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Jb news informativo nr. 2116

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Jb news informativo nr. 2116

  1. 1. JB NEWS Filiado à ABIM sob nr. 007/JV Editoria: Ir Jeronimo Borges Academia Catarinense Maçônica de Letras Academia Maçônica de Letras do Brasil – Arcádia de B. Horizonte Loja Templários da Nova Era nr. 91(Florianópolis) - Obreiro Loja Alferes Tiradentes nr. 20 (Florianópolis) - Membro Honorário Loja Harmonia nr. 26 (B. Horizonte) - Membro Honorário Loja Fraternidade Brazileira de Estudos e Pesquisas (J. de Fora) -Correspondente Loja Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônicas (P. Alegre) - Correspondente Saudações, Prezado Irmão! Índice do JB News nr. 2.116 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 18 de julho de 2016 Bloco 1-Almanaque Bloco 2-IrJuarez de Oliveira Castro (Foco & Ação) Lealdade Bloco 3-IrSérgio Quirino – Fazer ou Desfazer? Bloco 4-IrWilliam Spangler – O Sinal da Ordem e de Ordem Bloco 5-IrJosé Maurício Guimarães – Maçonaria: Versões Oficiais e Versõies Possíveis Bloco 6-IrPedro Juk – Perguntas & Respostas – do Ir Morel Marques Andrade (Morrinhos GO) Bloco 7-Destaques JB – Breviário Maçônico para o dia 17 de julho e versos do Ir. e Poeta Adilson Zotovici
  2. 2. JB News – Informativo nr. 2.116 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 18 de julho de 2016 Pág. 2/23 Irmão Manoel Miguel MM da Loja Colunas de São Paulo 4145 – GOB/GOSP – Or.’. de São Paulo. Cel./WZ: 19 98401-0686 Escritor – Palestrante – Coach em Saúde e Estilo de Vida manoelmiguel@msn.com Nesta edição: Pesquisas – Arquivos e artigos próprios e de colaboradores e da Internet – Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias, de colaboradores e www.google.com.br Os artigos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião deste informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores. 1 – ALMANAQUE Hoje é o 200º dia do Calendário Gregoriano do ano de 2016– (Lua Quarto Crescente) Faltam 166 para terminar este ano bissexto Dia Nacional do Trovador Se o Irmão não deseja receber mais o informativo ou alterou o seu endereço eletrônico, POR FAVOR, comunique-nos pelo mesmo e-mail que recebeu a presente mensagem, para evitar atropelos em nossas remesssas diárias. Obrigado. Colabore conosco para evitar problemas na emissão de nossas mala direta diária. LIVROS
  3. 3. JB News – Informativo nr. 2.116 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 18 de julho de 2016 Pág. 3/23  64 - Grande incêndio de Roma: Um incêndio começa a queimar a área mercantil de Roma, logo destruindo boa parte da cidade. Enquanto isso, o imperador Nero supostamente observava de uma distância segura, tocando sua lira.  1195 - O Califado Almóada derrota o Reino de Castela na Batalha de Alarcos.  1824 - Desembarcam em Porto Alegre os primeiros 39 colonos alemães para colonizar o Rio Grande do Sul.  1830 - O Uruguai adopta a sua primeira constituição.  1841 - D. Pedro II é coroado Imperador do Brasil.  1870 - A Igreja Católica promulga o dogma da infalibilidade do Papa.  1873 - Oscar II do Reino da Suécia e Noruega é coroado como rei da Noruega em Trondheim.  1898 - Marie Curie e Pierre Curie anunciam a descoberta de um novo elemento químico e propõem que se chame Polónio.  1909 - Primeiro Clássico Grenal da história (futebol brasileiro).  1918 - A grã-duquesa Isabel Feodorovna, o grão-duque Sérgio Mikhailovich e os príncipes João Constantinovich, Igor Constantinovich, Constantino Constantinovich eVladimir Paley da Rússia são assassinados por membros do partido bolchevique.  1925 - Adolf Hitler publica a Mein Kampf.  1936 - O general Francisco Franco e outros militares dão um golpe de estado na Espanha contra a República. Assim inicia a Guerra Civil Espanhola.  1942 - Segunda Guerra Mundial: os alemães testam em voo o Messerschmitt Me-262 usando apenas os seus jactos, pela primeira vez.  1944 - Segunda Guerra Mundial: Hideki Tojo resigna como Primeiro-ministro do Japão em consequência de vários contratempos no esforço de guerra.  1956 - Criada a Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Portugal.  1968 - É fundada a empresa norte-americana de semicondutores Intel.  1969 - Depois de uma festa na ilha Chappaquiddick, o Senador Edward Kennedy, de Massachusetts, faz cair de uma ponte de madeira o Oldsmobile que guiava. A sua secretária, Mary Jo Kopechne, morre afogada.  1971 - Última partida de Pelé na Seleção brasileira de Futebol.  1976 - A ginasta Nadia Comaneci, com 14 anos, atinge, pela primeira vez na história, a pontuação máxima (10) nos Jogos Olímpicos.  1980 - A TV Tupi, primeira emissora Latino-Americana, sai do ar definitivamente.  1986 - São difundidas imagens em directo de um tornado pela televisão KARE, do Minnesota, quando o helicóptero da estação é apanhado de surpresa por este fenómeno.  1993 - Benazir Bhutto toma posse como primeira-ministra do Paquistão para seu segundo mandato. Foi, em 1988 a primeira mulher a ocupar este cargo em um estadomuçulmano moderno.  1994 - Em Buenos Aires, uma explosão destrói um edifício onde várias organizações judaicas mantinham a sua sede, matando 96 pessoas e ferindo muitas. EVENTOS HISTÓRICOS (fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki) Aprofunde seu conhecimento clicando nas palavras sublinhadas
  4. 4. JB News – Informativo nr. 2.116 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 18 de julho de 2016 Pág. 4/23  1999 - Dom Jorge Ortiga toma posse como Arcebispo e Senhor de Braga e Primaz da Hispânia pela aposentação de Dom Eurico Dias Nogueira.   1832 Decreto, desta data, criou em cada distrito de Juiz de Paz, em Santa Catarina, uma casa de detenção. 1894 Decreto nr. 194, desta data, criou a Comarca de Campos Novos. 1914 Nasce, em Tubarão, Nereu Corrêa. Professor e escritor, também foi Conselheiro do Tribunal de Contas de Santa Catarina 1958 Instalado o município de Luiz Alves, criado pela Lei nr. 348, de 21 de junho de 1958. 1790 La Fayette e outros Maçons propõem a extinção dos títulos de nobreza, para que só houvesse distinção pelas Virtudes. 1815 Batalha de Waterloo. Excetuando-se Napoleão, quase todos os generais, de ambos os lados eram Maçons: Wellington, Blucher, Gneisenau, Ney, Murat, Kellermann, Méssena. 1840 Iniciava sua história a Augusta e Respeitável Loja Simbólica 18 de Julho N° 79, trabalhando sob a jurisdição do Grande Oriente Brasileiro do Passeio fundado em 24 de junho de 1831 e trabalhando no Rito Escocês Antigo e Aceito (REAA). 1889 Álvaro Palmeira foi médico, professor e diretor de Faculdade de Medicina. Nasceu nessa data e faleceu em 1992 Foi iniciado maçom através da Loja “Fraternidade Espanhola”, do Rio de Janeiro, a 9 de dezembro de 1920, e teve, portanto, quase 72 (setenta e dois) anos de atividade maçônica, durante os quais exerceu grande influência sobre a Maçonaria brasileira, colecionando, graças à sua atividade, amigos incondicionais e adversários irreconciliáveis, o que é próprio dos homens com luz própria, que incomodam os medíocres. Palmeira exerceu, praticamente, todos os altos cargos do Grande Oriente do Brasil: conselheiro, deputado à Soberana Assembleia Federal Legislativa, Grão-Mestre Adjunto e Grão-Mestre. 1919 1919 - Fundada nos Estados Unidos dia 18 de Julho de 1919 pelo Maçom Frank Sherman Land a Ordem do Capítulos DeMolay, é patrocinada e apoiada pela Maçonaria, oficialmente desde 1921, que na maioria dos casos cede espaço para as reuniões dos Capítulos DeMolay e Conventos da Ordem da Cavalaria, denominações das células da organização.” 1949 Fundação da ARGBCLSS Pan Americana nr. 13 de Recife, jurisdicionada à Grande Loja de Pernambuco que trabalha no REAA. 1977 Selo nesta data por ocasião da 50º da fundação das Grandes Lojas Brasileiras (Grande Loja da Bahia nº 1, fundada em 22.05.1927; Grande Loja do Rio de Janeiro nº 2, fundada em 24.06.1927; e Grande Loja do Estado de São Paulo nº 3, fundada em 15.07.1927), o desenho é do artista Júlio P. Guimarães. 2009 Fundação da ARLS Cavaleiros de Aço nr. 4004, de Curitiba, que trabalha no REAA jurisdicionada ao Grande Oriente do Paraná (GOB/PR) com Sessões aos segundos domingos de cada mês às 10h00. Fatos maçônicos do dia Fonte: O Livro dos Dias (Ir João Guilherme) e acervo pessoal históricos de santa catarina
  5. 5. JB News – Informativo nr. 2.116 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 18 de julho de 2016 Pág. 5/23 O Ir Juarez de Oliveira Castro, MI da Loja Alferes Tiradentes, escreve às segundas-feiras - (48) 9983- 1654 (Claro) - (48) 9801-9025 (TIM) juacastr@gmail.com – http://www.alferes20.net Lealdade Já escrevi várias vezes de que sou um apreciador da “Câmara de Reflexão” em razão do momento mágico em que passamos quando da preparação de nossa Iniciação. E ela tem várias frases penduradas na parede que nos levam à reflexão. Uma delas é: “Se fores dissimulado, nós descobriremos”. E como vamos descobrir a dissimulação de alguém? Através da convivência. Ninguém poderá enganar a uma pessoa por muito tempo. Mais cedo ou mais tarde é descoberta. Isso é uma realidade. A Maçonaria evidencia a Lealdade considerando-a uma virtude maçônica importante e está impregnada de “honradez, fidelidade, justiça, amor fraternal e bondade”, sendo um elemento de força em uma Loja Maçônica. E um dissimulado não poderá resistir a todas essas virtudes. Como disse alguém “o Irmão Maçom que ajusta sua conduta nos ensinamentos recebidos na lealdade, apoiando ao Venerável Mestre e aos Dignitários e Oficiais e respeita os direitos alheios e os princípios da Maçonaria, é leal a sua Loja e, por conseguinte a si mesmo”. Por isso que descobriremos o dissimulado porque estimulamos a Sinceridade em razão da máxima de que se não podermos ser inteiramente sinceros com os Irmãos é preferível não estar na Instituição, porque quando estendemos as mãos e abraçamos o Irmão, este ato é sinônimo da sinceridade. Nós estamos dizendo que somos Irmãos e não podemos falhar. Temos obrigações mútuas e necessitamos ter as mesmas concessões e o mesmo respeito. A sinceridade deve estender-se aos princípios morais que professamos e, assim, podermos dizer que somos sinceros conosco mesmos. Somos leais. Li, não lembro onde, que “A Lealdade é de grande valor e uma grande virtude, digna de grandes seres, capazes de superar os obstáculos que se apresentam dia a dia, com sua cabeça erguida, homens únicos que se conhecem a si mesmos, conscientes do compromisso que tem com a humanidade”. Ou seja, uma pessoa leal é alguém que é fiel e dedicado, e sempre cumpre as suas promessas. E se eu não cumprir o meu juramento prestado, não estarei dentro das definições acima. Serei um desleal, um infiel. O Livro da Lei está sempre mostrando a lealdade de Deus para com seu povo, como Jeová demonstrou lealdade para com Davi, o famoso segundo rei de Israel. Diz a Bíblia que enquanto Davi era jovem, Jeová disse ao profeta Samuel: “Levanta-te, unge-o, pois é este!”. E conta a Bíblia que Deus o protegeu e guiou Davi, enquanto este ganhava madureza para ser o futuro rei de todo o Israel. (Veja em I Samuel capítulos 16 a 19). Ivan Martins em uma Peça de Arquitetura afirma que a Lealdade “... é uma forma de nobreza e tem a ver com sacrifício. Não é uma obrigação, é uma escolha que mistura, necessariamente, ideias e sentimentos. Na lealdade talvez se manifeste o melhor de nós”. Todo Maçom é obrigado a ser leal à Maçonaria e, claro a todos os Irmãos, pois foi pedido para refletir antes de entrar na Instituição que ela “tem responsabilidades e deveres para com a sociedade, a pátria e a humanidade”. Então, ela diz que “todo aquele que não cumprir os deveres de Maçom, em qualquer oportunidade, nós o consideraremos desleal à Maçonaria”. 2 – Lealdade - (Foco & Ação) Juarez de Oliveira Castro
  6. 6. JB News – Informativo nr. 2.116 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 18 de julho de 2016 Pág. 6/23 Ano 10 - artigo 29 - número sequencial 574 –17 julho 2016 Saudações, estimado Irmão! FAZER OU DESFAZER? O Irmão Vitor Modesto Braz, em seu livro, “EU MAÇOM” (pág. 29), propõe a seguinte indagação: “O que vindes fazer aqui? Ou, o que vem “desfazer” aqui?” O prefixo “des”, de origem latina, indica a negação ou ação contrária e traz a essência da oposição. De certa forma, opor é aquela faculdade que nos permite distinguir entre o que nos apresenta como fato externo a nós e aquilo que concluímos por meio do crivo de nossa consciência. Trata-se da base da nossa faculdade de escolha. Na bipolaridade própria da natureza humana, o prefixo ‘des” acaba, pois, por carregar em si um sentido depreciativo. Fiquemos atentos aos Irmãos que, de tudo reclamam, que sistematicamente se opõem e que não conhecem e nem reconhecem nos Irmãos suas ações laborativas. Na resposta do trolhamento, vemos como as ações de “fazer”, “deixar de fazer” e “desfazer” podem ser complicadas e perigosas. Fazendo, atingimos o progresso individual. Deixando de fazer, vem uma estagnação relacional. E, se a ação for para desfazer, há o inevitável retrocesso coletivo. A essência da simbologia do “lavrar-se” está em subjugar paixões (vícios) e vontade (ego) Porém, o labor se assenta além da individualidade. Somente conseguiremos promover novos progressos na Maçonaria aprofundando o relacionamento fraterno entre nossos Irmãos. No plano maçônico, nossos comentários, atitudes, e ações devem sempre agregar, construir, promover o bem estar. Os que deixam de fazer não são nocivos. Estão entre nós para ocupar o vazio de uma mente 3 – Fazer ou Desfazer? Sérgio Quirino Guimarães
  7. 7. JB News – Informativo nr. 2.116 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 18 de julho de 2016 Pág. 7/23 quieta. O Malho e o Cinzel em suas mãos seriam objetos marcantes e com a possibilidade de, algum dia, serem aplicados para aparar suas próprias arestas. O perigo está no obtuso, que, em tudo e em todos, vê arestas e se julga capaz de desfazer (corrigir) erros nos Irmãos e colocar a “Loja nos trilhos”. Tem um cinzel de puro e frio aço, amolado pela lima da arrogância e soberba. Seu Malho é proporcional à sua vaidade e intolerância. Infelizmente, há, recorrentemente em nosso meio, esse demolidor, que desfaz a harmonia das Lojas e afasta os Obreiros e que precisa ser alertado em conversa respeitosa e franca sobre o que se espera de compromisso do Maçom: AMIZADE, ações de PROSPERIDADE e, acima de tudo, PAZ! Neste décimo ano de compartilhamento de instruções maçônicas, mantemos a intenção primaz de fomentar os Irmãos a desenvolverem o tema tratado e apresentarem Prancha de Arquitetura, enriquecendo o Quarto-de-Hora-de-Estudo das Lojas. Precisamos incentivar os Obreiros da Arte Real ao salutar hábito da leitura como ferramenta de enlevo cultural, moral, ético e de formação maçônica. Fraternalmente Quirino Sérgio Quirino - ARLS Presidente Roosevelt 025 - GLMMG Contato: 0 xx 31 8853-2969 / quirino@roosevelt.org.br Facebook: (exclusivamente assuntos maçônicos) Sergio Quirino Guimaraes Guimaraes Os artigos publicados refletem a opinião do autor exclusivamente como um Irmão Maçom. Os conteúdos expostos não reproduzem necessariamente a ideia ou posição de nenhum grupo, cargo ou entidade maçônica.
  8. 8. JB News – Informativo nr. 2.116 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 18 de julho de 2016 Pág. 8/23 IrWilliam Spangler MM Loja União Diamantinense, 205 Diamantina MG w.spangler9@gmail.com O SINAL DA ORDEM E DE ORDEM Grau Aprendiz maçom A virgem amamentando e São João menino observa – Gianpietrino (1500-1520) Nas guildas da Idade Média havia a tradição de nomear um padroeiro que protegesse a irmandade e constituísse uma espécie de veneração de seus trabalhos como artesãos e significasse uma elevação religiosa em relação a fé professada em suas oficinas, canteiros de obras e ateliês. A similaridade do oficio exercido nas guildas como carpinteiros, ferreiros, armeiros, moleiros, joalheiros, entalhadores e tantas outras artes manuais era preconizada por algum santo que tivesse relação com estes ofícios ou mesmo por simples devoção de sublimação coletiva ou fé religiosa e era elevado à condição de patrono e protetor da guilda. Esta tradição remonta ao surgimento do cristianismo e perpetua até os nossos dias como uma condição imprescindível para a constituição de confrarias, sociedades secretas, irmandades e seitas religiosas, movimentos messiânicos, sincretismo religioso, templos e santuários de peregrinação, países, festas sacras e tantos outros agrupamentos sociais que tem como padroeiros e protetores santos de vários significados e motivos que celebram uma virtude teológica inerente ao propósito da sociedade, por simples devoção e respeito, por tradição histórica ou por fanatismo insurgente e 4 –O Sinal da Ordem e de Ordem William Spangler
  9. 9. JB News – Informativo nr. 2.116 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 18 de julho de 2016 Pág. 9/23 imposto por líderes teológicos. O Brasil tem por padroeira NS Aparecida pelo fator histórico; a Irmandade de São Francisco pela devoção e fé; Iemanjá e Ogum na Umbanda e Candomblé pelo sincretismo; a Igreja com São Pedro pelo oficio teológico; a Inglaterra com São Jorge pela devoção à cavalaria; Santiago de Compostela pela peregrinação e Santo Antonio casamenteiro por crendice popular e, é comum, termos santos protetores que carregamos em efígies de medalhas e corretinhas junto ao nosso corpo aos quais sempre recorremos em momentos de aflição ou por agradecimento de uma dádiva alcançada. No calendário religioso temos cerca de 365 santos: um para cada dia do ano e com as suas especificações divinas. A Ordem Maçônica também haveria de ter seu padroeiro: São João. O Batista. O culto a homens e mulheres santas tem seu inicio após o Concilio de Nicéia em maio de 325 AD na cidade de Iznik, província da Anatólia, convocada pelo imperador Flávius Valerius Constantinus, que relevou a deificação da figura de Jesus Cristo como entidade espiritual integrante da Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo tendo este credo Niceno estabelecido a divindade do homem da Galiléia. Neste ano começa a fundação da Igreja Católica e o estudo dos Evangelhos, que não se tornaram apócrifos, escritos pelos apóstolos que seriam beatificados como santos nos nichos cristãos da adoração e veneração icônica e sacra. Dentre eles, São João o Batista. Nascido no ano 2 Anno Domini em Aim Karim perto de Jerusalém, tornou-se em suas peregrinações um símbolo da purificação, da fraternidade e da busca da luz como conhecimento e verdade pelo ato do batismo, sendo decapitado no em 27 Anno Domine na fortaleza de Macareos a mando do rei Herodes Antipas que o havido feito prisioneiro por temer suas pregações e insuflações populares. É dito que tenha sido membro do Mosteiro dos Essênios onde estudara e aprendera sua filosofia de peregrinação. O seu evangelho está descrito no Livro da lei no Novo Testamento: “E a Luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.” João, Capitulo 1, versículo V. A sua sublimidade, devoção e fraternidade e o símbolo do batismo como redenção dos pecados e elevação da alma humana ao encontro da sabedoria e luz seriam a égide do patronato messiânico e monástico, primeiro na Maçonaria Operativa e depois na Maçonaria Especulativa e a forma similar à decapitação de seu martírio e destino se tornaria um símbolo do grau de iniciação do aprendiz. O Sinal da Ordem e de Ordem Os sinais, palavras e toques seriam uma condição imprescindível da preservação do sigilo e reconhecimento dos integrantes da Ordem Maçônica desde tempos imemoriais do surgimento desta augusta congregação operativa de construtores e operários seja ela nos primórdios do conhecimento da antiguidade na arquitetura egípcia nos trabalhos das pirâmides, obeliscos, esfinges, canais, templos: nas escolas de officium gregas que construíram o Partenon, os templos aos deuses, as belas colunas dóricas e estatuas ou no Colegia Fabrorum que acompanhava as legiões romanas nas conquistas do ocidente no inicio da era cristã. O costume de obter os conhecimentos de arquitetura e engenhos militares era mantido como segredo de estado nos povos beligerantes e como proteção aos ataques dos invasores e a sua revelação consistiria na derrota, pois as fortificações que eram obstáculos às invasões tinham seus segredos que as tornavam indestrutíveis aos ataques, como também, seus pontos fracos que somente os construtores conheciam e se revelados causariam a destruição e a submissão ao inimigo. Quem traísse seu juramento de manter o segredo seria eliminado imediatamente assim que fosse descoberto. Sabemos hoje que as pirâmides não foram construídas por escravos e sim por homens livres que devotaram seus trabalhos ao faraó e aos seus deuses e possuíam sinais que os identificava junto ao mestre de obras que os comandava para poderem solicitar alimentos, ferramentas e pagamento. O mestre também teria seu anel simbólico e sinal junto aos construtores para se identificar e relatar o estágio das obras e receber novas ordens a serem cumpridas.
  10. 10. JB News – Informativo nr. 2.116 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 18 de julho de 2016 Pág. 10/23 Com os romanos viria, também, o sentido do politeísmo cultuados pelos variados deuses que ornavam o imaginário religioso itálico e o cristianismo que vicejaria suas doutrinas nonoteistas e o estudo dos evangelhos nos povos onde a conquista romana predominava. As cruzadas iniciadas no século XI permitiram aos nobres o contato com o Oriente Médio e o conhecimento mais abrangente sobre a os lugares sagrados da cristandade e os templos e arquitetura judaica que ainda existiam na cidade de Jerusalém, ponto central das conquistas religiosas dos cruzados. Os Templários teriam feito estudos e reflexões sobre a religião e a arquitetura do oriente e adaptaram aos seus segredos cerimoniais e modelos de templos e fortalezas que construíram no protegido caminho para Jerusalém e na Europa. O modelo imaginário do templo de Salomão seria introduzido na Maçonaria Especulativa após 1717 para dar fulcro à historia de Hiran Abib e a concepção do terceiro grau. Como eram as lojas operativas ainda é um mistério, pois organizavam-se nos porões dos castelo ou nas catacumbas das imensas catedrais que construíam na Europa. Para ser aceito nestes locais era necessário conhecer os sinais e palavras de passagem e para também serem aceitos em outras guildas de construtores e o sinal e palavras que os identificava em viagem era mantido em total segredo. A Maçonaria Operativa continuaria a preservar este procedimento dentro das guildas de ofícios e depois nos canteiros de obras das grandes catedrais e palácios que construiria no decorrer da Idade Média para manter o sigilo de seus conhecimentos de mestrias de todas as artes de carpintaria, calcetaria, olaria, vitrais, arcos, abobadas, domos, torres, ponteões, esculturas e uma infinidade de especialidades e habilidades de seus operários e mestres obedecendo às regras dos sinais e palavras para protegerem a Ordem e evitar que estes conhecimentos passassem a outras entidades, as quais não pertenciam, que também visavam o precioso comercio da arquitetura e construção financiada pelos ricos mecenas e, principalmente, pela Igreja que dominava a suntuosidade de suas catedrais. Tendo como patrono o Quattor Coronati, conforme descrevem alguns documentos de época, não foi elucidado até hoje a forma como os Maçons Operativos saudavam dentro das Lojas como, também, anterior à instituição de São João como patrono da Maçonaria Especulativa não há registro de como e porque este sinal foi estabelecido, sendo a maneira que até hoje é mantido como uma real alusão à decapitação do mestre apóstolo. O sinal no Rito Escocês Antigo e Aceito-REAA têm suas particularidades que são duas primordiais e únicas. O Sinal da Ordem : No grau de Aprendiz Maçom verifica-se no posicionamento ereto com os pés em esquadria, o braço esquerdo rente ao corpo, e o braço direito estendido linearmente ao ombro e a mão espalmada em esquadria sobre a glote que é desarmado em brusco movimento de degola. Ele é somente feito para estar à ordem nos momentos em que é solicitado em ritual ou por respeito às três colunas que simbolizam as filosóficas luzes que ornam o templo ( sabedoria, força e beleza), incluindo neste propósito o altar ornado pelo IOD. Este ato simbólico de respeito e obediência, como é entendido hoje,visa somente à celebração do martírio de São João e o posicionamento correto dentro dos momentos estabelecidos no ritual que o maçom deve proceder em Loja. É assim chamado Sinal da Ordem por ser somente usado pela Ordem Maçônica como preceito de saudação inter templis. Não há registro de outra Ordem que use o mesmo sinal e da forma como a Maçonaria o estabelece. O Sinal de Ordem O sinal do REAA no grau de Aprendiz Maçom assume outra característica por ser usado para estar de pé e à ordem aos trabalhos na reunião em momentos que o Ritual exige por ser solene e necessário. No inicio dos trabalhos de abertura da Loja e no fechamento são protocolares e devem prover de respeito, solenidade e extrema significância para os atos ritualísticos nestes momentos com a saudação que aclama e ecoa no Templo as vozes unidas dos Irmãos: Houssé, Houssé,Houssé. Quando a palavra é pedida e consentida ao membro de uma Loja, o maçom deve levantar-se, ficar em posição ereta e fazer o sinal ao saudar as três luzes como um referendo de humildade e
  11. 11. JB News – Informativo nr. 2.116 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 18 de julho de 2016 Pág. 11/23 respeito e após fazer suas mensuras, deve desfazer do sinal e promover suas palavras ou peça de arquitetura. Como o sinal é feito às três luzes não é necessário que o Venerável Mestre profira a ordem de desfazer o sinal como é verificado em muitas Lojas, pois a reverencia é para saudar as três luzes de trabalho da Loja que naquele momento são representadas pelos seus dignitários eleitos e ao conceder a palavra o VM diz em seu pronunciamento: Podeis conceder a Palavra, dita aos Irmãos Segundo e Primeiro Vigilante. Se o consentimento foi dado não é necessário repeti-lo. O Sinal de Ordem não é uma continência que espera a autorização de alguém para ser desfeito. E se o uso da palavra já foi autorizado pelo Venerável Mestre, o sinal é apenas a deferência que possibilita estar à ordem como é preconizado pelo Ritual imbuído pelos costumes e leis maçônicas. Outro ponto a ponderar é quando o Venerável Mestre conclama o Orador e Secretário para verificar o conteúdo da Bolsa de Proposta e Informação e os mesmos fazem o Sinal de Ordem desnecessariamente, pois o sinal é feito somente em respeito às luzes e não para um objeto. A Bolsa de Proposta e Informação não representa a importância que mereça ser saudada pelo sinal. É parte de um ato administrativo ritualístico e não uma formalidade filosófica e cerimonial como as Luzes do Templo. Ao serem dispensados pelo Venerável Mestre devem apenas curvar a cabeça em sinal de respeito à solicitação. Os Diáconos ao perfilarem para transmitirem a Palavra de Passe deveriam fazer o sinal em respeito ao ato solene de transmissão desta palavra que abre com rigor os trabalhos da Loja, mas ao passar pela Linha do Equador deveriam saudar o IOD apenas com o curvar da cabeça. Outro fator que pode ser dispensado por constituir uma forma de elevação pessoal é o que usualmente acontece ao membro da Loja ao ser homenageado ou ser referido em razão ao seu ato, o Maçom não deveria se levantar e fazer o sinal de ordem, pois isto configura vaidade e ao mesmo tempo estará acima dos Irmãos ao se levantar como se seu ato fosse mais importante que a premissa de sermos todos iguais. Todo e qualquer ato de um maçom no mundo profano é feito em nome da Ordem e estende seus efeitos benévolos em homenagem aos quais pertençam á sua Loja. Somos todos iguais dentro do Templo. A humildade guia nossa vontade e a virtude enobrece nossos atos. Em minha opinião, deveríamos apenas elevar a mão direita espalmada em sinal de agradecimento e repeito à citação que nos é dignificada. Ao sair da Loja em reunião ou ao entrar após a sua iniciação o sinal deve também deveria ser feito para indicar o respeito aos trabalhos do grau, com o é exigido do Cobridor Externo. Tudo o que se revelou no Templo, no Templo haverá de ser guardado. Sinais, Palavras, Toques e relatos de ata devem ser resguardados do mundo profano. Nunca, devo salientar na minha pobre compreensão da história maçônica, deve o Sinal da Ordem e de Ordem ser feito em outro lugar ou ocasião que não em reunião do grau dentro do Templo. Se assim o fizermos estaremos quebrando um juramento e demonstrando nossa displicência, desobediência e vaidade que não cabe a um maçom sério, retilíneo e protetor dos segredos da Ordem, assim, como respeitavam seus códigos e leis os antigos Maçons Operativos e atualmente os Maçons Especulativos. “ In principio erat verbum. Et verbum erat Deo” Joannes Baptisti Excelsis Sancti. William Spangler - MM Loja União Diamantinense nº 205 Oriente de Diamantina MG
  12. 12. JB News – Informativo nr. 2.116 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 18 de julho de 2016 Pág. 12/23 Exerço o livre pensamento e a busca constante da Verdade, pois não tenho compromisso com o erro. MAÇONARIA: VERSÕES Oficiais e Versões POSSÍVEIS José Maurício Guimarães Estamos acostumados com a ideia de que a Maçonaria só tem "história" a partir do final do século dezessete e início do século dezoito, na Europa. Quanto a outras versões ou inegáveis influências das diversas correntes iniciáticas, os estudiosos "chapa branca" continuam apregoando – especialmente no Brasil – que tudo não passa de "viagem na maionese", coisa de lunáticos. Contudo, existem provas de que nossa Ordem se concretizou durante mais de três séculos antes do surgimento da Grande Loja da Inglaterra. Com isso não quero dizer que houve na Idade Média ou na Renascença uma sociedade com o nome "maçonaria", ou que, antes disso, o egípcio Imhotep (2.627 a.C.), o grego Calícrates (400 a.C.) ou o romano Vitrúvio (100 a.C.) fossem filiados a alguma Potência, com carteirinha, placet e identidade maçônica, ou mesmo que vestissem terno preto uma vez por semana para comparecerem a entediantes reuniões de bajulação mútua. 5 – Maçonaria: Versões Oficiais e Versões Possíveis José Maurício Guimarães
  13. 13. JB News – Informativo nr. 2.116 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 18 de julho de 2016 Pág. 13/23 Reconheço, por outro lado, que há muitas teorias e invenções sobre os Cavaleiros Templários, as influências das Igrejas Católica e Anglicana (que outros consideram grandes idiotices, besteiras ou "viagens"), fatores que impedem uma discussão equilibrada sobre as origens das leis maçônicas e seus rituais. Virou moda negarem que a Maçonaria é uma sociedade secreta ou, pelo menos, que tenha evoluído de grupos iniciáticos mais antigos. Essa negativa sim, é uma grande idiotice e não vou tentar provar o contrário no âmbito deste artigo. Remeto os teimosos e cabeçudos às obras clássicas sobre antropologia, especialmente James George Frazer ("The Golden Bough: a Study in Magic and Religion"), Émile Durkheim ("Les formes élémentaires de la vie religieuse"), Bronisław Malinowski ("The Scientific Theory of Culture") e o moderno Clifford James Geertz ("Myth, Symbol, and Culture"). A Maçonaria era uma sociedade secreta antes do século dos Ingleses ("the wonderful century of English"). "Mas por que não deixaram registros históricos?" – Elementar, meus caros Watsons: sociedades secretas não registram atas em cartórios, não emitem decretos, circulares e atos, nem guardam seus registros em secretarias. Essa novidade de dizer que nossa Ordem não é secreta e sim "discreta" é uma viagem semântica; não existe tal coisa e o mal arranjado eufemismo "discreta" surgiu dos pouco letrados que, inexplicavelmente, tentam "fazer a boa-figura" de politicamente corretos perante igrejas e governos, aos quais ainda permanecem atrelados a cabresto. Somos uma sociedade iniciática, e pronto! Não precisamos dar satisfações a ninguém, pois nossos objetivos e práticas são legais, éticos e morais. Convençam-se disso (a menos, é claro, que alguém tenha culpas na consciência). Das vinte e duas principais Ordens iniciáticas existentes, posso dizer que conheço de perto (ou por dentro) umas sete: e nunca vi nenhuma dessas se preocuparem em dar explicações esfarrapadas ao mundo profano sobre suas características; e muito menos abrem seus Templos à visitação pública. A Maçonaria (especialmente no Brasil) é de muito tempo fiscalizada de perto (e por dentro) pelas autoridades civis e religiosas. Foi assim na era Vargas, foi assim durante o regime militar de 1964. Não exagero em afirmar que, ainda hoje, instituições hierárquicas da Igreja estão presentes nos quadros de obreiros das Lojas a observar atentamente, sob acurada vigilância, nossas ações e comportamentos. Estou preparado para ser criticado como desmedido disparatado que viaja nas teorias da conspiração e outras besteiras. Não responderei a tais críticas. Falo do que vejo e do que sei. A visão "oficial" da Maçonaria, o disfarce de seus verdadeiros mistérios e a adulteração de sua história secreta é melhor exposta por Robert Lomas, maçom e escritor acadêmico britânico, formado em Engenharia, Ph.D. em Física e professor da University of Bradford. Quando Robert Lomas começou a estudar as origens da Maçonaria, bateu de frente com enormes obstáculos que lhe foram impostos pela Grande Loja Unida da Inglaterra. Todo historiador sabe como é difícil pesquisar nos tais "arquivos maçônicos" das grandes Potências. Nelas, uma cuidadosa faxina foi realizada em tempos pretéritos pelos inimigos de fora e de dentro. Descobrir informações reais é um ato de extrema perícia, paciência e coragem. Apenas alguns livros contemporâneos podem ser estudados e as "apostilas" ou manuais colocados à disposição dos maçons relatam apenas as opiniões de quem os escreveu e para a salvaguarda dos interesses dos "donos" dessas instituições. Robert Lomas certamente caiu em desgraça diante da Grande Loja Unida da Inglaterra por não aceitar as teses oficiais, e por ter descoberto que a Maçonaria não começou em Londres no glorioso ano 1717. Lomas contesta que a Maçonaria tenha nascido completamente formada, na mente de um pequeno grupo de “Cavalheiros” de Londres, ideia que pegou rapidamente e se estabeleceu pétrea na imaginação de grande parte da humanidade.
  14. 14. JB News – Informativo nr. 2.116 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 18 de julho de 2016 Pág. 14/23 "Na verdade, – diz Robert Lomas – a GLUI desencoraja qualquer ideia de que poderia haver uma história da Maçonaria que antecedente à sua própria formação, em 1717" ("The Secrets of Freemasonry", 2006, publicado no Brasil pela Madras Editora Ltda, em 2015, com o título: "Os Segredos da Maçonaria"). Lomas relata que no final dos anos 1980 e começo dos anos 1990, os oficiais da GLUI se manifestaram hostis às suas pesquisas sobre as origens da moderna Maçonaria. E com um agravante assustador: só fora permito às "Lojas de pesquisas" Inglesas debaterem sobre inutilidades: qual bebida foi servida naquelas tabernas de 1717 e para quem foram levantados os brindes. E logo evidenciou-se para ele que a Loja Quatuor Coronati de Londres, intitulada a primeira de investigação maçônica, permanece imobilizada em apoio às diretrizes das concepções políticas ou interesses da GLUI. A partir daí, Lomas foi advertido de que, caso insistisse em questionar o ponto de vista oficial ou fizesse as perguntas "erradas", ele não obteria qualquer avançamento ou promoção dentro do sistema. Embora Robert Lomas fosse então um ativo participante, não tinha ambições por cargos maçônicos e estava (como ainda está) convicto de que a Maçonaria não é apenas uma organização que oferece oportunidades de convívio social, beneficente ou criada simplesmente para filantropia. Totalmente cético e independente em relação às explicações oficiais, ele prossegue investigando de onde veio a Maçonaria e o que ela é realmente. E acrescenta: "As atividades de caridade não são o motivo da existência da Maçonaria moderna. Seria talvez uma escola de moralidade criada com o objetivo de promover a paz e a boa vontade. Mas quem precisa se juntar a uma sociedade secreta, ou ter obrigações de sigilo para aprender ética rudimentar?" (Obra citada, páginas 13 a 17 da edição em português). Não resta dúvida que no Brasil a situação não é diferente; é apenas igual ou pior, com o agravante de que ninguém aqui lê, nem estuda. Nossas reuniões se destinam a debater inutilidades sobre qual bebida será servida na festinha anual e em qual restaurante faremos nossos brindes. Entre nós, o Irmão Rosemiro Pereira Leal, ex-Venerável Mestre, Consultor Geral da Ordem, advogado e professor de Direito, filósofo e escritor, escreve em seu "Morfologia do Rito Maçônico", página 150: "É certo que a maçonaria guarda, em seu rito, uma terapêutica de alívio da sobrecarga existencial, mas o que não é certo é encarar a maçonaria como o refúgio ou o asilo para a prática inconsciente do drama de nossa angústia pessoal e de nossa ignorância a respeito de nossa individualidade, a tal ponto de nos transformarmos em autômatos freudianos, praticando a solidariedade apenas por necessidade patológica de estar juntos, sem a consciência de saber o porquê e a finalidade de estar juntos." ::: Convido você para conhecer o meu site http://josemauricioguimaraes.com.br/index.html Sou contra o spam na rede e respeito a sua privacidade. Para garantir que todas as informações enviadas cheguem até você, escolha uma das três opções: 1) adicione o remetente jmauriciog@josemauricioguimaraes.com.br ao seu catálogo de contatos; 2) ou marque-o como confiável; 3) ou inscrever-se no meu site clicando aqui _ http://josemauricioguimaraes.com.br/participar.html
  15. 15. JB News – Informativo nr. 2.116 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 18 de julho de 2016 Pág. 15/23 Este Bloco é produzido pelo Ir. Pedro Juk, às segundas, quartas e sextas-feiras Loja Estrela de Morretes, 3159 - Morretes – PR Sessões no mesmo dia Em 20.11.2015 o Respeitável Irmão Morel Marques Andrade, Loja Luz e Liberdade, 1191, REAA, GOB, Oriente de Morrinhos, Estado de Goiás, solicita o esclarecimento seguinte: leromma@yahoo.com.br Se a Loja for alterar o Regimento Interno e o Estatuto, pode-se ter sessão ordinária de aprendiz e extraordinária (de mestre) para aprovação no mesmo dia, fazendo as transformações de Graus? Considerações: Eu não sei bem se essa é uma questão de alteração do Regimento Interno ou do Estatuto da Loja, já que é consuetudinário, desde que justificável, em Maçonaria a alternativa do Venerável marcar outra sessão fora do calendário (outra data) em caso de necessidade premente. Quanto à transformação da Loja para outro Grau na mesma sessão, penso que é possível já que existem os procedimentos litúrgicos para essa transição, inclusive previstos nos rituais de Companheiro e de Mestre. Sob essa óptica, eu vejo a qualificação como “transformação de Loja” e não uma “Sessão Extraordinária”. Trocando em miúdos, essa mudança de Grau é feita numa mesma sessão e não a abertura da Loja noutro Grau no mesmo dia em que os trabalhos transcorrem normalmente. T.F.A. PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com - Fev/2016 Não esqueça: envie sua pergunta identificada pelo nome completo, Loja, Oriente, Rito e Potênc 6 – Perguntas & Respostas Pedro Juk
  16. 16. JB News – Informativo nr. 2.116 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 18 de julho de 2016 Pág. 16/23 (as letras em vermelho significam que a Loja completou ou está completando aniversário) GLSC - http://www.mrglsc.org.br Data Nome Oriente 01.07.1977 Alferes Tiradentes, nr. 20 Florianópolis 07.07.1999 Solidariedade Içarense, nr. 73 Içara 07.07.2005 Templários da Nova Era, nr. 91 Florianópolis 10.07.2007 Obreiros da Maravilha, nr. 96 Maravilha 12.07.1980 XV de Novembro, nr. 25 Imbituba 21.07.1993 Liberdade Criciumense, nr. 55 Criciuma 28.07.2006 Anhatomirim, nr. 94 Florianópolis 27.07.2012 Aliança, Verdade e Justiça nr. 106 Florianópolis 31.07.1975 Obreiros de Hiram, nr. 18 Xanxerê 31.07.2007 Acácia Palhocense, nr. 97 Palhoça GOB/SC – http://www.gob-sc.org.br/gobsc Data Loja Oriente 02.07.01 Renovação - 3387 Florianópolis 03.07.78 Flor da Acácia - 2025 Itajaí 08.07.10 Lealdade - 3058 Florianópolis 13.07.01 Frat. Alcantarense - 3393 Biguaçú 14.07.2006 Acadêmica Razão e Virtude nr. 3786 Brusque - SC 17.07.02 Colunas da Serra - 3461 Joinville 17.07.02 Mestres da Fraternidade-3454 Florianópolis 17.07.97 Compasso das Águas -3070 São Carlos 23.07.1875 Luz e Caridade - 327 São Francisco do Sul 26.07.05 Frat. Acad. Ciência e Artes - 3685 Jaraguá do Sul 29.07.96 Estrela Matutina - 2965 Florianópolis 7 – Destaques (Resenha Final) Lojas Aniversariantes de Santa Catarina Mês de julho
  17. 17. JB News – Informativo nr. 2.116 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 18 de julho de 2016 Pág. 17/23 GOSC https://www.gosc.org.br Visite o novo Site da Loja Templários da Nova Era http://www.templarios91.com.br Data Nome da Loja Oriente 04/07/1999 Giuseppe Garibaldi Florianópolis 04/07/2002 Léo Martins São José 11/07/2009 Universitária Luz de Moriah Chapecó 11/07/2009 Passos dos Fortes Xaxim 12/07/2006 Colunas Da Concórdia Concórdia 18/07/2003 Ardósia do Vale Rio do Sul 21/07/1973 Silêncio de Elêusis Chapecó 22/07/1981 Acácia da Ilha Florianópolis 24/07/2013 Triângulo Força e União Cocal do Sul 25/07/1995 Gitahy Ribeiro Borges Florianópolis 26/07/1980 União da Fronteira São Miguel do Oeste 27/07/1981 Arquitetos do Oriente Xanxerê 27/07/2009 Luz da Acácia Capivari de Baixo
  18. 18. JB News – Informativo nr. 2.116 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 18 de julho de 2016 Pág. 18/23 Nuit de mort le 14 juillet – communiqué commun des obédiences maçonniques 15 juillet 2016, Communiqué Un bolide, alors que la France célèbre sa Fête Nationale, au bord de la Méditerranée, sous un ciel étoilé, le sang versé, les corps éparpillés, écrasés, mutilés, déchiquetés, fauchant toute vie, à la fois aveugle et déterminé à faire carnage. Le calcul glaçant du meurtrier. La violence de la terreur un soir de Fête Nationale et de joie populaire. Une sorte de coup médiatique mondial : Nice et son bord de mer, images de la belle France qui fait rêver. Ce geste atroce est destiné à terroriser tout un peuple, et au-delà. Car c’est l’humanité universelle qui est visée. Les francs-maçons sont mis au défi de poursuivre leur quête de fraternité, leur marche sans faille pour le progrès de l’Humanité. Ils ne renonceront pas. Jamais. Toutes les questions doivent être vues, de face et sans crainte, et elles sont de taille, si nous ne voulons pas que nos mots, nos actions et notre Idéal, ne soient que des postures ou des figures opportunistes. Bouleversés par l’atrocité de cet attentat terroriste, les francs-maçons des organisations signataires s’inclinent et se recueillent dans le plus profond respect devant les victimes, devant leurs proches et leurs amis. Nous voulons rappeler, encore et toujours, que l’engagement des francs-maçons est de rassembler librement les humains en fraternité. Nous voulons construire de la vie. Les forces de la mort et de la haine ne doivent pas passer. Les obédiences signataires : La Fédération Française du Droit Humain; la Grande Loge Féminine de France; le Grand Orient de France; la Grande Loge de France; la Grande Loge Féminine de Memphis Misraїm; la Grande Loge Mixte de France; la Grande Loge Mixte Universelle; La Grande Loge des Cultures et des Spiritualités; La Grande Loge Traditionnelle et Symbolique Opéra. Texto enviado pelos Irmãos Antonio Valdemar e Amândio Silva, de Lisboa, com tradução do Irmão Amândio Silva: O 14 de julho, data da Queda da Bastilha, que é um dos emblemas da Revolução Francesa, é celebrado em França, como o seu Dia Nacional e tem uma participação popular alegre e orgulhosa do significado de libertação do absolutismo, é uma festa da liberdade. O louco que premeditou o massacre quis atingir esses simbolos e valores Aqui vai a tradução (creio que fiel ao espírito da mensagem, mesmo que algumas palavras traduzidas não de forma literal).
  19. 19. JB News – Informativo nr. 2.116 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 18 de julho de 2016 Pág. 19/23 NOITE DE MORTE NO I4 DE JULHO COMUNICADO COMUM DAS OBEDIÊNCIAS FRANCESAS Um bólide, enquanto a França celebra sua Festa Nacional, à beira do Mediterrâneo, sob um céu estrelado, o sangue derramado, os corpos desmembrados, esmagados, mutilados, destroçados, varrendo toda a estrada, de uma forma cega, determinado a fazer a carnificina. O cálculo gelado do assassinato. A violência do terror numa noite de Festa Nacional e de alegria popular. Uma espécie de golpe mediático mundial: Nice e sua beira mar, imagens da bela França que fazem sonhar. Este gesto atroz destina-se a aterrorizar todo um povo, mais mais ainda. Porque é a humanidade universal que se deseja atingir. Os franco-maçons são exigidos a demonstrar seu sentimento de frater- nidade, a fazerem sua marcha sem hesitação para o progresso da Humanidade. Eles não renunciarão. Jamais! Todas as questões devem ser ser vistas de frente, sem temor. e são de grande porte, se nós queremos que nossa palavra, nossas ações e nosso Ideal, não passem de posições ou de figuras oportunistas. Revoltados pela atrocidade deste atentado terrorista, os franco-maçons das organizações signatárias se inclinam e se recolhem no mais profundo respeito perante as vítimas, seus familiares e seus amigos. Nós queremos assegurar, agora e sempre, que o empenhamento dos franco- maçons é de juntar livremente os humanos, em fraternidade. Nós queremos construir a vida. As forças da morte e do ódio não podem passar. As Obediências signatárias a Federação Francesa dos Direitos Humanos; a Grande Loja Feminina da França; o Grande Oriente de França; a Grande Loja de França; a Grande Loja Feminina de Memphis Misraim a Grande Loja Mixta de França; a Grande Loja Mixta Universal; a Grande Loja das Culturas e das Espiritualidades; a Grande Loja Tradicional e Simbólica Ópera O Comunicado foi publicado em 15 de julho, ou seja 24 horas depois do atentado, o que revela em primeiro lugar uma capacidade de reação imediata sobre o acontecimento, mas sobretudo como as Obediências se entenderam na hora para marcar posição da Maçonaria perante a sociedade num momento de sofrimento não apenas de Nice mas de toda a França.
  20. 20. JB News – Informativo nr. 2.116 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 18 de julho de 2016 Pág. 20/23 Confesso que algumas das signatárias é a primeira vez que tive conhecimento de sua existência, o que revela o respeito das maiores Obediências, como sejam o Grande Oriente de França e a Grande Loja de França, pelas de menor relevância nacional e internacional, mas todas elas com voz própria e qualidade reconhecida para integrarem a família maçónica francesa e poderem ser signatárias comuns do mesmo Comunicado. Acredito que a primeira Obediência a contatar as restantes foi a primeira da lista, e como não elogiar o Grande Oriente e a Grande Loja em não terem qualquer desconforto em aparecer em terceiro e quarto lugares do Comunicado. Que entendimento correto do que é a Maçonaria, com sua visão universal. MQIr: Jerónimo: Fique à vontade para aproveitar minhas observações quer do email de ontem, quer deste, pois assino em baixo. Não será do nosso tempo, mas outros nossos irmãos brasileiros, talvez ainda neste século, possam incutir nas suas Obediências uma prática similar à que hoje podemos saudar em França. Modesta mas convictamente, deixo minha utopia como pequena semente a germinar no futuro. Forte T.'.F.'.A.'. Amandio 18 de Julho de 1945: Chegada ao Rio de Janeiro do 1º. Destacamento da FEB: (do Irmão Jorge Muniz Barreto): Aproveito para assinalar a chegada ao Rio de Janeiro (18/07/1945) do 1º destacamento da FEB (Força Expedicionária Brasileira) que foi comemorada com uma série de selos que lhe envio. Eu tinha 9 anos mas acompanhava meu pai (Tenente Coronel Engenheiro Militar de Armamento) o tempo todo torcendo pela nossa vitória. Veja a cobra fumando, símbolo da FEB e do 5º Exército Dos USA que os brasileiros reforçaram. Fraternalmente, Jorge Muniz Barreto (Florianópolis)
  21. 21. JB News – Informativo nr. 2.116 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 18 de julho de 2016 Pág. 21/23 Ir Marcelo Angelo de Macedo, 33∴ MI da Loja Razão e Lealdade nº 21 Or de Cuiabá/MT, GOEMT-COMAB-CMI Tel: (65) 3052-6721 divulga diariamente no JB News o Breviário Maçônico, Obra de autoria do saudoso IrRIZZARDO DA CAMINO, cuja referência bibliográfica é: Camino, Rizzardo da, 1918-2007 - Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014 - ISBN 978-85.370.0292-6) BREVIÁRIO MAÇÔNICO Para o dia 18 de julho AS LENDAS A lenda é uma figura literária em desuso, hoje substituída pela ficção. O Rito Escocês Antigo e Aceito é composto de 33 graus e cada um deles possuía a sua lenda exclusiva. A lenda parte de um fato verdadeiro, contendo aspectos de ficção. Jesus ensinava por meio de parábolas, que não passam de uma lenda, pois os fatos são descritos como perfeitamente viáveis. O Templo de Salomão poderia constituir uma lenda, uma vez que nada resultou de palpável, apenas a descrição de como deveria ser construído. A lenda é uma descrição que não pode ser materializada e, para ser criada, faz-se necessário uma boa dose de fé. A Maçonaria tem um só alicerce: a construção do Templo de Salomão. A Igreja, ao relatar a vida dos santos, não dispensa a lenda denominada “lenda áurea”. As lendas do Rito Escocês Antigo e Aceito são de autores desconhecidos; nós nada criamos; apenas tentamos interpretar, para descobrir o seu profundo significado e a razão de fazerem parte dos rituais. O homem, em si, é uma lenda; o maçom tem uma vivência de lenda, pois vive em simbolismo; o símbolo é em si uma lenda. Cumpre a cada maçom tentar, pelo menos, desvendar a lenda que lhe pertence. Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 218.
  22. 22. JB News – Informativo nr. 2.116 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 18 de julho de 2016 Pág. 22/23 O Irmão Adilson Zotovici, Loja Chequer Nassif-169 de São Bernardo do Campo – GLESP escreve aos sábados neste espaço. adilsonzotovici@gmail.com G A R A N T I A Grandes templos vazios Vê-se por todos os cantos Face os tantos desvarios E dos muitos desencantos Causam mesmo espantos Se cidadãos indicados Vindos de vários recantos Breve, pois, afastados ! Não são eles os culpados ! Os metediços, curiosos... Ou somente inadequados Mas, os pedreiros faltosos ! Sem serem minuciosos “Numa lida crucial” Tornam-se até aleivosos Tratando-a como banal ! Basta ler o ritual O que de bom se procura Perscrutar-se sagaz afinal O valor da criatura !
  23. 23. JB News – Informativo nr. 2.116 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 18 de julho de 2016 Pág. 23/23 Importante a conjectura Do apresentante visionário, Mas, vital a “varredura “ Do aspirante seu ideário ! Creio que até necessário Não empolgar ou fascinar Muito pelo contrário, Até mesmo descorçoar ! É a arte de bem sindicar !!! Com amor, com alegria Muito ouvir, pouco falar, Com rigor... com ousadia! Talvez menos no dia a dia, No sagrado portal baterão ! Mas, decerto, é garantia... Muitos mais e bons ficarão ! Adilson Zotovici ARLS Chequer Nassif-169

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