural do que as primeiras Grandes Lojas terem surgido na Europa, nas primeiras décadas do Século XVIII. O documento mais antigo citado, a “Carta de Bolonha”, evidencia que, já no século XIII, maçons especulativos conviviam com os operativos. Quando do surgimento da primeira Grande Loja, na Inglaterra de 1717, é sabido que, das quatro Lojas fundadoras, três eram compostas predominantemente por maçons operativos. Há inúmeros relatos e documentos que indicam que, durante quase todo o século XVIII, Lojas Operativas conviveram com Lojas Especulativas em boa parte da Europa. Isso significa que, por pelo menos 500 anos, meio milênio, os maçons operativos conviveram com os especulativos, sendo os operativos maioria. Afinal, o que então aconteceu com os maçons operativos? Por que eles desapareceram da Maçonaria no final do século XVIII? O que exterminou a Maçonaria Operativa não foi a Especulativa, nem mesmo um processo de evolução cultural. O que pôs fim à Maçonaria Operativa foi… a Revolução Industrial. A mudança no processo produtivo, originada pelas invenções de máquinas e impulsionada pelo surgimento das indústrias, pôs fim à era de produção manual baseada nas guildas. O trabalho estritamente manual foi substituído pelo trabalho de controle de máquinas. A iniciativa inglesa rapidamente se espalhou pela Europa, promovendo um êxodo rural e o abandono dos ofícios artesanais e manuais para atender a demanda por mão-de-obra industrial. Ao fim do século XVIII, o maçom operativo não teve outra escolha a não ser se tornar operário fabril e trabalhar uma média de 80 horas por semana. Muitos dos países europeus, preocupados em consolidar o novo modelo econômico, chegaram a adotar leis proibindo a Maçonaria Operativa. Esse foi o caso do famoso Ministro Turgot, da França, que determinou que: “Proibimos todos os mestres e companheiros, operários e aprendizes do direito de formar associações, ou mesmo assembléias entre eles, sob qualquer pretexto. Em conseqüência, suprimimos todas as confrarias que possam ter sido estabelecidas tanto pelos mestres dos corpos e comunidades, como pelos companheiros e operários, das artes e ofícios”. Fonte: Recueil Général des Anciennes Lois Françaises. 1774-1776. Leis como essa foram o tiro de misericórdia para as poucas Lojas Operativas que ainda tentavam sobreviver aos primeiros anos da Revolução Industrial. Dessa forma, a Maçonaria Operativa desapareceu de vez, ficando a Maçonaria Especulativa como única e legítima herdeira de sua essência, responsável por preservar e passar adiante seus ensinamentos. Essa é a história real. Sem contos de fadas. Autor - Kennyo Ismail
  16. 16. JB News – Informativo nr. 2.126 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 28 de julho de 2016 Pág. 16/27 Este Bloco é produzido pelo Ir. Pedro Juk, às segundas, quartas e sextas-feiras Loja Estrela de Morretes, 3159 - Morretes – PR Pé Descalço Em 04/12/2015 o Respeitável Irmão Benedito Gonçalves da Silva, atual Secretário da Loja Caminho das Oliveiras, 3.694, REAA, GOB-MG, Oriente de Alpinópolis, Estado de Minas Gerais, formula a seguinte questão: beneditogsilva@hotmail.com Sou leitor assíduo de sua coluna no JB News. Aliás, das minhas muitas dúvidas ali foram sanadas. Caro Irmão. Hoje estou precisando de seus préstimos, sei que é muitíssimo atarefado, mas rogo que me atenda, se possível. Outro dia em Loja, um Irmão Aprendiz muito atento e desejoso de aprender, questionou: Por que um só pé descalço na iniciação maçônica? Será que os ritualistas são omissos? Pergunto. Tudo em maçonaria nos remete a Bíblia Sagrada (sinais, palavras, ornamentos de Loja). Portanto, se Deus disse a Moises: retire suas sandálias, pois pisará em solo sagrado. Baseado neste texto, é que retratei a pergunta muito oportuna do Apr.:. Portanto, pergunto: Por que um só pé descalço? E o outro devidamente calçado? Pé com sandália, não pé descalço. Dai acho que os rituais são omissos e incoerentes. Considerações: A questão não é da que “tudo nos remete a Bíblia Sagrada”, até porque nem tudo pode ser assim concluído. Sob o ponto de vista teísta ou deísta é que os fatos devem ser analisados, daí se faz cogente compreender a qual vertente pertence o Rito – francês (deísta), ou inglês (teísta). 6 – Perguntas & Respostas Pedro Juk Não esqueça: envie sua pergunta identificada pelo nome completo, Loja, Oriente, Rito e Potência.
  17. 17. JB News – Informativo nr. 2.126 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 28 de julho de 2016 Pág. 17/27 Do mesmo modo não se pode considerar que as práticas litúrgicas e ritualísticas, sobretudo relacionadas à doutrina de um Rito, ou Trabalho específico são iguais. Consta que a Moderna Maçonaria é composta por Ritos e Trabalhos e destes pelas suas vertentes culturais se diferem em muitas exterioridades. A questão do pé descalço na prática iniciática sob da vertente teísta (inglesa) denota o respeito ao solo do recinto – não do sagrado religioso, mas à dignidade da consagração do espaço (Maçonaria não é religião) onde o iniciado pela primeira vez nele pisará. Já sob o ponto de vista da vertente deísta (francesa) o simbolismo se refere mais ao passo claudicante dos primeiros caminhares na infância (representada pelo iniciado) – isso nada tem a ver com o equivocado ato de se arrastar os pés. Como a vossa questão se relaciona ao REAA, rito de origem francesa, os passos claudicantes da infância são representados pelo desconforto do pé descalço, o que sugere o ato de se manquejar em contraposição ao outro pé calçado com um sapato. Essa é a razão de se ter apenas um pé descalço, o que não é uma demanda de se “retirar as sandálias”, ou os dois calçados, porém a sugestão de representar um caminhar claudicante. No que concerne à doutrina do Rito, a alegoria do manquitolar satisfaz simbolicamente à dificuldade daquele que caminha ainda nas trevas em busca da Luz, obviamente não de forma isolada, porém no contexto ritualístico que representa o atenho daquele que na primeira etapa da vida (infância) precisa ainda ser conduzido pelo guia. De modo geral o teatro também encena a virtude da humildade. Quanto à questão de estar um pé descalço ou calçado por uma sandália, ou ainda por uma alpercata, se trata atualmente apenas de uma prática amparada pela higiene ou mesmo pelo conforto de não submeter o iniciado a tocar com o pé descalço o piso frio do recinto conforme o ambiente atmosférico – a ação é simbólica, portanto sugestiva e não literal a despeito ainda de que também não se pode comparar um ato iniciático representado na Moderna Maçonaria Simbólica com os escritos bíblicos. A propósito, o sítio da Loja é a representação simbólica de um canteiro de obras oriundo dos canteiros medievais (nossos ancestrais) decorado conforme os ritos e rituais maçônicos surgidos a partir do Século XVIII e não um templo religioso nos moldes do Templo de Salomão (sic). T.F.A. PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com - Fev/2016
  18. 18. JB News – Informativo nr. 2.126 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 28 de julho de 2016 Pág. 18/27 (as letras em vermelho significam que a Loja completou ou está completando aniversário) GLSC - http://www.mrglsc.org.br Data Nome Oriente 01.07.1977 Alferes Tiradentes, nr. 20 Florianópolis 07.07.1999 Solidariedade Içarense, nr. 73 Içara 07.07.2005 Templários da Nova Era, nr. 91 Florianópolis 10.07.2007 Obreiros da Maravilha, nr. 96 Maravilha 12.07.1980 XV de Novembro, nr. 25 Imbituba 21.07.1993 Liberdade Criciumense, nr. 55 Criciuma 27.07.2012 Aliança, Verdade e Justiça nr. 106 Florianópolis 28.07.2006 Anhatomirim, nr. 94 Florianópolis 31.07.1975 Obreiros de Hiram, nr. 18 Xanxerê 31.07.2007 Acácia Palhocense, nr. 97 Palhoça GOB/SC – http://www.gob-sc.org.br/gobsc Data Loja Oriente 02.07.01 Renovação - 3387 Florianópolis 03.07.78 Flor da Acácia - 2025 Itajaí 08.07.10 Lealdade - 3058 Florianópolis 13.07.01 Frat. Alcantarense - 3393 Biguaçú 14.07.2006 Acadêmica Razão e Virtude nr. 3786 Brusque - SC 17.07.02 Colunas da Serra - 3461 Joinville 17.07.02 Mestres da Fraternidade-3454 Florianópolis 17.07.97 Compasso das Águas -3070 São Carlos 23.07.1875 Luz e Caridade - 327 São Francisco do Sul 26.07.05 Frat. Acad. Ciência e Artes - 3685 Jaraguá do Sul 29.07.96 Estrela Matutina - 2965 Florianópolis 7 – Destaques (Resenha Final) Lojas Aniversariantes de Santa Catarina Mês de julho
  19. 19. JB News – Informativo nr. 2.126 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 28 de julho de 2016 Pág. 19/27 GOSC https://www.gosc.org.br Bem-Aventurança "Quando reduzimos nossos desejos e terminamos com todas as expectativas, começamos e diminuir nosso sofrimento e passamos a experimentar a verdadeira felicidade que reside na alma. Mas a maior felicidade é compartilhar a bondade que está dentro de nós. Quando temos bons votos em abundância para todos, sem nenhuma discriminação ou egoísmo, nossas alegrias são multiplicadas - recebemos bênçãos de Deus e dos outros. Isto age como um tapete mágico que nos mantêm voando mais e mais alto em alegria e bem-aventurança ilimitadas." José Aparecido dos Santos TIM: 044-9846-3552 E-mail: aparecido14@gmail.com Visite nosso site: www.ourolux.com.br "Tudo o que somos é o resultado dos nossos pensamentos". Data Nome da Loja Oriente 04/07/1999 Giuseppe Garibaldi Florianópolis 04/07/2002 Léo Martins São José 11/07/2009 Universitária Luz de Moriah Chapecó 11/07/2009 Passos dos Fortes Xaxim 12/07/2006 Colunas Da Concórdia Concórdia 18/07/2003 Ardósia do Vale Rio do Sul 21/07/1973 Silêncio de Elêusis Chapecó 22/07/1981 Acácia da Ilha Florianópolis 24/07/2013 Triângulo Força e União Cocal do Sul 25/07/1995 Gitahy Ribeiro Borges Florianópolis 26/07/1980 União da Fronteira São Miguel do Oeste 27/07/1981 Arquitetos do Oriente Xanxerê 27/07/2009 Luz da Acácia Capivari de Baixo
  20. 20. JB News – Informativo nr. 2.126 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 28 de julho de 2016 Pág. 20/27 Loja de Mesa no Ritual Britânico Descrição da Simbologia Walter Celso de Lima da ARLS Alvorada da Sabedoria, da Academia Catarinense Maçônica de Letras 26 de julho de 2016 A Loja Alvorada da Sabedoria realizou na noite desta última terça- feira (26) a sua “Loja de Mesa”, reunindo obreiros da própria Loja e visitantes, além de contar com a presença do Eminente Grão-Mestre do GOB/SC Ir Adalberto Aluízio Eyng e do Poderoso Irmão Altair Salésio Rodrigues, Grão-Mestre Adjunto e autoridades do GOB/SC. O Irmão Walter Celso de Lima produziu o seguinte trabalho, que foi apresentado nos momentos antecedentes ao jantar ritualístico: A Loja de Mesa ou Jantar Ritualístico do ritual britânico tem atributos diferentes do Jantar Ritualístico do Rito Escocês Antigo e Aceito (REAA). O do REAA teve origem em França. Seu ritual foi desenvolvido em Lojas militares, durante o 1º Império de Napoleão (1804-1814). Resultando, por isso, num ritual rico em símbolos militares. Bem ao gosto francês, há, nos Jantares Ritualísticos do REAA, ornatos inseridos nos sinais, como por exemplo, fazer sinais com
  21. 21. JB News – Informativo nr. 2.126 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 28 de julho de 2016 Pág. 21/27 facas (espadas ou alfanjes) e uso de guardanapos (bandeiras) e o tiro (fogo). E, impropriamente, fazer sinais de ordem sentado. A Loja de Mesa, no ritual britânico (Craft), teve origem no século XVI, nos ágapes (boards) realizados, obrigatoriamente, após todas as sessões maçônicas. Herdou influências da realeza britânica. Teve sua ritualística desenvolvida após 1717, com marcantes influências hebraicas e celtas. As primeiras regras escritas do Jantar Ritualístico apareceram em 1721, em Londres. Até hoje, em todas as sessões na Grã-Bretanha, obrigatoriamente, realizam-se ágapes (boards). Mas, Lojas de Mesa (Festive Boards), somente em sessões comemorativas: iniciações, passagens, elevações e instalações. O Royal Festive Board é realizado no dia 24 de junho (fundação da Grande Loja de Londres e Westminster, em 1717, e próximo ao solstício de verão no hemisfério norte) ou 27 de dezembro (fundação da Grande Loja Unida da Inglaterra, em 1813, e próximo ao solstício de inverno). São impropriedades traduzir Royal Festive Board por ritual de Loja de Mesa. Primeiro as palavras rito e rituais, na Maçonaria, são de origem francesa e não se usa no Reino Unido; usa-se work (trabalho). Também, Loja de Mesa é impróprio pois no Royal Festive Board a Loja não é aberta ritualisticamente. Melhor traduzir “ritual de Loja de Mesa” por “protocolo (ou trabalho) do Jantar Festivo”. Como se disse, no Protocolo do Jantar Festivo britânico, a Loja permanece fechada, isto é, não se abre a Loja. Isso ocorre por tradição desde 1854, quando a rainha Victoria foi convidada e participou de um Festive Board da Grande Loja Unida da Inglaterra. [Rainha Victoria, Alexandrina Victoria, nasceu em 1819 e faleceu em 1901, da casa de Hannover. Foi rainha da Inglaterra por 64 anos.] Desde então, usa-se o termo Royal Festive Board. Eventualmente, profanos podem participar da Loja de Mesa. É tradição, na Grã-Bretanha, a participação da Rainha Elizabeth II, na Loja de Mesa de Londres o que ocorreu neste ano, no dia 24 de junho, quarta-feira, às 17:00 h, em comemoração aos 299 anos de fundação da Grande Loja de Londres e solstício de verão, ocorrido no dia 20 de junho. O ritual de Loja de Mesa britânico, ou Protocolo do Jantar Festivo britânico, não pertence ao Trabalho de Emulação, mas sim ao Craft britânico. O Venerável Mestre senta-se no Leste (chamada mesa do candelabro de sete braços, não é chamado de Oriente); o 1º Vigilante no Oeste (lado Norte) – chamada mesa do candelabro de cinco braços; o 2º Vigilante no Oeste (lado Sul) – chamada mesa do candelabro de três braços. O Oeste não é chamado de Ocidente. Há muitas influências hebraicas no Royal Festive Board. Come-se carneiros, chamados em hebraico de Korban (‫ָן‬‫ב‬ ְ‫ָר‬‫ק‬, significa “ofertas de sacrifício“) termo que se encontra na Torá e significa um sacrifício de um animal ofertado a Jeová. O cordeiro é uma oferenda ritualística simbólica na Maçonaria. Come-se pão ázimo ou matzá (‫צ‬ָּ‫מ‬ ַ); um pão crocante assado sem fermento, feito somente de farinha de trigo e água. O significado simbólico é: da mesma forma que a massa sem levedura não sofre um efeito corruptor, ao preparar a levedura de nosso corpo, também demonstra-se o desejo de pureza, quando se deseja comemorar a liberdade em relação à escravidão. Na Maçonaria, portanto, comer pão ázimo significa a liberdade dos vícios, ou “cavar masmorras ao vício e erguer templos à virtude”. Bebe-se vinho – yayin (‫)ןיי‬ que significa uma simbólica santificação ou virtuosidade – o Kadosh ‫מ‬‫ד‬‫ק‬ ָ, significa “sagrado” ou “santificado”. Em Maçonaria, Kadosh significa “virtuoso” ou ”virtuosidade”. Há várias justificativas bíblicas para se
  22. 22. JB News – Informativo nr. 2.126 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 28 de julho de 2016 Pág. 22/27 beber vinho. A primeira, em Juízes 9: 13: “... meu vinho, que alegra a Deus e aos homens...”. Também no Salmo 104: 15: “...o vinho, que alegra o coração do homem...”. Nas cerimônias judaicas, usa-se o Shofar (‫ָר‬‫פ‬‫,)ׁשֹו‬ um chifre tradicionalmente de carneiro, que era utilizado como instrumento musical nos tempos da construção do Templo de Salomão. Os sons característicos do shofar, que nas cerimônias hebraicas ecoa por 3 vezes (shefarim ou sh’varim) tal qual 3 soluços, significam o chamamento à ordem sobre as necessidades da alma. O Shofar é a origem, na Maçonaria, as batidas dos malhetes nos pedestais e, em outros ritos, nas diversas baterias dos graus. Os malhetes e as baterias derivam do Shofar. Na Maçonaria, usa-se malhetes que é o chamamento à ordem e à atenção, batido por 3 vezes. O candelabro de sete braços na mesa do Venerável Mestre é, na tradição hebraica, a menorá (‫ה‬ ָ‫ְנֹור‬‫מ‬ – ‫קנים‬ ‫שבעה‬ ‫מנורת‬ – a tradução de menorá é “lâmpada, candelabro”) - um dos símbolos do antigo Templo de Jerusalém, símbolo do Judaísmo e parte do brasão oficial do Estado de Israel. A Menorá representa a divindade e, para os maçons, a Sabedoria. Por isso está na mesa do V.M.. O 1º Vigilante senta à mesa do candelabro de cinco braços. A menorá de cinco braços (‫זרוע‬ ‫חמש‬ ‫)נברשת‬ representa a criação do mundo em 5 etapas. O candelabro de cinco braços simboliza a força de criação e, para os maçons, a Força. Por isso, está na mesa do 1º Vigilante. O 2º Vigilante senta à mesa do candelabro de três braços. O candelabro de três braços, que não é um símbolo judaico, mas cristão, representa a criação do mundo. Simboliza a matéria e, para os maçons, a Beleza, a natureza. Portanto, no Jantar Festivo britânico, os candelabros substituem as colunas da Sabedoria, da Força e da Beleza. No ritual britânico, o V.M. faz apenas um brinde, dividido em quatro etapas. Isso, também, tem origem hebraica. Os quatro brindes representam as quatro expressões de libertação prometidas por Deus, em Exodus, 6: 6-7 (sair da escravidão, libertação, redenção e ser o povo escolhido); semelhante aos quatro brindes do Sêder de Páscoa (‫ר‬ֶ‫ֵד‬‫ס‬), o Jantar da Páscoa Judaica. O Mestre da Loja levantará um só brinde, dividido em quatro etapas. Os quatro brindes homenageiam: 1. os chefes executivos federais (chefe de Estado Brasileiro --- não se brinda o chefe de governo --- e chefe do Estado Maçônico, o Grão-Mestre Geral do GOB); 2. os chefes executivos estaduais (chefe do estado --- Governador do Estado, Grão-Mestre do GOB-SC e Grão-Mestre de Obediências regulares, nominando-os se estiverem presentes. Hoje, contamos com a presença do Grão-Mestre e do Grão-Mestre Adjunto do GOB-SC); 3. as autoridades maçônicas (Grandes Secretários, Veneráveis Mestres e autoridades presentes de outras Obediências regulares); 4. os maçons. Dos celtas, a Maçonaria adotou a recomendação de se realizar o Jantar Festivo Real no solstício de verão (em junho, no hemisfério norte), o dia mais longo do ano --- o dia de maior Luz, de maior Sabedoria. Esta é a razão da instalação dos VVMM em junho. Os Grão-Mestres são empossados em junho, simbolicamente, época de maior Luz, maior Sabedoria. Como o solstício de verão, no hemisfério norte (20 ou 21 de junho) coincide, aproximadamente, com o dia de São João Batista (24 de junho), as Lojas maçônicas são chamadas Lojas de São João. A Maçonaria não é uma religião, e São João Batista tem o significado simbólico do anúncio de uma Boa Nova, o Precursor. Várias Grandes Lojas e Grandes Orientes foram fundados em 24 de junho. As Lojas maçônicas, onde se comemoram os solstícios, chamam-se Lojas de São João para apagar o ranço pagão celta.
  23. 23. JB News – Informativo nr. 2.126 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 28 de julho de 2016 Pág. 23/27 O solstício de inverno, no hemisfério norte, tem outros significados simbólicos, quando, também, são realizadas Lojas de Mesa. O solstício é dia 22 de dezembro, próximo ao dia 27 de dezembro, dia de São João Evangelista. Mais uma vez, Lojas de São João, mas com outro significado simbólico – o solstício de inverno é a época da Esperança. Todos os anos, em 27 de dezembro, a Grande Loja Unida da Inglaterra faz uma sessão ritualística, comemorando a abertura do ano maçônico. A comemoração dos solstícios é um costume celta que ocorre até hoje na Grã-Bretanha. As fogueiras de São João têm origem pagã e fazem parte da comemoração do solstício de verão. O culto do fogo --- culto da Luz --- foi praticado milhares de anos antes dos celtas e de São João Batista. Foi praticado, também, nas festas pagãs solsticiais romanas, nas guildas de York, Inglaterra. O objetivo da Loja de Mesa é a confraternização; isto é, a reunião em comunhão de estado de espírito e demonstração da fraternidade entre os conviviais. Assim, (cf. regras de 1721): “comamos e bebamos e façamos votos de que nos tornaremos melhores amigos” (eat and drink and do hope that we become best friends). Para terminar: em todas as Lojas do Reino Unido e na nossa Loja Alvorada da Sabedoria, a cerimônia do Jantar Festivo Real é a única sessão onde não se oferece um bom whisky, mas um bom vinho. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: - Bank, R.D. & Gutin, J. “O Livro Completo sobre a História e o Legado dos Judeus”. São Paulo: Madras, 2004. - Blech, B. “Judaismo”. São Paulo: Sêfer, 2004. - Garcia, A. “Festas Solsticiais”. JB News 997, 27 de maio de 2013. - Girardi, J.I. “Festividades Solsticiais”. JB News 1384, 22 de junho de 2014. - GOB. “Rituais Especiais, Ritual de Banquete”. Brasília: GOB, 1999. - Goldberg, D.J. & Rayner, J.D. “Os Judeus e o Judaísmo”. Rio de Janeiro: Xenon, 1989. - Johnson, P. “História dos Judeus”. 2ª ed., Rio de Janeiro: Imago, 1995. - Leite, H.P. “Banquete Maçônico”. (Origens, Preparação & Ritualística). Fortaleza: Exp. Gráfica e Editora, 2012. - Leite, H.P. “Banquete Maçônico”. (Simbolismo, Rituais & Gastronomia). Fortaleza: Exp. Gráfica e Editora, 2014. - Lima, W. Celso de. “Diálogos entre o Esquadro e o Compasso”. Londrina: A Trolha, 2015.
  24. 24. JB News – Informativo nr. 2.126 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 28 de julho de 2016 Pág. 24/27 Ir Marcelo Angelo de Macedo, 33∴ MI da Loja Razão e Lealdade nº 21 Or de Cuiabá/MT, GOEMT-COMAB-CMI Tel: (65) 3052-6721 divulga diariamente no JB News o Breviário Maçônico, Obra de autoria do saudoso IrRIZZARDO DA CAMINO, cuja referência bibliográfica é: Camino, Rizzardo da, 1918-2007 - Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014 - ISBN 978-85.370.0292-6) BREVIÁRIO MAÇÔNICO Para o dia 28 de julho A LUA As Sagradas Escrituras referem que Deus, ao criar o Universo, formou dois Luminares: o Sol e a Lua – um para iluminar o dia e o outro, a noite. A Lua representa o princípio feminino; simboliza a constância, a regularidade, a afeição, a obediência, a evolução e a luz emanada da moral. Esse símbolo, se dentro do templo, não constitui apenas um ornamento, simboliza todas as suas funções. A razão de ser de os maçons reunirem-se semanalmente diz respeito ao ciclo lunar semanal, pois cada fase da Lua envolve aproximadamente sete dias. Em cada fase, o maçom deve renovar as suas energias, passando a Lua, assim, a exercer uma força apreciável sobre a vida. No entanto, poucos sabemos, maçonicamente, sobre a Lua e sua influência; os rituais não se preocupam com ela, embora a astronomia, como uma das sete ciências do Grau do Companheiro, deva ser levada mais a sério. Se o símbolo lunar (selene) é colocado dentro do templo, não o foi em vão. Assim, o maçom deve ser assíduo à sua Loja, cujas reuniões são semanais. Essa assiduidade lhe resultará na renovação das energias, reforçando os atributos lunares acima expostos. Se o Sol é vida, a Lua não deixa de ser o seu reflexo. Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 228.
  25. 25. JB News – Informativo nr. 2.126 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 28 de julho de 2016 Pág. 25/27 1 – Se o seu bichinho está assim, precisa de um veterinário! 2 – Que tal degustar uma taça de vinho AZUL? 3 – Estas 15 frases vão impulsionar sua autoconfiança! 4 – Já ouviu essa? Um Cavalo Especial 5 – Para dar muita risada: Joãozinho no sítio do avô 6 - As mais belas fotos do sol que você já viu! 7 – Filme do Dia: Amenésia (2015) – dublado Sinpose: Depois de um terrível acidente, um homem acorda na cama sofrendo de perda de memória. Tentando absorver o que estava acontecendo, começa então a desvendar uma teia de mentiras e enganos suspeitando de sua esposa, que o mantem prisioneiro em sua própria casa. https://www.youtube.com/watch?v=kBDS_ch5Lr4
  26. 26. JB News – Informativo nr. 2.126 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 28 de julho de 2016 Pág. 26/27 Ir Raimundo Augusto Corado MI e Deputado Federal pela Loja Templo de Salomão nº 2737 Membro das Lojas União e Trabalho Mimosense nr. 3.170 e Irmão Paulo Roberto Machado nr. 3.182 Barreiras – GOB/BA. Escreve às terças e quintas-feiras raimundoaugusto.corado@gmail.com MAÇONARIA -exercício e prática- Autor: Raimundo A. Corado Barreiras, 21 de fevereiro de 2016. Em Templo, na cerimônia iniciática; Quando postos de joelhos juramos; Vimos que no Templo se dá a prática; Mas é fora dele que a exercitamos; Não há espaço melhor para laborar; Que um maçom dentro dos templos; Difícil é pôr em pratica as lições de lá; Sob a linha tênue dos bons exemplos.
  27. 27. JB News – Informativo nr. 2.126 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 28 de julho de 2016 Pág. 27/27 O maçom deve ser homem virtuoso; Como iniciado, ser ético e decoroso; Boa reputação e bons costumes. Deve ser deveras transparente; Ser verdadeiro, firme e prudente; Faixada de Maçom não tem tapumes.

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