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Resumo Psicologia 2º P

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Psicologia B

       Resumo
2010/2011 – 2º Período




                  Jorge Barbosa
Factores Fundamentais da
Cognição Social
•  A cognição apresenta uma dimensão social,
   na medida em que um grande número de
   pessoas partilha uma série considerável de
   noções comuns.
•  A cognição social abarca um conjunto de
   processos de conhecimento e relacionamento
   com os outros, dos quais se destacam:
    –  as impressões,
    –  as expectativas,
    –  as atitudes e
    –  as representações.
Factores Fundamentais
da Cognição Social
•  As impressões sociais são noções:
  –  criadas no contacto com as pessoas, e que
  –  nos fornecem um quadro interpretativo para
     julgarmos o que elas são e como se
     comportam.
•  As impressões sociais facilitam a
   categorização das pessoas, ou seja,
   a sua inclusão em determinadas
   classes ou categorias.
Factores Fundamentais
da Cognição Social
•  O conhecimento das pessoas e a sua
   categorização organizam-se em torno
   de traços centrais, que constituem
   uma espécie de directriz ou padrão de
   caracteres que dá sentido a outros que
   se lhe subordinam.
Factores Fundamentais
da Cognição Social
•  As expectativas são atitudes
   psicoafectivas que, em face de certos
   indícios, conduzem as pessoas a
   antecipações de determinadas
   ocorrências sociais.
•  Asch refere-se ao “efeito de primazia”
   para designar o papel das primeiras
   impressões que, à semelhança dos
   traços centrais, condicionam as
   cognições posteriores.
Factores Fundamentais
da Cognição Social
•  As atitude são predisposições adquiridas e
   relativamente estáveis que levam as pessoas
   a reagir de modo positivo ou negativo perante
   objectos de natureza social.
•  As atitudes resultam de uma crença ou
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Resumo Psicologia 2º P

  • 1. Psicologia B Resumo 2010/2011 – 2º Período Jorge Barbosa
  • 2. Factores Fundamentais da Cognição Social •  A cognição apresenta uma dimensão social, na medida em que um grande número de pessoas partilha uma série considerável de noções comuns. •  A cognição social abarca um conjunto de processos de conhecimento e relacionamento com os outros, dos quais se destacam: –  as impressões, –  as expectativas, –  as atitudes e –  as representações.
  • 3. Factores Fundamentais da Cognição Social •  As impressões sociais são noções: –  criadas no contacto com as pessoas, e que –  nos fornecem um quadro interpretativo para julgarmos o que elas são e como se comportam. •  As impressões sociais facilitam a categorização das pessoas, ou seja, a sua inclusão em determinadas classes ou categorias.
  • 4. Factores Fundamentais da Cognição Social •  O conhecimento das pessoas e a sua categorização organizam-se em torno de traços centrais, que constituem uma espécie de directriz ou padrão de caracteres que dá sentido a outros que se lhe subordinam.
  • 5. Factores Fundamentais da Cognição Social •  As expectativas são atitudes psicoafectivas que, em face de certos indícios, conduzem as pessoas a antecipações de determinadas ocorrências sociais. •  Asch refere-se ao “efeito de primazia” para designar o papel das primeiras impressões que, à semelhança dos traços centrais, condicionam as cognições posteriores.
  • 6. Factores Fundamentais da Cognição Social •  As atitude são predisposições adquiridas e relativamente estáveis que levam as pessoas a reagir de modo positivo ou negativo perante objectos de natureza social. •  As atitudes resultam de uma crença ou elemento intelectual que, em conjugação com o elemento emocional, gera um elemento comportamental que consiste numa predisposição ou intenção de fazer alguma coisa.
  • 7. Factores Fundamentais da Cognição Social •  Festinger designa por dissonância cognitiva a situação de inconsistência psicológica verificada nos casos em que o elemento intelectual colide com o emocional, determinando um conflito de actuação.
  • 8. Factores Fundamentais da Cognição Social •  Representações sociais são formas de conhecimento de objectos e fenómenos sociais complexos, elaboradas com objectivos práticos, e que contribuem para a constituição de uma realidade comum a várias pessoas. •  Designam-se por sociais porque são forjadas na comunicação ou interacção entre pessoas, são partilhadas por elas e são uma espécie de programa de acção para a comunidade.
  • 9. Processos de influência entre indivíduos   Os principais processos de influências interpessoais são   a normalização,   o conformismo e   a obediência.
  • 10. Processos de influência entre indivíduos   Normas sociais são escalas de referência que definem os comportamentos e as atitudes permitidos ou condenáveis numa determinada comunidade.   A normalização é o estabelecimento de normas sociais com base na influência recíproca dos elementos de um grupo social, hesitantes relativamente a modos de pensar e agir (sem normas ou com normas imprecisas).
  • 11. Processos de influência entre indivíduos   Designa-se por conformismo a tendência das pessoas para aceitar as normas, isto é, para aproximarem as suas atitudes e condutas das dos outros elementos do grupo.   O grau de conformismo de uma pessoa depende de factores como:   a confiança em si próprio,   a unanimidade de opiniões dos elementos do grupo e   o contacto visual.
  • 12. Processos de influência entre indivíduos   A obediência é a tendência das pessoas para se submeterem a ordens ditadas por outrem e para as cumprir.   Os factores que interferem na obediência podem relacionar-se com   a pessoa que dá as ordens ou   com aquela que as cumpre.
  • 13. Processos de influência entre indivíduos   Em relação ao ordenante, a obediência é facilitada se for uma   pessoa atraente,   merecer credibilidade e   possuir capacidades de liderança e de autoridade.
  • 14. Processos de influência entre indivíduos   O desejo de agradar e de ser aceite são factores associados às pessoas que obedecem, contribuindo para incrementar a tendência a obedecer.   A autoconfiança da pessoa que se espera que obedeça contribui para diminuir essa tendência.
  • 15. Processos de influência entre indivíduos   A organização social assenta numa boa dose de conformismo e de obediência por parte dos seus membros constituintes.   Contudo, inconformismo e desobediência não são necessariamente negativos, sendo tidos como factores de progresso social, quando alteram costumes sem sentido ou quando são respostas a ordens injustas e inexequíveis.   O inconformismo considera-se ainda de modo positivo quando se reflecte em avanço científico- tecnológico e revoluciona de modo favorável o campo das ideias e da arte.
  • 16. Processos de relação entre indivíduos e grupos   Entre indivíduos e grupos desenham-se relações sociais de:   atracção,   agressão e   intimidade.
  • 17. Processos de relação entre indivíduos e grupos   A atracção entre seres humanos é um processo que implica um conjunto de sentimentos positivos, que criam o desejo de aproximação entre eles, facilitados por:   Proximidade física,   afinidades pessoais e culturais,   boa aparência,   desejo de afiliação e   reciprocidade de sentimentos
  • 18. Processos de relação entre indivíduos e grupos   Considera-se agressão qualquer comportamento físico ou verbal realizado por um indivíduo com a intenção de provocar sofrimento, dor ou prejuízo a pessoas, a objectos ou a si mesmo.   Além de poder ser desencadeada por outras situações, a agressividade tem origem   na aprendizagem social,   na frustração e   no efeito cumulativo de contrariedades.
  • 19. Processos de relação entre indivíduos e grupos   A intimidade é um estado de proximidade emocional entre pessoas caracterizado por uma comunicação estabelecida com autenticidade e sem qualquer intenção de manipular.   O amor é o caso de intimidade por excelência, podendo revestir-se de vários cambiantes: maternal, paternal, filial, fraternal, romântico, apaixonado, amistoso, amor ao próximo, etc.
  • 20. Processos de relação entre indivíduos e grupos   Para além da afeição e do respeito, características próprias do gostar, o amor exige:   vinculação ou apego ao outro,   preocupação e   responsabilização por ele e ainda   intimidade ou comunicação profunda e empática.
  • 21. Processos de relação entre indivíduos e grupos   Sternberg apresenta uma classificação de modelos de amor alargada, dependendo cada um deles da presença ou ausência dos factores   intimidade,   paixão e   compromisso.
  • 22. Processos de relação entre indivíduos e grupos   Na relação entre indivíduos e grupos são vulgares   os estereótipos, resultantes da categorização social,   os preconceitos, derivados da visão estereotipada da sociedade, e ainda   os fenómenos de discriminação, manifestações visíveis dos preconceitos.
  • 23. Processos de relação entre indivíduos e grupos   Os estereótipos são:   crenças rígidas e simplificadas acerca de   pessoas ou   de grupos,   resultantes de uma generalização abusiva e muitas vezes inexacta e resistente a nova informação.
  • 24. Processos de relação entre indivíduos e grupos   Os estereótipos fixam-se e mantêm-se nos grupos, dado serem   “verdades” facilmente corroboradas,   possuírem elevado poder cognitivo e preditivo e   serem uma espécie de hábitos sociais na coesão do grupo e na integração dos indivíduos.
  • 25. Processos de relação entre indivíduos e grupos   Preconceitos são   atitudes em relação a uma pessoa,   atribuindo-lhe caracteres do grupo a que pertence,   mas sem que se tenha informação suficiente a seu respeito.   Os preconceitos encontram-se normalmente carregados de hostilidade, que na prática se traduz em atitudes discriminatórias lançadas contra minorias, geradoras de instabilidade e de conflitos sociais.
  • 26. Modelo Bioecológico do Desenvolvimento Humano de Bronfenbrenner Contextos de vida
  • 27. Contextos de Vida •  HOLISMO •  O holismo é uma teoria segundo a qual a realidade existente só se compreende como um todo global e não com um conjunto de aspectos isolados Bronfenbrenner Urie Bronfenbrenner propõe uma teoria ecológica explicativa do desenvolvimento, de inspiração holística, que pressupõe vários ambientes ou sistemas e subsistemas, articulados entre si de modo dinâmico.
  • 28. Contextos de Vida HOLISMO •  MODELO DE BRONFENBRENNER MICOSSISTEMA MESOSSSISTEMA EXOSSISTEMA MACROSSISTEMA O desenvolvimento é perspectivado de forma inédita, relevando os diversos contextos de que o ser humano faz parte integrante e as suas interacções: o micro, o meso, o exo e o macrossistema.
  • 29. Contextos de Vida •  MODELO BIOECOLÓGICO DE BRONFENBRENNER MICROSSISTEMA •  O primeiro é o microssistema, contexto em que as interacções com o ser humano se exercem de modo directo e imediato.
  • 30. Contextos de Vida •  MODELO BIOECOLÓGICO DE BRONFENBRENNER MESOSSISTEMA O mesossistema refere-se aos vários microssistemas em que cada pessoa se insere, bem como às interacções que entre eles se estabelecem.
  • 31. Contextos de Vida •  MODELO BIOECOLÓGICO DE BRONFENBRENNER EXOSSISTEMA O exossistema compreende os ambientes não frequentados por um determinado ser humano, mas que dão apoio às actividades de outras pessoas que com ele interagem
  • 32. Contextos de Vida •  MODELO BIOECOLÓGICO DE BRONFENBRENNER MACROSSISTEMA O macrossistema diz respeito à cultura, com as cognições, as atitudes, os valores, as normas, os credos religiosos, os instrumentos e outros recursos técnicos, plataforma muito geral a interagir e condicionar todos os outros ambientes.
  • 33. Contextos de Vida •  MODELO BIOECOLÓGICO DE BRONFENBRENNER •  Directa ou indirectamente, o ser humano interage com todos os sistemas, podendo daqui surgir efeitos positivos, caso incrementem o seu desenvolvimento, ou negativos, se se lhe opõem ou o dificultam. •  Em períodos de crise, os suportes ou apoios sociais, sejam eles de natureza material ou psicológica, são fundamentais para ajudar a solucionar os problemas.
  • 34. Contextos de Vida •  MODELO BIOECOLÓGICO DE BRONFENBRENNER •  As mudanças próprias do desenvolvimento dão- se num sistema contínuo de reciprocidades estabelecidas entre as pessoas e os contextos de vida. •  Um sistema semelhante de reciprocidade é desenhado entre os diversos contextos, em que uns agem sobre os outros. •  A influência de cada microssistema é de natureza complexa, resultante das interacções que estabeleceu com outros sistemas.
  • 35. Contextos de Vida •  MODELO BIOECOLÓGICO DE BRONFENBRENNER •  Contextos e ser humano formam uma rede ou configuração de relações e influências que se exercem entre sistemas que, progressivamente, se vão integrando em ambientes mais amplos. •  Designa-se por rede social o sistema articulado de pessoas ou grupos que conjugam esforços para resolver problemas comunitários. •  Cada ser humano é aquilo que é e comporta-se da maneira como se comporta em virtude das múltiplas interacções que se estabelece entre ele e os contextos e entre os próprios contextos entre si.
  • 36. Contextos de Vida •  MODELO BIOECOLÓGICO DE BRONFENBRENNER •  Contextos como o familiar e o escolar, entre outros, são determinantes na forma de ser e de se comportar do ser humano. •  Na teia de relações entre os contextos, o ser humano não se limita a receber influências participando activamente também na sua criação. •  Esta criação entende-se como recriação, resultante do modo como o ser humano interpreta os contextos com os significados particulares que lhes atribui.
  • 37. conjunto integrado de processos cognitivos, emocionais e conativos
  • 38.   O cérebro é a base fisiológica da mente, mas o seu conhecimento especializado não é suficiente para esclarecer os processos que nela ocorrem.   Outrora, a mente era perspectivada como uma série de componentes cognitivas ou intelectuais, independentes umas das outras.   Tinha-se uma concepção muito restrita da mente, associando-a a funções meramente cognitivas, nada tendo a ver com o corpo, com a sensibilidade e com as emoções.
  • 39. •  As conclusões dos estudos feitos pelos neurocientistas atestam que a mente é um sistema de interacções organizadas de modo complexo. •  Estas conclusões conduzem também a um conceito mais alargado de mente, agregando processos intelectuais, afectivos e conativos.
  • 40. COGNIÇÃO A cognição refere-se aos processos mentais ligados ao pensamento, ou seja, à compreensão, ao processamento e à comunicação do saber.
  • 41. EMOÇÃO A emoção refere-se a aspectos afectivos, agradáveis ou desagradáveis, que acompanham as nossas vivências.
  • 42. CONAÇÃO A conação refere-se à dinamização para a acção, isto é, aos factores motivacionais e intencionais da pessoa.
  • 43. O Carácter Específico dos Processos Cognitivos
  • 45. Percepção •  A percepção liga-nos ao mundo: é ela que organiza e interpreta as sensações de modo a reconhecermos e identificarmos o que se passa à nossa volta. •  As sensações são os modos apropriados de os órgãos dos sentidos captarem as impressões provenientes dos estímulos exteriores. •  Captar é diferente de interpretar: as sensações apenas dão conta de que algo exterior nos impressiona os órgãos dos sentidos.
  • 46. Percepção •  A percepção, processo cognitivo que envolve a participação de áreas específicas do córtex cerebral, é que interpreta as sensações. •  Não percepcionamos todos os estímulos, o que nos beneficia, evitando que possamos cair num estado de confusão mental. •  A possibilidade de alguns estímulos atingirem o cérebro e outros não deve-se a uma espécie de filtro seleccionador designado por atenção.
  • 47. Percepção •  A atenção é condicionada por vários factores: –  externos, inerentes aos estímulos do meio: •  Intensidade dos estímulos •  Contraste •  Luminosidade •  Movimento. –  internos, inerentes ao ser humano: •  Motivações, •  Hábitos, •  Expectativas, •  Estatuto social e a profissão.
  • 48. Percepção •  Segundo os psicólogos da gestalt (teoria da forma), a percepção é sempre de figuras ou formas salientes ou vivas que se inscrevem em fundos reentrantes e neutros. •  A percepção como organização de estímulos é facilitada pela segregação processada no campo perceptivo entre a figura e o fundo.
  • 49. Percepção •  Quando o contraste entre a figura e o fundo se atenua, torna-se mais difícil interpretar o que percepcionamos, havendo casos de: –  indiferenciação figura-fundo, –  reversibilidade figura-fundo e –  ambiguidade da figura.
  • 50. Percepção •  Quando o contraste entre a figura e o fundo se atenua, torna-se mais difícil interpretar o que percepcionamos, havendo casos de: –  indiferenciação figura-fundo, –  reversibilidade figura-fundo e –  ambiguidade da figura.
  • 51. Percepção •  A tendência inata do ser humano é de organizar os estímulos de modo a construir boas formas, ou seja, figuras –  simples, –  regulares e –  simétricas.
  • 52. Percepção •  Nesta organização, o ser humano obedece a leis, designadas por leis da gestalt ou leis da percepção, que explicam a estruturação de boas formas: –  o fechamento, –  a continuidade ou bom prolongamento, –  a semelhança e –  a proximidade.
  • 53. Percepção •  Na leitura que fazemos do mundo, temos tendência a resistir a certas mudanças, percepcionando as coisas como se estas se mantivessem constantes. •  A constância perceptiva manifesta-se em relação –  à grandeza, –  à cor e –  à forma dos objectos, •  e impede-nos de viver num mundo em que as mudanças verificadas o tornariam irreconhecível.
  • 54. Percepção •  A percepção é uma construção cerebral de cada um, pelo que a objectividade do mundo é interpretada subjectivamente, em função dos significados que cada um atribui ao que o rodeia. •  Entre os factores de significação, contam-se: –  a idade, –  o sexo, –  as motivações, –  a profissão, –  a experiência anterior, –  as expectativas, –  o estatuto social, etc.
  • 55. Percepção •  O facto de, ao percepcionar, cada sujeito projectar significações no que o rodeia, faz com que a percepção, mais do que uma cópia do mundo, seja uma construção recriada desse mesmo mundo. •  Há casos em que o campo perceptivo se organiza de tal modo que, ao interpretar o real, o ser humano comete erros involuntários. •  Tais erros designam-se por ilusões, e são provocados por uma espécie de forças Dinâmicas próprias dos campos perceptivos, e não dos sujeitos.
  • 56. Psic olog ia! APRENDIZAGEM  
  • 57. APRENDIZAGEM   •  O comportamental, As mudanças que Conjunto das vocacionado para o ocorrem devido à alterações processadas fazer; e maturação fisiológica, pela experiência, pelo • O cognitivo, ao cansaço, a treino ou pelo estudo, e vocacionado para o acidentes, a doenças, que incidem no pensar. ao álcool ou às drogas comportamento ou no conhecimento. Dois Modelos da Não se inscrevem no  Designa-se por Aprendizagem conceito de aprendizagem   aprendizagem
  • 58. APRENDIZAGEM   SCENE Dois Grandes Modelos Teóricos Modelo Comportamental Modelo Cognitivo  Considera-se que o sujeito   Considera-se que o sujeito pode ter aprendeu quando dá prova de saber aprendido sem ter oportunidade de fazer. o mostrar na prática.  Podem incluir-se as aprendizagens   Podem incluir-se  pelo condicionamento clássico   a aprendizagem por insight e e   a aprendizagem social.  pelo condicionamento operante.
  • 59. APRENDIZAGEM   Condicionamento Condicionamento Clássico Condicionamento Condicionamento Operante Baseia-se na associação de um • Sistematizado por Skinner, é uma estímulo neutro e de um estímulo aprendizagem dinamizada pela natural (incondicionado), de modo a obtenção do reforço, tendo na base a que o indivíduo reaja ao primeiro da sua associação à resposta esperada. mesma maneira como reage ao • O condicionamento operante assenta segundo. no princípio de que • a resposta que conduz a algo de agradável tende a ser repetida e • a que conduz a algo desagradável tende a ser evitada.
  • 60. APRENDIZAGEM   SCEE Condicionamento Condicionamento Clássico Condicionamento Condicionamento Operante Condicionamento Dá-se o nome de reforço a um • Este condicionamento foi estudado estímulo que, surgindo em por Pavlov, que sistematizou outros consequência de um comportamento, processos que acompanham a aumenta a probabilidade da sua aquisição de uma nova conduta, tais ocorrência. como • a extinção, • a recuperação espontânea, • recondicionamento, • reextinção, • generalização do estímulo e • discriminação.
  • 61. APRENDIZAGEM   SCEE Condicionamento Operante Condicionamento Operante Condicionamento   O reforço pode ser positivo ou negativo:   O reforço positivo é a apresentação de um estímulo apetecível que faz aumentar a ocorrência do comportamento desejado;   O reforço negativo é a retirada de um estímulo aversivo que faz aumentar também a ocorrência do comportamento desejado.   O castigo é um estímulo desagradável que surge em consequência de um comportamento e que diminui a probabilidade da sua ocorrência.
  • 62. APRENDIZAGEM   SCEE Condicionamento Condicionamento Clássico Condicionamento Condicionamento Operante Condicionamento O condicionamento clássico, no qual O condicionamento operante, no qual o estímulo precede a resposta, o reforço se sucede à resposta, caracteriza-se por ser uma reacção caracteriza-se por ser uma reacção involuntária e específica a uma não específica, da iniciativa do sujeito, situação também específica. a uma situação constituída por estímulos não identificados.
  • 63. APRENDIZAGEM   SCEE Modelo Cognitivo Aprendizagem por Insight Insight   A aprendizagem por insight, estudada por Kohler, caracteriza-se pela compreensão rápida e inesperada de um problema e do modo de o resolver.   Também designada por intuição, o insight é útil no quotidiano, na colocação de hipóteses científicas, na criação literária e na produção artística.
  • 64. APRENDIZAGEM   SCEE Modelo Cognitivo Aprendizagem Social Aprendizagem Social   Estudada por Bandura, a aprendizagem social faz-se com base na observação e na imitação de outras pessoas.   Designa-se por modelagem ou modelação a aprendizagem social feita por observação e imitação de modelos, ou seja, de pessoas significativas.   As pessoas aprendem umas com as outras não só de modo directo, mas também indirecto ou vicariante.
  • 65. APRENDIZAGEM   SCEE Modelo Cognitivo Aprendizagem Social Aprendizagem Social   As aquisições em que as consequências dos actos recaem no sujeito que os pratica inscrevem-se na aprendizagem directa.   As aquisições em que os modos de proceder são sugeridos pela observação do que acontece aos outros inscrevem-se na aprendizagem indirecta ou vicariante.
  • 66. Psic olog ia! MEMÓRIA  
  • 67. MEMÓRIA     O suporte da aprendizagem é a memória, que consiste no processo de recordar conteúdos previamente aprendidos e armazenados para futuras utilizações.   Segundo um modelo de inspiração cibernética, existem quatro etapas na memória:   recepção e codificação de informação;   armazenamento;   recuperação;   esquecimento.
  • 68. MEMÓRIA   SCEE   Podemos falar de três tipos de memória:   sensorial,   a curto prazo e   a longo prazo.
  • 69. MEMÓRIA   SCEE   A memória sensorial regista as impressões visuais, auditivas, olfactivas ou tácteis sem as processar e conserva-as aproximadamente durante um quarto de segundo.   Se não se prestar atenção aos dados da memória sensorial, eles perdem-se;   Se se lhes prestar atenção, codificam-se e passam à memória de curto prazo.
  • 70. MEMÓRIA   SCEE   A memória a curto prazo é uma área iluminada, é o centro consciente por onde passam as lembranças de que nos servimos em dado momento.   As lembranças são aí visíveis por 20 a 30 segundos.   Se houver repetição estas informações passam para o tratamento de memória de trabalho já com a duração de alguns minutos;   Se houver interferências, deterioram-se e desaparecem.
  • 71. MEMÓRIA   SCEE   A memória a curto prazo tem, entre outras, a função de seleccionar as lembranças, enviando as mais significativas para a memória a longo prazo.   A memória a longo prazo é o “armazém” de um grande número de informações, onde ficam retidas por um tempo indeterminado, até que a memória de trabalho as venha buscar para serem utilizadas.
  • 72. MEMÓRIA   SCEE   Muito do que se aprende esquece-se, isto é, não é recuperável como informação consciente: passa por alterações deturpadoras ou fica inacessível com o passar do tempo.   A deturpação do traço mnésico pode relacionar-se com falhas na codificação, no armazenamento ou na recuperação.   Um dos factores do esquecimento são as outras aprendizagens, capazes de interferir nos conteúdos mnésicos, de forma retro ou proactiva.
  • 73. Processos  Emocionais   A afectividade (isto é, a capacidade para afectarmos e sermos afectados pelos outros e pelas situações) faz parte da essência do ser humano, naturalmente predisposto para criar relações vinculativas mais ou menos fortes com as pessoas e com tudo o que o rodeia.
  • 74. Processos  Emocionais     Designam-se por afectos as predisposições do ser humano para reagir de modo agradável ou desagradável nas relações vinculativas que estabelece.   Os afectos são invisíveis, são simples predisposições que se podem concretizar em sentimentos ou emoções.
  • 75. Processos  Emocionais   SCEE   Sentimentos são estados afectivos agradáveis ou desagradáveis, de grande estabilidade, com papel moderador nas relações que o sujeito estabelece com as pessoas, os animais e outros elementos.   Os sentimentos são sentimentos de emoções.
  • 76. Processos  Emocionais   SCEE   Emoções são reacções orgânicas agradáveis ou desagradáveis relativamente a um acontecimento que interfere na relação que o sujeito estabelece com a realidade.   As emoções podem ser:   primárias, dependentes do sistema nervoso autónomo e do sistema límbico, e   secundárias, envolvendo a participação do córtex cerebral, sobretudo do córtex pré-frontal.
  • 77. Processos  Emocionais   SCEE   As primárias apresentam forte componente inata, o que determina o seu carácter universal e a sua ocorrência nas crianças de tenra idade.   As secundárias, derivando das primárias e mantendo as suas características centrais, manifestam-se quando os indivíduos   já são capazes de avaliar as situações,   o que significa serem influenciadas pela aprendizagem realizada no meio social e cultural.
  • 78. Processos  Emocionais   SCEE   Outrora, a emoção era encarada como um obstáculo às tarefas cognitivas.   Os avanços nas neurociências vêm ampliar o conceito de mente, de forma a incluir as emoções, tidas como elementos essenciais nas nossas decisões.   António Damásio é um dos investigadores que salienta o papel das emoções no bom funcionamento da mente e nas decisões que tomamos ao longo da vida.
  • 79. Processos  Emocionais   SCEE   A concretização de tais decisões é ajudada pelos marcadores somáticos, uma espécie de alarme que cria automaticamente em nós uma predisposição de apetência ou repulsa por coisas ou situações acerca das quais não temos elementos para decidir racionalmente.   A sobrevivência do ser humano põe em jogo a sua racionalidade, constituída não apenas pelas capacidades cognitivas, mas também pelas emoções, modos básicos de se relacionar com o mundo, em que a orientação lhe é dada pela procura de prazer e pela fuga ao sofrimento.
  • 80. Processos  Cona:vos   Todos  os  animais   possuem  ac:vidade,  o  que   significa  serem  dotados  de   capacidade  de  intervenção   no  meio.    
  • 81. Processos  Cona:vos •  As  formas  de  intervenção  no  meio  são  variadas:     •  Formas  directas  e  mecânicas  de  reacção   –  São  formas  simples,  involuntárias  e  automá:cas,   como  os  actos  reflexos,  os  hábitos  ou  os   comportamentos  implicados  no  funcionamento   interno  do  organismo.   •   Respostas  individuais,  executadas  por  inicia:va   própria.   –  São  complexas,  voluntárias  e  próprias  de  sujeitos  com   consciência  dos  objec:vos  a  a:ngir  e  dos  meios  com   que  pretendem  alcançá-­‐los.  
  • 82. Processos  Cona:vos •  É  próprio  dos  seres  humanos  agirem   voluntária  e  deliberadamente,  e  a  tendência   que  manifestam  para  gir  desta  maneira   designa-­‐se  por  conação,  isto  é:     –  As  acções  especificamente  humanas  apresentam   como  caracterís:cas  necessárias  serem   conscientes,  voluntárias  e  intencionais.   –  Enquanto  consciente,  a  acção  humana  diz  respeito   a  um  conjunto  de  actos  realizados  por  um  sujeito   que  sabe  aquilo  que  está  a  fazer.  
  • 83. Processos  Cona:vos •  Enquanto  voluntária,  reporta-­‐se  a  actos   premeditados  por  um  sujeito  que  quer  fazer   aquilo  que  faz  porque  assim  o  decidiu,  de   modo  livre.   •  Enquanto  intencional,  encontra-­‐se  associada  a   actos  de  um  sujeito  que  sabe  para  que  age,  ou   seja,  sabe  aquilo  que  pretende  a:ngir  com  a   acção  que  se  dispõe  a  realizar.  
  • 84. Processos  Cona:vos •  Por  trás  da  acção  humana  há,  portanto,   intenções  ou  mo:vos  que  nos  permitem   compreendê-­‐la,  fornecendo-­‐nos  as  razões  por   que  foi  realizada,  isto  é,  o  porquê  da  acção.   •  A  acção  é  dinamizada  pelas  tendências,  ou   seja,  por  disposições  mo:vacionais  internas   que  nos  impelem  a  agir  
  • 85. Processos  Cona:vos •  Enquanto  suporte  ac:vo  das  acções,  as   tendências  manifestam-­‐se  segundo  uma   sequência  de  elementos  que  se  definem   reciprocamente  e  da  qual  fazem  parte:   –  a  necessidade,     –  a  pulsão,     –  o  comportamento,     –  o  objec:vo  e     –  a  saciedade.  
  • 86. Processos  Cona:vos •  Necessidade  é  o  estado  de  carência  ou  privação,  gerador  de   um  desequilíbrio  que  nos  impulsiona  a  fazer  qualquer  coisa   para  lhe  pôr  fim.   •  Pulsão  é  o  estado  energé:co  que  desencadeia  o   comportamento,  orientando-­‐o  num  determinado  sen:do.   •  Comportamento  é  a  ac:vidade  movida  pela  pulsão  para   a:ngir  o  fim  em  vista.   •  O  objec:vo  é  a  finalidade  ou  meta  que  se  pretende   alcançar  ao  fazer  o  que  se  faz.   •  Saciedade  é  a  diminuição  ou  eliminação  da  pulsão,   conseguida  por  meio  da  ac:vidade  que  foi  capaz  de   alcançar  o  objec:vo  visado.    
  • 87. Processos  Cona:vos •  As  tendências  são  diversas,  podendo   classificar-­‐se  em     –  Primárias  e  inatas:   •  visam  a  sa:sfação  de  necessidades  básicas  e  são   independentes  da  aprendizagem.  É  o  caso  das  que  se   relacionam  com  a  preservação  do  indivíduo  e  da   espécie.   –  Secundárias  e  aprendidas:   •  visam  a  sa:sfação  das  necessidades  sociais  e  são   adquiridas  por  aprendizagem.  É  o  caso  da  tendência   para  a  música,  para  o  desenho  ou  para  o  desporto.  
  • 88. Processos  Cona:vos •  Abraham  Maslow  dispôs  as  mo:vações  do  ser  humano   numa  escala  hierárquica  que  começa  com  as   necessidades  básicas  e  culmina  com  as  necessidades   de  realização  pessoal.   •  Um  dos  pressupostos  de  Maslow  é  a  crença  de  que  as   pessoas  só  sentem  tendências  de  nível  superior,  se  as   carências  de  nível  inferior  es:verem  sa:sfeitas.   •  À  medida  que  se  sobe  na  hierarquia,  o  número  de   tendências  comuns  a  homens  e  animais  vai  diminuindo   em  favor  das  que  são  especificamente  humanas.  
  • 89. Processos  Cona:vos •  As  tendências  colocadas  na  base  da  pirâmide  são  comuns  a  todos   os  seres  humanos,  enquanto  as  de  cima  vão  surgindo  num  número   cada  vez  mais  reduzido  de  pessoas.   •  A  construção  de  si  mesmo  implica  ir  subindo  nos  degraus  da   pirâmide,  em  que  a  dose  de  esforço  e  o  refinamento  de   competências  exigidos  vão  sendo  progressivamente  superiores.   •  A  auto-­‐realização  exige  tenacidade  do  sujeito,  que  se  esforça  por   agir  em  função  de  objec:vos  ou  fins  que  elegeu  de  modo   voluntário.   •  Finalidades  e  mo:vos  são  a  razão  de  agir  dos  seres  humanos,  mas  é   a  sua  vontade  que  os  escolhe  e  os  elege  como  capazes  de  o   dinamizar  no  cumprimento  do  seu  projecto  pessoal  de  vida.