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Jb news informativo nr. 2097

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Jb news informativo nr. 2097

  1. 1. JB NEWS Filiado à ABIM sob nr. 007/JV Loja Templários da Nova Era nr. 91 (GLSC) Florianópolis - SC Editoria: Ir Jeronimo Borges Nesta edição: Pesquisas – Arquivos e artigos próprios e de colaboradores e da Internet – Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias, de colaboradores e www.google.com.br Os artigos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião deste informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores. Saudações, Prezado Irmão! Índice do JB News nr. 2.097 – Florianópolis (SC) - quarta-feira, 29 de junho de 2016 Bloco 1 -Almanaque Bloco 2 -IrAilton Elisiário – Quero uma fogueira (Coluna semanal) Bloco 3 -IrValdemar Sansão – Esmiuçando a Maçonaria (Loja) Bloco 4 -IrRonaldo Zanata Pazim – Discurso sobre a Soberba Bloco 5 -IrH. L. Haywood – A Maçonaria e os Construtores de Catedrais Bloco 6 -IrPedro Juk – Perguntas & Respostas – do Ir Alberto Coelho Sobrinho (Goiânia) Bloco 7 - Destaques JB – O Prumo de Hiram; Breviário Maçônico & outros informes e versos especiais do Irmão e Poeta Adilson Zotovici
  2. 2. JB News – Informativo nr. 2.097 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 29 de junho de 2016 Pág. 2/26 Livros de artigos nos Graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre Publicados na Revista O PRUMO. Durante o período de 1970 a 2015. Pedidos: site http://www.gosc.org.br Ou pelo telefone: (48) 3952-3300   1 – ALMANAQUE Hoje é o 181º dia do Calendário Gregoriano do ano de 2016– (Lua Quarto Minguante) Faltam 185 para terminar este ano bissexto Dia do Pescador e dia da Telefonista Se o Irmão não deseja receber mais o informativo ou alterou o seu endereço eletrônico, POR FAVOR, comunique-nos pelo mesmo e-mail que recebeu a presente mensagem, para evitar atropelos em nossas remesssas diárias. Obrigado. Colabore conosco para evitar problemas na emissão de nossas mala direta diária. LIVROS
  3. 3. JB News – Informativo nr. 2.097 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 29 de junho de 2016 Pág. 3/26 1720 - Julgamento de Filipe dos Santos Óleo de Antônio Parreiras, retratando a versão mitica da execução. Ao fundo o pintor mostra a fumaça da queima das casas dos revoltosos.  1613 — O Globe Theatre, em Londres, onde William Shakespeare apresentou suas peças, é destruído por um incêndio.  1720 — Revolta de Felipe dos Santos, em Vila Rica, Minas Gerais.  1845 — Fundação da Imperial Colônia de Petrópolis — RJ, com a chegada dos colonos alemães.  1850 — Descoberto carvão na Ilha de Vancouver, no Canadá.  1913 — Ano de fundação do Esporte Clube Juventude, de Caxias do Sul no estado do Rio Grande do Sul.  1915 — Ano de fundação do ABC Futebol Clube, de Natal no estado do Rio Grande do Norte.  1934 — Ano de fundação da cidade de Rolândia, no norte do Paraná  1945 — A União Soviética anexa a Transcarpátia.  1949 — A África do Sul implantou oficialmente o apartheid, regime de segregação racial.  1951 — Joseph Ratzinger (futuro Papa Bento XVI) é ordenado Padre.  1958 — O Brasil conquistou a Copa do Mundo pela primeira vez, derrotando os suecos, anfitriões do torneio, por 5 a 2.  1967 — A atriz Jayne Mansfield, famosa na década de 1950, morreu em um acidente de carro aos 33 anos.  1970 — A Rede Globo estreou a novela Irmãos Coragem, de Janete Clair, com Tarcísio Meira, Cláudio Marzo e Cláudio Cavalcanti. Esta foi a novela mais longa já produzida pelo canal (328 capítulos).  1974 — Isabela Perón, terceira mulher do presidente argentino Juan Domingo Perón, assumiu a presidência da Argentina. Ela foi derrubada por militares em 1976.  1983 — Jair Meneguelli, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Diadema e São Bernardo, e Vicentinho, vice-presidente da entidade, foram indiciados por insultos ao presidente da República, João Figueiredo.  1986 — A Argentina ganhou a segunda Copa do Mundo realizada no México. O time de Maradona venceu a Alemanha Ocidental por 3 a 2.  1995 — Um shopping em Seul, capital da Coreia do Sul explodiu, matando 502 pessoas.  1996 — Temperatura mais baixa registrada no Brasil: -17,8 °C, no Morro da Igreja, município de Urubici (estado de Santa Catarina). EVENTOS HISTÓRICOS (fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki) Aprofunde seu conhecimento clicando nas palavras sublinhadas
  4. 4. JB News – Informativo nr. 2.097 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 29 de junho de 2016 Pág. 4/26 1840 Nasce, na capital de Santa Catarina, Pedro José de Souza Lobo. Foi diretor da Estrada de Ferro dona Francisca. Destacou-se na política em Joinville como fundador do Partido Republicano. Foi vereador e deputado estadual. 1877 Morre, na cidade de Desterro, o comendador Francisco José de Oliveira que, por várias vezes, ocupou a presidência da Província. 1801 Rito Schröder é um ritual maçônico utilizado por algumas lojas na Alemanha. Criado por Friedrich Ulrich Ludwig Schröder, que foi um dos reformadores da Maçonaria Alemã, e submetido aos Mestres de Hamburgo em 29 de junho de 1801, que o adotaram por unanimidade, desde logo, conquistou numerosas Lojas em toda a Alemanha e em outros países, onde passou a ser praticado, principalmente, por maçons de origem alemã e logo recebeu o cognome de seu fundador, Rito Schröder 1805 Fundado um GO na cidade italiana de Milão, reconhecido pelo GO de França. Adormeceu em 1814 1837 Fundada a Orphan Lodge Nº 616, a primeira Loja a trabalhar um Rito inglês no Brasil já com o novo ritual adotado na União de 1813. 1964 Fundação da ARGBLS São João da Escócia nr. 29, de Olinda, jurisdicionada (GLMPE) 2009 Fundação da AcADEMIA Cavaleiros das Sete Virtudes Nº 328 – Campinas - SP 2010 Fundação da Loja Maçônica Pedra Oceânica N° 4080 João Pessoa (GOB/PB) Fatos maçônicos do dia Fonte: O Livro dos Dias 20ª edição (Ir João Guilherme) e acervo pessoal históricos de santa Catarina Extraído de “Datas Históricas de Santa Catarina” do Jornalista Jali Meirinho e acervo pessoal
  5. 5. JB News – Informativo nr. 2.097 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 29 de junho de 2016 Pág. 5/26 O Irmão Ailton Elisiário, é membro da Academia Paraibana de Letras Maçônicas. Publicação simultânea desta crônica às quartas-feiras no JB News, Jornal da Paraíba e Paraiabaonline. prof.elisiario@uol.com.br QUERO UMA FOGUEIRA Nesta noite de São João eu desejei uma fogueira na porta de minha morada. Queria relembrar meus tempos de infância e juventude, em que ao redor de uma fogueira soltava fogos e balões, sob os olhares atentos dos meus saudosos pais. Mesmo quando eles já não estavam comigo, convidados que foram pelo bom Deus a ingressarem na vida eterna, eu continuava reunido com meus irmãos em torno de uma fogueira, agora a olhar atento os filhos e sobrinhos soltarem fogos e balões, como assim nós fazíamos. Há um bom tempo, porém, que não fazemos mais isto. O asfalto nas ruas, o meio ambiente, a camada de ozônio, os ambientalistas, os curadores do meio ambiente, a violência urbana, todos esses fatores se encarregaram de quebrar a tradição junina das fogueiras nas cidades. Embora praticada na zona rural, nos sítios e fazendas, nos arredores das cidades, poucos ainda se arriscam a manter a tradição nas ruas não asfaltadas da periferia urbana. Vemos hoje as fogueiras nas fotografias do passado, nas construções virtuais da internet, nas decorações dos locais de folguedos, nos programas de televisão, nos filmes antigos, nas nossas próprias lembranças. O progresso transformou a tradição da fogueira. Com isto, acendemos as nossas fogueiras nas histórias que contamos aos nossos netos, que não mais as conhecerão nem acenderão as suas próprias. Meus irmãos desta vez não se dispuseram a acender suas fogueiras. Cada um deles tinha suas próprias razões. Os amigos estavam mais para ir aos forrós que permanecer em suas casas. Vi que o ar da cidade não estava tão denso, em face do espaço aéreo não haver sido tomado fortemente pela fumaça das fogueiras. O meu olfato e a minha visão não se ressentiam do odor e da névoa produzida pela queima dos galhos secos das árvores guardadas para elas. Não obstante essas dificuldades eu consegui minha fogueira. Meu sobrinho montou na área livre do interior de sua casa uma fogueira típica, onde ao seu redor pudemos todos recordar as histórias dos nossos familiares. Deliciei-me com cada particularidade daquela fogueira, - as labaredas fortes e brilhantes ascendendo serpenteando ao céu, o soar do estrepitar da madeira ardendo na força do fogo, o dourado contemplativo das brasas fumegantes espargindo quietude, a nuvem de fumaça invadindo tênue o lugar do aconchego, o calor esquentando o corpo e as imagens trancadas no baú das saudades, - até que as lágrimas do choro contido começando a deslizar pelos cantos dos olhos foram desmanchadas pelo gesto rápido e discreto das minhas mãos, fazendo-as passar despercebidas. Minha fogueira queimou. Como tantas outras que foram queimadas, ela reacendeu nas lembranças o fogo do passado, da criança inocente, do jovem esperançoso, do adulto responsável. Reacendeu o fogo do presente, renovando as forças para a continuidade da luta em busca da realização dos sonhos. Reacendeu o fogo do futuro, para alumiar dias de amor e concórdia, de paz entre os homens. A fogueira tem para mim valores simbólicos. Por isso, sempre quero uma fogueira para me aquecer juntamente com os meus e ao seu redor jamais deixar de sonhar. 2 – Quero uma fogueira Ailton Elisiário
  6. 6. JB News – Informativo nr. 2.097 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 29 de junho de 2016 Pág. 6/26 MENSAGEM DO DIA – ESMIUÇANDO A MAÇONARIA - (LOJA) Valdemar Sansão ESMIUÇANDO A MAÇONARIA - (LOJA) Loja Maçônica em ação pratica o que une e afasta o que divide. A vida maçônica é intensa. Lembrem-se: “Onde estiverem reunidos em Meu nome, lá estarei”. Definição – Na Maçonaria, Loja é o Templo onde os maçons se reúnem para os seus rituais e, mais do que um espaço físico determinado, representa o universo. É a agremiação de Maçons regulares, em número limitado, a partir de sete, dentre os quais três Mestres. O local em que uma sociedade maçônica realiza suas Sessões e, por exemplo, qualquer corporação maçônica (na realidade, prefere-se falar em Templo para designar o local de reunião, reservando o vocábulo Loja para designar a corporação). Ao final de uma Sessão, a Loja é considerada fechada, mas o Templo continua aberto, para outras Lojas. Sete ou mais Mestres Maçons regulares, munidos de documentos comprobatórios dessa qualidade, poderão reunir-se para fundar uma Loja. Lojas Simbólicas – São todas as Lojas que trabalham ou se dedicam aos graus do simbolismo. Estas Lojas estão ligadas às Grandes Lojas ou aos Grandes Orientes. Também chamadas de Loja Azul. Composta de pessoas honradas que se escolheram porque se agradam reciprocamente; uma Loja toma o aspecto de uma família. Vivendo juntas durante muito tempo, estas pessoas têm por finalidade fazer com que desabroche no ser humano a harmonia da razão e do sentimento, e seria faltar tanto a uma como a outro se fossem esquecidas as benéficas emoções de uma camaradagem plasmada de estima e confiança. Oficinas - Esse nome deriva das antigas associações e corporações dos artesãos, quando a Maçonaria era o reduto de trabalho manual; posteriormente, esse trabalho passou a visar o bem- estar social; finalmente, o trabalho foi sublimado, sendo os materiais trabalhados os que compõem o próprio ser humano, sob todos os aspectos, inclusive com o “auto aperfeiçoamento”. As arestas produzidas pelos vícios, o maçom deve retirar de si mesmo, como as imperfeições, a desobediência e as omissões. É um trabalho constante, de modo que a oficina maçônica está sempre em funcionamento. A atividade do maçom não se restringe à frequência de sua Loja, uma vez por semana. Todos os dias da semana são dias de trabalho e de oficina. O trabalho é permanente; em Loja, o maçom comparece para “recarregar” as suas baterias gastas. A comodidade e a preguiça são males a serem superados; o maçom está sempre em vigília e à espreita da oportunidade de auxiliar os seus Irmãos e a sociedade. O pecado não está em “fazer”, mas sim em “deixar de fazer”. O desleixo equivale ao atrofiamento. 3 – Esmiuçando a Maçonaria (Loja) Valdemar Sansão
  7. 7. JB News – Informativo nr. 2.097 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 29 de junho de 2016 Pág. 7/26 Estar a coberto – Diz-se que a Loja está a coberto quando a porta estiver fechada, isso no sentido material; “estar a coberto” significa, porém, que no Templo está presente o Grande Arquiteto do Universo, com seu poder protetor que a todos “cobre”. O importante convívio - Na entrada da Loja, devem ficar esquecidas as preocupações do trabalho e dos negócios, abandonando as realidades da vida em troca de alguns momentos de lazer de ordem intelectual e moral, deixados de lado, momentaneamente, os interesses materiais por importantes que possam ser a fim de se desfrutar da satisfação de um ensino elevado, de uma filosofia na qual o bom-senso se encontra à vontade e onde o prazer de um convívio amigo é só o que realmente tem valor. Uma hora de alegria sadia proporciona uma boa reserva de forças para o labor do dia seguinte. Um dos segredos do maçom, é que sabem levar a vida pelo lado bom, por isto, na Loja, não existem discussões sobre questões irritantes; apenas troca de ponto de vista como deve ser entre as pessoas bem educadas, após o que cada qual deve meditar sobre o que ouviu; naturalmente nada de política, pois a paixão política inflama o jogo. Quem se acha possuído pela paixão política é incapaz de compreender a Maçonaria, pois lhe relembra constantemente: Pratico o que une e afasto o que divide. A Grande Obra – Por Grande Obra é conhecida a Maçonaria Universal, sem distinção de obediências ou ritos. A Grande Obra é a construção do Templo Social, do Templo Moral e do Templo Espiritual. O Maçom é chamado à ordem, se fizer eco preocupações mesquinhas. A Grande Obra é a busca da perfeição maçônica, dentro dos preceitos da instituição. Nela se reúnem os Iniciados para trazer o seu concurso à Grande Obra, eterna como o Progresso e sem limites em sua aplicação. Tendo um imenso Templo a construir, os maçons não prostituem a sua Arte sujeitando-a a tarefas profanas; eles têm de, em si próprios, reformar o Homem, universal em sua essência. A inércia vicia e prejudica; o entusiasmo contagia e beneficia. Planejamento – A vida moderna exige que os atos individuais e públicos, grupais ou econômicos, sejam programados. Hoje, a ciência conta com o computador que é o aparelho eletrônico eficiente para as programações. Qualquer entidade, religiosa, cultural, recreativa, científica, etc., deve programar as suas atividades, para evitar o caos. A Maçonaria nada faz sem prévia programação; dentro dos trabalhos modestos de uma Loja Maçônica, o Venerável Mestre somente terá êxito na sua gestão se programar os seus trabalhos; essa programação apresenta partes distintas: programação de sua gestão, que poderá ser anual, consoante o período para que foi eleito, ou abrangendo dois ou mais anos; poderá ser mensal ou semanal, considerando que cada sessão deve obedecer uma programação específica. Diante dessa prática, o maçom, por sua vez, como reflexo eficaz, deverá programar a sua vida familiar, profissional e espiritual. Toda programação obedece à experiências passadas, a dos mais capazes e a previsão do que possa advir. Se o mundo refletisse antes de tomar qualquer decisão, este mundo não seria o acúmulo constante de perturbações e violências. Nenhum ato pode o maçom praticar sem tê-lo, antes “refletido”. A Sala dos Passos Perdidos – Não podemos esquecer que ao adentrar o edifício onde a Loja se localiza, estaremos ingressando em uma Loja maçônica, não em clube, nem em dependências profanas. Muitos maçons ignoram que a sala dos Passos Perdidos é uma das antecâmaras do templo e o seu comportamento reflete os hábitos profanos, quando deveria ser um local de respeito e de satisfações, momentos de troca de cumprimentos, de observação, de tratos sobre a próxima entrada em templo, passando pelo Átrio Purificador. O nome “Passos Perdidos” traduz desorientação, mas apenas inicial, uma vez que de imediato surgirá o rumo certo, em especial quando o M∴CCerim∴ estender o convite ao ingresso no Átrio.
  8. 8. JB News – Informativo nr. 2.097 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 29 de junho de 2016 Pág. 8/26 O comportamento do maçom deve ser preparatório para o ingresso em templo; uma preparação educada e consciente, aptos para a purificação no Átrio. O Átrio é a antecâmara do templo, onde o M∴CCerim∴ conduz os Irmãos para prepará-los para adentrar no recinto sagrado. Trabalho de apoio - Cabe a nós, Maçons, o trabalho de apoio constante à Lojas Maçônicas, porque elas são, indubitavelmente, as unidades fundamentais da Maçonaria. É pela Loja bem organizada, bem estruturada, que realiza a sua tarefa realmente à luz da doutrina maçônica em toda a sua plenitude, que teremos condições, não só de fazer uma divulgação, mas executar a difusão concreta, constante, que se vai consolidando cada vez mais junto à própria sociedade. As Lojas Maçônicas, portanto, deve ser a nossa meta natural de apoio, para que possam não apenas realizar bem o seu trabalho, mas que possam também, explorar todas as possibilidades e potencialidades que carregam consigo, a fim de que atendam aos objetivos para as quais criadas. Destacamos que temos também, como maçons, o natural dever de atender em tudo que for possível às necessidades de Irmãos de outras Lojas de pequeno número de obreiros; reclamam de nós um acompanhamento de apoio, uma ação permanente sobre elas. Cumpre aos maçons sinceros de todas as latitudes unirem-se, ajudar-se mutuamente, expandirem a rica literatura maçônica, usarem a tecnologia moderna, em suma, trabalharem com entusiasmo a palavra escrita e oral em prol desse nobre ideal e em favor dos que o desconhecem. Concluindo – A nossa colaboração é modesta; no entanto é válida porque é oferecida com amor fraterno, na ânsia de buscar mais e melhor, para a Glória do Grande Arquiteto do Universo! P.S. – De que adianta termos voz, se nos calarmos diante das injustiças do mundo? Para que servirão nossos olhos, caso desviemos o olhar do sofrimento do próximo? Para Aprendizes Eternos, Pesquisadores Incansáveis, Cunhadas Curiosas, Goteiras Incuráveis, Esotéricos de Plantão, Místicos Misteriosos e Festeiros de Ágapes e Regabofes, este aqui é um site que está sempre de pé e à ordem! www.artedaleitura.com
  9. 9. JB News – Informativo nr. 2.097 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 29 de junho de 2016 Pág. 9/26 Irmão Ronaldo Zanata Pazim Loja Cavaleiros de São José Cerquilho - SP DISCURSO SOBRE A SOBERBA. a irmã do orgulho, da arrogância e da vaidade Dizem que um dos maiores inimigos do homem é inerente a ele mesmo: o seu ego. Existe uma fábula sobre uma rã que se perguntava como poderia se afastar daquela região fria, em pleno inverno. Alguns gansos sugeriram que ela emigrasse com eles, mas o problema é que a rã não sabia voar. "Deixem-me pensar - disse a rã - tenho um cérebro fora do comum". Então pediu ajuda a dois gansos: acharam um galho forte e cada um deles sustentou o galho por uma extremidade. A rã segurou-se ao galho, pela boca. Os gansos e a rã faziam o vôo quando, em certo momento, passaram por uma pequena aldeia, de onde os habitantes saíram para ver o inusitado espetáculo. E alguém perguntou: "De quem foi tão brilhante ideia?". A rã, toda orgulhosa e se sentindo a mais genial, a mais importante das criaturas, respondeu com ênfase: "Fui eu"! Eis então que o orgulho descomedido da rã foi a causa da sua própria ruína, pois no momento que abriu a boca, soltou-se do galho, caiu e morreu. A soberba sempre foi censurada através dos séculos, por todas as doutrinas humanitárias e por todas as religiões de que se tem notícia. Para a maçonaria não é diferente, pois ela vista como uma eficiente pedra de tropeço, uma ponta nefasta da pedra bruta que precisa ser desbastada, uma voluntária condenação espiritual do homem. A soberba é um sentimento que se caracteriza pela pretensão de superioridade sobre as demais pessoas, seja por acreditar que é o melhor no que faz, no que decide, no que sabe, no que tem ou na sua capacidade de resolver as coisas. A 1ª Epístola do apóstolo João adverte que a soberba é a semente de todo pecado. Aliás, para a Igreja Católica, a soberba é considerada um dos sete pecados capitais (CIC, n. 1866), sendo associada ao orgulho excessivo, à arrogância e à vaidade, próprios do demônio Lúcifer (“a Estrela da Manhã”) e ao planeta Vênus. Para muitos teólogos, a soberba é o pilar de toda a transgressão do homem. Isso porque a soberba é considerada como o pecado original, uma vez que existia muito antes do homem e da criação. Uma linha teórica acredita que Satanás, o anjo caído, corrompeu-se em soberba. O livro de Isaías, por exemplo, relata a queda do anjo: “derrubada está na cova a tua soberba (...), serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo abismo”. No entanto, outros estudiosos rejeitam essa ideia porque, para eles, a soberba só surgiu com o homem. Além do cristianismo, o judaísmo e o islamismo também atribuíram à soberba vários conceitos como semente do mal, destruidora dos homens, maldição e queda do espírito, ruína e crimes da alma, praga maldita, paixões da carne, etc. No poema de Dante Alighieri, “A Divina Comédia”, o purgatório principal é composto por sete círculos que representam os sete pecados capitais. E logo no primeiro círculo encontram-se os “orgulhosos” (ou os soberbos), apontados como os que mais se distanciam de Deus, já que ali se encontra o alicerce para uma vida de pecado. E por alguma razão esse veneno do orgulho e da soberba sempre foi perigoso, de uma forma notável, na vida de líderes espirituais. Mesmo com pouco estudo é possível conferir 4 – Discurso sobre a Soberba Ronaldo Zanata Pazim
  10. 10. JB News – Informativo nr. 2.097 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 29 de junho de 2016 Pág. 10/26 que o orgulho, mais do que qualquer outro pecado, foi a causa da derrocada de muitos personagens da história que assumiram posições de influência sobre o povo de Deus. De olhos embotados pelo véu da ignorância, o soberbo se sente autorrealizado, querendo mostrar-se para os outros a todo preço, desejando a sua admiração, como se isso elevasse sua estima ao máximo e lhe trouxesse prazer. O soberbo quer superar sempre; não aceita ser como a média, não aceita ser como os demais. Ele precisa se destacar, tem necessidade de grandeza e valorização. Exige respeito, reconhecimento, aplausos. Mas quando é superado, o soberbo logo se deixa dominar pela inveja, querendo depreciar os outros e vangloriar-se. Se não consegue ser o mais inteligente ele então desejará e será o mais ignorante, falando sobre isso o tempo todo para que, seu interlocutor, ao ouvir a depreciação passe a elogiar o soberbo mesmo que seja por educação. E não é só quando fala com atrevimento e empáfia que o soberbo se revela. Não é apenas com uma fluidez e uma eloquência impositiva de “verdades sublimes” que a soberba sobressai, pois ela também se faz presente até mesmo no silêncio dos pensamentos quando o soberbo se vê numa resistência intelectual ao que provém dos seus demais, e, ao ouvi-los, diz para si mesmo coisas do tipo: “eu já sei tudo sobre isso”, “quem ele pensa que é para me ensinar alguma coisa”, “primeiro ele precisa crescer, para depois ele vir falar alguma coisa de mim”. Do mesmo modo, a soberba não ocorre só em matéria de conhecimento, mas também há soberba de poder econômico (“ele vai ver o que eu faço com ele”), de posses materiais (“o meu carro é muito melhor do que o dele”), de posição hierárquica (“aqui quem pode criticar sou eu”), e até das situações vantajosas em geral, como ocorre quando alguém se acha o maioral só por conhecer autoridades e pessoas influentes. Para a Maçon.’., que tem como um dos seus propósitos a busca da Pedra Polida Perfeita de cada um, que se dá pela mera conversão de si mesmo num modelo útil e proveitoso para toda a família e para a humanidade em geral, recomenda que se traga luz à consciência, a fim de combater também esse mal da ignorância, até porque a maior vítima da soberba é ela mesma, que mais cedo ou mais tarde acabará isolada, aprisionada pela sua própria autossuficiência. Todos nós já nascemos picados pela Serpente. A soberba e o orgulho são venenos que não matam de uma vez, mas que podem se espalhar pelas veias. Começa aos poucos, de forma sutil, paralisando nervos, matando a sensibilidade, até que chegue ao sistema nervoso central e domina a razão. Se a vítima não tomar o antídoto em tempo, é fatal: estará contaminada pelo veneno da autossuficiência. Afinal, o que o soberbo busca é a admiração, mas ignora um efeito colateral que é a compaixão das pessoas pelo humilhado e o desprezo ao opressor orgulhoso. A correção da soberba ocorre única e simplesmente pela virtude da humildade. É agindo com simplicidade que se consegue combater a soberba nas suas mais diversas formas, evitando a ostentação, contendo as vaidades e olhando o mundo não apenas a partir de si, mas principalmente ao redor de si. O antídoto de humildade inclui uma dose saudável de moderação nas palavras e no pensamento. É indispensável reconhecer que cada um de nós carrega tesouros valiosos em seu próprio templo de virtudes, mas somos como vasos de barro; viemos do pó e ao pó voltaremos; todos nós. Somos da mesma natureza, criaturas vivas e maravilhosas, mas ao mesmo tempo cheios de diferentes imperfeições aos olhos humanos, seres pensantes e capazes, mas em constante transformação, e até o mais importante dos homens uma hora sucumbe, sem abalar o fluxo e o refluxo do universo, que segue o seu curso evidenciando a insignificância de cada um de nós para a continuidade da vida nesta terra. E o que nos parece uma certeza agora pode se revelar um equívoco logo ou mais adiante. Que o G.’.A.’.D.’. U.’. ilumine a todos.
  11. 11. JB News – Informativo nr. 2.097 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 29 de junho de 2016 Pág. 11/26 O Ponto Dentro do Círculo https://opontodentrodocirculo.wordpress.com (Publicado e mantido pelo Ir Luiz Marcelo Viegas) A Maçonaria e os Construtores de Catedrais Autor: H.L. Haywood Tradução: José Filardo I. O QUE FOI O GÓTICO A palavra Gótico tornou-se associada em nossas mentes a muito do que é mais bonito no mundo – catedrais, igrejas, torres e uma forma antiga de decoração – mas para os artistas italianos da Renascença que lhe deram notoriedade ela tinha um significado bastante diferente, e era usada por eles como um termo de reprovação para significar a cultura dos bárbaros do norte, especialmente de sangue alemão, 5 – A Maçonaria e os Construtores de Catedrais – do Site “O Ponto Dentro do Círculo – H.L. Haywood – Tradução: José Filardo
  12. 12. JB News – Informativo nr. 2.097 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 29 de junho de 2016 Pág. 12/26 que tinham rompido com as tradições clássicas. Vasari parece ter sido o responsável, acima de qualquer outra pessoa, por este uso. O Gótico foi primeiro aplicado a toda a cultura bárbara (eu uso a palavra aqui em seu sentido renascentista); mas mais tarde, e depois que os homens começaram a entendê-la e apreciá-la, era mais restritivamente aplicada ao que era mais característica da cultura bárbara, a arquitetura; e em ainda no período mais tardio, e através do uso popular, tornou-se associada quase exclusivamente à arquitetura religiosa, e mais especialmente às catedrais, de modo que encontramos o grande Novo Dicionário Inglês dando-lhe a seguinte definição: “O termo para o estilo de arquitetura predominante na Europa Ocidental do século XII ao século XVI, cuja característica principal é o arco ogival; também aplicado aos edifícios, detalhes de arquitetura e ornamentação. Os nomes mais comuns para os períodos sucessivos neste estilo na Inglaterra são Inglês Antigo, Decorativa, e Perpendicular.” ARCO OGIVAL Esta definição não é tão precisa quanto poderia ser. Muitas autoridades sobre história da arquitetura não concordariam com a afirmação de que “a principal característica é o arco ogival”, pois eles têm outras teorias sobre o assunto. Também não é seguro aplicar a palavra apenas à arquitetura, porque existiam estilos góticos em roupas, pontes, paredes, móveis, na ornamentação, nos costumes, e até em utensílios domésticos. Acontece que pouco resta do gótico, exceto edifícios de igrejas, mas isso se deve às guerras que destruíram tudo o mais. Alguns dos melhores escritores sobre o assunto, Lethaby, por exemplo, cujo trabalho é recomendado por sua energia, interesse e erudição, torna o gótico equivalente a tudo especificamente medieval em arte, o que incluiria vitrais, manuscritos, poesias, etc. Esses autores destacam que só quando surgiram os arqueólogos do século XIX, sob a liderança de De Caumont e seus companheiros, os homens começaram a dar um uso restrito à palavra. “A palavra”, escreve Arthur Kingsley Porter, “aplicada pela primeira vez como um epíteto de opróbrio a todos os edifícios medievais pelos arquitetos do Renascimento, recebeu
  13. 13. JB News – Informativo nr. 2.097 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 29 de junho de 2016 Pág. 13/26 um significado técnico por De Caumont e os arqueólogos do século XIX, que a empregavam para distinguir prédios com arcos pontiagudos daqueles com arcos redondos, que eram chamados Românicos”. Alguns autores continuam simplesmente a se recusar a usar a palavra; Rickman prefere “Arquitetura Inglesa”, e Brion “Arquitetura Cristã”. O Dr. Albert G. Mackey diz: “que a arquitetura gótica foi, por conseguinte, muito justamente chamada de A Arquitetura da Maçonaria, mas daquela de outros tempos”. O antigo estilo romano de construção, no qual todos os estilos subsequentes na Europa Ocidental estavam baseados até a chegada do Gótico, e que vieram a serem chamados Românicos, era organizado com base em um princípio muito simples, e teve o seu início, pelo menos até onde se relacione com templos, igrejas e catedrais, na antiga basílica. Um telhado plano era colocado sobre quatro paredes, como a tampa de uma caixa. Se o telhado era ondulado ou arqueado, as paredes tinham que ser engrossadas, para suportar a pressão lateral, de modo que em edifícios maiores, onde era necessário muito espaço interior, as paredes recebiam necessariamente uma espessura maciça, e esta espessura, por sua vez,tornava necessário usar pequenas janelas, para que a ancoragem fornecida pelas paredes não fosse enfraquecida e o colapso do edifício evitado. Em consequência disto, os edifícios românicos eram como fortificações militares em seu achatamento, sua aparência pesada e seu interior sombrio. Os arquitetos góticos escaparam desses resultados infelizes através da utilização do arco ogival que lhes permitiram considerável aumento em sua altura interior, e eles aprenderam como anular a pressão lateral daqueles arcos por meio de contrafortes, ao invés de muros pesados como cais. Isso eliminou o grande peso das paredes laterais e permitiu que os construtores substituíssem pedra por vidro, destruindo imediatamente a obscuridade desagradável. No decorrer do tempo, o sistema de colunas, arcos e contrafortes arcobotantes tornou-se um tipo coisa em si, coma estrutura de uma máquina, de modo que o esqueleto de um prédio se tornou autossuficiente, e pode-se dizer que dispensava simplesmente as paredes. É nesta estrutura organizada para ser autossustentável, que mais distingue o gótico como um todo do seu antecessor, o Românico; sendo as características que tornaram possível esta façanha – o arco, a abóbada, e o arcobotante – secundárias. Este é o ponto da famosa descrição do gótico de Violet-le-Duc, habilmente resumida por C.H. Moore com estas palavras: “Um sistema que foi uma gradual evolução a partir do estilo Romanesco, e aquele cuja característica distintiva é que todo o caráter do edifício é determinado por, e toda a sua força reside em uma estrutura finamente organizada e francamente confessada, ao invés de paredes.” Moore forneceu, ele mesmo, uma definição ainda mais famosa, e facilmente compreendida: “Em suma, então, a arquitetura gótica pode ser resumidamente definida como um sistema de construção em que a abóbada sobre um sistema independente de costelas, é sustentada por pilares e contrafortes, cujo equilíbrio é mantido pela ação contrária da impulsão e do contragolpe. Este sistema é adornado por esculturas cujos motivos são retirados da natureza orgânica, convencionada em obediência às condições arquitetônicas, e regidas pelas formas adequadas estabelecidas pela arte antiga, complementada por desenhos coloridos sobre chão opaco e, mais amplamente em vidro. É uma arquitetura da igreja popular – o produto dos artesãos seculares trabalhando sob o estímulo das aspirações nacionais e municipais, e inspirados por fé religiosa”. Moore acha a chave para o Gótico no arcobotante.
  14. 14. JB News – Informativo nr. 2.097 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 29 de junho de 2016 Pág. 14/26 Outras autoridades têm outras teorias. Porter acha que está na abóbada; Phillips no arco ogival, o que ele transformou no alfa e o ômega de todo o sistema; Gould acredita que o as abóbadas de pedra são fundamentais, enquanto Lethaby parece achar a quintessência do gótico nesta ou naquela característica, mas no caráter medieval geral dela como um todo. II. QUEM INVENTOU O GÓTICO? Tem havido uma grande diferença de opinião entre os historiadores da arquitetura quanto a onde e quando começou o Gótico. Escritores ingleses, que têm um desejo muito natural de reivindicar para sua própria terra a glória da descoberta da arte, a datam de 1100 DC ou mais cedo, e encontram suas primeiras manifestações em Durham; enquanto que os escritores franceses sustentam quase unanimemente que o gótico começou primeiro de todas as regiões em redor de Paris, no que já foi chamado de Ile de France, e dizem que a Igreja da Abadia de St. Denis, iniciada em 1140, deve ser considerado como o primeiro monumento gótico conhecido. Parece que a maioria dos escritores mais modernos inclina-se a concordar com a teoria francesa. Porter data o novo estilo como se iniciando em Paris por volta de 1163, e diz que ele alcançou seu ponto culminante no ano de 1220, com a nave de Amiens. Nave de Amiens Goodyear, em seu Arte Romana e Medieval, faz um relato bastante preciso e muito condensado da origem e do crescimento do gótico em um parágrafo muito apropriado para citação a este respeito. Ele diz que “o gótico tardio é conhecido na França como extravagante, ou seja, florido (ou flamejante). Caso contrário, as designações do Gótico como ‘inicial’, médio’ e ‘tardio’ são aceitas. Deve ser entendido que não há limites definidos entre esses períodos. Falando de maneira geral, o final do século XII foi o tempo em que o Gótico surgiu da França, e ele é raramente encontrado em outros países antes do século XIII; os séculos XIII e XIV são, ambos, períodos de grande perfeição, e o século XV é o momento de relativa decadência. Tanto na Alemanha quanto na Inglaterra o século XIII foi o momento da introdução do estilo gótico. Na Itália ele nunca foi plena ou geralmente aceito. Dentro do campo do gótico propriamente dito (isto é, excluindo a Itália), a Inglaterra é o país onde as modificações locais e nacionais são mais evidentes, muitas delas mostrando que o estilo era mais ou menos praticado de segunda mão. Na pitoresca beleza e atratividade geral, as catedrais inglesas podem ser comparadas a
  15. 15. JB News – Informativo nr. 2.097 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 29 de junho de 2016 Pág. 15/26 qualquer outra, mas a preferência deve ser dada aos franceses no estudo da evolução do estilo.” (Pág. 283.) De onde os arquitetos góticos tiraram o segredo de sua nova arte? As teorias são tão numerosas quanto diferentes, e elas vão desde as sublimes até as ridículas. Lascelles acreditava que os construtores haviam aprendido seus arcos ogivais de seções transversais da arca de Noé! Stukeley e Warburton sustentavam que eles tinham tropeçado em seu novo princípio ao tentar imitar os bosques secretos dos druidas. Ranking argumentava que o gótico é gnóstico por natureza para suportar uma grande massa de dados. Christopher Wren alegava que ele tinha sido tomado emprestado dos Sarracenos. Findel e Fort atribuíam, ambos, a descoberta da arte aos alemães, e com isso Leader Scott concorda em seu agora famoso Construtores de Catedrais, exceto que ela parece defender que os Mestres Comacine eram missionários que a levaram para a França e para a Inglaterra. O Dr. Milner acreditava que o gótico era uma alteração dos arcos do estilo românico, uma teoria com a qual muitos concordam. Em uma contribuição para a Ars Quatuor Coronatorum que provocou uma grande celeuma na época, Hayter Lewis insistia em que tal princípio definido e claramente articulado devia ter sido obra de um único homem, e sugeriu Suger, o ministro do rei Louis, o Grande, da França, país que era, nessa época, pouco mais que uma pequena tira não muito maior que a Irlanda. O Governador Pownall acreditava que o gótico se originava de práticas de trabalho em madeira; enquanto alguns teóricos escoceses acreditavam que ele era provenientes de trabalhos em vime. Gilbert Scott, um escritor de grande autoridade na sua época, rejeitava todas estas derivações especiais e argumentava que o gótico evoluiu gradualmente, oral e inevitavelmente, a partir de condições já existentes na arquitetura e na sociedade; com o que Gould está de acordo, assim como a maioria dos escritores do presente. Gould coloca toda a questão em uma frase: “As pesquisas de escritores posteriores e mais bem informados, no entanto, deixaram claro que o gótico não era imitação ou importação, mas um estilo nativo, que surgiu aos poucos, mas quase que simultaneamente em várias partes da Europa.” (História da Maçonaria, vol. I, p. 255.) III. FORAM ARQUITETOS GÓTICOS OS PRIMEIROS MAÇONS? Na época em que o gótico fez a sua aparição, quase toda a arte, incluindo a arquitetura, ainda estava sob o controle das ordens monásticas; mas com o desenvolvimento das catedrais a arte passou ao controle leigo. Alguns acreditam que a escassez de registros sobre os próprios construtores deve-se ao orgulho de cronistas, quase sempre eclesiásticos, que desprezavam mencionar os trabalhadores, exceto de forma mais geral. Esses trabalhadores, como quase todos os outros artesãos da época, eram organizados em corporações (guildas). As guildas diferenciaram muito entre si com o tempo e lugar, mas em todas as suas diferentes modificações retiveram características bem definidas. Cada guilda era uma organização estacionária que geralmente possuía o monopólio do comércio em sua própria comunidade, cujas leis eram obrigatórias para os artesãos. As guildas de um comércio não exerciam qualquer controle sobre os de outra, mas todos concordaram com determinadas regras e práticas, tais como aquelas relacionadas com aprendizagem, compra de matérias-primas, marketing, e tudo isso. Em algumas comunidades, as guildas tornaram-se tão poderosos que alguns historiadores têm confundido o seu governo com o governo de sua cidade, mas é provável que isto nunca tenha acontecido com frequência, se é que aconteceu. Acredita-se que, devido a peculiaridades de sua arte, as guildas que tinham a incumbência da construção das catedrais tornaram-se diferenciadas de outras em alguns elementos muito importantes. Se isso realmente aconteceu, era um resultado muito natural das circunstâncias em que os construtores das catedrais trabalhavam. A deles era uma vocação única. Todas as outras construções eram totalmente
  16. 16. JB News – Informativo nr. 2.097 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 29 de junho de 2016 Pág. 16/26 diferentes de catedrais, e não era frequente que as cidades pudessem dar-se o luxo de ter uma, de modo que nunca havia grande abundância de trabalho para elas. Além disso, sua arte era particularmente difícil, e envolvia a posse e aprendizagem de muitos segredos incomuns, de modo que a própria natureza do trabalho diferenciava o artesão construtor de catedrais de outros membros da guilda. Historiadores cautelosos acreditam que depois de um tempo, as autoridades, reconhecendo a especificidade da arte dos construtores de catedrais, concedeu-lhes certos privilégios e imunidades, e permitiram que eles se movessem à vontade de lugar para outro, o que por si só os definia nitidamente como diferentes das guildas estacionárias, cada uma delas não sendo autorizada a trabalhar fora de seus próprios limites incorporados; e muitos escritores acreditam que devido a essa liberdade para se movimentar sem restrições pelas limitações comuns de privilégios do costume medieval, que estas guildas, ou Maçons (a palavra significa “construtores”), vieram finalmente a serem chamadas de “maçons livres ou francos”. O Governador Pownall escreveu uma página certa vez, para provar que mesmo os papas concederam privilégios especiais a estes construtores, mas pesquisas posteriores na biblioteca do Vaticano não permitiram que ele, ou outros pesquisadores depois dele, descobrissem as bulas papais. IV. OS CONSTRUTORES GÓTICOS FORMAVAM UMA GRANDE FRATERNIDADE? Escritores da velha guarda costumavam acreditar, quase unanimemente, que esses maçons medievais eram ligados em uma grande fraternidade unificada operando sob o controle individual de alguns centros, tais como Londres, Paris, Nova York, e argumentavam que esta “grande fraternidade única”, com certas mudanças importantes, mas não revolucionárias, existiu até ao nosso tempo, e que a Maçonaria de hoje é praticamente a mesma organização que era então. R. F. Gould, que falava por um grupo inteiro de estudiosos maçons ingleses de primeira classe, bem como por si mesmo, negava categoricamente toda essa teoria da forma mais ampla e inequívoca. “Eu demonstrei”, disse ele na página 295 do primeiro volume de sua História da Maçonaria, “que a ideia de um corpo universal de homens trabalhando com um só impulso, e segundo uma forma definida, a pedido de um organismo cosmopolita sob certa direção… é um mito.” Na página 262 do mesmo volume, ele comenta que a teoria de uma fraternidade universal “é desmentida pelo silêncio absoluto de toda a história”. Com este veredicto, Arthur Kingsley Porter, que escreveu apenas como historiador da arquitetura medieval, e não tendo qualquer um dos problemas da Maçonaria em mente, concorda, e em grande medida pelo mesmo motivo. Gould baseia sua negação quase totalmente nos testemunhos dos próprios edifícios, e argumenta que, embora um escritor aqui e ali possa errar, as construções não o fazem, e ele sustenta que elas, todas e cada uma delas, oferecem um testemunho unificado de que não eram o trabalho de “uma grande fraternidade”, mas representavam peculiaridades locais que não devem ser negligenciadas. Sua análise da arquitetura gótica dos diferentes países, com o propósito em vista de revelar o seu testemunho sobre este ponto importante é uma das conquistas mais belas de sua monumental História. É provável que a grande maioria dos historiadores atuais de arquitetura medieval concordaria com ele. A história das diferentes artes e artefatos que tornaram possível o gótico parece corroborar esta posição. Todos os fatos conhecidos sobre a evolução do gótico provam que ele passou a existir de forma gradual, e que nenhuma organização jamais possuiu os seus segredos em momento algum, e que o arco, o arcobotante, abóbada, e outros recursos tão característicos foram aprendidas através de dolorosa experiência, e independentemente uns dos outros. Porter fala sobre o arcobotante como “um novo princípio” e um “que mais do que qualquer outro assegurou o triunfo da abóbada e um princípio cuja
  17. 17. JB News – Informativo nr. 2.097 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 29 de junho de 2016 Pág. 17/26 descoberta marca o momento em que a arquitetura gótica apareceu pela primeira vez.” Na página 92 do volume II de sua grande obra, Arquitetura Medieval, uma produção magistral cuja leitura todo estudante da Maçonaria deveria empreender, ele escreve o seguinte: “Dai ser provável que as vantagens e possibilidades do arcobotante não fossem imediatamente totalmente apreciadas, e, embora nova construção fosse livremente aplicada nos casos em que diante de ameaça de queda da abóbada sua aplicação fosse exigida, mesmo edifícios de dimensões consideráveis continuaram a ser erguidos sem o seu auxílio. Esta característica importante, sem a qual o gótico nunca poderia ter surgido foi o trabalho de experimentação gradual, e os construtores aprenderam sobre ele lentamente, um pouco aqui, um pouco ali, e em alguns lugares eles nunca o dominaram completamente: se o segredo do arcobotante tivesse sido conhecido antecipadamente por qualquer grande fraternidade de artesãos, toda esta evolução dolorosa e cara teria sido desnecessária.” O mesmo pode ser dito do arco ogival que foi tão essencial ao gótico que frequentemente seu próprio nome tem sido dado ao estilo. Porter mostra que o arco como unidade de construção era muito antigo e usado muito antes de os Cruzados terem tomado Jerusalém; e que ele foi adotado pelos construtores góticos lentamente e só sob coação; seu uso para fins ornamentais só veio tarde e no início do gótico os construtores se apegavam ao uso de antigo arco redondo, enquanto foi possível. O Arco Românico Não há necessidade de multiplicar os exemplos. A geometria, que era às vezes utilizada como sinônimo da própria arte de construir e, mais particularmente, com o gótico, e que foi obviamente de tanta importância nunca foi conhecida como uma ciência meramente abstrata, e se impôs gradualmente depois de inúmeras experiências e testes de tentativa e erro. Não há evidência de que qualquer grupo de homens a tenha jamais possuído e em sua totalidade, que é o que teria sido necessário para que “uma grande fraternidade” tivesse a empresa de construção medieval na mão. A história de ornamentação românica em estruturas gótico conta uma história semelhante, e assim o faz o uso de vitrais, que Porter mapeia até a Ile de France, e que passou a existir de forma gradual e lenta. Em suma, a história da arte verifica o testemunho dos próprios edifícios; tudo foi uma evolução gradual, e de acordo com a moda do momento, com base em condições contemporâneas e a partir de métodos e costumes pré-existentes. Quando se olha casualmente para trás na história medieval no conforto de uma poltrona, e se olha para ela como um espetáculo pairando no ar, o gótico pode parecer ter começado a existir quase imediatamente, como uma deusa saindo da cabeça de Zeus; mas um exame mais cuidadoso
  18. 18. JB News – Informativo nr. 2.097 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 29 de junho de 2016 Pág. 18/26 dos fatos mostra que a velha teoria de uma grande fraternidade conferindo ao mundo uma arte completamente nova e toda uma nova cultura é uma ilusão agradável. Poderíamos ainda acrescentar ao argumento o testemunho da história, que é o testemunho de silêncio. Se a arte gótica estava na posse de uma única grande fraternidade, então aquela surpreendente sociedade também devia ter em mãos a construção de estradas, pontes, muros, residências particulares, fortalezas, moinhos, e também teria ensinado às pessoas como fazer as suas roupas e ornamentar suas residências, pois, como já foi dito, a arte gótica era uma continuação da arte medieval. Uma sociedade dotada de tal sabedoria, e trabalhando em todos os centros na Europa teria sido tão universal quanto a Igreja Católica da época, e teria deixado um registro volumoso; mas o fato é que existe essa falta de registros, até mesmo dos construtores de catedrais, que mesmo agora, e após um século de constantes pesquisas no terreno por peritos, muito pouco se sabe dos construtores de catedrais, de modo que é necessário descobrir o caminho no escuro, sempre que alguém se dispõe a aprender algo sobre eles. A arquitetura gótica não foi o resultado do trabalho de qualquer grupo isolado, mas de todos os grupos e classes que compunham o décimo segundo, o décimo terceiro e o décimo quarto séculos na Europa e na Inglaterra. Neste último país, basta recordar os reinados de Henrique II e do Rei João, de quem a Carta Magna foi arrancada para lembrar em que efervescência estava tudo, e quão vigorosa era a vida comunitária. Na Europa ocidental, ocorria a mesma coisa. Os sucessores dos Capeto criaram nos territórios francos, e com Paris como seu centro, um império comparável ao da própria Roma. Foi a época em que as cidades alcançaram a independência, quando reis se tornaram poderosos monarcas contra a regra divisiva de senhores feudais e barões; quando o papado estendeu seu poder aos limites da cristandade, com a consequência de que algo como unidade estivesse afetado à vida moral e religiosa das partes constitutivas; e esta vida moral e religiosa tornou-se poderosa o suficiente para enviar os cruzados à Palestina para a captura de Jerusalém. A maior de todas as maravilhas da catedral gótica é a idade que a produziu. No meio das brigas de barões ladrões; em meio ao clamor das comunas e facções em conflito; em meio à ignorância e superstição da Igreja, essa arte encantadora, ao mesmo tempo tão intelectual e tão ideal, floresceu como uma explosão. Parece quase como um anacronismo que esta arquitetura devesse ter surgido durante a turbulenta Idade Média. Mesmo assim, a arquitetura gótica, embora em um sentido tão claramente oposto ao espírito dos tempos, estava no entanto, profundamente imbuída desse espírito dos tempos, e só pode ser entendida quando considerada em relação às condições políticas, eclesiásticas, econômicas e sociais contemporâneas. Porque o século XII, apesar de sua escuridão era ainda um período muito avançado em relação ao que tinha acontecido antes – tanto que M. Luchaire não hesita em chamá-lo ‘A Renascença francesa’. “A revolução intelectual foi acompanhada por uma revolução econômica não menos radical. Herr Schmoller até mesmo o comparou ao que ocorreu no século XIX. Nas cidades, os trabalhadores foram liberados da servidão, e começaram a se unir em corporações livres, e o mesmo processo operou em menor grau entre os vilões ou servos do país. As vantagens econômicas desta emancipação foram incalculáveis. As romarias, as jornadas dos cavaleiros franceses a todas as partes da Europa, e acima de tudo as cruzadas, abriram aos comerciantes um campo de atividade até então inimaginável. As guildas de mercadores, que nunca tinham sido tão numerosas e tão fortes; as relações comerciais que foram estabelecidas entre a Normandia e a Inglaterra; a prosperidade redobrada de Montpellier e Marselha; a multiplicação de mercados; a crescente importância das grandes feiras de Champagne –
  19. 19. JB News – Informativo nr. 2.097 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 29 de junho de 2016 Pág. 19/26 todas essas condições traem uma transformação radical nas condições materiais da população. Em toda parte, a condição do trabalhador foi facilitada; em toda parte as cidades aumentaram sua produção econômica, e ampliaram seus negócios; em todos os lugares as pontes foram reconstruídas e reparadas; e por todos os lugares novas estradas foram abertas. E com o comércio, veio a riqueza.” (Páginas 145, 147, Arquitetura Medieval, Porter Vol. II) Esta nova vida também se manifestou na especulação teológica, algumas das quais eram tão audaciosas que homens foram martirizados na fogueira por suas opiniões; na filosofia e do estudo do direito; em organizações políticas e em arte. Uma nova vida rompeu em todos os lugares, e de sua riqueza veio, como sua flor consumada, a catedral gótica. Duomo de Milão Mas como, pode-se perguntar razoavelmente, podemos entender a unidade da arte gótica em um momento em que o mundo estava muito dividido, e a intercomunicação entre os países muito difícil? A questão é bem levantada, mas ela pode ser facilmente respondida. A unidade do ofício era devida à união do trabalho realizado pelo ofício; a técnica gótica impôs sua própria unidade sobre os trabalhadores e suas atividades, como essas coisas sempre fazem. Phillips mostrou que se alguém traçar um gráfico mostrando a construção de cada uma das catedrais francesas em sucessão, os locais começarão, grosso modo, próximos a Paris e, em seguida, se ampliarão em curvas concêntricas, provando assim que os novos conhecimentos de arquitetura aprendidos no centro irradiavam-se para fora, como o conhecimento é capaz de fazê-lo. Temos em nosso meio abundantes exemplos de tal evolução. O mundo está cheio de motores a vapor de vários tipos, mas nem por isso acreditamos que o segredo de vapor foi propriedade privada de uma organização secreta; sabemos que o motor a vapor começou com Watt, em 1789, e que cada inventor copiou o trabalho de seu antecessor e adicionou suas próprias melhorias e modificações. Existem centenas de escolas médicas neste e em outros países que usam a mesma terminologia técnica (comparável à “linguagem secreta” dos cultos antigos); elas empregam os mesmos tipos de instrumentos, têm regras semelhantes, e todas proporcionam a seus alunos uma educação que é
  20. 20. JB News – Informativo nr. 2.097 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 29 de junho de 2016 Pág. 20/26 formalmente reconhecida em outras escolas em todo o mundo. Sabemos que esta unidade de organização médica nunca foi criada no início por “uma grande fraternidade”; ela cresceu a partir da natureza da técnica empregada; a unidade formal agora nas mãos de associações médicas nacionais não é a causa, mas o resultado da unidade imposta pela própria profissão. Eu acredito que alguma coisa semelhante aconteceu no que diz respeito às guildas de construtores da Idade Média. Estes corpos tinham uma unidade, mas era devido à natureza do trabalho, e surgiu inevitavelmente. Eles trocavam associações, como fazem hoje as sociedades médicas, ou de direito, ou de arte, porque o trabalho realizado era basicamente o mesmo. Eles desenvolveram uma ética de sua própria profissão e mantiveram todas as guildas rigorosamente sob a mesma, assim como fizeram as guildas estacionárias, e como fazem hoje as sociedades médicas locais e similares, sempre autogovernadas. A unidade assim desenvolvida a partir da natureza do trabalho em si gradualmente se cristalizou em constituições e tradições; e essa unidade, finalmente, na Inglaterra do século XVIII, e devido a mudanças profundas nas condições sob as quais as guildas, ou lojas operavam, transformaram- se em unidade formal que é representada pela autoridade e poder de Grandes Lojas. Desde o momento no início do século XII, quando as guildas construtoras de catedrais começaram a existir, até que a Maçonaria especulativa nascesse em 1717 como uma sociedade formalmente organizada, nunca houve uma ruptura na continuidade histórica, mas ocorreram importantes mudanças evolutivas. Legal e tecnicamente, nossa atual Maçonaria começou em Londres em 1717; historicamente, e em uma visão mais ampla, ela começou na Europa nos séculos XI ou XII. Mas, mesmo naqueles primeiros dias, os construtores não começaram desde o começo. Eles tiveram antecessores e antepassados em cujos ombros eles se apoiaram, e de cuja arte eles desenvolveram as suas próprias. Será necessário considerar isso, para completar o quadro; isso será feito em alguns próximos capítulos, e como introdução para um desenvolvimento ainda maior do tema apresentado nesta Nota: A História da Maçonariade Gould foi, na realidade, o trabalho de um grupo de homens, e era a intenção inicial ter os nomes de todos na página de título. Tenho esta informação diretamente de um dos membros do grupo. Autor: H.L. Haywood Tradução: José Filardo A seguir algumas questões para você, caro leitor: O que significa originalmente a palavra gótico? Qual é a definição dada pelo Novo Dicionário Inglês? Como Lethaby define gótico? Dê a substância da descrição de Porter do gótico. Qual era o princípio sobre o qual a arquitetura românica estava baseada? Descrever o princípio geral da arquitetura gótica, conforme explicado pelo irmão Haywood. Dê a explicação de Moore com suas próprias palavras. Você pode citar qualquer espécime de arquitetura gótica em sua própria comunidade? Você pode citar alguma catedral gótica nos Estados Unidos? Por que a arquitetura gótica é considerada particularmente adequada para edifícios de igrejas? Alguma vez em sua própria mente você ligou a arquitetura gótica à Maçonaria? Se sim, qual foi a sua teoria daquela conexão? Onde e quando começou o gótico? Dê em suas próprias palavras um esboço da história gótica. Quais são algumas das várias teorias sobre a origem do gótico? O que tudo isso tem a ver com a história da Maçonaria? O que era uma Guilda? Por que os edifícios góticos são diferentes dos outros? Qual é o significado da palavra Maçom? Como surgiu a palavra ”Maçonaria”?
  21. 21. JB News – Informativo nr. 2.097 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 29 de junho de 2016 Pág. 21/26 Qual era a teoria da ”única grande fraternidade”? Qual é o veredicto de Gould sobre essa teoria? De que maneira a história da arte gótica tende a desmentir a ”teoria de uma só grande fraternidade”? Dê exemplos para mostrar que a arquitetura gótica desenvolveu-se gradualmente. Diga algo sobre a época em que gótico surgiu. Como você explica a unidade da Arte da Maçonaria na Idade Média? Dê alguns exemplos modernos. A maioria dos historiadores da ”Maçonaria” concorda que nossa fraternidade teve sua origem entre as guildas da Idade Média: como você afirma aquela teoria em suas próprias palavras? Que importância tem esta teoria em nossas interpretações e obrigações da maçonaria nos dias de hoje? LIVROS CONSULTADOS NA PREPARAÇÃO DESTE ARTIGO Medieval Art – W.R. Lethaby. ; Westminster Abbey and the King’s Craftsmen – W.R. Lethaby. ; Architecture – W.R. Lethaby; Freemasonry before the Existence of Grand Lodges – Lionel Vibert. ; Story of the Craft – Lionel Vibert. ; Ars Quatuor Coronatorum, Vol. III, p. 13; 70. Ibid., Vol. XXXIII, p. 114. ; New English Dictionary on Historical Principles. History of Freemasonry – R.F. Gould, Vol. I, chapter 6, p.253. ; Medieval Architecture – Arthur Kingsley Porter, Vol. II. ; Mackey’s Revised History of Freemasonry – Robert I. Clegg, p. 814. ; Early History and Antiquities of Freemasonry – G.F. Fort. ; History of Freemasonry – J.G. Findel, p. 76, (1869 edition). ; Freemason’s Monthly Magazine, (Boston), Vol. XIX, p. 281. ; Hole Craft and Fellowship of Masonry – Edward Conder ; The Cathedral Builders – Leader Scott The Comacines – W. Ravenscroft. ; A Concise History of Freemasonry – R.F. Gould, 1920. ; Roman and Medieval Art – Wm. H. Goodyear. ; Development and Character of Gothic Architecture – Charles Herbert Moore. ; History of Architecture – James Fergusson. ; History of Architecture – Russell Sturgis. ; Art and Environment – L.M. Phillips REFERÊNCIAS SUPLEMENTARES Mackey’s Encyclopedia – (Revised Edition) Antiquity of the Arch, p. 74; Architecture, p. 75; Basilica, p. 99; Bridge Builders of the Middle Ages, p. 117; Builder, p. 123; Cathedral of Cologne, p. 159; Cathedral of Strasburg, p. 729; Freemasons of the Church, p. 150; Gilds, p. 296; Giblim or Stone-squarers, p. 296; Geometry, p. 295; Gothic Architecture, p. 304; Implements, p. 348; Operative Masonry, p. 532; Secret Vault p 822; Sir Christopher Wren, p. 859; Stone-Masons of the Middle Ages, p. 718; Stone of Foundation, p. 722; Stone Worship, p. 727; Symbolism of the Temple, p. 774; Traveling Masons, p. 792. REFERÊNCIAS DO THE BUILDER Vol 1 – Regensburg Stonemason’s Regulations, pp. 171, 195; Whence Came Freemasonry? p. 181. Vol. II (1916) – Masonry Universal, p. 29; Steinbrenner, p. 158; Masonic Traditions, p. 189; Joseph Findel, p. 221; A Significant Chapter in the Early History of Freemasonry, Nov. C.C.B. 4; Operative Masonry, Dec. C.C B. 1. Vol. III (1917) – Antiquities, p. 181; Masonic History, p. 204; The Guild and York Rites, p. 242; Freemasonry and the Medieval Craft Guilds, pp. 342, 361; Worthy Operatives Cathedral Builders, p. 349. Vol. IV (1918) – George Franklin Fort, p. 171; The Masonic Writings of George Franklin Fort, p. 210. Vol. V (1919) – Mackey’s History of Freemasonry, p. 53; Legendary Origin of Freemasonry, p. 297; Quatuor Coronate, p. 300. Vol. VI (1920) – Speculative Masonry, p. 130; A Bird’s-Eye View of Masonic History, p. 236. Vol. VII (1921) – Whence Came Freemasonry? p. 90; Three Good Books on the Guild Question, p. 195; “The Evolution of Freemasonry,” p. 360. Vol. VIII (1922) – Gould’s Concise History of Freemasonry, p. 23; Masonic Legends and Traditions, p. 57; Craft Guilds and Trade Unions, p. 63; Travelling Craftsmen, p. 102; A New Brief History of Freemasonry, p. 120; “Freemasonry and the Ancient Rites,” p. 151; Freemasonry of the Middle Ages and International Society, p. 331.
  22. 22. JB News – Informativo nr. 2.097 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 29 de junho de 2016 Pág. 22/26 Este Bloco é produzido pelo Ir. Pedro Juk, às segundas, quartas e sextas-feiras Loja Estrela de Morretes, 3159 - Morretes – PR Entrada de autoridade Em 29/10/2015 o Respeitável Irmão Alberto Coelho da Costa Sobrinho, Loja Liberdade e União, 1.158, REAA, GOB-GO, Oriente de Goiânia, Estado de Goiás, apresenta a questão seguinte: albertosobrinho@plansati.com.br Mano Juk, mais uma vez volto a questionar sobre o constante aprendizado da Ritualística no REAA. Exposição: Quando da recepção do Soberano Grão Mestre em Loja, em sessão Magna, o mesmo é recebido pelo Venerável Mestre acompanhado de sua Comissão (Orador, Porta Bandeira, Porta Estandarte e Secretário), e uma comissão de 12 Mestres no Ocidente. O Mestre Cerimônias anuncia a presença do Soberano Grão-Mestre, adentra ao Templo, à frente do Soberano e aguarda a aproximação do Venerável Mestre. Pergunta: Qual o local correto para fazer a transmissão do Malhete ao Soberano? Certo de contar com a vossa costumeira atenção subscrevo-me. Considerações: Antes das considerações propriamente ditas, é bom lembrar que a comissão de doze Mestres mencionada na questão é aquela designada para formar a Abóbada de Aço ao longo das Colunas do Norte e do Sul. Diga-se de passagem, que essa comissão protocolar deveria ser sempre em número ímpar, porém, infelizmente no GOB, inventaram uma com número par. No tocante ao Venerável e os seus acompanhantes por ocasião do ingresso do Grão- Mestre, eles se deslocam pelo Ocidente até o local próximo à porta de entrada (dentro do Templo). Ali, o Venerável protocolarmente entrega o primeiro malhete ao Grão-Mestre. Ato seguido, com o Mestre de Cerimônias indo à frente, todos se deslocam para o Oriente. É oportuno salientar que esses deslocamentos obedecem à circulação levando-se sempre em conta de que a Loja está aberta. T.F.A. PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com - Fev/2016 Não esqueça: envie sua pergunta identificada pelo nome completo, Loja, Oriente, Rito e Potência. 6 – Perguntas & Respostas Pedro Juk
  23. 23. JB News – Informativo nr. 2.097 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 29 de junho de 2016 Pág. 23/26 (as letras em vermelho significam que a Loja completou ou está completando aniversário) GOB/SC – http://www.gob-sc.org.br/gobsc Data Loja Oriente 01.06.1998 Fritz Alt - 3194 Joinville 01.06.1993 Acquarivs - 2768 Florianópolis 03.06.1996 Luz Esotérica - 3050 Porto União 05.06.2001 Vigilantes da Verdade - 3398 Tubarão 08.06.1984 União E Trab. do Iguaçu-2243 Porto União 08.06.1987 União Mística - 2440 Videira 10.06.1910 Aurora Joinvilense - 4043 Joinville 14.06.1909 Renascer do Vale - 4007 Penha 20.06.2005 Luz de Correia Pinto - 3687 Lages 21.06.2010 Cavaleiros da Paz - 3948 São José 23/06/1930 Luz e Verdade III- 1066 Joinville 24.06.1997 São João Batista - 3061 São João Batista 24.06.2004 Acácia do Oriente - 3596 Joaçaba 29.06.2010 Ouroboros - 4093 Florianópolis 30.06.2003 Acácia de Imbituba 3506 Imbituba GLSC - http://www.mrglsc.org.br Data Nome Oriente 03.06.2009 Elimar Baumgarten nr. 101 Timbó 06.06.1984 Obreiros de Salomão nr. 39 Blumenau 06.06.1985 República Juliana nr. 40 Laguna 21.06.1994 Harmonia Brusquense nr. 61 Brusque 24.06.1911 Acácia Itajaiense nr. 01 Itajaí 24.06.1999 Luz nr. 72 Jaraguá do Sul 24.06.2002 Elos da Fraternidade nr. 84 Concórdia 24.06.2005 Amizade ao Cruzeiro do Sul II nr. 90 Joinville 24.06.2005 Cinzel nr. 89 Curitibanos Lojas Aniversariantes de Santa Catarina Mês de junho 7 – Destaques (Resenha Final)
  24. 24. JB News – Informativo nr. 2.097 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 29 de junho de 2016 Pág. 24/26 GOSC https://www.gosc.org.br Amizade ‘’Amigo é alguém que fala ao nosso coração. Mesmo se houver uma diferença nas habilidades, papéis ou posições, há uma visão de igualdade que não permite nenhum sentimento de superioridade ou inferioridade. Há tal proximidade respeitosa que um não invade a personalidade do outro. As fraquezas são vistas como algo alheio que, na hora apropriada, deixarão de existir. Você não necessita provar-se para um amigo, pois você é amado como é, e o que você é basta.’’ José Aparecido dos Santos TIM: 044-9846-3552 E-mail: aparecido14@gmail.com Visite nosso site: www.ourolux.com.br "Tudo o que somos é o resultado dos nossos pensamentos". Data Nome da Loja Oriente 03/06/1985 Obreiros da Luz Lages 06/06/2003 Livres Pensadores Joaquim José Rodrigues Lages 07/06/2010 Livres Telúricos Maravilha 09/06/1975 Ordem e Progresso Brusque 14/06/1993 Tordesilhas Laguna 20/06/1979 Luz do Oriente Itajaí 21/06/1999 João de Deus São Francisco Do Sul 26/06/2001 Jacques DeMolay Itajaí
  25. 25. JB News – Informativo nr. 2.097 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 29 de junho de 2016 Pág. 25/26 O Prumo de Hiram Sabia que existe um hospital para crianças, criado por maçons do rito escocês? O Texas Scottish Rite for Children (TSRHC) está localizado em Dallas, Texas, sendo um líder mundial no tratamento de condições ortopédicas pediátricas. Visando sempre melhorar o atendimento de crianças em todo o mundo através de programas de investigação e de ensino inovadoras, e a formação de médicos. Em 1921, um grupo de maçons do Texas reconhecendo uma necessidade crescente de prestar cuidados médicos, independentemente da capacidade das famílias para pagar. Eles se convidaram o Dr. William Beall Carrell, primeiro cirurgião ortopédico de Dallas, para a prestação de cuidados a crianças com poliomielite que de outra forma não receberiam tratamento. Juntos, eles criaram o Texas Scottish Rite Hospital for Children e o Dr. Carrell se tornou o primeiro chefe da equipe do hospital. Em 1937, o hospital já tinha tratado mais de 27000 casos. [...] Leia o restante deste texto no link abaixo: http://www.oprumodehiram.com.br/sabia-que-existe-um-hospital-para-criancas-criado-por-macons-do- rito-escoces/ Vejam as outras seções em http://www.oprumodehiram.com.br
  26. 26. JB News – Informativo nr. 2.097 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 29 de junho de 2016 Pág. 26/26 O Irmão Adilson Zotovici, Loja Chequer Nassif-169 de São Bernardo do Campo – GLESP adilsonzotovici@gmail.com NOVAMENTE VENERÁVEL Gratidão incomensurável ... Missão até aqui bem cumprida! Tua obra per si memorável Mas ora não há despedida! Julgaram os iguais desejável, Tua nova e ideal investida Mestre genial e amável Qual poucos conheces a lida Terás toda ajuda devida Se mutuamente incansável Na justa e perfeita medida Fremente alegria infindável Nova graça a ti concedida Novamente pois, Venerável ! Adilson Zotovici ARLS Chequer Nassif-169

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