CILP 2014 - slides 5 - Redação - aula 12/04/2014

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CILP 2014 - slides 5 - Redação - aula 12/04/2014 - Curso Isolado de Língua Portuguesa - Professor Jason Lima

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CILP 2014 - slides 5 - Redação - aula 12/04/2014

  1. 1. Professor Jason Lima Aula 5
  2. 2. A INFORMATIVIDADE Professor Jason Lima
  3. 3. A informatividade Todo texto traz em si algo imprevisível em termos de conteúdo, o que significa que, sempre que entramos em contato com algum texto, criamos expectativas a respeito do discurso do autor, ou seja, esperamos por novidades que venham a acrescentar algo ao nosso conhecimento, e é justamente essa peculiaridade a responsável pela medida do grau de informatividade. Quanto mais relevantes e singulares forem as informações, maior o grau de informatividade do texto e, consequentemente, mais interessante ele se torna, atraindo o interlocutor e mantendo-o atento, o que permite ao autor atingir de forma satisfatória seu objetivo na interação. O interessante é que o grau de informatividade não seja nem muito alto, nem muito baixo. O texto deve ser informativo na medida certa, respeitando as expectativas de seu público .
  4. 4. A informatividade Assim, textos sobre Mecânica Quântica, por exemplo, apresentará um alto grau de informatividade, quando direcionado a todos os públicos, pois na verdade ele interessa apenas a um público restrito. No entanto, se a informatividade do texto for muito baixa, o leitor pode desinteressar-se por ele, pelo fato de não apresentar nada de novo ou importante. Este tem sido um dos grandes problemas das redações de concursos. É necessário que essas produções apresentem um grau médio de informatividade, para que o texto não corra o risco de cair na obscuridade ou relatar o óbvio.
  5. 5. A informatividade Um exemplo de informação óbvia é o que comumente chamamos “senso comum”. São argumentos aceitos universalmente, sem necessidade de comprovação. Por exemplo: “o homem depende do ambiente para viver”, ou ainda “a mulher de hoje ocupa um papel social diferente da mulher do século XIX”. Informações como estas já foram comprovadas historicamente, não precisam de justificativa. Por apresentarem um grau de informatividade muito baixo, têm um valor persuasivo menor.
  6. 6. A informatividade O maior número de problemas encontrados em redações de concursos em relação à informatividade diz respeito à previsibilidade da informação, à insuficiência dos dados e ao desrespeito ao mundo real.
  7. 7. Como fugir do senso comum? Copiar as informações do(s) texto(s) de apoio tal como estão na prova pode levar o candidato a ter uma nota muito baixa ou mesmo a ser desclassificado, em alguns concursos. Utilizar-se, na argumentação, apenas de informações presentes no texto de apoio, mesmo que utilizando outras palavras (paráfrase) demonstra que o candidato não tem conhecimento do assunto. Por outro lado, acrescentar informações novas à sua redação é uma evidência de que o candidato tem domínio do tema que está abordando e a opção pela tese que defende é consciente e racional.
  8. 8. Como fugir do senso comum? As informações novas, ou seja, ideias não presentes no texto de apoio, são provenientes dos conhecimentos armazenados pelo candidato ao longo de sua vida, a partir das “leituras” que faz do mundo. Nesse sentido mais amplo, a “leitura” não é vista apenas como o processo de decodificar e interpretar signos escritos, mas de observar e armazenar na memória tudo o que existe e acontece ao nosso redor, posicionando-se de maneira crítica
  9. 9. Exemplos • Ladrão rouba porque não tem o que comer. • O Brasil está ruim porque os políticos não ligam. • Basta querer... • A sociedade tem que se conscientizar...
  10. 10. Um exemplo Leia o seguinte parágrafo de um texto dissertativo- argumentativo (transcrito tal qual foi produzido e, por isso, apresentando diversos problemas gramaticais), produzido a propósito da violência: “Muitas pessoas pobres, ficam muitas vezes indignadas ao ver, uma outra pessoa como ela, só que não passa fome como ela, ou seja, é rica e na maioria, ladrão, que rouba do povo e isso faz com que a população fique revoltada, e se manifestará em conflitos entre camadas sociais no qual um favelado odeie outro de uma classe superior, e tendo oportunidade para acabar com o outro não vai perder a chance. (Redação de aluno, 3º ano do ensino médio).”
  11. 11. Um exemplo O autor constrói seus argumentos a partir de ideias preconceituosas – baseadas no senso comum – segundo as quais o rico geralmente é ladrão e o pobre ou o favelado é violento. Ideias como essas e outras como “todos os políticos são corruptos”, “o jovem é sempre rebelde”, “ o brasileiro é oportunista”, “homem que é homem não chora”, “as mulheres dirigem pior do que os homens”, “ futebol não é assunto para mulheres”, “todo oriental é honesto e trabalhador” etc. devem ser evitadas, pois, além de não terem nenhum fundamento, tornam o texto fraco do ponto de vista argumentativo.
  12. 12. Um exemplo O autor constrói seus argumentos a partir de ideias preconceituosas – baseadas no senso comum – segundo as quais o rico geralmente é ladrão e o pobre ou o favelado é violento. Ideias como essas e outras como “todos os políticos são corruptos”, “o jovem é sempre rebelde”, “ o brasileiro é oportunista”, “homem que é homem não chora”, “as mulheres dirigem pior do que os homens”, “ futebol não é assunto para mulheres”, “todo oriental é honesto e trabalhador” etc. devem ser evitadas, pois, além de não terem nenhum fundamento, tornam o texto fraco do ponto de vista argumentativo.
  13. 13. Mais um exemplo O Brasil é um dos países onde tem o maior índice de crianças nas ruas sem educação, estudo e sem uma alimentação adequada para uma boa saúde. Muitas que estão nas ruas por não ter alguma informação ou educação adequada partem para uma vida sem futuro, muitos se tornam traficantes outros ladrões para conseguir alguma coisa como comida. Hoje em dia á 21,1 milhões de crianças nas ruas do nosso país, sem moradia, alimentação e outras coisas. Isso tudo é porque o nosso governo não estão se dedicando o suficiente pra mudar essa situação toda, poderia tira as crianças das ruas e coloca-las na escola em cursos profissionalizantes, dando uma boa educação pra todos. O nosso governo tem o direito de ajudar a quem necessita, mudando esse quadro que é altíssimo.
  14. 14. Professor Jason Lima

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