Artigo - Supervisão educacional

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Artigo apresentado ao Instituto de Ensino Superior Franciscano – IESF como requisito parcial de avaliação da disciplina Prática em Supervisão Educacional do Curso de Especialização em Gestão e Supervisão Educacional.
Bom Jardim - MA, 2007.

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Artigo - Supervisão educacional

  1. 1. 3 CARNEIRO TREINAMENTOS E CONCURSO LTDA. Parceria: Instituto de Ensino Superior Franciscano SUPERVISÃO EDUCACIONAL: realidade ou utopia? EDUCATIONAL SUPERVISION: reality or utopia? Eudna Almeida Bezerra Oliveira José Arnaldo da Silva Maria Antonia Lopes Gonzaga Rosilda de Farias Meireles Pires RESUMO: Este artigo aborda a prática da Supervisão em Educação, apresentada como um instrumento essencial de controle da qualidade do processo ensino/aprendizagem, que deve ser vista com o ver construtivo, crítico, vitalizador das ações educacionais postas a serviço das comunidades escolar e local, uma vez que o objetivo primordial da Supervisão é contribuir para a melhoria do processo educacional. ABSTRACT: This article approaches the practice of the Supervision in Education, presented as an essential instrument of control of the quality of the process teaching and learning, that it should be seen with seeing constructive, critical, feeder of the educational actions pieces to the communities scholar's service and local, once the primordial objective of the Supervision is to contribute for the improvement of the educational process. Sobre o fazer da Supervisão, toda e qualquer reflexão começa arduamente de seu conceito e da consideração de seus afazeres, ou seja, a razão de ou para que supervisionar. E essa análise de fazê-la só dependerá do pensamento. A Supervisão em Educação, mais do que em qualquer outra área do trabalho humano, se mostra como uma peça fundamental controladora da melhoria do processo ensino/aprendizagem. Mas para Ferreira (2003) é necessário ressignificar a Supervisão e isto tem dois sentidos: dar a ela outro conceito e revalorizar a sua formação e ação reconhecendo suas características gerais, básicas e sua especificidade. Deve-se entendê-la como o ver construtivo, crítico, alimentador das ações da educação postas a serviço da comunidade escolar e local. Não perdendo de vista sua mudança e desenvolvimento resultados mais significativos.
  2. 2. 4 No entanto isso é muito pouco. Na verdade, a Supervisão se faz cada vez mais necessária porque professores e alunos não se bastam. O Supervisor eficiente centraliza as conquistas do grupo de professores e assegura que as boas idéias tenham continuidade (AGUSTO, 2006) Desse modo, a tarefa maior de acompanhar, planejar, avaliar e aperfeiçoar oportunamente o curso dessas ações cabe a Supervisão, de assegurar a eficiência do fazer educacional e o rendimento satisfatório de seus resultados. Também é relevante lembrar que todos os que fazem a educação acontecer, comunidade escolar ou local, devem-se envolver por completo em estado de “sobreaviso”, sem o que o resultado final terá uma qualidade ineficiente, mas a Supervisão Educacional tem a ver, sobretudo, é com a riqueza de contribuição, o nível de produção e o desempenho do professores. E que seu sucesso depende, em boa parte, do relacionamento estabelecido entre supervisores e supervisionados. Então, O papel do Supervisor passa a ser redefinido baseado em seu objeto de trabalho e o resultado da relação que ocorre entre o professor que ensina e o aluno que aprende (LÜCK, 2000). Portanto, o trabalho de Supervisão exige, do supervisor, uma permanente avaliação crítica de seu próprio esforço e um desempenho contínuo de aperfeiçoamento como técnico, mas, precisamente como pessoa, cultivando um nível mais elevado de efeito interativo, condição de mobilizar as energias do corpo docente na busca dos objetivos educacionais que se quer alcançar. Desse modo, refletir a prática da supervisão é, sobretudo, observá-la nas grandes funções em que se desdobra. É examiná-la desde o planejamento do currículo, precedido de adequada diagnose, ao de o acompanhamento de sua execução, com tudo que mostra de orientação e controle, à sua avaliação em termos de merecimento crítico, e ao seu aperfeiçoamento, considerados os recursos humanos, materiais e técnicos envolvidos. Atualmente, em que a transformação seja, talvez, a única constante, a Supervisão se apresenta flexível, aberta, receptiva às mudanças e às inovações no âmbito social, tecnológico e científico. Contudo, devem estar presentes nos planos e na prática educativa a abertura, a flexibilidade, o sentido da atualização e da renovação, pois é a Supervisão que viabiliza a orientação dos professores no momento previsto, nos reajustamentos adequados, precavendo
  3. 3. 5 o prolongamento de estado indesejado de coisas com visão às vezes de longo alcance e a longo prazo. Ressalta-se, ainda, que os mecanismos que implementam a articulação entre os diversos componentes das equipes técnica administrativa e docente responsáveis pelo processo educacional são, por excelência, a coordenação e o acompanhamento da execução, que zelam pela instituição e continuidade, relevantes à criação de um clima educativo. Dessa forma, a riqueza imensa, em termos de melhoria das ações educativas e do aperfeiçoamento dos recursos humanos, vinda das atividades de coordenação e orientação no desenvolvimento do processo, não se esvaziaria com facilidade num refletir que deve ainda incidir sobre uma nova função da Supervisão e Avaliação, função igualmente relevante no controle da educação, porém ainda distante do cotidiano educativo. Portanto, a função Avaliação é merecedora de uma atenção especial, tanto por parte dos professores quanto da Supervisão, uma vez que o objetivo derradeiro da supervisão é contribuir para a melhoria do processo educacional, no âmbito do sistema de ensino ou nas instituições escolares organizando o produto da reflexão dos professores, do planejamento, dos planos de ensino e da avaliação da prática; arranjar as rotinas pedagógicas de acordo com os desejos e as necessidades de todos; ligar e interligar pessoas, ampliando os ambientes de aprendizagem. Esse é o sentido da Supervisão, não de uma instituição, mas de processos de aprendizagem e de desenvolvimento tão complexos como os que se tem nas escolas. REFERÊNCIAS AUGUSTO, Silvana. Desafios do coordenador pedagógico. Nova Escola. São Paulo, nº 192, p. 66, mai. 2006. FERREIRA, Naura Sylria Carapeto. Supervisão Educacional para uma escola de qualidade: da formação a ação. 4 ed. São Paulo: Cortez, 2003. In: Prática em Supervisão Educacional. São Luís: IESF, 2007. LÜCK, Heloísa. Ação integrada: Administração, Supervisão Educacional e Orientação. 16 ed. Petrópolis: Vozes, 2000. In: Prática em Supervisão Educacional. São Luís: IESF, 2007.

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