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Jb news informativo nr. 2084

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Jb news informativo nr. 2084

  1. 1. JB NEWS Filiado à ABIM sob nr. 007/JV Editoria: Ir Jeronimo Borges Academia Catarinense Maçônica de Letras Academia Maçônica de Letras do Brasil – Arcádia de B. Horizonte Loja Templários da Nova Era nr. 91(Florianópolis) - Obreiro Loja Alferes Tiradentes nr. 20 (Florianópolis) - Membro Honorário Loja Harmonia nr. 26 (B. Horizonte) - Membro Honorário Loja Fraternidade Brazileira de Estudos e Pesquisas (J. de Fora) -Correspondente Loja Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônicas (P. Alegre) - Correspondente Nesta edição: Pesquisas – Arquivos e artigos próprios e de colaboradores e da Internet – Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias, de colaboradores e www.google.com.br Os artigos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião deste informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores. Saudações, Prezado Irmão! Índice do JB News nr. 2.084 – Melbourne (Vic) - quinta-feira, 16 de junho de 2016 Bloco 1 -Almanaque Bloco 2 -IrMarcos Coimbra (Opinião) –Algumas razões de insegurança no Brasil Bloco 3 -IrValdemar Sansão – A Transição da Morte Bloco 4 -IrJoão Anatalino Rodrigues – O Simbolismo da Iniciação Bloco 5 -IrDanilo Bruno Louro de Oliveira - Gratidão Bloco 6 -IrSérgio Quirino Guimarães – Burrocracia Maçônica Bloco 7 - Destaques JB – Hoje com o Breviário Maçônico, “O Prumo de Hiram”, versos do Ir e Poeta Raimundo Augusto Corado & outras informações
  2. 2. JB News – Informativo nr. 2.084 – Melbourne (Vic.) quinta-feira, 16 de junho de 2016 Pág. 2/31 Maracanã: inauguração no dia 16 de junho de 1950  1846 - O Cardeal Giovanni Maria Mastai Ferretti se torna o Papa Pio IX.  1904 - Leopold Bloom vive sua Odisséia de um dia no romance Ulisses, de James Joyce. A data é comemorada na Irlanda como o feriado Bloomsday.  1950 - Inauguração do estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã.  1957 - Instalada a Arquidiocese de Goiânia, pelo núncio apostólico, que empossou o seu primeiro arcebispo, Dom Fernando Gomes dos Santos.  1960  Massacre de Mueda, em Moçambique.  Lançamento de Psicose, de Alfred Hitchcock.  1963 - Valentina Tereshkova a bordo da nave soviética Vostok 6 torna-se a primeira mulher no espaço.  1976 - Massacre de Soweto, na África do Sul.  1980 - Entrada em circulação do Metical, a nova moeda de Moçambique.  1995 - Lançado HIStory, nono álbum de Michael Jackson.  1999 - No Estádio Palestra Itália, o Palmeiras conquista a Taça Libertadores da América após bater o Deportivo Cali por 2x1 no tempo normal e por 4x3 nos pênaltis. 1 – ALMANAQUE Hoje é o 168º dia do Calendário Gregoriano do ano de 2016– (Quarto Crescente) Faltam 198 para terminar este ano bissexto Dia do Doador de Sangue Se o Irmão não deseja receber mais o informativo ou alterou o seu endereço eletrônico, POR FAVOR, comunique-nos pelo mesmo e-mail que recebeu a presente mensagem, para evitar atropelos em nossas remesssas diárias. Obrigado. Colabore conosco para evitar problemas na emissão de nossas mala direta diária. EVENTOS HISTÓRICOS (fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki) Aprofunde seu conhecimento clicando nas palavras sublinhadas
  3. 3. JB News – Informativo nr. 2.084 – Melbourne (Vic.) quinta-feira, 16 de junho de 2016 Pág. 3/31 1854 Lei Provincial nr. 377, desta data, criou a freguesia de Campos Novos 1958 - Desastre com um avião da Cruzeiro do Sul, nas proximidades do Aeroporto de Curitiba, onde morrem nesta data, Jorge Lacerda, governador do Estado de Santa Catarina; Nereu Ramos, senador da República e que já fora governador e interventor do Estado e vice-presidente da República, tendo exercido a presidência em duas oportunidades, e Leoberto Leal, deputado Federal por Santa Catarina. - Assume o governo do Estado de Santa Catarina o vice-governador Heriberto Hulse, que completou o mandato de Jorge Lacerda. 1960 Morre D. Inocêncio Engelke, bispo de Campanha. Era natural de Joinville, onde nasceu em 11 de maio de 1881. 1962 - Morre, em Itajaí, Marcos Konder. Foi superintendente municipal e deputado estadual em várias legislaturas. Pertenceu a Academia Catarinense de Letras, tendo publicado vários trabalhos, inclusive uma biografia de Lauro Muller, premiada pela Academia Brasileira de Letras, em 1953. - Morre, em Curitiba, Manoel dos Passos Maia. Foi prefeito de Chapecó e Joaçaba e deputado estadual em 1927/1928 1771 Falece Ir Louis de Bourbon, Duque de Clermont, Grão-Mestre da Grande Loja de França. 1805 Ir.'.Eugene Beauharnais, enteado de Napoleão, presta juramento como Vice-Rei da Itália. Dias depois é eleito Grão-Mestre do Grande Oriente da Itália. 1821 Fundação da Grande Loja do Alabama dos Maçons Livres e Aceitos 1922 Os pilotos Gago Coutinho (.∙.) e Sacadura Cabral chegam ao Rio de Janeiro após realizar o primeiro vôo sobre o Atlântico Sul 1930 Fundação da Loja Obreiros de Irajá nr. 1068 (GOB/RJ) que trabalha no Palácio Maçônico de Olaria, Rio de Janeiro. 1983 Fundação da Loja Winston Churchill nr. 2216, de Anápolis (GOEG) que trabalha no Rito York 1990 Fundação da Loja Bolivar Duque, nr. 239 (GLMMG) que trabalha no REEAA, de Juiz de Fora-MG Fatos maçônicos do dia Fonte: O Livro dos Dias 20ª edição (Ir João Guilherme) e acervo pessoal históricos de santa Catarina Extraído de “Datas Históricas de Santa Catarina” do Jornalista Jali Meirinho e acervo pessoal
  4. 4. JB News – Informativo nr. 2.084 – Melbourne (Vic.) quinta-feira, 16 de junho de 2016 Pág. 4/31 O Irmão Marcos Coimbra é Secretário de Educação e Cultura do SCRM – do GOB e MI da Loja Maçônica União e Tranquilidade nr. 2 do GOB/RJ, Economista e Professor, Membro do Conselho Diretor do CEBRES, Titular da Academia Brasileira de Defesa e Autor do livro Brasil Soberano “Na minha página www.brasilsoberano.com.br existem cerca de hum mil artigos de minha lavra , publicados nos últimos quinze anos.” Correio eletrônico: mcoimbra@antares.com.br ALGUMAS RAZÕES DE INSEGURANÇA NO BRASIL Na 6ª feira da semana retrasada, às 11:30 h, na Av. Presidente Vargas, um grupo de oito menores com tijolos, divididos em três grupos, escolhiam no engarrafamento, em frente à DPCA (do outro lado da pista), as vítimas a serem atacadas. E são os mesmos, segundo testemunhas. As administrações municipais, estaduais e até federal demonstram incompetência flagrante para vencer a barbárie existente. Na atual conjuntura, quando até os antes intocáveis "donos do poder" começam a ser atingidos pela violência, pela qual são também responsáveis, o assunto ganha relevo. Autoridades públicas de hoje passam a deter a responsabilidade de serem comandantes do combate ao banditismo, na ocasião de uma verdadeira guerra civil não declarada existente. É evidente que dificilmente resolverão a grave problemática. Não possuem tradição, nem hábito. Em seguida, falta competência e vontade política. Depois, o desafio exige a ação de homens de têmpera de aço, de bem, verdadeiros estadistas, matéria-prima escassa no Brasil de hoje, seja qual for a corrente política analisada. Há exceções. Poucas. Sabe-se que o combate à violência deve ser concretizado através de ações de curto, médio e longo prazo. No médio e longo prazo, há necessidade de adoção de um novo modelo econômico, distante do neoliberalismo imposto a nós pelo sistema financeiro internacional. É vital o fortalecimento do mercado interno, a diminuição significativa da imoral taxa de juros praticada, a adoção de um novo processo de substituição de importações, procurando obter-se a autossuficiência na produção de itens estratégicos, a elaboração de um plano nacional de desenvolvimento capaz de ser cumprido, a ascensão ao poder político de brasileiros verdadeiramente patriotas e não de representantes de interesses externos. Investimento na infraestrutura, o retorno do setor público à situação de poupador positivo, por intermédio da diminuição da sonegação e de uma reforma tributária capaz de fazer com que os bancos e os banqueiros paguem também impostos proporcionais aos lucros auferidos. Isto na expressão econômica. Na expressão psicossocial, o mais importante é o investimento maciço na educação, procurando recuperar a qualidade perdida do ensino, desde o básico até o superior. A valorização de nossa língua, costumes e tradições. O incentivo às atividades culturais, sem “compadrio político”. O aprimoramento progressivo da saúde pública, buscando a melhoria do seu atendimento e procurando a universalização do atendimento. A adoção e o fiel cumprimento de 2 – OPINIÃO – Algumas razões de insegurança no Brasil Economista Marco Coimbra
  5. 5. JB News – Informativo nr. 2.084 – Melbourne (Vic.) quinta-feira, 16 de junho de 2016 Pág. 5/31 código de ética para os meios de comunicação, procurando, por intermédio de legislação adequada, evitar o monopólio e o oligopólio da mídia, mas sem censura e sem sicários pagos por governos. Na expressão militar, é significativo, além da justa remuneração dos profissionais, o aumento de verbas destinadas ao treinamento, adestramento e aprestamento da tropa. O investimento em ciência e tecnologia bélica, a recuperação da indústria bélica nacional, o domínio da tecnologia nuclear. Na expressão política, há necessidade de uma imediata reforma total. O Poder Judiciário deve agir mais rapidamente, com maior proximidade com o povo. É imperiosa a mudança de critério para preenchimento dos cargos de Ministro e outros, de político para meritório ou promoção vertical, em especial nas Altas Cortes. O Poder Legislativo deve possuir menos membros, eleitos com a utilização do voto distrital e os postulantes a cargos eletivos devem ser submetidos a cursos de qualificação e severos critérios de recrutamento, com eliminação sumária dos impuros. Os Tribunais Eleitorais deveriam ter caráter permanente de fato. A apuração eletrônica só pode ser mantida com a impressão dos comprovantes, para a apuração em paralelo, por amostragem, em caso de recontagem. Os Tribunais de Contas também deveriam ter seus integrantes não indicados politicamente, mas sim por concurso progressivo. Os detentores do poder político deveriam ser obrigados a usar os mecanismos constitucionais de referendo e plebiscito e submetidos ao “recall”. Voltando ao tema segurança, em destaque, em curto prazo, nunca se disse tanta bobagem em tão pouco tempo. Ideias estapafúrdias como a campanha do desarmamento civil, atendendo à imposição do exterior. Também voltam os "policiólogos" de plantão a pregar a unificação das polícias e a desmilitarização das polícias militares. As Forças Armadas brasileiras possuem um efetivo total de cerca de 350.000 homens, incluídos os conscritos. O efetivo total das polícias militares no Brasil (Estados e DF) é mais do dobro do efetivo das tropas do Exército. Somente a de São Paulo é acima de 90.000 combatentes, mais cerca de 32.000 de policiais civis. Podem surgir problemas sérios colocando em risco a manutenção da integridade territorial do país. Por isto, as polícias militares devem continuar militarizadas e subordinadas à Força Terrestre, para melhor controle. Inclusive, quando havia a Inspetoria Geral das Polícias Militares, dirigida por um general, havia muito mais segurança. Há lugar para as duas polícias. O importante é que sejam complementares, eficazes, não superpondo funções e mais integradas, inclusive com as guardas municipais (poderia ser uma polícia comunitária), em especial na área de inteligência, devendo haver um comando único, assessorado por um estado maior composto de um representante de cada instituição. É evidente que deve existir integração entre todos os subsistemas que participam do conjunto (Judiciário, Ministério Público, subsistema penitenciário, Polícias Federal, Rodoviária, Ferroviária e outros). Trabalhar duro é preciso. Correio eletrônico : mcoimbra@antares.com.br Página: www.brasilsoberano.com.br
  6. 6. JB News – Informativo nr. 2.084 – Melbourne (Vic.) quinta-feira, 16 de junho de 2016 Pág. 6/31 e-mail: valdemar.sansao@gmail.com A TRANSIÇÃO DA MORTE A Maçonaria ensina àquele que a estuda o que é a morte, preparando os seus adeptos a encará-la com tranquilidade. MENSAGEM DO DIA – A TRANSIÇÃO DA MORTE Valdemar Sansão Dia 14 de junho O fim é o princípio de tudo - Para ser maçom, na estrita razão da expressão, é necessário que se creia em DEUS, qualquer que seja a percepção dele, e, que, também, creia na vida eterna tendo fé numa existência de vida posterior, vida além desta que conhecemos. Na construção de si mesmo, no aprofundamento filosófico, na descoberta do seu próprio “EU”, no estudo e entendimento dos significados dos seus símbolos o maçom indubitavelmente se defrontará com o significado da vida e da morte de seu corpo físico. Perder o medo da morte propiciará formas outras de se admirar e sorver a vida com sabedoria; viver sem medos e ou dúvidas, sem questionamentos, sem interrogatórios de sobre o quanto durará este bem (vida) que DEUS lhe permitiu desfrutar, viverá, então, o homem de forma melhor e em paz. Início de uma etapa - A Maçonaria, na sua síntese tradicional, nos seus princípios filosóficos, preocupa-se com instruir os seus adeptos para que enfrentem a morte como fato normal. Na Câmara de Reflexões a morte é representada pela ilustração de um esqueleto humano. A morte designa a cessação da vida, animal ou vegetal; a destruição, o fim, o termo. Toda a escalada da Iniciação Maçônica é, simbolicamente, uma sucessão de mortes e ressurreições, através das quais o Candidato morre para as trevas e renasce para a Luz. A Cerimônia de Iniciação já mostra isso: a Câmara de Reflexão, onde o Candidato permanece durante algum tempo, tanto simboliza o útero (da Terra), de onde ele nasce, quanto a tumba, de onde renasce. Na lenda do terceiro Grau, a 3 – A Transição da Morte Valdemar Sansão
  7. 7. JB News – Informativo nr. 2.084 – Melbourne (Vic.) quinta-feira, 16 de junho de 2016 Pág. 7/31 morte do Mestre Hiram Abi, o Símbolo da Sabedoria e da Virtude, assassinado pela inveja, pela ambição e pela mentira, é seguida pela sua ressurreição num plano mais elevado, ao qual devem ascender os Mestres, na plenitude de sua Luz espiritual e mental. O maçom trabalha, incessantemente, do “meio dia à meia noite” para se aperfeiçoar em busca da LUZ sobre si mesmo até que chegue o momento em que sua permanência neste mundo se esgote fazendo-o repousar suas ferramentas, atinge, então, a perfeição, o melhor que fez e que conseguiu ser diante dos homens e de DEUS. E, a meia noite, ao morrer, ele, o maçom, vê brilhar a LUZ ETERNA e segue em direção ao Oriente Eterno. A doutrina maçônica insinua que a morte não é um fim absoluto, mas o fim de uma etapa ou do corpo material tão somente. A morte sugere a ideia de transformação, renascimento, redenção e se associa com o momento que precede à Iniciação. A Maçonaria crê, e é um dos princípios básicos de sua filosofia, em uma Vida futura além-túmulo; porém faz da Morte uma passagem obrigatória face uma lei da Natureza e não se detém em dogmas que prometem fáceis transições sem dor. O homem profano recebe a Morte como ponto final, fugindo dela com desespero e tentando dilatar o tempo, para que nunca chegue, enganando-se com o emprego de mil subterfúgios para banir sua efígie, pois ignora que este ponto final constitui a oportunidade da construção de uma fase; é o Princípio de Tudo, ou seja, do que realmente existe de glorioso. A morte do ser humano - pode ser uma “liberação” para o “voo” em direção ao infinito e ao incognoscível; é a preparação para a “putrefação” que significa a destruição, pela fermentação da matéria que compõe os seres vivos; uma maçã putrefaz-se e então se diz que está “morta”. Esse entendimento diz respeito ao corpo físico. Sua morte “libera” a semente que lhe será sobrevida. A morte do ser humano, contudo, não corresponde a um estágio final, terminal e destrutivo, sim a um princípio que conduz a um segundo estado de consciência, obviamente espiritual. Hoje a ciência aceita um ser humano como morto quando cessam as funções cerebrais. O ser humano pode viver durante um longo período com corte cerebral, sem qualquer perspectiva de retorno à atividade, uma vez que o cérebro cesse suas funções. Será nesse estado que a ciência retirará os órgãos destinados a serem transplantados em outro ser humano; para o doador, significará uma “sobrevida”. A Boa Morte - Algumas igrejas têm a sua denominação como “Nossa Senhora da Boa Morte” ou ainda “Nosso Senhor do Bomfim”, resgatando a antiga preocupação do ser humano com morrer bem. Morrer bem, para a sabedoria popular, indica o morrer dormindo ou de forma imediata, rechaçando a morte lenta e com sofrimento. A Igreja Católica tem como um de seus sacramentos a extrema-unção, ou unção dos enfermos, conferidos às pessoas que estão em estado grave de doença, buscando aliviá-las e prepará-las para a transição da morte. Os egípcios enchiam a tumba de riquezas e alimentos para atender ao morto do outro lado. Seria ilusória acharmos que a boa morte é um privilégio nosso, por termos o conhecimento maçônico. A vinculação com a conduta terrena é límpida no processo de preparação para uma boa morte!
  8. 8. JB News – Informativo nr. 2.084 – Melbourne (Vic.) quinta-feira, 16 de junho de 2016 Pág. 8/31 Aceitar a morte como destino do homem é coisa biológica, fácil, principalmente a dos outros, mas, aceitar a morte pessoalmente, individualmente, a sua própria ou de familiares, é realidade distante e impensável enquanto se está sadio. A morte se processa ao longo da vida, dentro da vida, morremos aos poucos todos os dias, ela não vem de fora, perdemos dia a dia a nossa força vital; ela, a vida, esvai-se na medida em que o tempo avança. Fugimos daquilo que não dominamos e tudo só nos é ensinado sobre a vida, mas, sobre a morte e ou o ato de morrer preferimos esconder, calar e tratar como coisa misteriosa. Precisamos parar de olhar para a morte como coisa hostil e olhar para ela naturalmente, pois, é coisa que pode nos acometer a qualquer momento da vida. Nascimento e morte – O contrário da morte não é a vida, mas o nascimento. Morrer faz parte desse nosso nascimento. Não podemos razoavelmente aceitar o nascimento de nosso corpo sem aceitar sua morte. A recusa a morrer vem de outro lugar, de outra fonte, de outra voz, de nossa profundidade, chama-nos a tender para o aperfeiçoamento infinito como se a única finalidade da vida fosse tornar-se mais humano, de completar o homem no Homem. Essa é nossa liberdade. Essa é apenas, entre muitas, uma nova iniciação. Por isso Jesus disse: “Antes de ir ao templo, volta e perdoa o teu irmão”. É preciso estar constantemente lavando a alma com a água do perdão. Falecimento de um Irmão - Ao receber aviso de que um membro da Loja faleceu, o Venerável Mestre deve imediatamente nomear uma comissão encarregada de acompanhar o corpo até a sepultura. Esta comissão deve ser composta de pelo menos cinco membros e se o defunto é oficial ou dignitário, o mínimo será de nove. Tratando-se do Venerável, todos os Irmãos do Quadro devem assistir aos funerais. Durante o trajeto de casa do falecido ou do velório até o cemitério, não é admitido o uso das insígnias maçônicas, mas poderão ser usadas depois das cerimônias religiosas da comunhão a que pertencia o finado. Os Estatutos e Regulamentos de Obediências e Lojas preveem o luto que deve ser observado em caso de falecimento, pois a memória dos mortos foi sempre um objeto de veneração para os homens. É costume ser tributada uma bateria de luto ao Ir∴ falecido, na 1ª sessão solene que for celebrada depois do seu falecimento e logo depois da abertura dos trabalhos da Loja, devendo o estandarte da oficina estar coberto de crepe. (Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria e Simbologia –N.A). Conclusão - Assim, um preparo para a boa morte não implica em negar esse fenômeno ou, ainda, colocá-lo no centro de nossas preocupações. Faz-se mister enxergá-lo como uma ocorrência inexorável da vida, uma transição de planos que já enfrentamos outras vezes e que esta subordinado, estritamente, à nossa conduta terrena, na construção da reforma íntima e na superação das diferenças de nosso passado. Vivamos a nossa vida, com trabalho e alegria, amando e sendo amados, sem esquecer que um dia retornaremos à pátria espiritual, que longe de ser um céu ou um inferno, é uma nova etapa de existência, na vida que continua. Afinal, em seus ensinamentos o Mestre Maior disse: “O que crê em mim, ainda que esteja morto viverá; e todo que vive e crê não morrerá eternamente” (Jo. 11.25). P.S. Quem diz sempre a última palavra é a morte; este pensamento nos mataria, mas temos a esperança, e é por isso que vivemos e que cremos na vida. Chegando a este conhecimento o maçom terá a mais perfeita tranquilidade, antes e depois da morte!
  9. 9. JB News – Informativo nr. 2.084 – Melbourne (Vic.) quinta-feira, 16 de junho de 2016 Pág. 9/31 O Irmão João Anatalino Rodrigues produz a “Opinião” dominical www.joaoanatalino.recantodasletras.com.br jjnatal@gmail.com O SIMBOLISMO DA INICIAÇÃO A magia do ritual É inegável a atração que o espírito humano tem pelos chamados ritos de passagem. Na verdade, todos os grandes acontecimentos da nossa vida, se não são marcados por algum tipo de ritual, eles perdem o seu valor emocional e são facilmente esquecidos. Dessa forma, o ritual funciona como uma âncora que fixa em nosso sistema neurológico os fatos marcantes da nossa existência, razão pela qual, quanto mais exuberantes, exóticos e interessantes forem, mais impressionam o espirito daqueles que são submetidos a ele. Alguns exemplos de rituais de passagem são o batismo, a comunhão, a festa da debutante, o casamento, o trote da faculdade, e principalmente o último e definitivo, que é o funeral. Os amantes que ritualizam seus momentos de romance tem mais chance de prolongarem seus relacionamentos do que aqueles que não o fazem. Refeições á luz de velas, comemorações de datas importantes, noites de amor com teatralizações, são tipos de ritualização que tem o caráter de ancorar o sentimento com mais força do que o mero relacionamento diário e o compartilhamento de uma vida em comum. Isso porque o ritual tem na sua estrutura um elemento de magia que liga o inconsciente humano ao que Teilhard de Chardin chama de “alma mundi”, ou seja, o principio que está na origem de toda a vida, e faz da espécie humana um organismo único, projetado pelo Criador e desenvolvido pela natureza em múltiplas etapas de aperfeiçoamento, visando uma finalidade específica, só dele conhecida.1 Assim, todo processo ritualístico está vinculado á algum tipo de iniciação, e depois se desenvolve em outras cerimônias de passagem, cuja simbologia significa que pessoa que delas participa está passando de uma etapa á outra, em sua vida. É nesse sentido que os chamados ritos de passagem podem ser considerados um arquétipo que o inconsciente coletivo da humanidade 1 Finalidade identificada por Chardin como “Ponto Ômega”, ou seja, uma convergência do espírito humano para um estado de perfeição, no qual ele se integra ao “Espirito” do próprio Criador. 4 – O Simbolismo da Iniciação João Anatalino Rodrigues
  10. 10. JB News – Informativo nr. 2.084 – Melbourne (Vic.) quinta-feira, 16 de junho de 2016 Pág. 10/31 tem cultivado deste as suas mais remotas origens da espécie humana. É um comportamento que já foi recenseado em todas as civilizações, desde as mais antigas á mais modernas. O ritual de iniciação A iniciação se define como o ingresso de um noviço em um determinado sistema de conhecimento, ou em um processo de aculturação no qual ele supera uma etapa da sua vida para ingressar em outra. Em se tratando de conhecimento é uma forma de eliciar os sentidos da pessoa que participa do ritual para o conteúdo da sabedoria que se quer transmitir; em se tratando de cumprir etapas da vida, o que se pretende é marcar essa passagem com o registro psicológico de um fato, que doravante será a marca do seu novo status. É o que acontece com a criança batizada, que passa a fazer parte de uma comunidade religiosa, com uma adolescente que participa de um ritual de debutantes, que deixa, por assim dizer a sua condição de criança para se tornar uma jovem mulher, do jovem que participa do trote da sua faculdade para mostrar a sua condição de universitário, da pessoa que faz uma festa de casamento para mostrar á sociedade a sua condição de casado, etc. 2 Assim, não são somente as sociedades secretas, ou as instituições religiosas, que se valem da tradição iniciática para recepcionar novos membros nos seus quadros. Muitos grupos laicos também usam variantes desse instituto em seus rituais de recepção e elevação dos seus associados. Também em certos clubes de serviços e algumas empresas, é uso comum algum tipo de ritual de iniciação na recepção de novos membros ou colegas de serviço, e depois algum tipo de rito de passagem para registrar a sua ascensão dentro da organização. Porém, é na liturgia das religiões que o rito iniciático encontra a sua maior aplicação. Toda religião têm o seu ritual de admissão, que se configura como sendo uma forma bastante peculiar de o grupo recepcionar o novo membro, compartilhando com ele o espírito da egrégora que se forma naquele momento singular da sua vida. E depois, a cada colação de grau, ou subida na hierarquia organizacional, uma cerimônia singular.3 O batismo como ritual de iniciação O exemplo mais comum de um ritual de iniciação é o batismo. Através desse ato ritual, o neófito é admitido no sistema de crenças da religião em ele está sendo iniciado. Por isso, o batismo, na maioria das religiões, se reveste de pompa e circunstância, sendo o ato litúrgico da mais alta importância no cerimonial que a ela se atrela. Toda religião tem uma forma de batismo como ritual de iniciação do neófito no sistema de crenças por ela professado. O catolicismo é, talvez, a religião que vincula á esse rito de passagem a maior carga de significação. Na religião católica há três sacramentos indispensáveis: o batismo, a comunhão e a crisma, que são rituais representativos da comunhão entre o católico e a divindade patrona dessa religião, ou seja, Jesus Cristo. Embora esses três sacramentos sejam importantes do ponto vista litúrgico, o batismo é o mais significativo, pois sem a realização desse primeiro e fundamental ato não é permitida a realização dos dois seguintes. 2 Entre os irlandeses, por exemplo, é comum o costume de os noivos percorrerem as ruas da cidade, ou do bairro onde moram, após a celebração do casamento, saudando os moradores e conhecidos, para que todos tomem conhecimento da sua nova condição. 3 Egrégora, do Egrégora, (do grego egrêgorein) significa velar, vigiar. A teoria da egrégora fundamenta-se na existência das entidades denominadas egrégoros, que são centelhas de energia espiritual manifestadas pela mente das pessoas congregadas em estreita união e na crença de que elas podem influenciar os acontecimentos no mundo físico.
  11. 11. JB News – Informativo nr. 2.084 – Melbourne (Vic.) quinta-feira, 16 de junho de 2016 Pág. 11/31 O batismo representa uma verdadeira iniciação á religião católica. Os demais são ritos de passagem de uma condição á outra. Embora nem todos os católicos de coração e espírito se submetam á todos esses ritos, eles continuam, ainda hoje, sendo muito importante para aqueles que professam essa crença. Entre os evangélicos o batismo é uma opção que deve ser escolhida pelo adepto quando ele, finalmente, se convence da sua fé nos preceitos da religião que vai adotar. Então, conforme o ritual, que consiste, na maioria das seitas, na imersão do adepto na água, á semelhança do que João Batista fez com Jesus e com os crentes que aderiam á sua doutrina, o neófito é batizado perante os fiéis e passa a fazer, efetivamente, parte da congregação. 4 Embora tenha sido popularizado pelos cristãos, a partir do ato simbólico realizado por João Batista com Jesus, o batismo é um ato ritual anterior ao surgimento do cristianismo. Esse termo vem do grego "βαπτισμω" (baptismō) que significa "imergir". Ele já era utilizado pelos judeus, em tempos anteriores ao cristianismo, como ato ritual destinado a purificar os indivíduos em diversas ocasiões em que estes se comunicavam com a divindade, ou praticavam algumas ações consideradas sacras pela sua religião. A prática de imergir os seus adeptos em água, como símbolo da sua purificação foi institucionalizada principalmente entre a seita dos essênios, e dessa fonte o costume foi absorvido pelos cristãos, pois embora não haja concordância com a informação veiculada por alguns autores, de que Jesus era adepto da seita dos essênios, não parece haver dúvida de que João Batista, o iniciador de Jesus, o era, dado a semelhança da doutrina que ele pregava com aquela defendida pelos chamados “filhos da luz”.5 Na religião islâmica não existe um ritual de batismo como ato litúrgico praticado num templo, mas sim um comportamento específico que caracteriza a iniciação do jovem muçulmano nos mistérios da religião. A palavra de Deus, na forma de um azan (versículo do Alcorão recitado na forma de um salmo, contendo os fundamentos da religião do Islã) deve ser dito no ouvido do bebê. Depois, raspa-se o cabelo da criança, o qual é pesado, e o valor correspondente ao seu peso, em prata, distribuído aos pobres. Durante essa cerimônia, o nome do bebê deve ser escolhido. Nessa ocasião, as famílias que têm posses podem realizar o cerimonial do akika, que é uma espécie de banquete ritual, do qual participam parentes e amigos próximos, que consiste no consumo de um carneiro em ágape. Esse ritual simboliza os animais que Abraão sacrificou em lugar do seu filho Isaque, de acordo com a história relatada em Gênesis 22.13.6 Já no judaísmo, a cerimônia de batismo inicial é bastante ritualizada. Essa ritualização, que consiste principalmente na circuncisão, segundo se lê na Bíblia, teria sido instituída por Abraão, por instrução de Deus. Com efeito, lê-se em Gênesis,17:10:11“ Todos os homens entre vós sereis circuncidados. Circuncidareis a carne do vosso prepúcio, como sinal da aliança entre mim e vós.” Segundo ainda o texto bíblico, o próprio Abraão tinha noventa e nove anos de idade quando se circuncidou.7 A circuncisão tornou-se o principal ritual de iniciação do judaísmo, sendo ainda hoje praticado pelos naturais desse povo, em relação a todas as crianças do sexo masculino, as quais devem circuncidadas perante uma assembleia de dez homens, ocasião em que também recebe um nome. 4 Na imagem, o profeta João batizando Jesus no rio Jordão. Foto Videoteca Católica. 5 “Filhos da Luz” era o título que os essênios atribuíam a si mesmos, em oposição aos “Filhos das Trevas”, que eram aqueles que se opunham á sua doutrina. 6 O ágape é uma antiga cerimônia, na qual o clã compartilha uma refeição ritual. Era, e ainda é, uma cerimônia praticada pela maioria das famílias de origem oriental. Um dos exemplos mais famosos de um ágape é a refeição pascal praticada pelos judeus e a famosa última ceia de Jesus com seus discípulos. A maçonaria também tem os seus ágapes, que consiste na prática do “banquete ritual”, e também nos chamados “copos d’agua”, ceias realizadas depois das reuniões da Loja. 7 Gênesis, 17:24
  12. 12. JB News – Informativo nr. 2.084 – Melbourne (Vic.) quinta-feira, 16 de junho de 2016 Pág. 12/31 Quanto ás meninas, o ritual consiste em apresentá-la junto aos membros da sinagoga, e dar-lhe um nome. A iniciação religiosa, porém, dá-se aos treze anos para os meninos e aos doze para as meninas. Essa cerimônia, chamada bar-mitzvá, para meninos, ou bat-mitzvá, para meninas, é a ocasião em que eles são chamados a ler a Torá pela primeira vez perante os membros da sinagoga.8 No budismo a iniciação se dá em um ritual chamado ordenação leiga, que é quase sempre desenvolvido na fase adulta. Geralmente, o neófito é preparado durante um ano, no qual lhe é ensinado os fundamentos da religião. Depois, o iniciando passa por uma cerimônia na qual recebe, de um mestre que lhe foi indicado, ou de um superior do templo em que vai se ordenar, um novo nome e a indicação da sua ordem na linhagem de Buda. Como o budismo é uma religião metafísica, não existe nela a idéia de unidade entre a divindade e o adepto, pois para os budistas todo ser humano já possui em si mesmo os atributos que o conduzem ao um estado de beatitude. Esse estado de beatitude consiste na natureza de Buda, ou seja, a capacidade de atingir a iluminação. E esse estado pode ser atingido através de uma conduta específica na vida pessoal e na prática da liturgia ritual que a religião prescreve para os seus adeptos. O batismo nas sociedades iniciáticas Nas sociedades iniciáticas, o batismo se confunde com o ritual de iniciação. Aqui sempre se pressupõe a existência de um Mistério, no qual o neófito vai ser admitido. Difere, pois, das religiões oficiais, cujas doutrinas são abertas e não necessitam de uma linguagem particular para que dela se possa participar. Essa é uma diferença fundamental entre uma sociedade iniciática e uma igreja oficial. Nesta última qualquer pessoa pode entrar e assistir suas reuniões, embora nem sempre possa participar de todos os ritos oficiais. Não há, propriamente, um Mistério a ser compartilhado apenas pelos membros da congregação, ao passo que nas sociedades iniciáticas, esse é o elemento fundamental que a distingue. Mistério (do grego mystérion) é um termo que vem do verbo myéin, que significa calar. Assim, o termo mýstes se aplica a tudo que se fecha, e por derivação temos o místico, (mystikós), que se refere a quem conhece e guarda os Mistérios. E por derivação, também, temos o termo myesis, que designa os ritos que se ligam a essas tradições, ou seja, o que chamamos de iniciáticas. Em latim temos as palavras initiare e initiato, para indicar o ato de iniciação em si, e aquele que é iniciado. Assim, a iniciação se define como sendo o primeiro passo em um caminho que tem a pretensão de levar o iniciado a uma sabedoria de grau superior, que lhe possibilitará conhecer o verdadeiro sentido da vida. E para que isso seja possível, o iniciado precisará enfrentar o mistério da morte, como primeiro e fundamental conhecimento, para que ele possa seguir nessa senda. Morte e renascimento espiritual constituem, portanto, o fundamento de toda iniciação onde crenças de fundamento espiritual estejam envolvidas. Rituais de iniciação são elementos arquetípicos que habitam na fauna inconsciente da humanidade desde priscas eras. Derivam de intuições humanas sobre a possiblidade da 8 Provavelmente é a esta cerimônia de iniciação que o evangelista Lucas se refere quando narra a aventura do adolescente Jesus, aos doze anos, em Jerusalém, quando segundo sua informação, ele se perde de seus pais e é encontrado junto aos doutores da lei, na sinagoga do templo. Foi nesse ato que o menino despertou o seu espírito missionário, o que justifica as misteriosas palavras que disse aos seus pais quando estes o interpelaram: “ Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas do meu pai? E eles não entenderam o que ele disse.” Lucas, 2:49
  13. 13. JB News – Informativo nr. 2.084 – Melbourne (Vic.) quinta-feira, 16 de junho de 2016 Pág. 13/31 existência de uma vida além-túmulo, intuições essas que já estavam presentes nas civilizações pré-históricas, como atestam as escavações arqueológicas feitas em sítios onde habitaram vários grupos dos chamados homens de Neanderthal, tidos como antecessores do Homo sapiens que deu origem á nossa espécie. Em suas sepulturas há uma clara intenção ritual na forma como os mortos eram sepultados, a indicar que esses nossos ancestrais mais remotos já cultivavam algumas crenças na existência de vida após a morte. Destarte, já na alvorada das primeiras civilizações da época histórica, iremos encontrar os ritos iniciáticos como uma prática constante, ligadas ás crenças professadas por esses antigos povos. Com o desenvolvimento dessas civilizações essas tradições alcançaram um alto nível de sofisticação, e os ritos que originalmente tinham um aspecto religioso, passaram a compor uma importante função sociológica na cultura desses povos. Incorporou-se a eles uma mística própria, no sentido de destacar certos membros do grupo social, como compartilhantes de um “segredo”. No fundo, tudo isso nada mais era do que uma formulação que visava criar uma elite intelectual e política, pois não havendo, nessas antigas civilizações, um saber universal institucionalizado, cabia á religião oficial do país a criação de um kitch cultural que servisse de elemento de ligação entre esses “eleitos” da divindade, os quais, sendo detentores do “saber secreto”, deveriam ser, naturalmente, os guias da nação. 9 Nascia, assim, a face política dos ritos iniciáticos. Enquanto isso, ela ia também ganhando terreno como fórmula de distinção social, aplicável aos grupos econômicos que iam se desenvolvendo dentro da sociedade. Profissionais das mais diversas atividades começaram a adotar a mística da iniciação para a admissão de novos membros, e a utilizar sua liturgia também nos rituais de passagem de grau. Iremos, destarte, encontrar essa tradição sendo praticada pela grande maioria das escolas filosóficas da antiguidade. Nessas instituições, o costume de compartilhar a vida social, as relações pessoais e o próprio conhecimento apenas com os companheiros do mesmo grau, bem como o desenvolvimento de uma linguagem particular para o reconhecimento dessa condição, feita de toques, sinais, símbolos e outros elementos de passe passou a ser uma marca distintiva delas, uma linguagem do grupo, propriamente dita. O desenvolvimento dos ‘Mistérios’ Todas as grandes civilizações da antiguidade desenvolveram seus Mistérios como forma de preservação de conhecimento e distinção de seus quadros sociais. Assim, iremos encontrar nas civilizações do Egito, da Mesopotâmea, da Índia e da China, rituais de iniciação elaborados com extrema sutileza. Na Grécia, por exemplo, as iniciações eram processos já incorporados no próprio sistema político e social das cidades-estado, que as patrocinava e administrava, como parte das suas tradições. Não se tratava apenas de uma liturgia aplicada no campo das coisas sagradas, mas também nas organizações sociais de caráter laico, como as escolas filosóficas e as corporações obreiras. Pitágoras, por exemplo, bem como Tales de Mileto e Epicuro, administravam suas escolas como se fossem verdadeiras sociedades iniciáticas. 9 Na imagem Cena do documentário Pep Cahoc – Um Rito de Iniciação. Foto: Raissa Ladeira. Mostra um ritual de iniciação à vida espiritual que meninos e meninas da tribo dos Krahô, são submetidos quando entram na adolescência.
  14. 14. JB News – Informativo nr. 2.084 – Melbourne (Vic.) quinta-feira, 16 de junho de 2016 Pág. 14/31 O rito iniciático, como se disse, é um elemento arquetípico compartilhado pelo inconsciente coletivo da humanidade desde os tempos mais remotos. Mesmo entre as mais primitivas tribos indígenas da África, América e Oceania, sempre se encontrará em suas culturas algum ritual de iniciação, ou de passagem, a simbolizar as etapas da vida do indivíduo, nas suas conquistas sociais ou espirituais..10 A iniciação maçônica Na maçonaria é o caráter esotérico do ritual que impressiona o espírito do iniciado, pois nele se manteve o simbolismo dos antigos cerimoniais que celebravam os chamados Mistérios. É nesse sentido que o neófito é submetido á uma “morte ritual”, representada pela sua imersão na “câmara das reflexões”, onde ele encontra todos os símbolos dessa passagem pelo mundo dos mortos, experiência que ele terá que enfrentar para renascer, glorioso, para a luz que a maçonaria irá lhe conferir. Como bem viu Mircea Eliade, todas as provas iniciáticas, de uma maneira geral, resumem um processo escatológico que simboliza a morte e o renascimento do homem, seja em que sistema de crenças for. É uma intuição que deriva das próprias características da natureza, que passa por ciclos de morte e ressurreição, anualmente, simbolizados pelas estações do ano.11 Esse fato foi observado por James Fraser em sua obra clássica “O Ramo de Ouro”. Nessa obra ele associa os ritos de iniciação praticados pelos povos antigos com os ciclos de produção da natureza, e daí a derivação que se faz, em termos simbólicos, para uma imitação anímica desses processos. Fraser mostra que os mitos da criação, em todas as lendas antigas que versam sobre esse tema, têm uma mesma estrutura arquetípica. Daí ele conclui que a própria humanidade, e as sociedades que nela se formam, desenvolvem alguma noção psíquica desse processo e acabam criando alegorias, mitos, lendas e rituais que se destinam, de alguma forma, a recompô-los. Explica-se, dessa maneira, que a grande maioria das sociedades antigas tenha desenvolvido uma mitologia que utiliza a figura de um deus, ou um heroi morto, que é regenerado por processos miraculosos, semelhante ao que a terra faz com a semente que nela é lançada.12 Esse tema estava presente em todas as antigas iniciações, desde os Mistérios de Ísis e Osíris, praticados pelos egípcios, quanto nos Misterios Eleusinos dos povos de cultura grega.13 E aparece, como vimos, também na doutrina do cristianismo, nos chamados Mistérios Cristãos, que se refere á Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Á iniciação representa, portanto, uma participação simbólica do neófito nesse processo regenerativo que a divindade, através da natureza, ensina ao homem. Ao praticar o ritual de regeneração, o homem, por imitação, penetra no âmago desse processo. A iniciação maçônica, conquanto seja conduzida com elementos místicos, herdados dos Antigos Mistérios gregos e egípcios, na verdade ela é uma corruptela dos costumes adotados pelos grupos praticantes das artes e ofícios que, na Idade Média, os usavam para recepcionar em seus quadros novos membros por eles admitidos. Nesse sentido, vinculado ao caráter esotérico que lhe foi impregnado, a iniciação maçônica se reveste de um caráter simbólico que significa que o neófito maçom que está sendo iniciado como aprendiz está, na verdade, sendo admitido em uma “ profissão moral” que lhe permitirá construir 11 Mircea Elíade- Iniciaciones Misticas- Ed. Taurus, Madri, 1958 12 George James Fraser, o Ramo de Ouro, Zahar Editores, São Paulo, 1986. Esse é o fundamento simbólico do Drama de Hiram, representado na elevação do companheiro maçom para o grau de mestre. 13 Sobre os Mistérios Eleusinos e os Mistérios Egipcios e sua conexão com a Maçonaria, veja-se a nossa obra “Tesouro Arcano”, publicado pela Ed. Madras, 2013.
  15. 15. JB News – Informativo nr. 2.084 – Melbourne (Vic.) quinta-feira, 16 de junho de 2016 Pág. 15/31 “templos á virtude e cavar masmorras ao vício.” Essa é a função do maçom como “pedreiro da construção universal.” É nesse sentido que lhe são aplicadas as provas simbólicas que acontecem durante a cerimônia de iniciação. Elas consistem principalmente em “viagens” de integração junto aos quatro elementos da natureza (água, terra, fogo e água), que são reminiscências de antigos rituais. Em seguida lhes são informadas algumas obrigações e posturas que ele deverá assumir como maçom e indagado se ele tem disposição e condições para honrar essas obrigações. Essas disposições faziam parte dos regulamentos observados pelos profissionais da antiga maçonaria operativa. Só após cumpridas toda essa liturgia poderá o iniciando fazer o seu juramento como maçom, cumprindo assim a tradição de toda sociedade iniciática, que é compartilhamento de um “segredo” ritual que dali para a frente lhe será comunicado aos poucos. Por isso é que, antes de neófito receber a “Luz” da iniciação, ele deve ser conservado vendado e no escuro, pois até então ele ainda é um profano.14 Cumprida todas essas etapas, o iniciando torna-se de fato um iniciado, recebendo, em presença dos Irmãos, a “Luz” da maçonaria, após o que ele é revestido com o avental do Aprendiz e está em condições de receber as suas primeiras instruções. Eis assim, cumprida a tradição iniciática, que na maçonaria ainda encontra, nos diversos ritos e liturgias que desenvolvidos, o ideal dessas antigas manifestações do espírito humano. Eles representam, como diz Van Gennep, a “porta de ingresso” do neófito, na sua passagem do mundo profano para o mundo sagrado.15 Daí em diante, cada elevação de grau implicará num “rito de passagem”, na qual o iniciado subirá uma “escada” que lhe permitirá penetrar na esfera mais sutil do conhecimento universal, que consiste na Geometria Sagrada, ou seja, aquela segunda a qual o Grande Arquiteto do Universo constrói o mundo. 16 14 Fundem-se, nesse processo, os rituais praticados pelos antigos pedreiros medievais com aqueles praticados pelos iniciados nos antigos Mistérios das sociedades iniciáticas. Misto de esoterismo e prática corporativa, o ritual maçônico de iniciação é, ao mesmo tempo, tanto um compromisso de ordem quanto uma profissão de fé. 15 Vann Gennep- Ritos de Passagem, Ed.Vozes, Petrópolis, 1974. 16 A noção de que o conhecimento sagrado se obtém subindo uma escada graduada é contemporânea das primeiras civilizações. Na imagem acima, o patriarca Jacó contempla, em sonho, uma escada que vai do céu á terra, na qual anjos sobem e descem. É a famosa “Escada de Jacó”, uma das principais alegorias maçônicas. Significa a escalada virtual do espírito humano em busca do conhecimento. Foto: Enciclopédia Barsa.
  16. 16. JB News – Informativo nr. 2.084 – Melbourne (Vic.) quinta-feira, 16 de junho de 2016 Pág. 16/31 Danilo Bruno Louro de Oliveira, 22º, MRA bel.danilobruno@gmail.com GRATIDÃO O convite para iniciar na Maçonaria veio para mim de maneira inesperada, pois não tenho qualquer parente Maçom e sequer conhecia os salões de festas das Lojas nas cidades onde residi, então com um misto de surpresa e desconfiança prometi pensar acerca do convite de um amigo, não tão próximo, para ser Maçom. Após as naturais pesquisas e questionamentos, mesmo com a concordância de minha esposa, ainda estava vacilante, porém imbuído de esperança e desejo de melhorar e pertencer a essa associação milenar fui levado aquele antigo prédio, no sábado, 25 de setembro de 2010. Desde então posso ter a honra de falar que iniciar na Maçonaria foi uma das melhores coisas que me aconteceu, os aprendizados e vivências foram tantos e tão intensos que acredito que nenhuma outra atividade realizada por mim nesses quase seis anos seria comparáveis ao progresso alcançado na Arte Real. Na Maçonaria minhas inquietações filosóficas, espirituais e morais encontram guarida e auxílio, o que me anima a cada vez mais seguir aprendendo e trabalhando nesta pesada e irregular pedra que carrego comigo. Recentemente refleti acerca deste tempo laborando como Maçom vez que trabalhei em várias Lojas, ajudei a fundar algumas Lojas, soerguer outras; Aprendi a laborar, gostar e aprender em vários Ritos Maçônicos; Iniciei e continuo iniciando em Altos Graus de diversos Ritos; Trabalho intensamente com Ordens Paramaçônicas; 5 – Gratidão Danilo Bruno Louro de OIiveira
  17. 17. JB News – Informativo nr. 2.084 – Melbourne (Vic.) quinta-feira, 16 de junho de 2016 Pág. 17/31 Escrevo artigos para órgãos prestigiados que muito me honram em aceitar publicar algumas reflexões... Tudo isso veio à tona ao colocar o terno para mais uma vez trabalhar e, conversando com minha esposa, ela questionou o porquê de tantas atividades. Pensando sobre isto, percebi que sou tão agradecido a Maçonaria e aos Irmãos que a única forma de ajudar é trabalhando pela continuidade e expansão da Arte Real, para que outros profanos possam adentrar nossos Templos e receber esta gama de ensinamentos e vivências que me foi destinada. A ocupação temporária destes cargos possibilita que eu lute contra um grande defeito que nós temos e que, mesmo que sempre relembramos em sessões de Mestres ainda é um dos principais combates do Maçom: A vaidade. Também possibilita o combate diuturno contra a preguiça, ignorância, acomodação... Ao deixar os cargos, percebo que nunca devo perder de vista o título de Irmão, pois esse é o mais importante e depende apenas do pensar, agir, sentir e ser do Obreiro. Com esta inspiração, discorrerei nos próximos trabalhos sobre os cargos que tenho a honra de ocupar neste ano e como estes têm me proporcionado experiências únicas que compartilharei com os Irmãos para incentivarmo-nos no difícil e constante labor Maçônico, tão importante nos dias atuais como nos séculos passados.
  18. 18. JB News – Informativo nr. 2.084 – Melbourne (Vic.) quinta-feira, 16 de junho de 2016 Pág. 18/31 Ano 05 - artigo 23 - número sequencial 3059 uma coisa que me entristece é a BURROCRACIA MAÇÔNICA Em quase todos os artigos sempre cometo algum erro gramatical ou lingüístico. Simplesmente porque escrevo como se estivesse falando com um Irmão (está aí a explicação para tantas vírgulas). Vou digitando as letras, formando as palavras e criando as frases, quando acredito que já completei o trabalho, simplesmente envio. Não leio o que escrevi, não há um revisor. Se eu for ler, acabarei em dúvida se devo ou não enviar; mudarei tantas palavras que penso que o texto perderá a função de “semente”. Em verdade não tenho a condição de oferecer “frutos” aos Irmãos; quero apenas motivar o ato de “lavrar a terra”. Então paciência com a falta dos acentos, tempos de verbos incorretos, palavras faltando letras; mas no caso de hoje não exagerei, é com dois “R” mesmo! Quem não nunca presenciou discussões em Loja que nada agrega aos projetos? Percebam que quando chega um pedido de Tronco de Solidariedade enviado por outra Loja para um Obreiro doente, sempre tem algum Irmão que pede a palavra, para questionar se devemos ou não enviar e vem com o discurso que podemos ter em Loja algum Irmão que necessite do Tronco e aí lá vamos nós para mil manifestações de prós e contras. Pura buRRocracia! Primeiro; o pedido foi enviado como um CLAMOR DE IRMÃO? Segundo; qual é A DESTINAÇÃO do Tronco? Terceiro; algum Irmão do Quadro PEDIU o Tronco? Quarto; o fato de um Irmão ter sido iniciado em sua Loja o torna MAIS IRMÃO do que outro iniciado em outra Loja? Não percam tempo, lembrem-se dos juramentos, da iniciação quando o Hospitaleiro chega perto do candidato e................ O pior mesmo é quando um abnegado Irmão propõem uma campanha fraternal, aí baixa o espírito profissional nos Irmãos. Os operadores do direito apresentam as implicações da Lei; os economistas desenvolvem planilhas; os contabilistas sugerem a criação de uma conta especial, emissão de recibo com cópia; os consultores pensam na auditoria final e aí aparecessem as terríveis sugestões e as Comissões sem autonomia. A Comissão de Solidariedade está submetida à Comissão de Família que depende da Comissão de Finanças que só se manifestará conforme as diretrizes das Luzes que por sua vez só 6 – Burrocracia Maçônica Sérgio Quirino Guimarães
  19. 19. JB News – Informativo nr. 2.084 – Melbourne (Vic.) quinta-feira, 16 de junho de 2016 Pág. 19/31 darão à palavra final após se reunir com o Conselho de Past-Veneráveis. E o abnegado Irmão simplesmente sugeriu à Loja que cada Irmão desse uma contribuição para a compra de cobertores que seriam encaminhados aos necessitados. Mas a buRRocracia é tanta que o projeto “nasce morto”. O mais incrível é que se este mesmo grupo estivesse em um “buteco” e alguém falasse: - O Tonhão, nosso colega de mesa não veio porque esta precisando economizar, pois tem que comprar um remédio de “200 pau”. Na mesma hora aparece a idéia de “fazer uma vaquinha”, o dinheiro vai caindo sobre a mesa, um recolhe, vai a farmácia, compra o remédio, leva para o necessitado e na volta ainda trás o Tonhão para a saideira. E como está a situação da Loja? Estagnada, afinal a “BuRRocracia Maçônica” emperra qualquer mecanismo. Maçonaria é calçada no estudo individual e no trabalho coletivo. NÃO HÁ MAÇONARIA SEM AÇÃO! Se um Irmão está desenvolvendo uma atividade salutar aos nossos princípios, temos a obrigação moral e fraternal de colaborar. Se alguém pensou que devemos avaliar quem é o Irmão que está à frente do projeto, vou ser “curto e grosso”, não existe isto não! Se pesa contra algum Obreiro da Loja um questionamento quanto a sua idoneidade, o erro é da Loja, pois não podemos permitir em nosso meio, Irmãos que não sejam honestos. Se há, ele já deveria ter sido expulso da Ordem. A intenção deste pequeno artigo é motivar as Lojas a atuarem maçônica na sociedade, além do exemplo ético e moral que cada Maçom deve ser junto ao meio que está inserido, as Lojas devem desenvolver ações concretas dos nossos princípios. Quanto as manifestações em Lojas, todos têm o direito de falar o que quiserem, mas antes do direito vem o dever. E todos nós devemos desenvolver o senso crítico se o que eu ACHO é agregador ou apenas um discurso de minha pessoa. Deixemos a burocracia do lado de fora do Templo, as ações maçônicas devem ser adocráticas. (“Adhocracia é um termo criado por Warren Bennis. Segundo Alvin Toffler, a adhocracia ou "adocracia" é um sistema temporário variável e adaptativo, organizado em torno de problemas a serem resolvidos por grupo de pessoas. Constitui-se em uma opção à tradicional Departamentalização. O termo teve origem nas “forças-tarefas” (task-forces) militares para enfrentar situações de forma rápida. Toffler estabeleceu que no futuro a sociedade será extremamente dinâmica e mutável e que as organizações que quiserem sobreviver terão que ser inovadoras, temporárias, orgânicas e anti-burocráticas. Outras referências definem o termo como a organização baseada em projetos, A característica central da adhocracia são os grupos e equipes cooperativos que resolvem problemas e desempenham o trabalho. As posições e as tarefas não são permanentes e as formas organizacionais são livres.”) Sérgio Quirino - ARLS Presidente Roosevelt 025 - GLMMG Contato: 0 xx 31 8853-2969 / quirino@roosevelt.org.br Facebook: (exclusivamente assuntos maçônicos) Sergio Quirino Guimaraes Guimaraes Os artigos publicados refletem a opinião do autor exclusivamente como um Irmão Maçom. Os conteúdos expostos não reproduzem necessariamente a ideia ou posição de nenhum grupo, cargo ou entidade maçônica.
  20. 20. JB News – Informativo nr. 2.084 – Melbourne (Vic.) quinta-feira, 16 de junho de 2016 Pág. 20/31 (as letras em vermelho significam que a Loja completou ou está completando aniversário) GOB/SC – http://www.gob-sc.org.br/gobsc Data Loja Oriente 01.06.1998 Fritz Alt - 3194 Joinville 01.06.1993 Acquarivs - 2768 Florianópolis 03.06.1996 Luz Esotérica - 3050 Porto União 05.06.2001 Vigilantes da Verdade - 3398 Tubarão 08.06.1984 União E Trab. do Iguaçu-2243 Porto União 08.06.1987 União Mística - 2440 Videira 10.06.1910 Aurora Joinvilense - 4043 Joinville 14.06.1909 Renascer do Vale - 4007 Penha 20.06.2005 Luz de Correia Pinto - 3687 Lages 21.06.2010 Cavaleiros da Paz - 3948 São José 23/06/1930 Luz e Verdade Iii- 1066 Joinville 24.06.1997 São João Batista - 3061 São João Batista 24.06.2004 Acácia do Oriente - 3596 Joaçaba 29.06.2010 Ouroboros - 4093 Florianópolis 30.06.2003 Acácia de Imbituba 3506 Imbituba GLSC - http://www.mrglsc.org.br Data Nome Oriente 03.06.2009 Elimar Baumgarten nr. 101 Timbó 06.06.1984 Obreiros de Salomão nr. 39 Blumenau 06.06.1985 República Juliana nr. 40 Laguna 21.06.1994 Harmonia Brusquense nr. 61 Brusque 24.06.1911 Acácia Itajaiense nr. 01 Itajaí 24.06.1999 Luz nr. 72 Jaraguá do Sul 24.06.2002 Elos da Fraternidade nr. 84 Concórdia 24.06.2005 Amizade ao Cruzeiro do Sul II nr. 90 Joinville 24.06.2005 Cinzel nr. 89 Curitibanos Lojas Aniversariantes de Santa Catarina Mês de junho 7 – Destaques (Resenha Final)
  21. 21. JB News – Informativo nr. 2.084 – Melbourne (Vic.) quinta-feira, 16 de junho de 2016 Pág. 21/31 GOSC https://www.gosc.org.br Data Nome da Loja Oriente 03/06/1985 Obreiros da Luz Lages 06/06/2003 Livres Pensadores Joaquim José Rodrigues Lages 07/06/2010 Livres Telúricos Maravilha 09/06/1975 Ordem e Progresso Brusque 14/06/1993 Tordesilhas Laguna 20/06/1979 Luz do Oriente Itajaí 21/06/1999 João de Deus São Francisco Do Sul 26/06/2001 Jacques DeMolay Itajaí
  22. 22. JB News – Informativo nr. 2.084 – Melbourne (Vic.) quinta-feira, 16 de junho de 2016 Pág. 22/31 CONVOCAÇÃO e CONVITE O Secretário da Loja, que subscreve, convoca todos os Irmãos do quadro, com base no inciso V do Artº 116 do Regulamento Geral da Federação e convida todos os demais Irmãos, para a 43ª Sessão da Augusta e Respeitável Loja Simbólica “Alvorada da Sabedoria” nº 4.285, dia 21 de JUNHO, TERÇA-FEIRA, quando teremos a cerimônia de investidura (cerimônia de indução do Mestre da Loja) e posse dos oficiais eleitos (Venerável Mestre, Guarda Externo, Tesoureiro e representante do Ministério Público) e nomeação para os demais cargos. Foi reeleito o Venerável Irmão Marcos de Oliveira. A sessão será no Templo Maçônico situado à rua Mal Cândido Rondon, 48, esquina da rua Pintor Eduardo Dias, Bairro Jardim Atlântico, São José. A rua Pintor Eduardo Dias é a 2ª paralela à avenida Atlântico. O estacionamento da Loja tem entrada nesta rua. Programação: 20:15 h: encontro no átrio do Templo; 20:30 h: início da sessão. Traje: maçônico completo. Após a sessão, será oferecido um ágape com um bom whisky. Ir.’. Ruben Luz da Costa Secretário Wisdom Dawn Lodge
  23. 23. JB News – Informativo nr. 2.084 – Melbourne (Vic.) quinta-feira, 16 de junho de 2016 Pág. 23/31 A Justa Homenagem O Ir:. Tanios Youssef Hamzo, com quase 90 anos de idade e 100% de frequência em Lojas simbólicas e filosóficas, fundador de várias Lojas , inclusive, o remanescente fundador da Loja Chequer Nassif-169 de S.B.do Campo-SP com mais de 40 anos de fundação, a mais antiga da GLESP na cidade, da qual já recebeu a medalha "7 de Novembro" , recebe de sua Loja de origem a honrosa Medalha " 21 de Abril " concedida à figuras de grande destaque por seus feitos como seres humanos e maçons proeminentes. Um exemplo de homem, de pai...de irmão !
  24. 24. JB News – Informativo nr. 2.084 – Melbourne (Vic.) quinta-feira, 16 de junho de 2016 Pág. 24/31 IRMÃO TANIOS Em breves versos disserto Sobre quem se homenageia Um grande homem, liberto, Que há muito...amor semeia ! Palavras eu vos oferto, Mas, sabe quem o rodeia Sua vasta obra por certo De per si muito floreia Na rua, a céu aberto Ou em Templo, a coberto “Mestre” que nos lisonjeia ! Honra-nos tê-lo por perto ! Livre pedreiro decerto Perene em sua veia ! Adilson Zotovici ARLS Chequer Nassif-169
  25. 25. JB News – Informativo nr. 2.084 – Melbourne (Vic.) quinta-feira, 16 de junho de 2016 Pág. 25/31 Esquentando... O bom Mano Mário Eduardo Panyagua, MI da Loja Alferes Tiradentes nr. 20, de Florianópolis, anda invernando por alguns dias na Fazenda São Carlos, Capão do Leão, próximo a Pelotas. Foi experimentar o friozinho da fazenda de sua irmã, Therezinha Panyagua Costa. E não é que a lareira fica acesa dia e noite? Sem falar, claro no apetitoso churrasco, no gostoso chimarrão e no saboroso vinho da região.
  26. 26. JB News – Informativo nr. 2.084 – Melbourne (Vic.) quinta-feira, 16 de junho de 2016 Pág. 26/31 O Prumo de Hiram: História da Maçonaria Crédito: lucianorodrigues@oprumodehiram.com.br Curiosidades A Estátua da Liberdade e da Maçonaria Os Maçons dos EUA tem orgulho especial da nossa grande Fraternidade por sua participação e desempenho na criação e montagem, a mais de 100 anos atrás, do símbolo mais original de liberdade e oportunidade, a Estátua da Liberdade. [...] 13 Virtudes do irmão Benjamin Franklin Benjamin Franklin nasceu em Boston no dia 17 de janeiro de 1706 e faleceu na Filadélfia em 17 de abril de 1790. Foi um jornalista, editor, autor, filantropo, abolicionista, funcionário público, cientista, diplomata, inventor e enxadrista estadunidense. [...] O Rito Escocês Antigo e Aceito nos graus simbólicos dos EUA O Rito Escocês Antigo e Aceito é usado nos graus simbólicos nos EUA ? Diante da dúvida gerada a partir deste questionamento, comecei a buscar informações com amigos e irmãos que estão nos Estados Unidos da América, afim de entender melhor como são trabalhados os graus simbólicos na maçonaria americana.. [...] O segredo da longevidade dos Cavaleiros Templários é revelada O segredo da longevidade dos Templários pode estar na sua dieta original, diz nova pesquisa que investigou os hábitos alimentares da poderosa e secreta ordem medieval..[...]
  27. 27. JB News – Informativo nr. 2.084 – Melbourne (Vic.) quinta-feira, 16 de junho de 2016 Pág. 27/31 Irmão Marcelo Angelo de Macedo, 33∴ MI da Loja Razão e Lealdade nº 21 Or∴. de Cuiabá/MT, GOEMT-COMAB-CMI (O Irmão Marcelo Ângelo de Macedo, Mestre Instalado da Loja “Razão e Lealdade” nr. 21, de Cuiabá, estará diariamente no JB News repassando o Breviário Maçônico, Obra de autoria do saudoso Ir∴ RIZZARDO DA CAMINO, cuja referência bibliográfica é: Camino, Rizzardo da, 1918-2007 Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014. ISBN 978-85.370.0292-6) BREVIÁRIO MAÇÔNICO – 16 de junho O HORÁRIO MAÇÔNICO Porque os trabalhos maçônicos devem ter início ao meio-dia? Porque a posição do Sol, nessa hora, coloca-se no centro do hemisfério, portanto um lugar neutro; observe-se que precisamente ao meio-dia o Sol não permite sombra alguma. À meia-noite, dá-se o mesmo fenômeno astronômico, de total neutralidade, pois o Sol, em um outro hemisfério, toma posição, identicamente neutra. Sendo o Tempo inicial e o do término neutro, o maçom passa a ser o centro dessa neutralidade e adquire superioridade sobre o Tempo, pois a sua presença passa a ser o próprio tempo. O período de 12 horas de trabalho não é simbólico, mas real; o trabalho não significa a permanência do maçom dentro do templo; o trabalho é exercido dentro de “outro templo”, o templo de dentro – o templo da mente, o templo espiritual. O dualismo passa a manifestar-se: 12 horas de trabalho, 12 horas de descanso. Na realidade, o maçom está sempre dentro do templo. Contudo, não basta estar alerta; conscientemente, estar no templo equivale a estar em companhia dos santos. Façamos do mundo nossa morada, nossa nau, porém morada celeste, onde possamos honrar e glorificar a Deus. RIZZARDO DA CAMINO Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p.185.
  28. 28. JB News – Informativo nr. 2.084 – Melbourne (Vic.) quinta-feira, 16 de junho de 2016 Pág. 28/31 Maçons Australianos Famosos: Major General Jefferies AC, CVO, MC. (1937-), Governador Geral da Austrália Ocidental (1993 -2002) e, em seguida, Austrália (2003-2008). Foi iniciado na George Lodge No 6, em 23 de novembro de 1994, Visitando a vovó
  29. 29. JB News – Informativo nr. 2.084 – Melbourne (Vic.) quinta-feira, 16 de junho de 2016 Pág. 29/31 Os vídeos são pesquisados ou repassados, em sua maioria, por irmãos colaboradores do JB News. 1 – 15 Coisas Que Você Não Sabia Sobre os Pandas http://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=4303 2 – 15 Curiosidades Animais Que Te Farão Sorrir http://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=4172 3 – Você Vai Se Divertir Com Esses Lindos Esquilos Fofos! http://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=6464 4 – CANÇÕES E MÚSICAS PARA BEM COMEÇAR O DIA. https://www.youtube.com/embed/5DrwY21nP1Q 5 – British Humor http://www.youtube.com/embed/upEBdKFGlPg" 6 – A maravilha da Antártica (lindo): A Antártica.PPS 7 – Filme do Dia: “Cidade do Silêncio” – dublado Sinopse: Lauren, uma jornalista ambiciosa de Chicago, é enviada para cobrir os estupros seguidos de morte que vêm ocorrendo na fronteira entre os EUA e o México. Chegando lá, com a ajuda de um jornalista local, descobre que esses crimes são apenas a ponta do iceberg de uma trama muito mais complexa do que se poderia imaginar envolvendo politícos e grandes empresários locais. https://www.youtube.com/watch?v=K4mNlPANc-E
  30. 30. JB News – Informativo nr. 2.084 – Melbourne (Vic.) quinta-feira, 16 de junho de 2016 Pág. 30/31 Ir Raimundo Augusto Corado MI e Deputado Federal pela Loja Templo de Salomão nº 2737 Membro das Lojas União e Trabalho Mimosense nr. 3.170 e Irmão Paulo Roberto Machado nr. 3.182 Barreiras – GOB/BA. Escreve às terças e quintas-feiras raimundoaugusto.corado@gmail.com “Oi Mulher!”. Autor: Raimundo A. Corado. Barreiras, 01 de março de 2016 I Da vida sois missioneiras; Amparo indispensável ao homem; No lar, tens o tempero da doçura; Sacrifica-se como companheira; Compadece-te como enfermeira; És um anjo pela sua candura! II Sois vertente de água cristalina; Musa inspiradora dos poetas; Operária a serviço dos filhos teus; Seja em gestos ou em ações; Seja em cânticos ou orações; Aproxima-se muito de Deus.
  31. 31. JB News – Informativo nr. 2.084 – Melbourne (Vic.) quinta-feira, 16 de junho de 2016 Pág. 31/31 III Brilha uma estrela em seu interior; Simbolizada pelo seu brando coração; Envolto em manto cândido de Ternura; Sois sinônimos de eterna Tolerância; De resignação, amor e Temperança; Sob os desígnios de peculiar Bravura! IV Às vezes sois consideradas fracas; Isso não expressa vossa verdade; Sois dotadas de elevada singeleza; Porém, seja qual for o vosso porte. As mulheres nunca são tão fortes; Que quando usa de sua fraqueza!

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