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Jb news informativo nr. 2057

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Jb news informativo nr. 2057

  1. 1. Nesta edição: Pesquisas – Arquivos e artigos próprios e de colaboradores e da Internet – Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias, de colaboradores e www.google.com.br Os artigos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião deste informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores. Saudações, Prezado Irmão! Índice do JB News nr. 2.057 – Melbourne (Vic) - sexta-feira, 20 de maio de 2016 Bloco 1 - Almanaque Bloco 2 – IrVandi Dogado – Os perigos da autoestima (Coluna do ) Bloco 3 - IrMárcio dos Santos Gomes – A Instrução Maçônica ( do site O Ponto Dentro do Círculo) Bloco 4 - IrSalvador Allende – Globalização, Sociedade em Rede e Maçonaria – perspectivas e ... Bloco 5 - IrAdayr Paulo Modena – Palavra Semestral: vamos trocá-la? Bloco 6 - IrPedro Juk – Perguntas & Respostas – do IrIvan Luiz Emerim (Caxias do Sul RS) Bloco 7 - Destaques JB – versos do Ir Alberto Jones – Maçonaria na Austrália & outros informes
  2. 2. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 2/39  O Nosso Lado da Escada, para que os Maçons de todos os Ritos conheçam a lenda de Hiram na íntegra, tal como apresentada pelas Lojas, nos primórdios da Maçonaria!  Bandeiras que contam histórias, sobre todas as que tremularam no Brasil desde 1500: as nacionais, as estaduais, as históricas e mais os brasões estaduais e insígnias militares.  Tudo tem razão de ser, porque as joias usadas nas Lojas maçônicas não surgiram do nada. Como todos os símbolos maçônicos, têm origem e significado! Faça seu pedido: www.artedaleitura.com / www.atrolha.com 1 – ALMANAQUE Hoje é o 141º dia do Calendário Gregoriano do ano de 2016– (Lua Quarto Crescente) Faltam 225 dias para terminar este ano bissexto Dia do Pedagogo Se o Irmão não deseja receber mais o informativo ou alterou o seu endereço eletrônico, POR FAVOR, comunique-nos pelo mesmo e-mail que recebeu a presente mensagem, para evitar atropelos em nossas remesssas diárias. Obrigado. Colabore conosco para evitar problemas na emissão de nossas mala direta diária. LIVROS
  3. 3. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 3/39 2007: milésimo gol de Romário, hoje Senador da República.  325 - Realiza-se o primeiro Primeiro Concílio de Niceia.  526 - Um terremoto mata em torno de 300 000 na Síria e Antioquia.  685 - A Batalha de Dunnichen ou Nechtansmere é travada entre o exército pictos, sob o comando do rei Bridei III e os invasores da nortumbrianos, sob o comando do rei Ecgfrith, que foram derrotados.  1217 - A Segunda Batalha de Lincoln ocorre perto de Lincoln, Inglaterra, resultando na derrota do Príncipe Luís VIII de França porWilliam Marshal.  1449 - A batalha de Alfarrobeira, Portugal, resultando a derrota do infante D. Pedro por D. D. Afonso V.  1498 - O explorador português Vasco da Gama chega a Calecute, na Índia.  1769 - Alvará português que declara a Inquisição como Tribunal Régio.  1876 - O município de Estrela, RS, emancipa-se do município de Taquari, RS.  1940 - Os primeiros prisioneiros chegam ao campo de concentração de Auschwitz.  1989 - Criação de Palmas, capital do Tocantins.  2002 - Reconhecimento da independência de Timor-Leste por parte de Portugal, pondo fim ao Império Português.  2007 - Romário de Souza Faria faz o seu milésimo gol na carreira. Eventos históricos - (Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki) Aprofunde seu conhecimento clicando nas palavras sublinhadas
  4. 4. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 4/39 1744 Assume interinamente o governo da capitania de Santa Catarina o capitão Pedro de Azambuja Ribeiro, face a viagem do titular, brigadeiro José da Silva Paes 1865 Projeto de lei definindo os limites entre as províncias de Santa Catarina e do Paraná, é apresentado na Câmara Geral pelos deputados da bancada catarinense Silveira de Souza e Melo Alvim, não chegando a ser aprovado. 1874 Decreto imperial, desta data, concede autorização ao visconde de Barbacena para construir uma ferrovia ao longo do rio Tubarão, com o privilégio de explorá-la pelo período de 80 anos. 1926 Nasce, em Laguna, Colombo Machado Sales. Engenheiro Civil, ingressou no Serviço Público Federal. Em a970 foi eleito, indiretamente, para o governo do Estado de Santa Catarina, cumprindo mandato até 15 de março de 1975. Foi construída no seu governo a primeira ponte de cimento armado entre a Ilha de Santa Catarina e o Continente. 1962 Instalação do município de Morro da Fumaça, criado pela Lei nr. 816 de 30 de março de 1962. 1641 Iniciado Sir Robert Moray, em Newscastle, a mais antiga iniciação de um Maçom não-operativo na Inglaterra. Moray seria figura muito influente na Maçonaria, na Royal Society e na restauração de Carlos II no trono britânico. 1816 A Loja Reconciliação trabalha pela primeira vez, o novo ritual aprovado após a união das Grandes Lojas dos Modernos e dos Antigos em 1813, que resultou na United Grand Lodge of England. Fica assim estabelecido um Rito Inglês Moderno. 1951 Fundação da Loja Acácia do Sul nr. 1346 (GOB/SC) em Videira. 1996 Fundação da Loja de Pesquisas Maçônicas em Florianópolis (GOSC) 1996 Fundação da Loja Manoel Galdino Vieira em Florianópolis (GOSC) que trabalha no Rito Francês ou Moderno. Fatos maçônicos do dia (Fontes: “O Livro dos Dias” do Ir João Guilherme - 20ª edição e arquivo pessoal) Fatos históricos de santa Catarina
  5. 5. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 5/39 Baixe Agora: iOS: http://fraternalhug.com/baixar-apple Android: http://fraternalhug.com/baixar-android Blog (fraternalhug.com/blog): De Irmão para Irmão As publicidades veiculadas nas edições diárias do JB News são cortesia deste informativo, como apoio aos irmãos em suas atividades profissionais. Valorize-os, caro leitor, preferindo o que está sendo anunciado.
  6. 6. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 6/39 O Irmão Vandi Dogado escreve às sextas-feiras. É Mestre Maçom da Loja Arquiteto do Progresso 2434 – Rito Moderno – São Paulo - GOSP/GOB, professor de Língua Portuguesa e autor dos livros "O Templo de Aiakos" (literário), "O Iminente Colapso de Boston" (literário), O "Assassino Enxadrista"" (literário), "Quim Nunca Esteve Lá" (contos populares), "Inteligência e Aprendizagem: desafios mentais" (psicologia cognitiva), "Escrita e Leitura: novas tecnologias da informação e comunicação" (educacional) e Mentalux : técnicas de estudo e otimização do tempo" (Guia de instruções). site do seu blog: http://www.vandidogado.com.br e-mail: vand16@gmail.com Telefone: (11) 976963273 Os perigos da autoestima Há uma estreita relação entre os pares de palavras AUTOESTIMA-ARROGÂNCIA e HUMILDADE-SUBMISSÃO. Qualquer indivíduo que tenha baixa autoestima insere barreiras e obstáculos para as próprias ações, não consegue desenvolver todo o seu potencial, por isso a autoestima é extremamente relevante para o sucesso pessoal e profissional. Em contrapartida, o sujeito com autoestima elevada deve tomar imenso cuidado para não incorrer em arrogância. É neste ponto que entra a humildade, sendo atitude primordial para os bons relacionamentos interpessoais, todavia também se deve atentar para tal comportamento, pois humildade pode ser confundida com submissão e, consequentemente, provocar baixa autoestima. Como? Quer dizer que se temos autoestima elevada podemos nos tornar arrogantes? Exatamente! E, a humildade seria a solução para que isso não ocorra? Isso mesmo! Mas, se a humildade não for efetuada refletidamente podemos nos tornar submissos? Sim! Então, qual é o melhor caminho? Devemos buscar o mais harmônico equilíbrio entre autoestima e humildade e evitar qualquer comportamento que não tenha relação com seus genuínos significados. Há milhares de anos Sócrates proferiu uma das mais repetidas máximas: “Conheça-te a ti mesmo”. Repetida, porém pouco praticada, se os seres humanos conhecessem mais sobre si mesmos com certeza evitariam grandes tormentas em suas vidas e teriam mais tolerância com os outros, pois temos uma péssima característica de observar defeitos nos outros, mas não em nós. A metarreflexão e metacognição são práticas extremamente relevantes para o homem aprender mais sobre si mesmo, corrigir suas imperfeições morais e buscar a verdadeira humildade, sem se tornar subserviente. Captamos o mundo por meio dos sentidos, a maior parte das informações internalizadas é inconsciente, todavia com mais atenção e concentração podemos notar mais sobre os outros e sobre nós mesmos. O Maçom tem uma responsabilidade ainda maior, justamente porque recebe ensinamentos preciosos sobre a humildade, logo não deve somente buscar a melhoraria de si mesmo, mas também dos outros; sempre através de bons exemplos, atitudes nobres e sinceras. Limpar o coração será necessário quando o sentimento ruim persistir em incomodar. Por mais que a pedra tenha sido trabalhada, haverá rugosidades a serem eliminadas. 2 –Coluna do Irmão Vandi Dogado : Os perigos da autoestima
  7. 7. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 7/39 O Irmão Márcio dos Santos Gomes é Mestre Maçom da Loja Maçônica Águia das Alterosas – 197 – GLMMG, Oriente de Belo Horizonte. Membro da Escola Maçônica Mestre Antônio Augusto Alves D’Almeida e da Academia Mineira Maçônica de Letras. https://opontodentrodocirculo.wordpress.com Publicado em 23 de fevereiro de 2016por Luiz Marcelo Viegas “Sem instrução, as melhores leis tornam-se inúteis” (Vincenzo Cuoco) O termo “Instrução” tem vários significados, dentre os quais a ação de instruir, ensinar, e também de lição ou de preceito instrutivo. Destacam-se várias referências, como aquelas provenientes do poder público ou ao conjunto de regras, procedimentos e informações para cumprimento de formalidades administrativas e legais, bem assim aquelas ligadas a comandos ou esclarecimentos fornecidos para uso de instrumentos ou realização de tarefas e missões, dentre outras. Em princípio, o termo é genericamente utilizado quando o assunto envolve educação e ensino, no sentido de ministrar conhecimentos e desenvolver habilidades ou na preparação do indivíduo para diversas esferas de atividades, inclusive profissionais. Torna-se necessário que se faça algumas distinções para que não se confunda instrução com a educação, vez que esta se centra na formação do ser humano, em especial na construção da personalidade, envolvendo tanto o desenvolvimento intelectual ou moral como o físico. A palavra educar vem do latim “ducere” que significa “conduzir para fora de”. O Novo Dicionário Aurélio registra que educação é o “Processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral da criança e do ser humano em geral, visando à sua melhor integração individual e social”. 3 – A Instrução Maçônica Márcio dos Santos Gomes
  8. 8. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 8/39 Refletindo sobre o tema, assim se manifestou Gandhi: “em minha opinião, a educação consiste em extrair globalmente da criança e do homem tudo o que têm de melhor, quer se trate do corpo, da inteligência ou do espírito. Saber ler e escrever não é o fim da educação (…). Este conhecimento é um dos meios que permitem educar a criança, mas não deve ser confundido com a própria educação”. No mesmo diapasão, necessário se torna entender que a instrução também não pode ser vista como ensino em si, pois este reflete um processo de aprimoramento da aprendizagem, que contribui para a formação do ser humano, mas não o define, sendo “exercido numa instituição cujos fins são explícitos, os métodos codificados, e está assegurado por profissionais”. Já a instrução propriamente dita “é uma forma de manifestar-se o ensino, onde se focaliza os aspectos de conhecimentos e saberes da realidade objetiva e subjetiva, que complementam o treinamento e a formação qualificada”, tendo como referência conteúdos a transmitir, fornecendo ao espírito instrumentos intelectuais e informação esclarecedora. O Novo Dicionário Aurélio destaca no verbo instruir o sentido de “transmitir conhecimento a, ensinar, adestrar, habilitar…”. A instrução quando ligada a um trabalho trata da maneira correta de executar uma operação ou tarefa, de modo simples e direto. Conforme repisado em nossos Rituais, a Maçonaria é caracterizada como um sistema e uma escola não só de Moral, mas, sobretudo de filosofia social e espiritual, que visa ao progresso contínuo de seus adeptos por meio de ensinamentos em uma série de Graus. Nesse contexto, as Instruções Maçônicas ensejam passos que levam à lapidação do espírito, de forma a propiciar os instrumentos adequados e a desenvolver habilidades necessárias para o empreendimento da jornada rumo ao aperfeiçoamento dos mais elevados deveres de homem cidadão em prol da humanidade pela liberdade de consciência, igualdade de direitos e fraternidade universal. Por isso, de uma forma objetiva a Instrução no meio maçônico visa a inteirar os obreiros sobre a Constituição, Regulamentos, Rituais, simbolismos, filosofia, liturgia, procedimentos, administração, estratégias de reconhecimento, de forma a propiciar a uniformização e nivelamento de conhecimentos e informações sobre os meandros da Arte Real. Portanto, o tempo utilizado para isso deve ser o ponto culminante de uma reunião em Loja, pois nesse momento o aprendizado, a interpretação e o espírito especulativo estimulam as mentes e valorizam as descobertas. O interesse do obreiro pela Maçonaria cresce na medida em que ele compreende suas origens e funcionamento e vislumbra nas instruções maçônicas os objetivos práticos, com a consciência de que cada um deve aprender a progredir por meio de sua própria experiência e por seus próprios esforços, reconhecendo-se herdeiro do legado daqueles que o precederam nesse mesmo caminho, com a responsabilidade de encontrar a sua posição na comunidade e a servir como um construtor social dentro dela. Do ponto de vista do iniciado na Maçonaria, é natural a expectativa traduzida em sonhos de ganhos em relação a um possível incremento de bagagem cultural a ser disponibilizada pelos Mestres. Porém, o tempo demonstra que as Instruções ministradas indicam apenas os caminhos a serem trilhados, cabendo ao iniciado fazer suas próprias descobertas, à sua maneira e por seus próprios meios, de uma forma autodidata, com base em reflexões e meditações, amparadas nos subsídios fornecidos pelas discussões em Loja e nos exemplos e incentivos recebidos dos irmãos.
  9. 9. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 9/39 Os ganhos variam de acordo com as competências individuais e em consequências das vivências e descobertas proporcionadas pela forma crítica induzida por uma postura maçônica de livre revisão frente a uma diversidade de ideias e de verdades apregoadas ao longo do tempo, que mudam ou evoluem de acordo com o dinamismo e o aprimoramento do alicerce cultural de cada indivíduo. O diferencial na Instrução Maçônica é que o seu estudo contribui para a formação de um pensamento filosófico com apoio em fatos históricos e em instrumentos simbólicos e alegorias, que transmitem conceitos abstratos e de certa complexidade, que remetem à arte da construção do templo representado pelo próprio homem, da sua educação por inteiro. As Instruções pressupõem o autodesenvolvimento e autoconhecimento como processos contínuos, envolvendo aspectos éticos, morais, espirituais, culturais e sociais, onde tudo é proporcionado pelo próprio esforço e pelos princípios desenvolvidos com essa técnica do aprendizado maçônico, de forma livre, que não dita regras nem o ritmo, tornando o maçom o mestre de si mesmo, onde o seu maior símbolo é o autoconhecimento. A dedicação e o aprofundamento do estudo das Instruções Maçônicas impulsionam a capacidade de pensar e incentivam ações concretas, quando devidamente assimilados os ensinamentos e praticadas as virtudes no mundo profano, de forma transformadora, com muito trabalho e ação, forjando um cidadão consciente que procura fazer tudo sempre de forma justa para promoção do bem e para tornar feliz a coletividade, com o reconhecimento de todos os que o rodeiam. É importante que fique claro que a Instrução Maçônica não tem por objetivo formar um técnico em Maçonaria, mas despertar no iniciado a capacidade de duvidar e de pensar de forma livre e crítica, pois a dúvida é o princípio da sabedoria na filosofia. As crenças a que nos apegamos nos controlam e turvam nossa visão, por isso a necessidade de questionar nossas certezas e iniciar um processo de mudanças e aperfeiçoamento, objetivando uma nova interpretação do mundo e da vida, com o uso livre da inteligência, demonstrando o verdadeiro sentido da “iniciação maçônica”. O livre pensar proposto pela Maçonaria convida ao despojamento das crenças baseadas em superstições e magias, que geram acomodação, apatia e preguiça mental, para um desafiador projeto que demanda coragem, determinação, sede de saber e o uso da razão para o entendimento da realidade dos fatos, o sentido da vida e a busca da verdade. As instruções e os Rituais não são um fim, mas uma orientação para a prática de ações que transformem o homem de forma consciente. Por meio do simbolismo orienta o Aprendiz a desbastar a Pedra Bruta, conhecendo-se a si mesmo, suas fraquezas e virtudes; no Grau de Companheiro que se fortaleça e dinamize os ensinamentos intelectuais e, como Mestre Maçom, se torne espiritualmente capaz e consciente de sua personalidade, orientado por um novo ideal. No caso específico da GLMMG, o artigo 27 do Regulamento Geral estabelece: “Aos Aprendizes e Companheiros, deve a Loja ministrar, no mínimo, as instruções constantes dos rituais, de maneira a despertar-lhes o interesse para o estudo e a prática dos princípios e da filosofia maçônica e prepará-los para o aumento de salário” (Grifo nosso).
  10. 10. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 10/39 Para suporte aos trabalhos das Lojas funciona, nas dependências da GLMMG, a Escola Maçônica “Mestre Antônio Augusto Alves D’Almeida”, criada pelo Decreto nº 1.537, de 25.08.2003, que tem como objetivo “promover e instituir a revitalização de instruções e aprendizagem aos moldes da padronização ritualística”. Semestralmente é divulgado o calendário de apresentação das instruções dos Graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre do Rito Escocês Antigo e Aceito, onde são discutidos e analisados os rituais, a liturgia e o simbolismo maçônico. Ocorre que, não obstante a obrigação regulamentar contida no artigo 27 acima cotado, muitas Lojas não dão a devida importância ao aperfeiçoamento dos obreiros, contribuindo para o desinteresse, o desencanto e a deserção de muitos irmãos, que se dá mais pelo desconhecimento dos propósitos da Ordem, do que pela falta de vontade para a ação e disponibilidade para o aprendizado. Mesmo entre aquelas que prezam o compromisso de ministrar as instruções, são detectados eventualmente conflitos entre a ritualística e a prática nas sessões de trabalho, o que leva a constrangimentos quando o irmão visita outras Lojas e se ressente de habilidades que não foram aprimoradas e, muitas das vezes, esquecidas pela falta de oportunidade de treinamento. Contar apenas com a apresentação dos documentos de regularidade maçônica que devem ser conferidos nas visitações, bem como do conhecimento da Palavra Semestral e/ou de Convivência não é o suficiente. Na eventualidade em que for necessário submeter-se ao telhamento e comprovar o domínio dos sinais, toques e palavras, o irmão deve mostrar toda segurança e conhecimento, pois acreditar que a proteção virá por acaso em momento de distração somente ocorre na canção “Epitáfio” de 2001, do grupo Titãs. Por isso, a necessidade de dominar o conteúdo das instruções é essencial. São frequentes os comentários sobre diferenças entre instruções ritualísticas dadas em Loja e aquelas demonstradas nos encontros da Escola Maçônica. Em alguns casos, constata-se que falta uma leitura atenta e uma análise mais detalhas dos Rituais. Em outros, prevalece o entendimento de irmãos mais antigos na Ordem que aprenderam de uma forma e a repassam na certeza de que “sempre foi assim” e não aceitam a norma sancionada pela Grande Loja. Alguns, de forma arrogante e quando detentores de poderes para efetuar mudanças, simplesmente alteram as instruções ritualísticas. Outros, numa atitude rebelde, as desafiam. E o orgulho leva muitos as ignorarem. “Lamentavelmente temos assistido aos mesmos rituais com os mesmos erros”, conforme bem ressaltado pelo Presidente Loja Maçônica de Pesquisas “Quatuor Coronati” Pedro Campos de Miranda, o Irmão José Maurício Guimarães. Nesse particular, vale o lembrete amigo de que inúmeras batalhas foram perdidas ao longo da história por causa de confusões geradas por instruções contraditórias passadas pelos comandantes às tropas em campo, que é traduzido no jargão militar por: ordem, contraordem, desordem. Os generais derrotados exemplificam a situação produzida por um processo de comunicação que mais confundiu do que orientou os comandados. A tropa sempre aguarda sinalização assertiva. Portanto, no contexto da Maçonaria, mutatismutandis, o modo de agir deve ser o mesmo e o exemplo deve vir dos dirigentes e ex-dirigentes das Lojas, que estão sob permanente vigilância dos obreiros. Por outro lado, o tempo em Loja destinado à apresentação de trabalhos para fazer face ao aumento de salário não pode ser o único tema a preencher o “Quarto de Hora de Estudos”, passando-se ao cumprimento do giro do Tronco de Solidariedade, caso não haja assunto agendado na Pauta. O Ritual da GLMMG prevê que para esse momento “deverá ser preparada uma pauta onde, preferencialmente, serão dadas as Instruções do Grau”. Prossegue a orientação ritualística que “caso não haja Instrução a ser
  11. 11. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 11/39 ministrada, serão apresentadas peças de arquitetura pelos obreiros…”. Assim, cada vez que este tempo não é utilizado, perde-se grande oportunidade de se aperfeiçoar os conhecimentos. Portanto, não podemos deixar que a barreira da rotina, o adiantado da hora e o marasmo vençam.Mestre Maçom que entra mudo e sai calado, não reflete luz e não é reconhecido como um Mestre merecidamente exaltado. Precisamos tirar proveito deste precioso tempo e não desperdiçá-lo. Parodiando de forma reversa a filosofia política do renomado Deputado Tiririca, melhor não fica. Ademais, a estratégia de “deixa a vida me levar” não condiz com a postura que se espera de um bom maçom. Tornam-se imprescindíveis a dedicação, a ampliação dos conhecimentos e das habilidades. Nessa perspectiva, as instruções trazem informação e aprendizado, que leva ao crescimento e amplia o poder de visão, de análise e de discernimento, mas devem ser vistas como um complemento à formação do maçom. As Lojas devem acompanhar com atenção o nível de crescimento dos irmãos, não somente para cumprir as formalidades nos processos de “aumentos de salários”, mas de forma a aquilatar o grau de efetividade do aprendizado contido nas Instruções. A título de exemplo, imaginem o seguinte diálogo entre dois irmãos ao final dos trabalhos: – A Instrução de hoje foi boa? – Penso que sim. – O que você aprendeu? Depois de uma breve pausa, o irmão responde: – Não sei, esqueci! A situação hipotética nos leva a concluir que apesar de estar presente e despender seu tempo, o irmão não tem uma percepção clara ao dizer “Penso que sim”. Ao dizer “esqueci” no que se refere ao aprendizado, demonstra que não vislumbrou nada que possa ter caráter prático ou algum tipo de benefício. Daí a importância de não somente ler os Rituais, mas de estudá-los, de refletir sobre os ensinamentos e de participar de forma consciente dos ciclos de estudos patrocinados pelas Lojas e oferecidos pela GLMMG, por intermédio da Escola Maçônica. Não basta a pressa em oferecer as instruções de forma apenas a cumprir os regulamentos, pois o que interessa não é a quantidade de informações, mas o debate de ideias, a troca de experiências entre os Mestres e os Companheiros e Aprendizes, para a construção do verdadeiro conhecimento. Essa participação de forma mais produtiva, enriquece as discussões e demanda mais em termos de qualidade e atualização dos Mestres. Nesse contexto, outro detalhe sutil que não pode ser negligenciado se refere ao perfil dos candidatos que atualmente se apresentam para ser iniciados. Sobre esse assunto, o nosso Irmão José Maurício Guimarães faz uma reflexão no capítulo “Considerações Sobre Um Novo Tempo” de seu livro “Grande Loja Maçônica de Minas Gerais – História, Fundamentos e Formação”. Segundo ele, “Se em épocas anteriores o candidato ingressava na Maçonaria subjugado por ‘prestidigitações’ e ludibriosos artifícios aprontados pelos ‘veteranos’, hoje ele toma conhecimento antecipado da gama ou do limite de operações da Ordem, mediante literatura pública, estudos acadêmicos e através das portas abertas que a Grande
  12. 12. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 12/39 Loja oferece para visitações e sessões públicas”. Acrescenta que os “nossos candidatos chegam ao portal do Templo com mais instrução para a compreensão e prática dos ensinamentos maçônicos”, o que aumenta sobremaneira a nossa responsabilidade. Aconselha-nos o Irmão José Maurício em outra Prancha: “temas ligados às Instruções são excelentes para serem apresentados nas sessões seguintes às das Instruções. Para que isto funcione como um relógio, cinco engrenagens devem estar em sincronismo: o Venerável para coordenar, o Secretário para agendar, o Orador para fiscalizar o tempo e o tema, e os dois Vigilantes motivando de norte a sul os irmãos”. Na sua reflexão, prossegue com o alerta: “No tempo de estudos devem ser feitas as instruções e a apresentação dos trabalhos. Não basta que seja feita a leitura de textos padronizados, é necessário dinamizar os estudos e pesquisa e as formas de expressão dos irmãos”. Novamente ouçamos Gandhi: “Seja você a mudança que deseja ver”. Enfim, a Maçonaria precisa trabalhar com cenários, a exemplo do mundo empresarial. Imaginar que um obreiro permanecerá em uma Loja até a sua passagem para o “Oriente Eterno” é uma incógnita. Nas empresas, atualmente, os ciclos de trabalho ficam cada vez mais curtos e o tempo médio de permanência no emprego é cada vez menor. Por isso, a Maçonaria não pode ficar em descompasso com os fatos e, para isso, deve lançar mão das instruções, do companheirismo sadio e de projetos sociais que integrem a família maçônica, envolvendo cunhadas e sobrinhos, como meio de criar vínculos mais duradouros entre a Loja e os obreiros, para que a tão decantada Arte Real, que é no seu âmago o trabalho contínuo do homem sobre si mesmo, possa atingir o seu escopo que é o de torná-lo melhor para a sociedade, com o despertar de uma nova consciência e de um ideal superior de vida. Concluo com um conhecido pensamento de Martin Luther King, que certamente aplicado ao nosso meio convoca os Mestres a tomarem uma atitude e assumirem a função para a qual se comprometeram sob juramento: “O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética, mas sim o silêncio dos bons”. Autor: Márcio dos Santos Gomes Márcio é Mestre Maçom da Loja Maçônica Águia das Alterosas – 197 – GLMMG, Oriente de Belo Horizonte. Membro da Escola Maçônica Mestre Antônio Augusto Alves D’Almeida e da Academia Mineira Maçônica de Letras. http://www.youtube.com/watch?v=n9icDo_C4bA&list=UUxEEQlnp8kbSoxO5gc-hYzw&index=1 O Ir Ir Wilmar Cirino, é MMda Loja Londrina- Londrina PRs feiras.
  13. 13. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 13/39 Irmão Salvador Allende:. M:. M:. Loja Salvador Allende Lisboa – (Grande Oriente Lusitano) Globalização, Sociedade em Rede e Maçonaria – perspectivas e interrogações I – Introdução Nas reflexões éticas e filosóficas que fazemos, procuramos manter permanentemente vivos os objectivos do nosso trabalho, questionando: É assim que me contruo plenamente como ser humano? É esta a sociedade que permite o desenvolvimento integral do ser humano? Se resolver a primeira é cumprir o caminho iniciático da Maç:. a segunda corresponde em manter o comprometimento com o papel do homem na sociedade e no mundo. Como o iremos fazer nestes tempos simultaneamente difíceis e desafiantes marcados pela Globalização, é o que pretendemos lançar à reflexão. Segundo o sociólogo( polaco) Zygmunt Bauman (10) “ a globalização é a desvalorização da ordem enquanto tal”, já que pode ser considerada como subversão dos territórios por obra do mercantilismo, dividindo mais do que une, já que cria uma diversidade cada vez maior entre quem possui («the haves») e quem nada tem («the have-nots»). Para o intelectual (malaio)Martin Khor (10) a globalização representa simplesmente «uma versão actual do colonialismo», já que não sendo «natural» representa antes um “projecto preciso para tornar governos e indivíduos 4 – Globalização, Sociedade em Rede e Maçonaria – perspectivas e interrogações – Salvador Allende
  14. 14. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 14/39 subalternos às forças de mercado”, uma vez que a soberania popular que se exprime através da eleição dos parlamentos e governos é minada pelo enorme poder das multinacionais e das organizações internacionais, actuando como escudo e protecção daquelas. Uma abordagem mais favorável é a de Thomas Friedman (10) que define a globalização como “a inexorável integração dos mercados, estados-nações e tecnologias a um nível nunca antes atingido, com a consequência de permitir aos indivíduos, empresas e estados-nações estender a própria acção por todo o mundo mais rápida e profundamente e com menor custo do que alguma vez foi possível anteriormente”. A vastidão e importância do tema por certo nos levaria longe…. É inegável que a globalização, correspondendo a uma nova etapa de desenvolvimento do capitalismo financeiro, se sustenta na competição feroz pela conquista de novos mercados que possibilitem crescentes níveis de lucro dos seus principais agentes (Banca, Industria, Serviços, Telecomunicações e Informática, etc.) suportados por poderosas infraestruturas e meios financeiros. Para tal foi necessário “padronizar e institucionalizar” uma cultura global fortemente consumista, suportada em níveis progressivos de aculturação e passividade das sociedades, de modo a facilitar a absorção dos valores impostos. Simultaneamente acentuou-se o rápido enriquecimento das diferentes elites associadas (financeiras, gestão, serviços e industriais), nacionais e transnacionais, ao mesmo tempo que se agravavam as desigualdades e até pauperização de largas franjas da população. Talvez à excepção pouco abonatória da Coreia do Norte e em parte de Cuba, já que a China se rendeu ao capitalismo de Estado e de partido único, as novas vagas da Globalização reforçaram na prática o domínio do capitalismo financeiro sobre os países e povos, sobrepondo definitivamente a Finança especulativa global ao primado da Política. O Mundo passou a ser definitivamente um gigantesco «Casino Royal». Mas o avanço tecnológico de suporte a esta competição à escala mundial também possibilitou um novo paradigma, o da «Sociedade em Rede», sociedade «da Informação e do Conhecimento», já que a rápida expansão das Redes de telecomunicações e em especial da Internet potenciou um diálogo, agora também «global» entre todos os cidadãos do Planeta. O que há apenas três décadas e meia atrás era apanágio de uns tantos privilegiados, com meios e conhecimentos para tal, transformou-se numa massiva «commodity». Face à inexistência de regulação eficaz ou de «anti-corpos» capazes de bloquear as distorsões, os grandes grupos económico-financeiros, mentores e arautos da Globalização, foram progressivamente assumindo o controlo dos meios de comunicação, essenciais à sua estratégia de «uniformização» das mentes e anestesia das sociedades. Pouco a pouco foram surgindo grandes conglomerados, através de compra, cerco, falência ou domesticação dos anteriores meios de comunicação, onde a liberdade e independência da informação é simplesmente figura de retórica. Não há práticamente manchete informativa diária em que as agências de rating (por acaso todas de natureza privada….) não apareçam a impor aos países, organizações e sociedades, uma descarada chantagem através da desvalorização e subida dos colaterais dos títulos de dívida pública e consequente aumento de juros. Estas acções especulativas são transmitidas «ad nauseam» pelos meios de (des)informação e comunicação unidireccionais em concertação com os fundos abutres, as agencias de rating e a Banca de Investimento transnacional, sempre em nome da pretensa “sensibilidade” dos mercados a qualquer mudança política que os contrarie ou lhes tente fazer frente.
  15. 15. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 15/39 Tudo o que possa fugir ao «pensamento único» e à liberdade de exploração sem limites que preconizam e impõem, é desvirtuado e as respectivas linhas de força «marteladas» à exaustão, nos jornais, telejornais, painéis com os habituais “comentadeiros” de controlo, em nome duma «pluralidade» unidirecional (recordemos o recente quotidiando dos anos do «troikismo», que tantas e dolorosas marcas deixou…. ). Cá pelo burgo este «estado de adormecimento» recorda-nos cada vez mais a trilogia dos 3 F’s da ex-ditadura («Futebol, Fátima e Fado»), agora de fachada pretensamente democrática, com largo predomínio do primeiro…. Mas quem se sature do futebol, tem sempre a “liberdade de escolha” das incontáveis horas diárias de Telenovela com as ilusões de vidas cor de rosa baseadas no sucesso sem ética e princípios, ou ainda dos episódios de degradação humana, cívica e cultural dos «reality shows», em horário nobre. Em nome do «market share» dos canais televisivos, o povo anestesiado agradece e esquece as agruras da vida !!!! (Portugal é um dos países europeus com maior taxa de permanência diária face ao écran televisivo….). A Globalização sendo responsável pelas deslocalizações, lay-outs, falências e encerramento das organizações e empresas «não-rentáveis», por incapacidade de competir quer em custo de M.O, quer de horários de trabalho ou regalias sociais, com os países asiáticos ou outros do chamado terceiro-mundo ou em vias de desenvolvimento, propiciou ao mesmo tempo um conjunto de oportunidades que urge analisar sem preconceitos, que vão desde as Redes Sociais aos negócios de base «on-line», baseados na Internet e em poderosos centros computacionais que as novas auto-estradas digitais suportadas nas novas tecnologias e meios de telecomunicações, interligam eficazmente. No entanto a globalização, apesar de ter contribuído para retirar milhões de seres humanos da miséria (em especial na China), tem por outro lado provocado com as crises frequentes, crescentes desequilíbrios económico-sociais e um crescente acréscimo de desigualdades a nível global. A comprová-lo está, entre outros, o Relatório da OXFAM referente a 2015 que quantifica o aumento significativo do fosso entre os mais ricos e os mais pobres, declarando que «A distância entre ricos e pobres chegou a novos extremos». O banco Credit Suisse revelou recentemente) que o 1% mais rico da população mundial acumula actualmente mais riquezas que todo o resto do mundo junto. Em 2015, apenas 62 indivíduos detinham a mesma riqueza que 3,6 biliões de pessoas – a metade mais afectada pela pobreza da humanidade. Esse número representa uma concentração de 84% em relação a 2010(em que eram 388 os indivíduos que se enquadravam nessa categoria). • A riqueza das 62 pessoas mais ricas do mundo aumentou em 44% nos cinco anos decorridos desde 2010 – o que representa um aumento de mais de meio trilião de dólares (US$ 542 biliões) dessa riqueza, saltando para US$ 1,76 trilião. Ao mesmo tempo, a riqueza da metade mais pobre caiu em pouco mais de um trilião de dólares no mesmo período – uma queda de 41%. • Desde o início do século, a metade da população mundial mais afectada pela pobreza ficou com apenas 1% do aumento total da riqueza global, enquanto metade desse aumento beneficiou a camada mais rica de 1% da população. • O rendimento médio anual dos 10% da população mundial mais pobre, aumentou menos de US$ 3 em quase um quarto de século. A sua renda diária aumentou menos de um centavo a cada ano.
  16. 16. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 16/39 A crescente desigualdade económica mina o crescimento e a coesão social e as consequências para as pessoas mais afectadas pela pobreza no mundo são particularmente graves. Se a desigualdade dentro dos países não tivesse aumentado no mesmo período, outros 200 milhões de pessoas teriam saído da pobreza. Esse número poderia ter chegado a 700 milhões se as pessoas em situação de pobreza tivessem sido mais beneficiadas pelo crescimento económico do que os ricos..» Estes resultados são em nosso entender, dificilmente conciliáveis com os princípios referenciais da L:. I:. F:. que enquanto MMaç:. jurámos defender e que não podemos esvaziar progressivamente em formais e inofensivas manifestações de pretensa contestação, falhas de conteúdo e sentido práticos, para que fiquemos em paz com a consciência. O que é que a Maçonaria tem feito e sobretudo a A:.O:. para denunciar, desmascarar e combater a sociedade e as consequências do «pensamento único»? Abstenho-me de responder!!! (basta comparar com a recente actuação da Igreja, via Papa Francisco….) II – A Maçonaria e a Sociedade «em Rede» A Internet, espinha dorsal da «Sociedade em Rede», nasceu da encruzilhada insólita entre Ciência, a investigação militar e a uma cultura libertária. Se por um lado a vertiginosa evolução tecnológica registada sobretudo nos últimos 30 a 40 anos, foi um subproduto do esforço milionário do complexo militar-industrial americano, as inovações que estiveram na origem da Internet, foram fruto do trabalho de investigação e desenvolvimento de instituições governamentais, centros de investigação e grandes universidades, não tendo origem restrita ao mundo empresarial, e daí os graus de liberdade, acessibilidade e flexibilidade originais. Actualmente estima-se que no final de 2016, os utilizadores dos diferentes serviços da Internet totalizem o dobro de 2010 (ou seja 4 000 milhões) , equivalendo a cerca de 50% da população mundial ou seja, 10 X 2000, ou 250 X 1995, mesmo tendo em conta os países e regiões mais afectados pela pobreza e atraso tecnológico. Manuel Castells (3) refere que: «A Internet é o tecido das nossas vidas. Se as tecnologias de informação são o equivalente histórico do que foi a electricidade na era industrial, poderíamos comparar a Internet com a rede eléctrica e o motor eléctrico, dada a sua capacidade para distribuir o poder da informação por todos os âmbitos da sociedade humana. Tal como as novas tecnologias de geração e distribuição de energia permitiram que as fábricas e as grandes empresas se estabelecessem como as bases organizacionais da sociedade industrial, a Internet constitui actualmente a base tecnológica da forma organizacional que caracteriza a era da informação: a Rede». Julgamos encontrar razoáveis semelhanças entre a organização Maç:. básica e as Redes, ao abordar as LLoj:. como nós essenciais da «rede maçónica» e os Maçons como pontos de acesso (captação / difusão) da informação e conhecimento, trabalhando disciplinada e organizadamente para o correcto funcionamento do Nó, ou seja da Loja. A par dos valores e objectivos que defendemos, esta característica organizativa e socialmente activa terá sido, durante os três séculos de existência oficial da Maç:. especulativa, uma componente determinante quer na resistência aos períodos de maior repressão, quer na expansão nos períodos de maior atractividade. A Maç:. pela sua dimensão social e cultural na sociedade, não ficou indiferente ou estática face à Sociedade em Rede (nem o deveria ter feito), embora quanto a nós, se tenha atrasado
  17. 17. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 17/39 razoávelmente no acesso, sobretudo por parte das Organizações que a enquadram. O acréscimo significativo de Sites e/ou Blogs deve-se essencialmente à iniciativa individual e menos às Lojas (com algumas honrosas excepções, entre as quais…..), o que é perfeitamente compreensível, dado o Maçom ser por característica e função o agente dinâmico da célula social /organizacional, o nó da Rede maçónica, que é a Loja. Nicolas Carr (7), um dos investigadores que mais a fundo tem estudado o impacto das novas tecnologias de informação, salienta por outro lado: “ a Internet está a provocar a erosão da capacidade de controlar os nossos pensamentos e de pensar de forma autónoma» e mais à frente: “a multi-tarefa instigada pela utilização da Internet elimina-nos formas de pensamento que requerem reflexão e contemplação, converte-nos em seres mais eficientes a processar informação, mas menos capazes de aprofundar essa informação e ao fazê-lo não só nos desumaniza um pouco, como nos uniformiza”. Daqui a premência em mantermos o espírito aberto, não descurando o combate ao colete de forças da “uniformização”. Como meio de comunicação aberto, a Internet é também fonte de distorsão sobre a Maçonaria, já que obviamente os nossos inimigos também a utilizam. Tendo sido a Internet por razões históricas e culturais, desenhada como tecnologia de comunicação livre, será que podemos concluir que somos todos mais livres graças à Internet ? Tudo dependerá sobretudo do conteúdo e do contexto e menos do processo, já que a tecnologia, nesta sociedade global, poderá não ser tão neutra como por vezes nos querem fazer crer, cabendo-nos a responsabilidade de retirar dela o correcto proveito. Actualmente e ainda mais no futuro, a «nuvem» («Cloud Computing») representa o novo paradigma da sociedade de informação. O importante é o resultado que se pretende obter e não a forma como se obtém.. Estima-se (dados da IDC) que em 2020, a ‘cloud’ cobrirá a maior parte do investimento em TI [tecnologias de informação] das empresas, incluindo as de grande dimensão. Em Portugal, prevê-se que por volta de 2020 as três categorias de serviços de “Cloud Computing” (Cloud Pública, Cloud Privada e Cloud Privada em Hosting) irão representar mais de 40% do orçamento corporativo nas médias e grandes organizações. Mas como garantir um controlo independente e efectivo destes gigantescos centros computacionais globais e dos respectivos acessos, tendo em conta entre outras, a actual ameaça terrorista?? A vida moderna, a tecnologia, o progresso imparável, o céu como limite do pujante avanço científico e tecnológico da Humanidade, será que relegam a vetusta organização maçónica para a sala dos fundos onde sob uma respeitável poeira se acumulam as relíquias do passado? III – A Loja como microcosmo Social, irá resistir? Segundo K. Krause (7) «Maç:. é a única instituição que se ocupa do homem na sua pura e completa humanidade, na sua totalidade». A Loja propicia o ambiente adequado para levar a cabo as vivências, aprendizagens e pesquisas que não podemos efectuar a descoberto. Este ambiente funciona como um microcosmo composto por uma linguagem e símbolos próprios, decoração particular, indumentária única e uma forma peculiar e ordenada de ocupar o espaço, movimentar-se, falar, etc. Este conjunto define o espaço humano e a atmosfera adequada que recria o ambiente sócio-natural adaptado ao ser evoluido: uma comunidade democrática de seres humanos, procurando colectivamente a interpretação da existência.
  18. 18. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 18/39 Entendemos que, sobretudo em tempos de globalização, as Lojas devem, mais do que nunca, continuar a agir como verdadeiros Templos de Transformação, onde as mulheres e os homens se preparem para responder às rápidas mudanças exigidas pelo mundo actual. Na complexidade social actual, o ser humano é submetido a todos os tipos de constrangimentos, sejam sociais, laborais, políticos, de mercado ou afectivos ou outros, para se integrar socialmente e tentar sobreviver. Não sendo a Maçonaria um clube, um partido político, um ateneu cultural ou um método dirigido à acção social directa, embora não inteiramente alheia a vários daqueles objectivos, representa contudo um método com vocação formativa, aplicado em conjunto e dirigido ao interior do indivíduo. Permite-nos perceber a realidade com todo o sentido, e com ela encontrar um propósito e uma vontade renovados de agir em sociedade, através dum eu mais esclarecido. É aqui onde valerá a pena concentrar os esforços, tirando partido da Globalização e eventualmente inovar a nossa relação com os nossos concidadãos, assumindo o desafio e a nossa responsabilidade perante a sociedade, agindo de acordo com os princípios que nos norteiam . IV - A Maç:. e a Globalização Com a conclusão da II Guerra Mundial iniciou-se uma nova fase da Globalização que se prolonga até à actualidade. O Comércio mundial cresceu a uma taxa média anual de 6% (mais do dobro do crescimento do rendimento). No espaço de 50 anos, osvolumes do comércio mundial multiplicaram-se por 20 e o PIB global por 3. F. Bourguignon e C. Morrisson (10)reconstituiram a distribuição do rendimento num número elevado de países entre 1820- 1992. Constactaram a emergência de 2 tendências: - Aumentaram notávelmente as diferenças nos rendimentos per capita entre países– os países ricos tornaram-se mais ricos e os pobres mais pobres, mas o número destes reduziu-se significativamente, sobretudo devido às enormes melhorias alcançadas pela China. - Nos anos 90 as análises dos dados disponíveis confirmam o aumento das disparidades entre países e a persistência da desigualdade entre indivíduos no interior de alguns países. P. Lindert e J. Williamson (10) analisaram o resultado da liberalização e da maior integração comercial com a evolução da diferença de rendimento entre países e o impacto sobre a pobreza e a desigualdade nos países individualmente, tendo concluído que o aumento da integração comercial correspondeu a uma acentuada deterioração da distribuição do rendimento entre países: a relação entre o rendimento “per capita” dos países mais ricos e dos mais pobres aumentou de 11 x (1870) para 38 x (1960), atingindo os 52 x (1985). Em resumo a abertura financeira para o capital entrar ou sair dum determinado país, expõe esse país à voracidade dos mercados financeiros e aos ataques especulativos que aumentam a instabilidade e a probabilidade de crises bancárias e monetárias. Estas crises, agora de tipo novo, têm origem não só na má gestão macro-económica de governos que vivem acima dos próprios meios (sujeitando-se a ataques especulativos), mas também no risco excessivo assumido pelo sistema bancário e pelas estruturas financeiras das empresas, fortemente endividados no curto- prazo, o que pode ter efeitos devastadores na economia real e propagar-se a nível regional ou mundial. Adicionalmente às debilidades dos mercados financeiros dos países devedores as crises foram agudizadas pela assumpção de riscos excessivos decorrentes da voracidade dos investidores dos países mais industrializados. Ao longo das três a quatro últimas décadas acelerou-se ainda mais a natureza mutável do nosso modo de vida e ao longo das diferentes crises avolumaram-se as incertezas e preocupações quanto ao futuro, que as consequências da actual vieram agudizar. No entanto a natureza aberta e flexível
  19. 19. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 19/39 do método maçónico pode e deve ajudar-nos a enfrentar melhor as mudanças que caracterizam este nosso tempo, propiciando um porto de abrigo seguro a todo o ser humano de bons costumes, se soubermos trabalhar para tal. A Maçonaria , sobretudo a de matriz anglo-saxónica, registou em termos quantitativos o seu apogeu após a Segunda Guerra Mundial (no bloco de Leste a Maçonaria era proibida…). Os sobreviventes aos episódios de horror e violência indescritíveis e inqualificáveis sentiram necessidade de manter a camaradagem, a união, o espírito de corpo, que tinham estado na base da sua sobrevivência. Uma das formas em que o fizeram, foi a de procurar a admissão nas Lojas maçónicas e aí praticar essa particular forma de camaradagem que inexoravelmente os marcou. As condições sociais foram evoluindo e o desenvolvimento capitalista sobretudo nos países ocidentais foi gerando uma nova prosperidade material, que cada vez mais amplos sectores desfrutaram. Para as gerações do pós-guerra (as do chamado «baby-boom») o tempo da guerra passou a ser mera matéria de documentário histórico. À fase de crescimento da Maçonaria seguiu- se inevitavelmente uma fase de declínio, em que passou a ser vista como uma coisa de cotas nostálgicos e ultrapassados e/ ou de cromos com a mania de se armarem em diferentes. Tantas coisas para fazer na vida, tanta vida para viver, tanto trabalho para fazer e tanto para conquistar - para quê perder tempo com essa coisa esquisita e meio desconhecida, fechada ou até «secreta»? A Maçonaria não passava, para muitos, de um resquício do passado, em persistente declínio e inevitável decadência, a caminho do impiedoso arquivamento na prateleira das curiosidades da história! Outras solicitações sociais e de utilização de tempos livres se perfilavam. Não era evidente que cada geração era melhor, mais sabedora, mais dinâmica, mais apta, do que a anterior? Alain Bauer (6), refere que no Reino Unido, nas duas últimas décadas, a Maç:. perdeu cerca de metade do seus membros (cerca de 150 000 IIr:.), e nos EUA a percentagem embora menor será também da ordem dos 30 a 40% , para além de que, em ambos os casos, decresceu fortemente (cerca de 40 a 50%) a presença dos Maç:. em Loja.
  20. 20. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 20/39 No final da década de 80 do Século passado, a implosão do antigo bloco soviético e a consequente queda do muro de Berlim, representaram como que o gatilho («triger») da expansão da globalização. A partir daí as actividades económicas, sociais, politicas e culturais têm vindo progressivamente a estruturar-se em redor da Internet, representando nas sociedades mais desenvolvidas a exclusão destas Redes, uma forma grave de exclusão social, cultural e económica. Os ditos «mercados» e as suas forças de suporte tinham finalmente alcançado o objectivo supremo, enquadradas pelo suporte politico e ideológico das politicas neo-liberais de Reagan e Tatcher. Segundo J. Stiglitz (5) os programas do F.M.I. agravaram claramente as crises da Ásia oriental e a terapia de choque aplicada na antiga União Soviética e países satélites desempenhou um importante papel no falhanço da transição. Amiúde surgiram em curto espaço de tempo novos magnatas, muitas vezes ex-membros de segunda linha das antigas «nomenklaturas», agora convertidos à «sociedade de consumo» e ao «mercado livre», quase sempre à custa da apropriação indevida de valiosos bens públicos que, em nome dos cidadãos, antes dirigiam… Nos paises em que a liberdade de expressão é inexistente (ou figura mais virtual do que real), o veiculo comunicacional proporcionado pelas Redes Sociais (se disponível) começou a ter um papel cada vez mais importante (apesar dos bloqueios e censuras) como principal suporte na «democratização» do protesto. Sendo a juventude e as gerações mais novas, por adaptabilidade e criatividade, a principal base de consumo das novas tecnologias, têm sido naturalmente os principais dinamizadores destes novos media. Mas a Globalização e sobretudo a internet apresenta também outra face, sendo igualmente um meio de excelência para suporte a actividades altamente criminosas (especialmente a «dark internet»), desde a propagação do terrorismo (como diária e trágicamente vemos, ouvimos e lemos….), aos ataques dos «hackers cibernéticos» a bancos, governos e instituições, da pornografia a fraudes e chantagens várias, etc…., ou seja nela cabe tudo, do melhor ao pior, das melhores contribuições aos mais repugnantes crimes e/ou atentados a liberdade individual ou colectiva. O homem profano perde-se nas solicitações mundanas. O consumismo, a falta de interiorização deixa-o esquecido de si mesmo. Nessa alienação passa a buscar a felicidade fora de si mesmo, no fanatismo religioso, no alcoolismo, noutros extremismos, nas drogas e em tudo o mais que foge à própria pessoa, numa fuga ao seu mundo vazio. A convivência com os vícios, acaba por fazê-lo cada vez mais infeliz. A Maçonaria sendo o oposto de tudo isso, persiste no desenvolvimento pessoal e social, no seu seio. Será que no nosso modesto contributo para a transformação da «pedra bruta» que alimenta permanentemente a nossa acção não poderíamos fazer mais e melhor para uma aplicação prática dos nossos princípios ao mundo profano? Sempre preconizámos que os Maçons, com o devido resguardo das actividades em loja (rituais, funcionamento interno, etc), devem disponibilizar informação seleccionada que possibilite esclarecer e formar, no fundo divulgar sustentadamente os fundamentos e os objectivos que nos unem, reforçando a difusão correcta dos nossos valores. Basta pesquisar na Net para nos certificarmos que são crescentemente numerosos os sites e/ ou Blogs de Lojas, Obediências, individuais, de grupo e livrarias dedicadas, onde se faz divulgação da Maçonaria. Os sites / Blogs das Lojas estão cada vez mais sofisticados e apelativos, evoluindo de aspecto gráfico, tirando partido das novas facilidades e SW disponíveis. Porém nem sempre os conteúdos acompanharão plenamente o grafismo que os envolve ou vice-versa. Essa será também uma tarefa a melhorar e um objectivo a ter sempre presente. Sendo óbvio que o acesso universal à informação não se traduz automaticamente em conhecimento, representa «à priori» uma pretensa igualdade de oportunidades, mas será que
  21. 21. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 21/39 potencia ou reforça aquele objectivo? O acesso à informação (vide:Barreto, Castells e outros) (1), (2) e (9) deve também pressupor um patamar mínimo individual, ou seja níveis mínimos de literacia, cultura e «consciência crítica» por parte da generalidade da população, para que possa efectivamente tirar proveito da informação e transformá-la em algum conhecimento. V – A Maçonaria e o Futuro – questões e interrogações O combate de há trezentos anos era o de convencer a sociedade inteira da igualdade essencial dos seus membros. Hoje, e sobretudo no Futuro o desafio é o de consciencializar todos de que essa igualdade só se concretiza verdadeiramente se for permitido a cada um desenvolver a sua individualidade. Porque cada um de nós é verdadeiramente único e diferente entre iguais. E é essa Diferença na Igualdade que, afinal, constitui a maior riqueza de uma sociedade. Importa pois ter consciência das potencialidades / ameaças que a Globalização oferece à Maç:. e à Sociedade, sem perder a noção do que é mais importante: a vivência maçónica na sua globalidade, o trabalho dos obreiros em Loja e a sua ligação e continuidade no mundo profano. Poderão os princípios que defendemos pactuar com a sociedade unidirecional que nos impõem, em nome da idolatria aos omnipresentes mercados e do bezerro de ouro do sucesso individual, sem princípios, sem ética e sem valores, baseado numa «competitividade» em que muitos partem de situações tão díspares ??? Poderá um Maçom aprovar aqueles pressupostos ou permanecer alheado, indiferente, olhando convenientemente para o lado, fingindo ignorar ou até ver ??? Nas suas áreas originais, a Maç:. anglo-saxónica auto-classificada de “regular”, está a encontrar cada vez mais dificuldades, vítima da sua incapacidade de se renovar, apesar de ainda contribuir com cerca de 85% a 90% dos efectivos maçónicos a nível mundial (A. Bauer (6)). Mas na Europa e no resto do mundo, o espaço maçónico liberal, adogmático e laico apesar de ter crescido, não conseguiu compensar estas perdas, para além de não ter práticamente representação no mundo asiático. Com a globalização, a vida moderna empurra-nos insensivelmente para a massificação e a generalização. Cada vez mais, cada um de nós é menos um indivíduo e mais um número, um factor, um pequeno elemento de um conjunto cada vez mais numeroso, uma formiga num gigantesco formigueiro global. É cada vez mais urgente que o ser humano descubra que a Maçonaria permite aos que a integram dispor de um espaço, de tempo e de locais em que cada um consegue afastar essa asfixiante sensação de ser apenas uma peça do imenso formigueiro humano e assumir-se como indivíduo inserido numa comunidade, interagindo com ela e com os outros componentes. A história mostra-nos contudo que as Obediências Maçónicas são estruturas pesadas e com muitos (e por vezes difíceis) equilíbrios internos e que os grandes avanços e/ ou alterações sociais nos quais muitos maçons têm tomado parte activa, só mais tarde e com muita resistência, vêm a ser endogeneizados (recorde-se a situação da mulher na Maçonaria, a Obediência «Prince-Hall», entre outros….). A Maçonaria, entre o esquadro e o compasso, tem de encontrar o seu próprio modo de incorporar a nova realidade no desenvolvimento da sua actividade, ou não fosse a nobre herdeira do iluminismo e da Royal Society.... . Sem prescindir dos seus princípios fundamentais, deve aproveitar a oportunidade para divulgar e reforçar a sua mensagem solidária de Liberdade, Igualdade, e Fraternidade. Alguns IIr:. (4) acreditam que a Internet banaliza e desvirtua a Maçonaria. Cremos que tal não acontecerá se, para além do necessário resguardo do trabalho em Loja, a Informação dos Sites / Blogs estiver bem estruturada e consistente, moldada por uma estética apelativa mas simultânemente sóbria, conducente com a dignidade da Instituição. A disponibilidade da
  22. 22. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 22/39 informação, os grupos formais ou informais de Iir:. em todas as obediências, os blogs e as páginas pessoais nos novos meios de comunicação e de informação representam esta nova tendência. A respeito da inter-relação entre a Globalização, a Sociedade e a Maçonaria, coloco resumidamente à V/ apreciação algumas questões com que me interogo, face ao futuro: 1 – Como contrariar os danos profundos na coesão social das sociedades, na democracia e no ambiente e ao mesmo tempo tirar partido dos impactos eventualmente positivos? Qual o papel da Maçonaria face às consequências da Globalização desregulada? 2 –Nos tempos actuais será que a Maç:. é uma questão de género? Qual o papel da Mulher na Maçonaria ? Será que ainda faz sentido interpretar dogmáticamente as «Constituições de Anderson»? Até quando estaremos a afastar a outra metade do mundo dos nosso meio ? (de salientar o papel do GOdF a par da aparente estagnação da N:.A:.O:.? ) 3 - Que evolução se perspectiva para a Maç:., e em que moldes poderá contribuir para o reforço dos valores individuais e colectivos da Sociedade? 4 - Com a globalização, a sociedade da Informação e as redes sociais podem ou não contribuir para uma difusão mais eficaz dos princípios e ideais maçónicos, um mundo mais humanizado e justo e uma sociedade progressivamente mais aberta e livre? 5 - Será que, internamente, a Internet (como entendemos) pode ser ( ou já é) importante para: - difusão e pesquisa de documentação complementar (literatura, bibliografia, trabalhos, de autores, historiadores ou investigadores devidamente certificados e /ou consistentes) ; – Divulgação de realizações / eventos programados, desde que não afecte a integridade, segurança e desempenho da organização, face ao mundo profano. - Contrariar consistentemente as provocações / distorções e auxiliar a correcta divulgação dos nossos principios; e até perspectivar o arquivo e històrico das LLoj.. na «Cloud», apesar dos eventuais vulnerabilidades de segurança (mas a que todos computadores e sistemas actuais não fogem....), desde que alvo de protecção adequada. 6 – Como captar o interesse e mobilizar a juventude, dado que sem rejuvenescimento e sem Transmissão, vamos alegremente definhando, sendo urgente inverter a tendência….. 7 - Como nos adaptar aos novos tempos, face aos perigos do isolamento e da obsolescência. Intervenção mais aberta na sociedade ?. As eventuais “Conferências on- line” podem não estar assim tão longe, e não só... Curiosamente, a imutável linha de rumo da Maçonaria parece actuar como força de equilíbrio na Sociedade. No passado, quando imperavam os dogmas, as castas sociais e a exploração, a Maçonaria foi um espaço de igualdade e fraternidade, de liberdade e de futuro. Hoje, quando os globalizadores da Finança nos pretendem impor uma normalização acrítica e o «pensamento único», a Maçonaria tem de permitir a cada um de nós que exercite, execute e desenvolva a sua individualidade.
  23. 23. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 23/39 As épocas sucedem-se, as modas vêm e vão, os tempos mudam mas os Valores essenciais são perenes e cultivá-los com equilíbrio saudável é Arte verdadeiramente Real! Porque os Valores que cultivamos e recebemos dos nossos antecessores e que temos a obrigação de transmitir aos vindouros, são intemporais, essenciais e imprescindíveis para o Homem e para a Humanidade, o tempo futuro tem de ser de crescimento, consolidação e de valorização. É necessário, como acreditamos, que a Maçonaria e as Lojas subsistam e se desenvolvam, neste novo contexto, em prol da expansão dos valores humanistas estruturantes que preconizamos, como refúgio e protecção face aos desiquilíbrios sociais vigentes, que a Globalização perspectiva cada vez mais ameaçadores. Para o concretizar teremos provávelmente de nos abrir mais à Sociedade, sem nos descaracterizar ou transformar os rituais em memórias ou relíquias do passado, o que por si só não será tarefa fácil, já que internamente será preciso encontrar o justo equilíbrio entre as concepções mais dogmáticas e as demasiado liberalizantes. Esta é por certo uma das tarefas chave dos MMaç:. e das Lojas nos novos tempos. O Grande Arquitecto do Universo por certo nos apoiará no aproveitamento e utilização adequados das novas ferramentas e oportunidades proporcionadas pela sociedade em Rede, já que para a divulgação criteriosa da nossa mensagem e valores são essenciais o conteúdo e o objectivo e não tanto o veiculo de transmissão…… Como o faremos cabe-nos a nós MM:. MMaç:., a nível individual e colectivo, analisar, decidir e sobretudo implementar para possamos dar corpo à nossa missão primordial, que é a de TRANSMITIR . Salvador Allende:. M:. M:. Bibliografia 1) - «A Sociedade em Rede» – Manuel Castells 2) - «A Galáxia Internet – Reflexões sobre a Internet, Negócios e Sociedade» – Manuel Castells 3) - "L’Internet est-il Maçonnique ?", Jiri Pragman 4) - «La Franc-Maçonnerie est-Elle Internet Compatible?» - Georges-marc Benamou 5) - «Making Globalization Work» – Joseph E. Stiglitz – W. W. Norton & Company (2006) 6) - « Le Crépuscule des Fréres» - Alain Bauer 7) – Revista “Cultura Masònica” Nº 10 -. Editorial Masónica 8) – “A Sociedade em Rede - considerações numa perspectiva maçónica” - Salvador Allen:. M:.M:. 9) – “Globalização e Desenvolvimento” – Frederico Bonaglia e A.Goldstein – Editorial Presença (Jan.2006)
  24. 24. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 24/39 A PALAVRA SEMESTRAL: VAMOS TROCÁ-LA? Ir Adayr Paulo Modena Porto Alegre – RS (GLMRS) É norma contida no Ritual Escocês, de 1928, das GG LL Brasileiras, que a Palavra Semestral deve ser trocada com o Cobridor da Loja que se visita, como prova da regularidade recíproca entre o visitante e a visitada. Quando Aprendiz, indaguei: como é que se processa esse “trocar”? Responderam-me que eu deveria dar ao Cobridor da Loja visitada uma falsa palavra, isto é, inventada; caso ela fosse aceita ou recusada, haveria a prova da irregularidade ou regularidade da Loja. E, à guisa de pá-de-cal, me foi acrescentado: se a Loja for regular, o Cobridor não aceitará tal “troca” e voltará a pedir a Palavra — e aí sim! — darás a verdadeira, aquela recebida na Cadeia de União. Ponderei que a explicação não abrangia todas as possibilidades, inclusive a do Visitante ser colocado no olho-da-rua, por irregular ou por metido a engraçadinho... Ante o frio olhar do Mestre, calei-me... O tempo passou. Visitei muitas Lojas. Nunca foi necessário trocar a Palavra Semestral com quem quer que fosse, embora a dúvida de como proceder continuasse latente no subconsciente. Até que um dia, ao longo das pesquisas e estudos, inesperadamente, nas últimas páginas da obra “A Simbólica Maçônica” — de Jules Boucher — lá estava a resposta concisa à invencionice que tentaram me impingir (e, sabe-se lá, a quantos outros...). Então, juntei o dito por Jules Boucher com outras leituras e, hoje, tantos anos passados, creio estar suficientemente informado para explicar, sem “magister dixit”, aos Aprendizes de agora, a verdade sobre tal assunto, vazada num texto simples, como eu gostaria de ter recebido em 1977/78. Buscando reunir as informações essenciais à compreensão do tema, situá-lo no tempo e resumir seus eventos desencandeantes, vejamos... A Maçonaria Francesa do século XVIII — de onde, em grande parte, o nosso Rito provém —, foi pródiga em Graus, Ritos e Corpos: quase 400 Graus, mais de 50 Ritos e, englobando tudo isso, diversas Ordens e Obediências. Evidentemente, todas digladiando-se por precedências. No sentido de amplitude, no de entrecruzar caminhos, descaminhos e trilhas — “uma savana” — verbera Allec Mellor. Assim, lá por 1770, existiam três grandes Obediências: duas Grandes Lojas, a da França e a Nacional de França, mais o Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente (Grande e Soberana Loja Escocesa de São João de Jerusalém), além de vários Grupos e Lojas esparsas. No início de 1773, buscando dar fim ao divisionismo, limitar o número de Graus e, segundo dizem, para impor suserania à Maçonaria Francesa, a maior parte da Grande Loja da França (e outras dissidências) reestruturou-se como “Ordem Real da Maçonaria em França”, gerando e dando à luz — em 24.05.1773 — ao Grande Oriente de França, Obediência que, em 28 de outubro daquele ano, empossa seu primeiro Grão Mestre, Felipe de Orleans, Duque de Charters (1). Afora a estranha personalidade de tal Grão-Mestre (2), o que importa assinalar é o fato de que na data de sua posse nasceu a Palavra Semestral (3), criada para impedir a presença de Maçons não filiados às reuniões do GOF. Foi uma medida bem diferente daquela tomada em 1730 pela Grande Loja 5 – Palavra Semestral: vamos trocá-la? Adayr Paulo Modena A
  25. 25. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 25/39 de Londres que, ao trocar a seqüência das colunas de BJ para JB, buscava impedir o acesso de profanos nas Lojas, em decorrência das “inconfidências” de Prichard, quando publicou nossos “segredos” num jornal londrino. Contrariamente, o GOF atingia os Maçons, tentando obrigá-los à filiação na nova Obediência, limitando o livre direito de visitação até então vigente. Concluído o cenário e vistas às motivações que ensejaram o nascimento da Palavra Semestral, vejamos como ela foi planejada para ter eficácia, no sentido concebido por seus mentores, os quais, com inteligência, uniram dois usos tradicionais: um militar, o da Senha; e o outro obreiro, o da Cadeia de União (4). Tais parâmetros foram conjugados e, até hoje, mantidos em vigor nas Obediências Escocesas da Europa, assim: a) A PS não é UM só vocábulo, são DOIS, ambos com a mesma inicial; por exemplo: Luz/Lua, Sol/Saber ou Fé/Força... É Senha e Contra-Senha ou melhor, tal como se diz na França: são as palavras semestrais; b) Na Cadeia de União, uma palavra vai pela direita, a outra pela esquerda; e, pelo retorno aos ouvidos do Venerável, este diz do acerto da recepção: “Justas e Perfeitas”. Caso ocorra algum erro, o procedimento é repetido até poder ser dado como correto. À luz do até aqui exposto, retornando à indagação inicial de como“trocar” a Palavra Semestral com o Cobridor, bastaria que o visitante desse a Senha (uma palavra) e recebesse a Contra- senha (a outra palavra) para que, inegavelmente, ficasse estabelecida a regularidade de ambos. Ou seja, a do visitante e a da Loja. Tudo simples, sem invencionices, de forma inteligente! Aqui poderíamos dar por concluído este trabalho, mas nossos leitores talvez ficassem com duas indagações: 1ª) A implantação das Palavras Semestrais surtiu o efeito desejado? 2ª) Por que nós temos somente uma Palavra Semestral? Respondendo-as, ressalvando a existência de divergências entre os historiadores, podemos dizer que:  Na França, como vimos, a implantação das Palavras fazia parte de um contexto obediencial e programático que, no sentido hegemônico, não alcançou seu fim, pois a animosidade dos IIr, Lojas e Obediências tidas por “irregulares” avolumou-se contra ao GOF — que, embora enobrecido com um príncipe de sangue na titularidade do Grão-Mestrado, não conseguiu unificar a Maçonaria Francesa, mas ficou com sua maior fatia  No nosso caso, a existência de uma só Palavra Semestral, em vez de duas, podemos creditar somente ao desconhecimento do tema, tanto por tradutores quanto por autoridades litúrgicas, os quais — por certo — desconheciam a História da Franco Maçonaria de Findel, que à pág. 65, descrevendo uma iniciação de antanho, quase ao final diz: “Era libertado da venda de seus olhos, mostravam-lhe as três grandes luzes, colocavam-lhe um avental novo e davam-lhe o santo e a senha (o grifo é nosso), conduzindo-o ao lugar que lhe correspondia no recinto da Assembléia”. Santo-e-senha, segundo os dicionaristas, são palavras de mútuo reconhecimento. Aliás, fazendo-se um parêntese, os nossos Vven recebem a Palavra Semestral inserida num triângulo (?) e cifrada num código primário, para não dizer infantil, quando bem poderia ser criptografada no antigo alfabeto maçônico. Pelo menos assim, recordaríamos com decifrar certos sinais inseridos no Painel de Mestre, além de nos lembrar a ausência da Prancheta em Loja. Concluindo, embora desagradando aqueles que buscam origens místicas e mágicas em tudo quando maçonicamente nos cerca, vimos que a Palavra Semestral nasceu de uma contingência nada
  26. 26. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 26/39 esotérica. Aliás, daquele contexto, convém ressaltar, se originou a forma democrática de eleição dos Vven (5) - (apanágio que o GOF até hoje ostenta e orgulhosamente relembra). No mais, acreditamos ter ficado evidente a forma equivocada de transmitir e trocar a Palavra Semestral, totalmente em desacordo com a tradição mais que bicentenária. Por fim, com a última Palavra Semestral distribuída pela CMSB, a do primeiro semestre de 2001, apressadamente julgamos ter retornado ao tradicional molde de Senha — Contra Senha. Ledo engano, mas razão suficiente para reformatarmos este trabalho e continuarmos esperando que, um dia, a Palavra retorne à forma originária. Caso isso não aconteça — o que é bem provável — contentamo-nos em fazer a nossa parte: a de difundir mais uma informação sobre nossos Usos e Costumes, para proveito dos cultores das Tradições do R.E.A.A. . NOTAS 1- Sendo seus oficiais: o Duque de Montmorency — Luxemburgo (Administrador-Geral); o Conde de Buzencois (Grande-Conservador (!?); o Príncipe de Rohan (Representante do GM); o Barão de Chevalerie (Grande Orador); o Príncipe de Pignatelly (Grande Experto). 2 – Militante revolucionário que, sob o cognome de Felipe-Igualdade, votou na Convenção pela morte de seu primo e Ir, o rei Luiz XVI. Além disso, em quase vinte anos de mandato, poucas vezes presidiu os trabalhos do GOF; ao fim, renunciou e abjurou a Maçonaria. Foi expulso da Ordem e sua espada foi quebrada “em Loja”. Acabou seus dias guilhotinado como contra-revolucionário. 3- Segundo o Dic. De Frau Ablines (elencado na bibliografia), a Palavra nasceu em 23.07.1777, sob a alegação de que “convencidos por uma larga experiência da insuficiência dos meios empregados para afastar os falsos Maçons, acreditamos que o melhor que se pode fazer é rogar ao Grão-Mestre que dê a cada seis meses uma palavra, que se comunicará aos Maçons regulares, por meio da qual se farão reconhecer nas Lojas que visitarem.” 4- Não era, e continua não sendo, um costume universal da Maçonaria, pois presumidamente nasceu na Compagnonnage, corporação obreira do continente europeu que não penetrou na Maçonaria de Ofício Insular (Ilhas Britânicas); conseqüentemente, a Maçonaria de origem Anglo-Saxã não pratica a Cadeia de União, dizendo-a fora dos cânones maçônicos. 5- Os Mestres de Loja, como eram chamados naquela época, tinham conseguido tornar-se donos de Lojas particulares, inamovíveis até 24.05.1773. Nesta data, criado o GOF, foi usado pela primeira vez a expressão “Venerável Mestre de Loja”; e declarado que, daí em diante, não se reconheceria o Mestre elevado àquela dignidade, senão pela livre escolha dos membros da Loja. BIBLIOGRAFIA  A Franco-Maçonaria Simbólica e Iniciática — Jean Palou.  A Simbólica Maçônica – Jules Boucher.  Dicionário da FM e dos F. Maçons — Ajec Mellor.  Dic. Enciclop. de la Masonería — Don Lorenzo Frau Abrines e Don Rosendo Arús Arferiu.  Gr. Dic. Enciclop. de Maçonaria e Simbologia — Nicola Aslan.  Jornal “Le Monde”, artigo publicado em 15.09.2000 — Alain Bauer, Grão-Mestre do GOF.  O R.E.A.A. — José Castellani.  Programa Radiofônico — Domingo, 05.11.2000 — Entrevista do Grão-Mestre do GOF, Alain Bauer.  Revista “A Renascença” nº 22 — abril de 1998.
  27. 27. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 27/39 Este Bloco é produzido pelo Ir. Pedro Juk, às segundas, quartas e sextas-feiras Loja Estrela de Morretes, 3159 - Morretes – PR Abóbada Em 07/03/2016 o Respeitável Irmão Ivan Luiz Emerim, Lojas Duque de Caxias e Pesquisa Gênesis, REAA, GOIRS (COMAB), Oriente de Caxias do Sul, Estado do Rio Grande do Sul, formula a seguinte questão: ilemerim@gmail.com Venho solicitar o seu parecer abalizado sobre o seguinte: - Fato: Está sendo construído um novo e grande Templo em nossa cidade (REAA). Sou amigo de muitos Irmãos desta Loja e, por isto, volta e meia solicitam algum parecer uma vez que nosso Templo (Duque de Caxias) recentemente passou por uma reforma, ocasião na qual também lhe solicitei orientações, nas quais fui atendido gentilmente como de hábito. Ocorre que estão começando a fazer a Abóbada e surgiu uma dúvida para a qual solicito seus préstimos. -Dúvida: Segundo o Ritual de Aprendiz em vigor em nosso Oriente, na descrição da Arquitetura do Templo, em certa altura menciona o seguinte: “O teto do Templo será uma representação da abóbada celeste, com a presença simbólica do Sol, da Lua e das constelações mais conhecidas (Ver Esquema). No Oriente, um pouco à frente do Trono, o Sol; por cima do Altar do 1º Vig., a Lua em quarto crescente; e do 2º Vig., uma estrela de cinco pontas...” - Minha colocação: Li (não sei onde) que a abóbada celeste ocupa somente o teto do Ocidente, e não do Oriente, ou de uma parte deste (vide o supra grifado). No seu trabalho publicado e intitulado Templo Maçônico – Abóbada – REAA, não faz menção a este particular. Procurei em algumas literaturas e não encontrei e nem reencontrei o que acredito tenha lido a respeito e que formou este meu entendimento. Para não ficar me enganando e nem instruindo da mesma forma, solicito este pequeno esclarecimento. Irmão Pedro, sabedor de seus inúmeros compromissos e tarefas não me importaria de aguardar esta sua resposta, porém, como o caso é urgente (estão prestes a começar), lhe solicito encarecidamente se pudesse me mandar esta resposta, pode ser breve por enquanto, como resposta deste e-mail. Não esqueça: envie sua pergunta identificada pelo nome completo, Loja, Oriente, Rito e Potência. 6 – Perguntas & Respostas Pedro Juk
  28. 28. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 28/39 Considerações: Abóbada decorada no REAA representa o firmamento projetado sobre os limites do espaço da Sala da Loja, o que em síntese significa que ela, a abóbada, ocupa a cobertura (forro) de toda a Loja – do Oriente ao Ocidente e do Norte ao Sul. Sob o ponto de vista da Terra, ela sugere o céu estrelado com as suas principais constelações relativas ao hemisfério norte e, segundo alguns autores, é a representação do firmamento nos meses de outono/inverno. De qualquer maneira, a abóbada decorada (pode ser arqueada, côncava ou plana) é o céu estrelado sobre o canteiro de obras especulativo (Templo, Loja) que, figuradamente, além do espaço de trabalho em si, representa um segmento da Terra sobre o equador com seus paralelos e meridianos, cujos limites do horizonte são as frisas correspondentes ao alto das paredes (geralmente decorados por sancas) do Oriente, do Ocidente, do Norte e do Sul. Assim, por sobre esse segmento figurado terrestre, está o firmamento. A título de esclarecimento, o equador é o eixo longitudinal Leste – Oeste que projetado para o alto na abóbada é o zênite. Os paralelos principais são representados pelos trópicos de Câncer e Capricórnio, cujo marco respectivo das suas passagens é a Coluna B e J. Entre ambos, sob o ponto de vista da Terra, ocorre à revolução anual do Sol, daí os trópicos marcam os solstícios e o equador os equinócios. Nesse sentido e sob o ponto de vista prático, a abóbada é o forro da Loja que compreende o espaço limitado pelas quatro paredes do recinto. Em se tratando da abóbada, o Sol estará sobre o centro do Oriente, levemente deslocado do zênite para o Sul e a Lua em quarto crescente situada no Ocidente aproximadamente sobre o Primeiro Vigilante. Faz-se oportuno elucidar que a Estrela Flamejante não é considerada como um astro ou estrela do firmamento. Esse é outro símbolo, que apesar de formato estelar, não é parte do mapa celeste astronomicamente falando. A Estrela Flamejante é o Pentagrama pitagórico que exprime a identificação filosófica e objeto de estudo do Segundo Grau. Obviamente que embora seu formato estelar, ela é uma alegoria hominal e representa o intermediário que vai “pendente do teto” ao Sul sobre o Segundo Vigilante. Não confundir o Pentagrama como uma estrela do firmamento. Concluindo, em algumas Lojas do REAA situadas em outros países é costume se representar na base da abóbada (limite com as paredes), coincidindo com as Colunas Zodiacais, as constelações do Zodíaco – Aries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão e Virgem ao Norte e Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes ao Sul. Nesses casos as Colunas Zodiacais são suprimidas. T.F.A. PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com - Mai/2015
  29. 29. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 29/39 (as letras em vermelho significam que a Loja completou ou está completando aniversário) GOB/SC – http://www.gob-sc.org.br/gobsc Data Loja Oriente 04.05.1956 Acácia do Continente - 2014 Florianópolis 04.05.1956 Lauro Müller - 1694 Florianópolis 05.05.2001 Luz do Vale - 3370 (30/06/2010) Gaspar 06.05.1997 Comte. Lara Ribas - 3055 Florianópolis 08.05.1996 Zohar - 2948 Florianópolis 10.05.1995 Orvalho do Hermon - 2859 Brusque 13.05.1999 Libertação - 3228 São José 13.05.2000 União e Prosperidade - 3316 Florianópolis 15.05.2000 Fraternidade Barravelhense - 3314 Barra Velha 19.05.2001 União da Ilha - 3372 Florianópolis 19.05.2004 Costa Esmeralda - 3595 Itapema 20.05.1951 Acácia do Sul - 1346 Videira 20.05.2011 Harmonia e Fidelidade - 4129 Itapema 21.05.1998 Perfeição Biguaçu - 3156 Florianópolis 22.05.1998 Acad. Bruno Carlini - 3176 Baln. Camboriú 25.05.1902 Ordem e Trabalho - 0787 Florianópolis 28.05.1998 Obreiros de Trento - 3161 Rio dos Cedros 28.05.2008 A Caminho da Luz - 3925 Joinville 30.05.1997 Hiram - 3059 Mafra 30.05.2005 Phoenix - 3662 Baln. Camboriú 30.05.2008 Estrela Mística - 3929 Itajaí 31.05.2004 Luiz Alberto Pacenko - 3621 Florianópolis Lojas Aniversariantes de Santa Catarina Mês de maio 7 – Destaques (Resenha Final)
  30. 30. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 30/39 GLSC - http://www.mrglsc.org.br Data Nome Oriente 04.05.1956 Lauro Muller nr. 07 Florianópolis 04.05.1992 Arte Real Palhocence nr. 51 Palhoça 07.05.1967 Obreiros de São João nr. 13 São Bento do Sul 08.05.1987 Phoenix nr. 46 Lages 09.05.1994 Acácia Pomerana nr. 60 Pomerode 09.05.2006 João Cândido Moreira nr. 87 São Francisco do Sul 10.05.2001 Eduardo Teixeira II nr. 80 Camboriú 11.05.1886 Luz Serrana nr. 12 Lages 12.05.1977 Fraternidade Timboense nr. 19 Timbó 23.05.2000 Luz do Planalto nr. 76 São Bento do Sul 27.05.1998 Luz, Paz e Fraternidade nr. 71 Indaial 27.05.1983 União Indaialense nr. 36 Indaial GOSC https://www.gosc.org.br Data Loja Oriente 03/05/1982 Templários do Vale Indaial 07/05/2001 Artífices da Sabedoria Pomerode 09/05/2011 Luz e Verdade Blumenau 11/05/1982 Acácia do Sul Tubarão 13/05/1979 Milênio da Paz Chapecó 13/05/1999 Fraternidade Universal Florianópolis 15/05/1979 Justiça e Trabalho Balneário Camboriú 16/05/2008 Cavaleiros do Oriente Biguaçu 20/05/1996 Manoel Galdino Vieira Florianópolis 23/05/2013 Triângulo União Fraterna Florianópolis 25/05/1902 Ordem e Trabalho Florianópolis 26/05/2002 Colunas do Vinhedo Urussanga 30/05/1990 Obreiros da Luz Lages 30/05/2000 Lázaro Gonçalves de Lima São José 30/05/2012 Luz e Sabedoria Joinville
  31. 31. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 31/39 Maçonaria na Austrália: Nesta sexta, 20 de maio, haverá sessão nas seguintes Lojas de Melbourne: The Diamond Valley Lodge No.252 Where: Diamond Creek (Masonic Centre) When: 7:30pm on Friday the 20th of May 2016 Temple: 42 Heidelberg-Kinglake Rd The Army Lodge No.478 Where: Darebin (Ivalda Masonic Temple) When: 7:00pm on Friday the 20th of May 2016 (2nd Degree) Temple: Ivalda Masonic Center, 42 Salisbury Avenue, Ivanhoe. VIC. 307 Secretário: VWBro Alan Mitchell, PGIWkgs Tel 03 9763 8371 ou Móvel 0417 130 945 Venerável Mestre: WBro PTE Scott Trevethan Móvel 0425 771 634 A HISTÓRIA DA LOJA DO EXÉRCITO A Loja do Exército foi consagrada em 05 de dezembro de 1929. Uma grande parte dos membros da fundação tinha visto do serviço ativo durante a Primeira Guerra Mundial e vários pouso com as tropas australianas em Gallipoli. Incluído na filiação fundação foram vários que já estavam, ou estavam a tornar-se, também conhecido como líderes do Exército australiano, entre eles, o Gen Sir John Lavarack, um coronel, mais tarde governador de Queensland, Tenente-General Sir John Northcott, um major, que também se tornaria CGS e mais tarde governador de Nova Gales do Sul, e Maj Gen HE "Pompey" Elliott, uma lenda entre os soldados da 1ª FIA, e mais tarde um senador pelo Estado de Victoria. A Loja cresceu de forma constante, sobrevivendo com sucesso os problemas da Grande Depressão da década de 1930 e a incerteza dos anos da Segunda Guerra Mundial. Ela compartilhou na popularidade da Maçonaria imediatamente pós-guerra mas depois houve declínio no número de membros em 1980 e 1990. Maçons Australianos Famosos: Major General Jefferies AC, CVO, MC. (1937-), Governador Geral da Austrália Ocidental (1993 -2002) e, em seguida, Austrália
  32. 32. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 32/39 C O N V O C A Ç Ã O ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA Convocamos, através de seu Presidente – Acadêmico Edy Genovêz Luft, em conformidade com o artigo 17 do Estatuto da Academia Catarinense Maçônica de Letras, tem o prazer de convocar o Ilustre Confrade, para a Assembleia Geral Ordinária, a ser realizada no próximo dia 09 de junho, quinta-feira, no horário das 18,00 horas em primeira convocação e as 18,30 horas em segunda convocação. Será realizada no Templo Maçônico da Augusta e Respeitável Loja Simbólica “Regeneração Catarinense”, N. 138, sito a Rua Vidal Ramos, N. 310, Centro, na Cidade de Florianópolis, Santa Catarina, PAUTA: 01. Aprovação das Indicações de novos Acadêmicos; 02. Aprovação de Comissão para Homenagem aos Fundadores da Academia Catarinense Maçônica de Letras; 03. Entrega de Fichas Cadastrais; 04. Assuntos Gerais. Florianópolis = SC =, 09 de maio de 2.016 Acadêmico Edy Genovêz Luft
  33. 33. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 33/39
  34. 34. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 34/39
  35. 35. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 35/39
  36. 36. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 36/39 Monumento às Três Raças. Obra de rara beleza que está Localizada na Praça Dr. Pedro Ludovico Teixeira, antiga Praça Cívica, no Centro de Goiânia. Tudo a ver com o Simbolismo Maçônico. Repare bem. 1920: mulheres em trajes de banho de mar
  37. 37. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 37/39 Os vídeos são pesquisados ou repassados, em sua maioria, por irmãos colaboradores do JB News. 1 – A Inacreditável Beleza do Céu Noturno 2 – Faça um Antimofo Eficiente e 100% Natural! 3 – Homenagem à Natureza: A Magia Que Há Entre o Céu e a Terra 4 – Cuidado! Esses Alimentos Fazem Mal ao Seu Cérebro! 5 – Fantástico: http://www.youtube.com/watch_popup?v=jJxxHvWwQBw&vq=large 6 - Uma cena extraordinária! Um golfinho espetou um anzol numa nadadeira peitoral e a linha se enrolou nela prejudicando a fluidez do seu nado. Ele percebeu que havia alguns mergulhadores fazendo mergulho noturno para turistas. Se aproximou deles e demonstrou, pelo comportamento, que precisava de ajuda. Um dos mergulhadores sentiu a linha e conseguiu cortá-la. Depois de terminado o vídeo, eles acabaram conseguindo também remover o anzol. http://youtu.be/CCXx2bNk6UA 7 – Filme do dia: “A Criança Escondida” – (lançamento 2016 - dublado): Sinopse: Os pais da escritora Erica Falcks são mortos em um acidente. Um homem aparece na casa de Erica dizendo que são filhos da mesma mãe. Quando ele é encontrado morto, ela descobre que a mãe guardava segredos obscuros.
  38. 38. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 38/39 Assunto: UM POEMA PARA OS IRMÃOS Em meu retiro, algumas vezes escrevo breves pensamentos, poemas e crônicas. Aqui compartilho uma "breve crônica" que acabo de escrever. CRÔNICAS BREVES Alberto Jones – 18/05/2015 O Homem Maçom É apenas um trabalhador que edifica e embeleza a vida. O Maçom nunca se associa com tiranos. Com déspotas. Em nenhuma situação. Nunca. Construtor de Catedrais; jamais se utiliza de refugos. De pedras inutilizadas pelo desgaste do tempo. Implacável com tudo que é fraco e imprestável à paisagem. Que se dissolve e é absorvido pela terra, pelo ar ou pelo fogo. O tempo transmuta todos os espaços. Renovando-os. Reconstruindo novas paisagens: belas, firmes e harmônicas. Colocando novas harmonias no caos da dissolução de tudo. Não tolera promiscuidade. Apenas diversidade. Apenas harmonia e beleza. Músicas. Nunca ruídos. Assim os Homens – a humanidade. Rejeita entulhos. Promiscuidade. Admira, contempla e ama a diversidade do Universo. Das paisagens: dos vales, montanhas e precipícios. Onde se acoitam o vento, as folhas e as águas. As cachoeiras. E os rios que se movem nos vales e nas florestas. Gostam da liberdade dos pássaros. Dos peixes. Da humanidade. De tudo que nasce que se move. E renova tudo o tempo inteiro. Não aceita a dissolução inútil de laboratórios fantásticos. De empreendimentos vazios. Sem sentido e destruidores. Que nada transmutam. Que apenas multam e mutilam. Seja a paisagem. Sejam as cidades. E as pessoas. Na vida, nunca bajula falsos poderes ou poderosos. Nem humilha os que trabalham e os humildes. Admira toda obra criativa. Apoia os que são livres e os libertadores. Os que trabalham e edificam. Que simplificam e ajudam. Que nunca vivem da vida alheia. Que respeitam a vida. O amor. E o trabalho. Que frutifica. Que planta. E só depois colhe. Que replanta. É simplesmente amigo. Nunca cúmplice: Comparsa. TFA Alberto Jones
  39. 39. JB News – Informativo nr. 2.057 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 20 de maio de 2016 Pág. 39/39

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