O slideshow foi denunciado.
Utilizamos seu perfil e dados de atividades no LinkedIn para personalizar e exibir anúncios mais relevantes. Altere suas preferências de anúncios quando desejar.

Jb news informativo nr. 2112

23 visualizações

Publicada em

.

Publicada em: Arte e fotografia
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Jb news informativo nr. 2112

  1. 1. JB NEWS Filiado à ABIM sob nr. 007/JV Editoria: Ir Jeronimo Borges Academia Catarinense Maçônica de Letras Academia Maçônica de Letras do Brasil – Arcádia de B. Horizonte Loja Templários da Nova Era nr. 91(Florianópolis) - Obreiro Loja Alferes Tiradentes nr. 20 (Florianópolis) - Membro Honorário Loja Harmonia nr. 26 (B. Horizonte) - Membro Honorário Loja Fraternidade Brazileira de Estudos e Pesquisas (J. de Fora) -Correspondente Loja Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônicas (P. Alegre) - Correspondente Saudações, Prezado Irmão! Índice do JB News nr. 2.112 – Florianópolis (SC) - quinta-feira, 14 de julho de 2016 Bloco 1-Almanaque Bloco 2-IrMarcos Coimbra – (OPINIÃO) – Desenvolvimento – Políticas e Estratégias de Médio e ...... Bloco 3-IrJoão Ivo Girardi – Há 227 anos os Franceses Reinventaram a História Bloco 4-IrValdemar Sansão – Foi ou não Maçom? Bloco 5-IrAlain Pozàrnik – O Silêncio, Voz da Iniciação – (tradução do Ir José Filardo) Bloco 6-IrDanilo Bruno Louro de Oliveira – Primeiro Vigilante Bloco 7-Destaques JB – O Prumo de Hiram - Breviário Maçônico - versos do Ir. e Poeta Raimundo Corado
  2. 2. JB News – Informativo nr. 2.112 – Florianópolis (SC) - quinta-feira, 14 de julho de 2016 Pág. 2/23 Queda da Bastilha em 14 de julho de 1789.  939 — É eleito o Papa Estêvão IX.  1099 — Os exércitos cristãos tomam Jerusalém, durante a Primeira Cruzada.  1570 — O papa São Pio V publica o Missal Romano do Concilio de Trento (a Missa tridentina) com a bula pontifícia Quo Primum Tempore.  1774 — Fundação de Campinas, no estado de São Paulo.  1789 — Início da Revolução Francesa: parisienses tomam a Bastilha, a prisão do regime monárquico, e libertam sete prisioneiros políticos.  1795 — La Marseillaise ("A Marselhesa") é adotada como hino nacional da França.  1865 — Conquista do Matterhorn (ou Cervino).  1867 — O químico sueco Alfred Nobel faz a primeira demonstração da dinamite.  1880 — Festa nacional francesa para celebrar a Tomada da Bastilha  1881 — Billy the kid é morto por Pat Garrett em Fort Sumner. Nesta edição: Pesquisas – Arquivos e artigos próprios e de colaboradores e da Internet – Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias, de colaboradores e www.google.com.br Os artigos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião deste informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores. 1 – ALMANAQUE Hoje é o 196º dia do Calendário Gregoriano do ano de 2016– (Lua Quarto Crescente) Faltam 170 para terminar este ano bissexto Dia Mundial do Hospital; dia Internacional da Liberdade e dia do Propagandista. Se o Irmão não deseja receber mais o informativo ou alterou o seu endereço eletrônico, POR FAVOR, comunique-nos pelo mesmo e-mail que recebeu a presente mensagem, para evitar atropelos em nossas remesssas diárias. Obrigado. Colabore conosco para evitar problemas na emissão de nossas mala direta diária. EVENTOS HISTÓRICOS (fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki) Aprofunde seu conhecimento clicando nas palavras sublinhadas
  3. 3. JB News – Informativo nr. 2.112 – Florianópolis (SC) - quinta-feira, 14 de julho de 2016 Pág. 3/23  1899 — Luiz Galvez declara a criação do Estado Independente do Acre.  1909 — Inauguração do Teatro Municipal do Rio de Janeiro  1915 — É fundado o América Futebol Clube na cidade de Natal (RN).  1933 — O partido nazista da Alemanha fecha as agremiações de oposição e começa a perseguição aos comunistas.  1951 — A CBS, rede americana de TV, transmite o primeiro programa esportivo em cores: uma corrida de cavalos.  1958 — O rei Faisal II, do Iraque, e sua família são executados por militares em Bagdá, cinco meses depois de assumir o trono.  1965 — O satélite americano Mariner 4 é o primeiro a mandar para a Terra fotografias do planeta Marte.  1976 — A pena de morte é abolida no Canadá.  1979 — Primeiro concerto ao vivo de Jean Michel Jarre e o primeiro a entrar para o Guiness Book por maior platéia sendo realizado na Place de la Concorde em Paris onde interpretou temas de Oxygene e Equinoxe, seus primeiros álbuns de sucesso mundial.  2002 — Durante as comemorações da Tomada da Bastilha, o presidente francês Jacques Chirac escapa de uma tentativa de assassinato.  2015 — Sonda espacial New Horizons sobrevoa Plutão após nove anos e meio de missão no espaço. 1789 Revolução Francesa - A Revolução é considerada como o acontecimento que deu início à Idade Contemporânea. Aboliu a servidão e os direitos feudais e proclamou os princípios universais de "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" (Liberté, Egalité, Fraternité), frase de autoria de Jean- Jacques Rousseau. Para a França, abriu-se em 1789 o longo período de convulsões políticas do século XIX, fazendo-a passar por várias repúblicas, uma ditadura, uma monarquia constitucional e dois impérios. 1797 Fundada na povoação da Barra, na Bahia, a Loja Cavaleiros da Luz, a primeira Loja do Brasil, embora sem filiação regular. A primeira Loja regular foi a Loja Reunião (ou União) em Niterói, com patente do GO de Île-de-France, em 1801. Muitos historiadores acharam que o nome referia a um suposto GO da Ilha Maurício, colônia francesa no Oceano Índico, mas refere-se à ilha que deu origem a Paris, portanto à França. 1815 Morre no cárcere Francisco Miranda, patriota venezuelano, conhecido como o Precursor, luto por mais de uma década pela independência das colônias espanholas da América. Chegou a chefiar o governo após a proclamação da independência da Venezuela, em 5 de julho de 1811. As rivalidades regionais e à lealdade à coroa espanhola de ainda boa parte da população, associaram-se as conseqüências do terrível terremoto de 1812, quase que limitado às regiões insurgentes, que foi apresentado pelo clero como castigo divino aos rebeldes. Miranda acabou preso e deportado para Espanha, vindo a morrer em uma prisão de Cadiz. 1927 Lançada a Pedra Fundamental do atual Freemasons’Hall de Londres, erigido em honra aos Maçons mortos na I Guerra Mundial. 1965 No encerrmento de uma Sessão Magna de Iniciação que presidia, falece vítima de colpaso cardíaco o Ir. Manoel de Luna Filho, Grão-Mestre da Grande Loja de Pernambuco. 1981 Fundado o Grande Oriente Estadual Sul-Riograndense, federado ao GOB 1984 Fundação da Loja Estrela do Tucumã nr. 55, Tucumã, Grande Loja do Estado do Pará 1992 Fundação da Loja Grão-Mestre Sebastião Elias Campos nr. 136, de Jaraguá da Grande Loja do Estado de Goiás. Fatos maçônicos do dia Fonte: O Livro dos Dias 20ª edição (Ir João Guilherme) e acervo pessoal
  4. 4. JB News – Informativo nr. 2.112 – Florianópolis (SC) - quinta-feira, 14 de julho de 2016 Pág. 4/23 O Irmão Marcos Coimbra é Secretário de Educação e Cultura do SCRM – do GOB e MI da Loja Maçônica União e Tranquilidade nr. 2 do GOB/RJ, Economista e Professor, Membro do Conselho Diretor do CEBRES, Titular da Academia Brasileira de Defesa e Autor do livro Brasil Soberano “Na minha página www.brasilsoberano.com.br existem cerca de hum mil artigos de minha lavra , publicados nos últimos quinze anos.” Correio eletrônico: mcoimbra@antares.com.br DESENVOLVIMENTO – POLÍTICAS E ESTRATÉGIAS DE MÉDIO E LONGO PRAZO Continuando o exposto no artigo da semana passada, apresentamos agora nossas sugestões de políticas e estratégias correlatas de médio e longo prazo: A - Retomar a taxa histórica de crescimento de 7% ao ano, objetivando gerar novos empregos e redistribuir dinamicamente a renda, fazendo o Brasil atingir novo patamar econômico, consolidando uma estrutura produtiva de expressão moderna, competitiva, alicerçada no mercado interno e inserida no mercado mundial: A1 - Obter estágio mais avançado de industrialização; A2 - Consolidar a vocação brasileira de grande produtor e exportador de alimentos e matérias- primas agrícolas; A3 - Recuperar, ampliar e modernizar a infraestrutura de energia, transportes e comunicações; A4 - Criar novos empregos, capazes de absorver o crescimento da população economicamente ativa (PEA) e reduzir o subemprego; A5 - Melhorar a distribuição de renda; A6 - Combater a pobreza crítica. B) Organizar a vida econômica nacional: B1 - Conceber política de investimento que, assegurando o crescimento, contribua para a correção dos seguintes desequilíbrios: I) Insuficiência e obsolescência da infraestrutura econômica; II - Inadequação e pouco dinamismo da indústria; III - Justaposição da agricultura eficiente, voltada para as exportações e práticas agrícolas rotineiras e de baixa produtividade; B2 - Definir, com clareza, as regras do jogo da Economia, quanto a: I - Funcionamento do mercado; II - Papel do Estado na ordem econômica; III - Relações entre o Capital e o Trabalho; IV - Estrutura empresarial (papel das empresas estrangeiras, em especial); 2 – OPINIÃO – Desenvolvimento – Políticas e Estratégias de Médio e Longo Prazo – Marcos Coimbra
  5. 5. JB News – Informativo nr. 2.112 – Florianópolis (SC) - quinta-feira, 14 de julho de 2016 Pág. 5/23 B3 - Estabelecer programações viáveis de investimentos prioritários de curto, médio e longo prazo, públicos e privados, garantindo fontes seguras de financiamentos, em especial os de caráter indicativo, com: I) Definição dos papéis e das responsabilidades dos diversos agentes econômicos: I1 - Iniciativa privada- deve caber a maior parte dos investimentos diretamente produtivos; I2 - Capital estrangeiro-estímulo à retomada de seus níveis de investimento de risco, nessas atividades, complementarmente, em associações com capitais nacionais, de preferência; I3 - Setor público- deve procurar limitar-se aos casos anteriormente previstos na Constituição (petróleo, controle da mineração. telecomunicações, minerais nucleares e outros). Quanto aos demais, somente em função de razões de segurança nacional ou de relevante interesse coletivo ou estratégico; I4 - Serviços públicos- a empresa privada deve aumentar sua participação inclusive em transportes, portos, ferrovias, terminais rodoviários e rodo ferroviário, transportes aquaviários e aéreo e outros, devidamente fiscalizada pelo poder concedente; II - Fazer com que os mecanismos de mercado procurem balizar decisões de investir, com exceção dos investimentos prioritários, de produzir e consumir, com exceção naquilo que se refere aos abusos do poder econômico, a defesa do consumidor e a garantia da livre concorrência. C) Busca de integração nacional: C1 - Ampliar e modernizar as grandes vias de transporte, com visão intermodal nos sentidos norte-sul e leste-oeste, de forma a que atuem como instrumentos de integração econômica e social, ocupando espaços vazios no Centro-Oeste e na Amazônia; C2 - Reduzir os grandes desníveis econômico-sociais, que secionam o espaço nacional em um núcleo organizado e duas regiões marginalizadas, minimizando o hiato de desenvolvimento existente e viabilizando complexos industriais integrados, voltados para maximizar as vantagens comparativas regionais; C3 - Reorganizar a estrutura fundiária e criar programas de desenvolvimento rural integrado e de orientação das migrações do campo para novas fronteiras de ocupação; C4 - Gerir, com inteligência, equilíbrio e visão de futuro, o patrimônio nacional legado pelos nossos antepassados.
  6. 6. JB News – Informativo nr. 2.112 – Florianópolis (SC) - quinta-feira, 14 de julho de 2016 Pág. 6/23 O Ir. João Ivo Girardi joaogira@terra.com.br é Obreiro da Loja “Obreiros de Salomão” nr. 39 de Blumenau e autor do “Vade-Mécum Maçônico – Do Meio-Dia à Meia-Noite”. 14 DE JULHO - HÁ 227 ANOS OS FRANCESES REINVENTARAM A HISTÓRIA. “Trago a vós minha cabeça e minha palavra. Darei a primeira depois que ouvirem a segunda”. (Revolução Francesa). 1. O ano é 1789. Estamos às vésperas da Revolução, e a França encontra-se à beira da bancarrota, devido aos gastos exagerados do governo e ao atraso do sistema social. Os aristocratas, cerca de 3% da população, contam com isenção de impostos e detêm a maior parte dos benefícios jurídicos. Os tributos recaem sobre a burguesia (plebeus enriquecidos) e sobre as massas trabalhadoras - cerca de 25 milhões de descontentes. A isso, somam-se as ideias dos pensadores do Iluminismo (como Voltaire, Rousseau e Montesquieu) que, na primeira metade do século, defenderam uma sociedade mais igualitária. O Iluminismo ensina a não confiar na autoridade, a não confiar em nada dita por outrem. A pessoa deve pensar por si mesma. Para contornar a crise financeira, sob pressão o rei Luís XVI convoca, em 1º de maio de 1789, os Estados Gerais - tipo de assembleia que reúne os nobres (o Primeiro Estado), o clero (o Segundo Estado) e a plebe (o Terceiro Estado). A plebe burguesa exige não apenas a limitação dos poderes do rei, mas também o fim dos benefícios do clero e da nobreza. Percebendo que essas mudanças serão barradas, o Terceiro Estado funda a Assembleia Nacional. A França se organizava em três estados. O primeiro estado era o clero. O segundo estado era a nobreza. O terceiro estado eram todos os demais. Os primeiros dois estados somavam apenas 3% da população e o terceiro estado somava 97% da população. Muita gente achava injusto que o terceiro estado que era a maioria da população, tivesse apenas 1/3 dos deputados. Achavam injusto que nesse parlamento de três câmaras, duas câmaras, a da nobreza e a do clero pudessem sempre ter mais votos que os comuns. Boatos de que o rei pretende dissolver a Assembleia geram uma onda de violência, que culmina com a tomada da prisão da Bastilha. Nesse dia (14 de julho de 1789) começa oficialmente a Revolução Francesa. Atacar a Bastilha significava o povo de Paris dizendo: ‘Vocês não podem dissolver a Assembleia Nacional’. O povo agia, se armava, e basicamente dizia: ‘Somos pela Revolução’. 3 – 14 de Julho – Há 227 anos os franceses reinventaram a História – João Ivo Girtardi
  7. 7. JB News – Informativo nr. 2.112 – Florianópolis (SC) - quinta-feira, 14 de julho de 2016 Pág. 7/23 Os invasores invadiram a fortaleza e arrastou pelas ruas o governador da Bastilha, marquês de Launay, que mais tarde foi decapitado e a sua cabeça, espetada numa lança, desfilou pelas ruas de Paris. Data: 14 de Julho de 1789. Quando Luís XVI foi informado, ele perguntou: ‘É uma revolta?’. Não respondeu o emissário: ‘É uma Revolução’. Uma das primeiras atitudes dos revolucionários é abolir os privilégios e proclamar a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, com princípios de liberdade, igualdade e fraternidade. A Declaração dos Direitos do Homem foi feita pela Assembleia. Dizia que a soberania pertencia ao povo, à nação. O rei não é mencionado nesse documento. Ao promulgá-la, a Assembleia tomava o poder para si. Em 10 de agosto de 1792, a monarquia é abolida e a França torna-se uma República. Instigados pelo governo, os parisienses perseguem os supostos inimigos da Revolução. Com a família real considerada traidora da revolução, o poder passou de Luís XVI, agora rei prisioneiro, para os revolucionários da Assembleia. No coração do governo revolucionário estava Robespierre. Ele brilhava na tribuna, clamando por Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Robespierre foi um dos raros defensores do sufrágio universal e da igualdade dos direitos, defendendo abolição da escravatura e as associações populares. Ele defendia que a mesma autoridade divina que ordena aos reis serem justos, proíbe aos povos serem escravos. Embora a Igreja tenha sido um dos principais alvos da Revolução, Robespierre acreditava na existência de um Ser Supremo e dizia que: Se a existência de Deus, se a imortalidade da alma não fossem senão sonhos, ainda assim seriam a mais bela de todas as concepções do espírito humano. Liberdade e igualdade para o governo da república; indivisibilidade em sua forma; virtude como seu princípio; Ser Supremo como o seu culto. Quanto aos cidadãos, fraternidade em seus relacionamentos, probidade em sua conduta, bom senso como espírito, modéstia em suas ações públicas, que eles deveriam nortear para o bem do estado, e não para eles mesmos. Tal era o símbolo de sua democracia. Na véspera de sua prisão, Robespierre proferiu o que pode ser considerado o seu epitáfio: A morte não é o sono eterno. Mandai antes gravar: a morte é o início da imortalidade! A despeito da posição de Robespierre, uma nova máquina de matar estreou em Paris. O médico e inventor Joseph-Ignace Guillotin concebeu uma implacável máquina degoladora, que transformava as decapitações comuns em experiências humanitárias. Assim o Dr. Guillotin descreveu seu novo invento a Assembleia: o mecanismo cai como um raio, a cabeça voa e o sangue jorra, a pessoa deixa de existir. Sempre à favor do derramento de sangue, o jornalista Marat publicou em seu jornal um elogio ao inventor, cujo nome anunciou como guilhotina. Em breve ficaria conhecido por outro nome: navalha nacional. Os revolucionários franceses creem em valores humanitários. Eles acham que o sofrimento desnecessário deve ser evitado. O que eles gostam na guilhotina é que ela é rápida e eficaz, e, ao que se sabe, embora ninguém tenha voltado para contar, é indolor. Quando a notícia dos massacres de setembro se espalhou pela Europa, os inimigos da revolução ficaram enojados. Na Inglaterra, o London Times deu voz a essa repulsa: “São esses os direitos dos homens? É essa a liberdade da natureza humana? Os mais selvagens, tirando os quadrúpedes que povoam uma África inexplorada, são superiores a esses animais bípedes parisienses”.
  8. 8. JB News – Informativo nr. 2.112 – Florianópolis (SC) - quinta-feira, 14 de julho de 2016 Pág. 8/23 A época também é marcada pela ditadura do partido jacobino e pelas execuções do Terror. Depois da queda dos radicais, no golpe de 9 de Termidor (28 de julho de 1794), a França passa a ser governada pelo Diretório - composto por membros eleitos. 2. Grande Terror: O Grande Terror é o nome da última fase do Terror, da primavera ao verão de 1794. É o período em que as execuções se multiplicam, e no qual o clima de paranoia, em Paris e no resto do país, começa a crescer exponencialmente. As execuções chegavam a 800 por mês em Paris. Robespierre nunca apoiou políticas ateístas. Ele achava que as pessoas precisam de uma divindade. Ele patrocinou esse Culto ao Ser Supremo. Nesse momento muita gente deve ter pensado: ‘Quem ele pensa que é? Ele pensa que é Deus? Ou o rei? Todos queriam acabar com o Terror, mas ninguém sabia como. A única coisa que poria fim ao Terror e com a qual todos concordaram, seria a queda de Robespierre. Em 27 de julho de 1794 a guilhotina caiu sobre o incorruptível. E o último sangue do Terror foi derramado. Tinha 36 anos de idade. O Terror morreu com Robespierre, mas não a Revolução. Os Direitos do Homem, a democracia, a nova República, as realizações da Revolução viveria bem mais do que qualquer um dos revolucionários. A França entraria em um período de incerteza, paralisada, entre o medo de outro Terror ou o retorno da monarquia tirânica que a precedera. Cinco anos de estagnação passariam antes que o poder de novo, se consolidasse nas mãos de um único homem: Napoleão Bonaparte. Historiadores discordam sobre o fim da Revolução. Alguns acham que ela morreu com a ascensão de Napoleão, outros creem que se estendeu até o século XIX, e mais além. A Revolução foi o primeiro modelo durável de um povo decidindo seu próprio destino. A ideia de que os súditos da mais antiga, mais consolidada, da mais gloriosa monarquia da Europa, podiam decidir reescrever totalmente a própria história, foi algo que teve incrível repercussão. A questão levantada pela Revolução Francesa é: quanta violência é justificável para uma sociedade melhor? Se as pessoas têm o direito de abolir um sistema injusto e substituí-lo por um que acham mais justo. Quanta violência é justificável para se fazer isso? Ainda nos deparamos com essa questão hoje em dia. Enquanto Robespierre e seus colegas dirigiam o seu país rumo ao futuro, muitos devem ter se perguntado o que este reservava. Mais de 200 anos após o nascimento da República Francesa, o fantasma de Robespierre assombra revoluções desde a Rússia até o Vietnã, da China à América Latina. A experiência francesa de democracia inspirou modelos pelo mundo inteiro. Onde quer que a tirania, a corrupção e a desonestidade do Estado se manifeste, o clamor por justiça continuará exigindo: Liberdade, Igualdade, Fraternidade. MACONARIA E A REVOLUÇÃO FRANCESA 1. Tese: Existe a tese de que a Maçonaria do século XVIII teria urdido e depois realizado a Revolução Francesa. Apenas acrescento aos Irmãos o que diz Albert Mathiez, o maior historiador da Revolução Francesa: Se as ideias do século XVIII influenciaram nas causas ideológicas da Revolução, não o fizeram, com efeito, por intermédio das Lojas da época. (...) São bastante conhecidas as publicações que apontam a Maçonaria como motivadora da Revolução Francesa de 1789, com o lema: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Contudo, há que
  9. 9. JB News – Informativo nr. 2.112 – Florianópolis (SC) - quinta-feira, 14 de julho de 2016 Pág. 9/23 se considerar que tanto os líderes maiores da ordem maçônica com grande parte de seus membros eram aristocratas, tendo sido muitos deles guilhotinado. Portanto, aqui também, tal qual em outros eventos revolucionários, a participação não se deve a Maçonaria como instituição, mas sim aos maçons, que usando o princípio de livre exame de todas as ideias eram encontrados muitas vezes em campos ideológicos opostos. É verdade que os precursores filosóficos da revolução eram em sua maioria maçons, mas é fato notório que a revolução destruiu a Maçonaria pré-revolucionária. O Grande Oriente Francês entrou em recesso. As Lojas de Paris eram inteiramente aristocráticas, e seus mestres eram membros da nobreza. Quase todos foram guilhotinados. Durante a revolução somente três Lojas parisienses conseguiram permanecer abertas. Pode-se supor que essas foram Lojas de classe média, que tomaram um aspecto revolucionário. Em 1795 o Grande Oriente Francês ressuscitou com apenas 18 Lojas que tinham sobrevivido ao reino do terror. 2. Jean Palou no seu livro, A Franco-Maçonaria Simbólica e Iniciática, assim se posiciona: (...) A Revolução Francesa foi de tal forma uma subversão das estruturas políticas, sociais e econômicas, que parece uma tolice hoje, quando esse grande movimento é estudado sem paixão, querê-lo enquadrado e dirigido pela Franco-Maçonaria, por mais importante que fosse o lugar por ela ocupado na sociedade europeia do fim do século XVIII. 3. Maçons guilhotinando Maçons: A terceira revolução, jacobina, teve também protagonistas maçons, entre eles, segundo se acredita, os seus chefes principais, Georges-Jacques Danton e Maximilien Robespierre. Ainda que este último não fosse devoto obediente da Ordem, frequentara em Arras, na juventude, a Loja Hesdin, enquanto Danton e outros, como Desmoulins e Hérbert, sejam tidos como obreiros da célebre Loja de Paris Les Neuf Soeurs. Isso não logrou, todavia, que a célebre harmonia maçônica reinasse entre eles, ao ponto dos três últimos - Hérbert, Desmoulins e Danton, terem visto as suas vidas findarem na guilhotina, por ação do primeiro. E o mesmo sucedeu no ciclo seguinte da Revolução Thermidoriana, na qual padeceram, por sua vez, os maçons Robespierre e Couthon, entre outros também, às mãos de maçons, alguns deles que, tal como eles, pertenciam até ao Comitê de Salvação Publica. 4. Os termos Esquerda e Direita nascem na Revolução Francesa: Durante os debates sobre a Constituição, os deputados girondinos ligados à aristocracia e aos defensores da monarquia constitucional, sentavam-se à direita do plenário. No centro do plenário ficavam os deputados burgueses que não tinham posicionamentos políticos bem definidos. À esquerda do plenário ficavam os jacobinos defensores de um republicanismo radical. Para finalizar... Não foi a Maçonaria que influenciou a Revolução Francesa, mas a Revolução Francesa que influenciou a Maçonaria... (francesa). A GLUI não reconhece o GOF. (Fonte: Bibliografia referenciada no livro, Do Meio-Dia à Meia-Noite).
  10. 10. JB News – Informativo nr. 2.112 – Florianópolis (SC) - quinta-feira, 14 de julho de 2016 Pág. 10/23 MENSAGEM DO DIA – FOI OU NÃO MAÇOM? Valdemar Sansão FOI OU NÃO MAÇOM? “A Maçonaria tem o direito de venerar os seus heróis-maçons. Não precisa “promover” profanos a maçons, pois tem Maçons de Verdade, que viveram e defenderam a Maçonaria”. Existe, na Maçonaria respeitando as opiniões contrárias, uma conduta que não se coaduna com a mesma. Essa conduta transpira certa dose de vaidade e curiosidade. Trata-se do fato de querermos saber quem foi ou quem não foi esse ou aquele personagem eleito para a pesquisa. Por exemplo: o que importa saber se Tiradentes, foi ou não Maçom? Se foi, tinha todo o mérito para sê-lo. Se não foi, em que isso desabona uma vida toda de real vivência pela Pátria? Um dos mais obscuros episódios da História do Brasil é, sem sombras de dúvida, o movimento revoltoso ocorrido em Minas Gerais, em 1789, e que passou à História com o inadequado nome de Inconfidência, já que esse substantivo designa a falta de confiança, ou de lealdade, ou ainda a revelação de segredo confiado. A única documentação representada pelos autos realmente válida para o estudo da conjura, é da devassa, cujos originais estão na Biblioteca Nacional, tendo sido enfeixados em sete volumes de uma publicação do Ministério da Educação, em 1936. Fora disso, só existem depoimentos orais dos contemporâneos do movimento, coletados por historiadores, que se ocuparam do assunto, nos anos seguintes do movimento, depoimentos cuja fidedignidade não pode ser comprovada. Como consequência dessa falta de documentação, já que os documentos principais devem ter sido destruídos pelos revoltosos, por serem bastante comprometedores, a evolução e os fatos íntimos da Inconfidência tornaram-se campos para o desenvolvimento de teorias e hipóteses, que possuem muito mais de especulação do que realidade histórica. Essa história do Tiradentes maçom já devia ser enterrada há muito tempo se os maçons brasileiros não fossem tão ingênuos, em sua maior parte, a ponto de considerarem como exatas informações de pseudo-historiadores maçônicos que, ao invés de procurarem os documentos, baseiam suas informações, altamente tendenciosas, em boatos, em compilações mal feitas em conjecturas independentes da comprovação documental. Temos muitos exemplos, uma verdadeira avalanche de ensinamentos vividos por eles que são muito mais importantes de observarmos, analisarmos e tentarmos aplicar, mesmo que e dose homeopática, em nossas vidas, do que ficarmos discutindo a possibilidade de terem sido iniciados na Sublime Ordem. Enquanto discutimos esse ponto que oculta um binômio de vaidade e curiosidade, deixamos escapar os inúmeros ensinamentos que a revelação nos trouxe e nos traz cotidianamente. 4 – Foi ou não Maçom? Valdemar Sansão
  11. 11. JB News – Informativo nr. 2.112 – Florianópolis (SC) - quinta-feira, 14 de julho de 2016 Pág. 11/23 Quando um Homem é Maçom - "Será que poderemos considerar um homem maçom se ele for aceito em Loja, passar pelas provas exigidas em cada grau, e proferir seu juramento? Colocar na lapela o emblema maçônico, comparecendo em todas as Sessões"; Não creio. Neste caso, ele estará cumprindo determinações das leis e regulamentos que regem a Sublime Ordem. Um homem pode ser considerado maçom quando puder olhar sobre os rios, as montanhas e ao longo em todas as direções, no horizonte, com o profundo senso de sua pequenez, no vasto esquema das coisas feitas pelo Grande Arquiteto do Universo e ainda ter fé, esperança e coragem, raízes de todas as virtudes. Quando ele souber que dentro de cada coração existe algo diabólico, vil, divino, vivendo com cada um; e ele procura conhecer, procura esquecer, amando o próximo indistintamente. Quando ele aprender a tornar- se simpático aos sofrimentos dos semelhantes, analisando as suas falhas e nesta analise levar em conta que todo homem luta constantemente com muitas adversidades. Quando ele aprender como fazer amigos e como conservá-los e acima de tudo como conservar-se amigo de si mesmo. Quando ele amar as flores e os pássaros e sentir a sensação de algo bom que tenha praticado, alegrando-se com o sorriso de uma criança. Quando ele aprender como orar. Quando ele aprender a amar com amor, como ter esperança. Quando ele aprender a conservar a fé em si mesmo, em seus semelhantes, em seu Deus. Quando ele souber dar justiça para o malvado, sem ferir seu coração. Quando ele se sentir grato ao Grande Arquiteto do Universo por viver. Quando ele aprender a não temer a morte. Assim ele poderá ser considerado um maçom. "Ele terá encontrado o ÚNICO E REAL SEGREDO DA MAÇONARIA e em segredo distribuirá este segredo a todo mundo. Se um dia todo o trabalho da Humanidade vier a ser destruído e se restarem um único símbolo maçônico e um único homem capaz de compreendê- lo, será possível construir tudo de novo e melhor”. (Jaime Pusch). O Proselitismo - O prosélito era o pagão que abraçava o Judaísmo; hoje, em linguagem maçônica, prosélito seria o profano que acorre à Maçonaria. A Maçonaria não efetua trabalho de proselitismo, ou seja, não “arregimenta” novos elementos para iniciá-los nos Augustos Mistérios. A Literatura Maçônica não visa conquistar novos adeptos, mas tão-somente ilustrar maçons e esclarecer os que não o são sobre seu trabalho. A Maçonaria pode considerar-se um imã que atrai as limalhas de ferro e as agrupa. O profano que é convidado por um maçom, de forma isolada, acede ao convite porque a sua atração é inata; sente o desejo de ingressar na Ordem; é uma aspiração mística. A Maçonaria não necessita ampliar os seus quadros; é o Grande Arquiteto do Universo que conduz a pessoa de quem deverá participar da Fraternidade Universal. Nem todos os convidados aceitam o convite; nem todos os iniciados permanecem na Ordem, somente os predestinados. O Maçom, em especial o Mestre, deve sentir-se honrado por ter sido “pinçado”, entre milhões para fazer parte da Arte Real. Recrutamento - Recrutar significa “angariar”; somente um Mestre poderá propor à Loja o nome de um profano que julgue digno de ingressar na Ordem. O recrutamento não é ato social; comumente, são recrutados os amigos íntimos ou parentes, nem sempre aptos para se tornarem Irmãos e comungarem na mística maçônica. Espiritualmente, o Recrutamento é ato muito sério, porque será trazido para a Ordem um elemento que deve passar pela Câmara das Reflexões, onde “morre”, e, embora simbolicamente, “ressuscita”.
  12. 12. JB News – Informativo nr. 2.112 – Florianópolis (SC) - quinta-feira, 14 de julho de 2016 Pág. 12/23 O maçom deve ter a certeza de que não é ele quem recruta, pois ele é um mero instrumento que o Grande Arquiteto do Universo usa para arregimentar mais um elemento “livre e de bons costumes”, para fortalecer com mais um elo a Cadeia de União. Antes de ser proposto um candidato, o maçom deve recolher-se e meditar; buscar inspiração na prece; decidir se envia a sua proposta; ter certeza absoluta de que a inspiração veio “de cima”. Mais tarde, o novel maçom deve saber como foi recrutado e manifestar a sua gratidão para com o seu “padrinho”. Nada acontece, em qualquer parte, sem a vontade do Criador. O maçom saberá que foi “escolhido” para uma missão. Essa missão, ele descobrirá de per si. Padrinho – A decisão de apresentar um candidato deve ser bem estudada e ter do candidato pleno conhecimento de seu viver, pois a Iniciação fará com que esse candidato passe a fazer parte da Família Maçônica. A responsabilidade do proponente é moral; a sua leviandade porá em risco todo o grupo. O Proposto deve possuir certo carisma que faça com que seja aceito de bom grado, com simpatia e, sobretudo, com amor. O proponente nunca deve esquecer que há risco na sua proposta, a de levar para o grupo alguém que mais tarde desafine e perturbe. Por sua vez, as sindicâncias feitas devem ser rigorosas e só submetidas à aprovação quando realmente o sindicado resultar plenamente apto para ingressar no grupo. Conclusão – Houve um tempo em que se acreditava que a Maçonaria tinha que seguir os seus próprios dogmas – ela mesma se fortalecera por enfrentar os dogmas de outras respeitáveis Instituições. Em seguida, a associação dos homens justos evoluiu para a aceitação da diversidade em respeito ao princípio da Liberdade. Houve um tempo que muitos acreditavam no princípio da Fraternidade apenas entre os Iniciados, e hoje se sabe que se deve abraçar fraternalmente a todas as pessoas de boa vontade. E houve, ainda, um tempo em que se acreditava na Igualdade apenas no recinto maçônico, sabendo-se hoje que essa igualdade deve ser universal. P.S. – Sugestão ao Venerável Mestre: Se quiser que os Obreiros de sua Loja tenham os pés no chão, coloque-lhes alguma responsabilidade nos ombros.
  13. 13. JB News – Informativo nr. 2.112 – Florianópolis (SC) - quinta-feira, 14 de julho de 2016 Pág. 13/23 O Ponto Dentro do Círculo (https://opontodentrodocirculo.wordpress.com ) Seu espaço para estudos e pesquisas Ir Alain Pozarnik Tradução: José Filardo O silêncio, voz da iniciação Publicado em 13 de julho de 2016por Luiz Marcelo Viegas Embora apreciadores da beleza do silêncio, seja durante um passeio ao ar livre, andando na rua, trancados no interior de nosso veículo ou dentro de nossa casa, nós escutamos avidamente uma música gravada, um programa de televisão ou de rádio. Enquanto parte de nós sonha com a calma, paz e profundidade, paradoxalmente outra parte foge do silêncio e nos arrasta para o mundo do tumulto e barulho. De um lado, somos fascinados pela grandeza potencial do silêncio, mas por outro, os sons dos nossos mecanismos de pensamento e emoções preenchem automaticamente o nosso espaço interior. Eles nos impedem de nos escutar, de nos ver, de nos aprofundar, de nos encontrar face a face conosco. Nós somos infiéis à condição de nossa humanização. Nossos pensamentos e emoções agitam-se perpetuamente. Uns nos ocupam ou nos preocupam; outros nos fazem vibrar. Ambos nos hipnotizam e nós procuramos ali, a perspectiva de uma solução para os nossos problemas, ou uma esperança de felicidade para nossa solidão. Estamos tão acostumados e identificados com suas produções ou suas autoproduções que acabamos por acreditar que nós somos os nossos pensamentos e nossas emoções e que, sem eles, nossa vida perderia sua intensidade ou simplesmente não mais existiríamos. Seus silêncios, o silêncio nos assustam. Quando não ouvimos mais a agitação barulhenta da presença de nossos pensamentos ou de nossas emoções, temos uma terrível sensação de vazio, de nada, de morte, e fornecemos o mais rapidamente possível aos nossos mecanismos emocionais e intelectuais todos os tipos de alimentos oferecidos pelo fast-food da vida. Para 5 – O Silêncio, Voz da Iniciação Alain Pozàrnik – Tradução do Ir José Filardo
  14. 14. JB News – Informativo nr. 2.112 – Florianópolis (SC) - quinta-feira, 14 de julho de 2016 Pág. 14/23 alimentar suas máquinas, e nos dar a impressão de existir, nós lhes oferecemos não importa qual alimento interno ou externo que eles engolem avidamente. Mas, ao fazer isso, tornamos superficiais estes ruídos ambientais. Eles habitam em nós, nos preenchem e nos ensurdecem. Nós nos tornamos incapazes de ouvir a vida além deles, aquela existente mais profundamente em nós. As Ilusões do Ruído Este “eu sou” barulhento que surfa a espuma da vida é parte de nossos mecanismos egoístas de mamíferos humanos. Ele está irremediavelmente limitado à superfície porque é total e exclusivamente voltado para si mesmo, para seus próprios medos e vaidades, suas ignorâncias e suas reivindicações. A espuma do ego, que conhece apenas a sim mesma e seu mundo, vive como vivem todos os animais programados por um instinto de sobrevivência e reprodução, com uma consciência limitada ao instante da expressão. Ele nos leva a nos preocuparmos conosco, com nossa aparência, nossos desejos, nossos medos e engendra nossos conflitos, nossos hábitos de traições, mentiras e julgamentos, para nos tornarmos ou continuarmos a ser um líder de grupo com um máximo de excitações emocionais ou intelectuais. No entanto, dentro de nós existe algo como uma chamada para uma vida mais autêntica, mais justa, mais consciente. Existe como que um espaço livre não utilizado. Um espaço em que poderíamos viver de forma diferente, evoluir, tornarmo-nos mais humanos. Mas o ego de superfície, o ego mecânico que nada escuta, a não ser os seus acólitos e vive apenas para a sua preservação, não entende essa outra possibilidade, este humano natural. Ao contrário, quanto mais ele se sente quebrar e mais barulho ele faz, mais ele se agita, mais ele se opõe. Aquele que somos efetivamente toma como refém o que poderíamos nos tornar, para que permaneçamos imóveis, que não possamos lhe escapar, que não possamos nos evadir em direção a um horizonte mais vasto, onde ele não teria seu lugar. O Medo do Silêncio Todas as iniciações tradicionais, religiosas ou seculares, enfatizam a importância do silêncio para superar nossas visões ruidosas, relativas, limitadas, e atingir a harmonia universal da verdade. A única maneira de não ser submergido pelos ruídos parasitas é não reservar para elas a nossa atenção, e as ouvir em nosso silêncio interior. Ancorados no silêncio da Loja, podemos ver surgir, sem a eles aderir completamente, os mecanismos habituais de nossas associações de pensamento e nossos impulsos emocionais. Os ruídos e as agitações estão lá e suas consistências são muito reais, mas em nosso silêncio, em nossa ancoragem vigilante nós as vemos nascer, agitar-se, tentar ampliar-se e como nós não mais as seguimos, não mais aderimos, elas morrem lentamente, mesmo se forem subitamente substituídas por uma outra série de ruídos e agitação. Concretamente, ou nós resistimos ao aparecimento de ruídos e mantemos nossa independência e nossa liberdade, ou nos deixamos seduzir pela curiosidade de ver onde elas nos levarão, e nos tornamos seus escravos. O silêncio imposto em Loja nos permite conhecer a realidade de nossos mecanismos. O desejo de ficar em silêncio leva nossa vigilância a observar nossos mecanismos automáticos muito frequentemente inconscientes ou arbitrariamente justificados, a não mais ser seu escravo, ir além deles e os controlar pelo abandono. No silêncio voluntário, vemos surgir nossos pensamentos e emoções, nós os ouvimos se apoiar em teorias peremptórias, nas opiniões abundantes vindas de nossa infância, de nossos pais, de nossos professores, de nossos encontros e de nossas experiências passadas, de toda a nossa história em geral, de nossas certezas imutáveis e confortáveis, de nossas revoltas e de nosso gosto pela aventura. No silêncio, tomamos a medida de nossa contaminação por nossos ruídos antigos, e podemos observar o rodeio do pensamento, nos outros e em nós mesmos, que se esforça para sempre impor as mesmas certezas, as mesmas ambições, os mesmos desejos, a mesma aparência para sermos reconhecidos, admirados e amados, com o único objetivo de preservar este sabor falsificados de vida feliz na aparência, desde o surgimento de uma onda momentânea que será finalmente engolida na ressaca do oceano da vida.
  15. 15. JB News – Informativo nr. 2.112 – Florianópolis (SC) - quinta-feira, 14 de julho de 2016 Pág. 15/23 Em Direção a um Novo Tempo No silêncio como ascese compreendemos pouco a pouco a necessidade de ficar em silêncio para ouvir nossa profundidade humana. Não se trata mais apenas de ouvir nossos ruídos, mas de escutar nosso silêncio, a vida que abriga nosso silêncio. Existem vários níveis de silêncio e cada nível nos dá acesso a uma realidade diferente. O silêncio não é fugir da vida, nem mergulhar em um isolamento, mas ele nos permite ouvir o baixo nível sonoro do nosso ser humano. O silêncio exterior e depois o silêncio interior nos permitem ouvir e depois escutar a respiração do nosso ser humano futuro. O silêncio não é um fim em si, mas o meio, a condição para tomar consciência de uma realidade geralmente inaudível, geralmente coberta por nossos ruídos mecânicos. Depois de remover nossos ruídos, resta o silêncio. O silêncio não é o oposto de ruído, o silêncio está além do ruído. O iniciado não se submete mais aos ruídos de seus pensamentos e de suas emoções, ele se submete ao silêncio que existe além. Ele se tornou um homem livre e entra em um tempo de eternidade. Nesta fase, não somos nós que impomos o silêncio, é o silêncio que reina, diz um ritual maçônico. Quando o silêncio reina, trata-se do silêncio do Ser, e o Ser ilumina de outra forma o mundo que percebemos até então através de ruídos falsificadores do ego. Quando o silêncio reina, não nos submetemos ao silêncio, mas à beleza, à majestade, à grandeza humana e cósmica que o silêncio nos revela. Esta nova escuta é, por vezes, perturbadora, dolorosa, mas por mais que ela nos seja estranha, por mais que estejamos habituados, ela é tão fascinante. Quando o silêncio se torna o mestre do nosso templo interior, ele reina sobre uma e outra coluna, não sobre a loja como um lugar geográfico, mas em cada um de seus elementos humanos. Esta submissão ao silêncio é uma submissão do homem comum ao ser humano completo. Nascido agora como um novo homem, uma nova compreensão, uma nova palavra, uma nova esperança na realidade do mundo. O silêncio que reina em nós, nos permite agora mergulhar em um novo tempo, infinito, eterno. O silêncio que reina é o sinal de vida de nosso Ser profundo que encontrou seu espaço de expressão. O silêncio que reina é o sinal de que nosso ser reina, e que ele pode viver; que nossa vida não está mais sujeita aos caprichos do nosso ego, mas que é realmente a nossa humanidade que se expressa. Trata-se de um silêncio estupefato por sua beleza humana, de um silêncio da inteligência, de um silêncio que olha e escuta, de um silêncio que compreende e que ama, de um silêncio que é a tomada da palavra pelo Ser capaz de capturar simultaneamente o relativo e o objetivo, a materialidade e a espiritualidade, o finito e o infinito. O silêncio que era uma porta tornou-se um estado de Conhecimento, de Consciência e de Amor. Este silêncio autêntico se desloca conosco, não importando o que façamos, ou o que nós sejamos. Ele está sempre presente, porque este silêncio está em nós no espaço e no tempo, além do tempo e do espaço em toda a nossa eternidade. Agora que sobrevoamos o segredo do silêncio, resta-nos trabalhar, observar, e nos esforçar para descobrir como fazer para realizar concretamente em nós mesmos, da forma como os rituais nos indicam, como via da sabedoria, da força e da beleza: “Venerável Mestre, reina o silêncio em ambas colunas.”
  16. 16. JB News – Informativo nr. 2.112 – Florianópolis (SC) - quinta-feira, 14 de julho de 2016 Pág. 16/23 Danilo Bruno Louro de Oliveira, 22º, MRA 1º Vigilante da ARLS União e Justiça nº 27, Poções/BA – Grande Loja Maçônica do Estado da Bahia bel.danilobruno@gmail.com 1º VIGILANTE Nos três graus da Maçonaria Simbólica temos a oportunidade de efetivamente burilar nosso interior e o ambiente que nos cerca, tanto no mundo profano quanto nos labores maçônicos. Seja por conta da frequência semanal das reuniões, do caráter mais prático e atuante ou mesmo da força das Obediências Simbólicas, aqui está o alicerce da Maçonaria, onde o Maçom pode contribuir de maneira mais afirmativa para tornar feliz a humanidade. Com grande honra fui chamado a ocupar cargos em minha Loja Mater desde a Exaltação ao Grau de Mestre Maçom, fui Chanceler com a grata missão de organizar a frequência de nossa Loja e não olvidar aniversários e datas comemorativas da família Maçônica. Posteriormente, ao ser nomeado Secretário, tive uma vivência como poucos cargos propiciam na Maçonaria Simbólica. Neste período aprofundei meu desejo de escrever e desenvolvi habilidades importantes para todos os aspectos de minha vida, como responsabilidade, organização e disciplina. Desde o ano passado fui eleito para o honroso cargo de 1º Vigilante, cargo este que foi objeto de intensas meditações e reflexões antes e durante este ano, procuro absorver o chamado ao trabalho ocorrido durante a posse e diuturnamente busco pôr em prática, com grande dificuldade e felizes acertos, o quanto dito na abertura e encerramento dos trabalhos. Apesar das pertinentes discussões, assumi a responsabilidade pela Coluna do Norte, procurando direcionar o trabalho dos Aprendizes nessa época de internet, quando as informações são tão abundantes que acabam por ser errôneas, contraditórias e deseducativas. Com grande esforço, procurei esmiuçar as instruções dadas, direcionar os trabalhos e acompanhar os progressos dos neófitos, até a elevação quando passei o trabalho principal ao 2º Vigilante. 6 – Primeiro Vigilante Danilo Bruno Louro de Oliveira
  17. 17. JB News – Informativo nr. 2.112 – Florianópolis (SC) - quinta-feira, 14 de julho de 2016 Pág. 17/23 Esse período “dirigindo” os Aprendizes foi de grande ensinamento, pois nada mais triste que instruí-los nas reuniões, selecionar temas para que aprofundem durante a semana, enfim “ensinar como ser Maçom” e fazer exatamente contrário assim que transpor as portas do Templo. Também não devemos esquecer que todos os Mestres são responsáveis pelos trabalhos de nossa Loja, independente de cargos devemos estar sempre de Pé e a Ordem para ajudar quando necessário, além de possuir a necessária iniciativa para resolver os problemas e propor trabalhos que engrandeçam nossa Loja e nos aproximem de nossa missão de tornar feliz a humanidade. Assim, o bom exemplo que deve ser parte de qualquer líder, especialmente quando este é um Iniciado na Maçonaria, está ainda mais em evidência durante esse período que ocupo a 1ª Vigilância, esforço-me para combater paixões e vícios que maculam no mundo profano tudo quanto dito e explanado na sessão Maçônica e tenho certeza que esta consciência e comportamento contribuem sobremaneira para minha busca da Verdade. Ao estudar para comentar as instruções e para selecionar temas pertinentes para os Aprendizes produzirem suas peças de arquitetura, percebi que eu era o mais beneficiado desse trabalho, pois ao acreditar que estaria ensinando algo, o quanto aprendi superava qualquer conhecimento que acreditava possuir. Como substitutos imediatos do Venerável Mestre, devemos estar sempre prontos a ocupar o Trono, procurando manter a atmosfera de paz e tranquilidade, bem como tomar as necessárias decisões para o momento. Buscando o equilíbrio para ajudar o Venerável Mestre sem tomar decisões que cabem ao líder regularmente eleito, colocando-se à disposição para ajudar no que for necessário, este é um grande desafio do 1º Vigilante. Com alegria e fervor completo um ano ocupando a 1ª Vigilância, lembrando sempre que por hora ocupo um cargo importante na direção da Loja, mas o Nível que carrego tem a função de lembrar-me que os Maçons devem cultivar a humildade e igualdade que nos torna além de Irmãos, Amigos. E também carrego comigo a consciência que da Câmara do Meio vim e logo retornarei, sempre ajudando a Loja e os Irmãos, pois o título mais importante de um Maçom é o de Irmão.
  18. 18. JB News – Informativo nr. 2.112 – Florianópolis (SC) - quinta-feira, 14 de julho de 2016 Pág. 18/23 (as letras em vermelho significam que a Loja completou ou está completando aniversário) GLSC - http://www.mrglsc.org.br Data Nome Oriente 01.07.1977 Alferes Tiradentes, nr. 20 Florianópolis 07.07.1999 Solidariedade Içarense, nr. 73 Içara 07.07.2005 Templários da Nova Era, nr. 91 Florianópolis 10.07.2007 Obreiros da Maravilha, nr. 96 Maravilha 12.07.1980 XV de Novembro, nr. 25 Imbituba 21.07.1993 Liberdade Criciumense, nr. 55 Criciuma 28.072006 Anhatomirim, nr. 94 Florianópolis 31.07.1975 Obreiros de Hiram, nr. 18 Xanxerê 31.07.2007 Acácia Palhocense, nr. 97 Palhoça GOB/SC – http://www.gob-sc.org.br/gobsc Data Loja Oriente 02.07.01 Renovação - 3387 Florianópolis 03.07.78 Flor da Acácia - 2025 Itajaí 08.07.10 Lealdade - 3058 Florianópolis 13.07.01 Frat. Alcantarense - 3393 Biguaçú 14.07.2006 Acadêmica Razão e Virtude nr. 3786 (Rito Moderno) Brusque - SC 17.07.02 Colunas da Serra - 3461 Joinville 17.02.02 Mestres da Fraternidade-3454 Florianópolis 17.07.97 Compasso das Águas -3070 São Carlos 23.07.1875 Luz e Caridade - 327 São Francisco do Sul 26.07.05 Frat. Acad. Ciência e Artes - 3685 Jaraguá do Sul 29.07.96 Estrela Matutina - 2965 Florianópolis 7 – Destaques (Resenha Final) Lojas Aniversariantes de Santa Catarina Mês de julho
  19. 19. JB News – Informativo nr. 2.112 – Florianópolis (SC) - quinta-feira, 14 de julho de 2016 Pág. 19/23 GOSC https://www.gosc.org.br Visite o seu site: www.uniaoesilencio.com.br. Nele o Irmão vai encontrar: 1. fotos do templo, para aquela sua seção de templos. 2. fotos do último banquete 3. Foto da outorga da Comenda do Mérito D. Pedro I, outorgada em 17/3/16 http://www.banquetemaconico.com.br/ Data Nome da Loja Oriente 04/07/1999 Giuseppe Garibaldi Florianópolis 04/07/2002 Léo Martins São José 11/07/2009 Universitária Luz de Moriah Chapecó 11/07/2009 Passos dos Fortes Xaxim 12/07/2006 Colunas Da Concórdia Concórdia 18/07/2003 Ardósia do Vale Rio do Sul 21/07/1973 Silêncio de Elêusis Chapecó 22/07/1981 Acácia da Ilha Florianópolis 24/07/2013 Triângulo Força e União Cocal do Sul 25/07/1995 Gitahy Ribeiro Borges Florianópolis 26/07/1980 União da Fronteira São Miguel do Oeste 27/07/1981 Arquitetos do Oriente Xanxerê 27/07/2009 Luz da Acácia Capivari de Baixo
  20. 20. JB News – Informativo nr. 2.112 – Florianópolis (SC) - quinta-feira, 14 de julho de 2016 Pág. 20/23 CONVOCAÇÃO e CONVITE O Secretário da Loja, que subscreve, convoca todos os Irmãos do quadro, com base no inciso V do Artº 116 do Regulamento Geral da Federação e convida todos os demais Irmãos, para a 44ª Sessão da A.R.L.S. “Alvorada da Sabedoria” nº 4.285 em conjunto com a A.R.L.S. Cavaleiros da Luz, nº 3657, dia 26 de JULHO, TERÇA-FEIRA, quando teremos uma Loja de Mesa (Jantar Ritualístico) no ritual britânico (Royal Festive Board). Será realizado em comemoração ao solstício de verão (no hemisfério norte) ocorrido em 20 de junho e comemoração dos 299 anos de fundação (em 24 de junho) da Grande Loja de Londres e Westminster. Cardápio: ovelha/carneiro, pão ázimo, vinho tinto e água. A Loja de Mesa será no Salão da Epagri, sede social da Associação dos Funcionários da Epagri, situado na Servidão Caminho do Porto, Itacorubi (entrada da Cidasc, seguindo a Servidão, segunda entrada à direita). Programação: 20:00 h: início do evento. Traje: maçônico completo. Convites a R$ 100,oo. Não serão vendidos convites após dia 24 de julho. Os convites poderão ser adquiridos com os Irs.: Marcos de Oliveira: tel. 9111 0090; Paulo Velloso: tel. 8408 2446; Lima: tels. 9911 0343 ou 9155 0343; Marcos Vinicius: tel. 9980 9355 Ruben Luz da Costa: tel. 9972 5934; Ir.’. João F.R. Baggio, Secretário Wisdom Dawn Lodge
  21. 21. JB News – Informativo nr. 2.112 – Florianópolis (SC) - quinta-feira, 14 de julho de 2016 Pág. 21/23 O Prumo de Hiram Stonehenge já pertenceu a um maçom Irmão Luciano Rodrigues e Rodrigues A HISTÓRIA DE STONEHENGE TEM INSPIRADO MUITAS TEORIAS BIZARRAS QUE LIGAM MAÇONS E DRUIDAS. NA VIDA REAL, O MAÇOM CECIL CHUBB, COMPROU O MARCO POR UM CAPRICHO HÁ MAIS DE 100 ANOS Considerando o seu estatuto de Patrimônio Mundial, é estranho pensar que até 1918 Stonehenge era propriedade privada. O interesse por ela foi estimulada no início de 1700 através dos escritos de um maçom chamado Dr. William Stukeley, um clérigo e arqueólogo, cujos volumosos manuscritos estão agora preservados na British Library e na Library and Museum of Freemasonry, ambas em Londres, Reino Unido. A conexão entre Stonehenge e os druidas é geralmente atribuída a Stukeley, que não só fez um estudo da ordem, mas foi um dos responsáveis por seu renascimento em 1717. [...] Leia o restante deste texto no link abaixo: http://www.oprumodehiram.com.br/stonehenge-ja-pertenceu-a-um-macom/
  22. 22. JB News – Informativo nr. 2.112 – Florianópolis (SC) - quinta-feira, 14 de julho de 2016 Pág. 22/23 Ir Marcelo Angelo de Macedo, 33∴ MI da Loja Razão e Lealdade nº 21 Or de Cuiabá/MT, GOEMT-COMAB-CMI Tel: (65) 3052-6721 divulga diariamente no JB News o Breviário Maçônico, Obra de autoria do saudoso IrRIZZARDO DA CAMINO, cuja referência bibliográfica é: Camino, Rizzardo da, 1918-2007 - Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014 - ISBN 978-85.370.0292-6) BREVIÁRIO MAÇÔNICO – 14 de julho A LÂMPADA A lâmpada primitiva apresentava-se como um recipiente contendo óleo e um pavio que, aceso, produzia uma chama amarelada, emitindo tênue fio de fumaça e odor acre, iluminando, palidamente o ambiente. Célebre a parábola das virgens imprudentes que, não tendo providenciado suprir suas lâmpadas com azeite, foram apressadamente buscá-lo, mas com isso perderam o momento que chegava o noivo; essas virgens imprudentes ficaram do lado de fora e não puderam participar dos esponsais. A lâmpada sempre foi a expressão da fé, pois a Luz produzida simboliza a luminosidade que é recebida de Deus. Nos Templos religiosos é colocada a lâmpada votiva, alimentada com azeite e que permanece constantemente acesa; em alguns Templos maçônicos é usada essa lamparina, embora não faça parte da ritualística maçônica. A lâmpada votiva permanentemente acesa significa a presença constante da divindade. A lâmpada foi o primeiro utensílio inventado para produzir luz. Mais tarde, foi substituída pela vela de cera de abelhas. Diz-se que as sagradas escrituras são a lâmpada para os olhos. As velas têm sido usadas em cerimônias místicas; os gases que se desprendem da chama e os resíduos da cera queimada agradam a Jeová, ou seja, faz parte do incensamento do templo e isso, por ser tradição, permanece em uso na Maçonaria. Embora se consuma, a vela, continua iluminando, exemplo para a vida maçônica. Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 214.
  23. 23. JB News – Informativo nr. 2.112 – Florianópolis (SC) - quinta-feira, 14 de julho de 2016 Pág. 23/23 L a c u N A -uma vaga que não há preenchimento- Autor: Irmão aimundo A. Corado Barreiras, 04 de janeiro de 2016. Durante longa convivência; Sem pensar em separação; Vem a Divina providência; E não podemos dizer não. O calejado parente se vai; Deixando em nós um vazio; Seja mãe, irmão, esposa e pai; Seja sobrinho, sobrinha ou tio. Fica então as boas lembranças; Do velho coração de criança; Mistura de pudor e brincadeira. Vá! Deus lá em cima vos aguarda; Tens junto a Ele, vaga reservada; Domingos (Né) Rodrigues de Oliveira.

×