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REFLITA:
Basta haver um grupo
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• Fazem parte da vida das pessoas
• Dependem das pessoas para existir
• São sistemas interagindo com pessoas ...
EQUIPES SÃO MAIS QUE GRUPOS
Um grupo é uma pluralidade de indivíduos
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ORGANIZAÇÕES DE APRENDIZAGEM
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APRENDER A TRABALHAR EM EQUIPE
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O treinamento é uma responsabilidade de
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QUAL É O POTENCIAL DAS PESSOAS?
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NECESSIDADES DETERMINAM OBJETIVOS
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DESEMPENHO
Componente mais importante e indispensável
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Descreve, por meio de comportamentos
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DESEMPENHO
É composto por um verbo e um objeto da
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Os verbos devem indicar ações humanas
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CONDIÇÃO
Refere-se a variáveis que apoiam ou
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CONDIÇÃO
Algumas condições são óbvias e podem
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Nadar na água
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CONDIÇÃO
Algumas condições não podem ser
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CRITÉRIO
Indica o nível de proficiência ou do padrão
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CRITÉRIO
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Queremos que ele prenda muitos infratores (repressão) ou que
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EXEMPLO DE UM OBJETIVO INSTRUCIONAL
• Implantação de modelo de gestão por
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DOMÍNIOS DE APRENDIZAGEM
Um treinamento pode desenvolver três
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DOMÍNIO COGNITIVO: COMPLEXIDADE
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DOMÍNIO AFETIVO: INTERNALIZAÇÃO
Processos de incorporação ou adoção de
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DOMÍNIO PSICOMOTOR: AUTOMATIZAÇÃO
Processos de incorporação ou adoção de
movimentos
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CATEGORIAS DO DOMÍNIO COGNITIVO
(Rodrigues Júnior, 1997)
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VOCÊ RECONHECE O
POTENCIAL DA SUA
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DESENVOLVENDO EQUIPES QUE APRENDEM
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Desenvolvendo equipes para a aprendizagem - Módulo II: Reconhecendo o Potencial da Equipe

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Aula do curso online Desenvolvendo Equipes para a Aprendizagem - Módulo II: Reconhecendo o Potencial da Equipe
Autora: Dra. Jaqueline Gomes de Jesus (Universidade de Brasília)

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Desenvolvendo equipes para a aprendizagem - Módulo II: Reconhecendo o Potencial da Equipe

  1. 1. D ESEN VO LVEN D O EQ UIPES PAR A A APR EN D IZAG EM M ÓDULO II: RECONHECENDO O POTENCIAL DA EQUIPE Dra. Jaqueline Gomes de Jesus
  2. 2. MÓDULO II – RECONHECENDO O POTENCIAL DA EQUIPE DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 2
  3. 3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Ao final deste módulo, você será capaz de:  Compreender o conceito de equipes que aprendem;  Definir domínios de aprendizagem; e  Descrever as etapas de um treinamento. DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 3
  4. 4. REFLITA: Basta haver um grupo para termos uma equipe? Existe equipe sem trabalho? DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 4
  5. 5. ORGANIZAÇÕES • Fazem parte da vida das pessoas • Dependem das pessoas para existir • São sistemas interagindo com pessoas e sociedade • São formadas por grupos Organizações vivem quando as pessoas: • Comunicam-se • Têm objetivos em comum • Estão dispostas a contribuir com a organização DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 5
  6. 6. EQUIPES SÃO MAIS QUE GRUPOS Um grupo é uma pluralidade de indivíduos que estão conscientes de que compartilham algo significativamente importante Uma equipe é um grupo formado por pessoas com habilidades complementares e comprometimento com uma missão e objetivos em comum, que tem um plano de trabalho bem definido Uma organização que aprende é formada por equipes que se engajam no crescimento das pessoas e do coletivo DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 6
  7. 7. ORGANIZAÇÕES DE APRENDIZAGEM “Precisamos resgatar a nossa capacidade de ver o mundo como um sistema de forças entrelaçadas e relacionadas entre si. Ao fazermos isso estaremos em condições de formar as organizações de aprendizagem, nas quais as pessoas se colocarão objetivos mais altos, aprenderão a criar os resultados desejados e a usar novos e elevados padrões de raciocínio, enfim, onde as pessoas aprenderão continuamente a aprender em grupo” (Peter Senge, 2009). DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 7
  8. 8. APRENDER A TRABALHAR EM EQUIPE Além de todas as diferenças humanas com as quais temos de lidar diariamente num trabalho em equipe, existe outro desafio: nossa cultura tem privilegiado o aprendizado individual. Na família, na escola, na organização de trabalho, o individualismo tem sido reforçado. No entanto, essa aprendizagem individualizada nem sempre tem alcançado os resultados pretendidos. DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 8
  9. 9. ORGANIZAÇÕES DE TRABALHO FALHAM QUANDO REFORÇAM OU NÃO QUESTIONAM: • O mito da equipe gerencial, segundo o qual os gestores sempre devem ter uma resposta pronta para tudo, o que leva à prática deletéria de desvalorizar os saberes dos trabalhadores e levar os gestores a acreditarem que não precisam aprender coisas novas • A ilusão de só aprender com a experiência: as consequências de nossas ações podem gerar aprendizados, dependendo de nossas reflexões sobre elas, porém elas não abrangem todas as dimensões da realidade social das equipes DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 9
  10. 10. ORGANIZAÇÕES DE TRABALHO FALHAM QUANDO REFORÇAM OU NÃO QUESTIONAM: • A fixação em só responder a eventos súbitos, o que leva as pessoas a não se prepararem para mudanças que acontecem de forma gradual e a desvalorizarem aprendizagem a médio e longo prazo • A ilusão de assumir o total controle: muitas pessoas se acreditam proativas, por buscarem soluções imediatas para os problemas, porém ignoram as contribuições que os próprios colegas de trabalho podem dar DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 10
  11. 11. ORGANIZAÇÕES DE TRABALHO FALHAM QUANDO REFORÇAM OU NÃO QUESTIONAM: • A fixação em cargos, quando as pessoas se restringem aos próprios cargos e ignoram a relação de seu trabalho com o de outros colegas, o que pode levar a atribuir as causas das falhas da equipe sempre ao outro colega ou ao gestor, pois não se tem uma visão sistêmica que nos permite entender que nossas ações (ou inações) repercutem no trabalho dos demais trabalhadores, para além dos cargos DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 11
  12. 12. QUAL É O PAPEL DOS GESTORES? DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 12 O treinamento é uma responsabilidade de cada gestor, que deve aprender a explanar, ensinar, acompanhar e comunicar Os gestores precisam receber assistência especializada para assumirem essa responsabilidade Divisões de capacitação/desenvolvimento profissional especializadas e instrutores têm por função auxiliar os gestores
  13. 13. QUAL É O POTENCIAL DAS PESSOAS? A administração constitui a maneira de fazer com que as coisas sejam feitas da melhor forma possível, por meio dos recursos e competências disponíveis, a fim de atingir os objetivos da organização As pessoas são os recursos vivos e inteligentes da organização, com incrível potencial de desenvolvimento e enorme capacidade para aprender novos Conhecimentos, Habilidades e Atitudes (CHAs), que não diminuem se compartilhados DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 13
  14. 14. NECESSIDADES DETERMINAM OBJETIVOS Como discutimos no Módulo I, os instrutores são pessoas situadas em um nível hierárquico qualquer da organização, experientes ou especializados em determinada atividade ou área do conhecimento, que transmitem seus saberes, de maneira organizada, aos aprendizes Desse modo, um treinamento não pode ser feito ao acaso ou simplesmente para zerar carências imediatas de CHAs, e deve se pautar por objetivos claros e específicos DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 14
  15. 15. DEFINIR OBJETIVOS A PARTIR DE NECESSIDADES DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 15
  16. 16. ESPECIFICAÇÃO DOS OBJETIVOS INSTRUCIONAIS Um objetivo bem formulado deve apresentar três características básicas: Desempenho Condição Critério DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 16
  17. 17. DESEMPENHO Componente mais importante e indispensável de um objetivo instrucional Descreve, por meio de comportamentos observáveis, o que o aprendiz será capaz de fazer Enfoca a aplicação de novas aprendizagens no trabalho, descritas em termos de competências que se espera observar no ambiente laboral DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 17
  18. 18. DESEMPENHO É composto por um verbo e um objeto da ação Os verbos devem indicar ações humanas observáveis, descritas de forma clara O objeto da ação deve ser especificado. Objetos mal selecionados dificultam a escolha de meios, contexto, situação e estratégias de ensino Exemplo - Recitar um poema: • Lírico ou épico? DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 18
  19. 19. CONDIÇÃO Refere-se a variáveis que apoiam ou restringem a ocorrência dos desempenhos esperados, descritos nos objetivos Variáveis sociais: Clima organizacional, cultura, estilo gerencial, relações de trabalho Variáveis materiais: Informações, equipamentos, ferramentas, espaço físico, mobiliário DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 19
  20. 20. CONDIÇÃO Algumas condições são óbvias e podem ser omitidas: Nadar na água Digitar com uso de um computador, teclado e processador de texto Trocar pneu com chave de roda e macaco... DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 20
  21. 21. CONDIÇÃO Algumas condições não podem ser omitidas, pois servem para indicar certas características especiais do contexto em que a situação de aprendizagem deve, obrigatoriamente, ocorrer: Exigência de uso de determinado tipo de piscina (olímpica ou comum, aquecida ou à temperatura ambiente, cobera ou ao ar livre); de planilha eletrônica; de veículo; de terreno; de organização. DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 21
  22. 22. CRITÉRIO Indica o nível de proficiência ou do padrão de desempenho esperado Deve ser descrito em termos de características quantitativas e qualitativas das ações e/ou resultados das ações descritos nos objetivos Indica o quanto o aprendiz adquiriu a competência descrita no objetivo Serve de parâmetro para a avaliação da aprendizagem DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 22
  23. 23. CRITÉRIO Depende da característica de cada grupo: Nadadores obesos e fumantes ou magros e saudáveis; jovens ou idosos; homens ou mulheres O critério exigido de cada grupo dependerá das normas de grupo DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 23
  24. 24. EXEMPLO – TREINAMENTO DE ATENDIMENTO AO PÚBLICO Treinamento de atendimento ao público: Olhar para o usuário enquanto o atende Pedir esclarecimentos ao usuário até compreender a solicitação Resolver o problema trazido pelo cliente ou encaminhar à pessoa com autoridade e competência para fazê-lo Diante da impossibilidade de resolver o problema, desculpar-se DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 24
  25. 25. EXEMPLO – TREINAMENTO PARA FORMAR UM POLICIAL Queremos que ele prenda muitos infratores (repressão) ou que previna a ocorrência de delitos? Policiamento repressivo: Requer que o policial tenha contato com a legislação criminal, conheça táticas de defesa pessoal, tenha aulas de tiro, etc A instrução, nesse caso, requer aulas teóricas e práticas Policiamento preventivo: Requer que o policial estabeleça relações de cordialidade com os cidadãos, que conheça as lideranças da comunidade e que se comunique bem A instrução, nesse caso, requer interação entre os aprendizes, simulação da atuação em áreas policiadas DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 25
  26. 26. COMPONENTES DE UM OBJETIVO INSTRUCIONAL CONDIÇÃO DESEMPENHO CRITÉRIO Situação / ambiente Verbo + objeto da ação Padrão / norma DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 26
  27. 27. EXEMPLO DE UM OBJETIVO INSTRUCIONAL • Implantação de modelo de gestão por competências Os gestores, ao final do treinamento, serão capazes de: Descrever os componentes do modelo de gestão Explicar o modelo de gestão por competências aos seus colaboradores Falar em público sobre as vantagens da aplicação do modelo Aplicar os procedimentos de mapeamento de competências adotados pela empresa para identificar lacunas no repertório de habilidades de seus respectivos colaboradores Avaliar o efeito da implantação das técnicas de gestão por competências sobre os níveis de produtividade da unidade em que trabalham 27DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS
  28. 28. DOMÍNIOS DE APRENDIZAGEM Um treinamento pode desenvolver três classes de CHAs: cognitivas, afetivas e/ou psicomotoras Esses CHAs se agrupam em três grandes domínios de aprendizagem, propostos por Bloom e cols. (1973; 1974), que não necessariamente se excluem: • Cognitivo (saber) • Psicomotor (saber fazer) • Afetivo (saber estar/ser) DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 28
  29. 29. DOMÍNIOS DE APRENDIZAGEM Os domínios de aprendizagem facilitam a elaboração de programas de TD&E e EC Cognitivo: domínio dos conhecimentos, relacionado à aquisição de informações Psicomotor: domínio das habilidades, relacionado ao exercício de atividades motoras Afetivo: domínio das atitudes, relacionado à adesão a interesses e valores DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 29
  30. 30. INTERAÇÃO DOS DOMÍNIOS DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 30
  31. 31. DOMÍNIOS E RESULTADOS DE APRENDIZAGEM Os domínios representam resultados de aprendizagem e não o que a pessoa já sabia/fazia/era Os domínios são orientados por princípios organizadores: Cognitivo → complexidade da informação Psicomotor → automatização dos movimentos Afetivo → internalização das atitudes DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 31
  32. 32. DOMÍNIO COGNITIVO: COMPLEXIDADE Processos de incorporação ou adoção de conhecimentos DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 32
  33. 33. DOMÍNIO AFETIVO: INTERNALIZAÇÃO Processos de incorporação ou adoção de uma atitude ou da adesão maior a um valor Um valor é um princípio, um ideal ou uma prática que orienta, direciona ou privilegia o curso de ação de uma pessoa DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 33
  34. 34. DOMÍNIO PSICOMOTOR: AUTOMATIZAÇÃO Processos de incorporação ou adoção de movimentos DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 34
  35. 35. CATEGORIAS DO DOMÍNIO COGNITIVO (Rodrigues Júnior, 1997) DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 35 Quanto mais alto o nível, maior a complexidade da informação dominada
  36. 36. CONHECIMENTO Comportamentos que requerem evocação, por reconhecimento ou memória, de ideias, informações, objetos, materiais ou fenômenos: Fatos (datas, nomes, lugares), convenções (regras, mapas), tendências ou sequências (moda, fases do desenvolvimento), classificações, categorias, critérios (parâmetros de julgamento de um trabalho científico ou de uma obra de arte), etc DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 36
  37. 37. COMPREENSÃO Elaboração pequena do material ou da informação original: Compreensão de um texto → capacidade de fazer um resumo DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 37
  38. 38. APLICAÇÃO Capacidade de usar corretamente uma informação genérica em uma situação nova e específica: Solicitar ao participante de um treinamento sobre legislação trabalhista que aplique a lei em um caso específico real DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 38
  39. 39. ANÁLISE Capacidade de desdobrar o material ou a informação em suas partes constituintes: Distinguir fatos de hipóteses, reconhecer suposições não-explicitadas em uma comunicação, perceber as inter-relações e os princípios que as regem DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 39
  40. 40. SÍNTESE Capacidade de produzir algo novo a partir dos materiais e das informações originais oriundos da instrução: Redigir um relatório de forma clara, precisa e objetiva; expor de improviso um tema específico; planejar um curso gerencial; criar testes de avaliação de aprendizagem; propor políticas de desenvolvimento de RH, etc DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 40
  41. 41. AVALIAÇÃO Inclui processos de julgamento acerca do valor de ideias, trabalhos, métodos, informações, teorias, produtos, etc Consiste basicamente em confrontar uma informação, ideia, produto com um critério ou conjunto de critérios internos ou externos ao objeto DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 41
  42. 42. CATEGORIAS DO DOMÍNIO PSICOMOTOR (Rodrigues Júnior, 1997) DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 42 Quanto mais alto o nível, maior automatização da habilidade dominada
  43. 43. PERCEPÇÃO Consiste na atenção aos movimentos componentes da ação completa, suas conexões e consequências O aprendiz observa sem executar Aprendendo a dirigir, primeiro se observa a posição do corpo ao realizar movimentos no veículo, ajuste de assento, condutores em situações de trânsito, etc DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 43
  44. 44. POSICIONAMENTO O aprendiz ajusta o seu corpo para executar os movimentos, porém ainda não os executa Ajusta o ambiente para executar os movimentos Entra no carro e se posiciona adequadamente DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 44
  45. 45. EXECUÇÃO ACOMPANHADA Executa de modo hesitante os movimentos componentes da ação global, realiza corretamente sequências completas de comportamentos O aprendiz depende de instruções e acompanhamento É capaz de trocar marchas, acelerar, desacelerar e reagir adequadamente a algumas situações de trânsito DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 45
  46. 46. MECANIZAÇÃO Executa ações completas correta e inconscientemente As sequências de movimentos estão automatizadas e são rotineiras Conduz sozinho o automóvel, quase sem cometer erros e sem qualquer auxílio DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 46
  47. 47. DOMÍNIO COMPLETO É capaz de executar as ações motoras automaticamente e sem erros Dirige bem em qualquer condição de tráfego, sem acidentar-se ou infringir as leis de trânsito DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 47
  48. 48. CATEGORIAS DO DOMÍNIO AFETIVO (Rodrigues Júnior, 1997) DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 48 Quanto mais alto o nível, maior a internalização da atitude
  49. 49. RECEPTIVIDADE Acolhimento ou aquiescência Grau de atenção do aprendiz em relação a um determinado valor Pode ser observado quando o aprendiz dirige passivamente sua atenção para ele de modo intencional e seletivo Prestar atenção a uma palestra sobre os males do tabagismo ou acerca das vantagens da gestão de pessoas DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 49
  50. 50. RESPOSTA Supõe alguma ação do indivíduo com relação ao estímulo afetivo A adoção do valor é esporádica, circunstancial e limitada ao aprendiz Listar, a pedido, os malefícios do tabagismo, ou relacionar as vantagens associadas à adoção de uma forma participativa de gestão de pessoas; manifestação de alguma satisfação do aprendiz com relação ao valor DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 50
  51. 51. VALORIZAÇÃO Resultados de aprendizagem desse tipo indicam que o valor comunicado foi internalizado pelo aprendiz A adoção do valor é consistente, persistente e persuasiva O valor passa a ser usado como critério de julgamento Tentar convencer alguém a abandonar o vício do fumo ou a praticar gestão participativa no trabalho DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 51
  52. 52. ORGANIZAÇÃO Processos de re-interpretação do valor comunicado pela instrução, à luz de outros valores análogos ou antagônicos ao original O aprendiz analisa os diferentes ângulos do valor adquirido, compara-o a valores concorrentes e re-elabora suas crenças e atitudes Definição pessoal, única e singular do valor Pessoa que repensa seus hábitos após decidir parar de fumar; gestor que modifica suas estratégias DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 52
  53. 53. CARACTERIZAÇÃO Corresponde aos resultados de maior grau de internalização de valores O valor passa a ser uma característica global incorporada ao comportamento do indivíduo Poucos alcançam esse nível:  Mandela – luta contra o racismo  Betinho – solidariedade  Steve Jobs – inovação  Chiavenato – administração  Silvia Lane – psicologia social DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 53
  54. 54. AQUISIÇÃO DOS NÍVEIS ELEVADOS DE INTERNALIZAÇÃO VALORIZAÇÃO Possível de se desenvolver em escolas e universidades ORGANIZAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO Requerem exposição duradoura e prolongada a situações e contextos de aprendizagem, além do desenvolvimento simultâneo de capacidades cognitivas complexas DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 54
  55. 55. Domínio Resultados de aprendizagem Princípio integrador Níveis Cognitivo Atividades intelectuais Complexidade 1. Conhecimento 2. Compreensão 3. Aplicação 4. Análise 5. Síntese 6. Avaliação Afetivo Atitutes, valores, interesses, tendências emocionais Internalização 1. Receptividade 2. Resposta 3. Valorização 4. Organização 5. Caracterização Psicomotor Atividades motores ou musculares Automatização 1. Percepção 2. Posicionamento 3. Execução acompanhada 4. Mecanização 5. Domínio completo 55 DOMÍNIOS DE APRENDIZAGEM DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS
  56. 56. EXEMPLO DE SEQUÊNCIA INSTRUCIONAL 56DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS
  57. 57. TREINAMENTO COMO CICLO O treinamento é um ciclo ou processo que, quando planejado, é composto por quatro etapas: (1) Levantamento de Necessidades de Treinamento (LNT), (2) projeto e programação de treinamento, (3) execução do treinamento e (4) avaliação dos resultados do treinamento. Essas quatro etapas são interligadas. DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 57
  58. 58. TREINAMENTO COMO CICLO DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 58 Levantamento de Necessidades de Treinamento (LNT): Diagnóstico da situação, análise de problemas de eficácia organizacional; determinação dos requisitos básicos da força de trabalho Projeto e programação de treinamento: Programação do treinamento para atender às necessidades, tomada de decisões quanto à estratégia instrucional
  59. 59. TREINAMENTO COMO CICLO DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 59 Execução do treinamento: Implementação e execução do programa Avaliação dos resultados: Acompanhamento, verificação e medição dos resultados, comparação com a situação anterior
  60. 60. TREINAMENTO COMO CICLO DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 60
  61. 61. TREINAMENTO COMO CICLO DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 61
  62. 62. VOCÊ RECONHECE O POTENCIAL DA SUA EQUIPE? QUER DESENVOLVÊ-LO? DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 62
  63. 63. PRÓXIMO MÓDULO: DESENVOLVENDO EQUIPES QUE APRENDEM DRA. JAQUELINE GOMES DE JESUS 63

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