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Jb news informativo nr. 2120

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Jb news informativo nr. 2120

  1. 1. JB NEWS Filiado à ABIM sob nr. 007/JV Editoria: Ir Jeronimo Borges Academia Catarinense Maçônica de Letras Academia Maçônica de Letras do Brasil – Arcádia de B. Horizonte Loja Templários da Nova Era nr. 91(Florianópolis) - Obreiro Loja Alferes Tiradentes nr. 20 (Florianópolis) - Membro Honorário Loja Harmonia nr. 26 (B. Horizonte) - Membro Honorário Loja Fraternidade Brazileira de Estudos e Pesquisas (J. de Fora) -Correspondente Loja Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônicas (P. Alegre) - Correspondente Saudações, Prezado Irmão! Índice do JB News nr. 2.119 – Florianópolis (SC) –quinta-feira, 21 de julho de 2016 Bloco 1-Almanaque Bloco 2-IrMarcos Coimbra – Resgatando a Nação Brasileira Bloco 3-IrWalter Cardoso Júnior – Qual o real valor de se conhecer, quando e como surgiu a Maçonaria Bloco 4-IrSérgio Quirino de Oliveira – Deveres para com a Pátria Bloco 5-IrAdalberto Rigueira Viana – Deveres dos Maçons Bloco 6-IrMárcio dos Santos Gomes – Os Detratores da Maçonaria Bloco 7-Destaques JB – Breviário Maçônico e versos do Ir. e Poeta Raimundo Corado
  2. 2. JB News – Informativo nr. 2.119 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 21 de julho de 2016 Pág. 2/22 Banquete Maçônico - Origens, Preparação & Ritualística (Livro com 408 páginas, medindo 15 x 21cm) Autor: Helio P. Leite VALOR DE VENDA: R$ 59,99 Banquete Maçônico II - Simbolismo, Rituais & Gastronomia (Livro Com 282 páginas, medindo 15x21cm) Nesta edição: Pesquisas – Arquivos e artigos próprios e de colaboradores e da Internet – Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias, de colaboradores e www.google.com.br Os artigos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião deste informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores. 1 – ALMANAQUE Hoje é o 203º dia do Calendário Gregoriano do ano de 2016– (Lua Cheia) Faltam 163 para terminar este ano bissexto Dia dos Mortos da Marinha e Dia Nacional da Bélgica Se o Irmão não deseja receber mais o informativo ou alterou o seu endereço eletrônico, POR FAVOR, comunique-nos pelo mesmo e-mail que recebeu a presente mensagem, para evitar atropelos em nossas remesssas diárias. Obrigado. Colabore conosco para evitar problemas na emissão de nossas mala direta diária. LIVROS
  3. 3. JB News – Informativo nr. 2.119 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 21 de julho de 2016 Pág. 3/22 Autor:Helio P. Leite Valor de Venda:R$ 50,00 COMO COMPRAR: banquetemaconico@gmail.com livro@banquetemaconico.com.br www.banquetemaconico.com.br Autor: Irmão Hélio Leite, contato: telefones (61) 8163-4605 e (85) 8662-2821 Uma menina segura o jornal Washington Post do dia 21 de julho de m a manchete: "'A Águia Pousou' — Dois Homens Caminham na Lua.".  356 a.C. - Heróstrato destrói o templo de Ártemis, uma das sete maravilhas do Mundo Antigo.  365 - Grande parte do Mediterrâneo Oriental, nomeadamente Alexandria, Creta e a costa da Líbia, é destruída por um violento sismo.  1902 - Fundação do Fluminense Football Club (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil).  1904 - Terminada a construção da ferrovia Transiberiana, que unia a Rússia ao Oriente, com 9 851 quilômetros de extensão.  1925 - O Julgamento do macaco, que proibia o ensino da evolução do homem segundo a teoria de Darwin, termina no Tennessee,Estados Unidos.  1944 - Os americanos deixam a ilha de Guam, no Pacífico, ocupada pelos japoneses desde 1941.  1954  Independência do Vietname reconhecida pela Conferência de Genebra.  Lançamento do primeiro livro da trilogia O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel em inglês.  1983 - É atingida na Antártica a menor temperatura já registrada no mundo, até os dias de hoje, de -89,2 °C.  1987 - Lançamento do primeiro álbum da banda norte-americana de Hard-Rock Guns N' Roses: Appetite for Destruction. EVENTOS HISTÓRICOS (fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki) Aprofunde seu conhecimento clicando nas palavras sublinhadas
  4. 4. JB News – Informativo nr. 2.119 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 21 de julho de 2016 Pág. 4/22  1990 - Roger Waters, ex-integrante da banda inglesa Pink Floyd faz um megashow na Alemanha, em comemoração à queda do muro de Berlim.  1994 - Artistas e personalidades são proibidos de aparecer em programas eleitorais gratuitos na TV brasileira.  1997 - Lançamento do Primeiro livro da série Harry Potter: Pedra Filosofal em inglês  2007 - Lançamento do último livro da série Harry Potter em inglês. 1821 Partem da vila do Desterro, com destino a Lisboa, às Cortes, o deputado catarinense padre Lourenço Rodrigues de Andrade, e seu suplente José da Silva Mafra 1802 Fundação do Supremo Conselho das Índias Ocidentais Francesas, no Haiti. 1875 Fundação da Grande Loja de South Dakota dos Maçons Antigos Livres e Aceitos. 1917 Ir Nilo Peçanha, ex-presidente do Brasil, empossado como o 21º. Sioberano Comendador do Supremo Comendador. 1973 Fundação da Loja Silêncio de Eleusis nr. 21, de Chapecó/SC (GOSC) 1981 Manobras da Grande Loja do Rio de Janeiro, nos bastidores da CMSB levam à exclusão da Grande Loja da Guanabara daquela organização. Fatos maçônicos do dia Fonte: O Livro dos Dias (Ir João Guilherme) e acervo pessoal históricos de santa catarina
  5. 5. JB News – Informativo nr. 2.119 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 21 de julho de 2016 Pág. 5/22 O Irmão Marcos Coimbra é Secretário de Educação e Cultura do SCRM – do GOB e MI da Loja Maçônica União e Tranquilidade nr. 2 do GOB/RJ, Economista e Professor, Membro do Conselho Diretor do CEBRES, Titular da Academia Brasileira de Defesa e Autor do livro Brasil Soberano “Na minha página www.brasilsoberano.com.br existem cerca de hum mil artigos de minha lavra , publicados nos últimos quinze anos.” Correio eletrônico: mcoimbra@antares.com.br RESGATANDO A NAÇÃO BRASILEIRA Nação pode ser conceituada como o grupo complexo, constituído por grupos sociais distintos que, ocupando uma mesma base física, compartilham da mesma evolução histórico-cultural e dos mesmos valores. A íntima ligação entre Homem e Terra cria vínculos afetivos que fazem, desses elementos essenciais, a razão do sentimento de Pátria, imprescindível para o despertar da força criadora do civismo e do orgulho nacional. A tríade dos fundamentos do Poder Nacional é constituída por Homem, Terra e Instituições e ele deve ser utilizado como instrumento a fim de que possam ser alcançados os Objetivos Nacionais Brasileiros: Democracia, Integração Nacional, Integridade do Patrimônio Nacional, Paz Social, Progresso e Soberania. No fundamento Homem, encontramos sérios problemas. No aspecto quantitativo, uma irregular distribuição da população, ocasionando vazios demográficos, em especial na Amazônia e no Centro-Oeste, expondo graves vulnerabilidades justamente nas regiões onde são encontradas riquezas incomensuráveis. Constatamos ainda uma progressiva queda de natalidade das camadas média e rica da sociedade, na contramão do ocorrido na categoria dos mais pobres, que continuam a gerar muitos filhos, incapazes de poder propiciar-lhes condições dignas de vida. Nos seus aspectos qualitativos, o precário nível de formação em todos os segmentos, com as exceções capazes de confirmar a regra. O sistema educacional brasileiro continua a revelar-se incapaz de preparar nossa juventude com o nível de excelência exigido para uma potência emergente, integrante dos BRICS. A situação é agravada com medidas caóticas como a aprovação automática em escolas públicas e a criminosa adoção de cotas na Universidade, em especial de caráter racial. A deterioração é de tal ordem que passa a ser rotina a agressão de professores por alunos e alguns de seus “(ir)responsáveis”. A nobre profissão está cada vez mais desprestigiada. A educação passa a ser supérflua. A Terra representa todos os recursos naturais, os quais foram mantidos e conquistados com muito sacrifício por nossos ascendentes, considerando-se o território, com ênfase em sua rede fluvial, o mar e o espaço aéreo sob nossa jurisdição. No seu subsolo existem recursos da ordem de trilhões de dólares 2 – Resgatando a Nação Brasileira Marcos Coimbra
  6. 6. JB News – Informativo nr. 2.119 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 21 de julho de 2016 Pág. 6/22 É conveniente para os pretensos “defensores” dos direitos humanos de índios a intocabilidade (preservação) da rica região, em especial a amazônica, em relação aos brasileiros, pois na prática estrangeiros de várias nacionalidades já estão lá, pirateando, roubando e desviando para o exterior, sem qualquer controle, riquezas incomensuráveis. Para agravar a situação, surge até a impatriótica ideia de autorizar a venda de partes do território nacional. Além disto, existe a criminosa demarcação de “áreas indígenas” artificiais, bem como o surgimento de “quilombolas”, inventados por maus brasileiros a serviço de alienígenas. O Congresso foi cooptado pela distribuição de verbas orçamentárias, pelas vagas abertas por dezenas de ministérios para nomeação de apaniguados e por outros meios não ortodoxos. O Judiciário, manietado pelo fato concreto de já possuir mais da metade dos integrantes de sua mais alta Corte nomeada pelos petistas, sob pressão permanente da imprensa, a reboque da existência de alguns magistrados envolvidos pela onda de corrupção que assola o país. As Forças Armadas em dramática situação de penúria, sem verbas para investimento ou sequer para as despesas de manutenção, acuadas por campanha permanente de descrédito promovida pelos inimigos da democracia. As Instituições que poderiam impedir a implantação de uma ditadura civil estão sendo erodidas progressivamente. A Igreja profundamente infiltrada pelos “socialistas autoritários”. A Família em crise permanente, exposta à contaminação empreendida por alguns meios de comunicação, propagadores de vícios, perversões e estimuladores da desagregação. O Itamaraty aceitava até pouco tempo atrás as mais absurdas imposições de membros pertencentes ao Foro de São Paulo, detentores do poder político em países vizinhos. Não se constrói uma Nação sem um Projeto Nacional, até agora inexistente. A corrupção endêmica não é combatida como deveria, pois a impunidade é uma certeza para os poderosos. Urge despertar as forças vivas da nacionalidade, para iniciar um processo urgente de recuperação no sentido de impedir a destruição da Nação Brasileira, objetivando a construção de uma Sociedade justa e perfeita, caracterizando o surgimento de uma Potência Mundial. Correio eletrônico: mcoimbra@antares.com.br Sítio: www.brasilsoberano.com.br
  7. 7. JB News – Informativo nr. 2.119 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 21 de julho de 2016 Pág. 7/22 QUAL O REAL VALOR DE SE CONHECER, QUANDO E COMO SURGIU A MAÇONARIA. Ir∴ VALTER CARDOSO JUNIOR M∴M∴ da A∴R∴L∴S∴ DELTA DO NORTE Florianópolis – SC - GOB Em 07.08.2016 estarei completando os meus primeiros três anos como membro da família da Arte Real, este período fica marcado com muita alegria pelo que recebi de novos e qualificados conhecimentos sobre a nossa Instituição e, por consequência sobre a história da humanidade. Também vivenciei uma questão bastante recorrente, qual seja quando efetivamente teria nascido a Maçonaria, muitos têm escrito sobre este tema e provavelmente muitos ainda irão escrever, todavia eu me questiono “Qual o real valor de se conhecer quando e como surgiu a maçonaria”. O grande Mestre Historiador aqui de Florianópolis (SC), Sérgio Luiz Ferreira, me disse um dia, que toda e qualquer entidade seja religiosa ou não, tem sua data de nascimento e que para conhecê-la, temos que fazer uma visita na história e conhecendo as questões, sociais, políticas e filosóficas da época e que sustentaram as suas criações. Por longo tempo, venho pensando sobre esta questão, entendo sim que conhecer a história e seus acontecimentos em cada época nos enriquece o entendimento sobre qualquer instituição, todavia ao ingressar na Arte Real e me aprofundar cada vez mais em meus estudos, buscando tirar o véu das letras e deixando a Maçonaria entrar em mim, me instigou há uma dúvida, onde existe efetivamente a necessidade de encontrar uma data de nascimento da Maçonaria ou, se realmente basta conhecer a sua história e sua base de sustentação ritualística e filosófica, fundamentada no trinômio: LIBERDADE COM IGUALDADE E COM FRATERNIDADE, Ao longo de nossos estudos e, pesquisando vários escritores e, historiadores, pude ver que existem muitas teorias a respeito sendo que nenhuma delas, contudo, alteram a base de sustentação maçônica e, para buscar fundamentar este meu trabalho vou citar alguns estudos que encontrei em livros, revistas e sites sobre esta questão. 3 – Qual o Real Valor de se Conhecer, Quando e como Surgiu a Maçonaria - Valter Cardoso Júnior
  8. 8. JB News – Informativo nr. 2.119 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 21 de julho de 2016 Pág. 8/22 Nosso Ir∴ Luiz Nandin de Carvalho , M∴M∴ e, Grão Mestre Ad Vitam da G∴L∴R∴P∴, do Oriente de Portugal ao iniciar sua Palestra que tinha como tema “O que é e como surgiu a maçonaria”, de imediato questionou sua platéia: (...) afinal, de que história podemos tratar? Necessariamente a do Homem praticante ou o adepto da Maçonaria, o Maçom?. E, continua questionando, Mas quando apareceram os Maçons? Quem foi o primeiro Maçom? E quem iniciou o primeiro Maçom, seria ele um pré-maçom, e, portanto também elegível para figurar numa história de maçonaria? E aquele nosso Ir∴ do Oriente Lusitano faz mais três questionamentos com afirmativas, quando diz: Haveria maçons na idade Média (1212-1600)? Decerto.... Haveria maçons na idade das Luzes (1736/1899)? Decerto.... Haveria maçons contemporâneos (século XX) Decerto... Segundo o autor estas três afirmações têm como base uma cultura documentada relativamente assente (ou seja, apoiado em trabalho cientifico de ampla pesquisa), sobre a qual há inúmeras bibliografias objetivas e, claro, muitíssimos elementos lendários. Cita ainda em seu texto (Palestra) que podemos ligar a Maçonaria através de documentos encontrados, por exemplo, em:  1212 – London Assize of Wages ( pedreiros)  1250 - Álbum de Villard de Honnecourt ( arquiteto)  1350 – Manuscritos Cooke  1390 - Manuscrito Regius Para ele nestes documentos encontram-se espelhados vários elementos dos chamados “Old Charges”, ou seja, caracterização do maçom como homem leal, honesto, incorruptível, respeitador dos seus irmãos, e da hierarquia de mestre, companheiro e aprendiz, o conhecimento da geometria de Euclides (de Alexandria), a invocação de Deus, para a prática de um mister considerado de arte divina, e que se integra no conceito de arquitetura real ( palácios de Reis e Príncipes) e na arquitetura sagrada ( de Templos). Obs. Definição de “Old Charges” - Este é o nome popularmente dado a mais de 100 antigos Manuscritos em inglês ou (ocasionalmente) em escocês, de aproximadamente 600 anos atrás. Eles parecem ter servido nas Lojas Operativas Inglesas para alguns propósitos, como, por exemplo, no Livro das Constituições e Rituais. Eles são frequentemente achados escritos em pergaminhos com aproximadamente 1,8 metros de comprimento por 22,8 centímetros de largura. Eles geralmente consistem em três partes:  Uma invocação ao “Poder do Senhor no céu”.  Uma História Tradicional diferindo largamente daquelas que usamos hoje em dia, começando com Lamech, incluindo Euclides e indo até o tempo de Athestan.  Instruções em geral ou no particular, as quais são regras para uma boa conduta da ordem (Craft) ou para os maçons, individualmente. As duas últimas versões bem conhecidas estão agora no Museu Britânico. A mais antiga, o Regius, é considerada datar de 1.390, e o Cooke, de 1425. Entretanto, evidencias interna indicam que o Cooke foi transcrito de um Original, mais antigo. Já no JBNews de número 904 editado em 23 de fevereiro de 2013, nosso Ir∴ Raimundo Acreano Rodrigues é severo quando diz que a verdade é que ainda existem maçons que propagam que a Origem da Maçonaria “se perdem nas névoas da antiguidade” e o que ele quer deixar bem claro é que: (...) “só podemos falar em Maçonaria Antiga, quando pudermos escudar-nos em documentos fidedignos. O mais antigo documento que se conhece
  9. 9. JB News – Informativo nr. 2.119 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 21 de julho de 2016 Pág. 9/22 da chamada Maçonaria Antiga, ou Operativa, ou de Oficio é o Poema Régio, que é de 1.390, portanto século XIV”. Bom lembrar que esse que é considerado o mais antigo texto maçônico ( Manuscrito Régius) , foi escrito em forma de poema no início do século 14 e faz referências a um dos ícones da maçonaria: a história dos “Quatro Mártires Coroados”. Interessante é de que esta frase que se tornou celebre “As origens da Maçonaria se perdem na névoa da Antiguidade” que é de C.W.Leadbeart citada em seu livro “Pequena História da Maçonaria” é lembrada pelo Escritor Claudio Blanc em seu livro “Maçonaria sem Mistérios” em que este autor deixa claro que esta frase da uma idéia de quão remotos são os primeiros tempos de nossa filosofia Maçônica. Este mesmo escritor e Historiador Claudio Blanc em seu livro “O Grande Livro da Maçonaria” da Editora On Line (2013), logo no Capítulo 1 quando fala sobre - Os Pedreiros Livres – deixou registrado que (...) desde o alvorecer da civilização até o advento da Revolução Industrial, no final do século XVIII, as organizações de construtores estiveram vinculadas aos representantes das religiões locais e aos reis e governantes. Formavam um elo muito íntimo com imperadores e sacerdotes, conforme relatam textos antigos, inclusive a Bíblia. Continuo com outro texto do Escritor Claudio Blanc por entender importante e de sustentação para auxiliar meu pensamento na sequência deste trabalho. Disse o autor: Essa intimidade com os círculos de poder garantiu uma posição elevada aos construtores. Mais do que riquezas e prestígio, os construtores adquiriram conhecimentos técnicos e desenvolveram tecnologias que os tornaram lendários em uma época em que ciência significava magia. Alguns construtores eram tidos até mesmo como filhos de deuses. De fato, as construções promovidas pelo clero, isto é, pelos sacerdotes, e pelos reis e executadas pelos construtores resultou, especialmente com o desenvolvimento da escrita, em um acúmulo de cultura que, segundo J.M.Roberts, “Se tornou mais e mais efetivamente um instrumento para mudar o mundo”. E não só em termos técnicos, mas também em relação a valores democráticos estabelecidos entre os membros das organizações de construtores. (...) Alem da ciência e tecnologia, os construtores estavam também familiarizados com conhecimentos místicos que visavam, principalmente, a formação do homem e ao desenvolvimento humano por meio do trabalho e das relações com seus companheiros. Os construtores mantinham sigilo em relação ao conhecimento que detinham e também á organização que mantinham. O motivo era a repressão que temiam. Seu ideal sempre foi fundar uma sociedade igualitária, onde todos recebessem atenção e educação enquanto aprendizes fossem tratados como companheiros e liderados por mestres justos. Não posso negar que, a cada leitura de novos livros, revistas e textos maçônicos enriqueço em muito meus conhecimentos da Arte Real e, também, não posso negar de que existem inúmeras teorias sobre esta grande questão que ora trago para nossa reflexão, todavia confesso ter percebido com certa facilidade de que todos estes grandes pensadores buscam basear-se naquilo que efetivamente pode ser provado e que se encontra documentado.
  10. 10. JB News – Informativo nr. 2.119 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 21 de julho de 2016 Pág. 10/22 Estes estudiosos alimentam suas idéias sobre origem da maçonaria nos pedreiros itinerantes da Idade Média, que para eles foram os verdadeiros precursores de nossa ordem, seus conhecimentos exclusivos de como construir grandes obras como castelos e igrejas, os colocavam em condições privilegiadas diante de autoridades governamentais e religiosas da época. Chego à conclusão que é muito difícil alcançar uma real data ou mesmo em que momento da história possa afirmar tenha surgido a Maçonaria, confesso que esta origem é e será por muito tempo um mistério até para nós mesmos que estudamos com afinco todo o processo histórico da Arte Real. Verdadeiramente a Maçonaria possui duas bases fortes de sustentação, a existência de um ser único, o Grande Arquiteto do Universo e o homem como centro de todas as suas buscas. Volto a citar Claudio Blanc quando ele diz que: Para se poder situar as origens da Maçonaria e o seu curso através das eras, é preciso antes entender seu enfoque. E o foco da Maçonaria, seu objetivo primeiro é o homem. A maçonaria valoriza o homem. Seu ponto central é a valorização natural do ser humano, que não significa, porém, a valorização econômica ou religiosa. Significa sim, descobrir a potencialidade de cada individuo para que ele possa se realizar e, dessa maneira, ser feliz. Por isso, a história da Maçonaria não é história do homem, mas daqueles que se preocupam com a sua valorização natural, dentro da sociedade. Falar de maçonaria primitiva, operativa e especulativa torna-se gratificante é bem verdade, na medida que sustenta alguns pensamentos de nossa Maçonaria. No período operativo, por exemplo, os maçons realmente trabalhavam nos canteiros de obras, local que serviu com certeza, de inspiração para boa parte de nosso simbolismo, aqueles aprendizes, companheiros e Mestres ao juntarem seus conhecimentos e força de trabalho, combinavam os primeiros conhecimentos de arquitetura, engenharia e tantos outros. Verdade é que usando apenas um conjunto de compassos, esquadros, trolhas, réguas e outros instrumentos, os primeiros maçons foram capazes de construir muitas estruturas consideradas até hoje impressionantes, como por exemplo, as catedrais góticas. Sou apenas mais um M∴M∴ que anseia por conhecimento, este néctar que nos dá sustentação do bem viver, estudar Maçonaria é muito gratificante, ela me permite a busca constante pela verdade, mas sempre reforçando que a meta é a verdade, mas o verdadeiro instrumento que me permite evoluir na escada de Jacó é exatamente o processo da busca. Finalmente, entendo que todos estes grandes pensadores aqui citados têm suas razões e nos auxiliam em muito no entender um pouco de nossa história, todavia fixar uma época especifica estaremos provavelmente cometendo erros nesta relação com o tempo em si. Não posso negar e tenho consciência de que o mundo foi e é um constante evoluir, descobertas, invenções e, novos conhecimentos do homem, formam uma corrente poderosa sem fim, pois todos acabam bebendo das várias fontes do conhecimento ao longo das eras, ninguém e nenhuma instituição religiosa ou não, possui uma verdade definitiva, assim como
  11. 11. JB News – Informativo nr. 2.119 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 21 de julho de 2016 Pág. 11/22 o homem não nasce pronto, também nossas instituições vão evoluindo ao longo dos tempos e das existências. Nossa Arte Real tem uma base ritualística e filosófica muito forte alem de ser uma instituição vanguardeira , mais não podemos negar que também buscou sustentação ao beber em outras fontes de conhecimento milenares que enriqueceram e nos auxiliam em nosso crescimento. Nós maçons aprendemos muito através de lendas, sabemos, contudo que não podemos materializá-las. Para o grande escritor maçônico Rizzardo da Camino, (...) O homem, em si, é uma lenda; o maçom tem uma vivência de lenda, pois vive em simbolismo; o símbolo é em si uma lenda. Cumpre a “cada maçom tentar, pelo menos, desvendar a lenda que lhe pertence”. Nossa missão maior, esta contida em nosso trinômio da Liberdade com Igualdade e com fraternidade, precisamos sim buscar os exemplos deixados pelos grandes maçons ao longo da história, todavia um grande questionamento permanece: “E nós, o que estamos fazendo por nossa instituição, e por nossa evolução espiritual”, precisamos constantemente refletir sobre isto, pois entrar para a maçonaria é relativamente fácil, o difícil mesmo é permitir que a maçonaria entre dentro de cada um de nós, o que é sem dúvida o nosso grande compromisso. Concluo com estes fragmentos deixados registrados em seu livro “O Livro Completo dos Maçons” dos autores Barb Karg e John K. Young, Ph.D. quando disseram: O estudo da Maçonaria é uma jornada fascinante através da História desde a construção do Templo do Rei Salomão até a Lenda de HiramAbiff, estendendo-se aos Cavaleiros Templários. Nossos rituais e ritos de iniciação estão repletos de simbolismo que homenageia nossos ancestrais e o trabalho duro dos maçons do período Medieval. Mas, como qualquer membro da Ordem pode atestar, a base da Maçonaria é a amizade que permanece independentemente das circunstâncias circundantes. Isso, com o fato de que a Fraternidade está envolvida com a História, e talvez com um toque de mistério, faz da jornada maçônica uma experiência iluminadora, a qual é, compartilhada por todos que com ela se envolvem. (...) A Maçonaria é a maior e mais antiga organização fraterna do mundo. É um grupo social e educacional bem conhecido por seu trabalho filantrópico, com inúmeras obras de caridade. Frequentemente chamada de “sociedade secreta”, a Fraternidade, discutivelmente mais mal-entendida do que evasiva, atraiu e manteve milhares de indivíduos e comunidades através de séculos. Apesar de toda a especulação e conspiração que a cerca, ou talvez por causa delas, a ligação entre os maçons manteve-se e floresceu. (...) A História é frequentemente escrita por aqueles que estão no poder, e, quando falamos de história antiga, é muito difícil e controverso determinar a verdadeira origem dos eventos e sua cronologia. A origem da maçonaria foi debatida por séculos com argumentos plausíveis que se referiam a várias teorias e lendas. Se a maçonaria evoluiu dos construtores do Templo do Rei Salomão, ou da brava Ordem monástica dos Cavaleiros Templários ou, ainda, de trabalhadores das Guildas Medievais talvez jamais saibamos, mais independentemente disso, os maçons asseguram, de fato, um lugar intrigante na História.
  12. 12. JB News – Informativo nr. 2.119 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 21 de julho de 2016 Pág. 12/22 Saudações, estimado Irmão! Sobre nossos DEVERES PARA COM A PÁTRIA O tema pode ter um viés político. Mas não é esta a intenção. Quando abandonamos a condição de profano, há no Testamento, uma pequena sutileza ao respondermos quais são nossos deveres para com o País, designado Pátria e não Nação. Apesar de serem conceitos próximos, Nação é formada por grupos de indivíduos ou comunidades humanas que compartilham língua, etnia, religião, hábitos e costumes. Esses grupos unem vontades, defendem direitos, que apesar de características sociais, políticas e econômicas diferentes, comungam o direito de autodeterminação. A Nação surge da razão. A Pátria nasce do sentimento. A Pátria para o Maçom é sua terra, o município, estado ou país. Seja por nascimento ou adoção nos unimos a ela por vínculos afetivos, culturais, valores do povo e história. 4 – Deveres para com a Pátria Sérgio Quirino Guimarães
  13. 13. JB News – Informativo nr. 2.119 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 21 de julho de 2016 Pág. 13/22 Afinal, quais são nossos deveres para com a Pátria? Sob sua consciência de homem, o Maçom deve empregar todos os meios que estiverem ao seu alcance para o bem da Ordem, da Humanidade e da Pátria, combatendo a opressão e obscurantismo que impedem a liberdade, que restringem a igualdade e diminuem a fraternidade entre os concidadãos. Lembremo-nos desta obrigação e promessa. E que se assim não agirmos, tais faltas sejam conhecidas por todos os Maçons e objeto de nossa desonra. Adolfo Correia da Rocha, influente poeta e escritor português do século XX, resume brilhantemente, o sentimento de Pátria para o Maçom. “Uma pátria é o espaço telúrico e moral, cultural, político e afetivo, onde cada natural se cumpre humana e civicamente. Só nele a sua respiração é plena, o seu instinto sossega, a sua inteligência fulgura, o seu passado tem sentido e o seu presente tem futuro.” Este artigo foi inspirado no livro “OBREIROS DO CONHECIMENTO” (Literatura Maçônica da ARLS Obreiros de Caratinga, GOB-MG, volume 3, edição 2015) , que na página 31, nos alerta: “Cada direito conquistado traz ao seu lado um dever a ser cumprido. Não se pode exigir sem dar em troca. Não se pode ambicionar colecionar garantias sem que as mesmas sejam também realidade na vida das demais pessoas.” Neste nono ano de compartilhamento de instruções maçônicas, mantemos a intenção primaz de fomentar os Irmãos a desenvolverem o tema tratado e apresentarem Prancha de Arquitetura, enriquecendo o Quarto-de-Hora-de-Estudo das Lojas. Precisamos incentivar os Obreiros da Arte Real ao salutar hábito da leitura como ferramenta de enlevo cultural, moral, ético e de formação maçônica.
  14. 14. JB News – Informativo nr. 2.119 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 21 de julho de 2016 Pág. 14/22 Ir Adalberto Rigueira Viana Loja Simbólica Acácia Viçosense no 1808 – rigueiraviana@gmail.com Viçosa - MG Deveres dos maçons De forma particular, como um maçom que procura ser verdadeiro, penso serem deveres implícitos de cada um daqueles que fazem parte da Ordem: Ser fraterno em todas as situações com o seu irmão e com os seus familiares; Estar de pé e à ordem para qualquer chamado, urgente ou não; Dividir com o irmão necessitado aquilo que não está lhe fazendo falta; Socorrer as viúvas e órfãos em todas as suas necessidades Fazer visitas hospitalares para levar consolo aos enfermos que com ele convivem; Ensinar os seus filhos os caminhos retos da virtude, dando-lhe os melhores exemplos; Amparar o ancião na travessia de uma rua segurando-lhe firmemente pelos braços; Cobrir o corpo gelado de um mendigo que está caído na calçada de uma rua deserta; Fornecer uma carona no seu carro àquele que está inerte e desolado na estrada; Mitigar a sede do sedento com um copo d`água e com palavras de conforto; Segurar nas mãos e dar um abraço apertado no irmão que perdeu um ente querido; Ajudar os amigos num incêndio, não jogando gasolina para apagá-lo; Para aquele que estiver se afogando atirar na sua direção uma câmara de ar bem cheia ; Aplacar com sua presença aquele doente que já perdeu as esperanças de continuar vivendo; Oferecer o seu guarda-chuvas para aquele que está sendo molhado pela chuva inclemente; Ser um tenaz inimigo contra qualquer tipo de corrupção, seja ela ativa ou passiva; Ser apologista incansável em busca da paz e eternamente contrário à guerra; Surgir como defensor intransigente dos princípios da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade; Lutar incansavelmente pela manutenção da credibilidade da maçonaria brasileira difundindo os seus princípios por meio de exemplos; Ser fiel cumpridor dos seus deveres inclusive, zelando pelo patrimônio público; Proteger e interceder em favor das crianças, incentivando-as a frequência escolar e ao constante estudo; Agir sempre como mediador para a união fraterna dos irmãos de sua Loja; Nunca menosprezar quem quer que seja, mesmo se tiver motivos plausíveis; Cumprir fiel e conscientemente todos os juramentos prestados em Loja Como mais experiente auxiliar os Aprendizes e os Companheiros a solucionarem suas inúmeras dúvidas; Nunca negligenciar qualquer atribuição que lhe for delegada; Acreditar conscientemente nas obras do Grande Arquiteto do Universo; Servir de exemplo de honradez e de dignidade para os seus filhos; Nunca menosprezar os conselhos dos mais experientes 5 –Deveres dos Maçons Adalberto Rigueira Viana
  15. 15. JB News – Informativo nr. 2.119 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 21 de julho de 2016 Pág. 15/22 Irmão Márcio dos Santos Gomes M M da Loja Águia das Alterosas, Nº 197 – GLMMG Os Detratores da Maçonaria À época do recebimento do convite de um dileto amigo para avaliar a possibilidade de entrar para a Ordem Maçônica, creio ter experimentado o mesmo comportamento de inúmeros candidatos que se socorrem, num primeiro momento, da fonte secundária de pesquisas representada pela rede eletrônica mundial de informações à procura de subsídios para fundamentar a decisão que se esboçava ainda com certo grau de insegurança. Quanto à lisura, honestidade e reputação irrepreensível do portador do convite não me restavam dúvidas. Ademais, a sua condição de Maçom já era do meu conhecimento e suas atitudes já me haviam evidenciado a nobreza do caráter constatado em nossas atividades comuns à frente de um importante Clube de Serviço do qual participamos. A confirmar as minhas percepções, reforçava ainda este diagnóstico as atitudes de vários outros associados desse mesmo Clube, que também eram Maçons, e vez por outra os surpreendia fazendo um ou outro comentário a respeito de algum assunto “estratégico”, que logo desconversavam ao amparo da metáfora de que havia “goteira” no recinto. Portanto, a dúvida que me assaltava decorria mais de algum preconceito recôndito, fruto de desinformação ou mesmo de ausência de provocação para instruir-me a respeito do assunto, à míngua de um convite mais retumbante, como o ocorrido em uma segunda e terceira investida desse amigo de sempre. Pressenti, naquela oportunidade, que a situação exigia uma posição mais assertiva de minha parte e acelerei minhas “pesquisas” sobre a temática, recorrendo a algumas obras de referência. De tudo li um pouco. Contra e a favor. Das mais sublimes loas às mais exaltadas detrações. Refleti sobre as várias correntes e concluí que era uma busca insólita o conhecimento cabal do mister. Não seria possível entender toda a ritualística, simbolismo e riqueza de conteúdo sem mergulhar no clima e na vivência das dinâmicas que evoluem das sutilezas da literatura e dos estudos filosóficos envolvidos. Por outro lado, não me pairavam incertezas quanto ao mérito e qualidades exponenciais daqueles companheiros de trabalho voluntários, sempre unidos e vibrantes, quando enalteciam os valores e propósitos da Ordem, no sentido de tornar melhores as pessoas. Concluí, assim, que era uma honra ser o destinatário de tal convite e, apoiado pela esposa, dei o sinal para que os proclamas corressem. Decisão tomada . Documentação organizada . Diligência realizada. Data agendada. Preparativos tomados. Iniciação concluída. Missão assumida. Na senda dos estudos e trabalhos encetados veio aquela conclusão que já é comum a quase todos que se aventuram nessa experiência transformadora: por que não comecei um pouco antes? Mas a sabedoria dos Irmãos sempre serve de consolo: “tudo tem a sua hora, o seu momento. Siga o seu caminho, procure a Verdade”! A partir de então, passamos a nos ver no plural e os estudos sempre despertam novos temas e pesquisas, a princípio orientados pelos Irmãos mais experientes, mas em dado momento nos coloca na vanguarda dos próprios interesses dado o universo que se abre de novas perspectivas, vez que cada Maçom escolhe e desenvolve o seu caminho evolutivo, de forma individual, sem 6 – Os Detratores da Maçonaria Márcio dos Santos Gomes
  16. 16. JB News – Informativo nr. 2.119 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 21 de julho de 2016 Pág. 16/22 nenhuma interferência da Ordem, não se evidenciando uma busca dirigida da Verdade, por ferir princípio da liberdade de pensamento e do livre arbítrio. O Maçom, como livre pensador, tem compromisso com a livre investigação da Verdade e, nesse contexto, reflete sobre assuntos de vital importância para a compreensão da história. Quando se abraça uma causa ou idéia parece-nos que se canalizam energias ou despertamos a sensibilidade para vislumbrar as minudências de um determinado ângulo de observação sobre um tema ou objeto de reflexão até então desprezado ou mesmo desconhecido, mas não inédito. E provocações, questionamentos e inquietações em todos os sentidos se apresentam. Frente a essa escolha, deparei-me com algumas posturas mais combativas de pessoas amigas e mesmo familiares que passaram a questionar-me os motivos de minha adesão à Ordem e que tipo de vantagem tal situação me proporcionaria, considerando-se que não há unanimidade de opiniões favoráveis e sobram comentários às vezes depreciativos ou mesmo curiosidades sobre mistérios acalentados ou cobertos por compromisso de sigilo. Vicejam, ainda, questionamentos ridículos, eivados de má-fé, muitos ao nível de sabotagem, porém, sempre lastreados na ignorância e na incapacidade de entender com clareza conceitos como liberdade de pensamento, busca de conhecimento e livre-arbítrio. Nesta toada, vale abrir espaço para reportamo-nos aos recorrentes comentários sobre antigos conflitos com a Igreja, à época impeditiva da aproximação das duas instituições, e que somente os mais desinformados não realizaram que tais questiúnculas já foram superadas. As fronteiras estão bem mais claras e as informações bastante democratizadas: a Maçonaria trabalha pelo aperfeiçoamento do homem, com foco na moral e na ética social, e a religião prega a salvação do espírito. A Maçonaria está aberta a qualquer religião, mas exige de seus seguidores a crença em Deus e a condição de justos e de bons costumes. Ademais, os tempos são outros, tanto no aspecto social quanto no legal, não havendo guarida para infantilidades e outro disparates. No mesmo embalo, sobressai a particularidade de a Maçonaria se constituir em um grupo fechado e eminentemente masculino. O argumento não subsiste ao efeito comparativo de uma empresa, que tem faculdade de selecionar e recrutar seus servidores, e não apenas receber aqueles que se apresentam voluntariamente exigindo uma colocação. Neste caso, é preciso haver um convite e avaliação dos demais membros de uma Loja, que funciona como uma empresa, com todas as obrigações legais decorrentes. No que se refere à característica masculina, trata-se de uma condicionante histórica e se funda nos princípios do Rito Escocês Antigo e Aceito. Existem diversos outros Ritos, que amparam Lojas Femininas e Mistas, mas que não são amplamente divulgadas, pelo número ainda reduzido e também pela forma discreta de abordagem. E os Ritos são apenas caminhos. A derradeira comparação com o futebol é clássica, pois existem times masculinos e femininos, nos quais a atuação daqueles ainda é mais destacada. Nessa hora, é decisivo ancorarmo-nos no histórico de vida e da coragem moral sustentada pelos valores e exemplos de realizações que nos precedem e que despertam o respeito e consideração de interlocutores mais afoitos. Nada como honra ilibada, probidade inconteste e o reconhecimento para fazer valer um bom argumento sobre uma boa causa. Aliás, é bom ressaltar que esses se constituem nos condicionantes para o recebimento do convite supramencionado, pois a força da Maçonaria reside na seleção rigorosa de seus integrantes. Os ensinamentos maçônicos norteiam os estudos e os argumentos necessários a um sólido processo de convencimento, pois proporciona o aprimoramento da tolerância, a compreensão do verdadeiro amor ao próximo e à Pátria, despertando o interesse e exaltando a necessidade de trabalho pela felicidade do gênero humano e à consagração da solidariedade como a primeira das
  17. 17. JB News – Informativo nr. 2.119 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 21 de julho de 2016 Pág. 17/22 virtudes. O que para uma pessoa não iniciada na Ordem possa ser uma qualidade rara, no Maçom é o cumprimento elementar de um dever. Nessa seara não se pode olvidar todo o contraditório que acompanha a saga da Maçonaria desde sua organização como entidade operativa nos primórdios da Idade Média e reformulação como especulativa nos anos vinte do Século XVIII. Também não se pode desmerecer a contribuição de destacados Maçons aos grandes e decisivos movimentos da história, combatendo a ignorância, o despotismo, na luta incessante pela liberdade, igualdade e fraternidade, indispensáveis à felicidade e à emancipação progressiva e pacífica da humanidade. Eventuais argumentos que possam desviar para a existência de segredos ou teorias conspiratórias se revelam mais de cunho preventivo ou de base para reforço de preconceitos, em face de divagações deletérias não combatidas pelos Maçons menos preparados ou mesmo para servir de vantagem comparativa para obreiros ainda imaturos em relação àqueles não iniciados, que somente contribui para reforço argumentativo dos detratores da Ordem. Esses tão propalados mistérios são fruto de imaginação e se evidenciam com maior ardor por se tratar de dificuldade de se expressar, com palavras, sentimentos inefáveis que emanam das fases de aprimoramento do culto à virtude e combate aos vícios inerentes ao ser humano, que é o escopo a ser perseguido diuturnamente. Nesse particular, se vislumbra extremamente doloroso falar sobre os próprios defeitos ou fazer o “mea-culpa”, em especial quando se é exigido um comportamento exemplar e este se constitui no esteio do Movimento. Tal dificuldade é enfrentada por diversas instituições, que muitas vezes procura acobertar as mazelas de seus representantes mais vistosos, por dificuldade de encontrar os argumentos cabíveis ou mesmo pela proteção decorrente do “espírito de corpo”. Mas, como se diz no popular “colocar o dedo na ferida” ou apertar “onde dói o calo” é condição sine qua non para reverter esses antagonismos. Reconhecer que aqueles vícios tão combatidos, como a vaidade, o orgulho arrogante, a prepotência, a soberba, a negligência, dentre outros menores, são comuns entre vários apologistas e seguidores da Ordem, é o passo inicial para seguimento dos princípios de uma severa moral. Cavar masmorras bem profundas para enterrá-los definitivamente exige o exercício daquela dose de sacrifício necessária ao cumprimento dos deveres que elevam o homem aos próprios olhos e o torna digno de sua missão sobre a Terra. E é sempre pelo ideal, e só por ele, que os Maçons se sacrificam sob pena de se tornarem traidores dos compromissos assumidos de devotamento e de obediência aos princípios de uma severa moral. Para isso se apoiam no lema: “a sabedoria não está em castigar os erros, mas em procurar-lhes as causas e afastá-las”. É forçoso reconhecer que em várias situações “o inimigo mora ao lado” e não precisamos procurar ao longe para identificar as causas de muitos dos problemas enfrentados no cotidiano das Lojas. Como ocorre em várias empresas, a falha, na maioria das vezes, se situa no recrutamento e seleção dos candidatos. Daí a importância da observação e cautela nas diligências encetadas para aquilatar o grau de qualificação e valores demonstrados pelos possíveis interessados. Qualquer procedimento mais sumário de escolha, com vistas a manter ou repor os quadros de uma Loja, pode redundar em danos irreversíveis, decorrentes do comprometimento dos valores tão caros à Ordem, facultando a entrada de pessoas despreparadas ou em busca de vantagens pessoais.
  18. 18. JB News – Informativo nr. 2.119 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 21 de julho de 2016 Pág. 18/22 Tal cenário tende a se consumar em face de comprometimento da continuidade das Lojas, pela falta de reposição planejada dos obreiros, da canibalização entre as Lojas, de ausência de medidas de retenção daqueles que se iniciam ou no descuido com o clima de permanente busca do crescimento, redundando na perda de interesse ou mesmo de deturpação dos mesmos, ou da famigerada acomodação à ritualística, pela falta de aprofundamento nos estudos assinalados. O sucesso e o fortalecimento das colunas de sustentação de uma Loja demandam de seus dirigentes ações no sentido de identificar, preparar e manter reserva de obreiros prontos a assumir os cargos em qualquer situação imprevista. Para tal fim, torna-se de bom alvitre aproveitar as eventuais ausências dos oficiais para fazer rodízio de treinamento dentre aqueles são ocupantes de cargos, mesmo que visitantes, uma vez que a condição de Maçom vinculado a uma Loja é apenas para fins de organização burocrática, considerando-se que a condição de pertencer à Ordem é pré- requisito para atuar em qualquer célula, quando regularmente atuante. Não é de todo descabido afirmar que a falta de quadros para suprir cargos, notadamente em sessões de iniciação, elevação e exaltação pode ser considerado um ponto fraco a ser combatido com urgência, vislumbrando-se horizontes de comprometimento de continuidade dos trabalhos e possibilidade e tombamento das colunas de sustentação da Loja. Obreiros motivados, que têm oportunidade de contribuir na ritualística em Loja, que se esmeram em apresentar trabalhos no “Quarto de Hora de Estudos” são o sustentáculo da Ordem, pois são estes que, na maioria das vezes, apresentam candidatos movidos pelos mesmos sentimentos de crescimento e diferenciação na vida pessoal demonstrado pelos Maçons ativos e cidadãos exemplares no seu convívio social e profissional. Importa destacar que, à medida que o obreiro se aperfeiçoa, ganham seus familiares, colegas de trabalho e amigos. Desnecessário citar teóricos da administração moderna para concluir-se que dos Veneráveis Mestres se demanda a mesma habilidade necessária a um coach(treinador) do mundo esportivo, no sentido de incentivar e ajudar os obreiros a desenvolver atitudes e habilidades de gestão para aumentar a eficiência e efetividade dos trabalhos sob sua tutela. Nessas condições, com a devida vênia, podemos deduzir que os detratores não estão todos lá fora, podendo estar sorrateiramente ancorados entre as colunas de uma Loja, disputando cargos e criando “panelinhas”, conspirando contra aqueles atuantes e bem intencionados. Isso, sem aprofundarmos na desmoralização causada por aqueles que não se portam como exemplos de cidadania, chefes de família, ou mesmo que destacam por um ou outro vício repreensível, que mancha a honra própria e respinga nos outros Irmãos. Nesse ponto a Maçonaria sabe cortar na carne. Mas é tema para outro trabalho. Finalmente, é pacífico o entendimento de que temos parcela de culpa fundada em posturas de acomodação ou desinteresse de muitos dirigentes que não pensam à longo prazo e se mostram omissos à frente dos ideais e desafios lançados pelos nossos geniais antecessores, que se sacrificaram por visões e forjaram as bases desse magnífico movimento de construção permanente do Templo Moral das Virtudes representado pela Maçonaria Especulativa.
  19. 19. JB News – Informativo nr. 2.119 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 21 de julho de 2016 Pág. 19/22 (as letras em vermelho significam que a Loja completou ou está completando aniversário) GLSC - http://www.mrglsc.org.br Data Nome Oriente 01.07.1977 Alferes Tiradentes, nr. 20 Florianópolis 07.07.1999 Solidariedade Içarense, nr. 73 Içara 07.07.2005 Templários da Nova Era, nr. 91 Florianópolis 10.07.2007 Obreiros da Maravilha, nr. 96 Maravilha 12.07.1980 XV de Novembro, nr. 25 Imbituba 21.07.1993 Liberdade Criciumense, nr. 55 Criciuma 28.07.2006 Anhatomirim, nr. 94 Florianópolis 27.07.2012 Aliança, Verdade e Justiça nr. 106 Florianópolis 31.07.1975 Obreiros de Hiram, nr. 18 Xanxerê 31.07.2007 Acácia Palhocense, nr. 97 Palhoça GOB/SC – http://www.gob-sc.org.br/gobsc Data Loja Oriente 02.07.01 Renovação - 3387 Florianópolis 03.07.78 Flor da Acácia - 2025 Itajaí 08.07.10 Lealdade - 3058 Florianópolis 13.07.01 Frat. Alcantarense - 3393 Biguaçú 14.07.2006 Acadêmica Razão e Virtude nr. 3786 Brusque - SC 17.07.02 Colunas da Serra - 3461 Joinville 17.07.02 Mestres da Fraternidade-3454 Florianópolis 17.07.97 Compasso das Águas -3070 São Carlos 23.07.1875 Luz e Caridade - 327 São Francisco do Sul 26.07.05 Frat. Acad. Ciência e Artes - 3685 Jaraguá do Sul 29.07.96 Estrela Matutina - 2965 Florianópolis 7 – Destaques (Resenha Final) Lojas Aniversariantes de Santa Catarina Mês de julho
  20. 20. JB News – Informativo nr. 2.119 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 21 de julho de 2016 Pág. 20/22 GOSC https://www.gosc.org.br Visite o novo Site da Loja Templários da Nova Era http://www.templarios91.com.br Data Nome da Loja Oriente 04/07/1999 Giuseppe Garibaldi Florianópolis 04/07/2002 Léo Martins São José 11/07/2009 Universitária Luz de Moriah Chapecó 11/07/2009 Passos dos Fortes Xaxim 12/07/2006 Colunas Da Concórdia Concórdia 18/07/2003 Ardósia do Vale Rio do Sul 21/07/1973 Silêncio de Elêusis Chapecó 22/07/1981 Acácia da Ilha Florianópolis 24/07/2013 Triângulo Força e União Cocal do Sul 25/07/1995 Gitahy Ribeiro Borges Florianópolis 26/07/1980 União da Fronteira São Miguel do Oeste 27/07/1981 Arquitetos do Oriente Xanxerê 27/07/2009 Luz da Acácia Capivari de Baixo
  21. 21. JB News – Informativo nr. 2.119 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 21 de julho de 2016 Pág. 21/22 Ir Marcelo Angelo de Macedo, 33∴ MI da Loja Razão e Lealdade nº 21 Or de Cuiabá/MT, GOEMT-COMAB-CMI Tel: (65) 3052-6721 divulga diariamente no JB News o Breviário Maçônico, Obra de autoria do saudoso IrRIZZARDO DA CAMINO, cuja referência bibliográfica é: Camino, Rizzardo da, 1918-2007 - Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014 - ISBN 978-85.370.0292-6) BREVIÁRIO MAÇÔNICO Para o dia 21 de julho OS LÍRIOS O lírio tem o mesmo significado que o Lótus para os povos orientais, pois é uma flor “espiritualizante”, reveladora da pureza e da candura, simbolizando o próprio homem em êxtase; simboliza, outrossim, a mulher virgem, intocada e pura. Os lírios representam os iniciados e são dispostos em três etapas; os botões da fila superior simbolizam os iniciados nos mistérios de Isis; os da fila central e desabrochados simbolizam os iniciados de Serápis, com o seu esplendor; a terceira fila, dos lírios pendentes, simboliza os iniciados nos mistérios de Osíris, que desceram ao mundo para auxiliar e iluminar a humanidade. Simbolizam, outrossim, os três Graus dos construtores do Templo: Aprendizes, Companheiros e Mestres. Em união com as Romãs, simbolizam o culto místico da procriação; os perfume e a candura dos lírios, ou o seu rubor, representam o afrodisíaco vinho obtido das romãs, como referido no Cântico dos Cânticos; revelam a exuberância (aceita na época) sexual de Salomão convivendo com centenas de concubinas. Esses símbolos encimam as colunas “J” e “B” e alertam os maçons que deve viver em harmonia, com o equilíbrio da pureza e do prazer. Os lírios egípcios eram de uma coloração avermelhada. Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 221.
  22. 22. JB News – Informativo nr. 2.119 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 21 de julho de 2016 Pág. 22/22 LEI DA COMPENSAÇÃO -a escada é mesma: a de subir e a de descer- Autor: Raimundo A. Corado Barreiras, 19 de fevereiro de 2016. Ah! Como é bom ser bom; Agir com espontaneidade; Externando o ser maçom; Desprovidos de vaidades. Um dia iremos necessitar; Do nosso saldo aqui na terra; Na hora de as contas prestar; Quando nosso ciclo se encerra. Ante a porteira estreita do céu; Vale muito o malho e o cinzel; Pois tudo lá é abstrato. Seremos medidos por ações; Pela brandura dos corações; É compensação no modo exato.

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